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domingo, 3 de maio de 2026

Com apoio do BID, Niterói prevê transformar 83 favelas em bairros

Imagem mostra como as comunidades de Niterói cidade ficarão após receberem intervenções do programa Vida Nova no Morro — Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói

Primeira fase do programa Vida Nova no Morro, no segundo semestre, prevê intervenções simultâneas em infraestrutura urbana e no interior das moradias, com foco na redução das desigualdades


O programa Vida Nova no Morro dará um passo relevante no processo de transformação urbana e social de Niterói. A meta da prefeitura é que as 83 favelas do município passem, de forma gradual, por um processo de requalificação até serem reconhecidas oficialmente como bairros. A iniciativa entra no segundo semestre em sua fase inicial de implementação, com intervenções previstas em seis comunidades selecionadas a partir de critérios técnicos, definidos em conjunto com especialistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com o cronograma da prefeitura, as primeiras comunidades beneficiadas serão Vila Ipiranga, Boa Vista, Pau Ferro, Morro do Estado, Morro da Penha e Caniçal. Diferentemente de iniciativas anteriores, como o Favela-Bairro, que priorizavam intervenções no espaço público, o novo programa amplia o escopo ao incluir melhorias dentro das residências, atuando tanto no “porta para fora” quanto no “porta para dentro”.

Um dos principais objetivos do programa é promover a integração plena desses territórios — atualmente classificados como Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) — à cidade formal. A proposta busca ampliar o acesso a serviços públicos e consolidar a inserção dessas áreas na dinâmica urbana, garantindo o direito à cidade. Como horizonte, a prefeitura projeta que todas as comunidades mapeadas pelo IBGE sejam contempladas, com urbanização integrada, melhorias na infraestrutura, condições adequadas de habitabilidade e soluções voltadas à redução de riscos climáticos e socioambientais.

A estrutura do programa está organizada em eixos como fortalecimento comunitário, capacitação e desenvolvimento local, melhorias habitacionais e urbanização integrada. A iniciativa prevê intervenções tanto no espaço público quanto no interior das residências, com ações como instalação de banheiros, reboco e pintura, melhoria da ventilação e iluminação, além do combate à umidade e à redução de riscos estruturais. Em paralelo, será implementado o programa Arquiteto de Família, voltado ao apoio técnico para obras nas moradias e à recuperação de áreas de encosta e de preservação ambiental.

— O Vida Nova no Morro não vai só mudar a imagem das favelas para quem chega. Vai mudar a vida real de quem mora lá. Dignidade começa dentro de casa, e por isso estamos levando urbanização com olhar humano, técnico e transformador para todas as 83 favelas de Niterói — afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

Qualificação de serviços

Para a administração municipal, a transformação também terá impacto direto na ampliação e qualificação de serviços essenciais, como saneamento, drenagem, mobilidade urbana, iluminação pública e segurança. A expectativa é que a medida permita maior previsibilidade na alocação de recursos públicos, com planejamento mais integrado e orientado por critérios técnicos, além de contribuir para a formação de territórios mais seguros e inclusivos.

O programa conta com financiamento do BID, por meio de uma operação de crédito internacional com garantia da União, no valor de US$ 117,1 milhões, além de contrapartida municipal de cerca de US$ 29,3 milhões, totalizando aproximadamente US$ 146,4 milhões. Nesta primeira etapa, 15 comunidades serão contempladas — sendo 12 com recursos do banco, duas com investimento direto da prefeitura e uma com financiamento federal. O prazo de execução é de até seis anos, com perspectiva de consolidação em longo prazo.

Além do aporte financeiro, a parceria com o BID inclui apoio técnico e acompanhamento especializado, com base na experiência internacional do banco em projetos urbanos dessa natureza. Segundo a prefeitura, isso contribui para a qualificação das ações desenvolvidas por diferentes secretarias envolvidas na execução do programa.

O Vida Nova no Morro está inserido no planejamento estratégico “Niterói que queremos 2025-2050”, que tem como um de seus pilares a redução das desigualdades. A proposta é consolidar uma cidade mais integrada, com menor distinção entre territórios formais e informais.

A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcele Sardinha, destaca o caráter estruturante da iniciativa:

— Pela primeira vez, uma política pública de urbanização de favelas integra de forma sistemática a melhoria habitacional interna às grandes obras de infraestrutura urbana. Estamos enfrentando problemas como umidade, falta de ventilação e condições sanitárias precárias dentro das casas, ao mesmo tempo em que avançamos em drenagem, pavimentação e iluminação pública. É uma mudança importante na forma de tratar esses territórios — afirmou.

Fonte: O Globo Niterói



sábado, 2 de maio de 2026

Reclaiming the City: How Paris Is Transforming Public Space Through Pedestrianization and Greening


By Create Streets


Cities around the world are facing a common challenge: how to adapt dense, historically car-oriented urban environments, to the social and environmental issues of the 21st century. Local governments need to rethink the role of streets and squares as common public spaces.

Under its recent urban policies and a strategy begun with Anne Hildago’s first term as Mayor of Paris a decade ago, Paris has pioneered a people-first approach that integrates pedestrianization, greening, and community empowerment. The Parisian method is not simply about repaving streets or planting trees for their aesthetic value, it is a structural shift in how cities function, how residents move, and how communities interact. It reflects a broader ambition: to create healthier, more resilient, and more inclusive urban environments.

From Car-Centered Streets to People-Centered Spaces

Like most major cities, Paris was designed for the car in the 20th century. Wide boulevards and busy intersections prioritized motorway flow over public space, limited to narrow sidewalks, pinched between buildings and parking lanes. Yet over the past decade, Paris has undertaken one of the most ambitious programmes in Europe to reverse that trend.

Since 2014, Paris has restructured mobility around people rather than vehicles, through a network of pedestrian zones, green spaces and “calmed” streets, designed for people in everyday neighborhoods.

In Paris, street space, once used for parking or driving is now reimagined for multiple uses: walking, play, and social life. This shift is guided by the principle that reclaiming streets fosters not only mobility, but also community. Pedestrianization is at the heart of this shift. As traffic decreases and green corridors expand, Paris shows that urban vitality and environmental sustainability can reinforce each other.

By limiting or removing through-traffic in certain areas, cities significantly lower local air pollution, and create safer and more pleasant environments for walking, shopping, gathering, and cultural activities. It also stimulates local economic activity: businesses in pedestrian-friendly districts often benefit from increased foot traffic and longer visitor dwell time.

©Instagram @christophenajdovski – Before/After: Mouton-Duvernet Street (14th arrondissement), where a road used to cut the park in two.

Beautify Your Neighborhood: Local Change, Citywide Impact

At the heart of the Parisian shift lies “Embellir votre quartier” (“Beautify Your Neighborhood”), a participatory program inviting residents to co-design their own streets. Operating in 2 to 7 sub-districts in each arrondissement (approximately 1 km²), the initiative empowers citizens to propose and prioritize projects such as wider pavements, new trees, pedestrianized squares and bike lanes.

This hyperlocal approach turns planning into a democratic process. Instead of imposing a uniform citywide template, Parisian officials work with local communities to respond to specific environmental, mobility, and social needs, sharing budgetary issues transparently. Each project, while modest in scale, becomes a piece of a broader metropolitan puzzle connecting active travel routes and green networks.

For example, a previously congested street in the 13th arrondissement might now feature school play areas, greening and bike parking spots, chosen through workshops with residents.

Transforming public space inevitably raises concerns. Shop owners may fear reduced accessibility, residents may worry about traffic displacement, and drivers may perceive restrictions as constraints. Transparent communication about objectives, timelines and budget, and participatory processes facilitate acceptance and result in a tangible sense of ownership: citizens not only use public space but help shape it. This participatory philosophy has become one of the city’s most effective tools for civic engagement and ecological renewal.

©Instagram @christophenajdovski – Before/After: Dr Lecène Street (13th arrdt.) which was redesigned as part of the Beautify Your Neighborhood initiative

©Instagram @christophenajdovski – Before/After: Meaux Street (19th arrdt.) which was redesigned as part of the Beautify Your Neighborhood initiative

The Tree Strategy: Greening as Infrastructure

The Paris Tree Strategy has made possible the planting of 150,000 trees and the greening of 370 streets in six years. Furthermore the strategy committed to diversifying species and layouts to maximize nature’s ecological benefits. It embodies the transformation of Paris from a city with gardens to a “garden city” (“ville-jardin”).

This “garden city” vision complements the pedestrian’s everyday journeys across a city which sorely lacks green spaces and has been demonstrated to be the deadliest in Europe during heatwaves. Every new project – from redesigned avenues to new schoolyards – integrates shade and biodiversity corridors.

Tree-planting efforts are deliberately concentrated in working-class districts and social housing areas, neighborhoods where green space and air quality have historically lagged, particularly in the densely populated north and east of the city.

370 streets greened in Paris since 2020 ©Victor Baron

Paris reframes greenery as essential infrastructure, vital for resilience and public health: high-quality public green areas are critical for well-being and social cohesion.

Oasis Schoolyards and School Streets: Learning and Living in a Shared Urban Space

Greening initiatives also create opportunities for rethinking the design of school environments. More than 200 schoolyards have been redesigned as green spaces, some of them serving both students during the day and residents outside school hours. This dual function maximizes land use in dense districts and strengthens community ties.

Another innovative dimension of Paris’s transformation is found in its approach to School Streets (“Rues aux écoles”). Over 300 school streets have been redesigned as low-traffic or car-free areas where children can arrive safely on foot or by bike, away from congestion and emissions, and when it’s possible, alongside green infrastructure.

More than a child-safety project, School Streets visibly embody the “garden city”. They teach future generations that urban mobility and sustainability are compatible and that the quality of the urban environment matters to daily life.

©Instagram @christophenajdovski – Before/After: Le Vau Street (20th arrdt.) redesigned into a School Street

They also embody a political method that reflects how Anne Hidalgo has brought about change throughout her decade as Mayor of Paris: Set radical and high ambition goals: here with School Streets, the pedestrianization of every street in front of a school.
 
Test the design: from the very first School Street and to this day, the Paris officials and political leaders observed what was not working and what was supported by residents and were not afraid to adjust
Keep repeating popular, local interventions in order to gradually transform the whole city: as the trials progressed, Parisians responded enthusiastically to some of these street transformations and began asking for those changes on their own streets. This allowed the City of Paris to identify the measures that both advanced its objectives and won public support, creating the conditions to roll them out at scale and deliver ambitious programmes (such as the transformation of 300 school streets.)

From Local Actions to Structural Change

Over time, these individual interventions accumulate into a structural transformation.


Results have been striking: as cycling infrastructure has expanded traffic volumes have declined on certain corridors and air pollution has decreased significantly, green spaces have multiplied and the Canopy Index has increased with them (from 21% in 2018 to 25% in 2025). A new urban ecosystem is taking shape.

Streets that once felt dominated by vehicles have become lively social spaces. Neighborhoods have gained an identity and vibrancy through redesigned plazas and tree-lined avenues that people then make their own and want to see multiplied.

Average annual NO2 concentration: in Paris, air pollution has decreased by 40% in 10 years
©AirParif

Conclusion: The Parisian Way of Reclaiming the City

Bringing together bottom-up innovation and top-down strategy, Paris is bringing about a radical transformation of public space as well as redefining the social contract of the city. By empowering citizens to beautify their neighborhoods, investing in a tree planting strategy, and creating safer and greener school environments, Paris illustrates how 21st century cities can reconcile density with livability.

Political commitment in Paris proves that reclaiming streets for people and nature can produce not only cleaner air and quieter roads but also stronger, more connected communities.

The decisive victory of Emmanuel Grégoire in the 2026 mayoral election of the last few days signals continuity for the city’s urban agenda as the new mayor is set to embrace the legacy of Anne Hidalgo’s policies. He is set to continue the ongoing transformation of public spaces and mobility around Paris. This will not only persist but deepen: the pedestrianization of a further 1000 streets, the transformation of 10 avenues into parks, the extension of the park on the Banks of the Seine, with climate adaptation remaining a central priority. In this context, Paris is poised to further integrate environmental resilience into everyday urban life, accelerating its transition toward arguably the most climate-ready city in Europe.

The process begins small: one tree planted, one sidewalk reimagined, one street redesigned. Yet these local interventions accumulate into a profound structural change. In doing so, Paris is sending out a powerful signal about collective priorities: health over speed, quality of life over traffic throughput and community over congestion.

Fonte: Create Streets 


sábado, 25 de abril de 2026

PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DA ORLA DO CENTRO DE NITERÓI CONQUISTA PREMIAÇÃO NACIONAL DO IAB 2025

 

Projeto de Revitalização da Orla do Centro de Niterói, vencedor da etapa nacional da Premiação IAB 2025. Instagram IAB-Brasil.

Foi com muita alegria que celebramos mais uma premiação conferida à gestão, às políticas públicas, projetos urbanos, ambientais, de saneamento e de mobilidade da Prefeitura de Niterói. Desta vez, foi a prestigiosa Premiação Nacional IAB 2025, que reconheceu a qualidade e a relevância do Projeto de Revitalização da Orla do Centro de Niterói. A premiação foi na categoria “Urbanismo, arquitetura da paisagem, planejamento e cidades”. O proponente do projeto ao Prêmio foi a Secretaria Municipal de Mobilidade e Infraestrutura Urbana, por iniciativa do secretário Renato Barandier e do subsecretário Fabrício Arriaga.

O projeto foi desenvolvido, em 2021, na minha gestão como prefeito de Niterói e a obra foi entregue em dezembro de 2024. Estabeleci a Revitalização da Orla do Centro como uma das metas da Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade, que tinha então o arquiteto e urbanista Renato Barandier no comando e uma competente equipe a apoiá-lo. O projeto foi desenvolvido de acordo com o conceito de "Ruas Completas", implantado principalmente na Avenida Visconde do Rio Branco. A obra requalificou 2,5 km de orla e 500 mil m² de área reurbanizada. Dentre os diversos benefícios, o projeto entregou para Niterói as seguintes melhorias:

  • Reurbanização da Avenida Visconde do Rio Branco, que ganhou solução para os ônibus, com pontos de ônibus confortáveis e localizados no canteiro central da via.
  • Nova ciclovia ao longo da orla
  • Calçadas acessíveis 
  • Nova iluminação LED
  • Novo Terminal de Ônibus para a Zona Sul.
  • Nova Praça Arariboia: a implantação de uma explanada que valorizou a vista da Baia de Guanabara na Praça Arariboia, que antes estava obstruído por construções e um inadequado estacionamento, ao lado da estação hidroviária, que persistia naquele local há décadas.
  • Duplicação do Bicicletário Arariboia.
  • Conexão da Praça Arariboia ao Parque Esportivo da Concha Acústica, à Arena Niterói (fizemos o projeto e fizemos grande parte da obra, que está agora prestes a inaugurar), o Complexo de Atletismo da UFF, a Cantareira, a "Praça da Bicicleta" (onde localiza-se o Castelinho do Gragoatá, prédio tombado e que foi restaurado pela Prefeitura e que hoje é a sede da Coordenadoria do Niterói de Bicicleta) e o Forte do Gragoatá. 
  • O projeto retirou outros estacionamentos que existiam no PEUC do Aterrado Norte (entre a Av. Visconde do Rio Branco e o Caminho Niemeyer), retirando um fluxo de cerca de 1.400 carros que se dirigiam ao Centro todas as manhãs e voltavam aos seus lugares de origem no final da tarde.
  • Ampliação de 47% das áreas verdes (de 14.735 m² para 21.593 m²) e o plantio de 357 árvores melhoraram o microclima e a drenagem urbana, enquanto a ampliação de calçadas e travessias seguras promoveu conforto térmico e segurança viária.
  • Poluição visual: retirada dos fios de telefonia aérea.

Não é a primeira vez que a Prefeitura é premiada pelos projetos urbanísticos da cidade. Conheça outros prêmios já conquistados aqui.

Parabéns Niterói, parabéns aos planejadores do desenvolvimento da Cidade de Niterói.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Vice-prefeito de Niterói (2013-2016)

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Informações abaixo são do site do IAB.

Projeto de Revitalização da Orla do Centro de Niterói


Veja, a seguir, as informações 

Por quase cinco décadas, o Centro de Niterói viveu um processo de esvaziamento urbano após a perda da condição de capital do antigo Estado do Rio de Janeiro e a inauguração da Ponte Rio-Niterói. O avanço da urbanização rodoviarista e a conversão de imóveis e áreas vazias em estacionamentos corroeram o espaço público e interromperam a relação histórica entre a cidade e o mar.

O projeto Revitalização da Orla Centro propõe uma reconciliação física e simbólica entre cidade e baía, reconfigurando um território antes degradado em um ambiente de mobilidade sustentável, vida urbana e inclusão social. A operação combina infraestrutura, habitação, paisagem e cultura em um sistema contínuo de espaços públicos que devolve à cidade sua frente marítima e sua centralidade.

A transformação abrange 2,5 km de orla e 500 mil m² de área requalificada, conectando o Caminho Niemeyer, a Praça Arariboia e o Parque Esportivo Municipal em um grande parque linear costeiro. Essa rearticulação urbana restabelece a visada para a Baía de Guanabara e integra os principais terminais metropolitanos de transporte, incluindo o sistema de barcas e o Terminal João Goulart, por onde circulam mais de 300 mil pessoas diariamente. A nova Praça Arariboia, implantada onde havia imóveis abandonados e um estacionamento, tornou-se o principal portal da mobilidade da cidade — um espaço de encontro entre o mar, o transporte e a cidadania.

A Av. Visconde do Rio Branco, eixo central da intervenção, foi totalmente reurbanizada segundo o conceito de Ruas Completas, priorizando pedestres, ciclistas e transporte coletivo. O novo corredor de ônibus, o Terminal Sul ampliado e as estações de design transparente materializam a integração entre transporte e paisagem. A restrição de 1.400 vagas de estacionamentos privados e a redução de 26% dos espaços públicos destinados ao automóvel reverteram a lógica rodoviarista, permitindo destinar solo a modos ativos e à convivência urbana.

Do ponto de vista habitacional, o PEUC do Aterrado Norte redefine o papel dos vazios centrais, transformando-os em instrumentos de concretização do direito à cidade e da moradia digna. Mais de 68 mil m² de áreas antes ocupadas por estacionamentos passam a cumprir sua função social, com 4.250 moradias adequadas e acessíveis licenciadas e 3 mil em construção, inseridas no maior polo de oportunidades urbanas do Leste Metropolitano. O conjunto segue os princípios de Desenvolvimento Orientado ao Transporte (TOD), aproximando moradia, trabalho e serviços, e induzindo a transição de um modelo disperso e dependente do automóvel para uma cidade compacta, acessível e de baixas emissões.

Os ganhos ambientais são expressivos: a ampliação de 47% das áreas verdes — de 14.735 m² para 21.593 m² — e o plantio de 357 árvores melhoraram o microclima e a drenagem urbana, enquanto a ampliação de calçadas e travessias seguras promoveu conforto térmico e segurança viária. A iluminação de alta eficiência e o mobiliário permeável visualmente reforçam a sensação de transparência e pertencimento, estimulando o uso noturno e contínuo dos espaços públicos.

Mais do que uma requalificação, a intervenção estabelece um novo paradigma de planejamento urbano para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, articulando transporte, habitação e sustentabilidade sob um mesmo desenho urbano.

Alinhado ao Plano Estratégico Niterói 2033, ao Plano Diretor e ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, o projeto consolida uma mudança estrutural nas políticas urbanas de Niterói, redefinindo os padrões de deslocamento e moradia adequada de forma duradoura e coerente com a visão de futuro da cidade, garantindo benefícios permanentes para as gerações presentes e futuras.

Suas transformações pavimentam o caminho para uma cidade mais equitativa, resiliente e sustentável, onde as próximas gerações herdarão não apenas uma nova paisagem, mas um novo modo de viver, se deslocar e habitar — uma cidade que volta a se orientar pelas pessoas, e não pelos automóveis.


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PROPONENTE:

Secretaria Municipal de Mobilidade e Infraestrutura de Niterói
https://niteroi.rj.gov.br/

Autoria: Renato Barandier (arquiteto e urbanista, Secretário Municipal de Mobilidade e Infraestrutura), Fabrício Arriaga (arquiteto e urbanista, subsecretário de Desenvolvimento Urbano).

Demais membros da equipe principal: Dayse Monassa (arquiteta e urbanista, secretária municipal de conservação), Betina Araújo (arquiteta e urbanista, subsecretária de desenvolvimento urbano), Fernanda Carvalho (arquiteta e urbanista, subsecretária de urbanismo), Paula Viana (arquiteta e urbanista, diretora de parcelamento do solo).

Equipe ou instituições indiretamente envolvidas: Burle Marx Escritório de Paisagismo (projeto de paisagismo), Joaquim Andrade Arquitetos Associados (projeto de parcelamento do solo), Guto Índio da Costa (projeto de mobiliário urbano), Serpen Servicos e Projetos de Engenharia Ltda. (projeto geométrico), Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói – ION (coordenação das obras).

Crédito das imagens:
Fabrício Arriaga

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Projeto de Revitalização da Orla do Centro de Niterói

🏆 Vencedor na Etapa Departamental do IAB/RJ da Premiação Nacional do IAB 2025

🏅 Finalista da Etapa Nacional no Eixo 3 – urbanismo, arquitetura da paisagem, planejamento e cidades


Cidade/UF: Niterói, RJ
Ano do projeto: 2021
Conclusão da obra: janeiro de 2025

Eixo / Categoria: Eixo 3 / Infraestrutura verde urbana
Modalidade: Projeto com obra executada






terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CENTRO DE NITERÓI CONTINUA AVANÇANDO PARA A SUA REVITALIZAÇÃO, AGORA COM UM FUNDO IMOBILIÁRIO INOVADOR

Impactos positivos da Revitalização do Centro de Niterói. No caso da obra da nova Avenida Amaral Peixoto, a atual via - uma das mais importantes da cidade, receberá canteiros, segregação mais eficiente da ciclovia e arborização urbana, revertendo a atual aridez da avenida. Os incentivos ao retrofit permitirão que prédios com aspectos de degradação sejam restaurados.

Em evento realizado em 11/02, com a presença do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lançou o Fundo de Desenvolvimento Imobiliário do Centro de Niterói (FDICN), criado por Lei Municipal (Lei 4.009, de 14 de maio de 2025). O novo fundo, por sua vez, utilizará recursos do Fundo de Equalização de Receitas - FER, também conhecido como "Poupança dos Royalties do Petróleo". O objetivo é impulsionar o desenvolvimento econômico e urbano de uma ampla área que compreende o Centro Histórico e partes dos bairros de São Domingos e São Lourenço. O FDICN oferecerá taxas de juros subsidiadas para financiar projetos imobiliários residenciais e hoteleiros – novos ou de requalificação –, além de viabilizar desapropriações estratégicas. 

O FDICN será operado pela Caixa e movimentará recursos iniciais de R$ 400 milhões do Município para fomentar moradia, hotelaria e requalificação urbana

Considerado o primeiro fundo municipal do Brasil com foco na redução de juros para financiamento de empreendimentos, o FDICN tem um significativo poder de alavancagem de novos recursos, uma vez que serão complementados por investimentos de instituições financeiras credenciadas como Agentes Financeiros. Estas instituições serão selecionadas em chamamento público a ser aberto em breve, podendo multiplicar o valor disponível para operações em até R$ 800 milhões.

O prefeito Rodrigo Neves destacou que "o Centro de Niterói, que hoje tem 20 mil moradores, poderá chegar a 50 mil em 10 ou 15 anos. Após 50 anos de decadência desde a perda da capital em 1975, o Centro será o novo vetor de desenvolvimento da cidade". 

O programa também tem um forte componente de geração de emprego e renda, com a previsão de cerca de 8 mil novos postos de trabalho diretos e indiretos, majoritariamente no setor da construção civil.

INICIATIVAS DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO

Faremos aqui uma retrospectiva de ações desenvolvidas para a revitalização do Centro de Niterói, com ênfase no legado que deixamos na gestão como prefeito de Niterói (2021 a 2024). 

Desde 2013, quando tomei posse como vice-prefeito de Niterói (2013-2016), me dediquei a buscar soluções para a revitalização do Centro de Niterói. Na época, lideramos junto com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade - SMU, a iniciativa de criação da Operação Urbana Consorciada - OUC do Centro. A OUC acabou dando lugar a outros instrumentos de requalificação do Centro, mas já trazia toda uma concepção do que seria o novo Centro.

Posteriormente, quando fui prefeito, uma das minhas primeiras iniciativas foi encaminhar uma Mensagem Executiva ao legislativo municipal que resultou na chamada Lei do Retrofit (Lei Nº 3.608, de 09 de julho de 2021), para o estímulo à produção habitacional por meio da requalificação de imóveis (retrofit) na Área Central de Niterói. A lei serviu de base para a criação do FDICN e é agora operacionalizada e potencializada pelo lançamento do fundo.

Em 2022, lançamos o Plano Niterói 450 Anos, que contava com o Eixo Centro 450 Anos, com a previsão de investimentos de R$ 400 milhões somente na região central da cidade. E as obras avançaram, com mais de 20 intervenções estruturantes para o Centro. Vejam as principais obras iniciadas na nossa gestão, já entregues, ou em andamento atualmente:

Nova Praça Arariboia, inaugurada em 2024.

Novo Terminal Sul. Mais conforto, funcionalidade e ordenamento. Ampliação da arborização e paisagismo.
  • NOVA ORLA DO CENTRO: fizemos a requalificação da Avenida Visconde do Branco, projetada dentro dos princípios das "Ruas Completas", o que rendeu à Prefeitura de Niterói o Prêmio IAB 2025. A requalificação incluiu a nova Praça Arariboia, a expansão do Bicicletário Arariboia, o novo Terminal Sul e a reurbanização da regiãode São Domingos e Gragoatá. As obras foram entregues em 2024. 
Amaral Peixoto Mais Verde e sustentável.
  • NOVA AVENIDA AMARAL PEIXOTO, RUA DA CONCEIÇÃO E DR CELESTINO: as obras foram concebidas na nossa gestão e o edital das obras chegou a ser publicado. O início das obras foi anunciado pelo prefeito Rodrigo Neves em 2025. A avenida mais importante do Centro será requalificada, deixando o seu aspecto atual de aridez para uma nova via, arborizada, com ciclovia segregada, paisagismo e, em função do retrofit, com prédios com fachadas e usos renovados. A concepção e o projeto foram desenvolvidos na nossa gestão. Lançamos a licitação que foi concluída na atual gestão. No mesmo edital de licitação da Amaral Peixoto, foi prevista a obra de requalificação da Rua da Conceição e Rua Dr. Celestino, cujas obras já estão em andamento. A reforma completa da Rua da Conceição e Dr. Celestino incluirão a ampliação dos passeios com acessibilidade e implantação de infraestrutura subterrânea da rede de telecomunicações para desobstruir a poluição visual que prejudica o patrimônio de edificações preservadas da rua.
Parque Esportivo da Concha Acústica, entregue em 2024.
  • PARQUE ESPORTIVO DA CONCHA ACÚSTICA: obra desenvolvida num espaço até então ocioso do Centro de Niterói. A infraestrutura esportiva foi entregue em 2024 e hoje oferece atividades esportivas oferecidas pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer - SMEL, para cerca de 2.000 pessoas inscritas.

Complexo de Atletismo Aída dos Santos. O equipamento esportivo é da UFF, foi restaurado pela Prefeitura e foi entregue em 2024. 
  • COMPLEXO DE ATLETISMO AÍDA DOS SANTOS: o equipamento esportivo pertence à UFF e foi integralmente reformado e é considerado pela Confederação Brasileira de Atletismo um dos melhores espaços para o atletismo no país. Em 2024, sediamos pela primeira vez o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, em edição que valia como classificatória olímpica para os Jogos de Paris 2024. Saiba mais aqui.
Arena Niterói, projetada e obra iniciada na nossa gestão, será concluída e entregue à população em breve.
  • ARENA NITERÓI: a obra foi projetada, licitada e iniciada na nossa gestão e está em desenvolvimento, devendo ser concluída e entregue à população em 2026. Terá capacidade para 5.000 pessoas e será o mais importante equipamento para eventos esportivos e culturais da cidade. Com a Arena, o Centro de Niterói passa a contar com uma excelente infraestrutura esportiva, com o Parque Esportivo da Concha Acústica, o Complexo de Atletismo Aída dos Santos, da UFF e, finalmente, a Arena Niterói.
Prédio da Cantareira, imóvel histórico de Niterói, foi desapropriado em 2022. As obras foram iniciadas em 2024 e estão em andamento
  • ESTAÇÃO DA CANTAREIRA: há anos que o imóvel era reivindicado pelo setor cultural da cidade para uso público, em longa disputa judicial que terminou de forma desfavorável para a sociedade. O prédio foi desapropriado por mim em dezembro de 2022. O projeto de restauração foi desenvolvido e as obras começaram em 2024 para transformar o local em centro de inovação e formação tecnológica. 
Castelinho do Gragoatá foi restaurado e abriga a sede da Coordenadoria do Niterói de Bicicleta.
  • CASTELINHO DO GRAGOATÁ: o imóvel é tombado e estava há anos abandonado e muito deteriorado, com consequências para toda a sua ambiência urbana. O prédio foi desapropriado pela Prefeitura e foi totalmente restaurado. Hoje, sedia a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta. A praça também foi revitalizada e hoje é conhecida como a Praça da Bicicleta.
Solar Notre Rêve (Casa Norival de Freitas: o imóvel tombado foi todo restaurado, entregue em 2024, e hoje abriga a sede do Projeto Aprendiz Musical.
  • SOLAR NOTRE RÊVE: conhecido também como Casa Norival de Freitas, o imóvel é tombado e reconhecido como um remanescente do que já foi o Centro de Niterói. O imóvel foi totalmente restaurado, recuperando as suas características históricas. O novo centro cultural foi entregue em 2024 e, agora, abriga a sede do Projeto Aprendiz Musical. Também demos início à restauração do Conservatório de Música de Niterói, localizado logo em frente ao Solar Notre Rêve.
Mercado Municipal de Niterói.
  • MERCADO MUNICIPAL: a concessão à iniciativa privada do Mercado Municipal foi realizada na gestão anterior do prefeito Rodrigo Neves e as obras aconteceram majoritariamente na nossa gestão, até que foi reinaugurado em julho de 2023. Inaugurado por Getúlio Vargas em 1938, o prédio, de arquitetura eclética com traços de art déco e neoclássica, faz parte de um conjunto arquitetônico da região portuária da cidade. O mercado foi desativado em 1977, ficando fechado por 46 anos. O Mercado tem 9.700 metros quadrados e mais de 170 lojas divididas entre: gastronomia, decoração, cervejaria, charcutaria, peixaria, artesanato, queijaria e hortifruti.
Edifício N. S. da Conceição (Prédio da Caixa, na Avenida Amaral Peixoto, foi desapropriado e será reformado e oferecido como alternativa habitacional.
  • EDIFÍCIO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO: o chamado "Prédio da Caixa" era um grave problema social em plena Avenida Amaral Peixoto. O prédio foi desapropriado pela Prefeitura, em acordo com o Ministério Público e os seus moradores começaram a ser indenizados na nossa gestão. O objetivo é a recuperação do prédio (retrofit) em parceria com a iniciativa privada, fazendo a reconversão das unidades para uso misto a serem destinadas para habitação de interesse social e lojas com atendimento de serviços públicos. 
A área será transformada no Novo Centro de Niterói.
  • INTEGRAÇÃO DO CAMINHO NIEMEYER: entre a Avenida Visconde do Rio Branco e o Caminho Niemeyer, havia um vazio urbano, ocupado com estacionamentos irregulares que atraiam cerca de 2.000 automóveis diariamente para o Centro. A área foi totalmente urbanizada e recebe agora investimentos imobiliários que se constituirá na nova feição urbana do Centro de Niterói.
Bicicletário Arariboia.
  • DUPLICAÇÃO DO BICICLETÁRIO ARARIBOIA: com a remoção total do estacionamento que existia na Praça Arariboia, obteve-se espaço para uma nova praça aprazível com vistas para a Baia de Guanabara e a duplicação do bicicletário, que passou de 446 para 1.000 vagas. A obra foi idealizada e projetada na nossa gestão.
Estação da NitBike na nova Praça Arariboia, com o bicicletário ao fundo.
  • IMPLANTAÇÃO DAS BICICLETAS COMPARTILHADAS - NITBIKE: as chamadas 'Roxinhas" começaram a ser implantadas pelo Centro de Niterói em 2024 e hoje se expandem pela cidade. Já são mais de 50 estações (a maioria no Centro), com mais de 600 bicicletas circulando pela cidade. Desde que inauguramos o sistema em 2024, já foram realizadas mais de 2 milhões de viagens, evitando a emissão de mais de 805 toneladas de carbono. 
Em colaboração com a UFF, a Prefeitura concluiu a obra do novo IACS, nas margens da Baía de Guanabara.
  • IACS: em mais uma parceria com a UFF, o novo Instituto de Artes e Comunicação Social - IACS teve a sua obra concluída em 2024. O novo espaço acadêmico da UFF conta com um espaço cultural que, assim como a nova instalação do IACS, atenderá também a cidade. 
Traçado provisório do VLT de Niterói.
  • VLT: desde quando fui vice-prefeito de Niterói (2013-2016) coordenei o planejamento para a implantação do VLT de Niterói, que unirá a Estação Multimodal localizada no Terminal do Catamarã em Charitas, até o Terminal João Goulart no Centro, e de lá irá até o Barreto. Esta solução modal revolucionará a mobilidade da cidade e trará também muitos benefícios para o Centro de Niterói, melhorando de forma definitiva o trânsito na cidade. O Projeto Básico e o Estudo de Viabilidade Econômica foram concluído e deixamos para o governo seguinte o financiamento aprovado no Novo PAC, do Governo Federal, para a implantação da primeira etapa do projeto, ligando o Terminal João Goulart ao Barreto.
Ruínas do antigo reservatório de água de Niterói no Parque Águas Escondidas.
  • PARQUE NATURAL MUNICIPAL ÁGUAS ESCONDIDAS: O Parque Natural Municipal Águas Escondidas, foi criado em 2020 (Lei Municipal 3.560, 2020) através da recategorização da Área de Proteção Ambiental - APA com o mesmo nome, abrangendo o Morro da Boa Vista, onde desenvolve-se o maior projeto de reflorestamento desenvolvido pela Prefeitura de Niterói. O parque tem grande valor ambiental e histórico-cultural, pela sua proximidade com a Igreja de São Lourenço dos Índios, local de origem da cidade de Niterói. Também abriga as antigas ruínas da Chácara do Vintém, que foi o manancial que abasteceu a cidade de Niterói em seus primórdios.
Projeto Encosta Verde: projeto inovador e premiado, o parque solar teve a sua implantação iniciada em 2024 e está em fase de implantação. 
  • PROJETO ENCOSTA VERDE: o Encosta Verde é um projeto inovador, que inclui a implantação de um parque solar em área de encosta do Morro da Boa Vista, voltado para a produção de energia fotovoltaica. O projeto foi idealizado quando fui secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, com a participação do Escritório de Gestão de Projetos - EGP e a Secretaria Municipal de Defesa Civil. O projeto recebeu o Prêmio Lidera Rio, promovido pelo SEBRAE em 2018. O projeto foi licitado e as obras foram iniciadas em 2024.
Urbanização da comunidade do Sabão.
  • COMUNIDADES: fizemos investimentos de melhorias da infraestrutura na Comunidade do Sabão, além de obras de contenção de encostas em várias comunidades, como o Morro do Estado, Morro da Boa Vista e Morro da Penha.
UMEI Leni dos Santos Oliveira, no Morro da Penha.
  • ESCOLA NO MORRO DA PENHA: Construção e entrega da UMEI Leni dos Santos Oliveira – Dona Helena, no Morro da Penha, bairro da Ponta d’Areia. A unidade é a 29ª inaugurada em Niterói nos últimos 12 anos e oferece 120 vagas, em tempo integral, para crianças de 1 e 2 anos. A Umei conta com seis salas de aula, sala de multimeios, sala dos professores, pátio, refeitório (equipado com cozinha e despensa), área verde, além de estar nos padrões de acessibilidade e sustentabilidade.
Novo deck de madeira no tradicional Portugal Pequeno, na Ponta D'Areia
  • DECK DOS PESCADORES NO PORTUGAL PEQUENO: obra de restauração da ambiência urbana da Ponta D'Areia e melhorias da infraestrutura. Obra entregue à cidade em 2024.
As referidas obras fazem parte do maior ciclo de investimentos em infraestrutura na história da cidade. No período de 2021 a 2024, foram investidos mais de R$ 3 bilhões na cidade, trazendo melhorias para a vida do cidadão niteroiense. Também cabe destacar a Lei do Retrofit, que encaminhamos ao Legislativo através de Mensagem Executiva e que foi aprovada como a Lei 3.608/2021. A lei estimula a iniciativa privada a investir na reforma e reaproveitamento dos imóveis no Centro de Niterói.

OUTRAS AÇÕES TRANSFORMADORAS DO CENTRO

Além das obras citadas, o Centro recebeu outros investimentos importantes como a requalificação da Avenida Marques do Paraná (entregue em 2020) e a implantação do Eixo Cicloviário das Avenidas Roberto Silveira - Marquês do Paraná e Amaral Peixoto, que inclui o Bicicletário Arariboia). Estas são as ciclovias mais movimentadas do país. Os seus números podem ser verificados no Sistema ContaBike.

O Caminho Niemeyer também faz parte da transformação em curso no Centro da cidade, com a construção da nova Catedral Católica e da Catedral Evangélica. Ambas as obras contam com projetos do arquiteto Oscar Niemeyer e complementarão o projeto idealizado pelo renomado brasileiro, mestre da arquitetura mundial. No caso da catedral evangélica, as cessão dos direitos à Igreja Assembleia de Deus ocorreu mediante Chamamento Público realizado na minha gestão. Ambas as obras são de responsabilidade e financiamento das respectivas igrejas.

Também cabe destacar outra ação determinante para o novo Centro de Niterói adotada pela atual administração municipal: Programa Aluguel Universitário, iniciativa que valoriza os imóveis, dinamiza o mercado imobiliário do Centro e oferece soluções de moradia para o grande contingente de estudantes universitários da cidade.

Para mais informações sobre a Requalificação do Centro de Niterói, acesse o Portal do Centro ou o Story Map do Niterói 450 Anos, ambos preparados pelo SIGEO. 

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)




segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Como um novo olhar para estacionamentos está ajudando a transformar cidades dos EUA

 

Public space created on former parking spaces in Los Angeles. Jim Simmons / Alamy Stock Photo

How Parking Reform Is Helping Transform American Cities

In cities across the U.S., planners are pushing to eliminate mandates requiring parking spaces in new buildings. The reforms — along with banning street parking or adding meters — help to reduce car dependency, create public and green spaces, and lower housing costs.

By Henry Grabar

In 2015, Chris Meyer was working the night shift at a Minneapolis apartment building when he decided to assign some light reading to the city council. He bought each of its members a copy of an 800-page textbook he had read — unassigned — in college. The High Cost of Free Parking, by UCLA planning professor Donald Shoup, lays out how America’s expectation of abundant and cheap parking has distorted our architecture, housing costs, transportation patterns, and environment.

Minneapolis stopped requiring parking spaces in most new buildings that year, and eliminated the requirements entirely just a few years later. Those laws, also referred to as parking minimums or mandates, blanket municipal codes in the United States, forcing builders to include a substantial quantity of parking with every new home, office, shop, or school. Those parking spaces cost a lot of money to build, and they sit empty most of the time.

“The reforms made housing more affordable and reduced dependence on cars,” said Meyer, now a Minneapolis planning commissioner and legislative assistant to Minnesota state senator Omar Fateh. “They helped us move towards the goal of getting more people and fewer cars in the city, which is what we need to do.”

Bad parking policy inhibits affordable housing, neighborhood walkability, and the prospect of having a greener, cleaner city.

Earlier this month, Fateh announced the People Over Parking Act, a bill to eliminate parking requirements across the whole state. He explained how a church in his Minneapolis district was able to be converted to affordable housing after the city’s policy change. This time around, Meyer bought 130 parking policy textbooks for members of the state legislature; a plastic table in the State Capitol building buckled under their weight.

It has felt, lately, like cities across the U.S. are living in one of Don Shoup’s favorite New Yorker cartoons, by Edward Koren, which shows a group of adults gesticulating wildly over canapés: “The conversation has turned to parking.”

The premise of parking reform is only partly about parking. More broadly, reformers argue, bad parking policy inhibits many of the things we say we want from our cities: Things like affordable housing, a walkable neighborhood, attractive architecture, a greener, cleaner city. Parking is a central component of the transportation-land use mess that has left so many Americans dependent on two or more cars per household. Parking lots are an environmental disaster twice over, consuming vast quantities of materials and land while they subsidize endless driving. That’s the bad news.

A mostly empty parking lot in New Jersey. JG Photography / Alamy Stock Photo

The good news is that parking is changeable. Focus more on the place, and less on the place to park, and the barriers to a better urban environment begin to fall away. Says Tony Jordan, who in 2019 cofounded the Parking Reform Network, which aims to correct the country’s wayward parking policies, “What we’ve been doing is so clearly bonkers that when you point it out, a good number of people are like, ‘This is bonkers!’”

Minneapolis, San Francisco, Buffalo, Hartford, Austin, San Jose, and Portland, Oregon have all stopped requiring parking in the last decade. So have college towns like Champaign, Illinois, Berkeley, California, and Cambridge, Massachusetts. California and Oregon have each chipped away at parking minimums in urban areas. There is even a federal bill, introduced in Congress last spring, that allows property owners to decide how many parking spots to provide for new developments.

These changes have been accompanied in many cities by a new approach to managing street parking at the curb, a long-neglected component of urban infrastructure. The common problem with curb parking is that it is too cheap. All-day parkers (often, local employees) arrive first thing in the morning and take the best spots, leaving visitors to cruise in frustration — a phenomenon that appears to account for a sizable share of traffic in congested places.

Parking occupies a double-digit share of the land in most metro areas, and more than a third of some downtowns.

In San Francisco, meter rates now rise and fall once a month according to how hard it is to find a parking space, with the goal of a free spot on every block. To sweeten the deal for local merchants who fear losing clientele to suburban shopping centers, some cities have re-invested meter money in local improvements.

These trends have been underway for a decade, but they received a jolt in 2020 when the Covid-19 pandemic forced communities to reckon with their paucity of outdoor public space. Restaurant tables bloomed in thousands of parking spaces, and streets that had once been lined with silent machines were transformed into festival scenes.

The masks have faded away, but the lesson — that this space can be used for something besides parking — has lingered. Cincinnati has spent millions to help restaurants establish permanent “streateries”; New York has decided to “daylight” thousands of intersections, removing parking spots near crosswalks so drivers can more easily see pedestrians and bicyclists. Other cities have used curbside parking for green space, EV charging, bus lanes, bike lanes, and bike parking.

A "streatery" built on a street parking lane in Cincinnati. 3CDC

Parking is a promising target for visionaries because the bullseye is so large: We have at least three spaces per car, nationally, and more in some cities. We ended up with this parking surplus in part because of our failure to properly manage the shared, public parking supply. Instead, we required each element of the city to supply its own private parking, a recipe for excess that spurs customers to drive from destination to destination, even when those places are right next to each other.

Environmentalists are newly focused on parking’s many ills, including vanished natural areas, heat island effects, stormwater flooding, light pollution, and the use of massive quantities of asphalt and concrete. Parking occupies a double-digit share of the land in most metro areas, and more than a third of some downtowns. But the most serious environmental impact of free parking may be how it encourages driving. One recent federal study projected that if employees who get free parking at work received an equivalent bonus for not using that parking, traffic in major cities would fall by 10 percent, with equivalent drops in fuel consumption, pollution, and emissions. Free parking is also a strong predictor of car ownership; paid parking is a strong predictor of transit use. If you want less traffic, parking policy is the place to start.

While paying for parking can be seen as a hardship, underpriced parking creates traffic and pollution and wastes time.

For younger generations concerned about the high cost of housing, parking is also under attack. Study after study shows that parking minimums add tens of thousands of dollars onto the cost of new housing units while suppressing low-rise, multifamily, and affordable housing. As the requirements fall away, architects and developers have responded by building more housing and less parking than they used to in cities like Seattle and Buffalo. New types of housing, such as accessory dwelling units (ADUs), have flourished in the absence of parking mandates — in California, ADUs now account for one in five new housing units.

Lori Droste, who sits on the city council in Berkeley, tried to capture parking’s power in her first legislative proposal to change the zoning code, in 2015. “It was all parking reform,” she said, laughing. “But I called it the Green Affordable Housing Package.” The city ended parking mandates in 2021. Statewide, a bill signed in 2022 prohibits parking minimums for buildings within a half mile of major transit stops.

In Oregon, new rules compel the state’s jurisdictions to change their zoning to allow developments without parking. In response, some developers have replaced parking with housing. “People think this is a big-city reform,” said Catie Gould, senior transportation researcher with Sightline, a think tank based in Seattle. “But it’s really neat, we have smaller cities and more rural areas affected by this reform.” Even in a place where everyone drives, she says, it turns out that street parking can often handle the demand just fine.

Manhattan's 6th Avenue before (left) and after (right) street parking was converted to a pedestrian plaza and bike lane. New York City Department of Transportation

That parking reformers — a loose coalition of environmentalists, affordable housing activists, architects, developers, business owners, cyclists, pedestrians, and straphangers — have succeeded in changing so many parking policies over the last decade is all the more surprising given Americans’ fierce attachment to their parking spots.

Simply put, we’ve built a world where we have to drive everywhere, which means that parking is very important to us. And while paying for parking can be seen as a hardship, the chaos of underpriced parking has imposed greater costs (traffic, pollution, lost time, lack of access to parking) and led to parking requirements that inhibit the creation of affordable housing. Walking even a few minutes from a parking spot feels like an affront, even if we’d do the same without a second thought at a shopping mall.

Municipal officials supporting parking reform do their best to assuage fears of a parking shortage, reminding wary constituents that changing the parking code won’t take away existing parking. “The big thing we wanted to make clear was: This won’t eliminate a single parking space,” said Zo Qadri, an Austin councilor who authored the repeal in the Texas capital, the largest U.S. city to do so. Adding parking meters and increasing rates are a slightly tougher sell, but those tactics have also been deployed with success in Austin, with local businesses coming around to the idea that it is the lack of parking, rather than its price, that keeps clients away.

Leaders in Amsterdam and Paris, with their lower rates of car ownership, have boasted about making it harder to park.

The core tenet of parking reform, which is rarely highlighted at city council meetings, is that ultimately our communities might be better off if it were a little bit more difficult or more expensive to park in the heart of town. But it may need to be so if we hope to build a safer and more convenient environment for nondrivers.

Many global cities are operating with those ideas as axioms. London and Mexico City have scrapped their parking requirements. Japan mostly prohibits overnight car storage at the curb. If you buy a car, you need your own parking space. Leaders in Amsterdam and Paris, with their excellent transit service and lower rates of car ownership, have boasted about making it harder to park — something that would be nearly unimaginable even in walkable U.S. cities like Boston or Chicago. Our international peers have also been more ambitious in repurposing that parking. In Amsterdam, some street parking has become urban forest; in Paris, entire blocks outside schools have been repurposed as social spaces for kids.

All that is possible in U.S. cities too. But first leaders must legalize the type of parking-lite, high-density housing that makes it possible for a neighborhood to be vibrant, walkable, and economically served by mass transit. That’s the beautiful thing about taking away parking: The less of it you build, the less you need. And the places where the parking fight is the most intense — South Philadelphia, Koreatown in Los Angeles, Boston’s North End — are precisely the ones where it’s easiest to live without a car in the first place.

Fonte: Yale Environment 360





segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

NOVO CENTRO DE NITERÓI: Niterói conquista Prêmio IAB 2025 por projeto de Revitalização do Centro

Um dos legados da minha gestão como prefeito de Niterói (2021-2024) foi o planejamento da Revitalização do Centro da cidade, que fez parte do Plano Niterói 450 Anos (saiba mais aqui). Dentre as muitas intervenções realizadas na gestão, cabe destaque a Revitalização da Orla, projeto concebido pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade (SMU), dentro do conceito de "Ruas Completas", principalmente na Avenida Visconde do Rio Branco, que foi totalmente requalificada. O projeto de paisagismo é do Escritório Burle Marx, que valorizou ainda mais a Praça Arariboia. 

A Frente Marítima, de excepcional valor histórico e paisagístico, estava obstruída pela presença de um estacionamento (próximo ao Bicicletário) e pelas instalações abandonadas do antigo aerobarco (próximo ao Terminal João Goulart). Ambos foram removidos e hoje os espaços são belas praças, que já se tornaram pontos privilegiados de contemplação, principalmente ao pôr-do-sol. 

Fizemos a licitação das obras que se estenderam desde o Mercado São Pedro (Ponta D'Areia) até o Forte Gragoatá. A Frente Marítima ganhou mais arborização, uma ciclovia ao longo de toda a sua extensão, a integração do Caminho Niemeyer, canteiros e jardins. A nova Praça Arariboia foi entregue em 2024 e as demais intervenções estavam 95% concluídas e foram finalizadas na atual gestão.

A concepção e a construção do Novo Centro de Niterói

Além da nova orla, na nossa gestão o Centro ganhou outras 20 obras estruturantes para o Centro de Niterói, que foram concluídas ou inauguradas na nossa gestão:

  • Parque Esportivo na Concha Acústica: obra entregue em 2024 e hoje oferece atividades esportivas para cerca de 2.000 pessoas.
  • Complexo de Atletismo Aída dos Santos: o equipamento esportivo pertence à UFF e foi integralmente reformado e é considerado pela Confederação Brasileira de Atletismo um dos melhores espaços para o atletismo no país e já sediamos o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, em 2024. Saiba mais aqui.
  • Ginásio Poliesportivo: a obra foi projetada, licitada e iniciada na nossa gestão e está em desenvolvimento, devendo ser concluída em 2026.
  • Cantareira: há anos que o imóvel era reivindicado pelo setor cultural da cidade para uso público. O prédio foi desapropriado por mim em dezembro de 2022, o projeto de restauração foi desenvolvido e as obras começaram em 2024. 
  • Castelinho do Gragoatá: o imóvel é tombado e estava muito deteriorado. O prédio foi desapropriado pela Prefeitura e foi totalmente restaurado. Hoje sedia a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta. A praça também foi revitalizada e hoje é conhecida como a Praça da Bicicleta.
  • Solar Notre Rève: conhecido também como Casa Norival de Freitas, o imóvel foi totalmente restaurado e hoje abriga a sede do Projeto Aprendiz Musical.
  • Mercado Municipal: a concessão do Mercado Municipal foi realizada na gestão anterior do prefeito Rodrigo Neves e as obras aconteceram majoritariamente na nossa gestão, até que foi reinaugurado em 2023.
  • Edifício Nossa Senhora da Conceição - "Prédio da Caixa": o chamado "Prédio da Caixa" era um grave problema social em plena Avenida Amaral Peixoto. O prédio foi desapropriado pela Prefeitura, em acordo com o Ministério Público e os seus moradores começaram a ser indenizados na nossa gestão. O objetivo é a recuperação do prédio (retrofit) em parceria com a iniciativa privada, fazendo a reconversão das unidades para uso misto a serem destinadas para habitação de interesse social e lojas com atendimento de serviços públicos.
  • Amaral Peixoto Verde: a avenida mais importante do Centro será requalificada, deixando o seu aspecto atual de aridez para uma nova via, arborizada, com ciclovia segregada e paisagismo. A concepção e o projeto foram desenvolvidos na nossa gestão. Lançamos a licitação que foi concluída na atual gestão.
  • Integração do Caminho Niemeyer: entre a Avenida Visconde do Rio Branco e o Caminho Niemeyer, havia um vazio urbano, ocupado com estacionamentos irregulares que atraiam cerca de 2.000 automóveis diariamente para o Centro. A área foi totalmente urbanizada e recebe agora investimentos imobiliários que se constituirá na nova feição urbana do Centro de Niterói. 
  • Rua da Conceição: No mesmo edital de licitação da Amaral Peixoto, foi prevista a obra de requalificação da Rua da Conceição. A reforma completa da Rua da Conceição incluirá a ampliação dos passeios com acessibilidade e implantação de infraestrutura subterrânea da rede de telecomunicações para desobstruir a poluição visual que prejudica o patrimônio de edificações preservadas da rua.
  • Duplicação do Bicicletário Arariboia: com a remoção total do estacionamento que existia na Praça Arariboia, obteve-se espaço para a duplicação do Bicicletário, que passou de 446 para 1.000 vagas. 
  • IACS: em mais uma parceria com a UFF, o novo Instituto de Artes e Comunicação Social - IACS teve a sua obra concluída em 2024.
  • VLT: desde quando fui vice-prefeito de Niterói (2013-2016) coordenei o planejamento para a implantação do VLT de Niterói, que unirá a Estação Multimodal localizada no Terminal do Catamarã em Charitas, até o Terminal João Goulart no Centro, e de lá irá até o Barreto. Esta solução modal revolucionará a mobilidade da cidade e trará também muitos benefícios para o Centro de Niterói. O Projeto Básico e o Estudo de Viabilidade Econômica foram concluído e deixamos para o governo seguinte o financiamento aprovado no Novo PAC, do Governo Federal, para a implantação da primeira etapa do projeto.
  • Parque Natural Águas Escondidas: Na nossa gestão, criamos o Parque Natural Municipal Águas Escondidas, que abrange o Morro da Boa Vista, onde desenvolve-se o maior projeto de reflorestamento desenvolvido pela Prefeitura de Niterói.
  • Comunidades: fizemos investimentos de melhorias da infraestrutura na Comunidade do Sabão e também obras de contenção de encostas em várias comunidades, como o Morro do Estado, Morro da Boa Vista e .
  • Escola no Morro da Penha: Construção e entrega da UMEI Leni dos Santos Oliveira – Dona Helena, no Morro da Penha, bairro da Ponta d’Areia. A unidade é a 29ª inaugurada em Niterói nos últimos 12 anos e oferece 120 vagas, em tempo integral, para crianças de 1 e 2 anos. A Umei conta com seis salas de aula, sala de multimeios, sala dos professores, pátio, refeitório (equipado com cozinha e despensa), área verde, além de estar nos padrões de acessibilidade e sustentabilidade.
  • Reforma de Unidades de Saúde: Três unidades de Saúde receberam obras importantes de reforma, como a Unidade de Saúde do Morro do Estado Dr. Mário Pardal (investimento: R$ 950.720,00), Médico de Família na Ponta D'Areia (R$ 300.503,00) e Ilha da Conceição (R$ 939.126,00). O valor total do investimento foi de R$ 2.190.346,00.
As referidas obras fazem parte do maior ciclo de investimentos em infraestrutura na história da cidade. No período de 2021 a 2024 foram investidos mais de R$ 3 bilhões na cidade, trazendo melhorias para a vida do cidadão niteroiense. Também cabe destacar a Lei do Retrofit, que encaminhamos ao Legislativo através de Mensagem Executiva e que foi aprovada como a Lei 3.608/2021. A lei estimula a iniciativa privada a investir na reforma e reaproveitamento dos imóveis no Centro de Niterói.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)

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Prefeitura de Niterói conquista Prêmio IAB 2025 com projeto de revitalização da orla do Centro

Premiação coloca a cidade na vanguarda nacional do planejamento urbano

A cidade de Niterói acaba de ser reconhecida nacionalmente por uma das mais importantes instituições de arquitetura e urbanismo do país. O projeto “Revitalização da Orla do Centro de Niterói” foi o vencedor da categoria Urbanismo e Infraestrutura Verde da 63ª Premiação Anual do Instituto de Arquitetos do Brasil, cujo resultado foi anunciado em cerimônia na sede do IAB-RJ, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (11/12).

O prêmio, um dos mais tradicionais do setor, destaca os projetos que mais contribuem para a qualificação das cidades brasileiras. O projeto niteroiense foi reconhecido por sua capacidade de transformar a principal frente marítima da cidade, propondo um novo paradigma urbano para a Região Metropolitana, com foco em sustentabilidade e inclusão social.

“Ser premiado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, uma das instituições mais respeitadas do setor, reafirma Niterói como referência em planejamento urbano contemporâneo. A orla revitalizada é um legado que deixaremos para as próximas gerações. Ao priorizar pedestres, ciclistas e o transporte coletivo, e ao integrar habitação e equipamentos culturais, estamos construindo a Niterói do futuro: uma cidade mais integrada, viva e com oportunidades para todos”, declarou o prefeito Rodrigo Neves.

O projeto conecta o Caminho Niemeyer, a Praça Arariboia e o Parque Esportivo Municipal, conformando um novo parque linear costeiro. O conjunto de intervenções devolveu à cidade toda a beleza da paisagem da Baía de Guanabara e reconfigurou uma área que estava degradada, trazendo mais segurança, qualidade de vida, e estimulando a ocupação habitacional sustentável no entorno dos terminais de ônibus e barcas. Até a estátua do cacique Arariboia, fundador da cidade, foi reposicionada a 100 metros de distância do local antigo para ficar com a vista livre para o mar.

“O projeto recupera a relação com a paisagem cultural da baía, restabelece percursos visuais, amplia a vivência pública e devolve aos habitantes o protagonismo sobre um dos espaços mais emblemáticos da cidade”, destacou o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, Renato Barandier, que representou a Prefeitura na premiação.

O Prêmio IAB 2025 se junta a vários outros conquistados pela cidade ao longo do ano, como:
  • Connected Smart Cities 2025: 1º lugar na categoria “Soluções” com o Pacto Contra a Violência e o CISP, consolidando-se em segurança e tecnologia.
  • Casos de Sucesso em Saneamento Básico: 1º lugar no RJ e 3º no Brasil ranking promovido pelo Instituto Trata Brasil e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com 100% de água tratada e quase 96% de rede de esgoto,
  • Prêmio Band Cidades Excelentes 2025: Niterói foi premiada nas categorias de Desenvolvimento Socioeconômico e Ordem Pública, reconhecida pelo bom desempenho geral e índices elevados.Prêmio InovaCidade 2025: A cidade foi reconhecida por iniciativas como o programa de integridade “Previne” e um projeto de monitoramento de drenagem com robótica.
  • Prêmio Profissionais da Música 2025: O Programa Aprendiz Musical foi reconhecido, evidenciando o investimento na cultura e formação de jovens.
As premiações refletem um esforço contínuo da Prefeitura em diversas áreas, com impacto direto na qualidade de vida dos moradores.

Fonte: Prefeitura de Niterói