quarta-feira, 22 de março de 2017

Como doação de milionário permitiu ao Chile criar rede de parques do tamanho da Suíça



Rede de parques terá 4,5 milhões de hectares, área equivalente à Suíça (Foto: Ministério de Bens Nacionais do Chile)


Viúva de Douglas Tompkins cumpriu promessa do marido, que morreu em 2015, de transferir para o governo chileno as terras que adquiriu ao longo da vida para conservação.

Graças a uma doação, o Chile terá agora uma rede de parques nacionais do tamanho da Suíça. Kristine McDivitt, viúva do magnata norte-americano Douglas Tompkins, doou 407.625 hectares de terra ao governo chileno para a criação de uma área de conservação.

Cofundador da marca de roupas e artigos esportivos The North Face, Tompkins morreu em 2015, aos 72 anos, após um acidente de caiaque na Patagônia chilena.

A presidente do país, Michelle Bachelet, e McDivitt assinaram o acordo para transferência dos terrenos, que farão parte da futura Rede de Parques Nacionais da Patagônia. O governo chileno se comprometeu ainda a adicionar 949.000 hectares de terra para a criação da rede.

Parques nacionais

Os terrenos em questão - "a maior doação de terras privadas da história", segundo a família Tompkins - serão usados para abrigar três parques nacionais, Pumalin, Melimoyu e Patagônia, de acordo com um comunicado divulgado pela Presidência do Chile.

Além disso, três parques existentes serão ampliados: Hornopirén, Corcovado e Isla Magdalena.

Os seis parques fazem parte dos 17 que vão compor a Rede de Parques Nacionais da Patagônia, cuja criação oficial ainda está pendente. Até agora, só existe um protocolo de intenção.

As terras estão localizadas nas regiões de Los Lagos, Aysén, Magalhães e Antártica Chilena. Elas se estendem por mais de 2 mil quilômetros, de Puerto Montt até Cabo de Hornos, no extremo sul do Chile.

Segundo Bachelet, "a rede protegerá 4,5 milhões de hectares de biodiversidade", ou seja, uma área do tamanho da Suíça.

A magnitude da doação não é por acaso. Douglas Tompkins acreditava que a conservação, para ser eficaz, precisava ser "grande, selvagem, conectada".

A rede de parques planejada atende aos três requisitos.

"É um grande dia para o Chile! A visão dos Tompkins, somada à vontade e aportes do Estado, vão criar a Rede de Parques Nacional da Patagônia", disse Bachelet no Twitter.

A presidente acrescentou tratar-se do "maior projeto de parques terrestres desde a década de 1960" no Chile e um passo para preservar a "vasta fonte de biodiversidade do país."

"Hoje é um dia histórico para nós. Tenho certeza que Doug está lá com um sorriso", afirmou a viúva, apontando para cima.

McDivitt ofereceu as terras ao governo de Chile em janeiro de 2016, um mês após a morte de Tompkins. Desde então, os dois lados estavam em processo de negociação para chegar a um acordo sobre as condições da doação.

O acordo de transferência foi assinado no Parque Pumalin, na região de Los Lagos, no sul do Chile.

Quem foi Douglas Tompkins?

Douglas Tompkins fundou, em parceria com a mulher, a organização Tompkins Conservation (Foto: Tompkins Conservation)


Ao longo da vida, o ambientalista Doug Tompkins comprou grandes extensões de terra no sul do Chile e da Argentina para preservar.

"Se Doug estivesse aqui hoje, ele diria que os parques nacionais são uma das maiores expressões da democracia", afirmou McDivitt.

Gideon Long, jornalista da BBC em Santiago, disse que o acordo entre o governo do Chile e a família Tompkins "é um marco importante para a conservação da Patagônia" e "mostra como a relação entre ambos tem melhorado desde que o ambientalista desembarcou pela primeira vez no país, no início dos anos 90".

Naquela época, muitos chilenos viam os Tompkins com desconfiança e se perguntavam por que aqueles "gringos" ricos estavam comprando grandes extensões de terra no sul do país.

"Os chilenos temiam que os Tompkins acabassem sendo donos das terras da costa até a fronteira argentina e dividissem o país em dois", afirma Long.

O cofundador da The North Face era considerado por alguns como um "gringo" que chegou à América do Sul para tomar áreas de recursos naturais da Patagônia chilena e argentina.

O que para Tompkins era filantropia, alguns moradores chamavam de interferência.

Na Patagônia chilena, onde passou as últimas duas décadas da sua vida, Tompkins disse que estava "salvando o paraíso" e não explorando, como haviam feito muitos milionários antes dele.

Ele não conseguiu evitar, no entanto, que alguns o rotulassem de "o maior latifundiário" do Chile e da Argentina.

Com a doação, os Tompkins cumpriram a promessa feita repetidas vezes desde sua chegada: comprar as terras para que fossem preservadas e devolvê-las algum dia para uso público.


Fonte: G1









'Brasileiro fica encantado com cidades europeias, mas não reproduz soluções aqui', diz Lerner



Jaime Lerner defende revisão na concepção das cidades brasileiras (Foto: DANIEL KATZ)


Por BBC

Urbanista e ex-prefeito de Curitiba diz que Brasil precisa mudar seu conceito de cidade, enfrentar velhos problemas e ousar reproduzir soluções admiradas no exterior.

O urbanista Jaime Lerner, conhecido pelas soluções que levaram Curitiba a ser considerada "cidade modelo" na década de 90, defende uma revisão da concepção de cidade pelo poder público e pelos brasileiros que vivem em áreas urbanas.

Para ele, o encantamento dos brasileiros com cidades no exterior se dá por soluções que nem sempre são bem-vindas quando aplicadas no Brasil, como a ênfase no transporte público e na bicicleta como meio de transporte e a convivência de populações de diferentes perfis socioeconômicos nos mesmos bairros.

"Ele (brasileiro) fica encantado, mas não reproduz as soluções aqui. Quando chega de volta ao Brasil, volta a querer separar, dar prioridade ao automóvel, volta a se entregar a soluções que não vão fundo no problema", afirma o ex-prefeito de Curitiba (1971-1974, 1979-1983 e 1989-1992) e ex-governador do Paraná (1995-2002).

Lerner defende ações rápidas e pontuais para resolver os problemas das cidades - classificadas por ele como "acupuntura urbana" - e que demandam, diz ele. coragem e iniciativa das autoridades.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista de Lerner à BBC Brasil.


BBC Brasil - Curitiba já foi considerada uma cidade-modelo, a mais verde do planeta. Olhando em retrospecto, o que não foi feito para que esses reconhecimentos fossem mantidos?

Jaime Lerner - O que acontecia em Curitiba era um compromisso de inovação constante - no transporte público, meio ambiente, todas as áreas. E quando se para de inovar, as coisas decaem um pouco. Mas não é grave, pode ser retomado - a qualidade de vida que existia aqui pode ser retomada.


BBC Brasil - Para isso, o que deve ser feito? Para muita gente, as cidades não têm mais solução.

Lerner - Nem sempre a inovação é tecnológica. O que falta é a inovação na concepção das cidades. Existe hoje uma moda de falar em cidades inteligentes, smart cities, cidades competitivas e outras coisas mais. Isso muitas vezes é só "gadget", não é isso que importa. Atualmente os três grandes problemas da cidades ainda são os mesmos: mobilidade, sustentabilidade e a coexistência.

Quando se analisa mobilidade, você vê o mundo inteiro tentando soluções com base em tecnologia e performance, ou seja: carros sem motoristas - os driveless cars -, os carros inteligentes, e se esquecem de que o carro continua ocupando o mesmo espaço na cidade. E isso é grave: tecnologia e performance não diminuíram a dependência do automóvel.

O problema de mobilidade é uma questão de concepção da cidade. A cidade tem que ser uma estrutura de vida, trabalho, lazer, mobilidade, tudo junto. Toda vez que você tenta separar as pessoas - morando em um lugar, trabalhando em outro, forçando as pessoas a deslocamentos demorados e difíceis, as coisas não acontecem bem. Quando se separa a população por renda, idade, religião - tudo isso não contribui para a qualidade de vida da cidade. Precisamos trabalhar mais na concepção.

BBC Brasil - Quando viajam, os brasileiros elogiam as cidades estrangeiras por iniciativas que, quando propostas aqui, encontram resistência. Por que isso acontece?

Lerner - O brasileiro às vezes visita uma cidade europeia e fica encantado, mas ele vê isso que mencionei: a mistura de renda, de funções - tudo isso que é importante na vida de uma cidade. Ele fica encantado, mas não reproduz as soluções aqui. Quando ele chega aqui, volta a querer separar, a dar prioridade ao automóvel, a se entregar a soluções que não vão fundo no problema.

Por outro lado, há o excesso de burocracia que, em geral, é uma rotina que aqueles que não têm conhecimento procuram forçar, e que acaba com a criatividade. Essa burocracia serve para aqueles que, em vez de fazer, criam normas à procura de um protagonismo sem conhecimento. Isso também prejudica muito as soluções nas cidades no Brasil.

E outra coisa: como os governos não fazem, então toda vez que uma vizinhança resolve fazer algo num parque, ajuda uma praça ou cria uma solução por iniciativa que parte da própria comunidade, as autoridades acham que estão descobrindo o mundo.

A gente não pode se afastar da boa concepção da cidade, do comprometimento com a inovação e principalmente com a vida das pessoas, com o meio ambiente. Tudo isso vem junto com a cidade, para que ela realmente seja uma resposta de qualidade de vida, de futuro, de oportunidades.

O Brasil teria todas as condições para dar grandes exemplos para o mundo. No entanto, nunca tivemos tão perto - e nem tão longe.


O Jardim Botânico foi um dos parques construídos na gestão Lerner em Curitiba (Foto: Divulgação)


BBC Brasil - Mas dá para atribuir isso somente à falta de vontade política?

Lerner - Na verdade, é o medo de começar. É querer ter todas as respostas e aprovação de todos que leva a decisões políticas equivocadas. Isso é comum hoje no Brasil. O Brasil poderia ser um grande exemplo na área de mobilidade, mas não é porque seguimos complicando o problema, procurando implantar aquilo que em outros países já é obsoleto. Esse movimento de copiar o obsoleto faz você comprá-lo como última novidade.

BBC Brasil - O metrô seria obsoleto, na sua avaliação?

Lerner - O metrô é obsoleto porque é demorado, caro e não é a única resposta de um bom sistema de mobilidade. A boa resposta tem que estar na adoção de sistemas integrados onde se tenha algumas cidades com duas ou três linhas de metrô, mas com grande parte do deslocamento na superfície.

Em São Paulo, mais de 80% das pessoas se deslocam na superfície e poderíamos ter um sistema de qualidade na superfície, poderíamos "metronizar" o ônibus. Com uma ou duas linhas de metrô, se for necessário, com um bom sistema de superfície, com bicicleta e carro compartilhados. A integração de todos esses modais é que leva a um bom sistema de mobilidade.

BBC Brasil - Em São Paulo, o incentivo do uso da bicicleta promovido pela gestão anterior encontrou muita resistência, assim como outras medidas. Que avaliação o senhor faz do conceito de cidade do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e da atual gestão de João Dória (PSDB)?

Lerner - Eu considero ambos altamente qualificados. O problema no caso do Haddad foi a equipe dele. O Dória está procurando fazer a cidade a agir com a iniciativa privada e com a população. O Haddad teve boas iniciativas, mas muito pouco foi efetivamente realizado, como as propostas de uso do solo. Coisas que não acontecem não têm efetividade.

O mais importante de tudo é coragem de começar. A gente vê hoje que muitas cidades querem ter todas as respostas antes e ao querer ter essas respostas não começam nunca. As coisas que aconteceram em Curitiba, assim como em outras cidades, se deram porque inovar é começar. O importante é começar.


O sistema BRT (Bus Rapid Transit) de Curitiba foi adotado em diversas cidades do mundo (Foto: Pedro Ribas)


BBC Brasil - Mas há uma busca por unanimidade, e as cidades são diversas, habitadas por pessoas muito diferentes. Como conciliar os interesses?

Lerner - Se você quer fazer acontecer uma coisa, você tem que propor uma ideia, um projeto, um cenário, em que todos - ou a grande maioria - entendam como desejado. Se entenderem como desejado, irão ajudar a fazer acontecer. Por isso que o que falta nas cidades é proposta, ideia. Às vezes a ideia nasce dos responsáveis pela política, às vezes nasce dos técnicos, e às vezes da própria comunidade. Não importa. O importante é começar a fazer algo e ter esse bate-e-volta necessário.

O planejamento é uma trajetória, onde você começa, mas tem que deixar espaço para que a população corrija quando não estiver no caminho certo. São coisas que podem ser constantemente corrigidas - o que não pode é a omissão de tentar.

Ouvi coisas de arrepiar no Brasil: metrôs em cidades para resolver o problema da Copa do Mundo. A Copa do Mundo foi um desastre, não só para o futebol como para as cidades que seguiram essas diretrizes de mobilidade, de fazer uma linha de metrô em Teresina, ou ligar um aeroporto a um estádio de futebol - soluções caras e que não atendiam a população. Estamos vivendo uma época nova, quando as coisas na Olimpíada caminharam bem melhor.

Sou a favor de soluções rápidas, o que chamo de "acupuntura urbana". Acupuntura é uma ação pontual, uma agulhada que consegue conferir energia para a cura. A mesma coisa em relação à cidade - são algumas intervenções pontuais necessárias e que devem ser feitas rapidamente para ajudar no processo de planejamento.

BBC Brasil - E isso se daria em que áreas, que tipo de "acupuntura" seria essa?

Lerner - Em todas as áreas - mobilidade, meio ambiente, e por aí vai. Temos feito muitas cidades no mundo inteiro, desde projetos aqui no Brasil, como em Porto Alegre, as propostas para a região metropolitana do Rio de Janeiro, algumas cidades em Angola, outros projetos no México. É importante que as coisas aconteçam.

Para te dar uma ideia, aqui nós usamos acupuntura também para testar a primeira linha do sistema de transporte BRT e foi a primeira vez no mundo. Hoje em dia nós temos no mundo inteiro 250 cidades com o BRT implantado e 154 milhões de passageiros por dia - e isso começou em Curitiba.


Lerner defende uso de bicicletas como alternativa de mobilidade (Foto: KAIQUE ROCHA)


BBC Brasil - Atualmente há no Brasil alguma cidade com uma solução que seja um modelo, e que possa ser reproduzida, assim como Curitiba foi há alguns anos?

Lerner - No Brasil, algumas coisas aconteceram bem no Rio de Janeiro, porque houve coragem. Além de Curitiba, gostaria de citar o exemplo de Medellín, na Colômbia, e também de Bogotá, a Cidade do México, Seul, Istambul e 250 cidades na China, Estados Unidos e Europa que adotaram o BRT, que é um caminho mais rápido para se melhorar a qualidade do transporte, e com gasto muito mais baixo. Então você pode fazer um sistema de boa qualidade, em menos de três anos, a um custo de 20 a 50 vezes mais barato que o metrô.

BBC Brasil - Em Curitiba, que parte teve a educação para que seu conceito de cidade fosse considerado o desejado pela maioria? Houve campanhas de reciclagem e personagens criados pela prefeitura para incentivar crianças a mudar o comportamento sobre o meio ambiente, por exemplo.

Lerner - Sempre tive atenção muito grande em ensinar as cidades para as crianças - porque se elas entenderem as cidades, irão respeitar mais. Mas tem que ter conceito. A concepção é o mais importante e tive a sorte de ter uma equipe de jovens profissionais - arquitetos, técnicos, engenheiros ,- gente que não tinha medo de começar uma ideia. E surgiram tantas ideias - como a da reciclagem do lixo, que foi um sucesso.

Hoje tenho certeza ao dizer que a resposta está na cidade quando se fala em sustentabilidade. Não adianta a gente criar grandes acordos entre vários países do mundo, que têm políticas e maneiras de usar a energia muito distintas - não dá para tentar igualar problemas da Índia com os dos Estados Unidos.

Mas na cidade podemos resolver. Se todos nas cidades usassem menos o automóvel, separassem o lixo, e morassem mais perto do trabalho, o problema de sustentabilidade e de qualidade de vida já estaria resolvido. É na cidade que podemos dar uma resposta mais rápida e melhor, conscientizando todas as pessoas.


Fonte: G1 










NITERÓI RESILIENTE: Servidores fazem treinamento para acidentes com produtos perigosos







Agentes de trânsito, guardas municipais e técnicos do meio ambiente participaram de curso dado pelo Corpo de Bombeiros

Terminou nesta quarta-feira (22) o curso “Primeira Resposta para Emergências com Produtos Perigosos”, realizado na sede da Defesa Civil de Niterói para agentes da NitTrans e guardas municipais que atuam no trânsito da cidade, além de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade.

As aulas teóricas e práticas foram ministradas por bombeiros do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos, que vieram de Duque de Caxias para Niterói para compartilhar conhecimentos, como realizar procedimentos de sinalização da área, isolamento do local, evacuação de pessoas e primeiros socorros para prevenir que ocorra um segundo acidente.




Treinamento de combate a incêndio em vegetação. Foto Divulgação Defesa Civil de Niterói.


Apesar de Niterói não ter relatos recentes de acidentes com produtos perigosos, o subsecretário e coordenador da Defesa Civil Municipal, Walace Medeiros, afirma ser fundamental ter uma equipe preparada para lidar com situações dessa natureza, uma vez que este tipo de acidente pode causar grandes danos.

“O que se espera é que o agente de trânsito, após a montagem desse protocolo, esteja completamente preparado para executar as ações necessárias quando enfrentar uma situação envolvendo produtos perigosos no trânsito, e consequentemente diminua o potencial de risco”, afirmou Medeiros.

As aulas foram ministradas pelo tenente Rodrigo Luiz do Nascimento. Na parte teórica, ele explicou os procedimentos que devem ser tomados em acidentes envolvendo produtos perigosos, como colocação de roupa especial e a importância da sinalização e isolamento do local. Ele também mostrou vídeos com exemplo de acidentes no Brasil e em outros países.

Os alunos também tiveram uma aula prática, com a demonstração de contenção de um cilindro de cloro que estava vazando o gás. Dois deles vestiram a roupa especial, que inclui macacão, botas, máscara e capacete e aprenderam como agir numa situação como a que foi simulada.

“O Grupamento de Operações com Produtos Perigosos existe desde 2003. Temos evoluído nos estudos e crescemos bastante na prestação de socorro nesse tipo de atendimento. Hoje posso ressaltar que no Brasil o único grupamento de bombeiros que atende esse tipo de evento é o do Rio de Janeiro. Sempre que somos solicitados fazemos essas instruções, porque é muito importante difundir o conhecimento sobre esse tipo de assunto tão importante e que ajuda bastante no trabalho dos agentes de segurança e de trânsito, que geralmente são os primeiros a chegar ao local da ocorrência. É importante que eles tenham alguns conhecimentos e técnicas básicos para evitar que a ocorrência seja mais danosa, além de proteger a integridade da população próxima ao local do acidente”, explicou o tenente Rodrigo Luiz.

Fonte: O Fluminense











PRO-SUSTENTÁVEL: Prefeitura de Niterói está implantando a maior trilha da cidade no PARNIT






Os amantes da natureza vão receber mais um motivo para comemorar! A Travessia Tupinambá, de aproximadamente sete quilômetros de caminhos pela floresta, que liga São Francisco até Piratininga, terá sua sinalização concluída no mês que vem.

Dois terços do percurso já estão sinalizados e está sendo realizado um trabalho de manejo para facilitar a caminhada e aumentar a segurança. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria de Ordem Pública irão se reunir para definir uma logística de segurança especial para a trilha.

Metade do território de nossa cidade é coberto por matas e remanescentes de floresta, por isso trabalhamos para integrar a população com as belezas naturais de Niterói! E você, está preparado para esse desafio?!

Prefeitura de Niterói




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Maior trilha de Niterói, Travessia Tupinambá será aberta em abril; veja mapa interativo


A entrada da Baía de Guanabara e a geografia do Rio de Janeiro, visto do Mirante da Tapera - Renan Almeida


Município promete logística própria de segurança para o caminho de sete quilômetros pela floresta, de São Francisco até Piratininga


NITERÓI - Dentro de um mês deverá estar concluída a sinalização da maior trilha ecológica da cidade, a Travessia Tupinambá, um conjunto de aproximadamente sete quilômetros de caminhos pela floresta, de São Francisco até Piratininga. Ao longo do percurso descortinam-se belas paisagens de diferentes pontos de vista, sítios históricos, um córrego e todas as descobertas naturais que a vegetação da Mata Atlântica proporciona.

Dois terços do percurso já receberam sinalização rústica (a identidade visual da travessia é uma seta amarela desenhada em fundo preto) e trabalho de manejo para facilitar a caminhada e garantir um mínimo de segurança. Algumas placas com orientações ao visitante também estão espalhadas pelo caminho. A sinalização é feita por funcionários do Parnit, por integrantes do Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM) e outros grupos de voluntários. Os mutirões para sinalização começaram com uma ou duas pessoas, mas os mais recentes movimentaram até 12 participantes.






ACESSO PELOS DOIS EXTREMOS

Não há ainda, no entanto, placas informativas nas bifurcações que levam aos atrativos ou a outras trilhas. Do jeito que está hoje, o visitante sem guia precisaria desbravar todos os caminhos que aparecem para descobrir aonde eles levam. O administrador do Parnit, Alex Figueiredo, assegura que até a abertura oficial da travessia, prevista para abril, haverá placas informativas ao longo do caminho.

— Já solicitamos a confecção das placas e vamos melhorar a sinalização e o traçado da trilha até lá — afirma.

A trilha pode ser acessada pelos dois extremos do percurso, mas a melhor opção é pelo Parque da Cidade, para poupar esforço. Quem sair de lá já vence 270 metros de subida sem suor. Quem não tiver essa opção enfrentará trechos mais cansativos — o caminho de São Francisco até o parque é longo e difícil para quem segue a pé; e a subida pelo Jardim Umbuí (a partir da Rua dos Corais) é a parte mais íngreme e mal demarcada.

Mas os primeiros obstáculos não devem desanimar: 80% do percurso podem ser considerados leves, na avaliação da equipe do GLOBO-Niterói, que percorreu a travessia em três horas e meia (com paradas para fotografias nos pontos atrativos), a partir do Parque da Cidade. Saindo de lá, a maior parte do caminho é agradável e tem pouca inclinação, sem subidas longas e difíceis, e sem tanta exposição ao sol. O caminho piora a partir do ponto recém-batizado de “repouso do caçador” (onde armadilhas de caçadores foram encontradas algumas vezes), último local percorrido pelos mutirões.

O ponto mais belo da travessia é o Mirante da Tapera, localizado de frente para o Pão de Açúcar e de onde se tem um ângulo único para as Praias da Região Oceânica e as montanhas do Rio. O caminho para este último mirante — ainda bastante fechado e demandando melhorias na demarcação — também passa pelas ruínas de uma atalaia utilizada pelos portugueses para vigiar a aproximação de navios.



Toda a extensão das Praias de Piratininga, Camboinhas e Itaipu vistas do Mirante da Tapera - Renan Almeida


ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA

Quase todo o caminho da travessia já existia, mas era formado por trilhas mais curtas e desconectadas (Bosque dos Eucaliptos, Mirante da Pedra Rachada, Travessia Cafubá e Mirante da Tapera). Parte dela utiliza uma antiga rua de terra no meio da mata onde, no passado, chegaram a passar carros. Hoje a natureza já tratou de recuperar seu território e estreitar essa rua, mas a grande presença de embaúbas, quaresmeiras e samambaias — plantas resistentes, que crescem em solos pobres e ácidos — denunciam a degradação da área no passado.

— Percebi que as trilhas terminavam ou passavam umas próximas das outras. Foi aí que veio o estalo para uni-las na travessia — conta Alex Figueiredo.

Para definir a logística de segurança na Travessia Tupinambá, a prefeitura realizará uma reunião entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria de Ordem Pública. A prefeitura informou que a Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA) da Guarda Civil Municipal realiza patrulhamento preventivo nas principais trilhas do Parnit.


Fonte: O Globo Niterói 





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segunda-feira, 20 de março de 2017

NITERÓI DE BICICLETA: Bicicletário da Praça Araribóia será inaugurado dia 27 de março





Local será inaugurado dia 27 de março. Foto: Divulgação / Leonardo Simplício




Espaço terá capacidade para receber 416 bicicletas

O analista de sistemas Anderson Ramos, 46 anos, não vai mais precisar fazer a travessia para o Rio de Janeiro levando sua bicicleta nas barcas. A partir do dia 27 de março, quando será inaugurado o bicicletário da Praça Arariboia, os usuários poderão deixar a bicicleta no local gratuitamente e com segurança.

A construção do estacionamento de bicicletas está inserida no conjunto de iniciativas do programa Niterói de Bicicleta, que tem como finalidade encontrar espaços para a bicicleta no cotidiano da cidade. A construção do espaço pode ser considerada um marco no projeto de incentivo ao transporte cicloviário em Niterói.

O bicicletário é o primeiro do município com essas dimensões – 416 vagas, ocupando uma área de 478,6 metros quadrados. O espaço irá atender usuários das barcas, do Terminal Rodoviário João Goulart e pessoas que trabalham ou visitam o centro da cidade.

Além da área para as bicicletas, o local terá segurança 24 horas, recepção, bebedouro, área de descanso, espaço para manutenção básica e bombas de ar. Para usar o estacionamento, será necessário fazer um cadastro com foto do ciclista e da bicicleta. O investimento na obra foi de R$ 852.598,79.

Anderson Ramos usa a bicicleta em Niterói como seu principal meio de locomoção desde 2001. Todos os dias ele sai do bairro de São Lourenço e em 20 minutos está na estação parta pegar a barca para chegar ao trabalho, no centro do Rio de Janeiro.

“Com certeza irei utilizar o bicicletário. Já tive duas bicicletas furtadas próximo às barcas. Acredito que com um local seguro para deixar a bike outros ciclistas irão se animar a estacionar no bicicletário. Acho que também vai incentivar o aumento de ciclistas na cidade. Estou muito satisfeito com a iniciativa e espero que outros bairros de Niterói recebam grandes bicicletários como esse da Praça Arariboia”, afirmou.

O secretário-executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, explica que o programa Niterói de Bicicleta tem duas vertentes importantes: a implantação de ciclovias e ciclofaixas, e dar aos ciclistas opções de locais para estacionar as bikes.

“O bicicletário da Praça Arariboia será um grande estímulo para as pessoas usarem bicicleta. É bastante estratégico não só para quem faz a travessia da Baía de Guanabara de barcas, mas também para quem vem trabalhar no centro de Niterói. Além do Centro, temos a previsão de implantação de outros três grandes bicicletários na TransOceânica: no terminal do Engenho do Mato, próximo ao shopping Multicenter, e em Charitas”, disse Grael.

Cidade hoje tem 700 vagas em bicicletários ou paraciclos

Niterói hoje conta com cerca de 36 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Possuem esta infraestrutura vias nas quais foi identificada demanda de uso da bicicleta como transporte e lazer, contemplando eixos como os das avenidas Benjamin Constant, Roberto Silveira, Amaral Peixoto, Caetano Monteiro, entre outras. Na Região Oceânica, foi implantada a ciclofaixa no trecho da Francisco da Cruz Nunes, que faz a ligação da futura estação final do BHS à Praia de Itaipu.

As próximas ciclovias que serão implantadas são a de 350 metros na Avenida Marquês do Paraná, e 60 quilômetros na Região Oceânica, já incluindo a ciclofaixa do túnel Charitas-Cafubá, que serão implantados pelo programa Região Oceânica Sustentável (Pró-Sustentável).

Na Avenida Marquês do Paraná, a ciclovia será implantada pela construtora do shopping que será instalado na avenida, como contrapartida dada à prefeitura.

No final do ano passado foi concluída a instalação dos 350 bicicletários adquiridos em licitação pública. O último lote desta compra foi instalado em diversos bairros como Ilha da Conceição e Barreto, Icaraí e Jurujuba, totalizando 700 vagas para estacionamento de bicicletas em todas as regiões da cidade.

No final do ano passado foi concluída a instalação dos 350 bicicletários adquiridos em licitação pública. O último lote desta compra foi instalado em diversos bairros como Ilha da Conceição e Barreto, Icaraí e Jurujuba, totalizando 700 vagas para estacionamento de bicicletas em todas as regiões da cidade.

Número de ciclistas em Icaraí cresceu 67% em 1 ano

Um estudo realizado em dezembro do ano passado constatou que o número de niteroienses usando bicicletas como meio de transporte cresceu 67% na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí, na Zona Sul da cidade, e 48% na Avenida Amaral Peixoto, no Centro. O investimento da Prefeitura de Niterói em infraestrutura cicloviária através da instalação de vagas para bicicleta e a criação da ciclofaixa da Rua Miguel Couto, que conecta Santa Rosa a Icaraí, são fatores que incentivaram o uso da bicicleta como meio de locomoção para curtas e médias distâncias, e para atividades de lazer, segundo a coordenadora do Programa Niterói de Bicicleta, Isabela Ledo.

“O monitoramento que temos realizado anualmente, através da contagem automática de ciclistas nas duas principais ciclovias da cidade, é muito importante para o fortalecimento da política cicloviária de Niterói. Os números que coletamos são argumentos inquestionáveis para continuarmos investindo na construção de infraestrutura cicloviária”, disse Isabela, destacando que além do bicicletário da Praça Arariboia, no Centro, que está em construção, as estações do BHS (bus of high level service, ou ônibus com alto nível de serviço, em tradução livre) da TransOceânica também oferecerão o serviço.

Fonte: O Fluminense



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Maceió ganha espaço de lazer revitalizado



Rodrigo Neves, prefeito de Niterói, esteve presente. Foto: Divulgação


Revitalização da área foi realizada através do projeto Prefeitura Presente


Entre um tempo e outro da partida de futebol, o jovem Isaque Gomes, de 13 anos, ofegante, não esconde a alegria de estar jogando em uma quadra nova. A entrega da obra de reforma do campo de futebol do Santo Inácio, no Maceió, e da construção de vestiários e uma academia da terceira idade aconteceu na manhã deste sábado (18) pelo prefeito Rodrigo Neves.

“Antes a gente jogava em uma quadra que era usada como estacionamento, era cheia de buracos, um dos meus colegas até quebrou o braço quando caiu em um deles. Agora ficou muito legal, o chão está lisinho e temos até um vestiário. Jogamos todos os dias”, conta Isaque.

A revitalização da área foi realizada através do projeto Prefeitura Presente e incluiu a regularização do terreno com pó de brita, instalação do alambrado com tela, além da construção de três vestiários, sendo um para portadores de necessidades especiais, além de academia para terceira idade e uma área infantil com brinquedos. Quatro postes com refletores integram a nova iluminação.

“Esse campo é para as crianças, para a juventude. Vamos cuidar desse espaço com carinho, como se fosse a nossa casa. Cada um de nós é responsável por esse espaço, ajudando a colaborar, a manter, cada vez mais teremos um Maceió melhor”, disse o prefeito Rodrigo Neves.

O evento também contou com a presença do vice-prefeito eleito, Comte Bittencourt, do secretário de Obras e Infraestrutura, Vitor Junior, do presidente da Emusa, Reinaldo Barros, da secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, e do presidente da Federação das Associações dos Moradores do Município de Niterói (FAMNIT), Manuel Amancio dos Santos, e o presidente do Centro Comunitário do Maceió, Deusedir Rodrigues.

Deusedir destacou a importância do espaço para os moradores da região através da história do jovem Lucas Ribeiro, de 16 anos, que desde 2011 teve aulas na escolinha de futebol que funciona no local e recentemente assinou o primeiro contrato com o Fluminense.

"O Lucas é uma das crianças que frequenta o projeto Maceió do Amanhã, que oferece aulas de futebol nesta quadra, e realizou o sonho de entrar para um grande time de futebol como o Fluminense. Esse espaço é muito importante para a nossa comunidade e agora ficou ainda melhor graças aos investimentos realizados pela Prefeitura", elogiou, lembrando que o Município reformou a creche e criou um módulo do Programa Médico de Família no local.

O secretário Vitor Junior explicou como funciona o projeto Prefeitura Presente.

“Identificamos os pontos de lazer e esporte já existentes na cidade e que demandam algum tipo de investimento do poder público e fazemos com que esse equipamento se torne, de fato, um local que ofereça esporte e lazer com qualidade para a população. Aqui na Região de Pendotiba, nós investimos na revitalização da quadra do Santo Inácio e também na do Mato Grosso, no Sapê”, esclarece Vitor Junior.

Novas entregas – No próximo dia 27 será a vez da inauguração do campo de futebol do Vale Feliz, no Engenho do Mato. O espaço terá grama, alambrado de proteção em toda a sua volta, além de dois vestiários. A área também ganhará novos jardins com pergolados, praça com brinquedos infantis, academia para terceira idade, refletores, área de convivência com bancos e mesas, revitalização do quiosque para uso comum dos moradores, além de uma pista de concreto para corrida e caminhada no formato 360 graus ao redor de toda a área construída.

As intervenções realizadas por meio do projeto Prefeitura Presente consistem em reformas de quadras, campos de futebol, construção de vestiários, recuperação de vias, implantação de parques infantis e academias para a terceira idade. Segundo a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), estão em andamento obras no Caramujo, Ponto Cem Réis, Engenhoca, Fonseca, São Francisco e Ilha da Conceição. Entre as regiões já beneficiadas pelo projeto estão Morro do Palácio (Ingá), Palmeira (Fonseca), Mineirinho (São Lourenço); Vintém (Bairro de Fátima), Mato Grosso (Badu), Cavalão (Icaraí), General Castrioto (Barreto), além do Baldeador, do Engenho do Mato e do Remanso Verde.

Fonte: O Fluminense










Ministério da Defesa concede a Medalha do Mérito Desportivo Militar ao Coronel Dickson Grael






Na última sexta-feira, 17, com muito orgulho e uma saudade enorme, representei a família Grael em cerimônia no III Comando Aéreo Regional (COMAR), quando recebi das mãos do ministro de estado da Defesa, Raul Jungmann, a Medalha do Mérito Desportivo Militar concedida Post-Mortem ao Coronel Dickson Melges Grael, pai de Axel, Torben e Lars Grael.

PORTARIA Nº 584/GM/MD, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2017. O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso de suas atribuições legais e conforme o disposto no Decreto nº 5.958, de 7 de novembro de 2006, e no art. 8º da Portaria Normativa nº 1.418/MD, de 16 de outubro de 2008, resolve: CONCEDER a Medalha Mérito Desportivo Militar aos militares (Post-Mortem) a seguir relacionados: (...) Coronel R/1 DICKSON MELGES GRAEL.

Dickson Grael nasceu em Dois Córregos - SP, em 21 de novembro de 1922, filho do farmacêutico Romão Grael e Luiza Melges Grael. Romão Grael foi prefeito da cidade de Dois Córregos, no interior paulista.

Esporte

Além de militar, Dickson Grael era formado em Educação Física e grande incentivador das vitoriosas carreiras esportivas da família Grael. Teve uma atuação como atleta nas Forças Armadas (era corredor de fundos), jogou basquete, vôlei e tênis. Foi um pioneiro do paraquedismo militar no Brasil, formando-se no "Airbourne School", Fort Bening, Georgia, EUA, em 1946. Incentivou também o paraquedismo esportivo, tendo ajudado a formar clubes em várias partes do país, como em Uruguaiana (RS), onde planejou e implantou o Centro de Educação Física e Desporto da cidade, construído em terreno do quartel que comandava (1972). O centro está ativo até os dias de hoje.

Na década de 1970, passou a liderar iniciativas para estruturação do esporte militar no país. Em 1973, chefiou a Delegação Brasileira ao Campeonato Mundial de Pentatlo Militar, Wiener Neudstad, Áustria.

Presidiu a Comissão de Desportos das Forças Armadas em 1975 e 1976. Procedeu uma restruturação do órgão que passou a se chamar Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB). Redigiu o Decreto que regulamentou o Desporto Militar Brasileiro (1976).

Nos anos de 1976 e 1977, assumiu a vice-presidência do CISM - Conselho Internacional de Esporte Militar, com sede em Bruxelas.

Legado

Como destacou o ministro Raul Jungmann em seu discurso na cerimônia, destacou a importância da participação dos atletas militares nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro:


"com 145 atletas militares no Time Brasil, nosso desporto militar conquistou 13 das 19 medalhas olímpicas para o Brasil. Em termos percentuais, isso significa que nossos atletas militares, que compunham menos de 30% de nossa delegação, conquistaram quase 70% de nossas medalhas”.


Uma dessas histórias de sucesso foi a minha sobrinha, filha do Torben Grael, Martine Grael, que ao lado de Kahena Kunze, ambas atletas da Marinha do Brasil, conquistaram a medalha de ouro na vela, Classe 49erFX, na Rio 2016.

O ministro destacou ainda o crescimento e a importância que o Brasil alcançou no Desporto Militar mundial:


"O Programa Atleta Militar de Alto Rendimento (PAAR), iniciado em 2008, “colheu seus primeiros frutos nos V Jogos Mundiais Militares, no Rio, em 2011, quando o Brasil alcançou o primeiro lugar no quadro de medalhas”.  O ministro lembrou que nos anos seguintes, o País conquistou cinco medalhas nos Jogos Olímpicos realizados em Londres, em 2012, e ficou em segundo lugar no quadro de medalhas dos VI Jogos Mundiais Militares ocorrido na República da Coreia".

Política e democratização do país

Dickson Grael teve participação em diversos episódios importantes do processo de redemocratização do país.

Escreveu o livro "Aventura, Corrupção e Terrorismo: à sombra da impunidade", no qual publicou documentos inéditos, os resultados de seus estudos e denunciou o envolvimento de civis e militares em três casos marcantes que marcaram o período da ditadura militar no Brasil.

Suas denúncias no Caso do Riocentro ajudaram a desvendar a farsa que se tentou fazer na apuração do crime e comprovar que houve ali um "terrorismo de estado". Dickson, corajosamente, apontou a participação dos reais responsáveis pelo atentado.

Conheça o Curriculum mais detalhado do Cel. Dickson Melges Grael: Dia dos Pais: uma homenagem ao Cel Dickson Grael, pai de Axel, Torben e Lars Grael

Agradecimento

Agradecemos muito as atuais lideranças militares, em particular aquelas envolvidas com o esporte militar, por ainda lembrarem e renderem o justo tributo à contribuição decisiva do Cel. Dickson Grael à estruturação do esporte militar no Brasil.

O sonho do nosso pai em ver as Forças Armadas brasileiras comprometidas com a promoção do esporte, seja na sua dimensão do alto rendimento ( ou do esporte social e educativo (Programa Forças do Esporte).

O seu sonho inspirou os filhos, que fundaram o Projeto Grael, em Niterói, para dar oportunidades de acesso aos esportes náuticas para estudantes públicas.

Acima de tudo, reafirmamos o nosso agradecimento ao Cel. Dickson Grael pela mais importante herança que nos deixou: o seu exemplo pessoal de honradez e de engajamento na perseguição do seu sonho de construir um Brasil cada vez melhor e mais justo. Na sua trajetória pessoal, nos mostrou que a luta não é fácil, mas que não há outro caminho que lutar. E o reconhecimento, mesmo tanto tempo depois, mostra que a sua luta valeu a pena e deixou frutos reconhecidos pelas atuais gerações.

Axel Grael




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Outros links:

Ministério da Defesa: Ministro Jungmann entrega Medalha do Mérito Desportivo Militar
Projeto Grael: www.projetograel.org.br










Regras serão criadas para coibir uso de cavalos em vias urbanas de Niterói



Jovem cavalga livremente pela Rua Presidente Pedreira, no Ingá - Barbara Lopes / Agência O Globo


Leonardo Sodré

Animais estariam sendo utilizados até como moeda de troca por jovens de favelas

NITERÓI - Virou cena comum em Niterói ver jovens cavalgando entre os carros pelas ruas do Centro e da Zona Sul. A incidência é ainda maior em locais próximos a favelas, onde a prefeitura identificou que o uso de cavalos para o transporte e lazer tem crescido entre adolescentes, levando risco ao trânsito e colocando os animais em situação de vulnerabilidade. Para frear esse aumento, a Coordenação Especial dos Direitos dos Animais do município está elaborando uma nova legislação, com regras que proíbem menores de comercializar cavalos e autorizam a Secretaria de Ordem Pública a recolher animais soltos.

— Tem crescido muito, entre os jovens de favelas, o uso de cavalos. É um meio de transporte que pode parecer até romântico, mas não é adequando para a cidade, pois é perigoso para os jovens e para os animais. O que vamos fazer é diminuir a facilidade que eles estão encontrando para adquirir esses animais, que são comprados em feiras e até servem como moeda de troca nas comunidades. Vamos identificar de onde estão vindo esses animais, e a nova legislação nos permitirá agir com maior eficiência — explica Daniel Marques, que assumiu a coordenadoria especial no último dia 9.

O problema causado por animais soltos nas ruas tem preocupado moradores. No mês passado, uma reportagem no site do GLOBO-Niterói mostrou um cavalo machucado e desnutrido abandonado na Rua Doutor Celestino, no Centro. A situação do animal comoveu os pedestres , que se mobilizaram pelas redes sociais para ajudá-lo. O pedido de socorro chegou a um veterinário. Ele foi voluntariamente ao local, prestou os primeiros-socorros ao animal e conseguiu abrigá-lo num sítio em Maricá. Segundo testemunhas, o cavalo teria sido abandonado por um jovem do Morro do Estado. Na última quarta-feira à tarde, um adolescente cavalgava na Rua Presidente Pedreira, no Ingá. Quando viu que estava sendo fotografado, fez questão posar.

Vice-presidente do Centro Comunitário de São Francisco (CCSF), Marinice Machado diz que o bairro tem sofrido com a frequência dos animais nas ruas:

— Mês passado, vários cavalos ficaram vagando no bairro por cerca de 20 dias, sem que qualquer providência fosse tomada. E não é a primeira vez que isso ocorre. Estamos fartos de ver a falta de ação em relação ao abandono e aos maus-tratos. Esses jovens espancam os bichos, chutam e sujam os animais quando se recusam a fazer o que eles querem. Durante o carnaval, quase ocorreu uma tragédia com um ônibus cheio de passageiros que freou em cima de um cavalo na rua do canal (Avenida Presidente Roosevelt).

De acordo com Marques, o recolhimento dos animais atualmente não surte efeito porque, quase sempre, o dono aparece para recuperá-lo e depois os abandona de novo. Ele enfatiza que a legislação, que deve chegar à Câmara até maio, permitirá o recolhimento do animal, mesmo nestes casos, e anuncia que o município comprará uma carroceria para facilitar o resgate. O coordenador explica que fará um cadastro com lugares adequados, em Niterói ou em municípios vizinhos, para recebê-los.





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NITERÓI DE BICICLETA: Niterói tem o maior crescimento do número de ciclistas no RJ



Boa para a saúde e para o bolso.


Geovanne Mendes

Pedalar é o melhor remédio, elimina gordura corporal, combate a flacidez dos músculos, tira o estresse do dia e melhora a respiração. Esse é o texto que todos que pedalam têm na ponta da língua e não é que estão certos?

“Testes apontam que, em uma hora de pedaladas, é possível gastar entre 300 e 500 calorias, cerca de 30% a menos do que na esteira. Mas essa diferença pode ser compensada com a mudança de intensidade da pedalada. Em bicicletas tracionadas, basta aumentar a dificuldade no trajeto. Para aumentar a carga, suba uma ladeira”, ensina o vendedor Daniel Miranda, de 26 anos, que mora em Itaboraí e trabalha em uma loja que fica em Icaraí, zona sul da cidade, e pratica há quase uma década o ciclismo urbano. Daniel pedala 60 quilômetros diariamente e diz também que o prazer em pedalar só é quebrado com os sustos causados pela falta de cidadania das pessoas, que não respeitam os ciclistas.

“Às vezes a prática do ciclismo esbarra na violência do trânsito, as pessoas não respeitam as regras e deixam as nossas vidas por um fio”, concluiu o vendedor.

Críticas à parte, com a estrutura do trânsito, o fato é que com a maior malha cicloviária do país, o Estado do Rio registra aumento no número de pessoas que usam a bicicleta para se locomover diariamente. Há nove anos, o programa Rio – Estado da Bicicleta estimula o uso do meio de transporte através da implantação de infraestrutura cicloviária, da promoção de ações educacionais e de atividades culturais, sociais e esportivas. De acordo com a ONG Transporte Ativo, o número de ciclistas nas ruas das cidades fluminenses dobrou em um período de cinco anos. Na capital, 43,5% novos usuários já aderiram às bicicletas. O município de Niterói teve o maior aumento do estado: 59,7%. Em Niterói existem 35 quilômetros de ciclovias.


"... o número de ciclistas nas ruas das cidades fluminenses dobrou em um período de cinco anos. Na capital, 43,5% novos usuários já aderiram às bicicletas. O município de Niterói teve o maior aumento do estado: 59,7%".


Números esses confirmados pela Rosana Scott, sócia de uma tradicional loja de bicicletas que existe há 22 anos na cidade. Segundo ela são vendidas cerca de 30 bicicletas por mês e os valores são os mais variados, partindo de R$ 800 e chegando à R$ 82 mil. Quem não tem essa bagatela para investir numa bike nova, a alternativa são as reformas. Uma bicicleta inglesa, por exemplo, dos anos de 1950 foi totalmente reformada e hoje está sendo revendida por R$ 2.490.

“Com a crise em que o país está mergulhado uma das opções é reformar bicicletas usadas. As pessoas vêm aqui e deixam a bicicleta toda velhinha e quando voltam se assustam com a magrela zerada”, comenta cheia de orgulho.

Uma das vias com grande movimento de ciclistas é a Avenida Roberto Silveira, em Icaraí. Por lá, é fácil encontrar a farmacêutica Débora Lima, de 32 anos, que sempre utilizou esse tipo de transporte para o lazer e também para ir ao trabalho.

“Amo pedalar, é muito mais ágil, porém a única ressalva que faço é para que se tenha mais paciência e respeito aos ciclistas, principalmente nos cruzamentos. Fora isso é pura diversão e a garantia de uma vida mais saudável”, concluiu.


"... o número de ciclistas cresceu até 67% em ciclovias da cidade".


Segundo o programa Niterói de Bicicleta, o número de ciclistas cresceu até 67% em ciclovias da cidade. O levantamento foi realizado no início de janeiro e revelou ainda que a maior parte das bicicletas é utilizada como meio de transporte para o trabalho. Os dados apontam que, pela manhã, o pico no número de ciclistas é em direção às barcas, e, no final do dia, ocorre o contrário: o fluxo aumenta no sentido oposto. Isso foi observado tanto no Centro como em Icaraí.


Fonte: A Tribuna