quinta-feira, 14 de abril de 2022

Prefeitura de Niterói inicia mais uma etapa de expansão da malha cicloviária da Zona Norte

 





Mais uma etapa da expansão da malha cicloviária na Região Norte de Niterói foi iniciada. A Coordenadoria Niterói de Bicicleta, em parceria com a NitTrans e a Secretaria Regional da Engenhoca, está realizando a demarcação e pintura da ciclovia da Avenida Professor João Brasil, no Fonseca. Neste projeto, a Prefeitura de Niterói irá implantar 2,5km de malha cicloviária segregada ao longo de toda a via, conectando o bairro da Engenhoca ao Fonseca e à Venda da Cruz.

Responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, destaca que após a finalização da pintura, serão incluídos elementos de segregação para melhor segurança de ciclistas, motoristas e pedestres, além da requalificação do projeto de sinalização vertical. De acordo com ele, atendendo às demandas da população está sendo dado mais um importante passo na expansão da malha cicloviária, com o objetivo de estimular ainda mais este transporte sustentável na cidade, prático e de baixo custo.

“Em outubro do ano passado, foi implantada a ciclofaixa no Barreto, conectando a Rua Benjamin Constant à praça Flávio Palmier. Para a Avenida Professor João Brasil, a Coordenadoria Niterói de Bicicleta desenvolveu um projeto de ciclovia com apoio da Administração Regional da Engenhoca e da NitTrans, com foco na segurança viária. Esta obra é parte da implantação de uma malha cicloviária mais segura para a Zona Norte e integra o programa Niterói 450 anos”, enfatiza.

O projeto da ciclovia da Avenida Professor João Brasil, de acordo com ele, possibilitará a integração com a futura ciclovia da Alameda São Boaventura, permitindo o deslocamento mais seguro dos bairros até a região central da cidade.

“Trabalho em equipe é a chave para o sucesso de qualquer projeto. NitTrans e Niterói de Bicicleta vem dialogando sobre as melhores alternativas para integrar a mobilidade ativa com segurança no dia a dia da população”, reforça a diretora de planejamento da NitTrans”, Amanda Machado.

Mais ciclovias – O Plano Niterói 450 anos, lançado este ano pela Prefeitura de Niterói, prevê ações de ampliação e requalificação da infraestrutura cicloviária na cidade. Na Região Oceânica, a meta é alcançar a marca de 60km de ciclovias e ciclorrotas, além de concluir a implantação dos bicicletários e paraciclos. Na Região Norte, a previsão é de implantar ou requalificar 21,5km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. O objetivo é chegar aos 120 km de infraestrutura cicloviária em Niterói até 2024.

O programa prevê, ainda, o aumento de 113% do número de vagas disponíveis no Bicicletário Arariboia de forma integrada ao projeto da nova Praça Arariboia até o fim de 2024. Além disso, a Prefeitura de Niterói estuda a implantação de um sistema de compartilhamento de bicicletas com 40 estações e 400 bicicletas nos bairros do Centro, São Lourenço, Fonseca, Icaraí, Santa Rosa, Ingá, São Domingos e Gragoatá.

Fonte: Prefeitura de Niterói



domingo, 10 de abril de 2022

Cidades contra o aquecimento global





Cidades contra o aquecimento global

Por Axel Grael

O século 21 será, sem dúvida, dominado pelas cidades, disse Sadiq Khan, prefeito de Londres, durante reunião de que participei com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, e outros oito prefeitos de diferentes países. Khan constatou, no encontro da COP 26, em Glasgow, Escócia, em novembro do ano passado, que após os séculos 19, dos Impérios, e 20, das grandes potências, chegou a hora e a vez das cidades.

As cidades têm um desafio planetário que vem sendo tratado pelas nações de forma, no mínimo, complacente. Recentemente, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU divulgou relatório no qual faz forte alerta quanto à possibilidade de não cumprimento do Acordo de Paris, de 2015, quando se concordou que o nível de aquecimento global não poderia passar do limite de 1,5 C° até 2100. Se tudo continuar como está, deve chegar a 3,2 C°. O século das cidades está em xeque.

Países desenvolvidos são os maiores emissores, com destaque para os Estados Unidos e China. O Brasil está entre os que mais emitem carbono na atmosfera, devido às queimadas e ao desmatamento. A posição brasileira hoje, infelizmente, é totalmente retrógrada a respeito das mudanças climáticas.

No nível municipal, sofremos os efeitos catastróficos do uso de fontes de energia sujas, do desmatamento e do negacionismo. Tivemos dilúvios sem registro na História, como em Petrópolis e Angra dos Reis. Grandes secas ameaçaram a segurança alimentar, o abastecimento urbano, a produção industrial e a geração de energia hidrelétrica. A estiagem provocou incêndios, como o que destruiu o Pantanal.

Não há futuro sem sustentabilidade. Ainda temos tempo e espaço para a corrigir o rumo. Será preciso virar a chave, da postura reativa para a agenda propositiva, e superar o ceticismo e os lobbies contrários à mudança. Mesmo vilões, EUA e China têm mostrado avanço, vide o caso da Califórnia. A China fabrica a maioria das placas fotovoltaicas do mundo e promove o maior esforço de reflorestamento do planeta.

Alemanha, França e Grã-Bretanha baseiam planos de retomada econômica pós-pandemia de Covid-19 em ações de sustentabilidade e uso de energia limpa. Economia e responsabilidade ambiental e climática precisam caminhar juntas.

Nos municípios, Niterói criou a primeira Secretaria Municipal do Clima há um ano. Lançamos, por ocasião dos 450 anos da cidade, ano que vem, pacote de R$ 700 milhões até 2024 em medidas que levarão à neutralização das emissões de gases, como a instalação de painéis solares e a eletrificação da frota de veículos. Desde 2013, privilegiamos programas de replantio e conservação da área verde. Niterói tem mais da metade do território protegido. Fazemos a nossa parte.

O maior custo é o da inércia. Ao assumir senso de urgência, a compreensão do tamanho e da severidade do risco, temos capacidade de encontrar a solução que nos garanta um futuro sustentável e próspero.

*Engenheiro florestal e ambientalista, é prefeito de Niterói e vice-presidente de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Frente Nacional de Prefeitos (FNP)


Publicado em O Globo, 10/04/2022.


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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Assinada ordem de início para obras da Rotatória de Camboinhas






Mais uma obra esperada há muitos anos começa a sair do papel. Assinei esta semana a ordem de início das obras no acesso a Camboinhas. O projeto prevê uma rotatória nos mesmos moldes da que existe na Avenida Francisco da Cruz Nunes, no acesso à Avenida Central.

Nesta área, já desapropriada pelo Município, será instalada uma praça, com novo paisagismo e iluminação. No local, haverá um ponto de ônibus recuado, além de um parque para cães (Parcão) e bicicletário. As intervenções permitirão também a conexão das ciclovias de Piratininga, da entrada de Camboinhas e do Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis.

A obra, além de melhorar o acesso ao bairro, também beneficiará o fluxo de veículos que seguem para Piratininga. A previsão é que todo o trabalho seja concluído em oito meses. O investimento será de R$ 15 milhões. 

Saiba mais sobre a Rotatória de Camboinhas:

O projeto prevê o alargamento da rotatória já existente, que terá a ampliação dos raios permitindo um fluxo maior de carros, já que será duplicada de uma para duas faixas. A intervenção vai proporcionar redução no conflito viário nesta área, principalmente nos dias de maior movimento por conta das praias. 

As estações de ônibus funcionarão neste novo espaço sem interromper o fluxo de trânsito. Haverá ainda a conexão das ciclovias, além do alargamento das calçadas, gerando maior mobilidade e acessibilidade para todos: motoristas, ciclistas e pedestres.

Axel Grael



NITERÓI E SEU POTENCIAL PARA O ECOTURISMO


Pedra do Elefante. Foto Gilson Freitas

Sinalização da Trilha. Foto Charles Gomes.

Sinalização da trilha. Foto Charles Gomes

Voluntários fazem sinalização da trilha de longo curso chamada Rota Charles Darwin. Foto Charles Gomes.


A 14 quilômetros do Rio de Janeiro, Niterói é destino fácil para quem chega a esta que é uma das principais portas de entrada do Brasil. A localização geográfica, no entanto, não é o único trunfo do município quando o assunto é o turismo. Entre montanhas e o mar, nossa cidade conta paisagens exuberantes e mais de 50% de seu território preservado por meio de um decreto municipal. Para efeito de comparação, o municipio do Rio de Janeiro, que conta com áreas da maior importância como o Parque Nacional da Tijuca e o Parque Estadual da Pedra Branca e tantos outros, conta com 35,8% do seu território protegido

Neste cenário, temos 45 trilhas, a maioria localizada em unidades de conservação, como o Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT), Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET) e Reserva Ecológica Darcy Ribeiro. No Parque da Cidade, por exemplo, existe uma rede de 14 quilômetros de trilhas sinalizadas. O município conta, ainda, com trilhas em parques urbanos, como o Horto do Fonseca.

Trata-se de um expressivo capital natural, um potencial para o ecoturismo que, cada vez mais, se apresenta como oportunidade de preservação e de geração de emprego e renda. Esta é uma tendência que ganha ainda mais força neste período pós-pandemia, quando o desenvolvimento econômico com sustentabilidade e inclusão social se mostra ainda mais importante.

Atualmente, a Rede de Trilhas de Niterói está entre as melhores do Brasil. O município possui trilhas de longo curso (TLC), que são pertencentes à Rede Brasileira de Trilhas (Portaria 407/2018). Há opções para trekking, escalada, mountain bike e para prática da educação ambiental. A cidade também conta com rotas acessíveis no Parnit, pilar formador da maior trilha do Brasil que, com cerca de 9 mil quilômetros, ligará o Oiapoque ao Chuí.

Outra importante característica de Niterói é um voluntariado forte e atuante na cidade, que garante trilhas sinalizadas e manejadas, que proporcionam segurança para moradores e visitantes. Hoje, temos 250 pessoas colaborando, reafirmando a boa experiência que o município tem com o trabalho voluntário em diferentes áreas.

Ciente das oportunidades inseridas neste contexto, a Prefeitura de Niterói tem um olhar especial voltado para suas trilhas. Em 2018, em parceria com o município de Maricá, o Município criou a Rota Charles Darwin, que conecta unidades de conservação (Parnit e Peset) e atrativos de grande relevância (MAC, Ilha da Boa Viagem, entre outros). São 28km em Niterói e 70 km no total.

Em 2020, foi instituído o Sistema de Sinalização de Trilhas de Niterói (NitTrilhas) para auxiliar a orientação dos usuários nos trajetos. No mesmo ano, foi lançado o Guia de Trilhas de Niterói, produto que contempla as 45 trilhas, que foram listadas de acordo com a metodologia Femerj. A ferramenta está disponível nas versões impressa e online, em que o usuário tem informações georreferenciadas que potencializam o uso público das áreas protegidas da cidade.

Niterói é ainda o único município que possui destaque na plataforma "Passaporte de Trilhas". Nossa cidade possui papel fundamental com a conexão da Trilha Transcarioca, que atualmente termina no Morro da Urca. A expectativa é de que seja estendida até a Praça XV para conexão com a Rota Darwin, que começa na Praça Arariboia, no Centro de Niterói, e os outros municípios deste lado da Baía de Guanabara na construção da maior trilha da América do Sul.

E não vamos parar por aí. Em 2023, Niterói sediará o próximo Congresso Brasileiro de Trilhas, que este ano acontecerá em Goiânia. Nossa cidade se manterá atenta e atuante para aproveitar as oportunidades inseridas neste eixo do turismo, um dos pilares de nossa estratégia para impulsionar o desenvolvimento baseado nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

POTENCIAL DO BRASIL – Um relatório do US News & World Report, divulgado na última semana, listou o Brasil como principal destino de aventura do mundo entre 78 nações. Nos quesitos avaliados, de um total de 100 pontos, o país superou a marca de 80 pontos em categorias como clima, cenário e diversão. A posição de destaque confirma o potencial do Brasil no cenário pós-pandemia, impulsionado pelo turismo de natureza, grande diferencial do país.

Em muitos países, as unidades de conservação são reconhecidas como um patrimônio, um potencial a ser utilizado de forma sustentável em benefício da população. No Brasil, ao contrário, estas áreas ainda são encaradas como sinônimos de gastos de recursos públicos. Como vice-presidente de ODS da Frente Nacional de Prefeitos, tenho me empenhado em incentivar outros municípios a investir em ações que busquem a geração de emprego e renda com preservação do meio ambiente e mitigação da emissão de gases do efeito estufa. Trata-se de um caminho sem volta. Ou trilhamos o caminho da sustentabilidade ou, simplesmente, não teremos caminho.

Axel Grael
Prefeito de Niterói
Vice-Presidente de ODS da Frente Nacional de Prefeitos - FNP




CIDADE DAS ÁRVORES: Niterói recebe selo internacional por plantio e cuidado com suas árvores



Niterói plantou 8.000 árvores nas ruas da cidade desde 2013, renovando e melhorando a qualidade da arborização da cidade. Até 2024, mais 7.700 mudas serão plantadas.



Niterói tem uma das maiores proporções do território protegido por unidades de conservação: 56% do território municipal.


Niterói foi reconhecida, na última quarta-feira (06), pelo Programa Tree Cities Of The World, administrado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Arbor Day Foundation nos EUA. Trata-se de um selo concedido a cidades que são destaque a nível mundial no plantio e cuidado de suas árvores.

No total, 138 municípios de 21 países foram reconhecidos. Os municípios com o selo de "Cidade da Árvore do Mundo" são conectados em uma rede dedicada a compartilhar e adotar as abordagens mais bem-sucedidas para gerenciar árvores e florestas comunitárias. É um reconhecimento não só pela quantidade de árvores na cidade, mas também pelo planejamento, gestão e cuidado das "florestas urbanas".

A proteção e a gestão de florestas urbanas em Niterói já havia sido objeto de destaque pela FAO, quando nossa cidade e LIMA (Peru) foram as únicas citadas em publicação sobre as principais experiências no mundo.


Em nossa cidade, nos últimos anos, o Meio Ambiente deixou de ser uma política periférica para se tornar prioridade de governo. Passamos a ter 56% do nosso território como parques e outras áreas protegidas, investimos pesado em reflorestamento e o saneamento básico chega a 100% de abastecimento de água enquanto o tratamento de esgoto beira a universalização.

A arborização e as áreas verdes têm uma função fundamental na qualidade de vida e na amenização do microclima urbano. O Plano Diretor de Niterói previu que o planejamento urbano privilegiasse a proteção das áreas verdes, da arborização e que o conceito de Ilhas de Calor e outras questões climáticas também fossem considerados.

Implementamos o maior plantio urbano e reflorestamento da história de nossa cidade. Foram mais de 70 mil mudas plantadas nas encostas e outras áreas degradadas de Niterói desde 2013. A arborização urbana também está avançando. Só nos últimos dois anos, foram mais de oito mil mudas plantadas e a previsão é de mais oito mil novos plantios até 2024, sempre utilizado espécies nativas da Mata Atlântica, como Pau Brasil, Pau Ferro, Sibipiruna, Oiti, Aldrago, Ipê Branco, Ipê Amarelo, Ipê roxo, Ipê Rosa, Aroeira Pimenta, Araçá, Pitanga, entre outras.

O investimento, de R$ 6 milhões, em arborização urbana nos próximos anos faz parte de um pacote de mais de R$ 700 milhões que anunciei recentemente nos eixos Sustentabilidade, Clima e Resiliência do Plano Niterói 450 anos.

Este reconhecimento internacional é mais um impulso para Niterói seguir firme no caminho do desenvolvimento com sustentabilidade e justiça social. Como tenho dito, este é um caminho sem volta. Ou trilhamos o caminho da sustentabilidade ou não seguiremos caminho algum.

Axel Grael



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PRÊMIO CIDADE EMPREENDEDORA: Niterói conquista o prêmio principal e disputará o prêmio nacional








Com um orgulho imenso, recebi esta semana o prêmio Prefeito Empreendedor, concedido pelo Sebrae. Vencemos a categoria principal, de Cidade Empreendedora, apresentando o projeto “Niterói Empreendedora - Uma Cidade de Oportunidades". Agora, já somos finalistas da premiação nacional, que acontecerá em junho, em Brasília.

Niterói apresentou para a comissão avaliadora do Sebrae os programas e iniciativas criadas durante a pandemia da Covid-19 para manter a atividade econômica no município, como o Empresa Cidadã, que auxiliou as empresas com recursos para o pagamento da folha de funcionários, além de programas de crédito a juro zero como o Niterói Supera, Supera Mais e Supera Mais Ágil.

Outra iniciativa apresentada foi a Plataforma Digital de Novos Negócios, disponibilizada de forma gratuita para desburocratizar e ajudar no desenvolvimento de novos empreendimentos na cidade. Foram avaliados ainda espaços como o Núcleo de Atendimento ao Empreendedor (NAE) e a Casa do Empreendedor.

As políticas públicas implementadas por Niterói para promover o desenvolvimento econômico foram analisadas durante seis meses por uma comissão julgadora que avaliou as ações voltadas para a melhoria do ambiente de negócios das empresas instaladas no município e para as empresas que desejam se instalar. O foco da avaliação foi o empreendedorismo e a integração das cadeias produtivas entre os micros e pequenos empreendedores e os grandes projetos e setores tradicionais que já possuem base no município.

Foram 30 municípios finalistas e Niterói conquistou o prêmio principal. Esse é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo município para minimizar o impacto da pandemia e garantir a retomada da economia. Fomos incansáveis e continuamos firmes nas ações para a retomada econômica do município, com foco na geração de emprego e renda.

Em meu discurso na solenidade do Sebrae, lembrei que, durante a COP-16, tive uma reunião com o secretário geral da ONU, Antônio Guterrez, e outros oito prefeitos de diversas partes do mundo. No encontro, ressaltamos a importância das cidades na implementação de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável.

As prefeituras são muito importantes no processo de crescimento dos estados e do país, pois fomentam a economia. Como vice-presidente dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Frente Nacional de Prefeitos, tenho me dedicado a incentivar cada vez mais municípios a buscar o desenvolvimento econômico com sustentabilidade, inclusão e combate a desigualdades.

Vamos, cada vez mais, fortalecer a nossa capacidade de gestão, e as parcerias com outras prefeituras são importantes para o desenvolvimento com sustentabilidade e justiça social.

Na entrega do prêmio do Sebrae estavam comigo os secretários de Administração, Luiz Vieira, e de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite, além da secretária do Escritório de Projetos, Valéria Braga, e integrantes das equipes técnicas das secretarias. Eles representaram cada profissional da Prefeitura de Niterói que trabalhou para a conquista deste reconhecimento, seja na inscrição e defesa do projeto, seja na implementação de políticas públicas tão transformadoras e inclusivas. Parabéns a todos os envolvidos nesta conquista! Vamos em frente!

Saiba mais sobre as iniciativas apresentadas no projeto “Niterói Empreendedora - Uma Cidade de Oportunidades":

Banco Comunitário Arariboia – Teve como objetivo organizar e cadastrar pequenos produtores, empreendimentos de economia solidária e comerciantes de dentro da própria comunidade para que a Moeda Social Arariboia seja usada como moeda local circulante, aquecendo e movimentando a economia na comunidade. O projeto de transferência de renda beneficia famílias em situação de maior vulnerabilidade, cadastradas no CadÚnico, para receber o benefício da moeda social (em forma de cartão) para ser usado no comércio, fazendo a economia girar dentro da própria comunidade e também dentro da cidade.

Empresa Cidadã – Criado durante a pandemia da Covid-19, ajudou micro e pequenas empresas, entidades religiosas, organizações sindicais, clubes e entidades filantrópicas no pagamento da folha de empregados. Pelo programa, o poder público municipal fez o depósito de um salário-mínimo, até julho de 2021, para até nove empregados de empresas, entidades religiosas e organizações sindicais com até 40 funcionários e alvará na cidade. Como contrapartida, as empresas se comprometeram a não reduzir seu número de funcionários até seis meses após a adesão ao programa, ação que resultou na proteção de mais de 15 mil empregos.

Concessão de microcrédito - A Prefeitura de Niterói também atuou para facilitar a oferta de crédito para os pequenos negócios do município. Através dos programas Niterói Supera, Supera Mais e Supera Mais Ágil, comerciantes puderam ter acesso a empréstimos com juros zero, carência de seis a dez meses para o início dos pagamentos e parcelamento em até 36 vezes.

Plataforma de Novos Negócios – Foi criada para desburocratizar e ajudar no desenvolvimento de novos empreendimentos na cidade. Chamada de Novos Negócios, a ferramenta permite que o empreendedor pesquise uma série de dados relativos à abertura e à viabilidade do seu futuro negócio, contribuindo para a tomada de decisões com mais segurança. Por meio desta aplicação, construída pela equipe do Sistema de Gestão da Geoinformação (SIGeo), do Escritório de Gestão de Projetos do Município, os interessados em iniciar um negócio na cidade poderão consultar as informações remotamente para uma análise preliminar, sem precisar se deslocar até a Prefeitura.

Núcleo de Atendimento ao Empreendedor (NAE) - O espaço é utilizado como um ambiente inspirador e colaborativo para quem quer desenvolver, aprimorar ou iniciar negócios. O objetivo é criar uma atmosfera que leve os empreendedores a promoverem iniciativas que contribuam para o crescimento do seu negócio, alavancando vendas, ou mesmo para aqueles que pretendem iniciar sua empresa e não sabem como agir.

Casa do Empreendedor - Atingiu seu pico de atendimentos em 2021. Oferece serviços de apoio para o microempreendedor individual, de forma presencial e online, facilitando a abertura de cadastro dos MEIs; a alteração de dados cadastrais; a viabilidade de local para novos empreendimentos; a emissão de alvarás; fornece esclarecimentos sobre emissão de nota fiscal eletrônica e a declaração de faturamento e parcelamento. O trabalho intenso de assessoria e apoio surtiu efeito. Dados recentes indicam que, no comparativo com 2020, em 2021 a Casa do Empreendedor aumentou em 50% o número de alvarás emitidos no primeiro semestre. Foram 1.687 novas licenças que permitem o exercício de certas atividades, especialmente na área do comércio. O pico de emissões de alvarás, nos últimos 12 meses, foi em maio deste ano.

Busca Ativa - consistiu no repasse de um cartão pré-pago no valor de R$ 500 ao mês, até dezembro de 2021, para grupos de pessoas que exercem atividades produtivas específicas que possuem cadastro no Município. Foram beneficiados cerca de sete mil microempreendedores individuais que estão com inscrições ativas no cadastro da Secretaria Municipal de Fazenda de Niterói, residentes no município.



segunda-feira, 4 de abril de 2022

Sucesso do trabalho voluntário nos Núcleos de Defesa Civil de Niterói





Trabalho dos voluntários da Defesa Civil de Niterói em Petrópolis.




Equipes da Defesa Civil de Niterói em apoio às cidades do Sul da Bahia.


De acordo com as Nações Unidas, voluntário é o jovem, adulto ou idoso que, devido a seu interesse pessoal e seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração, a atividades de bem estar social. Em Niterói, o voluntariado se traduz, entre outras formas, em segurança para milhares de pessoas em nossas comunidades. Isso se dá graças a uma ação pra lá de interessante da Prefeitura de Niterói que, desde 2014, mantém os Núcleos de Defesa Civil (Nudecs). Atualmente, o projeto conta com 130 unidades que reúnem mais de 2.500 participantes voluntários. Também contamos com um valioso contingente de voluntários ajudando as nossas áreas protegidas, em particular o Núcleo Morro da Viração (Parque da Cidade), do Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT).

Esta semana, a Prefeitura de Niterói deu mais um importante passo no fortalecimento das ações do Nudec. A Secretaria Municipal de Defesa Civil deu início a uma capacitação para formar mais 10 núcleos de voluntários, que cumprem importante papel em locais onde há maior exposição das pessoas a riscos naturais e/ou tecnológicos. A iniciativa se soma aos robustos investimentos anunciados na última semana no eixo Resiliência do Plano Niterói 450 Anos.

Durante todo o ano, a Defesa Civil de Niterói promove junto às comunidades, através dos Nudecs, uma política preventiva para minimizar os impactos das chuvas na cidade. “De acordo com a Lei, está previsto que os Municípios devem promover o treinamento de associações de voluntários para atuação conjunta nas comunidades. Esse é um importante trabalho de conscientização, integração e parceria com a sociedade”, há por exemplo, os Nudecs nas Comunidades, nos Condomínios e voltados à prevenção", explica o secretário de Defesa Civil, tenente-coronel Wallace Medeiros.

Entre os pré-requisitos para se tornar um voluntário do Nudec estão: comprometimento, responsabilidade, solidariedade, profissionalismo, além de amor pelo próximo e pela nossa cidade. Para se tornar um voluntário, basta se cadastrar através do site da Defesa Civil (http://defesacivildeniteroi.com.br/). Uma vez cadastrado, a secretaria de Defesa Civil e Geotecnia entrará em contato e convidará o interessado para participar dos treinamentos.




Voluntários do programa Niterói Contra Queimadas (NUDEC Queimadas) em treinamento.


Assista aos vídeos abaixo sobre a atuação dos NUDECs e a relação da Defesa Civil com os voluntários.


Equipe da NUDEC Boa Esperança em ação em dia de chuva.


O Tenente-Coronel Walace Medeiros secretário de Defesa Civil de Niterói, em atividade com a equipe após um dia intenso de chuva.



RISCOS E CONTINGÊNCIAS CLIMÁTICASNiterói é uma das referências nacionais de políticas ambientais municipais e criou a primeira Secretaria do Clima do Brasil, com o objetivo de priorizar as políticas de prevenção, adaptação e resiliência climática, inclusive as ações de transição energética. Não são poucos os motivos para que Niterói se empenhe na política ambiental e de resiliência climática. Episódios climáticos marcaram os últimos anos e recentemente assolaram várias partes do país, no interior e na Região Serrana do RJ, levando equipes da Defesa Civil de Niterói a se deslocarem nos últimos meses para o Sul da Bahia, Miracema e Laje do Muriaé e Petrópolis, para atuar solidariamente com as equipes locais para as ações de contingência. 

Estes eventos climáticos extremos ocorrem de forma recorrente, mas conforme as projeções, poderão acontecer de forma cada vez mais frequente. É o que podemos citar das chuvas do episódio do Bumba, em janeiro de 2010, quando uma chuva de 323 mm/24 horas causou 168 óbitos em Niterói. Um ano depois, em janeiro de 2011, o desastre climático foi na Região Serrana, quando registrou-se cerca de 400 mm/24 horas, com 918 óbitos registrados nos municípios de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis.

Em fevereiro e março de 2022, a cidade de Petrópolis enfrentou novamente duas chuvas torrenciais causando mortes e muitos danos materiais. Niterói mobilizou contingentes da Defesa Civil, equipes de limpeza (CLIN e SECONSER), operadores de trânsito, especialistas em resgate de animais, engenheiros e voluntários dos NUDEC´s, que também se uniram aos esforços de apoio à população e à prefeitura local.

CHUVAS E SECAS: Em 2013, no início da gestão do prefeito Rodrigo Neves, passamos o ano estruturando a então precária Defesa Civil de Niterói para as chuvas do verão 2013-2014. A Defesa Civil era então vinculada ao Gabinete da Vice-Prefeitura, portanto sob a minha responsabilidade, e conseguimos equipar e preparar os protocolos envolvendo todos os órgãos da Prefeitura e externos a ela para agir em caso de chuvas. 

Veio o verão e ocorreu o oposto. Em Niterói, uma estiagem prolongada nos meses de janeiro a março, causou uma grande incidência de incêndios em vegetação. Segundo um estudo contratado pela Prefeitura de Niterói à empresa Novaterra, foram identificados no período, por análise de imagens de satélite, 747 focos de incêndio em vegetação. 602 áreas contínuas queimadas, totalizando 609 hectares, ou seja, 4,7% do território municipal.

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Mais informação sobre os incêndios de 2014
Queimadas no país registraram alta de 252% em 2014
Rio tem recorde de focos de queimada em 2014 devido à onda de calor
NITERÓI SEM QUEIMADAS: Prefeitura conclui programa de prevenção e controle de incêndios em vegetação
Novo mecanismo para combater incêndios em Niterói
LUTANDO CONTRA AS QUEIMADAS EM NITERÓI
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O verão de 2014, foi o alerta para que Niterói inovasse mais uma vez e criasse o primeiro programa municipal de enfrentamento aos incêndios em vegetação, com a estruturação do Niterói Contra Queimadas, programa que envolveu o desenvolvimento de protocolos específicos, o estreitamento das relações operacionais com o Corpo de Bombeiros, a capacitação de pessoal da Defesa Civil, da SMARHS e da Guarda Municipal, além do desenvolvimento de um corpo de voluntários treinados para apoiar as ações. Surgia assim o NUDEC Queimadas e as rotinas chamadas de Rondas Preventivas Contra Queimadas, com o objetivo de atuar na conscientização da população das localidades com maior incidência de focos de incêndio. Verificamos também, que há uma forte correlação entre os focos de incêndio e a ilegal e insalubre prática de queima de lixo. Contamos, assim, com a adesão também da CLIN, intensificando a sua atuação nos pontos de acúmulo de lixo.

NUDEC QUEIMADAS: Mais da metade do território de Niterói é protegido por unidades de conservação, que estão em fase de efetiva implantação. Um patrimônio natural destes é raro para uma cidade num contexto metropolitano, como é o caso de Niterói, e é preciso proteger esse grande legado. E os incêndios são a maior ameaça às nossas florestas. E é importante lembrar que, com raras exceções, que estes incêndios têm sempre origem antrópica, ou seja, são causados pelo homem. Em 2014, Niterói foi pioneira ao montar um plano de enfrentamento a queimadas e a ação dos voluntários tem um papel importantíssimo dentro dessa estratégia. Como vimos, naquele ano, a Prefeitura deu início ao projeto Niterói Contra Queimadas, iniciativa voltada às ações de prevenção e combate à incêndios em vegetação, constituída de ações de mapeamento de áreas vulneráveis, rondas preventivas nessas áreas, elaboração de plano de contingência, que prevê ações integradas entre o Município e o Corpo de Bombeiros, capacitação dos guardas ambientais para combate à incêndios e convocação e capacitação de voluntários para integrarem o Nudec contra Queimadas, que atualmente conta com mais de 300 participantes.

Saiba mais lendo: NITERÓI CONTRA AS QUEIMADAS: O QUE SE PERDE CADA VEZ QUE O FOGO DESTRÓI AS NOSSAS FLORESTAS? 

As rondas preventivas contam com a participação de equipes da Clin, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade - SMARHS, a Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal, lideranças comunitárias e integrantes dos Nudecs, grandes aliados nas ações da Secretaria Defesa Civil e Geotecnia. Caso a população identifique fogo em vegetação, a orientação é ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros (193).

No momento em que o país enfrenta retrocessos de suas políticas ambientais e o recrudescimento da destruição por queimadas de extensas áreas da Amazônia, Niterói dá exemplo de políticas públicas responsáveis e comprometidas com o patrimônio natural. Nossa Defesa Civil se supera a cada dia para atuar em situações de emergência, salvar vidas e prevenir problemas maiores para a população.

Os voluntários participam de um curso composto por 2 módulos (aulas teóricas e práticas) voltado para a conscientização, formas de prevenção, monitoramento de balões e apoio às equipes de combate nas grandes ocorrências de queimadas. A iniciativa é voltada às ações de prevenção e combate à incêndios em vegetação, constituída de ações de mapeamento de áreas vulneráveis, rondas preventivas nessas áreas, elaboração de plano de contingência que prevê ações integradas entre prefeitura e Corpo de Bombeiros, capacitação dos guardas ambientais para combate à incêndios e convocação e capacitação de voluntários para integrarem o núcleo.

RESULTADOS: O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE (segundo A Tribuna) divulgou os dados de queimadas referentes ao último ano. Dentre os piores estados, temos o Pará com 22.876, seguido do Mato Grosso com 22.520 e Maranhão com 16.077 respectivamente. O RJ teve 502 queimadas e incêndios em vegetação em 2021, um aumento de 91%

Para o último verão, o Inpe divulgou que, de 01 de janeiro de 2022 até 16 de março, foram contabilizados 41 focos de incêndio no estado do Rio de Janeiro: Bom Jesus de Itabapoana com 9,8%, Angra dos Reis, Cachoeira de Macacu e Rio das Ostras com 7,3% cada cidade; e Itaguaí com 4,9%. Em janeiro desse ano, foram registrados 16 focos de incêndios, em cidades do interior do Rio, além de Rio Bonito, na Região Metropolitana. Em fevereiro, foram 4 pontos, em Japeri, São Fidélis, Saquarema e Silva Jardim; e em março, até ontem, eram 21 focos em vários municípios como por exemplo: Rio das Ostras, Araruama e angra dos Reis.

Enquanto isso, em Niterói, segundo dados da Defesa Civil da cidade, que atua com metodologia de registros mais detalhada e diligente, incluindo pequenos focos de queima de lixo e outras irregularidades, em comparação entre o verão do ano passado com este último, temos os seguintes dados:
21/12 /20 a 20/03/21 = 97 focos de incêndio
21/12/21 a 20/03/22 = 65 focos de incêndio
Uma queda 32,98% 
Segundo o secretário de Defesa Civil e Geotecnia, coronel Walace Medeiros, podemos atribuir a diminuição dos focos na cidade à intensificação das Rondas Preventivas Contra Queimadas. Realizarmos em 20 localidades só neste verão, com a ajuda dos voluntários e lideranças comunitárias. Realizamos também muitos sobrevoos com os drones em dias que a Defesa Civil indicava risco Alto para queimadas.

TRABALHO VOLUNTÁRIO – Não à toa o trabalho voluntário é cada vez mais valorizado nos currículos. Não restam dúvidas de que o voluntariado traz benefícios tanto para a sociedade em geral como para o indivíduo que realiza tarefas não remuneradas. Tal prática contribui de maneira inequívoca tanto na esfera econômica como na social. Através da construção da confiança e da reciprocidade entre as pessoas, se constrói uma sociedade mais solidária, colaborativa, justa e igualitária.

A pesquisa Outras Formas de Trabalho 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 7,4 milhões de pessoas realizaram trabalho voluntário, o equivalente a 4,4% da população de 14 anos ou mais de idade. O aumento foi de 12,9% em comparação a 2016. Estima-se que a pandemia do Coronavírus tenha fortalecido ainda mais este tipo de atividade, sobretudo, no reconhecimento de ações voluntárias para repor, por exemplo, as perdas registradas na educação.

INVESTIMENTO EM RESILIÊNCIA – Na última semana, anunciei R$ 398 milhões para iniciativas importantes nas áreas de Clima e Resiliência. O pacote de investimentos deste eixo do Plano Niterói 450 Anos inclui obras de contenção de encostas, modernização do Centro de Monitoramento de Operações da Defesa Civil, substituição de veículos da frota municipal por carros elétricos e projetos os projetos da primeira Secretaria Municipal do Clima no Brasil, que visam a mitigar a emissão de gases, entre outras iniciativas.

O fortalecimento do Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav) da Prefeitura de Niterói, que previne a ocupação de áreas de risco, também faz parte das ações. Serão R$ 6 milhões destinados para a compra de equipamentos e reforço na estrutura logística da Guarda Municipal Ambiental, além da implantação de uma sede, que irá funcionar no Engenho do Mato.

Saiba mais sobre o que foi anunciado no eixo Resiliência do Plano Niterói 450:

Monitoramento meteorológico – O Centro de Monitoramento de Operações da Defesa Civil Municipal vai receber um radar meteorológico. Atualmente, a cidade utiliza o radar do Rio de Janeiro e a previsão é que o novo equipamento passe a operar ainda este ano. “Este equipamento vai permitir uma precisão maior na identificação da aproximação de núcleos de chuva e dimensionando o volume de água”, explicou o secretário municipal de Defesa Civil, Walace Medeiros.

A cidade também vai passar a contar com mais três estações meteorológicas automáticas. No momento, há duas em operação: uma no Parque das Águas, no Centro, e outra no Preventório, em Charitas. Os novos equipamentos serão instalados em Pendotiba, Zona Norte e Região Oceânica.

Qualidade do ar – Outra novidade é a aquisição de estações de monitoramento da qualidade do ar. Serão três estações automáticas e seis semiautomáticas. Esses equipamentos medem a concentração de vários gases como o metano e, principalmente, o ar particulado (poeira).

No total, este conjunto de investimento para o monitoramento meteorológico e de qualidade do ar terá aporte de R$ 18,5 milhões. “Este conjunto de investimentos é para que a gente tenha maior capacidade de monitoramento e prevenção meteorológica na cidade. É a tecnologia nos ajudando a ser mais resilientes”, pontuou Medeiros.

Combate a queimadas – As ações de prevenção e combate a queimadas serão intensificadas neste eixo do programa Niterói 450 anos. Com investimento de cerca de R$ 5 milhões, o Município vai adquirir veículos equipados para aumentar a capacidade de eliminação de focos iniciais de queimadas e rondas preventivas, além de dois drones de alta capacidade que serão usados para orientar as equipes de solo no combate a esses incêndios e avaliar o dano causado.

“Niterói tem mais de 50% de seu território protegido com unidades de conservação. É fundamental que a gente tenha um programa eficiente de combate a queimadas. Já temos o programa Niterói Contra Queimadas, que a Defesa Civil coordena envolvendo também a Secretaria de Meio Ambiente e a Secretaria de Ordem Pública. Outra estratégia é um convênio com o Corpo de Bombeiros, no qual a Prefeitura paga o RAS para os profissionais em situação de folga, como é feito com os policiais, e que será mantido”, explicou Medeiros.

Encosta verde – Outra ação deste eixo é o desenvolvimento de um programa que combina o reflorestamento de encostas com a implantação de uma usina solar, com investimento de R$ 10 milhões. Com esta iniciativa, a ideia é produzir energia nesses locais e uma boa parte do resultado dessa produção vai beneficiar a própria comunidade. O Morro Boa Vista, localizado entre o Centro e o Fonseca, será a primeira comunidade a receber o projeto.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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domingo, 3 de abril de 2022

NITERÓI 450 ANOS: Conheça os investimentos para a gestão sustentável dos resíduos sólidos urbanos em Niterói


No dia 16 de março, anunciei o Eixo Sustentabilidade do Plano Niterói 450 Anos, com investimentos públicos e privados previstos em R$ 300 milhões, que serão aplicados até o final de 2024. Certamente, um dos maiores investimentos em sustentabilidade urbana em execução no país na atualidade. Além do Eixo Sustentabilidade, também anunciamos o Eixo Resiliência e Clima, com investimentos em Defesa Civil, contenção de encostas e a agenda do Clima, com medidas de prevenção, adaptação e medidas como a transição energética e outras medidas também importantes para o avanço de Niterói para a sustentabilidade. Importante destacar que somando-se os investimentos dos eixos "Sustentabilidade" e "Clima e Resiliência", a Prefeitura de Niterói investirá R$ 698 milhões até 2024.


Evento de anúncio do Eixo Sustentabilidade do Plano Niterói 450 Anos.


Dentre as várias iniciativas do Eixo Sustentabilidade foram anunciadas: a implantação de parques, como o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP (premiado como um dos mais inovadores projetos de recuperação ambiental do país), o Parque Floresta do Baldeador (primeiro parque da Região Norte) e o Parque Águas Escondidas (Chácara do Vintém), além da renaturalização do Rio Jacaré, da recuperação do Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu, a implantação de trilhas, plantar 7.700 novas mudas para a renovação da arborização urbana, dobrar a extensão da malha cicloviária atual e chegar a 120 km, restauração da Ilha da Boa Viagem e outras medidas importantes. 

Acompanhe os anúncios e a evolução dos projetos do Plano Niterói 450 Anos aqui no Blog ou no site do Plano.

Mas, queremos dar destaque aqui às ações que serão feitas na área da gestão de resíduos sólidos urbanos, a cargo da Companha Municipal de Limpeza Urbana de Niterói - CLIN. Veja, a seguir, algumas dessas medidas apresentadas no evento do Niterói 450 Anos pelo presidente da CLIN, Luiz Carlos Froes Garcia, como parte do citado eixo Sustentabilidade do Plano 450 Anos:


O Projeto Clin Comunidade Sustentável vem implantando novos equipamentos chamados Molok, que orientam e tornam a disposição dos resíduos de forma mais eficiente e higiênica e facilitam a retirada mecanizada desses resíduos. Até 2024, o programa chegará a 30 comunidades.

A Clin tem como prioridade erradicar os vazadouros de lixo nas comunidades, que são fontes de vetores, doenças e são um dos principais motivos da perigosa e insalubre e ilegal prática de queima de lixo, que também é um dos principais motivos de focos de incêndio em vegetação.

O programa tem caráter educativo e de engajamento das novas gerações no desafio da gestão responsável de resíduos sólidos.

O objetivo é enfrentar a prática de disposição do lixo para a coleta da Clin acondicionados de forma inadequada em sacos plásticos. Com a conteinerização, é mais fácil para os condomínios, comércios, serviços e outros usuários de dispor do lixo na hora correta e retira-los, caso necessário, em situação de alerta de chuva pela Defesa Civil.

Niterói é pioneira na implantação de programas de coleta seletiva, sendo que o existente no bairro de São Francisco, iniciado pela UFF, foi o primeiro do país. Apresentamos um cronograma de ampliação da cobertura do programa de coleta de recicláveis em bairros pelo sistema de porta a porta. 


Os investimentos em usinas listados abaixo, a serem implantados em parceria com a iniciativa privada, permitirão que Niterói reduza drasticamente a quantidade de resíduos destinados a aterros sanitários, promovendo a recuperação energética ou a recuperação dos resíduos como matéria prima, multiplicando a eficiência da reciclagem na cidade e reduzindo a índices muito mais baixos as emissões de Gases do Efeito Estufa - GEE na cidade, seja no transporte do lixo ou na produção de metano e outros gases na decomposição da matéria orgânica. Os três projetos têm investimento previsto superior a R$ 77 milhões. Saiba mais:


Em parceria com a iniciativa privada, implantaremos uma Usina de Triagem para a recuperação de resíduos recicláveis e comercializa-lo, promovendo a logística reversa.

A Usina de Biodigestão dará destino à matéria orgânica (restos de alimentos, resíduos de jardinas, podas, etc) e produzirá energia com a queima dos gases produzidos no processo de biodigestão. 

A Usina de Beneficiamento de Resíduos da Construção Civil (RCC) processará entulhos e restos de obras, ajudando a combater o descarte irregular realizado em diferentes partes da cidade. Os RCC podem ser reaproveitados na própria construção civil, na realização de aterros, poupando matéria prima e reduzindo custos de obras públicas e privadas.


Desde 2017, Niterói tem se mantido na segunda posição nacional no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana - ISLU, o que demonstra a qualidade dos serviços que são desenvolvidos. Com mais essas medidas, Niterói tem tudo para assumir a liderança nacional e seguir avançando para se tornar uma referência nacional de sustentabilidade urbana.

Vamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói.


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Projeto Clin Comunidade Sustentável chegará a 30 áreas de Niterói até 2024



A ampliação do projeto Clin Comunidade Sustentável é uma das metas da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói. A previsão é alcançar mais seis comunidades este ano e beneficiar, até 2024, 30 locais. A iniciativa tem como objetivo aprimorar a gestão dos resíduos sólidos gerados em comunidades de difícil acesso, por meio de contêineres semienterrados, que comportam até cinco mil litros, em pontos estratégicos na parte baixa dessas áreas, em substituição às caçambas tradicionais.

A Clin iniciou o programa em 2020 e já atende as seguintes comunidades: Zulu, (Santa Rosa), Buraco do Boi (Barreto), Morro do Atalaia (Ititioca), João Nunes (Várzea das Moças), Morro da Chácara e Arroz (Centro), Jacaré (Região Oceânica). Recentemente, o trabalho foi concluído na comunidade Bela Vista (Sapê) e, agora, está sendo iniciado no Cantagalo.

De acordo com o presidente da Clin, Luiz Carlos Fróes Garcia, foram realizados estudos que identificaram a necessidade de uma mudança na gestão dos resíduos das comunidades. Ele explica que o número de contenedores está baseado no quantitativo de moradores da área sendo, no mínimo, dois recipientes em cada local: um para resíduos orgânicos úmidos e outro para recicláveis secos.

“A ampliação do projeto faz parte da agenda da Prefeitura para os 450 anos de Niterói. Este programa é muito importante para toda a cidade. A iniciativa, que visa acondicionar de forma correta os resíduos sólidos orgânicos e recicláveis, através de contenedores especiais promoverá melhor qualidade de vida para as comunidades. Nós temos consciência do quanto esta ação muda a vida das pessoas, por isso, a expansão do projeto”, detalha o presidente da Clin.

Fonte: Prefeitura de Niterói