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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Prefeita de Bombinhas (SC) convida Torben Grael para implantar o Projeto Grael na cidade



Alunos do Projeto Grael. Foto Fred Hoffman.


O Diário Catarinense, jornal de Santa Catarina, anunciou que a prefeita da cidade de Bombinhas, Ana Paula da Silva, esteve com Torben Grael em Alicante, Espanha, para acompanhar a largada da regata Volvo Ocean Race. Na ocasião, a prefeita e Torben conversaram sobre a possibilidade de implantar uma unidade do Projeto Grael em Bombinhas.

Desde a fundação do Projeto Grael, que em 2018 completa 20 anos, temos recebido convites para implantar unidades em outros partes do país e até do exterior. Atualmente, o Projeto Grael opera apenas na sua sede, em Jurujuba, Niterói, mas já mantivemos unidades em Vitória (ES), em Três Marias (MG) e em Maricá (RJ).

Além desses locais, nossa equipe já estudou a implantação do Projeto Grael em Salvador (Bahia), na Baía de Camamu (Baixo Sul da Bahia), Icapui e Mundaú (CE), Brasília (DF), Porto Alegre e Rio Grande (RS), Alfenas (MG), São Simão (GO), Delta do Parnaíba (PI e MA), Guarujá e Iguape (SP), Lago de Itaipu (PR).

No estado do Rio de Janeiro, foram avaliadas possibilidades nas seguintes localidades: em Angra dos Reis, Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Rio de Janeiro (Ilha do Governador e Paquetá), Itaguaí, Piraí, Macaé, Parati e São Gonçalo.

Escola náutica em Bombinhas

O Instituto Rumo Náutico, de Torben Grael, lenda da vela brasileira, tem planos para Bombinhas. Em Alicante, na Espanha, onde acompanhou a largada da Volvo Ocean Race, a prefeita Ana Paula da Silva (PDT), que preside a Associação dos Municípios da Foz do Itajaí-Açu (Amfri), tratou com Grael sobre a possibilidade do Rumo Náutico trazer à cidade um projeto de iniciação a esportes náuticos como vela, remo e canoagem, além de educação ambiental. A expectativa é que a parceria seja firmada até o ano que vem.
(Dagmara Spautz, Diário Catarinense, 24 de outubro de 2017).

O Projeto Grael sempre sonhou em implantar uma Rede Náutica Educativa, formada por um conjunto de iniciativas de vela educativa e social. Para isso, já capacitamos e demos apoio para iniciativas locais e chegamos a modelar o Projeto Grael como uma franquia social, de forma a estimular a replicação de nossa experiência em parceria com organizações atuantes nas outras cidades.

O grande obstáculo para a expansão do Projeto Grael tem sido o desafio da sustentação financeira, o que tem afastado principalmente as parcerias na modalidade franquia social. Outra dificuldade tem sido manter as unidades criadas, que apesar dos excelentes resultados alcançados, não resistiram no tempo.

No caso de Três Marias (MG), onde atuamos com o patrocínio da CEMIG, o problema foi a dificuldade causada pela Crise Hídrica, que reduziu a cota do Reservatório de Três Marias, no Rio São Francisco. Nossa atuação foi inviabilizada pela falta de água.

Em Vitória (ES) e Maricá (RJ), onde o Projeto Grael era mantido através de recursos exclusivamente públicos, repassados pelas respectivas prefeituras. No caso, a dificuldade foi política. A falta de continuidade das políticas públicas nas transições entre governantes, inviabilizaram a permanência do programa.

Agora, a perspectiva de uma unidade em Bombinhas, como anuncia a matéria do Diário Catarinense, nos anima muito em virtude do contexto em que surge: a prioridade que Santa Catarina tem dado para a náutica. Em função de políticas públicas adotadas, o estado conseguiu atrair um grande número de empresas nacionais dedicadas à construção de barcos, marinas etc., e toda a cadeia produtiva associada ao setor.

Como exemplo, vemos que a cidade de Itajaí conquistou o direito de sediar a parada (Stop Over) da regata Volvo Ocean Race, superando o Rio de Janeiro e Salvador na disputa.

Neste contexto, de valorização do setor náutico, o Projeto Grael poderá exercer um importante papel de formar velejadores e praticantes de esportes náuticos, prestadores de serviços e demais profissionais para atender a expansão do setor.

É sempre bom lembrar que barcos, apesar de serem vistos frequentemente com uma conotação elitista, são na verdade um grande impulso para a economia e para a geração de empregos. Estimativas indicam que cada barco gera 7,4 empregos, sendo 5 diretos e 2,4 indiretos.

Assim como Niterói, que através do programa Niterói Cidade Campeã da Vela, está investindo na náutica como uma vocação e uma oportunidade da cidade, Bombinhas também segue o mesmo caminho.

Que os entendimentos com a cidade de Bombinhas viabilizem o Projeto Grael no local. E que gerações de esportistas náuticos e profissionais para o setor possam surgir.

Axel Grael



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Notícias divulgadas pelo Diário Catarinense

Itajaí na Volvo

O secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, propôs um protocolo de intenções para manter Itajaí como o destino da Volvo Ocean Race na América do Sul. A organização internacional da regata parece inclinada ao retorno _ a infraestrutura logística e portuária, e o interesse do público que lota a Vila da Regata a cada edição, são pontos de vantagem para a cidade.

O problema é o interesse de outros municípios (e por isso o protocolo de intenções vem a calhar). Para esta edição, Itajaí teve concorrentes fortes como Salvador (BA) e o Rio de Janeiro. Pavan diz que Santa Catarina não pode correr o risco de perder o evento.

Relíquia

Os projetos da prefeitura de Itajaí para trazer à cidade como relíquia o barco Brasil 1, que correu a Volvo Ocean Race em 2008-2009, esbarraram na decisão da organização da prova de deixá-lo em exposição em Alicante, no museu da volta ao mundo. A ideia de ter um marco da regata, no entanto, não foi esquecida: a Secretaria de Turismo estuda a possibilidade de um monumento que marque a história de Itajaí com a Fórmula 1 dos Mares.

Escola náutica em Bombinhas

O Instituto Rumo Náutico, de Torben Grael, lenda da vela brasileira, tem planos para Bombinhas. Em Alicante, na Espanha, onde acompanhou a largada da Volvo Ocean Race, a prefeita Ana Paula da Silva (PDT), que preside a Associação dos Municípios da Foz do Itajaí-Açu (Amfri), tratou com Grael sobre a possibilidade do Rumo Náutico trazer à cidade um projeto de iniciação a esportes náuticos como vela, remo e canoagem, além de educação ambiental. A expectativa é que a parceria seja firmada até o ano que vem.

Fonte: Diário Catarinense








sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Piracaia é a próxima cidade a ser beneficiada com o projeto Navega São Paulo



O Navega São Paulo é uma ação sócio-esportiva da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Turismo que utiliza os esportes náuticos do remo, vela e canoagem como ferramenta de inclusão social para jovens com idade entre 10 e 15 anos estudantes da rede pública de ensino. A Sabesp, através da Lei de Incentivo ao Esporte, é a maior patrocinadora do projeto, que atende cerca de 3000 alunos em 15 municípios.

A prefeita Terezinha das Graças S. Peçanha, o vice-prefeito e os secretários municipais de esporte e educação receberam o gerente da UGR Bragantina (MNB), Luiz Paulo Madureira, Dilmara Veríssimo de Souza e Emerson Martins Moreira, do Departamento de Recursos Hídricos Metropolitanos (MAR), o coordenador estadual do projeto, Carlos Roberto J. Cardoso e a representante da Universidade São Francisco, Mirna Koda.

A reunião teve como objetivo apresentar o Navega São Paulo para a nova administração e ressaltar os tópicos de responsabilidade da prefeitura. Para Piracaia, o projeto foi desenvolvido pela Secretaria Estadual de Esportes e a Universidade São Francisco (Bragança Paulista) que também vistoriou a Represa da Cachoeirinha, local onde serão realizadas as atividades.

A implantação do núcleo do projeto Navega São Paulo é uma das ações previstas pelo Programa de Valorização dos Mananciais, do Departamento de Recursos Hídricos Metropolitanos, da Unidade de Negócio de Produção de Água da Metropolitana (MA). Além das modalidades esportivas, os alunos participarão de atividadesde conscientização limpeza e preservação da represa.

As equipes da Divisão de Recursos Hídricos Metropolitanos Norte (MARN) e da Célula de Articulação e Representação Institucional (MAR11) participarão do grupo que coordenará e apoiará as ações do núcleo do Projeto Navega São Paulo em Piracaia.

Piracaia terá doze meses de atividades de canoagem para até 112 crianças. A cidade receberá 14 caiaques, além de um bote com motor. O núcleo contará com dois instrutores, que serão contratados pelo projeto, além dos professores de Educação Física da rede municipal de ensino e de estagiários da Universidade São Francisco. Além das aulas, a Sabesp agregará ao projeto palestras e atividades para promover a educação ambiental nas escolas.

Segundo a prefeita Terezinha “o projeto é uma oportunidade para as crianças brincarem, conhecerem uma nova modalidade, além de zelarem pelo patrimônio do município”. Após a reunião, os presentes visitaram a Represa Cachoeirinha e as instalações que serão usadas para as aulas.

A inauguração do Navega São Paulo e início das atividades do projeto em Piracaia devem acontecer entre a segunda quinzena de fevereiro e início de março. O MARN possui um outro núcleo do projeto na represa Paiva Castro, em Mairiporã, que funciona há cerca de cinco anos, atendendo 200 crianças anualmente nas modalidades de vela,canoagem e remo.  


Fonte: site SABESP

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Joanna Dutra, gerente executiva adjunta do Projeto Grael fala para a CBN sobre unidades no PR

Joanna Dutra, gerente executiva adjunta do Projeto Grael, e Archimedes Delgado, Coordenador de Unidades  Descentralizadas, nas Cataratas do Iguaçu. Foto arquivo do Projeto Grael. 

A cientista social Joanna Dutra, gerente executiva adjunta do Projeto Grael fala para a CBN-Foz sobre as perspectivas de implantação de uma rede de unidades de náutica educativa do Projeto Grael no Paraná.

Veja em:
Região do Lago pode ganhar projeto sócio-educativo para a formação de jovens velejadores « CBN Foz – A rádio que toca notícia

Saiba mais sobre o Projeto Grael no Paraná em:


http://www.cbnfoz.com.br/2012/05/23/regiao-do-lago-pode-ganhar-projeto-socio-educativo-para-a-formacao-de-jovens-velejadores/
http://www.axelgrael.blogspot.com.br/2012/05/projeto-grael-mais-perto-de-implantar.html
http://www.axelgrael.blogspot.com.br/2012/05/secretaria-de-esporte-do-parana-anuncia.html

Araucária (PR) irá receber base do Projeto Grael

Patrícia Comunelo
Reunião definiu área em Araucária como a melhor para receber o projeto (Foto: Marcus Schroeder)

Araucária foi escolhida para receber a base náutica do Projeto Rumo Náutico (Projeto Grael), que será instalada na represa do rio Passaúna em parceria com o Programa Esporte Formador (Secretaria do Esporte do Paraná). A decisão foi anunciada em reunião realizada na última terça-feira (22), na sede da Secretaria do Esporte, com a presença do secretário estadual Evandro Rogério Roman, dos secretários municipais de Araucária, Campo Largo e Curitiba (a represa limita as três cidades) e de representantes da Sanepar (empresa de saneamento que administra a represa) e da Federação de Iatismo à Vela do Paraná.
Na semana anterior, representantes do Projeto Rumo Náutico e do Programa Esporte Formador estiveram na represa visitando os possíveis locais. “Viemos conhecer os locais que têm potencial para o desenvolvimento dos esportes náuticos e verificar a possibilidade de implantar unidades com a metodologia social do Projeto Grael”, explicou Axel Grael, engenheiro ambiental, velejador e irmão dos esportistas Torben e Lars Grael. O Projeto Grael desenvolve programas educacionais, profissionalizantes e ambientais com crianças, além de oportunidades de desenvolvimento das modalidades náuticas.
Durante a reunião, o coordenador do Programa Esporte Formador, Marco Orasmo, apresentou o croqui da represa e as avaliações técnicas do local, que contará, além da base náutica, com quadras poliesportivas, campos de futebol e espaço de lazer. O secretário de Esporte e Lazer de Araucária, Wanderley Haddad, comemorou a escolha do município. “A implantação do projeto náutico nessa área será importantíssima, pois o local escolhido não vinha sendo usado em razão de impedimentos ambientais. Agora, com a parceria da Secretaria do Esporte do Paraná, teremos condições de usufruir a área e oferecer uma estrutura adequada e segura para a nossa comunidade”, comentou.
De acordo com o secretário estadual Evandro Rogério Roman, a escolha foi técnica e, dos locais vistoriados, a área em Araucária é a que oferece melhores condições, mas há a necessidade do envolvimento dos três municípios para o sucesso do projeto. “Temos que contar com o comprometimento dos municípios para que a comunidade use o espaço, pois além do projeto esportivo, também há possibilidade de implantação de projetos sociais, cursos profissionalizantes, oficinas ligadas à indústria náutica e a realização de eventos”, avaliou.
Roman anunciou ainda que uma parceria do Governo Federal com o Governo do Estado e as Prefeituras dos municípios deve garantir cerca de R$ 500 mil anuais para a manutenção das bases náuticas. Os recursos e o projeto Rumo Náutico irão beneficiar também as bases existentes no lago formado pela usina hidrelétrica de Itaipu, na costa oeste do Paraná, construídas na década de 90 por ocasião dos Jogos Mundiais da Natureza.
O coordenador da Federação de Iatismo à Vela do Paraná, Alexandre Rucker, falou sobre a importância da implantação do Projeto Rumo Náutico no Paraná. “Vai ser fantástico, pois temos uma demanda reprimida para os esportes náuticos em todo o estado. Faz tempo que estamos batalhando para isso tudo acontecer e agora encontramos pessoas interessadas em firmar essa parceria e em trazer um projeto de sucesso, como é o Projeto Grael, para o Paraná”, declarou.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Secretaria de Esporte do Paraná anuncia possibilidade de parceria com o Projeto Grael


Secretaria de Estado do Esporte vistoria áreas para construção de bases Náuticas para o Esporte Formador/ Atleta do Futuro

A viagem desta semana de uma comitiva da Secretaria de Estado do Esporte visa avaliar duas áreas lindeiras ao Lago de Itaipu, uma em Itaipulândia no oeste do estado e outra em Entre Rios do Oeste.

Além de técnicos da Secretaria e de autoridades locais, também vão acompanhar a visita, o coordenador do Programa Esporte Formador/Atleta do Futuro, Marco Orasmo e o irmão dos iatistas e velejadores Lars e Torben Grael; Axel Grael.

Axel também é diretor presidente do Instituto Rumo Náutico. O Instituto é uma uma organização sem fins lucrativos. A entidade vai fazer uma espécie de consultoria segundo Orasmo, para fazer o levantamento técnico dos locais e a questão financeira para o possível investimento. Também estarão com o grupo, Archimedes Francisco Bonnet que é coordenador Pedagógico do “Rumo Náutico” e Joana Alves Dutra, coordenadora de projetos do Instituto.

Para Marcos Krukoski, que é técnico Pedagógico e administrativo do Programa “Segundo Tempo” da Sees, se implantadas essas bases náuticas no estado, milhares de crianças e adolescentes de escolas públicas do Paraná vão ser beneficiados.

“O projeto Grael que é nacional por meio do Instituto “Rumo Náutico” já existe em Niterói e em cidades do nordeste brasileiro e deve ser implantado aqui no Paraná no Programa Esporte Formador /Atleta do Futuro (*correção: O Projeto Grael possui uma unidade em Três Marias, MG). A idéia vai além da oferta de ensino para modalidades esportivas como a iniciação a Vela, deve Incluir o trabalho de aprendizado para o esporte, além de aulas para confecção de embarcações, projetos de parte elétrica de barcos, mecânica como funcionam os motores.” afirma.

Segundo o coordenador do Esporte Formador/Atleta do Futuro, foram identificadas pela Federação Paranaense de Vela e a Secretaria do Esporte, cinco locais onde bases náuticas poderão ser construídas. Represa do Passaúna, onde vão ser atendidos três municípios: Campo Largo, Araucária e Curitiba; Guaratuba; Antonina, além de Itaipulândia e Entre Rios do Oeste que receberão a visita nesta semana.

No fim da tarde desta segunda feira (14-05) o presidente da Federação Paranaense de Vela Sérgio Montenegro Kraemer junto com outros amantes do esporte náutico no estado estiveram no gabinete do secretário Evandro Rogério Roman. O motivo da visita de acordo com a Federação, foi uma integração junto a Sees para construção das idéias entorno das atividades e locais das obras para incentivo ao esporte.

Segundo os técnicos da Sees vão ser beneficiados principalmente alunos da rede pública e que estejam em situação de vulnerabilidade social.

Michel Souza
COM/SEES
(45)9916-1683
(41)33617735
michel.reporter@sees.pr.gov.br

Fonte: Secretaria de Estado do Esporte, Estado do Paraná.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Representante da Secretaria de Esportes do Paraná visita o Projeto Grael

Marco Aurélio Orasmo (atras, quinto da direita para a esquerda) posa no Projeto Grael com alunos e profissionais da equipe. Foto arquivo do Projeto Grael.
O Projeto Grael recebeu hoje a visita do Coordenador do Programa Esporte Formador, da Secretaria de Esporte do Governo do Paraná, Marco Aurélio Orasmo, que veio conhecer o trabalho realizado pela organização em Niterói-RJ e convidar representantes da equipe do Projeto Grael para uma visita nos próximos dias ao Paraná.

Em março, o secretário de Esporte do Paraná, Evandro Roman, reuniu-se com Lars Grael, com representantes do Ministério do Esporte e com o presidente do Projeto Grael/Instituto Rumo Náutico, Axel Grael, e convidou a instituição para implantar uma rede de unidades naquele estado.

Recentemente, o governador do Paraná, Beto Richa, atendeu a um apelo de Lars Grael e suspendeu uma proibição que vigorava há anos, impedindo a prática da vela, remo e canoagem nos reservatórios e lagoas no estado. Agora, as atividades náuticas não poluentes estão liberadas. É bom lembrar que o Paraná possui uma das maiores extensões de reservatórios e águas interiores do país.

Que bons ventos impulsionem a náutica no Paraná.

Axel Grael

quarta-feira, 28 de março de 2012

Parcerias permitem que o Projeto Grael leve a náutica educativa e social para o interior

Versol: jovens velejadores, remistas, nadadores e ambientalmente responsáveis


Imagem aérea dos barcos durante o 38 Campeonato Brasileiro da Classe Laser, realizado em Três Marias, em janeiro de 2012.  
Minas não tem mar, mas tem rios, lagoas, represas. E é na água doce que 150 jovens, entre 9 e 24 anos, do município de Três Marias, praticam esportes náuticos, como vela (classe Dingue e Optimist)  e remo, e aquático, como a natação e têm aulas de educação ambiental . Essas atividades fazem parte do Versol – Vela Remo Responsabilidade Socioambiental e Lazer, projeto desenvolvido pela Cemig, em parceria com o Instituto Rumo Náutico – Projeto Grael e Prefeitura Municipal de Três Marias.

Tiro de Canoa: evento tradicional em Três Marias.
O trabalho tem como base três programas educacionais: iniciação esportiva, educação complementar e iniciação profissionalizante. Após adquirirem formação e experiência necessária para a prática dos esportes náuticos e aquático, alguns alunos também contribuem para o ensino.  O Versol contribui para a formação e desenvolvimento humano de seus alunos como um todo, incentiva à prática esportiva, à vida saudável entre outras melhorias. Para participar do projeto, os interessados devem estar matriculados na rede pública de ensino local e estar frequentando relugarmente às aulas.

Três Marias sediou o 38° Campeonato Brasileiro da Classe Laser

Barcos da Classe Laser velejam em Três Marias.
O projeto também contribuiu para que o reservatório de Três Marias fosse reconhecido como adequado para a prática de esportes náuticos, influenciando velejadores de todo o Brasil na escolha da cidade como sede do 38° Campeonato Brasileiro da Classe Laser, de barco a vela, em janeiro de 2012. Três alunos e instrutores do projeto Versol, moradores de Três Marias, tiveram a oportunidade de participar da competição e disputar com os principais nomes da vela nacional.



Parceria entre Cemig, Instituto Rumo Náutico e Prefeitura de Três Marias


A Cemig financia as atividades do Versol, incluindo infra-estrutura necessária e pessoal, e participa da gestão compartilhada do Projeto. A Prefeitura Municipal de Três Marias disponibiliza o local e realiza a manutenção da sede do Projeto (incluindo guarda de barcos, salas para cursos profissionalizantes, vestiários e espaços para lazer) e fornece o transporte aos alunos. O Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) executa e planeja as atividades, define o material de suporte (incluindo equipamentos, material e infra-estrutura necessária) e realiza a contratação e gestão de pessoal.
 
Fonte: Blog do Programa Peixe Vivo, da CEMIG.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Projeto Grael ajudará a reativar unidades do Projeto Navegar no RJ e PR


Lars Grael promoveu a reunião.

Evandro Roman, secretário do Esporte, do Governo do Paraná, esteve em reunião no Rio de Janeiro para tratar da reativação e implantação de novas unidades do Projeto Navegar no seu estado.

Evandro Roman se reuniu com Lars Grael e representantes dos esportes náuticos

Na última sexta-feira (16), o secretario Evandro Roman esteve no Rio de Janeiro, para discutir algumas ações do Projeto Navegar no estado do Paraná. Estiveram reunidos o velejador e medalhista olímpico Lars Grael, o secretário nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte, Afonso Barbosa, o secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Capelli, o Presidente do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael), Axel Grael, que esteve acompanhado de Christa Grael, Gerente Executiva do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) e o secretario municipal de esportes do Rio de Janeiro, Romário Galvão Maia.

No encontro foram acertados de três a cinco núcleos do Projeto Navegar, com investimentos do Ministério do Esporte de R$ 500 mil para o Paraná. Esses projetos envolverão as modalidades remo, canoagem e esportes a vela. Também ficou acertado que o Presidente do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael), Axel Grael, vem para o Paraná para fazer um levantamento dos locais com melhor infraestrutura.

Outro ponto discutido foi a preocupação em levar as atividades náuticas ao lago de Itaipu, visando impulsionar mais a região. O público alvo desses núcleos náuticos serão crianças entre seis e 17 anos de idade.

Além disso esses núcleos irão contemplar Programas da Secretaria de Estado do Esporte (SEES), como: o Projeto Segundo Tempo e o Programa Esporte Formador. Os investimentos virão da iniciativa privada, da Secretaria Nacional de Esportes de Alto Rendimento através da Lei de Incentivo e Governo do Estado do Paraná.

Com as escolas adjacentes as represas, rios e lagos, o Programa Esporte Formador estuda as metodologias junto às federações e entidades náuticas e Secretaria de Estado de Educação (SEED), para que o atendimento aos estudantes seja feita da melhor forma possível e atenda as necessidades das modalidades.

De acordo com o Secretario Evandro Roman o incentivo dos grandes atletas traz ainda mais motivação para que as crianças possam se interessar e começar a praticar as modalidades. “O Lars Grael tem um grande carinho pelo Paraná e sabe do potencial do nosso estado”, comenta Roman.

O Projeto Navegar já atendeu mais de 40 mil crianças em todo país em seus 43 núcleos. Os programas desenvolvidos têm o objetivo de educar e disseminar o conhecimento náutico a partir da vela, do remo, da canoagem e de outras atividades náuticas, tendo como público alvo os estudantes da rede pública de educação.

Fonte: Secretaria do Esporte do Paraná

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ex-catadora de material reciclável se torna campeã brasileira de canoagem

Renata de Jesus, 15 anos, Campeã Brasileira de Canoagem 2011.

Renata dos Anjos de Jesus, de 15 anos, conquistou os títulos de Campeã Estadual e Campeã Brasileira de Canoagem de 2011. O feito da atleta ganha uma dimensão ainda mais admirável ao se conhecer a sua história pessoal. Renata foi revelada pelo Projeto Navega São Paulo de Praia Grande e até começar a dedicar-se à canoagem ajudava no sustento de sua família catando papelão, latinhas e outros material recicláveis pelas ruas.

Atendida pelo Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil (Peti), unidade do Melvi, a jovem conheceu o projeto Navega SP há seis anos, e viu na modalidade a possibilidade de um futuro melhor. Abraçou a oportunidade e com dedicação vem colecionando títulos.

O título brasileiro da categoria sênior, com atletas de 15 a 24 anos, foi conquistado em outubro, em Angra dos Reis.

"O Navega SP é uma experiência maravilhosa na minha vida. Quando comecei era tímida. Não ia para as disputas. Agora, tudo que pude conhecer, lugares como Angra, Niterói, Ilhabela, entre outros, foi através do esporte", destacou.
Graças aos títulos conquistado, a partir de janeiro de 2012 a atleta passou a ser incluida no Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, e passará a receber uma ajuda de custos mensal de R$ 950,00 para poder se dedicar aos treinamentos.

Veja matéria da TV Tribuna sobre a bela história de Renata.

Saiba mais sobre Renata aqui.

PROJETO NAVEGA SP

O Programa Navega São Paulo foi idealizado e implantado por Lars Grael, quando ocupou o cargo de Secretário Estadual da Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo, entre 2003 e 2006. Lars repetiu em São Paulo a sua experiência anterior no Governo Federal, onde foi diretor do extinto INDESP-Instituto de Desenvolvimento do Desporto e, posteriormente, o Secretário Nacional de Esportes, entre 1999 e 2002.

No Governo Federal criou o Projeto Navegar. Tanto o Projeto Navegar como o Navega São Paulo foram inspirados no Projeto Grael, iniciativa pioneira criada em 1998 por Lars Grael e Torben Grael.

Atualmente, o Projeto Navega São Paulo possui 14 núcleos e conta com patrocínio da SABESP, através da Lei de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte.

domingo, 9 de outubro de 2011

Atletas do "Projeto Velejar é Preciso" com Lars Grael

Atletas do ICLI com o campeão olimpico Lars Grael. Foto Divulgação.

O coordenador do Projeto Velejar é Preciso, Allan Godoy, atual bi-campeão sul-americano de vela na classe 4.7, levou quatro alunos do projeto do ICLI para um encontro com o campeão olímpico Lars Grael, no sábado passado, no hotel Bourbon Cataratas Resort. Lars Grael veio a convite do IV Congresso Sul Imobiliário (Consim) organizado pelo Creci-PR para a palestra “Saga de um campeão”. Antes da palestra Grael recebeu Allan, Andrey, Marcos, Luis e André e parabenizou Allan pela recente conquista no sul-americano, além de desejar bons ventos para os meninos do projeto.

Como velejador, Lars alcançou muitas vitórias, mas nunca se contentou em vencer sozinho, por isso sempre se preocupou com o lado social do esporte. Devido a sua trajetória olímpica, o acidente que sofreu, sua superação e sua visão política, Lars desperta o interesse de muita gente. Allan, Andrey, Marcos, Luis e André ouviram com atenção o Lars Grael falar sobre vida, valores, superação, garra, preparação, espírito de equipe, coragem e muitos outros temas. Ao final da palestra Lars disse que na platéia estavam alguns jovens do Projeto social do ICLI, que tem revelado alguns campeões em Foz do Iguaçu como o Allan Godoy, bi-campeão sul-americano da classe Laser 4.7 Lars convidou Allan para ir até o palco e juntos receberam muitos aplausos.

Assessoria de Imprensa
(Agência Leon)

Fonte: Iate Clube Lago de Itaipu - ICLI
 
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ICLI - Um clube náutico com um programa de Responsabilidade Social.
 
Projeto Velejar é Preciso

Fundado oficialmente em Janeiro de 2001, sendo apoiado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Foz do Iguaçu.

Estabelecido em 1985 em Foz do Iguaçu, o Iate Clube Lago de Itaipu - ICLI - é considerado de uso múltiplo em razão de visar o lazer, o desenvolvimento esportivo além de colaborar com a preservação ambiental do local.

Mantém um calendário de interesse social, onde beneficia a comunidade com projetos desportivos, recreativos, ambientais e sociais.

Um dos programas de maior destaque do clube é o "PROJETO VELEJAR É PRECISO", voltado para crianças de famílias de baixa renda e que se encontrem matriculadas na rede de ensino público da cidade. No programa, as crianças recebem instruções sobre o esporte à vela e o treinamento prático, com o objetivo de formar atletas que representem a Costa Oeste.

Principais objetivos do Projeto

•Proporcionar à crianças e adolescentes a prática desportiva;
•Formar velejadores que venham representar não só a instituição, bem como a Costa Oeste, o Estado e o País;
•Divulgar a modalidade do esporte;
•Difundir a qualidade de vida saudável e a valorização do meio ambiente;
•Promover a relação social das crianças, integrando-as à comunidade;
•Incentivar a valorização do estudo, já que para ser atleta do projeto, as crianças devem estar matriculadas e apresentar resultados expressivos durante o ano letivo.

O Projeto visa o aprendizado e a prática do esporte à vela para crianças através da formação de equipes competitivas que são motivadas pela representação da entidade (ICLI) em campeonatos regionais, estaduais, nacionais e internacionais.

O clube oferece toda a infra-estrutura para o treinamento dos atletas, disponibilizando barcos, equipamentos de reposição e segurança, orientação e treinamento, acompanhamento pedagógico, além de um calendário estipulado para os dias de treinamento.

Desenvolvimento do Projeto

A prática do esporte à vela na região da Costa Oeste tornou-se viável após a formação do Lago de Itaipu. Mesmo sem a existência de um local apropriado para alojar os barcos e equipamentos necessários para o desenvolvimento do esporte, admiradores e amantes da vela iniciaram o processo de aprendizagem, apesar das dificuldades de acesso ao lago.

Em 1985 com a fundação do ICLI, as dificuldades foram sendo aos poucos solucionadas. Com melhores condições de acesso ao lago, esportistas amadores começaram a aprimorar suas técnicas e transmiti-las às crianças interessadas em aprender a arte de velejar.

Por incentivo do poder público (Municipal, Estadual e Federal), foi implantado na Base Náutica da Cidade de Foz do Iguaçu, o "Projeto Navegar" que engajou as crianças carentes, pertencentes à rede pública de ensino, realizando um trabalho esportivo com tempo determinado de treinamento de aproximadamente seis meses. Após esse período, outro grupo era selecionado, dando continuidade ao programa, ou seja, quando as crianças estavam realmente aprendendo a velejar, eram dispensadas para dar lugar à outras crianças que mostrassem interesse na prática do esporte.

Então, a Diretoria do clube, que já realizava treinamento com filhos de associados, decidiu convidar as crianças e instrutores oriundos do "Projeto Navegar" para participar de um torneio interno no clube. O resultado desse convite foi tão positivo que, a Diretoria convidou os velejadores que mais se sobressaíram, para participar dos treinos desenvolvidos no ICLI, durante os finais de semana.

Com as poucas condições que o "Projeto Navegar" vinha desenvolvendo seu propósito, a Diretoria do ICLI, decidida a desenvolver um trabalho com fundo social, adotou as crianças formando seu próprio projeto, o "VELEJAR É PRECISO". Desde a fundação oficial do projeto, em janeiro de 2001, o clube por seu quadro social, viabiliza os treinamentos, além de fomentar a prática do esporte como uma opção de crescimento profissional e intelectual a cada um dos atletas que venham participar do projeto.

Hoje, o clube apresenta resultados expressivos no esporte, e graças a isso sediará em 2008, o Campeonato Brasileiro de Optimist, o maior da categoria no país.

Benefícios oferecidos aos atletas

O ICLI oferece aos atletas, todas as condições necessárias para a prática do esporte, sem custo algum para as crianças, fornecendo:

•Transporte de acordo com o roteiro do ônibus do clube;
•Equipamentos;
•Instrutores e orientadores pedagógicos;
•Custeio de qualquer despesa para participação em Campeonatos Externos (fora do clube, cidade, estado e país).

As aulas de vela são realizadas todos os sábados e domingos, a partir das 9 horas

Fonte: Site do ICLI

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Conselho de Turismo da CNC repercute palestra sobre Turismo Náutico


Conselho da CNC comanda palestra sobre turismo náutico

Axel Schmidt Grael, presidente do Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael, e Ricardo da Fonseca Poppe de Figueiredo, chefe do Serviço de Vigilância e Controle Aduaneiro da Alfândega do Porto do Rio de Janeiro (Sevig), foram os palestrantes sobre o tema Operações do Turismo Náutico – Tendências e Perspectivas realizada pelo Conselho de Turismo da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, no Rio de Janeiro.

Ex-dirigente de órgãos públicos, como a Fundação Estadual de Engenharia do Meio-ambiente (Feema), Grael afirmou que o Brasil se encontra diante de uma enorme oportunidade para avançar no segmento náutico, em razão das extensões de águas oceânicas e interiores, que perdem para pouquíssimos países do mundo, aliadas a um clima muito favorável à navegação de Norte a Sul, em todas as estações do ano..

Ricardo da Fonseca Poppe de Figueiredo, por sua vez, abriu sua palestra com a informação de que o Serviço de Vigilância e Controle Aduaneiro da Alfândega do Porto do Rio de Janeiro dispõe de normas específicas, voltadas a eventos internacionais realizados no País e que valem para embarcações em qualquer nível. O conteúdo completo das palestras está disponível AQUI.
 
Fonte: CNC - Confederação Nacional do Comércio
 
Síntese da palestra sobre Turismo Náutico no Brasil

domingo, 1 de maio de 2011

Turismo náutico: o Brasil ainda não acordou para o seu enorme potencial


Antigua, país caribenho, tem no turismo náutico a base da sua economia.
Iniciativas governamentais

Em 2008, a Embratur lançou um portal para divulgar o turismo náutico no país. Foi um passo..., mas apenas um passo tímido, já que é uma ferramenta ainda muito desproporcional ao tamanho do potencial que a atividade tem no país.

Tão impreciso e incompleto é o site que, por exemplo, cita que no Rio de Janeiro conta apenas com uma opção de destino: a Marina da Glória. Ora, a Baía de Guanabara oferece a Marina da Glória, é verdade, mas também muitas outras opções para o turista náutico, principalmente para os que pretendem fazer escala aqui com seus barcos (outra possibilidade, a disponibilidade de embarcações para aluguel ainda é pequena). Só em Niterói, existem seis iate clubes (Rio Yacht Club, Clube Naval-Charitas, Iate Clube Brasileiro, Iate Clube Icaraí, Praia Clube São Francisco e Iate Clube Jurujuba, além do Projeto Grael). No Rio de Janeiro outros tantos, com destaque para o Iate Clube do Rio de Janeiro, com excelente infraestrutura.

Todos estes clubes têm longa experiência em receber turistas náuticos vindos de outras partes do Brasil ou do exterior. Porque então o site oficial do setor não reconhece e recomenda estes serviços?

O Ministério do Turismo também dedica um link do seu site ao setor. Mais uma vez, apesar de algumas poucas informações úteis, ainda é um serviço precário, superficial, desatualizado e incipiente. Tão pouca importância lhe foi dada na página do Ministério, que é difícil de acha-lo até com a ajuda das ferramentas de busca da internet.

Estes sites oficiais divulgam alguns poucos destinos, sugestões de roteiros, lista marinas disponíveis e outras informações úteis aos navegantes. Mas, ao verificar-se a qualidade destas informações, vemos que não há referências às atrações da Baía de Guanabara e suas imediações, como:
  • a Enseada de São Francisco e Itaipu - ambas em Niterói,
  • um aprasível passeio pelas famosas praias da Zona Sul,
  • ou um passeio pelas belas ilhas oceânicas próximas ào Rio de Janeiro, inclusive o Arquipélago de Cagarras (hoje uma unidade de conservação federal: Monumento Natural, criado pela Lei 12.229, de 13 de abril de 2010).
Em vez disto, encontramos a sugestões para que o turista náutico conheça as cidades serranas de Petrópolis e Teresópolis. Nada contra, ...até acho uma boa dica para o visitante, ... mas os elaboradores do site esqueceram que o turista náutico que aqui chega, pode até querer fazer passeios por terra, mas se escolheu o turismo náutico, quer utilizar a embarcação e conhecer as atrações por mar, ou quer chegar ao Rio de Janeiro e saber onde alugar um barco e para onde ir.

Assim são as informações turísticas para os navegadores em outros países. Os exemplos são fartos, sejam na internet ou nos ótimos manuais para os viajantes.

Um filão negligenciado

O que temos é um bom começo, mas a timidez dos recursos oficiais disponíveis representam bem a precariedade do turismo náutico no Brasil. Com cerca de 8.000 km de litoral, praias e ilhas belíssimas, temperaturas amenas que permitem a navegação o ano todo, o Brasil tem um potencial enorme ainda sub-aproveitado.

Segundo a própria EMBRATUR, cada turista náutico estrangeiro gasta por mês cerca de US$ 3.000 e cada turista de cabotagem US$ 130/dia em cada escala. O turismo náutico movimenta, portanto, cerca de US$ 50 milhões anuais, atraindo cerca de 500.000 turistas/ano. O Brasil poderia se beneficiar muito mais do turismo náutico, setor considerado mundialmente como aquele que mais gera empregos por dólar investido.

Segundo dados do governo francês, para cada barco com mais de 25 pés são gerados 3 empregos diretos, e que um barco gasta em manutenção e estadia por ano o equivalente a 8% do seu valor de compra. A Bahia é o estado que mais investiu no turismo náutico, oferecendo uma crescente infraestrutura e atraindo eventos.

Tivemos notícias que o Município do Rio de Janeiro contratou serviços especializados para estudar o potencial do turismo náutico na Baía de Guanabara. Búzios, Angra dos Reis e Ilhabela também mostram avanços importantes, mas falta uma política para o setor.

Que estas iniciativas e os próprios interessados - empresários do setor, velejadores, profissionais do turismo, sindicatos e governos locais - unam forças e ajudem a alavancar o turismo náutico brasileiro.

Eventos náuticos

O Rio de Janeiro, que abriga o maior frota de embarcações de recreação e parte da região de maior concentração da atividade náutica no Brasil (de Búzios a Santos-SP), não possui uma política estruturada para o setor.

Gradativamente, o Rio de Janeiro, que ainda é a maior referência do esporte náutico no país, foi perdendo espaços e até eventos tradicionais migraram para outras águas. A perda mais recente foi a Volvo Ocean Race (Regata de Volta ao Mundo), que teve o Rio como parada ao longo de quase toda a sua história. Nas duas últimas edições, a competição atraiu uma multidão de pessoas que se aglomeraram às margens da Baía de Guanabara para assistir a regata local, com a presença de brasileiros, comandados por Torben Grael.

Publico na Marina da Glória prestigiando a Volvo Ocean Race no Rio de Janeiro.

Regata local da Volvo Ocean Race na Baía de Guanabara, 2009. Um espetáculo que o Rio de Janeiro não repetirá em 2013.

Por falta de interesse local, a próxima Volvo Ocean Race (2012-2013), terá o litoral catarinense como escala.

Alguma reação tem surgido e pode representar um futuro mais promissor para a náutica e para o turismo náutico no Rio de Janeiro. Graças a uma bem sucedida mobilização de esforços, a tradicional Regata Cape Town – Rio que, após décadas tendo o Rio como destino, chegou a ser disputada para Salvador, voltou ao Rio de Janeiro agora em 2011. Foi uma volta triunfal, pois a regata foi vencida por uma tripulação composta por velejadores sul-africanos e do Projeto Grael.

Em março de 2011, os governadores Martin O'Malley (Maryland, EUA) e Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) assinaram um Memorando de Entendimentos para a cooperação no setor náutico. O setor tem grande importância na economia daquele estado americano, cuja capital, Annapolis, ostenta o título de Capital Americana da Vela e terá em breve, o Hall of Fame do esporte. Nos últimos anos, a cidade apostou na náutica, uma reconhecida vocação natural e cultural da cidade que abriga a US Naval Academy. A estratégia deu certo e aproveitando as oportunidades, Annapolis conseguiu atrair muitos negócios. Agora, oferece a sua experiência ao Rio de Janeiro. Cabe a nós saber aproveitar a oportunidade

Que estes bons ventos impulsionem a náutica no RJ e no Brasil rumo um futuro mais promissor.

Axel Grael

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Projetos sociais têm conseguido reverter a imagem elitista da vela

Projeto Grael: tudo começou com um toldo na praia do Preventório, em Niterói. (Foto acervo do Projeto Grael).

O nascimento da vela social

Há mais de 12 anos, quando demos início ao Projeto Grael - iniciativa pioneira de promover a educação e a inclusão social através dos esportes náuticos - enfrentamos a desconfiança de muita gente. "Um projeto social com um esporte tão elitista como a vela?"

O Projeto Grael tem origens em 1988, foi idealizado em 1996 e foi fundado, em 1998, em Niterói (RJ), por Torben Grael, Lars Grael e Marcelo Ferreira, com a minha ajuda e a colaboração técnica dos professores de educação física Cintia Knoth e Luiz Evangelista. Por parte da Prefeitura de Niterói, contávamos com a facilitação de Carlos Alberto Parizzi. Como se fosse um laboratório, ali foi concebida a base conceitual e foram testadas as metodologias para o desenvolvimento da Vela Social.

Do início num toldo na areia da praia à nossa sede atual, trilhamos um longo caminho. A busca pela sede, o aperfeiçoamento metodológico, a implantação do programa profissionalizante, a implantação dos programas ambientais. Enfim, hoje temos uma organização sólida, que abre cerca de 750 vagas/ano para estudantes da rede pública, apenas em Niterói.

Políticas públicas

Em 1999, logo após o seu triste acidente, Lars Grael teve a oportunidade de assumir uma diretoria do então INDESP (Instituto de Desenvolvimento do Desporto - já extinto) e, posteriormente, de ocupar a Secretaria Nacional do Esporte, onde transformou a experiência do Projeto Grael em uma política pública. Estava criado assim o Projeto Navegar. Mais de 33 cidades brasileiras, da Amazônia ao Rio Grande do Sul, receberam instalações, equipamentos e equipes treinadas para operar iniciativas espelhadas no Projeto Grael. Infelizmente, o Navegar pedeu muita força após a saída de Lars Grael do Ministério e, quase todas as unidades acabaram abandonadas, salvo algumas exceções, quando foram adotadas por iniciativas locais.

Depois, já como Secretário Estadual da Juventude, Esporte e Lazer, do Governo do Estado de São Paulo, Lars Grael criou o Projeto Navega São Paulo. Mais 15 unidades se instalaram no estado de São Paulo, nos seguintes municípios: Presidente Epitácio, Praia Grande, São Bernardo do Campo, Santos, São Vicente, Cubatão, Barra Bonita, Piraju, Mairiporã, Ilha Comprida, Ilhabela (assumiu o Navegar local), Rifaina, Paraibuna, Rubinéia e Avaré. Ao contrário do Projeto Navegar, o Navega São Paulo, mesmo com altos e baixos, continuou ativo e muito consistente. Hoje se estrutura com base no apoio de lideranças e velejadores locais.

Outros estados também aderiram à iniciativa. Foi o caso Pará, que criou o Navega Pará, encampando algumas unidades abandonadas pelo Projeto Navegar e criando novas unidades.

Rede Náutica Educativa

Projetos sociais já formam mais velejadores do que os iate clubes.
Além da ação governamental, iniciativas de ONGs locais também deu início a importantes unidades voltadas ao desenvolvimento de esportes náuticos com objetivos sociais.

O próprio Projeto Grael expandiu-se. Atuou em Vitória-ES e Maricá-RJ (infelizmente as duas unidades foram desativadas) e mantém uma bem sucedida unidade em Três Marias (MG), em parceria com a CEMIG. Hoje, aprendemos com os problemas e com os fracassos iniciais e alimentamos o nosso entusiasmo com as muitas estórias de sucesso. Com a ajuda da UFF - Universidade Federal Fluminense, começamos a preparar uma franquia social para o Projeto Grael, de forma a expandi-lo para outras cidades. No momento, estudamos a criação de 10 novas unidades.

Diante deste rápido crescimento, a CBVM - Confederação Brasileira de Vela e Motor já estima que as iniciativas de vela social já podem estar formando mais velejadores do que os tradicionais iate clubes.

Devido a importância já alcançada pela náutica social e para fortalecer estas iniciativas, evitando que o ocorrido com o Projeto Navegar possa voltar a acontecer, o Projeto Grael apresentou uma proposta de criação de uma Rede Náutica Educativa. O objetivo é partilhar ideias, capacitar os profissionais envolvidos e promover a união entre as lideranças que promovem estes trabalhos. A CBVM já credenciou o Projeto Grael para ajuda-la a estabelecer parâmetros para a vela social e promover a Rede Náutica Educativa.

Apesar da frustração de ver o Projeto Navegar, do Ministério do Esporte, naufragar na falta de continuidade, é com muito orgulho que vemos muitas destas unidades sobreviverem e se desenvolverem, e com os seus resultados comprovarem que estávamos certos.

Resultados

No caso do Projeto Grael já beneficiamos mais de 10.000 jovens, inserimos centenas de profissionais no mercado de trabalho, formamos campeões brasileiros e regionais e, hoje, nos preparamos para ter nossos velejadores a bordo de um barco que participará da Regata Cidade do Cabo - Rio, atravessando o Oceano Atlântico.

Semana de Vela de São Sebastião (SP) foi dominada por velejadores oriundos de iniciativas de vela social.

Entre os dias 13 e 15 de novembro aconteceu no litoral norte paulista a 7ª edição da Semana de Vela de São Sebastião. Foram disputadas regatas das classes Optimist, Dingue, 420, Laser, Open Bic, Byte, Kitesurf e Holder, sendo que para esta última também aconteceu o Campeonato Brasileiro. Merecem destaque os velejadores de Ilhabela que conquistaram 17 pódios na maioria das categorias.

Veja os resultados abaixo

Optimist principiante:
1- Helio Barreto - Escola de Vela de Ilhabela
2- William Gomes - Escola de Vela de Ilhabela
3- Victor Lira - Escola de Vela de Ilhabela

Feminino
1- Larissy Leandro - Projeto Ventos e Velas
2- Melina Nahir Nieto - Projeto Ventos e Velas

Geral
1- Helio Barreto - Escola de Vela de Ilhabela
2- William Gomes - Escola de Vela de Ilhabela
3- Victor Lira - Escola de Vela de Ilhabela

Dingue iniciante
1- Wesley Vital dos Santos e Matheus Alves - Escola de Vela de Ilhabela
2- Romario Ramon Costa Inocêncio e Vitor – Projeto Ventos e Velas
3- Giovani e Anderson Carlos/ Tiago Malafaia- Projeto Ventos e Velas

Geral
1- Thiago e Laís Corhal- Navega Praia Grande
2- Wesley Vital dos Santos e Matheus Alves - Escola de Vela de Ilhabela
3- Silvio Bello e Vitor Sudbrock - Navega Praia Grande

Classe 420
1- Elder J. P. dos Anjos e José Vieira do Nascimento - Escola de Vela de Ilhabela

Laser 4.7 geral
1- Givago Pontes de Mattos – Projeto Ventos e Velas
2- Anderson Souza Brandao – Escola de Vela de Ilhabela
3-Gabriela Genúncio da C. M. Costa - Projeto Ventos e Velas

Open Bic
1- Lucas Filshill - Bl3 Armação
2- Carolina Vieira D'almeida

Byte junior
1- Venino Pontes de Mattos - Projeto Ventos e Velas
2- Jefferson dos Santos Bastos - Projeto Ventos e Velas
3- Murilo Rodrigues - Escola de Vela de Ilhabela

Feminino
1- Laleska dos Santos Leandro - Projeto Ventos e Velas
2- Maura Tassone - Escola de Vela de Ilhabela
3- Mirella Zanelli - Projeto Ventos e Velas

Paulista de Byte
1- Roberto Pontes de Mattos Filho - Projeto Ventos e Velas
2- Venino Pontes de Mattos Projeto Ventos e Velas
3- Jefferson dos Santos Bastos - Projeto Ventos e Velas

Holder iniciante
1- Gabriel Silva - Navega Praia Grande
2- Luan Ferrari - Projeto Ventos e Velas
3- Davi Monteiro M. Ferreira Projeto Ventos e Velas

Feminino
1- Mariana Matheus - Escola de Vela de Ilhabela
2- Daniela Faggiane - Navega Praia Grande
3- Natália Barbosa - Navega Praia Grande

A
1- João Paulo da Silva E Silva - Escola de Vela de Ilhabela
2- Rafael Soares - Navega Praia Grande
3- Erick Vinicius - Navega Praia Grande

B
1- Cristiano Guimarães - Navega Praia Grande
2- Thiago Ramos - Navega Praia Grande
3- Diego Souza de Lima - Navega Praia Grande

Geral válido pelo Campeonato Brasileiro
1- João Paulo da Silva e Silva - Escola de Vela de Ilhabela
2- Rafael Soares - Navega Praia Grande
3- Mariana Matheus - Escola de Vela de Ilhabela

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Ao comentar os resultados em São Sebastião, Lars Grael orgulhoso desabafou:

"O tempo prova que a boa ação pública não é aquela que dá certo, mas aquela que perpetua-se certa após a gestão dos seus criadores". Lars Grael
Estamos totalmente de acordo. Precisamos agora mostrar a força e a importância da Náutica Social e contar que na nova gestão, de Dilma Roussef, tenhamos apoio para retomar o Projeto Navegar, que infelizmente perdeu-se nas águas passadas da gestão que finda.

Enfim, está na hora da comunidade náutica nacional reconhecer, valorizar e abraçar a náutica social como o futuro do esporte, como a solução para a integração com a sociedade, para o crescimento e para a valorização da vela, longe de vez do incômodo rótulo do elitismo.

Para isso, precisamos fortalecer nos iate clubes, nas classes (categorias da vela) e federações a percepção que a eles também cabe uma ação de responsabilidade social. E para cada velejador, que haja o compromisso com o novo cenário da vela: um esporte baseado em conceitos socialmente responsáveis e engajada nas estratégias de desenvolvimento nacional.

TEREMOS ENTÃO CAMPEÕES TAMBÉM DE CIDADANIA.


Axel Grael
Presidente
Instituto Rumo Náutico - PROJETO GRAEL.