sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

PENÍNSULA DA INOVAÇÃO: UFF e prefeitura de Niterói anunciam formação de um polo de economia criativa



Os marcadores vermelhos indicam imóveis abandonados ou desocupados que deverão virar sede de startups - Divulgação



Leonardo Sodré

O projeto prevê a recuperação de casarões degradados

NITERÓI — Especialistas garantem: serão menos prejudicadas pela crise econômica as empresas que investirem em inovação. Apostando nessa premissa, a Agir, agência de inovação da UFF, firmou uma parceria com a prefeitura de Niterói para atrair investimentos privados e estabelecer um novo polo de desenvolvimento tecnológico na região que abrange Ingá, Boa Viagem, Gragoatá e São Domingos. O projeto, batizado de Península da Inovação, prevê a recuperação de casarões degradados para a instalação de startups. Para atrair as empresas, o município estuda oferecer isenções fiscais. Até o fim do ano que vem, a meta é ter dez empresas integrando o novo polo. A Agir estima que em cinco anos 50 startups estarão instaladas em Niterói.

A menina dos olhos do projeto é o setor de videogames que, apesar da crise, segue em franco crescimento. Dados de empresas do ramo apontam um movimento de US$ 66 bilhões em vendas por ano no mundo. No Brasil, o faturamento é, em média, de US$ 1 bilhão. De 2009 a 2014, as vendas de jogos on-line cresceram 256% e as de games para tablets e celulares, 780%. De acordo com o economista Thiago Renault, diretor da Agir, a Península da Inovação será um polo atrativo para empresas de médio porte desse setor.

— Temos na UFF muita produção de conhecimento no setor de jogos e de biotecnologia, por exemplo. Vamos atrair empresas de médio porte, com faturamento em torno de R$ 60 milhões, R$ 50 milhões ao ano. É um perfil de empresa ousada que quer crescer rapidamente para o patamar de R$ 300 milhões de faturamento. O que esse investidor mais precisa é de gente qualificada, e na UFF há inteligência e pessoas capacitadas para produzir inovação — observa.

Um exemplo de sucesso de empresa do setor em Niterói é a Aiyra, sediada no Centro. A startup, especializada no desenvolvimento de jogos eletrônicos, foi criada em 2006 e ficou até 2009 na incubadora da Agir para que fosse elaborado um modelo para o negócio. A firma não divulga o faturamento, mas, com sete anos no mercado, reúne mais de 20 colaboradores diretos e indiretos e já desenvolveu produtos para gigantes como a Intel e a Coca-Cola. Para o cientista da computação Adrian Laubisch, sócio da empresa, o setor carece de espaços dinâmicos, e o novo polo niteroiense pode aquecer o mercado, aproximando criadores de investidores.

— A grande vantagem do mercado de jogos é que as pessoas podem desenvolver seus próprios games para vender. Niterói tem vantagens que o Rio não tem, principalmente por ter a UFF. A universidade é um dos maiores centros de referência do país no desenvolvimento de jogos — considera ele, que se formou na universidade.

A gestão da Península da Inovação ficará a cargo de um conselho formado por membros da Agir, da prefeitura e da sociedade civil e acadêmica. O investimento de R$ 1,2 milhão para a criação do polo tecnológico foi captado via edital da Faperj e está em fase final de liberação. Thiago Renault estima que, depois de consolidada, a Península da Inovação movimente algo em torno de R$ 1 bilhão.

— A universidade tem um papel na parte do software que vai direcionar os estudos, indicando os pesquisadores mais adequados para cada projeto e cedendo o know-how. As empresas terão o papel de trazer para Niterói oportunidades de mercado que possam gerar emprego e renda. Nosso objetivo é que o polo gere mil empregos qualificados, para mestres e doutores fazerem pesquisa. E isso vai ser muito bom para a universidade, porque a interação com o mercado vai gerar aumento de pesquisas, pois trará, cada vez mais, perguntas a serem respondidas — afirma Renault.

REVITALIZAÇÃO DE CASARÕES

A prefeitura terá um papel fundamental na criação da Península da Inovação: precisará requalificar a infraestrutura urbana e tecnológica da região, com transporte dinâmico e potentes redes de fibra ótica. O município também quer promover, com o projeto, a revitalização de dezenas de casarões nos bairros do Ingá, Boa Viagem, Gragoatá e São Domingos que estão desocupados; alguns muito degradados. Para isso, estuda oferecer isenção de IPTU aos proprietários para que facilitem a locação ou a venda dos imóveis; e de ISS às empresas, para tornar o modelo atrativo economicamente aos empresários, que serão responsáveis pela recuperação dos casarões. Na lista de possíveis sedes para as startups estão cerca de 40 casas na região.

— Estamos em processo de elaboração das condições fiscais com a Secretaria de Fazenda e da questão de infraestrutura com a Secretaria de Urbanismo. A maior parte desses imóveis tem padrão residencial, o que precisa ser alterado. Depois que terminarmos de elaborar o modelo, negociaremos caso a caso com cada proprietário — explica Luiz Antônio Botelho Andrade, subsecretário municipal de Ciência e Tecnologia.

Fonte: O Globo Niterói








quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

PARQUES: Benefícios das trilhas para a saúde


 
 




The Health Benefits of a Bicycle-Pedestrian Trail

The connection between physical activity and health is well-established. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), studies show that physical activity reduces the risk of major health concerns, including strokes, type 2 diabetes and some forms of cancer. The closeness of our ties to our neighbors, the strength of our personal relationships and the resources present in our communities are also all related to health. Recent studies in neuroscience suggest that the presence of social support can even protect against the detrimental effects of chronic stress by promoting healthy brain development and strengthening the immune system.

Parks, because of their ability to foster physical activity and positive connections between people are critical to public health.

Carrollton, Georgia, GreenBelt

The social aspect of good health was brought into focus through research on the GreenBelt, a 16-mile bicycle-pedestrian trail that loops around the city of Carrollton, Georgia. The Friends of Carrollton GreenBelt, LLC, broke ground for the trail in 2011, and it is scheduled for completion at the end of 2016. The goal of the GreenBelt is to provide opportunities for recreation, transportation and increased health outcomes along a conduit that connects parks, businesses and schools.

In fall 2015, a team of researchers from the University of West Georgia began a research project to explore the relationship between physical activity, perceptions of health and use of the GreenBelt. In a mixed-method approach, researchers asked whether and how the presence of the trail changed users’ participation in and attitudes toward physical activity. A team of four students handed out surveys at four separate, high-traffic locations on the GreenBelt and received 269 completed surveys. After a preliminary analysis of that data, 14 individuals were interviewed using a targeted set of questions.

Socializing and Exercising

Analysis of the survey data confirmed that the majority of people reported that the GreenBelt makes it easier for them to find time to exercise, allows them to get more exercise than before it was available, increases their enjoyment of doing moderate or vigorous physical activity and leaves them feeling like they are in a better state of health and/or physical ability than they were before they started using the trail. Breaking down the results by gender revealed that women reported those outcomes more frequently than men.

Unexpectedly, researchers also discovered the importance, particularly for women, of the GreenBelt as a place to socialize and be with others. “Socializing with friends” was the second-most important reason cited for going on the GreenBelt; “getting exercise” was the first. Women reported using the trail to socialize with friends significantly more often than men (about 30 percent of women reported this compared to 13 percent of men).

People who visit the GreenBelt with others were significantly more likely to report that it made exercising easier and more enjoyable, allowed them to get more exercise and made them feel healthier than before they started using the trail. Additional interviews further explored the connection between socializing on the trail and attitudes toward health, intentionally focusing on women. Fourteen people, including three men, were interviewed about their health and whether it had changed since they started using the trail, as well as about how and why they use the trail with others.

The interviews confirmed that for these men and women, there is a connection between physical activity, socializing on the trail and better health. Eight (all women) out of the 14 reported being in better health than they were two years prior, and all of them credited the GreenBelt as aiding in that transition. All of the interviewees, whatever their report about their health, said that socializing was an important part of their GreenBelt experience.

These conversations indicate that the GreenBelt supports social relationships in a variety of ways, ranging from sustaining already existing relationships to fostering new connections and a sense of community among fellow trail users.

Access and Safety

The connection between physical activity, human relationships and health, in this case, requires an explicit acknowledgement of the GreenBelt’s role. The trail facilitates walking with friends, especially in a city where the lack of sidewalks can make it a challenge to walk anywhere at all and even harder to walk side-by-side with other people. The GreenBelt is so inviting that a number of walking groups have formed to take advantage of it, including several church-based groups that have developed ministries around gathering as a religious community while walking or bicycling on the trail.

A couple caveats are worth noting: Some people want to walk with partners not only to socialize, but also to stay safe. Older people and women of all ages view a buddy as protection from assault, as well as a lifesaver in case of an emergency health event. Out of the 14 people interviewed, five stated that safety is an important motivation in exercising with others on the trail. One stated that because of her concern for her safety, she would be unlikely to exercise if she was by herself. Survey results showed 21 percent of women considered the lack of a walking partner as prohibitive of them using the trail (compared to only 4 percent of men).

Also, the benefits of the trail may not be equally shared by all demographics. Researchers found that the majority of GreenBelt users are white (86 percent), female (54 percent) and have an average household income of between $50,000 and $75,000. These numbers diverge from the population of the county (which, according to the 2015 census, is about 72 percent white, 51 percent female and has a median household income of $45,000). This suggests that some community members are having a harder time accessing the health benefits of the GreenBelt. Targeted interviews with both users and nonusers suggested that time constraints, safe access to the trail and exercise preferences influenced the lower numbers of lower-income and minority trail users. However, at the time of the survey, the trail had not been completed through the lowest-income or more ethnically diverse areas, so these numbers may change over time.

Conclusion and Recommendations

A common perception is that socializing, while valuable for many reasons, is incidental to the health benefits of a park. This study suggests, rather, that the opportunity to be with other people on the trail actually contributes to better self-reported health outcomes. Women reported a higher tendency to socialize on the trail and were also more likely to report that they were in a better state of health than before they began using it. Qualitative interviews confirmed that men and women alike value their time with other people on the trail and give credit to the trail for helping them on their journey to health.

This finding supports research in the social sciences, which proposes that strong relationships with other people contribute to positive health outcomes. This relationship can be playfully presented in the following way:

Common perception: Trails = (physical activity = health) + socializing
Findings: Trails = (physical activity + socializing) = health


The study’s findings suggest that facilities designed to promote socializing along trails (such as pocket parks, playgrounds and basketball courts) encourage community building, with benefits not only for health, but also for civic engagement. They also suggest that the issue of safety is a concern to be continuously revisited — implementing best practices in safe-space design and monitoring is critical — and that encouraging trail use across lines of income and ethnicity through targeted public education and appropriate trail amenities will increase a trail’s health benefits.

The take-home message is that trails, and parks in general, contribute to health in multiple ways. Trail experiences play a role in combating stress and building strong community relationships, both critical elements in our nation’s public health.

Lisa L. Gezon is a Professor of Anthropology and Chair, Department of Anthropology at the University of West Georgia. Emily McKendry-Smith is an Assistant Professor of Sociology, Department of Sociology at the University of West Georgia. Anne Kristen Hunter is an Instructor, Department of Sociology at the University of West Georgia.

References:


Stein, Rob, "In Reversal, Death Rates Rise For Middle-Aged Whites," NPR Public Health, November 2, 2015

Kodjak, Alison, "Life Expectancy Drops For White Women, Increases For Black Men," NPR Public Health, April 20, 2016

QuickFacts, Carroll County, Georgia, United States Census Bureau

"Physical Activity," Center for Disease Control and Prevention, Healthy Places

Tracy, Tammy & Morris, Hugh (Rails-to-Trails Conservancy) in cooperation with National Park Service, Rivers, Trails, and Conservation Assistance Program, Rail-Trails and Safe Communities: The Experience on 372 Trails, January 1998


Fonte: NRPA







Secas e desmatamento podem levar à savanização da Amazônia



Queimada na Amazônia (Foto: Erika Berenguer / Arquivo Pessoal).


Nos últimos 15 anos, região registrou três grandes estiagens

Nos últimos 60 anos, o desmatamento atingiu cerca de 20% da floresta Amazônica e a temperatura na região subiu 1ºC. Se a temperatura aumentar 4ºC e o desmatamento atingir o patamar de 40%, há risco de savanização no Sul e no Leste da Amazônia. Isso significa que a floresta tropical vista hoje poderá dar lugar a uma paisagem próxima à das savanas africanas, de campo ralo, árvores esparsas e menos folhas.

A previsão faz parte do estudo “Riscos de uso da terra e mudança climática na Amazônia e a necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento sustentável”, assinado por especialistas dos principais centros brasileiros de pesquisas espaciais, estudos climáticos e de monitoramento e alerta de desastres naturais — Inpe, CPTEC e Cemaden —, além de universidades. O estudo será apresentado nesta terça-feira no Simpósio Amazônia Sustentável, em Belém.

Nos últimos 15 anos, a região registrou três períodos de seca acentuada. Quando o primeiro deles ocorreu, em 2005, foi considerado o mais grave em 100 anos. Cinco anos depois, em 2010, a seca foi ainda pior e pesquisas mostraram que as chuvas diminuíram numa área de 3 milhões de km² da floresta, 57% maior do que a afetada em 2005. Em 2015, a seca se repetiu.

— Um dos principais efeitos das secas é a elevação da mortalidade de árvores grandes, as quais estocam maiores quantidades de carbono e que têm o maior efeito na regulação do clima. Conforme essas árvores morrem e o clima fica mais seco, os incêndios florestais tendem a ser muito mais intensos — afirma Paulo Brando, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), acrescentando que a seca pode também reduzir a taxa de crescimento de árvores.

Na avaliação dos cientistas, o avanço da agricultura e da pecuária na região tem sido de baixa produtividade e insustentável. Numa área desmatada de 750 mil km², a Amazônia responde por 14,5% do PIB agrícola nacional. São Paulo, que usa uma área de 193.000 km², responde por 11,3%. Uma das explicações está no solo mais arenoso da região Amazônica.

MUDANÇA NO PADRÃO DAS CHUVAS

Gilvan Sampaio, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explica que o efeito estufa (aumento de gases na atmosfera) eleva as temperaturas na região tropical, a mais quente do planeta. A temperatura mais alta, por sua vez, muda o padrão das chuvas. Chove menos e em menos tempo, causando degradação do solo.

Desde 1979, a estação seca no sul da Amazônia tem sido incrementada em seis dias e meio por década, principalmente devido ao início tardio da estação, acompanhado por um período prolongado de queimadas.

— Quando você retira a floresta e substitui pela agricultura, também muda o padrão de chuvas. Causa mais secas e estiagens e o período seco fica mais extenso. O aquecimento não é bom para as árvores. Causa estresse na vegetação, levando ao fenômeno da savanização — diz Sampaio.

A mudança de clima na Amazônia é impactada diretamente pelo desmatamento, pelas queimadas e por alterações no uso da terra. Sofre ainda os efeitos do aquecimento global, que eleva a temperatura dos oceanos, que provoca o fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico), responsável por alterar os padrões de vento no mundo todo e, de novo, afetando as chuvas nas regiões tropicais.

Segundo Sampaio, quando retirada a cobertura florestal da região, o solo exposto ao calor se degrada em 10 anos, e é muito caro para recuperar.

— Até o pasto se degrada. Por isso temos tantas áreas já desmatadas e abandonadas e a continuidade dos desmatamentos — explica.

A mudança climática na Amazônia não se restringe à região. A floresta amazônica tem papel crucial no ciclo hidrológico de toda a América do Sul. É da dali que se formam os chamados “rios voadores”, ondas de umidade que garantem as chuvas de verão no Sudeste, por exemplo. Há ainda impactos na América do Norte e na Europa.

— A atmosfera não tem fronteiras, a não ser a própria terra e o espaço. O papel da Amazônia para o clima global é muito importante e não há outra saída senão o desmatamento zero — diz Sampaio.

O estudo lembra que é urgente parar o desmatamento também porque se sabe que, para a área de quase 1 milhão de quilômetros quadrados desmatada na floresta amazônica, outra porção igual se encontra em processo de degradação.

* A repórter viajou a convite da Rede Amazônia Sustentável (RAS), composta por mais de 100 pesquisadores de 30 instituições do Brasil e do exterior, criada com o objetivo de usar a Ciência como provedora de medidas que fortaleçam a sustentabilidade na região Amazônica.

Por: Cleide Carvalho
Fonte original: O Globo

Fonte: Amazônia







quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

PRO-SUSTENTÁVEL: Região Oceânica tem garantidos R$ 350 milhões para sustentabilidade e melhorias de infraestrutura



Eduardo Guardia, secretário do Ministério da Fazenda, com Rodrigo, Axel, Crivella e o diretor do CAF, Diego Vettori. Foto: Divulgação Ministério da Fazenda


Prefeito assina contrato de financiamento para obras de infraestrutura, mobilidade e recuperação ambiental

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinou nesta quarta-feira (30), em Brasília, o contrato de financiamento com o CAF - Banco de Desenvolvimento da América Latina, no valor de R$ 350 milhões, para a execução do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável).

O projeto, que tem prazo de execução de dois anos após o início de sua vigência, levará obras de infraestrutura, drenagem, pavimentação e mobilidade à Região Oceânica, além de desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental.

Rodrigo Neves, que estava acompanhado do vice-prefeito, Axel Grael, destacou que as tratativas para este projeto se iniciaram no primeiro semestre de 2014, e que o CAF é uma agência de cooperação internacional, presente em 19 países da América Latina, que, assim como o BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, é extremamente exigente quanto à qualidade técnica dos projetos e à gestão fiscal.

Dever de casa – A prefeitura cumpriu dezenas de etapas, desde a apresentação do projeto no Panamá, até a aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional, Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Senado, Câmara dos Vereadores, Procuradoria da Fazenda Nacional, dentre outros órgãos.

O prefeito disse, ainda, que esse é um programa inovador que integra ações e projetos de infraestrutura, como drenagem e pavimentação de ruas, com projetos ambientais, como a renaturalização do Rio Jacaré, a recuperação do entorno da Lagoa de Piratininga e a implantação de ciclovias.

“Estou muito orgulhoso e feliz pois a assinatura desse acordo somente foi possível com muita dedicação e trabalho de toda a nossa equipe. Nos últimos dois anos trabalhamos muito na elaboração desse programa e aprovação em vários órgãos, superando vários obstáculos. A assinatura com um organismo internacional como o CAF reforça a credibilidade da gestão e a qualidade técnica da equipe da Prefeitura de Niterói”, disse Neves.

Rodrigo ressaltou ainda que os recursos irão assegurar uma agenda positiva de investimentos para a cidade nos próximos dois anos.

“Apesar desses recursos não poderem ser utilizados para custeio e pagamento de pessoal, eles serão muito importantes porque vão assegurar nos próximos dois anos para nossa cidade uma agenda positiva de investimentos em infraestrutura”, afirmou.

Para o diretor-representante do CAF no Brasil, Victor Rico, Niterói precisa muito dessa iniciativa, que engloba o que há de mais moderno em ternos de projetos de desenvolvimento.

“O projeto tem uma abordagem integrada que melhora a qualidade de vida e promove a sustentabilidade Estamos honrados com esta parceria com a cidade, que mudará a situação para melhor por tanto tempo e para tantas pessoas”, afirmou Rico.

Também participaram da assinatura do contrato o senador e prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, e o diretor do CAF, Diego Vettori.

“Nessa reta final, a colaboração do senador Crivella foi importante no diálogo com o Ministério da Fazenda”, disse Rodrigo Neves.

Fonte: O Fluminense



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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Parque Estadual da Serra da Tiririca faz 25 anos com novidade no acesso ao Costão



Selvagem. Do alto da Pedra do Elefante é possível ver parte da vegetação do parque - Fernando Frazão / Fernando Frazão


por

Em janeiro, principal trilha da unidade, em Itacoatiara, ganhará roleta para evitar entrada de mais de 200 visitantes por vez

NITERÓI - Primeira unidade de conservação do país criada através de mobilização popular, o Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset) completa 25 anos na próxima terça-feira. Em meio a novos desafios e antigos problemas, o parque já tem pelo menos uma mudança acertada: iniciará 2017 com controle no acesso de visitantes à trilha do Costão.

Em setembro, O GLOBO-Niterói antecipou que a gestão do Peset planejava limitar o número de pessoas na trilha para tentar minimizar os impactos da visitação excessiva — erosão, abertura de novos caminhos na mata, desordem. Agora, a administração bateu o martelo e definiu que a regra será aplicada a partir de janeiro. Em vez de determinar um limite diário, ficou estabelecido que no máximo 200 pessoas poderão permanecer no lugar simultaneamente. Atingida a lotação, os visitantes deverão aguardar outras pessoas deixarem o local antes de subir. Uma roleta será instalada no início da trilha, na Rua das Rosas, em Itacoatiara, para fazer o controle.

Este foi um ano de recordes no Peset. O número de visitantes na trilha do Costão extrapolou os limites anteriores em duas ocasiões: primeiro em 21 de abril, com 1.856 pessoas; e, depois, no feriado da Independência, quando 2.241 visitantes fizeram o percurso de 1.700 metros. O sucesso e a popularidade do Costão (e de Itacoatiara) são os principais responsáveis por consolidar o Peset como segundo parque estadual mais visitado do Rio, atrás apenas da Ilha Grande, em Angra. Para se ter uma ideia, até outubro 80 mil pessoas passaram pela trilha.

Fazer o manejo e garantir a preservação de áreas cada vez mais visitadas são a grande dificuldade num cenário de arrocho nos recursos do estado. O Instituto Estadual do Ambiente chegou a ter o abastecimento de combustível da frota suspenso em alguns períodos do ano. Atualmente, a saída é racionar o consumo.

— Apesar das dificuldades, avançamos no manejo de trilhas, no ordenamento, na delimitação do uso do Costão. São mudanças importantes para a unidade. Também tivemos recordes de apreensão de espécies em cativeiro. Devolvemos mais de 500 aves ao parque este ano — destaca o chefe do Peset, Jhonatan Ferrarez.

Atualmente, 12 guarda-parques e seis monitores são responsáveis pela fiscalização dos 3.493 hectares da reserva, que atravessa Niterói e Maricá. Se hoje ela tem área demarcada e fiscalização própria, isso é fruto da organização de movimentos comunitários e ambientalistas contra a crescente expansão urbana na Região Oceânica desde a década de 1970, na época já cobiçada pelo mercado imobiliário. Ao final daquela década, em 1979, a abertura permanente do canal de Itaipu por uma construtora reduziu imediatamente o volume da laguna de Itaipu. A magnitude dos impactos motivou a primeira ação civil pública do Brasil, subscrita por centenas de moradores, e o primeiro Estudo de Impacto Ambiental realizado no país. Nos anos seguintes, o movimento ambientalista ganhou força e organização na luta contra loteamentos na Serra da Tiririca. As razões para a proteção do local foram detalhadas no estudo “Exposição de motivos para criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca”. O documento evoluiu para um projeto de lei na Alerj de criação do parque estadual, aprovada em 29 de novembro de 1991.

“um catalisador de afetos”

O ambientalista Cássio Garcez, do grupo de caminhadas Ecoando, ainda vê a unidade como uma força responsável por unir diferentes grupos.

— O Parque da Tiririca é um catalisador de afetos, direitos, expectativas e de formas de ver a natureza. Ele reúne representações de vários grupos em torno de um objetivo comum, preservar a biodiversidade do lugar, essa fonte de vida, e também a cultura local — descreve Garcez.

Duas décadas e meia depois, a especulação imobiliária continua sendo a principal ameaça ao parque. A disputa da vez envolve o entorno da Lagoa de Itaipu, incluída na área do Peset, em 2008, por meio de decreto. O direito de erguer imóveis na área é hoje reivindicado judicialmente por construtoras que têm lotes ali.

O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, está entre os militantes que lutaram pela criação do parque. Ele diz que a prefeitura busca uma forma de proteger o entorno da lagoa.

— Nós estamos analisando uma solução jurídica que dê mais segurança à preservação no entorno da Lagoa de Itaipu, sobretudo depois que o decreto responsável por integrar essa área ao parque foi questionado (pelas construtoras) — diz Axel Grael, reafirmando compromisso da prefeitura de transferir recursos do ICMS Verde para o Peset. — É uma forma de ajudar na gestão do parque, que também sofre com a crise financeira do estado.

Fonte: O Globo Niterói



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MAC se colore de verde em solidariedade à Chapecoense





30/11/2016 - Em homenagem às vítimas do acidente aéreo com a equipe da Chapecoense, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) será iluminado com a cor verde. A partir de hoje (30) até terça-feira (6), o principal símbolo de Niterói terá iluminação especial a partir das 18h. A cada hora, durante dez minutos, ocorrerá a projeção da cor sobre o MAC.

O avião que transportava a delegação do Chapecoense caiu na terça-feira (29) quando estava se dirigindo para Medellín, na Colômbia, deixando 71 mortos e seis sobreviventes. O gesto de solidariedade da Prefeitura de Niterói acompanha outras homenagens pelo mundo. No Rio de Janeiro, o Cristo Redentor também foi iluminado com a cor verde, assim como Elevador Lacerda, em Salvador, o Palácio do Planalto, em Brasília, a Torre Colpatria, em Bogotá, a Allianz Arena, na Alemanha, e o estádio de Wembley, na Inglaterra.

“Todos nós estamos consternados com a tragédia do jovem time de Chapecó e dos profissionais que estavam a bordo do avião. Que Deus conforte suas famílias”, lamentou o prefeito Rodrigo Neves.

Novo MAC – O projeto de iluminação, assinado pelo lighting designer Peter Gasper, conta com 109 projetores em LED, que permitem a criação de efeitos de iluminação e a troca de cores do monumento (espelho d’água e prédio), além de gerar uma economia de cerca de 80% no consumo de energia em relação ao sistema anterior.

Fonte: Prefeitura de Niterói





segunda-feira, 28 de novembro de 2016

MMA lança publicações dirigidas a Unidades de Conservação





Objetivo é orientar interessados em articular emendas parlamentares que contribuam para a consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou três publicações para apoiar a proposição de emendas parlamentares e a elaboração de propostas técnicas vinculadas à ação orçamentária 20LX – Ampliação e Consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc). O material está disponível no site do ministério.

Clique aqui para baixar as publicações.

O objetivo é orientar tecnicamente os interessados na elaboração e apresentação de emendas parlamentares e propostas de convênio que promovam a ampliação, implementação e consolidação do Snuc.

As emendas parlamentares podem contribuir para o fortalecimento do sistema, apoiando a criação, gestão e consolidação de unidades de conservação (UC). Já os projetos devem se enquadrar em critérios legais e técnicos, atendendo a normas gerais relativas a convênios no âmbito da esfera administrativa federal e critérios específicos apontados na Ação Orçamentária 20LX.

As publicações abordam os temas Implantação e consolidação do Snuc – ação orçamentária 20LX; Como apoiar o Snuc; e Orientações básicas para apresentação de proposta para a implantação e consolidação do Snuc – ação orçamentária 20LX.

A iniciativa ocorre no âmbito da Cooperação Técnica entre Brasil e Alemanha, por meio do Projeto Consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação– LifeWeb.

Fonte original: ICMBio
Fonte: Amazônia







QUEIMADAS: Incêndios criminosos devastam a Amazônia em 2016




Vista aérea de área queimada em Nova Ubirata, região do meio norte de Mato Grosso, uma das cidades que mais desmatam



Relatório do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontou que a região Norte lidera o número de Estados que vêm tendo suas matas devastadas pelas queimadas. A maioria dos incêndios tem origem criminosa e não são ocasionados por quedas de raios já que estamos em período de estiagem.

Da lista dos dez Estados com maior número de queimadas durante o ano, cinco estão no Norte, dois no Nordeste, dois no Centro-Oeste e um no Sudeste.

1º Mato Grosso (28.420)
2º Pará (18.669)
3º Maranhão (17.016)
4º Tocantins (14.269)
5º Amazonas (11.364)
6º Rondônia (11.239)
7º Piauí (7.169)
8º Acre (6.942)
9º Mato Grosso do Sul (6.678)
10º Minas Gerais (6.515)

Os dados são do Programa de Queimadas, que monitora a ocorrência desses eventos por satélite.

Com isso, vemos que os Estados do Norte são maioria, além da fronteira agrícola ao redor da Amazônia, com Estados como o Mato Grosso, Maranhão e Piauí. No mês de outubro, o Estado do Maranhão lidera a lista com 5.351 focos de incêndio. Em seguida vem o Pará, o Mato Grosso, o Piauí e o Amazonas.

“Não existe combustão espontânea, e bitucas de cigarro raríssimas vezes iniciam o fogo. Da mesma forma, cacos de vidro de garrafas e fundo de latinhas de refrigerantes/cerveja não causam ignição de mato. Quem usa estes argumentos para justificar as ocorrências de queimadas/incêndios não sabe o que está dizendo, ou tem intenções escusas”. Coordenador do Programa Queimadas do Inpe, Alberto Setzer. OBS:(para saber mais sobre o mito da combustão espontânea, leia QUEIMADAS: MITOS E VERDADES)


O fogo é usado para desmatar e ou remover da vegetação natural do lugar para dar espaço para atividades agropecuárias. Além disso, o uso do fogo na vegetação de origem antrópica segue o padrão climático e ocorre principalmente entre nos períodos de estiagem..

Prejuízos As queimadas causam prejuízos inestimáveis. Este ano, linhas de transmissão de energia elétrica localizadas nos municípios de Miracema do Tocantins e Colina do Tocantins, no Tocantins, foram atingidas por queimadas e o sistema de fornecimento elétrico foi interrompido em 12 Estados do Norte e do Nordeste – Amazonas, Amapá, Pará, Tocantins, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

No final do mês de outubro, Teresina e cidades da região metropolitana enfrentaram problemas causados por queimadas. O fogo descontrolado chegou a atingir casas na zona rural e ameaçou um condomínio de luxo localizado às margens da BR-343. Até a água de um lago e da piscina foram usadas para reforçar o combate ao fogo no mato para que não atingisse os imóveis.

Menos queimadas em setembro Os meses de agosto, setembro e outubro costumam ser os mais críticos com ocorrência de queimas porque a incidência das queimadas está relacionada ao tempo de colheita de atividades agropecuárias, clima e tipo de vegetação nativas das regiões mais afetadas.

Entretanto, o pico de setembro neste ano foi inferior ao que se imaginava e abaixo da média histórica do mês – foram 44.060 focos contra a média de 55.378. O incomum para 2016 foi os primeiros meses: o Brasil bateu recordes históricos de queimadas em janeiro, fevereiro, março e abril – o máximo para estes meses havia ocorrido em 2003.

"O mês de setembro é geralmente quando se registra o maior número de queimadas no país, mas neste setembro um canal de umidade se formou sobre o eixo sul do Pará, Tocantins, sul do Maranhão, sul do Piauí e Bahia que ocasionou um aumento de nebulosidade e chuvas. Com isso, favoreceu uma diminuição nas queimadas justamente no mês que costuma ser o mais problemático” Meteorologista do Inpe, Marcelo Romão

O inverno rigoroso registrado este ano no Brasil, o fim do El Niño, com fortes frentes frias e temperaturas abaixo da média, são inibidores de queimadas.

O coordenador do Programa Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, explica que as reduções observadas pelo instituto, apesar de estarem corretas, “podem omitir eventos relevantes com graves impactos materiais e na população, como foram os ocorridos neste ano no Piauí e Maranhão, no mês de outubro, e no Amazonas, no início do ano.”

“Existe legislação federal, estadual (e municipal em muitos casos) proibindo o uso do fogo na vegetação, exceto em casos autorizados – a grande minoria. Por outro lado, o Programa Queimadas do INPE fornece as ferramentas necessárias para que a legislação seja implementada, o que raramente ocorre”, diz Setzer, que salienta: “grande parte dessas queimas não é autorizada”.

Fonte Original: UOL
Fonte: Portal Amazônia




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MELHORANDO A INFRAESTRUTURA EM NITERÓI: Mais ruas pavimentadas na Região Oceânica




Trechos das ruas Diomar Raimundo, Valdir Costa, Governador Raimundo Padilha, Doutor Álvares Martins, Mem Marinho Falcão e 84 receberam pavimentação. Foto: Leonardo Simplício / Ascom Niterói

Foto aérea. Foto: Leonardo Simplício / Ascom Niterói



Programa deverá comtemplar ainda seis vias na Fazendinha

Mais seis ruas foram entregues neste sábado (26) pelo programa 'Bairro Melhor' no Residencial Fazendinha, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói.

Trechos das ruas Diomar Raimundo, Valdir Costa, Governador Raimundo Padilha, Doutor Álvares Martins, Mem Marinho Falcão e 84 receberam pavimentação. Segundo a Prefeitura, ao todo, já foram concluídas 12 ruas na Fazendinha, as outras foram a Planeta Terra, Mário Souto, 98, Paulo do Couto Pfeil, Cruzeiro do Sul e 80.

De acordo com a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento, faltam ainda seis ruas para concluir o projeto, que representou um investimento de R$ 13 milhões, da Caixa Econômica Federal e da Prefeitura. A previsão é que tudo esteja concluído até a primeira quinzena de fevereiro.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, acompanhou a entrega das ruas e destacou que depois de muito tempo o bairro vai deixar de conviver com enchentes e lama quando chovia.

"Nós estruturamos esse projeto em 2014. Ele conta com investimentos da Prefeitura em um acordo de cooperação e financiamento com a Caixa e é uma obra esperada há décadas pela população da Fazendinha. O cronograma está sendo cumprido de maneira muito satisfatória, a obra tem qualidade. Após 40 anos convivendo com esgoto, lama e enchentes, as pessoas tinham que andar de barco quando chovia, vamos ter um verão melhor para a população da Fazendinha. Mesmo em um contexto de caos do Estado, nós estamos fazendo o maior investimento em infraestrutura da história da Região Oceânica", disse.

Diretor da Associação de Moradores da Fazendinha, Domingos Sávio, afirmou que essa obra era uma expectativa de anos dos moradores e que a população vivia situações extremas quando chovia forte.

"Uma obra que vem ao encontro da expectativa de muitos anos, os moradores mais antigos nem acreditam que isso seria possível até que de fato se realizasse. Hoje as pessoas estão vendo a realidade da obra de drenagem e pavimentação. As ruas tinham muitos buracos, inundavam além do normal. Na época do verão, se tinha casos extremos que as pessoas não conseguiam entrar em casa, tinham que recorrer a botes e caiaques. Atualmente, sem dúvida, pelo estado atual, temos uma qualidade de vida muito melhor", disse.

Após o trabalho de pavimentação e drenagem, as ruas da Fazendinha irão ganhar novo mobiliário urbano (novas placas), além de sinalização horizontal e redutores de velocidade.
Fonte: O Fluminense