terça-feira, 17 de julho de 2018

Parceria em prol do turismo em Niterói



O Parque da Cidade, na Zona Sul, segue como um dos grandes atrativos turístico do município. Foto: Margareth Pinheiro / Divulgação



Sebrae e a Niterói Empresa de Turismo e Lazer (Neltur) fazem parceria para desenvolver o setor no município

A Niterói Empresa de Turismo e Lazer – Neltur se une ao Sebrae para formalizar um diagnóstico de identidade e vocação de Niterói para seu desenvolvimento e investimentos na área do Turismo. A primeira etapa será uma Reunião de Planejamento Estratégico do Projeto SMART Turismo , no dia 26 de julho, das 9h às 13h, no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) – Caminho Niemeyer - Rua Jornalista Rogério Coelho, s/n – Caminho Niemeyer (Atrás do terminal rodoviário). No encontro, será elaborado um diagnóstico de identidade e vocação de Niterói com apresentação de três ideias validadas para o desenvolvimento local.

Para a Coordenadora do Sebrae Leste Fluminense, Juliana Ventura e Silva Marinonio, o evento pretende agregar os principais parceiros da cadeia produtiva de Turismo de Niterói, visando a profissionalização do setor e atrair mais turistas.

“É uma primeira etapa de debates, palestras, oficinas, com vistas a um plano estratégico”, ressalta.

O Presidente da Neltur, José Guilherme Azevedo, lembra que Niterói vive um novo patamar de obras urbanas e sendo um dos principais municípios indutores do Turismo no Estado, precisa avançar na capacitação de todos atores que dinamizam a rede de turismo da cidade.

“Este Fórum, em várias etapas, possibilitará que o trade se coloque com suas demandas, e que juntos possamos cidade definir um Plano Estratégico de Turismo Receptivo para Niterói”, destaca.

Niterói é um dos principais municípios indutores do Turismo no Estado do Rio de Janeiro de acordo com o Ministério do Turismo, por suas belezas naturais, seu rico patrimônio histórico, arquitetônico e cultural, por sua gastronomia e moda sofisticadas, e pelo privilégio de estar apenas 13 km da cidade do Rio de Janeiro, o maior portal receptivo internacional do País.

Além da hospitalidade de seu povo, Niterói se diferencia de outros municípios do País por duas curiosas características: é uma cidade fundada por um índio, Araribóia, em 1573; e, após Brasília, é um das cidades do País com mais obras do genial arquiteto Oscar Niemeyer, no qual estão incluídos o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e mais sete construções públicas grandiosas em formas de obras de arte.

Ex-capital do Estado, com um dos melhores índices de desenvolvimento humano do Estado e do País, Niterói busca definir sua identidade e vocação para o seu desenvolvimento, principalmente, na área do Turismo.

Neste sentido, o Sebrae em parceria com a Neltur está estruturando um projeto de turismo com objetivo de trabalhar Niterói, melhorando o ambiente de negócios para todos os envolvidos.

Fonte: O Fluminense










Papa envia mensagem a Seminário sobre Esporte no Rio de Janeiro



Torcedor brasileiro  (ANSA)


Francisco reafirma a certeza de que o esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas sobretudo um instrumento para embasar uma cultura do encontro.

Rio de Janeiro

O Papa Francisco enviou mensagem para o Seminário sobre "Esporte como Ferramenta para o Desenvolvimento Humano, Econômico e Social" (http://www.fgv.br/seminariogestaoesportiva) animando a todos que continuem promovendo o esporte como exercício da prática da virtude, que ajuda a fomentar o crescimento integral dos seres humanos e no desenvolvimento das comunidades.

Em correspondência ao Professor Pedro Trengrouse, Coordenador Acadêmico do curso de Gestão do Esporte da Fundação Getulio Vargas (FGV) com a Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA) e o Centro Internacional de Estudos do Esporte (CIES), o Papa Francisco fez questão de invocar as bênçãos do Pai Celestial sobre todos os participantes, reafirmando a certeza de que o esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas sobretudo um instrumento para embasar uma cultura do encontro, da fraternidade e da solidariedade, caminho seguro para a construção de um mundo mais pacífico e justo.

Evento será transmitido ao vivo

Inspirada pelo chamado do Papa Francisco na Conferência Esporte e Fé, realizada pelo Pontifício Conselho para a Cultura no Vaticano, em 2016, a Fundação Getulio Vargas, considerada melhor think-tank da América do Sul, realizará no próximo dia 25 de agosto, no Rio de Janeiro, um Seminário sobre Esporte como Ferramenta para o Desenvolvimento Humano, Econômico e Social. O evento, será transmitido ao vivo pela internet e aberto ao público em geral. Alinhado com Programa Executivo FGV/FIFA/CIES de Aperfeiçoamento em Gestão do Esporte, é oferecido em colaboração com o Centro Internacional de Estudos do Esporte (CIES) e a FIFA, integrante da Rede Universitária Internacional FIFA/CIES, com 16 universidades na América, África, Europa e Oriente Médio: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Egito, Palestina, Peru, Polônia, Rússia, Senegal, África do Sul, Espanha, Trinidad e Tobago, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.
As palestras

O primeiro painel é sobre Esporte e Fé, com palestra do Monsenhor Melchor, Subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura no Vaticano e responsável pelo Movimento Esporte a Serviço da Humanidade, que inspira todas as organizações e participantes do esporte a viver, pensar e agir de acordo com a Declaração de Princípios do “Esporte ao Serviço da Humanidade” (http://sportforhumanity.com/declaration-of-principles/).

No segundo painel: "Esporte e Desenvolvimento Social", o foco é na explicação para o sucesso da Islândia com esporte dentro e fora de campo. A palestra é do Vidar Halldorsson, PhD., Professor da Universidade da Islândia, Membro do Centro Islandês de Pesquisa e Análise Social, autor de diversas publicações sobre esporte, com destaque para: "O Contexto Social da Excelência no Esporte" e "Esporte na Islândia: como países pequenos alcançam sucesso internacional".

Ainda palestras com a Embaixadora Vera Cintia Alvarez, Coordenadora Geral de Cooperação Esportiva do Ministério das Relações Exteriores, sobre o “Soft Power do Esporte”; Paulo Wanderley, Presidente do Comitê Olímpico do Brasil, e Mizael Conrado, Presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, sobre o Olimpismo, filosofia de vida que enaltece equilíbrio entre corpo, mente e espírito, tendo como princípios amizade, compreensão mútua, solidariedade e jogo limpo, estimulando a alegria do esforço, bons exemplos e princípios éticos universais, colocando o esporte a serviço do desenvolvimento humano, econômico e social para a construção de um mundo melhor, sem nenhum tipo de discriminação, assegurando a prática esportiva como direito de todos; e vários medalhistas olímpicos como Lars Grael, Ana Moser e Flávio Canto, sobre a responsabilidade social dos atletas.

Fonte: VaticanNews












segunda-feira, 16 de julho de 2018

Em Itacoatiara, ruas sem asfalto ganham paralelepípedos




A Rua das Camélias é cortada pela Avenida Mathias Sandri: de um lado, paralelepípedos; do outro, terra - Márcio Alves / Agência O Globo



Falta de adesão de moradores à PPP deixa bairro com cenários diferentes

NITERÓI — Ruas paralelas à orla de Itacoatiara, mantidas até então sem pavimentação para conservar a característica rústica do bairro, começam a ganhar paralelepípedos. Já receberam o novo calçamento a ruas dos Ipês, das Camélias e Magnólias. Na última semana, as obras começaram na Rua das Violetas e, depois, serão iniciadas na Margaridas e na Gerânios. A previsão da Sociedade dos Amigos e Moradores de Itacoatiara (Soami) é que todas as ruas do quarteirão que vai da Avenida Mathias Sandri até o Costão sejam pavimentadas até o fim do ano.

Segundo Érico Lemos, presidente da Soami, a opção pelo paralelepípedo foi feita para manter o clima bucólico do bairro e permitir melhor escoamento das águas em dias de chuva.

— É mais adequado porque, bem nivelado, o paralelepípedo facilita o trânsito dos veículos e permite a infiltração da água no solo. Nessa região que está quase concluída, por exemplo, quando chove desce muita água que vem das montanhas — explica Lemos.

A pavimentação é feita através de uma Parceria Público-Privada (PPP) firmada entre a associação e a Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser). Lemos explica que o morador que aceita participar da PPP paga R$ 3 mil pelo serviço no lote em que está localizada a sua casa (são cerca de 20 lotes em cada quadra). A quantia arrecadada é usada para a compra do material, e a obra fica a cargo da prefeitura. O dinheiro que sobra — restaram R$ 8 mil após a intervenção na Rua dos Ipês — é dividido entre os moradores que contribuíram.

— Para que haja a pavimentação, é preciso que um morador de uma respectiva quadra incentive os vizinhos a fazerem parte da parceria, explicando como funciona a PPP — conta o presidente da Soami. — Mas nem todos têm essa disponibilidade. Por isso, há ruas em que apenas uma parte está pavimentada.

A falta de adesão deixou o cenário diferente nas ruas dos Ipês, das Camélias e das Magnólias: os trechos que vão da Mathias Sandri até o Costão receberam paralelepípedo; e os da avenida em direção ao Pampo Clube, não.

— A Gerânio é um exemplo de rua que não estava contemplada no projeto inicial, mas com a conclusão de outras ruas, os moradores se animaram e entraram na parceria. Se algum morador voltar atrás, podemos firmar uma nova parceria — diz Lemos.


Fonte: O Globo Niterói

















Proteger o carbono das florestas tropicais não garante conservação da biodiversidade



As florestas tropicais, como a Amazônia, são os ecossistemas com maior biodiversidade do planeta - Marcelo Ismar Santana / Divulgação



POR SÉRGIO MATSUURA

Estudo mostra que áreas com maior cobertura nem sempre são as mais ricas em espécies

RIO — A conservação de florestas tropicais está entre os pontos centrais do plano de combate às emissões de carbono e de contenção do aquecimento global, mas as estratégias focadas no carbono não se refletem na proteção da biodiversidade, alerta um grupo internacional de pesquisadores em artigo publicado nesta segunda-feira na revista “Nature Climate Change”. O risco é que com o clima em mutação espécies animais desapareçam, colocando em risco a própria existência das florestas e a manutenção das reservas de carbono.

"O risco é que com o clima em mutação espécies animais desapareçam, colocando em risco a própria existência das florestas e a manutenção das reservas de carbono".

— A biodiversidade e as mudanças climáticas estão inextricavelmente relacionadas com as florestas tropicais — apontou Jos Barlow, professor da Universidade Lancaster, no Reino Unido, e coautor do estudo. — O clima em aquecimento e as mudanças nos padrões das chuvas podem levar à extinção de muitas espécies tropicais. As florestas pobres em espécies eventualmente se tornarão pobres em carbono. Portanto, enfrentar a crise climática exige que tanto o carbono quanto a biodiversidade das florestas tropicais sejam protegidos em conjunto.

"As florestas pobres em espécies eventualmente se tornarão pobres em carbono. Portanto, enfrentar a crise climática exige que tanto o carbono quanto a biodiversidade das florestas tropicais sejam protegidos em conjunto".

As florestas tropicais são responsáveis por mais de um terço do carbono armazenado em terra. A matemática é simples: ao crescerem, as árvores retiram o gás da atmosfera e o armazenam em seu tronco, raízes, galhos e folhas. A estimativa é que cada hectare de floresta em desenvolvimento absorva entre 150 e 200 toneladas de gases do efeito estufa. Quando a floresta fica madura, ela continua servindo como um “depósito de carbono”. Por isso, o reflorestamento e a proteção das matas são vistas como uma estratégia economicamente viável de emissões negativas, com sequestro e armazenamento do carbono na atmosfera.

"A estimativa é que cada hectare de floresta em desenvolvimento absorva entre 150 e 200 toneladas de gases do efeito estufa".

Mas o desmatamento libera o carbono armazenado. Por esse motivo, bilhões de dólares estão sendo investidos para financiar projetos de proteção das florestas tropicais com foco na cobertura vegetal. Acontece que esses ecossistemas também são os mais ricos em biodiversidade do planeta, lar de mais de dois terços das espécies terrestres, mas as implicações para a diversidade das espécies nos projetos de conservação não eram claras.

"Se as florestas com mais carbono tiverem maior diversidade de espécies, a proteção estaria garantida. Mas nós descobrimos que nem sempre é isso que acontece".

— A nossa pergunta foi: será que conservar o carbono também vai preservar a biodiversidade? — explicou Joice Ferreira, pesquisadora do Embrapa e colíder do estudo. — Se as florestas com mais carbono tiverem maior diversidade de espécies, a proteção estaria garantida. Mas nós descobrimos que nem sempre é isso que acontece.


Quanto maior a árvore, maior o armazenamento de carbono - Rafael Forte / Divulgação

A equipe de pesquisadores brasileiros, europeus e australianos passou 18 meses medindo a quantidade de carbono e a riqueza de espécies de plantas, pássaros e besouros em 234 pontos da Floresta Amazônica. Dessa forma, foi possível comparar o nível de carbono e de biodiversidade entre ecossistemas afetados em diferentes intensidades pela ação humana, desde os praticamente intocados até áreas de florestas secundárias, recuperadas após desmatamento total.

"A equipe de pesquisadores brasileiros, europeus e australianos passou 18 meses medindo a quantidade de carbono e a riqueza de espécies de plantas, pássaros e besouros em 234 pontos da Floresta Amazônica".

Como esperado, quanto mais carbono, maior a biodiversidade em florestas em recuperação. Com o ressurgimento das matas, os animais retornam para ocupar o espaço perdido. Entretanto, nas áreas com menor impacto humano, essa relação nem sempre era presente. A descoberta é importante para guiar políticas de proteção ambiental. Como os recursos são limitados, os programas de conservação priorizam determinadas áreas. Dessa forma, o foco no carbono pode deixar de fora áreas com maior biodiversidade.

Os pesquisadores propõem um balanceamento entre o carbono e a biodiversidade. Modelos de computador apontam que é possível integrar a conservação da cobertura vegetal com a diversidade de espécies.

— Os nossos números mostram que é possível aumentar em 15% a proteção da biodiversidade, com perda de apenas 1% na conservação da cobertura vegetal — destacou Joice.


Do espaço é possível monitorar o desmatamento da Amazônia


Mas para isso, ressalta a pesquisadora, são necessários investimentos em monitoramento. Pelo interesse por causa das mudanças climáticas, os sistemas de mensuração da cobertura vegetal estão perto do ideal, com análise de imagens de satélite. Do espaço é possível estimar as áreas com maior concentração de carbono, o que não acontece com a biodiversidade.

— Num país com tanta diversidade como o Brasil, o monitoramento é essencial para protegermos essa riqueza. Sem uma avaliação detalhada, os programas de conservação podem priorizar apenas o carbono e deixar a biodiversidade de fora — pontuou a pesquisadora. — Mas o que vemos é uma redução dos investimentos em pesquisa, o fim das bolsas de pós-graduação, cortes e mais cortes nas verbas. Os programas para estudos da biodiversidade estão praticamente com recurso zero.


Fonte: O Globo













Publicação sobre a cooperação entre ornitólogos e restauradores de ecossistemas



California Gnatcatcher's habitat needs go beyond simply having the right plants in place. CREDIT. A. Fisher


If you build it, the birds will come -- if it meets their criteria

AMERICAN ORNITHOLOGICAL SOCIETY PUBLICATIONS OFFICE

A study published in The Condor: Ornithological Applications presents a case study on how bird surveys can better inform conservation and vegetation restoration efforts. Previous conservation methods have emphasized plants as the key to recreating habitat preferred by a sensitive animal. However, this study shows that there's more to the coastal sagebrush habitat of California Gnatcatchers than just having the right plants present. Abiotic components such as topography and soil are important drivers of the biotic components, including plants, which pair together to make the complete ecosystem these birds need. Given this more complete perspective, future conservation efforts would be wise to consider all of the variables that make up an animal's habitat.

The U.S. Fish and Wildlife Service's Clark Winchell and Colorado State University's Paul F. Doherty, Jr., set out to find a way to improve the traditional "single-species -oriented" conservation plan. They used bird survey data to more accurately identify favorable habitat for California Gnatcatcher occupancy and discovered that as the ratio of coastal sagebrush increased from 10% to 40%, the probability of colonization and presence of these birds tripled. The amount of openness in the sagebrush habitat also correlated with the birds' occupancy probability (30-40% openness was ideal for the birds). Elevation and soil texture also influenced suitable habitat, with lower elevations and loam or sandy loam soils most preferred. Winchell and Doherty also found that the gnatcatchers preferred southern aspects, shallow slopes, and inland areas over other options. Being so detailed and using such a fine scale allowed more specific areas to be identified as suitable for gnatcatchers. Thorough research such as this will better aid conservation efforts, both by informing where restoration might be most successful and by providing restoration targets.

Winchell comments, "Restoration ecologists are generally not gnatcatcher biologists, and vice versa. Sometimes we tend to place restoration projects where land becomes available after political negotiations. We may want to consider what is that parcel of land trying to tell us--what does the land want to be, so to speak--versus assuming we can dictate the final outcome for a location. Considering the entire functionality of the surrounding ecosystem, including the physical components, the biological community, and understanding the dynamism of the ecosystem will lead to improved restoration and wildlife management outcomes and our study is one small step in that direction."

These results correlating soil, vegetation, and gnatcatcher occupancy harken back to lessons that Aldo Leopold taught us--namely, to start with the land and work with the land when managing wildlife. Leopold's holistic approach to conservation included the soils, waters, plants, and animals and is still relevant today.

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"Restoring habitat for coastal California gnatcatchers (Polioptila californica californica)" will be available July 11, 2018, at http://www.bioone.org/doi/full/10.1650/CONDOR-17-221.1 (issue URL http://www.bioone.org/toc/cond/120/3).

About the journal: The Condor: Ornithological Applications is a peer-reviewed, international journal of ornithology, published by the American Ornithological Society. For the past two years, The Condor has had the number one impact factor among 27 ornithology journals.

Fonte: Eurekalert











domingo, 15 de julho de 2018

Niterói vai ganhar novas praças



Projeto da Prefeitura inclui a implantação de traffic calming na Ary Parreiras. Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói


Revitalização de espaços públicos da cidade inclui Bairro de Fátima, Fonseca, Boa Viagem, Piratininga e Ponta da Areia

Parte importante do trabalho de revitalização de espaços públicos da cidade, Niterói ganhará novas praças. Bairro de Fátima, Fonseca, Boa Viagem e Piratininga estão entre as regiões contempladas com espaços que terão brinquedos, academia da terceira idade e áreas de convivência. Além da construção dessas novas áreas de lazer, a Prefeitura de Niterói está revitalizando praças em bairros como Icaraí e Ponta D’Areia.

Com investimento de R$ 334 mil e previsão de obras concluídas em seis meses, a praça Evandro da Silveira, em Piratininga, contará com uma quadra. No Jacaré, além da construção de uma praça, está prevista a reforma da quadra da Estrada Frei Orlando. O trabalho deve ser concluído em quatro meses. Na Vila Ipiranga, no Fonseca, além da praça, serão construídos vestiários e alambrado para a quadra. Já no Bairro de Fátima, a praça ocupará uma área na Rua Monsenhor Macedo.

Na Rua Presidente Domiciano, entre o bairro do Ingá e da Boa Viagem, o projeto para a área contempla um playground com piso em saibro. O valor da obra é de R$ 157 mil. A área de lazer será construída no fim da via, que é fechada por um portão de ferro, após a esquina com a Rua Domingos Sávio Nogueira Saad. O portão que torna a via sem saída será mantido.

A Praça Dom Navarro, na Avenida Almirante Ary Parreiras, em Icaraí, no trecho entre a Rua Coronel Moreira César e a praia, está recebendo melhorias e será totalmente revitalizada. O trabalho está na reta final. O espaço vai ganhar uma academia da terceira idade, com aparelhos de ginástica, e os atuais guarda-corpos serão substituídos por novas estruturas em aço inox dos dois lados da via.

O projeto inclui, ainda, a implantação de traffic calming na Avenida Almirante Ary Parreiras, na área em frente à Igreja São Judas Tadeu, para melhorar a travessia de pedestres. O retorno que existe atualmente neste trecho será fechado e o meio-fio replanejado. A ciclofaixa existente na praça passará a ter ligação com o calçadão da Praia de Icaraí, com travessia sinalizada, oferecendo maior segurança para os ciclistas. O investimento é de R$ 1,2 milhão.

“Este projeto vai contribuir também para melhorar a acessibilidade do local, unindo as duas calçadas da Avenida Ary Parreiras e a praça, com o traffic calming que será feito na travessia de pedestres”, afirma a secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), Dayse Monassa.

O secretário municipal de Obras, Vicente Temperini, enfatiza que a obra era um desejo antigo dos moradores do bairro e frequentadores da Igreja São Judas Tadeu.

“Os moradores de Icaraí, que ainda não tinham sido contemplados como os do Ingá e de São Francisco, que tiveram suas respectivas praças revitalizadas, César Tinoco e Dom Orione, terão um espaço de lazer revitalizado”, explica.

Vem por aí – A revitalização da praça Dr. Vitorino, na Ponta D’Areia, está em processo de licitação para a contratação da empresa que será responsável pela execução da obra. O valor do investimento será de R$ 720 mil e a previsão para execução do projeto é de seis meses.


Fonte: O Fluminense












sábado, 14 de julho de 2018

PRODUIS: Visita às obras de infraestrutura de São José



Equipes reunidas decidindo caminhos das obras. 


Na quarta-feira, 11/07, visitei as áreas de reflorestamento da Prefeitura de Niterói no Morro da Boa Vista e as obras de urbanização na região das ruas São José, Jerônimo Afonso e Travessa São José, no Fonseca.

As obras fazem parte do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS e atendem às demandas de infraestrutura e equipamentos sociais na região que se localiza entre o Morro do Bumba e o Caramujo, que apresenta um dos mais baixos índices de desenvolvimento social de Niterói.

O PRODUIS é coordenado pela Unidade de Gestão de Projetos (UGP-PRODUIS), vinculado à Secretaria Executiva da Prefeitura de Niterói.

Os recursos do PRODUIS são o resultado de uma negociação da Prefeitura de Niterói com o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e inclui dentre outros ações, a urbanização de uma comunidade vizinha, a Igrejinha do Caramujo. Veja aqui todas as iniciativas do PRODUIS: Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (PRODUIS): conheça o escopo do projeto financiado pelo BID 

O escopo dos investimentos em São José é apresentado a seguir:



Mapa das intervenções:


Apresentamos, a seguir, alguns registros da visita aos Núcleos de Intervenção da obra em São José que já estão em fase de implantação. Estiveram comigo, técnicos e dirigentes da Secretaria Executiva, UGP-PRODUIS, EMUSA, Aguas de Niterói e do consórcio de empresas que venceu a licitação para a execução das obras:

Obras de infraestrutura na comunidade do "Sem Terra"


Sem Terra: Localização do Núcleo de Intervenção 9 e o escopo dos trabalhos no local.

Escada de acesso implantada pelo projeto. Foto Axel Grael

Urbanização de vias. Foto de Axel Grael


Infraestrutura na comunidade da Biquinha


Biquinha: Localização do Núcleo de Intervenção 7 e escopo dos trabalhos no local.

Vista do alto da Biquinha. Ao fundo, à direita, o aterro do Morro do Céu. Foto Axel Grael

Contenção de encosta com técnica alternativa de plantio do capim vetiver. Saiba mais sobre o uso do vetiver pela Prefeitura de Niterói. Foto Axel Grael

Área de plantio do capim vetiver e, ao fundo, o pico mais à direita, é o Morro da Boa Vista, onde a Prefeitura desenvolve trabalho de reflorestamento de encostas.

Vista da Biquinha. Ao fundo, do outro lado do vale, a comunidade da Igrejinha do Caramujo, onde a Prefeitura deu Ordem de Início para as obras de urbanização.


O PRODUIS ainda está em fase de implantação tanto em São José como na Igrejinha do Caramujo, mas estamos certos que o projeto mudará muito a realidade daquelas comunidades. Estamos certos também, que o projeto será também um marco nas políticas públicas de urbanização e resiliência em comunidades.

Vamos em frente!

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



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LEIA TAMBÉM:

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Prefeitura assina primeiro contrato de obra contemplada pelo financiamento do BID
Comunidade da Igrejinha, no Caramujo, receberá urbanização, áreas de lazer, nova creche e unidades habitacionais
Prefeitura conclui obras de contenção no Caramujo este mês
No RJTV de hoje, celebramos com a comunidade a obra de contenção de uma encosta na Rua Machado, no Caramujo, Niterói
Rua Machado, no Caramujo: promessa feita, obra pronta
Caramujo é o primeiro bairro de Niterói a receber o projeto “Prefeitura Móvel”








NITERÓI RESILIENTE: Contenção nas encostas avança em várias regiões



Obra de Contenção de Encostas na Rua Jonatas Botelho.

Obras em andamento na Rua Jonatas Botelho.

Obra de Contenção de Encosta no Morro do Estado.
 
Obra de contenção no Morro do Estado, vista de baixo.

Obra de contenção no Morro do Arroz. Na foto, ao alto e à direita, o local das obras do Morro do Estado.

Início das obras de contenção na Ponta da Areia.

Preparação da área para as obras de contenção na Ponta da Areia.


Morro do Estado e do Arroz estão entre as localidades contempladas com intervenções

A Prefeitura de Niterói está realizando obras de contenção de encostas em vários pontos da cidade. Novas frentes de trabalho foram iniciadas no Morro do Arroz e no Morro do Estado, no Centro; Rua Jonathas Botelho, no Cubango; Santa Bárbara e Rua São Paulo, na Ponta D’Areia.

As obras de contenção de encosta na Rua Jonathas Botelho, no Cubango, estão avançando. Após a realização dos estudos topográficos, foi feita a limpeza da área e agora as equipes trabalham na preparação dos painéis para a concretagem da cortina atirantada.

Com investimento de R$ 9 milhões, o projeto prevê a implantação de cortina atirantada, vigas estaqueadas, concreto projetado, estruturas estabilizadoras, biomanta com tela, instalação de guarda-corpo, caneleta de drenagem e escada de acesso. A previsão é de que as intervenções sejam concluídas em dezembro.

No Morro do Estado, na região central de Niterói, as intervenções que acontecem na Rua Moacir Padilha trarão muitas melhorias para quem vive no bairro. Já foi realizada a limpeza do talude e a colocação do guarda-corpo da praça. Agora, equipes trabalham na perfuração dos tirantes da placa atirantada. Em seguida, iniciarão o jateamento de concreto e o concreto projetado.

Já no Morro do Arroz, também localizado no Centro, serão utilizadas as técnicas de cortina atirantada, vigas estaqueadas e solo grampeado. Na Rua Selma, Travessa Jurandir e Rua Jerônimo Afonso, no Caramujo, e na comunidade São José, no Fonseca, as obras seguem em ritmo acelerado.

As obras de contenção de encostas na Rua São Paulo, nº 121 e 122, no bairro da Ponta D’Areia começaram no mês passado e seu andamento está dentro do cronograma previsto. As intervenções incluem a ancoragem e desmonte de blocos rochosos, limpeza do talude e colocação de barreiras de proteção para prevenir deslizamentos de terra.

A obra de contenção em Santa Bárbara possui o investimento de R$ 319.858,47 e inclui a colocação de cortina atirantada, sistema de drenagem superior, calçada superior e inferior, guarda-corpo e muro.


Fonte: O Fluminense










sexta-feira, 13 de julho de 2018

Obras em Cieps municipalizados em Niterói começam em agosto



Os Espaços Nova Geração pretendem impactar diretamente cerca de 400 pessoas no Cantagalo e 800 no Fonseca. Guto Maia / Arquivo



Unidades localizadas no Cantagalo e no Fonseca receberão projeto Espaço Nova Geração

Mais de 1.200 crianças e jovens do Cantagalo e do Fonseca terão acesso gratuito a atividades e projetos de formação técnica, cultura, educação, esporte e lazer. São os Espaços Nova Geração que serão implantados pela Prefeitura de Niterói em dois Cieps que estavam abandonados, foram municipalizados e serão reformados a partir de agosto. A previsão é de que as obras sejam concluídas no primeiro semestre de 2019.

Os Espaços Nova Geração serão clubes-escola para crianças e jovens que, no contraturno escolar, poderão praticar esportes, realizar cursos de capacitação profissional, de idiomas e desenvolver projetos culturais. O objetivo é promover o desenvolvimento de crianças e jovens oferecendo oportunidades que abram horizontes e novas perspectivas para o futuro.

Os Espaços Nova Geração pretendem impactar diretamente cerca de 400 pessoas no Cantagalo e 800 no Fonseca, abrangendo crianças e jovens com idades entre 6 e 29 anos.

Entre as atividades que serão oferecidas estão: basquete, futebol, lutas, dança; literatura, música, dança, cinema, teatro e artes visuais, escrita criativa, curso de idiomas, pré-vestibular, reforço escolar, educação financeira, empreendedorismo, informática, oficinas de culinária, horta comunitária e jardinagem.

Visando garantir o pleno desenvolvimento dos participantes, os Espaços Nova Geração incluirão na metodologia de trabalho o encontro com as famílias, atendimento psicossocial, banco de empregos e acompanhamento para ingresso no mercado de trabalho. A Prefeitura está em fase final de contratação de uma Organização da Sociedade Civil para a gestão dos Espaços.

“Estes espaços serão fundamentais para oferecer oportunidades de encontro e lazer à vizinhança, estreitando as ligações entre os moradores e o bairro onde vivem. Sua função vai além de servir como uma escola de capacitação profissional ou de esportes. Pretendemos que sejam espaços de referência nos bairros que aproveitem as vocações locais para promover a saúde e o bem-estar das comunidades envolvidas”, enfatiza a secretária de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Giovanna Victer, responsável pela concepção do projeto.

O Ciep do Fonseca receberá um investimento de R$ 6,8 milhões e o do Cantagalo, R$ 8,2 milhões. O secretário municipal de Obras, Vicente Temperini, explica que os dois prédios receberão uma reforma geral, mas as características originais serão mantidas.

“O projeto das reformas inclui a substituição das instalações de gás, de incêndio, de esgoto sanitário e águas pluviais, hidráulica, elétrica e do sistema de ar condicionado. Os revestimentos em argamassa de cimento e azulejos, tijolos danificados, divisórias dos sanitários, cobertura das telhas, forros, impermeabilizações de toda a edificação serão trocados, assim como os sanitários, portas e janelas, e os aparelhos de iluminação. Um novo tratamento paisagístico nas áreas públicas também será realizado”, explica.

Fonte: O Fluminense










CCPAD: Mais de dois mil animais castrados em Niterói



Novas inscrições para castração serão realizadas na terça-feira. Foto: Luciana Carneiro/Prefeitura de Niterói


Quinhentas vagas para operações serão disponibilizadas no Centro de Controle Populacional de Animais Domésticos

O Centro de Controle Populacional de Animais Domésticos (CCPAD) de Niterói comemora este mês o primeiro ano de funcionamento com números expressivos: 2 mil animais, entre cães e gatos, foram castrados gratuitamente no espaço. Na próxima terça-feira (17), serão abertas novas inscrições para agendamento de cirurgias, que serão realizadas nos próximos três meses. Desta vez, o centro irá disponibilizar 500 operações.

Na próxima terça-feira, as senhas serão distribuídas a partir das 8h. Quem for contemplado poderá agendar cirurgias para até dois animais. Após o cadastro feito, a pessoa já sai do local com dia e hora do procedimento marcados. Os interessados devem apresentar identidade e comprovante de residência (original e cópia).

O secretário Executivo da prefeitura de Niterói, Axel Grael, destacou que o CCPAD é um equipamento que elevou a política de proteção animal de Niterói a um outro patamar.

“Com o CCPAD e a Lei Municipal de Proteção e Bem Estar de Animais (sancionada em 2015), a cidade passou a ter os meios para atender às demandas de gestão da população de animais domésticos, protegendo e dando dignidade aos animais, prevenindo maus tratos, prestando serviços desejados pela população e fazendo de Niterói uma cidade amiga dos animais. A cidade hoje se destaca e tem inspirado políticas públicas em outros municípios no país”, afirma Grael.

Para os próximos meses, o coordenador de Defesa Animal, Marcelo Pereira, anuncia que alunos das escolas municipais visitarão o local para conhecerem o funcionamento do CCPAD e aprenderem sobre a importância da castração, além de receberem uma cartilha elaborada pela coordenadoria.

“É muito importante criar valores nas crianças e jovens em relação à proteção animal. Desta forma, podemos construir uma nova cultura de direito dos animais na cidade”, explica Marcelo Pereira, acrescentando que outra meta do CCPAD é, em breve, oferecer cursos de banho e tosa para jovens carentes.

O CCPAD funciona no Horto do Fonseca, na Travessa Luiz de Matos, 105, em uma área total de 1,2 mil metros quadrados. Conta com uma moderna estrutura para castração de animais, com dois centros cirúrgicos, um consultório, área pré-cirúrgica, área pós-cirúrgica, sala para curso de banho e tosa, recepção, área administrativa, sala de palestras e almoxarifado. Mais informações pelo telefone 3607-8569.

Fonte: O Fluminense










Projeto Grael promove o Seminário Barcos como Instrumentos de Educação






O evento que marca a comemoração histórica de 20 anos do Projeto Grael acontece entre os dias 16 e 27 de julho na instituição e conta com palestras, oficinas e aulas teórico-práticas de vela, canoagem e remo

O Projeto Grael vai realizar o Seminário Barcos como Instrumento de Educação com o objetivo de proporcionar a capacitação focada no esporte para o desenvolvimento humano integral com ênfase em modalidades náuticas: vela, canoagem e remo.

A programação do Seminário prevê oficinas práticas, palestras e mesas com profissionais renomados, especialistas em pedagogia do esporte, psicologia do esporte, esporte educacional, aulas teórico-práticas de canoagem, remo e vela, além da importante participação dos irmãos Grael: Lars, Torben e Axel.


O Seminário é promovido pelo Projeto Grael em parceria com o Escritório da ONU para Drogas e Crimes (UNODC). Através de um edital lançado pelo órgão, o trabalho do Projeto Grael foi reconhecido pelos seus resultados e os recursos foram disponibilizados para a realização do Seminário.


De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Esportivo do Projeto Grael, André Martins, os esportes náuticos são extremamente ricos em valores para a vida e trazem aprendizados que vão muito além das técnicas esportivas. Saber explorar todo esse potencial é a chave para promover uma educação esportiva saudável focada no desenvolvimento integral de crianças, jovens e adultos e o seminário busca contribuir para a formação e qualificação de profissionais aptos a atender essa importante tarefa.

O evento acontece entre os dias 16 e 27 de julho, nos turnos da manhã e da tarde, e será voltado para estudantes e professores de educação física, professores de modalidades náuticas, líderes comunitários, que desenvolvem trabalhos com esportes náuticos, e demais interessados no universo do esporte, com foco em desenvolvimento humano integral. O Projeto Grael fica localizado na Av. Carlos Ermelindo Marins, 494- Jurujuba- Niterói. Maiores informações sobre a programação e a ficha de inscrição em nossas redes sociais: facebook /projetograel. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia do evento. Maiores informações em: http://hnserver.com.br/~projetograel/seminario/


Fonte: Projeto Grael









O Globo Niterói celebra os 20 anos do Projeto Grael com destaque de primeira página



Em família. Torben Grael, Axel Grael e Christa Grael, mulher de Axel e gerente executiva - Custódio Coimbra / Agência O Globo


Projeto Grael completa 20 anos com escolinha de vela e passa o oferecer aulas de remo e canoagem

As classes começarão em agosto; planos incluem ainda aulas adaptadas para pessoas com deficiências físicas e auditivas

por Thalita Pessoa

NITERÓI — Há mais de 20 anos, a conquista do ouro olímpico dava espaço a uma ambição ainda maior: depois que Torben Grael cruzou a linha de chegada em Savannah, cidade a 400 quilômetros de Atlanta, cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 1996, o sonho passou a ser o de democratizar o acesso aos esportes náuticos. Ao lado dos irmãos Lars Grael, que acabara de conquistar a medalha de bronze na vela na classe Tornado na cidade americana, e Axel Grael, ambientalista e hoje vice-prefeito de Niterói, o velejador campeão da classe Star fundou, em 1998, o Projeto Grael, ONG que este ano completa duas décadas, ao longo das quais já atendeu 16 mil alunos. Seu objetivo, desde a criação, é facilitar o acesso de crianças e adolescentes da rede pública de ensino à vela, desenvolvendo muito mais do que as técnicas esportivas.


Primeira página do Globo Niterói, 13-07-2018


O aniversário tem como data oficial 19 de agosto, mês em que, segundo Christa Grael, mulher de Axel Grael e gerente executiva da ONG, o projeto passará a oferecer atividades de canoagem e remo.

— Queremos expandir a agenda do projeto. Aqui os alunos aprendem a nadar, a fazer a manutenção dos barcos. O intuito é dar oportunidades. Em 2006, levamos um grupo de dez alunos para Nova York; só um deles, até então, tinha saído de Niterói — recorda.

Também está nos planos da família, mas ainda sem data prevista, a oferta de aulas adaptadas para pessoas com deficiências físicas e auditivas.

— Até por conta da deficiência do Lars (que teve a perna direita amputada em 1998 ao ser atingido por uma lancha), gostaríamos de tornar a escolinha mais inclusiva — diz Axel.

Antes de tudo isso, da próxima segunda-feira até o dia 27, será realizado o seminário “Barcos como instrumento de educação”, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). Palestras, oficinas e aulas teóricas e práticas de vela, canoagem e remo serão oferecidas na sede da ONG, em Jurujuba. O público-alvo do evento, inteiramente gratuito, são estudantes e professores de educação física, professores de modalidades náuticas e líderes comunitários, além dos demais interessados.

Esporte fora dos iate clubes

A ideia dos irmãos Grael sempre foi promover e fortalecer a educação dos alunos por meio do tripé formação esportiva, qualificação profissional e educação ambiental.

— Queríamos tornar os esportes náuticos abertos a todos, oferecê-los fora do ambiente dos clubes, que são o ambiente natural deles, mas que acabam criando uma barreira. A ideia era repetir a experiência da França e da Nova Zelândia, onde a base da vela é fora dos clubes, acontece nas marinas — conta Torben Grael, que acredita que o nome da família e a seriedade do trabalho desenvolvido tenham garantido a longevidade do projeto, hoje com 12 patrocinadores.

São atendidos ali jovens de 9 a 29 anos que têm a liberdade de escolher seu tempo de permanência nos cursos. A evasão, no entanto, é baixa e geralmente acontece por mudança de endereço. O que não os impede de, tempos depois, voltarem a procurar o projeto para completar a formação. Afinal, os cursos profissionalizantes ali oferecidos têm alto grau de empregabilidade.

— Os barcos não sobrevivem só de donos; precisam de tripulação. Além disso, as empresas do ramo náutico nos procuram e nos pedem indicações. É bom para o aluno e bom para a empresa, que recebe alguém que já tem referências — argumenta Torben.

Mas nem mesmo a fama do projeto o blindou de críticas, lembra ele:

— Nós sofremos muitas críticas porque achavam que criaríamos nos meninos expectativas (de entrar) num esporte de elite que eles não conseguiriam alcançar; que nós iríamos mais frustrá-los do que ajudá-los. Havia muito preconceito, e tivemos de superar esse olhar até para conquistar o primeiro patrocinador.

Graças à iniciativa, além de prêmios, hoje a família coleciona uma série de cartas de agradecimento, algumas até adornam as paredes da escola. Entre os agradecidos está Alex Sandro Matos de Carvalho, de 28 anos. Hoje instrutor de vela, ele vive das aulas e do aluguel de veleiros. Em 2014, ao lado de outros ex-alunos do projeto, ele conquistou o Campeonato Brasileiro de Ranger 22, numa resposta à altura às provocações ouvidas durante a competição.




— Faltando uma regata para o fim do campeonato, os competidores zombavam da gente. Quando estava em segundo lugar, a um ponto do primeiro colocado, ouvi que era um idiota sortudo, que eu não sabia o que estava fazendo. Isso só me deu maior vontade de ganhar, e foi o que aconteceu — relembra ele.

Entre os feitos de Alex Sandro está também o de ter vencido a regata oceânica Cape Town-Rio em 2011, depois de 17 dias em alto-mar, e de ter cumprido o prognóstico de seu pai já falecido.

— Minha mãe sempre dizia que meu pai falava que eu seria o chefe da família. Eu tinha essa meta de ser diferente dos meus dois irmãos mais velhos, que não completaram os estudos. Foi no projeto que comecei a me soltar, que descobri a disciplina, que descobri uma nova vida. Graças ao projeto, fui reeducado — conclui.

Laís Carvalho, hoje com 27 anos, trabalha há dez no projeto, do qual é ex-aluna. Pelo conhecimento suscitado ali, cursou faculdade. E não parou. Hoje com MBA em Gestão de Pessoas, ela, que é assessora de recursos humanos, tem interesse em estudar temas que possam agregar valor ao cargo:

— Eu já era de Jurujuba e decidi me inscrever. Fiz natação e cursos profissionalizantes. Em 2009, fui convidada a cobrir licença-maternidade na secretaria e decidi aceitar. Foi quando eu descobri a minha paixão pelo terceiro setor. Comecei a cursar Ciências Sociais na UFF, foi bem difícil, mas consegui. Minha mãe não tem o ensino fundamental, e meu pai não tem estudo.

Certeza do dever cumprido

Para Lars Grael, são histórias como a de Laís que dão a certeza do dever cumprido:

— Nós não tínhamos expectativas. Queríamos fazer uma escolinha de vela fora das barreiras dos iates clubes. Era inédito um trabalho de inclusão social através da vela. Aprendemos que, mais do que formar atletas, temos que formar cidadãos. Esse foi um aprendizado. Outro foi o de ser independente do poder público e da agenda política eleitoral. Hoje temos ex-alunos que são comandantes das Barcas, de lanchas de luxo, juiz de vela internacional e oficiais da Marinha, entre os exemplos.

Além disso, a educação ambiental é trabalhada de maneira transversal nas palestras e aulas do projeto. Por meio da compreensão das correntes e ventos, entre outros ensinamentos, os alunos passam a ter uma outra relação com a natureza e se tornam agentes multiplicadores desse conhecimento.


Fonte: O Globo Niterói










quinta-feira, 12 de julho de 2018

Desmatamento é 2ª maior causa das mudanças climáticas, revela FAO



Desmatamento é responsável por mais de 20% das emissões de gases do efeito estufa do mundo. Foto: Flickr(CC)/Leonardo F. Freitas


As florestas são aliadas do homem no combate às mudanças climáticas, absorvendo por ano cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2. Mas quando são desmatadas, as coberturas vegetais do planeta se transformam em motores do aquecimento global. Aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento. Em relatório divulgado neste mês (6), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) identifica um aumento na destruição das superfícies verdes do planeta.

As florestas são aliadas do homem no combate às mudanças climáticas, absorvendo por ano cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2. Mas quando são desmatadas, as coberturas vegetais do planeta se transformam em motores do aquecimento global. Aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento. Em relatório divulgado neste mês (6), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) identifica um aumento na destruição das superfícies verdes do planeta.

"Aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento".

De 1990 e 2015, a área da Terra coberta por florestas caiu de 31,6% para 30,6%. A agência da ONU aponta que o desmatamento é a segunda maior causa das mudanças climáticas, ficando atrás apenas da queima de combustíveis fósseis. As emissões geradas pela destruição da cobertura vegetal são maiores que as de todo o setor de transporte.


"De 1990 e 2015, a área da Terra coberta por florestas caiu de 31,6% para 30,6%".

O levantamento da FAO revela ainda que a interrupção ou redução do desmatamento em zonas tropicais responderia por até 30% da capacidade de mitigar as mudanças climáticas.

Um obstáculo à proteção das florestas é o consumo de carvão vegetal. Nas regiões em que a demanda é alta, a produção exerce pressão sobre os recursos florestais e contribui para a degradação dos ecossistemas, especialmente quando o acesso às florestas não está regulamentado. Segundo o estudo da FAO, a população que depende de lenha varia de 63% na África a 38% na Ásia e 16% na América Latina.

Os continentes africano e sul-americano também estão na contramão do uso sustentável das superfícies verdes. Nos últimos 25 anos, cresceram no mundo as florestas manejadas para a conservação dos solos e das águas, mas essa expansão não foi verificada na África nem na América do Sul. Os territórios utilizados de maneira responsável representam hoje 25% de toda a cobertura vegetal do planeta. Nos países sul-americanos, o índice cai para apenas 9%.


"Os territórios utilizados de maneira responsável representam hoje 25% de toda a cobertura vegetal do planeta. Nos países sul-americanos, o índice cai para apenas 9%".

Pobreza e meio ambiente

De acordo com a FAO, florestas são fonte de 20% da renda de famílias rurais em países em desenvolvimento. O relatório do organismo internacional alerta para uma estreita relação entre cobertura florestal e altas taxas de pobreza — no Brasil, por exemplo, pouco mais de 70% das áreas de florestas fechadas (densas, com grande cobertura de copa) apresentavam índices elevados de miséria.

A publicação mostra ainda que, na América Latina, 8 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,25 dólares por dia nas regiões de florestas tropicais, savanas e seus arredores. Mundialmente, mais de 250 milhões de indivíduos vivem abaixo da linha da pobreza extrema nessas áreas: 63% estão na África, 34% na Ásia e 3% na América Latina.

Apesar da pequena participação da América Latina no total global, a FAO destaca que, nas zonas rurais latino-americanas, 82% das pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza estão em florestas tropicais, savanas e seus arredores. Essas regiões de mata são o lar de 85 milhões de pessoas na região.


"... a FAO destaca que, nas zonas rurais latino-americanas, 82% das pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza estão em florestas tropicais, savanas e seus arredores". 


Parque da Tijuca é exemplo de conservação

Destaque no relatório da FAO, o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, tem uma superfície de 4 mil hectares e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2012.

A pesquisa da agência da ONU lembra que, para enfrentar a proliferação de espécies exóticas e a expansão urbana, a área foi reflorestada com árvores nativas. O governo também criou espaços recreativos para envolver a comunidade local e aumentar a conscientização sobre a proteção das florestas urbanas.

Desde 1999, o parque é administrado conjuntamente pela Prefeitura do Rio e pelo Ministério do Meio Ambiente. Atualmente, o local recebe 2,5 milhões de visitantes por ano e é um exemplo de restauração da Mata Atlântica. A reserva transformou-se num santuário para diversas espécies endêmicas.

O Parque Nacional da Tijuca... "recebe 2,5 milhões de visitantes por ano".

Empresas florestais comunitárias na Guatemala

Na Guatemala, 70% das terras florestais estão sob algum tipo de proteção. Com concessões do governo, empresas comunitárias gerenciam mais de 420 mil hectares dentro da Reserva da Biosfera Maia. Em apenas um ano, de 2006 a 2007, as companhias obtiveram receitas de 4,75 milhões de dólares pela venda de madeira certificada. Outros 150 mil dólares vieram do comércio de produtos florestais não-madeireiros.

As cooperativas geraram mais de 10 mil empregos diretos e outros 60 mil indiretos. As instituições também pagavam aos trabalhadores mais que o dobro do salário normal, segundo dados coletados pela FAO.

Costa Rica: florestas e turismo

A Costa Rica é um dos principais destinos de turismo ecológico do mundo: em 2016, 2,9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país e 66% deles afirmaram que o ecoturismo era um dos principais motivos da viagem.


"...em 2016, 2,9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país e 66% deles afirmaram que o ecoturismo era um dos principais motivos da viagem".

Os visitantes gastaram em média 1.309 dólares por pessoa, trazendo uma renda para o país de 2,5 bilhões de dólares. Isso equivale a 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Uma parte do montante pode ser atribuída ao ecoturismo. Em 2015, apenas as áreas de conservação florestal receberam aproximadamente 1 milhão de estrangeiros e outros 900 mil turistas nacionais.

"Em 2015, apenas as áreas de conservação florestal receberam aproximadamente 1 milhão de estrangeiros e outros 900 mil turistas nacionais".

Acesse o relatório da FAO “Estado das Florestas no Mundo” na íntegra clicando aqui (em inglês).

Fonte: ONU no Brasil