quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

CHINA ENVÍA A MÁS DE 60.000 SOLDADOS A PLANTAR ÁRBOLES





El gobierno chino ha tomado una decisión digna de admirar y digna de relevar. Ha decidido enviar a sesenta mil soldados a plantar árboles para combatir el cambio climático y la contaminación que sufre el país, que recordemos, supera con creces los límites establecidos por la Organización Mundial de la Salud (OMS).

Los soldados que se encuentran en la frontera norte, dejarán sus puestos fronterizos para llevar a cabo este proyecto no militar, pero necesario para la sostenibilidad del país. La zona a forestar tendrá el tamaño de Irlanda y será un hecho a mediados del año que viene. Asia Times afirma que será la provincia de Hebei la privilegiada en ‘criar’ en sus tierras a estos árboles.

Aunque no es casualidad que sea la zona que rodea Pekín la elegida en este primer proyecto forestal a gran escala. Y es que, Pekín, es de las ciudades más contaminadas del planeta. Quieren aumentar la cobertura forestal de China de un 21% a un 23% en el año 2020.

El jefe de la Administración Estatal de Silvicultura de China, Zhang Jianlong, confirmó un 26% de cobertura forestal en China para el año 2035. “Las empresas y organizaciones que se especialicen en trabajos ecológicos serán bienvenidos a nuestra campaña para reverdecer China”, adjuntó.

China se ha tomado en serio la contaminación que envuelve su atmósfera y las consecuencias que ejerce en la naturaleza, pero, sobre todo, en su población. Auguramos un relevo por parte de otras grandes potencias dispuestas a reducir el nivel de CO2 en la atmósfera terrestre y que nuestros hijos y nietos puedan vivir en un planeta mejor.

Fonte: Planeta Magnífico








Visitação em Parques Nacionais bate novo recorde em 2018




No ano passado, parques nacionais tiveram um aumento na visitação de 6,15%, com um total de 12,4 milhões de visitas. Em 2017, foram 10,7 milhões de visitas.

O campeão da visitação, com 2,6 milhões de visitas, continua sendo o Parque Nacional da Tijuca (RJ). O Parque Nacional do Iguaçu (PR) ficou em segundo lugar, seguido pelo Parque Nacional de Jericoacoara (CE) tendo, respectivamente, 1,89 milhão e 1,09 milhão de visitas.





Além dos parques nacionais, outras categorias de unidade de conservação também receberam um volume maior de visitantes. Entre elas estão a Reserva Extrativista do Arraial do Cabo, com 1,15 milhões de visitas (RJ) e o Monumento Natural do São Francisco, com mais de 658 mil visitas. Os parques, no entanto, são a categoria mais visitada, concentrando 71% da visitação.






Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Adalberto Eberhard, o aumento das visitas é decorrente do maior interesse das pessoas pelo meio ambiente e por experiências na natureza, mas o trabalho de estruturação das unidades faz toda diferença.

Para ele a expectativa é de contínuo crescimento da visitação. “Houve um forte trabalho de estruturação dos parques nacionais, com capacitação das equipes técnicas, diversificação das oportunidades de recreação e melhora na infraestrutura, sempre considerando os aspectos de conservação do meio ambiente e o bem-estar do visitante. Esse aumento da visitação é muito bom, ao conhecer um parque a pessoa passa a valorizar a natureza e o trabalho de conservação que é realizado ali, ela se torna uma aliada da conservação. Mas é importante oferecer boas condições para essa visita” diz Eberhard.

O presidente do ICMBio também acrescentou: “Vamos colher nos próximos anos resultados importantes decorrentes do processo de concessão de serviços de uso público, com a realização de parcerias com a iniciativa privada para estruturação da visitação. Por exemplo, acabamos de assinar a concessão do Parque Nacional de Itatiaia, onde serão investidos cerca de R$ 17 milhões.”

Para Paulo Faria, Coordenador de Estruturação da visitação e Ecoturismo do ICMBio outra ação de destaque foi a sinalização e manejo de trilhas, proporcionando a prática de uma grande variedade de atividades, como caminhadas, cicloturismo, observação de aves, atividades educativas e atividades aquáticas, apenas para citar as mais populares. Um exemplo é a Floresta Nacional de Brasília, que ganhou uma rede de trilhas com diversas quilometragens, variando entre 6 a 36 km, desenhadas para diferentes públicos.

De acordo com um estudo realizado pelo ICMBio, em 2017 os visitantes gastaram cerca de R$ 2 bilhões nos municípios do entorno das unidades de conservação. Com isso, foram gerados cerca de 80 mil empregos diretos, R$ 2,2 bilhões em renda, outros R$ 3,1 bilhões em valor agregado ao Produto Interno Bruto (PIB) e mais R$ 8,6 bilhões em vendas. Os resultados mostram que a cada R$ 1 real investido, R$ 7 retornam para a economia. O ICMBio divulgará os resultados econômicos da visitação de 2018 no próximo mês.

Metodologia

Os procedimentos para o monitoramento da visitação de parques nacionais são definidos por uma instrução normativa do ICMBio. Para fins de comparação são contabilizados os números de visitas, isto é, o número de diárias ou entradas de visitantes na unidade conservação. Enquanto em alguns parques a aferição é feita diretamente, considerando o número de ingressos vendidos/disponibilizados, em outros são realizadas estimativas por amostragem. A cada ano um maior número de unidades passa a promover a visitação e/ou a contabilizar as visitas. Assim a diferença da visitação entre 2017 e 2018 é de mais de 15%, mas, para chegarmos ao aumento real de visitação de 6,15%, foram excluídas da análise unidades que passaram a contabilizar a visitação neste ano ou que tiveram grande mudança nos métodos de estimativa da visitação.

Fonte: ICMBio










PARQUE NATURAL MUNICIPAL ÁGUA ESCONDIDA: saiba mais sobre a nova área protegida de Niterói



A Prefeitura Municipal de Niterói, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS) e da Secretaria Executiva (SEXEC) está dando prosseguimento ao trabalha de recategorização e de implantação do Parque Natural Municipal Água Escondida (PNM Água Escondida).

Para isso, ontem foi dado um passo fundamental nas etapas de criação do parque que foi a realização da Consulta Pública para a apresentação dos Estudo técnico para criação do Parque Natural Municipal da Água Escondida (Recategorização da Área de Proteção Ambiental da Água Escondida), desenvolvidos pela SMARHS.

A criação do PNM Água Escondida é mais uma iniciativa do Programa Niterói Mais Verde, que desde a sua criação pelo prefeito Rodrigo Neves através do Decreto 11.744/2014, elevou a parcela protegida da cidade a mais de 50% do território municipal.

O novo parque inclui as áreas do Morro da Boa Vista, a Chácara do Vintém, as áreas de reflorestamento mantidas pela Prefeitura e outras áreas já previamente consideradas com prioridade para conservação pela legislação ambiental ou legislação municipal específica.

Mesmo antes da criação do PNM Água Escondida, Niterói já contava com 123,2 m² de área verde/habitante, uma proporção muito elevada, principalmente considerando-se que Niterói encontra-se inserida num contexto metropolitano.

Os avanços de Niterói na agenda verde têm sido reconhecidos tanto nacional como internacionalmente, a ponto da FAO ter incluído a experiência niteroiense como uma das melhores do mundo no livro "Forests and Sustainable Cities: inspiring stories from around the world". Niterói e Lima são foram as únicas cidades latino-americanas citadas na publicação.

Veja, a seguir, mais algumas informações sobre o PNM Água Escondida, contidas no estudo divulgado ontem pela Prefeitura de Niterói.

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói


Patrimônio histórico, cultural e arquitetônico a ser protegido pelo parque.
Limites do Parque Natural Municipal Água Escondida.

Áreas em trabalho de reflorestamento.


Remanescentes florestais e áreas para reflorestamento

Unidades de conservação sobrepostas na área do futuro parque.

Comparativo dos limites da atual APA Água Escondida e do novo parque, que estende a área protegida mas exclui áreas com ocupação urbana.

Levantamento fundiário será aprofundado.





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Parque da Água Escondida é apresentado em Consulta Pública



Consulta Pública para apresentação dos estudos da Prefeitura de Niterói para a criação do Parque Natural Municipal Águas Escondidas. O evento aconteceu no Auditório Dora Negreiros, no Parque das Águas.


Prefeitura de Niterói mostrou para a população a proposta de criação do novo parque

19/02/2019 – A Prefeitura de Niterói apresentou à população, na manhã desta terça-feira (19), a proposta de criação do Parque Natural Municipal da Água Escondida. Até o dia 15 de março, é possível enviar contribuições para o projeto pelo e-mail areasverdes.pmn@gmail.com. A previsão é de que o plano de recategorização da atual Área de Proteção Ambiental (APA) da Água Escondida seja encaminhada, ainda no primeiro semestre, para a Câmara Municipal de Niterói.

Com a criação do Parque, a região, que inclui áreas de importância histórica para a cidade, como o Morro do Boa Vista, vai ganhar infraestrutura, com demarcação de trilhas e centro de visitantes. O principal objetivo da recategorização é ampliar, nessa região, a proteção das nascentes, fragmentos florestais e patrimônio histórico do município. Para isso, a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS) desenvolveu um estudo técnico sobre o assunto, que já foi apresentado ao Conselho Municipal de Meio Ambiente de Niterói (COMAN) e continua disponível para consulta pública da população. Quem quiser ter acesso ao documento, pode enviar um e-mail para areasverdes.pmn@gmail.com ou consultar o site www.smarhs.niteroi.rj.gov.br/.

Com mais de 62 hectares, o Parque Natural Municipal da Água Escondida será a maior área protegida da parte central da cidade. A região abrange partes dos bairros de São Lourenço, Cubango, Fonseca, Fátima e Pé-Pequeno. Dentro do Parque estará a antiga Chácara do Vintém, implantada em 1837, formada por um aqueduto, caixas de depuração e canalizações. A criação do Parque prevê a reforma dessas históricas ruínas, além da criação de plano de manejo para toda a área, com supressão de vegetação exótica e invasora, proteção das nascentes e reflorestamento no Morro Boa Vista.

“Esse é um projeto que faz parte do programa Niterói Mais Verde, que vem buscando enquadrar áreas verdes da cidade na legislação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Nosso esforço principal é que cada área dessas seja muito bem definida sob sua finalidade e tipo de uso”, explica o secretário Executivo municipal, Axel Grael.

O secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Eurico Toledo, explica que o Parque já está previsto no orçamento da Prefeitura em 2019.

"O Parque Natural Municipal da Água Escondida pretende valorizar não somente a proteção ambiental, mas também resgatar a importância história do local. No mais, possui potencial para atividades relacionadas à pesquisa científica, proteção dos patrimônio arquitetônico e paisagístico, educação ambiental e fomento ao turismo, sempre integrado às necessidades das comunidades do entorno", detalha.


Fonte: Prefeitura de Niterói










segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

DEFESA CIVIL DE NITERÓI: Informação para evitar incêndio por curto em casa






Secretário municipal de Defesa Civil de Niterói dá o caminho das pedras


De acordo com instituições ligadas área, os números de acidentes de origem elétrica vem aumentando no País. Entre 2013 e 2017, esse tipo de ocorrência teve aumento de 33.6%, segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade. O secretário municipal de Defesa Civil de Niterói, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Walace Medeiros, aponta os principais cuidados a serem tomados em relação à rede elétrica e procedimentos de segurança para evitar acidentes.

Nessa semana, a Defesa Civil de Niterói foi acionada para vistoriar um imóvel após uma ocorrência de incêndio possivelmente causado por aparelho celular carregando de forma incorreta. Qual a recomendação para evitar esse tipo de acidente?

Nunca, em hipótese alguma, fazer ligação enquanto o aparelho está carregando. O melhor local para carregar o celular é em cima de uma mesa de madeira, sem tecido, ou no chão. O essencial é que o telefone fique sempre afastado de você e longe de materiais inflamáveis.

Qual a outra recomendação para evitar ocorrências de incêndio relacionadas à rede elétrica?

Todo material elétrico tem potencial para propagar chamas em função de um curto circuito, que gera calor necessário para início do incêndio. Por conta disso, a principal recomendação é nunca deixar materiais elétricos em contato com materiais inflamáveis. Por exemplo: não se deve colocar aquele pano em cima do forno microondas enquanto o aparelho estiver ligado.

Quais são os outros motivos recorrentes causadores de incêndios por curto-circuito?

Nós temos também um histórico de incêndios gerados por ar-condicionados, porque, via de regra, perto do ar condicionado ficam as cortinas. Quando o ar-condicionado entra em curto circuito, estando separado da cortina, ele pode entrar em chamas, mas o cidadão consegue desligar a rede elétrica e o problema se resume ao aparelho. Para evitar que o fogo se propague, é importante afastar a cortina do ar-condicionado o máximo possível. Muitas pessoas colocam a cama encostada na tomada, que, sendo usada ou não, gera uma área de risco para um possível incêndio. O ideal é que a cama seja afastada da tomada.

Caso o cidadão se depare com uma situação de princípio de incêndio após curto-circuito, como proceder?

O primeiro passo é sair do local, se afastar da fumaça, que é tóxica, desligar o disjuntor da casa e ligar para o Corpo de Bombeiros. Só depois, se houver condição de não respirar fumaça, afastar os materiais inflamáveis. Tirar de perto cama, móveis. Depois que a rede elétrica for desligada, é muito importante ligar para o 193.

É muito comum o uso dos famosos “benjamins” para ligar vários aparelhos na rede elétrica. São seguros?

Tomadas residenciais não são feitas para serem usadas por mais de um equipamento ao mesmo tempo e não são dimensionadas para colocar o “benjamim”, onde se ligam três, quatro aparelhos. Esse tipo de adaptador sobrecarrega a rede e gera um potencial curto circuito na instalação.


Fonte: O Fluminense













sábado, 16 de fevereiro de 2019

BALNEABILIDADE NAS PRAIAS DE NITERÓI: você conhece o aplicativo "Praia Hoje"?





Época de chuvas? Fique atento a balneabilidade das praias no "Praia Hoje”!

Para ajudar os niteroienses no monitoramento da balneabilidade das praias, lançamos o app "Praia Hoje", uma plataforma online que mostra a qualidade da águas. O aplicativo é cheio de recursos. 

Você também poderá configurar para ver outras camadas e assim conferir a localização de quiosques, restaurante, estacionamentos no entorno e muito mais. 

Estamos em uma época de muitas chuvas, por isso as praias podem ter índices menores de balneabilidade. 

É recomendado não entrar na água em nenhuma das praias por pelo menos 24 horas após as chuvas. Nas praias de baía ou que sofrem influência direta de rios, canais e córregos afluentes, esse intervalo deve ser de pelo menos 48 horas. Curtiu o "Praia Hoje"? 



Fonte: Prefeitura de Niterói









CONVÊNIO PREFEITURA E DISQUE-DENÚNCIA: Denúncias aumentam 24% em Niterói



O maior número de ligações da população é com relação ao tráfico de drogas. Divulgação / PM


Carolina Ribeiro

Melhora no desempenho se deu após a parceria entre a central de atendimento e a prefeitura em setembro de 2018

O número de denúncias anônimas relacionadas a Niterói no Disque-Denúncia subiu 24% após a parceria entre a central de atendimento e a prefeitura, celebrada em setembro do ano passado. Entre os meses de setembro de 2017 e janeiro de 2018, foram registradas 1274 denúncias contra 1580 no mesmo período de 2018 e 2019. Tenente-coronel Sylvio Guerra, comandante do 12º BPM, afirma que a participação da população niteroiense está ajudando no combate ao crime, mas colaboração pode melhorar.

A média mensal de registros no período entre setembro/17 e janeiro/18 foi de 254,8, já entre setembro/18 e janeiro/19, a média foi de 316 denúncias/mês. Em ambos os períodos analisados, a maior reclamação é referente ao tráfico de drogas na cidade. Neste ano, foram 401 denúncias, mas no período de 2017/2018 foram 540, uma redução de 25%.

Também houve mudanças nos assuntos denunciados. Enquanto no período de setembro de 2017 e janeiro de 2018 os assuntos mais registrados seguiam a ordem de violência contra a mulher (110), violência contra o idoso (39), barulho (39) e uso ilegal de serviços públicos – gato de luz – (37), no mesmo período de 2018/2019 foi de barulho (139), uso ilegal de serviços públicos (114), maus tratos contra animais (111) e violência contra a mulher (102).

De acordo com a central de atendimento, que desde o início do convênio com a prefeitura conta com uma estrutura exclusiva para a cidade, os bairros mais denunciados foram Fonseca, com 136 denúncias, Piratininga, com 128; Centro (124); Icaraí (120); e Itaipu (72).

Segundo o tenente-coronel Sylvio Guerra, comandante do 12º BPM (Niterói), assim que assumiu, ele foi informado que a cidade recebia boas denúncias, mas que o número poderia ser ampliado.

“Em todas as reuniões que tenho feito, digo da importância do Disque-Denúncia e peço à população que participe, pois os policiais não conseguem estar em todos os lugares, mas os moradores vivem aquela realidade. Saber o esconderijo de armas e drogas é importante para coibir o tráfico”, disse.

O comandante ressaltou que as denúncias enviadas são checadas pelos policiais, que conseguem apreender drogas, armas e suspeitos. Na última semana, pelo menos duas ocorrências com presos e drogas foram registradas através de denúncias.

Coordenador-geral do Disque-Denúncia, Zeca Borges ressalta que as ligações são anônimas e que ajudam no trabalho da polícia.

“É muito importante que a população participe ligando, pois a polícia pode muito mais com informações para atuar no combate ao crime. Criamos também um WhatsApp exclusivo para uso dos moradores de Niterói”, lembrou.

Região – A região próxima a Niterói, São Gonçalo, concentrou o maior número de denúncias no mesmo período. Entre setembro de 2018 e janeiro de 2019, são 4972. Já Itaboraí e Maricá receberam, respectivamente, 708 e 531 denúncias.


Fonte: O Fluminense











Informe-se como proceder em caso de chuvas fortes



Chuvas fortes podem causar muitos transtornos, por isso é sempre importante sabermos como proceder nessa situação. Veja aqui as recomendações.

Em caso de emergência ligue para Defesa Civil 199 ou 2620-0199. 

Acompanhe também o Twitter da Prefeitura de Niterói: https://twitter.com/NiteroiPref

Acompanhe as informações da Defesa Civil de Niterói através do aplicativo: AlertaDCNit






Aplicativo AlertaDCNit










Barragens de Rejeitos: Brumadinho, Mariana, Cataguases, Miraí... O que intriga é a recorrência!



Lembrando a tragédia de Mirai (MG), 2007

Em tempos de perplexidade e indignação com mais uma tragédia envolvendo barragens de rejeito de mineração, trago à lembrança uma outra tragédia semelhante, embora em menor escala, ocorrida na madrugada de 10 de janeiro de 2007 (exatos 12 anos atrás), e que eu acompanhei muito de perto: o rompimento do dique de contenção de rejeitos da mineradora Rio Pomba Cataguases Ltda, em Miraí (MG).

Eu havia acabado de assumir a minha segunda gestão (2007-2008) como presidente da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente - FEEMA, órgão ambiental do governo estadual do Rio de Janeiro (pioneiro no país) e que hoje foi incorporado ao Instituto Estadual do Ambiente - INEA. Assim que fui comunicado pelo secretário estadual de Meio Ambiente de MG, José Carlos Carvalho, me dirigi imediatamente ao local, procedi sobrevoo da área para conhecer a extensão da área afetada e para determinar medidas emergenciais para proteger a população e o meio ambiente.

As proporções do acidente de Miraí foram muito grandes, mas nada comparável com as mega-tragédias de Brumadinho e Mariana. A lembrança de Miraí é relevante pois não foi a primeira e por que precedeu os outros desastres, como se a lição não tivesse sido aprendida. E como vimos em Mariana e Brumadinho, a proporção dos desastres só tem aumentado.

O desastre ambiental de Miraí (MG), 2007

A empresa Rio Pomba Cataguases Ltda. mantinha uma barragem de rejeitos e sedimentos provenientes da lavagem física da bauxita e da drenagem superficial. O barramento formou um reservatório de cerca de 18 ha, que segundo a empresa, continha 3,8 milhões de metros cúbicos. (Feema e Ibama, 2007).

O colapso do dique provocou o vazamento de pelo menos dois milhões de metros cúbicos (dois bilhões de litros) de lama misturada com bauxita e sulfato de alumínio no Rio Muriaé.

O rompimento causou graves danos patrimoniais e ambientais. A lama atingiu áreas urbanas. Mais de 6 mil moradores das cidades de Miraí e Patrocínio do Muriaé ficaram desalojados. Em Muriaé, a lama atingiu 1.200 casas (G1, 2007). Também ocorreram elevados danos ambientais para o córrego Fubá, Rio Muriaé e Rio Paraíba do Sul com danos para a vegetação ciliar e várzeas, mortandade de peixes e cerca de 100 mil moradores sem água.

Reincidente: vazamento de Miraí, 2006

A empresa mineradora Rio Pomba Cataguases Ltda era reincidente. No dia 02 de março de 2006, cerca de 400 mil m³ de lama foram despejados no Córrego Bom Jardim, afluente do Ribeirão Fubá, depois do rompimento de uma das placas do vertedouro da barragem de retenção de rejeitos. Na ocasião, a mancha de lama alcançou 70 km de extensão, afetando cerca de 600 mil moradores que tiveram o abastecimento de água suspenso em caráter preventivo, devido à possibilidade de contaminação.

Embora a quantidade de material que chegou aos rios tenha sido menor, a reincidência mostrou que a precariedade da operação da empresa a combinação dos dois vazamentos em tempo tão curto tornou os impactos ainda mais severos e os resultados mais destruidores.

O vazamento causou destruição de ecossistemas ribeirinhos, eliminação de fauna aquática, inundação de áreas de pastagens e alteração da qualidade das águas de córregos, fatos que se repetiram com a repetição do acidente em 2007.

Danos ambientais no Norte e Noroeste do RJ 

Segundo o Relatório Conjunto FEEMA e IBAMA (2007), preparado para apresentar o Plano de Ação Emergencial, uma vistoria realizada pela Agência Regional do Norte Fluminense da FEEMA, realizada em 11/01/07, observou-se que o rejeito movimentava-se, numa vazão estimada em 3 m3/s, com presença de 50% de sólidos e que o nível de turbidez do Rio Muriaé chegou a 2.400 NTU no ponto de captação para a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Itaperuna.

Apesar da atividade de mineração ser no estado de Minas Gerais, estava a poucos quilômetros de  distância a montante dos limites com o estado do Rio de Janeiro. Minas Gerais teve mais danos patrimoniais e impactos ambientais diretos ao rio, vegetação ciliar e várzeas. O estado do Rio de Janeiro teve mais extensão de rios degradados e população atingida.

Veja, a seguir, algumas fotos que tirei da cidade de Miraí e do Rio Muriaé durante o sobrevoo realizado em 11 de janeiro de 2007, no dia seguinte ao rompimento do dique:


Local do rompimento do dique (abaixo, à direita) e reservatório de rejeitos vazio. Foto Axel Grael, 2007

Lama extravasou o curso de córrego próximo à barragem. Foto Axel Grael, 2007 

Cidade de Miraí inundada pela lama. Foto Axel Grael, 2007

Rio Muriaé tomado pela lama. Foto Axel Grael, 2007

Várzea do Rio Muriaé tomado pela lama. Foto Axel Grael, 2007

Área rural tomada pela lama. Foto Axel Grael, 2007

Rio Muriaé próximo ao seu encontro com o Rio Paraíba do Sul. Foto Axel Grael, 2007

(Fotos acima de acervo pessoal)


Brumadinho e Mariana: dentre as maiores tragédias já registradas no mundo

Nas duas tragédias a empresa responsável foi a Vale, uma das maiores empresas de mineração mundo e da qual esperava-se uma capacidade de gestão de riscos e de situações de contingência mais eficientes.

Brumadinho, 2019: Cena do vídeo que registrou o rompimento da barragem. 

A tragédia de Brumadinho, ocorrida em 25 de janeiro de 2019, portanto há poucos dias, ainda assombra pelas imagens de horror captadas pelas câmaras, pelo número de vítimas e pela enorme destruição.

Brumadinho já é considerado o maior desastre do Brasil na perspectiva humana, 166 mortos já foram identificados e ainda existem 155 desaparecidos.


Mariana, 2015: Vista da localidade de Bento Rodrigues completamente devastado pela lama.

Em Mariana, tragédia ocorrida em 5 de novembro de 2015, 62 milhões de m³ de rejeitos vazaram, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, onde morreram 19 moradores e poluindo a maior parte da extensão do Rio Doce, desde o Estado de Minas Gerais até a sua foz no Espírito Santo.

Passados três anos de Mariana, as ações de recuperação ambiental do Rio Doce e de todas as áreas afetadas ainda são incipientes, as vítimas ainda lutam na justiça para ter a reparação dos danos e indenizações e a empresa não pagou as multas ambientais impostas pelo desastre.

Cataguases

Além das tragédias de Brumadinho e Mariana  e Miraí, lembro aqui outros acidentes ocorridos em Minas Gerais.


Vazamento do "licor negro", em 2003.

Os desastres de Miraí (2006 e 2007) foram antecedidos por outra tragédia ambiental de grande porte, desta vez no município de Cataguases, próximo a Miraí, e na Bacia Hidrográfica do Rio Pomba, vizinha da Bacia do Muriaé. O Rio Pomba também drena para o estado do Rio de Janeiro, sendo um tributário do Rio Paraíba do Sul.

As empresas Cataguases de Papel e Cataguases Florestal eram responsáveis por um reservatório de 400 metros de comprimento, 200 metros de largura e 16 metros de profundidade, localizado na Fazenda Bom Destino, em Cataguases, a 35 km da divisa com o estado do Rio de Janeiro. O reservatório era usado para guardar rejeitos da produção de celulose.

O vazamento foi detectado na tarde de sexta-feira, 28 de março de 2003, mas só foi contido à noite de 31 de marco de 2003.
Com o rompimento de uma barragem houve o despejo de 1,2 bilhão de litros de um resíduo tóxico conhecido como "licor negro", um material orgânico constituído basicamente de lignina e sódio. O licor negro poluiu os rios Pomba e posteriormente o Paraíba do Sul, atingindo o norte e o noroeste fluminenses.

O vazamento gerou mortandade de peixes, a interrupção do abastecimento de água em vários municípios dos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro por cerca de dez dias e causou prejuízos em pequenas propriedades rurais situadas às margens do Ribeirão do Cágado, em uma extensão de aproximadamente 106 hectares (G1). O IBAMA aplicou uma multa de R$ 50 milhões e os estados do RJ e MG também multaram.


RECORRÊNCIA

Apesar de ter trabalhado um bom tempo com projetos ambientais relacionado a barragens, não é a nossa pretensão aqui aprofundar a discussão em um tema que não tenho capacidade profissional para abordar. Mas, ousamos discorrer um pouco sobre o histórico de alguns acidentes e tragédias envolvendo barragens no Brasil, mas fazer uma reflexão sobre a vulnerabilidade de algumas, evidenciadas por um número preocupante de desastres ocorridos nos últimos quinze anos.

A memória do episódio de Miraí é relevante, pois diante de mais uma tragédia envolvendo rompimento de barragens (Brumadinho), um fato me intriga: a recorrência com que acidentes semelhantes tem ocorrido no Brasil.

Em uma lista com 717 barragens de rejeitos de mineração no Brasil, pelo menos 88 têm método de construção de "alteamento a montante", segundo uma lista divulgada em janeiro de 2019 pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Entre elas, 43 são classificadas como barragens de alto dano potencial associado (G1, 31/01/2019).

Curiosamente (ou preocupantemente!) as barragens de Brumadinho e Mariana eram consideradas de baixo risco.


REFLEXÃO

A pergunta que se faz é:

Como pode haver uma falha assim tão recorrente com barragens de mineração? 

- Poderia ser atribuído a problemas graves de gestão e manutenção?
- Falhas na fiscalização? Seria um problema de incompetência da engenharia nacional?
- Ou poderia haver algum erro em algum parâmetro de engenharia, nas margens de segurança adotadas?
- Clima e outras forças da natureza?

O fato é que a engenharia brasileira ocupa lugar de destaque no mundo no que se refere à construção de barragens para água, como hidrelétricas, abastecimento público etc. Qual motivo para não haver a mesma excelência com as barragens de solo para mineração? Ou estaria ai o problema: barragens de solo?

Barragens de solo são utilizadas no mundo todo e são sempre consideradas mais perigosas do que outras alternativas, embora sejam justificadas pelo custo mais baixo e consideradas aceitáveis caso implantadas em condições de segurança, cada vez mais contestáveis. Mas, causam problemas também em outros países, como o ocorrido em 05/10/2010, na Hungria, quando uma barragem de retenção de resíduos da produção de alumínio rompeu-se, liberando 1 milhão de m³ de lama e espalhando destruição e contaminando o Rio Danúbio.

No caso das duas últimas tragédias, Brumadinho e Mariana, ambas envolvendo unidades de mineração da Vale, uma das empresas mais bem estruturadas e normatizadas que conheço. Trabalhei como consultor em projetos ambientais para a Vale em várias ocasiões e sempre considerei uma empresa difícil de trabalhar pelo nível de exigência, pelas normas fartas e leoninas para os prestadores de serviços e pelas regras rigorosas de contratação.

Após os acidentes, investigações policiais e do Ministério Público procuram verificar se houve negligência, falhas de monitoramento e manutenção, ou mesmo, omissão criminosa de profissionais da empresa ou prestadores de serviços. O resultado das investigações e o judiciário deverão esclarecer o quanto se pode atribuir a estes erros.

Mas, sempre me ocorre a dúvida se não poderia haver também algum problema de protocolos, padrões, regras, parâmetros de engenharia, das margens de segurança, da técnica em si. As práticas de engenharia são lastreadas em legislação, normas técnicas nacionais ou internacionais, tabelas e outras referências.

Não seria o caso de uma revisão destas referências?

Axel Grael





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LEIA TAMBÉM:

Postagem no BLOG DO AXEL GRAEL:

Mariana e Brumadinho confirmam a falência das barragens de montante
Acidentes semelhantes ao da Hungria aconteceram recentemente no Brasil
Vazamento de 1 milhão de m3 de lama tóxica na Hungria  

Bibliografia técnica:


  • Justen, Rene; Crud Maciel, Norma; Sampaio, Glaucia Freitas; de Freitas Lopes Soares, Fátima; Lea Xavier, Maria; Figueira de Mello, Jefferson Antônio M. (22 de janeiro 2007). AVALIAÇÃO DOS DANOS AMBIENTAIS DECORRENTES DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DO RESERVATÓRIO DE REJEITOS DA MINERAÇÃO RIO POMBA DE CATAGUASES LTDA – RELATÓRIO CONJUNTO FEEMA-IBAMA. 

Imprensa - barragens no Brasil

Mais informação sobre acidentes com barragens:

Brumadinho (2019)

Brumadinho: Brasil tem mais de 300 barragens de mineração que ainda não foram fiscalizadas e 200 com alto potencial de estrago

Mariana (2015)