domingo, 23 de abril de 2017

Ciclovias de Niterói terão sinalização reforçada



Muitas pessoas em Niterói fazem uso da bicicleta como meio de transporte. Foto: Evelen Gouvêa



Ciclofaixas de Niterói vão ter sinalização contra acidentes

Pamella Souza

Placas serão colocadas em postes em locais de maior circulação de bicicletas, no Centro e na Zona Sul

Usar a bicicleta como meio de locomoção é um hábito cada vez mais frequente em Niterói. No entanto, a falta de conhecimento das regras de preferência coloca em risco a segurança de ciclistas, motoristas e pedestres. Para orientar e contribuir para um trânsito melhor, o projeto Mobilidade Urbana, desenvolvido por alunos da Faculdade de Empreendedorismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) com apoio da Niterói Trânsito e Transportes (NitTrans) sugere a instalação de placas educativas na cidade.

De acordo com o aluno Matheus Marques, de 24 anos, um dos desenvolvedores do projeto, oito placas foram entregues à NitTrans no ano passado, mas o processo de instalação vem se arrastando há meses, devido à falta de fixadores para instalar as placas pela cidade.

“Entregamos as placas em dezembro e a NitTrans nos pediu para comprar 16 fixadores. Compramos, mas nos passaram o diâmetro errado. Há duas semanas, a prefeitura nos indicou um mais barato, mas não estamos encontrando no mercado”, explica Matheus.




As sinalizações foram compradas por R$ 2 mil com a verba da universidade. Foram adquiridas através de edital e deverão ser instaladas nos pontos de maior movimento de ciclistas. Os locais foram definidos em parceria com o grupo Mobilidade Niterói. Uma delas indicará o início da ciclovia na Rua Miguel Couto, em Icaraí. As outras placas serão colocadas em cruzamentos da Avenida Roberto Silveira com as ruas Sete de Setembro, Domingues de Sá, Pereira da Silva e Presidente Backer.

A Avenida Amaral Peixoto também terá placas instaladas em pontos considerados de risco para os ciclistas. Segundo o Mobilidade Niterói, 160 bicicletas passaram por hora pela via durante o mês passado, número 87% maior do que no mesmo mês de 2016. Em fevereiro, esse aumento foi ainda mais expressivo: 207,5 ciclos/hora, 90% maior que em 2016, o que mostra que vem crescendo o uso da bicicleta na cidade.

Conscientização – Sérgio Franco, integrante do Mobilidade Niterói, ressalta que a educação no trânsito é o ponto chave para criar uma boa convivência nas ruas. Além de melhorar o fluxo na cidade, uma boa conduta pode diminuir a ocorrência de acidentes.

“A educação no trânsito começa pela sinalização, até porque muitos motoristas não sabem como proceder. As ciclofaixas ainda são consideradas como algo novo, mas o número de ciclistas está crescendo”, argumenta Sérgio.

Segundo o cicloativista, algumas regras básicas devem ser respeitadas entre todos os envolvidos no trânsito. Uma das condutas mais criticadas pelos ciclistas é a de embarque e desembarque em ciclofaixas.

“Tem carro que para na ciclofaixa para embarcar ou desembarcar passageiro e não sabe que é proibido. Assim, o ciclista tem que se arriscar entre os veículos”, reclama, indicando que o correto é o motorista parar ao lado da área destina às bicicletas, com o alerta ligado.

O que muitos não sabem também é que o motorista deve manter a distância mínima de 1,5 metro dos ciclistas, por questões de segurança. Além disso, a preferência nos cruzamentos e rotatórias é do ciclista, caso o mesmo já esteja atravessando.

“O ciclista ainda deve andar na faixa próximo à rua, e não à calçada. Perto do meio-fio, ficam muitos bueiros, o que pode representar um risco de acidente”, aconselha.

Vale lembrar que alguns ciclistas também cometem irregularidades, trafegando pela contramão e não respeitando os semáforos. Mais uma vez, a educação no trânsito se faz necessária.

Segundo a NitTrans, agentes de bicicleta percorrem a malha cicloviária de Niterói, desde 2014, para combater ações irregulares, além de orientar ciclistas. A autarquia informou que, atualmente, as ciclovias da Amaral Peixoto e Roberto Silveira, e a ciclofaixa da Avenida Litorânea do Gragoatá ao Ingá são diariamente monitoradas.

Cidade ciclável – Atualmente Niterói conta com 36 quilômetros de malha cicloviária, no entanto, a meta era que esse número chegasse a 60 no fim de 2016, o que não aconteceu. Em contrapartida, a Prefeitura de Niterói alega estar desenvolvendo novos projetos para incentivar a ciclomobilidade na cidade.

Novas ciclovias já estão no planejamento, como a da Avenida Marquês do Paraná, prometida desde 2015. Os 350 metros de espaço destinado aos ciclistas serão implantados pela construtora do shopping que será levantado na avenida. A medida é uma contrapartida exigida pela prefeitura.

Além disso, a Região Oceânica também será contemplada com 60 quilômetros de ciclovia, através do Pro-Sustentável, integrando também a malha cicloviária da TransOceânica.

“A TransOceânica como um todo tem o objetivo de aumentar a quantidade de deslocamentos por transporte coletivo, aumentar também por bicicleta e diminuir o índice de uso do transporte individual por automóvel, que é o mais alto da Região Metropolitana e um dos mais altos do País”, explica o secretário executivo Axel Grael.

Anseio de quem pedala por Niterói, o bicicletário da Praça Arariboia, no Centro, foi entregue recentemente. Além deste, mais seis, nos mesmos moldes, serão construídos na Região Oceânica, em locais ainda a serem definidos. Cada um terá 200 vagas e outros 100 bicicletários abertos estarão disponíveis ao longo da TransOceânica.

Sinalização:

- Assim como os motoristas sinalizam suas intenções, os ciclistas devem fazer o mesmo;
- Como as bicicletas não têm mecanismos como um carro, por exemplo, o ideal é sinalizar fazendo gestos com as mãos;
- É importante que motoristas e pedestres prestem atenção aos sinais dos ciclistas, e vice-versa;
- Ciclistas não devem pedalar em zigue zague;
- Quem anda de bicicleta deve usar roupas claras, principalmente à noite, e usar elementos refletivos nas bikes;
- Ciclistas devem aguardar a saída dos ônibus dos pontos de embarque e desembarque para prosseguir. Motoristas devem sinalizar a saída.

Travessia:

- Os ciclistas também devem respeitar a sinalização de trânsito, seguindo os semáforos, assim como motoristas. Afinal, as bicicletas são um meio de transporte também;
- Os pedestres têm preferência para atravessar na faixa. Veículos e bicicletas devem parar antes da faixa de retenção, dando passagem às pessoas;
- O pedestre é o elemento mais vulnerável no trânsito. Por isso, a preferência é sempre dele;
- Para cruzar a faixa de travessia, o ciclista deve descer da bicicleta. Assim, ele também se torna pedestre.

Cruzamento:

- Quem dirige deve estar atento aos dois lados antes de passar por um cruzamento
- Motoristas devem dar preferência aos ciclistas e pedestres, sempre
- Caso o ciclista já esteja passando por um cruzamento ou rotatória, o motorista deve dar a preferência
- As bicicletas devem andar sempre no mesmo sentido dos carros, e nunca na contramão
- Ciclistas só devem mudar de faixa quando estiver totalmente seguro, certificando-se de que não há carros vindo
- No semáforo verde, ciclistas e motoristas podem avançar os cruzamentos. Pedestres devem aguardar na faixa

Fonte: O Fluminense









sábado, 22 de abril de 2017

Parceria entre esporte e proteção ambiental em Niterói



A Lagoa de Itaipu será um dos locais disponíveis para os atletas da cidade praticarem windsurf nos próximos meses. Foto: Divulgação



Surfando nas ondas fortes de Niterói

Inea e Associação de Windsurf firmam parceria para incentivar a prática da modalidade no Parque da Serra da Tiririca

O colorido das velas do esporte náutico windsurf vai deixar o visual do Parque Estadual da Serra da Tiririca, administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), ainda mais encantador. Um termo de cooperação técnica firmado, recentemente, entre o Inea e a Associação de Windsurf de Niterói (AWN) tem como objetivo atrair os praticantes desse esporte para as praias de Camboinhas e Itaipu e Lagoa de Itaipu, atrativos da unidade de conservação.

O termo autoriza a implantação da nova guarderia da Associação de Windsurf de Niterói na Praia de Camboinhas, um dos atrativos do parque. A parceria também visa estabelecer a promoção de ações de educação ambiental nas comunidades do entorno.

A guarderia será instalada na Praia de Camboinhas e contará com espaço para a equipe de fiscalização do Parque Estadual da Serra da Tiririca, contribuindo para a gestão ambiental da área, ordenando o turismo e coibindo a prática de crimes ambientais. A área terá espaço reservado para o Corpo de Bombeiros.

“Estou muito feliz com essa parceria. Nós temos que fazer com que as pessoas conheçam nossas unidades de conservação e cada vez mais se apropriem delas. Precisamos estimular a cultura da transformação de potenciais conflitos em parcerias que estimulem o uso dessas unidades e promovam a preservação junto à população”, afirmou o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, Paulo Schiavo.

A guarderia será instalada na Praia de Camboinhas e contará com espaço para a equipe de fiscalização do Parque Estadual da Serra da Tiririca, contribuindo para a gestão ambiental da área, ordenando o turismo e coibindo a prática de crimes ambientais. A área terá espaço reservado para o Corpo de Bombeiros.

Fonte: O Fluminense 








PROGRAMA ENSEADA LIMPA: Enseada de Jurujuba tem recorde de limpeza



Em 2013, ano em que o Inea passou a produzir esses dados, a região atingiu média de 14,3%. Município realizou inúmeras ações para melhora do índice. Foto: Alexandre Vieira/ Prefeitura de Niterói



Vinicius Rodrigues

Balneabilidade de cinco praias ultrapassam 50% neste trimestre

As praias de São Francisco, Charitas, Jurujuba, Adão e Eva, que formam a Enseada de Jurujuba, bateram recorde de balneabilidade no primeiro trimestre deste ano. Elas atingiram índices de 55,4% dos registros com qualificação própria para o banho.

Em 2013, quando o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) passou a produzir esses dados (*), Niterói teve média de 14,3%, também no primeiro trimestre daquele ano.

(*) Comentário: O INEA deu continuidade ao monitoramento da balneabilidade das praias que era realizado pela antiga FEEMA e, portanto, os dados são produzidos há décadas e não apenas desde 2013.


O maior responsável pela melhora na balneabilidade das praias foi o programa Enseada Limpa, capitaneado pela Prefeitura de Niterói. Com uma série de ações no cujo objetivo é tornar a Enseada de Jurujuba a primeira área da Baía de Guanabara totalmente despoluída, os resultados são traduzidos em números.

O índice de balneabilidade, produzido pelo Inea e monitorado pelo programa, demonstra bons resultados quando a comparação leva em conta todos os meses do ano.

Em 2016 chegou a cerca de 42% dos registros com qualificação própria para banho, contra 28% registrado em 2013. As praias que mais apresentaram resultados satisfatórios nos índices de balneabilidade foram Charitas e São Francisco.

O secretário-executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, idealizador do projeto, enumerou as ações que foram feitas no município.

“Eu sempre acreditei em iniciativa local. Quando falamos em programas com investimentos de milhões, as pessoas passam a duvidar do que possa ser feito, então o que fizemos foi tratar os problemas com iniciativa popular (*). Nós acabamos com as línguas de esgoto no Morro do Preventório e em Charitas, sobretudo no Canal Taubaté, que lançava seu esgoto em São Francisco. Neste bairro, na rua Tupinambás, nós melhoramos o funcionamento do dispositivo que bombeava a água da chuva para o esgoto, além de criarmos uma caixa de sedimentos, melhorando o problema daquele canal”, disse Axel.

(*) Comentário: O que afirmei é que acredito em iniciativas locais, que estejam na escala de percepção do cidadão. Um programa como o PDBG, que já investiu mais de US$ 1 bilhão e que agora era sucedido pelo PSAM, que também aplicava centenas de milhões de dólares (o programa foi suspenso pelo BID em função da crise do estado), dá a sensação para o cidadão que o problema é grande demais para que ele possa participar. O Enseada Limpa é um programa na escala do cidadão.


Outro ponto destacado por Axel foi o Projeto Se Liga (*), conectando imóveis à rede de esgoto nos bairros de Jurujuba e estrada Fróes:

“Nós falamos dos riscos da proliferação de ratos e outros males que podem acontecer se o lixo não for coletado corretamente. Uma coisa é você falar sobre esses riscos no meio ambiente, outra é você dizer que sua casa poderá ser infestada de ratos se o problema não for resolvido. Em um trabalho com a Clin nós resolvemos 90% do problema de coleta seletiva na Enseada de Jurujuba”, ponderou Axel Grael.

(*) Comentário: O Projeto Se Liga é uma iniciativa da Prefeitura de Niterói com o INEA e a Concessionária Águas de Niterói. É voltado para a notificação dos proprietários de imóveis que não estão conectados à rede de esgotos para que providenciem a conexão.


O Programa Enseada Limpa tem como proposta a integração dos diferentes setores da administração municipal que já atuam neste espaço, o que propicia maior otimização de recursos e ampliação dos impactos da gestão.

Este trabalho envolve ações de urbanização, ampliação da rede coletora de esgoto e das ligações domiciliares à esta rede, iniciativas para melhorar a gestão de resíduos sólidos e conter o seu despejo em encostas, controle de roedores, educação ambiental, entre outras.

Metas – A Prefeitura de Niterói informou que este ano novas metas estão sendo consolidadas, as quais dizem respeito às áreas de saneamento, verificação das conexões de restaurantes e quiosques à rede, fomento ao desenvolvimento do turismo náutico de base comunitária na Enseada, entre outras.

“No ano de 2016, o programa acompanhou o trabalho da Concessionária Águas de Niterói em ações que dizem respeito à saneamento; deu início a estudos prévios para o desenvolvimento de um modelo de saneamento ambiental em uma das comunidade do bairro de Jurujuba, também em parceria com a concessionária; acompanhou o calendário de desinfestação de roedores executado pela Vigilância Sanitária; elaborou e distribuiu cartilha informativa dentro de suas ações de educação ambiental, entre outras atividades”, finalizou Grael.

Fonte: O Fluminense








PARNIT - Niterói terá trilha de 7km em maio



Para os que tem espírito aventureiro e desejam desafiar a trilha, o tempo estimado de travessia é de três horas de caminhada com dificuldade moderada. Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói



David Tavares

Com belas paisagens e até córrego, a ‘Tupinambá’ ligará os bairros de São Francisco, na Zona Sul, e Piratininga, Região Oceânica

“No geral, não tem tanta dificuldade para quem for usar a trilha, o maior problema é a subida do Parque, que é meio cansativa, mas no geral, dá para completar tranquilamente, é mais a distância mesmo. Inclusive, alguns voluntários, que conhecem a trilha, já estão usando, caminhando. Mas o lançamento oficial da trilha só no mês de maio”, explica Alex, que também é geógrafo, guia de montanhismo e turismo.

Grande parte do caminho já recebeu sinalização rústica, com setas amarelas desenhada em um fundo preto, onde indica o caminho, e ainda aguarda placas informativas em todo local para deixar ainda mais fácil o trajeto - alguns pontos já receberam essas placas. Ainda segundo o diretor do Parnit, a sinalização foi feita por funcionários, voluntários, como integrantes do Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM), além de integrantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói.

“Nós recebemos muita ajuda para montar esse lugar, espalhar todas placas, aplicar as setas e limpar o local. Os voluntários foram fundamentais para sair. Estamos empolgados com essa inauguração, é uma trilha muito gostosa de ser realizada”, disse, acrescentando que a expectativa do número de visitantes é grande, mas que algumas regras de segurança precisam ser cumpridas para o bom desempenho do percurso.

“Esperamos bastante gente aqui na inauguração, mas faremos a abertura oficial em um dia da semana para freiar essa euforia e tentar atender a todos os presentes com mais tranquilidade. Faremos caminhadas de divulgação com 20 pessoas no máximo, pela segurança. Como é livre, quem conhece pode vir, mas aconselhamos se unir com grupos de montanhismos, ou contratar um guia para fazer a trilha em paz e protegido”, completou o diretor.

O Mirante da Tapera é o local mais aguardado da trilha, ainda mais por ser quase no final. De lá é possível avistar o Pão de Açúcar e de onde se tem um ângulo único para as Praias da Região Oceânica e as montanhas do Rio. As ruínas de uma atalaia utilizada pelos portugueses para vigiar a aproximação de navios também chamam atenção, assim como o “córrego do Tamboatá”, uma das grandes atrações do trajeto.

Percurso - A travessia começa na Praça Dom Orione, em São Francisco, onde se inicia a sinalização, e segue até o alto do Parque da Cidade. De lá, passa pela Mirante da Pedra Quebrada, na Antiga Rua e mais a frente com visão do Abrigo do Incra. Em seguida, as belezas do Túnel de Bambu, Repouso do Caçador, Vale das Jaqueiras, Atalaia de vigia e, enfim, o Mirante da Tapera. Segue pelo Morro do Imbuí até sair próximo à Prainha de Piratininga.

Segurança - Agentes da Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA) da Guarda Civil Municipal continuará a realizar patrulhamento preventivo nas principais trilhas do Parnit.


Fonte: O Fluminense 



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Niterói e Sebrae: parceria para o desenvolvimento



Objetivo da parceria é engajar a gestão pública e lideranças locais para que sejam criadas e implantadas políticas públicas voltadas para micro e pequenas empresas. Foto: Prefeitura de Niterói/Divulgação



Até junho, a prefeitura irá estruturar plano de desenvolvimento em conjunto com SEBRAE

A Prefeitura de Niterói vai participar da nova etapa do Programa Cidades Empreendedoras, do Sebrae/RJ. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodrigo Neves e pelo coordenador da instituição no Leste Fluminense, Américo Diniz, nesta semana. O objetivo do programa é engajar a gestão pública e lideranças locais para que sejam criadas e implantadas políticas públicas voltadas para micro e pequenas empresas, melhorando assim o ambiente empresarial das regiões.

Rodrigo Neves destacou que até o mês de junho a gestão irá estruturar um plano de desenvolvimento de novas ações em parceria com o Sebrae.

“As iniciativas de Niterói têm objetivo de melhorar a qualidade da gestão pública e a prestação de serviços ao cidadão. Eu acredito que essa parceria fortalecerá ainda mais as nossas iniciativas e o desenvolvimento local”, afirmou o prefeito.

Américo Diniz explicou que onze municípios foram escolhidos para implementar o programa na linha de cidade empreendedora.

“Niterói não poderia ficar de fora. Rodrigo Neves foi escolhido prefeito empreendedor, como melhor projeto do Estado, que também concorreu em nível nacional. Agora o programa implementará novas iniciativas direcionadas a um trabalho que já vem sendo realizado em parceria com o Sebrae. Todos os processos serão ampliados, não apenas o que diz respeito à Casa do Empreendedor e ao programa de compras governamentais. Vamos desenvolver novas ações para que Niterói seja uma cidade cada vez melhor em termos de transparência e para que o empreendedor tenha facilidade e possa participar de maneira ativa dos processos. O objetivo final é que o município compre com os empreendedores da cidade para que os recursos circulem dentro do próprio município”, afirmou o coordenador do Sebrae Leste Fluminense.

Além de Niterói, participarão do programa Angra dos Reis, Araruama, Duque de Caxias, Itaperuna, Macaé, Nova Iguaçu, Nova Friburgo, Petrópolis, Três Rios e Volta Redonda. Segundo pesquisa do “Data Sebrae”, essas regiões totalizam cerca de 230 mil empresas registradas no Estado do Rio de Janeiro, ou seja, 22% da atividade empresarial fluminense. Para participar foram levados em consideração os seguintes critérios: situação de lei geral municipal implementada; densidade empresarial e ambiente favorável para desenvolvimento do programa.

Em formato de um game, os municípios participantes serão classificados pelo seu desempenho. Cada cidade terá um comitê gestor – formado por secretários municipais de Governo, Fazenda, Administração, Planejamento, Saúde, Meio Ambiente, Educação, agentes de desenvolvimento, Procuradoria, Controle Interno, lideranças empresariais, representantes do Legislativo local e coordenadores regionais do Sebrae/RJ –, que se reunirá mensalmente para deliberação e aprovação das ações a serem implantadas.


Fonte: O Fluminense 



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sexta-feira, 21 de abril de 2017

WOLBACHIA: Fiocruz estende plano de controle da dengue à Região Oceânica, Niterói



Agentes da Fiocruz fazem a soltura dos insetos em Charitas - Agência O Globo / Antonio Scorza


Leonardo Sodré

O alerta foi intensificado na região depois da morte de um morador de Maricá

NITERÓI — O controle da proliferação do Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chicungunha, está no centro dos esforços para conter a chegada da febre amarela à cidade. O alerta foi intensificado na região depois da morte de um morador de Maricá com suspeita da doença na madrugada da última quarta-feira. Até agora, os dez casos confirmados no estado são do tipo silvestre, transmitido por insetos que vivem na mata. Mas a esperança para impedir a entrada da doença no meio urbano pode estar no método desenvolvido por cientistas australianos de soltar no ambiente mosquitos contaminados com bactéria Wolbachia, que lhes tira a capacidade de agir como vetores de vírus, inclusive o da febre amarela. Essa técnica, que vem sendo usada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) há cerca de dois anos em Jurujuba, terminou mais um ciclo em Niterói na última quarta-feira, na região de São Francisco, Preventório, Cachoeira e Charitas, quando houve a soltura, neste último bairro, dos insetos contaminados. No mês que vem, o projeto chegará à Região Oceânica.

As ações fazem parte do projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil e utilizam duas formas de liberação de Aedes aegypti com Wolbachia: a primeira é a soltura de mosquitos adultos em vias públicas e a segunda é através de Dispositivos de Liberação de Ovos (DLO), um recipiente fechado (semelhante a um balde com tampa) onde os insetos se desenvolvem. Esses reservatórios foram colocados em áreas públicas, em casas e estabelecimentos comerciais de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira. Em Jurujuba, onde as solturas foram feitas há mais de um ano, os pesquisadores da Fiocruz estimam que cerca de 90% dos mosquitos do ambiente já têm a bactéria. Pesquisas garantem que o método é seguro e sem qualquer risco para a população, os animais e o meio ambiente. Além do Brasil, o programa Eliminar a Dengue ocorre em Austrália, Indonésia, Colômbia e Vietnã.

— A liberação de Aedes aegypti com Wolbachia foi feita há 14 meses em Jurujuba, e a bactéria se disseminou, naturalmente, entre os mosquitos no ambiente, através do cruzamento e da transmissão da fêmea para os filhotes, que já nascem com a Wolbachia. Esse processo garante a autossustentabilidade do método. Fazemos coletas periódicas em Jurujuba para avaliarmos o avanço da Wolbachia, e a presença da bactéria tem variado entre 80% e 90% da população de mosquitos da região — conta o coordenador-geral do projeto no Brasil, Luciano Moreira, que acrescenta: — Há publicações científicas na Austrália que também relacionam a bactéria Wolbachia à impossibilidade de os mosquitos transmitirem a febre amarela. Mas aqui ainda não há como confirmarmos essa teoria porque requer uma estrutura laboratorial de que não dispomos por ser muito cara.


Recipiente com os mosquitos infectados antes da soltura - Antonio Scorza / Agência O Globo


Como os insetos circulam por uma área de cerca de 50 metros, mesmo que alguns cheguem a outros bairros, não haveria número suficiente para se perpetuarem no ambiente. Por isso, a Fiocruz vem ampliando a soltura de Aedes aegypti modificado para outros bairros de Niterói. As ações iniciadas em Jurujuba há cerca de dois anos deram a base necessária ao desenvolvimento do plano de expansão, desde a implementação de um modelo de aceitação pública, o aperfeiçoamento da logística, de materiais, até a otimização dos processos de criação dos mosquitos e a integração de novos dados informatizados. Em maio, os mosquitos começarão a ser soltos no Cafubá e em Piratininga.

— Estamos otimistas, pois teremos a oportunidade de trazer mais um método à população para reduzir a incidência dessas doenças transmitidas pelos mosquitos, agora em maior escala — diz Moreira.

Voluntariado é fundamental para expansão do projeto

Os pesquisadores da Fiocruz consideraram fundamental o engajamento da população para a expansão do projeto. O trabalho começou com a captação individual de voluntários, mas tem encontrado boa adesão. Quem decide colaborar com o projeto recebe treinamento dos pesquisadores para se tornar quase um especialistas na criação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia.

— Continuamos o trabalho de identificação das pessoas, porta a porta, mas como agora mais gente conhece o projeto, já facilita muito o nosso trabalho. O contato, que antes era individual, agora é em maior escala. Trabalhamos com foco em áreas maiores, com o auxílio de mapas, e tem pessoas que nos procuram querendo ajudar. Como a Região Oceânica tem características urbanas diferentes do restante da cidade, com mais casas e áreas verdes, estamos em contato com as associações de bairros e condomínios para captar novos voluntários — conta Moreira.

Os moradores da área de abrangência do projeto que quiserem se tornar parceiros e colaborar com a disseminação de mosquitos e conhecer mais sobre a iniciativa devem entrar em contato para agendar um encontro com a equipe de Relacionamento com a Comunidade ou com os pesquisadores do projeto através do e-mail eliminaradengue@fiocruz.br ou pelos telefones 3882-9265 e 99643-4805 (segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 17h).

Ainda não há informações oficiais sobre o impacto do projeto na redução do número de casos de dengue em Jurujuba, segundo os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz. Essa avaliação está prevista para as fases futuras do projeto, quando a população de Aedes aegypti com Wolbachia for consolidada dentro de uma área mais ampla do território da cidade.

Segundo a prefeitura, em 2016 foram registrados 2.546 casos de suspeita de dengue na cidade, um crescimento de 229% em relação ao ano anterior, quando houve 774 notificações. Os casos confirmados de zika também cresceram no período, indo de 11 para 190. Já as confirmações de chicungunha subiram de duas para 37. Até o fechamento desta edição, a prefeitura não havia informado os dados de registros destas doenças em Niterói no primeiro trimestre deste ano.

Há um mês, o município reforçou a vacinação contra febre amarela na cidade. A Secretaria Municipal de Saúde abriu novas salas de imunização nas policlínicas regionais e dois novos pontos de atendimento, em Jurujuba e no Engenho do Mato. Solicitou também ao governo do estado reforço no envio de vacinas contra a febre amarela, e a Secretaria de Estado de Saúde se comprometeu a ampliar a remessa para Niterói ainda este mês. De acordo com a prefeitura, a medida permitirá o reforço da vacinação, “principalmente, em áreas próximas a matas e remanescentes de florestas”.

A imunização está ocorrendo de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, em todas as policlínicas regionais do município, incluindo a de Jurujuba e o Médico de Família do Engenho do Mato.


Fonte: O Globo Niterói




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Relação entre cidades e mudanças climáticas é abordada em relatório





Escrito por Reginaldo Alves

Documento foi elaborado no âmbito do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC)

A mudança do clima já é uma realidade em todo o planeta. Segundo as projeções realizadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a temperatura média global pode ter um aumento de 2,6 a 4,8 graus até o fim do século, além de uma elevação de 0,45 a 0,82 metro no nível do mar.

As alterações no clima estariam ligadas às atividades humanas, sendo as cidades os territórios mais afetados. Estas considerações têm sido feitas pela comunidade de pesquisa científica internacional e acreditando na importância de debater este tema, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) publicou o Relatório Especial “Mudanças e Cidades”.

O documento, elaborado por Suzana Kahn Ribeiro e Andrea Souza Santos, apresenta questões sobre resiliência urbana, além de abordar as contribuições das cidades para o aquecimento global. Outro destaque do relatório é o capítulo sobre as vulnerabilidades brasileiras às mudanças climáticas, levando em consideração aspectos como ecossistemas, infraestrutura urbana (energia, transporte, edificações, resíduos sólidos, recursos hídricos, efluentes e drenagem urbana), saúde e zonas costeiras.

Para acessar o relatório, clique aqui.

Fonte: FIOCRUZ







Índia planeja investir 6,2 bilhões de dólares para criar novas florestas



O dinheiro para o fundo virá de taxas pagas por empresas que utilizam terras florestadas desde 2006. | Foto: iStock by Getty Images


A meta é cobrir 33% do país com árvores.

Por ONE2030

No último século, a Índia sofreu um desmatamento desenfreado que destruiu habitats selvagens, tornou a terra menos fértil e reduziu um importante sumidouro de carbono – mas o governo tem um plano para mudar esta situação. O Ministro do Meio Ambiente, Florestas e Mudança do Clima da Índia Prakash Javadekar anunciou no ano passado planos de gastar USD $ 6,2 bilhões para criar novas florestas. A meta é cobrir 33% do país com árvores, que captariam 2,5 bilhões de toneladas de carbono.

Ao contrário do reflorestamento, onde as árvores são cultivadas em terras que recentemente foram desmatadas, o plano da Índia pede um plano de manejo que cuide primeiramente do solo, pois as áreas passaram um longo período sem árvores, ficando sem nutrientes para que as árvores cresçam saudáveis. O governo indiano disse que eles pretendem gastar USD $ 6,2 bilhões em florestação através de um Fundo Compensatório de Arborização. O seu objetivo é aumentar a cobertura florestal no país de 21% para 33%.

Como o país sofre com problemas que quase todos os países em desenvolvimento sofrem, ainda não é certo se conseguirão atingir a meta ou como ao certo conseguirão desapropriar uma área tão grande, em um país tão populoso como a Índia.

O dinheiro para o fundo virá de taxas pagas por empresas que utilizam terras florestadas desde 2006. De acordo com pesquisas do Centro de Ciência e Meio Ambiente, o Ministério do Meio Ambiente indiano permitiu, desde 1980, que 1,29 milhões de hectares de floresta fossem utilizados para fins “não florestais”, o que culminou em altos índices de desmatamento.

A câmara baixa do Parlamento indiano e a Câmara do Povo, já aprovaram a medida. A aprovação final do projeto de lei agora cabe à Câmara Alta e ao Conselho de Estados.

Notícia oferecida pela ONE2030.
Fonte: Ciclo Vivo



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Aliança Pela Água divulga estudos relacionados a governança e política tarifária de água e esgoto






por

À medida que aumentam as ameaças, o debate sobre segurança hídrica vem ganhando força em diferentes locais. Mais do que um conjunto de obras de transposição de bacias e ampliação da oferta de água para comercialização por empresas de saneamento mistas e privadas, a segurança hídrica deve contemplar enfrentamento das causas, a integração entre diferentes políticas e a garantia do direito humano à água e saneamento.

A Aliança pela Água, articulação da sociedade civil que reúne mais de 70 ONGs e movimentos sociais, lança na próxima quarta-feira, 19 de abril, três publicações: “Governança da água potável”, “O Município e a governança da água: Subsídios para a agenda municipal de cuidado com a água” e “Política Tarifária de água e esgotos”, elaborado pelo Instituto Democracia de Sustentabilidade – IDS.

As publicações estarão no site da Aliança pela Água: https://www.aliancapelaagua.com.br.

Reconhecendo seu papel entre os protagonistas para a transição para uma “nova cultura de cuidado com a água” a Aliança promoveu, ao longo de 2016, a elaboração de três pesquisas, uma sobre “Governança da água doce e o papel dos municípios” e outra sobre a “Governança da água potável”, ambas coordenadas pela Prof. Estela Maria S. C. Neves (PPED/IE-UFRJ). A terceira publicação “Política Tarifária de água e esgotos” é resultado de um processo de pesquisa e uma roda de conversa realizada em novembro de 2016, pelo IDS em apoio à Aliança pela Água.


Sobre as publicações:




“Governança da água potável”

“Nos últimos anos as “crises hídricas” tem ganhado papel de destaque e atingem diferentes regiões do Planeta, inclusive países ricos em água como os EUA e Brasil”, comenta Marussia Whately, coordenadora da Aliança pela Água. “Os impactos das crises hídricas são diversos, sendo a escassez de água para consumo humano em áreas urbanas e rurais o mais perverso deles, porque na grande maioria dos casos é resultado de gestão equivocada e governança ineficiente.”, explica.

O Brasil ainda não tem uma legislação específica sobre “segurança hídrica”, mas existem menções no campo da saúde, da defesa civil, de meio ambiente, do saneamento e dos recursos hídricos.




“O Município e a governança da água: Subsídios para a agenda municipal de cuidado com a água”

Os municípios podem contribuir decisivamente com o cuidado das águas, aplicando suas responsabilidades que interferem na gestão de qualidade e quantidade das águas.
As atribuições municipais na governança da água estão apresentadas em dois planos: o constitucional e o dos marcos regulatórios estabelecidos por legislação federal.

Responsabilidades do município:

- Titular dos serviços de saneamento básico, responsável pelo acesso à água potável; pelo descarte, tratamento e destino final das águas servidas, e pela gestão das águas de drenagem;
- Corresponsável pelos serviços de saúde e responsável pela execução de ações de saúde relacionadas à qualidade da água para consumo humano,
- Corresponsável pela defesa do meio ambiente, e portanto responsável pela defesa ambiental das águas em seu território
- Corresponsável, em conjunto com os Estados e a União, pela fiscalização da exploração dos recursos hídricos em seu território
- Corresponsável pela política de proteção e defesa civil,
- Coprodutor de informações sobre a água, que devem ser acessíveis à todos.


“Tarifa de água e esgoto: o que está por trás do valor que pagamos”

A publicação busca esclarecer o que é a tarifa, instrumento da Política Nacional de Saneamento Básico. Trabalhando especificamente com a tarifa aplicada pela Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo, a pesquisa traz consigo alguns esclarecimentos sobre como é feito o cálculo desse valor e qual o destino do montante arrecadado. Para além do diagnóstico, identifica também algumas distorções na maneira como a tarifa funciona atualmente e, a partir de referências nacionais e internacionais, elenca algumas propostas de melhoria. Dentro da lógica atual, a tarifa é a principal fonte de recursos para os investimentos em saneamento e, portanto, tem uma série de potencialidades e limites que merecem um debate mais aprofundado.

“A conta que o cidadão paga mensalmente é o elo de conexão mais direto entre a sociedade e suas águas. Portanto, falar de tarifa, além de se tratar de um assunto que impacta o bolso das pessoas, é uma possibilidade real da sociedade debater a agenda da água e saneamento, compreender como a tarifa é calculada e, sobretudo, ter acesso às informações e participar das definições a respeito dos investimentos feitos a partir dessa arrecadação.”, comenta Guilherme Checco, pesquisador do Instituto Democracia e Sustentabilidade – IDS. “Revisão tarifária da Sabesp, que ocorrerá durante os anos de 2017 e 2018, é uma janela de oportunidade para que esse dilema brasileiro esteja nas conversas de boteco da população brasileira e se torne uma preocupação real e constante dos agentes políticos”, conclui.













terça-feira, 18 de abril de 2017

EXIBIÇÃO NO PROJETO GRAEL DE DOCUMENTÁRIO SOBRE LIXO FLUTUANTE








O documentário - que será exibido na sede do Projeto Grael - aborda os impactos ambientais do lixo em nossos oceanos.

Com a participação especial de Axel Grael, o evento será uma oportunidade para refletirmos sobre o futuro dos oceanos e da Baía de Guanabara.

Inscrições: https://projetoroute.com.br/projeto-grael-lancamento-do-do…/



Ficha técnica:
Duração: 43 min
Diretor e produtor: Márcio Gerba
Participação especial: Axel Grael
Realização: Projeto Route









PARNIT: Travessia Tupinambá será aberta ao público em maio

 
 



Raquel Morais –

A esperada Travessia Tupinambá, trilha que ligará São Francisco ao bairro Jardim Imbuí, em Piratininga, passou por uma alteração no calendário de entregas. Os amantes do montanhismo vão poder desbravar a trilha, parte do Parque Municipal Natural de Niterói (Parnit), a partir do início de maio. As intervenções estão na reta final de sinalização. Já para junho existe uma possibilidade de início de um projeto de acessibilidade, uma parceria do parque com o Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM). A ideia é levar pessoas com deficiência para um percurso leve, na Trilha dos Platos, com auxílio de uma cadeira adaptada.

A trilha Tupinambá terá 6,5 quilômetros e só poderá ser percorrida com a presença de um guia, devido o seu grau de exigência. A Prefeitura de Niterói explicou que a sinalização está sendo feita com setas indicativas pintadas nas rochas e árvores. Também, de acordo com as limitações do terreno, estão sendo instaladas setas de madeiras presas em árvores ou tótens onde a vegetação é muito baixa. Na entrada da trilha serão colocadas placas indicativas.

O percurso é rodeado de Mata Atlântica em diversos graus de regeneração, com presença de vários animais como: gambás, cuicas, preás, répteis, teius, jibóias, jararacas, corais e mico estrela. Há também uma diversidade de aves, como sabiás, saíras canários, tucanos e papagaios, informou a administração municipal.

Leandro do Carmo, diretor e Guia do CNM, informou que é uma travessia que interliga sete trilhas já consolidadas na região, saindo de São Francisco e terminando no Jardim Imbuí, mas é possível fazer o caminho inverso. “A Travessia Tupinambá veio para recolocar definitivamente o Parnit no circuito das trilhas da cidade. Com o crescente número de praticantes, é muito importante que possamos dar opções, assim não sobrecarregamos trilhas como a do Parque Estadual da Serra da Tiririca”, frisou.

O administrador do Parnit, Alex Figueiredo, explicou que alguns voluntários estão participando do projeto de sinalização da travessia. “A ideia é fazer uma trilha estruturada para que a pessoa não precise de guia. Niterói tem um público grande de montanhismo e adeptos de caminhadas e aventuras. Esse é um ambiente perfeito para ser explorado, em uma caminhada de nível moderado superior”, apontou.

O diretor do CNM, Leandro do Carmo, deu alguns detalhes da trilha. “No trecho do contraforte do Morro da Viração, há a possibilidade de visitarmos as ruínas de um possível posto de observação, que pelas características da construção, devem ser do mesmo período de construção da Atalaia Portuguesa que fica perto da Rampa de Voo Livre. Um pedaço da nossa história perdido em meio a floresta. Contamos ainda com dois fantásticos mirantes. Uma vista de tirar o fôlego”, finalizou.

PROJETOS FUTUROS

Alex frisou que está elaborando um projeto, em parceria com o CNM, para realizar um trabalho de acessibilidade. A aventura será na Trilha dos Platos, que fica no acesso ao Parque da Cidade na Estrada do Maceio, com cerca de quatro quilômetros de ida e volta. Nesse contexto a ideia é fazer uma trilha, com guias e supervisores, para os deficientes físicos, e se houver necessidade até mesmo uma cadeira adaptada será usada no circuito. A ideia faz parte do projeto Montanha para Todos, parte do CNM.

OUTRAS TRILHAS

Niterói tem duas unidades de conservação de uso de montanhismo e turismo: Parnit e Parque Estadual da Serra da Tiririca. No primeiro, segundo Prefeitura de Niterói, são cerca de 42,3 quilômetros de roteiros de trilhas, divididos em 16 trilhas. Sendo que alguns trechos são em comum com outros, como a trilha do Morro da Viração via Cafubá, em que há um trecho em comum com a trilha das Ruínas. São elas: Trilha Colonial, Santo Inácio – Via Parque da Cidade, Trilha do Mirante da Pedra Quebrada, Trilha Circular do Platô das Bikes, Trilha Circular das Jaqueiras, Trilha dos Blocos, Trilha dos Eucaliptos, Trilha do Papagaio (ou Zé Mundrongo), Travessia Parque da Cidade X Cafubá, Trilha do Mirante da Tapera, Morro da Viração via Cafubá, Mirante da Lagoa, Ilha do Pontal e Morro da Viração via Parque da Cidade.

No Parque Estadual da Serra da Tiririca, segundo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), são mais 15 trilhas: Trilha Pedra do Elefante; Costão de Itacoatiara; Enseada do Bananal; Córrego dos Colibris; Caminho de Darwin; Túnel Ferroviário; Morro do Catumbi; das Orações; Morro da Peça, Morro das Andorinhas; Ilha da Mãe; Pedra de Itaocaia; Ilhas Maricás; Travessia Vila Progresso X Serra Grande; e Circuito Volta da Lagoa de Itaipu.


Fonte: A Tribuna




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domingo, 16 de abril de 2017

MATRIZ ENERGÉTICA: Consumo e desperdício de energia nos EUA e Brasil



American energy use, in one diagram

How much energy we use, what kind, and how much is wasted.

Updated by David Roberts@drvox david@vox.com Apr 13, 2017, 8:30am EDT


Spring brings new growth, new possibilities, and, best of all, a new spaghetti diagram from Lawrence Livermore National Laboratory (LLNL) at the Department of Energy.

Every year, LLNL produces a new energy flow chart showing the sources of US energy, what it’s used for, and how much of it is wasted. If you’ve never seen it before, it’s a bit of a mind-blower.

Behold US energy in 2016:




So much information in so little space! (It’s worth zooming in on a larger version.)

Before digging through a few of the more interesting details, let’s get terminology out of the way. LLNL measures US energy consumption in “quads.” What’s a quad?

Well, a British thermal unit (BTU) is a standard unit of energy — the heat required to raise the temperature of a pound of water by 1 degree Fahrenheit. If you prefer the metric system, a BTU is about 1055 joules of energy.

A “quad” is one quadrillion (a thousand trillion) BTUs. Here, according to Wikipedia, are a few things equivalent to a quad:

- 8,007,000,000 gallons (US) of gasoline
- 293,071,000,000 kilowatt-hours (kWh)
- 36,000,000 metric tons of coal
- 970,434,000,000 cubic feet of natural gas
- 25,200,000 metric tons of oil

So a quad is a lot of energy. The US consumed 97.3 quads in 2016, an amount that has stayed roughly steady (within a quad or so) since 2000.

With that out of the way, what can the diagram show us?

We waste how much now?

Perhaps the most striking feature of the spaghetti diagram — what everyone notices the first time they see it — is the enormous amount of “rejected” energy. Not just some, but almost two-thirds of the potential energy embedded in our energy sources ended up wasted in 2016. (And note that some scholars think LLNL is being too optimistic, and that the US is not even 31 percent efficient but more like 13 percent.)

What’s more, the US economy is trending less and less efficient over time. Here’s the spaghetti diagram from 1970 (LLNL has been at this a long time):



Back then, we only wasted half our energy!

What to make of this?

It’s important to put this waste in context. It is not mainly about personal behavior or inefficient energy end use — keeping cars idling or leaving the lights on, that kind of thing. That’s a part of it, but at a deeper level, waste is all about system design.

The decline in overall efficiency in the US economy mainly has to do with the increasing role of inefficient energy systems. Specifically, the years since 1970 have seen a substantial increase in electricity consumption and private vehicles for transportation, two energy services that are particularly inefficient. (Electricity wastes two-thirds of its primary energy; transportation wastes about three-quarters.)

There is loss inherent in any system that converts raw materials to usable energy, or transports or uses energy, of course. That follows from the second law of thermodynamics. And it’s true both narrowly (a car is an energy system) and broadly (a city is an energy system). It’s not possible to achieve perfect efficiency, or anything close to it.

But surely we can do better than 31 percent! Sixty-six quads is a truly mind-boggling amount of energy to vent into the atmosphere for no good purpose.

It really highlights the enormous potential of better-designed systems — especially better electricity and transport systems, along with better urban systems (i.e., cities) — to contribute to the country’s carbon reduction goals. We could double our energy use, with no increase in carbon emissions, just by halving our energy waste.

Electricity is changing: coal down; natural gas, wind, and solar up

Let’s look at some more recent changes in electricity. Here’s the spaghetti diagram from 2010.





If we toggle between this one and the one from 2016, a few changes jump out.

Electricity generation is down by 2.5 quads since 2010. The big loser there is coal, which is down from 21 quads to 14.2. The big winner (thanks to the fracking revolution) is natural gas, up by 3.5 quads. Notable runners-up: wind, up by 1.2, and solar, up by 0.45.

To focus in even closer, here are some changes in the past year, from 2015 to 2016:

- Coal: down 9 percent to 14.2 quads
- Natural gas: up 1 percent to 28.5 quads
- Wind: up 19 percent to 2.1 quads
- Solar: up 38 percent to 0.6 quads

As you can see, wind and natural gas rose by roughly the same absolute amount over the year (around 0.3 quads), but wind is growing at a much faster rate, as is solar.

In short, US electricity is slowly but steadily decarbonizing. The sector’s carbon dioxide emissions fell by 4.9 percent in 2016.

Time to focus on transportation

US transportation, however, isn’t. It is just as dependent on petroleum as it was in 2010, or 1970. Its energy consumption and carbon emissions are only rising.

This has led to a fateful intersection (as Brad Plumer reported last year): In the US, in 2016, for the first time in decades, transportation emissions are higher than electricity emissions.




This is largely reflective of the broader world’s efforts to constrain carbon emissions: Most of the successes have come in electricity. Transportation is a huge, looming, and almost entirely unsolved climate problem.

(President Trump, it’s worth noting, is busy trying to reverse what small progress the US has made on it recently.)

Watch for advocates, activists, and policymakers at the state and city level (the feds are useless right now) to begin taking transportation more seriously as part of the climate fight — to start pushing policies that can be as effective as renewable portfolio standards have been in the power sector.

Bonus state charts

LLNL periodically makes spaghetti charts for US states, most recently in 2014. Just for fun, let’s look at a study in contrasts.

Here’s West Virginia:




Not much of anything else, but a lot of coal!

Here’s Califórnia:




Almost no coal, lots of natural gas, and lots of oil. On the way to its ambitious carbon goals, California is going to see its carbon fight become a transportation fight.


Fonte: VOX



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No site do Lawrence Livermore National Laboratoryé possível encontrar os diagramas por país. Esse é o do Brasil em 2011.













Reflorestar Minas custaria menos do dobro do que Odebrecht levou



Coluna Marcelo Leite, Folha de SP

Propõe-se aqui uma nova unidade orçamentária para o Brasil: R$ 8 bilhões = 1 odebrecht. É o valor que a mega-empreiteira baiana deixou de recolher aos cofres públicos graças a três medidas provisórias (MPs) sugeridas ao ministro petista Guido Mantega.

Com menos de 2 odebrechts seria possível recompor todas as florestas que precisam ser recuperadas no Estado de Minas Gerais, calcula estudo científico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O cálculo abarca estimativas de todos os gastos privados e públicos para alcançar esse objetivo em 20 anos. Inclui ainda o custo de oportunidade dos proprietários, ou seja, o que perderiam no preço das terras se fossem revertidas de pastagens para matas.

Britaldo Soares-Filho e Raoni Rajão, da UFMG, contaram com a colaboração de Felipe Nunes, da Fundação Estadual do Meio Ambiente (MG), e de Frank Merry, da ONG Conservation Strategy Fund. O trabalho saiu quarta-feira (12) no periódico especializado "Environmental Research Letters".

O objetivo do grupo foi começar a pôr números nas obrigações assumidas pelo país com recuperação florestal. No âmbito do Acordo de Paris (2015), seriam 120 mil km2, quase um Ceará.

Já o Código Florestal remodelado em 2012 estipula que precisam ser recuperadas as áreas de preservação permanente (APP) e as reservas legais (RL) ilegalmente desmatadas. Esse passivo seria de 240 mil km2, o mesmo que 85% do território do Rio Grande do Sul.

Cerca de 20 mil km2 (um Sergipe) dessa dívida em APP e RL cai na conta de Minas Gerais, um Estado que abriga trechos de três grandes biomas brasileiros: mata atlântica, cerrado e caatinga. Britaldo e cia. mapearam e dividiram esse território em três classes de facilidade para recuperação.

Para isso, levaram em conta vários tipos de informação georreferenciada, como topografia, altitude, clima, solos, intensidade de exploração agropecuária no passado e proximidade com fragmentos de mata virgem (dos quais pudessem receber sementes de espécies florestais).





Chegaram à conclusão de que 36% dessas terras podem ter as matas recompostas por recuperação natural, passiva, bastando isolar a área para que não seja pisoteada pelo gado, por exemplo. O investimento total seria pequeno, R$ 646 milhões (0,08 odebrecht).

Acrescentando no cômputo os lugares em que a natureza precisaria de alguma ajuda de baixo custo para regenerar a floresta, como controlar capins invasores, a parcela barata de recuperar saltaria para 75%. O custo somado iria então para R$ 2,4 bilhões (0,3 odebrecht) -sem esquecer que o gasto ocorreria ao longo de 20 anos.

Bem mais difícil seria recuperar os 25% restantes. São áreas muito degradadas, em que uma nova floresta teria de ser plantada com mudas e sementes. O custo total mais que dobraria, para R$ 5,3 bilhões (0,7 odebrecht).

Nessa fatura falta incluir só o custo de oportunidade do proprietário, que o pessoal da UFMG estimou em R$ 9,8 bilhões. Aí a nota chegaria a R$ 15,1 bilhões, mas nem por isso a 2 odebrechts.

Se esse valor pudesse ser extrapolado para todo o passivo florestal do Brasil, pôr o país no rumo do verde geral custaria R$ 181 bilhões.

Menos de 23 odebrechts, se quisermos. Em duas décadas, e não com três MPs.











ABERTURA DO TÚNEL CHARITAS-CAFUBA: ciclovia ligará a Estrada Fróes ao túnel, passando pela orla de São Francisco e Charitas





Orla de Charitas e São Francisco perderá vagas e ganhará ciclovia segregada

Renan Almeida

Objetivo das mudanças é suportar a demanda maior de tráfego após abertura do túnel, prevista para o dia 6 de maio

NITERÓI - A dinâmica do trânsito de Charitas e São Francisco, a partir do mês que vem, passará por transformações importantes. As vagas de estacionamento serão suprimidas, em diferentes períodos do dia, ao longo de toda a orla. A ciclofaixa junto ao canteiro central, hoje em funcionamento das 6h ao meio-dia, será extinta. Para o ciclistas, será criada uma faixa segregada bidirecional, que se conectará com ciclovia do túnel Charitas-Cafubá. As mudanças buscam aumentar a capacidade da via para suportar o aumento do volume de automóveis com a abertura das galerias, anunciada pela prefeitura para o dia 6 de maio.

Charitas

A partir desta data, será proibido parar nas vagas de estacionamento das avenidas Sílvio Picanço e Quintino Bocaiúva da meia-noite às 11h, no sentido Icaraí. Na direção contrária, a proibição será das 17h às 21h. Com isso, o trajeto ganhará mais uma faixa e rolamento a partir do restaurante À Mineira. O município entende que a restrição não prejudicará o comércio. Já a ciclovia da orla passará para o lado direito. A rota exclusiva será segregada e vai permitir que os ciclistas andem em segurança de Icaraí — via Avenida Roberto Silveira ou via Praia de Icaraí e Estrada Fróes — ao Cafubá. O ciclistas de alta performance terão um traçado exclusivo, de três quilômetros, do lado do Cafubá.

Corrigindo a informação: A pista para os ciclistas de competição (APCC) está sendo implantada na Praia de Piratininga. Axel Grael

— O cidadão vai poder sair da praia ou da Roberto Silveira e ir numa ciclovia até Piratininga. Isso é mais uma mudança impactante, positiva na vida das pessoas — avalia o secretário de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier. — Em menos de três minutos, você atravessará de Charitas até o Cafubá. É uma transformação que só quem já passou pelo túnel entende.

CATAMARÃ: TARIFA CONTINUA ALTA

Após uma série de adiamentos, a prefeitura garante que as duas galerias começam a funcionar plenamente para veículos particulares, bicicletas e com três linhas de ônibus num primeiro momento — 38B (Itaipu-Charitas), 39B (Piratininga-Charitas) e 1001 (Itaipu-Charitas, integração). O órgão calcula que o tempo de deslocamento entre esses dois bairros cairá pela metade, dos atuais 50 minutos para 25 minutos.

O itinerário das linhas mudam para atravessar o túnel: a 38B segue com trajeto normal até o DPO do Cafubá. A partir dali, a linha acessa a pista de concreto do BRT e segue por ela até Charitas, com apenas uma parada na rótula do Cafubá. A linha de integração da 1001 faz o mesmo trajeto que o 38B, mas não está certo se os coletivos vão trafegar pelas pistas laterais ou pelo corredor do BRT, uma vez que eles têm padrão de turismo, com dimensões maiores. Já a linha 39B mantém o percurso atual pela Avenida Sete e acessa o corredor do BRT na Avenida Paulo de Mello Kale, na altura da Costelaria Fogo de Chão.

O prefeito Rodrigo Neves aposta que a abertura do túnel vai impactar o desenvolvimento de toda a cidade:

— A Região Oceânica é nosso vetor de crescimento. Nos últimos 30 anos, houve um adensamento desmedido em Icaraí, que ficou com muita gente e problemas de mobilidade pela falta de investimento em infraestrutura.

As três linhas de ônibus com percurso pelo túnel terão um ponto de embarque e desembarque em frente à estação hidroviária de Charitas. De lá, os usuários poderão pegar o catamarã para a Praça Quinze ou fazer baldeação para o Rio e o Centro de Niterói. Até agora, não há perspectiva de redução no valor da tarifa dos catamarãs de Charitas (R$ 16,50).

Para esta semana está prevista uma reunião da Subsecretaria de Transportes com empresários de ônibus. O órgão estuda a possibilidade de as linhas intermunicipais das viações Pendotiba, Braso Lisboa, Ingá e Garcia que fazem ponto final na orla de Charitas sigam direto para o Cafubá. Na orla, só será permitida a parada rápida, para embarque e desembarque de passageiros. Já o ponto de táxi que hoje fica logo após a estação de catamarã passará a funcionar antes dela, com 12 vagas.

OS DOIS LADOS DO TÚNEL

A garagem subterrânea de Charitas tem inauguração prevista para o dia 5, um dia antes do túnel, e poderá absorver os veículos de quem utiliza o catamarã e o de clientes de restaurantes do entorno. Serão 220 vagas para automóveis, 20 para motos e 40 para bicicletas. O prefeito Rodrigo Neves adiantou que clientes do Bar Italia e do restaurante Siri terão gratuidade nas primeiras duas horas de estacionamento na garagem subterrânea. Ele adisse que é para compensar as perdas que os estabelecimentos tiveram ao ficarem isolados pelos tapumes durante as obras. O preço da garagem ainda não foi definido. A hora no estacionamento subterrâneo do Centro custa R$ 6.

Para o bem ou para o mal, os bairros nas duas extremidades do túnel são os que mais sentirão os impactos. No lado de São Francisco, moradores temem que a grande movimentação crie problemas nas ruas internas.

— A gente calcula que o que vá acontecer é um grande congestionamento na praia. O fluxo que vem da Região Oceânica vai ocupar toda a pista, e quando encontrar o trânsito que vem da Avenida Rui Barbosa, vai ser muito negativo. Quem mora em São Francisco será muito prejudicado. Estamos muito apreensivos — diz Marinice Machado, vice-presidente do Conselho Comunitário de São Francsico (CCSF)

No outro eixo, Gonzalo Perez, presidente do Conselho Comunitário da Região Oceânica (Ccron) avalia que o morador da região será beneficiado pela diminuição do tempo no trânsito. Ele, contudo, avalia que o impacto na mobilidade da cidade será pontual:

— O grande gargalo do trânsito hoje é a Avenida Roberto Silveira, e isso não mudará. Então vai melhorar no sentido de que vamos chegar mais rápido ao engarrafamento. O túnel é bom, vai encurtar essa distância, só não vai resolver o problema de trânsito da cidade — avalia Perez.

O túnel Charitas-Cafubá tem 1.350 metros de extensão, com duas galerias compostas por duas pistas para carros, um corredor exclusivo os ônibus e a ciclovia. Toda a extensão é monitorada por câmeras e administrada por um centro de controle construído na saída do túnel, no lado do Cafubá. A conclusão de todo o corredor viário da Transoceânica está prevista para o primeiro trimestre de 2018.


Fonte: O Globo Niterói



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PREPARATIVOS PARA A ABERTURA AO TRÂNSITO DO TÚNEL CHARITAS-CAFUBÁ



Com a inauguração do túnel que liga Charitas ao Cafubá, na Região Oceânica, uma série de alterações viárias será implementada pela Prefeitura para garantir a fluidez do tráfego e atrair novos usuários à estação de catamarã. Foto: Ascom Niterói / Divulgação



Mudanças no trânsito de Niterói

Giovanni Mourão

Com abertura do túnel Charitas-Cafubá, prefeito anuncia restrições ao estacionamento na hora do rush

Pouco mais de três meses após assumir seu novo mandato, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou a redação de O FLUMINENSE, onde falou das metas alcançadas nos 100 primeiros dias de governo e sobre os novos desafios de sua gestão (confira no vídeo abaixo). Com a abertura do Túnel Charitas-Cafubá, anunciada para o próximo dia seis de maio, será colocado em prática um Plano Operacional que implicará em mudanças no trânsito da cidade.

Assim que o túnel for aberto ao tráfego, as avenidas Prefeito Silvio Picanço e Quintino Bocaiúva – que beiram as praias de Charitas e São Francisco, respectivamente – terão suas regras de estacionamento modificadas. O objetivo é adequar o trânsito da região ao aumento do fluxo de veículos. Nas duas vias será proibido o estacionamento de veículos no sentido Icaraí, no horário entre 0h e 11h. No sentido Jurujuba, a proibição será de 17h às 21h. Ambas as restrições compreendem os dois lados das vias.

“Já concluímos as obras da garagem subterrânea de Charitas, que será entregue junto ao túnel. Existirá um sistema de integração de linhas de Charitas para o Centro de Niterói: em um período de duas horas, quem vier da Região Oceânica pelo túnel poderá pegar um outro ônibus para o Centro pagando apenas uma passagem através do Bilhete Único Municipal. Ainda assim, vamos continuar com linhas que passam no Largo da Batalha e em Santa Rosa”, disse o prefeito, explicando que tal medida ajudará a reduzir o fluxo de veículos sobre eixos saturados da cidade.


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Caso não consiga assistir ao vídeo acesso em TV OFLU


O Plano Operacional também contempla os ciclistas. Segundo o prefeito, até 2020 Niterói ganhará uma rede cicloviária de 57km. Através do novo túnel será possível fazer o trajeto Icaraí-Piratininga em 20 minutos de bicicleta, uma vez que a rede cicloviária se estenderá até o túnel que liga os bairros de Icaraí e São Francisco. Ele também adiantou que implantará uma rede de bicicletários cobertos em todas as regiões da cidade, nos moldes do recém-inaugurado ‘Bicicletário Arariboia’. A Região Oceânica será a próxima a receber o equipamento para ciclistas. A prefeitura ainda detalhará todo o plano cicloviário que será implantado.

Rodrigo contou também que pretende alcançar quase que a totalidade de climatização nos ônibus ainda este ano. “Possuímos a maior cobertura de ônibus climatizados de toda a Região Metropolitana, com um índice de 70%. Queremos terminar o ano de 2017 chegando aos 90%”.

O prefeito também manifestou o desejo de pleitear uma tarifa mais acessível para a estação de barcas de Charitas, que deve ter sua demanda aumentada. “Hoje, a estação de Charitas transporta cerca de 9 mil passageiros por dia. Com o túnel, esse número deve aumentar para 35 mil. Nossa proposta ao governo estadual prevê que quem tiver utilizado o transporte público municipal, terá direito a um desconto de 50% na tarifa das barcas”, declarou.

Prefeito diz que alcançou 81% das metas

Em um cenário de instabilidade econômica que atinge municípios da Região Metropolitana, Niterói passa por uma situação antagônica, com saúde financeira equilibrada. É o que afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

“Ao ser reeleito, a população demonstrou desejo pela continuidade, mas não pelo continuísmo. Por isso, estruturamos, durante 15 dias, uma lista com os desafios que enfrentaríamos em 2017 e 2018, sobretudo na gestão fiscal, uma vez que nosso país e estado passam por uma terrível crise financeira. Foram diversas entregas e realizações de obras e projetos nesses primeiros 100 dias. Assentamos as bases para um novo ciclo vigoroso de desenvolvimento sustentável para a cidade”, declarou.

Atualmente, frisou o prefeito, Niterói é um dos poucos municípios do Estado do Rio que estão com todas as contas em dia e que continuam realizando investimentos. Por isso, o prefeito falou da importância da implantação de um ajuste fiscal neste primeiro semestre de 2017. Para ele, boa parte das metas cumpridas - em áreas como assistência social, saúde, segurança e educação - são fruto de uma política responsável com as contas públicas.

“Nós conseguimos entregar 81% das metas planejadas para os primeiros 100 dias. A primeira entrega relevante foi a reabertura do Restaurante Popular Jorge Amado, que havia sido fechado pelo governo estadual. Somente nesses 100 primeiros dias do ano, mais de 130 mil pessoas foram assistidas nesse local, que foi municipalizado. Outra realização importante foi o início das aulas na 22ª escola que inauguramos, a UMEI de Teixeira de Freitas, no Fonseca. Na área da saúde, inauguramos a Policlínica do Barreto. O bairro da zona norte que antes tinha apenas um posto de saúde acanhado, agora atende a várias especialidades”, destacou o prefeito, acrescentando que já investiu R$ 14 milhões nas polícias da cidade, incluindo um auxílio emergencial no valor de R$ 3,5 mil para todos os agentes penitenciários, bombeiros e policiais que atuam em Niterói, apesar de segurança pública ser uma atribuição constitucional do Governo do Estado.

Macrodrenagem - O prefeito ainda lembrou que em períodos de chuva, grande parte da Região Oceânica inundava. Mas hoje, com intervenções em bairros como Piratininga, Peixoto, Cafubá, Fazendinha e parte do Maravista, este quadro dramático se atenuou de forma considerável. Rodrigo Neves assegurou que, em um período de dois anos, toda a Região Oceânica será contemplada com total infraestrutura, pavimentação e macrodrenagem. Ele anunciou que no mês que vem, será iniciada uma grande intervenção de macrodrenagem no Loteamento Santo Antônio, no bairro de Itaipu.

“Após mais de 40 anos de sofrimento dessa população, vamos começar as obras no Santo Antônio, em um investimento de mais de R$ 30 milhões. No dia 25 de abril vamos concluir a contratação do projeto básico de infraestrutura e drenagem no Boa Vista, ali perto da rótula da Versalles. Nossa expectativa é que as intervenções no Boa Vista se iniciem ainda no segundo semestre”, previu o prefeito.

De acordo com Rodrigo Neves, assim que for concluído todo o processo de infraestrutura da Região Oceânica, o processo de macrodrenagem será ampliado para outras áreas da cidade, como o bairro do Barreto. Ele também afirmou que já existe um projeto de ampliação da macrodrenagem da bacia do Rio Icaraí, buscando acabar com os alagamentos constantes na região da Avenida Roberto Silveira.

Guarda armada - Durante a entrevista, Rodrigo Neves também falou de um de seus principais objetivos desse ano: o armamento da Guarda Municipal de Niterói. Agentes selecionados poderão utilizar armas de fogo durante um período de testes, que se estenderá por três meses.

“No dia 17 de abril começamos o treinamento de 30 guardas municipais, que poderão andar armados em instalações restritas, como a sede da Polícia Federal (PF) e a Cidade da Ordem Pública. São profissionais gabaritados e habilitados pela própria PF. Ao fim de três meses, teremos essa primeira turma habilitada”, informou.

O prefeito reafirmou que após o treinamento realizará um plebiscito para saber se a população deseja levar à frente o processo de armamento da corporação, transformando a Guarda em Polícia Comunitária. A intenção é que tal consulta popular ocorra ainda neste ano.

“Estou convicto, não apenas como chefe do Executivo, mas como estudioso dos problemas sociais, que no caso específico de Niterói temos condições de desenvolver esse projeto de forma exitosa. Os riscos de desvios são muito menores que os ganhos para a sociedade. Pelo nosso perfil sociocultural, tenho certeza que a mudança será muito importante, uma vez que nossos agentes municipais promoverão um ação mais ostensiva da força pública em áreas de grande circulação, o que não é mais feito pela PM”, concluiu.

Fonte: O Fluminense