segunda-feira, 18 de junho de 2018

PUBLICAÇÃO SOBRE PRIORIDADES PARA A CONSERVAÇÃO DA FLORA ENDÊMICA NO RJ






O Estado do Rio de Janeiro possui 884 espécies endêmicas (só existe no território fluminense) da Mata Atlântica, sendo que, algumas delas, consideradas raras e quase extintas, foram redescobertas em unidades de conservação.

O Estado do Rio de Janeiro possui 884 espécies endêmicas (só existe no território fluminense) da Mata Atlântica, sendo que, algumas delas, consideradas raras e quase extintas, foram redescobertas em unidades de conservação. Entre elas está a Guarajuba (Terminalia acuminata), reencontrada nos Parques Nacional da Tijuca e Estadual da Serra da Tiririca. Os dados constam no Livro Vermelho da Flora Endêmica Ameaçada de Extinção que será lançado, nesta quarta-feira (6/6), em um evento na Escola Nacional de Botânica Tropical, no Jardim Botânico.

"Entre elas está a Guarajuba (Terminalia acuminata), reencontrada nos Parques Nacional da Tijuca e Estadual da Serra da Tiririca".

O livro também traz a informação de que, dessas 884 espécies, 513 (ou seja, 53%) estão ameaçadas de extinção, o que motivou a criação do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Flora Endêmica, outra publicação que também será lançada no evento. Esse plano traz um conjunto de estratégias voltadas para a conservação da flora endêmica que foram debatidas e definidas por mais de 40 técnicos de 30 instituições de pesquisa, gestores de unidades de conservação, iniciativa privada e Organizações Não Governamentais (ONGs).

Também serão lançadas outras três publicações. São elas: Áreas Prioritárias para conservação da flora endêmica ameaçada; Lista da Flora das Unidades de Conservação Estaduais; e o Guia de Campo da Flora Endêmica.

Todas essas publicações são o resultado de um amplo trabalho de pesquisa sobre a flora endêmica do Rio de Janeiro desenvolvido pela Secretaria de Estado do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em parceria com o Instituto Jardim Botânico. O levantamento foi realizado por um período de três anos e envolveu mais de cem pesquisadores nacionais e estrangeiros.

Publicações:

Livro Vermelho da Flora Endêmica do RJ - apresenta a primeira lista das espécies ameaçadas da flora do RJ. O resultado de análise do risco de ameaça de extinção das 884 espécies endêmicas do RJ (espécies únicas, raras e exclusivas da Mata Atlântica que ocorrem unicamente no território estadual), apresentam as espécies, sua área de abrangência, suas características e as principais ameaças incidentes.

Lista da Flora das unidades de conservação estaduais - esta publicação apresenta pela primeira vez a lista das plantas existentes nas unidades de conservação estaduais de uso sustentável e proteção integral. Representa a biodiversidade da flora que já se conhece e que está protegida nas unidades de conservação estaduais.

Áreas Prioritárias para a Conservação da Flora Endêmica - Estudo de planejamento e modelagem que buscou identificar as principais áreas de atenção para a conservação da flora endêmica ameaçada no Estado do Rio de Janeiro;

Guia de Campo da Flora Endêmica - publicação vinculada à campanha “Procura-se” que busca motivar a busca pelo conhecimento das espécies endêmicas raras, espécies com poucos registros e informações científicas. Este guia está vinculado à Campanha Procura-se, e apresenta 156 espécies raras. Assim, busca-se incentivar a ciência cidadã e a observação da flora fluminense. Também está sendo desenvolvido em parceria com a SEA, FIOTEC/FIOCRUZ e o JBRJ o aplicativo Detetive Botânico.

Plano de Ação Nacional para a conservação da Flora Endêmica Ameaçada - publicação reúne diversas ações prioritárias elaboradas por mais de 40 técnicos, gestores e pesquisadores de 30 instituições.


Fonte: Governo do RJ





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CENTRO PETROBRAS DE CINEMA: Prefeitura de Niterói licita obras para implantar novo espaço cultural



Novo gás para amantes da 7ª arte
Além da sala multiuso, está previsto chamado público para gestão do museu, que deve ser lançado até agosto
Foto: Marcelo Feitosa


Pamella Souza

Licitação para sala multiuso do Centro Petrobras de Cinema é aberta e prevê início das obras até fim do mês que vem

Uma das construções que mais chamam a atenção de quem passa pelo bairro de São Domingos, em Niterói, é o “rolo de filme”, no Centro Petrobras de Cinema. Apesar da inauguração do Reserva Cultural, essa parte do complexo arquitetado por Oscar Niemeyer continua sem atividades. Mas esse panorama já começa a mudar. Em 45 dias começarão as obras da sala multiuso, onde serão realizados os futuros festivais de cinema.

De acordo com a Secretaria de Cultura de Niterói, a licitação está aberta e a previsão é que as obras já sejam iniciadas até o fim de julho. Segundo o edital, o auditório, que ficará localizado no térreo do Centro Petrobras de Cinema, deve ser entregue no prazo de quatro meses, a partir da ordem de início das intervenções. A empresa deve ser escolhida ainda neste mês.

A verba para equipar a sala multiuso veio através de uma emenda parlamentar do deputado federal Chico D’Ângelo: R$ 1,5 milhão. O dinheiro será investido em ar-condicionado, revestimento, tratamento acústico, cadeiras, parte elétrica e hidráulica. O auditório também vai receber equipamentos audiovisuais através de patrocinadores.

A concepção do Centro Petrobras de Cinema também inclui o tão esperado Museu do Cinema Brasileiro, inédito no país e que “nascerá” em Niterói. Sobre essa parte do projeto, que também será erguido no “rolo”, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a chamada pública para o projeto e gestão do museu está em fase final de elaboração e deve ser lançada até agosto. O prazo inicial é que as obras durem dois anos.

O Museu do Cinema, que ficará situado no primeiro piso, será totalmente interativo, proporcionando uma experiência única aos visitantes. A ideia é unir modernidade e história, passeando por toda a trajetória do cinema através de recursos tecnológicos em uma linha do tempo, que vai interagir com o público. Telas exibirão trechos de filmes e ainda haverá uma simulação de um set de filmagem, revelando o processo de produção dos filmes. O investimento é de R$ 20 milhões.

Incentivo – Paralelamente aos investimentos nos espaços públicos da cidade, a Prefeitura de Niterói levou para a Câmara de Vereadores um projeto para incentivar a produção audiovisual no município. A redução do ISS de 5% para 2% foi aprovada na última semana pelo legislativo.

De acordo com o secretário de Cultura de Niterói, Marcos Gomes, a redução da alíquota é fundamental para atrair o setor para a cidade.

“A redução da alíquota do ISS faz parte de mais uma etapa de uma política estruturante, que vai tornar Niterói ainda mais competitiva, atraindo produtoras de filmes e empresas para o município e contribuindo com desenvolvimento do setor audiovisual, gerando emprego e renda na cidade”, declarou Gomes.

Serão beneficiados somente artistas brasileiros e essa redução só será possível para eventos abertos ao público e sem a cobrança de ingressos.

Festival – Estava previsto para este mês a realização do Festival Internacional de Audiovisual em Niterói. No entanto, os amantes da sétima arte terão que esperar mais um pouco para curtir o grande evento. Segundo a Secretaria de Cultura, a gestão resolveu investir em festivais menores neste ano, que deverão acontecer no segundo semestre. Dessa forma, o público terá acesso a opções de produções diferentes, com várias temáticas.


Fonte: O Fluminense
















NITERÓI RESILIENTE: Aplicativo da Defesa Civil de Niterói alerta para o risco de catástrofes



App traz informações sobre previsão de chuvas fortes, ressaca e condições do tempo para risco de fogo em vegetação
Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói



Aplicativo de celular e mensagens de SMS garantem informação para a população e também órgãos municipais

No último dia 19, quando ventos de até 70 km/h atingiram Niterói, equipes da Secretaria Municipal de Conservação, Clin e NitTrans estavam a postos para minimizar os efeitos da tempestade. Todos os órgãos municipais foram informados dos riscos no dia anterior pelo aplicativo Alerta DCNIT e por mensagens de SMS da Defesa Civil de Niterói. Os sistemas de informações sobre previsão de chuvas fortes, ressaca e condições do tempo para risco de fogo em vegetação estão disponíveis para toda a população.

O tenente-coronel Walace Medeiros, secretário da Defesa Civil de Niterói, aponta que esses sistemas de alerta vêm começando a fazer parte do cotidiano da população. Ele ainda frisa a importância do aumento da cultura preventiva aos desastres na cidade.

“O Alerta DCNIT é uma ferramenta importante de prestação de serviço para o niteroiense, com intenção de possibilitar um canal de comunicação constante com a população. Temos certeza que a informação bem transmitida e recebida constitui ferramenta fundamental no processo de prevenção e resiliência”, afirma.

A Defesa Civil de Niterói atua no monitoramento das condições do tempo através de sua Seção de Meteorologia, com o uso de equipamentos como estações meteorológicas e pluviômetros. Para baixar o Alerta DCNIT, basta acessar sua loja de aplicativos e selecionar o programa. Além das informações meteorológicas, o aplicativo disponibiliza avisos emergenciais, localização de sirenes e pontos de apoio, assim como informações importantes em casos de queimadas, chuvas fortes, vendavais e ressacas. O sistema também conta com botão que direciona o aparelho automaticamente para uma ligação com a Defesa Civil, gratuitamente através do 199.

Recentemente, o aplicativo Colab.re passou a complementar o já existente sistema de SMS, que tem mais de 600 cadastrados recebendo mensagens de texto sobre tomada de atitudes preventivas e emergenciais em casos de iminência de desastres. Quando é emitido alerta por SMS pela Defesa Civil, notificações também são recebidas por aqueles que têm o aplicativo.

Sirenes – Niterói também possui 30 sirenes de alerta para desastres naturais, em 25 pontos da cidade. Em setembro de 2016, a Prefeitura de Niterói assumiu a manutenção do sistema após o governo estadual informar que não poderia mais arcar com os custos do serviço. Em cada comunidade onde há sirene, as rotas de fuga foram sinalizadas para facilitar o acesso dos moradores a locais seguros. Em caso de acionamento das sirenes, a Defesa Civil conta com pontos de apoio, onde cada comunidade tem seu local específico – que pode ser uma escola, uma quadra, etc. São acionados também o SAMU e a Assistência Social para integrar a equipe que vai receber os moradores.

A cidade conta, ainda, com 52 Núcleos de Defesa Civil nas Comunidades (Nudecs), formados por voluntários que vivem nos locais onde atuam, agindo em casos de fortes chuvas. Os grupos são formados por cerca de 20 pessoas cada. As equipes multiplicam os conceitos de prevenção nos locais onde residem, além de apoiarem as ações emergenciais da Defesa Civil em caso de chuvas intensas. Em caso de emergência, os niteroienses podem ligar para a Defesa Civil pelos telefones 199, 2717-2631 e 2620-0199.


Fonte: O Fluminense















sábado, 16 de junho de 2018

Verba para agricultura sustentável é a mais baixa desde 2010





Governo lança Plano Safra, que dará R$ 194 bilhões em crédito rural em 2018/2019; verba para agricultura de baixo carbono retorna ao patamar do início da década e cai para 1% do recurso total

DO OC – A agricultura de baixa emissão de carbono ganhou nesta quarta-feira (6) o financiamento mais baixo desde que virou uma linha de crédito no Plano Safra, em 2010. Serão concedidos R$ 2 bilhões aos produtores que queiram aplicar as tecnologias do chamado Plano ABC, cruciais para o cumprimento das metas do Brasil no Acordo de Paris. O valor é o mesmo concedido no ano de criação do plano.

A proporção entre recursos para o ABC e o total concedido se manteve em 1%, como no ano passado (quando o ABC recebeu R$ 2,1 bilhões de um total de R$ 200,25 bilhões, o recorde histórico do crédito ao agronegócio). Neste ano, o Plano Safra sofreu uma queda e oferecerá ainda generosos R$ 194,3 bilhões a juros subsidiados aos produtores rurais.

Segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), todas as linhas do crédito rural sofreram redução devido à crise econômica. Na semana passada, o governo ainda precisou acomodar no orçamento o subsídio de R$ 13,5 bilhões ao óleo diesel, concedido na negociação para encerrar a greve dos caminhoneiros. Todos os ministérios sofreram cortes.

No entanto, diz o Mapa, apesar de ter perdido recursos, o ABC ganhou em atratividade: os juros do programa, que no ano-safra 2017/2018 estavam em 7,5%, foram reduzidos para 5,25% a 6% – todas as linhas de crédito tiveram redução de juros, na esteira da queda da taxa Selic. Um dos problemas históricos do ABC tem sido seu baixo apelo, já que o programa exige mais do produtor e cobrava juros parecidos com os das atividades agropecuárias convencionais.

O Plano ABC consiste em uma cesta de seis tecnologias produtivas que já são utilizadas hoje e que, aplicadas em escala, ajudam a reduzir emissões de gases de efeito estufa na agropecuária. A principal delas é a redução de pastagens degradadas, que tem o potencial de reduzir a pressão pelo desmatamento e de fixar carbono no solo. Em 2010, o Ministério da Agricultura criou o Programa ABC, uma linha de crédito rural para financiar as tecnologias do Plano ABC.

O Brasil é obrigado por lei a restaurar, até 2020, 15 milhões de hectares de pastagens degradadas (de um total de 53 milhões de hectares). E se comprometeu a restaurar outros 15 milhões até 2030 como parte de sua NDC, a meta do Acordo de Paris. Para isso, porém, o volume de crédito concedido pelo ABC precisa se multiplicar: somente para pastagens, seriam necessários R$ 22 bilhões para cumprir a NDC, segundo o Ministério do Meio Ambiente. “Fica a pergunta: de R$ 2 bilhões em R$ 2 bilhões, como atingiremos a meta em 2030?, questiona Marina Piatto, coordenadora da Iniciativa de Clima e Agricultura do Imaflora.

Segundo ela, a redução no ABC passa um sinal ruim faltando um ano e meio para o final do prazo das metas da Política Nacional de Mudança Climática, a lei doméstica brasileira de combate às emissões de gases de efeito estufa.

“Quem paga a conta do diesel não é o agropop, mas o agro baixo carbono, o agro moderno, o agro que já é minoria oprimida”, afirma. “O Brasil reforça o modelo de produção convencional destinando a maior parte do crédito ao custeio dos modelos atuais (151,1 bilhões), passando claramente a mensagem do tipo de desenvolvimento que o país promove e subsidia a juros cada vez menores.”

A agropecuária hoje responde por 22% das emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil (499 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente), segundo o SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima). Uma análise das emissões do setor e do desempenho do Programa ABC será publicada neste mês pelo OC.

Fonte: Observatório do Clima



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Economia instável atrasa disseminação da agricultura de baixo carbono no Brasil

Há dinheiro para financiar a agricultura de baixo carbono, mas esse recurso não está despertando o interesse dos produtores

BRUNO CALIXTO
07/02/2017


O Brasil tem, desde 2010, um programa para incentivar agricultores a usar técnicas mais sustentáveis. É o Programa ABC, de Agricultura de Baixo Carbono. Ele prevê linhas de financiamento para uma série de boas práticas, como a recuperação de pastagens, a integração lavoura-pecuária-floresta e o manejo de dejetos de animais, entre outros. Porém, até hoje o programa não decolou. No ano passado, ele enfrentou uma queda dupla: caiu a quantidade de recursos que o governo disponibilizou e também a quantidade de agricultores interessados em usar esse crédito.

No Plano Safra de 2014-2015, o governo federal disponibilizou R$ 4,5 bilhões para financiamento. Em 2015-2016, foram R$ 3 bilhões, uma queda de um terço. A proporção é semelhante quando considerado o interesse dos agricultores, como mostra o gráfico abaixo.





Os números mostram que há dinheiro para financiar a agricultura de baixo carbono, mas esse recurso não está sendo usado. Por que o programa não decola? Segundo Angelo da Costa Gurgel, coordenador do Observatório ABC, uma iniciativa da FGV que monitora o programa, a crise econômica fez o projeto recuar. “A taxa de juros aumentou, o cenário econômico ficou mais instável e isso desestimulou o agricultor”, diz.

O Programa ABC tem linhas de crédito mais baratas que o mercado e ligeiramente menores que as do crédito agrícola tradicional. Só que esse juro menor não consegue cobrir a complexidade das iniciativas, mais exigentes do que para o crédito comum. E, entre 2015 e 2016, a taxa básica de juros subiu, também comprometendo as contratações do programa.

Mas existe um problema que vai além do econômico: muitas vezes os agricultores não solicitam financiamento para Agricultura de Baixo Carbono por desconhecimento. “A disseminação dessa linha de crédito e das tecnologias, dos potenciais benefícios, não tem ocorrido na velocidade esperada. Os produtores desconhecem, os técnicos que fazem projetos não estão familiarizados com os de baixo carbono”, diz Gurgel. Segundo ele, o programa precisa de recursos para atividades de apoio, como capacitação, divulgação e treinamento.

A perspectiva para 2017, porém, é positiva. Segundo avaliação do Ministério da Agricultura, os números mostram que a contratação aumentará neste ano.












Caminhões são maiores emissores de carbono no setor de energia





Frota de carga emitiu em 2016 mais do que todas as termelétricas fósseis somadas, mostra nova análise de dados do SEEG

SÃO PAULO, 13 DE JUNHO DE 2018 – O transporte de cargas no Brasil emitiu em 2016 quatro vezes mais gases de efeito estufa do que a Noruega emite anualmente. Apenas os caminhões lançaram no ar 84,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente*, mais do que todas as termelétricas fósseis em operação no país (54,2 milhões de toneladas).

Os dados são de uma nova análise das emissões do setor de energia do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), publicada nesta quarta-feira (13) pelo Observatório do Clima. O relatório mostra que a frota de caminhões foi o principal emissor de poluentes climáticos do setor de energia no Brasil naquele ano, o mais recente para o qual há dados disponíveis. E indica como será difícil descarbonizar esse segmento da economia, em especial após a greve dos caminhoneiros, que resultou num aumento do subsídio ao óleo diesel.

BAIXE AQUI O RELATÓRIO.

Em 2016, o setor de energia emitiu 423,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente, ou 19% do total nacional. São as emissões causadas pela queima de combustíveis fósseis, em especial petróleo e derivados – que respondem por 70% do total emitido. Diferentemente de outros países, nos quais o carvão para geração de eletricidade é a fonte mais importante de poluição climática, no Brasil o principal usuário de combustíveis fósseis é o transporte, em especial o rodoviário: são 204 milhões de toneladas emitidas nesse segmento, divididas igualmente entre carga e passageiros (102 milhões de toneladas cada).

A necessidade de descarbonizar a matriz de transportes esbarra na grande dependência que o país tem do modal rodoviário como opção para transportar cargas. Dos seis países com maior extensão territorial do mundo, o Brasil é o que mais usa caminhões (65% da carga transportada, contra 53% na Austrália, o segundo colocado, e apenas 8% na Rússia). Segundo o Iema (Instituto de Energia e Meio Ambiente), responsável pelas estimativas de emissões do setor de energia no SEEG, esse predomínio deve se manter pelo futuro previsível do planejamento governamental.

É possível reduzir as emissões no setor através da transferência de parte do transporte regional de cargas para modos menos intensivos em carbono, como o ferroviário e o aquaviário. Aumentar a eficiência energética dos caminhões ou encontrar fontes de energia alternativas que possam movê-los são outras estratégias. Mas todas têm limitações.

“A greve dos caminhoneiros escancarou a enorme dependência que o Brasil tem do óleo diesel”, diz André Ferreira, diretor-presidente do Iema e coautor do relatório, juntamente com David Tsai, Marcelo Cremer, Munir Soares e Felipe Barcellos e Silva. “É preciso pensar em soluções como a eletrificação da logística, que reduzam essa dependência, mas sem aumentar os custos do transporte de cargas.”

ECOS DA CRISE

O relatório analítico do SEEG também mostra que as emissões do setor de energia sofreram uma redução de 7,3% em 2016 em relação ao ano anterior. Isso se deveu à recessão, que impactou a indústria e o transporte de cargas, à recuperação parcial dos reservatórios das hidrelétricas – que permitiu desligar termelétricas fósseis que vinham sendo acionadas para fazer frente à estiagem –, ao aumento do uso de etanol no transporte de passageiros e à expansão das usinas eólicas.

O documento engloba, além do setor de energia, o de processos industriais e uso de produtos. Ele integra a série de cinco documentos de análise que todo ano são publicados alguns meses após o lançamento dos dados do SEEG. Nas próximas semanas serão lançados o relatório analítico do setor de agropecuária e um documento-síntese com recomendações para a governança climática do Brasil.


*CO2 equivalente é a soma de todos os gases de efeito estufa convertidos no potencial de aquecimento do CO2, o principal deles.


Fonte: Press Release - Observatório do Clima









Forests are growing again where human well-being is increasing, finds new study



Forests are generally growing back in more developed countries. Kauppi et al (2018)


Jamie Carr
PhD Researcher, Sustainability Research Institute, University of Leeds


Countries with high levels of human well-being are more likely to show increasing forest growth. That’s the finding of a new study by a group of Finnish scientists, published in PLOS ONE. Their work shows that countries exhibiting annual increases in the amount of trees typically score highly on the UN’s Human Development Index (HDI), a scoring system that uses measures of life expectancy, education, and income to assess development status. Meanwhile, countries with a net annual forest loss typically score lower on the HDI.

The logical leap of faith here is to think that a remedy for the ongoing loss and degradation of much of the world’s forests would be a massive push for development in deforested countries. But while such a noble undertaking would be desirable in many ways, these apparent environmental links warrant scrutiny.

At what cost?

The authors themselves discuss caveats to their findings, and these should not be ignored. For example, switching from net forest loss to net gain may simply involve sourcing things like wooden furniture or paper pulp from abroad, often from poorer nations with weaker environmental policies and safeguards. This process, known as “leakage”, was perhaps best described and documented by the geographer Patrick Meyfroidt and colleagues in 2010. Among other examples, they illustrate leakage by looking at Vietnam, where national increases in forest cover were linked to sharp increases in imported wood, about half of which was illegal.


Vietnam simply switched to using more wood from Malaysia, Indonesia and China instead. Rich Carey / shutterstock


If such processes are occurring, then how far, and for how long, can the buck of exporting environmental impacts be passed?

In any case, those recovered forests often aren’t all they seem. Under some definitions they can include plantations of oil palm or rubber – technically “forests”, yet with few of the ecological benefits of the environment they replace. Even the supposedly naturally-recovered forests are rarely, if ever, as biologically diverse and well-functioning as their natural predecessors.

Things can be worsened by forest restoration schemes which may have human, rather than ecological, motives at heart. In Indonesia, for example, I have witnessed forest restoration work in national parks that favoured useful exotics over native forest species. In Tanzania, local NGOs such the as the Tanzania Forest Conservation Group lobby for policies that promote forest conservation over (and in addition to) tree planting, citing both ecological and well-being benefits.

The clear message here is that it is far preferable to prevent damage in the first place, than to try and restore former conditions at a later point.

Forests and development

Modern concepts of sustainable development are typified by the UN’s 17 Sustainable Development Goals (SDGs), which cover a variety of topics, including matters of well-being, infrastructure and environment. Studies of how these goals interact (whether for better or worse) are important if we are to achieve truly sustainable development.

The UN’s Sustainable Development Goals apply to all countries and were adopted in 2015. UN

The latest forest cover study uses a composite index to investigate forest trends, which may disguise a more complex picture. Past work has shown that improved education (SDG 4) is commonly associated with reducing deforestation, while the effect of increasing GDP (SDG 8) on forests is far more complicated. The authors use a metric that combines these components (along with life expectancy), which does not explain how they interact.

Further complexities involve other areas of development, which have their own effects. For example, in countries with high levels of inequality (SDG 10), development can exacerbate deforestation rates, rather than remedy them. In Brazil, for example, national efforts to raise people’s development status proved more damaging to forests in municipalities with high levels of land inequality than in those where land was more fairly shared.

Some work suggests that improvements in gender equality (SDG 5) could have positive outcomes for forests, while forest-degrading activities witnessed during times of conflict suggest that peaceful relations (SDG 16) are also conducive to healthy forests.

On the flipside, achieving global food security (SDG 2), meeting energy needs (SDG 7), and developing sustainable infrastructure (SDG 11) will all require careful planning and monitoring to ensure that their environmental impacts are minimised.

Ultimately, this paper gives reasons to feel positive about the inevitable development of humans and the fate of the world’s forests. It implies that, at a certain level of development, forests lost or degraded in the processes of developing will begin to regenerate or repair (whether naturally or with human assistance). I sincerely hope that the Finnish team’s work encourages nations across the world, developed or otherwise, to restore as much forest as they can.

Nevertheless, in an age of rapid climate change, biodiversity loss, and human population growth, we need our remaining forests more than ever. The world must find sustainable ways to develop that do not involve destroying what forests are left.

Following in the footsteps of already developed nations, and simply replacing forests at a later point, should not be considered a viable course of action.

Fonte: The Conversation











sexta-feira, 15 de junho de 2018

Câmara de Niterói aprova criação da Poupança Escola



Atividade da Defesa Civil de Niterói em escola municipal.


Na mesma sessão foi aprovada mensagem que traz mudanças no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

A Câmara de Vereadores de Niterói aprovou, por unanimidade em segunda discussão, nesta quinta-feira (14), a mensagem-executiva 05/2018, que dispõe sobre a reforma a Lei Municipal 919/1991 que criou o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Niterói. Duas emendas, propostas pelas vereadoras Verônica Lima (PT) e Talíria Petrone (PSOL), também foram aprovadas.

Também foi aprovada em segunda votação a mensagem 03/2018 criando o Programa Poupança Escola no município. Das cinco emendas apresentadas quatro foram aprovadas e uma rejeitada. O vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL) absteve-se de votar, entendendo que deveria ser realizada uma audiência pública antes da votação. O pedido do vereador para retirada de pauta não foi aceito e o placar de votação foi de 13 votos sim entre os demais presentes.

Poupança Escola - o programa prevê que o aluno receberá R$ 1,2 mil após a confirmação de aprovação no 9º ano do Ensino Fundamental; R$ 1,1 mil após aprovação na 1ª série do Ensino Médio regular ou profissionalizante; R$ 1 mil ao completar a 2ª série do Ensino Médio; R$ 800 na 3ª série; e R$ 800 na 4ª série. O aluno que tenha completado o Ensino Médio ou profissionalizante e alcançado 50% da pontuação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) receberá, adicionalmente, um benefício de R$ 400

As duas mensagens seguem para a sanção do Prefeito Rodrigo Neves (PDT).


Fonte: O Fluminense









NITERÓI DE BICICLETA: Bicicletário Arariboia foi apresentado na VELO-CITY



Testando uma bicicleta elétrica com tecnologia chamada "bicicleta de pedal assistido" (Electric Pedal-Assist Technology), da empresa canadense PBSC Urban Solutions.


O Programa Niterói de Niterói teve destaque na programação desta quinta-feira no VELO-CITY 2018, realizado no Pier Mauá, na Região Portuária do Rio de Janeiro.

A arquiteta e urbanista Isabela Ledo, ex-coordenadora do Niterói de Bicicleta, apresentou a palestra: "Bicicletário Arariboia - a strategic cycling infrastructure for Niterói & Rio de Janeiro Metropolitan Area", Isabela Ledo, Axel Grael and Filipe Simões, abordando a experiência de Niterói de implantação do seu programa cicloviário, enfatizando os resultados do Bicicletário Arariboia.

O relato da experiência de Niterói e os dados estatísticos apresentados sobre o perfil do usuário e o impacto do bicicletário no aumento de usuários da bicicleta em Niterói.

Também palestrante na Mesa "Bicycle parking" (Bicicletários), Marie Kastrup, gerente do Programa de Bicicletas da Prefeitura de Copenhague, cidade-referência sobre o uso de bicicletas, esteve em Niterói na segunda-feira visitando o Bicicletário Arariboia, com uma comitiva de especialistas internacionais e elogiou muito o modelo e a gestão da solução niteroiense.

Em sua palavra, Marie Kastrup falou da preocupação de Copenhague em lidar com a grande quantidade de bicicletas e ordena-las corretamente nas ruas disponibilizando espaços de armazenamento. Segundo explicou, há uma crescente oferta de vagas para bicicletas em empreendimentos privados e moradias, mas não contam com equipamentos com a mesma finalidade e resultados que o Bicicletário Arariboia, que poderia ser um bom modelo para a capital dinamarquesa.



Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói


Mesa sobre bicicletários, com Isabela Ledo (Niterói), Marie Kastrup (Copenhague), Mauro Tavares (apresentou a experiência de bicicletários da Supervia e Fabian Kuester. 

Isabela Ledo dá início à sua apresentação sobre o Niterói de Bicicleta.

Marie Kastrup, do Programa de Bicicletas da Cidade de Copenhague. 

Com Claudia Tavares e Filipe Simões, do Niterói de Bicicleta.


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quinta-feira, 14 de junho de 2018

COPA: movimentação de R$ 20,3 bi



No Saara, comércio popular no centro do Rio, decorado com bandeiras do Brasil, para onde se olha, as lojas exibem as cores verde e amarelo da camisa da seleção. Agência Brasil/Fernando Frazão


Maior parte dos gastos está ligada ao consumo de alimentos e bebidas

Uma pesquisa realizada nas capitais brasileiras pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) projeta que cerca de 60 milhões de consumidores brasileiros devem gastar com produtos ou serviços relacionados à Copa do Mundo. Apenas 25% dos entrevistados na pesquisa não devem consumir produtos ligados ao Mundial. Segundo o estudo, os jogos do Mundial devem movimentar cerca de R$ 20,3 bilhões nos setores de comércio e serviços em todo o país.

A pesquisa ouviu 1.061 consumidores de ambos os gêneros, de todas as classes sociais, acima de 18 anos e em todas as capitais para detectar o percentual de quem vai assistir e acompanhar a Copa do Mundo. Depois, a pesquisa se aprofundou a partir de 843 entrevistados que pretendem acompanhar ao evento. Os entrevistados poderiam optar por mais de uma resposta.

Segundo a projeção, o foco da maior parcela de gastos está ligado ao consumo de alimentos e bebidas para o acompanhamento das partidas nas próprias residências dos torcedores, como tira-gostos (56%), pipocas (37%), salgados (39%), cerveja (74%), refrigerantes (72%), água (69%) e itens para churrasco (49%). Esses gastos representam 91% dos entrevistados.

Outros serviços que serão fonte de gasto dos torcedores na Copa serão as idas em bares e restaurantes para assistir as transmissões da Copa – um total de 62% dos entrevistados. As compras de adereços, decoração e acessórios representam, respectivamente, 61%, 54% e 48% do foco de consumo, segundo o levantamento realizado. A pesquisa indica ainda que 46% dos consumidores participarão de bolões, 38% irão adquirir serviços de internet para smartphone e 21% pretendem contratar pacotes de TV.

Apesar de toda essa movimentação financeira, metade dos consumidores entrevistados não pretendem realizar as compras nos horários de transmissão dos jogos.

Arrecadação projetada - Segundo o levantamento, os principais locais de compra serão os supermercados (68%), lojas de rua (35%) e camelôs (28%).

A média de gastos para quem vai acompanhar as partidas na casa de amigos ou parentes (44%) será de R$ 119, enquanto os que pretendem ir à bares ou restaurantes (22%) terão uma média de R$ 128. Para 35% dos entrevistados, a prioridade na escolha do estabelecimento está relacionada principalmente ao preço acessível das bebidas, e atrás estão questões como 'qualidade do serviço' (30%), 'presença de amigos ou familiares (27%), e o 'tamanho do telão' em que os jogos serão exibidos (27%).

Folgas - Em 17% dos casos, a empresa onde o entrevistado trabalha pretende liberar os funcionários durante os jogos da seleção brasileira. Os trabalhadores que garantem ter um horário flexível de trabalho ou que irão fazer uma pausa no expediente durante as partidas, ambos representam a parcela de 14%. Apenas 6% disseram que os funcionários irão trabalhar regularmente e sem pausa durante as partidas.


Fonte: O Fluminense