terça-feira, 28 de novembro de 2017

PORTO DE NITERÓI: Dragagem do canal de São Lourenço entra em fase de estudos





Análise para permitir liberação do Inea e o início das obras do Governo Federal deverá terminar apenas em agosto de 2018

O resultado do procedimento licitatório para realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e Assessoria Técnica para Licenciamento Ambiental para obras de dragagem do canal de São Lourenço, em Niterói foi publicado nesta terça-feira (28) no Diário Oficial do Município. Através do estudo, no valor de R$ 599.856,00, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), poderá liberar a obra do Governo Federal. A empresa escolhida terá prazo de nove meses para concluir o trabalho.

Segundo a Prefeitura de Niterói, a dragagem do canal de São Lourenço é estratégica para a Indústria Naval de Niterói, uma vez que permitirá a passagem de grandes embarcações para os estaleiros da cidade. O pedido para a obtenção da licença ambiental foi feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) ao Inea, e a prefeitura está acelerando o processo, que se trata de uma ação federal. O estudo que será elaborado é necessário para análise de viabilidade ambiental das obras de dragagem no canal de São Lourenço.

Dentro dos próximos dias, representantes da Prefeitura se reúnem com a empresa selecionada para alinhar a data de início do estudo. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Indústria Naval, Luiz Paulino, explicou que empresários da região iniciaram o processo fazendo em suas entradas uma parte da dragagem. Ele ainda pontuou que existe uma verba do Ministério dos Portos, referente à área de fundeio, que poderá ser usada pelo governo federal após a liberação do Inea da licença ambiental.

“Nossa intenção é que o estudo seja finalizado o mais rápido possível, seguindo todas as exigências do Inea. No futuro a dragagem vai melhorar, primeiramente, a qualidade da água, vai trazer benefícios para a qualidade ambiental da cidade. Ainda vai trazer incremento para o setor naval, que vem sofrendo muito com o momento econômico do país. Queremos também estimular a atividade pesqueira na região”, detalhou o secretário.

A obra de dragagem, posterior ao estudo, permitirá que os estaleiros que estiveram voltados à construção nos últimos anos, atuem também no reparo e manutenção de grandes embarcações, gerando novos negócios e garantindo empregos. O Porto de Niterói está a pouco mais de 100 quilômetros da rota dos navios e embarcações que irão atuar diretamente na prospecção do pré-sal, sendo estratégico para a logística nesta área. Hoje, a profundidade de 7,5 metros do canal faz com que o Porto de Niterói deixe de receber encomendas tanto de reparos quanto de construção de embarcações.

Fonte: O Fluminense


 




VLT DE NITERÓI: agência francesa realizará estudo de viabilidade



Acordo foi assinado pelo prefeito Rodrigo Neves e pelo gerente de projetos da AFD, Guillermo Madrid. Foto: Divulgação


Prefeitura de Niterói fecha acordo e financiamento será feito pela empresa, sem a necessidade de gastos por parte do Executivo

A Prefeitura de Niterói fechou na segunda-feira (27) um acordo de cooperação com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para um estudo de viabilidade visando a implantação de uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e melhorias na mobilidade urbana. Os cerca de R$ 500 mil necessários para o estudo serão totalmente financiados pela AFD, sem a necessidade de gastos por parte da Prefeitura de Niterói.

O acordo foi assinado pelo prefeito Rodrigo Neves e pelo gerente de projetos da AFD, Guillermo Madrid. A diretora responsável pela equipe de projetos de transportes da AFD, Priscille de Coninck, veio da França exclusivamente para participar da solenidade. Os secretários municipais Axel Grael (Secretaria Executiva) e Renato Barandier (Urbanismo e Mobilidade) também acompanharam a assinatura do acordo.

O estudo de viabilidade será desenvolvido nos próximos meses e estará concluído no segundo semestre de 2018. Rodrigo Neves explica que o VLT é um projeto muito complexo e de longo prazo, mas conta que pretende, até o fim de seu mandato, concluir o estudo de viabilidade e o projeto técnico.

“Nos últimos anos, tiramos obras e projetos importantes do papel, como a conclusão do mergulhão da Marquês do Paraná, o mergulhão da Praça Renascença, o Túnel Charitas-Cafubá, a implantação de 40 quilômetros de ciclovias, o bicicletário, entre outras iniciativas. Para além dos investimentos em infraestrutura urbana, acredito que seja necessário cada vez mais melhorar a qualidade do transporte público e apostar numa mobilidade mais saudável com a ampliação da malha cicloviária. Não é possível mais sustentar a mobilidade das cidades como Niterói priorizando o transporte individual”, disse o prefeito.

O secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier, destacou que o VLT é um meio de transporte com grande potencial de requalificação urbana. “Cidades europeias que implantaram o VLT tiveram vantagens que vão além da mobilidade urbana. Tiveram ganhos com a revitalização de centros históricos degradados, com a requalificação de vias, com melhorias da condição urbana e da qualidade de vida das pessoas, incluindo aquelas que não utilizam diretamente esse transporte”, disse o secretário.

Priscille de Coninck disse que a AFD está financiando o estudo de viabilidade do VLT porque Niterói tem se destacado nos seus projetos de mobilidade urbana e na busca pelo desenvolvimento sustentável. “A AFD acompanha a trajetórias de cidades em desenvolvimento e procura ajudar sempre que possível. Grandes cidades metropolitanas, como Niterói, têm um impacto significativo sobre o clima. Escolhemos Niterói para ajudarmos nos projetos de mobilidade por causa do dinamismo municipal e porque a cidade estava com esse projeto de mobilidade. Através dele, Niterói poderá promover uma importante requalificação urbana”, disse.
Fonte: O Fluminense



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CULTURA EM NITERÓI: Exposição faz homenagem à Janete Costa





O Museu Janete Costa de Arte Popular vai fazer uma homenagem a sua patrona com a exposição “Caminhando com Janete”. A mostra será aberta no dia 29 de novembro, quarta-feira, às 19h, e traz uma releitura do trabalho “Viva o Povo Brasileiro”, exposto com sucesso durante a Eco 92.

Com a curadoria do colecionador Jorge Mendes, “Caminhando com Janete” vai reunir 248 obras de 115 artistas populares de todo o país. A exposição vai reverenciar ainda o Estado de Pernambuco e seus mestres da arte popular, que terão uma área exclusiva para expor e vender suas peças.

Niteroiense por adoção, Janete Costa empresta seu nome ao museu localizado no bairro da Boa Viagem e escolheu Niterói para viver. A arquiteta dedicou sua longa caminhada a valorizar a arte popular brasileira.




Jorge Mendes conta que seu primeiro contato com o trabalho da arquiteta foi em 1992, no MAM - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. “O impacto causado pelas obras apresentadas me despertou um desejo enorme de conhecer melhor os artistas ali representados. 25 anos depois, tenho a oportunidade de montar uma exposição em homenagem a essa mulher de vanguarda, que dedicou seu ofício a valorizar a arte do povo brasileiro”, ressalta Mendes.

A homenagem começa por Pernambuco, terra natal na homenageada, que nasceu em Garanhuns, cidade do agreste. A mostra traz uma caminhada pela arquitetura do local, com suas feiras, interiores, seus artistas, festas, poetas e cantadores. Tudo que despertava o olhar atento para o belo, no decorrer da formação da grande arquiteta.

Para ilustrar essa jornada, revela-se uma linha do tempo em que, caminhando com Janete, o público pode vivenciar a união entre erudito e popular sem preconceitos, e suas interferências, sem ferir sua trajetória.

Jorge conta que não poderia faltar a releitura da exposição “Viva o Povo Brasileiro”. Para isso, optou por reunir os artistas que fizeram parte daquela exposição histórica. Alguns, grandes revelações de Janete e outros que estiveram presentes em seus projetos. As obras fazem parte da coleção do próprio curador com Jorge Guedes e da galeria Pé de Boi.

Além das esculturas, a exposição reúne xilogravuras e matrizes de diversos artistas, principalmente os citados por Lélia Coelho Frota, no livro “Pequeno Dicionário de Arte do Povo Brasileiro”. A cenografia da exposição visa valorizar os espaços do museu, revelando a bela arquitetura interior projetada por Mário Costa Santos, filho de Janete.


 






VLT DE NITERÓI: Parceria com a AFD para Estudo de Viabilidade tem início













Ontem, me reuni com o prefeito Rodrigo Neves, com o secretário Municipal de Urbanismo e Mobilidade Renato Barandier e a Agência Francesa de Desenvolvimento para uma reunião de "kick-off" (reunião de inicio) para o Estudo de Viabilidade do Sistema de Transporte de Média Capacidade de Niterói, a ser desenvolvido pela empresa EGIS, com conclusão prevista para o final do primeiro semestre de 2018.

A implantação do VLT em Niterói não é uma medida de curto prazo. Os estudos que se iniciam agora são o primeiro passo de um processo de planejamento que incluirá ainda etapas como a avaliação das alternativas tecnológicas, a viabilidade técnica e econômica, a modelagem do projeto, o projeto executivo e, posteriormente, a contratação das obras, dos serviços ou da Parceria Público Privada.

A parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento - AFD é fundamental para o desenvolvimento dos trabalhos que serão iniciados. A parceria com a AFD permitiu a obtenção dos recursos, a fundo perdido para o Município nesta fase, para viabilizar os estudos de viabilidade.

A responsabilidade pela coordenação geral do projeto no âmbito do governo municipal, que inclui os contatos e relacionamento com a AFD, são do Escritório de Gestão de Projetos (EGP), vinculado à Secretaria Executiva da Prefeitura (SEXEC). A coordenação técnica é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade (SMU).

Por solicitação do prefeito Rodrigo Neves, estamos construindo esta nova opção para a modernização da mobilidade de Niterói, trazendo opções mais eficientes, mais seguras, mais sustentáveis e melhor integradas dentro de uma lógica multimodal com as necessidades de deslocamento da população na cidade e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

AVANÇOS NA ÁREA DA MOBILIDADE EM NITERÓI

Desde o início da gestão do prefeito Rodrigo Neves, temos atuado na viabilização destes projetos, anteriormente como vice-prefeito e agora como secretário executivo.
  • TRANSOCEÂNICA: Ainda em 2012, antes mesmo de tomar posse, conseguimos garantir os recursos para implantar a TransOceânica. Após gerenciar todo a tramitação do projeto junto ao PAC da Mobilidade, do Governo Federal, os recursos para a obra foram autorizados em evento de assinatura do contrato realizado em novembro de 2013, com a presença da ministra do Planejamento Miriam Belchior. O Túnel Charitas Cafubá já foi inaugurado e a implantação do corredor viário para o BHS está bem avançado e a obra se aproxima agora da sua conclusão. Em dezembro as principais obras viárias estarão concluídas e o sistema do BHS estará em operação no primeiro semestre de 2018.
  • NITERÓI DE BICICLETA: o programa é coordenado pela Secretaria Executiva e Niterói já conta com cerca de 40km (antes do início do Niterói de Bicicleta, em 2013, eram 18 km de ciclofaixas) de infraestrutura cicloviária e novos investimentos estão sendo planejados, com prioridade para a Região Norte da cidade. Além disso, serão implantados mais 60 km de ciclovias na Região Oceânica com recursos do Programa Região Oceânica Sustentável - PRO-SUSTENTÁVEL, captados pela Prefeitura através do EGP junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF. A implantação da infraestrutura tem se revertido no aumento de usuários de bicicletas. Do início da operação da ciclovia da Avenida Roberto Silveira até 2016 o aumento de ciclistas foi de 67%. Na ciclovia da Avenida Amaral Peixoto, contagens realizadas em abril de 2015 chegaram ao número de 60 ciclistas/hora (horário de pico). A mesma contagem em outubro de 2017 constatou 260/hora. A inauguração do Bicicletário da Praça Arariboia também foi um grande estímulo. Uma pesquisa constatou que 36,1% dos usuários do bicicletário passou a usar a bicicleta após poder contar com aquele equipamento.
  • PLANO DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL: PMUS: está sendo realizado pela SMU e contará com recursos captados a fundo perdido junto à CAF, como parte da negociação do PRO-SUSTENTAVEL. 
  • CENTRO DE CONTROLE OPERACIONAL DO TRÂNSITO DE NITERÓI - CCO MOBILIDADE: está sendo implantado pela Prefeitura como parte do PRODUIS, programa financiado pelo BID, com recursos captados pelo EGP. Serão implantados 10 Controles de Tráfego de Área (CTA), para operar a sinalização semafórica da cidade de forma a dar mais fluidez no trânsito e ao mesmo tempo desestimular o excesso de velocidade. o CCO Mobilidade foi reconhecido pelo jornal Le Monde como um dos melhores sistemas do mundo.
  • PAVIMENTAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO DE VIAS: a Prefeitura de Niterói desenvolve o maior programa de pavimentação e requalificação de vias de sua história, já tendo pavimentados ruas de quase bairros inteiros, como é o caso de Piratininga, Bairro Peixoto, Cafubá e Fazendinha (todos na Região Oceânica), além de ações de recapeamento de ruas por toda a cidade. 

No encontro com os técnicos da AFD e da EGIS, o prefeito Rodrigo Neves lembrou de cada uma destas obras, além da importância da conclusão do mergulhão da Marquês do Paraná, o mergulhão da Praça Renascença. Destacou também o passivo de planejamento que a cidade tinha que está sendo revertido com o novo Plano Diretor que está em fase final de debate no Legislativo Municipal, com o PMUS que está em elaboração, assim como o Plano Municipal de Saneamento que terá início em breve e o Programa Niterói Mais Verde que está implantando uma rede de áreas protegidas na cidade que já cobre 50% do seu território.

Todas as iniciativas de mobilidade da cidade estão sendo articuladas no PMUS e, certamente, a implantação futura do VLT terá um importante papel no modelo de mobilidade de Niterói, cada vez menos dependente do transporte individual por automóvel, que cidades do mundo todo procuram controlar ou até substituir por sistemas de transporte coletivo ou sustentáveis, como é a bicicleta.

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói





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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

CULTURA DE CONSUMO: O GRANDE NÓ DA SUSTENTABILIDADE NA CADEIA DA MODA




Imagem do “Catalogue no. 16, spring/summer / R. H. Macy & Co.” (1911)


Por Amália Safatle

Se alguém perguntasse qual atividade humana causa os maiores impactos socioambientais no mundo, as pessoas facilmente citariam a petrolífera, as obras de infraestrutura e construção civil, a agropecuária convencional, entre outras.

Com uma reputação bem menos pesada, a indústria da moda, no entanto, figura no topo das mais desafiadoras para a agenda da sustentabilidade. Embora seja uma das que mais geram empregos e renda no mundo todo, responde por impactos profundos e difusos em toda a sua extensão, desde a extração de diversas matérias-primas até o descarte, incluindo a forma como é consumida e utilizada, e as condições de trabalho com que é produzida.

Expor às claras para a sociedade tudo o que está por trás da cadeia produtiva da moda é o primeiro passo para buscar melhores práticas. Ao mesmo tempo, este é seu primeiro grande obstáculo, uma vez que a indústria do vestuário soa como algo soft, atraente, colorido, cool.

Pois quem imaginaria que sua calça jeans pode ter percorrido 75 mil quilômetros até chegar ao armário? Que hoje se consomem 400% mais roupas do que 20 anos atrás? Que esse consumo muito além do necessário é acelerado por uma lógica descartável – na qual uma marca como a Zara repõe novas coleções a cada 36 horas em suas lojas no Hemisfério Sul e a cada 24 horas no Hemisfério Norte?

"...quem imaginaria que sua calça jeans pode ter percorrido 75 mil quilômetros até chegar ao armário? Que hoje se consomem 400% mais roupas do que 20 anos atrás? Que esse consumo muito além do necessário é acelerado por uma lógica descartável".

Que, para serem descartáveis, os itens são de baixo preço e qualidade? Que são de baixo preço e qualidade porque, em muitos casos, essa indústria não valoriza o trabalhador que os produziu nem respeita o ambiente de onde seus recursos foram extraídos e onde serão descartados? (saiba mais sobre os impactos ambientais e sociais da cadeia da moda).

Para entender como essa poderosa e rentável lógica econômica se impôs mundo afora a espalhar o business as usual (o modo convencional de se fazer negócios), vale resgatar a História – não só da moda, mas do conceito de consumo e da própria sustentabilidade.

Conceito pelo avesso

Podemos entender desenvolvimento sustentável como um modelo que busca conservar e restaurar o ambiente do qual a economia se serve para suprir as necessidades das atuais gerações, sem comprometer o futuro das que ainda virão. Quanto mais durável for um produto e quanto menos energia consumir para atender uma determinada necessidade, mais atributos de sustentabilidade possui.

Sendo assim, a indústria da moda já apresenta de início uma contradição, na medida em que se alimenta da impermanência e da efemeridade – como define o historiador e estilista João Braga, autor de diversos livros sobre o tema. “A moda sempre nega o que está em vigência para apresentar algo novo. É um bem, por natureza, perecível.”

Embora a sociedade de consumo tenha acelerado tais características como nunca, a problemática não vem de hoje. Desde que as vestimentas, além de protegerem o corpo do frio ou do sol, passaram a denotar determinado status social e diferenciação de poder, sendo copiadas por quem aspirava os níveis mais altos na sociedade, os “lançamentos de moda” começaram a se tornar frequentes.

Uma das passagens da História dá conta de que o Ocidente, na época das Cruzadas, ficou encantado com aquilo que viu pela primeira vez no Oriente: tecidos sofisticados, tapetes e tapeçarias cobrindo o chão e as paredes, perfumes em forma líquida. Os cruzados que sobreviveram aos combates e voltaram para casa começaram a trazer as novidades para a nobreza ocidental, despertando interesse por essas mercadorias.

Tinha início, então, o mercantilismo, soprando os primeiros ares do sistema capitalista. Surgia a burguesia, composta de comerciantes que enriqueceram valendo-se dessas transações e formavam os burgos em torno dos feudos.

Com dinheiro, mas sem sangue azul, o burguês procurava ser respeitado na sociedade copiando as vestimentas do nobre – especialmente a partir do declínio do sistema medieval, que impunha leis suntuárias pelas quais era determinado o modo com que cada classe social deveria se vestir.

Assim que era copiada, a nobreza, então, mudava o estilo das roupas, em um processo contínuo de novidade e cópia. “Foi assim que surgiu o prazo de validade na moda. A moda foi, é e será um diferenciador social”, afirma Braga, autor de História da Moda – Uma narrativa(D’Livros Editora).

Com a evolução do capitalismo, todo esse processo foi acelerado, dando origem a uma verdadeira cultura do consumo – e não só consumo de moda, obviamente.

A costura do cool

Nos anos 1960, a primeira geração de fato que nasceu, cresceu e foi educada dentro da lógica do consumo começou a questionar todo o sistema – era a contracultura, que expressou seu protesto pelas artes, pela política e pelo comportamento, inclusive na forma de se vestir.

Mas essa mesma contracultura acabou servindo de fonte na qual o marketing bebeu. A estética hippie foi apropriada pelo mercado, ajudando a dar sangue novo para a publicidade que vivia uma crise de criatividade na época.

A série Mad Men mostra justamente o mundo da publicidade nos anos 1960, quando a moda da calça boca de sino e outros tantos modismos cool da subcultura se massificaram, movimentando a engrenagem consumista. A obra The Conquest of Cool (a conquista daquilo que é descolado), de Thomas Frank, aborda justamente o encontro da contracultura com a cultura de negócios.

É como o sistema funciona, conclui Fontenelle. O raciocínio é: se não se pode vencê-los, junte-se a eles. As novas marcas funcionam como parasitas culturais, sugam o que surge como tendência nas subculturas, espelham-se nelas para criar uma imagem e a jogam no sistema. O artigo “Branding na era da mídia digital”, de Douglas Holt, publicado na Harvard Business Review mostra, passo a passo, como as subculturas se transformam em cultura da multidão (crowd culture).

Primeiro passo: mapeie a ortodoxia cultural (por exemplo, a fast food). Segundo: localize a oportunidade (as disfunções que essa ortodoxia causam, como a má alimentação). Terceiro: centre-se na crowd culture (por exemplo, passe a integrar o movimento crescente que prega a alimentação saudável). Quarto: espalhe a nova ideologia (por meio de uma comunicação viral que impulsione as vendas da nova marca). Foi o que a rede Chipotle Grill fez: colou-se à ideia de comida saudável para conquistar fatia de mercado do McDonald’s, mas usando a mesma lógica do fast food.

Assim como na alimentação, isso tende a ocorrer em qualquer setor, inclusive o de moda. Extrapolando ainda mais, é o risco que corre a própria sustentabilidade – mudar as coisas para mantê-las como são. “A Gro Brundtland [que ajudou a cunhar o conceito de desenvolvimento sustentável], quando veio ao Brasil, já dizia que o termo estava sendo sequestrado pela indústria”, lembra Fontenelle.

Se as propostas que levam a uma transformação da sociedade acabam sendo apropriadas pelo sistema, a saída estaria em mudar o sistema como um todo. Aí é que surgem propostas no sentido de um pós-capitalismo, como a economia circular e a economia compartilhada. Mas desde que sejam capazes de oferecer maior igualdade de oportunidades e redistribuir poder e renda, amparadas pela busca do bem viver e da satisfação do indivíduo por outras vertentes que não as do consumismo.

Fonte: Página 22












domingo, 26 de novembro de 2017

Micro-organismos: os pequenos influenciadores do clima



Bruno Sérgio (dir.) e Cecília Pereira trabalham durante uma das expedições pela região amazônica (Foto: Equipe Roca)



Vilma Homero

Eles são microscópicos, mas é deles que muito depende a sanidade de rios e oceanos. Estamos falando de vírus e das bactérias que lhes servem como hospedeiros. São eles que metabolizam o carbono presente nas águas, concorrendo para manter um delicado equilíbrio. Mas se, como resultado da atividade humana e de outros fatores, houver carbono demais, esses micro-organismos não dão conta de metabolizá-lo e as águas se acidificam, contribuindo para o aquecimento global. Os estudos estão apenas começando, mas pesquisas realizadas na Universidade Federal do Rio de Janeirio (UFRJ) já observaram alguns dados cruciais para entender como tudo isso funciona, e, o mais importante, como pode influenciar no clima.

“É o primeiro estudo abrangente sobre vírus no contínuo amazônico rio-pluma-oceano. Pode servir como base para tecermos novas hipóteses sobre o papel dos micro-organismos na ciclagem de carbono e no clima”, avalia Fabiano Thompson, Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ, professor da UFRJ e coordenador do projeto, que conta com o doutorando Bruno Sérgio Silva como o autor principal de artigo publicado em 4 de outubro na revista American Society of Microbiology. “Percebemos que os vírus mais importantes no rio e no oceano são diferentes: no primeiro caso, mais associados a animais e plantas no rio; já a pluma conta com mais vírus de micro-organismos, especialmente os fotossintetizantes”, comenta Silva.

Poucos sabem, mas “pluma” é a camada de água doce do rio na superfície do oceano. Contém dez vezes mais nutrientes que o entorno e vai se renovando à medida que as águas do rio vão encontrando o mar. Como explica Thompson, “a cada ano, cerca de 28 teragramas – ou seja, cada teragrama equivale a um trilhão de gramas – de carbono são fixados por produtores primários na pluma do rio Amazonas. Esses valores têm influência no conteúdo de carbono na atmosfera e na água e, portanto, podem interferir no clima”.

Para pesquisar como isso acontece, duas expedições simultâneas – uma no rio e outra no mar – buscaram estabelecer um panorama sobre a diversidade taxonômica (que, na biologia, nomeia e agrupa todos os organismos, para uma ordenação sistemática e hierarquizada dos grupos animais e vegetais) e funcional dos vírus na água. Como os pesquisadores observaram, na pluma, predominam vírus líticos, aqueles que acabam por matar seu hospedeiro, enquanto no rio, predominam os vírus lisogênicos, que ao infectar o hospedeiro, vão usá-lo para se reproduzir e se perpetuar no ambiente.

“Esse padrão tem implicações para a ciclagem de matéria e energia no contínuo rio-pluma-oceano. Se no rio, os vírus lisogênicos incorporam seu material genético ao genoma do hospedeiro ou otimizam o metabolismo do hospedeiro como estratégias de proliferação, na pluma/oceano, vírus líticos eliminam o hospedeiro, liberando material intracelular e nutrientes na água. Isso, em maior ou menor grau, pode influenciar a quantidade de CO2 assimilada por micro-organismos durante a fotossíntese. Em outras palavras, se esses micro-organismos morrerem ou não derem conta de metabolizar todo esse carbono, a água do oceano vai se tornando progressivamente ácida, elevando o aquecimento global.

Embora ainda se trate de estudos iniciais, Thompson ressalta que a análise que os pesquisadores brasileiros vêm fazendo é da maior importância. “Mesmo em países desenvolvidos, como Canadá, Estados Unidos, Japão e França, os estudos focados no entendimento do papel dos vírus nos oceanos são bastante restritos. Isso nos torna protagonistas importantes nesse campo, embora ainda nos falte investimentos em novas tecnologias, como submarinos, robôs e sequenciadores de DNA, assim como embarcações para expedições e recursos financeiros e humanos. O investimento em ciências do mar no Brasil sempre foi muito pequeno”, critica o pesquisador.

O projeto continua, com a previsão de novas expedições àquela região amazônica. “Com este trabalho, conseguimos traçar o perfil das comunidades virais do contínuo do rio Amazonas. Para o doutorando Silva, as implicações ecológicas deste estudo deverão ser aprofundadas em pesquisas futuras. “Espero que, daqui para a frente, quando nos referirmos à diversidade biológica e à exuberância e riqueza da Amazônia, também levemos em consideração vírus e bactérias”, comenta Silva. E Thompson finaliza: “Precisamos aprofundar nossos estudos; estamos apenas começando.”

Fonte: Agência FAPERJ








Lars Grael foi palestrante em Marabá



Lars Grael foi palestrante de evento para servidores do Ministério Público Estadual em Marabá


Ex-atleta da vela vem participar do 1º Encontro Regional do Ministério Público junto com outras autoridades

Inicia nesta quinta-feira, 23, e prossegue até o próximo domingo, 26, o 1º Encontro Regional do Ministério Público. O evento será realizado no Hotel Golden Ville, em Marabá, é um grande projeto da Procuradoria-Geral de Justiça que visa a manter um canal de comunicação capaz de incentivar o fomento à atividade de membros e servidores e, dessa forma, promover um ambiente institucional aberto à discussão de alternativas e boas práticas institucionais.

O Encontro atenderá as regiões administrativas de atuação do Ministério Público: Sudeste I, II, III e IV cujo Polo é Marabá; Belém I e II, e Marajó I e II cujo evento acontecerá em Barcarena; Sudoeste I e II e Baixo Amazonas com sede em Santarém; além de Nordeste I, II e II com realização em Castanhal.

Os participantes farão uma imersão nas atividades participando de palestras, painéis, workshops e debates. O evento, que tem uma média de 150 inscritos, inicia na noite desta 5ª feira (23), e a abertura será com o procurador Geral de Justiça, Gilberto Valente Martins. Em seguida, a palestra do medalhista olímpico Lars Grael com o tema “Superação: ajuste as velas e desafie seus limites”. Um assunto bastante alinhado ao atual momento do Ministério Público, cujos desafios para conquistar sua missão de atender cada vez melhor a sociedade são inúmeros.

Lars Grael é medalhista olímpico e um dos maiores nomes do esporte nacional. Ele teve que se afastar de competições depois que um acidente amputou uma de suas pernas. Após ter que se afastar das provas de Velas, Lars Grael conquistou novas vitórias, só que dessa vez na gestão pública e também na privada. Tornou-se secretário Nacional dos Esportes (2001 a 2002), Secretário da Juventude, Esportes e Lazer de SP (2003 a 2006), Superintendente da Light Energia Elétrica (2007 e 2008) e, atualmente, é Superintendente Técnico do Comitê Brasileiro de Clubes.


O evento também irá debater outros temas como a importância da sinergia e do trabalho em equipe com a especialista em gestão de pessoas, Célia Natale Moscardi, da FGV-SP. A professora Celia estuda aspectos comportamentais e desenvolvimento de equipe há mais de 34 anos. O Promotor de Justiça de Minas Gerais, André Sperling Prado, vai compartilhar sua experiência e os desafios do MPMG no caso do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, um dos maiores desastres ambientais de todos os tempos.

Os objetivos institucionais e de gestão do Ministério Público também estarão na pauta do Encontro que terá como palestrante para falar sobre o tema o Procurador-Geral de Justiça, Gilberto Valente Martins. E ainda, a atuação resolutiva do MPPA e da Corregedoria-Geral com o Corregedor-Geral do MPPA, Jorge de Mendonça Rocha.

No último dia de Encontro serão apresentadas algumas propostas resolutivas que serão apresentadas pelos grupos temáticos para utilização por diversas unidades da instituição. Um total de 4 Encontros Regionais serão realizados até o final de 2018 contemplando todas as 15 regiões administrativa do MPPA. Depois de Marabá, as próximas cidades a receber o evento são Barcarena (Belém I e II, Tocantins, Marajó I e II), Santarém (Sudoeste I e II e Baixo Amazonas) e Castanhal (Nordeste I, II e III).

O evento inicia às 18 horas desta quinta-feira, 23, e na sexta, sábado e domingo será durante todo o dia.

Fonte: Correio de Carajás










Guarda Ambiental de Niterói resgata capivara e reintegra na APA de Guapimirim



Homens da Guarda Ambiental resgataram a capivara e ajudaram na sua reintegração à natureza. Foto: Divulgação


Roedor foi encontrado em canal da Alameda São Boaventura, no Fonseca

Alertados por moradores através do número 153, que atende no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), a Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói resgatou, na noite deste sábado (25), uma capivara, que foi encontrada no canal da Alameda São Boaventura, na altura do Horto do Fonseca, na Zona Norte da cidade. O animal, que estava em bom estado de saúde, já foi reintegrado à natureza e solto na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim.

“Quando a equipe recebeu o chamado, teve a preocupação de cercar a capivara para que ela não fugisse e fosse resgatada sem se machucar. São animais que amam água e precisam dela para manter a pele úmida. Todo animal resgatado quando em bom estado de saúde é reintegrado à natureza”, explicou Edson Jorge, coordenador da Guarda Ambiental.

A capivara é a maior espécie existente na classificação de roedores. Podem atingir até 1,35 metros de comprimento e pesar até 80 quilos. O animal foi reintegrado com auxílio de agentes do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) que atuam na APA de Guapimirim.

Fonte: O Fluminense




NITERÓI RESILIENTE: Defesa Civil de Niterói realiza simulação de desastre no Morro da Penha



Moradores foram cadastrados e orientados por equipes da Defesa Civil. Foto: Divulgação


Atividade de prevenção orienta moradores e chama a atenção sobre como agir diante de chuvas fortes

A Defesa Civil de Niterói realizou, na manhã deste domingo (26), uma uma simulação de desastre no Morro da Penha, no bairro Ponta da Areia. A ação foi desenvolvida para tornar os moradores do local mais resilientes e orientados sobre como proceder em caso de necessidade, diante de chuvas fortes.

Às 10h, a sirene instalada na comunidade tocou para alertar os moradores a saírem de suas casas e seguirem rotas seguras, orientadas por agentes e voluntários do Núcleo de Defesa Civil na Comunidade (Nudec), por profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e da Secretaria Municipal de Assistência Social, além da Defesa Civil estadual.

“Estamos nos aproximando do período de chuvas fortes e Niterói conta hoje com um grande aparato para evitar e prevenir desastres de origem natural. Além da tecnologia, temos equipamentos voltados para o monitoramento meteorológico. Nossas equipes e o voluntariado também vêm atuando com mobilizações nas comunidades localizadas em áreas de risco, realizando ações preventivas“, explica o coronel Walace Medeiros, subsecretário de Defesa Civil.

O simulado consiste na fase final de um longo processo de prevenção e preparação, que se iniciou com a instalação do sistema de sirenes, seguido de mapeamento de risco daquela localidade, além da formação de um núcleo comunitário de Defesa Civil formado por voluntários que receberam capacitação para atuar em situações preventivas e durante a emergência.

Karine Smis é moradora do Morro da Penha há 32 anos e ressaltou que a simulação é de extrema importância.

“Nossa comunidade está instalada praticamente numa área rochosa mas, diante das chuvas fortes que costumam acontecer, é muito importante a comunidade ter esse treinamento, pois em casos de necessidade todos saberão o que fazer, a quem procurar e de que forma, evitando danos maiores “, disse a moradora.

Fonte: O Fluminense









Visitei Várzea das Moças e fui surpreendido com homenagem



Neste sábado, estive acompanhado pelo vereador Anderson Pipico e um grupo de lideranças comunitárias de Várzea das Moças, visitando a região e discutindo in-loco alguns problemas ambientais e urbanísticos da região.

Os moradores estiveram em audiência com o prefeito Rodrigo Neves, ocasião em que relataram suas preocupações e propostas. Na ocasião, o prefeito me determinou que construísse uma agenda de ações para melhorar a região e fazer com que Várzea das Moças possa beneficiar-se do processo de avanços que a Região Oceânica está experimentando.


Visitei áreas verdes do local, nos limites do Parque Estadual da Serra da Tiririca e discuti alguns projetos que preocupam os moradores. Foto da equipe do vereador Pipico.

Reunião com moradores. Foto Cínthia Martins.

Combinamos que faremos um estudo conjunto para identificar e mapear problemas e conflitos e oportunidades para que possamos avançar numa agenda sustentável para Várzea das Moças.

"A bola ficou comigo" para reunir as primeiras informações e depois trazê-las para a avaliação com os moradores.

Homenagem

Ao chegar ao local da reunião fui surpreendido pelo presidente da PRESERV - Associação de Preservação Ambiental de Várzea das Moças, que me homenageou com uma placa e o convite para ser "Sócio Honorário" da organização.


Recebi do ambientalista Sidney Faria e do meu amigo Haroldo Causer a placa que me homenageou com o título de SÓCIO HONORÁRIO da PRESERV - Associação de Preservação Ambiental de Várzea das Moças. Fiquei muito lisonjeado e feliz com a homenagem. Foto Cínthia Martins.

"Sócio Honorário
Sr. Axel Schmidt Grael
Como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados às questões ecológicas, assim como pela vossa conduta ética, profissional e voluntária em defesa do meio ambiente, a PRESERV - Associação de Preservação Ambiental de Várzea das Moças lhe confere, com muita satisfação, o título de Sócio Honorário.
Niterói, 25 de novembro de 2017".

É um grande orgulho receber essa homenagem, principalmente de uma combativa e dedicada organização local que defende o patrimônio natural de uma das mais aprazíveis regiões da cidade. Além de dedicar-se às questões locais, a PRESERV engaja-se um ações da agenda da Região Oceânica e de toda a cidade, participando, com destaque, do Conselho Gestor do Parque Estadual da Serra da Tiririca.

Muito obrigado à Várzea das Moças e à PRESERV. Vamos em frente na proteção do ecossistema e da qualidade de vida da região.

Axel Grael









PARQUES EM NITERÓI: Parque Orla de Piratininga vai ter licitação lançada até fim do ano



O Parque Orla de Piratininga é uma das iniciativas do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável) e terá por finalidade recuperar o ecossistema do entorno da Lagoa de Piratininga, recuperar aportes de água doce trazidos por rios e drenagens urbanas, promovendo a despoluição das águas e retenção de sedimentos, além de implantar equipamentos de lazer, recreação e contemplação.

O PRO-Sustentável é financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), coordenado pela Unidade Gestora de Projeto (UGP-CAF), liderado pela geógrafa Dionê Marinho Castro. A UGP-CAF é vinculada ao gabinete da Secretaria Executiva da Prefeitura de Niterói.

O projeto do Parque Orla de Piratininga está sendo desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS). A fase atual do projeto é o desenvolvimento de um projeto conceitual que vai orientar o processo de licitação para o projeto executivo, cujo edital está programado para ser lançado ainda em 2017.


Aspecto geral da vegetação no entorno. Devido à mudança na salinidade da lagoa, verifica-se uma transição entre ecossistemas, com a vegetação de mangue ocupando áreas anteriormente ocupada por vegetação de brejos.

O planejamento do Parque Orla dividiu a área de intervenção em trechos de acordo com as características e vocações de cada área. Os três trechos indicados como "conservação" terão prioridade para a proteção dos ecossistemas mais frágeis.

Uma das soluções em estudo: implantação de jardins filtrantes nos pontos de desague de drenagens urbanas. Os jardins filtrantes farão a retenção de sedimentos e reduzirá a carga orgânica e outros poluentes nas águas que chegam à lagoa.


Coordenado pela arquiteta urbanista e paisagista ecológica Raquel Cruz (SMARHS), o projeto conceitual está em fase final de elaboração. Os estudos, na fase atual, foram apresentados ao Subcomitê da Bacia Hidrográfica das Lagoas de Itaipu e Piratininga - CLIP e será submetido ainda a audiência pública antes da publicação do edital.

CONTEXTO

Como dito anteriormente, o Parque Orla de Piratininga está no contexto de várias outras intervenções do PRO-SUSTENTÁVEL. São elas:

  • PARNIT: O Parque Orla de Piratininga é parte integrante do Parque Natural Municipal de Piratininga (PARNIT), que já conta com um Plano de Manejo  preparado como uma das medidas de planejamento preliminar do PRO-Sustentável. Além do Setor Lagunar (Parque Orla), serão também implantados a Setor Montanha da Viração (trilhas, infraestrutura de gestão e controle e serviços para atendimento de visitantes - o Setor Viração inclui o Parque da Cidade) e a Praia do Sossego. As trilhas de cada setor serão interligadas, permitindo que Niterói passe a contar com uma extensa malha de trilas e ciclovias para o usufruto de sua população, bem como de turistas.
  • RENATURALIZAÇÃO DO RIO JACARÉ: O Rio Jacaré é o principal afluente da Lagoa de Piratininga. A Prefeitura de Niterói está desenvolvendo estudos para promover a recuperação dos seus ecossistemas e melhorar a qualidade se suas águas. O estudo está sendo feito em parceria com setores da UFF e para desenvolve-lo a Prefeitura já organizou um Seminário com especialistas brasileiros e estrangeiros para definir as prioridades e intervenções. A UGP-CAF está preparando editais para contratar serviços, aprofundar os estudos e desenvolver o projeto executivo.
  • GESTÃO DO SISTEMA LAGUNAR: o principal objetivo é estabelecer um planejamento de curto, médio e longo prazo para a gestão do sistema lagunar, evitando-se o improviso e ações isoladas que caracterizaram a gestão do sistema lagunar até o presente. A Prefeitura já tem avançado nos conceitos de gestão numa ação conjunta com o CLIP. Além de planejamento, o componente "Gestão do Sistema Lagunar" incluirá intervenções que melhorem a qualidade ambiental das lagoas.
  • MALHA CICLOVIÁRIA: o PRO-Sustentável implantará 60 km de ciclovias na Região Oceânica, incluindo a ciclovia no entorno da Lagoa de Piratininga e a ciclovia suspensa no entorno da Lagoa de Itaipu. A principal ciclovia será a TransLagunar, que ligará o túnel Charitas-Cafubá às praias oceânicas. O Túnel Charitas Cafubá já possui ciclovias em ambas as galerias.
  • GESTÃO DE PRAIAS: o componente criará um modelo de gestão para as praias e financiará algumas intervenções prioritárias.

Outras obras, investimentos e intervenções da Prefeitura de Niterói também contribuem positivamente para a Lagoa de Piratininga e seu Parque Orla. Por exemplo:

  • PAVIMENTAÇÃO DE VIAS: a Prefeitura está promovendo a maior ação de pavimentação de vias já realizada na cidade e, especificamente, na Região Oceânica. A pavimentação, além de atender a uma antiga reivindicação da população da Região Oceânica, é um fator importante para evitar o assoreamento, um dos principais problemas da Lagoa de Piratininga.
  • DRENAGEM: a Lagoa de Piratininga sofre atualmente os impactos do processo de salinização de suas águas e um dos motivos é que as principais contribuições de água doce para a lagoa foram desviadas através do Canal de Cintura implantado no passado. A drenagem trará maior contribuição de águas pluviais e de cursos hídricos.
  • TRANSOCEÂNICA: a obra facilitará o acesso da população ao Parque Orla de Piratininga.

A matéria abaixo, publicada no jornal O Fluminense dá mais detalhes sobre o Parque Orla.

Vamos em frente!

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



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Parque Orla de Piratininga vai ter licitação lançada até fim do ano
Projeto é uma das mais importantes iniciativas do Programa Região Oceânica Sustentável. Um de seus pilares é a implantação do sistema cicloviário articulado com o novo sistema viário e no entorno da Lagoa de Piratininga. Foto: Douglas Macedo


Ideia é criar obras de infraestrutura para o desenvolvimento sustentável. Investimento previsto será de R$ 10 milhões


A Prefeitura de Niterói lança até o final deste ano a licitação para o projeto executivo do Parque Orla de Piratininga. Será mais um passo para tirar do papel uma das mais importantes iniciativas do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), que tem como premissa levar obras de infraestrutura, drenagem, manejo de águas pluviais, pavimentação, prezando pelo desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental. O investimento do Parque Orla, que terá 9km de extensão, será de R$ 10 milhões.

O Parque Orla está sendo desenhado pela ótica do paisagismo ecológico, preservando a Lagoa e seus ecossistemas associados, e sem aterro de seu espelho d’água. Após a conclusão do projeto básico, ficará disponível a licitação para elaboração do projeto executivo, no valor de aproximadamente R$ 300 mil. O secretário Executivo Axel Grael lembrou que, recuperada, a área contará com equipamentos e áreas de lazer.

“O Parque Orla avançou muito e nosso objetivo agora é construir um projeto conceitual que permita uma licitação para projeto executivo. Temos conceitos bem interessantes, em uma iniciativa que vai revitalizar a área e proteger a Lagoa de Piratininga”, disse.

Visitação – A cada 15 minutos de caminhada, os visitantes vão encontrar pontos de informações, lazer e contemplação, com decks multifuncionais. A expectativa é de que serviços, como restaurantes, cheguem à população. Urbanista e paisagista ecológica, Raquel Cruz é uma das profissionais que está à frente do projeto Parque Orla. Ela explicou que o Parque olha para o território de forma holística e integrada.

“O Parque é um convite à educação ambiental, à conscientização para entendermos como funciona o ecossistema original onde plantas e animais convivem com o ambiente urbano. Um dos grandes trabalhos do projeto é fazer manejo dos ecossistemas, suprimir espécies invasoras e restabelecer a fauna e flora originais”, detalhou.

Participação popular – Ao longo dos anos, um grupo que manteve sua ligação com a Lagoa de Piratininga foi o de pescadores. O parque está sendo pensado para que, com sua implantação, o ecossistema local seja cada vez mais rico. Durante a elaboração do projeto básico, foram identificados os pontos de pesca da Lagoa e a ideia é manter e fomentar a atividade pesqueira na região. A participação popular também é importante para o projeto, que será apresentado com suas diretrizes à população, para que seja discutido com a comunidade. O escopo já foi apresentado ao Subcomitê do Sistema Lagunar de Itaipu/Piratininga (Clip), e em audiências públicas.

Mobilidade – Um dos pilares do PRO-Sustentável é a implantação do sistema cicloviário articulado com o novo sistema viário e no entorno da lagoa de Piratininga. Por isso, o acesso ao Parque será favorecido para pedestres e ciclistas. Cerca de 5 minutos de caminhada vão separar os pontos da TransOceânica aos principais acessos ao Parque, e os pontos de acesso vão coincidir com ciclorrotas. A via Chico Xavier será mantida como via local, e o projeto prevê o baixo fluxo de carros.

Na Ilha do Tibau, será feita uma recomposição de ecossistema e implantação de infraestrutura de lazer, recreação, esportes e cultura. No meio de um grande bosque, serão implantadas duas quadras poliesportivas e um campo de futebol de areia, parque infantil, anfiteatro com vista para Laguna, pontos de contemplação e áreas sombreadas para piquenique. Na Ilha do Modesto e no Pontal, a visitação será controlada, com atividades ligadas ao ecoturismo. No Ninhal, o acesso será restrito para pesquisa.

O PRO-Sustentável tem prazo de execução de dois anos e investimentos de R$ 350 milhões, financiados pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina – Cooperação Andina de Fomento (CAF). O programa contempla obras de infraestrutura, urbanização e de sustentabilidade ambiental, incluindo pavimentação das vias oceânicas, requalificação nas áreas do entorno da TransOceânica, sistema de controle semafórico, iluminação, renaturalização do Rio Jacaré, projeto paisagístico, além da construção de um Centro de Referência em Sustentabilidade Urbana e de um plano de gestão para a Região Oceânica.

Fonte: O Fluminense



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sábado, 25 de novembro de 2017

Projeto do Parque Rural é apresentado a moradores



Presente...

Futuro...



Empreendimento será implementado no primeiro trimestre de 2018

A Prefeitura de Niterói investirá, no próximo ano, R$ 3,5 milhões na implantação do Parque Rural, no Engenho do Mato, na Região Oceânica. Neste sábado (25), o prefeito Rodrigo Neves apresentou o projeto para moradores e criadores de cavalos da região. A expectativa é de que o empreendimento, na Estrada São Sebastião, comece a ser implementado no primeiro trimestre de 2018. Os objetivos do projeto são incentivar a vocação rural do bairro, estimular novos negócios e investimentos do segmento, além de gerar emprego e renda.

O Parque Rural de Niterói será construído inicialmente numa área de 10 mil metros quadrados e será o primeiro do Estado do Rio de Janeiro a ter uma área coberta para a realização de eventos oficiais com cavalos ou outros animais. Também haverá espaço para escritórios, exposições e eventos. “Quando fiquei sabendo que moradores e criadores estavam buscando incentivar e revitalizar a área rural da cidade, de pronto sugeri a criação de um grupo de trabalho para a realização de um estudo e o resultado será ótimo. Nossa equipe visitou várias áreas de exposições para ter referências. A ordem de serviço da obra será feita tão logo os trâmites legais sejam concluídos. Espero que em 2019 o Parque Rural possa ser entregue a moradores, criadores e turistas. Queremos que seja uma referência e estimule esse lado country da cidade, fomentando negócios e o turismo “, afirmou Rodrigo Neves.

O prefeito enfatizou ainda que a implementação do Parque Rural acontecerá paralelamente a obras de melhorias da infraestrutura do Engenho do Mato. Rodrigo Neves salientou que o projeto será feito com a participação dos moradores e preservará áreas de interesse ambiental.




Fotos Leonardo Simplício.


O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Bagueira, disse que a obra vem de encontro a uma necessidade de fortalecimento da área rural na cidade. “Por conta do anúncio da criação no Parque Rural, já existem escritórios querendo se fixar na cidade para geração de negócios. Niterói poderá, inclusive, vir a sediar leilões de cavalos manga larga ou de outras raças, se tornando uma nova referência neste tipo de negócio no Estado do Rio“, ressaltou Bagueira.

Antônio Carlos Mello, conhecido como Carlinhos Lamparão, proprietário de um empreendimento na região, diz que em 40 anos como morador do Engenho do Mato é a primeira vez que o poder público sinalizar com uma obra que vai realmente estimular a área rural da cidade. “Vários tipos de negócios poderão surgir em torno do Parque Rural, incluindo comércio, aulas e criação de animais. A região poderá realmente se tornar um ícone, com negócios temáticos. Será muito bom para a cidade e para moradores “, observou


Fonte: O Fluminense








Parque Estadual da Serra da Tiririca celebra seus 26 anos



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

O Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET) é uma unidade de conservação especial. Nasceu em 1991, como resultado de uma mobilização, iniciada na década de 1980, de ambientalistas e profissionais da área ambiental tanto do lado de Niterói como de Maricá, motivados pela ameaça da crescente pressão imobiliária contra aquele patrimônio.

Fui fundador e presidi o Movimento de Resistência Ecológica - MORE (fundado em 1980) e do Movimento Cidadania Ecológica (fundado em 1989), organizações ambientalistas sediadas em Niterói e que tiveram papel decisivo no projeto de criação do parque. Com o apoio de outras organizações que integraram a Frente em Defesa da Serra da Tiririca (também criada em 1989), o Movimento de Resistência Ecológica redigiu o documento que embasou a criação do PESET e, posteriormente, redigiu o Projeto de Lei para a sua criação, encaminhando os documentos para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que aprovou a lei em 1991.

Neste mesmo ano, 1991, fui nomeado presidente da Fundação Instituto Estadual de Florestas (IEF-RJ), órgão do governo estadual, responsável então pela gestão das unidades de conservação do Estado do Rio de Janeiro. Foi uma interessante e feliz situação para mim: ter participado da idealização e da proposição do parque como militante ambientalista e depois recebe-lo como dirigente e gestor público, responsabilizando-me pelos primeiros passos para a sua implementação.


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Tenho orgulho de ter participado da idealização e da proposição do parque como militante ambientalista e depois recebe-lo como dirigente e gestor público, responsabilizando-me pelos primeiros passos para a sua implementação.

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O PESET nasceu com 2.400 hectares e expandiu-se com a incorporação de novas áreas, como o Morro das Andorinhas, as Ilhas Oceânicas do Pai, Mãe e Menina, o entorno da Lagoa de Itaipu, o Morro da Peça e finalmente, o então Parque Darci Ribeiro, inicialmente criado pelo município de Niterói e depois incluído no PESET.

Cabe destacar também que ao completar 26 anos, o Parque Estadual da Serra da Tiririca insere-se num contexto de várias outras iniciativas e investimentos em conservação, nos quais tem importância crucial. Dentre estas ações destacam-se: o desenvolvimento do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), que investirá na implantação de infraestrutura para o PESET e a criação pelo governo estadual da Reserva Extrativista de Itaipu.

Ao longo de sua história, se por um lado o PESET não logrou obter os investimentos esperados pelo Governo do Estado para a sua efetiva estruturação, por outro lado teve a sorte de contar com alguns bons gestores, que aliaram-se a uma aguerrida militância ambientalista, permitindo que o parque se tornasse uma realidade. Hoje, o Parque recebe milhares de visitantes por mês.

Parabéns à equipe do PESET e a todos que construíram a bela história de uma das mais marcantes e bem sucedidas campanhas ambientalistas do estado do Rio de Janeiro e do país.

Axel Grael
Engenheiro florestal e ambientalista
Secretário executivo da Prefeitura de Niterói



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Peset celebra seus 26 anos

Atualmente, o Peset recebe cerca de 300 mil visitantes por ano. Foto: Evelen Gouvêa



Carolina Ribeiro

Criado em 1991, Parque Estadual da Serra da Tiririca, segue como um dos principais atrativos da região

Há muitos anos, um grupo de ambientalistas lutava pela preservação ambiental da Serra da Tiririca. Com o movimento, em novembro de 1991 foi criado o Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), que completa 26 anos na próxima quarta-feira (29). Para comemorar a data, o parque preparou uma programação especial, que começa com a observação de aves nas unidades de conservação, o Vem Passarinhar. Neste sábado (26), o encontro será pelo Caminho de Darwin e Laguna de Itaipu. O ponto de encontro é na Praça do Engenho do Mato, na Região Oceânica de Niterói, entre 7h e 16h.

Abrangendo áreas dos municípios de Niterói e Maricá, a unidade é composta por uma área marinha e uma terrestre, que compõem 3.493 hectares. Durante a sua programação, o Peset separou dois dias para a observação da extensa lista de espécies de aves, são 202. Neste sábado, o grupo sai da Praça do Engenho do Mato, às 7h, segue de carro até o acesso ao Caminho Darwin, e vai até a Laguna de Itaipu. Amanhã, o ponto de encontro é na Rua Domingo Mônica Barbosa, 4, no Recanto, em Itaipuaçu, Maricá. A programação será de passeio pela área do Peset do município e a área de proteção ambiental de Maricá.

Atualmente, o Peset possui 300 mil visitantes anualmente, que buscam diferentes atrações e tipos de turismo. Por conta disso, segundo o administrador do local, Alexandre Ignácio, a fiscalização e o cuidado são intensos para garantir a conscientização da população e a educação ambiental, sobretudo de crianças.

“Criamos regras para que tudo funcione bem. Fazemos controle de acesso às trilhas, regulamos os grupos de esporte, que cada vez crescem mais, como salto, rapel e escalada. Durante a fiscalização, conversamos e explicamos como funciona a proteção, mas as vezes precisamos autuar, ser incisivos e fazer ocorrência”, explicou Alexandre.

Os esportes fazem tanto sucesso no Peset que, cada vez mais, novos projetos surgem para as trilhas. Um grupo conseguiu, neste ano, autorização do Inea para realizar tirolesas de 40m de altura e 60m de distância, na Enseada do Bananal. A próxima atividade será no dia 3.

Fonte: O Fluminense



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