sexta-feira, 28 de outubro de 2016

WOLBACHIA: Continua a implantação em Niterói de tecnologia inovadora da FIOCRUZ para o combate à dengue, zika e chikungunya

 
 
COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:
 
A tecnologia de inoculação da bactéria Wolbachia em mosquitos como forma de combater a dengue e outras doenças é uma solução inovadora, que está sendo implementada no Brasil pela Fundação Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).
 
As duas localidades escolhidas para testar a tecnologia foram o bairro de Jurujuba (Niterói) e Tubiacanga (na Ilha do Governador).
 
Em Niterói, a Prefeitura e o Projeto Grael são parceiros do trabalho. A sede do Projeto Grael é uma das bases de atuação dos técnicos da FIOCRUZ e local de soltura dos mosquitos infectados. Segundo os técnicos, no próximo verão, momento de maior presença dos mosquitos, espera-se poder colher os primeiros dados da pesquisa em curso.
 
Axel Grael
Vice-Prefeito de Niterói &
Fundador e ex-presidente do Projeto Grael.
 
 

 
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Dengue: ‘mosquitos do bem’ de volta 
 
 
Em projeto experimental, de agosto de 2015 a janeiro deste ano, o bairro de Jurujuba recebeu milhares de ovos infectados com a bactéria Wolbachia. Foto: Agência Brasil / Fernando Frazão.


Uma nova liberação de mosquitos com bactéria Wolbachia vai ocorrer em Niterói e no Rio de Janeiro a partir de 2017, onde vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas. A expansão – que ocorrerá em um prazo de três anos no Brasil e também na Colômbia, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros –, tem o objetivo de combater a transmissão de dengue, zika e chikungunya. O projeto, que vai custar US$ 18 milhões, já foi testado no Brasil por meio de parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates em Jurujuba, e em Tubiacanga, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, entre agosto de 2015 e janeiro deste ano, teve resultados positivos.

Ricardo Barros informou que o projeto deverá ser ampliado em outras cidades isoladas para a gente ver se consegue ter uma avaliação mais efetiva”, disse o ministro.

“Mas isso está em decisão pelo grupo de pesquisa. Decidimos pegar uma cidade de médio porte isolada e ver como se comporta nessas condições o tratamento por meio da Wolbachia”, completou.

Uma pesquisa inédita da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constatou que a bactéria Wolbachia reduz a transmissão do vírus Zika através do mosquito Aedes aegypti. O artigo, publicado na revista Cell Host & Microbe, é o primeiro estudo científico do mundo que comprova que a bactéria usada para tentar reduzir a propagação da dengue também tem eficácia contra o Zika.

Desde 2014, a Fiocruz testa os chamados “mosquitos do bem” como um meio natural de controle da dengue. O pesquisador Luciano Moreira, líder do projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, diz que a nova experiência de laboratório mostrou que os mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia não tem capacidade para transmitir o Zika.

Experiência – “Mostramos isso fazendo o seguinte experimento: tínhamos mosquitos que estavam infectados (com Zika), divididos em dois grupos: com Wolbachia e sem Wolbachia. Depois de duas semanas, coletamos a saliva dos mosquitos dos dois grupos e a injetamos em mosquitos sadios, que nunca haviam visto o vírus (Zika). Quando a saliva tem origem nos mosquitos com Wolbachia, a gente não consegue fazer infecção nos mosquitos (sadios), mostrando que a Wolbachia bloqueou a transmissão do vírus”, disse.

Os pesquisadores defendem que essa é uma alternativa natural, segura e autossustentável para o combate da dengue, zika e chikungunya.

Jurujuba – O bairro de Jurujuba, em Niterói, recebeu em agosto de 2015 milhares de ovos do Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, encontrada no meio ambiente e capaz de impedir a transmissão da dengue pelo mosquito. A experiência faz parte do projeto ‘Eliminar a Dengue: Desafio Brasil’. No bairro moram 2 mil pessoas. Conforme o projeto, foram liberados, durante quatro meses, aproximadamente 10 mil mosquitos modificados com a bactéria.

Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e coordenador do projeto no Brasil, explicou que, em Jurujuba, ovos do mosquito com a bactéria foram liberados em pequenos baldes. A experiência ocorreu em 80 residências que aceitaram colaborar com a iniciativa.

“É um método mais simples e mais barato e, em termos de logística, podemos facilitar bastante o processo de soltar o mosquito com Wolbachia.

Fonte: O Fluminense




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