sábado, 13 de outubro de 2018

Pesquisadores brasileiros revelam fatos inéditos sobre as figueiras pelo mundo



Na Praia de Botafogo, próximo à Praça da Marinha, é possível observar um conjunto de figueiras centenárias (Foto: Divulgação)


Paula Guatimosim

Um grupo de pesquisadores brasileiros surpreendeu a comunidade científica mundial no final de julho passado ao revelar fatos inéditos quanto à origem, rotas de migração e reprodução das figueiras (Ficus) pelo mundo. O reconhecimento do estudo, liderado pelos pesquisadores Leandro Cardoso Pederneiras e Vidal de Freitas Mansano, ambos do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em parceria do Instituto de Botânica de São Paulo, veio com a publicação do artigo no Botanical Journal, prestigiosa revista científica da Sociedade Linneana de Londres.

Doutor em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, Pederneiras explica que sua motivação para o desenvolvimento do trabalho, que ganhou o título “História da Diversificação da Flora Neotropical através de Gêneros Pantropicais: Evidências dos Padrões Biogeográficos e Filogenéticos em Ficus (Moraceae)”, foi o fato de que estudos anteriores, mesmo os mais recentes, de 2011 e 2015, superestimavam a idade da origem das figueiras e de seu grupo irmão (Castilleae), com intervalo entre 85 a 195 milhões de anos. De acordo com o pesquisador, esta data de origem possui limites que ultrapassam o surgimento das angiospermas (135 Ma) e das moráceas (75 Ma), que é um ramo do grupo das angiospermas. “Ficus não poderia ser tão antigo quanto às angiospermas, que é o grupo onde elas se encaixam”.

A investigação teve início há três anos, sendo os dois últimos com apoio do Programa Pós-Doutorado Nota 10, da FAPERJ. Especialista em filogenia e taxonomia vegetal, o pesquisador e sua equipe coletaram no Brasil e nas Américas diversas espécies de figueiras para a extração de DNA do tecido das folhas. Por meio dos avanços da metodologia de inferência bayesiana e de datação molecular, foi realizado o estudo filogenético, estimando a história evolutiva e da idade das linhagens. Por fim, com apoio de modernas técnicas biogeográficas, o gráfico filogenético final revelou as áreas geográficas das linhagens ancestrais e os prováveis eventos evolutivos geradores da biodiversidade de Ficus.

A filogenia, história evolutiva de uma espécie, relevou o ponto mais importante da pesquisa: uma origem do Ficus mais recente do que os estudos anteriores, entre 50 e 34 milhões de anos, possivelmente na Ásia e Europa (Eurásia), no período do Eoceno. Quanto às migrações, a pesquisa mostra que Ficus chegou às Américas através de duas rotas: da Europa para a América do Norte, no início do Eoceno, e da África para a América do Sul, no final do Eoceno, via rota transatlântica. Da América do Norte, Ficus migraram para a América do Sul, incluindo o Brasil; e outra linhagem surgiu no leste asiático.

“Entre os mistérios que intrigam muitas pessoas está o fato de parecer que as figueiras dão frutos sem antes produzir flores. Na verdade, suas flores – estaminadas (masculinas) e pistiladas (femininas) – estão protegidas dentro do que chamamos de figo (sicônio). Mas o comum entre elas é que todas dependem de uma vespa para que ocorra a polinização. É dentro do figo que a vespa polinizadora coloca seus ovos, morrendo, em seguida, para que sua prole se desenvolva e se liberte, levando pólen. Ou seja, é uma relação de fidelidade total, pois onde não há vespa-de-figo, as figueiras não se reproduzem e vice-versa; um não existe sem o outro”, esclarece o pesquisador.


Leandro Pederneiras: pesquisador no Instituto de Pesquisa Jardim Botânico, ele convive com figueiras em seu local de trabalho (Foto: Divulgação) 

O estudo também revelou um fato ainda inédito sobre o mutualismo da figueira com as vespas. O conjunto dos Androstiole possui uma conformação diferente dentro dos figos, uma novidade evolutiva. Enquanto na maioria das figueiras as flores estaminadas e pistiladas estão misturadas dentro do figo, no grupo dos Androstiole as flores estaminadas se concentram ao redor do ostíolo, pequeno orifício por onde as vespas entram e saem. Outra novidade, diz o biólogo, é que em algum momento da história evolutiva uma espécie de Androstiole desenvolveu duas árvores com tipos de flores diferentes, uma só com as estaminadas e outra apenas com as pistiladas produtoras de sementes. “Este fato revela uma grande especialização na natureza, pois a vespa precisa entrar em dois sicônios para completar o ciclo e fazer a polinização. É um processo que traz possíveis vantagens ecológicas”.

Da família das moráceas, o Ficus é um dos maiores gêneros arbóreos do reino vegetal. Suas mais de 750 espécies, subdivididas em seis subgêneros e 19 seções, estão distribuídas por todos os continentes, menos na Antártica. Tanto no Brasil quanto em toda a América só existem dois grupos de linhagens, as vermífugas (Pharmacosycea) e os mata-paus (Spherosuke). As demais espécies são exóticas, posteriormente introduzidas. O Rio de Janeiro é uma das cidades com maior número de figueiras que se tem notícia. Na Praça da República, no Centro; na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão; na Praça da Marinha, em Botafogo; assim como às margens do canal da Rua Visconde de Albuquerque, no Leblon, é possível apreciar conjuntos de figueiras centenárias.

“Os mata-paus se diferenciam das demais porque desenvolveram uma novidade biológica incrível, que faz com que sejam uma das mais bem sucedidas. Em geral, sua semente cai entre os galhos de outra árvore, onde há alguma unidade e o mínimo de nutrientes, recebe calor e luz, brota, prospera e começa a lançar suas raízes rumo ao chão, até atingirem o solo. Ao longo do tempo, se desenvolvem, viram árvores e vão abraçando a sua ‘mãe’, até tomarem o lugar dela”, explica o taxonomista. “São hemi-epífitas, ou seja, metade da vida sobrevivem sobre outra planta e outra metade são independentes”. De acordo com Pederneiras, o outro grupo, a Pharmacosycea, também é conhecido como árvores vermífugas, pois seu látex é usado por tribos indígenas para controlar verminoses. Suas minúsculas sementes têm um enorme poder de germinação, produzindo árvores com quase 50 metros de altura, raízes enormes e muito resistentes, que vão tomando conta de tudo. Porém, diferentemente dos mata-paus, a semente desse grupo necessita cair no solo para germinar, competindo com os outros vegetais.

Um aspecto interessante, segundo o pesquisador, é a relação estreita entre esta árvore e as religiões. Consta que foi à sombra de uma bodhi – nome dado à Ficus religiosa na Índia - que Buda atingiu a iluminação. Acredita-se que a árvore mais antiga, plantada no ano 288 a.C. esteja no Sri Lanka. Acreditando que a madeira do Ficus sycomorus possuía poder sobre a vida e a morte, os egípcios a utilizavam para construção dos sarcófagos dos faraós. Maias e astecas produziam o papel utilizado em seus livros sagrados a partir da casca das figueiras e, no cristianismo, a figueira é citada na Bíblia, pois com suas folhas Adão e Eva cobriram sua nudez quando expulsos do paraíso. “Dentro de cada célula das figueiras de hoje há um DNA modelado há 60 milhões de anos, que sobreviveu a todos os percalços da história da terra. História esta que é sobre a biodiversidade, mas também climática, geológica, paleontológica, genética, ecológica, química, todos de suma importância para o desenvolvimento humano”, conclui o pesquisador.


Fonte: FAPERJ









terça-feira, 9 de outubro de 2018

ONU quer saber opinião dos brasileiros sobre a vida nas cidades



ONU-Habitat convida brasileiros a responder pesquisa sobre condições de vida nas cidades. Imagem: ONU-Habitat

Até 24 de dezembro, brasileiros poderão responder à pesquisa online da ONU ‘Cidades Sustentáveis’. Objetivo do levantamento é fazer uma radiografia dos centros urbanos onde moram os participantes. Disponibilizada gratuitamente no site e aplicativo Colab, a pesquisa traz 29 perguntas de múltipla escolha sobre temas como transporte, inclusão, serviços básicos e transparência.

Até 24 de dezembro, brasileiros poderão responder à pesquisa online da ONU Cidades Sustentáveis. Objetivo da enquete é fazer uma radiografia dos centros urbanos onde moram os participantes. Disponibilizada gratuitamente no site e aplicativo Colab, a pesquisa traz 29 perguntas de múltipla escolha sobre temas como transporte, inclusão, serviços básicos e transparência.

Proposta pelo Programa das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a iniciativa visa estabelecer um diagnóstico sobre o cumprimento pelo Brasil dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS.

A consulta pede que os respondentes comparem a vida nos centros urbanos hoje e dois anos atrás. Os participantes deverão indicar, por exemplo, se concordam ou não com a afirmação “O acesso a transportes públicos seguros, acessíveis e sustentáveis na cidade onde vivo está melhorando”. Ou se acreditam que “a qualidade da gestão de resíduos — coleta de lixo e materiais recicláveis — na cidade onde vivo está aumentando”.

As perguntas da pesquisa estão relacionadas ao ODS nº 11, sobre cidades e comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Atualmente, mais da metade da população mundial mora em centros urbanos. No Brasil, o índice chega a 85%.

“É fundamental escutar a população e captar sua percepção sobre como a sua cidade está evoluindo rumo a esse objetivo e, assim, permitir uma análise mais precisa e coletiva da realidade das cidades brasileiras”, afirma o chefe da Unidade de Desenvolvimento de Capacidades do ONU-Habitat, Claudio Acioly.

“Esperamos que os resultados da consulta possam ajudar gestores municipais e tomadores de decisão a orientar políticas públicas capazes de responder aos desafios da urbanização, de forma eficiente e integrada, a partir da visão dos cidadãos e cidadãs que vivem e convivem em nossas cidades.”

A meta da agência é comparar as respostas dos brasileiros com dados oficiais de instituições nacionais — como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — e internacionais — como a própria ONU. A proposta é monitorar o desempenho das cidades do Brasil em relação ao que está previsto no ODS nº 11. Os resultados serão publicados num relatório em 2019.

Para realizar o levantamento, a ONU-Habitat se uniu à Colab, uma start-up de gestão colaborativa que trabalha para criar pontes entre cidadãos e governos. Com 200 mil usuários no Brasil, a empresa mantém uma rede social onde é possível publicar sugestões ou pedidos de soluções sobre problemas como falta de iluminação, buracos nas estradas e ruas e estações de metrô e ônibus malcuidadas.

Quando a Prefeitura da cidade participa da Colab, as demandas são enviadas diretamente para os órgãos e servidores competentes. Os Executivos municipais também recebem materiais e oficinas sobre como incluir a participação dos cidadãos na gestão pública.

Com a tecnologia e metodologia da start-up, algumas Prefeituras aumentaram significativamente seus índices de atendimento às solicitações da população. Em Teresina, a resolução de demandas subiu de 39% em 2016 para atuais 74%.

“A colaboração dos cidadãos e a transparência são as melhores ferramentas para melhorar a gestão pública”, defende o CEO e cofundador da Colab, Gustavo Maia. “A tecnologia garante que o diálogo com a população seja feito com rapidez e eficiência e permite também que os resultados dessa conversa sejam medidos, o que facilita a avaliação dos gestores públicos.”

A Colab já realizou outras pesquisas públicas no Brasil, com a participação de oito Prefeituras, inclusive do Rio de Janeiro e Niterói. A empresa foi reconhecia em 2015 com o prêmio de aplicativo com maior impacto social, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Em 2017, a start-up foi escolhida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para um programa de aceleração que escolheu 16 companhias envolvidas com a promoção dos ODS.

Responda à pesquisa em: www.consultas.colab.re/cidades-sustentaveis.

Fonte: ONU no Brasil











Niterói promove encontro para debater os seus parques





Nos dias 12 e 13 de novembro de 2018 diversos pesquisadores e estudiosos se reunirão no Auditório de Geociências da Universidade Federal Fluminense ministrando palestras, participando de mesas redondas e apresentações de pôsteres em um encontro que terá como tema as Unidades de Conservação municipais e estaduais da cidade de Niterói.

Já estão abertas as inscrições para apresentação de pôsteres, e informamos que os trabalhos selecionados serão publicados na REVAN - Revista do Ambiente de Niterói.

Para apresentar um pôster com sua pesquisa, envie um resumo até o dia 19 de outubro para - as normas e os modelos para elaboração dos resumos encontram-se nos arquivos abaixo.


Importante: para enviar seu resumo é necessário estar inscrito no evento.

Contato, dúvidas ou sugestões: contato.esucn@gmail.com
 
Fonte: SMARHS








segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Visitas a unidades de conservação geraram 80 mil empregos indiretos em 2017



Benefícios resultaram em cerca de 80 mil empregos, além de R$ 2,2 bilhões em renda, R$ 3,1 bilhões em valor agregado. Foto: Alexandre Maciel


Por Bárbara Figueiredo

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as unidades de conservação receberam mais de 10,7 milhões de visitas neste ano. Os visitantes gastaram cerca de R$2 bilhões nos municípios de acesso às unidades de conservação.

O impacto desses gastos para a economia nacional resultou em cerca de 80 mil empregos, além de R$ 2,2 bilhões em renda, R$ 3,1 bilhões em valor agregado ao PIB e R$ 8,6 bilhões em vendas. O setor de hospedagem registrou a maior contribuição direta, com R$ 613 milhões em vendas diretas, seguido pelo setor de alimentação com R$ 432 milhões.

Esse ano, o estudo apresenta a geração de impostos decorrentes apenas dos efeitos sobre as vendas diretas e a remuneração. Assim, foram gerados, R$ 905 milhões em impostos (municipal, estadual e federal). A análise mostrou que cada real investido no ICMBio produziu R$ 7,00 em benefícios econômicos para o Brasil.

Com informações de Comunicação ICMBio

Fonte: Wikiparques








Edital para reurbanização Alameda São Boaventura será lançado em novembro





Obra começará no ano que vem; prefeitura avalia possibilidade de implantar fiação subterrânea

Leonardo Sodré

NITERÓI — Com edital previsto para novembro, o projeto de revitalização da Alameda São Boaventura começará a ser executado no primeiro semestre do ano que vem, afirma a prefeitura, que divulgou imagens das intervenções que serão feitas na mais importante via do Fonseca.

Elas incluem a modernização do corredor, com a implantação de um sistema que permitirá ao passageiro acionar a parada do ônibus, ciclovias segregadas nos dois sentidos, iluminação de led, novas calçadas, paisagismo e um espaço de convivência e esportes sob o viaduto de acesso à Ponte Rio-Niterói. A promessa é de que tudo fique pronto até o fim de 2020.

O investimento nas obras, que virá de recursos próprios do município, ainda está sendo calculado e será divulgado após a finalização do projeto. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, serão apresentados dois orçamentos: um que contempla todas as intervenções anunciadas e outro que inclui a implantação da rede de fiação subterrânea.

Fonte: O Globo Niterói



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Nobel de Economia vai para dois americanos que defendem o desenvolvimento sustentável e combate às mdanças climáticas




Os americanos William D. Nordhaus (à esquerda) e Paul Romer venceram o Prêmio Nobem de Economia 2018 Foto: Reuters


Os modelos criados por William Nordhaus e Paul Romer ajudaram no desenvolvimento da economia, integrada ao combate às mudanças climáticas

O Globo e Agências internacionais

ESTOCOLMO — Os vencedores do Nobel de Economia de 2018 são William Nordhaus e Paul Romer. A dupla de norte-americanos levou o prêmio por seus trabalhos que integram inovação tecnológica e mudança climática com crescimento econômico sustentável, anunciou a Academia Real de Ciências da Suécia nesta segunda-feira.

William Nordhaus e Paul Romer projetaram métodos que abordam questões fundamentais, como criar crescimento econômico sustentado e sustentável em longo prazo, segundo o comitê do Prêmio Nobel. Os modelos que Nordhaus e Romer criaram ajudaram no desenvolvimento do crescimento econômico e no combate às mudanças climáticas.

"Na sua essência, a economia lida com a gestão de recursos escassos. A natureza dita as principais restrições ao crescimento econômico e nosso conhecimento determina quão bem lidamos com essas restrições. Os laureados deste ano, William Nordhaus e Paul Romer, ampliaram significativamente o escopo da análise econômica ao construir modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o conhecimento", diz a nota da Academia.

Nordhaus é professor do Departamento de Economia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O economista fez estudos que mostram que o meio mais eficiente para resolver os problemas causados pelas emissões de gases é aplicar um imposto global a todos os países.

Paul M. Romer examinou a forma como os economistas podem alcançar uma taxa saudável de crescimento econômico. Criador da Teoria do Crescimento Endógeno, se destaca por levar em conta inovações tecnológicas em suas análises. A Academia Sueca destaca que sua pesquisa "mostra que é o acúmulo de ideias que sustenta o crescimento econômico de longo prazo".

Romer defende que as mudanças que têm mais impacto para o progresso são as que acontecem nas cidades - e não as decorrentes das grandes decisões nacionais. Seu modelo preferido é o das vizinhas Hong Kong e Shenzhen, metrópoles chinesas onde foram aplicadas políticas que aceleraram seu desenvolvimento e acabaram por transformar o país.

ACADEMIA PREMIOU O PIONEIRISMO, DIZ ESPECIALISTA

O economista José Eli da Veiga, professor da USP e autor de diversos livros sobre desenvolvimento sustentável, estuda o tema há mais de três décadas. Acredita que pesou sobre a decisão de conceder o prêmio a estes dois economistas o fato de serem pioneiros nos temas que estudam. Foi também uma forma de sinalizar que não só é importante buscar o crescimento sustentável, mas perseguir o desenvolvimento econômico, mesmo por aqueles países que praticamente anularam suas taxas de pobreza e não sofrem com o desemprego.

- Só conceder o prêmio ao Nordhaus poderia parecer algo muito ambientalista. Ao premiar o Romer, eles quiseram enfatizar que o crescimento ainda é necessário. Há uma corrente de economias que defende que países nórdicos e outros da Europa, que praticamente não têm pobreza e nem grande problema de desemprego, poderiam ganhar mais se não tivessem esse compromisso de ter um PIB em crescimento. Mas a Academia sinalizou que devem continuar buscando o crescimento sim - avalia José Eli.

Fonte: O Globo 









domingo, 7 de outubro de 2018

NOVA ALAMEDA: Alameda São Boaventura será reurbanizada, ganhará ciclovias e paisagismo



Calçadas acessíveis e um novo paisagismo também estão dentro do projeto que prevê investimentos na ordem de R$ 90 milhões. Edital será divulgado em novembro. Foto: Divulgação

Lucas Schuenck

Com início previsto para 2019, obra promete alterar dinâmica urbana de uma das mais importantes vias de Niterói

Trazer a Alameda São Boaventura para o século 21. Este é o objetivo do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, com o projeto de revitalização total da movimentada via da cidade que, segundo ele, precisa de cuidados há anos. O projeto, que está em fase final de elaboração, tem previsão de início para o primeiro quadrimestre de 2019 e conclusão no segundo semestre de 2020. Entre as melhorias que serão implementadas, estão um novo corredor de transporte, implementação de ciclovia nos dois sentidos, calçadas acessíveis, novo paisagismo e macrodrenagem da bacia do canal que corta a via.

Segundo Neves, os cidadãos do bairro do Fonseca, que é cortado pela Alameda São Boaventura, poderão contar, a partir das intervenções, com mais segurança e conforto. “Implementaremos iluminação de LED em toda a extensão da via, modernizaremos as estações, deixando-as mais confortáveis, construiremos bicicletários, além de instalar câmeras e um sistema eletrônico inovador que vai permitir que o cidadão solicite a parada do ônibus ao chegar na estação, evitando que todas as conduções entrem necessariamente nelas, o que ajudará no trânsito. Além disso, iremos promover obras de acessibilidade nas calçadas. É uma total reformulação da Alameda”, declarou.


O projeto contempla uma quadra poliesportiva que será construída embaixo do viaduto do Ponto Cem Réis. Foto: Divulgação


A secretária Maria Martins, moradora do Fonseca de 43 anos, acredita que a prioridade na região é solucionar o problema das enchentes. “Toda a Alameda enche durante uma chuva, em especial próximo à Av. João Brasil, que já passou por obras e não melhorou”, reclamou.

Ao tomar ciência das reivindicações feitas por Martins, Neves disse em entrevista que mitigará os problemas, mas que a questão é agravada por fatores ambientais. “Nós teremos um novo sistema de drenagem com a revitalização, que vai melhorar e reduzir o problema, mas temos que entender que esta é uma realidade do século 21, com fenômenos ambientais que aumentam os níveis dos rios e são propícios para as enchentes. Nosso compromisso é reduzir, com a implementação dos melhores sistemas possíveis, os impactos deste tipo”, explicou.

O prefeito também se compromete a incluir opções sustentáveis para a mobilidade urbana, ao construir ciclovias dos dois lados da movimentada via. Hoje, a Alameda São Boaventura recebe, por dia, 25 mil veículos. Em horários de pico, cerca de três mil e 300 veículos cruzam a via por hora. “Iremos fazer uma ciclovia unidirecional de cada lado da Alameda. Com isto, iremos reduzir a emissão de poluentes e integrar o bairro do Fonseca na malha cicloviária da cidade”, ressaltou Rodrigo Neves.


Implementação de ciclovias unidirecional nos dois sentidos para melhorar e integrar a malha cicloviária da cidade. Foto: Divulgação

Neves destacou que as obras serão feitas utilizando, em parte, recursos provenientes dos royalties do petróleo, que se somarão a receitas de impostos municipais. O prefeito, que também revelou que a possibilidade de enterrar a fiação elétrica ao longo da via está sendo estudada, afirmou que a iniciativa faz parte de uma nova onda de investimentos da cidade.

“Nós temos trabalhado, nos últimos quatro anos, pela recuperação dos espaços públicos para que os cidadãos se apropriem deles. Fizemos isto no teatro popular, reserva cultural e nos skateparks do Horto do Fonseca e de São Francisco, por exemplo. Queremos melhorar a mobilidade, propiciar uma melhor performance dos transportes e melhorar a qualidade urbana da cidade”, afirmou.

O projeto também prevê a construção de uma quadra poliesportiva que será construída na área localizada embaixo do viaduto do Ponto Cem Réis. Segundo Vicente Temperini, secretário municipal de Obras, a “Nova Alameda” contará com melhorias que transcenderão a estética. Queremos melhorar não só o visual, como mais áreas verdes e a acústica da via”, disse.

A partir da revitalização da Alameda São Boaventura, Rodrigo Neves também acredita que o segmento de negócios será aprimorado na região. Segundo ele, o bairro tem um posicionamento chave na cidade: tem fácil acesso ao Rio, está perto de São Gonçalo, Região Oceânica e Icaraí. O prefeito também alerta que, para a melhoria efetiva na mobilidade urbana, o próximo governador precisa desenvolver um projeto de BRT ligando os municípios de Itaboraí e São Gonçalo ao terminal João Goulart, o que diminuirá o número de ônibus que transitam na Alameda.

Até o momento estão previstos investimentos da ordem de R$ 90 milhões para obras. O valor pode aumentar, entretanto, caso medidas como o enterramento da rede elétrica sejam adotadas. O edital para a seleção da empreiteira será divulgado em novembro. 

Fonte: O Fluminense

 










sábado, 6 de outubro de 2018

SAÚDE EM NITERÓI: Médico de Família chega ao Boa Vista





O novo módulo vai oferecer assistência a 1.446 pessoas

A Prefeitura de Niterói entregou, neste sexta-feira pela manhã, a unidade do Médico de Família Ítalo Gomes, no Morro do Boa Vista, em São Lourenço. No ano em que o programa completa 26 anos de sua implantação, o município atinge cobertura de atendimento de 80,5% da população mais vulnerável.

O novo módulo vai oferecer assistência a 1.446 pessoas, que serão atendidas por uma equipe composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde.

A unidade conta com dois consultórios, salas de pré-consulta, vacina, nebulização, curativo, coleta de sangue, dispensação de medicamento e arquivo.

Durante visita ao novo módulo, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que a ampliação da cobertura do programa aproxima o município da meta de, até 2020, consolidar o Médico de Família de Niterói como um dos melhores do país.

“Desde 2013, estamos ampliando os investimentos em Saúde na cidade. Reabrimos e inauguramos uma nova emergência no Getulinho, construímos o novo Mário Monteiro, entregamos uma nova Policlínica no Largo da Batalha, pegamos o Médico de Família em crise e o recuperamos. Esse é um programa muito importante para prevenção às doenças e promoção da saúde, fundamental para a melhoria dos indicadores de Saúde na região do Boa Vista e de São Lourenço”, pontuou.

A secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos, explicou que a equipe do novo módulo começa a fazer o cadastro e setorização da população.

“O Médico de Família é um serviço de atenção integral, para cuidar da saúde das famílias. Desde 2013, quando assumimos um município com 62% de cobertura, investimos na expansão da cobertura do programa. Atualmente são mais de 200 mil pessoas cadastradas. É gratificante oferecer, depois de 17 anos, esse serviço tão necessário para a população do Boa Vista”, detalhou.

A unidade faz homenagem a Ítalo Gomes, um dos mais importantes nomes do movimento comunitário niteroiense. Presidente da Associação de Moradores do Boa Vista, Sérgio Guedes comemorou a chegada do módulo à comunidade.

Fonte: O Fluminense










Exercício para todos os gostos: Niterói tem opções de atividades gratuitas ao ar livre



Grupo Patinar alegra a alma se reúne no Caminho Niemeyer para a prática Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo


Grupos se reúnem em espaços públicos, como MAC e Caminho Niemeyer, e criam comunidades que se encontram semanalmente

Daniela Kalicheski
NITERÓI - Patinação, ioga, aula de ginástica, de dança e tai chi chuan. Quem sempre teve vontade de praticar uma dessas atividades, mas dava como desculpa a falta de companhia ou de dinheiro, pode começar a se movimentar. Escolha qual dessas turmas têm mais a ver com seu estilo de vida e aproveite o clima favorável da primavera que acabou de chegar para fazê-las ao ar livre, em lugares e equipamentos públicos. E o que é melhor: sem ter que pagar nada pelas aulas.

Ginástica para a terceira idade é ministrada na Praia de Icaraí Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Há um ano, aos domingos, o compromisso de Carla Môça é com os patins e com o grupo Patinar Alegra a Alma, que ela ajudou a criar. Ela viu no hobby um escape para um problema de saúde, e a atividade que começou sem muitas pretensões hoje reúne cerca de 50 pessoas, de todas as idades, no Caminho Niemeyer.

— Minha filha começou a patinar com o grupo por conta de uma amiga da escola. Eu e minha mulher fomos incentivados por ela e passamos a ir juntos. Eu era sedentário e até parei de fumar — diz Leonardo Cidreira, um dos mais novos membros do Patinar. 


Aulas de street dance são dadas na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno Foto: Divulgação

Os iniciantes acima de 4 anos podem ter aulas com o instrutor Marcello Jin, no Projeto Patins Street São Francisco. Para participar, basta ter os patins. As aulas são gratuitas, mas contribuições voluntárias são aceitas para manutenção do equipamento de segurança oferecido por Jin.

Costão da Praia de Itacoatiara recebe aula de ioga Foto: Divulgação

Mas se você está numa vibe menos radical, o Projeto Gugu oferece aulas de ginástica para a terceira idade (mas todos podem participar) em locais públicos. A Praia de Icaraí é um dos pontos mais badalados, mas os encontros são realizados em outros 36 endereços.

Na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento, tem aulas street dance, ministradas pelo grupo Wolf Crew. E se o foco é numa atividade em que mente e corpo estejam em harmonia, toda sexta, a Praia de Itacoatiara, junto ao Costão, reúne praticantes de ioga, orientados por Bia Cecchetti. Já no pátio do MAC e no Horto de Itaipu, o ToTAO ministra aulas de tai chi chuan.


Tai chi chuan é oferecido no pátio do MAC. Foto: Divulgação

— É uma arte marcial que desenvolve a saúde e o bem-estar. Boa para coordenação, equilíbrio e consciência corporal — lista Chain Whan, responsável pelas aulas no MAC.

Confira a agenda:

Ginástica para a terceira idade do Projeto Gugu. De segunda a sexta-feira, às 7h; e aos sábados e domingos, às 8h30m, na Praia de Icaraí e em mais 36 pontos da cidade. A programação completa pode ser conferida no facebook.com/projetogugu. Livre.

Grupo Patinar alegra a alma. Aos domingos (excepcionalmente neste, não haverá encontro devido às eleições) no Caminho Niemeyer, no Centro. O horário deve ser confirmado na página do Instagram @patinaralegraaalma. Livre.

Patins Street São Francisco. Sábados (excepcionalmente amanhã não haverá encontro), às 9h, no Skate Park Carlos Alberto Parizzi, em São Francisco. Informações: 96932-2840. A partir dos 4 anos.

Street dance com grupo Wolf Crew. Terças-feiras, às 10h e às 14h, na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento. Outras informações: 2610-5748. A partir dos 11 anos.

Tai chi chuan com o grupo ToTAO. Sábados, às 8h, no Horto de Itaipu; e aos domingos, às 8h30m, no MAC, na Boa Viagem. Outras informações: 98686-2311. Livre.

Yoga Suksma. Sextas-feiras, às 7h30m, na Praia de Itacoatiara, na areia, junto ao Costão. Informações na página do Instagram @bia.yoga. Livre.

Fonte: O Globo