terça-feira, 21 de novembro de 2017

SAÚDE EM NITERÓI: Obra de reforma e ampliação da Policlínica de Itaipu é entregue



A unidade da Região Oceânica recebeu revisão elétrica e hidráulica e de climatização. Foto: Bruno Eduardo Alves / Ascom Niterói



Unidade que possui cerca de 120 mil pacientes cadastrados foi revitalizada para atender a população

A Policlínica Regional Maria Aparecida Costa, em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, foi reinaugurada nesta terça-feira (21). A unidade, que possui cerca de 120 mil pacientes cadastrados e realiza, em média, 6 mil atendimentos por mês, recebeu revisão de toda parte elétrica, hidráulica e de climatização, bem como conserto do telhado e pintura geral, além da construção de um depósito de lixo e resíduos e a troca de todas as portas e janelas. As obras começaram em março deste ano.

A Policlínica Regional de Itaipu realiza atendimento nas áreas de clínica médica, cardiologia, pediatria, ortopedia, neurologia, geriatria, odontologia, fisioterapia, psicologia, nutrição, serviço social, dermatologia e terapia ocupacional.

A unidade possui sete consultórios para atendimento de especialidades, além de salas de serviço social, fisioterapia, nutrição, ultrassom, eletrocardiograma, curativos, vigilância em saúde, vacina, farmácia e pré-consultas.

Entre os serviços oferecidos estão grupos de diabetes e hipertensão, gestantes, idosos, atenção à criança e ao adolescente, psicologia e tabagismo, e realiza também exames de eletrocardiograma, ultrassom, coleta de sangue, além de testes de HIV, hepatites, pezinho e olhinho.

Fonte: O Fluminense







VOR: Assista matéria do SporTV sobre a participação da Martine Grael na regata de volta ao mundo



Martine no leme do AkzoNobel, no trecho Lisboa-Cidade do Cabo da regata Volvo Ocean Race.

Matéria do SporTV mostra imagens da velejadora brasileira Martine Grael, medalha de ouro na Rio 2016, que disputa a regata Volvo Ocean Race, que dará a volta ao mundo.

Assista à matéria clicando aqui.

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VIDA A BORDO: um pouco do cotidiano a bordo do AkzoNobel









Pontapé inicial para duplicação da Avenida Marquês do Paraná



Ampliação da Marquês do Paraná será feita através de recursos de outorga onerosa.


Obra, que inclui uma ciclovia, pretende melhorar a ligação entre o Centro e a Zona Sul de Niterói

Será assinado na manhã nesta quarta-feira (22), no Solar do Jambeiro, Icaraí, Zona Sul de Niterói, a ordem para o início das obras de alargamento da Avenida Marquês do Paraná, no Centro. O projeto vai melhorar o fluxo de veículos e a mobilidade na região, com a criação de mais duas pistas na via, além da ciclovia que ligará Icaraí ao Centro.

A obra será a primeira realizada com recursos obtidos através do modelo de outorga onerosa, que financiará ações do processo de requalificação do Centro. Serão utilizados R$11,8 milhões, dos R$14 milhões já pagos por investidores que tiveram seus projetos aprovados para a região central da cidade.

“O alargamento da Marquês do Paraná eliminará o gargalo na esquina com a Rua Doutor Celestino por causa do mergulhão Ângela Fernandes, projetado no governo anterior, que prejudica o trânsito no rush noturno. Com isso, milhares de trabalhadores ganharão mais tempo para o descanso depois da jornada diária de trabalho”, explica o secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier.

O secretário destaca ainda que, com a obra, Niterói ganhará uma nova avenida, totalmente urbanizada, com nova praça, calçadas, arborização e com a ciclovia que ligará o Centro a Icaraí, permitindo maior mobilidade aos ciclistas da cidade.

A Marquês do Paraná é um dos principais eixos para os veículos que seguem do Centro para a Zona Sul. No sentido Icaraí, a via ganhará mais duas faixas de rolamento, totalizando cinco pistas e ciclovia no trecho entre as ruas Doutor Celestino e Miguel de Frias. O projeto também inclui a reurbanização até a Avenida Amaral Peixoto, com calçadas dentro das normas de acessibilidade e uma nova praça sobre o mergulhão.

Já estão em curso as 51 desapropriações na área, necessárias para a obra. A primeira, um prédio com 15 apartamentos e salas comerciais, na esquina da Marquês do Paraná com Doutor Celestino, está em fase final de negociação e a expectativa é de que a demolição aconteça ainda este mês. A Procuradoria-geral do Município, que negocia as desapropriações, garante que não haverá demolições até que todos os moradores deixem os imóveis.


Fonte: O Fluminense









Que países fazem mais pelo clima global?



Também crianças se manifestaram em Bonn em favor do clima global (Foto: Reuters/Wolfgang Rattay)


Protagonistas da COP23 se esforçam para se apresentar o mais verde possível. Enquanto isso, outros, como o Marrocos, despontam como inesperados exemplos positivos. Índice mostra quem está fazendo mais progresso.

Muitos países estão exibindo na conferência COP23, em Bonn, os seus sucessos no combate à mudança do clima global. Mas isso faz com que sejam mais verdes?

O Índice de Desempenho na Mudança Climática (CCPI, na sigla em inglês) 2017, divulgado nesta quarta-feira (15), lista 56 nações e a União Europeia de acordo com suas emissões de gases-estufa, desenvolvimento de energias renováveis, uso energético e política para o clima. O relatório é publicado pela ONG ambiental alemã Germanwatch e a rede Climate Action Network.

Suécia, Lituânia e Marrocos obtiveram as melhores cotações, cabendo as piores a Coreia do Sul, Irã e Arábia Saudita. Como no ano anterior, a Alemanha teve uma colocação relativamente modesta, em 22º lugar, especialmente devido a seu uso maciço de carvão mineral.

Outros países desenvolvidos, como Canadá, EUA e Japão, aparecem entre os dez últimos colocados.

O Brasil é 19º - o primeiro país na categoria desempenho mediano. O relatório atribui o posicionamento ao uso de energia hidroelétrica, que ajuda a limpar o mix energético nacional. Porém, o texto destaca que nos últimos cinco anos o país fez muito pouco para cortar suas emissões.

Ninguém é "muito bom"

A boa notícia é que o crescimento médio das emissões de CO2 caiu, em relação ao CCPI 2016. Por outro lado, nenhum país se comportou de modo a merecer o predicado "muito bom".

Apesar de a Suécia liderar a lista, graças a uma queda das emissões e alta percentagem de fontes renováveis em sua matriz energética, ainda lhe falta ambição. Segundo os autores do relatório, as metas do país escandinavo para a energia renovável até 2030 não bastarão para manter o aquecimento global abaixo de 2ºC em relação à era pré-industrial.

Marrocos, por sua vez, está em ascensão, tendo promovido intensamente a transição para a energia renovável, que agora está implementando. A previsão é que nos próximos anos a nação norte-africana alcançará rankings ainda mais altos.

Fórmula de sucesso do Reino Unido

O primeiro a ancorar a redução de emissões em sua legislação nacional foi o Reino Unido, em 2008. Isso ajudou o país a avançar, pois, pelo menos nesse aspecto, a política energética não está à mercê dos caprichos de quem quer que chefie o governo.

"Reduzimos as emissões carbônicas em 40% desde 1990, enquanto a economia cresceu 70%", disse Nick Bridge, representante especial de Londres para a mudança climática. As taxas cobradas sobre o CO2 estiveram entre os principais motores do sucesso britânico.


Quem combate as mudanças climáticas? (Foto: DW)


"Fomos de 40% de carvão em nossa geração de eletricidade, cinco anos atrás, para quase nada", acrescentou. No ano corrente, o país, que ocupa a 8ª colocação no CCPI, conseguiu ter até mesmo um dia de emissão zero. O bom desempenho se deve também à produção de energia eólica offshore, em que o Reino Unido é campeão mundial, e uma guinada em direção à economia circular.

No entanto, segundo o relatório apresentado na COP23, "as metas do país para 2030, em emissões e energia renovável, não são suficientemente ambiciosas para uma trajetória bem abaixo dos 2ºC".

Alemanha e o carvão

Como coanfitriã da conferência internacional do clima, a Alemanha desfila seu inventário de fontes de energia limpa. Na prática, porém, o país segue sendo um dos dez maiores emissores do mundo, estando ameaçado de descumprir suas metas climáticas.

Embora os alemães se comprometam a reduzir em 40% seus gases-estufa até 2020, as medidas atualmente adotadas só bastarão para uma redução de cerca de 30%. Uma enorme indústria de linhita e o setor de transporte são os maiores obstáculos ambientais do país.

"O carvão não tem futuro, o mundo está se afastando dele. A Alemanha tem que seguir a tendência", apelou Eberhard Brandes, da WWF Germany. "Senão, nós nem seremos um modelo a ser seguido, nem vamos cumprir nossos compromissos internacionais."




Gás na Rússia, atraso na Coreia do Sul

Os autores do Índice de Desempenho situam a Rússia entre os últimos da lista climática, devido a suas emissões elevadas e pouco uso de energias renováveis. O país possui a maior reserva de gás natural do mundo, assim como algumas das maiores de carvão e petróleo.

Esse fato não impediu Alexey Kulapin, diretor do Departamento Estatal de Política de Energia em Moscou, de afirmar, numa coletiva de imprensa na COP23, que o sistema russo é um dos mais verdes do planeta.

"O gás natural responde por mais da metade das fontes energéticas da Rússia, e todos sabem que gás é uma das fontes mais ecológicas", insistiu. Segundo os especialistas, o país carece de ambição na política climática doméstica e tem um longo caminho a percorrer, até melhorar sua colocação no CCPI.

Com um emprego extremamente reduzido de fontes renováveis, a Coreia do Sul consta em antepenúltimo lugar na lista. "Temos que incrementar nossas energias renováveis, mas com sabedoria", explicou Yoo Young-sook, diretora da ONG The Climate Change Center.

Ela teme que um abandono drástico da energia nuclear só acarretará o aumento das emissões de combustíveis fósseis: para seu país, as fontes renováveis ainda são coisa do futuro, reconhece a ex-ministra do Meio Ambiente da Coreia do Sul.

DEFESA DOS ANIMAIS: Refúgio biológico em Itaipu tem reprodução inédita de onças-pintadas



A fêmea é a Nena (preta); o macho é o Valente (pintado). Divulgação



O nascimento dos bebês-o​​nças ocorreu apenas três meses depois da aproximação entre os pais

31/12/2016 11:03:22 - ATUALIZADA ÀS 31/12/2016 11:22:29
O DIA


Paraná - O Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (Paraná), registrou a primeira reprodução em cativeiro de onças-pintadas. Dois filhotes nasceram nesta semana, entre a tarde de quarta-feira, e a manhã de quinta.

O nascimento dos bebês-o​​nças, ocorreu apenas três meses depois da aproximação entre Valente, antigo morador do Refúgio, e a recém-chegada Nena, procedente da divisa do Mato Grosso do Sul e Goiás.

A reprodução da espécie era um sonho antigo dos profissionais do Refúgio. O Bela Vista já é referência em reprodução de outros animais, como a harpia, o veado-bororó e a anta. O nascimento das onças confirma que esta época é um período fértil no Refúgio, onde atualmente as harpias, por exemplo, estão se reproduzindo. Seis ovos estão sendo chocados.

Pretinhos

Os dois filhotes de onça passam bem. Eles são melânicos, isto é, sua cor é preta, como a da mãe. Mas, embora ​​Nena seja preta e Valente seja pintado, a diferença é só uma questão de pigmentação, em função da quantidade de melanina. Ambas as onças são da mesma espécie (Panthera onca).

Para garantir a integridade dos bebês-onças e evitar estresse da mãe, só a partir da semana que vem serão feitas imagens dos animais. Se tudo der certo, já em março a mãe com os filhotes serão expostos para visitação. Atualmente, só Valente é mantido na área de visitantes do recinto das onças que integra o circuito turístico.

​​Conquista

Desde duas semanas atrás, quando Nena estava apresentando mais evidências que um possível nascimento estava próximo, ela foi retirada do recinto principal, para se preparar para a chegada dos bebês. Agora, a mamãe-onça e os filhos estão em uma maternidade isolada no Zoológico Roberto Ribas Lange, onde recebem todos os cuidados.

Para o médico-veterinário Wanderlei de Moraes, essa é uma das principais conquistas da unidade. A primeira esperança de reproduçãoda espécie começou há 14 anos, com a chegada da onça Juma, que mais tarde se descobriu ter problemas de infertilidade (que já não tinha mais idade para se reproduzir).

​​Em extinção

Em todo o Brasil, Nena e Valente são o único casal de onças-pintadas da Bacia do Rio Paraná mantido em cativeiro. A maioria dos casais atualmente em cativeiro tem como origem a Amazônia.

Quando Nena chegou, em setembro, os profissionais da unidade de conservação foram bastante prudentes. Eles trabalhavam com a expectativa de que os primeiros filhotes fossem gerados em um ano.

A antecipação do prazo traz esperança de nascimento de mais onças-pintadas, espécie em processo de extinção na natureza. A única reserva de grande porte no Sul do País que abriga a espécie é o Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina, onde estão as Cataratas.

​​Histórico

A onça-preta fêmea foi doada à unidade de conservação pelo Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada, de Goiás. Em idade fértil, a nova integrante do plantel de Itaipu foi sendo gradativamente introduzida no recinto da onça-pintada macho Valente, para que se acostumassem um com o outro.

Valente, capturado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul, na divisa com São Paulo, tem nove anos de idade e Nena, três. Ela é a sexta onça recebida pelo Refúgio mantido pela Itaipu Binacional. Primeiro veio Juma, em 2002. Depois, Tonhão, Valente e Teka (também conhecida como Beyonça). E em setembro, junto com Nena, chegou também uma onça-pintada macho, que tem a mesma idade dela. Estrela do Refúgio desde que havia chegado ao local, Juma morreu no começo deste ano. Tonhão e Teka foram conduzidos para outros zoológicos.

Refúgio

O Refúgio Biológico Bela Vista está Instalado em uma área de 1.908 hectares na margem brasileira da usina, em Foz do Iguaçu (PR). O espaço reúne hoje a maior diversidade de espécies da flora e da fauna regional, muitas delas ameaçadas de extinção. O plantel de Itaipu conta com mais de 380 animais. O local é aberto à visitação. Moradores de Foz do Iguaçu, dos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu e da região das três fronteiras não pagam para conhecer o atrativo.

Mais do que uma atração turística, o Refúgio Biológico de Itaipu é um importante centro de pesquisas e desenvolvimento de projetos, que recebe especialistas do mundo inteiro.


Fonte: O Dia













DEFESA DOS ANIMAIS: Força-tarefa para ajudar os animais



Passagens suspensas são essenciais nas estradas para a travessia tranquila de todos os animais. Divulgação


Biólogo faz monitoramento em rodovia para resgatar bichos silvestres e limpar a estrada

19/11/2017 07:00:05
GUSTAVO RIBEIRO

Rio - Números alarmantes de animais silvestres vítimas de atropelamento nas estradas fluminenses estão preocupando biólogos. Pesquisadores que monitoram a RJ-122, que liga Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, registram as mortes de 700 a 1.000 animais atropelados por ano já foram achadas até 15 carcaças em um dia. Em 180 quilômetros da BR-040, entre Minas Gerais e o Rio, foram registrados 705 atropelamentos só em 2017.

O biólogo Marcelo Pereira da Costa faz há dois anos, por conta própria, o monitoramento nos 36 quilômetros da RJ-122, com apoio de uma equipe. O grupo concluiu que a maior parte dos bichos vitimados são mamíferos (42%), 37% são aves, 16%, répteis, e 5%, anfíbios. Segundo Costa, pesquisas feitas com caminhoneiros na região apontam que a maioria dos atropelamentos envolvendo cobras e serpentes é proposital e os demais casos tendem a ser acidentais.

"As cobras são estigmatizadas. Relatos de caminhoneiros revelam que, quando veem uma cobra, não hesitam em passar por cima. Mas quando se deparam com bichos mais 'fofinhos', como tamanduá-mirim e preguiça, eles param o carro, tentam deslocar o animal para a mata e não passam por cima", diz o biólogo.

Para reduzir os índices, Costa apela para que os motoristas prestem mais atenção na estrada e respeitem os limites de velocidade. Ele também recomenda evitar jogar lixo na via, já que muitos animais atravessam ou voam em busca de alimento. O biólogo cobra ainda ações do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), responsável pela RJ-122. "A 122 tem algumas placas, mas estão destruídas pelo tempo e pelo homem. Também é necessário construir cercas, passagens suspensas e subterrâneas para a travessia dos animais", ressalta.
De duas a três vezes por semana, dois observadores saem para fazer o monitoramento na RJ-122 em um carro. Trechos com maior incidência são monitorados a pé. As carcaças são removidas para evitar que outros animais se desloquem até a estrada para se alimentar, correndo o risco de serem atropelados em cascata.

Na BR-040, o trabalho é realizado 24 horas por dia por inspetores contratados pela concessionária Concer. O projeto possui ainda uma equipe técnica especializada composta por bióloga e auxiliar. Segundo a Concer, os animais mais vitimados na rodovia são o gambá-de-orelha-preta e o ouriço-cacheiro.

Fonte: O Dia 













Jeffrey D. Sachs: "A era da sustentabilidade". Sachs defende cinco grandes transformações lideradas pelas universidades



Economista norte-americano destaca papel dos engenheiros e a importância das universidades e centros de pesquisa na busca pelo desenvolvimento sustentável. Veja vídeo com a palestra realizada na FAPESP (foto: Felipe Maeda / Agência FAPESP)


Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – “Precisamos de engenheiros trabalhando em questões referentes ao desenvolvimento sustentável, pois são problemas sistêmicos que precisam de um novo desenho para serem superados”, disse o economista norte-americano Jeffrey Sachs, em palestra realizada no dia 17 de novembro, no auditório da FAPESP.

Para o renomado professor da Columbia University, no caminho do desenvolvimento sustentável, o mundo também precisa de cinco grandes transformações e é só com o auxílio de universidades e de centros de pesquisa que elas poderão se tornar realidade.

As cinco grandes transformações são: descarbonização da energia; uso sustentável do solo; desenvolvimento de cidades sustentáveis; instituição de serviços públicos de qualidade (saúde e educação); e a criação de institutos de pesquisa que auxiliem nessa transformação geral da sociedade.

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As cinco grandes transformações são:
  • descarbonização da energia;
  • uso sustentável do solo;
  • desenvolvimento de cidades sustentáveis;
  • instituição de serviços públicos de qualidade (saúde e educação);
  • e a criação de institutos de pesquisa que auxiliem nessa transformação geral da sociedade.

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“Sem a ciência, não saberíamos o que está acontecendo conosco. Mas é preciso fazer uma distinção entre ciência básica e ciência aplicada. Por isso, precisamos de engenheiros. São eles que desenvolvem coisas, sejam tecnologias, ferramentas, softwares, hardwares, ideias ou máquinas. Parte do que precisamos agora são engenheiros que possam desenhar um novo sistema de baixo carbono, de energia, de água”, disse.

“Precisamos ter uma visão dos desafios do desenvolvimento sustentável não só como atividade que mereça o tratamento de mercado, mas também como atividade de bem público, que precisa de governos, da filantropia e que imponha taxas maiores a empresas e pessoas ricas, para que seja possível pagar pela agricultura sustentável ou pelos sistemas de energia sustentável, por exemplo”, disse.

As universidades seriam os locais ideais para que essas transformações se tornem realidade. “Elas são ótimos lugares para fazer esse progresso. O problema é que geralmente as universidades não são organizadas por problemas sociais, mas por disciplinas. Isso é bom, pois parte do sucesso das universidades se baseia nessa divisão, mas também é preciso que pessoas de diferentes áreas trabalhem juntas em equipes multidisciplinares”, disse.

Sachs destaca que as universidades precisam pensar em novas formas de envolver os estudantes não apenas em aulas ou disciplinas, mas na solução de problemas de alto nível. “Recomendo, ainda, que uma cidade como São Paulo se aproxime de suas universidades e diga: ‘Olha, precisamos alcançar as metas de desenvolvimento sustentável, que tipo de sistema de transporte, de energia, de uso do solo podemos desenhar? Como resolver a desigualdade entre os bairros?’. E, a partir desse diálogo, fazerem planos”, disse.

Sachs está à frente de discussões sobre liderança em desenvolvimento sustentável há décadas, sendo considerado, inclusive, uma das forças motrizes por trás da criação dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, plano que antecedeu os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs). “Tínhamos cerca de 300 objetivos que concentramos em 17”, disse.

Além de autor de grandes sucessos editoriais – como O fim da pobreza, publicado em 2005, e A era do desenvolvimento sustentável (2015) –, Sachs tem atuado como assessor especial dos três últimos secretários-gerais da Organização das Nações Unidas (ONU): Kofi Annan, Ban Ki-Moon e o atual António Guterres.

Sachs alerta que o mundo corre o risco da irreversibilidade. “Um exemplo é que estamos perdendo muitas espécies, que não vão voltar como fizeram em Jurassic Park”, disse.

Para ele, dos três pilares que sustentam o desenvolvimento sustentável –econômico, social e ambiental – o ambiental é o mais difícil de ser resolvido. “Porque ele é irreversível e não temos como atingir os outros dois pilares sem ele”, disse.

Gilberto Câmara, membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), comentou que a palestra de Sachs na FAPESP é mais um sinal de um momento importante na história da Fundação.

“O fato de Sachs aceitar o convite para vir aqui e falar ao público de São Paulo, depois de termos conversado na COP em Paris, é marcante e demonstra a importância das atividades da FAPESP e da preocupação em financiar iniciativas para o desenvolvimento sustentável”, disse.





Fonte: Agência FAPESP







domingo, 19 de novembro de 2017

GESTÃO PÚBLICA: Mais controle e transparência para as prestações de contas



Cristiane assumiu na última sexta-feira (10) a implantação da Controladoria. Foto: Divulgação



Prefeitura de Niterói dá início à implantação da Controladoria-Geral do Município

Com o objetivo de ampliar as ações de controle no Município, a subsecretária de Controle, Cristiane Mara Rodrigues Marcelino, assumiu na última sexta-feira (10) a implantação da Controladoria-Geral do Município (CGM). A principal atribuição da CGM será o Controle Interno de todos os órgãos e entidades do Poder Executivo municipal, além de ficar responsável pela Transparência, auxiliar o Controle Externo, avaliar previamente os processos licitatórios, analisar as prestações de contas e realizar auditorias. O órgão irá assistir diretamente o prefeito, com independência e autonomia, contando inclusive com estrutura física e orçamento próprios. A previsão é que em julho a Controladoria esteja totalmente implantada.

“Niterói já tem um controle efetivo, muita coisa foi implantada nesses quatro anos. Pretendo ampliar e fortalecer o sistema de controle, que engloba o controle central e a rede de controle dentro de cada órgão. A meta é que cada secretaria e autarquia tenham um controle fortalecido, para que os processos cheguem na CGM já embasados legalmente”, explica Cristiane, informando que o momento é de transição, preparação da estrutura física e elaboração e realização de concurso para novos funcionários.

Entre os projetos para a área estão trazer a Ouvidoria do Município para a Controladoria, integrando-a com as iniciativas de Transparência, e fortalecer as auditorias operacionais.

“A Controladoria trabalhará opinando e orientando os gestores públicos a fazerem políticas públicas legais e mais eficientes. Tudo isso se reflete gerando estabilidade para garantir um ambiente bom para negócios e investimentos, atraindo novos investidores, consolidação e melhoria das regulações e dos controles públicos existentes e, como consequência, proteção dos cidadãos, organizações e servidores do Município contra incertezas, riscos e custos”, esclarece.


Fonte: O Fluminense











SAÚDE EM NITERÓI: Getulinho realiza primeira cirurgia otorrinolaringológica



Novo Getulinho, hospital pediátrico da Prefeitura de Niterói.


17/11/2017 – O Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca, já está oferecendo cirurgias na especialidade de otorrinolaringologia. No último dia 6, a unidade realizou seu primeiro procedimento nesta área, uma parceria entre a Prefeitura de Niterói e o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). A Fundação Municipal de Saúde já realizou 296 cirurgias eletivas no local apenas este ano.

O menino Kauã das Chagas Gonçalves, de 10 anos, precisou fazer a cirurgia porque apresentava, desde os quatro anos de idade, nariz entupido, dificuldades para respirar, e dores de garganta. De acordo com mãe, a empregada doméstica Francisca das Chagas Paixão, a equipe do Hospital Antônio Pedro identificou o problema e encaminhou para o Getulinho realizar a cirurgia.

“Graças ao trabalho das equipes ocorreu tudo bem e meu filho já está em casa se recuperando. É muito importante ter um hospital para as crianças com essa qualidade, principalmente para quem não tem condições de pagar por um plano de saúde”, elogiou Francisca, aproveitando para avaliar o antes e depois do novo Getulinho. “Notei uma grande diferença no espaço, a estrutura do hospital está muito boa”, elogiou.

A secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos, lembra que o hospital recebeu um investimento de mais de R$ 20 milhões da Prefeitura de Niterói para a realização da reforma e ampliação.

“Todos os investimentos do governo municipal nos possibilitaram ampliar os serviços à população que agora pode contar também com cirurgias de otorrino. Hoje temos uma estrutura completa com excelente assistência de ambulatório, emergência, enfermaria, CTI e centro cirúrgico. Este novo serviço era uma antiga demanda da população e dos profissionais”, afirma a secretária.

Cirurgias – Apenas esse ano, 296 crianças já foram operadas no novo Centro Cirúrgico do Getulinho, sendo que 23% são de outros municípios. A unidade realiza cirurgias eletivas nas especialidades de cirurgia pediátrica geral, ortopedia e cirurgia plástica. A nova emergência já realizou mais de 500 mil procedimentos.

O Centro Cirúrgico conta com três salas cirúrgicas, sala de anestesia, posto de enfermagem, quatro leitos de sala de recuperação pós-anestésicas (RPA), seis leitos de pós-operatório, sala administrativa e sala de estar da equipe. Já o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) possui dez leitos.

Diretor do hospital, Rodrigo Oliveira, destaca a importância da parceria com o HUAP e as melhorias após a reforma da estrutura da unidade.

“A primeira cirurgia de otorrino no Getulinho é mais um ganho da reestruturação do Getulinho iniciada em 2013, com a reabertura da emergência. Agora, com a nova estrutura do hospital e equipamentos de primeira linha estamos conseguindo progressivamente ampliar a oferta e qualificar o atendimento à população de Niterói. Importante dizer que este projeto é inovador também porque é a continuidade da parceria entre Prefeitura e a UFF, e nesta parceria os médicos residentes de otorrino do Huap somam esforços com a equipe de enfermagem e anestesista do Getulinho para ampliar o acesso destes procedimentos a população de Niterói”, destaca Rodrigo.

Encaminhamento – As cirurgias realizadas no Getulinho são eletivas, ou seja, procedimentos de baixa e média complexidade, onde se consegue escolher a melhor data para se realizar o procedimento, sem caráter de urgência ou emergência.

“A criança chega ao hospital, através da central de regulação, com suspeita de caso cirúrgico e logo é avaliada pelo cirurgião. Caso tenha indicação, é feita uma pré-consulta para que esteja apta a receber o procedimento. Realizada a intervenção, a criança recebe alta no mesmo dia. Dessa maneira conseguimos aumentar a dinâmica de cirurgias da unidade”, esclarece o diretor da unidade.

Hospital – Atualmente, além da emergência pediátrica, o hospital possui ambulatório com atendimento nas especialidades de ortopedia, cardiologia, odontologia, anemia falciforme, hematologia, nefrologia, pneumologia, otorrino, alergia, cirurgia plástica, neurologia e endocrinologia. Sua estrutura também conta com CTI e Centro Cirúrgico com 19 tipos diferentes de cirurgias eletivas.

A equipe é multiprofissional, composta por médicos pediatras, socorristas, intensivistas e especialistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, técnicos de aparelho gessado e de radiologia, lactaristas, além da equipe de apoio administrativo, ouvidoria, engenharia clínica, manutenção predial e serviços gerais. Os médicos especialistas que fazem o ambulatório, também são responsáveis pelo parecer dos pacientes internados na unidade. O hospital também realiza exames laboratoriais, ecocardiograma, radiologia, transfusão de sangue, ultrassonografia e eletrocardiograma.

A unidade oferece também o serviço de “Pedagogia Hospitalar” (profissionais que desenvolvem ações educacionais com crianças e adolescentes internados), além de grupos de voluntários e de “Contadores de Histórias”. O Getulinho conta também com o serviço de residência para alunos de medicina, assistência social e enfermagem da UFF.

A emergência do Getulinho foi fechada em 2011 e reaberta em janeiro de 2013, logo assim que a nova gestão assumiu a Prefeitura de Niterói. Em um primeiro momento, a assistência médica aconteceu em um hospital de campanha, que realizou 25 mil atendimentos em quase cinco meses. Depois, o atendimento passou para a emergência provisória, que realizou todos os serviços de urgência e emergência durante a construção da nova unidade.


Fonte: Prefeitura de Niterói











RESTAURAÇÃO FLORESTAL: Niterói fará plantio de 12 mil mudas de espécies da Mata Atlântica



Reflorestamento no Morro da Boa Vista. Foto Luciana Carneiro.


17/11/2017 – A Prefeitura de Niterói dá início, em dezembro, à reposição florestal para compensação ambiental pelas obras da Transoceânica. Ao todo, serão plantadas cerca de 12.500 mudas de Mata Atlântica, em 48 mil metros quadrados de áreas da Montanha da Viração, que integra o Parnit (Parque Municipal de Niterói - Unidade de Conservação de Proteção Integral).

A empresa que executará os serviços já foi anunciada, o contrato para execução do serviço, assinado, e em dezembro começa o plantio em áreas de Jurujuba e Charitas, na Zona Sua da cidade. Serão plantadas mudas de espécies como araçás, aroeiras e camboatá. A manutenção da área será feita por 4 anos após o plantio.

A expectativa é de que a recomposição florestal contribua para a diminuição dos riscos de propagação de incêndios florestais e promova o uso e ocupação do solo de forma adequada, evitando o crescimento urbano desordenado.

O secretário municipal de Meio Ambiente de Niterói, Eurico Toledo, explicou que, para escolha dos trechos de plantio, foi feito um estudo de todas as áreas do Parnit que foram impactadas com a obra. Ele ainda frisou que a reposição faz parte de uma série de iniciativas municipais ligadas à sustentabilidade.

“Esse replantio dá continuidade ao trabalho feito pela Prefeitura para compensação ambiental pelas intervenções feitas na cidade, e reafirma o compromisso da atual gestão com o meio ambiente”, pontuou.

A TransOceânica é um projeto de sustentabilidade urbana baseado no transporte coletivo que tem na sua concepção a redução no número de deslocamentos em transportes individuais e, consequentemente, a redução de emissão de carbono. A intervenção prevê uma série de cuidados com o meio ambiente durante a execução da obra e após a conclusão, sendo todos voltados para uma cidade mais sustentável.

Fonte: Prefeitura de Niterói








sábado, 18 de novembro de 2017

MATA ATLÂNTICA: Estado do Rio se aproxima da criação de nova unidade de conservação



Comentário:

Mais uma importante contribuição do deputado Carlos Minc​. A nova unidade de conservação protegerá o corredor ecológico que une o Parque Nacional da Serra dos Órgãos à Reserva Biológica do Tinguá. Todas essas áreas são importantes áreas de Mata Atlântica remanescentes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e seu entorno.

Axel Grael


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Estado do Rio se aproxima da criação de nova unidade de conservação

Proteção da Mata Atlântica pode ganhar um reforço com nova unidade de conservação. Foto: Bruno Aguiar/WikiParques



Nesta segunda-feira (13/11), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei nº 3.158/14, que cria o Refúgio de Vida Silvestre Estadual da Serra da Estrela. A nova unidade de conservação localizada entre os municípios de Duque de Caxias e Magé, na Baixada Fluminense, e Petrópolis, na Região Serrana, seria um importante reforço para conservação da Mata Atlântica no estado. Com 4.378 hectares, o Refúgio ajudaria também a criar um corredor entre outras duas unidades: o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) e a Reserva Biológica do Tinguá (RJ).

De acordo com informações da Alerj, o projeto recebeu duas emendas no plenário, a primeira com relação a manutenção e proteção das comunidades quilombolas presentes dentro do Refúgio, e a segunda para estabelecer que mudanças dos limites da unidade só poderão ser feitas através de projetos de lei. O texto da lei de criação do Refúgio, com adendo das emendas, ainda voltará para votação no plenário com a redação final. Depois disso, depende apenas da sanção do governador do Rio de Janeiro, Luiz Pezão, para ser oficializada.

Mapa com os limites iniciais propostos para unidade, quando a ideia ainda era criar um parque. Fonte: Alerj


A expectativa do autor da proposta, o deputado Carlos Minc, é de que o governador aprove o projeto, uma vez que o projeto foi amplamente discutido com a sociedade e com o próprio Governo do Estado. “Realizamos três audiências públicas na região e ouvimos as demandas da população local. A área de Mata Atlântica fluminense compreendida dentro do Refúgio precisa ser preservada por ter diversas espécies raras, ameaçadas e endêmicas”, justificou Minc.

A ideia inicial era criar um parque, mas a necessidade da regularização fundiária, um processo longo e custoso, desviou os esforços para outra categoria de unidade de conservação. Um Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) pode ser constituído por áreas particulares, desde que o proprietário compatibilize seu uso com os objetivos da unidade. Dentro dos limites propostos para a REVIS, além de áreas particulares, está uma propriedade da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), que também não precisará ser regularizada. A visitação pública é permitida em refúgios, assim como em parques.

Fonte: Wikiparques







Sarney Filho anuncia planos para biocombustíveis e recuperação florestal na COP do Clima



Ministro Sarney Filho durante discurso para o segmento de alto nível da COP.


Giovana Girardi

Em meio a críticas por internamente o País estar defendendo expansão dos subsídios a petróleo e gás, ministro destaca em sua fala a chefes de estados e ministros a queda do desmatamento e projetos para recuperação de 12 milhões de hectares e incentivo a bionergia


BONN – O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, se direcionou nesta quinta-feira, 16, à plenária de alto nível presente à Conferência do Clima da ONU, em Bonn, anunciando novos planos de ações do País para o combate às mudanças climáticas.

Um deles é o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), publicado na quarta-feira no Diário Oficial da União, que dá as diretrizes para a recuperação de 12 milhões de hectares. O outro é um projeto de lei que acaba de ser enviado ao Congresso estabelecendo uma nova política nacional de biocombustíveis, o RenovaBio.

O Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), publicado na quarta-feira no Diário Oficial da União, que dá as diretrizes para a recuperação de 12 milhões de hectares.

Este projeto deve ser detalhado em um outro evento no final do dia na conferência sobre a Plataforma Biofuturo, que reúne Brasil e mais 19 países em prol da bioenergia.

“Nosso desafio é promover, cada vez mais, o desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo, adaptar nossa sociedade e os meios produtivos a um cenário cada vez mais impactado pela mudança do clima”, disse Sarney Filho.


"ONGs brasileiras e internacionais" criticaram o Brasil "por, internamente, estar assumindo uma posição diferente da apresentada em Bonn".


O pronunciamento do ministro se deu um dia após o País ser criticado por ONGs brasileiras e internacionais por, internamente, estar assumindo uma posição diferente da apresentada em Bonn. As organizações se referem à Medida Provisória 795 que tramita no Congresso com o objetivo de conceder mais subsídios à indústria de petróleo e gás, o que rendeu ao Brasil o irônico prêmio “Fóssil do Dia”.

Essa MP tem uma previsão de representar, ao longo de 25 anos, uma renúncia fiscal que pode chegar a R$ 1 trilhão. O Renovabio, por outro lado, não traz uma previsão clara de investimentos ou subsídios.


Medida Provisória 795 que tramita no Congresso com o objetivo de conceder mais subsídios à indústria de petróleo e gás (...) tem uma previsão de representar, ao longo de 25 anos, uma renúncia fiscal que pode chegar a R$ 1 trilhão.

Sarney Filho não se pronunciou hoje em seu discurso sobre a MP, nem ontem sobre o prêmio, mas já tinha dito achar a MP um “absurdo completo”. Ele destacou a queda recente de 16% na taxa de desmatamento da Amazônia e de 28% no corte dentro de unidades de conservação e lembrou a meta brasileira junto ao Acordo de Paris. Também reafirmou que o Brasil é candidato a ser sede da conferência de 2019.

“Vamos atingir e, se possível, superar essas metas, sem abrir mão da geração de empregos, do aumento da produtividade e da retomada do crescimento econômico. As áreas prioritárias para nossa ação são a agropecuária sustentável, as energias renováveis e o combate ao desmatamento. Em cada setor, temos ações específicas que abrem novas oportunidades de negócios e de investimentos de longo prazo, em linha com o objetivo traçado”, afirmou.

Ao contrário do ano passado, na conferência de Marrakesh, em que Sarney disse que o Brasil poderia fazer pelo clima se tivesse apoio financeiro e pediu ajuda internacional para cumprir a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada – jargão para as metas do Acordo de Paris), neste ano ele foi mais sutil.

“Nossa extensa pauta de ações, cuja implementação é fundamental para a agenda climática global, precisa de “investimentos verdes”, com oportunidades para a mobilização de recursos de todas as fontes, para criar o modelo de desenvolvimento que almejamos e de que necessitamos nas próximas décadas”, declarou ao final de seu discurso.

* A repórter viaja como bolsista do fellowship Climate Change Media Partnership




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Calçadão de Piratininga: atrás de uma solução definitiva




Resultado do estudo deverá ser apresentado em 2018. Foto: Marcelo Feitosa



Niterói se prepara para definir projetos de revitalização do calçadão da Praia de Piratininga, destruído pelo mar

A Prefeitura de Niterói vai dar início ao estudo de modelagem da orla para a revitalização do calçadão da Praia de Piratininga, na Região Oceânica da cidade. O levantamento estudará a dinâmica de correntes e ondas, a topografia, o ecossistema e fará simulação dos impactos da orla de Piratininga. A previsão é de que o resultado do estudo seja apresentado em 2018.

Há mais de 20 anos, o trecho da Região Oceânica sofre com destruição em função das ressacas marítimas. O Executivo se prepara para elaborar uma solução definitiva para o antigo problema, sem abrir possibilidade de que futuras intervenções voltem a ser destruídas, como aconteceu em períodos anteriores. O objetivo do estudo, que fará a modelagem matemática da orla para posterior detalhamento do projeto, é simular o comportamento da praia provocado por determinados tipos de intervenções.

O secretário Executivo de Niterói, Axel Grael, explicou que a estrutura antiga do calçadão, com paredes verticais, era muito vulnerável, uma vez que não dissipava a força das ondas. Ele lembrou que as intervenções serão feitas em etapas.

“Está sendo feito um primeiro levantamento sobre a orla, e a partir dele será feito um comparativo entre alternativas tecnológicas para solução do problema. Importante dizer que esse processo tem que ser feito com responsabilidade, sem margem para erro”, ressaltou.

A partir do resultado desses estudos, será definido se é o caso de fazer, por exemplo, o recife artificial e, caso seja, que tipo, posição e distância deverá ter da praia. Outra opção de intervenção é o engordamento artificial da praia. O levantamento orientará, ainda, a reconstrução do calçadão e mostrará se o alinhamento dele precisa ser recuado. O projeto apresentado anteriormente para o calçadão ainda não está descartado, e será validado ou não pela modelagem.

Fonte: O Fluminense







GESTÃO RESPONSÁVEL: Prefeitura de Niterói quer poupar 30% dos royalties






Cidade recebe 2ª maior receita e já arrecadou mais de R$ 476 milhões este ano

A Prefeitura de Niterói vai criar uma reserva de receitas e um fundo de investimento que receberão, juntos, 30% dos recursos provenientes dos royalties e participações especiais do município. O objetivo é reservar parte dos recursos para imprevistos fiscais futuros e viabilizar investimentos para promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável. A proposta de lei está em fase final de elaboração e será enviada para a Câmara dos Vereadores em breve.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Maricá recebe 49% dos royalties relativos ao Campo de Lula, Niterói recebe 43% e a cidade do Rio, 8%. A cidade recebeu de janeiro a outubro deste ano R$ 476.406.220,04 milhões em royalties e participações especiais, 58% a mais do que a arrecadação com esses recursos durante o ano passado inteiro.

O prefeito Rodrigo Neves destaca que, a partir de 2018, o Município terá uma oportunidade histórica com a ampliação das receitas de royalties que, entretanto, são finitas e extraordinárias. A cidade vem obtendo uma crescente arrecadação de royalties desde 2014 e, atualmente, é o segundo município do Estado com maior volume de royalties, apenas atrás de Maricá. A principal razão para isso é a exploração do campo de Lula, localizado na Bacia de Santos, a aproximadamente 230km da costa do município.

“Temos que aprender com os erros de várias cidades do Brasil e do próprio Governo do Estado. Estamos estudando ao longo dos últimos meses modelos internacionais bem-sucedidos para construirmos uma boa referência de aplicação desses recursos”, explica Rodrigo.

O prefeito revela que a Reserva de Equalização da Receita receberá 10% das receitas extraordinárias de royalties para minimizar problemas decorrentes da queda de repasses de recursos do petróleo, permitindo que Niterói possa manter crescimento constante e estabilização de receitas fiscais no médio e longo prazo.


Fonte: O Fluminense











Campeonato de Downhill no Parque da Cidade (PARNIT)



Esportistas dedicaram o sábado para treinos nas trilhas do Parque da Cidade. Foto: Marcelo Feitosa



Lislane Rottas

Dia de treinamento para o Campeonato Carioca de Downhill

O sábado foi de treino no Parque da Cidade, em São Francisco, para os atletas que vão competir para a primeira Copa Niteroiense e para a quinta e última etapa do Campeonato Carioca de Downhill, que acontecem juntos hoje, a partir de 10 horas, com a participação de mais de 200 atletas, entre eles 40 niteroienses.

De acordo com o vice-presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro, Robert Sgarbi, a intenção é dar continuidade ao evento.

“Estamos realizando a primeira Copa Niteroiense e a nossa vontade é que seja a primeira de muitas. O Parque da Cidade é perfeito para esse tipo de evento. O local é fantástico, temos inúmeras trilhas, com atenção especial para a de mountain bike, que é a Waimea, onde o campeonato acontece. Temos atletas de vários estados que disputam em 12 diferentes categorias: Elite Masculino, Elite Feminino, Sub-30, Júnior, Juvenil, Infantojuvenil, Master A1, A2, B, C, Rígida e Enduro”, mencionou.




A competição de mountain bike ocorre por meio de ranking de pontuação nas etapas. Em Niterói, serão 1.200 metros em percurso de obstáculos naturais e alguns artificiais para aumentar a emoção durante o caminho, tanto do atleta, quanto do público que assiste. No local de provas, o estacionamento estará interditado.

O estudante Alexandre Gomes, de 18 anos, vai competir na categoria Júnior. Ele esteve no sábado no treino e disse que espera conseguir um bom resultado.

“Sou de Niterói e conheço essa pista. Estou com uma grande expectativa e, quem sabe, um pódio”, afirmou o atleta.

Competindo na categoria Master, o carioca Marcelo Gomes, de 36 anos, elogiou as condições da pista.

“Mesmo não sendo de Niterói, conheço essa pista. Sábado, no treino, ela estava seca e espero que continue assim. Vou tentar também um pódio”, afirmou o esportista.

Fonte: O Fluminense









ESFORÇO DE NITERÓI PELA LIMPEZA URBANA: garis são obrigados a usar rapel para limpeza de encostas



COMENTÁRIO AXEL GRAEL:

Em agosto de 2017, a cidade de Niterói foi anunciada como a segunda melhor em serviços de coleta e destinação de lixo no país, de acordo com o Ranking da Limpeza Urbana (Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana - ISLU), publicado pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur). Niterói foi superada apenas pela cidade paranaense de Maringá.

A segunda posição nacional reflete o esforço da Prefeitura de Niterói em oferecer o melhor serviço possível aos moradores. Um dos destaques da cidade, é a ampla oferta de serviços de coleta de lixo domiciliar, que alcança todos os bairros, mesmo aqueles de mais difícil acesso.

Veja os horários de coleta em cada bairro, de acordo com o site da CLIN:

Diária noturna a partir de 20:00
Centro, Charitas,Ponta D'areia, São Lourenço, Fátima, Morro do Estado, São Domingos, Ingá, Boa Viagem, Gragoatá, Icaraí, Santa Rosa, Pé Pequeno, Vital Brazil, Ilha da Conceição, Jurujuba, Alameda São Boaventura.
Segunda/Quarta/Sexta de 7:00 às 15:00
São Francisco, Cachoeiras, Maceió, Viradouro, Ititioca, Largo da Batalha, Badu, Cantagalo, Cafubá, Piratininga, Jacaré, Camboinhas, Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato.
Terça/Quinta/Sábado de 7:00 às 15:00
Barreto, Engenhoca, Santana, Tenente Jardim, Fonseca, Cubango, Viçoso Jardim, Caramujo, Baldeador, Santa Bárbara, Sapê, Matapaca, Vila Progresso, Rio D'ouro, Várzea das Moças.

O que queremos afirmar é que, mesmo sabendo que estamos longe de ter um serviço perfeito, mas é o segundo melhor do país. Não há justificativa, portanto, para que o lixo seja jogado por alguns moradores em locais impróprios, como vias públicas, encostas, rios etc.

O trabalho dos funcionários da CLIN, que levam a limpeza da cidade até aos locais em que precisam faze-lo arriscando-se de rapel, comprova a dedicação e o esforço da equipe. O problema é que o esforço destes profissionais não é reconhecido por certas pessoas que voltam a jogar lixo no mesmo local.

A Clin também desenvolve campanhas de conscientização nas comunidades para promover a disposição adequada do lixo e o respeito aos horários de coleta de lixo em cada bairro. O problema do lixo também tem sido abordado com insistência nas escolas, nas iniciativas de educação ambiental da Prefeitura, em iniciativas voluntárias de limpeza de praias e nas atividades cotidianas do Projeto Grael.

É importante lembrar que o acúmulo de lixo permite a proliferação de vetores de doenças, como ratos, baratas etc. Também, o lixo é considerado pela Defesa Civil de Niterói como a principal causa de incêndios em vegetação: a prática de queimar o lixo acaba fazendo com que o fogo se alastre para a vegetação, destruindo florestas e áreas protegidas da cidade. O lixo descartado irregularmente também acaba sendo carreado para os rios e, consequentemente para a Baía de Guanabara, com sérios impactos à vida marinha e à qualidade das nossas praias.

Portanto, que a imagem do gari da Clin pendurado em rapel para limpar ajude a reflexão sobre a necessidade de um maior cuidado com a qualidade ambiental da nossa cidade.

Axel Grael





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Clin: rapel na limpeza de encostas

Somente em 2017, a equipe já atuou em aproximadamente 100 pontos de encostas, retirando mais de 495 toneladas de lixo. Foto: Leonardo Simplício / Prefeitura de Niterói.



Ação realizada no Bairro de Fátima retirou três toneladas de entulho em apenas dois dias de trabalho

Uma equipe da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), especializada em técnicas de rapel, vem realizando trabalho preventivo nas encostas da cidade. A última ação aconteceu na comunidade Pé Pequeno, no Bairro de Fátima. Em dois dias de trabalho, o grupo removeu mais de três toneladas de entulhos do local. Além dos resíduos habituais, foram encontrados móveis, geladeiras, fogões e eletrodomésticos em geral.

Somente este ano, a equipe já atuou em aproximadamente 100 pontos de encostas, retirando mais de 495 toneladas de lixo. Além da limpeza de resíduos descartados irregularmente nas encostas, os profissionais realizam serviços de capina e roçadeira.

“A limpeza periódica desses locais é importante para evitar, principalmente, que em épocas de chuva, a encosta deslize causando acidentes. Nós atuamos em toda a cidade e os funcionários da Clin, além de realizarem a limpeza, promovem, frequentemente, ações educativas com o intuito de orientar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos e os danos que o despejo irregular causam”, diz o responsável pela equipe, Washington Maia Gouveia.

O rapel foi instituído na Clin como ação preventiva. Considerada de risco, a atividade é feita com segurança pelos garis que, a cada dois anos, recebem uma atualização do curso de rapel oferecido pelo Corpo de Bombeiros, em parceria com a Prefeitura de Niterói. Os materiais usados pela equipe na limpeza das encostas passam por inspeção periódica e os funcionários utilizam todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para a ação.

Fonte: O Fluminense



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FLORESTAS: Brasil lança Planaveg na Conferência do Clima





Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa foi publicado nesta quinta (16/11), no Diário Oficial da União. Tema foi destaque em Bonn.

WALESKA BARBOSA*

O Brasil está mais perto de conseguir recuperar a vegetação nativa do país. Em seu discurso na plenária da COP 23, nesta quinta-feira (16/11), em Bonn, na Alemanha, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou a publicação no Diário Oficial da União, da portaria interministerial nº 230 de 14 de novembro de 2017, que estabelece o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). O tema vegetação nativa ocupou boa parte da programação desta manhã no Espaço Brasil, área montada pelo governo federal para divulgar a política ambiental brasileira na 23ª Conferência do Clima.

Acesse o Planaveg

O objetivo do plano é ampliar e fortalecer as políticas públicas, incentivos financeiros, mercados, boas práticas agropecuárias e outras medidas necessárias para a recuperação da vegetação nativa de, pelo menos, 12 milhões de hectares até 2030, em áreas degradadas com baixa produtividade e, principalmente, em áreas de preservação permanente (APP) e de Reserva Legal (RL), onde estimativas apontam um déficit de cerca de 21 milhões de hectares em vegetação nativa.

Sarney Filho classificou a publicação como mais uma boa notícia que o governo federal tem a oportunidade de divulgar durante as discussões na 23ª Conferência das Partes (COP 23), que reúne os países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

"É um plano ousado, muito bom e muito elogiado por toda a sociedade civil e empresários do setor madeireiro e visa que se consiga replantar mais de 10 milhões de hectares de vegetação nativa", afirmou.

Para o secretário de Mudança do Clima e Florestas do ministério, Everton Lucero, com o Planaveg a pasta de Meio Ambiente avança em uma área essencial para o cumprimento dos compromissos brasileiros sob o Acordo de Paris na promoção da recuperação da vegetação nativa. "No âmbito da Comissão Nacional para Recuperação Nativa (Conaveg), vamos articular soluções de modo participativo e transparente para assegurar a implementação do plano", disse.

COORDENAÇÃO

A portaria está assinada pelos ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Educação, José Mendonça Bezerra Filho. De acordo com o documento, a implementação, o monitoramento e a avaliação do Planaveg serão coordenados pela Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa (Conaveg).

O texto também especifica que o Planaveg poderá contar com recursos financeiros do Orçamento Geral da União, bem como buscar apoio de instituições financeiras nacionais e fundos públicos, acordos governamentais de cooperação internacional e acordos com setor privado e fundações privadas.

ESPECIALISTAS

O Planaveg é o principal instrumento de implementação da Política Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg), instituída por meio do Decreto nº 8.972, de 23 de janeiro de 2017.

Sua elaboração foi coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente com o auxílio de uma rede de especialistas e foi discutida por meio de oficinas de trabalho e de consulta pública com contribuições de cidadãos, instituições de pesquisa e órgãos governamentais.

O plano está baseado em oito iniciativas que englobam ações de sensibilização, de promoção da cadeia produtiva da recuperação, de desenvolvimento de mercados para a geração de receitas a partir da recuperação, da coordenação da atuação interinstitucional, do desenvolvimento de mecanismos financeiros, ações de extensão rural, do planejamento espacial e monitoramento e da pesquisa e inovação para reduzir custos e melhorar a eficiência de ações de recuperação da vegetação nativa.

* Colaborou Lucas Tolentino, de Bonn (Alemanha).

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Fonte: MMA












VOLVO OCEAN RACE: Perto do Rio de Janeiro, Martine Grael dá entrevista em português a bordo do AkzoNobel





Um vídeo com entrevista da velejadora brasileira Martine Grael, medalha de ouro na Rio 2016, que em novo desafio, participa da tripulação do barco Team AkzoNobel na Volvo Ocean Race, a regata de volta ao mundo. Martine mais uma vez desbrava caminhos: é a primeira brasileira a participar da mais importante regara de volta ao mundo.

Os barcos da VOR disputam agora a segunda perna da regata, de Lisboa a Cidade do Cabo, na África do Sul. Falando em português, Martine diz que a melhor rota a trouxe para perto da sua casa, o que aumentou muito a saudade de Niterói.




A regata está em um momento crítico. Após duas semanas buscando as latitudes mais ao sul e se aproximando da costa do Brasil, para se beneficiar dos ventos alísios que supram do norte, agora os navegadores tentam achar a hora certa de mudar o rumo para o leste, em direção à África.

Para tomar a decisão, as atenções estão no comportamento das áreas de alta e baixa pressão. O mapa acima mostra a posição dos barcos e as condições meteorológicas atuais no Atlântico Sul. Agora, é preciso desvendar os segredos dos ventos para vencer a regata.

Martine, estamos todos confiantes aqui na torcida. Força!!!

Axel Grael



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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Perto do Rio de Janeiro, Martine Grael conta as estratégias para vencer etapa



Martine está pertinho e liderando: É o mais perto que ela estará da sua casa em Niterói até que a regata chegue a Itajaí. Força Martine!!!



Brasileira campeã olímpica integra o team AkzoNobel, líder provisório da segunda perna da Volvo Ocean Race.

Campeã olímpica na Rio 2016, Martine Grael encara outra importante competição mundial, a Volvo Ocean Race. Integrante do team AkzoNobel, a atleta disputa a segunda etapa da regata de volta ao mundo, entre Lisboa, em Portugal, e Cidade do Cabo, na África do Sul. E o percurso pelo Atlântico oferece a opção às equipes de passar perto da costa brasileira. O AkzoNobel segue na liderança da perna na manhã desta sexta-feira (17) após mais de 60% do percurso percorrido.

''Depois dos Jogos do Rio, estou velejando em águas muito parecidas como esta, porque são as mesmas ondas que a gente pega na costa do Rio, e lá eu era total experiente na minha classe (49er FX) e aqui estou como principiante. Aqui é uma mudança bem grande, mas eu estou aproveitando bastante, principalmente essas águas mais tranquilas, porque tem bastante pela frente'', disse Martine Grael. ''Nós estamos em uma altitude próxima ao Rio (Niterói), onde eu moro, e sinto saudade de casa, porque estou muito tempo fora, então as vezes no barco eu ponho um pouco de música para lembrar um pouco de casa''.

O equilíbrio da etapa é evidente pela posição dos sete barcos. A diferença do primeiro colocado para o último até o momento é pequena (menos de 150 quilômetros), levando em consideração as opções pelo Atlântico.

''Os barcos não funcionam como se estivéssemos caminhando, então uma linha reta de A à B não é o caminho mais curto, porque tem sistemas de alta pressão e baixas pressões então a gente vai na rota que tem mais vento e isso nos leva para perto do Brasil''.

A segunda etapa terá um contorno da Ilha de Santa Helena, já nos chamados mares do sul. E por isso os barcos se estudam para se aproximar do destino final em vantagem. O primeiro a tentar fazer esse jibe explicado abaixo por Martine Grael foi o Team Brunel.

''Agora vai ter um jibe, que é quando a gente começa a pegar uns ventos do sul onde todas as frentes frias passam e levam até a África do Sul. Quem se posicionar melhor nesse jibe vai ter uma mudança de posição, então estamos tentando ir o mais rápido possível em direção ao sul para pegar essa mudança antes''.

Martine Grael recordou um dos momentos mais especiais para a atleta na Volvo Ocean Race, o batismo após a passagem pela Linha do Equador. Como manda a tradição, todos os novatos passam por um ritual a bordo.

''Netuno veio nos visitar, a gente tomou um pouco de peixe na cabeça, e tem comida que está na minha cabeça provavelmente, mas foi bom para tomar um banho na proa, dar uma lavada também, porque 20 dias nesse barco sem tomar banho, as vezes é dose''.

Na teoria, as equipes mais próximas da costa brasileira - Dongfeng Race Team, MAPFRE, Team Brunel e Vestas 11th Hour Racing - provavelmente pegarão os ventos mais fortes a partir de agora. Os barcos devem terminar a etapa até o dia 24 de novembro.


Fonte: Volvo Ocean Race
















SEMANA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA: Oficina de Programação e Instrumentação para monitoramento ambiental



Semana de Ciência e Tecnologia do Projeto Grael

O Projeto Grael mais uma vez contou com uma excelente parceria com a Universidade Federal Fluminense - UFF para aproveitar a Semana de Ciência e Tecnologia para oferecer para os nossos alunos mais oportunidades de aprender e, quem sabe, motiva-los para profissões.

Uma dessas parcerias foi com o LAMMOC-UFF, que nos ofereceu demonstrações de equipamentos para o monitoramento ambiental.

Olhe bem nas carinhas da garotada nas fotos abaixo e adivinhe se eles estavam gostando.








Oficina de Programação e Instrumentação com Arduino - Sensores para Monitoramento Ambiental UFF - LAMMOC

Colaboradores:

Engª. Thaís Gimarães - UFF
Thayane Caroline Santos Gomes - UFF
Natalia Bertagna Peixoto Barbosa - UFF
Pedro Rubens Moraes Guimarães - UFF
Juliana Moreira Ferreira - UFF
Joana Mayer Coutada - UFF
Ana Nogueira Alt - UFF
Luiza Silva Porto de Souza - UFF
Marianne Fernandes Bruno - UFF
Juliana alves vieira martins - UFF
João Victor Malheiros Vidal da Vinha - UFF









PROJETO GRAEL E ERSOL CAPACITAM EM ENERGIA SOLAR







Fotos Vladimir Avellar

Parceria Projeto Grael e ERSol - Energias Renováveis e Sustentabilidade

O Projeto Grael e a empresa niteroiense ERSOL, especializada em energia solar, firmaram uma parceria para o treinamento de alunos do Projeto Grael em instalações de sistemas fotovoltaicos.

É a nossa garotada aprendendo e se capacitando para entrar no mercado de trabalho sintonizados com as novas tecnologias e com a economia e a cidade do futuro.
Fica aqui o nosso agradecimento aos parceiros da ERSOL e que encontrem sempre muita luz para gerar energia sustentável para Niterói e que sigam sempre em frente no belo trabalho de responsabilidade social.

Axel Grael