terça-feira, 19 de março de 2019

ONU convida cariocas a utilizar plataforma para plano de desenvolvimento sustentável



O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) convida os cariocas a utilizar a ferramenta da Prefeitura do Rio de Janeiro denominada Participa.Rio, cujo objetivo é elaborar o Plano de Desenvolvimento Sustentável do município, com o apoio do organismo da ONU.

A plataforma online pode ser acessada pelo endereço www.participa.rio, por meio da qual habitantes da capital fluminense poderão enviar opiniões para a elaboração do Plano, que conta com a participação do ONU-HABITAT e é baseado na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.


Vista aérea da cidade do Rio de Janeiro. Foto: ONU-Habitat/Julius Mwelu


O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) convida os cariocas a utilizar a ferramenta da Prefeitura do Rio de Janeiro denominada Participa.Rio, cujo objetivo é elaborar o Plano de Desenvolvimento Sustentável do município, com o apoio do organismo da ONU.

A plataforma online pode ser acessada pelo endereço www.participa.rio, por meio da qual habitantes da capital fluminense poderão enviar opiniões para a elaboração do Plano, que conta com a participação do ONU-HABITAT e é baseado na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O Plano de Desenvolvimento Sustentável da Cidade do Rio de Janeiro será baseado em documentos e compromissos firmados pelo município a partir de 1992 e renovados em 2012, além de compromissos internacionais e instrumentos municipais.

O objetivo, segundo a Prefeitura do Rio, é a construção de uma visão de longo prazo para a cidade, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.

Assista a um vídeo da campanha.


Fonte: ONU Brasil












Programa de bolsas de estudo da ONU para afrodescendentes recebe inscrições





Parte da Década Internacional de Afrodescendentes, programa da ONU oferece oportunidade de aprendizagem a pessoas de ascendência africana em questões de direitos humanos importantes para mobilização antirracista no mundo.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) abriu vagas para seu Programa Anual de Bolsas de Estudo para Pessoas Afrodescendentes.

Todos os anos, o programa oferece uma oportunidade de aprendizagem intensiva a pessoas de ascendência africana em questões de direitos humanos de particular importância para as(os) afrodescendentes em todo o mundo.

Os tópicos incluem: direito dos direitos humanos, formas de discriminação racial, acesso à Justiça, ‘perfilamento racial’ (racial profiling), entre outros. Estudantes aprendem sobre uma ampla gama de instrumentos e mecanismos legais antirracismo da ONU, promovendo capacitação para combater o racismo e a discriminação racial, bem como na proteção e promoção dos direitos humanos.

Após a conclusão do programa de três semanas de duração, os bolsistas anteriores realizaram iniciativas de conscientização e capacitação de direitos humanos para a sociedade civil que trabalha para promover os direitos de afrodescendentes em seus respectivos países. Também apoiaram o envolvimento da sociedade civil com a ONU durante as missões em seus países, entre outras contribuições.

O Programa de Bolsas de Estudo é uma das principais atividades realizadas durante a Década Internacional de Afrodescendentes das Nações Unidas (2015-2024), lançada para melhorar efetivamente a situação dos direitos humanos dos povos afrodescendentes em todo o mundo.

O período de inscrição termina em 30 de abril de 2019.

Candidatas(os) devem ter conhecimento suficiente em inglês ou francês para a participação, ter um mínimo de 4 anos de experiência profissional na promoção de direitos afrodescendentes e devem fazer parte de uma organização que trabalha em questões relacionadas com pessoas de ascendência africana ou direitos das minorias. Candidatas(os) devem apresentar o currículo e uma carta da sua organização, certificando o seu estatuto.

A bolsa oferece a cada participante uma passagem de avião de Genebra a seu país de origem (classe econômica); plano de saúde básico; e uma verba para cobrir custos de hospedagem e outros gastos essenciais durante o programa. Desde 2011, 72 pessoas de 32 países participaram do programa, incluindo brasileiros.

Bolsistas selecionadas(os) devem estar disponíveis para assistir todo o Programa, que será realizado em Genebra, Suíça, de 25 de novembro a 13 de dezembro. Todas as informações estão em: https://www.ohchr.org/EN/Issues/Racism/WGAfricanDescent/Pages/FellowshipProgramme.aspx.




FONTE: ONU Brasil












Exposição fotográfica no Parque da Cidade mostrará trabalho de preservação da Baía de Guanabara




Fotos Alex Figueiredo.


15/03/2019 – Turistas e frequentadores do Parque da Cidade poderão curtir e aprender mais sobre o habitat da Baía de Guanabara, enquanto admiram a paisagem do local. A partir deste sábado (16) e até o dia 2 de maio, a sede do Parque Natural do Município de Niterói (Parnit) sediará a exposição fotográfica sobre a Rede Guanabara de Conservação.

As fotos poderão ser vistas das 8h às 16h. Com o olhar voltado para questões socioambientais, a exposição levará ao público as ações dos cinco projetos socioambientais que a integra: Projeto Meros do Brasil (PMB), Guapiaçu Grande Vida, Uçá, Ilhas do Rio e Coral Vivo, que são patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

A Baía de Guanabara é a segunda maior baía do Brasil e comporta 22 ilhas, estando cercada por uma população que supera os 11 milhões de habitantes. É nos seus 391 quilômetros quadrados de espelho d’água que são desenvolvidos os cinco projetos socioambientais presentes na exposição.


Fonte: Prefeitura de Niterói










segunda-feira, 18 de março de 2019

Operação Verão da Marinha registra mais de 1,3 mil notificações no Rio








A Operação Verão da Marinha, no Rio de Janeiro, fez 99 apreensões entre os dias 21 de dezembro de 2018 e 10 de março deste ano, informaram o Comando do 1º Distrito Naval e a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro. No total, foram 21.053 abordagens realizadas no período, que resultaram em 1.371 notificações.

Em relação ao ano passado, houve aumento no número de abordagens e notificações e redução nas apreensões. Na operação verão 2017/2018, foram registradas 16 mil abordagens, 1.139 notificações e 150 apreensões.

Este ano, além do crescimento de 50% nas equipes de inspeção naval, a operação contou com o reforço de agentes estaduais da Operação Lei Seca.

Segundo a Marinha, as infrações mais comuns nas abordagens foram a falta de inscrição das embarcações no Sistema de Segurança e Trafego Aquaviário, condutores sem habilitação, ausência se equipamentos de salvamento e de documentação.

A Capitania dos Portos orienta os cidadãos para que entrem em contato pelo número telefônico 185 em caso de emergência marítima. Denúncias podem ser feitas pelo número (21) 2104-5480 e no WhatsApp (21) 97299-8300.

Fonte: Agência Brasil














domingo, 17 de março de 2019

Prefeitura do Rio cria projeto de observação de aves em parques da cidade com calendário regular



Primeira edição do projeto Passarinhar Carioca da Prefeitura da Rio. No Parque Municipal Marapendi, no Recreio dos Bandeirantes, cerca de 30 pessoas participaram do pontapé inicial do projeto. Foto: Felipe Grinberg / Felipe Grinberg


Além da conscientização ambiental, Passarinhar Carioca quer atrair mais frequentadores para os 15 parques municipais da cidade

Felipe Grinberg

RIO — A imersão do homem na natureza em grandes metrópoles, como o Rio de Janeiro, costuma ter dia e hora para acontecer. É preciso encontrar espaço na agenda para tornar esses momentos de relaxamento e prazer possíveis. O projeto Passarinhar Carioca, lançado pela prefeitura no sábado passado, no Parque Natural Municipal de Marapendi, no Recreio, é uma forma de estimular esse contato. Ele tem dois objetivos: propiciar a observação de pássaros e atrair mais frequentadores para os 15 parques municipais da cidade, sendo sete deles na área de Barra da Tijuca, Recreio, Vargens e Jacarepaguá.

O Passarinhar é um desejo antigo da bióloga Denise Monsores, observadora de pássaros há mais de 40 anos.

— O mais importante é tentar chamar as pessoas a fazerem atividades dentro dos parques. Muitos não conhecem os parques da cidade. Queremos incentivar o laço entre a natureza e o carioca — diz.

No primeiro passeio guiado do Passarinhar, 30 observadores, entre novatos e veteranos, conseguiram identificar 41 espécies durante uma caminhada de duas horas pelo Parque Natural Municipal de Marapendi, mesmo sendo esta uma época menos propícia para a atividade. Entre setembro e dezembro, meses de reprodução, fica mais fácil flagrar aves. Mas no inverno também se podem ver espécies migratórias, que se reproduzem aqui. 


Mariquita pode ser visto na região da Barra da Tijuca Foto: Foto: João Rafael Marins

Jacupemba pode ser visto na região da Barra da Tijuca Foto: João Rafael Marins

Cambacica pode ser visto na região da Barra da Tijuca Foto: João Rafael Marins

Estar em meio à natureza pode aguçar sentidos. Mário Ferreira, gestor do Parque de Marapendi e morador de Bangu, diz que participar do Passarinhar fez com que ele passasse a prestar mais atenção ao canto das aves, inclusive em casa

— Agora, se estou sentado no sofá e escuto algum piado, tento prestar atenção e me esforço para tentar reconhecer a espécie. É um exercício que eu não fazia antes; parece que nossa audição fica mais apurada — conta.

Sabendo da estreia via redes sociais, Sidney Almeida e seu filho, Sidney Almeida Júnior, acordaram cedo e foram ao passeio, que começa às 7h. Mesmo sem equipamentos de observação de longo alcance, como binóculos e câmeras, eles garantem que a experiência foi boa.

— Acho que pela curiosidade de conhecer as espécies, o programa já vale. Próximo à lagoa conseguimos ver os pássaros bem, mesmo a olho nu. Os detalhes mais específicos, não reconhecemos, até porque somos leigos, mas dá para perceber as cores diferentes, as listras. Sem dúvida é uma ótima opção de lazer— afirma Júnior, que tem 24 anos e é estudante de Medicina

Morador do Anil, o pai explicou que aquela era a primeira visita dos dois ao local, embora ele passe diariamente próximo ao Parque de Marapendi:

— Gostamos de estar em contato com a natureza e aproveitamos a observação para vir e fazer também a trilha. Mesmo passando sempre aqui, não sabíamos que este era um lugar que poderíamos frequentar. Agora que sabemos, queremos voltar e visitar os outros parques da região.

Como apoio ao Passarinhar, a prefeitura está instalando uma torre de observação fixa no Parque de Marapendi. A estrutura deve ser aberta ao público daqui a dois meses e oferecerá uma visão privilegiada da área, que alcança até a Praia do Recreio.
Aplicativos ajudam iniciantes

Munido de seu smartphone e de uma caixa de som portátil, o biólogo e ornitólogo João Rafael Marins usava todo o seu conhecimento em canto de pássaros para tentar identificar alguma ave próxima no Parque de Marapendi. Assim que um assobio era reconhecido, procurava a gravação correspondente no celular e reproduzia o canto na caixa de som. A estratégia é chamada de playback e usada para tentar atrair as aves até um local onde elas fiquem mais visíveis, já que muitas vezes elas estão no meio de uma mata densa.

Marins é um dos responsáveis pelo projeto Vem Passarinhar, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), outro programa de observação de pássaros, mas em unidades de conservação do governo do estado. Ele foi o guia do Passarinhar Carioca no último sábado, e explicava que, apesar de o playback ser um método muito bom para observadores iniciantes conseguirem uma boa visão dos pássaro, é preciso ter cuidado:

— Tem que ter sensibilidade ao usar. Na cabeça do bicho, há uma outra ave da mesma espécie entrando no território dele para disputar espaço. Pode estressar o animal, já que vai alterar intencionalmente o comportamento dele. A estratégica é colocar cinco, dez vezes para atraí-lo. Mas, se a pessoa vir que a ave está com um ninho próximo ou se alimentando, não deve emitir o som.


Sem levar equipamentos Sidney Almeida e Sidney Almeida Júnior fizeram sua primeira observação de pássaros. Foto: Felipe Grinberg

Num aplicativo americano chamado Merlin Bird, diz ele, é possível baixar o pacote das aves de todo o Sudeste do Brasil, o que é muito útil em áreas onde a internet não pega. No app também é possível ver a região em que as aves podem ser observadas, além de fotos dos pássaros, o que ajuda os iniciantes a diferenciarem machos e fêmeas, por exemplo, nos casos em que isso é possível a olho nu.

No passeio inaugural, estavam reunidos observadores de vários estilos. Havia os que buscavam as aves apenas com os olhos, o que usavam binóculos, os colecionadores de fotos que vibravam a cada conquista como se estivessem completando um álbum de figurinhas e os que compartilhavam numa plataforma criada para este fim os nomes das espécies que tinham encontrado.

Professor de História da rede municipal, Leonardo Araújo se destacava entre os fotógrafos. Ele se apaixonou pela observação de pássaros há sete anos, mas sempre gostou do contato com a natureza.

— Traz uma conscientização. É um exercício você apenas observar e não depredar a natureza — conta.

Com quase 250 aves já fotografadas no currículo, o professor acredita que a região de Barra, Recreio e Vargens ainda é pouco explorada, e está certo de que encontrará nos passeios pelos parques municipais da região aves que ainda não conheceu:

— É muito bom parar um pouco a sua rotina e fazer o avistamento. Infelizmente esta não é a melhor época, mas dá para se divertir bastante nas trilhas também.


Fonte: O Globo




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IPCC 1,5 °C: Precisamos construir e viver de maneira diferente nas cidades



Painel solar em Mumbai, Índia (Foto: Flickr/The Climate Group)


por Aniruddha Dasgupta

Este post foi escrito por Aniruddha Dasgupta e publicado originalmente no WRI Insights.

Em meio a onda de notícias sobre desastres naturais relacionados ao clima e sobre conferências internacionais de mudanças climáticas, é importante reconhecer os verdadeiros pontos de virada - quando um acontecimento é realmente um caso de tomar nota. O relatório especial sobre aquecimento global de 1,5°C do IPCC, lançado no mês passado, é um desses casos.

Nós já estamos vivendo em um mundo que é 1°C mais quente do que as temperaturas pré-industriais. Limitar o aquecimento global a 1,5°C - sendo que cientistas esperam que um aquecimento além desse provoque dano significativamente maior aos ecossistemas globais - exige "transição rápida e de longo alcance" em sistemas de energia, uso da terra, indústria e infraestrutura urbana, conclui o relatório.

Em resumo, nós precisamos viver e construir de forma diferente.

Quem trabalha com foco nas cidades sabe que isso é verdadeiro. A trajetória das principais tendências em áreas urbanas precisa mudar significativamente para se atingir as metas adotadas pelos governos dos países do mundo no Acordo de Paris, nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e na Nova Agenda Urbana. Não estamos precisando de retoques e ajustes, mas de transformações em uma escala massiva, começando agora.

O relatório do IPCC, uma síntese das últimas pesquisas climáticas coletadas por 91 autores, reforça essa mensagem. Desde reduzir emissões até expandir oportunidades econômicas para todos, as cidades são a chave para um futuro sustentável.

Uma forma diferente de construir

Grandes mudanças no setor da construção são necessárias para limitar o aquecimento a 1,5°C. Nós precisamos construir de forma mais inteligente. As emissões de edifícios precisam cair em 80% a 90% até o meio do século, e toda nova construção precisa ser livre de combustíveis fósseis e com consumo quase zero de energia em apenas dois anos.

Essas mudanças precisam acontecer em todos os lugares. No mundo desenvolvido, nós precisamos ver a otimização e descarbonização dos serviços já existentes. Nos países em desenvolvimento, nós precisamos providenciar novos serviços - incluindo estradas, saneamento básico e eletricidade - para os que ainda não os têm, e as cidades precisam construir esses serviços de forma diferente do que era feito no passado. Novas soluções precisam ser adotadas rapidamente já que a infraestrutura construída hoje vai durar décadas. É um desafio, mas também uma significante oportunidade de remodelar as cidades - cerca de 75% da infraestrutura que estará em funcionamento em 2050 ainda não começou a ser construída.

Atingir a meta de 1,5°C vai exigir 40% da redução do uso final de energia no setor dos transportes até o meio do século, diz o relatório do IPCC. Escolhas individuais podem ajudar, mas um melhor planejamento urbano pode ir além. Os autores notam que "um planejamento urbano efetivo pode reduzir emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes entre 20% e 50%".

Cidades sitiadas

Com um aquecimento de 2°C até 2040, mais de 70% das áreas costeiras enfrentarão um aumento do nível do mar de 0,2 metros. Entre os locais que serão mais atingidos estão as áreas urbanas mais densas, incluindo pelo menos 136 "megacidades" (definidas por "cidades portuárias com uma população maior do que um milhão em 2005"). Essa definição não inclui as cidades que entrarão nessa categoria nas próximas décadas por conta do aumento populacional.

Ondas de calor já são uma das principais preocupações para muitas cidades, e o relatório aponta que o desafio será muito maior se nada for feito. "Com 1,5°C, duas vezes mais megacidades (Como Lagos, na Nigéria, e Xangai, na China) poderiam sofrer com ondas de calor, expondo mais de 350 milhões de pessoas a mais a ondas de calor mortais até 2050".

Com 2°C, sem mudanças na construção, como telhados que resfriam ou desenho urbano verdade, cidades como Karachi, no Paquistão, e Kolkata, na Índia, podem esperar novas ondas de calor como a que matou milhares de pessoas em 2015.




Vivendo de forma diferente

Não são apenas as mudanças físicas de um mundo aquecido que são alarmantes; são as implicações sociais e econômicas. As mudanças climáticas "multiplicam a pobreza de forma a tornar os pobres ainda mais pobres", diz o relatório.

"Não mitigar o aquecimento poderia remodelar a economia global em meados do século a reduzir a riqueza média e ampliar a desigualdade de renda", diz. "Os impactos mais severos são projetados para áreas urbanas e algumas regiões rurais na África Subsaariana e no sudeste da Ásia".

As cidades são especialmente vulneráveis a essas tendências em parte por que o número de pessoas vivendo em assentamentos informais - áreas que não recebem os serviços básicos de assistência municipal - deve triplicar para 3 bilhões até 2050. O risco para cidades que já estão enfrentando os efeitos da desigualdade é que atender essas populações vai ficar ainda mais difícil, não apenas colocando milhões em risco literal como também arrastando economias urbanas e nacionais.

Será preciso considerar uma ênfase ainda maior em governança, equidade e participação para reduzir os riscos urbanos. Mesmo esforços de adaptação bem intencionados podem sair pela culatra se eles marginalizarem cidadãos pobres.

O relatório "Towards a More Equal City," do WRI, sugere formas de construir cidades para todos mostrando os desafios de equidade setor a setor, assim como explorando abordagens práticas que já funcionam em cidades ao redor do mundo.

Cidades para todos

O relatório do IPCC é um chamado à transformação em escala massiva - não apenas em política energética ou climática, mas em como nós vivemos e construímos em geral. Apesar de ser fácil focar no potencial de custos de uma mudança como essa, os benefícios podem ser significativos também.

Os autores notam que estão surgindo "economias verdes" urbanas do setor informal, ajudando a atender a demanda por água limpa, por exemplo, e melhorando a reciclagem. E cidades na África e Ásia têm o potencial de dar um salto na forma tradicional de gerar eletricidade, trazendo energia limpa para mais cidadãos e melhorando a capacidade adaptativa ao mesmo tempo (aqui, o relatório cita o trabalho do WRI em gerar energia no Hemisfério Sul) .

Estimativas do valor líquido de investimentos de baixo carbono nas cidades chegam a US$ 16,6 trilhões até 2050, segundo a Coalition for Urban Transitions.

O ritmo furioso da urbanização nos traz a oportunidade de fazer rápidas mudanças. Uma janela para transformação está aberta, e depende de nós aproveitá-la. As cidades são nossa melhor chance de fazer dar certo.

Catlyne Haddaoui contribuiu com esse artigo.

Fonte: WRI









PETROPOLIS: Município vai financiar produtores rurais para reflorestamento das margens dos rios e conservação do bioma



Projeto vai custear famílias de produtores rurais na recuperação de áreas degradas em Petrópolis - DIVULGAÇÃO


No projeto, que começará no mês que vem, os homens do campo vão receber mudas de árvores frutíferas para plantação

Por ANGÉLICA FERNANDES

Rio - Por conta da estiagem e da degradação ambiental, as margens dos rios de Petrópolis, na Região Serrana, sofrem com erosão do solo e assoreamento. Para reverter esse quadro, duas empresas privadas da região — Cervejaria Imperial e a Águas do Imperador — se juntaram para financiar 50 famílias de produtores rurais de comunidades ribeirinhas que serão responsáveis pelo reflorestamento. No projeto, que começará no mês que vem, os homens do campo vão receber mudas de árvores frutíferas para plantação.

A Secretaria de Meio Ambiente de Petrópolis, que será responsável pela fiscalização do investimento desses recursos, junto com as duas empresas, vão selecionar as famílias. Para entrar no projeto, serão avaliados o estado de regeneração da floresta e a topografia. Bairros que sofrem com a estiagem, como é o caso do Caxambu, durante o período de inverno, serão contemplados. Outra localidade que deve receber o benefício é Bonfim.

"A iniciativa permite demonstrar aos produtores rurais da cidade que é possível associar a produção agrícola deles com a proteção ambiental", destacou o prefeito Bernardo Rossi (MDB).

As empresas irão custear produtores rurais que tenham propriedades próximas a rios, cachoeiras e nascentes, para que façam a recuperação das áreas quando degradadas. A ideia é atender os produtores que estão situados a 100 metros das margens dos rios.

"O principal é o aumento do volume de água nos cursos hídricos e da qualidade da água na região. Além disso, também é uma ação de educação ambiental, que vai estimular a preservação dessas regiões", garante o secretário de Meio Ambiente, Renato Couto, destacando que desta maneira o cuidado da natureza pode gerar renda para os proprietários rurais, sendo uma alternativa de desenvolvimento para a cidade. A quantidade de mudas e o valor do investimento para cada família será definido de acordo com o tamanho da área que o produtor vai recuperar.

Ações beneficiam abastecimento d'água

Alvo de preocupação mundial, a crise hídrica, com a crescente demanda por água pela população, exerce pressão sobre os mananciais, localizados, muitas vezes, em áreas rurais.

"Dessa forma, o manejo da água pelo produtor rural é fundamental para a manutenção e abastecimento do recurso. A ideia é sempre trabalharmos juntos, pensando na preservação das áreas verdes de Petrópolis", destacou Renato Couto.

Cássio Roberto de Paula, diretor de operações do Grupo Petrópolis, afirma que a Cervejaria Imperial fará o custeio anual dos produtores, com a premissa de apoiar ações que conservem os recursos hídricos. "Todos nós dependemos da água para viver. Nossa empresa pensa não apenas no agora, mas também, no que a gente vai deixar para o futuro".

Fonte: O Dia











sábado, 16 de março de 2019

Hierarquizando corredores ciliares como rota de escape de animais sob o efeito de mudanças climáticas





Rating riverside corridors -- the 'escape routes' for animals under climate change 

Date: February 8, 2019

Source: University of Washington

Summary: While riverside habitats are known to be important for species migrating under climate change, this is the first study to rank riparian areas as targets for restoration and conservation efforts.

Under climate change, plants and animals will shift their habitats to track the conditions they are adapted for. As they do, the lands surrounding rivers and streams offer natural migration routes that will take on a new importance as temperatures rise.

An open-access study led by the University of Washington pinpoints which riverside routes in Washington, Oregon, Idaho and western Montana will be the most important for animals trying to navigate a changing climate. The study was published this fall in PLOS ONE.

"This corridor network is already there, and it's already important for animal movement," said lead author Meade Krosby, a scientist in the UW's Climate Impacts Group. "Under climate change these will become 'superhighways' for animals that are seeking new places to live. We've identified ones that could be priorities for conservation and restoration."

Riparian areas -- areas of habitat along the banks of rivers and streams -- are known to be used by bears, coyotes, wolves, deer, mountain lions and other large mammals. But these regions could also benefit smaller mammals, like beavers and marmots, and even insects, birds and other species looking for cooler, moister terrain as conditions become less habitable.

"We aren't the first to realize that riparian areas are likely to be really important for animals seeking refuge from warmer or drier conditions, or for connecting fragmented habitats under climate change," Krosby said. "But we hadn't seen anybody identify which riparian areas would be particularly valuable in the future."

The authors developed a ranking system for riparian areas and applied it to the Northwest, creating a general technique that could be applied elsewhere. They rated the land surrounding rivers and streams for various features that would help animals on the move: width; amount of shade; tree cover; connection across temperature gradients; and general condition of the landscape.

Results show that the highest-quality routes in the Northwest are mostly in the mountains, which have shaded, well-protected riparian corridors that connect warmer to cooler habitats.

The authors then looked at which areas should be priorities for restoration -- places that are not currently protected, or that offer the only natural pathway linking warmer and cooler landscapes. Here the routes through the Columbia Plateau, covering Eastern Washington, central Oregon and western Idaho, popped out as particularly important.

"If you look at an aerial photograph of an agricultural or urban landscape you'll see these green corridors that follow streams and rivers," Krosby said. "Humans use the flat areas of the landscape: we live there, we farm there, we use it for all kinds of things. So the riparian areas in these landscapes may not be in the best shape, but in some ways they're the most valuable, because they're the only natural habitat left."

The authors don't identify individual waterways as priorities for riparian conservation. Instead they leave it to regional managers to single out individual areas and choose methods -- whether it be working with landowners to keep areas in a natural state, planting native vegetation, removing invasive species along streams, creating easements in property deeds, or other methods -- to ensure that riverside land remains friendly to wildlife movement.

"Riparian areas offer a huge bang-for-buck as conservation opportunities in the effort to reconnect our fragmented habitats," Krosby said. "The nice thing about riparian conservation is it's a two-fer: The same vegetation that provides cover for terrestrial species moving through riparian zones can, for example, help shade streams to cool water temperatures for aquatic species."

The study is part of a growing trend in wildlife conservation. This winter, the state of Washington anticipates opening a wildlife overpass over Interstate 90 at Snoqualmie Pass, which will allow animals to safely cross the freeway. That infrastructure in combination with other measures could help animal populations be more resilient to climate change.

"The idea is to have a whole network: You want to make sure that your landscape is permeable to wildlife movement," Krosby said. "That's important now, and it's especially important under climate change, because moving to track shifting habitats is the primary way that species deal with a changing climate."

Story Source:

Materials provided by University of Washington. Note: Content may be edited for style and length.

Journal Reference: 

Meade Krosby, David M. Theobald, Robert Norheim, Brad H. McRae. Identifying riparian climate corridors to inform climate adaptation planning. PLOS ONE, 2018; 13 (11): e0205156 DOI: 10.1371/journal.pone.0205156


Cite This Page:

University of Washington. "Rating riverside corridors -- the 'escape routes' for animals under climate change." ScienceDaily. ScienceDaily, 8 February 2019. www.sciencedaily.com/releases/2019/02/190208161447.htm


Fonte: Science Daily











Regeneração natural de florestas tropicais é rápida, mas com baixa diversidade de espécies



COMENTÁRIO:

Os dados encontrados na pesquisa são interessantes.

A pesquisa estudou o resultado da regeneração natural em 1.800 parcelas em 10 países da América Latina. Segundo verificou-se, após 20 anos de regeneração natural, apenas 34% das espécies da floresta original retornaram.

O resultado é interessante pois mostra a fragilidade das florestas tropicais, a vulnerabilidade da biodiversidade perante o desmatamento e as queimadas. 

O estudo leva a pensar também no desafio de fazer com que os critérios de compensação ambiental por áreas desmatadas sejam realmente eficazes.

Axel Grael
Engenheiros florestal





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Forests recover growth in a few decades, but it may take centuries before the species diversity returns to the original composition, according to a study co-authored by Robin Chazdon of UConn.


Tropical Forests Naturally Regrow Quickly, But Without Species Variety

Tropical forests are threatened by high levels of deforestation, mostly driven by agricultural expansion. But, once agricultural fields are abandoned, they tend to naturally regrow, leading researchers to ask whether that process reverses species loss and brings native species back.

An international team of ecologists inventoried trees in 1,800 tropical forest plots located in 56 sites across 10 countries in Latin America, and found that forests recover growth in a few decades, but that it may take centuries before the abundance of the species present returns to the what is found in old-growth forests. Secondary forests now make up as much as 28 percent of the land area in Latin America.

Tree species found in regrowing forests are usually different from those in neighboring old-growth forest, according to the paper published in Science Advances. After 20 years of regrowth, only 34 percent of the original species composition recovered.

Researchers used plot data from secondary forests of different ages and compared it to neighboring, well-conserved, old-growth forests. The team included UConn professor emerita of ecology and evolutionary biology Robin Chazdon, and colleagues across Europe and Latin America.

“It is great news that natural regeneration can restore tree biodiversity relatively fast,” says Chazdon. “However, targeted restoration actions for the introduction of typical old-growth species, as well as the conservation of old-growth forests, may be necessary to guarantee long-term conservation of tropical tree species.”

This study has direct implications for forest restoration policies and practice. Natural forest regeneration has typically been viewed as an ecologically sound way to restore large areas of forest at lower costs compared to active tree plantings.

Natural forest regeneration may therefore be the ideal method to meet the goal to restore 350 million hectares of forest in 2030, as set under the Bonn Challenge.

But tropical forests, home to more than 53,000 tree species, account for 96 percent of the global tree diversity.

“While young secondary forests contribute importantly to biodiversity conservation in these modified landscapes, they do not contain many of the species found in well-conserved forests,” says co-author Lourens Poorter, leader of the 2ndFOR network. “Both secondary and old-growth forests must be preserved to guarantee biodiversity conservation in human-modified landscapes.”

Chazdon stresses that both secondary and old-growth forests are important for conserving biodiversity and providing resources for wildlife. Lead author Danaë Rozendaal, from Wageningen University in the Netherlands, agrees.

“We were impressed to find that it takes only five decades, on average, to recover the total number of species found in well-conserved old-growth forests, and that within only 20 years, already 80 percent of the number of species is present,” says Rozendaal. “This emphasizes the importance of secondary forests for biodiversity conservation in human-modified tropical landscapes.”

To learn more about Chazdon’s efforts to restore forests world-wide, follow her on the People and Reforestation in the Tropics Network for Education Research and Synthesis (PARTNERS) website and blog.

Chazdon’s work was supported by: NSF DEB: 1147429; NSF DEB 0639393.

For more information, contact:
Robin Chazdon at robin.chazdon@uconn.edu
Danaë Rozendaal +31 317 485321 danae.rozendaal@wur.nl
Lourens Poorter +31 317 486216 lourens.poorter@wur.nl


Fonte: University of Connecticut