quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Municípios do Conleste têm PIB superior a 15 Estados do Brasil





Pedro Conforte

Destacando a importância do Conleste, para o qual elaborou um Plano Estratégico para 20 anos, o presidente da organização, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, disse, nesta quarta-feira (13), na redação de A TRIBUNA que a soma do PIB dos seus 15 municípios que compõem o consórcio é superior à grandeza de 15 Estados brasileiros, entre eles, Acre, Alagoas, Amapá, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Rodrigo Neves considerou importante a reunião que presidirá hoje, em Maricá, com a participação da Firjan e da Petrobras, na qual vai anunciar as metas para o funcionamento das importantes unidades do Comperj, a começar pela refinaria, no próximo ano e, logo após, a unidade de gás. Isto é motivo para se comemorar o início de uma era de geração de renda e de emprego para a região. A estimativa é que seis mil postos de trabalho sejam criados para a área de óleo e gás.

Ele também destacou que as perspectivas de aumento da produção do Pré-Sal são reais e de alto significado, inclusive ampliando a receita de royalties para os municípios.

Diante da nova realidade, Neves está articulando a formação de cursos para a melhoria da gestão dos municípios e do desempenho dos secretários municipais. Integram o Conleste 15 municípios. Pela ordem de recebimento de royalties, são eles: Maricá, Niterói, Saquarema, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Magé, Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Itaboraí, São Gonçalo, Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Rio Bonito, Tanguá e Iguaba Grande.

A questão da mobilidade urbana, para atender à expansão da região, também está em pauta. No momento está em fase de elaboração de projetos executivos a criação de mais duas pistas de tráfego na BR-101. Além disto está em fase de conclusão a duplicação do trecho da rodovia estadual ligando a entrada de Iguá (trevo de acesso à rodovia Itaboraí-Cachoeiras de Macucu-Nova Friburgo), até o trevo de acesso a Duques, continuidade da BR-101.

Fonte: A Tribuna












quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DEFESA ANIMAIS: Guarda Municipal de Niterói resgata animais



A cobra foi resgatada em Maria Paula, já a tartaruga-verde foi encontrada em Charitas. Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói

Pássaro conhecido como lavadeira-mascarada foi resgatado por agentes da Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal de Niterói. Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói



Nesta semana foram encontrados pássaros, uma cobra, além de uma tartaruga-verde

Agentes da Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal de Niterói resgataram, na tarde desta quarta-feira (13), no bairro de Charitas, Zona Sul do município, uma tartaruga-verde. O animal será levado para o Centro de Tratamento de animais marinhos. Os guardas foram acionados pela população através de um telefonema dado para o número 153, que atende no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp).

Nos últimos dois dias, além da tartaruga, foram resgatados um ouriço-cacheiro, um pássaro da espécie bacurau e outra ave conhecida como lavadeira-mascarada, além de um filhote de gambá. Também nesta tarde, a Guarda resgatou uma cobra no telhado de uma casa no bairro de Maria Paula. O animal é da espécie Suaçuboia, conhecido como cobra-veadeira. Os animais silvestres foram encaminhados ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres para tratamento e reintegração ao seu habitat.

“O caso mais delicado é o da tartaruga. Ela foi encontrada na rampa de um clube e não estava conseguindo nadar. Será levada para tratamento. A população pode continuar ligando para o 153 para solicitar o resgate de animais silvestres”, explica Edson Jorge Martins, coordenador da Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal.


Fonte: O Fluminense








SEGURANÇA: Niterói Mais Segura entra em operação nesta sexta





Programa prevê agentes de segurança no Centro e Icaraí

Os agentes do programa 'Niterói Mais Segura' começam a trabalhar nesta sexta-feira (15) patrulhando as ruas do Centro e Icaraí. Nos próximos dias o programa também chegará às ruas do Ingá, Jardim Icaraí e na Alameda São Boaventura, no Fonseca. O programa tem o objetivo de reforçar a segurança nos locais com maior concentração de pedestres na cidade e segue o modelo implantado com sucesso em bairros como Lapa, Centro, Lagoa, Aterro, Méier e Copacabana, todos no Rio de Janeiro. Graças ao programa, Niterói terá mais 302 agentes de segurança diariamente nas ruas da cidade.

O Niterói Mais Segura será totalmente financiado com recursos da prefeitura de Niterói, que investirá R$ 25 milhões por ano no programa. Para isso, um convênio foi assinado pelo prefeito Rodrigo Neves com o Governo do Estado. Mesmo reconhecendo que segurança pública é uma atribuição do Estado, Rodrigo Neves lembra que tem se esforçado para melhorar a segurança na cidade.

“Desde 2013, estamos colaborando com o Governo do Estado com muitos investimentos na área de segurança. O Niterói Mais Segura é mais um esforço que fazemos para melhorar a segurança na cidade, se somando a muitos outros, como a construção do Centro Integrado de Segurança Pública, os portais de segurança e as gratificações pagas pela prefeitura aos policiais lotados na cidade”, disse o prefeito Rodrigo Neves.

A implantação do Niterói Mais Segura vai permitir a presença de mais 302 agentes de segurança por dia atuando na cidade, em dois turnos de 151 agentes cada. As equipes serão compostas por dois PMs, que trabalharão no programa nos dias de folga, e um agente de patrulhamento que irá filmar e acompanhar as abordagens dos policiais.

Os 172 agentes que atuarão no programa foram selecionados pela prefeitura através de um processo simplificado de contratação, que teve 5.823 inscritos. Eles passaram por treinamento ministrado pela Polícia Militar para desempenhar bem suas funções.

Rodrigo Neves ressaltou que a implementação do Niterói Mais Segura nos bairros possibilita a liberação de efetivos do 12º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento em Niterói, para outras regiões da cidade.

“O que verificamos no Rio, nas áreas onde o projeto foi implementado é que ele libera uma boa parte do efetivo do batalhão para atuar em outras áreas de conflito. Isso é um outro efeito positivo, pois beneficiará toda a cidade”, explicou.


Fonte: O Fluminense 








Réveillon terá arco-íris em Icaraí



As cinco balsas estão passando por manutenção como solda e pintura. Foto: Evelen Gouvêa


Carolina Ribeiro

Espetáculo vai ter a duração de 15 minutos e vai contar com 11 mil bombas na chegada do Ano Novo

A tradicional queima de fogos da Praia de Icaraí durante a virada de Ano Novo já está sendo preparada. Cinco balsas, que passam por manutenção como soldas e pinturas, no Estaleiro Dialcar Serviços Marítimos, na Ilha da Conceição, serão responsáveis por carregar as 11 mil bombas utilizadas para o show pirotécnico que terá duração de 15 minutos. Neste ano, segundo o responsável pelo espetáculo, a inovação que surpreenderá quem estiver curtindo o Réveillon da cidade será o surgimento de arco-íris no céu.

A infraestrutura do show começará a ser montada após o dia 18, quando a Capitania dos Portos finaliza vistorias que determinam se as balsas estão aptas para uso. Após, a Domberg Shows Pirotécnicos, responsável pelo espetáculo pirotécnico de Niterói desde 1991, estará liberada para a montagem do equipamento. A estimativa é que a estrutura de 11 mil bombas, divididas em três grandes balsas e duas pequenas, fique pronta em 10 dias. Segundo Arthur Domberg, responsável pela equipe, uma inovação no lançamento das bombas está sendo preparada. Nos 15 minutos de espetáculo, um arco-íris será formado no céu.

“O show está terminando de ser preparado. Temos um simulador onde programamos a apresentação e depois criamos o cronograma com impressões que o sistema cria. Usamos um sistema que dispara a queima de fogos via rádio e satélite, o que evita um possível boicote. Ano após ano, tentamos superar o show anterior, que neste caso, foi considerado o melhor de todos”, comentou, completando que tudo está sendo preparado com carinho para os niteroienses e turistas que apreciarão a queima de fogos.

Shows – Além do espetáculo pirotécnico no céu de Icaraí, as areias da praia também recebem atrações. A noite será comandada pela banda Skank, que será a atração principal do evento, que também prestigia artistas locais, como os jovens do projeto More e as bandas Bicho Solto e JPG.


Fonte: O Fluminense









CLIMA: Mais de 30 cidades brasileiras assumem o compromisso com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, em Recife



Foto: Andrea Rego Barros/Prefeitura do Recife


12/12/2017

Trinta e três cidades brasileiras de diversas regiões anunciaram a adesão massiva ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (Global Covenant of Mayors for Climate & Energy), conectando-se, assim, às discussões internacionais de sustentabilidade e promovendo o engajamento de lideranças locais em ações de enfrentamento à mudança do clima.

A adesão coletiva configurou o Ato de Prefeitos pelo Clima e Energia, realizado durante a programação da 72ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, no Sebrae Recife, que também recebeu paralelamente o XII Encontro Nacional do Fórum CB27, entre os dias 26 e 29 de novembro. A mobilização para as assinaturas contou com a liderança do prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o forte apoio de redes de cidades ICLEI América do Sul, Frente Nacional de Prefeitos e CB27.

Quinze prefeitos presentes à solenidade anunciaram sua adesão ou renovaram seu compromisso com essa aliança internacional de cidades pelo clima. Outros 17 prefeitos enviaram suas cartas de compromisso assinadas e foram representados no momento da solenidade, resultando na adesão massiva desses municípios. Dentre as cidades que participaram do anúncio, 23 capitais estão inseridas neste movimento, que na prática se traduz no compromisso voluntário para planejar e agir no território com o objetivo de reduzir emissões, se adaptar à mudança climática e promover o acesso à energia sustentável.

Como vice-presidente de Mudanças Climáticas da FNP, o prefeito Geraldo Julio enfatizou a importância de os municípios aproximarem-se da discussão e aproveitarem as oportunidades relacionadas à agenda. “Nas nossas grandes cidades, o que mais emite gases de efeito estufa são as questões de mobilidade e resíduos sólidos, que são questões tratadas pelos municípios. O Governo Federal vem discutindo nas COPs, na ONU, mas é importante que os municípios possam participar deste debate e acessar recursos que são disponibilizados por organismos internacionais para as mudanças climáticas. Então, este documento de hoje é importante, porque insere os municípios do Brasil nessa discussão e as cidades precisam mudar suas formas de funcionamento para garantir um desenvolvimento mais sustentável”, explicou o prefeito Geraldo Julio sobre o movimento que atualmente reúne mais de 7.400 cidades de seis continentes e 121 países, representando mais de 600 milhões de habitantes e é a maior aliança mundial de prefeitos e líderes locais comprometidos com a ação climática.

O Secretário-Executivo do ICLEI na América do Sul, Rodrigo Perpétuo, comentou a importância do ato. “O que aconteceu aqui foi a integração de prefeitos da Frente Nacional com o movimento mundial, e essa convergência significa um fortalecimento do poder local frente às Agências Internacionais, tanto as da ONU, que determinam e dão as diretrizes políticas que depois são incorporadas nos respectivos países, como as de financiamento, os grandes bancos internacionais, para que os municípios possam acessar recursos que realmente façam diferença na implementação de políticas públicas”, declarou o Perpétuo sobre o Pacto.

Esta aliança global de lideranças locais pelo clima resulta da junção de duas iniciativas distintas: o Compacto de Prefeitos, estabelecido por Bloomberg Philantropies e o Covenant of Mayors for Climate and Energy, lançado pela Comissão Europeia. Essa fusão vai aproveitar os poderes de mobilização e de investimento da União Europeia e da Bloomberg Philanthropies, bem como das redes de cidades globais parceiras de cada iniciativa – incluindo C40, ICLEI, CGLU, Eurocities, Energy Cities e Climate Alliance – possibilitando presença e visibilidade mais fortes das autoridades locais no contínuo trabalho da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Confira a listagem completa dos compromissos anunciados:

Prefeitos presentes à solenidade de assinatura:
- Edvaldo Nogueira Filho, de Aracaju (SE)
- Jonas Donizette, de Campinas (SP)
- Francis Maris Cruz, de Carceres (MT)
- Geraldo Luzia de Oliveira Junior, de Cariacica (ES)
- Maurílio Guimarães, de Curvelo (MG)
- Mário Ricardo, de Igarassu (PE)
- Gustavo Reis, de Jaguariúna (SP)
- Clécio Vieira, de Macapá (AP)
- Rodrigo Neves Barreto, de Niteroi (RJ) *
- Carlos Amastha, de Palmas (TO)
- Nelson Bugalho, de Presidente Prudente (SP)
- Geraldo Júlio, de Recife (PE)
- Vice-Prefeito Antônio Júlio Gomes Pinheiro, de São Luis (MA)
- Paulo Piau, de Uberaba (MG)
- Luciano Rezende, de Vitória (ES)

Prefeitos que enviaram cartas de compromisso assinadas e foram representados no momento da solenidade:

- Zenaldo Coutinho de Belém (PA), representado por Fábio Atanásio, Secretário de Relações Institucionais e Projetos;
- Alexandre Kalil, de Belo Horizonte (MG), representado Sérgio Gomes, Chefe de Gabinete da Secretaria de Meio Ambiente;
- Teresa Surita, de Boa Vista (RR), representado por Ícaro Costa, Secretário Adjunto Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente;
- Rodrigo Rollemberg, do Governo do Distrito Federal (DF), representado por Carcius Azevedo dos Santos, então Secretário de Estado de Meio Ambiente;
- Marcos Marcellos Trad, de Campo Grande (MS), representado por José Marcos da Fonseca, Secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano
- Luiz Carlos Busato, de Canoas (RS)
- Rafael Greca, de Curitiba (PR), representado por Dâmaris da Silva Seraphim, Assessora da Secretaria Municipal de Meio Ambiente;
- Gean Marques Loureiro, de Florianópolis (SC), representado por Nelson Gomes Mattos Júnior, Secretário Municipal de Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano;
- Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra, de Fortaleza (CE), representado por Edilene Oliveira, Coordenadoria de Políticas Ambientais da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente;
- Iris Rezende Machado, de Goiânia (GO), represenrado por Patrícia Alencar, Auditora Fiscal da Agência Municipal do Meio Ambiente;
- Luciano Cartaxo, de João Pessoa (PB), representado por Abelardo Jurema Neto, Secretário Municipal de Meio Ambiente;
- Rui Palmeira, Maceió (AL), representado por Gustavo Acioli Torres, Secretário Municipal de Desenvolvimento Sustentável;
- Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto, de Manaus (AM);
- Carlos Eduardo Nunes Alves, Natal (RN);
- Nelson Marchezan Jr., de Porto Alegre (RS), representado por Carlos Siegle de Souza, Secretário Municipal de Relações Institucionais
- Hildon Chaves, de Porto Velho (RO), representado por Yaylley Jezini, Secretário Executivo de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
- Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro (RJ), representado por José Miguel Pacheco, Gerente de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Conservação
- Antonio Carlos de Magalhães Neto, Salvador (BA), representado por André Fraga, Secretário Municipal de Cidade Sustentável e Inovação

(Com informações da Prefeitura do Recife)
Fonte: ICLEI










terça-feira, 12 de dezembro de 2017

PARCERIA DO PROJETO GRAEL E UFF RECUPERA BARCO PARA APOIO À PESQUISA



Alunos do Projeto Grael que participaram da reforma do Fuzzarca.

Equipe do LAMMOC (UFF) e do Projeto Grael.

Ingrid Grael, mãe de Axel, Torben e Lars, na cerimônia de batismo do Fuzzarca, em 2008.


Reforma do barco Fuzzarca e preparação para uso em pesquisa

Alunos da Oficina Profissionalizante de Fibra de Vidro do Projeto Grael, sob a orientação da instrutora Jaqueline Santuchi, recuperaram o barco Fuzzarca, que pertence ao Projeto Grael, para ser utilizado no Projeto Barco Escola, uma parceria com o Departamento de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, da Universidade Federal Fluminense - UFF.

O Fuzzarca foi adquirido pelo Projeto Grael em 2008 para treinamento dos seus alunos e, ultimamente, sofria com a falta de manutenção desde que o patrocínio que tínhamos para o barco concluiu-se. Com o apoio da UFF, o barco está ficando lindo e será muito útil para os estudos na Baía de Guanabara.

O barco estava sofrendo por falta de manutenção. Veja como estava:




O Fuzzarca estava em péssimo estado, sem manutenção desde que o contrato de patrocínio que o Projeto Grael contava para o barco expirou. 

Veja como, depois de muito trabalho, o Fuzzarca ficou lindo:









Muito trabalho.


Após a reforma, o Fuzzarca ficou lindo e está pronto para servir aos alunos do Projeto Grael e aos estudantes e pesquisadores da UFF, para 


O nosso agradecimento à UFF por ajudar a viabilizar a reforma do Fuzzarca, também ao Clube Naval, que cedeu espaço, logística e infraestrutura para que o trabalho fosse viável e a todos os alunos e membros da equipe do Projeto Grael e da UFF que trabalharam para reformar o barco.

Que o barco seja muito bem aproveitado, em benefício da educação, da ciência, da pesquisa e do maior conhecimento do ecossistema da Baía de Guanabara. E, à equipe do Projeto Grael, que fique a promessa de manter o barco e que o mesmo não se deteriore novamente.

Bons ventos ao Fuzzarca e a todos que nele naveguem.

Axel Grael



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Projeto Barco Escola incentiva ingresso de alunos da rede pública nas universidades


Promover educação de qualidade e gerar energia sustentável são tarefas complexas e aparentemente distintas, mas o Projeto Barco Escola, desenvolvido pela Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente consegue integrá-las com sucesso. Esta é mais uma iniciativa da UFF que foca no ensino e no desenvolvimento tecnológico e científico e reflete a busca por soluções que beneficiem diretamente a sociedade.

Com o objetivo de incentivar o ingresso de estudantes da rede pública nas universidades, o projeto teve início em 2013, com a coordenação do professor Márcio Cataldi. Atualmente, o Barco Escola conta com a participação de cerca de 20 alunos da graduação, além de uma parceria de cooperação técnica com o Projeto Grael.



A ideia surgiu após a realização de aulas práticas em um veleiro com o uso de medição atmosférica e se tornou uma oportunidade de estímulo ao conhecimento dos envolvidos. “O incentivo ocorre a partir do contato destes alunos da rede pública com uma universidade que pode ser dinâmica, divertida, atraente, com laboratórios itinerantes, a céu aberto, e principalmente, formada por professores e estudantes que são pessoas comuns, assim como eles”, enfatiza Cataldi.

A união entre a teoria e a prática permite que os participantes adquiram conhecimento de maneira inovadora e estimulante sobre diversos assuntos. “Entre as temáticas que podem ser desenvolvidas a bordo do veleiro, estão: meio ambiente, instrumentação, energias renováveis, física do ambiente, um pouco de história e matemática, além de tecnologia de baixo custo”, descreve o professor.

O projeto apresenta ainda um viés pedagógico desses conceitos também para os estudantes da graduação, permitindo que desenvolvam pesquisas com instrumentação de baixo custo e energias renováveis. Segundo o coordenador, a iniciativa contribui não só para o treinamento de sua capacidade docente nas aulas ministradas pelos graduandos da Engenharia nas escolas, como também para a compreensão da indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensão.




A seguir, Márcio Cataldi explica um pouco mais sobre o trabalho coordenado:

Como tem sido o desenvolvimento do projeto?

No ano de 2016, tivemos a primeira experiência com o Colégio Agrícola da UFF, em Magé, e obtivemos um feedback positivo dos alunos que participaram conosco dessa construção. Além disso, conseguimos publicar um trabalho relatando a vivência no 15° Encontro Nacional dos Estudantes de Engenharia Ambiental (XV ENEEAMB), em Belo Horizonte/MG, no mês de julho de 2017. Hoje, o projeto passa por um momento importante nos sonhos e intenções de seus componentes para com a sociedade fora dos muros da universidade. Estamos com parceria fechada com o Projeto Grael, que compartilha das mesmas visões no que diz respeito às questões educacionais e pedagógicas, e disponibilizou o barco Fuzzaca para ser utilizado por nós como laboratório itinerante.




Atividade do Laboratório de Monitoramento e Modelagem do Sistema Climático (LAMMOC), da Engenharia de Recursos Hídricos e Meio Ambiente no Projeto Grael. A parceria dá oportunidades de aprender e atrai o interesse dos nossos alunos.


Quais atividades são realizadas com os estudantes que participam do Barco Escola?

Antes dos alunos irem para a aula embarcada, são ministradas três aulas na escola, uma sobre instrumentação ambiental, outra sobre energias renováveis e uma terceira sobre conceitos náuticos básicos. Além disso, eles tem uma aula na UFF, no Laboratório de Monitoramento e Modelagem do Sistema Climático (Lammoc), com acesso à confecção de instrumentos de baixo custo, que serão utilizados na embarcação. Para as próximas edições teremos também uma aula de educação ambiental. No barco, eles aprendem a fazer medições atmosféricas e oceânicas, tanto com os equipamentos que eles montam, quanto com os de uma estação automática comercial, visualizam a conversão de energias renováveis e auxiliam, de forma controlada, na condução da embarcação. As medições são feitas em locais diferentes, onde as variáveis possuem grandes alterações e cuja natureza é explicada para eles.




Quais equipamentos são utilizados a bordo?

Na embarcação, utilizamos equipamentos atmosféricos e oceânicos comerciais de uma estação automática da marca La Crosse, instrumentos para a medição de temperatura e umidade relativa do ar, pressão atmosférica, precipitação e temperatura da água, montados pelos próprios alunos, com sensores de baixo custo e prototipagem Arduino.

Qual o impacto do projeto Barco Escola no ensino desses estudantes da rede pública?

O principal impacto que nós já percebemos é mesmo na motivação para que eles se esforcem para entrar na universidade. Na nossa última turma, de quase 50 alunos, somente quatro fizeram inscrição no Enem. O que queremos é que eles se encantem pela universidade, que passem por cima das dificuldades e consigam fazer parte do quadro discente das instituições públicas de ensino superior. Percebemos que, ao final do projeto, eles já estão perguntando sobre o nosso curso e também sobre outros cursos da UFF, com um interesse bem maior.

Quais são as perspectivas para o projeto a longo prazo?

As perspectivas são de aumentar o número de alunos da UFF participantes do projeto e que sejam capacitados para ministrar também as aulas, e com isso atender mais escolas. Pretendemos ainda deixar o veleiro totalmente sustentável, com motor elétrico para quando não tiver vento, alimentado por energia eólica, solar e hidrodinâmica. Isso tudo seria utilizado como material didático.


Fonte: UFF



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LEIA TAMBÉM:

Membros da equipe do Projeto Grael participam de evento de limpeza das Ilhas Cagarras

Outras postagens







segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Atlas de répteis destaca Cerrado e Caatinga como regiões importantes para conservação







Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – Um grupo internacional de pesquisadores mapeou mais de 10 mil espécies de répteis terrestres, preenchendo uma lacuna no Atlas da Vida, a primeira síntese global da distribuição de vertebrados terrestres. Como os répteis representam um terço da diversidade de vertebrados terrestres, a confecção do mapa da distribuição de répteis tem impacto importante em iniciativas de conservação.

O mapeamento da distribuição de aves, mamíferos e anfíbios já havia sido concluído em 2008, mas os répteis não foram incluídos porque as prioridades da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que centralizava esses esforços juntamente com ONGs de conservação, foram dirigidas para outros grupos de organismos.

Desde então, o conhecimento sobre répteis aumentou muito, o que permitiu o mapeamento de 6.110 espécies de lagartos, 3.414 de serpentes e 322 de quelônios. Os dados completam o mapa global das mais de 31 mil espécies dos vertebrados tetrápodes (grupo que exclui os peixes), com cerca de 5 mil mamíferos, 11 mil aves e 6 mil anfíbios.

O mapeamento dos répteis foi descrito em Nature Ecology & Evolution, em um trabalho liderado por pesquisadores das universidades Oxford e de Tel Aviv, que contou com a colaboração de outras 30 instituições de 13 países. Quatro cientistas brasileiros, sendo dois da Universidade de São Paulo, um da Universidade de Brasília e um do Museu Paraense Emílio Goeldi, participaram do estudo e coordenaram parte do mapeamento na América do Sul, junto com pesquisadores do Equador e da Colômbia.

O mapeamento revelou padrões inesperados e regiões de alta biodiversidade em zonas não consideradas prioritárias para conservação. Entre elas estão a Caatinga e o Cerrado brasileiros e a região sul dos Andes no Chile. Outras regiões que mostraram ser pontos de alta biodiversidade são o deserto central da Austrália, o sul da África, as Estepes Euroasiáticas e a Península Arábica.

“Ao inserir répteis no Atlas da Vida – que têm padrões de distribuição diferentes de mamíferos, aves e anfíbios – surgem algumas áreas inesperadas. Isso ocorre porque a fisiologia dos répteis permite que eles se adaptem bem melhor em áreas abertas, não florestais, em geral negligenciadas quanto à diversidade biológica”, disse Cristiano Nogueira, pesquisador do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do estudo, à Agência FAPESP.

“No Brasil, sabemos que boa parte dos lagartos tem a distribuição centrada em áreas abertas ou semiáridas, como o Cerrado e a Caatinga, e existem várias espécies endêmicas nessas regiões. Em geral, áreas que concentram muitas espécies endêmicas são insubstituíveis, e sempre surgem como prioridades, ainda mais quando negligenciadas em estratégias anteriores”, disse Nogueira, cujo estudo tem apoio da FAPESP por meio do programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

Importância local

Embora a diversidade de lagartos seja muito maior que a de serpentes, localmente é comum haver maior diversidade dessas últimas. “Podemos encontrar, em áreas extensas, uma mesma espécie de serpente, pois elas em geral apresentam distribuições mais amplas; já as espécies de lagartos variam muito de uma área para outra”, disse Nogueira.

Segundo ele, essa questão ressalta a importância do estudo de répteis, principalmente de lagartos, para a conservação. “Com um mapeamento detalhado, percebemos cada vez mais que uma grande unidade de paisagem, como a Amazônia, não é algo único. O Escudo das Guianas, por exemplo, tem uma diversidade de fauna completamente diferente da encontrada ao sul do rio Amazonas. Por isso, sem conhecer em detalhe a distribuição e diversidade dos organismos, é muito difícil elaborar boas estratégias de conservação”, disse.

O mesmo ocorre com o Cerrado, a Mata Atlântica e outras regiões naturais do continente. No Cerrado, com os dados detalhados pelo mapeamento de répteis, estudos anteriores puderam delimitar, pelo menos, 13 grandes subunidades biogeográficas.

Nogueira explica que a parte Sul do Cerrado– que abrange São Paulo, Minas Gerais e parte do Mato Grosso do Sul – é a mais ameaçada e abriga uma fauna de répteis diferente do Cerrado Central – Brasília, Chapada dos Veadeiros –, que, por sua vez, também difere do Cerrado do Oeste da Bahia.

“Com o mapeamento da distribuição de animais podemos ter uma visão mais detalhada dessas subunidades, pois a conservação em cada uma delas exige estratégias diferentes e localizadas”, disse.

Impacto na Lista Vermelha

Nogueira explica que as listas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) costumam ser feitas em reuniões de pesquisadores, antes da confecção dos mapas detalhados. “Normalmente, os mapas de distribuição usados em conservação são incompletos, algumas vezes feitos durante as oficinas de avaliação, em reuniões de alguns dias, sem haver um esforço prévio de confecção dos mapas e revisão de registros de ocorrência. Desta vez, foi feito ao contrário: primeiro o mapa dos répteis e depois a lista. Com isso, as reuniões e discussões de ameaça foram muito mais embasadas, pois utilizaram dados com milhares de pontos anteriormente revisados pelos pesquisadores e mapas que vinham sendo aperfeiçoados continuamente há alguns anos”, disse.

Um exemplo dessa melhora foi a redução de espécies na categoria “dados deficientes” das Listas Vermelhas da Fauna Brasileira, que seguiram as diretrizes da IUCN. “Em anfíbios, que teve a lista feita antes do mapeamento mais detalhado, cerca de 20% das espécies estão como dados deficientes. Em serpentes, essa taxa é de 6%. Isso tem relação com a qualidade dos mapas. O nível de segurança na tomada de decisões quando se tem bons mapas aumenta muito”, disse Nogueira.

Para os pesquisadores, além da importância nas listas brasileiras de espécies ameaçadas, o mapeamento dos répteis tem relevância global na conservação das espécies.

“As avaliações de risco de extinção de mamíferos, aves e anfíbios já contavam com mapas gerados durante iniciativas globais. Por esse motivo, praticamente todas as espécies desses grupos já haviam sido avaliadas na lista mundial. Já os répteis vêm recebendo atenção nesse sentido apenas recentemente e somente pouco mais da metade das espécies desse grupo já foi avaliada”, disse à Agência FAPESP Marcio Martins, professor do Instituto de Biociências da USP e também autor do estudo. Martins teve apoio da FAPESP por meio de Projeto Temático já concluído.

O artigo The global distribution of tetrapods reveals a need for targeted reptile conservation (doi: http://dx.doi.org/10.1038/s41559-017-0332-2), de Uri Roll, Anat Feldman, Maria Novosolov, Allen Allison, Aaron M. Bauer, Rodolphe Bernard, Monika Böhm, Fernando Castro-Herrera, Laurent Chirio, Ben Collen, Guarino R. Colli, Lital Dabool, Indraneil Das, Tiffany M. Doan, Lee L. Grismer, Marinus Hoogmoed, Yuval Itescu, Fred Kraus, Matthew LeBreton, Amir Lewin, Marcio Martins, Erez Maza, Danny Meirte, Zoltán T. Nagy, Cristiano de C. Nogueira, Olivier S. G. Pauwels, Daniel Pincheira-Donoso, Gary D. Powney, Roberto Sindaco, Oliver J. S. Tallowin, Omar Torres-Carvajal, Jean-François Trape, Enav Vidan, Peter Uetz, Philipp Wagner, Yuezhao Wang, C. David L. Orme, Richard Grenyer e Shai Meiri, pode ser lido no Nature Ecology & Evolution B em https://www.nature.com/articles/s41559-017-0332-2.


Fonte: Agência FAPESP











EDUCAÇÃO EM NITERÓI: UMEI do Preventório será entregue no primeiro trimestre de 2018




Nova unidade será mais uma a auxiliar no desenvolvimento de uma educação pública de qualidade na região. Foto: Divulgação / Luciana Carneiro



Matrículas para o ano letivo de 2018 se iniciarão no mês de fevereiro


A Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) do Preventório, localizada em Charitas, na Zona Sul de Niterói, será entregue no primeiro trimestre de 2018. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (11) pelo prefeito Rodrigo Neves, durante vistoria às obras. Com investimento de R$ 7 milhões, a creche será a maior da rede de ensino do município e é a vigésima segunda escola construída pela atual gestão.

A Umei do Preventório terá capacidade para atender 360 crianças, na faixa etária de 2 a 6 anos, das regiões de São Francisco, Jurujuba, Charitas e Região Oceânica. O prédio de três andares contará com 16 salas climatizadas, brinquedoteca, refeitório, cozinha, vestiário e pátio coberto, numa área total de 1.848 metros quadrados.

“Essa obra é muito significativa para a comunidade do Preventório, que é uma das maiores de Niterói, e para toda essa região. Já realizamos aqui importantes investimentos em infraestrutura e políticas sociais. O Preventório tem uma unidade de educação infantil que atende parte da demanda, mas a nova Umei será a maior da cidade. Decidimos fazer esse investimento num terreno que fica na entrada da comunidade, que estava abandonado há muitos anos e era um depósito de sucata. Verifiquei que o cronograma está sendo cumprido e vamos inaugurar no primeiro trimestre de 2018. Mais de 300 crianças terão assistência completa, em horário integral, quatro refeições por dia. Imagino que para a comunidade seja muito importante estarmos aqui confirmando a inauguração desse projeto”, afirmou Neves.

A Umei do Preventório integra o Programa Mais Infância, criado em 2013, e que tem como objetivo ampliar o número de vagas de maneira a garantir o acesso e a permanência dos alunos na Educação Infantil.

Para o presidente da Associação de Moradores do Preventório, Rafael Salles, como a nova Umei vai triplicar o número de crianças atendidas, as famílias da comunidade aguardam com ansiedade a inauguração da nova creche. “A expectativa dos pais é muito grande. A creche atual atende a 130 crianças, a nova terá o triplo de alunos”, disse.

Rodrigo Neves vistoriou as obras ao lado da secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Flávia Monteiro, o do presidente da Fundação Municipal de Educação, Bruno Ribeiro, além do secretário de Obras, Vicente Temperini.

Flávia Monteiro disse que o objetivo dos investimentos na construção de novas escolas é trilhar um caminho melhor para Niterói através da Educação. “Não se trata apenas de uma obra. É um equipamento que prioriza não só a qualidade de sua infraestrutura, mas também a qualidade pedagógica”, declarou Flávia.

Para Bruno Ribeiro, a nova unidade será mais uma a auxiliar no desenvolvimento de uma educação pública de qualidade na região. “A Umei do Preventório irá oferecer todos os recursos necessários para qualificar o ensino e melhorar o desempenho dos nossos alunos”, destacou Bruno.

As matrículas da nova UMEI do Preventório para o ano letivo de 2018 iniciarão em fevereiro.



Fonte: O Fluminense
 










Cientistas brasileiros descobrem que árvores amazônicas são grandes emissoras de metano



Durante expedição à Floresta Amazônica, pesquisadores mediram a emissão de metano de 2.300 árvores (Foto: Divulgação)


Danielle Kiffer

As árvores das florestas alagadas em torno do rio Amazonas emitem tanto metano (CH4) para a atmosfera quanto todos os oceanos do mundo juntos. Foi o que constatou pesquisa conduzida pelos professores Alex Enrich-Prast, do Departamento de Botânica do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Humberto Marotta, do Instituto de Geografia da Universidade Federal Fluminense; e Olaf Malm, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ. Enrich-Prast, Malm e Marotta são Cientistas do Nosso Estado e Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, respectivamente. O estudo, que rendeu um artigo publicado na revista Nature, foi desenvolvido em conjunto com pesquisadores da Open University, no Reino Unido, e da Universidade de Linköping, na Suécia.

Segundo Enrich-Prast, durante a pesquisa, foram realizadas duas expedições à Amazônia, uma em 2013 e a outra em 2014. Na última, cerca de 20 pesquisadores percorreram de barco mais de mil quilômetros no trajeto que seguiu por Manaus e atravessou os rios Negro, Solimões e Tapajós durante 60 dias. Os biólogos analisaram as emissões de metano de 2.300 árvores. “Foi surpreendente encontrar uma fonte natural de emissão de metano tão relevante do ponto de vista global e que era totalmente desconhecida e desconsiderada. E ainda descobrir que os gases são eliminados pelos caules”, afirma Enrich-Prast.

Embora os gases emitidos pelas árvores realmente contribuam para o aquecimento global, de acordo com o pesquisador, a floresta nunca deve ser considerada um perigo para o meio ambiente por esse fator. “São fontes naturais, que certamente emitem metano há milhões e milhões de anos. Devemos nos preocupar com as fontes artificiais de emissão desse gás, provenientes, principalmente, da indústria de laticínios e carne, da queima de combustíveis fósseis e dos aterros sanitários. O que devemos questionar é como a intervenção humana vem alterando de forma significativa a natureza, e o quanto essas mudanças climáticas vêm afetando o comportamento das árvores, inclusive na quantidade de metano emitida por elas”, diz.

Para Marotta, o resultado desse trabalho mostra a importância de se pesquisar com mais profundidade áreas tropicais. “Essa descoberta sinaliza apenas o começo de muitas pesquisas que ainda vamos realizar. Já estão planejadas novas expedições à Amazônia para que possamos começar a desvendar os processos que regulam essas emissões de metano, se elas variam ao longo do ano, se existem famílias e gêneros de plantas que tenham maiores taxas de emissão, por exemplo”, finaliza.


Fonte: FAPERJ