quarta-feira, 20 de setembro de 2017

SAÚDE EM NITERÓI: Getulinho realizará cirurgias na área de otorrinolaringologia



Prefeito Rodrigo Neves anunciou que cirurgias de otorrinolaringologia terão início em outubro. Foto: Luciana Carneiro/Prefeitura de Niterói



Procedimentos terão início no mês de outubro. Prefeito visitou a unidade de saúde

A Prefeitura de Niterói deu continuidade, nesta quarta-feira (20), a mais uma edição do projeto Prefeitura Móvel, no Horto do Fonseca, Zona Norte da cidade. Até sexta-feira (22), de 8h às 17h, o prefeito Rodrigo Neves e secretários municipais vão atender a população, realizar reuniões e apresentar projetos para a região. Pela manhã, o chefe do Executivo esteve no Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, acompanhado do secretário executivo Axel Grael, onde anunciou que a unidade começará a realizar cirurgias na especialidade de otorrinolaringologia a partir de outubro.

“Desde que o Getulinho foi reaberto, em 2013, já foram realizados mais de 500 mil procedimentos na emergência. É uma prova do atendimento de excelência que o hospital tem hoje para a população de Niterói”, afirmou o prefeito.

O Getulinho tem atualmente cirurgias eletivas nas especialidades de cirurgia pediátrica geral, ortopedia e cirurgia plástica. Kátia Moreira Lima, costureira, 35 anos, mãe de três filhos, conta que se sente segura com a assistência do hospital.

"Gosto muito do atendimento do Getulinho, os profissionais são atenciosos e fazem um ótimo trabalho. Toda vez que meus filhos precisam eu venho direto ao hospital", conta Kátia.

A secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos, acompanhou o prefeito na visita.

"Nesta visita com o prefeito conversamos com a equipe e os familiares dos pacientes. Visitamos todo o atendimento e o CTI verificando o excelente trabalho realizado na unidade", declara a secretária, lembrando que a unidade faz aniversário este mês.

Rodrigo Oliveira, diretor do hospital, falou do empenho dos profissionais.

"A equipe realiza um ótimo trabalho para população de Niterói. Estou feliz em receber o prefeito hoje e poder demonstrar os serviços e a forma de atendimentos aos pacientes que melhora a cada dia que passa", destaca o diretor.

Fonte: O Fluminense








NITERÓI CONTRA QUEIMADAS: Incêndio consome área verde do PARNIT



O fogo está atingindo as proximidades do Túnel Charitas-Cafubá. Marcelo Feitosa



David Tavares

Corpo de Bombeiros atuou durante todo o dia no combate às chamas

Um incêndio de grandes proporções que teve início na manhã desta quarta-feira (20), atingiu parte do Morro da Viração, reserva florestal que faz parte do Parque da Cidade, em Charitas, Zona Sul de Niterói. As chamas começaram por volta das 10h, se espalhando rapidamente na localidade devido ao vento e ao forte calor que atinge a cidade – o fogo começou nas proximidades do Túnel Charitas-Cafubá.

Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local desde o início para o controle do fogo. Até o início da noite desta quarta, equipes ainda trabalhavam nos últimos focos do incêndio que teve sua origem de baixo para cima da elevação, diminuindo, desta forma, segundo os bombeiros, o risco das chamas atingirem as residências da região. Os quartéis de Niterói e Charitas atuaram na ocorrência, que também contou com o apoio de um helicóptero.


Foto de Paulo Roberto Araújo.


Ainda não há proporção do quanto foi consumido pelas chamas e nem como elas tiveram início. Os bombeiros contam com o apoio da Prefeitura de Niterói, como a Defesa Civil, o Núcleo de Defesa Civil Contra Queimadas (Nudec Queimadas) e Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, além da Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Civil Municipal. Procurado, o Corpo de Bombeiros não informou que tipo de intervenções ou monitoramento será feito na área nesta quinta-feira.

A cidade está em situação de alto risco para a ocorrência e propagação de incêndios em áreas protegidas e de vegetação urbana, segundo a Defesa Municipal, desde a última segunda-feira. Segundo o Centro de Monitoramento e Operações da Defesa Civil de Niterói, a partir da Seção de Meteorologia, as atuais condições meteorológicas, constituídas de elevada temperatura e baixa umidade relativa do ar, aumentam a vulnerabilidade para a ocorrência de incêndios em vegetação no município.

Programa – A Defesa Civil municipal – com o apoio de seus voluntários da Clin e Corpo de Bombeiros Militar – implementou o programa Niterói Contra Queimadas. Esse programa consiste em medidas de monitoramento, prevenção e apoio às equipes de combate aos focos de incêndio.

Além de destruir a vegetação, as queimadas também podem danificar residências, comércios e indústrias, além de causar prejuízos como destruição da fauna local, empobrecimento do solo, redução da qualidade do ar e aumento da temperatura local.

A Prefeitura de Niterói solicita que, caso a população verifique a prática criminosa de queimadas ou demais focos de incêndio em vegetação, entre em contato com o Corpo de bombeiros – 193 e com a Defesa Civil – 199. A ligação é gratuita.

Temperatura – Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a temperatura máxima chegou aos 32 graus nesta quarta-feira, com ventos moderados, o que pode ter contribuído para a propagação das chamas na região. Para esta quinta-feira (21), a previsão é de que a mínima fique em 16 e a máxima em 33 graus, com ventos de fracos a moderados.

Fonte: O Fluminense



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Voluntariado

Defesa Civil de Niterói







terça-feira, 19 de setembro de 2017

Segundo dia do Prefeitura Móvel no Fonseca tem anúncio de investimentos na Teixeira de Freitas



O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou a UMEI Regina Leite Garcia e a Clínica da Família da localidade. Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói.



Declaração foi feita pelo prefeito Rodrigo Neves durante a Prefeitura Móvel, no Fonseca

A Prefeitura de Niterói deu prosseguimento, nesta terça-feira (19), a mais uma edição do projeto Prefeitura Móvel, no Horto do Fonseca, Zona Norte da cidade. Até sexta-feira (22), de 8h às 17h, o prefeito Rodrigo Neves e secretários municipais vão atender a população, realizar reuniões e apresentar projetos para a região. Pela manhã, o chefe do Executivo esteve na Teixeira de Freitas, onde fez uma visita à Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Regina Leite Garcia. Em seguida, esteve na Clínica da Família da localidade,

O prefeito Rodrigo Neves também apresentou aos moradores o projeto de construção de uma quadra poliesportiva, com vestiários e arquibancada, em um terreno ao lado da Umei Regina Leite Garcia. Além disso, o prefeito anunciou a cobertura e urbanização do canal que corta o bairro, com a criação de uma área de lazer com equipamentos de ginástica para a terceira idade e brinquedos. Os dois editais deverão ser lançados na semana que vem.

“São investimentos que mudam a vida das pessoas. Esses projetos vão transformar a Teixeira de Freitas em um lugar melhor para viver. Teremos um espaço de convivência para os moradores do bairro em uma área que estava degradada e também um ginásio onde a juventude poderá praticar esportes”, afirmou o prefeito.

Para o presidente da Associação de Moradores da Teixeira de Freitas, Márcio Viana, essas obras eram aguardadas há tempos pelos moradores da região. “Nós não tínhamos nada. Somente na atual gestão as coisas começaram a acontecer para a Zona Norte. São investimentos esperados há 40 anos que estão se tornando realidade”.

O prefeito Rodrigo Neves também almoçou com lideranças comunitárias do Fonseca. Ele anunciou que visitará várias comunidades da região até sexta-feira, anunciando investimentos e verificando as principais reivindicações das comunidades.

“Estamos com uma agenda forte durante toda a semana. Temos muito trabalho a fazer, mas me sinto em casa aqui. Não é esforço, é um prazer. Assumimos em 2013 em uma situação muito difícil, com a cidade quebrada, o Getulinho fechado, sem coleta de lixo. Mas temos o orgulho de ter recolocado a cidade nos trilhos. Niterói hoje é uma ilha de estabilidade, um exemplo para outras cidades”, declarou.

O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Bagueira, ressaltou que a preocupação com o cidadão é um diferencial na atual gestão. “Em um momento de crise, temos o anúncio de obras. Niterói está muito à frente. Estou no meu sétimo mandato, já vivenciei muita coisa, e percebo esse cuidado do prefeito Rodrigo Neves com toda a população da cidade”.

Presente ao almoço, o presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói, Manuel Amâncio dos Santos, ressaltou a disponibilidade da atual gestão para ouvir as demandas das lideranças comunitárias. “Em Niterói o prefeito está sempre presente, pronto para escutar o cidadão”, opinou.

Estiveram presentes ainda os secretários Giovanna Victer (Planejamento), Vitor Júnior (Governo), Flávia Monteiro de Barros (Educação), Maria Célia Vasconcellos (Saúde), Vicente Temperini (Obras), Dayse Monassa (Conservação e Serviços Públicos), além do presidente da Emusa, Reinaldo Pereira e do vereador Bira Marques.


Fonte: Prefeitura de Niterói











DEFESA CIVIL: Niterói em risco de incêndio em vegetação até segunda-feira





Nesta terça-feira (19/09), permanecemos com o RISCO ALTO DE FOGO EM VEGETAÇÃO NA CIDADE DE NITERÓI devido á persistência de um sistema de alta pressão. Esse sistema mantém a condição de céu claro, temperaturas elevadas e umidade relativa do ar baixa, principalmente no período da tarde.

Essas condições mantém a vegetação seca e assim favorecem a propagação de incêndios em vegetação no município.

Por isso, a Defesa Civil conta com o apoio de todos neste trabalho contra as queimadas. É importante orientar os seus vizinhos e toda a comunidade sobre os seguintes cuidados a serem tomados:

- Não queime lixo e não deixe que outras pessoas façam o mesmo;
- Converse com o autor da queimada sobre os prejuízos desta prática e de sua proibição em lei.
- Não solte balões;
- Não jogue guimba de cigarro aceso próximo a vegetação;
- Algumas práticas religiosas utilizam velas ou materiais que possam provocar um princípio de incêndio no ambiente.

Sendo assim, assegure-se quanto ao risco no local e evite a propagação de incêndios.

Ajude a preservar as áreas verdes da nossa cidade.

🔥 Estas condições devem permanecer pelo menos até segunda-feira (25/09)


Fonte: Defesa Civil de Niterói











Administração da Unilasalle veleja nas águas do Projeto Grael



“Flutuantes imagens desaguam / os instantes / O vento e a vela / me levam distante...”


A música eternizada por Maria Bethânia retrata o rio São Francisco, mas bem poderia estar se referindo aos barcos que cortam a Baía de Guanabara pelo Projeto Grael. Fundado pelos irmãos campeões olímpicos, Torben e Lars Grael, a iniciativa visa fornecer a estudantes da rede pública de ensino a oportunidade de conhecerem e, quem sabe, se tornarem atletas de vela. Essa foi a história que os alunos do 8º período de Administração puderam conhecer de perto, em visita técnica na véspera do feriado da Independência.

A ida a Jurujuba complementou os conteúdos vistos em sala de aula, na disciplina “Gestão Ambiental”, ministrada por Adriana Gonzaga. O trabalho da equipe à frente do Instituto Rumo Náutico, que viabiliza o projeto, dialoga com o objetivo da matéria, aproximando os estudantes já no fim da formação do escopo ambiental, econômico e social.

Confira em fotos como foi a visita:




  

Fonte: Unilasalle








segunda-feira, 18 de setembro de 2017

IPEA lança livro sobre Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil





O livro “A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil” já está disponível no nosso portal!

Acesse agora e entenda sobre essa política, que foi desenvolvida a partir da vontade da própria sociedade! Afinal, a ideia é fomentar um modelo de desenvolvimento sustentável, em prol da população e do meio ambiente.

Download gratuito: goo.gl/zjYYZU

Fonte: IPEA







CULTURA EM NITERÓI: Cinema brasileiro terá museu interativo



Depois do MAC, já consagrado como cartão-postal internacional, Niterói se prepara para ter um dos mais modernos museus interativos do país

Imagem de como será o salão principal do museu, que vai juntar história e modernidade - Divulgação


Depois do MAC, já consagrado como cartão-postal internacional, Niterói se prepara para ter um dos mais modernos museus interativos do país. O Museu do Cinema Brasleiro, planejado no início dos anos 2000 mas esquecido por 15 anos, já está com projeto pronto e, o mais importante, agora tem dinheiro para ficar de pé.

O museu vai funcionar no segundo piso do Rolo, prédio anexo ao Reserva Cultural — também desenhado por Oscar Niemeyer — e única parte do complexo que não foi ocupada. O dinheiro veio de uma emenda de R$ 1,5 milhão do deputado federal Chico D’Angelo, assinada dias atrás, três semanas depois da visita do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, a Niterói.

Sá Leitão, que foi diretor do Ancine e presidente da RioFilme, ficou encantado com o projeto. O museu é todo interativo e é inevitável a comparação com os geniais museus do Futebol e da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo.

Um vídeo de pouco mais de três minutos, em 3D, passeia pelo espaço e antecipa o que o público poderá ver. O prédio, em formato redondo, terá uma grande sala no centro e dezenas de telas com trechos de filmes, galeria de personagens, cartazes e linha do tempo da história do cinema, em que o público poderá selecionar as produções por década.

Em volta do salão principal, há salas de exibição, simulação de sets de filmagem, câmeras usadas em diferentes épocas e ilhas de edição, tanto da era digital quanto de antigamente. Há ainda salas sobre curtas-metragens e documentários. Em todos os espaços, a ideia é que o público interaja e se sinta participando da produção de um filme.

Nos próximos meses, a prefeitura vai lançar a licitação para as obras do museu. Paralelamente, um conjunto de medidas, em parceria com o Ministério da Cultura, pretende estimular o setor audiovisual na cidade. Entre elas está o incentivo para que Niterói seja usada como locação para produções nacionais e internacionais.


Fonte: O Globo











Niterói renova acordo de cooperação com cidade chinesa de Jiaxing






Representantes de Jiaxing com o Prefeito Rodrigo Neves e o secretário executivo da prefeitura, Axel Grael. Foto: Luciana Carneiro.



Entre as áreas contempladas na colaboração, estão o comércio, desenvolvimento econômico e educação

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, recebeu, no início da tarde desta segunda-feira (18), representantes da cidade chinesa Jiaxing. O objetivo do encontro é reforçar os laços entre aquela cidade e Niterói, estabelecidos no início dos anos 2000, com a assinatura de um acordo de cooperação mútua.

Em 2002, os prefeitos de Jiaxing, Cheb Jiayuan e Niterói, Godofredo Pinto, assinaram um memorando de intenções tornando as duas cidades irmãs. Após um período de afastamento, a missão pretende retomar esses laços e o acordo de cooperação que havia sido firmado.


Aluno da Escola Estadual Joaquim Gomes de Souza, que possui ensino bilíngue Português-Mandarim, conversa com integrante da Delegação da cidade de Jiaxing. Foto Axel Grael.




A beleza da arquitetura da Casa da Princesa, no Preventório, onde funciona a Escola Estadual Brasil China Joaquim Gomes de Souza. Fotos Axel Grael


Entre as propostas estão a cooperação nas áreas de comércio, investimentos, cultura, meio ambiente, desenvolvimento econômico e educação. De acordo com os integrantes da delegação, uma das iniciativas já adotadas pelos chineses foi a adoção do futebol como prática nas escolas daquele país.

“É gratificante receber uma delegação chinesa de uma cidade-irmã. Vamos estreitar esses laços e tenho certeza que essa aproximação será benéfica e muito produtiva para nós”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

O prefeito também recebeu os cumprimentos da chefe da delegação de Jiaxing, Jingqi Zhu, e foi convidado a visitar a cidade chinesa no próximo ano.

Além do encontro com o prefeito, o grupo participou fez uma apresentação oficial da missão no Solar do Jambeiro para o secretário executivo da prefeitura, Axel Grael e seguiu para conhecer alguns dos pontos turísticos de Niterói, como o Parque da Cidade, a escola Joaquim Gomes de Souza, em Charitas, onde são ministradas aulas de mandarim.

Fonte: O Fluminense










Pesquisa aponta queda de 70% na produção de castanha-da-amazônia



Foto: Rafael Rocha

Foto: Lúcia Wadt

Foto: SOUZA, Síglia Regina


A safra de castanha-da-amazônia, também conhecida como castanha-do-pará ou castanha-do-brasil, registrou neste ano uma redução de cerca de 70% em relação a 2016. A produção esperada, segundo pesquisadores da Embrapa que atuam na Amazônia, é de 10 mil toneladas, enquanto as últimas médias anuais vinham variando entre 20 mil e 40 mil toneladas. A queda da produção fez o preço da lata (11 Kg) da castanha, que em 2016 custou em média R$ 50, saltar para R$ 120 nas florestas de algumas regiões. Pesquisadores apontam alterações no regime de chuvas como a principal causa dessa queda.

No início da década de 1990, a produção brasileira de castanha alcançou seu ápice e chegou a aproximadamente 50 mil toneladas. Até 2003, a produção oscilou entre 20 mil e 40 mil toneladas, com picos de queda em 1992 e 1996 e de alta em 1995 e 2000. O preço da castanha é um forte motivador para que os extrativistas entrem nas florestas e coletem os frutos. Em muitas áreas distantes e de difícil acesso, só compensa coletar a castanha a partir de um determinado preço, pois a atividade exige esforço. “Assim, acredita-se que a variação na produção em alguns anos pode ter tido relação com o preço praticado nos mercados locais”, afirma a pesquisadora da Embrapa Rondônia Lúcia Wadt.

Na década de 1990, até meados dos anos 2000, uma lata de castanha era vendida pelo extrativista por aproximadamente 3,7 dólares, com pouca variação naquele período. A partir de 2005, houve uma valorização crescente da castanha-da-amazônia. De 2005 a 2011, o preço de uma lata ficou em torno de 16 reais, ou 8 dólares, com alterações para mais e para menos. A partir daí, observaram-se valores crescentes, como R$ 20 em 2013, R$ 30 em 2015 e R$ 50 em 2016.

Nesta última safra, em 2017, a castanha-da-amazônia praticamente sumiu do mercado, o que fez com que seu preço disparasse, chegando a valores de até R$ 120 a lata nas florestas do Acre e do Mato Grosso. No sul do Amapá, um hectolitro (5 latas) chegou a ser comercializado por R$ 750. “A valorização observada nesta safra é reflexo da queda brusca na produção, que aconteceu em um momento de crescimento do mercado”, analisa o pesquisador da Embrapa Amapá Marcelino Guedes. Há relatos de extrativistas, que coletam a castanha há décadas, de que nunca viram algo assim.

Na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, são muitos os casos de prejuízos. Severino da Silva Brito conta que, das 250 latas de castanha que costuma coletar, neste ano ele só conseguiu 13. Uma queda de quase 95%, o que impactou diretamente na renda da família. “Nunca tinha visto isso. Em 50 anos, esta é a primeira vez que cai tanto a produção. São quase 11 mil reais que deixei de arrecadar este ano com a venda da castanha”, relata.

A impressão dos extrativistas foi confirmada pelos estudos científicos. A Embrapa, por meio da Rede Kamukaia, desenvolve pesquisas sobre a castanheira-da-amazônia em parcelas permanentes, nas quais a produção de frutos é monitorada desde 2007, em mais de 1.200 castanheiras nos estados do Acre, Roraima, Mato Grosso e Amapá. Essas parcelas são de nove hectares, e foram mapeadas todas as castanheiras com diâmetro na altura do peito (DAP) maior que dez centímetros e monitorada a produção em todas as castanheiras na fase adulta, ou seja, que iniciaram a produção. Os frutos dessas árvores adultas são contados uma ou duas vezes ao ano, na época da safra.

Durante o período do monitoramento, foram observados picos de alta e de baixa produção, alternando entre locais, conforme o gráfico abaixo. Os anos de 2012 e 2015 tiveram alta produção e pelo menos um local registrou queda nesses anos. Os anos de 2008, 2011 e 2013 foram de queda na produção, mas houve locais em que a produção aumentou nesse período. “O fato é que oscilações são naturais, no geral uma região compensa a outra e o mercado não é tão afetado como observamos nesta safra de 2017”, comenta a pesquisadora Lúcia Wadt.


Produção média de frutos da castanheira medida nas parcelas permanentes da Rede Kamukaia, no período de 2007 a 2017.


Nesta safra, também houve variações entre os locais do estudo. Por exemplo, queda de 25% no Acre, de 96% no Amapá e de até 99% em Roraima. O que chama a atenção dos pesquisadores é que, sem exceção, na safra de 2017, todos os locais apresentaram queda considerável na produção, fato que nunca havia sido registrado.

Cadê a castanha?

Existem várias especulações sobre quais fenômenos podem ter ocasionado o sumiço da castanha-da-amazônia das prateleiras. Alguns dizem que é o desmatamento que está acabando com as florestas, outros consideram que os polinizadores estão sumindo porque as florestas estão sendo alteradas ou eliminadas. Pesquisadores da Rede Kamukaia ressaltam, porém, que de um ano para o outro não se perdeu 70% das castanheiras e também não houve nada que pudesse justificar a falta de polinizadores nessa proporção. A equipe acredita que alterações no regime de chuvas tenham sido o principal causador desse fenômeno.

Estudos ainda estão sendo feitos, mas o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Hélio Tonini lembra que a chuva no início da formação dos frutos é muito importante para o seu desenvolvimento, e eles levam até 15 meses para serem formados. Então, a produção da safra de 2017 foi formada no segundo semestre (verão amazônico) de 2015, um ano de forte influência do El Niño, quando houve atraso no período das chuvas em alguns locais da Amazônia e seca extrema em outros, como em Roraima e no Amapá. “Em Macapá, foram mais de 100 dias sem chuva no verão de 2015, o que pode ter afetado também o florescimento das castanheiras”, lembra o pesquisador Marcelino Guedes.

Outro argumento importante para relacionar o evento ocorrido com questões climáticas é a escala em que o fenômeno foi observado. A forte queda na produção aconteceu em toda a Amazônia brasileira, com relatos de ocorrência também em países vizinhos. “Nenhum outro fator poderia afetar de maneira simultânea uma área tão grande”, reforça a pesquisadora da Embrapa Roraima Patrícia da Costa.

Muitas cooperativas e associações estão preocupadas com o que ocorreu, mas observações de campo realizadas pelos pesquisadores já indicam que a próxima safra deve ser boa. Ainda não se sabe o que vai acontecer nos anos subsequentes, mas, para Lúcia Wadt, é fundamental manter pesquisas constantes a fim de verificar quais fatores são mais determinantes na produção, além de prever fenômenos como este de 2017 e definir alternativas para superar ou enfrentar os impactos.

Renata Silva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia
Imprensa.rondonia@embrapa.br
Telefone: (69) 3219-5041

Priscila Viudes (Mtb 030/MS)
Embrapa Acre
Imprensa.acre@embrapa.br
Telefone: (68) 3212-3250

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa