domingo, 23 de abril de 2017

Ciclovias de Niterói terão sinalização reforçada



Muitas pessoas em Niterói fazem uso da bicicleta como meio de transporte. Foto: Evelen Gouvêa



Ciclofaixas de Niterói vão ter sinalização contra acidentes

Pamella Souza

Placas serão colocadas em postes em locais de maior circulação de bicicletas, no Centro e na Zona Sul

Usar a bicicleta como meio de locomoção é um hábito cada vez mais frequente em Niterói. No entanto, a falta de conhecimento das regras de preferência coloca em risco a segurança de ciclistas, motoristas e pedestres. Para orientar e contribuir para um trânsito melhor, o projeto Mobilidade Urbana, desenvolvido por alunos da Faculdade de Empreendedorismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) com apoio da Niterói Trânsito e Transportes (NitTrans) sugere a instalação de placas educativas na cidade.

De acordo com o aluno Matheus Marques, de 24 anos, um dos desenvolvedores do projeto, oito placas foram entregues à NitTrans no ano passado, mas o processo de instalação vem se arrastando há meses, devido à falta de fixadores para instalar as placas pela cidade.

“Entregamos as placas em dezembro e a NitTrans nos pediu para comprar 16 fixadores. Compramos, mas nos passaram o diâmetro errado. Há duas semanas, a prefeitura nos indicou um mais barato, mas não estamos encontrando no mercado”, explica Matheus.




As sinalizações foram compradas por R$ 2 mil com a verba da universidade. Foram adquiridas através de edital e deverão ser instaladas nos pontos de maior movimento de ciclistas. Os locais foram definidos em parceria com o grupo Mobilidade Niterói. Uma delas indicará o início da ciclovia na Rua Miguel Couto, em Icaraí. As outras placas serão colocadas em cruzamentos da Avenida Roberto Silveira com as ruas Sete de Setembro, Domingues de Sá, Pereira da Silva e Presidente Backer.

A Avenida Amaral Peixoto também terá placas instaladas em pontos considerados de risco para os ciclistas. Segundo o Mobilidade Niterói, 160 bicicletas passaram por hora pela via durante o mês passado, número 87% maior do que no mesmo mês de 2016. Em fevereiro, esse aumento foi ainda mais expressivo: 207,5 ciclos/hora, 90% maior que em 2016, o que mostra que vem crescendo o uso da bicicleta na cidade.

Conscientização – Sérgio Franco, integrante do Mobilidade Niterói, ressalta que a educação no trânsito é o ponto chave para criar uma boa convivência nas ruas. Além de melhorar o fluxo na cidade, uma boa conduta pode diminuir a ocorrência de acidentes.

“A educação no trânsito começa pela sinalização, até porque muitos motoristas não sabem como proceder. As ciclofaixas ainda são consideradas como algo novo, mas o número de ciclistas está crescendo”, argumenta Sérgio.

Segundo o cicloativista, algumas regras básicas devem ser respeitadas entre todos os envolvidos no trânsito. Uma das condutas mais criticadas pelos ciclistas é a de embarque e desembarque em ciclofaixas.

“Tem carro que para na ciclofaixa para embarcar ou desembarcar passageiro e não sabe que é proibido. Assim, o ciclista tem que se arriscar entre os veículos”, reclama, indicando que o correto é o motorista parar ao lado da área destina às bicicletas, com o alerta ligado.

O que muitos não sabem também é que o motorista deve manter a distância mínima de 1,5 metro dos ciclistas, por questões de segurança. Além disso, a preferência nos cruzamentos e rotatórias é do ciclista, caso o mesmo já esteja atravessando.

“O ciclista ainda deve andar na faixa próximo à rua, e não à calçada. Perto do meio-fio, ficam muitos bueiros, o que pode representar um risco de acidente”, aconselha.

Vale lembrar que alguns ciclistas também cometem irregularidades, trafegando pela contramão e não respeitando os semáforos. Mais uma vez, a educação no trânsito se faz necessária.

Segundo a NitTrans, agentes de bicicleta percorrem a malha cicloviária de Niterói, desde 2014, para combater ações irregulares, além de orientar ciclistas. A autarquia informou que, atualmente, as ciclovias da Amaral Peixoto e Roberto Silveira, e a ciclofaixa da Avenida Litorânea do Gragoatá ao Ingá são diariamente monitoradas.

Cidade ciclável – Atualmente Niterói conta com 36 quilômetros de malha cicloviária, no entanto, a meta era que esse número chegasse a 60 no fim de 2016, o que não aconteceu. Em contrapartida, a Prefeitura de Niterói alega estar desenvolvendo novos projetos para incentivar a ciclomobilidade na cidade.

Novas ciclovias já estão no planejamento, como a da Avenida Marquês do Paraná, prometida desde 2015. Os 350 metros de espaço destinado aos ciclistas serão implantados pela construtora do shopping que será levantado na avenida. A medida é uma contrapartida exigida pela prefeitura.

Além disso, a Região Oceânica também será contemplada com 60 quilômetros de ciclovia, através do Pro-Sustentável, integrando também a malha cicloviária da TransOceânica.

“A TransOceânica como um todo tem o objetivo de aumentar a quantidade de deslocamentos por transporte coletivo, aumentar também por bicicleta e diminuir o índice de uso do transporte individual por automóvel, que é o mais alto da Região Metropolitana e um dos mais altos do País”, explica o secretário executivo Axel Grael.

Anseio de quem pedala por Niterói, o bicicletário da Praça Arariboia, no Centro, foi entregue recentemente. Além deste, mais seis, nos mesmos moldes, serão construídos na Região Oceânica, em locais ainda a serem definidos. Cada um terá 200 vagas e outros 100 bicicletários abertos estarão disponíveis ao longo da TransOceânica.

Sinalização:

- Assim como os motoristas sinalizam suas intenções, os ciclistas devem fazer o mesmo;
- Como as bicicletas não têm mecanismos como um carro, por exemplo, o ideal é sinalizar fazendo gestos com as mãos;
- É importante que motoristas e pedestres prestem atenção aos sinais dos ciclistas, e vice-versa;
- Ciclistas não devem pedalar em zigue zague;
- Quem anda de bicicleta deve usar roupas claras, principalmente à noite, e usar elementos refletivos nas bikes;
- Ciclistas devem aguardar a saída dos ônibus dos pontos de embarque e desembarque para prosseguir. Motoristas devem sinalizar a saída.

Travessia:

- Os ciclistas também devem respeitar a sinalização de trânsito, seguindo os semáforos, assim como motoristas. Afinal, as bicicletas são um meio de transporte também;
- Os pedestres têm preferência para atravessar na faixa. Veículos e bicicletas devem parar antes da faixa de retenção, dando passagem às pessoas;
- O pedestre é o elemento mais vulnerável no trânsito. Por isso, a preferência é sempre dele;
- Para cruzar a faixa de travessia, o ciclista deve descer da bicicleta. Assim, ele também se torna pedestre.

Cruzamento:

- Quem dirige deve estar atento aos dois lados antes de passar por um cruzamento
- Motoristas devem dar preferência aos ciclistas e pedestres, sempre
- Caso o ciclista já esteja passando por um cruzamento ou rotatória, o motorista deve dar a preferência
- As bicicletas devem andar sempre no mesmo sentido dos carros, e nunca na contramão
- Ciclistas só devem mudar de faixa quando estiver totalmente seguro, certificando-se de que não há carros vindo
- No semáforo verde, ciclistas e motoristas podem avançar os cruzamentos. Pedestres devem aguardar na faixa

Fonte: O Fluminense









sábado, 22 de abril de 2017

Parceria entre esporte e proteção ambiental em Niterói



A Lagoa de Itaipu será um dos locais disponíveis para os atletas da cidade praticarem windsurf nos próximos meses. Foto: Divulgação



Surfando nas ondas fortes de Niterói

Inea e Associação de Windsurf firmam parceria para incentivar a prática da modalidade no Parque da Serra da Tiririca

O colorido das velas do esporte náutico windsurf vai deixar o visual do Parque Estadual da Serra da Tiririca, administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), ainda mais encantador. Um termo de cooperação técnica firmado, recentemente, entre o Inea e a Associação de Windsurf de Niterói (AWN) tem como objetivo atrair os praticantes desse esporte para as praias de Camboinhas e Itaipu e Lagoa de Itaipu, atrativos da unidade de conservação.

O termo autoriza a implantação da nova guarderia da Associação de Windsurf de Niterói na Praia de Camboinhas, um dos atrativos do parque. A parceria também visa estabelecer a promoção de ações de educação ambiental nas comunidades do entorno.

A guarderia será instalada na Praia de Camboinhas e contará com espaço para a equipe de fiscalização do Parque Estadual da Serra da Tiririca, contribuindo para a gestão ambiental da área, ordenando o turismo e coibindo a prática de crimes ambientais. A área terá espaço reservado para o Corpo de Bombeiros.

“Estou muito feliz com essa parceria. Nós temos que fazer com que as pessoas conheçam nossas unidades de conservação e cada vez mais se apropriem delas. Precisamos estimular a cultura da transformação de potenciais conflitos em parcerias que estimulem o uso dessas unidades e promovam a preservação junto à população”, afirmou o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, Paulo Schiavo.

A guarderia será instalada na Praia de Camboinhas e contará com espaço para a equipe de fiscalização do Parque Estadual da Serra da Tiririca, contribuindo para a gestão ambiental da área, ordenando o turismo e coibindo a prática de crimes ambientais. A área terá espaço reservado para o Corpo de Bombeiros.

Fonte: O Fluminense 








PROGRAMA ENSEADA LIMPA: Enseada de Jurujuba tem recorde de limpeza



Em 2013, ano em que o Inea passou a produzir esses dados, a região atingiu média de 14,3%. Município realizou inúmeras ações para melhora do índice. Foto: Alexandre Vieira/ Prefeitura de Niterói



Vinicius Rodrigues

Balneabilidade de cinco praias ultrapassam 50% neste trimestre

As praias de São Francisco, Charitas, Jurujuba, Adão e Eva, que formam a Enseada de Jurujuba, bateram recorde de balneabilidade no primeiro trimestre deste ano. Elas atingiram índices de 55,4% dos registros com qualificação própria para o banho.

Em 2013, quando o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) passou a produzir esses dados (*), Niterói teve média de 14,3%, também no primeiro trimestre daquele ano.

(*) Comentário: O INEA deu continuidade ao monitoramento da balneabilidade das praias que era realizado pela antiga FEEMA e, portanto, os dados são produzidos há décadas e não apenas desde 2013.


O maior responsável pela melhora na balneabilidade das praias foi o programa Enseada Limpa, capitaneado pela Prefeitura de Niterói. Com uma série de ações no cujo objetivo é tornar a Enseada de Jurujuba a primeira área da Baía de Guanabara totalmente despoluída, os resultados são traduzidos em números.

O índice de balneabilidade, produzido pelo Inea e monitorado pelo programa, demonstra bons resultados quando a comparação leva em conta todos os meses do ano.

Em 2016 chegou a cerca de 42% dos registros com qualificação própria para banho, contra 28% registrado em 2013. As praias que mais apresentaram resultados satisfatórios nos índices de balneabilidade foram Charitas e São Francisco.

O secretário-executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, idealizador do projeto, enumerou as ações que foram feitas no município.

“Eu sempre acreditei em iniciativa local. Quando falamos em programas com investimentos de milhões, as pessoas passam a duvidar do que possa ser feito, então o que fizemos foi tratar os problemas com iniciativa popular (*). Nós acabamos com as línguas de esgoto no Morro do Preventório e em Charitas, sobretudo no Canal Taubaté, que lançava seu esgoto em São Francisco. Neste bairro, na rua Tupinambás, nós melhoramos o funcionamento do dispositivo que bombeava a água da chuva para o esgoto, além de criarmos uma caixa de sedimentos, melhorando o problema daquele canal”, disse Axel.

(*) Comentário: O que afirmei é que acredito em iniciativas locais, que estejam na escala de percepção do cidadão. Um programa como o PDBG, que já investiu mais de US$ 1 bilhão e que agora era sucedido pelo PSAM, que também aplicava centenas de milhões de dólares (o programa foi suspenso pelo BID em função da crise do estado), dá a sensação para o cidadão que o problema é grande demais para que ele possa participar. O Enseada Limpa é um programa na escala do cidadão.


Outro ponto destacado por Axel foi o Projeto Se Liga (*), conectando imóveis à rede de esgoto nos bairros de Jurujuba e estrada Fróes:

“Nós falamos dos riscos da proliferação de ratos e outros males que podem acontecer se o lixo não for coletado corretamente. Uma coisa é você falar sobre esses riscos no meio ambiente, outra é você dizer que sua casa poderá ser infestada de ratos se o problema não for resolvido. Em um trabalho com a Clin nós resolvemos 90% do problema de coleta seletiva na Enseada de Jurujuba”, ponderou Axel Grael.

(*) Comentário: O Projeto Se Liga é uma iniciativa da Prefeitura de Niterói com o INEA e a Concessionária Águas de Niterói. É voltado para a notificação dos proprietários de imóveis que não estão conectados à rede de esgotos para que providenciem a conexão.


O Programa Enseada Limpa tem como proposta a integração dos diferentes setores da administração municipal que já atuam neste espaço, o que propicia maior otimização de recursos e ampliação dos impactos da gestão.

Este trabalho envolve ações de urbanização, ampliação da rede coletora de esgoto e das ligações domiciliares à esta rede, iniciativas para melhorar a gestão de resíduos sólidos e conter o seu despejo em encostas, controle de roedores, educação ambiental, entre outras.

Metas – A Prefeitura de Niterói informou que este ano novas metas estão sendo consolidadas, as quais dizem respeito às áreas de saneamento, verificação das conexões de restaurantes e quiosques à rede, fomento ao desenvolvimento do turismo náutico de base comunitária na Enseada, entre outras.

“No ano de 2016, o programa acompanhou o trabalho da Concessionária Águas de Niterói em ações que dizem respeito à saneamento; deu início a estudos prévios para o desenvolvimento de um modelo de saneamento ambiental em uma das comunidade do bairro de Jurujuba, também em parceria com a concessionária; acompanhou o calendário de desinfestação de roedores executado pela Vigilância Sanitária; elaborou e distribuiu cartilha informativa dentro de suas ações de educação ambiental, entre outras atividades”, finalizou Grael.

Fonte: O Fluminense








PARNIT - Niterói terá trilha de 7km em maio



Para os que tem espírito aventureiro e desejam desafiar a trilha, o tempo estimado de travessia é de três horas de caminhada com dificuldade moderada. Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói



David Tavares

Com belas paisagens e até córrego, a ‘Tupinambá’ ligará os bairros de São Francisco, na Zona Sul, e Piratininga, Região Oceânica

“No geral, não tem tanta dificuldade para quem for usar a trilha, o maior problema é a subida do Parque, que é meio cansativa, mas no geral, dá para completar tranquilamente, é mais a distância mesmo. Inclusive, alguns voluntários, que conhecem a trilha, já estão usando, caminhando. Mas o lançamento oficial da trilha só no mês de maio”, explica Alex, que também é geógrafo, guia de montanhismo e turismo.

Grande parte do caminho já recebeu sinalização rústica, com setas amarelas desenhada em um fundo preto, onde indica o caminho, e ainda aguarda placas informativas em todo local para deixar ainda mais fácil o trajeto - alguns pontos já receberam essas placas. Ainda segundo o diretor do Parnit, a sinalização foi feita por funcionários, voluntários, como integrantes do Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM), além de integrantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói.

“Nós recebemos muita ajuda para montar esse lugar, espalhar todas placas, aplicar as setas e limpar o local. Os voluntários foram fundamentais para sair. Estamos empolgados com essa inauguração, é uma trilha muito gostosa de ser realizada”, disse, acrescentando que a expectativa do número de visitantes é grande, mas que algumas regras de segurança precisam ser cumpridas para o bom desempenho do percurso.

“Esperamos bastante gente aqui na inauguração, mas faremos a abertura oficial em um dia da semana para freiar essa euforia e tentar atender a todos os presentes com mais tranquilidade. Faremos caminhadas de divulgação com 20 pessoas no máximo, pela segurança. Como é livre, quem conhece pode vir, mas aconselhamos se unir com grupos de montanhismos, ou contratar um guia para fazer a trilha em paz e protegido”, completou o diretor.

O Mirante da Tapera é o local mais aguardado da trilha, ainda mais por ser quase no final. De lá é possível avistar o Pão de Açúcar e de onde se tem um ângulo único para as Praias da Região Oceânica e as montanhas do Rio. As ruínas de uma atalaia utilizada pelos portugueses para vigiar a aproximação de navios também chamam atenção, assim como o “córrego do Tamboatá”, uma das grandes atrações do trajeto.

Percurso - A travessia começa na Praça Dom Orione, em São Francisco, onde se inicia a sinalização, e segue até o alto do Parque da Cidade. De lá, passa pela Mirante da Pedra Quebrada, na Antiga Rua e mais a frente com visão do Abrigo do Incra. Em seguida, as belezas do Túnel de Bambu, Repouso do Caçador, Vale das Jaqueiras, Atalaia de vigia e, enfim, o Mirante da Tapera. Segue pelo Morro do Imbuí até sair próximo à Prainha de Piratininga.

Segurança - Agentes da Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA) da Guarda Civil Municipal continuará a realizar patrulhamento preventivo nas principais trilhas do Parnit.


Fonte: O Fluminense 



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Niterói e Sebrae: parceria para o desenvolvimento



Objetivo da parceria é engajar a gestão pública e lideranças locais para que sejam criadas e implantadas políticas públicas voltadas para micro e pequenas empresas. Foto: Prefeitura de Niterói/Divulgação



Até junho, a prefeitura irá estruturar plano de desenvolvimento em conjunto com SEBRAE

A Prefeitura de Niterói vai participar da nova etapa do Programa Cidades Empreendedoras, do Sebrae/RJ. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodrigo Neves e pelo coordenador da instituição no Leste Fluminense, Américo Diniz, nesta semana. O objetivo do programa é engajar a gestão pública e lideranças locais para que sejam criadas e implantadas políticas públicas voltadas para micro e pequenas empresas, melhorando assim o ambiente empresarial das regiões.

Rodrigo Neves destacou que até o mês de junho a gestão irá estruturar um plano de desenvolvimento de novas ações em parceria com o Sebrae.

“As iniciativas de Niterói têm objetivo de melhorar a qualidade da gestão pública e a prestação de serviços ao cidadão. Eu acredito que essa parceria fortalecerá ainda mais as nossas iniciativas e o desenvolvimento local”, afirmou o prefeito.

Américo Diniz explicou que onze municípios foram escolhidos para implementar o programa na linha de cidade empreendedora.

“Niterói não poderia ficar de fora. Rodrigo Neves foi escolhido prefeito empreendedor, como melhor projeto do Estado, que também concorreu em nível nacional. Agora o programa implementará novas iniciativas direcionadas a um trabalho que já vem sendo realizado em parceria com o Sebrae. Todos os processos serão ampliados, não apenas o que diz respeito à Casa do Empreendedor e ao programa de compras governamentais. Vamos desenvolver novas ações para que Niterói seja uma cidade cada vez melhor em termos de transparência e para que o empreendedor tenha facilidade e possa participar de maneira ativa dos processos. O objetivo final é que o município compre com os empreendedores da cidade para que os recursos circulem dentro do próprio município”, afirmou o coordenador do Sebrae Leste Fluminense.

Além de Niterói, participarão do programa Angra dos Reis, Araruama, Duque de Caxias, Itaperuna, Macaé, Nova Iguaçu, Nova Friburgo, Petrópolis, Três Rios e Volta Redonda. Segundo pesquisa do “Data Sebrae”, essas regiões totalizam cerca de 230 mil empresas registradas no Estado do Rio de Janeiro, ou seja, 22% da atividade empresarial fluminense. Para participar foram levados em consideração os seguintes critérios: situação de lei geral municipal implementada; densidade empresarial e ambiente favorável para desenvolvimento do programa.

Em formato de um game, os municípios participantes serão classificados pelo seu desempenho. Cada cidade terá um comitê gestor – formado por secretários municipais de Governo, Fazenda, Administração, Planejamento, Saúde, Meio Ambiente, Educação, agentes de desenvolvimento, Procuradoria, Controle Interno, lideranças empresariais, representantes do Legislativo local e coordenadores regionais do Sebrae/RJ –, que se reunirá mensalmente para deliberação e aprovação das ações a serem implantadas.


Fonte: O Fluminense 



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sexta-feira, 21 de abril de 2017

WOLBACHIA: Fiocruz estende plano de controle da dengue à Região Oceânica, Niterói



Agentes da Fiocruz fazem a soltura dos insetos em Charitas - Agência O Globo / Antonio Scorza


Leonardo Sodré

O alerta foi intensificado na região depois da morte de um morador de Maricá

NITERÓI — O controle da proliferação do Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chicungunha, está no centro dos esforços para conter a chegada da febre amarela à cidade. O alerta foi intensificado na região depois da morte de um morador de Maricá com suspeita da doença na madrugada da última quarta-feira. Até agora, os dez casos confirmados no estado são do tipo silvestre, transmitido por insetos que vivem na mata. Mas a esperança para impedir a entrada da doença no meio urbano pode estar no método desenvolvido por cientistas australianos de soltar no ambiente mosquitos contaminados com bactéria Wolbachia, que lhes tira a capacidade de agir como vetores de vírus, inclusive o da febre amarela. Essa técnica, que vem sendo usada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) há cerca de dois anos em Jurujuba, terminou mais um ciclo em Niterói na última quarta-feira, na região de São Francisco, Preventório, Cachoeira e Charitas, quando houve a soltura, neste último bairro, dos insetos contaminados. No mês que vem, o projeto chegará à Região Oceânica.

As ações fazem parte do projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil e utilizam duas formas de liberação de Aedes aegypti com Wolbachia: a primeira é a soltura de mosquitos adultos em vias públicas e a segunda é através de Dispositivos de Liberação de Ovos (DLO), um recipiente fechado (semelhante a um balde com tampa) onde os insetos se desenvolvem. Esses reservatórios foram colocados em áreas públicas, em casas e estabelecimentos comerciais de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira. Em Jurujuba, onde as solturas foram feitas há mais de um ano, os pesquisadores da Fiocruz estimam que cerca de 90% dos mosquitos do ambiente já têm a bactéria. Pesquisas garantem que o método é seguro e sem qualquer risco para a população, os animais e o meio ambiente. Além do Brasil, o programa Eliminar a Dengue ocorre em Austrália, Indonésia, Colômbia e Vietnã.

— A liberação de Aedes aegypti com Wolbachia foi feita há 14 meses em Jurujuba, e a bactéria se disseminou, naturalmente, entre os mosquitos no ambiente, através do cruzamento e da transmissão da fêmea para os filhotes, que já nascem com a Wolbachia. Esse processo garante a autossustentabilidade do método. Fazemos coletas periódicas em Jurujuba para avaliarmos o avanço da Wolbachia, e a presença da bactéria tem variado entre 80% e 90% da população de mosquitos da região — conta o coordenador-geral do projeto no Brasil, Luciano Moreira, que acrescenta: — Há publicações científicas na Austrália que também relacionam a bactéria Wolbachia à impossibilidade de os mosquitos transmitirem a febre amarela. Mas aqui ainda não há como confirmarmos essa teoria porque requer uma estrutura laboratorial de que não dispomos por ser muito cara.


Recipiente com os mosquitos infectados antes da soltura - Antonio Scorza / Agência O Globo


Como os insetos circulam por uma área de cerca de 50 metros, mesmo que alguns cheguem a outros bairros, não haveria número suficiente para se perpetuarem no ambiente. Por isso, a Fiocruz vem ampliando a soltura de Aedes aegypti modificado para outros bairros de Niterói. As ações iniciadas em Jurujuba há cerca de dois anos deram a base necessária ao desenvolvimento do plano de expansão, desde a implementação de um modelo de aceitação pública, o aperfeiçoamento da logística, de materiais, até a otimização dos processos de criação dos mosquitos e a integração de novos dados informatizados. Em maio, os mosquitos começarão a ser soltos no Cafubá e em Piratininga.

— Estamos otimistas, pois teremos a oportunidade de trazer mais um método à população para reduzir a incidência dessas doenças transmitidas pelos mosquitos, agora em maior escala — diz Moreira.

Voluntariado é fundamental para expansão do projeto

Os pesquisadores da Fiocruz consideraram fundamental o engajamento da população para a expansão do projeto. O trabalho começou com a captação individual de voluntários, mas tem encontrado boa adesão. Quem decide colaborar com o projeto recebe treinamento dos pesquisadores para se tornar quase um especialistas na criação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia.

— Continuamos o trabalho de identificação das pessoas, porta a porta, mas como agora mais gente conhece o projeto, já facilita muito o nosso trabalho. O contato, que antes era individual, agora é em maior escala. Trabalhamos com foco em áreas maiores, com o auxílio de mapas, e tem pessoas que nos procuram querendo ajudar. Como a Região Oceânica tem características urbanas diferentes do restante da cidade, com mais casas e áreas verdes, estamos em contato com as associações de bairros e condomínios para captar novos voluntários — conta Moreira.

Os moradores da área de abrangência do projeto que quiserem se tornar parceiros e colaborar com a disseminação de mosquitos e conhecer mais sobre a iniciativa devem entrar em contato para agendar um encontro com a equipe de Relacionamento com a Comunidade ou com os pesquisadores do projeto através do e-mail eliminaradengue@fiocruz.br ou pelos telefones 3882-9265 e 99643-4805 (segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 17h).

Ainda não há informações oficiais sobre o impacto do projeto na redução do número de casos de dengue em Jurujuba, segundo os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz. Essa avaliação está prevista para as fases futuras do projeto, quando a população de Aedes aegypti com Wolbachia for consolidada dentro de uma área mais ampla do território da cidade.

Segundo a prefeitura, em 2016 foram registrados 2.546 casos de suspeita de dengue na cidade, um crescimento de 229% em relação ao ano anterior, quando houve 774 notificações. Os casos confirmados de zika também cresceram no período, indo de 11 para 190. Já as confirmações de chicungunha subiram de duas para 37. Até o fechamento desta edição, a prefeitura não havia informado os dados de registros destas doenças em Niterói no primeiro trimestre deste ano.

Há um mês, o município reforçou a vacinação contra febre amarela na cidade. A Secretaria Municipal de Saúde abriu novas salas de imunização nas policlínicas regionais e dois novos pontos de atendimento, em Jurujuba e no Engenho do Mato. Solicitou também ao governo do estado reforço no envio de vacinas contra a febre amarela, e a Secretaria de Estado de Saúde se comprometeu a ampliar a remessa para Niterói ainda este mês. De acordo com a prefeitura, a medida permitirá o reforço da vacinação, “principalmente, em áreas próximas a matas e remanescentes de florestas”.

A imunização está ocorrendo de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, em todas as policlínicas regionais do município, incluindo a de Jurujuba e o Médico de Família do Engenho do Mato.


Fonte: O Globo Niterói




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Relação entre cidades e mudanças climáticas é abordada em relatório





Escrito por Reginaldo Alves

Documento foi elaborado no âmbito do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC)

A mudança do clima já é uma realidade em todo o planeta. Segundo as projeções realizadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a temperatura média global pode ter um aumento de 2,6 a 4,8 graus até o fim do século, além de uma elevação de 0,45 a 0,82 metro no nível do mar.

As alterações no clima estariam ligadas às atividades humanas, sendo as cidades os territórios mais afetados. Estas considerações têm sido feitas pela comunidade de pesquisa científica internacional e acreditando na importância de debater este tema, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) publicou o Relatório Especial “Mudanças e Cidades”.

O documento, elaborado por Suzana Kahn Ribeiro e Andrea Souza Santos, apresenta questões sobre resiliência urbana, além de abordar as contribuições das cidades para o aquecimento global. Outro destaque do relatório é o capítulo sobre as vulnerabilidades brasileiras às mudanças climáticas, levando em consideração aspectos como ecossistemas, infraestrutura urbana (energia, transporte, edificações, resíduos sólidos, recursos hídricos, efluentes e drenagem urbana), saúde e zonas costeiras.

Para acessar o relatório, clique aqui.

Fonte: FIOCRUZ







Índia planeja investir 6,2 bilhões de dólares para criar novas florestas



O dinheiro para o fundo virá de taxas pagas por empresas que utilizam terras florestadas desde 2006. | Foto: iStock by Getty Images


A meta é cobrir 33% do país com árvores.

Por ONE2030

No último século, a Índia sofreu um desmatamento desenfreado que destruiu habitats selvagens, tornou a terra menos fértil e reduziu um importante sumidouro de carbono – mas o governo tem um plano para mudar esta situação. O Ministro do Meio Ambiente, Florestas e Mudança do Clima da Índia Prakash Javadekar anunciou no ano passado planos de gastar USD $ 6,2 bilhões para criar novas florestas. A meta é cobrir 33% do país com árvores, que captariam 2,5 bilhões de toneladas de carbono.

Ao contrário do reflorestamento, onde as árvores são cultivadas em terras que recentemente foram desmatadas, o plano da Índia pede um plano de manejo que cuide primeiramente do solo, pois as áreas passaram um longo período sem árvores, ficando sem nutrientes para que as árvores cresçam saudáveis. O governo indiano disse que eles pretendem gastar USD $ 6,2 bilhões em florestação através de um Fundo Compensatório de Arborização. O seu objetivo é aumentar a cobertura florestal no país de 21% para 33%.

Como o país sofre com problemas que quase todos os países em desenvolvimento sofrem, ainda não é certo se conseguirão atingir a meta ou como ao certo conseguirão desapropriar uma área tão grande, em um país tão populoso como a Índia.

O dinheiro para o fundo virá de taxas pagas por empresas que utilizam terras florestadas desde 2006. De acordo com pesquisas do Centro de Ciência e Meio Ambiente, o Ministério do Meio Ambiente indiano permitiu, desde 1980, que 1,29 milhões de hectares de floresta fossem utilizados para fins “não florestais”, o que culminou em altos índices de desmatamento.

A câmara baixa do Parlamento indiano e a Câmara do Povo, já aprovaram a medida. A aprovação final do projeto de lei agora cabe à Câmara Alta e ao Conselho de Estados.

Notícia oferecida pela ONE2030.
Fonte: Ciclo Vivo



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Aliança Pela Água divulga estudos relacionados a governança e política tarifária de água e esgoto






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À medida que aumentam as ameaças, o debate sobre segurança hídrica vem ganhando força em diferentes locais. Mais do que um conjunto de obras de transposição de bacias e ampliação da oferta de água para comercialização por empresas de saneamento mistas e privadas, a segurança hídrica deve contemplar enfrentamento das causas, a integração entre diferentes políticas e a garantia do direito humano à água e saneamento.

A Aliança pela Água, articulação da sociedade civil que reúne mais de 70 ONGs e movimentos sociais, lança na próxima quarta-feira, 19 de abril, três publicações: “Governança da água potável”, “O Município e a governança da água: Subsídios para a agenda municipal de cuidado com a água” e “Política Tarifária de água e esgotos”, elaborado pelo Instituto Democracia de Sustentabilidade – IDS.

As publicações estarão no site da Aliança pela Água: https://www.aliancapelaagua.com.br.

Reconhecendo seu papel entre os protagonistas para a transição para uma “nova cultura de cuidado com a água” a Aliança promoveu, ao longo de 2016, a elaboração de três pesquisas, uma sobre “Governança da água doce e o papel dos municípios” e outra sobre a “Governança da água potável”, ambas coordenadas pela Prof. Estela Maria S. C. Neves (PPED/IE-UFRJ). A terceira publicação “Política Tarifária de água e esgotos” é resultado de um processo de pesquisa e uma roda de conversa realizada em novembro de 2016, pelo IDS em apoio à Aliança pela Água.


Sobre as publicações:




“Governança da água potável”

“Nos últimos anos as “crises hídricas” tem ganhado papel de destaque e atingem diferentes regiões do Planeta, inclusive países ricos em água como os EUA e Brasil”, comenta Marussia Whately, coordenadora da Aliança pela Água. “Os impactos das crises hídricas são diversos, sendo a escassez de água para consumo humano em áreas urbanas e rurais o mais perverso deles, porque na grande maioria dos casos é resultado de gestão equivocada e governança ineficiente.”, explica.

O Brasil ainda não tem uma legislação específica sobre “segurança hídrica”, mas existem menções no campo da saúde, da defesa civil, de meio ambiente, do saneamento e dos recursos hídricos.




“O Município e a governança da água: Subsídios para a agenda municipal de cuidado com a água”

Os municípios podem contribuir decisivamente com o cuidado das águas, aplicando suas responsabilidades que interferem na gestão de qualidade e quantidade das águas.
As atribuições municipais na governança da água estão apresentadas em dois planos: o constitucional e o dos marcos regulatórios estabelecidos por legislação federal.

Responsabilidades do município:

- Titular dos serviços de saneamento básico, responsável pelo acesso à água potável; pelo descarte, tratamento e destino final das águas servidas, e pela gestão das águas de drenagem;
- Corresponsável pelos serviços de saúde e responsável pela execução de ações de saúde relacionadas à qualidade da água para consumo humano,
- Corresponsável pela defesa do meio ambiente, e portanto responsável pela defesa ambiental das águas em seu território
- Corresponsável, em conjunto com os Estados e a União, pela fiscalização da exploração dos recursos hídricos em seu território
- Corresponsável pela política de proteção e defesa civil,
- Coprodutor de informações sobre a água, que devem ser acessíveis à todos.


“Tarifa de água e esgoto: o que está por trás do valor que pagamos”

A publicação busca esclarecer o que é a tarifa, instrumento da Política Nacional de Saneamento Básico. Trabalhando especificamente com a tarifa aplicada pela Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo, a pesquisa traz consigo alguns esclarecimentos sobre como é feito o cálculo desse valor e qual o destino do montante arrecadado. Para além do diagnóstico, identifica também algumas distorções na maneira como a tarifa funciona atualmente e, a partir de referências nacionais e internacionais, elenca algumas propostas de melhoria. Dentro da lógica atual, a tarifa é a principal fonte de recursos para os investimentos em saneamento e, portanto, tem uma série de potencialidades e limites que merecem um debate mais aprofundado.

“A conta que o cidadão paga mensalmente é o elo de conexão mais direto entre a sociedade e suas águas. Portanto, falar de tarifa, além de se tratar de um assunto que impacta o bolso das pessoas, é uma possibilidade real da sociedade debater a agenda da água e saneamento, compreender como a tarifa é calculada e, sobretudo, ter acesso às informações e participar das definições a respeito dos investimentos feitos a partir dessa arrecadação.”, comenta Guilherme Checco, pesquisador do Instituto Democracia e Sustentabilidade – IDS. “Revisão tarifária da Sabesp, que ocorrerá durante os anos de 2017 e 2018, é uma janela de oportunidade para que esse dilema brasileiro esteja nas conversas de boteco da população brasileira e se torne uma preocupação real e constante dos agentes políticos”, conclui.