domingo, 28 de abril de 2019

Ministério do Meio Ambiente tira do ar site especial com mapas de áreas prioritárias para conservação



Mapa das áreas prioritárias aponta regiões sensíveis em seis biomas brasileiros — Foto: Divulgação


Conteúdo detalha áreas de risco para espécies nativas e ecossistemas frágeis em 6 biomas brasileiros. Pasta diz que fará ajustes por causa de 'sombreamento entre biomas'.

O Ministério do Meio Ambiente retirou de seu site diversas páginas que contêm mapas das áreas prioritárias de conservação brasileiras. Estão indisponíveis informações sobre as "Áreas e Ações Prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade".

Procurado, o ministério afirma que o conteúdo foi retirado do ar porque foi verificada a necessidade de ajustes no mapa pois havia um "sombreamento entre biomas". O ministério não divulgou prazo para que o conteúdo seja novamente colocado para consulta.

A página areasprioritarias.mma.gov.br concentrava a maior parte das informações oficiais sobre o tema. Além dela, outras páginas que continham informações sobre o programa também foram excluídas, incluindo notícias sobre o tema feitas pela área de comunicação do ministério e resultados dos processos de atualização dos mapas.

Mapas baseiam ações

As "Áreas e Ações Prioritárias" são um instrumento de política pública constituído em 2004 que baseia a criação de unidades de conservação (UCs), o licenciamento de atividades potencialmente poluidoras, a fiscalização e a regularização ambiental. O programa também recomenda ações prioritárias e caracteriza ameaças e oportunidades em cada um dos biomas brasileiros.

O Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) usam a classificação determinada pelo programa em ações de fiscalização e em processos de licenciamento ambiental.

O primeiro mapa foi divulgado em 2007. Os registros foram atualizados em 2016 e mais uma vez no final de 2018. Na última atualização, os biomas do Cerrado, Caatinga e Pantanal foram classificados em três níveis de prioridades. 


Amazônia era um dos biomas brasileiros representado nos mapas de áreas prioritárias — Foto: Divulgação


Sobreposição de biomas já era conhecida

Em nota, o ministério afirmou que o site foi retirado do ar pois foi verificada a necessidade de ajustes no mapa.

"Os ajustes se fizeram necessários pois havia um sombreamento entre biomas. A decisão de retirar do ar ocorreu para evitar a disseminação de uma informação equivocada", afirmou a pasta em nota.

"Informamos que os ajustes já estão sendo realizados e encontram-se em fase final. Tão logo seja finalizado, as informações serão republicadas."

No site já existiam mapas que abordavam justamente o sombreamento entre biomas, ou seja, a existência de áreas onde um bioma se sobrepõe a outro. Veja o mapa que mostra todas as áreas prioritárias em sobreposição nos biomas:

Mapa com áreas de sobreposição de biomas foi retirado do site do Ministério do Meio Ambiente — Foto: Divulgação


Transparência

"É uma violação à transparência da gestão pública, um desperdício de esforços – gastou-se tempo e dinheiro para produzir esses mapas – e uma infantilidade, porque as informações seguem disponíveis na memória da internet para quem quiser", diz Claudio Angelo, coordenador de comunicação do Observatório do Clima, entidade que reúne 36 ONGs ligadas à defesa do meio ambiente.

De acordo com a diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, os mapas são um importante instrumento para orientar a tomada de decisão em ações e políticas públicas de conservação de espécies, proteção e restauração das florestas nativas, fiscalização e pesquisa com biomas brasileiros.

"Manter estes dados públicos, é dever das autoridades, como exige a Lei de Acesso à Informação, e direito da sociedade, que acredita na melhoria de sua qualidade de vida", afirma.

Notando que os mapas foram construídos com a participação de especialistas das áreas pública, acadêmica e não-governamental, ela avalia que a elaboração do sistema tenha sido um bom exemplo de "como a colaboração e a participação social foram usados a serviço da população".

Fonte: G1







NITERÓI MAIS VERDE: Guia vai retratar todas as 57 trilhas de Niterói



Em diferentes pontos da cidade, não faltam boas opções de passeios. Foto: Luciana Carneiro / Prefeitura de Niterói


Objetivo é saber do praticante de caminhadas o que pode ser adaptado em cada um desses caminhos

Estar em contato com a natureza pode ser um dos principais remédios para curar o estresse do dia a dia. Em Niterói, moradores e visitantes têm à disposição 57 trilhas emoldurando a geografia da cidade, que serão retratadas em um guia elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS).

Para interagir com os praticantes de caminhadas ao ar livre, a Secretaria já disponibilizou em seu site (https://www.smarhs.niteroi.rj.gov.br/guiadetrilhasdeniteroi), o roteiro da Trilha dos Platôs, no Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit). Ao longo da elaboração do guia, serão disponibilizados, mensalmente, novas trilhas com memorial descritivo, mapas e fotografias. A ideia é saber do praticante o que pode ser adaptado em cada um desses caminhos pitorescos, para facilitar a vida dos caminhantes.

Na página da SMARHS, os interessados já encontram um pouco do que será toda essa coletânea da fauna e flora niteroiense. São informações sobre as trilhas da cidade, abertas à visitação, com seus respectivos memoriais descritivos, mapas, fotos e curiosidades. Para participar do Guia, basta descrever o que viu durante o trajeto, como foi o passeio e até mesmo se o plaqueamento está adequado e é suficiente para uma caminhada tranquila, agradável e segura. Os adeptos da natureza podem entrar em contato através do e-mail: guiadetrilhasnit@gmail.com ou seguir o instagram:@guiadetrilhasnit.

Niterói conta com mais de 40 trilhas localizadas em unidades de conservação, como o Parnit, Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), Reserva Ecológica Darcy Ribeiro, e outras 17 estão em parques urbanos. Por conta de toda essa diversidade de fauna, flora e espaços para visitação, Niterói se integrou ao Sistema Nacional de Trilhas de Longo Curso, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), no Corredor Litorâneo, que ligará o Oiapoque ao Chuí com a Rota Charles Darwin.

“Niterói é uma das poucas cidades que tem 56% do seu território preservado e é um município em que não só o niteroiense, mas o turista e o trilheiro têm essa visão de querer ajudar a preservar. O Guia vai ser realizado com a ajuda dessas pessoas que frequentam as trilhas. Cada um pode dar sua opinião e ajudar a mostrar as diversas paisagens da cidade. Já estamos com 40 trilhas selecionadas que serão disponibilizadas aos poucos para o público. Até o fim do ano, pretendemos lançar as duas versões do Guia: impressa e on-line”, revela o secretário municipal de Meio Ambiente, Eurico Toledo.

Trilhas históricas e contemplativas

A Rota Charles Darwin foi idealizada com o objetivo de criar uma nova trilha de longo curso ligando os municípios de Niterói e Maricá, e conectando importantes unidades de conservação municipais e estaduais, bem como outras áreas de grande relevância ambiental.

A trilha, que contempla locais em que o naturalista Charles Darwin percorreu quando esteve em Niterói, na ocasião da famosa expedição à América do Sul, conta com sinalização rústica por toda a sua extensão. Com 74 quilômetros, tem início na estação hidroviária da Praça Araribóia, no Centro de Niterói, seguindo através da orla da Baía de Guanabara em direção à Praia das Flechas, passando pelo Parnit em seu setor Costeiro Lagunar, onde é possível observar a Ilha da Boa Viagem, as cavernas localizadas abaixo do Museu de Arte Contemporânea (MAC) e as pedras do Índio e de Itapuca.

O percurso segue para o bairro São Francisco em direção à sede do Parnit no setor Montanha da Viração e, neste trecho, segue pela Trilha Tupinambás em direção à Ilha do Pontal, parte integrante do Parnit em seu Setor Costeiro Lagunar. A partir deste momento, a Rota Darwin passa a cortar o bairro de Itaipu passando pelo Peset através da Trilha do Morro da Peça, mangue do Canal do Camboatá e a Trilha Córrego dos Colibris. Seguindo no sentido de Maricá, ainda dentro do Peset, a Rota Darwin encontra o Caminho de Darwin, um importante trecho histórico e ambiental por onde o naturalista Charles Darwin passou em sua estada no Brasil, em 1832. Por último, a Rota Darwin segue para Maricá, passando pelas praias de Itaipuaçu e da Barra de Maricá sendo finalizada no Pampo Clube de Pesca.

Outras trilhas de Niterói passam por quilombos de grande importância histórica e muitas têm paisagens deslumbrantes com uma vista de 360 graus para toda a cidade e, ainda, para a Serra dos Órgãos e para o Rio de Janeiro.

A trilheira Rafaela Ribeiro aprovou a iniciativa do Guia e diz que pretende participar. “Cada lugar que fazemos caminhada tem um clima diferente, um grau de dificuldade e paisagens únicas. Já estou bem acostumada a fazer trilhas e posso atestar que Niterói tem lugares espetaculares, com vistas de tirar o fôlego. Acho muito boa a iniciativa de interagir com as pessoas e ajudar a entender essa fauna e flora tão lindas ”, diz entusiasmada.

O coordenador do Parque da Cidade e professor de Turismo, Alex Figueiredo, conta que alunos de cursos de Turismo de diversas instituições estão organizando grupos guiados para percorrer trilhas da cidade. “ A cidade tem lugares maravilhosos. É importante que as pessoas não joguem lixo nas trilhas e que não destruam a sinalização ou as espécies nativas. Temos muitos voluntários que estão conosco nesta caminhada ajudando a sinalizar e a proteger. Quem faz o passeio também tem que ajudar ”, destaca.

Outras opções de trilhas na cidade

Forte São Luiz e Pico: uma estrada que corta a Mata Atlântica e que pode ser percorrida a pé. Além da bela visão da Baía de Guanabara, é possível visitar construções militares de 1567. Alameda Marechal Pessoa Leal, 265 - Jurujuba Niterói. Acesso pelo Forte Barão do Rio Branco.

Morro do Morcego: Quarenta minutos de caminhada até o pico saindo de Jurujuba. São 138 metros de altura e a trilha começa na Praia do Adão e Eva.

Pedra do Elefante: um dos pontos mais altos do município de Niterói, situado no Parque Estadual da Serra da Tiririca.

Costão de Itacoatiara: Subida moderada. Fica no Parque Estadual da Serra da Tiririca. Até o topo o percurso leva cerca de duas horas. Uma belíssima visão de Itacoatiara.

Morro das Andorinhas: Subida leve. É uma divisão natural entre Itaipu e Itacoatiara. Tem uma altitude de 196 metros e leva duas horas para ser feita.

Morro do Santo Inácio: Terceiro ponto mais alto da cidade e ponto culminante do Parnit. Intensidade de subida leve, com pequenos trechos de escalada. A trilha fica na sombra durante todo o trajeto até o cume de onde se tem a visão de 360 graus da Baía de Guanabara e Rio de Janeiro.

No Parque Estadual da Serra da Tiririca, ainda existem trilhas como a da Enseada do Bananal, Córrego dos Colibris; Caminho de Darwin; das Orações; Morro da Peça, e Circuito Volta da Lagoa de Itaipu.

Fonte: O Fluminense








sábado, 27 de abril de 2019

Corredor de transporte da TransOceânica entra em operação



OPINIÃO:

ORGULHO E REALIZAÇÃO

Para mim, hoje foi um dia de alegria e realização por que entrou em operação definitivamente o Corredor Viário do BHLS TransOceânica, uma moderna solução de mobilidade que liga a Região Oceânica de Niterói ao Terminal Hidroviário de Charitas, através do Túnel Charitas-Cafubá. De Charitas, o sistema continua até o Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro de Niterói. 

A obra é esperada há 40 anos e passou por promessas de várias gestões, até que finalmente foi viabilizada pela Gestão de Rodrigo Neves. 

A TransOceânica foi concebida para suprir a Região Oceânica de uma solução de transporte coletivo de alta eficiência, com a concepção de desestimular os deslocamentos por automóvel. Para isso, optou-se pela modalidade do BHLS (Bus of High Level of Service), capaz de oferecer condições de competitividade com a opção do automóvel, devido à rapidez (pista exclusiva), conforto (carros de chassis baixos, climatizados), confiabilidade (pontualidade) e sem necessidade de transbordo, com conexão direta aos bairros.

Dimensionado para transportar 125 mil passageiros/dia, na fase atual, o sistema poderá ser redimensionado para atender a um público bem maior, caso haja demanda. A TransOceânica diminuirá o tempo médio de deslocamento em cerca de 30%.

O túnel Charitas-Cafubá, primeira entrega da TransOceânica e que completa dois anos de funcionamento agora em maio de 2019, conta com um Centro de Controle Operacional (CCO Túnel), que utiliza um sistema inteligente de monitoramento com equipamentos que informam, em tempo real, tudo que acontece em suas galerias. O sistema permite o rápido acionamento de órgãos de socorro e segurança em caso de necessidade. São 49 câmeras, seis painéis de mensagens, 80 interfones de emergência e 200 sinalizadores de evacuação de área.

O túnel conta ainda com monitoramento de poluentes 24h/dia e acionamento automático de turbinas de ventilação, além de gerador de energia elétrica para casos de interrupção de fornecimento regular.

Resultado de muito trabalho

Participei da TransOceânica desde a sua concepção. Em novembro e dezembro de 2012, antes mesmo do prefeito Rodrigo Neves tomar posse (em janeiro de 2013), preparei a proposta inicial e fui com o prefeito para Brasília, onde conseguimos incluir o projeto no PAC da Mobilidade, com a ajuda da presidente Dilma Rousseff e da ministra Miriam Belchior, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Foi o meu primeiro resultado de captação de recursos para Niterói, atribuição que o prefeito Rodrigo Neves me concedeu, com a criação do Escritório de Gestão de Projetos - EGP/NIT, instituído pela Lei 3023/2013, publicada em 23 de março de 2013, hoje vinculado à SEPLAG e ainda sob a minha coordenação.

Após a garantia dos recursos, acompanhei o planejamento e detalhamento do projeto junto com os arquitetos e urbanistas Verena Andreatta e Renato Barandier, da Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade. 

Coordenei a realização do licenciamento ambiental, com a realização do maior e mais complexo EIA/RIMA já realizado em Niterói e acompanhei a sua tramitação e aprovação junto ao Instituto Estadual do Ambiente - INEA. Cabe destacar que a TransOceânica foi concebida de forma a ter impactos urbanos, sociais e ambientais muito menores do que iniciativas similares, como os BRT´s da cidade do Rio de Janeiro. Houve menos desapropriações, o traçado da TransOceânica foi adaptado ao máximo ao tecido urbano e ao longo da sua extensão, foram implantadas novas praças, jardins e a arborização urbana foi ampliada e renovada. 

Dentre as medidas de gestão ambiental destacam-se o sistema de monitoramento da qualidade do ar, dos rios, os cuidados com os impactos sobre a biodiversidade e o trabalho de resgate arqueológico, cujos resultados estão agora expostos no Museu Arqueológico de Itaipu.

Depois, houve o longo período de implantação das obras, com os naturais transtornos causados à população, devido às intervenções diretamente na Estrada Francisco da Cruz Nunes. Acompanhamos todo o período de diálogo com a população e as intermináveis reuniões para ter certeza que tudo estava avançando da forma correta. 

Nesse período de implantação, cabe destaque o trabalho realizado pelas equipes da Secretaria Municipal de Obras, da EMUSA e do Consórcio TransOceânica. Nessa fase, um grande esforço foi empreendido pelos engenheiros Vicente Temperini e Lincoln Silveira. 

Na reta final, tivemos um esforço decisivo das equipes das empresas de ônibus que farão a operação da TransOceânica.

Prioridade para sustentabilidade da Região Oceânica

A concepção da TransOceânica não foi o único investimento da Prefeitura de Niterói na Região Oceânica. Junto com a solução de mobilidade, foram feitos ou estão em execução investimentos de pavimentação, drenagem e requalificação de todos os bairros da região. 

Para complementar a TransOceânica e potencializar ainda mais os seus resultados, desenvolvi o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável) e obtivemos os recursos de mais de R$ 300 milhões, junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), para complementar a obra do BHLS e do túnel, investir na infraestrutura urbana, implantar parques e preparar a despoluição dos sistema lagunar de Piratininga e Itaipu. Também faz parte do PRO-Sustentável, a implantação de 60 km do sistema cicloviário da Região Oceânica, cujas obras iniciam ainda em 2019 e serão concluídas em 2020. 

Cabe destacar que a presença da bicicleta é um dos destaques da TransOceânica que conta com ciclovias nas duas galerias do Túnel Charitas-Cafubá, paraciclos em todas as estações e, futuramente, terá bicicletários cobertos próximo a algumas estações. Ao longo de toda a extensão da TransOceânica, foram implantadas ciclovias, ciclofaixas ou ciclorotas, na própria via, ou em vias nas proximidades, onde o espaço disponível não era suficiente.

Portanto, a TransOceânica é uma grande conquista para Niterói e um passo decisivo na caminhada da cidade para a sustentabilidade urbana.

Parabéns a todos os profissionais que ajudaram a viabilizar a TransOceânica e parabéns ao prefeito Rodrigo Neves por ter liderado todo este processo.

Viva Niterói!

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




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Corredor de transporte da TransOceânica entra em operação





27/04/2019 - O corredor de transportes da TransOceânica entrou em operação neste sábado (27). A migração dos ônibus municipais para a pista exclusiva acontecerá de forma gradual. Nesta primeira fase, foram criadas três novas linhas, com ônibus automáticos no sistema BHLS (Bus of High Level of Service), que seguirão até o Centro de Niterói via túnel Charitas-Cafubá: Oceânica 1 (Piratininga x Centro), Oceânica 2 (Itaipu x Centro) e Oceânica 3 (Itaipu x Centro via Engenho do Mato).

Não haverá necessidade de baldeação, já que dos pontos finais (em Itaipu e Piratininga) até acessar a via expressa, os coletivos continuarão fazendo o itinerário atual, atendendo os passageiros nos pontos já utilizados.

Diferentemente do que ocorre no sistema BRT, os coletivos não trafegarão apenas no leito do corredor expresso. Os veículos têm portas dos dois lados para também circularem pelas ruas e avenidas que não contam com a via exclusiva. O valor da passagem, que atualmente é de R$ 3,90, será o mesmo das demais linhas municipais.

A população permanecerá atendida em todos os trajetos. As novas linhas Oceânicas, que seguirão até o Centro de Niterói, irão substituir as linhas 38 (Itaipu), 39 (Piratininga) e 39B (Piratininga x Charitas) e 38B (Itaipu x Charitas). Continuam em operação na Região Oceânica, sem passar pelo túnel Charitas-Cafubá, as seguintes linhas: 38A (Itaipu x Centro via Largo da Batalha), 39A (Piratininga x Centro via Largo da Batalha); 46 (Várzea das Moças x Centro via Largo da Batalha e Praia de Icaraí), 52 (Baldeador x Itaipu via Largo da Batalha) 54 (Sapê x Piratininga), 55A (Várzea X Piratininga). Apenas a linha 52A (Baldeador X Itaipu via túnel Charitas-Cafubá) sofrerá alteração. O novo trajeto será feito entre o Baldeador e Charitas. 







O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, ressaltou que a cidade é a única do Estado do Rio com esse modelo de transporte, e lembrou que o município tem a menor tarifa de Região Metropolitana e a frota mais climatizada do Rio de Janeiro, com 90% dos ônibus climatizados.

“O sistema BHLS é uma evolução do BRT, implantado na cidade do Rio. Niterói ficou muito tempo sem investimentos em infraestrutura. A operação do corredor possibilitará uma redução no tempo de viagem do usuário em cerca de 30%. Fizemos o nosso dever de casa, com planejamento, seriedade, gestão responsável, e conseguimos entregar o túnel Charitas-Cafubá em menos de dois anos. Já passaram mais de 25 milhões de veículos pelo túnel. São pessoas que ganharam mais tempo para ficar com as suas famílias”, disse o prefeito, ressaltando que a operação do corredor de transporte permitirá a migração de 44% do tráfego de ônibus municipais para a pista exclusiva.

A via exclusiva para ônibus do sistema BHLS tem 9,3 quilômetros de extensão, 13 estações em 12 bairros e liga a Região Oceânica à Zona Sul de Niterói através do túnel Charitas-Cafubá. A obra, esperada há mais de 40 anos pelos niteroienses, irá reduzir o tempo de percurso em cerca de 30% e beneficiará 125 mil pessoas diariamente.

Rodrigo Neves lembrou que a Estrada Francisco da Cruz Nunes era uma via precária e registrava o maior índice de acidentes com vítimas em Niterói. “Hoje, a Francisco da Cruz Nunes é uma avenida, com iluminação de LED, galerias de macrodrenagem, paisagismo e calçadas”, enfatizou.

Neves explicou que esta é a maior obra de mobilidade urbana já realizada na história de Niterói, e contou que, na atual gestão municipal, já foram implantados na Região Oceânica mais de 20 quilômetros de ciclovia.

“A Região Oceânica vai ser a região mais ciclável da Região Metropolitana do Rio. Vamos chegar a 50 quilômetros até o fim de 2020”, afirmou.

O secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier, destacou ainda que o túnel Charitas-Cafubá, com ciclovias nas duas galerias, tem aprovação de 98% da população da Região Oceânica. Ele lembrou que todas as estações do BHLS contam com bicicletário.

“Além disso, as 13 estações do BHLS terão câmeras de segurança, painéis informando o tempo de chegada de cada ônibus, onde os usuários poderão acompanhar a localização dos coletivos no mapa. Este sistema mais moderno permitirá um salto de qualidade nos deslocamentos da população da cidade, especialmente para a Região Oceânica. Já na primeira fase, a migração dos ônibus das pistas de asfalto para o corredor exclusivo irá beneficiar não só quem anda de ônibus, mas também o trânsito de automóveis e outros veículos”, explicou.

Barandier ressaltou também que o município tem feito uma campanha de conscientização para evitar acidentes.

“Cerca de 40 pessoas atuam na divulgação do início da operação do corredor viário para informar a população sobre a circulação do BHLS e garantir a segurança dos usuários. Quinze mil panfletos foram distribuídos com dados da operação do moderno sistema de transporte coletivo. Também foram desenvolvidas campanhas de conscientização sobre o uso das faixas exclusivas de BHLS na internet. Trinta e seis agentes de trânsito da Nittrans atuarão em todo o percurso dos novos ônibus, em especial nas rotatórias e nos cruzamentos”, finalizou.

ESTAÇÕES BHLS

O corredor viário conta com 13 estações, sendo duas reguladoras e 11 intermediárias:

Estação Charitas
Estação Cafubá
Estação Lagoa de Piratininga
Estação Piratininga
Estação Maralegre
Estação Comércio Central
Estação Santo Antônio
Estação Vila São Pedro
Estação Morro da Peça
Estação Maravista
Estação Praça Central
Estação Boa Vista
Estação Engenho do Mato

FROTA BHLS

A nova frota conta com 43 ônibus automáticos com ar-condicionado. Os coletivos têm piso na altura do passeio público, quatro portas, sendo duas de cada lado (duas para o corredor viário e duas para paradas comuns). Os veículos são adaptados para o transporte de deficientes físicos. Cada ônibus tem capacidade para transportar 90 passageiros. A velocidade máxima permitida para os coletivos será de 40 km/h no corredor e 30 km/h nas estações.

NOVAS LINHAS DE ÔNIBUSÂ (Via túnel Charitas-Cafubá)

Oceânica 1 (Piratininga x Centro)
Oceânica 2 (Itaipu x Centro)
Oceânica 3 (Itaipu x Centro via Engenho do Mato)

LINHAS DE ÔNIBUS MANTIDAS

38A (Itaipu x Centro via Largo da Batalha)
39A (Piratininga x Centro via Largo da Batalha)
46 (Várzea das Moças x Centro via Largo da Batalha e Praia de Icaraí)
52 (Baldeador x Itaipu via Largo da Batalha)
54 (Sapê x Piratininga)
55A (Várzea X Piratininga)

LINHAS DE ÔNIBUS EXTINTAS

38 (Itaipu)
39 (Piratininga)
39B (Piratininga x Charitas)
38B (Itaipu x Charitas)

LINHA DE ÔNIBUS COM ALTERAÇÃO NO TRAJETO

52A (Baldeador x Itaipu via túnel Charitas-Cafubá)
Novo trajeto será feito entre o Baldeador e Charitas


Fonte: Prefeitura de Niterói









Plataforma Digital da Engenhoca forma mais de 2.500 alunos em um ano





27/04/2019 – A Plataforma Digital Eduardo Fabiano Maia Gouvêa, na Engenhoca, completa um ano este mês. Para comemorar a data, na próxima terça-feira (30), haverá uma solenidade de entrega de certificados de conclusão de vários cursos oferecidos na unidade para crianças e jovens. Neste primeiro ano de funcionamento, foram disponibilizadas 202 turmas de diversos cursos, com 2.557 alunos aprovados durante o período.

Também na terça-feira será a grande final do primeiro campeonato de League of Legends, um dos jogos mais populares entre os adolescentes. Doze equipes, com seis jogadores cada (cinco titulares e um reserva) participam do desafio, que começou no dia 15 deste mês.

A Plataforma Digital oferece cursos de: 

  • Fotografia, 
  • Desenvolvimento de Jogos I, 
  • Introdução à Robótica com Lego, 
  • Inglês Básico, 
  • Redes de Computadores, 
  • Introdução à Apresentação em Slide e 
  • Inglês Básico Kids, entre outros. 

A unidade conta com telecentro (espaço de universalização digital e de acesso à internet), midiateca (sala de jogos interativos e educacionais), estúdio de áudio, cinema comunitário para exposição de filmes, shows e outras atividades educacionais e de entretenimento. O equipamento é aberto a visitação da população.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, enfatiza que os projetos desenvolvidos pela equipe multidisciplinar da Plataforma dão perspectiva para quem frequenta o espaço. 


Niterói Digital, no Morro do Palácio


“Nós temos um componente muito importante de ensino profissionalizante, com cursos oferecidos para crianças, jovens e adultos. Tenho um orgulho enorme de termos feito importantes recursos da educação da cidade. Acredito muito que a educação e cultura são fundamentais para o desenvolvimento de uma cidade”, diz Neves.

A diretora da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia, Adriana de Lima, explica que a comunidade do entorno “abraçou” a Plataforma, um espaço educativo, cultural e de entretenimento, revestido em uma arquitetura moderna e futurista, equipado com diferentes recursos tecnológicos.

“O que nos inspirou a criar esse projeto foi trazer para a população da Zona Norte oportunidades mediadas pela tecnologia para o mercado de trabalho e para a educação. As plataformas digitais têm a possibilidade de atrair vários segmentos da população, especialmente a juventude, transformando o ambiente social do seu entorno”, afirma Adriana.

Nova Plataforma – O bairro de Santa Bárbara, também na Zona Norte, ganhará uma Plataforma Digital, nos mesmos moldes da que já funciona na Engenhoca. A unidade ficará em um terreno que já pertence ao município, em frente à Praça João Saldanha. A construção começará ainda este ano e a inauguração está prevista para o segundo semestre do ano que vem.

Investimentos na Zona Norte – Nos últimos cinco anos, a Zona Norte recebeu um pacote de investimentos da Prefeitura de Niterói. Entre as iniciativas está a ampliação da rede municipal de ensino da região, que ganhou sete novas unidades de educação. Ao todo, foram abertas mais de mil vagas. Principal área de lazer da Zona Norte, o Horto do Fonseca foi totalmente revitalizado e ganhou um dos maiores skateparks do País. A Prefeitura também duplicou a Rua Benjamin Constant e reformou o Horto do Barreto.

O Morro do Holofote, Morro do Bonfim, Bombeiro Américo, Rua Selma e Travessa Jurandir são alguns dos pontos beneficiados com obras de contenção de encostas e urbanização. A emergência do Getulinho, que estava fechada e foi reaberta em janeiro de 2013, logo assim que a nova gestão assumiu a Prefeitura de Niterói, já realizou mais de 500 mil procedimentos.


Fonte: Prefeitura de Niterói




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Acesse o site da Plataforma Digital da Engenhoca: plataformadigital.niteroi.br

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Prefeitura de Niterói inicia Plano de Saneamento Ambiental





Planejamento dará diretrizes sobe a água, coleta de esgoto e gestão de resíduos

A Prefeitura de Niterói finalizou o processo licitatório e definiu a empresa que irá elaborar o Plano Municipal de Saneamento Ambiental (PSA). Os estudos que resultarão no projeto estão previstos para iniciarem na primeira quinzena de maio. O objetivo do plano é estabelecer prioridades e metas a serem cumpridas futuramente na cidade, no que tange ao saneamento ambiental. A previsão de conclusão da primeira etapa é dezembro deste ano.

Segundo o secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Axel Grael, o Plano Municipal de Saneamento vai orientar os caminhos a serem adotados pela municipalidade para avançar na excelência dos serviços.

“Nosso trabalho não se finda quando atingirmos, por exemplo, os 100% de cobertura tratamento de esgoto. Este é o ponto de partida para podermos focar na despoluição de lagoas e rios que receberam dejetos sem tratamento durante anos. Apesar das conquistas alcançadas no saneamento ambiental em Niterói, o PSA é fundamental”, afirma Grael.

Com quatro frentes de atuação – abastecimento de água, coleta de esgoto, gestão de resíduos sólidos e drenagem – o planejamento dará ênfase, sobretudo, às considerações sobre drenagem dos rios, valões e lagoas da cidade. A ideia é, neste primeiro momento, cadastrar toda a área do primeiro distrito – Centro, Zona Sul e Zona Norte da cidade.

“O Município já tem políticas bem estabelecidas de distribuição de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo. Temos 100% da cidade com abastecimento de água potável. Estamos próximos de atingir a universalização do esgotamento sanitário e somos a segunda melhor cidade do país em gestão de resíduos sólidos. No entanto, temos que dar maior atenção à drenagem dos nossos rios e lagoas”, avalia a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa.

Futuro - A implementação da Estação de Tratamento (ETE) Badu, que inicia as obras no segundo semestre desde ano, deixará a cidade ainda mais perto da universalização do esgotamento sanitário.

Com as ETEs Sapê e Badu, o município alcançará o índice de 98% de efluentes tratados, restando apenas as regiões do Rio do Ouro e Várzea das Moças, que terão a implantação do sistema previsto para ser iniciado em 2020.

Atualmente, a população de Niterói conta com 100% de distribuição de água e 97% de coleta e tratamento do esgoto. Vale ressaltar que a cidade ainda conta com oito ETEs em funcionamento: Maria Paula, Barreto, Camboinhas, Icaraí, Itaipu, Jurujuba, Mocanguê e Toque-Toque. A ETE Sapê entrará em operação em junho.

Fonte: O Fluminense







Ônibus começam a circular na Transoceânica neste sabado com três novas linhas



O secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier, explica o funcionamento das estações antes de viagem-teste realizada com O GLOBO- Niterói Foto: Fábio Guimarães / Fábio Guimarães


Além de informar sobre mudanças de itinerários e modelo do ônibus, prefeitura tem o desafio de conscientizar pedestres e ciclistas sobre o perigo de trafegar na via

Lívia Neder

NITERÓI — Conexão direta da Região Oceânica com a Zona Sul, através do Túnel Charitas-Cafubá , a Transoceânica começa a operar neste sábado. O corredor exclusivo para ônibus BHLS (Bus with High Level of Service) contará, nesta primeira fase, com três novas linhas. A cerimônia de inauguração será às 10h, na Estação Praça Central (próximo ao posto Monza), e os ônibus vão começar a circular com passageiros a partir das 13h. Após três semanas de treinamento dos motoristas, agora o desafio é a adaptação dos passageiros ao novo modelo de coletivo e itinerários e também a conscientização de pedestres e ciclistas que, durante o período de obras, transitavam na via seletiva.





Numa viagem-teste com a equipe do GLOBO-Niterói, na última quarta-feira, o secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier, constatou a presença recorrente de pessoas no corredor viário e adiantou que, para garantir a segurança nos primeiros dias de operação, carros batedores utilizados na fase de testes continuarão a abrir o caminho para os ônibus, que vão circular a 40km/h:

— Estamos distribuindo cartilhas, e os painéis eletrônicos das estações também estão avisando sobre o início da operação e alertando para o perigo de trafegar na via exclusiva — diz Barandier, completando que nos três primeiros meses serão feitos monitoramentos para definir o modelo de implantação da segunda fase de migração dos ônibus, quando as outras linhas municipais que circulam na região passarão para o corredor exclusivo. 



Os BHLS têm portas dos dois lados para trafegar na Transoceânica e em ruas normais; piso baixo, com acessibilidade; e a roleta é no meio dos ônibus. Todos os 43 novos coletivos terão cobradores. Modernas, as estações contam com telas e postes eletrônicos que mostram o mapa das linhas e o tempo de chegada do ônibus seguinte.

Instrutor da Viação Pendotiba, que faz parte do Consórcio Transoceânico, Donato de Carvalho disse que 115 motoristas foram treinados para trafegar no corredor.

Substituindo as linhas 38, 38B, 39 e 39B, as três novas linhas que vão seguir até o Centro, via túnel Charitas-Cafubá, são Oceânica 1 (Piratininga x Centro), Oceânica 2 (Itaipu x Centro) e Oceânica 3 (Itaipu x Centro, via Engenho do Mato). A expectativa da prefeitura é que o tempo de viagem seja reduzido em até 30%.

Continuam em operação na Região Oceânica, sem passar pelo Charitas-Cafubá, as linhas 38A, 39A, 46, 52, 54 e 55A. Apenas a linha 52A (Baldeador x Itaipu, via Charitas-Cafubá) sofrerá alteração. O novo trajeto será feito entre Baldeador e Charitas.

Barandier acrescentou que a Transoceânica não é só um corredor de transporte, mas uma obra de reestruturação urbana. Além das intervenções viárias, está sendo planejada uma exposição com os achados em sítios arqueológicos descobertos ao longo dos quatro anos e meio da obra.

— Durante as intervenções, construímos galerias de macrodrenagem e investimos no fortalecimento de marcos de identificação urbanística em locais cujas referências eram apenas pontos comerciais. No bairro Santo Antônio, por exemplo, vamos erguer uma praça em frente à Estação Vila São Pedro — adianta o secretário.

Itinerários das novas linhas:

Oceânica 1 / Piratininga-Centro
Av. Dr. Acúrcio Torres; Av. Almirante Tamandaré; Estrada Francisco da Cruz Nunes; Av. Conselheiro Paulo de Melo Kalle; Av. Raul de Oliveira Rodrigues; Túnel Charitas-Cafubá; Av. Prefeito Sylvio Picanço; Av. Quintino Bocaiuva; Túnel Raul Veiga; Av. Roberto Silveira; Av. Marquês do Paraná; Av. Ernani do Amaral Peixoto; Av. Visconde do Rio Branco; Terminal João Goulart.

Oceânica 2 / Itaipu-Centro
Estrada Francisco da Cruz Nunes (Itaipu); Estrada Itacoatiara; Estrada Francisco da Cruz Nunes; Av. Conselheiro Paulo de Melo Kalle; Av. Raul de Oliveira Rodrigues; Túnel Charitas-Cafubá; Av. Prefeito Sylvio Picanço; Av. Quintino Bocaiuva; Túnel Raul Veiga; Av. Roberto Silveira; Av. Marquês do Paraná; Av. Ernani do Amaral Peixoto; Av. Visconde do Rio Branco; Terminal João Goulart.

Oceânica 3 / Itaipu-Centro (via Engenho do Mato)
Estrada Francisco da Cruz Nunes (Itaipu); Estrada Itacoatiara; Estrada Francisco da Cruz Nunes; Av. Irene Lopes Sodré; Estrada Engenho do Mato; Av. Ewerton Xavier; Estrada Francisco da Cruz Nunes; Av. Conselheiro Paulo de Melo Kalle; Av. Raul de Oliveira Rodrigues; Túnel Charitas-Cafubá; Av. Prefeito Sylvio Picanço; Av. Quintino Bocaiuva; Túnel Raul Veiga; Av. Roberto Silveira; Av. Marquês do Paraná; Av. Ernani do Amaral Peixoto; Av. Visconde do Rio Branco; Terminal João Goulart.


Fonte: O Globo










quinta-feira, 25 de abril de 2019

HACKNIT 2019 está tomando corpo





As turbinas do HackNit já estão sendo preparadas para o hackthon da cidade de Niterói!

Que tal embarcar na grande aventura do HackNit? Nossos droides já estão carregados e as naves prontas para as maratonas hackers da Prefeitura de Niterói. 

Nesta edição, o foco do evento são soluções que utilizem Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI) e Conectividade entre Sistemas. 

Com diversas mudanças em relação ao evento do ano passado, o HackNit 2019 tem como objetivo principal, o uso da tecnologia para resolver problemas da cidade. Uma destas novidades são nossas Warm-Ups: toda semana vai ter um evento diferente sobre inovação, criatividade e tecnologia na cidade. 

O site do HackNit está em construção, mas você já pode se inscrever nas Warm-Ups (http://hacknit.com.br/warm-ups/)! 

Fique ligado aqui na página, pois em breve vamos postar mais informações sobre as inscrições na maratona, Warm-Ups e muito mais. 

O futuro é logo ali, embarque nessa.


Fonte: SEPLAG NITERÓI




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LEIA TAMBÉM:












Mais saneamento básico para Niterói




Axel Grael e Rodrigo Neves foram algumas da autoridades que visitaram a obra. Luciano Carneiro / Prefeitura de Niterói


Com Estação de Tratamento de Esgoto do Sapê, que será inaugurada em junho, a cidade de Niterói chegará a 97% de cobertura

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou nesta quarta-feira (24) as obras da nona Estação de Tratamento de Esgoto, a ETE Sapê, em Pendotiba. A construção, que é uma parceria com a concessionária Águas de Niterói, conta com um investimento de R$ 36 milhões. A unidade terá capacidade para tratar aproximadamente 4 mil litros de esgoto por minuto, atendendo os bairros Sapê, Ititioca, Santa Bárbara e Caramujo.

A cidade, que já conta com 100% de água tratada, chegará a 97% de cobertura em tratamento de esgoto com a operação da nova estação, que será inaugurada no Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho. A meta é atingir 100% do esgoto coletado e tratado em 2020, e se manter como o município que tem o maior índice do Estado do Rio.

Durante a vistoria, Rodrigo Neves enfatizou que, em 2013, realizou parceria com a concessionária Águas de Niterói para antecipar investimentos previstos inicialmente para 2026, e assegurar que a cidade ganhasse cobertura de água e esgoto antes do previsto. Foram R$ 150 milhões de investimentos neste período, com estações consideradas como as mais modernas do Brasil.

O prefeito destacou iniciativas como o reservatório na Região de Pendotiba, com dois milhões de litros de água, e a ETE Maria Paula, que atende os bairros do Matapaca e de Maria Paula. Ele citou ainda a duplicação do abastecimento de água da Região Oceânica, atualmente com capacidade de três milhões de litros, acompanhando o crescimento sustentável da Região, além da construção de adutoras no Barreto e em Jurujuba, duas importantes unidades de ponta de linha que passaram a levar água para bairros que sofriam com a falta de abastecimento.

“Fizemos um esforço muito grande e planejamento integrado para a universalização do serviço de água e esgoto. Nossa meta é chegar a 100% do esgoto coletado e tratado em 2020”, afirmou Neves. “Conseguimos levar abastecimento regular para muitos bairros. A distribuição correta, atrelada a serviços e investimentos, contribui também para reduzir a mortalidade infantil. A coleta e o tratamento adequados de esgoto também preservam nossos mananciais de rio e lagoas. Por isso, estamos nessa parceria para garantir cada vez mais qualidade de vida para a população”.

O prefeito destacou também os resultados obtidos com relação à balneabilidade do mar nos bairros de Icaraí, Jurujuba e São Francisco, por conta da modernização das ETEs e do Programa Enseada Limpa. Os resultados permitiram um salto de 10% para 60% de águas limpas, na maior parte do mês. A balneabilidade fica comprometida durante as chuvas, devido ao recebimento de resíduos de outros municípios que margeiam a Baía de Guanabara e recebem tratamento, como Niterói.

Fonte: O Fluminense










domingo, 21 de abril de 2019

Cidades investem apesar da crise financeira nos Estados



Segundo último levantamento divulgado do Pnud, das Nações Unidas, Niterói é a cidade com a segunda maior renda do País. IPTU é outro forte aliado nas finanças. Arquivo/


Niterói, Extrema (MG) e São José do Hortêncio (RS) se destacam na contramão do desequilíbrio fiscal


Sabrina Lorenzi
Agência Nossa


A aposentada Odete Ribeiro Martins espera menos de cinco minutos para ser atendida no pronto-socorro municipal. Antes de entrar no consultório médico, ela, com a experiência de quem acompanha a filha há anos em tratamento de lúpus, conta que raras vezes enfrenta filas. Diz também não ter dificuldade para obter periodicamente medicamentos e realizar os exames necessários para acompanhar a doença da filha.

Dona Odete não está no desenvolvido norte europeu, mas no sul de Minas Gerais, a apenas 108 quilômetros de São Paulo. Extrema é cidade de indicadores sociais de primeiro mundo dentro de um dos três estados brasileiros mais afetados pelo desequilíbrio fiscal.

Dos sete estados que já decretaram calamidade financeira, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os mais endividados, com pouco espaço para investimentos, saúde e educação.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em estudo sobre equilíbrio fiscal, acaba de chamar atenção para a aceleração de gastos com Previdência, além de outros fatores que têm provocado rombo nas contas estaduais.


Em Niterói, Restaurante Popular foi municipalizado. Prefeitura também investe em segurança pública. Arquivo


Na contramão dos resultados de desequilíbrio fiscal em seus estados, Niterói (RJ), Extrema (MG) e São José do Hortêncio (RS) são considerados exemplos de gestão fiscal no País. Com capacidade de investimento, têm assumido despesas antes pagas na esfera estadual. Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, ficou por exemplo com uma fatia da segurança pública. Tomou para si os custos do restaurante popular e da biblioteca-parque. E reabriu escolas estaduais que estavam fechadas.

Royalties e participações especiais em campos de petróleo do pré-sal deram um empurrão na arrecadação da cidade fluminense, que passou do 41º lugar em 2015 para o 19º em 2017 em receita total entre mais de cinco mil cidades brasileiras. O IPTU é um forte aliado nas finanças. Segundo o último levantamento Pnud, das Nações Unidas, Niterói é a cidade com a segunda maior renda do País.

No topo do ranking

No Rio Grande do Sul, a cidade número um em gestão fiscal está no ranking das que mais investem, assim como a mineira Extrema e a fluminense Niterói, de acordo com o anuário Multi Cidades, Finanças dos Municípios do Brasil, edição de 2019. São José do Hortêncio (RS) está no topo em igualdade social. País. A diferença entre pobres e ricos é a menor do País, de acordo com índice de Gini baseado no cálculo da ONU. O índice ficou em 0,28, em uma escala de 0 a 1 na qual quanto mais próximo de um mais concentrada é a renda, para até uma única pessoa. O zero significa nenhuma diferença de renda entre as pessoas.


São José do Hortêncio: taxa de escolarização está entre as maiores do País. Divulgação


A igualdade em São José do Hortêncio começa na Educação. Até o ensino médio a única alternativa é a rede pública; as mesmas escolas são para as variadas classes de renda. As aulas de alemão são para todos, dadas nas escolas municipais. A nota do Ideb e a taxa de escolarização estão entre as maiores do Brasil.

Vários municípios no RS também apresentam bons indicadores sociais e se destacaram pelo investimento em educação bem acima da média brasileira. A mineira Extrema (MG) seguiu o mesmo caminho. Saltou da 569ª colocação para o primeiro lugar em desenvolvimento social em oito anos.

Está entre as cidades brasileiras que mais realizam investimentos mesmo nestes tempos adversos, segundo o anuário elaborado pela consultoria Aequus.

O investimento em serviços hospitalares pode ser observado nas instalações novas do pronto-socorro e em várias das 15 unidades básicas espalhadas pelo município. A rede municipal oferta cirurgias e exames complexos como tomografia e ressonância magnética, que não costumam ser disponibilizados por prefeituras. Um luxo para a população de 34 mil habitantes e de cidades vizinhas (metade dos 4,5 mil atendimentos mensais não são de extremenses). 


Sócios da Cervejaria Araribóia têm plano de dobrar volume de produção
Divulgação

Niterói: polo empreendedor

Já em Niterói, menos privilegiada pela industrialização, a estratégia tem sido apoiar o empreendedorismo. Os estaleiros, pilares de empregos na cidade, foram severamente afetados com a redução de investimentos na indústria do petróleo, consequência direta da Lava Jato e das denúncias de corrupção na Petrobras. A aposta de Niterói em cervejeiros artesanais tem rendido emprego e renda, bem como saborosas e premiadas cervejas. O analista de sistemas Alisson Christi se uniu a outros três sócios e, juntos, lançaram a cervejaria Araribóia. Em apenas um ano a marca já contava com 5 rótulos, 50 pontos de venda e 10 mil litros vendidos.

O plano é dobrar o volume no segundo ano de operação. “A opção de produzir cerveja, além de prazerosa, é favorecida na nossa cidade por uma lei recém-aprovada que permite produzi-la em área residencial, proibido em outros locais como o Rio, por exemplo”, afirmou um dos fundadores da marca que fabrica cervejas com nomes de praias de Niterói, como Itacoa Summer e Charitas. A cidade se tornou pólo produtor de cervejas especiais, com 51 cervejeiros independentes.

Por outro lado, a cidade não se destaca tanto em indicadores sociais. Notas medianas no Ideb e hospitais superlotados sinalizam que o aumento extraordinário de receitas não tem acompanhado gastos em saúde e educação na mesma proporção. Para conseguir um exame complexo, o paciente niteroiense que não tem plano de saúde tem esperado ao menos seis meses — na cidade com receita anual bilionária em royalties e participações especiais. Boa parte da receita de Niterói foi destinada recentemente a obras de infraestrutura, como a construção da Transoceânica, que inclui um túnel interligando a região oceânica à área central da cidade, com sistema rápido de ônibus (BRT), além de obras de saneamento na mesma região. A obra colocou a cidade na dianteira das que mais investem no Brasil quando desconsideradas capitais no ranking do Multi Cidades de 2019. Também reforçaram o caixa a modernização de mecanismos de cobrança, a adoção de nota fiscal eletrônica e a centralização de informações em um único sistema, cita a prefeitura de Niterói.

Gasto social cresce com arrecadação

Em Extrema, não há mistério para explicar o êxito no desenvolvimento social, segundo a prefeitura: a verba para educação e saúde cresce junto com a receita. “Na mesma velocidade que cresce a arrecadação cresce o investimento social”. Em 2001 o orçamento anual da Saúde, por exemplo, era de R$ 818 mil, superando R$ 40 milhões quase duas décadas depois.

Em Educação, são aplicados cerca de 27% da arrecadação, fatia acima da média dos municípios de mesmo porte, que destinam em média 22% do que ganham para a pasta. Com o segundo maior polo industrial de Minas Gerais – são 255 indústrias instaladas – Extrema abriga empresas como Bauducco, Kopenhagen, Netshoes e Multilaser e Ball. Enquanto o País ainda sentia os efeitos da grave crise econômica que derrubou arrecadação e empregos, a cidade de 34 mil habitantes atraiu 19 novas empresas e criou quase mil empregos no auge da crise. As principais atividades são os segmentos alimentício (é o 4º maior polo chocolateiro do país), eletroeletrônico, metal mecânico e logística.


Fonte: O Fluminense









INGRID SCHMIDT GRAEL: concursos de Miss e os Jogos da Primavera, na década de 1950





A foto acima, da minha querida mãe, Ingrid Schmidt Grael, foi publicada por Jairo Ferreira no grupo "Era uma vez em Nictheroy", no Facebook, com a legenda:

"Quem é a moça bonita da foto?
Dicas: Miss Estado do Rio 1955 / Vice miss Brasil 1955
É de Niterói"

Eu não conhecia essa foto da minha linda, querida e saudosa mãe. É da década de 1950, quando a minha mãe, Ingrid Schmidt Grael, foi Rainha dos Jogos da Primavera, Miss Niterói, Miss Estado do Rio e segundo colocada no Miss Brasil. Na época, esses títulos eram muito importantes.

Os concursos de Miss ainda existem atualmente, mas não têm mais a importância que tinham naquela época. Outros tempos...


Jogos da Primavera

Os concursos de Miss marcaram aquela época, mas o que mais me causa interesse são os Jogos da Primavera, evento que movimentou as escolas do Rio de Janeiro naquela década.


No vídeo acima, minha tia, Margret Schmidt aparece no pódio, à esquerda, de blusa com listas horizontais.
Trecho de cinejornal da Agência Nacional que apresenta a cerimônia de encerramento da quarta edição dos Jogos da Primavera, evento realizado no estádio do Fluminense F. C., no Rio de Janeiro. A cerimônia contou com a presença do presidente Getúlio Vargas. Cinejornal Informativo v. 3 nº 38 (1952). Arquivo Nacional. Fundo Agência Nacional. BR_RJANRIO_EH_0_FIL_CJI_51



Em 1953, aos 15 anos, Ingrid Schmidt, foi eleita "Rainha dos Jogos da Primavera", logo após a sua irmã, Margret Schmidt, ser eleita duas vezes, forçando a mudança das regras, proibindo a reeleição.

O pioneiro evento do esporte escolar no país foi idealizado pelo jornalista Mário Filho e patrocinado pelo Jornal dos Sports. A primeira edição foi anunciada pelo Jornal dos Sports, em 1949, quando foi publicado, em 2 de agosto a abertura das inscrições para os Jogos. Tinha como finalidade promover a prática do esporte para mulheres nas escolas do Rio de Janeiro. Na época, era comum acreditar-se que esportes não eram para mulheres. Temia-se que "masculinizasse" as mulheres.





Envelopes comemorativos dos Jogos da Primavera no Rio de Janeiro. Fonte: UFRGS

Cartão postal VI Jogos da Primavera, em 1954. Fonte


Para combater o preconceito, Mário Filho criou os Jogos da Primavera, uma competição para mulheres que combinava beleza e habilidade esportiva e mobilizou as escolas do Rio de Janeiro. Minha mãe, Ingrid e a irmã Margret, disputaram pelo Colégio Anglo-Americano, de Botafogo.

Ingrid velejava, nadava e praticou esgrima e saltos ornamentais. Tempos depois, jogou (e bem) tênis. Era forte competidora no quesito atlético e na beleza.

Axel Schmidt Grael


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Notícia de Margret Schmidt, Rainha dos Jogos da Primavera, em 1949, representando o Clube de Regatas Icaraí:

Fonte: Arquivo da Biblioteca Nacional

Matéria de "A Noite Ilustrada", de 24/10/1950, mostra o prestígio e a repercussão das Rainhas dos Jogos da Primavera. O jornal provavelmente se referia a uma viagem à Dinamarca. Fonte: A Noite Ilustrada



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Veja, a seguir, dois fantásticos registros nos textos do Blog de Fernando Machado



Saudades do Rainha dos Jogos da Primavera

Por fmachado
29/12/2016


O missólogo baiano, Roberto Macedo, sobre Ingrid Schmidt, que foi Miss Estado do Rio em 1955 e figurou no top 5 do Miss Brasil, escreveu “que ela fez história desde cedo. Em 1953, aos 15 anos, foi eleita a Rainha dos Jogos da Primavera. Os Jogos da Primavera foram idealizados e promovidos pelo jornalista pernambucano Mário Filho, para promover o esporte nas escolas do Rio de Janeiro. O concurso da Rainha dos Jogos da Primavera, associado ao evento esportivo, reunia as qualidades atléticas e a beleza da candidata, procurando atrair, bem ao estilo da época, a participação feminina nas atividades esportivas”.


Ingrid Schmdit Rainha dos Jogos da Primavera de 1953 (Foto: O Cruzeiro)

Ingrid Schmidt (1937/2008), para quem não sabe é mãe do velejador Lars Grael e avó de Martine Grael, que ganhou ouro na vela no Rio 2016. E ele prossegue: “Vale lembrar que o esporte para as mulheres não era muito praticado e nem bem visto, a ponto de anos antes, em 1941, um Decreto-Lei ter vedado a participação feminina em vários esportes, por considerar “inapropriado à condição feminina”. O concurso pretendia mostrar que as mulheres poderiam sim praticar esportes e ainda serem bonitas.


Ingrid Schmidt como Rainha dos Jogos da Primavera do Rio de Janeiro (O Cruzeiro). Fonte

Margret Schmidt Rainha dos Jogos da Primavera de 1949/50 (Foto: O Cruzeiro).
COMENTÁRIO: Apesar da legenda de O Cruzeiro se referir à Margret, a foto parece mais a Elvira Veiga, a moça do vídeo acima, vencedora da edição dos Jogos da Primavera.

E encerra: “Antes de Ingrid, sua irmã mais velha Margret Schmidt (1934/1961), foi eleita duas vezes (1949-1950) a Rainha dos Jogos da Primavera e, então, mudaram a regra. Não era mais possível a reeleição. Seguindo os passos de Margret, Ingrid também se candidatou, em 1953, concorrendo pelo Colégio Anglo-Americano, do Rio de Janeiro. A beleza marcante, associada ao seu desempenho esportivo na vela, natação, saltos ornamentais e esgrima, fez com que conquistasse o título com facilidade”.


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Nos tempos das passarelas

Por fmachado

A Miss Distrito Federal de 1955, Elvira Wilberg era descendente do Marquês de Sapucai. Elenice Barreto, Miss Clube Militar do Rio de Janeiro de 1955, casou-se com o Indalécio Wanderley. A famosa manequim Maria Sonia Soares de Araujo, Miss Fluminense de 1955, foi Miss Elegante Bangu e finalistas do Miss Distrito Federal de 1955. A atriz Sonia Dutra quase ganhou o Miss Rio de Janeiro de 1955. Miss Estado do Rio, 1955, Ingrid Schmidt, aos 15 anos, foi eleita Rainha dos Jogos da Primavera do Rio de Janeiro de 1954. Não esquecer que Ingrid é mãe dos velejador Torben e Lars Grael.

Anete Stone (AM), Maria Emília Correa Lima (CE), Ethel Chiaroni (SP), Ingrid Schmidt (RJ) e Gilda Medeiros (PA), cinco finalistas do Miss Brasil de 1955 (Foto: O Cruzeiro)

A fofoca nos bastidores do Quintandinha era que Maria Emília Correa Lima, Miss Ceará, foi eleita Miss Brasil de 1955, porque o patrocinador do concurso, Francisco Olympio de Oliveira, leia-se Leite de Rosas, deu uma forcinha.

Magda Phriman (DF), Gina MacPherson (Rio) e Maria Edilene Torreão (PE) as três finalistas do Miss Brasil de 1960 (Foto: O Cruzeiro).

Gina MacPherson, Miss Brasil de 1960, era filha de escoceses, seu verdadeiro nome é Jean MacPherson e que casou-se com o oficial da Marinha Ademar Garcia, e morou em Natal e no Recife. A segunda colocada Anamaria Rocha Collyer e terceira colocada Aurian Fátima Chaves, do Miss Amazonas de 1965, representaram Roraima e Rondônia no Miss Brasil de 1965.

Fonte: Blog do Fernando Machado


COMENTÁRIO: Gina (Jean) MacPherson é mãe do velejador Norman MacPherson e, sem perder a sua majestade, ainda frequenta o Rio Yacht Club, em Niterói.


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Veja outras fotos de Ingrid Schmidt Grael






Miss Estado do Rio de Janeiro, 1955.

Ingrid (à direita) com amigos na ponte do Rio Yacht Club (Sailing), em Niterói.

Foto do casamento de Ingrid Schmidt com o meu pai, Dickson Melges Grael. À direita, o meu avô, pai de Ingrid, o dinamarquês Preben Schmidt.

Ingrid com a neta Martine Grael.


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LEIA TAMBÉM:

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Colunista Tetê Suzuki repercute homenagem a Ingrid Grael


Axel e Erik Schmidt

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Um pouco sobre a família Schmidt Grael:

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