sábado, 13 de outubro de 2018

Pesquisadores brasileiros revelam fatos inéditos sobre as figueiras pelo mundo



Na Praia de Botafogo, próximo à Praça da Marinha, é possível observar um conjunto de figueiras centenárias (Foto: Divulgação)


Paula Guatimosim

Um grupo de pesquisadores brasileiros surpreendeu a comunidade científica mundial no final de julho passado ao revelar fatos inéditos quanto à origem, rotas de migração e reprodução das figueiras (Ficus) pelo mundo. O reconhecimento do estudo, liderado pelos pesquisadores Leandro Cardoso Pederneiras e Vidal de Freitas Mansano, ambos do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em parceria do Instituto de Botânica de São Paulo, veio com a publicação do artigo no Botanical Journal, prestigiosa revista científica da Sociedade Linneana de Londres.

Doutor em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, Pederneiras explica que sua motivação para o desenvolvimento do trabalho, que ganhou o título “História da Diversificação da Flora Neotropical através de Gêneros Pantropicais: Evidências dos Padrões Biogeográficos e Filogenéticos em Ficus (Moraceae)”, foi o fato de que estudos anteriores, mesmo os mais recentes, de 2011 e 2015, superestimavam a idade da origem das figueiras e de seu grupo irmão (Castilleae), com intervalo entre 85 a 195 milhões de anos. De acordo com o pesquisador, esta data de origem possui limites que ultrapassam o surgimento das angiospermas (135 Ma) e das moráceas (75 Ma), que é um ramo do grupo das angiospermas. “Ficus não poderia ser tão antigo quanto às angiospermas, que é o grupo onde elas se encaixam”.

A investigação teve início há três anos, sendo os dois últimos com apoio do Programa Pós-Doutorado Nota 10, da FAPERJ. Especialista em filogenia e taxonomia vegetal, o pesquisador e sua equipe coletaram no Brasil e nas Américas diversas espécies de figueiras para a extração de DNA do tecido das folhas. Por meio dos avanços da metodologia de inferência bayesiana e de datação molecular, foi realizado o estudo filogenético, estimando a história evolutiva e da idade das linhagens. Por fim, com apoio de modernas técnicas biogeográficas, o gráfico filogenético final revelou as áreas geográficas das linhagens ancestrais e os prováveis eventos evolutivos geradores da biodiversidade de Ficus.

A filogenia, história evolutiva de uma espécie, relevou o ponto mais importante da pesquisa: uma origem do Ficus mais recente do que os estudos anteriores, entre 50 e 34 milhões de anos, possivelmente na Ásia e Europa (Eurásia), no período do Eoceno. Quanto às migrações, a pesquisa mostra que Ficus chegou às Américas através de duas rotas: da Europa para a América do Norte, no início do Eoceno, e da África para a América do Sul, no final do Eoceno, via rota transatlântica. Da América do Norte, Ficus migraram para a América do Sul, incluindo o Brasil; e outra linhagem surgiu no leste asiático.

“Entre os mistérios que intrigam muitas pessoas está o fato de parecer que as figueiras dão frutos sem antes produzir flores. Na verdade, suas flores – estaminadas (masculinas) e pistiladas (femininas) – estão protegidas dentro do que chamamos de figo (sicônio). Mas o comum entre elas é que todas dependem de uma vespa para que ocorra a polinização. É dentro do figo que a vespa polinizadora coloca seus ovos, morrendo, em seguida, para que sua prole se desenvolva e se liberte, levando pólen. Ou seja, é uma relação de fidelidade total, pois onde não há vespa-de-figo, as figueiras não se reproduzem e vice-versa; um não existe sem o outro”, esclarece o pesquisador.


Leandro Pederneiras: pesquisador no Instituto de Pesquisa Jardim Botânico, ele convive com figueiras em seu local de trabalho (Foto: Divulgação) 

O estudo também revelou um fato ainda inédito sobre o mutualismo da figueira com as vespas. O conjunto dos Androstiole possui uma conformação diferente dentro dos figos, uma novidade evolutiva. Enquanto na maioria das figueiras as flores estaminadas e pistiladas estão misturadas dentro do figo, no grupo dos Androstiole as flores estaminadas se concentram ao redor do ostíolo, pequeno orifício por onde as vespas entram e saem. Outra novidade, diz o biólogo, é que em algum momento da história evolutiva uma espécie de Androstiole desenvolveu duas árvores com tipos de flores diferentes, uma só com as estaminadas e outra apenas com as pistiladas produtoras de sementes. “Este fato revela uma grande especialização na natureza, pois a vespa precisa entrar em dois sicônios para completar o ciclo e fazer a polinização. É um processo que traz possíveis vantagens ecológicas”.

Da família das moráceas, o Ficus é um dos maiores gêneros arbóreos do reino vegetal. Suas mais de 750 espécies, subdivididas em seis subgêneros e 19 seções, estão distribuídas por todos os continentes, menos na Antártica. Tanto no Brasil quanto em toda a América só existem dois grupos de linhagens, as vermífugas (Pharmacosycea) e os mata-paus (Spherosuke). As demais espécies são exóticas, posteriormente introduzidas. O Rio de Janeiro é uma das cidades com maior número de figueiras que se tem notícia. Na Praça da República, no Centro; na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão; na Praça da Marinha, em Botafogo; assim como às margens do canal da Rua Visconde de Albuquerque, no Leblon, é possível apreciar conjuntos de figueiras centenárias.

“Os mata-paus se diferenciam das demais porque desenvolveram uma novidade biológica incrível, que faz com que sejam uma das mais bem sucedidas. Em geral, sua semente cai entre os galhos de outra árvore, onde há alguma unidade e o mínimo de nutrientes, recebe calor e luz, brota, prospera e começa a lançar suas raízes rumo ao chão, até atingirem o solo. Ao longo do tempo, se desenvolvem, viram árvores e vão abraçando a sua ‘mãe’, até tomarem o lugar dela”, explica o taxonomista. “São hemi-epífitas, ou seja, metade da vida sobrevivem sobre outra planta e outra metade são independentes”. De acordo com Pederneiras, o outro grupo, a Pharmacosycea, também é conhecido como árvores vermífugas, pois seu látex é usado por tribos indígenas para controlar verminoses. Suas minúsculas sementes têm um enorme poder de germinação, produzindo árvores com quase 50 metros de altura, raízes enormes e muito resistentes, que vão tomando conta de tudo. Porém, diferentemente dos mata-paus, a semente desse grupo necessita cair no solo para germinar, competindo com os outros vegetais.

Um aspecto interessante, segundo o pesquisador, é a relação estreita entre esta árvore e as religiões. Consta que foi à sombra de uma bodhi – nome dado à Ficus religiosa na Índia - que Buda atingiu a iluminação. Acredita-se que a árvore mais antiga, plantada no ano 288 a.C. esteja no Sri Lanka. Acreditando que a madeira do Ficus sycomorus possuía poder sobre a vida e a morte, os egípcios a utilizavam para construção dos sarcófagos dos faraós. Maias e astecas produziam o papel utilizado em seus livros sagrados a partir da casca das figueiras e, no cristianismo, a figueira é citada na Bíblia, pois com suas folhas Adão e Eva cobriram sua nudez quando expulsos do paraíso. “Dentro de cada célula das figueiras de hoje há um DNA modelado há 60 milhões de anos, que sobreviveu a todos os percalços da história da terra. História esta que é sobre a biodiversidade, mas também climática, geológica, paleontológica, genética, ecológica, química, todos de suma importância para o desenvolvimento humano”, conclui o pesquisador.


Fonte: FAPERJ









terça-feira, 9 de outubro de 2018

ONU quer saber opinião dos brasileiros sobre a vida nas cidades



ONU-Habitat convida brasileiros a responder pesquisa sobre condições de vida nas cidades. Imagem: ONU-Habitat

Até 24 de dezembro, brasileiros poderão responder à pesquisa online da ONU ‘Cidades Sustentáveis’. Objetivo do levantamento é fazer uma radiografia dos centros urbanos onde moram os participantes. Disponibilizada gratuitamente no site e aplicativo Colab, a pesquisa traz 29 perguntas de múltipla escolha sobre temas como transporte, inclusão, serviços básicos e transparência.

Até 24 de dezembro, brasileiros poderão responder à pesquisa online da ONU Cidades Sustentáveis. Objetivo da enquete é fazer uma radiografia dos centros urbanos onde moram os participantes. Disponibilizada gratuitamente no site e aplicativo Colab, a pesquisa traz 29 perguntas de múltipla escolha sobre temas como transporte, inclusão, serviços básicos e transparência.

Proposta pelo Programa das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a iniciativa visa estabelecer um diagnóstico sobre o cumprimento pelo Brasil dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS.

A consulta pede que os respondentes comparem a vida nos centros urbanos hoje e dois anos atrás. Os participantes deverão indicar, por exemplo, se concordam ou não com a afirmação “O acesso a transportes públicos seguros, acessíveis e sustentáveis na cidade onde vivo está melhorando”. Ou se acreditam que “a qualidade da gestão de resíduos — coleta de lixo e materiais recicláveis — na cidade onde vivo está aumentando”.

As perguntas da pesquisa estão relacionadas ao ODS nº 11, sobre cidades e comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Atualmente, mais da metade da população mundial mora em centros urbanos. No Brasil, o índice chega a 85%.

“É fundamental escutar a população e captar sua percepção sobre como a sua cidade está evoluindo rumo a esse objetivo e, assim, permitir uma análise mais precisa e coletiva da realidade das cidades brasileiras”, afirma o chefe da Unidade de Desenvolvimento de Capacidades do ONU-Habitat, Claudio Acioly.

“Esperamos que os resultados da consulta possam ajudar gestores municipais e tomadores de decisão a orientar políticas públicas capazes de responder aos desafios da urbanização, de forma eficiente e integrada, a partir da visão dos cidadãos e cidadãs que vivem e convivem em nossas cidades.”

A meta da agência é comparar as respostas dos brasileiros com dados oficiais de instituições nacionais — como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — e internacionais — como a própria ONU. A proposta é monitorar o desempenho das cidades do Brasil em relação ao que está previsto no ODS nº 11. Os resultados serão publicados num relatório em 2019.

Para realizar o levantamento, a ONU-Habitat se uniu à Colab, uma start-up de gestão colaborativa que trabalha para criar pontes entre cidadãos e governos. Com 200 mil usuários no Brasil, a empresa mantém uma rede social onde é possível publicar sugestões ou pedidos de soluções sobre problemas como falta de iluminação, buracos nas estradas e ruas e estações de metrô e ônibus malcuidadas.

Quando a Prefeitura da cidade participa da Colab, as demandas são enviadas diretamente para os órgãos e servidores competentes. Os Executivos municipais também recebem materiais e oficinas sobre como incluir a participação dos cidadãos na gestão pública.

Com a tecnologia e metodologia da start-up, algumas Prefeituras aumentaram significativamente seus índices de atendimento às solicitações da população. Em Teresina, a resolução de demandas subiu de 39% em 2016 para atuais 74%.

“A colaboração dos cidadãos e a transparência são as melhores ferramentas para melhorar a gestão pública”, defende o CEO e cofundador da Colab, Gustavo Maia. “A tecnologia garante que o diálogo com a população seja feito com rapidez e eficiência e permite também que os resultados dessa conversa sejam medidos, o que facilita a avaliação dos gestores públicos.”

A Colab já realizou outras pesquisas públicas no Brasil, com a participação de oito Prefeituras, inclusive do Rio de Janeiro e Niterói. A empresa foi reconhecia em 2015 com o prêmio de aplicativo com maior impacto social, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Em 2017, a start-up foi escolhida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para um programa de aceleração que escolheu 16 companhias envolvidas com a promoção dos ODS.

Responda à pesquisa em: www.consultas.colab.re/cidades-sustentaveis.

Fonte: ONU no Brasil











Niterói promove encontro para debater os seus parques





Nos dias 12 e 13 de novembro de 2018 diversos pesquisadores e estudiosos se reunirão no Auditório de Geociências da Universidade Federal Fluminense ministrando palestras, participando de mesas redondas e apresentações de pôsteres em um encontro que terá como tema as Unidades de Conservação municipais e estaduais da cidade de Niterói.

Já estão abertas as inscrições para apresentação de pôsteres, e informamos que os trabalhos selecionados serão publicados na REVAN - Revista do Ambiente de Niterói.

Para apresentar um pôster com sua pesquisa, envie um resumo até o dia 19 de outubro para - as normas e os modelos para elaboração dos resumos encontram-se nos arquivos abaixo.


Importante: para enviar seu resumo é necessário estar inscrito no evento.

Contato, dúvidas ou sugestões: contato.esucn@gmail.com
 
Fonte: SMARHS








segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Visitas a unidades de conservação geraram 80 mil empregos indiretos em 2017



Benefícios resultaram em cerca de 80 mil empregos, além de R$ 2,2 bilhões em renda, R$ 3,1 bilhões em valor agregado. Foto: Alexandre Maciel


Por Bárbara Figueiredo

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as unidades de conservação receberam mais de 10,7 milhões de visitas neste ano. Os visitantes gastaram cerca de R$2 bilhões nos municípios de acesso às unidades de conservação.

O impacto desses gastos para a economia nacional resultou em cerca de 80 mil empregos, além de R$ 2,2 bilhões em renda, R$ 3,1 bilhões em valor agregado ao PIB e R$ 8,6 bilhões em vendas. O setor de hospedagem registrou a maior contribuição direta, com R$ 613 milhões em vendas diretas, seguido pelo setor de alimentação com R$ 432 milhões.

Esse ano, o estudo apresenta a geração de impostos decorrentes apenas dos efeitos sobre as vendas diretas e a remuneração. Assim, foram gerados, R$ 905 milhões em impostos (municipal, estadual e federal). A análise mostrou que cada real investido no ICMBio produziu R$ 7,00 em benefícios econômicos para o Brasil.

Com informações de Comunicação ICMBio

Fonte: Wikiparques








Edital para reurbanização Alameda São Boaventura será lançado em novembro





Obra começará no ano que vem; prefeitura avalia possibilidade de implantar fiação subterrânea

Leonardo Sodré

NITERÓI — Com edital previsto para novembro, o projeto de revitalização da Alameda São Boaventura começará a ser executado no primeiro semestre do ano que vem, afirma a prefeitura, que divulgou imagens das intervenções que serão feitas na mais importante via do Fonseca.

Elas incluem a modernização do corredor, com a implantação de um sistema que permitirá ao passageiro acionar a parada do ônibus, ciclovias segregadas nos dois sentidos, iluminação de led, novas calçadas, paisagismo e um espaço de convivência e esportes sob o viaduto de acesso à Ponte Rio-Niterói. A promessa é de que tudo fique pronto até o fim de 2020.

O investimento nas obras, que virá de recursos próprios do município, ainda está sendo calculado e será divulgado após a finalização do projeto. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, serão apresentados dois orçamentos: um que contempla todas as intervenções anunciadas e outro que inclui a implantação da rede de fiação subterrânea.

Fonte: O Globo Niterói



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PRO-SUSTENTÁVEL - SISTEMA CICLOVIÁRIO: Prefeitura de Niterói publica edital para elaboração de projeto executivo

Outras postagens








Nobel de Economia vai para dois americanos que defendem o desenvolvimento sustentável e combate às mdanças climáticas




Os americanos William D. Nordhaus (à esquerda) e Paul Romer venceram o Prêmio Nobem de Economia 2018 Foto: Reuters


Os modelos criados por William Nordhaus e Paul Romer ajudaram no desenvolvimento da economia, integrada ao combate às mudanças climáticas

O Globo e Agências internacionais

ESTOCOLMO — Os vencedores do Nobel de Economia de 2018 são William Nordhaus e Paul Romer. A dupla de norte-americanos levou o prêmio por seus trabalhos que integram inovação tecnológica e mudança climática com crescimento econômico sustentável, anunciou a Academia Real de Ciências da Suécia nesta segunda-feira.

William Nordhaus e Paul Romer projetaram métodos que abordam questões fundamentais, como criar crescimento econômico sustentado e sustentável em longo prazo, segundo o comitê do Prêmio Nobel. Os modelos que Nordhaus e Romer criaram ajudaram no desenvolvimento do crescimento econômico e no combate às mudanças climáticas.

"Na sua essência, a economia lida com a gestão de recursos escassos. A natureza dita as principais restrições ao crescimento econômico e nosso conhecimento determina quão bem lidamos com essas restrições. Os laureados deste ano, William Nordhaus e Paul Romer, ampliaram significativamente o escopo da análise econômica ao construir modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o conhecimento", diz a nota da Academia.

Nordhaus é professor do Departamento de Economia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O economista fez estudos que mostram que o meio mais eficiente para resolver os problemas causados pelas emissões de gases é aplicar um imposto global a todos os países.

Paul M. Romer examinou a forma como os economistas podem alcançar uma taxa saudável de crescimento econômico. Criador da Teoria do Crescimento Endógeno, se destaca por levar em conta inovações tecnológicas em suas análises. A Academia Sueca destaca que sua pesquisa "mostra que é o acúmulo de ideias que sustenta o crescimento econômico de longo prazo".

Romer defende que as mudanças que têm mais impacto para o progresso são as que acontecem nas cidades - e não as decorrentes das grandes decisões nacionais. Seu modelo preferido é o das vizinhas Hong Kong e Shenzhen, metrópoles chinesas onde foram aplicadas políticas que aceleraram seu desenvolvimento e acabaram por transformar o país.

ACADEMIA PREMIOU O PIONEIRISMO, DIZ ESPECIALISTA

O economista José Eli da Veiga, professor da USP e autor de diversos livros sobre desenvolvimento sustentável, estuda o tema há mais de três décadas. Acredita que pesou sobre a decisão de conceder o prêmio a estes dois economistas o fato de serem pioneiros nos temas que estudam. Foi também uma forma de sinalizar que não só é importante buscar o crescimento sustentável, mas perseguir o desenvolvimento econômico, mesmo por aqueles países que praticamente anularam suas taxas de pobreza e não sofrem com o desemprego.

- Só conceder o prêmio ao Nordhaus poderia parecer algo muito ambientalista. Ao premiar o Romer, eles quiseram enfatizar que o crescimento ainda é necessário. Há uma corrente de economias que defende que países nórdicos e outros da Europa, que praticamente não têm pobreza e nem grande problema de desemprego, poderiam ganhar mais se não tivessem esse compromisso de ter um PIB em crescimento. Mas a Academia sinalizou que devem continuar buscando o crescimento sim - avalia José Eli.

Fonte: O Globo 









domingo, 7 de outubro de 2018

NOVA ALAMEDA: Alameda São Boaventura será reurbanizada, ganhará ciclovias e paisagismo



Calçadas acessíveis e um novo paisagismo também estão dentro do projeto que prevê investimentos na ordem de R$ 90 milhões. Edital será divulgado em novembro. Foto: Divulgação

Lucas Schuenck

Com início previsto para 2019, obra promete alterar dinâmica urbana de uma das mais importantes vias de Niterói

Trazer a Alameda São Boaventura para o século 21. Este é o objetivo do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, com o projeto de revitalização total da movimentada via da cidade que, segundo ele, precisa de cuidados há anos. O projeto, que está em fase final de elaboração, tem previsão de início para o primeiro quadrimestre de 2019 e conclusão no segundo semestre de 2020. Entre as melhorias que serão implementadas, estão um novo corredor de transporte, implementação de ciclovia nos dois sentidos, calçadas acessíveis, novo paisagismo e macrodrenagem da bacia do canal que corta a via.

Segundo Neves, os cidadãos do bairro do Fonseca, que é cortado pela Alameda São Boaventura, poderão contar, a partir das intervenções, com mais segurança e conforto. “Implementaremos iluminação de LED em toda a extensão da via, modernizaremos as estações, deixando-as mais confortáveis, construiremos bicicletários, além de instalar câmeras e um sistema eletrônico inovador que vai permitir que o cidadão solicite a parada do ônibus ao chegar na estação, evitando que todas as conduções entrem necessariamente nelas, o que ajudará no trânsito. Além disso, iremos promover obras de acessibilidade nas calçadas. É uma total reformulação da Alameda”, declarou.


O projeto contempla uma quadra poliesportiva que será construída embaixo do viaduto do Ponto Cem Réis. Foto: Divulgação


A secretária Maria Martins, moradora do Fonseca de 43 anos, acredita que a prioridade na região é solucionar o problema das enchentes. “Toda a Alameda enche durante uma chuva, em especial próximo à Av. João Brasil, que já passou por obras e não melhorou”, reclamou.

Ao tomar ciência das reivindicações feitas por Martins, Neves disse em entrevista que mitigará os problemas, mas que a questão é agravada por fatores ambientais. “Nós teremos um novo sistema de drenagem com a revitalização, que vai melhorar e reduzir o problema, mas temos que entender que esta é uma realidade do século 21, com fenômenos ambientais que aumentam os níveis dos rios e são propícios para as enchentes. Nosso compromisso é reduzir, com a implementação dos melhores sistemas possíveis, os impactos deste tipo”, explicou.

O prefeito também se compromete a incluir opções sustentáveis para a mobilidade urbana, ao construir ciclovias dos dois lados da movimentada via. Hoje, a Alameda São Boaventura recebe, por dia, 25 mil veículos. Em horários de pico, cerca de três mil e 300 veículos cruzam a via por hora. “Iremos fazer uma ciclovia unidirecional de cada lado da Alameda. Com isto, iremos reduzir a emissão de poluentes e integrar o bairro do Fonseca na malha cicloviária da cidade”, ressaltou Rodrigo Neves.


Implementação de ciclovias unidirecional nos dois sentidos para melhorar e integrar a malha cicloviária da cidade. Foto: Divulgação

Neves destacou que as obras serão feitas utilizando, em parte, recursos provenientes dos royalties do petróleo, que se somarão a receitas de impostos municipais. O prefeito, que também revelou que a possibilidade de enterrar a fiação elétrica ao longo da via está sendo estudada, afirmou que a iniciativa faz parte de uma nova onda de investimentos da cidade.

“Nós temos trabalhado, nos últimos quatro anos, pela recuperação dos espaços públicos para que os cidadãos se apropriem deles. Fizemos isto no teatro popular, reserva cultural e nos skateparks do Horto do Fonseca e de São Francisco, por exemplo. Queremos melhorar a mobilidade, propiciar uma melhor performance dos transportes e melhorar a qualidade urbana da cidade”, afirmou.

O projeto também prevê a construção de uma quadra poliesportiva que será construída na área localizada embaixo do viaduto do Ponto Cem Réis. Segundo Vicente Temperini, secretário municipal de Obras, a “Nova Alameda” contará com melhorias que transcenderão a estética. Queremos melhorar não só o visual, como mais áreas verdes e a acústica da via”, disse.

A partir da revitalização da Alameda São Boaventura, Rodrigo Neves também acredita que o segmento de negócios será aprimorado na região. Segundo ele, o bairro tem um posicionamento chave na cidade: tem fácil acesso ao Rio, está perto de São Gonçalo, Região Oceânica e Icaraí. O prefeito também alerta que, para a melhoria efetiva na mobilidade urbana, o próximo governador precisa desenvolver um projeto de BRT ligando os municípios de Itaboraí e São Gonçalo ao terminal João Goulart, o que diminuirá o número de ônibus que transitam na Alameda.

Até o momento estão previstos investimentos da ordem de R$ 90 milhões para obras. O valor pode aumentar, entretanto, caso medidas como o enterramento da rede elétrica sejam adotadas. O edital para a seleção da empreiteira será divulgado em novembro. 

Fonte: O Fluminense

 










sábado, 6 de outubro de 2018

SAÚDE EM NITERÓI: Médico de Família chega ao Boa Vista





O novo módulo vai oferecer assistência a 1.446 pessoas

A Prefeitura de Niterói entregou, neste sexta-feira pela manhã, a unidade do Médico de Família Ítalo Gomes, no Morro do Boa Vista, em São Lourenço. No ano em que o programa completa 26 anos de sua implantação, o município atinge cobertura de atendimento de 80,5% da população mais vulnerável.

O novo módulo vai oferecer assistência a 1.446 pessoas, que serão atendidas por uma equipe composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde.

A unidade conta com dois consultórios, salas de pré-consulta, vacina, nebulização, curativo, coleta de sangue, dispensação de medicamento e arquivo.

Durante visita ao novo módulo, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que a ampliação da cobertura do programa aproxima o município da meta de, até 2020, consolidar o Médico de Família de Niterói como um dos melhores do país.

“Desde 2013, estamos ampliando os investimentos em Saúde na cidade. Reabrimos e inauguramos uma nova emergência no Getulinho, construímos o novo Mário Monteiro, entregamos uma nova Policlínica no Largo da Batalha, pegamos o Médico de Família em crise e o recuperamos. Esse é um programa muito importante para prevenção às doenças e promoção da saúde, fundamental para a melhoria dos indicadores de Saúde na região do Boa Vista e de São Lourenço”, pontuou.

A secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos, explicou que a equipe do novo módulo começa a fazer o cadastro e setorização da população.

“O Médico de Família é um serviço de atenção integral, para cuidar da saúde das famílias. Desde 2013, quando assumimos um município com 62% de cobertura, investimos na expansão da cobertura do programa. Atualmente são mais de 200 mil pessoas cadastradas. É gratificante oferecer, depois de 17 anos, esse serviço tão necessário para a população do Boa Vista”, detalhou.

A unidade faz homenagem a Ítalo Gomes, um dos mais importantes nomes do movimento comunitário niteroiense. Presidente da Associação de Moradores do Boa Vista, Sérgio Guedes comemorou a chegada do módulo à comunidade.

Fonte: O Fluminense










Exercício para todos os gostos: Niterói tem opções de atividades gratuitas ao ar livre



Grupo Patinar alegra a alma se reúne no Caminho Niemeyer para a prática Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo


Grupos se reúnem em espaços públicos, como MAC e Caminho Niemeyer, e criam comunidades que se encontram semanalmente

Daniela Kalicheski
NITERÓI - Patinação, ioga, aula de ginástica, de dança e tai chi chuan. Quem sempre teve vontade de praticar uma dessas atividades, mas dava como desculpa a falta de companhia ou de dinheiro, pode começar a se movimentar. Escolha qual dessas turmas têm mais a ver com seu estilo de vida e aproveite o clima favorável da primavera que acabou de chegar para fazê-las ao ar livre, em lugares e equipamentos públicos. E o que é melhor: sem ter que pagar nada pelas aulas.

Ginástica para a terceira idade é ministrada na Praia de Icaraí Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Há um ano, aos domingos, o compromisso de Carla Môça é com os patins e com o grupo Patinar Alegra a Alma, que ela ajudou a criar. Ela viu no hobby um escape para um problema de saúde, e a atividade que começou sem muitas pretensões hoje reúne cerca de 50 pessoas, de todas as idades, no Caminho Niemeyer.

— Minha filha começou a patinar com o grupo por conta de uma amiga da escola. Eu e minha mulher fomos incentivados por ela e passamos a ir juntos. Eu era sedentário e até parei de fumar — diz Leonardo Cidreira, um dos mais novos membros do Patinar. 


Aulas de street dance são dadas na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno Foto: Divulgação

Os iniciantes acima de 4 anos podem ter aulas com o instrutor Marcello Jin, no Projeto Patins Street São Francisco. Para participar, basta ter os patins. As aulas são gratuitas, mas contribuições voluntárias são aceitas para manutenção do equipamento de segurança oferecido por Jin.

Costão da Praia de Itacoatiara recebe aula de ioga Foto: Divulgação

Mas se você está numa vibe menos radical, o Projeto Gugu oferece aulas de ginástica para a terceira idade (mas todos podem participar) em locais públicos. A Praia de Icaraí é um dos pontos mais badalados, mas os encontros são realizados em outros 36 endereços.

Na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento, tem aulas street dance, ministradas pelo grupo Wolf Crew. E se o foco é numa atividade em que mente e corpo estejam em harmonia, toda sexta, a Praia de Itacoatiara, junto ao Costão, reúne praticantes de ioga, orientados por Bia Cecchetti. Já no pátio do MAC e no Horto de Itaipu, o ToTAO ministra aulas de tai chi chuan.


Tai chi chuan é oferecido no pátio do MAC. Foto: Divulgação

— É uma arte marcial que desenvolve a saúde e o bem-estar. Boa para coordenação, equilíbrio e consciência corporal — lista Chain Whan, responsável pelas aulas no MAC.

Confira a agenda:

Ginástica para a terceira idade do Projeto Gugu. De segunda a sexta-feira, às 7h; e aos sábados e domingos, às 8h30m, na Praia de Icaraí e em mais 36 pontos da cidade. A programação completa pode ser conferida no facebook.com/projetogugu. Livre.

Grupo Patinar alegra a alma. Aos domingos (excepcionalmente neste, não haverá encontro devido às eleições) no Caminho Niemeyer, no Centro. O horário deve ser confirmado na página do Instagram @patinaralegraaalma. Livre.

Patins Street São Francisco. Sábados (excepcionalmente amanhã não haverá encontro), às 9h, no Skate Park Carlos Alberto Parizzi, em São Francisco. Informações: 96932-2840. A partir dos 4 anos.

Street dance com grupo Wolf Crew. Terças-feiras, às 10h e às 14h, na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento. Outras informações: 2610-5748. A partir dos 11 anos.

Tai chi chuan com o grupo ToTAO. Sábados, às 8h, no Horto de Itaipu; e aos domingos, às 8h30m, no MAC, na Boa Viagem. Outras informações: 98686-2311. Livre.

Yoga Suksma. Sextas-feiras, às 7h30m, na Praia de Itacoatiara, na areia, junto ao Costão. Informações na página do Instagram @bia.yoga. Livre.

Fonte: O Globo









Niterói só fica atrás do Rio na geração de empregos



Soldador trabalha na manutenção de uma peça: indústria naval alavanca geração de empregos na cidade Foto: Márcio Alves / Agência O Globo


Giovanni Mourão

Setor industrial alavanca crescimento, gerando 159 vagas em agosto, o que corresponde a 48% dos contratos firmados

NITERÓI - Com saldo de 331 vagas de emprego em agosto deste ano, Niterói é a cidade que mais abriu postos de trabalho entre todas as 21 da Região Metropolitana, fora a capital: foram 4.231 contratações contra 3.900 desligamentos. Este é o melhor índice da cidade em mais de três anos. Em março de 2015, Niterói fechou o mês com um total de 519 vagas abertas.

A cidade também foi a única a apresentar desempenho positivo entre contratações e demissões em todos os sete setores da economia avaliados. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Indústria naval

O setor determinante para essa escalada foi a indústria, responsável por 159 desses novos empregos em agosto, o correspondente a 48% do total. Esse é o maior número mensal de contratações do setor desde abril de 2017, quando a indústria abriu 230 postos.

Para chegar a esse número, a indústria registrou 352 admissões contra 193 demissões. Julia Rangel, analista de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), destaca que, de todos os ramos industriais, o naval foi o que mais contratou, sendo responsável por 187 das mais de 350 vagas de todo o setor.

A economista detalha ainda que a indústria naval admitiu trabalhadores de manutenção, reparos e instalação de máquinas, equipamentos e embarcações, e também para a fabricação de produtos de metal.

— Pode ser que esse seja o primeiro sinal de recuperação do setor, que é extremamente importante para a região e para todo o Estado do Rio. Sem dúvidas, a retomada do setor de óleo e gás, com a realização de leilões desde o ano passado, é uma notícia positiva. Entretanto, só é possível afirmar que esse resultado reflete um início de recuperação da indústria naval se os dados dos próximos meses continuarem positivos — analisa Rangel. 

Apesar dos bons índices de agosto, a indústria permaneceu no negativo em Niterói nos dois primeiros quadrimestres deste ano, com 72 vagas encerradas. No acumulado de 12 meses (entre setembro de 2017 e agosto de 2018), o total é de 333 postos fechados.

Além da evolução no índice de empregabilidade, a arrecadação de impostos provenientes do setor começa a dar sinais indicativos de recuperação: ela cresceu 47% entre 2016 e 2017, saltando de R$ 3,4 milhões em tributos aos cofres municipais para R$ 5 milhões. Ainda acompanhando esse crescimento, nos primeiros seis meses deste ano, a receita proveniente da indústria naval chegou aos R$ 2,6 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado, foi de R$ 2,2 milhões, 15,3% a menos.

Apenas 12 dos 21 municípios da Região Metropolitana tiveram saldo positivo nos índices de empregabilidade. Empatadas em segundo lugar, as vizinhas Itaboraí e Maricá abriram 101 vagas cada uma. Itaboraí registrou, contudo, 27 postos fechados na indústria, enquanto Maricá abriu apenas nove.

Considerando somente o setor industrial, Niterói também lidera o ranking da região com 159 vagas mantidas; em segundo lugar vem o município de Rio Bonito, com saldo de 26 novos empregos gerados em agosto. 










Parque da Serra da Tiririca terá nova sede no Caminho do Darwin



Caminho do Darwin será endereço da nova sede do Parque Estadual da Serra da Tiririca Foto: Divulgação


Sete trilhas também passarão por mudanças, recebendo sinalização, mesas para piquenique, bicicletário e passarelas

Daniela Kalicheski

NITERÓI — O Parque Estadual da Serra da Tiririca, área administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que abrange trechos dos municípios de Niterói e Maricá, vai ganhar uma nova sede. Ela será construída no Caminho de Darwin, na Estada da Barrinha, no Engenho do Mato, e as obras devem começar no segundo semestre do próximo ano. O custo inicial é estimado em R$ 400 mil e a verba virá da Câmara de Compensação Ambiental (CCA) do Estado do Rio de Janeiro.

A nova infraestrutura inclui construção de pórticos, centro de visitantes, sede administrativa e sede da Unidade de Polícia Ambiental (Upam), além da criação de um projeto de urbanização e paisagismo.

As mudanças poderão ser vistas também no manejo de sete trilhas: Alto Mourão, Morro das Andorinhas, Córrego dos Colibris (que terá acesso para portadores de mobilidade reduzida), Bananal, Costão, Monte da Oração e Posto Avançado Lagoa de Itaipu. Nelas, a partir de dezembro, serão providenciadas sinalização, mesas e bancos para piquenique, passarelas suspensas e bicicletários. O custo é de R$ 2 milhões com recursos da CCA.

Fonte: O Globo Niterói









sexta-feira, 5 de outubro de 2018

TransOceânica: ciclovia tem 80% da obra concluída



As intervenções acontecem entre o Trevo de Piratininga, até a altura da rótula da Avenida Central, em Itaipu. Leonardo Simplício / Prefeitura de Niterói


Na sequência, será realizada a instalação das 11 estações do BHS. O trabalho será concluído em dezembro

Equipes trabalham na conclusão das adequações das calçadas da Estrada Francisco da Cruz Nunes e na implantação da ciclovia da TransOceânica. Em seguida, será realizada a instalação das 11 estações do BHS. O trabalho será concluído em dezembro.

“Após mais de 40 anos de promessas, tiramos o túnel Charitas-Cafubá do papel em um prazo recorde, menos de dois anos. E, em menos de três anos, estamos entregando uma nova Francisco da Cruz Nunes, com um corredor de transporte, mobilidade e uma rede de ciclovias, sobretudo com uma avenida que antes era uma estrada precária, sem iluminação, sem infraestrutura, sem drenagem, sem pavimentação, que terá o primeiro BHLS do Brasil e o primeiro elétrico da América do Sul”, afirma o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

Com aproximadamente 3,2 quilômetros de extensão, a ciclovia já tem 80% da obra concluída. As intervenções acontecem entre o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), no Trevo de Piratininga, até a altura da rótula da Avenida Central, em Itaipu, passando pelas ruas Manoel Pacheco de Carvalho, Delfina de Jesus e Professora Alice Picanço. Uma casa no fim da Rua Manoel Pacheco de Carvalho será desapropriada para a construção da via.


Implantação da arborização pública.

Já no trecho entre a Avenida Santo Antônio e a Rua Eduardo Lúcio Picanço, a ciclovia seguirá pela Estrada Francisco da Cruz Nunes. E na Rua Professora Alice Picanço será construída uma ponte, com a ciclovia suspensa, na altura do cruzamento com Rua Augusto Vieira Jacques.

“Todas essas ruas estão recebendo nova pavimentação, sistema de drenagem para facilitar o escoamento da água, além do projeto de reurbanização das calçadas. Grande parte da via já está recebendo sinalização. Em seguida, iniciaremos a obra da ponte, no trecho em que a ciclovia será suspensa”, explica o secretário municipal de Obras, Vicente Temperini, ressaltando que só na Região Oceânica serão feitos 61,3 quilômetros de ciclovia.




A construção das estações será a última etapa do corredor viário, que tem 9,3 quilômetros de extensão, passando por 12 bairros da Região Oceânica e beneficiando 125 mil moradores. Rodrigo Neves enfatiza que a construção da TransOceânica traz uma mudança no paradigma da mobilidade urbana e na qualidade de vida, além do conceito de sustentabilidade de toda a obra.

“Para além de obras viárias, estratégicas e importantes como o túnel Charitas-Cafubá, é importante melhorar a infraestrutura da cidade, tornando o espaço público mais amigável ao cidadão. É importante melhorar a qualidade do transporte público e ter a opção de uma mobilidade saudável pelas bicicletas. Somente desta forma iremos reduzir o tempo perdido no trânsito e teremos uma Niterói mais sustentável”.

Estações – Todas as estações do BHS terão câmeras de segurança, sistema de sonorização, que permitirá a comunicação do Centro de Controle com os passageiros, além de painéis que irão informar o tempo de chegada de cada ônibus na estação, e uma grande tela na qual os usuários poderão acompanhar a localização dos coletivos em um mapa. A estrutura foi idealizada de forma a impactar o menos possível na paisagem. Cada uma terá bicicletário com 10 vagas, e dependendo da demanda, este número poderá se ampliado.

O plano operacional da TransOceânica terá uma nova frota de 100 ônibus, sendo 40 veículos elétricos, que serão adquiridos pela Prefeitura de Niterói e cedidos por tempo determinado ao consórcio que atua na Região Oceânica. Todos os veículos seguem o conceito BHLS, com piso baixo e porta dos dois lados.

Serão cinco linhas de ônibus que sairão de diversos bairros da Região Oceânica. Duas novas linhas passarão pelo túnel Charitas-Cafubá seguindo até o Centro de Niterói. Uma sairá de Piratininga e a outra de Itaipu. Três linhas seguirão pelo Largo da Batalha até o Centro.

Iluminação – Ao longo da TransOceânica foram instalados 1.206 pontos de luz nas calçadas e no canteiro central. A modernização do parque de iluminação com as lâmpadas de LED é um avanço importante. 


Fonte: O Fluminense











Niterói promove estudo em escolas para prevenção do uso de drogas



A coordenadora de Políticas Públicas de Prevenção às Drogas da prefeitura, Vânia Miranda, adianta que o projeto será levado a outras escolas ainda em 2019 Foto: Marcio Alves / Agência O Globo


Pesquisa inédita começará a ser feita a partir de novembro com 800 alunos do 7º e 8º ano da rede municipal

Leonardo Sodré

NITERÓI — A Coordenadoria de Políticas Públicas de Prevenção às Drogas (Copod) de Niterói realizará a partir do mês que vem uma pesquisa inédita com 800 alunos do 7º e 8º ano das escolas municipais Altivo César, no Barreto; e Paulo Freire, no Fonseca, para identificar estudantes mais vulneráveis ao uso de entorpecentes. O levantamento será levado em 2019 a todas as escolas da rede municipal e também para as particulares que aderirem ao programa.

O objetivo da consulta é desenvolver um cronograma de atividades extraclasse que potencializem habilidades socioemocionais dos jovens — que é a capacidade de persistir em tarefas e superar obstáculos ou frustrações, inovar e trabalhar em grupo — e evitem o primeiro contato deles com as drogas. O desenvolvimento dessas habilidades, dizem especialistas, influi na autoestima e torna os jovens menos vulneráveis ao contato com estimulantes.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar Pense (2015), 77,5% dos alunos de 13 anos do Rio de Janeiro já consumiram bebida alcoólica. O índice põe o estado na quarta posição do ranking entre os estados brasileiros. Quanto à ocorrência de embriaguez, 21,45% dos estudantes informaram que já passaram por essa experiência. A pesquisa mostra também que 9,0% dos escolares do 9º ano do ensino fundamental já utilizaram drogas ilícitas, como maconha, crack, solventes, ecstasy e oxy. Não há um levantamento específico que aponte a relação dos jovens em Niterói com essas substâncias, mas são os dados nacionais que direcionaram o projeto aos jovens de 12 a 14 anos.

— A droga é apenas um dos fins aos quais um jovem com dificuldades sociais não compreendidas pode ter acesso, mas não é o único problema, até porque, a cada cem jovens que têm contato com as drogas, apenas 10% se tornam dependentes — avalia Vania Miranda, coordenadora da Copod. — As condições que os levam ao uso de drogas são as mesmas que os deixam vulneráveis à depressão e a outros distúrbios psicológicos que serão combatidos na raiz.

Ajuda dos universitários

Através de um convênio que será assinado ainda este mês com universidades da cidade, serão selecionados 24 estagiários de psicologia e assistência social que atuarão, dois em cada sala de aula, na coleta de informações a respeito da constituição familiar de cada estudante, suas aflições e possíveis dificuldades de socialização. Depois, explica Vania, será desenvolvido um programa de formação que incluirá os alunos em aulas de teatro, batalhas de rap, festivais de poesia e fotografia, de acordo com cada diagnóstico e habilidade específica identificada:

— Será a primeira ação, em âmbito municipal, de prevenção ao uso de drogas com foco em quem ainda não teve contato com elas.

Vania diz que a escolha das escolas Altivo César e Paulo Freire para servirem de piloto se deu pela quantidade de alunos nas turmas do 7º ao 8º ano: cerca de 800, de 12 a 14 anos, a quantidade ideal para trabalhar no início do projeto.

O gerente comercial Carlos André Bastos, de 52 anos, que luta contra o alcoolismo, lembra que seu primeiro contato com o álcool foi aos 14 anos:

— Durante muitos anos, minha relação com a bebida se deu de forma recreativa, mas depois comecei a ter problemas de saúde, no trabalho, com a família... Até que sofri um AVC há seis anos e procurei ajuda. Se eu tivesse sido mais preparado na juventude, não teria chegado a esse ponto. Há uma falta de informação em relação ao álcool, até porque é aceito pela sociedade, uma droga lícita, e as pessoas não falam tanto das suas consequências.


Fonte: O Globo Niterói














ETE SAPÊ: nova rede coletora de esgoto em março



A Concessionária Águas de Niterói, em parceria com a Prefeitura, concluirá, até o fim de novembro, a obra da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Sapê, que tem previsão para operar a partir de março de 2019
Foto: Divulgação/Leonardo Simplício


Obra será entregue em novembro beneficiando até 30 mil pessoas nos bairros Sapê, Ititioca, Santa Bárbara e Caramujo

Águas de Niterói, em parceria com a Prefeitura, concluirá, até o fim de novembro, a obra da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Sapê, que tem previsão para operar a partir de março de 2019. Os próximos passos serão a conclusão da rede coletora de esgoto da bacia do Sapê e da rede coletora das bacias do Caramujo e de Santa Bárbara.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, enfatiza que, a antecipação da construção da ETE Sapê, que estava prevista para 2023, foi solicitada pelo município junto à concessionária. Com isso, Niterói vai ser uma das pouquíssimas cidades do Brasil, com mais de 500 mil habitantes, a ter a universalização do esgotamento sanitário.

“Estou muito orgulhoso pelas conquistas de Niterói na área do saneamento. Isso foi possível porque nós ampliamos e fortalecemos a parceria público privada na concessão dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e distribuição de água tratada. Nós estamos hoje com índice de 100% das regiões com água tratada distribuída. Isso é importante para a saúde, para o meio ambiente, para a recuperação de nossas enseadas e nossas lagoas e, também, para o lazer e qualidade de vida dos cidadãos”, afirma Neves.

A ETE Sapê será a nona da cidade e terá capacidade para tratar 63 litros por segundo, podendo atender até 30 mil pessoas nos bairros Sapê, Ititioca, Santa Bárbara e Caramujo. Para a implantação das redes coletoras de esgoto da região serão investidos aproximadamente R$ 34 milhões, que fazem parte do projeto de universalização do esgotamento sanitário em Niterói.

“Serão implantados cerca de 40 mil metros de rede coletora de esgoto e construídos mais de cinco mil metros de linhas de recalque (tubulações) e 35 elevatórias, equipamento que bombeia o efluente até a estação”, ressalta o superintendente da Águas de Niterói, Alexandre Boaretto.

Investimentos - Águas de Niterói está realizando investimentos em torno de R$ 150 milhões na construção de novas estações de tratamento de esgoto, redes coletoras e elevatórias, com o objetivo de universalizar o tratamento e coleta do resíduo. Atualmente, a cidade está em 10º lugar nacional no ranking da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), na 6ª posição do País e 1ª do Estado no levantamento do Instituto Trata Brasil, com 100% das residências com acesso a água potável e 93% com rede coletora.

Fonte: O Fluminense











quinta-feira, 4 de outubro de 2018

CULTURA DA PAZ: Projeto Grael promove atividades para a prevenção da violência










Hoje, dia 04 de outubro, é considerado o Dia Municipal de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes em Niterói- RJ, conforme estabelecido por força de lei em 2001. 

O Projeto Grael tem o tema da Cultura de Paz como um de seus temas transversais e a temática da prevenção à violência está presente em várias de suas atividades.

Assista ao vídeo institucional do Projeto Grael.

Em comemoração à data, estão sendo realizadas dinâmicas ao longo desta semana com alunos dos cursos de Vela, Informática e da Oficina Profissionalizante de Marcenaria, com o objetivo de discutir os tipos de violência praticados e promover reflexões sobre como a violência se reproduz na sociedade.

Um relatório com os resultados dos trabalhos será encaminhado para o Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente.

Axel Grael
Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael)










quarta-feira, 3 de outubro de 2018

PACTO NITERÓI CONTRA A VIOLÊNCIA: Lei que garante gratificação por apreensão de armas é sancionada



O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, afirmou durante a solenidade que a premiação é um estímulo ao bom policial. Foto: Luciana Carneiro / Ascom Niterói


Prefeito também assinou a lei que determina o pagamento para quem entregar voluntariamente o armamento

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinou nesta quarta-feira (3) a lei que garante premiação a policiais por apreensão de armas de fogo no município. A iniciativa, parte do Pacto Niterói Contra a Violência, vai pagar entre R$ 1 mil (revólveres) e R$ 8 mil (fuzis) por apreensão de arma de fogo em operações policiais onde não haja registro de morte ou lesão corporal grave, desde que haja diminuição nos indicadores de segurança na cidade. Proposta pelo Executivo, a lei já tinha sido aprovada pela Câmara Municipal de Niterói na semana passada.

“Essa premiação é um estímulo ao bom policial e para que a abordagem aos criminosos seja cada vez mais eficiente. Não podemos tolerar homens armados com fuzis praticando assaltos nas ruas de Niterói. Acreditamos que as cidades devem assumir um novo papel de protagonismo na prevenção à violência e, por isso, mesmo que a Segurança Pública seja uma atribuição do Estado, desde 2013 a Prefeitura vem colaborando na tentativa de redução dos índices de criminalidade. Essa iniciativa é mais um esforço que fazemos”, disse o prefeito.

O prêmio para apreensão de revólveres e espingardas será de R$ 1 mil, para apreensão de pistolas e granadas será de R$ 3 mil e para apreensão de fuzis e metralhadoras será de R$ 8 mil. Outro critério será o número de mortes causadas por policiais: caso esse índice de letalidade suba, o bônus será suspenso. Estarão aptos a receber a premiação todos os servidores da Segurança Pública lotados em Niterói, ou que estejam em execução de alguma atividade funcional na cidade. Em caso de denúncia de abuso do uso da força por parte dos agentes envolvidos na ocorrência, a premiação ficará retida até o julgamento da acusação.

Rodrigo Neves também assinou a lei que garante o pagamento de gratificações para os cidadãos niteroienses que entregarem voluntariamente armas de fogo à Polícia Federal. Serão pagos R$ 300 para entrega de revólver, R$ 400 por pistola, R$ 500 por armas exclusivas das Forças Armadas e R$ 1.000 por carabinas e espingardas.

O delegado Fernando Veloso representou a Comunitas na solenidade de assinatura das leis. A instituição, formada por grandes líderes empresariais brasileiros, é parceira da Prefeitura de Niterói no Pacto Niterói Contra a Violência.

As leis serão regulamentadas nos próximos dias e entram em vigor a partir de novembro. Uma emenda parlamentar estendeu aos bombeiros a gratificação por apreensão de armas de fogo.


Fonte: O Fluminense












ÉCO-QUARTIERS: Paris trabalha para ser uma cidade sustentável e neutra em carbono em 2050



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

O artigo abaixo refere-se ao plano "Éco-Quartier" (Ecobairro), para transformar Paris numa cidade sustentável e neutra em carbono até 2050. A capital francesa é uma das 70 cidades que já assumiram este compromisso, de alcançar elevados padrões de sustentabilidade até 2050.

A cidade começou a mobilizar-se contra as mudanças climáticas em 2004 e acelerou o passo durante os preparativos para a COP 21, realizado em Paris em 2015, quando assumiu formalmente compromissos perante os chefes de estado do mundo todo que lá se reuniram. 

Posteriormente, após um longo período de consultas públicas, o Plano Climático Ar Energia de Paris foi finalmente aprovado na sua forma final por unanimidade no parlamento parisiense, em março de 2018. 

O plano de Paris inclui mais de 500 medidas, dentre elas ser totalmente ciclável até 2020, completamente abastecida por energia renováveis até 2050 e contar com piscinas aquecidas por efluentes sanitários. O primeiro Ecobairro será Clichy-Batignolles, que foi escolhida no passado para abrigar a Vila Olímpica da fracassada candidatura de Paris para sediar os Jogos Olímpicos de 2012. Com uma área de 54 hectares, o bairro foi edificado em torno de uma área de parques de 10 hectares.

Para saber mais sobre o plano "Eco-Quartiers", acesse os links abaixo:


Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



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A view of a plant-filled pond in the Martin Luther King park of the Clichy-Batignolles “eco-neighbourhood” in Paris, France, August 31, 2018. Thomson Reuters Foundation/Zoe Tabary


Green and inclusive? Paris builds a zero-carbon future with a social conscience

By Zoe Tabary

PARIS - Arrayed between elegant stone buildings and run-down railway tracks in the northwest of Paris lie bustling playgrounds, plant-filled ponds and stretches of lush grass.

The Clichy-Batignolles area, a former industrial wasteland, has morphed into the French capital's first "eco-neighbourhood", billed as a model of sustainable development for the rest of the city.

Clarisse Genton, project coordinator for the Clichy-Batignolles district, said it aims to be "environmentally responsible" – with solar panels on homes and clean geothermal energy for heating, for example.

But the eco-effort also has a social aim: to address the city's affordable housing crisis and ensure green benefits reach the poor as well as the rich.

"We wanted to create a district that's accessible to all and to bridge the gap between poor and rich parts of the city," said Genton, referring to the neighbouring posh district of Monceau and the poorer La Fourche.

Paris is one of more than 70 cities worldwide that have pledged to become "carbon neutral" by 2050, meaning they will produce no more climate-changing emissions than they can offset, such as by planting carbon-absorbing trees.


Each is going about achieving the goal in its own way. But because cities account for about three-quarters of carbon dioxide emissions, according to the U.N., and consume more than two-thirds of the world's energy, whether they succeed or fail will have a huge impact on whether the world's climate goals are met.

"Cities are where everything comes together: homes, transport, public spaces – so there's a real role for them to help create the living places of the future," said Eliot Whittington, director of the Prince of Wales' Corporate Leaders Group, a coalition of businesses promoting climate action.

"We've got to a state of accepting a certain level of waste and energy (use), but climate change (and) heatwaves affect us all and have a real toll on people's lives," he told the Thomson Reuters Foundation.

Global warming is currently set to exceed the more ambitious limit of 1.5 degrees Celsius (2.7-degree Fahrenheit) called for in the 2015 Paris Agreement to curb climate change, according to a draft U.N. report due for publication in October.

Following public consultations, Paris adopted its climate action plan in March. It aims to make the city carbon-neutral and entirely powered by renewable energy by 2050.

From swimming pools heated by sewage to ensuring the city is fully "cyclable" by 2020, it includes more than 500 initiatives to reimagine Paris as a zero-carbon capital.


Miniature model of the Clichy-Batignolles “eco-neighbourhood” in Paris, France, August 31, 2018. Thomson Reuters Foundation/Zoe Tabary

'GREEN LUNG'

The Clichy-Batignolles area of 54 hectares (130 acres), once chosen as Paris's Olympic village as part of the city's failed 2012 bid, is built around a 10-hectare park containing a skate park, deck chairs and wooden bridges.

Martin Luther King Park acts as a "green lung" and an "island of coolness" for the neighbourhood, said Genton, showing a miniature model of the district to two passersby.

"Rainwater is channelled towards wetlands rather than discharged into sewers, and household waste is collected through an underground pneumatic system – removing the need for garbage trucks," she added.

Buildings are heated by a new geothermal plant, and about two-thirds of homes are equipped with solar panels on their roof.

But the eco-district is about more than energy efficiency and biodiversity, said Genton, adding that "we urgently need affordable homes in a city that cannot grow and where prices are skyrocketing".

Half of the neighbourhood's newly built flats qualify as social housing and can be rented for about 300 euros a month, she said.

Local residents have so far warmed to their new neighbourhood, and say they feel "more connected" to the rest of the city, she said.

But many still await the arrival of a promised metro line, which should help reduce traffic and public transport congestion in the area, Genton said.

Virgile Géraud, a retired carpenter who has lived in Clichy-Batignolles for 40 years and is considering renting one of the new homes, said that "this new park, these new buildings … it's really nice, it's a change of lifestyle".

"But some people think the new buildings are too tall or too modern," he added, pointing to a bright yellow crane looming over a half-completed building.

Denis Musanga, who two months ago moved to Clichy-Batignolles from the Paris suburb of Villiers-le-Bel, said he was "shocked by how clean it is, even at night".

He is less convinced of the "affordable" label, however, saying that he pays 650 euros for one room in a two-bed flat – "much more than what I paid in the suburbs".


Homes fitted with solar panels in the Clichy-Batignolles “eco-neighbourhood” in Paris, France, August 31, 2018. Thomson Reuters Foundation/Zoe Tabary


CITIZEN-LED

If zero-carbon initiatives are to succeed, citizens need to buy into them, according to the city of Paris' climate plan, which received hundreds of proposals from residents to improve their city.

Fortunately, many ways of cutting emissions can also help people be more comfortable or save money, experts said.

Improving home insulation, for instance, can curb emissions, make people more comfortable and make a "significant difference" in their energy bills, Whittington said.

"Loft insulation for example is one of the easiest things to do, but what holds people back from doing it is the hassle. When do you do it? How do you clear the loft?"

European cities have come a long way in improving energy efficiency in buildings and homes, he said, but still have a "huge body of old, inefficient buildings".

"That's a missed opportunity to tackle energy waste and improve people's lives," he said.

Aiming to tackle this is France's Passeport Efficacité Énergétique (Energy Efficiency Passport) – a project led by think tanks and companies such as French utility EDF. It encourages householders to renovate their homes step by step.

Still in its pilot phase, the project involves auditing the energy efficiency of homes and storing any progress made - such as the use of more efficient lighting - with an online tool.

Musanga, whose building is not yet equipped with solar panels, said he is open to the idea but "wants proof" that going greener can save him money.

"If it helps the planet, then that's a bonus," he said, tying on his rollerblades before disappearing into the distance.


Fonte: Thisisplace