terça-feira, 21 de novembro de 2017

DEFESA DOS ANIMAIS: Refúgio biológico em Itaipu tem reprodução inédita de onças-pintadas



A fêmea é a Nena (preta); o macho é o Valente (pintado). Divulgação



O nascimento dos bebês-o​​nças ocorreu apenas três meses depois da aproximação entre os pais

31/12/2016 11:03:22 - ATUALIZADA ÀS 31/12/2016 11:22:29
O DIA


Paraná - O Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (Paraná), registrou a primeira reprodução em cativeiro de onças-pintadas. Dois filhotes nasceram nesta semana, entre a tarde de quarta-feira, e a manhã de quinta.

O nascimento dos bebês-o​​nças, ocorreu apenas três meses depois da aproximação entre Valente, antigo morador do Refúgio, e a recém-chegada Nena, procedente da divisa do Mato Grosso do Sul e Goiás.

A reprodução da espécie era um sonho antigo dos profissionais do Refúgio. O Bela Vista já é referência em reprodução de outros animais, como a harpia, o veado-bororó e a anta. O nascimento das onças confirma que esta época é um período fértil no Refúgio, onde atualmente as harpias, por exemplo, estão se reproduzindo. Seis ovos estão sendo chocados.

Pretinhos

Os dois filhotes de onça passam bem. Eles são melânicos, isto é, sua cor é preta, como a da mãe. Mas, embora ​​Nena seja preta e Valente seja pintado, a diferença é só uma questão de pigmentação, em função da quantidade de melanina. Ambas as onças são da mesma espécie (Panthera onca).

Para garantir a integridade dos bebês-onças e evitar estresse da mãe, só a partir da semana que vem serão feitas imagens dos animais. Se tudo der certo, já em março a mãe com os filhotes serão expostos para visitação. Atualmente, só Valente é mantido na área de visitantes do recinto das onças que integra o circuito turístico.

​​Conquista

Desde duas semanas atrás, quando Nena estava apresentando mais evidências que um possível nascimento estava próximo, ela foi retirada do recinto principal, para se preparar para a chegada dos bebês. Agora, a mamãe-onça e os filhos estão em uma maternidade isolada no Zoológico Roberto Ribas Lange, onde recebem todos os cuidados.

Para o médico-veterinário Wanderlei de Moraes, essa é uma das principais conquistas da unidade. A primeira esperança de reproduçãoda espécie começou há 14 anos, com a chegada da onça Juma, que mais tarde se descobriu ter problemas de infertilidade (que já não tinha mais idade para se reproduzir).

​​Em extinção

Em todo o Brasil, Nena e Valente são o único casal de onças-pintadas da Bacia do Rio Paraná mantido em cativeiro. A maioria dos casais atualmente em cativeiro tem como origem a Amazônia.

Quando Nena chegou, em setembro, os profissionais da unidade de conservação foram bastante prudentes. Eles trabalhavam com a expectativa de que os primeiros filhotes fossem gerados em um ano.

A antecipação do prazo traz esperança de nascimento de mais onças-pintadas, espécie em processo de extinção na natureza. A única reserva de grande porte no Sul do País que abriga a espécie é o Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina, onde estão as Cataratas.

​​Histórico

A onça-preta fêmea foi doada à unidade de conservação pelo Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada, de Goiás. Em idade fértil, a nova integrante do plantel de Itaipu foi sendo gradativamente introduzida no recinto da onça-pintada macho Valente, para que se acostumassem um com o outro.

Valente, capturado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul, na divisa com São Paulo, tem nove anos de idade e Nena, três. Ela é a sexta onça recebida pelo Refúgio mantido pela Itaipu Binacional. Primeiro veio Juma, em 2002. Depois, Tonhão, Valente e Teka (também conhecida como Beyonça). E em setembro, junto com Nena, chegou também uma onça-pintada macho, que tem a mesma idade dela. Estrela do Refúgio desde que havia chegado ao local, Juma morreu no começo deste ano. Tonhão e Teka foram conduzidos para outros zoológicos.

Refúgio

O Refúgio Biológico Bela Vista está Instalado em uma área de 1.908 hectares na margem brasileira da usina, em Foz do Iguaçu (PR). O espaço reúne hoje a maior diversidade de espécies da flora e da fauna regional, muitas delas ameaçadas de extinção. O plantel de Itaipu conta com mais de 380 animais. O local é aberto à visitação. Moradores de Foz do Iguaçu, dos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu e da região das três fronteiras não pagam para conhecer o atrativo.

Mais do que uma atração turística, o Refúgio Biológico de Itaipu é um importante centro de pesquisas e desenvolvimento de projetos, que recebe especialistas do mundo inteiro.


Fonte: O Dia













DEFESA DOS ANIMAIS: Força-tarefa para ajudar os animais



Passagens suspensas são essenciais nas estradas para a travessia tranquila de todos os animais. Divulgação


Biólogo faz monitoramento em rodovia para resgatar bichos silvestres e limpar a estrada

19/11/2017 07:00:05
GUSTAVO RIBEIRO

Rio - Números alarmantes de animais silvestres vítimas de atropelamento nas estradas fluminenses estão preocupando biólogos. Pesquisadores que monitoram a RJ-122, que liga Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, registram as mortes de 700 a 1.000 animais atropelados por ano já foram achadas até 15 carcaças em um dia. Em 180 quilômetros da BR-040, entre Minas Gerais e o Rio, foram registrados 705 atropelamentos só em 2017.

O biólogo Marcelo Pereira da Costa faz há dois anos, por conta própria, o monitoramento nos 36 quilômetros da RJ-122, com apoio de uma equipe. O grupo concluiu que a maior parte dos bichos vitimados são mamíferos (42%), 37% são aves, 16%, répteis, e 5%, anfíbios. Segundo Costa, pesquisas feitas com caminhoneiros na região apontam que a maioria dos atropelamentos envolvendo cobras e serpentes é proposital e os demais casos tendem a ser acidentais.

"As cobras são estigmatizadas. Relatos de caminhoneiros revelam que, quando veem uma cobra, não hesitam em passar por cima. Mas quando se deparam com bichos mais 'fofinhos', como tamanduá-mirim e preguiça, eles param o carro, tentam deslocar o animal para a mata e não passam por cima", diz o biólogo.

Para reduzir os índices, Costa apela para que os motoristas prestem mais atenção na estrada e respeitem os limites de velocidade. Ele também recomenda evitar jogar lixo na via, já que muitos animais atravessam ou voam em busca de alimento. O biólogo cobra ainda ações do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), responsável pela RJ-122. "A 122 tem algumas placas, mas estão destruídas pelo tempo e pelo homem. Também é necessário construir cercas, passagens suspensas e subterrâneas para a travessia dos animais", ressalta.
De duas a três vezes por semana, dois observadores saem para fazer o monitoramento na RJ-122 em um carro. Trechos com maior incidência são monitorados a pé. As carcaças são removidas para evitar que outros animais se desloquem até a estrada para se alimentar, correndo o risco de serem atropelados em cascata.

Na BR-040, o trabalho é realizado 24 horas por dia por inspetores contratados pela concessionária Concer. O projeto possui ainda uma equipe técnica especializada composta por bióloga e auxiliar. Segundo a Concer, os animais mais vitimados na rodovia são o gambá-de-orelha-preta e o ouriço-cacheiro.

Fonte: O Dia 













Jeffrey D. Sachs: "A era da sustentabilidade". Sachs defende cinco grandes transformações lideradas pelas universidades



Economista norte-americano destaca papel dos engenheiros e a importância das universidades e centros de pesquisa na busca pelo desenvolvimento sustentável. Veja vídeo com a palestra realizada na FAPESP (foto: Felipe Maeda / Agência FAPESP)


Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – “Precisamos de engenheiros trabalhando em questões referentes ao desenvolvimento sustentável, pois são problemas sistêmicos que precisam de um novo desenho para serem superados”, disse o economista norte-americano Jeffrey Sachs, em palestra realizada no dia 17 de novembro, no auditório da FAPESP.

Para o renomado professor da Columbia University, no caminho do desenvolvimento sustentável, o mundo também precisa de cinco grandes transformações e é só com o auxílio de universidades e de centros de pesquisa que elas poderão se tornar realidade.

As cinco grandes transformações são: descarbonização da energia; uso sustentável do solo; desenvolvimento de cidades sustentáveis; instituição de serviços públicos de qualidade (saúde e educação); e a criação de institutos de pesquisa que auxiliem nessa transformação geral da sociedade.

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As cinco grandes transformações são:
  • descarbonização da energia;
  • uso sustentável do solo;
  • desenvolvimento de cidades sustentáveis;
  • instituição de serviços públicos de qualidade (saúde e educação);
  • e a criação de institutos de pesquisa que auxiliem nessa transformação geral da sociedade.

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“Sem a ciência, não saberíamos o que está acontecendo conosco. Mas é preciso fazer uma distinção entre ciência básica e ciência aplicada. Por isso, precisamos de engenheiros. São eles que desenvolvem coisas, sejam tecnologias, ferramentas, softwares, hardwares, ideias ou máquinas. Parte do que precisamos agora são engenheiros que possam desenhar um novo sistema de baixo carbono, de energia, de água”, disse.

“Precisamos ter uma visão dos desafios do desenvolvimento sustentável não só como atividade que mereça o tratamento de mercado, mas também como atividade de bem público, que precisa de governos, da filantropia e que imponha taxas maiores a empresas e pessoas ricas, para que seja possível pagar pela agricultura sustentável ou pelos sistemas de energia sustentável, por exemplo”, disse.

As universidades seriam os locais ideais para que essas transformações se tornem realidade. “Elas são ótimos lugares para fazer esse progresso. O problema é que geralmente as universidades não são organizadas por problemas sociais, mas por disciplinas. Isso é bom, pois parte do sucesso das universidades se baseia nessa divisão, mas também é preciso que pessoas de diferentes áreas trabalhem juntas em equipes multidisciplinares”, disse.

Sachs destaca que as universidades precisam pensar em novas formas de envolver os estudantes não apenas em aulas ou disciplinas, mas na solução de problemas de alto nível. “Recomendo, ainda, que uma cidade como São Paulo se aproxime de suas universidades e diga: ‘Olha, precisamos alcançar as metas de desenvolvimento sustentável, que tipo de sistema de transporte, de energia, de uso do solo podemos desenhar? Como resolver a desigualdade entre os bairros?’. E, a partir desse diálogo, fazerem planos”, disse.

Sachs está à frente de discussões sobre liderança em desenvolvimento sustentável há décadas, sendo considerado, inclusive, uma das forças motrizes por trás da criação dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, plano que antecedeu os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs). “Tínhamos cerca de 300 objetivos que concentramos em 17”, disse.

Além de autor de grandes sucessos editoriais – como O fim da pobreza, publicado em 2005, e A era do desenvolvimento sustentável (2015) –, Sachs tem atuado como assessor especial dos três últimos secretários-gerais da Organização das Nações Unidas (ONU): Kofi Annan, Ban Ki-Moon e o atual António Guterres.

Sachs alerta que o mundo corre o risco da irreversibilidade. “Um exemplo é que estamos perdendo muitas espécies, que não vão voltar como fizeram em Jurassic Park”, disse.

Para ele, dos três pilares que sustentam o desenvolvimento sustentável –econômico, social e ambiental – o ambiental é o mais difícil de ser resolvido. “Porque ele é irreversível e não temos como atingir os outros dois pilares sem ele”, disse.

Gilberto Câmara, membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), comentou que a palestra de Sachs na FAPESP é mais um sinal de um momento importante na história da Fundação.

“O fato de Sachs aceitar o convite para vir aqui e falar ao público de São Paulo, depois de termos conversado na COP em Paris, é marcante e demonstra a importância das atividades da FAPESP e da preocupação em financiar iniciativas para o desenvolvimento sustentável”, disse.





Fonte: Agência FAPESP







domingo, 19 de novembro de 2017

GESTÃO PÚBLICA: Mais controle e transparência para as prestações de contas



Cristiane assumiu na última sexta-feira (10) a implantação da Controladoria. Foto: Divulgação



Prefeitura de Niterói dá início à implantação da Controladoria-Geral do Município

Com o objetivo de ampliar as ações de controle no Município, a subsecretária de Controle, Cristiane Mara Rodrigues Marcelino, assumiu na última sexta-feira (10) a implantação da Controladoria-Geral do Município (CGM). A principal atribuição da CGM será o Controle Interno de todos os órgãos e entidades do Poder Executivo municipal, além de ficar responsável pela Transparência, auxiliar o Controle Externo, avaliar previamente os processos licitatórios, analisar as prestações de contas e realizar auditorias. O órgão irá assistir diretamente o prefeito, com independência e autonomia, contando inclusive com estrutura física e orçamento próprios. A previsão é que em julho a Controladoria esteja totalmente implantada.

“Niterói já tem um controle efetivo, muita coisa foi implantada nesses quatro anos. Pretendo ampliar e fortalecer o sistema de controle, que engloba o controle central e a rede de controle dentro de cada órgão. A meta é que cada secretaria e autarquia tenham um controle fortalecido, para que os processos cheguem na CGM já embasados legalmente”, explica Cristiane, informando que o momento é de transição, preparação da estrutura física e elaboração e realização de concurso para novos funcionários.

Entre os projetos para a área estão trazer a Ouvidoria do Município para a Controladoria, integrando-a com as iniciativas de Transparência, e fortalecer as auditorias operacionais.

“A Controladoria trabalhará opinando e orientando os gestores públicos a fazerem políticas públicas legais e mais eficientes. Tudo isso se reflete gerando estabilidade para garantir um ambiente bom para negócios e investimentos, atraindo novos investidores, consolidação e melhoria das regulações e dos controles públicos existentes e, como consequência, proteção dos cidadãos, organizações e servidores do Município contra incertezas, riscos e custos”, esclarece.


Fonte: O Fluminense











SAÚDE EM NITERÓI: Getulinho realiza primeira cirurgia otorrinolaringológica



Novo Getulinho, hospital pediátrico da Prefeitura de Niterói.


17/11/2017 – O Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca, já está oferecendo cirurgias na especialidade de otorrinolaringologia. No último dia 6, a unidade realizou seu primeiro procedimento nesta área, uma parceria entre a Prefeitura de Niterói e o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). A Fundação Municipal de Saúde já realizou 296 cirurgias eletivas no local apenas este ano.

O menino Kauã das Chagas Gonçalves, de 10 anos, precisou fazer a cirurgia porque apresentava, desde os quatro anos de idade, nariz entupido, dificuldades para respirar, e dores de garganta. De acordo com mãe, a empregada doméstica Francisca das Chagas Paixão, a equipe do Hospital Antônio Pedro identificou o problema e encaminhou para o Getulinho realizar a cirurgia.

“Graças ao trabalho das equipes ocorreu tudo bem e meu filho já está em casa se recuperando. É muito importante ter um hospital para as crianças com essa qualidade, principalmente para quem não tem condições de pagar por um plano de saúde”, elogiou Francisca, aproveitando para avaliar o antes e depois do novo Getulinho. “Notei uma grande diferença no espaço, a estrutura do hospital está muito boa”, elogiou.

A secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos, lembra que o hospital recebeu um investimento de mais de R$ 20 milhões da Prefeitura de Niterói para a realização da reforma e ampliação.

“Todos os investimentos do governo municipal nos possibilitaram ampliar os serviços à população que agora pode contar também com cirurgias de otorrino. Hoje temos uma estrutura completa com excelente assistência de ambulatório, emergência, enfermaria, CTI e centro cirúrgico. Este novo serviço era uma antiga demanda da população e dos profissionais”, afirma a secretária.

Cirurgias – Apenas esse ano, 296 crianças já foram operadas no novo Centro Cirúrgico do Getulinho, sendo que 23% são de outros municípios. A unidade realiza cirurgias eletivas nas especialidades de cirurgia pediátrica geral, ortopedia e cirurgia plástica. A nova emergência já realizou mais de 500 mil procedimentos.

O Centro Cirúrgico conta com três salas cirúrgicas, sala de anestesia, posto de enfermagem, quatro leitos de sala de recuperação pós-anestésicas (RPA), seis leitos de pós-operatório, sala administrativa e sala de estar da equipe. Já o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) possui dez leitos.

Diretor do hospital, Rodrigo Oliveira, destaca a importância da parceria com o HUAP e as melhorias após a reforma da estrutura da unidade.

“A primeira cirurgia de otorrino no Getulinho é mais um ganho da reestruturação do Getulinho iniciada em 2013, com a reabertura da emergência. Agora, com a nova estrutura do hospital e equipamentos de primeira linha estamos conseguindo progressivamente ampliar a oferta e qualificar o atendimento à população de Niterói. Importante dizer que este projeto é inovador também porque é a continuidade da parceria entre Prefeitura e a UFF, e nesta parceria os médicos residentes de otorrino do Huap somam esforços com a equipe de enfermagem e anestesista do Getulinho para ampliar o acesso destes procedimentos a população de Niterói”, destaca Rodrigo.

Encaminhamento – As cirurgias realizadas no Getulinho são eletivas, ou seja, procedimentos de baixa e média complexidade, onde se consegue escolher a melhor data para se realizar o procedimento, sem caráter de urgência ou emergência.

“A criança chega ao hospital, através da central de regulação, com suspeita de caso cirúrgico e logo é avaliada pelo cirurgião. Caso tenha indicação, é feita uma pré-consulta para que esteja apta a receber o procedimento. Realizada a intervenção, a criança recebe alta no mesmo dia. Dessa maneira conseguimos aumentar a dinâmica de cirurgias da unidade”, esclarece o diretor da unidade.

Hospital – Atualmente, além da emergência pediátrica, o hospital possui ambulatório com atendimento nas especialidades de ortopedia, cardiologia, odontologia, anemia falciforme, hematologia, nefrologia, pneumologia, otorrino, alergia, cirurgia plástica, neurologia e endocrinologia. Sua estrutura também conta com CTI e Centro Cirúrgico com 19 tipos diferentes de cirurgias eletivas.

A equipe é multiprofissional, composta por médicos pediatras, socorristas, intensivistas e especialistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, técnicos de aparelho gessado e de radiologia, lactaristas, além da equipe de apoio administrativo, ouvidoria, engenharia clínica, manutenção predial e serviços gerais. Os médicos especialistas que fazem o ambulatório, também são responsáveis pelo parecer dos pacientes internados na unidade. O hospital também realiza exames laboratoriais, ecocardiograma, radiologia, transfusão de sangue, ultrassonografia e eletrocardiograma.

A unidade oferece também o serviço de “Pedagogia Hospitalar” (profissionais que desenvolvem ações educacionais com crianças e adolescentes internados), além de grupos de voluntários e de “Contadores de Histórias”. O Getulinho conta também com o serviço de residência para alunos de medicina, assistência social e enfermagem da UFF.

A emergência do Getulinho foi fechada em 2011 e reaberta em janeiro de 2013, logo assim que a nova gestão assumiu a Prefeitura de Niterói. Em um primeiro momento, a assistência médica aconteceu em um hospital de campanha, que realizou 25 mil atendimentos em quase cinco meses. Depois, o atendimento passou para a emergência provisória, que realizou todos os serviços de urgência e emergência durante a construção da nova unidade.


Fonte: Prefeitura de Niterói











RESTAURAÇÃO FLORESTAL: Niterói fará plantio de 12 mil mudas de espécies da Mata Atlântica



Reflorestamento no Morro da Boa Vista. Foto Luciana Carneiro.


17/11/2017 – A Prefeitura de Niterói dá início, em dezembro, à reposição florestal para compensação ambiental pelas obras da Transoceânica. Ao todo, serão plantadas cerca de 12.500 mudas de Mata Atlântica, em 48 mil metros quadrados de áreas da Montanha da Viração, que integra o Parnit (Parque Municipal de Niterói - Unidade de Conservação de Proteção Integral).

A empresa que executará os serviços já foi anunciada, o contrato para execução do serviço, assinado, e em dezembro começa o plantio em áreas de Jurujuba e Charitas, na Zona Sua da cidade. Serão plantadas mudas de espécies como araçás, aroeiras e camboatá. A manutenção da área será feita por 4 anos após o plantio.

A expectativa é de que a recomposição florestal contribua para a diminuição dos riscos de propagação de incêndios florestais e promova o uso e ocupação do solo de forma adequada, evitando o crescimento urbano desordenado.

O secretário municipal de Meio Ambiente de Niterói, Eurico Toledo, explicou que, para escolha dos trechos de plantio, foi feito um estudo de todas as áreas do Parnit que foram impactadas com a obra. Ele ainda frisou que a reposição faz parte de uma série de iniciativas municipais ligadas à sustentabilidade.

“Esse replantio dá continuidade ao trabalho feito pela Prefeitura para compensação ambiental pelas intervenções feitas na cidade, e reafirma o compromisso da atual gestão com o meio ambiente”, pontuou.

A TransOceânica é um projeto de sustentabilidade urbana baseado no transporte coletivo que tem na sua concepção a redução no número de deslocamentos em transportes individuais e, consequentemente, a redução de emissão de carbono. A intervenção prevê uma série de cuidados com o meio ambiente durante a execução da obra e após a conclusão, sendo todos voltados para uma cidade mais sustentável.

Fonte: Prefeitura de Niterói








sábado, 18 de novembro de 2017

MATA ATLÂNTICA: Estado do Rio se aproxima da criação de nova unidade de conservação



Comentário:

Mais uma importante contribuição do deputado Carlos Minc​. A nova unidade de conservação protegerá o corredor ecológico que une o Parque Nacional da Serra dos Órgãos à Reserva Biológica do Tinguá. Todas essas áreas são importantes áreas de Mata Atlântica remanescentes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e seu entorno.

Axel Grael


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Estado do Rio se aproxima da criação de nova unidade de conservação

Proteção da Mata Atlântica pode ganhar um reforço com nova unidade de conservação. Foto: Bruno Aguiar/WikiParques



Nesta segunda-feira (13/11), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei nº 3.158/14, que cria o Refúgio de Vida Silvestre Estadual da Serra da Estrela. A nova unidade de conservação localizada entre os municípios de Duque de Caxias e Magé, na Baixada Fluminense, e Petrópolis, na Região Serrana, seria um importante reforço para conservação da Mata Atlântica no estado. Com 4.378 hectares, o Refúgio ajudaria também a criar um corredor entre outras duas unidades: o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) e a Reserva Biológica do Tinguá (RJ).

De acordo com informações da Alerj, o projeto recebeu duas emendas no plenário, a primeira com relação a manutenção e proteção das comunidades quilombolas presentes dentro do Refúgio, e a segunda para estabelecer que mudanças dos limites da unidade só poderão ser feitas através de projetos de lei. O texto da lei de criação do Refúgio, com adendo das emendas, ainda voltará para votação no plenário com a redação final. Depois disso, depende apenas da sanção do governador do Rio de Janeiro, Luiz Pezão, para ser oficializada.

Mapa com os limites iniciais propostos para unidade, quando a ideia ainda era criar um parque. Fonte: Alerj


A expectativa do autor da proposta, o deputado Carlos Minc, é de que o governador aprove o projeto, uma vez que o projeto foi amplamente discutido com a sociedade e com o próprio Governo do Estado. “Realizamos três audiências públicas na região e ouvimos as demandas da população local. A área de Mata Atlântica fluminense compreendida dentro do Refúgio precisa ser preservada por ter diversas espécies raras, ameaçadas e endêmicas”, justificou Minc.

A ideia inicial era criar um parque, mas a necessidade da regularização fundiária, um processo longo e custoso, desviou os esforços para outra categoria de unidade de conservação. Um Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) pode ser constituído por áreas particulares, desde que o proprietário compatibilize seu uso com os objetivos da unidade. Dentro dos limites propostos para a REVIS, além de áreas particulares, está uma propriedade da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), que também não precisará ser regularizada. A visitação pública é permitida em refúgios, assim como em parques.

Fonte: Wikiparques







Sarney Filho anuncia planos para biocombustíveis e recuperação florestal na COP do Clima



Ministro Sarney Filho durante discurso para o segmento de alto nível da COP.


Giovana Girardi

Em meio a críticas por internamente o País estar defendendo expansão dos subsídios a petróleo e gás, ministro destaca em sua fala a chefes de estados e ministros a queda do desmatamento e projetos para recuperação de 12 milhões de hectares e incentivo a bionergia


BONN – O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, se direcionou nesta quinta-feira, 16, à plenária de alto nível presente à Conferência do Clima da ONU, em Bonn, anunciando novos planos de ações do País para o combate às mudanças climáticas.

Um deles é o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), publicado na quarta-feira no Diário Oficial da União, que dá as diretrizes para a recuperação de 12 milhões de hectares. O outro é um projeto de lei que acaba de ser enviado ao Congresso estabelecendo uma nova política nacional de biocombustíveis, o RenovaBio.

O Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), publicado na quarta-feira no Diário Oficial da União, que dá as diretrizes para a recuperação de 12 milhões de hectares.

Este projeto deve ser detalhado em um outro evento no final do dia na conferência sobre a Plataforma Biofuturo, que reúne Brasil e mais 19 países em prol da bioenergia.

“Nosso desafio é promover, cada vez mais, o desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo, adaptar nossa sociedade e os meios produtivos a um cenário cada vez mais impactado pela mudança do clima”, disse Sarney Filho.


"ONGs brasileiras e internacionais" criticaram o Brasil "por, internamente, estar assumindo uma posição diferente da apresentada em Bonn".


O pronunciamento do ministro se deu um dia após o País ser criticado por ONGs brasileiras e internacionais por, internamente, estar assumindo uma posição diferente da apresentada em Bonn. As organizações se referem à Medida Provisória 795 que tramita no Congresso com o objetivo de conceder mais subsídios à indústria de petróleo e gás, o que rendeu ao Brasil o irônico prêmio “Fóssil do Dia”.

Essa MP tem uma previsão de representar, ao longo de 25 anos, uma renúncia fiscal que pode chegar a R$ 1 trilhão. O Renovabio, por outro lado, não traz uma previsão clara de investimentos ou subsídios.


Medida Provisória 795 que tramita no Congresso com o objetivo de conceder mais subsídios à indústria de petróleo e gás (...) tem uma previsão de representar, ao longo de 25 anos, uma renúncia fiscal que pode chegar a R$ 1 trilhão.

Sarney Filho não se pronunciou hoje em seu discurso sobre a MP, nem ontem sobre o prêmio, mas já tinha dito achar a MP um “absurdo completo”. Ele destacou a queda recente de 16% na taxa de desmatamento da Amazônia e de 28% no corte dentro de unidades de conservação e lembrou a meta brasileira junto ao Acordo de Paris. Também reafirmou que o Brasil é candidato a ser sede da conferência de 2019.

“Vamos atingir e, se possível, superar essas metas, sem abrir mão da geração de empregos, do aumento da produtividade e da retomada do crescimento econômico. As áreas prioritárias para nossa ação são a agropecuária sustentável, as energias renováveis e o combate ao desmatamento. Em cada setor, temos ações específicas que abrem novas oportunidades de negócios e de investimentos de longo prazo, em linha com o objetivo traçado”, afirmou.

Ao contrário do ano passado, na conferência de Marrakesh, em que Sarney disse que o Brasil poderia fazer pelo clima se tivesse apoio financeiro e pediu ajuda internacional para cumprir a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada – jargão para as metas do Acordo de Paris), neste ano ele foi mais sutil.

“Nossa extensa pauta de ações, cuja implementação é fundamental para a agenda climática global, precisa de “investimentos verdes”, com oportunidades para a mobilização de recursos de todas as fontes, para criar o modelo de desenvolvimento que almejamos e de que necessitamos nas próximas décadas”, declarou ao final de seu discurso.

* A repórter viaja como bolsista do fellowship Climate Change Media Partnership




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Niterói

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Calçadão de Piratininga: atrás de uma solução definitiva




Resultado do estudo deverá ser apresentado em 2018. Foto: Marcelo Feitosa



Niterói se prepara para definir projetos de revitalização do calçadão da Praia de Piratininga, destruído pelo mar

A Prefeitura de Niterói vai dar início ao estudo de modelagem da orla para a revitalização do calçadão da Praia de Piratininga, na Região Oceânica da cidade. O levantamento estudará a dinâmica de correntes e ondas, a topografia, o ecossistema e fará simulação dos impactos da orla de Piratininga. A previsão é de que o resultado do estudo seja apresentado em 2018.

Há mais de 20 anos, o trecho da Região Oceânica sofre com destruição em função das ressacas marítimas. O Executivo se prepara para elaborar uma solução definitiva para o antigo problema, sem abrir possibilidade de que futuras intervenções voltem a ser destruídas, como aconteceu em períodos anteriores. O objetivo do estudo, que fará a modelagem matemática da orla para posterior detalhamento do projeto, é simular o comportamento da praia provocado por determinados tipos de intervenções.

O secretário Executivo de Niterói, Axel Grael, explicou que a estrutura antiga do calçadão, com paredes verticais, era muito vulnerável, uma vez que não dissipava a força das ondas. Ele lembrou que as intervenções serão feitas em etapas.

“Está sendo feito um primeiro levantamento sobre a orla, e a partir dele será feito um comparativo entre alternativas tecnológicas para solução do problema. Importante dizer que esse processo tem que ser feito com responsabilidade, sem margem para erro”, ressaltou.

A partir do resultado desses estudos, será definido se é o caso de fazer, por exemplo, o recife artificial e, caso seja, que tipo, posição e distância deverá ter da praia. Outra opção de intervenção é o engordamento artificial da praia. O levantamento orientará, ainda, a reconstrução do calçadão e mostrará se o alinhamento dele precisa ser recuado. O projeto apresentado anteriormente para o calçadão ainda não está descartado, e será validado ou não pela modelagem.

Fonte: O Fluminense