sábado, 21 de abril de 2018

EDUCAÇÃO: Portal ajuda a popularizar o interesse pela matemática entre os estudantes



Utilizando noções de Combinatória, o jogo Clobber ajuda a tornar a Matemática mais interessante para os alunos (Foto: Divulgação)

Débora Motta

No momento em que o Brasil celebra o Biênio da Matemática 2017-2018, um projeto vem ajudando a popularizar o gosto pela Matemática entre os alunos do Ensino Médio e pode ser utilizado como uma ferramenta de apoio à didática de professores da disciplina. Trata-se do portal Antena Brasileira de Matemática (http://www.antenabrasil.uff.br/), uma iniciativa coordenada pela professora Simone Dantas, do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal Fluminense (IME/UFF), em parceria com a professora Telma Pará, da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch, ligada à rede Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec-RJ), e também pesquisadora do Laboratório de Sistemas de Potência (Lasp), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto recebeu apoio da FAPERJ por meio do edital Apoio à Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia no Estado do Rio de Janeiro.

A Antena Brasileira de Matemática é um núcleo de pesquisa, criado em 2008, que se integra à rede de antenas mundiais Maths à Modeler, lideradas pelo professor Sylvain Gravier, da Université Grenoble Alpes, na França, que atualmente é diretor de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica – o Centre National de la Recherche Scientifique, CNRS, considerado a maior agência pública de fomento à pesquisa científica da França. “O Sylvain foi meu orientador durante o doutorado-sanduíche que realizei na França e hoje participa do projeto coordenando essa rede de antenas, que são núcleos de popularização da Matemática, na França e na Bélgica”, conta Simone.

O objetivo dessa rede de pesquisa é difundir entre os estudantes, de forma lúdica, com jogos e brincadeiras, o gosto pela Matemática e, especialmente, introduzi-los ao estudo de um ramo dessa disciplina denominado “Matemática Discreta e Combinatória” – que trata, entre outros conteúdos, de problemas de contagem, como Permutações e Combinações, além da Teoria dos Grafos. Simone explica que essa área da Matemática, estudada por alunos de graduação em Matemática, Engenharias e Ciências da Computação, por exemplo, utiliza representações com grafos para analisar as relações entre os objetos de um determinado conjunto e, assim, tentar elucidar diversas questões presentes no nosso dia-a-dia.

"Imagine a relação de uma pessoa com seus amigos em uma determinada rede social. As pessoas podem ser consideradas como pontos, chamados de vértices e, se duas pessoas são amigas, estes dois pontos são ligados por uma linha, chamada de aresta; esta estrutura é denominada grafo”, resume Simone, que também dá aula de “Matemática Discreta” na graduação em Ciências da Computação da UFF. Os grafos são uma estrutura matemática utilizada para representar diversas situações de interesse prático, e que pode ajudar na resolução de questões em áreas diversas, como na Biologia ou nas Ciências da Computação. “É possível pensar matematicamente as relações de evolução entre DNAs, por exemplo, usando a teoria dos grafos”, acrescenta.

A partir da esq., Simone, Gravier, José Adriano Alves, diretor da Escola Adolpho Bloch, e Telma, durante o Festival da Matemática, em abril de 2017, no Rio (Foto: Divulgação)


Para popularizar esse tema de forma divertida entre os jovens, o grupo da Antena Brasileira de Matemática vem realizando diversos minicursos, workshops, seminários de análise combinatória, concursos de curtas-metragens voltados para a ciência, intervenções em sala de aula e outras atividades em escolas da rede Faetec e no Colégio Pedro II, no Rio, além de acompanhar, durante viagens de intercâmbio de pesquisa, atividades de difusão da Matemática nas escolas da França, realizadas pelo Maths à Modeler. “Nossas atividades envolvem pessoas de diversas idades e níveis de escolaridade que contribuem, desde a confecção dos materiais disponíveis no portal, até a sua participação em jogos, vídeos, apostilas e artigos. Em todas estas atividades proporcionamos a experimentação do ‘fazer pesquisa’ e o despertar do interesse matemático entre os alunos e o grande público”, diz ela.

Um dos jogos utilizados para tornar mais atraente o ensino de Matemática nas escolas é o Clobber, que trabalha noções de combinatória. O jogo começa com o posicionamento de pedras pretas e brancas nos vértices de um grafo. O movimento consiste em pegar uma pedra e eliminar outra da cor oposta, localizada no vértice adjacente, ocupando assim o seu lugar. O jogo termina quando não for mais possível movimentar as pedras. O objetivo é terminar com o menor número de pedras no tabuleiro.

Outro objetivo do projeto é ajudar no treinamento de recursos humanos na área de Matemática, propondo técnicas pedagógicas lúdicas para alunos do curso de Licenciatura no Instituto de Matemática e Estatística da UFF, que estão se preparando para seguir a carreira de professor ou fazendo uma reciclagem na área. “O projeto também tem contribuído na formação dos alunos de Licenciatura e na reciclagem de professores de Matemática, por meio da apresentação de novas técnicas de ensino mais compatíveis com o cotidiano”, fala Simone.

Apesar de a pesquisa em Matemática brasileira ter conquistado avanços, como a recente entrada do País no “Grupo 5” – o grupo das cinco maiores potências do mundo em pesquisa na área –, segundo classificação da União Matemática Internacional (veja reportagem da FAPERJ sobre o tema aqui: http://www.faperj.br/?id=3525.2.0), a professora reforça que há todo um trabalho de educação básica a ser feito para a melhoria do ensino da disciplina nas escolas.

“Esse ranking refere-se à excelência que temos em pesquisa superior em Matemática, mas, ao mesmo tempo, precisamos fazer com que os alunos tenham uma educação de qualidade na escola para terem a oportunidade de chegar até o nível de pesquisa. Precisamos despertar o interesse pela Matemática desde cedo. Parece que existe, no senso comum, um orgulho de a pessoa dizer que detesta a disciplina, o que demonstra que o ensino precisa ser mais interessante”, conclui.


Fonte: Faperj










Prefeitura de Niterói apreende 15 veículos irregulares de transporte escolar




Outros 20 foram multados por não atender determinações da legislação. Fiscalização continua nas ruas

Desde o início de fevereiro, com a volta às aulas, 15 veículos de transporte escolar já foram apreendidos e outros 20 foram multados em operações de fiscalização da Subsecretaria Municipal de Transportes de Niterói. Segundo o subsecretário municipal de Transportes, Murilo Júnior, as operações foram motivadas por denúncias de pais de alunos.

“Vamos continuar com as operações de fiscalização. Também é importante que os pais verifiquem se o condutor tem autorização da prefeitura para prestar o serviço antes da contratação”, orienta o subsecretário.

A primeira blitz foi no dia 7 de fevereiro, quando foram apreendidos dois veículos em situação irregular e dois foram multados. No dia 21 de fevereiro, em outra ação da Subsecretaria de Transportes, foram apreendidos seis veículos e sete foram multados. No dia 14 de março, nova ação teve como resultado dois veículos apreendidos e seis multados. No dia 28 de março, foram apreendidos quatro veículos e outros quatro foram multados. No dia 11 de abril, um veículo foi apreendido e um foi multado.

As operações da Subsecretaria de Transportes acontecem em todas as regiões da cidade. As primeiras foram em Icaraí e a subsecretaria também atuou na Região Oceânica, Centro e na Zona Norte.

Segundo Murilo Júnior, um dos resultados das operações foi o aumento da procura de motoristas em busca de licença para esse tipo de serviço.

“Muita gente não conhece a lei. Acha que basta ter um carro para poder trabalhar no transporte escolar. Não é assim. Há toda uma legislação específica sobre o assunto que precisa ser obedecida para a segurança de todos”, explica.

O subsecretário ressaltou que os pais devem ter muito cuidado na escolha do transporte escolar. As vans vistoriadas pela prefeitura recebem um selo, que deve ser afixado no para-brisas do veículo. Na vistoria são verificadas as boas condições de segurança, conservação, conforto e higiene dos veículos e, ainda, se os motoristas cumprem as normas legais necessárias para a prestação do serviço, como está habilitado para conduzir o veículo, não ter antecedentes criminais, etc. Os veículos que não passaram pela vistoria não têm autorização para fazer o transporte escolar e poderão ser apreendidos e seus condutores, multados.

Vistoria – A Prefeitura vistoriou, através da Subsecretaria de Transportes, os veículos do transporte escolar nos meses de julho e agosto de 2017. Nessa operação, 167 veículos receberam o selo de autorização para o trabalho por cumprirem todas as normas vigentes para o setor. O selo tem validade por um ano. Em julho deste ano, haverá uma convocação para uma nova vistoria, também com prazo de um ano de validade.


Fonte: O Fluminense










sexta-feira, 20 de abril de 2018

PROTEÇÃO À FAUNA: Aprovado PAN para a conservação dos tatus-bola





As principais ameaças são a caça e a destruição do seu hábitat.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski, assinou a Portaria, publicada ontem (17) no Diário Oficial, que atualiza e aprova o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação do Tatu-bola - PAN Tatu-bola. O PAN é voltado para a conservação das duas espécies de tatus-bola, Tolypeutes tricinctus, tatu-bola-do-Nordeste, que vive predominantemente na Caatinga e em algumas áreas de Cerrado, e Tolypeutes matacus, tatu-bola-do-Centro-Oeste, que ocorre no Pantanal e em algumas áreas de Cerrado. A Caatinga e o Cerrado estão entre os biomas mais ameaçados do mundo, em função do desmatamento e do acelerado processo de degradação do habitat, que levam a uma acentuada perda de biodiversidade.

Tolypeutes tricinctus integra a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção na categoria “Em perigo”, devido, principalmente, à caça e à destruição de seu habitat. Como o tatu-bola não escava buracos, suas únicas estratégias de defesa são a fuga e o ato de enrolar-se no formato de uma bola, sendo facilmente apanhado por uma pessoa. Já Tolypeutes matacus foi incluído na categoria “Dados Insuficientes”, tendo em vista que no Brasil não há informações suficientes para avaliar adequadamente o seu estado de conservação, apesar da constante pressão em seu habitat.

O PAN foi elaborado em 2014 e tem como objetivo reduzir o risco de extinção de Tolypeutes tricinctus para a categoria "Vulnerável" e avaliar adequadamente o estado de conservação de Tolypeutes matacus. Para tanto, foram estabelecidos seis objetivos específicos e 38 ações. A coordenação do PAN é feita pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) e a coordenação executiva pela Associação Caatinga.

“O PAN Tatu-bola está em seu quarto ano de implementação e neste período podemos destacar a sinergia e o comprometimento dos colaboradores do Plano o que, consequentemente, refletem o sucesso da implementação das ações propostas”, afirma Renata Azevedo, coordenadora do PAN Tatu-bola.

Os 6 objetivos específicos do PAN tatu-bola:

- atualizar as áreas de ocorrência das espécies (Tolypeutes tricinctus e Tolypeutes matacus) e identificar as principais ameaças ao longo de suas distribuições geográficas;
- divulgar junto às comunidades locais, em áreas de ocorrência de Tolypeutes tricinctus, bem como a sociedade em geral, sobre a importância da proteção da espécie na Caatinga e no Cerrado;
- ampliar o conhecimento sobre a biologia e ecologia (dinâmica populacional, variabilidade genética e vulnerabilidade às alterações antrópicas) para o direcionamento de estratégias de conservação dos tatus-bola (Tolypeutes tricinctus e Tolypeutes matacus);
- ampliar, qualificar e integrar a fiscalização para coibir a caça do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus);
- reduzir a taxa de perda de hábitat de Tolypeutes tricinctus nos próximos 5 anos;
- promover a conectividade entre as populações de Tolypeutes tricinctus nos próximos 5 anos.

Conheça mais sobre o tatu-bola
Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280



Fonte: ICMBio








ICMBio lança Atlas dos Manguezais do Brasil





Brasil é o segundo país em extensão de mangues, com aproximadamente 14.000 Km2 ao longo da sua costa.

O Brasil detém uma das maiores riquezas biológicas do planeta: os manguezais. Eles são importantes para amenizar o efeito estufa, pois sequestram óxido de carbono da atmosfera, e ainda são barreiras naturais contra a erosão. O Brasil é o segundo país em extensão de mangues, com aproximadamente 14.000 km2 ao largo do litoral do Brasil. Um total de 120 unidades de conservação têm manguezais em seu interior, abrangendo uma área de 12.114 km2, o que representa 87% do ecossistema em todo o Brasil. Para conhecer melhor essa riqueza biológica, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reuniu diversas informações sobre o assunto e lança o Atlas dos Manguezais do Brasil.

A publicação em formato digital é fruto do Projeto Manguezais do Brasil (GEF/Mangue), implementado pelo Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento – Brasil (PNUD), com o apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), e coordenado pela Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial de UCs (DISAT), do ICMBio.

Segundo o presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, a elaboração do Atlas dos Manguezais Brasileiros é um marco nacional, por se tratar da primeira iniciativa nacional, trazendo dados inéditos e apontando caminhos prioritários para a conservação deste importante ecossistema. “Este trabalho contou com a contribuição dos diversos parceiros, entre servidores, pesquisadores e colaboradores que voluntariamente, contribuíram para o projeto demonstrando dedicação, integração e responsabilidade com os assuntos de conservação dos manguezais do Brasil”, ressalta Soavinski.

O Instituto pretende lançar a versão impressa do Atlas por ocasião da realização de Seminário para apresentar os resultados obtidos pelo Projeto Manguezais do Brasil, discutir suas lições aprendidas e as perspectivas para a conservação da biodiversidade dos manguezais brasileiros”, afirma Claudio Maretti, Diretor da DISAT e do Projeto.

Sobre os manguezais

O termo mangue é empregado para designar um grupo floristicamente diverso de árvores tropicais que, embora pertençam a famílias botânicas sem qualquer relação taxonômica entre si, compartilham características fisiológicas similares. As adaptações especiais de que são dotadas permitem que tais espécies cresçam em ambientes abrigados, banhados por águas salobras ou salgadas, com reduzida disponibilidade de oxigênio e substrato inconsolidado. O termo manguezal ou mangal é usado para descrever comunidades florestais ou o ecossistema manguezal, espaço onde interagem populações de plantas, de animais e de micro-organismos ocupando a área do manguezal e seu ambiente físico (abiótico).

Cerca de 80% dos manguezais em território brasileiro estão distribuídos em três estados do bioma amazônico: Maranhão (36%), Pará (28%) e Amapá (16%). Essa área de manguezais situada no norte do Brasil constitui a maior porção contínua do ecossistema sob proteção legal em todo o mundo. São 120 unidades de conservação que têm manguezais em seu interior, abrangendo uma área de 12.114 km2, o que representa 87% do ecossistema em todo o Brasil. Desse total, 55 são federais, 46 são estaduais e 19 são municipais, distribuídas em 1.998 km2 de proteção integral (17%) e 10.115 km2 de uso sustentável (83%). Essa situação, em tese, confere maior efetividade à conservação desse ecossistema, reforçando seu status legal de área de preservação permanente. Esse percentual era de 75% em 2010, o que significa que a maioria das novas UC criadas desde então, possuem manguezais nos seus interiores.

Acesse a publicação do Atlas dos Manguezais do Brasil
Conheça mais sobre os manguezais, assista o vídeo sobre as áreas protegidas - gestão e monitoramento e o de atividades produtivas.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

Fonte: ICMBio








MAPFRE vence regata em Itajaí e equipe de Martine Grael fica em segundo



Itajai stopover.In-port Race. 20 April. Pedro Martinez/Volvo Ocean Race




Barco espanhol domina In-Port Race de Itajaí e se anima para a largada rumo aos Estados Unidos. Team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, termina a prova em segundo lugar. Agora barcos se prepararam para a oitava etapa, que sai neste domingo (22)

O barco espanhol MAPFRE conseguiu, nesta sexta-feira (20), em Itajaí (SC), mais uma vitória na série de regatas In-Port Race, campeonato paralelo de provas que valem para o desempate na Volvo Ocean Race.

A equipe vermelha, que subiu ao pódio em todas as etapas, não deu chances aos outros cinco adversários e cruzou em primeiro lugar. A vantagem para o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, foi de 43 segundos. Em terceiro lugar ficou o Dongfeng Race Team, que teve o brasileiro Márcio Santos, campeão da Copa de 1994 como convidado a bordo.

"Foi uma boa regata para nós hoje, desde o início, mas a chave para a vitória foi poder passar a AkzoNobel no primeiro vento de popa", disse o campeão olímpico Xabi Fernández. ''A partir daí ampliamos a vantagem''.

O resultado mantém os espanhóis em primeiro lugar no campeonato paralelo das In-Ports Races com 44 pontos. O Dongfeng Race Team tem 39 e o AkzoNobel tem 36. O MAPFRE ganhou outras duas provas nessa temporada: Alicante (Espanha) e Ghangzou (China).

''Ser o líder da série é sempre bom. Sabemos o como é apertada a classificação geral, onde estamos apenas um ponto atrás do Dongfeng, por isso isso pode ser importante no final de tudo'', contou Xabi Fernández.

Itajai stopover.In-port Race. 20 April. Pedro Martinez/Volvo Ocean Race


A equipe do AkzoNobel, da Martine Grael, ficou em segundo lugar em Itajaí. A campeã olímpica foi muito festejada pelos fãs brasileiros, que lotaram a Vila da Regata. Mais de 300 mil pessoas já passaram pelo local desde 5 de abril. ''Estou super feliz em competir no Brasil ao lado da minha torcida. Na In-Port conseguimos uma largada boa e uma disputa acirrada com a MAPFRE''.

A bordo do Dongfeng Race Team estava o tetracampeão Marcio Santos, que foi o convidado do barco chinês na regata. ''Foi uma experiência incrível. O barco anda muito rápido e a adrenalina a bordo é enorme''.

O Team Brunel teve problemas na perna de popa (vento a favor). A vela usada para impulsionar mais o barco no vento forte enrolou e a equipe holandesa caiu para último.

A In-Port teve seis pernas de aproximadamente 2 milhas cada e o MAPFRE fez a prova em 54min56. O percurso utilizado foi de barla-sota, ou seja, vai contra e volta a favor do vento. Segundo a organização, os ventos variaram de 10 a 12 nós.


Itajai stopover.In-port Race. 20 April. Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race.

Agora o próximo compromisso das equipes é a largada para Newport, Rhode Island, marcada para domingo (22), às 14h. Os sete barcos devem correr a prova de 5.600 milhas náuticas.


Itajai stopover.In-port Race. 20 April. Pedro Martinez/Volvo Ocean Race.


Classificação da In-Port de Itajaí

1. MAPFRE - 7 pontos
2. AkzoNobel - 6 pontos
3. Dongfeng Race Team - 5 pontos
4. Turn the Tide on Plastic - 4 pontos
5. Team Brunel - 3 pontos
6. Vestas 11th Hour Racing - 2 pontos
7. TSHK / Scallywag - não participou

Classificação das regatas In-Port da Volvo Ocean Race

1. MAPFRE - 44 pontos
2. Dongfeng Race Team - 39 pontos
3. AkzoNobel - 33 pontos
4. Team Brunel - 29 pontos
5. Vestas 11th Hour Racing - 18 pontos
6. Turn the Tide on Plastic - 15 pontos
7. Sun Hung Kai / Scallywag - 15 pontos


Fonte: Volvo Ocean Race (Release)









Niterói recebe evento 'Oceano Sem Plástico'





Maria Costa

Praia de Charitas foi escolhida para ação de limpeza que acontece neste domingo

A Praia de Charitas, na Zona Sul de Niterói, recebe amanhã (22) um mutirão de limpeza como parte do projeto 'Oceano Sem Plástico', promovido pelo Ong internacional WWF. O evento contará com cerca 500 voluntários que atuarão fazendo a retirada de resíduos na faixa de areia da orla. Essa já é a quarta edição do evento que percorre praias brasileiras com objetivo de conscientizar a população e autoridades sobre os perigos que o descarte e o uso do plástico representam para o meio ambiente.

A mobilização começa às 8h30 com a limpeza em toda faixa de areia da praia. Interessados em participar do evento como voluntário podem se cadastrar clicando aqui.

Já foram realizadas três edições do evento no Brasil, sendo a primeira na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, no arquipélago de Fernando de Noronha e no Recife, em Pernambuco.

Para a diretora de comunicação da WWF-Brasil, Gabriela Yamaguchi, a ação é importante, pois o plástico demora cerca de 400 anos para se decompor.

“No oceano, ele pode se tornar uma verdadeira epidemia, como estamos vendo acontecer. A ilha de lixo que flutua hoje no Oceano Pacífico já chega ao tamanho do estado do Texas, nos Estados Unidos. Precisamos agir com urgência", afirmou.

Uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial estima que, até 2050, existirá mais plásticos nos oceanos do que peixes. Anualmente, cerca de um milhão de espécies marinhas morrem em virtude da quantidade de resíduos que são despejados nos mares. Esses são apenas alguns dos fatores que indicam o grau de degradação ambiental.

Niterói - Segundo a Prefeitura já foram retiradas 619,66 toneladas de resíduos recolhidos pela Companhia de limpeza de Niterói (CLIN) apenas nos três primeiros meses do ano. Sendo março o mês de maior quantidade com 242,02, em janeiro foram 206 toneladas, e fevereiro 171,64.


Fonte: O Fluminense

















"A governabilidade da administração em jogo", artigo de Francisco Gaetani



É preciso desatar os nós que emperram a administração pública no Brasil. Foto


Atuo no setor público desde 1991 e sou servidor público de carreira da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Ou seja, há quase 30 anos, acompanho de perto a evolução e os retrocessos na administração pública. Vejo que a cada nova denúncia de corrupção, a cada nova crise causada pela ineficiência da administração, a cada novo escândalo ecoado pela mídia, surgem novas regras moralizadoras, cada vez rígidas. E as medidas não têm surtido o esperado efeito de prevenir a corrupção e trazem o efeito colateral do engessamento da administração.

A consequência deste engessamento é o distanciamento entre a expectativa e a demanda da população por serviços e a capacidade de resposta da administração pública. Hoje, as demandas chegam ao gestor público na velocidade das redes sociais, a um clique no celular. E a resposta da máquina pública vem na velocidade de uma Lei 8.666, com todos os entraves burocráticos e dos órgãos de controle.

O Presidente da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) da 1ª Turma, Francisco Gaetani, publicou nesta sexta-feira (20) artigo no Valor Econômico sobre o PL 7.448/2017 com o titulo "A governabilidade da administração em jogo" (vide abaixo).

O artigo é certeiro em apontar problemas que estão causando a paralisia da administração pública no país. Desenvolveu-se uma assimetria entre as áreas de controle e os segmentos responsáveis pela implementação das políticas públicas. "Os ministérios associados ao gasto, à legalidade e ao controle possuem quadros técnicos recrutados por concursos públicos, carreiras estruturadas e salários competitivos. Áreas como Saúde, Educação, Transportes e Minas e Energia enfrentam graves déficits de capacidade, em especial de pessoal". 

A pressão sobre os executores das políticas públicas é tão grande que o "medo comanda hoje a administração pública. (...) "Dirigentes de estatais já negociam 'seguros' para ocupar suas funções". 

O debate levantado por Gaetani é fundamental para a recuperação da normalidade no país. Não se trata aqui de propor o afrouxamento das medidas de prevenção, controle e punição à corrupção, mas de viabilizar o funcionamento da administração pública.

Tomei a liberdade de destacar alguns trechos do artigo que considero mais impactantes e representativos da preocupação que permeia hoje a boa gestão pública no país.

Axel Grael



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A GOVERNABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO EM JOGO


Por Francisco Gaetani
20/04/2018 às 05h00

Se os candidatos à Presidência e aos governos estaduais soubessem o que os aguarda em janeiro de 2019 pensariam duas vezes antes de se apresentar nas eleições. Os eleitos precisarão construir maiorias políticas no Legislativo para governar. Disso todos sabem. O que não sabem é que não encontrarão na sociedade e no serviço público pessoas dispostas a assumir os riscos associados ao exercício das atividades executivas. O motivo é simples: a percepção dominante é a de que não vale a pena. Uma eleição não tem poder de reparar essa situação.

O medo comanda hoje a administração pública. Até 2014, discutia-se a judicialização das políticas públicas. Um exemplo era a importação de remédios caros por decisão judicial. Evoluiu-se rapidamente para a criminalização da administração, como o inacabado e controverso debate em torno da política fiscal demonstrou. Finalmente, chegamos à paralisia. Afinal... "é o meu CPF que está em jogo". Ninguém quer ficar sujeito a interpretações de órgãos de controle que, em muitos casos, não dominam plenamente as complexidades do assunto e partem do princípio de que o funcionário é suspeito: in dubio pro societate.

Inúmeros funcionários hoje respondem a processos decorrentes de acórdãos do TCU. Dirigentes de estatais já negociam "seguros" para ocupar suas funções. Pulamos de um extremo de descontrole e leniência para outro de regramentos e controles sem necessária vinculação com a natureza da atividade da organização - seja ela um banco público, um hospital universitário ou uma empresa de energia.

O setor privado encontra-se acuado, assustado e intimidado por burocracias opacas com poder de influenciar decisivamente seus negócios. Estão todos sob suspeita de práticas ilícitas cuja dosimetria nesta altura já não importa mais, independentemente das previsões legais. Conflitos tributários, arranjos regulatórios imperfeitos, práticas de governança corporativa, gestão de riscos reputacionais e novas realidades associadas ao combate à corrupção foram incorporados ao cálculo empresarial.

Ironicamente, o mundo jurídico tornou-se a principal fonte de insegurança jurídica e responsável por custos de transação imprevisíveis e incalculáveis. Nas esferas pública e privada o debate sobre eficiência e qualidade do gasto desapareceu. A temática do combate à corrupção eclipsou todos as demais. É como se o país precisasse parar para resolver o problema da corrupção de uma vez por todas.

Focar na paralisia da administração, sem observar as distorções que o excesso do controle tem gerado, tornou-se um lugar comum. Dados de uma pesquisa realizada pela Enap mostram que os gestores usam suas capacidades não para prover informações e evidências sobre a política em que trabalham, mas para responder a órgãos de controle e demandas de auditoria.

Há um problema de assimetria de capacidades decorrente de um sequenciamento desbalanceado. A profissionalização do MPF e do TCU vem ocorrendo consistentemente desde a redemocratização. A organização da CGU acelerou-se após 2003. Os ministérios das áreas econômica e jurídica vêm se estruturando desde a estabilização macroeconômica. Os ministérios associados ao gasto, à legalidade e ao controle possuem quadros técnicos recrutados por concursos públicos, carreiras estruturadas e salários competitivos. Áreas como Saúde, Educação, Transportes e Minas e Energia enfrentam graves déficits de capacidade, em especial de pessoal. 

O corporativismo dos estamentos burocráticos mostrou as imperfeições da nossa democracia. Não possuímos um regime de "checks and balances". O Judiciário, o TCU e o MPF são irresponsabilizáveis, salvo por seus pares, e, mesmo assim, as evidências recentes atestam a dificuldade de atuação do CNJ e CNMP.

O TCU tem demonstrado capacidade de exercer o controle externo de forma construtiva e efetiva, como tem ocorrido nas esferas de infraestrutura, governança e desenvolvimento regional. A atuação do MPF no combate à corrupção nos anos recentes vem dando impulso decisivo à moralização da Administração Pública. Estes avanços não podem ser comprometidos por excessos e distorções que comprometam o funcionamento do Estado. A presunção de culpa não se coaduna com o regime democrático e não pode se transformar em uma indústria que se auto-alimenta. 

O PL nº 7448/2017, aprovado pelo Congresso e aguardando a sanção presidencial, dá um passo importante para recuperar o equilíbrio. A proposta busca trazer racionalidade às decisões administrativas, judiciais e de órgãos de controle, assegurando que as consequências práticas das decisões sejam levadas em conta, e que medidas para a mitigação de prejuízos à sociedade sejam implementadas sempre que necessário. A aplicação do direito não pode ocorrer de forma descolada da realidade: precisa levar em consideração os diversos impactos gerados pelas decisões, considerando o bem-estar da sociedade e assegurando uma previsibilidade mínima aos gestores públicos.

A governabilidade administrativa não depende apenas do Executivo. Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas são sócios da governabilidade do país. A guerra de facções corporativas, a disputa por recursos e a concorrência pelo poder precisam ser contidas pelas instituições do país. O corporativismo, o voluntarismo, o messianismo e o punitivismo precisam ser enfrentados para o país caminhar na direção de uma nova normalidade, aderente às práticas do regime democrático, sem prejuízo do combate à corrupção e da modernização da gestão pública. 

Os problemas estruturais do país - integração na economia global, redução das desigualdades, aumento da produtividade e da competitividade, mudança climática e desenvolvimento regional, dentre outros - estão se agravando. O PL nº 7.448/2017 é um avanço na contenção de excessos e preservação da capacidade de gestão. Esta iniciativa é vital para o país sair do encurralamento paralisante.



Francisco Gaetani é presidente da Escola Nacional de Administração Pública e ex-Secretário-Executivo dos Ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente. É doutor pela London School of Economics e professor da EBAPE/FGV



Fonte: Valor Econômico





















quinta-feira, 19 de abril de 2018

Governo da Colômbia reconhece Territórios Indígenas como unidades equivalentes a municípios



Maloca em Puerto Ortega, Rio Pirá-Paraná, Colômbia



Biviany Rojas Garzón, advogada do Programa Xingu

Autoridades indígenas foram reconhecidas como governos locais em três Estados da Amazônia colombiana

Na semana passada, o governo do presidente de Juan Manuel Santos, da Colômbia, publicou decisão histórica que reconhece as autoridades indígenas como governos locais em três departamentos (Estados) da Amazônia colombiana: Guania, Vaupes e Amazonas. Nas terras indígenas, essas autoridades terão posição equivalente ao de prefeituras, com status de divisão político administrativa.

O Decreto Presidencial n°632 de 2018 (acesse aqui) estabelece os procedimentos para a instalação e funcionamento dos chamados “Territórios Indígenas”, divisões político-administrativas do Estado colombiano. Essas TIs estão previstas na Constituição Política do país desde 1991, mas nunca saíram do papel. A Colômbia, diferente do Brasil, estrutura-se como Estado unitário composto pela Nação, Departamentos (Estados), Municípios e Territórios Indígenas. Estes últimos, instâncias de descentralização administrativa e com políticas inéditas na história da Colômbia, careciam de regras para sua implementação até a última semana.

Na Colômbia, as Terras Indígenas (Resguardos), já eram reconhecidas como propriedade coletiva dos povos indígenas (inalienável, impenhorável e imprescritível) desde antes da Constituição de 1991. Mesmo com a mudança constitucional, porém, continuavam administrativamente dependentes dos governos departamentais (estaduais) para a definição e execução de políticas públicas e do acesso a serviços públicos essenciais como educação, saúde e saneamento básico.


Dança da pupunha, com máscara, realizada pelos Makuna, de Piedra Ñi, Rio Pirá-Paraná, Colômbia. (2008)



Constituição de 1991

A partir da Assembleia Constituinte de 1991, o Estado colombiano avançou na conquista de direitos históricamente reivindicados pelo movimento indígena. Isso incluiu desde a manutenção da propriedade coletiva das Terras Indígenas até o reconhecimento da governança indígena sobre suas terras na categoria de autoridades públicas de nível local. Situação totalmente diferente é a do Brasil, onde os povos indígenas sequer são proprietários de suas terras.

Os Territórios Indígenas foram idealizados como espaços de governo local que não devem ser obrigados a reproduzir a estrutura organizacional dos municípios (Prefeitura, Câmara de Vereadores, entre outros), e portanto, têm o desafio de inovar na definição de estruturas administrativas eficientes e culturalmente adequadas a cada povo, ou a cada conjunto de povos que se proponham governar conjuntamente numa mesma unidade territorial.

Avanço na conquista de direitos

O ato presidencial recentemente publicado, que promove o funcionamento dos Territórios Indígenas como divisões administrativas e políticas da Colômbia, é produto de mais de 27 anos de luta do movimento indígena. Seu avanço concreto acontece no contexto de pós-conflito armado, em que o Estado colombiano precisa se fazer presente em extensas regiões do país onde instituições governamentais tiveram pouca ou nenhuma atuação durante os últimos 60 anos.

No caso concreto da região da Amazônia colombiana, a possibilidade de criar Territórios Indígenas é, sem sombra de dúvidas, o reconhecimento formal da governança indígena que de fato vinham exercendo as Associações de Autoridades Territoriais Indígenas, as ATTIs, sobre extensos resguardos nos Departamentos do Vaupés, Guania e Amazonas. As ATTIs demonstraram ser, durante os últimos 15 anos, as estruturas de governo mais eficientes para definir e implementar políticas públicas nesses territórios. A expectativa é que, com base nesta experiência pretérita de governo indígena, sejam criados os primeiros Territórios Indígenas no país.

O Decreto publicado pelo governo colombiano não cria automaticamente nenhum Território Indígena, ele apenas prevê as regras para sua formação, sempre a partir da iniciativa exclusiva dos povos interessados. Assim, o funcionamento dos primeiros Territórios Indígenas fundamenta-se na criação de: Conselhos Indígenas, instâncias de governo e representação legal dos TIs; Acordos Interculturais, instrumentos de coordenação entre os TIs e os demais níveis de governo regional e nacional, e por último, os Planos de Vida, instrumentos de ordenamento territorial e planejamento administrativo.

O novo decreto, ao dispor sobre o funcionamento dos Territórios Indígenas, permite não só a garantia da propriedade coletiva das Terras Indígenas mas o exercício de direitos políticos do auto-governo. Passaram mais de 27 anos desde a mudança constitucional até o início de sua implementação. Seu funcionamento reúne os principais desafios da distribuição de poder local na região da Amazônia colombiana onde, desde a assinatura dos acordos de paz, as taxas de desmatamento só têm aumentado, assim como o avanço da fronteira agrícola e mineral. O contexto atual é desafiador, mas nunca foi melhor.


Fonte: Instituto Socioambiental


















Instituto TRATA BRASIL lança o Ranking do Saneamento 2018



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

O Instituto Trata Brasil lançou a edição de 2018 do Ranking do Saneamento, relatório anual publicado pela organização, comparando os resultados das 100 maiores cidades do país. Cabe lembrar que a análise considera dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades. Por sua vez, o SNIS apresenta dados fornecidos pelas próprias prefeituras ou empresas de saneamento locais.

E os indicadores do Ranking do Saneamento referem-se sempre a valores de dois anos antes, portanto, a avaliação atual utiliza dados declarados pelas prefeituras referentes a 2016.

No Ranking do Saneamento 2018, Niterói é destaque no Índice de Atendimento Total de Água. Com 100% de atendimento, a cidade compartilha o primeiro lugar com outros municípios.

No Índice de Esgoto Tratado Referido à Água Consumida, Niterói também foi considerada a melhor do país.

No ranking geral, analisados 14 indicadores, Niterói foi considerada o 19° município, a mesma posição do Ranking de 2017.

Niterói continua investindo na ampliação da sua rede de coleta e tratamento de esgoto e deverá atingir a universalização em dois anos.

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói


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Assista à matéria no Jornal Nacional sobre os resultados do relatório: https://globoplay.globo.com/v/6673843/

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O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulga o novo Ranking do Saneamento Básico – 100 Maiores Cidades do Brasil que aborda novamente os indicadores de água e esgotos com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades, e que reúne informações fornecidas pelas empresas prestadoras dos serviços nessas cidades. Os dados consultados são de 2016, os últimos publicados pelo Ministério das Cidades.

Além disso dos indicadores tradicionais, o relatório aborda perdas de água e investimentos das 100 maiores cidades do país.

Na nova edição, três novos municípios foram incluídos nas amostras devido aos índices do IBGE em relação à população: Palmas (TO), Taboão da Serra (SP) e Camaçari (BA). Deixaram de integrar o Ranking os municípios de Foz do Iguaçu (PR), Juazeiro do Norte (CE) e Volta Redonda (RJ). No Relatório Completo nesta página é possível entender a metodologia adotada.

Relatório completo
Press Release
Tabela 100 cidades

Fonte: Trata Brasil



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Martine Grael responde perguntas das crianças na Vila da Regata





Depois de passar alguns dias com a família no Rio, a velejadora Martine Grael, 26, do Team AkzoNobel, primeira mulher brasileira a competir na Volvo Ocean, reservou a tarde de terça-feira para conversar com os alunos que fazem visitas guiadas à Vila. Todos queriam tirar fotos e levar o autógrafo da velejadora e campeã olímpica.

“Receber as crianças é, especialmente, o meu maior prazer. Se tem alguma coisa que eu gosto de fazer é tentar inspirá-las um pouquinho”, relatou Grael sobre a experiência.

“Os brasileiros estão tendo um carinho muito bacana com nossa equipe aqui em Itajaí. A Vila está muito animada, cheia de coisas para fazer. Foi uma das melhores paradas que fizemos até agora. Eu estou super feliz de ter voltado para Itajaí, depois de um tempinho em casa”, contou Martine.

A volta a Itajaí foi também o primeiro dia de teste dos barcos e Martine prevê muito trabalho até a In-Port Race na sexta-feira (20) e a largada da oitava etapa no domingo (22). “Estamos fazendo as preparações para a saída na perna. Ainda tem muita coisa a ser feita, mas está tudo dentro da programação”. De Itajaí, os competidores partem para Newport nos Estados Unidos.

AkzoNobel é a quarta colocada na classificação geral e ainda tem chance de levantar o troféu mais desejado do mundo da vela. Com 33 pontos, o barco de bandeira holandesa tem a sua frente Dongfeng Race Team (46 pontos), Mapfre (45) e Team Brunel (36).


Fonte: Página 3









quarta-feira, 18 de abril de 2018

UFPR traz Lars Grael e especialistas internacionais no 3º Seminário Internacional de Políticas Públicas para o Esporte






O medalhista olímpico Lars Grael e a PHD em Gestão Esportiva Chris Green (Universidade de Illinois, nos EUA) estão entre as autoridades convidadas para o 3º Seminário Internacional de Políticas Públicas para o Esporte. Grael vai participar de uma mesa de debates que será promovida no dia 26, às 13h30, com o tema “Rede Nacional de Treinamento”.

Promovido pelo Centro de Pesquisa em Esporte, Lazer e Sociedade da UFPR (Cepels) – com o apoio do Ministério do Esporte – o seminário será realizado entre 25 e 27 de abril no Auditório Professor Ulysses de Campos, Setor de Ciências Sociais Aplicadas, no campus Botânico. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas AQUI.

A programação completa do encontro está neste link: PROGRAMAÇÃO SEMINARIO .

O 3º seminário é parte do projeto de pesquisa “Inteligência Esportiva”, que objetiva produzir, sistematizar, analisar e difundir informações sobre o esporte no Brasil e as políticas públicas para o setor. “Neste evento, vamos debater temas emergentes na área das políticas públicas para o esporte, com importantes convidados do Brasil e do Exterior”, explica o coordenador do projeto, professor-doutor Fernando Mezzadri, do Departamento de Educação Física da UFPR.

Banco de dados sobre o esporte

Às 8h30 do dia 26 de abril, haverá o lançamento de outro grande projeto do “Inteligência Esportiva”. O Cepels da UFPR vai apresentar o maior banco de dados sobre o esporte já criado no País. O banco está sendo desenvolvido desde o segundo semestre de 2014 e contém informações completas sobre cerca de 46 mil atletas brasileiros de todas as faixas etárias, categorias e modalidades esportivas, além de informações sobre as organizações esportivas (confederações, federações, clubes, associações e ligas).

O banco de dados começou a ser desenvolvido pela UFPR em 2013 e envolve 50 especialistas de várias regiões brasileiras por meio de parceria com Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte. O projeto é coordenado pelo professor-doutor Fernando Mezzadri, do Departamento de Educação Física.

Palestrantes de renome internacional

Um dos palestrantes mais importantes do evento será a PHD em Gestão Esportiva Chris Green (Universidade de Illinois), que fará palestra de abertura no dia 25, às 19h30, com o tema “Sports System and the development of sport”. Sua pesquisa examina o crescimento e desenvolvimento dos programas e sistemas esportivos e sua relação com o desenvolvimento dos indivíduos, grupos e comunidades.

A mesa de debates com Lars Grael será no dia 26, às 13h30. Ele vai falar sobre o tema Rede Nacional de Treinamento. Grael é Superintendente Técnico do Comitê Brasileiro de Clubes. Como atleta, entre suas principais conquistas estão duas medalhas olímpicas, dois títulos mundiais, dez títulos continentais e 29 títulos nacionais, além de vários outros resultados de expressão obtidos desde a estreia, em 1972.

Grael dividirá a mesa com Mosiah Rodrigues (Coordenador-Geral do Programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte); Ciro Winckler de Oliveira Filho (Coordenador de Alta Performance do CPB); e Jorge Bichara (Gerente Geral de Alto Rendimento do COB).

Outros dois palestrantes importantes falarão no dia 27. Um deles é Jürgen Mittag, que abordará o tema “Comparative studies on sport systems”. Ele é professor de Política Esportiva da German Sport University of Cologne e chefe do Instituto de Desenvolvimento doEsporte Europeu e Estudos de Lazer na German Sport University of Cologne.

Às 16h, Arnout Geeraert falará sobre o tema “Governance in sports organisations”. Geeraert estudou Política Internacional (Universidade de Leuven) e Direito Internacional e Europeu (Universidade de Bruxelas) e é doutor emCiências Sociais pela Universidade de Leuven (dezembro de 2013). Atualmente, trabalha no Play The Game / Instituto Dinamarquês de EstudosEsportivos e no LINES Leuven International and European Studies) e coordena o trabalho de um consórcio internacional sobre boa governança no esporte.


Fonte: UFPR















SEGURANÇA: Niterói terá operação contra roubos de carros e comércios



Durante o encontro, prefeito falou sobre os investimentos em segurança pública que tem feito na cidade. Foto: Luciana Carneiro/Prefeitura de Niterói


Anúncio foi feito durante reunião entre secretário estadual de Segurança e prefeito Rodrigo Neves

A cidade de Niterói vai passar a receber a Operação Dínamo, desencadeada pela secretaria de Estado de Segurança (Seseg) e que tem como principal objetivo combater o roubo de carros e dar mais segurança ao comércio da região. O anúncio foi feito durante uma reunião entre o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e o secretário estadual de Segurança Pública, general Richard Fernandez Nunes, na tarde desta terça-feira (17).

A ação é feita de forma dinâmica e atua nos locais onde a mancha criminal desses delitos é alta de acordo com dados do ISPGeo, que é uma ferramenta de análise criminal do Instituto de Segurança Pública (ISP). Atuam nessas ações agentes das polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal, e homens da Força Nacional de Segurança Pública e Forças Armadas, de forma integrada, patrulhando em comboios ou em pontos fixos.

“Relatei a nossa preocupação e expectativa em relação às ações das forças de Segurança em Niterói e no Leste Fluminense. A Prefeitura de Niterói, que já investiu mais de R$100 milhões em ações de apoio às polícias Civil e Militar, vai continuar cooperando com as forças policiais. Esperamos que as ações, que devem ser de curto e médio prazos, tenham resultado”, disse o prefeito.

O secretário de Segurança analisou a importância do apoio do Município ao combate à violência.

“O prefeito Rodrigo Neves foi o primeiro que eu tive a oportunidade de receber no início da intervenção e Niterói é o primeiro município fora da capital que tenho a oportunidade de visitar. Isso demonstra a importância da cidade como símbolo de qualidade de vida do estado. A palavra de ordem é integração entre os poderes, os entes federativos, os diversos órgãos de segurança pública. Quando falo isso, me refiro também as Forças Armadas, Polícia Rodoviária federal, Força Nacional de Segurança Pública, Policias Militar e Civil e no caso de Niterói, o envolvimento também da Guarda Municipal. Coibindo o roubo de carros, outros delitos serão combatidos já que serão ações integradas e em horários diferentes”, disse o general Richard Fernandez Nunes.

O deputado estadual Comte Bittencourt ressaltou que a Segurança Pública é prioridade para os municípios fluminenses.

“A segurança é uma área que afeta muito o cotidiano da cidade. O prefeito Rodrigo Neves tem sido incansável na busca de integração com o Estado. Ele é um dos poucos que está permanentemente nesse debate, às vezes fazendo além do que compete ao município”, afirmou Comte Bittencourt.

Também participaram da reunião os secretários de Ordem Pública, Gilson Chagas, e Executivo, Axel Grael, além do coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança, Paulo Henrique de Moraes, e o tenente-coronel Carlos Porto Alegre, da Secretaria de Segurança Pública.

Fonte: O Fluminense









Cientistas apontam seis prioridades de pesquisa na área de cidades e mudanças climáticas



Até 2050, 3 bilhões de pessoas, a maior parte no sul global, estará vivendo em favelas. (Foto: dany13/Flickr-cc)


By Paula Tanscheit

O futuro do planeta está nas mãos das cidades. Não é novidade que elas concentram mais da metade da população mundial e estima-se que esse índice cresça para 66% até 2050. Estamos falando de espaços urbanos que ocupam 2% do território da Terra. Essas áreas serão consequentemente as mais afetadas pelo aquecimento global e pelos efeitos de condições meteorológicas extremas. Diante desses fatos, a impressão é que muito pouco se fala sobre o assunto se pensarmos na relevância do tema. A ciência precisa estar gradativamente presente nos debates e ter um papel cada vez mais importante nas decisões políticas e ações urbanas. Para isso acontecer, um artigo publicado na revista Nature indica as seis pesquisas que devem ser priorizadas para que a ciência contribua para o planejamento de cidades e seja inserida no dia a dia urbano.

Planejadores urbanos e tomadores de decisões precisarão de constantes evidências que os ajudem a desenvolver estratégias para mitigação do clima e adaptação. Ao mesmo tempo, os cientistas passam a ver as cidades como sistemas complexos e a trabalhar mais próximos das comunidades. No entanto, a aplicação dessas pesquisas ainda é um problema, já que a falta de estudos de longo-prazo sobre o clima urbano e seus impactos dificulta o planejamento das próximas décadas. Além disso, ainda são poucas as plataformas de compartilhamento de informações entre cidades.

Segundo o artigo intitulado “Seis prioridades de pesquisa para cidades e mudanças climáticas“, as grandes lacunas de conhecimento dizem respeito a mitigação e adaptação às mudanças climáticas urbanas, o que exigirá trabalho em diversas áreas. Confira as seis necessidades apontadas pelos pesquisadores.

1) Expandir as observações. Pesquisadores e autoridades municipais precisam ampliar a quantidade e os tipos de dados urbanos coletados, especialmente em países do hemisfério sul. Dados sobre assentamentos informais são escassos ou inexistentes. Além de melhorar a disponibilidade, a cobertura, a qualidade, a resolução e a confiabilidade das informações, elas precisam ser aprimoradas e os relatórios devem ser padronizados. Os pesquisadores sugerem metodologias para sensoriamento remoto com satélites, drones e veículos autônomos para monitorar tecidos urbanos densos, inventários confiáveis sobre gases de efeito estufa e também métodos para a verificação dos mesmos. “É crucial monitorar as origens e tipos de poluentes do ar de efeitos climáticos – incluindo metano, ozônio, carbono negro e aerossóis – já que reduzir esses gases é benéfico para a saúde pública, bem como para a mitigação do clima”.

É necessária uma rede global de “observatórios urbanos” – diversas cidades que são pontos focais de pesquisa e monitoramento de longo prazo. Dados, pesquisa e prática devem ser compartilhados online. Para garantir a confiabilidade, dados sobre emissões, precipitações, fluxos de água e qualidade do ar precisam ser verificáveis e usados de forma transparente. Pesquisadores e profissionais precisam desenvolver mecanismos de governança, segurança, ética e engajamento.

2) Compreender as interações climáticas. De acordo com o artigo, processos climáticos são complexos, ainda mais em cidades. Por esta razão, são necessários estudos comparativos entre cidades de diferentes contextos para compreender múltiplos cenários e encontrar soluções. “Precisamos saber como as morfologias urbanas, os materiais de construção e as atividades humanas afetam a circulação atmosférica, o calor e a radiação luminosa, a energia urbana e os reservatórios de água”, afirma o texto. Simulações climáticas precisam ser consideradas para a urbanização e devem ser reduzidas para os níveis da cidade e do bairro. São necessárias ainda metodologias para avaliação de risco, de vulnerabilidades e de capacidades sociais locais.

3) Estudar assentamentos informais. Até 2050, 3 bilhões de pessoas, a maior parte no sul global, estará vivendo em favelas. Permitir que essas comunidades se adaptem é uma prioridade. Modelos e ferramentas de análise pensadas para essas comunidades precisam ser desenvolvidas, já que as abordagens utilizadas nas cidades no norte global não podem ser simplesmente transplantadas. A escassez de dados, os processos socioeconômicos informais e as capacidades locais limitadas devem ser considerados.

Assentamentos informais podem receber lições de sustentabilidade. Os moradores geralmente são eficientes na utilização de recursos escassos e na reutilização e reciclagem de resíduos. Os esforços de mitigação precisam apoiar, em vez de minar, os meios de subsistência e o bem-estar humano, bem como a economia informal.

4) Explorar as tecnologias disruptivas. Os pesquisadores acreditam que a revolução digital está transformando as cidades. Programas de mobilidade compartilhada irão melhorar a qualidade do ar e a inclusão social e reduzirão congestionamentos. A adoção global de veículos elétricos compartilhados e automatizados pode reduzir a frota global de veículos em até um terço, segundo o estudo. No entanto, esses benefícios poderiam ser reduzidos se a facilidade de uso dessas tecnologias resultasse em um aumento no uso do veículo. Os pesquisadores precisam entender o que desencadeia resultados positivos e negativos, bem como influenciá-los, possibilitando, por exemplo, mais viagens compartilhadas através de tecnologias de informação e comunicação.

Os autores do artigo dão sugestões de elementos a serem trabalhados nas cidades, como materiais e tecnologias acessíveis que podem reduzir a intensidade de carbono das infraestruturas; corredores de vegetação, parques verdes e zonas de baixas altitudes que absorvem água e reduzem os riscos de inundações e calor. É preciso maior conhecimento sobre o desempenho a longo prazo e o gerenciamento de tais recursos. Padrões de desenho e engenharia precisam ser desenvolvidos.

5) Apoiar as transformações. Estratégias mais ousadas são necessárias para alcançar cidades resilientes e de baixo-carbono. “É preciso dar mais orientações sobre como mudar o estilo de vida da população e os padrões de consumo através de políticas e incentivos para a criação de bairros e cidades com zero carbono”, diz o artigo.
Os pesquisadores sugerem encontrar e ampliar as inovações locais de sucesso. As estruturas de pesquisa e políticas precisam ser desenvolvidas para traduzir inovações locais bem-sucedidas nas cidades.

6) Reconhecer o contexto da sustentabilidade global. As cidades são sistemas abertos, complexos e dinâmicos com alcance global. Ações locais bem-intencionadas podem deslocar questões para outros setores ou para o futuro.

É necessária uma abordagem de sistemas para atender as mudanças climáticas globais, bem como a Nova Agenda Urbana e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. É preciso explorar mais a fundi as interações, compensações e sinergias entre processos urbanos e seus impactos em outros lugares. Isso implica trabalhar em disciplinas e silos de governança. Vínculos entre sistemas de água, alimentos e energia devem ser estendidos a outros setores, para entender as relações entre provisão de infraestrutura, desigualdade e resiliência, por exemplo.
Próximos passos

O artigo lista ainda uma série de próximos passos que incluem:

– pesquisadores, formuladores de políticas e outros stakeholders de cidades precisam fortalecer parcerias e produzir conhecimento em conjunto;

– universidades devem apoiar plataformas de dados e programas de pesquisa de longo prazo em suas cidades, enquanto compartilham o conhecimento a nível nacional e internacional;

– cientistas devem se envolver mais nas redes de políticas e práticas, tais como Grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança Climática, ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e United Cities and Local Governments (UCLG);

– criação de conselhos consultivos científicos em cidades;

– agências de financiamento precisam fornecer subsídios para pesquisa interdisciplinar e estudos comparativos, especialmente no sul global;

– cidades podem exigir que as empresas que ofereçam projetos governamentais de grande escala em energia renovável ou transporte sustentável, por exemplo, contribuam com dinheiro para pesquisas universitárias relacionadas;

– cidades devem desenvolver modelos de negócios e parcerias para acelerar experiências bem-sucedidas e ampliar ideias e tecnologias;

– plataformas online devem ir além do compartilhamento de dados para ajudar pesquisadores, formuladores de políticas, profissionais e cidadãos a diagnosticar problemas, gerar soluções, testar e avaliar sua eficácia e incorporar a aprendizagem;

– pesquisas e a inovação para mitigar as mudanças climáticas urbanas e se adaptar a ela devem ser apoiadas em uma escala proporcional à magnitude do problema.

Fonte: The City Fix Brasil












MARTINE GRAEL dá entrevista para revista britânica e fala dos seus planos para depois da Volvo Ocean Race






Volvo Ocean Race – Rookie perspective 2: Martine Grael

By Yachts Yachting

In the second of our five-part mini series, Rob Kothe gets the rookies perspective from Volvo Ocean Race first timers…
Read rookies part 1 – Peter Burling

Martine Grael, 27 is sailing aboard AkzoNobel in the 2017-18 Volvo Ocean Race as both a driver and a sail trimmer. The Brazilian 49er FX Olympic Gold medallist is a Volvo Ocean Race rookie, but her father Torben Grael, Brazil’s most successful Olympic sailor, with five medals, has taken part in the race three times and won the 2008-09 edition as skipper of Ericsson 4.

Martine Grael and Kahena Kunze won the 420 World Youth Championships in 2009, then switched to the 49er FX in 2012. They won the 2014 World Championship and that year they were crowned Rolex World Sailors of the Year, before winning in Rio.

Grael takes up the story “I have always been interested in doing the VOR and watched the SCA team being put together, but my goal was the 2016 Olympic Games, so I stayed focused on that. But when the rule changed, increasing mixed crew options for the 2017 race I started looking out for a crew position.

“I worked very hard in the gym to gain strength. For the 49erFX I was close to ideal weight, so I just had to be super-agile and fit. But for the Volvo core strength is the issue, for grinding and moving sails around for example.

“The race so far has been better than I imagined in some ways and worse in some other ways. I had heard lots of stories many from my father, I knew a lot of that would happen but it’s always harder to experience them yourself.

“I enjoyed some very good sailing this last leg and some hard times being at the back of the fleet for sure but the best experience was winning the leg coming into Auckland. It was very stressful but there is nothing better than winning. The worst moment was probably arriving last into Melbourne after the breakdown in Leg 3.

“I guess I am very passionate about things and sailing and sure this race is a lot of professional in some ways. I guess this race just gets the worst out of you and you just can’t hold it back. I think sometimes it gets the better of you. You discover a lot about yourself and how to live with other people. It’s put new perspective in life and now I see things with different eyes.

“I’ve learnt so much as a sailor. There are so many good people on board and a lot of experience and I’m just trying to learn as much as possible. As a newbie there is a lot to learn and there is a long way to go for me in sailing and I am not sure what is coming up next but for sure this helps me as a sailor and I feel like more of a complete sailor now.

“I’ve learnt a lot more about responsibilities and personal organisation, very important in running your own Olympic campaign.

“After this race ends, I will be straight back into 49er FX sailing for at least two years until the Tokyo campaign so pretty much full on after the race.

“I will take my caravan / trailer all the way to Denmark and start 49er FX training with Kahena for the Aarhus Worlds, (after winning in Rio we were second in the 2017 Worlds). After that there is a test event in Tokyo and after that hopefully some rest and then the Olympic cycle starts again.”


Fonte: Yachts and Yachting











terça-feira, 17 de abril de 2018

Energia solar agregou mais capacidade de geração elétrica que combustíveis fósseis em 2017



O campo de Zaatari, na Jordânia, fez a mudança para energia limpa no dia 13 de novembro, inaugurando a maior usina de energia solar já construída num campo de refugiados. Foto: ACNUR/Yousef Al Hariri


O setor de energia solar dominou como nunca antes a nova capacidade de geração elétrica em 2017, assim como os investimentos globais, informou relatório “Tendências globais no investimento em energias renováveis 2018“, publicado pela ONU Meio Ambiente nesta quinta-feira (5).

O mundo instalou um recorde de 98 gigawatts (GW) de nova capacidade solar, um aporte mais alto que o das demais tecnologias. As outras fontes renováveis agregaram 59 GW em conjunto, as usinas de carvão, 35 GW, as de gás, 38 GW, as de petróleo, 3 GW, e a energia nucelar contribuiu com 11 GW de capacidade de geração.

A energia solar também atraiu muito mais investimento: 160,8 bilhões de dólares, ou seja, 18% mais na comparação com o ano anterior, e mais que qualquer outra tecnologia. Recebeu 57% do investimento total do ano para todas as energias renováveis, excluindo as grandes hidrelétricas — 279,8 bilhões de dólares — e obteve mais investimentos para nova capacidade de geração que o carvão e o gás, com estimados 103 bilhões de dólares.

A força impulsionadora por trás da onda de investimento solar do ano passado foi a China, que agregou 53 GW — mais da metade do total — e investiu 86,5 bilhões de dólares, um aumento de 58% em relação ao ano anterior.

O relatório foi publicado pela ONU Meio Ambiente em colaboração com a Escola de Finanças e Administração de Frankfurt e a empresa de dados Bloomberg New Energy Finance. De acordo com o documento, os custos decrescentes da eletricidade solar e, em certa medida, da energia eólica continuam impulsionando o aumento dos investimentos.

O ano passado foi o oitavo consecutivo no qual o investimento mundial em energias renováveis excedeu 200 bilhões de dólares. Desde 2004, o mundo investiu 2,9 trilhões nessas fontes de energia.

“O aumento extraordinário do investimento solar mostra como o mapa de energia global está mudando e, o que é mais importante, quais são os benefícios econômicos dessa mudança”, disse Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente.

“Os investimentos em energias renováveis atraem mais pessoas para a economia, oferecem mais empregos, trabalhos de melhor qualidade e empregos mais bem remunerados. A energia limpa também significa menos poluição, o que significa um desenvolvimento mais saudável e feliz.”

Em geral, a China foi o maior país investidor de energias renováveis, com um recorde de 126,6 bilhões de dólares, 31% mais que em 2016. Também houve amplos incrementos no investimento de Austrália (147%, para 8,5 bilhões de dólares), México (810%, para 6 bilhões de dólares) e Suécia (127%, para 3,7 bilhões de dólares).

No ano passado, encomendou-se um recorde de 157 GW de energia renovável, frente aos 143 GW de 2016, superando amplamente os 70 GW de capacidade geradora agregada de combustíveis fósseis (depois do ajuste pelo fechamento de algumas usinas existentes).

“O mundo agregou mais capacidade solar que as usinas de carbono, gás ou nucleares combinadas”, disse Nils Stieglitz, presidente da Escola de Finanças e Administração de Frankfurt. “Isso mostra para onde nos dirigimos. As energias renováveis ainda estão longe de atender a maior parte da demanda elétrica, mas isso significa que ainda temos um longo caminho a percorrer”.

Alguns grandes mercados, no entanto, viram diminuições no investimento em energias renováveis. Nos Estados Unidos, o investimento caiu 6%, chegando a 40,5 bilhões de dólares. Na Europa, houve uma queda de 36%, para 40,9 bilhões de dólares, com grandes reduções no Reino Unido (65%, para 7,6 bilhões de dólares) e Alemanha (35%, para 10,4 bilhões de dólares). O investimento no Japão caiu 28%, para 13,4 bilhões de dólares.

Angus McCrone, editor-chefe da Bloomberg New Energy Finance e principal autor do relatório, afirma que nos países em que houve um investimento menor geralmente ocorreu uma mistura entre mudanças no apoio a políticas, o calendário de financiamento de grandes projetos, como os de energia eólica marinha, e menores custos de capital por megawatt.

Os investimentos mundiais em energias renováveis entre 2007 e 2017 (2,7 trilhões de dólares) aumentaram de 5,2% para 12,1% a proporção mundial de eletricidade gerada por energia eólica, solar, geotérmica, marinha, de biomassa ou por conversão de resíduos em energia, e de pequenas centrais hidrelétricas.

O nível atual de eletricidade gerada pelas energias renováveis corresponde a aproximadamente 1,8 gigatoneladas de emissões de dióxido de carbono, o que equivale às emissões produzidas por todo o sistema de transportes dos Estados Unidos.

Fonte: ONU Brasil