Da esquerda para a direita, Axel Grael, Aspásia Camargo, Fernando Gabeira, Gilberto Gil, Guilherme Sirkis, Carlos Minc, Ana Borelli, Anna Sirkis e Lucélia Santos.
No dia 14 de agosto, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - ALERJ entregou a Medalha Tiradentes in memoriam ao grande ambientalista Alfredo Sirkis, falecido em 2020, uma justa homenagem de iniciativa do deputado Carlos Minc.
Além da entrega da medalha aos seus familiares, a ocasião foi uma grande oportunidade de rever amigos e militantes da longa caminhada ambientalista. Estiveram lá o cantor, compositor e ambientalista Gilberto Gil, o jornalista e ex-deputado federal Fernando Gabeira, o também ex-deputado federal e ambientalista advogado Fábio Feldman e nomes como Paulo Bidegain, Alba Simon, Rogério Zouein, Lucélia Santos, Guido Gelli, Aspásia Camargo, Samyra Crespo, Wilson Madeira, Roberto Ainbinder, Chico e Emanuel Alencar André Trigueiro e tantos outros nomes. Muitos vieram de outras cidades para participar da homenagem.
Nas falas, muitas recordações de lutas, momentos relevantes da história ambientalista e até mesmo episódios engraçados com o Sirkis.
Sirkis foi uma personalidade marcante da luta pela democracia, da ideologia Verde, da busca da construção de cidades sustentáveis e deixou também o seu legado na literatura, com livros como "Os Carbonários", "Megalópolis", "Descarbonários" e tantos outros. Trabalhei muito junto com Sirkis. Numa articulação dele junto a Leonel Brizola, tive a minha primeira experiência na administração pública, assumindo a presidência do Instituto Estadual de Florestas - IEF-RJ. Depois, trabalhei com ele na Secretaria de Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro - SMAC e fui nomeado por ele diretor executivo da Fundação Parques e Jardins.
Em Niterói, o homenageamos com a criação do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, iniciativa da Prefeitura de Niterói que inclui o maior investimento no país em Soluções Baseadas na Natureza - SBN, com a implantação de técnicas de drenagem sustentável como jardins filtrantes, jardins de chuva etc.
O nosso último encontro foi numa reunião on-line quando ele celebrou com amigos a edição do seu último livro "Descarbonário", dedicado à causa climática, à qual dedicou-se com grande destaque internacional, quando aproximou-se de lideranças globais no tema como Al Gore. Na ocasião, disse a todos: "agora que lancei o livro, vou atravessar a Baía até Niterói e fazer a campanha para a eleição do prefeito Axel Grael". Infelizmente, não deu tempo... Mas, ele teve papel fundamental inspirando os nossos compromissos e projetos para a cidade e na condução da nossa gestão que se notabilizou pelas políticas para a sustentabilidade de Niterói.
Mais uma vez, Sirkis nos uniu e fez luz no caminho de todos nós, reafirmando a necessidade de perseverar e trabalhar cada vez mais na busca da sustentabilidade e do enfrentamento da emergência climática.
Foi com muito orgulho e senso de responsabilidade que tomei posse hoje como prefeito de Niterói, em solenidade na Câmara Municipal de Niterói.
Sinto-me muito motivado para fazer a nossa cidade seguir avançando, com políticas públicas que melhorem cada vez mais a vida do cidadão e aproxime Niterói de um modelo de sustentabilidade urbana com justiça social.
O meu agradecimento ao prefeito Rodrigo Neves, à minha família - em particular à minha esposa Christa Grael, e cada membro da equipe que vem me acompanhando ao longo dos anos, por permitir que eu chegasse até aqui.
Viva Niterói...!!!
Axel Grael
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DISCURSO DE POSSE COMO PREFEITO DE NITERÓI
Câmara Municipal de Niterói 01 de janeiro de 2021
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal Milton Cal Exmo. Sr. Prefeito de Niterói (2013-2020), Rodrigo Neves Barreto. Exmo. Sr. Paulo Bagueira, vice prefeito de Niterói Exmos. Srs. Vereadores Minha querida esposa, Christa Vogel Grael
Demais autoridades aqui presentes
Quero inicialmente expressar o meu orgulho de ter o privilégio de estar aqui, nesse púlpito, vivendo a emoção de estar diante de cada um de vocês, na Cerimônia de Posse como prefeito da minha amada Cidade de Niterói.
Agradeço este privilégio aos mais de 150 mil eleitores de Niterói que me honraram com a confiança para exercer este papel.
Agradeço ao prefeito Rodrigo Neves, líder do nosso projeto político, e de quem tenho o orgulho de ter sido vice prefeito e feito parte da sua equipe de trabalho nos últimos oito anos, período este que a cidade viveu um momento histórico de desenvolvimento e de avanços sociais, urbanísticos e sustentáveis, reconhecidos no país e no exterior.
Agradeço a cada um da minha equipe, atual e passadas, que me ajudaram a construir um legado pessoal que me permitiu chegar até aqui. Se eu tive sucessos, não os alcancei sozinho, mas sempre de forma coletiva, contando com uma equipe, ... uma tripulação..., que me ajudou a colocar tijolinho sobre tijolinho, construindo uma trajetória já de tantas décadas.
"Se eu tive sucessos, não os alcancei sozinho, mas sempre de forma coletiva, contando com uma equipe, ... uma tripulação..., que me ajudou a colocar tijolinho sobre tijolinho, construindo uma trajetória já de tantas décadas".
Sou descendente de um migrante dinamarquês - o engenheiro Preben Schmidt, meu avô materno, que veio para o Brasil em 1924, para ficar 15 dias. Encantou-se por Niterói e decidiu ficar por aqui, instalando-se em uma casa na Estrada (Leopoldo) Fróes, na época, uma localidade erma, de difícil acesso, fora dos limites da cidade. Quando chegou, Niterói passava por profundas obras de urbanização, lideradas por Feliciano Sodré, que dava continuidade à reforma urbana iniciada por Pereira Ferraz, desenvolvidas na década de 1910, com destaque para o aterro do Saco de São Lourenço e a construção do porto de Niterói, que seria inaugurado em 1927.
Lá na Dinamarca, Preben havia sido campeão europeu de hipismo, mas quando aqui chegou e deslumbrou-se com a nossa Baía de Guanabara e decidiu dedicar-se à vela, sendo um dos fundadores do Rio Yacht Club (Sailing) e iniciando a tradição da família no esporte. Quase um século depois, já são oito medalhas olímpicas conquistadas em nome do Brasil e de Niterói pelos netos Torben, Lars e a bisneta Martine. Oito medalhas olímpicas e um prefeito da cidade que ele tanto amou.
"Sou descendente de um migrante dinamarquês - o engenheiro Preben Schmidt, meu avô materno, que veio para o Brasil em 1924, para ficar 15 dias. (...) Quase um século depois, já são oito medalhas olímpicas conquistadas em nome do Brasil e de Niterói pelos netos Torben, Lars e a bisneta Martine. Oito medalhas olímpicas e um prefeito da cidade que ele tanto amou".
Com Preben aprendi o amor pela ciência. Lembro das aulas que me oferecia enquanto velejávamos sobre geomorfologia (o estudo do relevo) do nosso entorno na Baía de Guanabara. Me mostrava como cada uma das montanhas, enseadas e praias haviam se formado ao longo de muitos milênios.
Por influência do meu avô, por ser velejador e, também por influência do meu pai, Dickson Grael, comecei a atuar como ambientalista em Niterói, no final da Década de 1970. Em uma época em que pouca gente falava sobre meio ambiente e que o termo “sustentabilidade” nem existia (surgiu 20 anos depois), lutei pelo saneamento de Niterói, contra a poluição da Baía de Guanabara, pela proteção das Lagoas de Piratininga e Itaipu, pela criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca e tantas outras lutas...
Tornei-me engenheiro florestal, formado em 1983, trabalhei em várias regiões do país (interior da Amazônia, Cerrado, Caatinga etc.). Dentre estas experiências, destaco a oportunidade de ter trabalhado na Área Indígena Nhamundá-Mapuera, no Pará, aprendendo com várias etnias, principalmente com a cultura Wai-wai, sobre os segredos da vida na floresta. Em 1991, a convite do governador Leonel Brizola, assumi o meu primeiro desafio na administração pública: ser presidente do Instituto Estadual de Florestas. Curiosamente, exatamente 30 anos depois, assumo aqui hoje como prefeito de Niterói: janeiro de 1991 / janeiro de 2021. Depois do IEF, fui presidente da FEEMA por duas vezes, fui subsecretário estadual de Meio Ambiente e tantos outros cargos de direção na administração pública.
Falo com orgulho de cada um destes passos da minha trajetória, mas foi em 2012, que a minha vida teve a mudança mais importante. Foi quando aceitei o convite para me candidatar a vice prefeito na chapa do prefeito Rodrigo Neves. Foi um grande desafio. Enfrentamos uma campanha, que por mais confiantes que estivéssemos, considerava-se que era um desafio de êxito improvável. Mas vencemos. Fomos eleitos e começamos a trabalhar na administração municipal em 2013.
Eu digo para vocês, que eu sempre trabalhei muito, mas com o Rodrigo, nunca trabalhei tanto. Pegamos a Prefeitura endividada e saneamos as contas. Recebi a incumbência de Rodrigo para captar recursos para a cidade e trouxemos mais de R$ 1,2 bilhão, quase o orçamento total do primeiro ano da nossa gestão.
"...eu sempre trabalhei muito, mas com o Rodrigo, nunca trabalhei tanto".
Uma cidade que tinha uma média de investimentos nos anos anteriores a 2013, de cerca de R$ 40 milhões/ano, passou a contar com uma média R$ 160 milhões/ano para investimentos em infraestrutura nos anos da gestão do Rodrigo. Foram mais de 550 obras realizadas em oito anos, fora as pequenas intervenções. Para 2020, a previsão de investimentos era de R$ 500 milhões, mas infelizmente fomos surpreendidos pela pandemia o que nos levou a reduzir o ritmo de obras.
Fizemos obras históricas, esperadas há gerações, como é o caso da TransOceânica, que incluiu o Túnel Charitas-Cafubá, e mudou a mobilidade da cidade e até, pode-se dizer, mudou a geografia da cidade aproximando bairros antes distantes. Além da TransOceânica, foram investidos mais de R$ 350 milhões em obras de pavimentação e drenagem na Região Oceânica desde 2013, perfazendo mais de 150 ruas. Em 2020, foram iniciadas obras da segunda etapa de investimentos em pavimentação e drenagem na Região Oceânica, com mais 200 ruas e investimentos também de cerca de R$ 210 milhões.
Por falar em TransOceânica, na agenda da mobilidade, Niterói investiu também no transporte ativo, implantando através do programa Niterói de Bicicleta, mais de 40 km de ciclovias e agora iniciará a implantação de mais 60 km de novas ciclovias na Região Oceânica. Hoje, a bicicleta está definitivamente incorporada no cotidiano da cidade, com um número de ciclistas que já quadruplicou desde 2015. Também cabe destaque algumas obras viárias que resolveram antigos gargalos do trânsito de Niterói, como a Marques do Paraná e agora a Paulo Alves.
Na agenda da resiliência, Niterói tem provavelmente a maior carteira de investimentos em obras de contenção de encostas no país, com cerca de R$ 500 milhões investidos. A isso, somam-se todos os esforços para a modernização da Defesa Civil de Niterói, que já é considerada uma das melhores do país.
Na agenda ambiental, tão vinculada à minha trajetória pessoal, só posso me orgulhar do que estamos fazendo. Nos últimos anos, levamos a cidade a uma posição de destaque em políticas públicas para a sustentabilidade. Em 2014, criamos o programa Niterói Mais Verde, através do Decreto 11.744, e ampliamos a área protegida para mais da metade do território municipal. Quantas cidades podem ostentar isso, ainda mais num contexto metropolitano? E, diferente do que acontece no nosso país afora, onde infelizmente ainda não temos um olhar empreendedor para os parques, que na maioria das vezes existem apenas no papel, aqui as áreas protegidas estão incluídas nas estratégias de desenvolvimento da cidade, seguindo a experiência de outros países, como dos EUA, onde os parques representam 3% do PIB daquele país. Aqui, por exemplo, estamos implantando o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, que conta com as mais avançadas tecnologias sustentáveis, como as chamadas Soluções Baseadas na Natureza, que ajudarão a despoluir a Lagoa de Piratininga. O trabalho aqui realizado ganhou reconhecimento numa publicação da FAO, órgão da ONU, que listou numa publicação as melhores experiências mundiais em gestão de florestas urbanas e Niterói está lá.
Com o programa Niterói Jovem EcoSocial desenvolvemos uma política pública que integra a sustentabilidade à inclusão social de jovens de comunidades. Estes participam de esforços de reflorestamento de encostas, gestão de resíduos e ações de defesa civil nas comunidades. Além de tudo isso, participam de cursos profissionalizantes oferecidos pelo SENAI e financiados pela Prefeitura.
Na agenda do saneamento, estamos entre as melhores cidades do país em coleta e tratamento de esgoto e na gestão de resíduos sólidos urbanos.
Na Educação, construímos 26 novas escolas e aumentamos a oferta de matrículas em mais de 3.000 vagas. Avançamos muito na implantação do tempo integral na escola, que já é praticada na metade das escolas municipais. Avançamos também na valorização dos profissionais de educação, com a implantação do Plano de Cargos e Carreiras. Na Saúde, Niterói deu respostas no momento que a população mais precisou, estruturando o Programa de Renda Básica, o programa de Busca Ativa, o Empresa Cidadã e o Supera Mais. Um conjunto de atividades que permitiu que mais da metade da população da cidade fosse atendida e que as iniciativas alcançassem o reconhecimento internacional, como verifica-se em prêmios, reportagens em alguns dos principais jornais do mundo e referências em trabalhos técnicos.
Na segurança pública, uma das maiores preocupações de quem vive na Região Metropolitana do Rio, Niterói é um exemplo. O prefeito Rodrigo Neves abandonou o discurso tradicional de eximir a responsabilidade municipal e fez a opção por assumir o protagonismo sobre as ações, adotando uma abordagem mais inovadora para o problema. Estruturou o Pacto Niterói Contra a Violência, com um investimento previsto de cerca de R$ 304 milhões, incluindo ações de Prevenção, Policiamento e Justiça, Convivência e Engajamento e Ação Territorial Integrada. Investimos em ações sociais, tecnologia e muito planejamento. Ampliamos o efetivo da Guarda Municipal e criamos o Niterói Presente. Os resultados alcançados na área de segurança são muito expressivos: na letalidade violenta, tivemos uma queda de 31,38% na comparação entre os meses de janeiro a outubro de 2019 e 2020. Ou seja, 124 vidas foram poupadas em Niterói. Outros indicadores, como Roubo de Rua, tivemos uma queda no mesmo período de 51,94%, Roubo de Veículos: redução de 65,67%, etc.
Podemos destacar aqui muitos outros casos de sucesso nas políticas públicas da cidade: na cultura, no esporte, na gestão fiscal, na transparência etc.
O fato é que a gestão do prefeito Rodrigo Neves, oito anos que se encerram agora, foi exercida nesta que pode ter sido a pior década da história da República. Enfrentamos graves crises políticas e econômicas, tanto no país como no estado do Rio de Janeiro. No último ano, acrescentou-se a crise sanitária da COVID-19, o maior desafio da nossa geração. Mesmo com condições tão adversas, a gestão de Rodrigo alcançou 85% de aprovação da população de Niterói: um reconhecimento consagrador.
Bagueira e eu, fomos candidatos e dialogamos com a sociedade de Niterói assumindo o compromisso de dar continuidade ao modelo de gestão e seguir o planejamento estabelecido para a cidade através do Plano “Niterói que Queremos”, que estabeleceu um projeto de cidade com um horizonte para o ano de 2033. Durante a campanha eleitoral, fizemos um longo debate e acrescentamos alguns ajustes de rumo para que a cidade siga em frente em condições de superar novos desafios, como a retomada da economia e do cotidiano das pessoas no período Pós-COVID.
O resultado das urnas, que nos deu 62,56% dos votos, ou 151.846 votos, mostrou que a população quer a continuidade da gestão e do projeto de cidade. Manteremos a gestão da cidade com um olhar integrador mas com prioridade para os que mais precisam; com transparência; participação, com legalidade, integridade e correção; com planejamento e com base na ciência, na boa técnica e nas melhores práticas.
Reafirmo aqui os compromissos que assumimos durante a campanha:
1- Manter o programa de Renda Básica até a chegada da vacina. A prorrogação do programa foi aprovada por este parlamento nos últimos dias e o pagamento dos auxílios será uma das minhas primeiras medidas.
2- Apoio à retomada da economia, com as seguintes atividades: desenvolvimento de um ecossistema de inovação (para isso vamos estreitar ainda mais a nossa relação de parceria com a UFF), desenvolvimento do Polo Logístico do Mar e Dragagem do Canal de São Lourenço, Novo Mercado Municipal, Nova Orla e apoio ao Turismo.
3- Melhorias Habitacionais, com medidas para a geração de oportunidades de emprego e renda nas comunidades
4- Novo Ciclo de Investimentos para a Zona Norte, incluindo a implantação da Nova Alameda e do Terminal de Integração e ampliação de ciclovias e bicicletários.
5- Conclusão das obras de Drenagem e Infraestrutura da Região Oceânica
6- Revitalização do Centro, com o incentivo à ocupação habitacional, com a nova Praça Arariboia, Amaral Peixoto e Rio Branco, além da implantação do Parque Esportivo na Concha Acústica
7- Expansão do Niterói Presente para Todas as Regiões da Cidade
8- Melhoria e modernização do sistema de saúde da cidade, com a implantação do prontuário eletrônico, expansão do programa Remédio em Casa, Alcançar 100% do Médico de Família
9- Fortalecimento de Niterói como referência de Cidade Inteligente e promoção da conectividade em áreas de comunidades
10- Ampliação do horário integral nas escolas municipais
11- Fortalecimento de programas como o EcoSocial, Espaços Nova Geração e o Jovem Aprendiz
12- Despoluição das Lagoas de Piratininga e Itaipu, implantação do Parque Orla de Piratininga e a universalização do saneamento
Além dos compromissos aqui listados, daremos uma especial atenção à superação da COVID-19, a salvar vidas e a proteger a economia e empregos, buscando que a vacinação da população aconteça em Niterói o mais rápido possível. Também já estamos elaborando uma Carta de Serviços que levará à melhoria do atendimento que fazemos em cada um dos órgãos municipais, de forma a melhorar cada vez mais a vida da população de Niterói.
Para encerrar, gostaria de parabenizar cada um dos vereadores reeleitos, os novos vereadores que chegam a essa Casa e desejar a todos um ótimo trabalho. No Executivo Municipal, estaremos abertos e procurando o diálogo permanente com o Legislativo e trabalhando juntos, para o bem da cidade, como aconteceu na gestão do prefeito Rodrigo Neves. Esta integração foi certamente um dos segredos para a boa performance das políticas públicas em Niterói.
Que em 2021 o mundo supere a pandemia, reencontre o caminho da prosperidade e avance na busca de um futuro mais sustentável e de justiça social.
Reproduzimos aqui no Blog a entrevista que concedi ao jornal A Tribunae que foi publicada no dia 19 de novembro de 2020, dias após o resultado das eleições do dia 15 de novembro, quando conquistamos o mandato de prefeito de Niterói.
Publico aqui com atraso, mas não gostaria de deixar de fazê-lo, para que fique o registro deste momento importante.
O nosso agradecimento ao jornal pelo destaque que me foi concedido.
Axel Grael
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‘A população pode esperar um prefeito que trabalha muito’
Alan Bittencourt e Camilla Galeano
O prefeito eleito com 62,56% dos votos em Niterói, Axel Grael (PDT), falou com A TRIBUNA sobre suas prioridades ao assumir o comando do município em janeiro de 2021. Ele garante que vai manter o programa Renda Básica até que haja uma vacina contra a Covid-19. Ao assumir o mandato, Axel contará com a maioria dos votos da bancada do governo da Câmara. Na última legislatura, o PDT tinha apenas um vereador, e agora elegeu quatro, a maior representação partidária no Legislativo. Axel também falou sobre a ligação que pretende fazer entre esporte, educação e cultura. Um dos maiores problemas de Niterói, o trânsito, o prefeito eleito pretende resolver com a implantação do VLT que já está em fase de estudos.
A Tribuna – O senhor foi eleito com 62,56% dos votos, uma votação bastante expressiva. Sinal de que a população de Niterói deseja a continuidade das políticas públicas atuais. Qual será o primeiro ato do teu governo?
Axel Grael – Fiquei muito feliz e orgulhoso com os números da eleição. Isso é coerente com o nível de aprovação que o governo do Rodrigo Neves tem, que é acima de 80%. Se as pessoas aprovam esse governo é porque eles reconhecem que o governo fez as entregas que elas esperavam. E vamos continuar avançando com os projetos que fizemos para Niterói. O primeiro ato do meu governo será prorrogar o Renda Básica até que haja uma vacina contra o coronavírus.
AT – O seu partido se coligou com 15 siglas, de diferentes correntes ideológicas. Na Câmara, o senhor terá maioria. Como será a relação com esses partidos? Já há conversas sobre cargos?
Axel Grael – A conversa sobre cargos ainda não aconteceu, mas não condicionamos esses apoios a cargos. O nosso objetivo é construir uma união em torno da cidade. A gente olha para o país e vê muita confusão na política, muita polarização. Com esse objetivo nós construímos esse conjunto de partidos em torno de um projeto para a cidade. Vamos manter o mesmo clima de diálogo com o parlamento.
AT – O senhor já escolheu algum nome para o primeiro escalão do governo? Qual será o critério para a escolha do secretariado?
Axel Grael – Ainda estamos definindo isso. Mas vai ser um secretariado com um perfil mais técnico.
AT – A Educação é sempre uma preocupação, principalmente nas camadas mais pobres da sociedade. Hoje ainda há um déficit de vagas em creches. É possível solucionar este problema?
Axel Grael – É possível e nós avançamos muito nessa agenda. Foram 25 escolas entregues na gestão do Rodrigo Neves, cinco mil vagas de matrículas oferecidas. Nós vamos continuar fazendo escolas em lugares que tem necessidade. Nossa prioridade é a qualidade. Já subimos 40% na nota do IDEB e vamos continuar avançando na qualidade da educação em Niterói.
AT – Em relação à pandemia, como será a questão das aulas presenciais? O senhor é a favor de um retorno imediato?
Axel Grael – Eu sou a favor de um retorno seguro das aulas. Tem que estar respaldado pelas autoridades sanitárias. Não podemos fazer isso de uma forma irresponsável. Outras cidades que retornaram estão com dificuldade de ter até a confiança das famílias dos alunos. Vamos continuar seguindo as orientações das autoridades de saúde.
AT – Uma educação de qualidade passa pela valorização dos professores e demais profissionais da educação. O que o senhor pretende fazer em relação a estes profissionais?
Axel Grael – Na gestão do prefeito Rodrigo Neves nós criamos a gestão de cargos e carreiras, que hoje tem um dos maiores reconhecimentos e um dos melhores planos de salário do Estado. Vamos continuar buscando reconhecer e proteger o trabalho dos profissionais e educação. E investir nos recursos didáticos e tecnológicos nas escolas.
AT – A combinação de educação e esporte sempre traz bons resultados. Na tua gestão, essa junção será colocada em prática?
Axel Grael – Nós vamos trabalhar de uma forma integrada: educação, esporte, cultura e assistência social. Queremos avançar na infraestrutura esportiva nas escolas. Caso não seja possível, por exemplo, a construção de uma quadra na escola, vamos identificar nas proximidades um local onde essas atividades possam ser desenvolvidas. Na cultura, vamos possibilitar o acesso desses alunos aos museus, teatros. Na área da assistência social, nosso objetivo é que a escola seja um local com mais identidade em relação à comunidade.
AT – A atual gestão foi reconhecida internacionalmente pelo combate à pandemia. Teme-se uma possível segunda onda de Covid. Niterói está preparada?
Axel Grael – Niterói, hoje, tem indicadores muito positivos. Diferente de outras cidades. Temos leitos com baixa ocupação, temos uma capacidade de resposta no atendimento dos pacientes, muito rápida. Outras cidades adotaram o Hospital de Campanha, nós tivemos o Hospital Oceânico, que salvou cerca de 500 vidas. Não temos como adivinhar o futuro, mas hoje, isso não é motivo de preocupação para o município, pois contamos com uma ótima estrutura de atendimento.
AT – Um dos grandes acertos foi o arrendamento do Hospital Oceânico. Quais os planos para este hospital?
Axel Grael – A prioridade do hospital nesse momento é atender a demanda da Covid. A equipe da Secretaria de Saúde vai avaliar o caso de continuarmos com o Hospital Oceânico. Se você comparar Niterói com outras cidades do mesmo porte, nenhuma outra tem cinco hospitais como nós temos. Para você incluir o Hospital Oceânico na nossa estrutura, precisamos redesenhar a nossa estrutura hospitalar. E é isso que estamos avaliando no momento.
AT – Tanto na Saúde como na Educação, o senhor pretende realizar concursos públicos?
Axel Grael – Nós fizemos vários concursos no governo do Rodrigo Neves. Fizemos para a área de educação, fizemos para o meio ambiente, que nunca teve. Fizemos concurso também na área da Guarda Municipal, que quase dobrou o efetivo.
AT – A segurança pública foi um dos temas mais discutidos durante a campanha. Como prefeito, como o senhor pretende lidar com esta questão? O Programa Niterói Presente será ampliado?
Axel Grael – Um dos meus compromissos é a ampliação do Niterói Presente para todas as regiões da cidade. É um programa de sucesso, reconhecido pela população. E isso também está expresso nas estatísticas de segurança da cidade. Os índices de criminalidade caíram muito. Nós vamos continuar investindo na guarda e em tecnologia, como o CISP, que monitora o cotidiano da cidade. Fizemos um investimento no cercamento eletrônico que permite, por exemplo, que um veículo suspeito seja monitorado através das características dele. Não é necessário nem a placa desse veículo. Tudo isso permitiu que melhorasse muito a elucidação dos casos em Niterói. A chance do bandido ser pego dentro da cidade é muito maior.
AT – O senhor falou em investir na Guarda Municipal. Esse investimento inclui armar a Guarda ou o senhor é contra isso?
Axel Grael – Niterói teve a coragem de fazer um plebiscito e pedir a opinião a população. Eles decidiram por não armar a Guarda. Então isso está superado.
AT – Apesar dos avanços na área, a mobilidade urbana ainda é um problema que atormenta os niteroienses. Há solução para os engarrafamentos?
Axel Grael – Esse é o problema de todas as cidades grandes. Hoje o nível de dependência dos automóveis é grande e a estrutura da cidade não foi programada pra isso. Nós fizemos alguns investimentos no governo do Rodrigo para desafogar isso. O túnel Charitas-Cafubá, a Transoceânica, toda a estratégia da implantação de ciclovias. Nós concluímos uma obra importante que foi a obra da Marques de Paraná. E agora estamos fazendo a obra da Paulo Alves, no Ingá, que vai ajudar também. Nós fizemos um plano de mobilidade urbana, que identifica os grandes gargalos no trânsito e estabelece estratégias para que possamos encontrar soluções. Eu coordenei os estudos para a implantação do VLT que vai ligar Charitas até o Terminal, no Centro, e depois até o Barreto. Também assumimos o compromisso de uma obra na Alameda para reestruturar o local em termos de urbanização. Vamos enterrar a fiação, tirar os postes, abrir mais espaço para o pedestre. Teremos também um terminal no Caramujo, que vai ser interligado ao Terminal no Centro.
AT – O que a população de Niterói pode esperar do prefeito Axel Grael?
Axel Grael – A população pode esperar um prefeito que trabalha muito. Nesses oito anos que estive ao lado do Rodrigo (Neves) eu trabalhei muito, me dediquei, viajei para o exterior, vi experiências de outras cidades para implantar aqui. Ao longo da gestão ajudei muito a estruturar todas as ações na área da mobilidade e sustentabilidade. Na questão das políticas públicas eu também ajudei muito. Estou preparado para dar continuidade a esse trabalho, e fazer com que a cidade continue avançando cada vez mais para que Niterói seja a cidade do bem viver. Sabemos que não será fácil, mas temos a experiência e o conhecimento dos principais desafios.
A emoção do dia 15 de novembro, ao ter sido eleito prefeito de Niterói, será sempre lembrada por mim como a coroação de uma vida inteira de dedicação à nossa cidade. Quero agradecer os votos à população de Niterói. Gratidão pela confiança! Sigo focado no processo de transição de governo, montando a nova estrutura. Estou muito feliz com o resultado das eleições e muito animado para dar continuidade a esse projeto iniciado pelo prefeito Rodrigo Neves.
Comecei a atuar como ambientalista no final da década de 1970 com uma dedicação permanente ao longos dos anos. Além disso, atuei no movimento social, tendo fundado com os meus irmãos Torben e Lars Grael o Projeto Grael em 1998, organização que oferece a prática de esportes náuticos para estudantes da rede pública, como forma de iniciação esportiva, inclusão social, educação profissionalizante e ambiental.
Sou servidor público de carreira e trago em meu currículo uma série de cargos públicos e privados, fui presidente do Instituto Estadual de Florestas - IEF-RJ (1991-1994), da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA (1999-2000 e 2007-2008) e Subsecretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (2008). Como presidente do IEF-RJ tive a oportunidade de criar o Parque Estadual da Serra da Tiririca. Na FEEMA, dentre outras coisas, tive a oportunidade de coordenar os programas ambientais para a despoluição da Baía de Guanabara.
A partir de 2013, comecei a trabalhar na gestão de Niterói como vice-prefeito do Rodrigo e realizamos muito nestes últimos oito anos, que chega ao final com o nível de aprovação de 85% da população e que resultou na minha eleição.
Na verdade, essa campanha eleitoral que vencemos agora começou em 2012 quando elegemos o Rodrigo prefeito e eu vice-prefeito. Ter estado ao lado do prefeito Rodrigo ao longo dos últimos oito anos, trabalhando nos principais projetos de transformação de Niterói, me deixou preparado para ser a pessoa a dar continuidade ao nosso projeto de cidade.
Agora é a oportunidade de continuar a transformar sonhos em realidade por meio de projetos que envolvem sustentabilidade, esporte social e de qualidade de vida para todos. Algo que eu sempre busquei na vida.
Mais uma vez, agradeço ao povo de Niterói, que me escolheu para conduzir a cidade a mais um ciclo de desenvolvimento. Também quero deixar meu agradecimento à Christa, aos meus familiares, ao prefeito Rodrigo Neves, ao PDT, aos colegas da Prefeitura e todas as demais pessoas que acompanham minha trajetória no movimento ambientalista e social, em particular no Projeto Grael.
E que venha 2021! Quero fazer de Niterói a cidade da sustentabilidade, da justiça social e do bem-viver!
Hoje, o O Globo Niterói publicou as primeiras entrevistas com candidatos a prefeito de Niterói. Tive oportunidade de expressar algumas das minhas opiniões, propostas e compromissos para a continuidade da gestão do prefeito Rodrigo Neves.
Para saber mais sobre as minhas ideias e projetos para a nossa cidade, acesse www.grael12.com.br
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"Entre a nova e a velha, eu prefiro a boa política’, diz Axel Grael (PDT), candidato a prefeito de Niterói
Ex-secretário de Planejamento defende gestão de Rodrigo Neves, evita falar das denúncias contra o aliado e promete concluir obras prometidas
Leonardo Sodré
Axel Grael: candidato da situação diz que parte dos projetos da atual gestão foi prejudicada pela pandemia de Covid Foto: Divulgação/Leonardo Simplício
NITERÓI — Na edição impressa deste domingo (18) e nos dois próximos domingos, O GLOBO-Niterói publica entrevistas com seis candidatos à prefeitura. O critério para a escolha e a ordem das entrevistas foi baseado no tempo de TV de cada um: Axel Grael e Felipe Peixoto (no primeiro domingo, dia 18), Deuler da Rocha e Allan Lyra (dia 25) e Flavio Serafini e Juliana Benício (1/11).
Candidato da situação, ex-secretário de Planejamento defende o prefeito Rodrigo Neves, alvo de denúncias de corrupção. Afirma que a atual administração é “pautada pela lisura e pela retidão” e garante que, se eleito, concluirá projetos prometidos e não entregues.
O senhor defende a gestão de Rodrigo Neves, fez parte dela e diz que representa a continuidade, mas o prefeito é acusado pelo Ministério Público Estadual de articular repasses com empresários de ônibus para financiar sua última campanha, via caixa dois. Por que o eleitor deve acreditar que isso não acontecerá nesta campanha e que desvios serão combatidos em sua eventual gestão?
Porque fomos muito premiados em várias dimensões, tanto pela gestão quanto pela transparência. Nós tivemos, por três anos seguidos, a nota máxima na avaliação da Controladoria-Geral da União do Ministério Público Federal. Temos um Portal da Transparência com todas as informações sobre a administração pública, com contratos e qualquer tipo de ato administrativo do governo. Implantamos a Controladoria-Geral do Município, com concurso público superdisputado. Ninguém faria isso se a gestão não fosse pautada pela lisura e pela retidão. Os resultados refletem a boa gestão dos recursos.
Para concorrer à prefeitura, o senhor migrou do PV para o PDT e montou uma coalizão com outros 15 partidos. Esse movimento não afasta o eleitorado insatisfeito com a velha política?
O país optou por um modelo multipartidário. A gestão do Rodrigo Neves foi composta por vários partidos que fazem parte da aliança que está apoiando minha candidatura. Entre velha política e nova política, eu prefiro pensar na boa política. Em Niterói, fazemos a boa política, e os resultados comprovam.
Esta é sua primeira candidatura a um cargo eletivo como cabeça de chapa. A falta de experiência dificulta no diálogo com os vereadores?
Eu tenho filiação partidária desde a minha juventude. Fui presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente duas vezes, fui presidente do Instituto Estadual de Florestas, fui subsecretário de Meio Ambiente do Estado, sou servidor público de carreira e passei a minha vida toda na administração pública em cargos de direção. Isso é ter habilidade política, não é só concorrer a cargos eletivos. Sempre tive o convívio com a política. Nos últimos anos, eu conduzi muitas ações com a Câmara dos Vereadores, em audiências públicas, representando a prefeitura nos principais projetos que foram votados.
A atual gestão prometeu obras que não saíram, como a reurbanização da Alameda São Boaventura e a revitalização de toda a orla das praias da Baía. Por que o niteroiense agora deve acreditar?
Temos investimento em todas as áreas. Nunca se investiu tanto na cidade de Niterói. A gestão gerou um acervo de propostas, e tivemos problemas em função da Covid. A obra da orla foi anunciada, o projeto foi concluído, estava tudo pronto para a licitação ser lançada, e aí veio a Covid. Não tínhamos mais as condições adequadas, porque a prioridade passou a ser o enfrentamento da pandemia.
O futuro prefeito assumirá ainda sob o impacto da pandemia. Se eleito, como enfrentará essa situação?
Agora, como qualquer outra cidade, temos que administrar a retomada da economia, para que a cidade volte a gerar os empregos. Nosso foco será na saúde e na economia. Estamos dedicando boa parte do nosso planejamento para esses próximos anos ao esforço de retomada da economia. Nenhuma cidade criou uma política de renda básica que atende metade da população. A capacidade de recuperação de Niterói vai ser muito maior que outras cidades, e isso nos torna mais competitivos para atrair investimentos.
Pretende municipalizar o Hospital Oceânico?
A equipe de saúde da prefeitura avalia, sim, a possibilidade de manter o hospital atendendo a demandas do município, mas isso será decidido mais adiante. Neste momento, o foco é dar atendimento aos pacientes com Covid.
Por quanto tempo pretende manter o Renda Básica municipal e o auxílio às pequenas empresas, com pagamento de parte dos funcionários e dos juros de empréstimos contraídos pelos empresários?
O Renda Básica vai ser mantido até que haja uma vacina. O programa de apoio às empresas também será mantido enquanto for essencial. O nosso planejamento com relação à retomada da economia está no fomento de algumas atividades que são capazes de gerar emprego rapidamente, como é o caso da construção civil e do comércio. Na construção civil, o maior fomentador é a prefeitura, que é quem mais contrata obras. Vamos manter isso. No comércio também. Em função de várias medidas, estamos conseguindo preservar os empregos, ajudando as empresas. Assumimos o compromisso de investir em projetos de infraestrutura nas comunidades. Vamos adotar também, como medida alternativa, uma moeda social para incentivar o comércio nas comunidades.
Como planeja solucionar os engarrafamentos nos acessos à Ponte Rio-Niterói?
A cidade não fica pronta nunca, você vai resolvendo problemas, e novos vão surgindo. Foi assim que fizemos o túnel (Charitas-Cafubá) e a (obra da Avenida) Marquês do Paraná. Apresentamos o compromisso de fazer a obra na Alameda (São Boaventura), que vai levar para lá uma qualidade de solução urbana parecida com a que fizemos na Marquês do Paraná, implantando ciclovias e enterrando fiação. Vai ter um terminal no Caramujo interligado com o (Terminal) João Goulart, no Centro. Vamos ampliar a malha cicloviária e trabalhamos em parceria com o governo francês numa solução de médio prazo que é o VLT, ligando Charitas e o Barreto ao João Goulart.
O senhor fará o VLT?
É possível fazer, mas é necessário que tenhamos as condições ideais para isso nos próximos anos. Como é um projeto que depende de uma PPP, a economia do país tem que melhorar para que tenhamos capacidade de investimento do setor privado.
A prefeitura diz que Niterói está próxima da universalização da rede de esgoto, mas todos os rios da cidade são poluídos. Como pretende resolver isso?
A universalização se refere à oferta da rede e ao tratamento de esgoto, mas para fazer com que os proprietários de cada imóvel façam a conexão correta à rede existem o programa da prefeitura, que é o Ligado na Rede, e o Se Liga, em parceria com o Inea, que faz uma rotina de inspeção de lote por lote para que se identifique o despejo irregular e se notifique o proprietário a fazer a ligação correta.
De acordo com a legislação eleitoral, estamos no período da Pré-Campanha para as eleições municipais deste ano, que começa oficialmente em setembro e terá a votação em novembro. Em função do momento atual, vivemos um período eleitoral atípico, como nunca aconteceu antes. Em virtude da pandemia da COVID-19, não será possível aglomerar eleitores e portanto a estratégia de pré-campanha e da própria campanha deverá privilegiar as formas de comunicação on-line, utilizando tecnologias de reuniões remotas ou das chamadas lives, quando as reuniões são abertas ao público.
Tenho realizado a "Conversa com Grael", uma live toda terça-feira, às 19 horas, e pelo menos três outras lives ou vídeoconferências por dia.
Outras prioridades são acompanhar o desenvolvimento do cenário social e político atual, estudar as medidas que outros países e cidades do mundo estão tomando para a retomada das atividades no momento pós-Covid e me reunir com especialistas, gestores públicos e lideranças comunitárias para pensar o futuro da cidade, formas de superar as dificuldades do atual momento e garantir a continuidade dos projetos desenvolvidos na atual gestão.
Pré-candidatos à prefeitura de Niterói atuam como blogueiros durante a pandemia
Sem poder se fazer presentes nas ruas, políticos turbinam perfis nas redes sociais com lives e vivem rotina de encontros pelo Zoom
Leonardo Sodré
NITERÓI - Sem a possibilidade de participar de eventos e transmitir suas ideias pessoalmente aos eleitores nas ruas devido ao isolamento social, pré-candidatos à prefeitura de Niterói recorrem às redes sociais, com farta produção de conteúdo, no melhor estilo blogueiros. Para se fazerem conhecidos dos niteroienses durante a pré-campanha, os postulantes turbinam seus perfis, promovendo lives e reuniões por videochamada e movimentando grupos no WhatsApp.
Pelo menos cinco pré-candidatos — Axel Grael (PDT), Bruno Lessa (DEM), Felipe Peixoto (PSD), Flávio Serafini (PSOL) e Juliana Benício (Novo) — criaram uma rotina de lives semanais. Encontros fechados pelo aplicativo Zoom também são praxe neste novo normal. Ainda sem poder pedir votos — a campanha de fato só começa em 26 de setembro —, eles recebem convidados para debater o que julgam ser problemas da cidade e sugerem soluções. Temas como pandemia e mobilidade têm sido os mais constantes.
— Temos que nos adaptar sem reclamar e estarmos preparados para os desafios de administrar uma cidade como Niterói — diz a pré-candidata pelo Novo, Juliana Benício.
Ela tem realizado lives semanais, o “Papo com a Ju”, e reuniões virtuais diárias:
— É uma ferramenta fácil de usar e permite a escuta que deixamos de ter na rua. A conversa com o morador traz uma busca mais refinada do que a dos números. É um diálogo direto, mais próximo do pessoal.
Axel Grael, candidato do prefeito Rodrigo Neves à sucessão, também encontrou nas transmissões ao vivo, sempre feitas no telhado verde de sua casa, uma forma de manter a interação com o eleitorado. Ele aposta numa eleição completamente atípica:
— Quase todos estamos descobrindo agora as ferramentas on-line, passamos o dia de cara para a tela. Tenho aproveitado esta interação para me dedicar à estruturação do programa de Niterói na próxima década. Independentemente das limitações do isolamento social, acho que essas ferramentas vieram para ficar. E se elas vão mudar muito a relação entre as pessoas e o trabalho, vão fazer o mesmo com as eleições.
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO
Flávio Serafini cumpre mandato de deputado estadual, do qual deverá se desincompatibilizar em agosto para concorrer a prefeito. Além das atividades parlamentares, ele tem feito duas lives semanais, no Instagram e no Facebook, convidando professores e especialistas para falar sobre assuntos relacionados à crise sanitária e aos desafios de Niterói:
— Neste período de pré-campanha, mantivemos grupos de discussão semanais por teleconferência com diversos setores. Isso é o que tem mantido a mobilização. Como será no período de campanha, ainda é uma incógnita. Será uma eleição com restrições, exigindo um esforço da população e dos meios de comunicação para fazer com que as propostas cheguem ao eleitor.
Felipe Peixoto vai para a terceira eleição consecutiva como candidato a prefeito de Niterói. Sem o contato nas ruas, ele criou um cronograma de pré-campanha com lives todas as segundas-feiras até setembro e reforçou a interação em grupos de WhatsApp:
— Gosto do contato pessoal, mas sempre usei muito as redes sociais. Não vejo só pontos negativos com o debate mais restrito ao ambiente virtual. Acho que as discussões que acontecem em eventos fechados, como debates, em que os candidatos levam o seu público e cada um fala com os seus, pode ganhar uma dimensão maior se forem transmitidas pela internet.
MUDANÇA DE POSTURA
Bruno Lessa vai na mesma direção e aposta numa mudança de postura também dos eleitores. O pré-candidato do DEM tem feito lives todos os dias no Instagram e às segundas-feiras à noite no Facebook. Diz que o objetivo é elaborar um programa de governo consistente:
— O ambiente virtual vai ser muito presente na campanha, com uma vantagem: propiciar mais debates entre os eleitores. Tenho me dedicado a responder a todos, inclusive aos que fazem comentários negativos. Isso nos aproxima.
Antônio Rayol (Podemos) tem se dedicado a reuniões virtuais fechadas. Ele diz que prepara um cronograma de lives e está produzindo vídeos com temas variados para as redes sociais. E avalia que a falta de acesso ou de habilidade de parte do eleitorado com a tecnologia dificulta a aproximação:
— Estou usando todas as possibilidades das redes sociais. No entanto, muita gente ainda tem dificuldade de se conectar, não sabe como participar das reuniões, dos debates nas lives. As redes sociais ajudam muito, mas impõem limitações. Vamos nos esforçar nas redes sociais, mas não será a mesma coisa.
TRE ESTÁ ATENTO
Também apresentado como pré-candidato a prefeito de Niterói, após assumir a presidência do PSL, em junho, o delegado federal Deuler da Rocha Gonçalves Junior ainda não tem perfil público nas redes sociais.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), a fiscalização da propaganda eleitoral atua a partir de denúncias que podem ser feitas na página do tribunal na internet. O órgão diz, em nota, que a liberdade de expressão na internet é ampla, como prevê a legislação, “só não pode pedir voto ou gastar dinheiro impulsionando a pré-candidatura”, como patrocínio de posts.
Axel prevê recuperação das lagoas de Piratininga e Itaipu na próxima gestão
O pré-candidato do PDT à prefeitura de Niterói, Axel Grael, estima que, ao longo da próxima gestão, a cidade poderá voltar a ter orgulho do seu belo sistema lagunar, que vem se degradando ao longo de várias décadas. Segundo ele, um conjunto de ações já em curso poderá produzir “um resultado muito satisfatório” durante a administração que irá suceder a de Rodrigo Neves no poder municipal.
Mesmo ressaltando que “não existe uma bala de prata” capaz de revitalizar as lagoas de uma hora para outra, em entrevista exclusiva ao jornal TODA PALAVRA ele se mostrou otimista quanto a uma solução do problema a médio prazo. “A gente acredita que, ao longo da próxima gestão, já se possa chegar a um resultado muito satisfatório em termos de recuperação das lagoas”.
A entrevista, concedida ao jornalista Luiz Augusto Erthal, editor-chefe do jornal, inaugura o canal do Youtube do TODA PALAVRA e já pode ser assistida na íntegra. Com ela o jornal retoma a série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeito de Niterói, interrompida em março em razão da necessidade que todos - e, em especial, os veículos de comunicação - tiveram de voltar completamente suas atenções para o combate à pandemia do novo coronavírus.
Assista a entrevista na íntegra:
Jornal abriu o debate eleitoral
O TODA PALAVRA foi o primeiro jornal de Niterói a abrir o debate eleitoral com vistas às eleições municipais de 2020. Antes de Axel Grael já haviam sido entrevistados os pré-candidatos Felipe Peixoto (PSD), Flávio Serafini (PSOL), Bruno Lessa (DEM) e Juliana Benício (Novo). Adroaldo Peixoto (Rede), que também estava previsto na série, retirou a candidatura por recomendações médicas. Assim como as anteriores, a entrevista de Axel Grael será publicada na íntegra, ainda este mês, na edição impressa do TP.
Axel, que foi vice-prefeito na primeira gestão de Rodrigo Neves e na atual ocupou as funções de secretário Executivo e de Planejamento, falou na entrevista sobre o desempenho da prefeitura no combate à epidemia e os desafios econômicos impostos pelo surto de coronavírus. Ele demonstrou entusiasmo ao focalizar os planos para a área ambiental, apontando caminhos autossustentáveis e mais ecológicos para o desenvolvimento da cidade, como, por exemplo, o ecoturismo.
Ações para revitalização
Sobre a recuperação das lagoas, Axel disse que se dedica ao tema desde que começou sua militância ambiental, no final dos anos 70. “Sei exatamente como foi o processo da degradação e sempre soube também como deveria ser o caminho da recuperação dessas lagos”, afirmou.
O ponto de partida desse caminho, segundo ele, foi basear as ações no conhecimento científico. Para isso a prefeitura contratou um estudo técnico, que durou cerca de um ano, “para entender os problemas dessas lagoas e para que pudéssemos abordá-los e construir o caminho da recuperação”. Depois disso foi desencadeado um conjunto de ações.
A primeira delas foi melhorar o saneamento do entorno das lagoas. Axel lembra que Niterói está próxima de alcançar a universalização do saneamento básico, com o tratamento de 100% do esgoto residencial, mas ainda assim muitos imóveis não se conectaram à rede de esgotos, que já existe. Para enfrentar esse problema a prefeitura lançou dois programas - o “Se liga” e o “Ligado na rede” -, com uma parceria com o Inea.
“Esses programas mostraram que, a cada 15 lotes, um deles não estava ligado na rede corretamente. De 2015 para cá ja foram feitas mais de 20 mil fiscalizações para melhorar a coleta de esgoto, com prioridade absoluta para a Região Oceânica”.
Outra iniciativa importante para combater a poluição, segundo ele, é o projeto, já licitado, do Parque Orla de Piratininga, que, além de criar uma infraestrutura de lazer e turística, que ajudará na contenção de poluentes lançados na lagoa através da rede de águas pluviais. O parque, explica Axel, contará com dispositivos chamados de jardins filtrantes.
“São soluções baseadas na natureza, como se fossem pequenos pântanos, por onde vai passar a água pluvial. Lá, os sedimentos e poluentes ficarão retidos, evitando com que cheguem à lagoa”, detalhou.
A eliminação do lodo acumulado durante décadas no fundo da lagoa e responsável por mortandades de peixes, como a que aconteceu recentemente, também será enfrentada. Na impossibilidade de dragar a lagoa, por não haver alternativa ecologicamente correta para lançar o lodo retirado, a prefeitura já publicou edital chamando empresas ambientais a apresentar alternativas técnicas, como, por exemplo, processos de decomposição aeróbico e anaeróbico. “Vamos testar e escolher o melhor”, disse Axel.
Outra ação que está sendo licitada agora é a desobstrução do túnel subaquático do Timbau, cuja reabertura irá melhorar a troca de águas entre a Lagoa de Piratininga e o mar. “Esse túnel foi construído e é de responsabilidade do estado, mas como eles não fazem a obra necessária, a prefeitura resolveu assumir essa ação”, explica.
Por fim, Axel anuncia a necessidade de realização de intervenções nos canais de Camboatá e de Itaipu, que ajudarão também em melhorias para as condições gerais das lagoas.
O jornal O Dia vem realizando uma série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeito. Começou pela cidade do Rio de Janeiro e, logo depois, foi a vez dos pré-candidatos de Niterói, cujo ciclo de entrevistas coube a mim encerrar, no dia 10 de julho.
Falamos sobre as nossas ideias para Niterói e da importância da gestão do prefeito Rodrigo Neves, que é reconhecida como um sucesso, como comprovam os prêmios recebidos e as matérias que dão destaque à cidade, tanto no Brasil como no exterior. Nos últimos sete anos e meio, apesar das turbulências causadas pela crise econômica, por sucessivas crises políticas, e mais recentemente pela crise sanitária causada pela COVID-19, Niterói avançou com uma potente carteira de investimentos em infraestrutura, políticas sociais e ambientais, com uma gestão fiscal responsável e medidas de modernização da administração municipal.
Falamos sobre este balanço das realizações e sobre as nossas ideias para a continuidade da gestão, para seguir inovando e para liderar a cidade para a retomada do seu desenvolvimento no período Pós-COVID-19.
Temos uma longa caminhada pela frente, mas estamos muito motivados para fazer o debate sobre os melhores caminhos para que Niterói continue seguindo em frente.
Grael elogiou a atual gestão de Niterói e prometeu mais avanços - Reprodução / Facebook
Axel Grael (PDT) promete, se eleito prefeito, continuar e ampliar legado de Rodrigo Neves
Prefeitável citou obras em escolas, hospitais, ruas e comunidades em oito anos do governo atual, o qual integrou até junho
Por O Dia
Niterói - Em entrevista ao jornal O DIA, fechando a série de lives com os prefeitáveis de Niterói, o pré-candidato à Prefeitura pelo PDT Axel Grael respondeu às perguntas dos apresentadores e dos internautas relacionando os feitos do atual prefeito, Rodrigo Neves, cujo governo compôs de 2013 até junho deste ano, na promessa de dar continuidade à linha desta gestão municipal. O papo, comandado pelo colunista político Sidney Rezende e pelo repórter niteroiense Venê Casagrande, pode ser acessado pelo facebook.com/odiajornal/videos/929529414178356/ ou youtube.com/watch?v=vfE-1WTnvG8, páginas do jornal O DIA na internet.
O engenheiro ambiental de 61 anos, nascido em São Paulo e servidor concursado da Prefeitura do Rio, citou as escolas públicas inauguradas e reformadas por Rodrigo, o reequipamento de postos de saúde (incluindo mais Médicos de Família) e hospitais como Getulinho e Mário Monteiro, a construção do túnel Charitas-Cafubá e a finalização do mergulhão do Centro, a expansão das ciclofaixas, a urbanização de comunidades diversas com drenagem e criação de áreas de lazer, a contenção de encostas, o replantio de mudas em área urbana, o alargamento de avenidas como a Marquês do Paraná, os programas em segurança pública Niterói Presente e Proeis (fruto de parceria entre os governos municipal e estadual), a drenagem e pavimentação de bairros da região oceânica, o reaparelhamento cultural e outras ações. Ele também ressaltou o trabalho de mitigação dos efeitos da pandemia de coronavírus na cidade, incluindo o isolamento social e os auxílios emergenciais.
"Rodrigo Neves tirou do papel projetos esperados há décadas. Houve ainda um esforço na modernização da gestão. Este governo foi muito empreendedor, conseguiu ótimos resultados, mas ainda há muito o que fazer em infraestrutura e ações sociais", disse Grael, que negou o inchaço da máquina administrativa com o aumento de secretarias e cargos comissionados, conforme afirmado pelos demais pré-candidatos entrevistados por O DIA. "Temos o mesmo número de cargos que já existiam antes deste governo assumir, e ainda reduzimos de 23 para 15 as administrações regionais", garantiu.
Sobre as últimas notícias de atos violentos cometidos por guardas municipais, o prefeitável se limitou a dizer que "o vídeo divulgado há alguns dias foi um fato lamentável e isolado, e não é esse o treinamento recebido pela Guarda Municipal, que teve seu quadro duplicado e vem desempenhando um papel importante na redução dos índices de criminalidade registrados do ano passado para cá, fruto da integração das forças de segurança".
Axel iniciou suas atividades como ambientalista na década de 1970 com a criação do Movimento de Resistência Ecológica (More) e liderou iniciativas em defesa da Baía de Guanabara e em prol da criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Foi presidente do Instituto Estadual de Florestas (1991) e da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente em duas gestões (1999-2000 e 2007-2008), além de subsecretário estadual de Meio Ambiente. De 2013 a junho de 2020, atuou na atual gestão municipal como vice-prefeito, secretário da Executiva e de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Nasceu em São Paulo devido às mudanças constantes de lar por conta da carreira militar do pai, mas possui raízes em Niterói desde a chegada do avô, Preben Schmidt, em 1924, oriundo da Dinamarca. Casado com Christa Vogel Grael, é filho de Ingrid Schmidt e do coronel Dickson Melges Grael e irmão dos medalhistas olímpicos Torben Grael e Lars Grael. Com eles, criou em 1998 o Projeto Grael, que inicia crianças e adolescentes da rede pública de ensino no esporte por meio da vela.
Pré-candidato à Prefeitura de Niterói, Axel Grael parte para a disputa apoiado por 13 partidos políticos. De todos os postulantes que se apresentaram ao eleitorado até o momento, somente três deles não votaram em Bolsonaro em 2018. Perguntado se o niteroiense seria majoritariamente conservador, Axel discorda.
"Niterói tem uma tradição trabalhista. Foram várias gestões eleitas pelo PDT e foram, inclusive, muito importantes em fazer essa priorização que se deu com relação às comunidades da cidade. Niterói tem áreas ainda que precisam de muitos investimentos, mas compara essas áreas em Niterói com áreas de outras cidades da Baixada e que são uma precariedade muito maior. Niterói é uma cidade progressista, que tem um vínculo muito forte com as tendências mundiais. A gente vê o que está acontecendo muito afora, inclusive nesse momento de retomada depois da covid. O [presidente Emmanuel] Macron, na França, anunciou um projeto de retomada baseada na economia verde. Você olha a [chanceler] Angela Merkel, na Alemanha, que lançou um programa todo focado na questão climática. Acabou de ser lançada essa semana, na Inglaterra, um programa também de retomada da economia todo baseado nas questões da sustentabilidade. Niterói é uma cidade cosmopolita. Um grande número de pessoas de Niterói viaja para o exterior, tem conexões com o exterior e acompanham tudo isso. Então, Niterói tem uma vocação para o avanço e não para o atraso".
SOU, FUI E SEMPRE SEREI MUITAS COISAS: Prefeito de Niterói (2021-2024). Casado; engenheiro florestal; ambientalista; ONGueiro desde a adolescência; descendente de dinamarqueses, alemães, italianos, etc; velejador; paulista; empreendedor social; dirigente de órgãos públicos; consultor ambiental com projetos desenvolvidos na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga; metido a tenista; niteroiense de raízes (família), de residência e de coração; empresário; fellow do programa LEAD; doutorando em Arquitetura e Urbanismo (UFF); aficcionado por história e cartografia; servidor público concursado (Prefeitura do Rio de Janeiro); palestrante sobre temas ambientais, políticas públicas, movimento ambientalista e projetos sociais; blogueiro e eventualmente professor.
E ENTÃO, QUEM SOU EU?
Sou um cara que sempre se mete num monte de coisas ao mesmo tempo, mas que de uma forma ou de outra, consegue fazer essas coisas andarem para a frente.