Mostrando postagens com marcador Transparência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transparência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de junho de 2026

TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL - Apenas 13% dos municípios têm plano climático publicado

Transcrevemos, a seguir, texto publicado pelo site da organização Transparência Internacional Brasil, sobre estudo realizado sobre os planos climáticos municipais no Brasil. 

----------------------------------------------------------


Adaptação climática nos municípios: apenas 13% têm plano publicado

As enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 deixaram um rastro de destruição em municípios como Canoas — que, segundo dados coletados em 2025, mais de um ano após a tragédia, ainda não tinha Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil publicado. Imagem: Reprodução/TV Brasil.

Nota técnica da Transparência Internacional – Brasil avaliou 233 municípios em oito estados em 2025 e encontrou lacunas graves em planejamento, participação e comunicação climática.

RESUMO:
  • Em 2025, 233 municípios de oito estados foram avaliados quanto à transparência em adaptação climática
  • 75,1% dos municípios avaliados concentram-se nas faixas “ruim” e “péssimo”
  • Apenas 30 dos 233 municípios avaliados (12,9%) possuem e publicam Plano de Adaptação à Mudança do Clima
  • 92,3% dos municípios avaliados não têm registros de audiências ou consultas públicas sobre mudanças climáticas
  • A nota técnica traz recomendações para prefeituras e organizações da sociedade civil
Alagamentos, deslizamentos, ondas de calor, secas prolongadas. Os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e mais intensos no Brasil, e são os municípios que respondem diretamente à população quando eles ocorrem. Mas o quanto as prefeituras planejam, comunicam e abrem espaço para a participação da sociedade nessa agenda?

Em contextos de baixa transparência e fragilidade institucional desses entes, aumentam os riscos de má gestão de recursos, ineficiência e corrupção, comprometendo a capacidade do poder público de antecipar riscos, coordenar respostas e proteger a população.

Análise da Transparência Internacional – Brasil, produzida com dados coletados em 2025, avaliou 233 municípios em oito estados e a resposta é preocupante: a maioria tem desempenho classificado como “ruim” ou “péssimo” em transparência e governança climática (acesse a nota técnica no final do texto). Os resultados não representam um retrato de todo o país, mas apontam tendências relevantes em territórios de diferentes portes, regiões e realidades institucionais.

Os dados foram apresentados no Diálogos ITGP, webinar realizado na manhã desta terça-feira (2 de junho), que reuniu servidores públicos, membros de órgãos de controle, especialistas e representantes da sociedade civil para debater caminhos concretos para fortalecer a adaptação climática nos municípios brasileiros. Participaram do evento Natália Aguiar Mol, da Plataforma Climativa, que apoia prefeituras na construção de sua governança climática; Pedro Christ, analista do Departamento de Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, que apresentou exemplos do apoio oferecido a municípios por meio da plataforma AdaptaCidades; e Flávia Burmeister Martins, auditora do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, que trouxe a perspectiva de quem fiscaliza os entes públicos — incluindo a experiência gaúcha com as enchentes de abril e maio de 2024.

A nota técnica Transparência em Adaptação Climática em Governos Municipais foi apresentada durante o Diálogos ITGP de junho/2026.

O que foi avaliado

A nota técnica Transparência em Adaptação Climática em Governos Municipais tem como referência o Índice de Transparência e Governança Pública – Executivo Municipal, ferramenta da Transparência Internacional – Brasil que avalia e ranqueia a transparência, integridade e governança das prefeituras brasileiras com base em mais de 100 critérios, atribuindo notas de 0 a 100.

Em 2025, o índice incorporou pela primeira vez um módulo temático dedicado à adaptação climática, composto por 22 indicadores organizados em duas dimensões: Transparência e Governança, que verifica a existência e a publicação de planos, estruturas institucionais e sistemas de alerta; e Comunicação e Participação, que avalia colegiados, audiências públicas, núcleos comunitários e comunicação digital.

Os dados foram coletados entre março e setembro de 2025 a partir dos portais oficiais das prefeituras avaliadas, em oito estados das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste — Bahia, Espírito Santo, Pará, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A aplicação da metodologia foi conduzida por oito organizações da sociedade civil parceiras da Transparência Internacional – Brasil. Por se tratar da edição inaugural do módulo, os resultados de 2025 constituem a linha de base a partir da qual o progresso dos municípios avaliados será aferido nas edições seguintes.
O módulo mede transparência e práticas de governança publicadas nos portais municipais no período de coleta. Práticas existentes, mas não publicadas, não são capturadas pelo índice. Nota alta não implica política climática efetiva, assim como nota baixa não implica ausência de ação — apenas ausência de publicidade sobre ela.
Nota “ruim”: o diagnóstico geral

Os resultados de 2025 mostram desempenho médio de 27,6 pontos de 100 possíveis, com mediana de 23,5 — classificação “ruim” pela metodologia do índice. Três quartos dos municípios avaliados (75,1%) concentram-se nas faixas “péssimo” e “ruim”. Apenas seis municípios (2,6%) atingiram a classificação “ótimo” e 22 (9,4%) zeraram todos os 22 indicadores do módulo.

Base: 233 municípios avaliados no módulo Adaptação Climática.
Gráfico: Transparência Internacional - Brasil. Fonte: Índice de Transparência e Governança Pública 2025. Incorporar Download da imagem. Criado com Datawrapper

O padrão que emerge da análise revela um desequilíbrio entre as duas dimensões avaliadas. A dimensão Transparência e Governança registrou média de 39,6 pontos; a dimensão Comunicação e Participação ficou em apenas 15,7 pontos.

Os municípios avaliados têm mais sucesso em criar estruturas formais — como secretarias de meio ambiente e órgãos de defesa civil — do que em torná-las efetivas, transparentes e abertas à participação da sociedade.
Os municípios avaliados avançam de forma mais consistente na criação de estruturas institucionais formais do que na transparência sobre seu funcionamento e na abertura de espaços participativos para a sociedade.
A lacuna mais crítica: o plano de adaptação climática

O Plano Municipal de Adaptação à Mudança do Clima é o instrumento pelo qual o município identifica os riscos climáticos a que está exposto — secas, enchentes, deslizamentos, ondas de calor — e define ações, investimentos e responsabilidades institucionais para reduzir vulnerabilidades. Sem ele publicado, o cidadão não tem como saber se o município tem uma estratégia de adaptação, quais são suas prioridades e quem é responsável por executá-las.

Na avaliação de 2025, esse é o indicador com pior desempenho de todo o módulo: apenas 30 municípios (12,9% dos 233 avaliados) possuem e divulgam esse plano. Mais revelador ainda é o dado combinado: 179 municípios avaliados — 76,8% do total — não têm Plano de Adaptação Climática nem Plano Plurianual com metas de mudanças climáticas. Esses municípios operam sem qualquer instrumento formal de planejamento relacionado à agenda climática.

O Plano Clima – Adaptação, lançado pelo governo federal em março de 2026, estabelece que pelo menos 35% dos municípios brasileiros devem ter planos de adaptação climática até 2035. Os resultados de 2025 indicam o tamanho do esforço necessário para que essa meta seja alcançada.

Plano de adaptação e plano de contingência: qual é a diferença?

Os dois instrumentos são complementares, mas têm funções distintas. O Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil, conhecido como PLANCON, é operacional: define como o município vai responder quando um desastre já está em curso ou é iminente, com protocolos de ação, rotas de evacuação, localização de abrigos e critérios para declaração de emergência.

O Plano de Adaptação é estratégico e de médio e longo prazo: seu objetivo é reduzir as vulnerabilidades estruturais do território antes que os eventos ocorram. Na avaliação de 2025, 37,3% dos municípios avaliados publicam o PLANCON; 12,9% publicam o Plano de Adaptação.

Participação cidadã: o dado mais grave do módulo

Se o planejamento climático é deficiente, a participação cidadã é ainda mais escassa. O indicador com pior resultado de todo o módulo mede a realização e a divulgação de audiências e consultas públicas sobre mudanças climáticas e defesa civil: 92,3% dos municípios avaliados têm nota zero nesse quesito.

O dado é especialmente significativo porque o universo avaliado inclui capitais estaduais como Curitiba e Porto Alegre e municípios com estrutura administrativa consolidada. A ausência total desse tipo de mecanismo nesses contextos indica que a baixa realização de audiências públicas sobre mudanças climáticas não pode ser atribuída apenas à falta de capacidade técnica ou institucional.

Outros números do levantamento de 2025 reforçam o quadro: 
  • 86,7% dos municípios avaliados não possuem colegiado de mudanças climáticas ativo
  • 63,5% não possuem colegiado de defesa civil
  • 91% não divulgam informações sobre Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (os chamados Nupdecs)
  • 59,7% das prefeituras avaliadas não têm atividade mínima nas redes sociais sobre clima ou riscos de desastres
Estrutura existe; transparência, não

A análise de 2025 revela uma contradição recorrente: os municípios avaliados criam os órgãos, mas não publicam informações sobre eles. O órgão de meio ambiente existe em 78,1% dos municípios avaliados — o indicador com maior taxa de cumprimento de todo o módulo. O órgão de defesa civil está presente em 62,7%.

Mas a transparência sobre o funcionamento dessas estruturas é muito menor. Apenas 33,9% dos municípios com órgão de meio ambiente publicam integralmente seu organograma, funções e contato; no caso da defesa civil, esse percentual cai para 20,6%.

O mesmo padrão aparece nos colegiados: dos 58 municípios avaliados com colegiado de defesa civil ativo, 53,4% não divulgam absolutamente nenhuma informação sobre ele. O colegiado funciona, formalmente, mas o cidadão não sabe quem são os membros, quando se reúne nem como participar.

Há também uma diferença reveladora no planejamento orçamentário. O Plano Plurianual com metas de defesa civil existe em 42,1% dos municípios avaliados. Com metas explícitas de mudanças climáticas, esse percentual cai para 15%. A distância reflete que a agenda de resposta a desastres já está parcialmente incorporada ao planejamento municipal, mas a agenda de adaptação climática estrutural — com ações preventivas, de longo prazo e sistêmicas — ainda não foi traduzida em compromisso orçamentário pela grande maioria dos municípios analisados.

Recomendações para prefeituras e sociedade civil

A nota técnica apresenta um conjunto de recomendações para prefeituras e organizações da sociedade civil. Para as prefeituras, as prioridades incluem elaborar e publicar o Plano de Adaptação Climática, publicar os quatro planos setoriais com interface direta com o tema (Plano Diretor, Plano de Habitação de Interesse Social, Plano de Saneamento Básico e Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos), incorporar metas climáticas nos Planos Plurianuais, criar colegiados com participação da sociedade civil, divulgar informações sobre sistemas de alerta antecipado e manter comunicação digital ativa sobre riscos e adaptação.

Para a sociedade civil, a nota recomenda utilizar os dados do índice como ponto de partida para pedidos de acesso à informação, pressionar pela criação de colegiados climáticos com representação social e exigir a realização e a publicação de audiências públicas sobre planos de adaptação e contingência. Em municípios com pontuação zero ou muito baixa, a incidência mais efetiva começa pelos requisitos mais básicos: a publicação dos atos normativos dos órgãos de defesa civil e de meio ambiente e a divulgação de alertas antecipados de desastres.

Como o estudo foi construído

A avaliação foi conduzida por oito organizações da sociedade civil parceiras da Transparência Internacional – Brasil: Instituto Nossa Ilhéus (BA), Transparência Capixaba (ES), Observatório do Marajó (PA), Força Tarefa Popular (PI), Rede Curitiba Climática (PR), OSB São Leopoldo (RS), OSB Indaial (SC) e OSB São Paulo (SP). Cada organização aplicou a metodologia do índice nos municípios de seu território, com dados coletados entre março e setembro de 2025.

Os Diálogos ITGP são espaços de troca de experiências entre gestores públicos, sociedade civil e especialistas, baseados nas evidências produzidas pelo índice. Cada edição aprofunda um tema específico e gera recomendações práticas para estados e municípios. As edições anteriores abordaram transparência de emendas parlamentares, em dezembro de 2025, e transparência de obras públicas, em abril de 2026.

Fonte: Transparência Internacional - Brasil

Acesse o PDF do relatório.





domingo, 3 de agosto de 2025

Dicionário de Linguagem Simples da Prefeitura de Niterói supera mil verbetes sobre gestão pública

Em 2021, no primeiro ano da minha gestão como prefeito de Niterói, criamos o Laboratório de Inovação de Niterói - LabNit, através do Decreto 13.969/2021, O LabNit é vinculado à Escola de Governo e Gestão de Niterói - EGG, que por sua vez é vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, da qual fui secretário entre abril de 2019 e junho de 2020.

Uma das iniciativas do LabNit foi o Dicionário de Linguagem Simples, criado e disponibilizado em 2023, com o objetivo de facilitar a compreensão da terminologia técnica, jurídica, contábil e de gestão pública adotada na documentação e no acervo de estudos oferecidos pela Prefeitura e estimular o acesso do público em geral às informações do Portal de Transparência de Niterói, à legislação e outros acervos de interesse da cidadania.

Conforme o site da Prefeitura de Niterói, o Dicionário superou a marca de 1.000 verbetes disponibilizados e seguirá avançando.

Acesse o DICIONÁRIO DE LINGUAGEM SIMPLES

Parabéns à equipe da SEPLAG por manter mais essa iniciativa avançando.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Vice-Prefeito de Niterói (2013-2016)
Secretário Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG (2019-2020)


-----------------------------------------------------

Dicionário de Linguagem Simples da Prefeitura de Niterói supera mil termos sobre gestão pública


A Prefeitura de Niterói avançou em sua política de inovação na gestão pública. O Dicionário de Linguagem Simples, iniciativa coordenada pelo LabNit, vinculado à Escola de Governo e Gestão (EGG) e à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (SEPLAG), ultrapassou a marca de 1.000 termos simplificados, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para promover o acesso à informação e a comunicação inclusiva com a população.

A secretária de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (SEPLAG), Isadora Modesto, enfatiza a importância da ferramenta digital.

“O Dicionário de Linguagem Simples representa um avanço concreto na forma como nos comunicamos com a sociedade. Ao tornar mais claros os termos relacionados à administração pública, fortalecemos a gestão democrática e a relação do cidadão com o poder público. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais os termos tratados neste Dicionário”, afirmou a secretária.

A ferramenta foi criada em 2023 e já abrange doze assuntos da gestão pública: orçamento; documentos públicos; poupança dos royalties; impostos municipais como IPTU, ITBI e ISS; Nova Lei de Licitações e Contratos (NLLC); Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); avaliação de políticas públicas; Código de Trânsito Brasileiro; Lei Urbanística e contabilidade pública. Ainda este ano, o LabNit pretende acrescentar mais termos ao dicionário.

A diretora da Escola de Governo e Gestão de Niterói, Karyak Uzukê, destaca a importância desta iniciativa para a cidade.

“O Dicionário de Linguagem Simples mostra como a inovação pode ser aplicada para promover transparência e participação. Tornar a linguagem do governo mais acessível é uma maneira de ampliar o acesso a direitos e fortalecer a cidadania”, ressaltou Karyak Uzukê.

Cada termo disponível para consulta apresenta três opções de explicação: a “Definição Técnica”, que explica o conceito escrito de maneira formal e de acordo com as normas vigentes. A “Definição Simples”, que é uma adaptação simplificada do conceito. Além da opção “Linguagem Simples”, que é a forma mais básica e clara de entender o termo. No site, é possível fazer buscas, filtrar pelo assunto e ordenar por ordem alfabética, para facilitar ainda mais o acesso aos conceitos.

O Dicionário está disponível em https://egg.seplag.niteroi.rj.gov.br/dicionario-de-linguagem-simples/

Fonte: Prefeitura de Niterói



quarta-feira, 2 de julho de 2025

LONDRES TRANSFORMARÁ OXFORD STREET EM RUA PARA PEDESTRES


Um número crescente de cidades no mundo está adotando medidas efetivas de mitigação e adaptação climática e as providências têm contado com o apoio da população, consultada sobre as iniciativas. É o caso de Paris (França), Amsterdam (Países Baixos), Copenhague (Dinamarca), Melbourne (Austrália). No Brasil, Niterói foi a primeira cidade a criar uma Secretaria Municipal do Clima e é considerada um dos melhores exemplos de políticas climáticas locais. 

Saiba mais em CIDADES NA TRANSIÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA CLIMÁTICA: conheça a experiência de Niterói e de outras cidades 

No momento que a Europa passa por mais uma onda de calor, recebemos a mais nova notícia nesse sentido: a consulta pública feita pela Prefeitura de Londres para buscar apoio para transformar a Oxford Street - um dos pontos comerciais mais movimentados de Londres, em rua apenas para pedestres. A iniciativa segue o exemplo de outras cidades que estão retirando os automóveis das suas áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas. 

As imagens abaixo foram divulgadas pela página CarFreeNews, no Instagram, e mostram como está hoje e como ficará, de acordo com o material de divulgação da Prefeitura:

Como ficará a Oxford Street. Crédito: Mayor of London´s Office 

Situação atual da Oxford Street. Foto Wikipedia.

Situação atual. Foto AFP via Getty Images

Assim como ocorreu em outras cidades, a consulta à população londrina mostrou o apoio à medida, com 2/3 dos 6 mil moradores que responderam favoravelmente à mudança. 

Outras medidas

Apesar do acerto da medida a ser adotada, considerando as imagens divulgadas pela prefeitura londrina, e comparando com as iniciativas das outras cidades, principalmente Paris, que decidiu radicalizar no esverdeamento da sua área central, o projeto de Londres parece ter menos arborização e poderá ter efeito de adaptação climática menos eficiente.

A preocupação com o aumento da temperatura está presente também de outras formas na administração da cidade. Visitando o site da prefeitura (www.london.gov.uk/) encontramos uma pesquisa que está sendo desenvolvida pelo governo local. Veja aqui

PARIS: SAEM OS CARROS E CHEGAM MAIS ÁREAS VERDES

Place de Catalogne. Photographer: Pierre Crom/Getty Images Europe

Paris é vista como um grande exemplo de sustentabilidade urbana e políticas climáticas, tendo sido aderente ao planejamento climático desde 2007, quando surgiu o primeiro plano climático, que teve o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, incluindo uma meta de redução de 75% entre 2004 e 2050 e uma meta de curto prazo de 25% até 2020. Posteriormente, em 2012, o plano recebeu uma atualização até que em 2018, aprovou a Plano de Ação de Qualidade do Ar, Energia e Clima. 

A cidade passou a enfrentar a supremacia do automóvel, fez uma grande aposta no transporte coletivo e no transporte ativo, investimentos que ganharam impulso durante a preparação para sediar os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Desde 2020, trezentas ruas já foram fechadas para o automóvel, abrindo espaço para pedestres, ciclistas e áreas verdes. A prefeita Anne Hidalgo defende a ideia de uma cidade "bioclimática", com "plantas emergindo do teto dos prédios e nas praças públicas". Dois episódios recentes chamaram ainda mais a atenção para a determinação da cidade de Paris de alcançar a resiliência climática:

O primeiro episódio foi a aprovação pelo Conselho de Paris, em novembro de 2024, do Plano Climático 2024-2030, com a preocupação com as previsões de um aumento da temperatura da cidade nos próximos anos, com o trânsito e a poluição. Com a inspiradora palavra de ordem: "Mais rápido, mais justo e mais local", o plano declara guerra aos automóveis principalmente na área central da cidade, substituirá 60 mil vagas de estacionamento por espaços verdes, para pedestres e ciclovias, e também anunciou a implantação de 300 hectares de florestas urbanas até 2030, sendo que 10% já estará implantado até 2026. O objetivo é reduzir a poluição e enfrentar as ilhas de calor e os efeitos das ondas de calor que tem afetado a cidade de uma forma crescente. Também será possível evitar alagamentos, por permitir melhores soluções de drenagem e a infiltração no solo dos canteiros e áreas verdes.

O segundo episódio, foi no domingo, 23 de março, quando os parisienses aprovaram, num referendo, um salto a frente ainda maior: com 66% dos votos, os eleitores decidiram retirar o acesso dos carros em mais 500 ruas. O objetivo é fazer de 5 a 8 ruas por bairros para pedestres e áreas verdes e a população local dos bairros será consultada novamente para definir quais ruas. A prioridade é para as ruas onde existem escolas para incentivas o deslocamento dos alunos a pé ou de bike. A ideia geral é que a requalificação do espaço público aconteça numa proporção de 2/3 de áreas de calçadas e pavimentadas para 1/3 de áreas plantadas. Cada rua terá um orçamento médio de 500 mil euros.

A expectativa é que as novas árvores e áreas verdes reduzam a poluição do ar em 4%, além dos benefícios para a poluição sonora. Mas, a grande aposta é na retirada da circulação dos automóveis. Desde a época do Plano Haussmann, que modernizou Paris no século XIX, a prioridade da arborização urbana era para o embelezamento das ruas. A orientação do novo plano é para que haja uma maior diversidade de espécies e árvores que resistam à seca a ao calor intenso, oferecendo boa sombra para o conforto térmico.

Axel Grael


---------------------------------------------------------

Oxford Street will be pedestrianised as soon as possible, says London mayor

Sadiq Khan says regeneration plans for central London shopping street have received ‘overwhelming support’

Sadiq Khan said two-thirds of respondents backed the proposals to padestrianise Oxford Street. Photograph: Mayor of London/PA

Gwyn Topham Transport correspondent

Sadiq Khan has said he will pedestrianise Oxford Street “as quickly as possible”, after two in three respondents to a public consultation backed plans to ban traffic from London’s central shopping area.

The mayor’s office said there was “overwhelming public and business support” for the proposals to regenerate the street, whose lustre is slowly returning as department stores muscle back among the sweet and souvenir shops of dubious repute.

More than 6,600 businesses, individuals and groups responded to the formal consultation on plans announced last year that included full pedestrianisation of a 0.7-mile strip west from Great Portland Street; improving the area; and allowing street cafes and outdoor events.

Khan said: “Oxford Street has suffered over many years, so urgent action is needed to give our nation’s high street a new lease of life.

“It’s clear that the vast majority of Londoners and major businesses back our exciting plans, so I’m pleased to confirm that we will now be moving ahead as quickly as possible.”

The Labour government has said it will approve a mayoral development corporation (MDC) to push through plans, after previous attempts to pedestrianise the street were knocked back by Westminster city council. An MDC could now be established in early 2026, including representation from the council, which even now under Labour control has opposed the scheme.

Cllr Adam Hug, the leader of the council, said: “While the mayor’s formal decision today was not the council’s preferred outcome, it is far from unexpected, and it is now important for Oxford Street’s future to move forward together.”

He added that since 2022 the street had “roared back to life after the pandemic” and said the council would work with Khan to see it “reimagined” in a way that worked for visitors, shoppers and residents.

Oxford Street is already largely restricted to general traffic but is a key route for London buses and taxis. Steve McNamara, the general secretary of the LTDA, which represents black-cab drivers, thought the plans would worsen congestion in the capital. “Putting this traffic down surrounding streets will cause chaos – we’re already Europe’s most congested city, maybe we’ll now get the world title,” he said.

Detailed traffic proposals to reroute buses and ban all traffic will be released and consulted on later this year.

Khan added: “We want to rejuvenate Oxford Street; establish it as a global leader for shopping, leisure and outdoor events with a world-class, accessible, pedestrianised avenue. This will help to attract more international visitors, and act as a magnet for new investment and job creation, driving growth and economic prosperity for decades to come.”

Fonte: The Gardian


----------------------------------------------------------

LEIA TAMBÉM

CIDADES NA TRANSIÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA CLIMÁTICA: conheça a experiência de Niterói e de outras cidades
PARIS SUBSTITUIRÁ 60 MIL VAGAS DE ESTACIONAMENTO POR ÁRVORES ATÉ 2030 PARA COMBATER O CALOR EXTREMO  
ONDA DE CALOR: NITERÓI SOFRE AUMENTO DE INCÊNDIOS EM VEGETAÇÃO



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Niterói Jovem Ecosocial e Estratégia de Governo Digital dão a Niterói certificação Ouro do 'WHAT WORKS CITIES'

Participantes do Niterói Jovem Ecosocial em ação.

Hoje celebramos mais um grande reconhecimento para a gestão e políticas públicas da Prefeitura de Niterói. 

A Bloomberg Philanthropies anunciou, nesta quarta-feira (26), que Niterói conquistou a Certificação 'What Works Cities'. O reconhecimento destaca a excelência da Prefeitura no uso de dados para embasar políticas públicas, alocar recursos, aprimorar serviços, avaliar programas e envolver a população, em especial no programa Niterói Jovem EcoSocial. A certificação estabelece um padrão que reflete as práticas, políticas e estruturas necessárias para que os municípios utilizem dados de forma eficaz na tomada de decisões. Com o anúncio desta quarta-feira, 104 cidades da América do Norte, Central e do Sul já conquistaram essa certificação, e 700 cidades participaram das avaliações desde 2017.

"Data-Driven Investment Benefits Youth and the City of Niterói"
Enunciado no site do "What Works" para o reconhecimento de Niterói.


A metodologia da certificação prevê a análise de 43 critérios. As cidades que alcançar 51 a 67% dos 43 critérios recebe o reconhecimento "Nível Prata". De 68 a 84% recebe a certificação "Ouro" e acima de 85% é o nível "Platina". 

Na atual edição da certificação no Brasil, foram contempladas as seguintes cidades: 

  • Niterói (Ouro)
  • Rio de Janeiro (Ouro), 
  • Belo Horizonte (Prata) e 
  • Caruaru (Prata).
Das 21 cidades certificadas - no Canadá, EUA, Brasil, Argentina e Chile - apenas Niterói, Rio de Janeiro e Calgary (Canadá) chegaram ao nível Ouro. Todas as demais cidades ficaram com a certificação "Prata".

Anteriormente, já haviam sido certificadas as seguintes cidades brasileiras: Fortaleza, Mogi das Cruzes e Recife, todas com o nível "Ouro". Porto Alegre é "Prata".

Aula Inaugural da Terceira Turma do Niterói Jovem Ecosocial, em setembro de 2024.

Niterói Jovem Ecosocial

A certificação dá destaque para a relação entre a política eficiente de gestão de dados e o benefício para programas sociais como o Niterói Jovem Ecosocial, Segundo foi enfatizado, Niterói combinou dados de engajamento cívico e segurança pública para oferecer treinamento profissional e experiências no setor de sustentabilidade a mais de 900 jovens em situação de vulnerabilidade por meio do programa Niterói Jovem EcoSocial. Atualmente, mais um grupo de 600 jovens estão participando da nova turma do programa. Os participantes são entre 16 e 24 anos e são selecionados através de edital e entrevistas. Jovens de 37 comunidades já foram beneficiados.

O Niterói Jovem Ecosocial foi idealizado por mim e pela também engenheira florestal Valéria Braga, com o objetivo de promover a inclusão social de jovens em vulnerabilidade social através da profissionalização e do desenvolvimento de ações ambientais, como a atuação em unidades de conservação da cidade e o reflorestamento de áreas degradadas. O programa iniciou-se em 2018 e os alunos egressos são acompanhados na sua entrada no mercado de trabalho..

Em 2023, apresentamos programas da Prefeitura como o Ecosocial, o Parque Esportivo e Social do Caramujo - PESC e o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis na Cúpula das Cidades das Américas, em Denver, Colorado.

Os cursos profissionalizantes foram contratados pela Prefeitura junto ao SENAC-RJ. As trilhas de formação atendem diversos setores do mercado de trabalho. São oferecidos cursos de formação em Beleza, Beleza 2, Departamento pessoal na prática, Gestão, Turismo, Programação php, Saúde pet, Cozinha, Informática, Programação full, Formação de infra em rede, Costura e modelista, Vendas e Supermercado. 

O Ecosocial é gerido pela Secretaria Municipal de Participação Social - SEMPAS, com uma participação dedicada dos secretários Anderson Pipico, Otávio Ribeiro. O Instituto Três Romãs foi contratado pela Prefeitura para operacionalizar o programa.

Estratégia de Governo Digital

A modernização da gestão e a adoção de novas tecnologias para a digitalização dos serviços e rotinas da administração municipal foi uma grande prioridade da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG. Em fevereiro de 2022, a Prefeitura de Niterói foi uma das primeiras cidades do país e estabelecer uma iniciativa como a Estratégia de Governo Digital (2023-2033). A parceria com a Bloomberg Philanthropies City Data Alliance, foi fundamental. O programa contemplou na ocasião apenas 42 cidades, de 7 países das Américas e Niterói recebeu educação executiva e assessoria técnica para participar dos esforços para atingir um novo padrão de excelência em governo com base em dados.

No final do ano, assinei o Decreto 14.640 de 13 de dezembro de 2022, que regulamenta a Lei Federal nº 14.129/2021 (Lei do Governo Digital). O instrumento visa orientar a transformação digital do município, buscando maior eficiência, simplicidade e facilidade no acesso a serviços e políticas públicas.

A estratégia de Niterói foi potencializar práticas de dados e lançar tecnologias inéditas na cidade, como: política de governança; trilha de capacitação, criação de um datalake municipal (repositório centralizado que permite armazenar grande quantidade de dados), aumentando a transparência; padrão de qualidade na coleta de dados em cadastros; e atendimento aos órgãos da cidade no uso de dados.

Também fizeram parte da Estratégia, a adoção de tecnologias assistivas nos canais mais acessados pela população, além de iniciativas de letramento digital focadas em grupos em situação de vulnerabilidade.

Em 2023, a Prefeitura já realizou mais de 10 mil atendimentos digitais e estima uma economia de R$ 85 milhões com a transformação digital de serviços.

Destacamos o grande empenho da ex-secretária Ellen Benedetti e, posteriormente, a secretária Isadora Modesto, pelo trabalho desenvolvido com toda a equipe da SEPLAG.

Com Michael Bloomberg, em Baltimore, MD, EUA.

City Data Alliance

Em 2023, Niterói foi selecionada para participar de uma agenda da City Data Alliance, em Baltimore, Maryland. Vinte prefeitos, representando 11 cidades dos EUA e nove da América Latina, reuniram-se com Michael R. Bloomberg e com líderes renomados de dados no meio acadêmico, em inovação, governança urbana, impacto social e equidade racial na Johns Hopkins University, durante uma imersão de três dias. 

A Bloomberg Philanthropies City Data Alliance fornece ferramentas, suporte e rede de apoio para auxiliar prefeitos a atingir metas usando dados de forma ainda mais eficaz. Niterói recebeu assistência técnica personalizada, incluindo sessões estruturadas e assessoria individualizada para aprimorar a gestão de resultados. O objetivo do programa é que as cidades participantes tenham um plano e um processo abrangentes para fazer perguntas difíceis, investir em práticas comprovadas, inovar suas abordagens, avaliar o progresso e estabelecer novas políticas e padrões para garantir que o foco em dados seja permanente.

“Pesquisa Municipal por Amostra de Domicílios – Niterói que Somos”

A busca por informações gerenciais para subsidiar as políticas públicas de Niterói foi uma prioridade na nossa gestão. 

Em 2023, lançamos a pioneira iniciativa Niterói que Somos, ou PNADNit, uma pesquisa por amostra de domicílios que será realizada a cada 4 anos com o objetivo de subsidiar o planejamento de políticas e programas a serem implementados e monitorar o desenvolvimento e os resultados alcançados. A Prefeitura estabeleceu uma parceria estratégica com a Sociedade para o Desenvolvimento da Pesquisa Científica (SCIENCE), uma entidade sem fins lucrativos criada em 1993 por membros do corpo docente da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), do IBGE. Reconhecida por sua expertise em pesquisas de larga escala, a SCIENCE foi selecionada para suprir as limitações técnicas e institucionais da Prefeitura e da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (SEPLAG), que não dispõem de estrutura e equipe suficientes para um levantamento dessa magnitude. O desenvolvimento do embasamento metodológico e o treinamento das equipes aconteceram em 2024 e os trabalhos de campo se iniciarão em 2025.

Saiba mais sobre a metodologia e os objetivos do Niterói que Somos aqui.

A pesquisa entrevistará cerca de 15 mil domicílios em Niterói, trazendo questões que o censo do IBGE não aborda. Utilizando da desagregação de dados, a pesquisa ajudará a responder perguntas fundamentais para pensar a gestão de políticas públicas em Niterói, tais como onde está concentrada geograficamente a pobreza na cidade, quais são as principais dificuldades que a população niteroiense enfrenta em seus territórios, e as especificidades dos sujeitos que constroem o município, resumido na incumbência de “conhecer as diferentes Niterói e os diferentes niteroienses, dentro de Niterói”.

Axel Grael
Ex-prefeito de Niterói (2021-2024)


----------------------------------------------------------

LEIA TAMBÉM:

NITERÓI É REFERÊNCIA NAS AGENDAS DO GOVERNO DIGITAL E CIDADE INTELIGENTE





sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

NITERÓI É REFERÊNCIA NAS AGENDAS DO GOVERNO DIGITAL E CIDADE INTELIGENTE

Com os prêmios do Connected Smart Cities: 5° lugar na premiação geral entre as cidades mais inteligentes do Brasil e a primeira colocada entre as cidades até 500.000 habitantes.

Foto Bruno Eduardo Alves/PMN

A Prefeitura de Niterói lançou uma estratégia abrangente de dados da cidade para aumentar a eficiência da gestão, fortalecer as operações do governo, inovar os serviços públicos e produzir melhores resultados para a população em diversas áreas.

“Essa é uma iniciativa inovadora, fruto de um programa internacional que contemplou apenas 20 cidades das Américas. A estratégia de dados é um processo necessário para que possamos avançar e consolidar uma política de gestão da informação de Niterói. A Prefeitura de Niterói acredita no uso da tecnologia para fortalecer os processos internos e os atendimentos para a população, além de aumentar a transparência da gestão”, afirma o prefeito de Niterói, Axel Grael.

A estratégia de dados da cidade é o resultado da participação de Niterói no programa Bloomberg Philanthropies City Data Alliance, uma rede de 42 cidades de sete países das Américas. Por meio do programa, Niterói recebeu educação executiva e assessoria técnica para participar dos esforços para atingir um novo padrão de excelência em governo com base em dados.

Nas cidades com práticas avançadas de dados – que incluem ferramentas de uso, análise e avaliação de resultados para informar a tomada de decisões e o engajamento dos atores-chave – a população relata maior satisfação e bem-estar do que nas cidades sem estas práticas.

A estratégia de Niterói será usada para potencializar práticas de dados e lançar tecnologias inéditas na cidade, como: política de governança; trilha de capacitação, criação de um datalake municipal (repositório centralizado que permite armazenar grande quantidade de dados), aumentando a transparência; padrão de qualidade na coleta de dados em cadastros; e atendimento aos órgãos da cidade no uso de dados.

“A Estratégia de Dados para toda a Cidade de Niterói estabelece um plano claro e ambicioso para impulsionar o uso de dados para melhorar e modernizar os serviços da cidade”, afirma Amy Edwards Holmes, diretora executiva do Centro Bloomberg para Excelência Governamental, que lidera o programa Bloomberg Philanthropies City Data Alliance, que incluí educação executiva e coaching individualizado para as cidades participantes. “As fundações estabelecidas nesta estratégia construirão uma cultura de inovação baseada em dados que continuará a beneficiar os residentes nos próximos anos.”

Como parte da Bloomberg Philanthropies City Data Alliance, Niterói recebeu assistência técnica personalizada, incluindo sessões estruturadas e assessoria individualizada para aprimorar a gestão de resultados. O objetivo do programa é que as cidades participantes tenham um plano e um processo abrangentes para fazer perguntas difíceis, investir em práticas comprovadas, inovar suas abordagens, avaliar o progresso e estabelecer novas políticas e padrões para garantir que o foco em dados seja permanente.

Fonte: Prefeitura de Niterói


-------------------------------------------------------------


Prêmio Connected Smart Cities 2023

GOVERNO DIGITAL: CONHEÇA ALGUNS INSTRUMENTOS DE GESTÃO DE TECNOLOGIA DA PREFEITURA DE NITERÓI

Niterói é referência na elaboração de instrumentos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), um grande investimento e uma grande aposta para a modernização da gestão da Prefeitura. Em 2022, publicamos o Decreto 14.640/2022, que instituiu a Estratégia de Governo Digital (EGD), que estabeleceu os princípios e diretrizes da política, governança do governo digital e outras orientações. Niterói é uma das primeiras cidades do país a estabelecer esta política. Além da modernização da gestão, com consequente melhoria da eficiência dos serviços prestados à sociedade, a Prefeitura pretende com as medidas estabelecidas no EGD economizar R$ 25 milhões até 2033.

No ano de 2023, a Prefeitura aprofundou as iniciativas para acelerar a transformação digital de Niterói, chegando a 67 serviços digitais e 100% dos processos administrativos abertos de maneira eletrônica. A partir de novembro, todos os novos processos passaram a ser abertos de maneira eletrônica e desde 2021, são quase 100 mil processos iniciados eletronicamente, o que representa uma economia de cerca de R$ 120 mil e 20 toneladas de papel deixaram de ser utilizados.

A Estratégia de Governo Digital (EGD) da Prefeitura tem cinco princípios norteadores: ser um governo eficiente e inteligente; aberto e transparente; integrado e focado nas pessoas; seguro e confiável; e inclusivo e acessível. São 43 resultados-chave para serem entregues até 2033 com a missão de gerar um ambiente inovador, sustentável e inclusivo digitalmente na cidade. As ações da EGD estão em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com a Estratégia Nacional de Governo Digital, além dos instrumentos de planejamento do município como o plano Niterói Que Queremos (2013-2033) e o Plano Plurianual (2021-2025).

Serviços digitais – Um dos principais focos da EGD é ampliar e qualificar os serviços prestados pela Prefeitura de Niterói em meio digital. Lançado em 2021, o Portal de Serviços já ultrapassou um milhão de acessos ao https://servicos.niteroi.rj.gov.br. A plataforma fornece informações sobre mais de 340 serviços municipais e permite solicitações online para 67 serviços digitais. Sem sair de casa, a população pode acessar serviços relacionados a impostos municipais; certidões de imóveis; autorização para poda de árvore e para a realização de eventos em espaços públicos; acesso a prontuário médico ou solicitar o Cartão de Estacionamento para pessoa idosa, gestante ou PCD, dentre outros.

A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, através da Subsecretaria de Governo Digital, lançou quatro publicações com instrumentos de TIC que consolidam metas, modelos de governança, estratégias e planejamento relacionados à tecnologia da informação. São eles:

Plano Estratégico de TIC (PETIC 2024-2025): para avaliar a maturidade das TIC´s da Prefeitura, definir estrategicamente as metas e objetivos, a serem alcançados e seus impactos e elencar temas estratégicos de TIC a serem desenvolvidos;

Plano Diretor Geral de TIC (PDGTIC 2024-2025): a partir dele é possível realizar o diagnóstico, planejamento e a gestão dos recursos e processos de TIC, a fim de atender às necessidades tecnológicas e de negócio dos órgãos da Prefeitura para um determinado período;

Política de Uso da TIC (POLITIC): traça diretrizes gerais para as atividades de planejamento, governança, coordenação, organização, operação, fiscalização, controle e supervisão dos dos recursos de tecnologia da informação, comunicação e telecomunicação;

Plano de Segurança da Informação (PSI): estabelecer critérios que permitam aos usuários seguir padrões de comportamento em relação à segurança da informação, adequados às necessidades de proteção legal da Prefeitura.

A aplicação dos TICs na administração pública desempenha um papel importante como suporte para diversos benefícios: elaboração de estratégias governamentais; aumento da transparência; participação do cidadão nas decisões e ações do governo; provimento de serviços públicos; otimização dos processos internos ao setor; economia de recursos; aumento da produtividade; melhoria do atendimento e comunicação com a população; e democratização da tomada de decisões. 

Acesse o Portal do Planejamento de Niterói e saiba mais sobre as iniciativas em curso.

Transparência - Há anos Niterói é classificada com nota 10 na Escala Brasil Transparente, publicada pela Controladoria Geral da União - CGU. Poucas cidades fazem parte deste grupo seleto. A nota média dos municípios brasileiros é 6,86.

Em 2014, o então prefeito Rodrigo Neves encaminhou mensagens executivas que foram aprovadas pelo legislativo municipal, instituindo a Lei Municipal nº 3.084/14, que Disciplina o Acesso à Informação no Município de Niterói e, posteriormente, a Lei 3188/2015, que organiza a Política Municipal de Transparência e Controle Social, cria o Conselho Municipal de Transparência e Controle Social.

Acesse o portal Niterói Transparente e obtenha informações detalhadas sobre a gestão pública municipal da cidade.

Aproveite e acesse o Banco de Linguagem Simples, um dicionário que ajuda você a entender a terminologia técnica e facilita o acesso às informações.

Novo ObservaNit – Em dezembro, Niterói ganhou um novo observatório de indicadores, reformulado e pensado para a atender a demanda população por dados sobre a sua cidade. O novo ObservaNit foi lançado totalmente reestruturado e com ênfase ainda maior em monitoramento, avaliação e gestão da informação e está disponível para acesso no link: https://observa.niteroi.rj.gov.br/. O observatório visa uma maior gestão das informações a partir dos indicadores para subsidiar o planejamento e avaliação de políticas públicas. Ele é um dos instrumentos do Sistema de Avaliação e Gestão da Informação de Niterói (Simagi).

Cidade inteligente – Além dos esforços para a modernização da gestão da Prefeitura com o Governo Digital, estamos avançando muito para fazer de Niterói uma cidade cada vez mais inteligente, com o desenvolvimento de políticas que agregam lideranças da área de tecnologia e inovação (CT&I), em iniciativas promovidas pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação - SMCTI.

Em fevereiro de 2023, lançamos o Plano Municipal de Cidade Inteligente, Humana e Sustentável, iniciativa coordenada pela SMCTI, tem como objetivo ser um instrumento de diretrizes estratégicas gerais, princípios e visões que ajudarão a estabelecer futuras ações de transformação do município. É um documento de planejamento, realizado a muitas mãos, que traz conceitos e noções de boas práticas, que almeja tornar mais eficiente a prestação de serviços, sempre com um olhar de sustentabilidade, inovação e empreendedorismo. O plano também prioriza o uso ético da tecnologia, além do impulsionamento de uma participação ativa da população. Junto com a EGD, deverá funcionar como instrumento direcionador das futuras políticas públicas, projetos e iniciativas de gestão, instigando cada vez mais a discussão de temas atuais e importantes como o uso da tecnologia e a inclusão digital.

Além do lançamento do Plano Municipal de Cidade Inteligente, Humana e Sustentável, a grande prioridade em 2023 foi consolidar o Ecossistema de Inovação de Niterói. Organizamos um seminário em parceria com Sebrae e Fundação Certi, reunindo aproximadamente 500 representantes de empresas, startups, universidades e organizações. Juntos, discutiram estratégias para impulsionar o segmento de inovação na cidade, fomentando um ambiente propício para o crescimento e a prosperidade. Em julho, reinauguramos a Plataforma Urbana Digital da Engenhoca, um projeto destinado a democratizar o acesso à educação digital e inovação tecnológica. Cursos, eventos e oficinas foram projetados para capacitar a sociedade, promovendo inclusão e equalização de oportunidades. Agora, estamos prestes a inaugurar a Plataforma Urbana Digital do Viradouro.

Em agosto, um marco importante foi estabelecido com a assinatura do Protocolo de Intenções entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Universidade Federal Fluminense e a Prefeitura. Esse pacto definiu diretrizes para cooperação em iniciativas e projetos, fortalecendo ainda mais o Ecossistema de Inovação de Niterói.

A assinatura do Pacto pela Inovação, durante o evento 'Startup Business' em novembro, trouxe uma convergência de setores - público, privado, acadêmico e sociedade civil - unindo forças para impulsionar a inovação, ciência e tecnologia. Esse pacto, celebrado com entusiasmo, reflete o compromisso coletivo de fazer de Niterói um centro inovador e dinâmica.

Em 2023, Niterói foi reconhecida nacionalmente como uma cidade que utiliza a tecnologia em benefício dos cidadãos. Em ranking organizado em São Paulo pela organização Connected Smart Cities e que avalia os municípios pelo critério de Cidades Inteligentes, Niterói ficou em quinto lugar dentre todas as cidades brasileiras e em primeiro lugar entre as cidades que têm entre 100 mil e 500 mil habitantes. Na primeira edição do Connected Smart Cities, em 2015, a cidade ocupava a 17ª posição geral, ou seja, considerando todas as cidades do país. Em 2020, o município já alcançava a 11ª posição geral e, neste ano, como vimos, chegou ao 5º lugar. 

Seguiremos avançando!

Axel Grael
Prefeito de Niterói




quarta-feira, 7 de junho de 2023

EDIÇÃO DO PREFEITURA MÓVEL EM PENDOTIBA CHEGA AO FIM COM 2,7 MIL ATENDIMENTOS E ANÚNCIO DE PACOTE DE OBRAS


Assinando Ordem de Início de obras na Região de Pendotiba.


Cerimônia de Abertura do Prefeitura Móvel.

No último sábado (03) encerramos, com 2,7 mil atendimentos, a mais recente edição do projeto Prefeitura Móvel, em Pendotiba. Eu e as equipes das secretarias da Prefeitura de Niterói ficamos, ao longo de cinco dias, atendendo na Praça do Largo da Batalha às demandas da população da região, que ainda pôde aproveitar o atendimento do Procon, fazer emissão de segunda via de documentos e conferir as ações de saúde, como aferição de pressão arterial, glicemia e testes de Covid-19. Na sexta-feira (02), anunciei um grande pacote de obras em sete comunidades de Pendotiba e uma rotatória no Badu.

Foi uma semana muito produtiva em que pudemos estar ainda mais próximos da população de Pendotiba, conversando com os moradores, vistoriando obras e anunciando novos projetos. Em equipamentos como o Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Capim Melado e o Espaço Nova Geração do Cantagalo, foi gratificante ver como o trabalho da Prefeitura de Niterói é capaz de transformar vidas. Conferindo de perto o andamento das obras de contenção de encostas em locais como a Rua C, Campolino e Caranguejo, sinalizamos o compromisso da Prefeitura de Niterói em seguir avançando e entregando serviços aos niteroienses.

Anunciando as obras do Plano Niterói 450 Comunidades.

No penúltimo dia de Prefeitura Móvel, me reuni com diversas lideranças comunitárias e moradores da região para anunciar um pacote de obras destinado à região, dentro do Plano Niterói 450 - Comunidades. Serão intervenções em sete comunidades: 
  • Grota do Surucucu; 
  • Igrejinha; 
  • Caranguejo; 
  • Barreira; 
  • Monan; 
  • Maceió e 
  • Souza Soares. 
Serão cerca de R$ 132 milhões investidos em melhorias de infraestrutura, além da criação ou reforma de equipamentos públicos de lazer e educação. As intervenções serão realizadas pela Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) e pela Secretaria Municipal de Obras (SMO).


Rotatória do Badu, que entrará em obras.

Também anunciei a construção de nova rotatória no Badu para resolver um estrangulamento de trânsito no cruzamento das estradas Caetano Monteiro e Monan Pequeno. A obra, que prevê asfalto, drenagem, passeio e paisagismo, vai resolver um antigo problema de cruzamento entre duas grandes estradas e melhorar a mobilidade no local. Esse é um momento importante, em que a Prefeitura tem capacidade de investir e tem cuidado dos recursos com muita responsabilidade.

Quero aproveitar para deixar registrado aqui meu agradecimento às equipes da Prefeitura de Niterói que estiveram, ao longo da semana, empenhadas em atender os niteroienses no gabinete móvel montado na Praça do Largo da Batalha. Participaram do projeto profissionais das secretarias de Assistência Social (SMASES), Conservação e Serviços Públicos (Seconser), Defesa Civil (SMDCG), Obras (SMO), Educação (SME), Saúde (FMS), Fazenda (SMF), Ordem Pública (SEOP), Desenvolvimento Econômico (Seden), Participação Social (Sempas), Culturas (SMC), Governo (Semug), Meio Ambiente (SMARH), Habitação (SMHRF), Subsecretaria de Trânsito e Transportes (SSTT), Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres (Codim), Casa do Empreendedor e Defesa do Consumidor (Procon). Quando está perto da população, a administração municipal mostra que a participação popular é fundamental para construirmos a cidade que queremos.

Inspecionando obras de implantação de elevatória da rede de coleta de esgotos por Águas de Niterói.

Visitando escolas.

Visitando unidades de Saúde.

Prefeitura Móvel – O Prefeitura Móvel é uma ação itinerante que leva serviços da Prefeitura de Niterói para diversas regiões da cidade. O projeto é um programa de governo que tem o objetivo de aproximar a gestão municipal, em especial o prefeito e os secretários, da população. Durante uma semana, acompanhado de vários secretários despachei no gabinete provisório montado no local, recebendo a população e vistoriando as obras em andamento na região. Além de atendimento à população sobre dúvidas ou demandas, o Prefeitura Móvel também oferece serviços relacionados ao Procon com distribuição da cartilha de direitos do consumidor. Os moradores também têm acesso aos serviços de saúde com aferição de pressão arterial, glicemia, testes IST, testes de Covid-19 e distribuição de preservativos e de kits de saúde bucal.

Axel Grael
Prefeito de Niterói





segunda-feira, 17 de abril de 2023

Prefeitura de Niterói abre inscrições para o Fórum de Transformação Digital do município



Estão abertas as inscrições para instituições do setor produtivo, da sociedade civil e da comunidade científica que desejem fazer parte do Fórum de Transformação Digital de Niterói. Instância consultiva da Estratégia de Governo Digital do município, o Fórum tem como objetivo ser um espaço de debate para o aprimoramento das iniciativas de transformação digital, serviços digitais, sistemas e processos de Niterói. A manifestação de interesse em participar do Fórum deve ser realizada no site www.governodigital.niteroi.rj.gov.br.

“O Fórum será um importante espaço para promover a colaboração e a disseminação de boas práticas em temas como tecnologia e transformação digital de serviços e processos. É também um ambiente que promove e fomenta a participação de atores externos, como representantes da sociedade, dos setores empresarial e acadêmico na governança da Estratégia de Governo Digital de Niterói (EGD). Além de ser um ambiente inovador de cocriação para aprimorar as políticas públicas e serviços digitais, será possível apresentarmos os indicadores e a evolução da nossa EGD”, destacou Marcelo Zander, subsecretário de Modernização da Gestão, vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (SEPLAG), pasta responsável pela coordenação da EGD.

A gestora de Governança e Planejamento de Tecnologia da Informação e Comunicação da SEPLAG, Camila Moreira, acrescenta que as ações da EGD já estão sendo executadas e estão com alta adesão por parte dos órgãos, o que é um reflexo do engajamento dos servidores e lideranças. Desta forma, os encontros do Fórum, que serão periódicos devido à velocidade das mudanças de processos relacionados ao tema, serão importantes para debater essas iniciativas e boas práticas de transformação digital. A formação do Fórum será lançada em evento que vai acontecer em breve.

“Niterói mais uma vez está sendo pioneira e inovadora na construção de uma governança mais aberta, colaborativa e transparente de sua Estratégia Digital. Para continuar avançando, a Prefeitura busca apoio de instituições com relevante atuação no tema da transformação digital de serviços, participação cidadã, inclusão digital, inovação, dados abertos e seguros, entre outros que poderão ser desenvolvidos no âmbito do Fórum. Buscaremos em boas práticas e trocas de experiências inspirações para aprimorar o que tem sido produzido. Entre as ações, já estamos realizando um amplo diagnóstico de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), produzindo a política municipal e definindo marcos normativos”, ressaltou Camila Moreira.

Estratégia de Governo Digital – A EGD tem a visão de tornar Niterói uma cidade mais conectada, integrada e eficiente, além de oferecer políticas inclusivas e serviços de qualidade, acessíveis e centrados nas pessoas. A EGD elencou 5 princípios, 10 objetivos e 43 resultados-chave que devem ser entregues à população pelos órgãos da Prefeitura até 2033. Entre eles, a implantação de salas de situação para monitoramento da saúde; a criação de um repositório centralizado para armazenamento e cruzamento de dados do tipo “Data Lake”; a adoção de tecnologias assistivas nos canais da população; iniciativas de letramento digital focadas em grupos em situação de vulnerabilidade; além da centralização de contratações de tecnologia que devem economizar mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos.

Fonte: Prefeitura de Niterói



quarta-feira, 12 de abril de 2023

INTEGRAÇÃO DO SIGEO E COLAB PARA AUMENTAR AINDA MAIS A EFICIÊNCIA DA GESTÃO PÚBLICA


O SIGEO é o Sistema de Gestão da Geoinformação de Niterói, que já foi premiado como o melhor do país. O COLAB é um aplicativo através do qual a população pode se comunicar com a Prefeitura e passar suas demandas, reclamações e participar de consultas públicas. As solicitações do COLAB são georreferenciadas permitindo gerar estatísticas referenciadas no território. 

Mapa de calor do total das solicitações, em 2022, através do COLAB.

Mapa do total das solicitações, em 2022, por região da cidade.

Exemplo: mapa de calor de solicitações de poda de árvore, em 2020.

Exemo: mapa das solicitações de poda de árvore por região da cidade, em 2020.

Demos mais um passo importante, essa semana, no uso da tecnologia para aperfeiçoar a gestão da Prefeitura de Niterói. Na terça-feira (11), lançamos a integração do Sistema de Gestão da Geoinformação do município (SIGeo) com o Colab, a plataforma de contato direto da população com o governo municipal. Com a iniciativa, as informações que chegam pelo Colab, especialmente as demandas e solicitações da população, já estão disponíveis em formato georreferenciado em um painel no site do SIGeo.

Para acessar a integração, basta digitar www.sigeo.niteroi.rj.gov.br e selecionar a aba "painéis". A nova integração une duas experiências de sucesso na utilização de tecnologia da informação em nossa cidade e vai representar um recurso gerencial muito importante. Como você já deve saber, a administração municipal recebe, através do Colab, demandas relativas à cidade, como solicitações de iluminação pública e limpeza urbana. Já o SiGeo, que em 2017 levou o prêmio de melhor iniciativa municipal de gestão da geoinformação no País, integra as bases georreferenciadas da Prefeitura, permitindo o cruzamento das informações de forma a produzir relatórios gerenciais e ferramentas modernas de planejamento e gestão.

Com a nova função do SiGeo e Colab, saberemos com ainda mais precisão onde podemos ser mais eficientes nas respostas à população. Vamos cruzar informações sobre a qualidade dos serviços e estabelecer estratégias mais precisas para atacar e resolver os problemas. O SIGeo vai georreferenciar todas as informações do Colab e o painel com dados do aplicativo de governo colaborativo no site do SIGeo será atualizado com frequência. Quem acessar a nova funcionalidade vai poder ter uma visualização das demandas em aberto e das demandas concluídas, além de fazer filtros por bairro, por dia, por mês e por hora.

Quero parabenizar as equipes do SiGeo, da comunicação digital e do Colab pelo novo passo em direção à ampliação da eficiência e transparência da gestão pública. Desde 2013, este é um governo que ouve o niteroiense e se esforça muito para atender suas demandas. Justamente por isso, essa integração carrega marcas importantes para a Prefeitura de Niterói: a modernização, a participação da população e a certeza de que cidade inteligente é aquela que usa a tecnologia em benefício do povo. 

Vamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói



terça-feira, 28 de março de 2023

Prefeitura de Niterói cria Dicionário de Linguagem Simples para termos usados na administração pública

 

Foto: Lucas Benevides

Com o objetivo de facilitar o entendimento da população sobre termos utilizados na gestão pública, o Laboratório de Inovação de Niterói (LabNit) da Prefeitura de Niterói criou um Dicionário de Linguagem Simples. Expressões relacionadas a orçamento, planejamento, contabilidade, direito administrativo, assistência social, urbanismo, entre outros, são apresentadas de maneira simples e acessível. Os primeiros termos simplificados são sobre orçamento e já estão disponíveis em egg.seplag.niteroi.rj.gov.br/dicionario-de-linguagem-simples/.

O dicionário é uma iniciativa do LabNit, vinculado à Escola de Governo e Gestão (EGG) e à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag). A secretária Ellen Benedetti reforça que a Prefeitura de Niterói tem como compromisso ampliar o acesso da população aos serviços oferecidos no município e é fundamental que a sociedade civil entenda os termos e procedimentos utilizados na administração pública.

“O uso da linguagem simples é uma estratégia que vem sendo amplamente difundida em Niterói e na Seplag de maneira geral. Em 2021, implementamos a Carta de Serviços que reuniu os serviços municipais em um só lugar; o Portal de Serviços, onde analisamos e simplificamos os trâmites processuais para facilitar o acesso do cidadão. Neste mesmo sentido, o dicionário é uma importante ferramenta de participação cidadã que integra o esforço coletivo da Prefeitura em ser mais acessível para a população, disponibilizando informações importantes de maneira mais clara”, enfatizou Ellen Benedetti.

Ao clicar no termo desejado, aparecem três opções de explicação: a “Definição Técnica” traz o conceito escrito de maneira formal e de acordo com as normas vigentes. A “Definição Simples” é a adaptação simplificada do conceito. É na opção “Linguagem Simples” que o cidadão encontra a forma mais básica e clara de entender o termo. No site, é possível fazer buscas, filtrar pelo assunto e ordenar por ordem alfabética, visando facilitar ainda mais o acesso aos conceitos.

“A ideia do Dicionário de Linguagem Simples é tornar o governo mais acessível e transparente. Para isso, a equipe do LabNit trabalha com setores da Prefeitura que atuam com conhecimentos específicos que podem não ser fáceis para todos. Começamos com o orçamento e a ideia é expandir para áreas como licitação, saúde, contabilidade, planos urbanísticos, entre outros”, explicou o coordenador do LabNit, Luiz Otavio Monteiro Junior.

Os termos orçamentários foram selecionados e traduzidos com o apoio da Subsecretaria de Orçamento da Seplag. A equipe já está trabalhando nos próximos temas que serão divulgados de maneira gradual. A Escola de Governo e Gestão também atua no desenvolvimento de habilidades dos servidores, como a temática da linguagem simples nas ações internas e externas do governo.

“A equipe da EGG e do Laboratório tem um compromisso genuíno com a linguagem simples em todas as nossas iniciativas, além de promover oportunidades de formação sobre o tema. Também vale resgatar os encontros e os seminários virtuais para compartilhar experiências com parceiros como Iris Lab do Ceará e 011.lab do município de São Paulo, que são inspirações para nossa equipe desde a idealização do LabNit”, afirmou a diretora da EGG, Isabela de Jesus.

Fazenda – A equipe do LabNit teve como inspiração o “Banco de Linguagem Simples”, iniciativa desenvolvida pela Secretaria Municipal de Fazenda de Niterói (SMF), que reúne os principais termos e conceitos fazendários adaptados para a linguagem simples. Ambos os projetos fazem parte da estratégia da Prefeitura de valorizar o uso da linguagem simples, para ampliar o acesso da população aos serviços.

“O vocabulário tributário, financeiro e contábil costuma ser difícil de entender para quem não atua na área. Assim, buscamos mecanismos para simplificar os termos fazendários a partir da adaptação dos conceitos em linguagem simples, o que auxilia os contribuintes a saberem o que estão pagando ou solicitando. Oferecer um atendimento eficiente e acessível ao cidadão é muito importante para a nossa equipe”, finalizou a secretária municipal de Fazenda, Marília Ortiz.

Fonte: Prefeitura de Niterói