quarta-feira, 19 de julho de 2017

Niterói se candidata a programa da ONU para ser cidade modelo de resiliência



Prefeito Rodrigo Neves recebeu o coronel Ronaldo Alcântara, secretário estadual de Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Diante do secretário executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, e dirigentes da Defesa Civil de Niterói, anunciou que Niterói era uma das sete cidades pré-selecionadas no Brasil.


Prefeito da cidade, Rodrigo Neves, assinou o termo de compromisso de participação no programa da ONU nesta quarta-feira

Niterói é uma das sete cidades brasileiras, entre os 5.570 município do país, que vão concorrer ao certificado Cidade Modelo em Resiliência, conferido pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. O município foi indicado pela Secretaria Estadual de Defesa Civil por já apresentar ações de resiliência nos últimos quatro anos.

Na tarde de ontem, o prefeito Rodrigo Neves recebeu em seu gabinete o secretário estadual de Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Ronaldo Alcântara, ocasião em que assinou o termo de compromisso de participação no programa da ONU “Cidades resilientes: minha cidade está se preparando”. Assim como Petrópolis, na Região Serrana, e as demais cidades participantes, Niterói será avaliada em 90 itens e terá que apresentar um plano de resiliência. A previsão é que a cidade seja certificada em quatro meses.


Assista ao vídeo do encontro clicando aqui.


Rodrigo Neves destacou que a possibilidade de Niterói ser certificada como modelo em resiliência é um desafio.

“Essa iniciativa nos colocará a responsabilidade de, como cidade modelo, aperfeiçoar o sistema de Defesa Civil. Nos últimos quatro anos, a prefeitura realizou um trabalho muito consistente e sério, com investimentos expressivos no Sistema de Defesa Civil. Nós recebemos a cidade há quatro anos num contexto dramático, desafiador, especialmente nessa área, porque em 2010 Niterói viveu a maior tragédia climática da sua história, que afetou profundamente todas as regiões da cidade. Pela complexa formação geológica do município, em 2013, instalamos numa rede de fibra ótica, uma rede de pluviômetros, sistema de estações meteorológicas, a Defesa Civil se mudou para uma nova sede, instituímos 48 Núcleos de Defesa Civil nas comunidades de maior risco geológico, implantamos o sistema de alarme e alerta por sirenes, investimos R$ 150 milhões em 50 obras de contenção de encostas e equipamentos para que a Defesa Civil tenha uma ação preventiva”, afirmou o prefeito.

Também participaram do encontro o secretário Executivo, Axel Grael, a coordenadora do Núcleo de Gestão Estratégica, Glaucia Macedo, além de representantes das Defesas Civil municipal e estadual.

Fonte: O Fluminense








terça-feira, 18 de julho de 2017

Niterói com inscrições abertas para o programa de Educação de Jovens e Adultas (EJA)






Não existe idade para aprender e se formar!

A rede municipal de Niterói está com as inscrições abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) referentes ao segundo semestre de 2017. A modalidade está sendo oferecida em nove escolas.

No ato da matrícula é preciso apresentar três fotos 3x4 e original e cópia dos seguintes documentos: carteira de identidade, CPF, comprovante de residência, certificado de reservista (quando for o caso), declaração de escolaridade, declaração informando se o aluno possui alguma deficiência e comprovante do tipo sanguíneo e RH.

Em caso de dúvida, basta ligar para a coordenação da Educação de Jovens e Adultos da Fundação Municipal de Educação de Niterói: (21) 2719-6426.

Confira aqui as unidades que oferecem a EJA:

Escola Municipal Alberto Torres
Escola Municipal Professora Mª de Lourdes Barbosa Santos
Escola Municipal Paulo de Almeida Campos
Escola Municipal Maestro Heitor Villa-Lobos
Escola Municipal Honorina de Carvalho
Escola Municipal Altivo César
Escola Municipal João Brazil
Escola Municipal Francisco Portugal Neves
Escola Municipal Helena Antipoff


Fonte: Prefeitura de Niterói









Espaços Públicos: o que o planejamento urbano pode ganhar com a tecnologia



Inovações tecnológicas podem modernizar o planejamento urbano e tornar políticas públicas e diretrizes mais eficientes e precisas (Foto: Steve Juvertson/Flickr-CC).




Nossas impressões de uma cidade são formadas principalmente pela qualidade dos espaços públicos. Se não forem agradáveis e conservados, se transmitirem uma sensação de insegurança, dificilmente voltaremos. O bom planejamento desses espaços deve ser a regra, não a exceção. Na série “Espaços Públicos”, exploramos diferentes aspectos relacionados aos espaços públicos que determinam nossa experiência cotidiana nas cidades. Este é o último post da série e mostra como a tecnologia pode contribuir para otimizar e qualificar o planejamento urbano.

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Ao longo das últimas décadas, o mundo viveu o crescimento da população urbana, que até 2050 deve chegar a dois terços da população mundial. Em paralelo, novos avanços tecnológicos facilitaram, otimizaram e/ou automatizaram uma série de atividades do nosso dia a dia. No entanto, mesmo com o número cada vez maior de pessoas vivendo nas cidades e a evolução da tecnologia, o planejamento urbano não se modernizou no mesmo ritmo, e ainda não somos capazes de construir espaços verdadeiramente propícios ao nosso bem-estar e felicidade.

A priorização do transporte motorizado, entre outros fatores, continua a gerar ambientes urbanos prejudiciais à saúde física e mental e sem a resiliência necessária para se adaptar ao futuro. Em uma de suas citações mais famosas, Jan Gehl comentou que “nós sabemos mais sobre o que são ambientes saudáveis para gorilas, tigres siberianos e ursos-pandas do que sabemos sobre um bom ambiente urbano para o homo sapiens”. Apesar de vivermos hoje na era do big data, a qualidade dos dados que possuímos sobre as cidades ainda é consideravelmente pobre. São dados que carecem de substancialidade e são, em sua maioria, desatualizados – e mesmo assim é a partir dessas informações que ainda formulamos as normas e políticas que orientam a construção de nossas cidades.

Contudo, a democratização da internet e dos smartphones, junto ao surgimento de novas tecnologias a cada dia, traz oportunidades de mudar a maneira como planejamos ruas, espaços públicos, bairros e a cidade como um todo.

A queda dos preços e a miniaturização dos processadores permite a implantação de sensores em quase tudo: uma rede de sensores interligados em nossos relógios, roupas, calçados, lixeiras, carros, celulares e casas coleta e cria um fluxo de dados constante do qual muitas vezes sequer temos conhecimento. Precisamente, conforme artigo de Euan Mills, líder do programa Futuro do Planejamento, da Future Cities Catapult,  “2,9 milhões de e-mails enviados por dia, 20 horas de vídeos subidos no YouTube por minuto, 50 milhões de tweets por dia, sem contar a infinidade de posts nas redes sociais, buscas no Google e compras na Amazon que são continuamente monitorados”.

A combinação dessas vastas quantidades de dados com o poder de processamento pode ser aplicada no planejamento urbano e permitir que as cidades:
  • criem ferramentas capazes de monitorar e nos ajudar e compreender, de forma mais rápida e eficiente, o que faz com que bons espaços públicos sejam bons espaços públicos;
  • construam políticas públicas mais específicas e que possam ser regularmente ajustadas com base nos resultados, mensurados pelos dados;
  • tornem os processos de tomada de decisão mais inclusivos e transparentes.

Na prática, a tecnologia já modificou a maneira como vivemos e utilizamos as cidades. Aplicativos amplamente disseminados como Airbnb e Uber mudaram a maneira como ocupamos o ambiente urbano e nos deslocamos. Além deles, outras inovações mais sutis – mas igualmente impactantes – também estão alterando a forma como planejamos deslocamentos cotidianos: é o caso das informações em tempo real sobre o trânsito possibilitadas pelo Waze; o Citymapper, que integra todos os meios de transporte disponíveis para o cálculo da melhor rota; sem falar nas possibilidades de compartilhamento de bicicletas, oferta de caronas e espaços de co-working.

Para além do modo de vida, porém, inovações como essas (e as que ainda estão por vir) também têm o potencial de mudar radicalmente a maneira como planejamos e construímos as cidades. Se utilizadas nos processos de planejamento, podem traçar estratégias mais precisas e eficientes.

Tecnologia: oportunidades para o planejamento urbano

A tecnologia otimiza e qualifica o planejamento urbano ao permitir, por exemplo, a simulação do espaço urbano e sistemas de monitoramento em tempo real. Não apenas para elementos quantificáveis, mas para tudo o que é necessário saber sobre as cidades a fim de que o processo de planejamento urbano seja o mais preciso possível: se as habitações e construções estão sendo ocupadas, como as ruas são utilizadas e mesmo como as pessoas se sentem em parques e espaços públicos.

Já é possível observar passos nessa direção. Soluções como o UrbanPlanAR, por exemplo, exploram a realidade aumentada para simular novas edificações no local onde serão instaladas antes da construção. Outras, como Land Insight e Urban Intelligence, estão criando crescentes bancos de dados sobre políticas e aplicações de planejamento. A consolidação de dados ajuda a criar ferramentas que avaliam automaticamente as propostas de desenvolvimento em relação às políticas de planejamento e normas construtivas, antevendo uma série de aspectos, tais como: o impacto microclimático que a construção terá no entorno, em termos de bloqueio do vento e/ou da luz do sol; impactos visuais do empreendimento no bairro; qualidade habitacional; e até mesmo a viabilidade econômica.

A possibilidade de monitorar os impactos das políticas de planejamento permite que as gestões municipais estabeleçam planos mais flexíveis, que criem, essencialmente, lugares onde as pessoas queiram viver ou estar. Em vez de publicações fixas e estanques, podem ser instrumentos de mudança, adaptáveis conforme as necessidades da população e as mudanças no próprio ambiente urbano.

Acima de tudo, é preciso assegurar que os dados sejam abertos e acessíveis à população, que as ferramentas de planejamento sejam transparentes e que as políticas públicas e diretrizes sejam claras e responsáveis. Trata-se de qualificar as cidades e democratizar o próprio planejamento urbano. O resultado: cidades mais bem planejadas, com espaços públicos mais bem construídos e preparados para o ambiente em constante mudança característico das cidades.

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Este texto foi adaptado a partir do artigo “Planejando com números: a tecnologia pode nos ajudar a criar espaços melhores?”, de Euan Mills, publicado na coletânea “Making good – shaping places for people” (em português, “Fazendo o bem – formando espaços para pessoas”), produzida pela Centre for London e disponível aqui.

Fonte: The City Fix Brasil










PARQUES AMEAÇADOS: Áreas protegidas viram moeda de troca do governo com a bancada ruralista



A Floresta Nacional do Jamanxim (Foto: Leonardo Milano/ICMBio).


Nesta semana, o governo voltou à carga ao apresentar ao Congresso Nacional um Projeto de Lei que amputa cerca de 350.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste do Pará

JAIME GESISKY*
15/07/2017 - 10h00 - Atualizado 17/07/2017 12h23

As áreas protegidas têm um papel importante do dia a dia das pessoas, embora nem todo mundo se dê conta disso. Ainda.

Áreas protegidas são o nome genérico que se dá a Unidades de Conservação (parques, florestas, reservas), terras indígenas e territórios quilombolas. São protegidas por lei as Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente. As leis que criam essas áreas podem ser federais, estaduais ou municipais. Já as outras categorias de áreas protegidas ocorrem apenas no âmbito federal, como os territórios indígenas.

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As áreas protegidas têm um papel importante na conservação da diversidade de vida existente, seja nas áreas terrestres ou marinhas. E já está mais do que provado que nessas áreas a natureza está bem mais cuidada que fora delas. Há mais carbono estocado, mais espécies da fauna e flora abrigadas de uma eventual extinção. Ao manter grandes áreas com vegetação nativa, as áreas protegidas tornam-se essenciais para manter em equilíbrio o regime hídrico, desde o provimento de chuvas até o abastecimento de mananciais que garantem a sobrevivência do homem – e dos demais seres – no campo e nas cidades.

É ainda nas Unidades de Conservação que são feitas importantes pesquisas que ajudam a ciência a avançar em busca de respostas para dramas humanos, como a cura de doenças ou os efeitos do aquecimento global para a vida na Terra. E, por falar em clima, os cientistas já comprovaram o papel que as florestas têm na regulação da temperatura local e mesmo em âmbito global. Tente imaginar-se vivendo em um deserto.

Sejam públicas ou privadas, as áreas protegidas também servem como fonte de lazer e recuperação da vitalidade para os seres humanos, dando a chance para que as pessoas possam descansar e contemplar junto à natureza. Também são estímulo aos que buscam na aventura uma fonte de inspiração a mais para seguir vivendo. Uma área protegida pode ser a referência cultural para povos e comunidades que têm nesses locais o espaço ideal para reverenciar a memória ancestral e cultuar o sagrado.

Criar e conservar as áreas protegidas é um dever do Estado brasileiro, previsto na Constituição Federal. Ter essas áreas protegidas é ainda um direito do cidadão. O Brasil assumiu internacionalmente junto à Convenção da Diversidade Biológica das Nações Unidas o compromisso de ter, no mínimo, 20% de todos os biomas (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Zonas Costeiras e Marinhas) protegidos até 2020. E ainda falta muito para cumprirmos essa meta.

O Cerrado, que já perdeu mais da metade de sua cobertura vegetal nativa, tem menos de 8% protegido por lei federal. A Caatinga, cerca 7,5%. Na Zona Costeira e Marinha, o percentual é ainda menor: 1,5% apenas está protegido por lei.

E ainda há gente querendo reduzir as áreas protegidas.

O Brasil, além de viver uma crise política e econômica, passa por uma crise também no que toca ao futuro de suas áreas protegidas. É um paradoxo. O mesmo Estado que deveria assegurar o direito de todos a ter essas áreas protegidas está promovendo um desmanche nesses territórios essenciais para vida na Terra. Recente documento produzido pelo WWF-Brasil alertou para o fato de que o Brasil vive uma ofensiva sem precedentes às áreas protegidas.

Pressões para desfazer ou diminuir o tamanho ou o status de proteção de Unidades de Conservação estão sendo promovidas por integrantes do Congresso Nacional, sensível ao lobby dos setores ruralista e de mineração. E geralmente com apoio explícito de setores do governo federal. A ameaça paira sobre cerca de 10% do território das Unidades de Conservação federais, numa estimativa conservadora.

O ataque contra as áreas protegidas vai de norte a sul do país e envolve uma área de cerca de 80.000 quilômetros quadrados, quase o tamanho da Áustria ou de Portugal.

O conflito de interesses não é novo. De um lado, estão produtores rurais que ocupam irregularmente ou gostariam de ocupar essas áreas protegidas, empresas de mineração ou grileiros de terras públicas. De outro, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), que colocou o Brasil ao final da década passada na posição de líder mundial em extensão de áreas protegidas.

À medida que um dos lados ganha mais força, o impacto nas áreas protegidas pode resultar em mais desmatamento da Amazônia, com prejuízo às metas brasileiras para a redução das emissões de gases de efeito estufa na Convenção do Clima das Nações Unidas, além de implicar o desmonte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e ameaçar o cumprimento dos compromissos assumidos na Convenção da Diversidade Biológica (CDB).

Moeda de troca

Mas o governo esquece tudo isso e usa áreas protegidas estratégicas para a conservação e para evitar o avanço do desmatamento para transformá-las em moeda de troca por apoio político. Pois, nesta semana, o governo voltou à carga ao apresentar ao Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) que amputa cerca de 350.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste do Pará.

O novo projeto substitui a Medida Provisória 756, que transformaria 486.000 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim em Área de Proteção Ambiental (APA), para beneficiar, principalmente, grileiros que ocuparam área de forma irregular. Essa MP chegou a ser vetada pelo presidente Michel Temer no mês passado depois de forte pressão internacional. Porém, ao anunciar o veto às vésperas da viagem de Temer à Noruega, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, antecipou, por meio de um vídeo, que havia um acordo feito com os parlamentares da região. O corte na Flona retornaria por meio de um Projeto de Lei com anuência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gravou o ministro.

Promessa cumprida, o PL tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, o que faz com que ele pule etapas e evite uma série de questionamentos a que um projeto comum teria de se submeter.

Com isso, prevalecem os interesses e os pleitos apenas dos parlamentares da Região Norte, ligados aos setores do agronegócio e mineração e ao interesse de grileiros que, em sua maioria, chegaram à região após a criação da área protegida, em 2006. Nenhum interesse público mais amplo entra nesse jogo.

É que no atual contexto político de um governo encantoado por graves denúncias, o presidente Temer precisa de votos para se livrar de um eventual processo por corrupção passiva, o PL é uma moeda de troca com a bancada ruralista. É o velho toma lá dá cá.

Mas tanto a Medida Provisória 756 quanto o novo Projeto de Lei sinalizam na mesma direção, incentivando novas ocupações, dando indicação clara de que basta ocupar áreas públicas que o governo sempre dará um jeitinho de regularizar a situação.

Enquanto isso, o futuro de nossas áreas protegidas segue ameaçado.


* Jaime Gesisky é especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil


Fonte: Revista Época














PROJETO GRAEL: Em águas prósperas



Jovens participam de aula de vela.


Projeto Grael leva desenvolvimento esportivo e socioambiental para milhares de jovens

É muito importante que empresas e pessoas estejam atentas às necessidades do Brasil, em relação ao preparo para o futuro. A Lojas Americanas e a Americanas.com sempre contribuíram para fortalecer o País, e principalmente, para mantermos nossas riquezas sociais e ambientais. Uma das iniciativas da Lojas Americanas e da Americanas.com de maior sucesso é a parceria com o Projeto Grael, liderado pelos irmãos Lars e Torben Grael.

Campeões da vela e grande influenciadores de esportistas brasileiros, os irmãos Grael idealizaram o projeto há 18 anos, e ao longo dessas quase 2 décadas de historia, já ajudaram aproximadamente 16 mil jovens, oferecendo oportunidades educacionais e socioambientais.

São 3 os pilares que sustentam as ações da instituição. O programa Náutico, que promove a iniciação à prática esportiva, como natação, vela e canoagem havaiana. O programa Profissionalizante que prepara os jovens para o setor náutico, com aulas de marcenaria, fibra de vidro, eletrônica, carpintaria, mecânica e capotaria, para formar, como por exemplo, marinheiros.

E por fim, o programa Ambiental, que gera a interação entre as atividades náuticas, o uso da tecnologia, o resgate da cultura da maritimidade e o meio ambiente. Lojas Americanas e Americanas.com reforçam, por meio do seu investimento, o apoio ao esporte e ao desenvolvimento socioambiental, incentivando mais um projeto focado na inclusão, formação e democratização da prática esportiva.

Fonte: Isto É



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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Caixas de pizza podem baratear reflorestamento







Fotos Felipe Ferreira


Técnica simples e barata pode auxiliar na reabilitação de áreas degradadas com um custo até 50% menor em comparação aos métodos tradicionais. Trata-se do uso de papelão para controle do capim no coroamento (capina ao redor) de mudas em ações de reflorestamento. O produtor pode utilizar até mesmo caixas usadas de pizza. Desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a técnica pode viabilizar financeiramente a adoção da recuperação de pastagens para pequenos produtores. O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.

O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.


Esse método já utilizado em lavouras é novidade em ações de reflorestamento com espécies nativas. Nos projetos de recomposição florestal, a maior parte dos custos está associada ao controle de plantas daninhas que colocam em risco o crescimento e a sobrevivência das mudas. Cerca de dois terços do investimento é destinado ao controle da chamada matocompetição. “Temos várias soluções para isso. O uso de herbicida é a mais comum na agricultura, mas é pouco utilizada no setor florestal com foco ambiental, principalmente porque são áreas próximas a recursos hídricos”, explica o pesquisador Alexander Resende.

A técnica é simples e utiliza um disco ou placa de papelão, novo ou reutilizado, para proteger a base das mudas de espécies florestais nos primeiros anos de plantio. A proteção faz com que as gramíneas, que exercem forte competição com as espécies de reflorestamento, não se desenvolvam. Com isso, o crescimento das mudas ocorre da mesma forma como se fosse feito o controle da forma tradicional com enxadas, foices e roçadeiras. Mas o método tradicional exige muita mão de obra, com rendimento operacional baixo, o que onera os projetos de reabilitação ambiental.

O pesquisador Guilherme Chaer conta que os experimentos no campo mostraram que, além de impedir o crescimento das gramíneas, o papelão aumenta a taxa de sobrevivência das mudas. “De onze espécies avaliadas, nove apresentaram índice de sobrevivência igual ou superior a 80% quando coroadas com papelão, enquanto apenas três atingiram esse índice quando coroadas com a enxada”, disse Chaer.

Embora aumente a sobrevivência das mudas em campo, o papelão não afeta o crescimento das plantas em relação ao tratamento manual. Por sua vez, ele pode diminuir em até 10º C a temperatura do solo superficial nos dias mais quentes e também reduz a perda de água por evaporação. “Isso faz uma diferença enorme para a planta, tanto para aliviar o estresse térmico como o estresse hídrico. Ao perder menos água, a planta se beneficia”, comenta.

O papelão "pode diminuir em até 10º C a temperatura do solo superficial nos dias mais quentes e também reduz a perda de água por evaporação".


A pesquisa avaliou o potencial do papelão de suprimir quatro espécies de gramíneas mais comuns em região de Mata Atlântica: brachiarão, capim-colonião, capim-rabo-de-burro e capim-quicuio. Em todas elas, o papelão atuou de forma a inibir seu desenvolvimento.

Técnica permite o uso de caixas de pizza

Os primeiros experimentos de campo foram feitos com embalagens arredondadas utilizadas para pizza. O objetivo era avaliar a durabilidade em campo do papelão tratado com substâncias para retardar sua taxa de decomposição e, consequentemente, prolongar o efeito supressor das gramíneas. Os resultados mostraram que, em condições de campo, o papelão apresenta eficiência de até mais de um ano se impregnado com uma solução à base de sulfato de cobre.

Para se ter uma ideia da economia que a técnica possibilita ao agricultor, num coroamento comum feito com enxada, o produtor gasta em torno de R$ 5.800,00 por hectare no primeiro ano após o plantio, considerando quatro coroamentos ao longo do ano. Mas ao optar pelo coroamento com papelão, o custo cai para de R$ 2.800,00.


Segundo Chaer, o sulfato de cobre reduz a incidência de fungos que decompõem a lignina do material, preservando-o por mais tempo. “A solução, derivada de soluções utilizadas para tratamento de madeira, é simples de preparar, apresenta baixo custo e baixa toxicidade, uma vez que não utiliza o dicromato de potássio comum nestes produtos”.

Para se ter uma ideia da economia que a técnica possibilita ao agricultor, num coroamento comum feito com enxada, o produtor gasta em torno de R$ 5.800,00 por hectare no primeiro ano após o plantio, considerando quatro coroamentos ao longo do ano. Mas ao optar pelo coroamento com papelão, o custo cai para de R$ 2.800,00. Esses cálculos foram feitos com embalagens de papelão novas compradas no varejo. Mas, se quiser baixar ainda mais este custo, o agricultor pode optar por utilizar papelão reciclado.


Ana Lucia Ferreira (MTB 16913/RJ)
Embrapa Agrobiologia
agrobiologia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (21) 3441-1500

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/


Fonte: Embrapa




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Um dos grandes desafios enfrentados nos projetos de reflorestamento é o crescimento de plantas daninhas junto com as mudas recém-inseridas no ambiente. Esse foi o ponto de partida do livro Controle de plantas daninhas em restauração florestal, editado pelo pesquisador da Embrapa Agrobiologia Alexander Resende e pelo professor da UFRRJ Paulo Sérgio dos Santos Leles. A obra conta com a contribuição de diversos autores – entre engenheiros florestais, agrônomos e biólogos – e será lançada no próximo dia 23, às 17 horas, na Universidade, durante o workshop Desafios da restauração florestal no Estado do Rio de Janeiro.

O objetivo do livro foi reunir um material consistente sobre as diferentes estratégias utilizadas para controlar as plantas daninhas, especialmente tendo em vista a premente necessidade de plantio florestal em grandes áreas para adequação de propriedades ao cadastro ambiental rural. “Restaurar áreas onde a matriz predominante é formada por pastagem é um desafio, que pode ser vencido a partir de técnicas muitas vezes mais relacionadas ao bom planejamento do que a elevados investimentos”, destacam os editores, na apresentação do livro. A obra chama a atenção para questões que devem ser levadas em conta antes, durante e após o plantio das mudas.

A obra é dividida em cinco capítulos. O primeiro contextualiza o problema do controle de plantas daninhas na restauração florestal; o segundo trata da escolha de espécies e de espaçamento como ferramentas de controle dessas plantas. O terceiro capítulo, por sua vez, fala sobre o uso de herbicidas na restauração florestal. Já o quarto aborda o uso de plantas companheiras para o controle das daninhas. Por último, o quinto capítulo fala do controle de plantas daninhas em propriedades rurais, visando à restauração florestal.

O livro está disponível gratuitamente para download no portal da Embrapa, aqui.

Liliane Bello (MTb 01799/GO)
Embrapa Agrobiologia
agrobiologia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (21) 3441-1500

Fonte: Embrapa



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Alunos da rede pública de Niterói levam ouro em olimpíadas



O carro-robô e a arena que deram aos alunos da Escola Municipal Dario Castello a medalha de ouro em etapa regional da Olímpíada de Robótica - Analice Paron / Agência O Globo


por

Estudantes foram destaque de competições nacionais de robótica e matemática

NITERÓI - Com apenas 10 anos, a estudante Manuella Tondella já realizou um feito impressionante. Durante a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica, ela observou a tempo de corrigir o erro que o carro-robô criado por ela e sua equipe fazia um trajeto menor do que o deveria. A postura dela foi uma das razões que definiram a conquista do primeiro lugar na competição, junto aos colegas Ely Evangelista, Filipe Gaspar, Luanne Martins e Gabriel Faleiro; todos alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Dario Castello, em Itaipu.

A escola foi a única de Niterói e a única instituição pública a enviar representantes para o campeonato que aconteceu este mês no Centro Universitário La Salle, em Santa Rosa. Da disputa, participaram alunos do 5º ao 9º ano de escolas da região Leste Fluminense.

Os estudantes da Dario Castello, sob a coordenação da professora Evelyn Crespo, foram se familiarizando com os computadores, uso da internet e diferentes softwares em sala de aula. Depois, utilizaram a página do Scratch para criar animações e jogos. Desenvolveram, então, projetos que unem programação e computação gráfica, com a utilização, além do Scratch, dos softwares Mblock e NXT-G. O resultado foi a construção de uma arena, uma pista em que um carro-robô faz o percurso.

— Na primeira fase, o robô tinha caído. Percebi, então, que era porque o percurso estava muito curto. Além disso, o robô estava “lendo” a sombra como se fosse o trajeto porque, assim como o caminho, a sombra é escura. Corrigimos isso, e ele não caiu mais — explica Manuella.

Essa foi a primeira vez que a escola participa do evento. Evelyn Crespo admite que ficou surpresa com o resultado. Segundo a professora, o objetivo da instituição em enviar representantes era apenas conhecer o funcionamento da olimpíada e propiciar a experiência aos alunos.

— As crianças vinham se destacando, sobretudo esse grupo. Por esse motivo, a escola criou o Clube da Programação, com aulas fora da grade curricular regular, e decidiu investir em eventos como esse. Mas, mesmo sabendo que os alunos estão muito engajados, não esperávamos que eles se saíssem tão bem — diz a professora.

A diretora da escola, Viviane Merlim, ressalta que a robótica ajuda a desenvolver o raciocínio e a cultura digital nas crianças e que por isso deve ser estimulada em todas as escolas, inclusive as públicas.

— Observamos que as atividades que envolvem programação e robótica se aliam às competências necessárias na apropriação de um pensamento autônomo, que muito favorece o processo de aprendizagem dos alunos em todas as disciplinas.

Os alunos vão representar Niterói na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica, que será realizada em 2 de setembro. Caso a equipe se classifique, disputará a etapa nacional, no fim do ano, com estudantes de todo o Brasil.

Outro aluno da rede pública de Niterói que foi destaque recentemente numa olimpíada de educação é Mauro Victor Ferreira Moledo, de 13 anos. Representando a Escola Estadual Menezes Vieira, no Barreto, o jovem ganhou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. As provas foram realizadas no fim do ano passado, a premiação do feito, porém, aconteceu no último dia 29. Na edição anterior da competição, sua primeira vez em olimpíadas, Mauro Victor ficou com a medalha de bronze.

— Quero participar de todas que eu puder, acho um conhecimento importante. Além da possibilidade de bolsas, como a que ganhei agora de um curso de matemática na UFF — declarou o adolescente, hoje matriculado na Faetec Henrique Lage, também no Barreto.


Fonte: O Globo Niterói











Niterói: sustentabilidade até na lavagem das ruas



Na obra da TransOceânica, a ducha utilizada para baixar a poeira para colocação da camada asfáltica é com água de reuso. Foto: Divulgação / Luciana Carneiro



Prefeitura utiliza mais de 14.400 litros de água de reúso por semana

Quem passa na Estrada Francisco da Cruz Nunes, na Região Oceânica, e observa os funcionários que trabalham nas obras da TransOceânica utilizando duchas de água no asfalto nem imagina que aquele jato que ajuda a baixar a poeira para colocação da camada asfáltica é água de reúso. E não é só na maior obra de mobilidade já realizada na cidade que o poder público utiliza água reaproveitada. Responsável pela “faxina” das ruas, a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) usa, aproximadamente, 14.400 litros dessa água, por semana, somente na lavagem de ruas.

Dayse Monassa, secretária de Conservação e Serviços Públicos explica que antes de poder ser utilizada novamente, a água – que é proveniente de matéria orgânica, passa por um processo de desinfecção para novamente voltar às ruas. São quatro etapas de tratamento, que dura doze horas, para que a remoção dos resíduos e micro-organismos.

“Temos que lembrar que existe uma crise hídrica que afeta várias regiões do País. Niterói faz a sua parte para ser uma cidade mais sustentável. Além disso, o reúso da água gera uma economia para o município”, esclarece Dayse.

A iniciativa é uma das intervenções da Prefeitura de Niterói para tornar a cidade cada vez mais sustentável, com ações e hábitos ecologicamente corretos. Através de uma parceria com a concessionária Águas de Niterói, o município também rega seus canteiros e jardins com a água tratada nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) de Camboinhas e Itaipu. São cerca de três caminhões de água por dia para regar os canteiros e jardins públicos da cidade, durante o verão. As ruas de feiras também são outros exemplos de locais na cidade onde a prefeitura utiliza água de reúso. O mesmo acontece para remoção de lama nas vias, após a ocorrência de chuvas.

De acordo com o presidente da Águas de Niterói, Nelson Gomes, as estações de tratamento eliminam 95% dos poluentes da água, em conformidade com as normas técnicas brasileiras.

“A água de reúso utilizada pela Prefeitura de Niterói para a rega de parques, jardins e lavagem de ruas é proveniente das estações de tratamento de esgoto da Águas de Niterói. O tratamento do esgoto coletado no município é constituído por processos físicos, biológicos e químicos. As unidades que possuem essa finalidade eliminam os poluentes presentes no esgoto em até 95%. As ETEs de Camboinhas e Itaipu, que tratam o esgoto por meio do sistema terciário, permitem que esses efluentes sejam utilizados em atividades de limpeza e manutenção da área verde. Anteriormente, esse procedimento era realizado com água tratada”, informa Nelson Gomes.

Segundo Silvia Pires, bióloga e chefe do setor de reciclagem da Clin, a água de reúso é obtida através do tratamento avançado dos esgotos gerados pelos imóveis conectados à rede coletora de esgotos e pode ser utilizada em processos que não requerem que a água seja potável, mas sanitariamente segura, gerando a redução de custos e garantindo o uso racional da água. A água de reúso não é potável, portanto não deve haver nenhum tipo de uso/consumo humano, apesar de sua aparência ser semelhante à potável.

Silvia lembra ainda que a água cobre aproximadamente três quartos da superfície da Terra e que 97,5% desse total é formado de água salgada (oceanos e mares) e 2,5 %, de água doce. Desses 2,5%, a maior parte (2,1%) está sob a forma sólida (gelo) nas regiões polares, ou em rios e lagos subterrâneos, o que dificulta a ação do homem; e apenas 0,4% estão disponíveis para o consumo direto, ou seja, pode ser utilizado por nós.

Fonte: O Fluminense








CLIN realiza plantio de mudas em área utilizada como vazadouro irregular de resíduos



Ação transformou um vazadouro irregular em novo local de plantio de mudas. Foto: Divulgação/ Prefeitura de Niterói



Ação contou com a participação dos alunos da Escola Municipal Eulália de Bragança

14/07/2017 – Na manhã desta sexta-feira (14/07) a Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), realizou o plantio de mudas da Mata Atlântica, em um ponto da Estrada Frei Orlando, no Jacaré, em Piratininga. O local havia sido transformando em um vazadouro irregular de lixo. A ação ambiental contou com a participação dos alunos da Escola Municipal Eulália de Bragança, que fica localizada em frente ao ponto de descarte. A ação teve como objetivo evitar novos despejos e conscientizar a população quanto a necessidade de ser obedecer os horários e locais corretos de coleta.

Equipes da CLIN, limpavam o local diariamente, com auxílio de maquinários específicos e semanalmente retiravam, apenas deste ponto, cerca de 07 toneladas de resíduos, descartados irregularmente pela população.

“Tivemos a iniciativa de revitalizar uma área que estava degradada e com isso evitar que volte a ocorrer o descarte irregular de entulho neste ponto, além disso, o plantio de mudas deixa o local bem mais agradável", analisa Claudio Lyrio, superintendente da CLIN.

As mudas plantadas no local, foram produzidas no viveiro da CLIN que conta com mais de 140 mil unidades, sendo aproximadamente 90 espécies da Mata Atlântica, como pau-brasil, babosa branca, aroeira, angico vermelho, figueira da pedra, além de mudas de ipê branco e roxo, açaí, jabuticaba, pitanga, dentre outras espécies frutíferas. Existe ainda um projeto piloto de produção de mudas de plantas medicinais, que ajudará na prevenção e no tratamento de doenças em comunidades carentes. O viveiro da CLIN serve como base para o reflorestamento, recuperação de encostas e áreas degradadas e arborização de regiões da cidade. Todas as mudas são produzidas a partir de resíduos de poda, já que este material é rico em nutrientes e auxilia no desenvolvimento das plantas. A empresa não tem gasto com as embalagens em que as mudas são plantadas, já que são utilizados materiais recicláveis recebidos nos ecopontos, principalmente as embalagens de leite.

CLIN faz alerta sobre respeito aos dias e horários de coleta

Com o intuito de coibir o descarte irregular de resíduos e orientar sobre a importância de respeitar os dias e horários da coleta domiciliar, a CLIN vem intensificando as ações de conscientização e fiscalização. Nos últimos 12 meses, 1.354 notificações foram emitidas e 213 pessoas autuadas.

A orientação passada pela CLIN é que os resíduos sejam disponibilizados apenas 1 hora antes do início da coleta, ou seja, a partir das 06h da manhã onde a coleta é diurna e a partir das 19h onde a coleta é noturna. Em caso de chuva forte o lixo não deve ser colocado para fora, evitando assim que os resíduos se espalhem causando ainda mais transtornos.

Se a equipe da CLIN vir ou receber uma denúncia sobre a colocação de lixo na rua fora do horário da coleta, ou sobre despejo de entulho em local irregular, poderá cobrar uma multa, no valor de R$ 1459,47. Os munícipes podem colaborar com a manutenção da cidade denunciando infratores pelo 0800-022-215 ou pelo link da ouvidoria no site http://www.clin.rj.gov.br/?a=ouvidoria. Os horários da coleta no seu bairro podem ser conferidos no link http://www.clin.rj.gov.br/?a=horariodecoleta.

Vale lembrar que atualmente toda cidade é atendida pela coleta domiciliar e pela coleta seletiva. Além disso, existem diversos pontos de entrega voluntária de resíduos recicláveis e mais de 2.000 papeleiras instaladas, para acondicionamento de pequenos detritos, em toda o município.


Fonte: Prefeitura de Niterói













NITERÓI SUSTENTÁVEL: cidade associa-se ao ICLEI e participa de rede internacional de cidades sustentáveis




Niterói avança rumo à sustentabilidade

Município está entre os associados ao movimento global de cidades pelo desenvolvimento sustentável na América Latina.

Niterói foi anunciada esta semana como nova associada ao movimento global de cidades pelo desenvolvimento sustentável na América do Sul, representada pela Rede do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, durante o Fórum Brasil de Gestão Ambiental, realizado em Campinas (SP). Teresina (Brasil) e Valle de Aburrá (Colômbia) também aderiram oficialmente à rede por ocasião do treinamento sobre inventários de emissões de gases do efeito estufa.

O Iclei é a principal associação mundial de governos locais e subnacionais dedicados ao desenvolvimento sustentável, que reúne mais de 50 membros, dentre cidades e governos estaduais na América do Sul. No Estado do Rio de Janeiro, até então, apenas a cidade do Rio era associada.

Ao associar-se ao Iclei, os governos beneficiam-se de uma série de oportunidades de treinamentos, execução de projetos, espaços de participação em fóruns nacionais e internacionais relacionados à sustentabilidade e conhecimentos especializados promovidos pela organização. Além disso, o trabalho em rede permite que as cidades se conectem e troquem experiências sobre políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e ampliem seu reconhecimento nessa agenda.

Em 2016, o município de Niterói adotou medidas institucionais para atuar de forma mais incisiva no que se refere à inserção no cenário global das cidades envolvidas no enfrentamento às mudanças climáticas e emissão de gases de efeito estufa. Com base na iniciativa, o trabalho foi institucionalizado pelo decreto municipal 12.433/2016, de 26 de setembro de 2016, que trata da criação do Geclima (Grupo Executivo de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas de Niterói), que conta com a participação de diversos órgãos do município.

Durante o evento, que teve como ponto de partida uma coalizão de prefeitos comprometidos com o tema de mudanças climáticas, foi realizado o primeiro levantamento de emissões de gases geradores do efeito estufa no município com o apoio do Iclei, tendo 2015 como ano-base. O trabalho consistiu em reunir informações das atividades dos setores de transporte, consumo de energia e gestão dos resíduos sólidos da cidade e calcular, por meio de uma plataforma on-line, a estimativa do quanto é gerado.

Ainda foram reportados projetos já em execução pelo município para minimizar o impacto destas emissões, tais como o Programa Niterói de Bicicleta, PRO Sustentável, o Sistema de Informações Geográficas (Sigeo), em fase de implantação, o Programa Niterói Mais Verde, entre outros, inserindo Niterói cada vez mais na rede global da sustentabilidade e do clima.

O secretário executivo da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, disse que a entrada da cidade no Iclei é muito importante.

“Acompanho o trabalho do Iclei há décadas. Essa adesão será fundamental para o Geclima. Usamos a metodologia da entidade para o nosso inventário de emissões. A continuação da nossa agenda de mudanças climáticas depende da nossa integração com o esforço das demais cidades, e o Iclei facilita esse intercâmbio”, explicou.

Fonte: O Fluminense



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"Desde a COP21, em Paris, Niterói se inseriu na rede global que discute a questão climática", relatou o Secretário de Meio Ambiente de Niterói, Eurico Toledo, na abertura do evento (à direita).


Rede Global do ICLEI cresce com a entrada de três novos governos locais sul-americanos

O anúncio foi realizado no treinamento oferecido a municípios durante o Fórum Brasil de Gestão Ambiental, em Campinas

O movimento global de cidades pelo desenvolvimento sustentável na América do Sul fortaleceu-se com a entrada de três novos Membros à Rede do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade: Niterói (Brasil), Teresina (Brasil) e Valle de Aburrá (Colômbia). As cidades anunciaram oficialmente a adesão, nesta segunda-feira, durante o treinamento sobre inventários de emissões de GEE oferecidos para municípios oferecido pelo ICLEI e CDP durante a programação do Fórum Brasil de Gestão Ambiental.

Ao associar-se ao ICLEI, os governos beneficiam-se de uma série de oportunidades de treinamentos, execução de projetos, espaços de participação em fóruns nacionais e internacionais relacionados à sustentabilidade e conhecimentos especializados promovidos pela organização. Além disso, o trabalho em rede permite que as cidades se conectem e troquem experiências sobre políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e ampliem seu reconhecimento nessa agenda.

“A inserção da agenda climática em Teresina faz toda a diferença. O nosso objetivo com a adesão ao ICLEI é acessar a expertise que a Rede reuniu ao longo dos anos e conhecer experiências que podem ser implantadas no nosso município”, ressaltou Leonardo Madeira, Secretário-Executivo da Secretaria de Meio Ambiente de Teresina, ao ICLEI América do Sul. Para o Secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, Eurico Toledo, a filiação ao ICLEI “formaliza, reforça e pactua compromissos” de uma parceria iniciada em meados 2016, para a temática do Clima. “Agora, é dar continuidade ao trabalho de monitoramento, planejamento e ação a favor de uma cidade integrada, com baixa emissão de gases de efeito estufa, rica em biodiversidade e capaz de absorver os impactos dos eventos climáticos extremos de forma segura e sem alterar os sistemas essenciais ao funcionamento urbano”, afirmou o Toledo.

Niterói, Teresina e Valle de Aburrá possuem trajetórias de atuação na agenda de sustentabilidade e passam a integrar o movimento de cidades pioneiras que buscam desenvolver seus territórios de forma mais integrada. Em fevereiro de 2017, Niterói participou da Oficina “Implementação Local dos Marcos Globais de Sustentabilidade”, promovida pelo ICLEI, Programa Cidades Sustentáveis e Centro Rio+/PNUD. Na ocasião, o município compartilhou a experiência e resultados do "Programa Niterói Transparente". O Valle de Aburrá, consórcio de 10 governos da área metropolitana do Vale de Aburrá, na Colômbia, foi um dos co-realizadores da edição dessa mesma oficina em Medellín, em março deste ano. A cidade de Teresina aproximou-se da associação por meio do Fórum CB27, do qual o Secretário de Meio Ambiente da capital do Piauí faz parte. Ao lado da Fundação Konrad Adenauer, o ICLEI apoia a realização dos Encontros Nacionais do Fórum de Secretários Municipais de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras.

"O crescimento de nossa Rede na região sul-americana mostra que nosso trabalho e cooperação em rede, que já tem um caminho de mais de 25 anos, cresce em relevância e ganha maior espaço na pauta municipal", comemorou o Secretário-Executivo do ICLEI para a América do Sul, Rodrigo Perpétuo.

No último ano, entre junho de 2016 e 2017, a rede do ICLEI na Região cresceu 26%, agregando 11 novos governos locais, em comparação ao mesmo período entre 2015 e 2016. Com as novas adesões, o ICLEI América do Sul reúne 53 membros, em 8 países no continente, e impacta mais de 106 milhões de pessoas na Região.

Sobre o ICLEI América do Sul

O ICLEI é a principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, cuja rede global conecta mais de 1.500 cidades e regiões de diversos portes, em mais de 100 países. Movido pela causa de mobilizar os governos locais para construir cidades mais sustentáveis, o ICLEI oferece apoio para que desenvolvam suas políticas e ações pela sustentabilidade. Orienta-se pela premissa básica de que iniciativas elaboradas e dirigidas localmente podem fornecer uma maneira eficaz e economicamente eficiente para alcançar objetivos locais, nacionais e globais.

Ao longo de sua trajetória pioneira de mais de 25 anos, tem promovido a articulação de cidades, estados e regiões pela agenda do desenvolvimento sustentável e está presente em todas as regiões do mundo, por meio de 17 Escritórios e Secretariados Regionais.

O Secretariado para América do Sul conecta seus mais de 50 membros em 8 países a este movimento global. Ao longo destes anos, destacou-se no desenvolvimento e execução de projetos nas temáticas de: Clima e Desenvolvimento de Baixo Carbono, Resiliência, Gestão de Resíduos Sólidos, Compras Públicas Sustentáveis, Biodiversidade Urbana, dentre outros.

Fonte: Iclei









Projeto da família Grael faz atleta trocar a bola pelo barco





O proeiro Isaque Soares garante: "Cara, eu era bom no futebol, hein." Ele, no entanto, admite: "Na vela estou conseguindo chegar a lugares que no futebol seria difícil de chegar".

Fonte: RedeTV







quinta-feira, 13 de julho de 2017

Após mais de 40 anos, Mercado Municipal de Niterói está perto do retorno



Mercado, que foi construído na década de 20 e fechou em 1976, tem tudo para movimentar a economia da cidade. Foto: Marcelo Feitosa



Raiana Collier

Projetos devem ser entregues até 18 de agosto e escolha acontece em setembro, segundo a prefeitura

Através de ato oficial, a Prefeitura de Niterói informou o adiamento, até o dia 18 de agosto, do prazo para apresentação dos estudos técnicos necessários para a reforma, revitalização e exploração econômica do Mercado Municipal Feliciano Sodré, no Centro da cidade. Essa é uma das fases iniciais da iniciativa, que ainda terá, posteriormente, licitação para escolher a empresa que vai executar o projeto e obras. O prazo máximo da reforma, que será feita através do regime de Parceria Público-Privada, é de dois anos.

De acordo com o edital apresentado pela Secretaria Municipal de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle, os estudos técnicos deverão apresentar o arranjo institucional que melhor atenda ao interesse público e um diagnóstico da situação atual em toda a área de abrangência do projeto. Com a alteração no prazo, os interessados ganharam cerca de um mês a mais para entrega dos estudos. A empresa que será posteriormente escolhida para administração do mercado terá que investir aproximadamente R$ 20 milhões.

De acordo com a Prefeitura, a mudança no prazo foi feita por conta da complexidade do mesmo, que deve contemplar, dentre outros objetos, um projeto conceitual de arquitetura e urbanismo, contendo projeto de paisagismo e acessibilidade; um estudo de viabilidade econômico-financeiro que demonstre a vantagem da forma de contratação escolhida para o Município e seus munícipes; bem como um estatuto jurídico regulatório. A escolha do projeto deverá acontecer em meados de setembro.

A promessa de revitalização do Mercado é antiga. Em 2015, as licenças necessárias para o início das obras chegaram a ser entregues, em julho, ao subsecretário estadual de Obras da época. A promessa era de que as intervenções começariam no segundo semestre do mesmo ano. A previsão era de investimento de cerca de R$ 11 milhões na reforma planejada, através do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

O Mercado Municipal Feliciano Sodré foi construído entre 1927 e 1930. Desativado em 1976, o imóvel passou a abrigar o Depósito Público Estadual a partir da década de 1980. Sua infraestrutura compõe o conjunto arquitetônico da Região Portuária de Niterói. O edifício, com traços de art déco e da arquitetura neoclássica, localiza-se na Avenida Feliciano Sodré, entre a Rua Presidente Castelo Branco e a Avenida Washington Luiz.


Fonte: O Fluminense











quarta-feira, 12 de julho de 2017

Mamífero saltava há mais de 140 milhões de anos



Pequeno mamífero deixa pegadas Brasilichnium enquanto galopa em duna do deserto Botucatu há 140 milhões de anos (ilustração: Aline Ghilardi) 

Peter Moon | Agência FAPESP


Estudos com pegadas fossilizadas indica que locomoção por meio de saltos, comum entre os cangurus atuais, também estava presente na era Mesozoica no Brasil


Brasilichnium é o nome dado pelos cientistas às pegadas fossilizadas do mamífero mais antigo de que se tem conhecimento que tenha vivido no Brasil.

O nome é dado às marcas, uma vez que sobre os pequenos quadrúpedes autores não se sabe quase nada, a não ser que habitavam o paleodeserto Botucatu, imensa área coberta por dunas de mais de 1 milhão de quilômetros quadrados que cobria o centro-sul do Brasil entre 150 e 140 milhões de anos atrás, na transição dos períodos Jurássico ao Cretáceo.

As pegadas foram preservadas em lajes de arenito, um tipo de rocha que originalmente era a areia das dunas. A espécie, ou melhor, a icnoespécie Brasilichnium elusivum (de “ichnos”, que em grego quer dizer pegada), foi descrita em 1981 pelo missionário e paleontólogo italiano Giuseppe Leonardi, com base em dezenas de lajes de arenito retiradas de uma pedreira em Araraquara e também espalhadas pelas calçadas daquela cidade no interior paulista.

Ainda não foram achados na Formação Botucatu esqueletos fósseis de um possível autor das pegadas B. elusivum. Mas pegadas e pistas, essas existem às centenas. No início dos anos 1980, Leonardi estudou lajes com pistas de um pequeno mamífero caminhando. Outras pistas evidenciam um animal correndo ou galopando.

No primeiro semestre de 2017, passados quase 40 anos da descrição original de Leonardi, foram publicados três trabalhos sobre Brasilichnium. Dois deles descrevem duas novas icnoespécies do gênero. Um terceiro trabalho revela que os animais que produziram as pegadas B. elusivum também se locomoviam aos saltos.

Brasilichnium anaiti é o nome de uma nova icnoespécie do gênero Brasilichnium. Trata-se de uma pegada com o dobro do tamanho das pegadas B. elusivum descritas por Leonardi. O animal que as produziu pode, portanto, ter pertencido a outro táxon que não o responsável pelas pegadas B. elusivum.

A descrição de B. anaiti foi publicada no periódico Ichnos. Os autores são o italiano Simone D’Orazi Porchetti e os paleontólogos Max Cardoso Langer, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP), e Reinaldo José Bertini, do Instituto de Geociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro. D’Orazi Porchetti é doutor pela Universidade de Roma “La Sapienza”. Seu pós-doutoramento em Ribeirão Preto contou com Bolsa da FAPESP.

D’Orazi Porchetti analisou lajes guardadas no Museu de Paleontologia e Estratigrafia “Prof. Dr. Paulo Milton Barbosa Landim”, da Unesp, em Rio Claro. Oito lajes preservam pistas teromorfoides, ou seja, que foram feitas por animais do grupo dos mamíferos atuais e seus ancestrais diretos.

Todas as lajes preservam impressões de pegadas bem maiores do que as B. elusivum. Um total de 41 impressões de pés associadas a 19 impressões de mãos foram estudados pela primeira vez. Ao medir as pegadas, D’Orazi Porchetti constatou que elas têm praticamente o dobro do tamanho de B. elusivum.

Enquanto as pegadas de pés de B. elusivum não ultrapassam 30 milímetros de largura, o comprimento médio das pegadas naquelas oito lajes é de 44,58 milímetros e sua largura média é de 61,64 milímetros.

Uma diferença que, associada a outros detalhes morfológicos, justificou a descrição de uma nova icnoespécie, B. anaiti (“anaiti” em tupi guarani quer dizer grande). D’Orazi Porchetti só identificou pistas do B. anaiti em caminhada.

“Na icnologia, descrever uma icnoespécie não é o mesmo que descrever uma espécie extinta, quando descrevemos marcas deixada por animais no sedimento ou em outro meio. Uma icnoespécie define, no caso, um tipo peculiar de pegada. Um nome na icnologia é um modo simples e inequívoco de indicar um conjunto de caracteres”, disse D’Orazi Porchetti.

Langer explica que, na icnologia, “pegadas podem ter nomes diferentes, mesmo pertencendo ao mesmo táxon. Não se deve entender icnotáxons como táxons normais. Mas o B. anaiti, por ser maior, pode ser sim um outro táxon”.

Brasilichnium elusivum também saltava

No segundo estudo sobre Brasilichnium publicado por D’Orazi Porchetti, Langer e Bertini, os autores sugeriram que as pegadas e as pistas de diferentes andares (seja correr, galopar ou o pular bípede) podiam ser chamadas com o mesmo nome, ou seja B. elusivum.

O segundo trabalho foi publicado no periódico Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology. Um total de 109 lajes de diversas dimensões, incluindo 991 impressões de pés e de mãos, a maioria organizada em pistas. Dessas, 65 lajes preservam traços que podem ser descritos como B. elusivum. Um total de 669 impressões de pés foram analisadas, associadas a 135 impressões de mãos.

O estudo se concentrou nas impressões de pés, por estarem mais bem preservados, por formarem em sua maioria pistas e por serem cinco vezes mais abundantes do que as impressões das mãos. As lajes originalmente faziam parte da superfície contra o vento das dunas, cuja inclinação estimada variava entre 12º e 32º.

Segundo o estudo, o modo predominante de locomoção seria a caminhada, seguido pela corrida. Em algumas pouquíssimas pistas D’Orazi Porchetti conseguiu identificar a locomoção aos saltos bípedes.

B. elusivum saltava, mas, levando-se apenas em conta as evidências deixadas nas lajes, tratava-se sem dúvida de um modo de locomoção secundário.

“Todas as pistas feitas por animais caminhando e saltando são ascendentes (85,6% do total de pistas analisadas), foram feitas quando os bichinhos subiam as dunas. Por outro lado, todas as pistas do animal correndo são descendentes”, disse D’Orazi Porchetti.

Brasilichnium saltatorium

O terceiro trabalho sobre Brasilichnium, publicado em janeiro, descreve uma terceira espécie. No caso, não foi o tamanho ou a morfologia que contou na hora da descrição, mas o modo de locomoção. As lajes com pegadas B. saltatorium revelam um animal saltitante, como o próprio nome indica.




A descrição de B. saltatorium foi feita pelo doutorando Pedro Victor Buck, com orientação de Marcelo Adorna Fernandes, do Laboratório de Paleoecologia e Paleoicnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e coautores. O trabalho foi publicado na Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology.

O estudo foi feito com 12 lajes coletadas na pedreira São Bento, de Araraquara, e depositadas no Laboratório de Paleoecologia e Paleoicnologia da UFSCar. Nenhuma dessas lajes foi usada no estudo original de Leonardi, que em 1977 descreveu em artigo pistas de Brasilichnium saltando, ricocheteando e galopando.

“Conseguimos determinar o comportamento saltador de B. saltatorium pela análise morfológica da pista. A configuração dos pés e das mãos na pista indica que o único movimento possível seria o salto, uma vez que cada conjunto de pé e cada conjunto de mão encontram-se alinhados e distantes entre si”, disse Buck.

“Foi realizado um experimento de neoicnologia com um animal que apresenta locomoção saltatorial, o gerbo ou esquilo-da-mongólia (Meriones unguiculatus). A comparação da pista deste animal vivente com as pistas fósseis mostra grande semelhança, permitindo uma inferência direta”, disse.

Como saber se foi o mesmo grupo animal que deixou preservadas para a posteridade pegadas caminhando, correndo, galopando ou saltando?

“Entre os paleoicnólogos existe uma escola de pensamento que propõe usar nomes diferentes para definir os andares diferentes, também no mesmo morfótipo. Este é o caso de B. saltatorium”, disse D’Orazi Porchetti. “Então, B. elusivum compreende também marcas de saltos, as quais por outros autores merecem um nome especifico: B. saltatorium.”

Segundo Buck, “na nossa interpretação para a icnotaxonomia de Brasilichnium, a classificação em uma nova icnoespécie B. saltatorium é parcimoniosa, pois são encontrados em uma mesma pista os dois comportamentos de locomoção, caminhando e saltando, o que atesta a sua produção por um mesmo organismo. Quando são comparados os dois tipos de locomoção é observada uma ampla diversidade comportamental que se reflete na morfologia total da pista, o que sustenta a nova classificação para o movimento”.

Em suma, os produtores dos icnogêneros B. elusivum e B. saltatorium caminhavam e saltavam. Mas isso justifica realmente a descrição do novo icnogênero B. saltatorium?

Leonardi acha isso questionável. “É muito discutido entre os icnólogos se novos táxons devem ser instituídos para tipos de pistas que dependem somente de andares diferentes, como é o caso. Seria como instituir um táxon para a pista de um cachorro andando e outro para um cachorro correndo ao galope. Pessoalmente, evito multiplicar os táxons, porém admito que, para fins de compreensão entre os especialistas, possa ser útil se ter alguns táxons a mais”, disse.

Leonardi trabalhou como missionário no Brasil entre 1974 e 1989, e depois foi fazer trabalho missionário no Congo. Hoje aposentado, retornou à sua cidade de origem,Veneza, onde se mantém intelectualmente ativo, pesquisando icnofósseis brasileiros.

Mamíferos do Gonduana

A constatação de que o animal das pegadas B. saltatorium podia se locomover aos saltos pode parecer irrelevante, mas não é. Baseado no estudo de fósseis de mamíferos mesozoicos, já se sabia de exemplares que viveram há 150 milhões de anos e podiam caminhar, correr, galopar, nadar, e até mesmo planar. Mas pular, isto ainda não se tinha a plena certeza.

A sugestão de que o animal responsável pelas pegadas B. saltatorium saltava é uma das únicas evidências de que tal modo de locomoção, hoje tão comum entre os cangurus, por exemplo, já fazia parte do leque de opções locomotoras dos mamíferos da era Mesozoica, aquela dominada pelos dinossauros.

Há somente três icnogêneros de mamíferos mesozoicos saltadores: a pegada Ameghinichnus patagonicus do Jurássico da Argentina, uma outra nos Estados Unidos e outra ainda na Coreia do Sul. E agora de Brasilichnium.

Há diversos exemplos de pistas e pegadas supostamente deixadas por mamíferos mesozoicos. No caso específico de Brasilichnium, pegadas idênticas às descritas por Leonardi foram encontradas nos anos 1990 nos desertos do oeste dos Estados Unidos (nos estados do Arizona, Califórnia, Nevada e Utah) e norte do México, ampliando e muito a distribuição espacial do icnogênero.

Em 2015, D’Orazi Porchetti constatou igualmente a presença das pegadas Brasilichnium no Cretáceo inferior da Namíbia, na África, há 140 milhões de anos.

É aproximadamente a mesma idade das pegadas Brasilichnium no Brasil, o que não surpreende, dado que naquela época, pouco antes da abertura do Atlântico Sul, a América do Sul e a África ainda se encontravam unidas no supercontinente Gonduana, e a Namíbia era colada ao Rio Grande do Sul.

Brasilichnium é um dos gêneros melhor representados no registro icnológico mundial”, disse D’Orazi Porchetti.

A descoberta de Brasilichnium nos Estados Unidos recuou dramaticamente a presença do icnogênero para todo o período Jurássico, de 145 milhões para 200 milhões de anos atrás. Já as pistas mexicanas são bem mais recentes, do Cretáceo superior, entre 85 milhões e 70 milhões de anos.

Portanto, há pegadas e pistas Brasilichnium gravadas na areia durante um intervalo de tempo de 130 milhões de anos. Mas isso não quer dizer que o marcador do icnogênero Brasilichnium fosse uma mesma espécie biológica que existiu por 130 milhões de anos, algo que seria extremamente improvável, pois o registro fóssil indica que as espécies sobrevivem, em média, cerca de 5 milhões de anos, desde a sua evolução até sua extinção.

Assim, quando se diz que há pegadas Brasilichnium com idades entre 200 milhões e 70 milhões de anos na América do Norte, na América do Sul e na África, o que se pretende afirmar é que havia naqueles continentes durante aquelas épocas grupos de animais capazes de deixar pegadas com aquelas determinadas características, aquele tamanho específico, cujas patas traseiras eram maiores do que as dianteiras, que todas tinham quatro dedinhos funcionais – e que tais animais habitavam ambientes muito áridos onde havia dunas esculpidas pelos ventos.

“As pegadas foram feitas por táxons diferentes, mas não muito diferentes em termos de anatomia e de ecologia. Nesse sentido, as pegadas Brasilichnium são muito mais um parâmetro ecológico do que cronológico. São importantes para tentar correlacionar bioestratigraficamente aqueles depósitos desérticos, que são muito pobres em outros fósseis”, disse Langer.

Não se pode afirmar que os autores de todas as pegadas Brasilichnium eram mamíferos. Os animais que produziram as pegadas brasileiras de cerca de 140 milhões de anos, e as pegadas mexicanas entre 85 e 70 milhões de anos, eram muito provavelmente mamíferos. Os fósseis mais antigos de mamíferos de que se tem notícia têm entre 170 milhões e 160 milhões de anos.

Por outro lado, os autores da pegadas jurássicas dos Estados Unidos, feitas entre 200 milhões e 150 milhões de anos, pertenciam quase certamente ao grupo dos terapsídeos mamaliamorfos, ou seja, os ancestrais diretos dos mamíferos.

Todas as lajes com pegadas preservadas nas coleções estudadas pelos autores foram extraídas da pedreira São Bento, que funcionou até 2003 em Araraquara. Trata-se de uma paleoduna, uma antiga duna de 20 metros de altura e 100 metros de comprimento, cuja areia virou arenito. Isso ocorreu entre 135 e 125 milhões de anos atrás, quando erupções vulcânicas cataclísmicas derramaram um mar de lava sobre as regiões Sudeste e Sul, eventualmente originando, pelos processos erosivos subsequentes, as montanhas da Serra Geral.

Colunas de lava com centenas de metros de altura cobriram as dunas do interior de São Paulo. Foi esse o arenito retirado da pedreira São Bento na forma de lajes para assentar nas calçadas de Araraquara. É também a origem do arenito dos mosaicos de pedra portuguesa, tão comuns nas calçadas brasileiras.

Artigos:

Walking, running, hopping: Analysis of gait variability and locomotor skills in Brasilichnium elusivum Leonardi, with inferences on trackmaker identification (doi:10.1016/j.palaeo.2016.10.009), de Simone D’Orazi Porchetti, Reinaldo J. Bertini e Max C. Langer: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0031018216305697.

Proposal for ichnotaxonomic allocation of therapsid footprints from the Botucatu Formation (Brazil) (doi:10.1080/10420940.2017.1308929), de Simone D’Orazi Porchetti, Reinaldo J. Bertini e Max C. Langer: www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/10420940.2017.1308929.

A new tetrapod ichnotaxon from Botucatu Formation, Lower Cretaceous (Neocomian), Brazil, with comments on fossil track preservation on inclined planes and local paleoecology (doi:10.1016/j.palaeo.2016.11.009), de Pedro Victor Buck, Aline Marcele Ghilardi, Bernardo de C. P. Peixoto, Luciana Bueno dos Reis Fernandes, Marcelo Adorna Fernandes; Proposal for ichnotaxonomic allocation of therapsid footprints from the Botucatu Formation (Brazil) (doi:10.1080/10420940.2017.1308929), de Simone D’Orazi Porchetti, Reinaldo J. Bertini e Max C. Langer: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0031018216306940.

Novo icnogênero de Tetrápode Mesozoico da Formação da Botucatu, Araraquara, SP, de Giuseppe Leonardi, 1981. Anais da Academia Brasileira de Ciências 53(4):793-805.


Fonte: Agência FAPESP












O emocionante primeiro voo de Lara, a arara que teve de aprender a viver em liberdade






Em novembro de 2016, a arara-canindé Lara foi resgatada, ainda bebê, pela polícia de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, quando era vendida por traficantes de animais.

Foram necessários oito meses para que Lara fosse libertada. Nesse período, ela precisou "aprender a ser arara"

"É um processo quase traumático, voltar à liberdade. É como uma pessoa que está presa há muito tempo e precisa descobrir o que fazer sozinha", disse à BBC Brasil Roched Seba, diretor da ONG Instituto Vida Livre.

Lara faz parte de um grupo de 14 araras-canindé e seis tucanos que foram reabilitados pelo Ibama e pelo Instituto Vida Livre, e libertadas próximo a Aragoiânia, Goiás, no último fim de semana.

“A arara-canindé é um problema muito grande no Brasil inteiro, porque elas como são muito numerosas e comuns de serem vendidas como animais de estimação, acabam em feiras, nas casas das pessoas ou abandonadas."

Escola de pássaros

Após o resgate, Lara e outros pássaros foram examinados e tratados na unidade de triagem do Ibama em Seropédica, no Rio.

"Ela chegou bem magrinha e desidratada, mas, como era filhote, a reabilitação foi até mais fácil", disse à BBC Brasil a veterinária Taciana Sherlock, do Ibama, que coordena o projeto.

"O processo pode durar mais de seis meses, a depender do tempo que o animal ficou em cativeiro. Alguns não conseguem mais se reconhecer como araras, de tão domesticados que são. Precisamos isolá-los do contato com humanos."

No centro, os pássaros são submetidos a exames de sangue, coleta de parasitas, e avaliações da estrutura muscular, da integridade das penas e da capacidade de voo.

Em um viveiro, eles são estimulados a voar de um lado a outro, para fortalecerem as asas e reaprenderem a se movimentar fora das gaiolas.

“Algumas nunca terão condições de voltar para a natureza porque são muito idosas, muito mansas ou têm mutilações nas asas", diz Seba.

Antes mesmo de receberem o treinamento, os pássaros resgatados já tiveram a sorte de sobreviver.

Cerca de 40 milhões de animais são vítimas do tráfico de fauna todos os anos no Brasil, segundo Sherlock. A maioria deles são aves.

Dados recolhidos pelo Ibama mostram que para cada animal vendido, nove morrem nos processos de captura, transporte e venda.

Voo

Na semana passada, Lara e suas companheiras enfrentaram uma jornada de 15 horas, que incluía seu primeiro voo de avião, para chegar a uma fazenda em Goiás, onde seriam soltas.

Lá, elas permaneceram por cinco dias em outro viveiro, enquanto se adaptavam ao novo ambiente. Mas a viagem não necessariamente significou uma volta ao lar.

“Um problema muito grave que temos com araras e tucanos é que eles são deslocados de suas áreas de ocorrência natural. Não dá para saber exatamente de onde saiu cada um”, explica Seba.

Para facilitar, os pássaros são soltos em Goiás, uma das áreas onde estão biologicamente bem adaptados a viver.

As araras-canindé ocorrem no Centro-Oeste brasileiro, no Cerrado, no Pantanal e em algumas áreas da Amazônia. Mas já foram registradas da Bolívia até o sul do México.

Quando a porta do viveiro foi aberta, Lara foi uma das primeiras a dar uma volta.

O cativeiro ainda ficará disponível para que algumas das araras e tucanos voltem para dormir, enquanto se acostumam com a liberdade.

Imagens: Instituto Vida Livre.
Reportagem: Camilla Costa



Fonte: BBC Brasil













Escolas municipais de Niterói formam 1.000 alunos no Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd)






Acompanhamos a formatura de aproximadamente 1000 alunos da Rede Municipal de Educação de Niterói no Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), que aconteceu no Ginásio Antonio Bastos Filho, no Canto do Rio. O programa tem por objetivo conscientizar os alunos do ensino fundamental sobre os temas como prevenção ao uso de drogas, bullying e violência, e é uma parceria da Polícia Militar com a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Municipal de Educação.

Os formandos do primeiro semestre de 2017 pertencem às unidades de educação: E.M. Maria Ângela Moreira Pinto, E.M. Helena Antipoff, E.M. Francisco Portugal Neves, E.M. Maria de Lourdes Barbosa Santos, E.M. Diógenes Ribeiro de Mendonça, E.M. Vera Lúcia Machado, E.M. Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis, E.M. Professor André Trouche e E.M. Mestra Fininha.


Parabéns aos novos proerdianos!


Fonte: Fundação Municipal de Educação








Avançam as obras nas comunidades da Zona Norte em Niterói




Obras de contenção de encostas na Rua Bombeiro Américo, Caramujo. Fotos Leonardo Simplício.

Centro comunitário já está quase concluído na Ititioca. Foto: Alexandre Vieira/ Prefeitura de Niterói



Intervenções nas áreas de drenagem, pavimentação e infraestrutura, são realizadas no Caramujo, Ititioca e Fonseca

11/07/2017 – Nos próximos três meses, a Zona Norte de Niterói ganhará importantes obras de infraestrutura, drenagem e pavimentação. Na Rua Bombeiro Américo, no Caramujo, a obra de contenção de encosta entra em reta final com a conclusão da pavimentação da via principal. Já no Capim Melado, em Ititioca, o centro comunitário está quase concluído e ficará pronto em agosto. No Morro do Bonfim, no Fonseca, o conjunto de obras inclui sete pontos de contenção.

Rua Bombeiro Américo

Na Rua Bombeiro Américo, foram abertas duas frentes. Em um dos pontos, estão sendo implantadas duas cortinas atirantadas e guarda-corpo. No outro, a Prefeitura de Niterói está utilizando a técnica de 'solo grampeado' numa extensão de 60 metros.

Morro do Bonfim

No Morro do Bonfim, os operários trabalham na colocação da geo manta com tela de proteção, plantio de árvores, estruturas estabilizadoras e guarda-corpo. Também está sendo feita a escada de acesso comunitário com revestimento grampeado, além de uma cortina atirantada com cerca de 90 metros de extensão. O investimento é de R$ 13,8 milhões nas obras do Bombeiro Américo e Bonfim.

Fabrício Ribeiro Fernandes, presidente da Associação de Moradores da Barrerinha e Lagoinha, ressaltou que as obras que estão sendo realizadas no Bombeiro Américo e Bonfim estavam sendo muito aguardadas pela população.

“A comunidade está muito feliz. O que está sendo feito pela Prefeitura serve para salvaguardar centenas de famílias. Graças a essas iniciativas as pessoas poderão ficar mais tranquilas, pois a contenção irá impedir que outras mazelas aconteçam. Isso sem contar com a urbanização, que faz com que a comunidade possa respirar outro ar e ter mais qualidade de vida”, afirmou Fabrício.

Capim Melado

No Capim Melado, parte da obra está concluída. O investimento em revitalização, drenagem e pavimentação ultrapassa R$ 8 milhões. O local já ganhou quadra poliesportiva e campo de futebol. Essas intervenções integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Já foi concluída a revitalização, com drenagem e pavimentação, em mais de 10 vias da comunidade. Durante vistoria às obras nesta terça-feira (11-07), o secretário de Obras e Infraestrutura de Niterói, Vicente Temperini, destacou a importância das intervenções.

“Essas comunidades aguardavam muito essas obras de infraestrutura, com drenagem e pavimentação, além de construção de creche para 120 crianças. São obras para somar e dar mais qualidade de vida à população”, ressaltou.

O centro comunitário do Capim Melado tem 413,34 metros quadrados. Já foram feitas as fundações, alvenaria e laje. As tubulações da rede elétrica, água e esgoto também já foram concluídas. Restam emboço, pintura, rebaixamento do teto, telhado, cobertura, janelas e portas. No local, o espaço para a construção da UMEI (Unidade Municipal de Educação Infantil) começou a ser demarcado e a contenção da área já está sendo feita. A creche terá quatro andares.