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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Bora de Bike é sucesso e lota ruas de Niterói em prol da mobilidade ativa

 

Onde está Wally? Foto de Luciana Carceiro.

Participei no último domingo do evento "Bora de Bike", iniciativa da Record Rio, em parceria com a Associação de Ciclistas do Rio de Janeiro (ACERJ). A pedalada contou com patrocínio da Prefeitura de Niterói, por meio do Niterói de Bicicleta, além do apoio de diversos órgãos municipais. Ao todo, foram aproximadamente 10 mil pessoas, entre famílias, grupos de amigos e amantes do ciclismo de diferentes cidades da região metropolitana, como São Gonçalo, Maricá e diversos bairros do Rio de Janeiro.

A iniciativa reforça o crescimento da cultura da bicicleta em Niterói, cidade que se consolidou como referência em mobilidade urbana sustentável. O município possui uma das maiores malhas cicloviárias do estado do Rio de Janeiro, com mais de 90 quilômetros de infraestrutura cicloviária implantada, entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.


sábado, 23 de maio de 2026

Prioridade para o turismo: Niterói recebeu 1,5 milhão de visitantes em 2025

Niterói tem vocação para o turismo, atividade que tem potencial para ser uma das alavancas da economia da cidade, mas nunca havia sido dada a devida prioridade.

No que se refere ao turismo, ao contrário do que alguns pensam, ter a cidade do Rio de Janeiro como vizinho é uma grande oportunidade para Niterói e não um problema. O Rio de Janeiro continua a ser líder em turismo no país e bateu o recorde de visitantes em 2025. A cidade recebeu 12,5 milhões de turistas, sendo 10,5 milhões (83,1%), de visitantes nacionais e 2,1 milhões (16,9%) de estrangeiros. Apesar de representarem a menor parcela, os turistas internacionais cresceram 44,8% no ano passado. O impacto do turismo na economia da cidade do Rio foi de R$ 27,2 bilhões (saiba mais aqui), gerando R$ 10,6 bilhões em gastos diretos, 198 mil empregos e R$ 6 bilhões em remuneração.

Como podemos ver na matéria abaixo, o turismo em Niterói está crescendo, mas ainda representa 12%) do contingente de visitantes que chega à cidade vizinha. Não é pouco - é proporcional à diferença de porte entre as cidades - mas pode ser muito mais. Isso mostra o grande potencial de crescimento da atividade em Niterói, caso a cidade adote as políticas corretas.

Na minha gestão como prefeito de Niterói (2021-2024), orientei a Niterói Empresa de Lazer e Turismo - Neltur a continuar fazendo o seu bom trabalho na promoção de grandes eventos (Carnaval, Reveillon etc.), mas priorizar a vocação de Niterói e colocar a cidade como um destino turístico rentável e promotor do desenvolvimento local.

Para permitir isso, investimos na infraestrutura e em estratégias para promover o turismo, com as seguintes iniciativas:

Infraestrutura verde:
  • Desapropriação dos imóveis e criação do Parque Natural Municipal do Morro do Morcego Dora Negreiros, com o objetivo de proteger os recursos naturais e paisagísticos do locais, além de permitir a maior qualificação do produto turístico de visitação dos fortes de Jurujuba.
  • Criação, em 2014, do Programa Niterói Mais Verde, com a criação do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT, que elevou a área protegida da cidade a 57% do território da cidade. Com o PARNIT foi criado também a APA dos Morros da Guanabara, com mais de 500 hectares de áreas verdes protegidas na Região Norte da cidade.
  • Implantação de trilhas e apoio ao turismo ecológico. 
  • Implantação do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP, que conta com o sistema de jardins filtrantes, o maior investimento na America Latina em Soluções Baseadas na Natureza. O POP conta também com o Centro Ecocultural Sueli Pontes. 
  • Reforma da infraestrutura do Parque da Cidade, o segundo lugar mais visitado na cidade após o MAC.
  • Criação dos parques de Pendotiba, da Floresta do Baldeador, Águas Escondidas, alem do Morro do Morcego já citado
  • Ampliação e requalificação da arborização urbana
  • Reflorestamento de encostas
  • Duplicação das areas ajardinadas da cidade.
Infraestrutura urbana:
  • Requalificação do Centro de Niterói, com a reurbanização da Avenida Visconde do Rio Branco, da Praça Arariboia e da Avenida Amaral Peixoto.
  • Melhoria na infraestrutura viária da Região Oceânica
  • Obras de melhoria dos acessos à Fortaleza de Santa Cruz e revitalização do Canto de Itaipu, ambos investimentos de grande importância para o turismo
  • Quase 100 km de ciclovias, bicicletários e bicicletas compartilhadas gratuitas (Nit Bike)
  • Requalificação urbana da região de São Domingos e Gragoatá
  • Solução dos principais problemas de drenagem da cidade.
  • A cidade se aproxima da universalização do saneamento e é considerada uma das cidades mais limpas do país (2° lugar no índice ISLU).
Infraestrutura para eventos:
  • Construção da Arena Niterói, no Centro de Niterói 
  • Reforma do Complexo de Atletismo Aída dos Santos (UFF) e a implantação da infraestrutura esportiva na Concha Acústica. 
  • Niterói trabalha para viabilizar o seu Centro de Convenções 
  • Implantação da pista de Downhill no Parque da Cidade
  • Apoio a eventos nacionais e internacionais para esportes de praia, vela, canoagem Va'a, surf etc.
Patrimônio histórico e cultural:
  • Restauração e abertura da Ilha da Boa Viagem, 
  • Restauração do Cinema Icaraí que será entregue à população como centro cultural Cine Concerto Sérgio Mendes.
  • Restauração da Casa Norival de Freitas.
  • Desapropriação e reforma do prédio da Cantareira, que seráum Distrito de Inovação, 
  • Reabertura do Mercado Municipal após décadas fechado.
  • Reforma de casarão histórico na Alameda São Boaventura e abertura do Centro Cultural Cauby Peixoto, primeiro da Zona Norte. 
Além da infraestrutura, a NELTUR tem feito um grande esforço de divulgação da cidade em eventos nacionais e internacionais do trade turístico e tem estruturado programas de turismo de avistagem de cetáceos, cicloturismo, turismo náutico e outros.

Há uma crescente atração de grandes eventos culturais e esportivos na cidade, além de congressos cientificos e acadêmicos. Em 2024, firmamos acordo com a Fira Barcelona, para trazer para Niterói a Tomorrow Blue Economy, a maior feira da economia azul no mundo. O evento já irá para a sua terceira edição.

Juntamente com o turismo de negócios - ligado à indústria naval, ao setor de saúde, comércio etc. - essas atividades têm feito crescer muito a demanda por mais hotelaria. Como prefeito, abrimos diálogos importantes com o setor, no Brasil e exterior, para atrair investimentos para a cidade.

Que Niterói siga avançando, potencializando as suas vocações para o desenvolvimento econômico e social, criando oportunidades para mais empregos qualificados e melhoria da qualidade de vida.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)


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Turismo em alta: Niterói recebeu 1,5 milhão de visitantes em 2025; veja locais mais procurados

Demildes Freitas veio do Piauí e ficou hospedada na casa da irmã, em São Gonçalo — Foto: Divulgação/Luciana Carneiro

Viagens de lazer representam maior parte do crescimento de 20%, e um em cada quatro turistas é estrangeiro, diz prefeitura

Por Felipe Gelani

Niterói recebeu cerca de 1,5 milhão de turistas em 2025, segundo dados do Observatório de Turismo da prefeitura. O crescimento de 20% em relação ao ano anterior foi puxado principalmente pelo turismo de lazer, responsável por 79,13% dos atendimentos realizados nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs), e pela presença cada vez maior de estrangeiros, que já representam 28,20% do público atendido na cidade.

O perfil dos visitantes mostra predominância de moradores do próprio estado, principalmente da capital, de São Gonçalo, de Maricá e de Itaboraí. Entre os nacionais, São Paulo lidera o ranking (34,59%), seguido por Minas (11,66%) e Rio Grande do Sul (7,56%). Bahia e Paraná vêm atrás. Já no turismo internacional, Argentina (25,63%), França (11,67%) e Estados Unidos (8%) lideram.

A percepção positiva da cidade aparece também nos relatos de quem inclui Niterói no roteiro, mesmo estando hospedado no Rio. A advogada colombiana Natalia Bueno afirmou ter se surpreendido.

— Vim conhecer Niterói hoje, antes de seguir para Paraty. Achei uma cidade amigável e agradável. Antes da viagem, eu não tinha muitas informações sobre ela. Falta um pouco mais de divulgação, porque Niterói é linda. Quero voltar da próxima vez — comentou.

Mais tranquilidade

Os estudantes belgas Lalo Istat e Henri Mouligneaux conheceram Niterói depois de encontrar um roteiro de passeio no TikTok enquanto viajavam pelo Rio de Janeiro. Durante uma visita ao MAC, Istat destacou a tranquilidade no município.

— Chegamos ao Rio há três dias. Aqui tenho uma sensação maior de segurança — acrescentou.

Já a aposentada Demildes Freitas, piauiense de Teresina que se hospedou na casa da irmã, Edenilze, em São Gonçalo, achou a paisagem de Niterói “deslumbrante”.

A colombiana Natalia Bueno visitou Niterói pela primeira vez — Foto: Felipe Gelani

—Como diz a música, “no Rio tudo é lindo por natureza” — brincou.

Segundo a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), o bom momento do turismo na cidade está ligado a uma combinação de investimentos públicos, calendário de eventos e valorização de espaços urbanos e culturais. O eixo formado por Caminho Niemeyer, Mercado Municipal e MAC concentra mais de 70% dos atendimentos turísticos, com destaque para o primeiro, responsável sozinho por 36,67% do total.

Nos últimos anos, a cidade também passou a apostar em eventos esportivos e culturais para ampliar o fluxo de visitantes ao longo do ano. Entre os destaques estão competições internacionais, como Itacoatiara Big Wave e campeonatos de canoa havaiana, e eventos como Mercocidades, que reuniu delegações de vários países latino-americanos.

O presidente da Neltur, André Bento, afirma que Niterói deixou de ser apenas um passeio complementar para quem visita o Rio de Janeiro.

— A cidade passou a ser uma escolha no roteiro. Existe uma política estruturada para impulsionar o turismo como vetor econômico, com promoção do destino, calendário de eventos e qualificação dos espaços — diz.

O prefeito Rodrigo Neves destaca que o município vem investindo na revitalização de áreas turísticas, na preservação ambiental e na criação de novos equipamentos:

— Niterói vem se consolidando como destino turístico a partir de investimentos e planejamento. Avançamos na revitalização do Centro e na valorização do patrimônio histórico e seguimos ampliando a infraestrutura cultural e de eventos da cidade.

Mercado de casamentos

Especialista no mercado de casamentos e convicta de que o segmento tem potencial para movimentar uma ampla cadeia produtiva na cidade, a advogada Dilma Resende foi uma das organizadoras do congresso Destination Wedding Niterói 2026, realizado em abril. Segundo ela, noivos de fora impulsionam setores como hotelaria, gastronomia, fotografia, moda e turismo, e Niterói reúne cenários capazes de atraí-los, como a Igrejinha da Boa Viagem, o entorno do MAC e espaços históricos:

— O Rio é fortíssimo em se apresentar como destino de casamento. Quando percebi esse cenário, olhei para Niterói e pensei: “Estamos em um lugar mágico. Falta divulgação”. Mas isso está mudando.

Os oito locais mais visitados

Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Parque da Cidade
Caminho Niemeyer
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Ilha da Boa Viagem
Parque Histórico Monte Bastione
Museu Popular Janete Costa
Solar do Jambeiro


Fonte: Globo Niterói




sexta-feira, 8 de maio de 2026

Niterói lança novo plano estratégico para a cidade até 2050, tendo ouvido mais de 15 mil pessoas

 


A Prefeitura de Niterói lançou nesta quinta-feira, dia 7 de maio, o Planejamento Estratégico Niterói que Queremos 2050 (NQQ 2050), com metas a serem alcançadas pela cidade até 2050. 

Trata-se do segundo ciclo de planejamento de longo prazo realizado pela administração municipal, produzido com a participação ativa de lideranças comunitárias, ambientalistas, empresariais, acadêmicas, dirigentes governamentais e representantes de diversos outros segmentos da sociedade niteroiense. Também participaram cidadãos que se propuseram a pensar coletivamente o futuro da cidade. No total, cerca de 15 mil pessoas contribuíram para produzir coletivamente um cenário futuro para a cidade a ser alcançado com as politicas públicas e investimentos da prefeitura.


Este foi o mesmo processo realizado em 2013, quando produziu-se o primeiro plano, o Niterói que Queremos 2013-2033, que norteou as políticas e os investimento públicos desde a sua formulação. Na ocasião, 10 mil pessoas colaboraram com a elaboração do plano. Hoje, sete anos antes do previsto para a conclusão do NQQ 2033, mais de 90% das metas já foram alcançadas e a cidade se transformou muito. 

Segundo expresso no texto do relatório do NQQ 2050, as políticas públicas de Niterói no período permitiram alcançar as seguintes conquistas:
Em uma década, o município mais que dobrou seu PIB, consolidando-se entre as cidades médias e grandes com maior PIB per capita do Brasil. Na segurança pública, apresentou avanços notáveis, com redução expressiva e histórica das taxas de homicídio e de roubos; no campo fiscal, aumentou a arrecadação própria, elevou o investimento público per capita e reduziu o endividamento, fortalecendo sua autonomia e capacidade de investimento. Na saúde, houve expansão robusta da atenção primária, cuja cobertura alcançou 95% da população, com projeção de universalização até 2033. Na educação, o município também alcançou resultados expressivos, com a construção recorde de escolas, a ampliação da rede municipal e a garantia de matrícula em creche para todas as crianças, reforçando o compromisso de Niterói com a inclusão, a equidade e a formação das novas gerações. (NQQ 2050, pág. 17).
O texto da publicação também contextualizou os avanços de Niterói diante dos muitos desafios da atualidade:
Nos últimos anos, o mundo experimentou um ritmo de mudança sem precedentes. O avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial vem transformando o trabalho, os sistemas produtivos, o consumo e até as relações humanas. A transição energética e a agenda climática remodelam as economias e a geopolítica global, enquanto novas formas de mobilidade, produção e conectividade alteram o modo de vida nas cidades. Paralelamente, crises recentes — como a pandemia de Covid-19, os conflitos armados em diferentes regiões do planeta, a emergência climática e o aumento da polarização social e política — revelaram a vulnerabilidade das sociedades e reforçaram a importância da cooperação e a busca de soluções inovadoras para problemas cada vez mais complexos
(...)

Niterói chega a 2025 como uma cidade que amadureceu institucionalmente e construiu uma base sólida de políticas públicas. Ao longo da última década, a cidade avançou em planejamento, gestão fiscal, saúde, sustentabilidade, segurança e expansão da rede municipal de educação. No entanto, o novo cenário global impõe desafios inéditos: reduzir desigualdades territoriais; adaptar-se a eventos climáticos extremos; enfrentar a transição demográfica e as novas demandas de saúde; promover a transição econômica, aumentando a diversificação, o valor agregado da economia local e a melhoria da massa salarial; e preparar-se para as novas formas de trabalho e de convivência digital. A capacidade de antecipar e responder a essas transformações definirá o futuro de Niterói. 

As tendências que se projetam até 2050 apontam para um mundo mais tecnológico, interconectado e consciente de suas limitações ambientais. A transição digital e a inteligência artificial remodelarão a economia e os serviços públicos, exigindo segurança, capacitação e ética no uso de dados. A transição ecológica e a agenda climática impulsionarão uma reconfiguração das matrizes energéticas e produtivas, valorizando cidades que investem em eficiência, mobilidade limpa e infraestrutura resiliente. A economia do cuidado ganhará centralidade em função do envelhecimento populacional e das novas demandas sociais, enquanto o fortalecimento da economia criativa e cultural trará oportunidades de inovação, pertencimento e identidade. A transformação do consumo e o avanço das redes colaborativas tendem a gerar novas formas de sociabilidade e participação cidadã, reforçando o papel das comunidades na construção do bem-estar coletivo. 

Nesse contexto, as cidades passam por um processo de reinvenção. Ganha força um novo paradigma urbano, que valoriza a escala humana, o adensamento equilibrado e a convivência nos espaços públicos. A reconversão de áreas degradadas, o controle do espraiamento, o fortalecimento das identidades locais e a priorização da mobilidade ativa e sustentável apontam para territórios mais criativos, saudáveis e acolhedores. As cidades do futuro são chamadas a ser não apenas motores econômicos, mas também espaços de bem-estar, pertencimento e inovação social — uma referência que orienta também o caminho de Niterói em direção a 2050. (NQQ 2050, pág 23 e 24)
Os valores do NQQ 2050 são:
  • Humanidade
  • Equidade
  • Sustentabilidade
  • Responsabilidade
  • Efetividade

NITERÓI JOVEM ECOSOCIAL. Exemplo de programa desenvolvido pela Prefeitura de Niterói, em conformidade com os Valores definidos. O programa foi idealizado por mim e pela também engenheira florestal Valéria Braga em 2018 e já atendeu a mais de 1.000 jovens de Niterói.

DESAFIO: TRANSIÇÃO ECONÔMICA
"Niterói vivencia um momento decisivo em sua trajetória econômica. Após uma década de expansão expressiva em que o PIB municipal mais que dobrou, a cidade consolidou-se como referência nacional em qualidade de vida, políticas públicas de qualidade e solidez fiscal. Nos últimos dez anos, o município experimentou um ciclo de crescimento econômico impulsionado pela indústria extrativa, que possibilitou investimentos e melhorias em infraestrutura, serviços públicos e aumento do bem-estar social. O investimento público per capita saltou de R$ 452 em 2015 para R$ 1.612 em 2024, um crescimento de mais de três vezes no período. Com gestão fiscal sólida e elevada capacidade de arrecadação própria, a gestão municipal está bem posicionada para apoiar essa transição. A receita tributária própria cresceu 47% entre 2014 e 2025, demonstrando melhora das condições econômicas locais e o endividamento caiu 72% no período. 

POR QUE A AGENDA DE TRANSIÇÃO ECONÔMICA É IMPORTANTE E OPORTUNA 

1. CONSOLIDAÇÃO DE UM CICLO SUSTENTÁVEL DE PROSPERIDADE: Niterói reúne as condições para inaugurar uma nova fase de crescimento, com redução gradual da dependência das receitas do petróleo e fortalecimento de fontes diversificadas e duradouras de desenvolvimento econômico. 
2. GERAÇÃO DE RENDA E AMPLIAÇÃO DAS OPORTUNIDADES DE TRABALHO: A transformação do dinamismo do PIB em empregos de qualidade e valorização da renda do trabalho é fundamental para fortalecer o metabolismo econômico local, promover inclusão produtiva e reter talentos na cidade. 
3. FORTALECIMENTO DO ECOSSISTEMA EMPRESARIAL: A ampliação da inovação, da competitividade e da diversificação dos pequenos negócios — que têm papel estratégico na economia local — é essencial para impulsionar o empreendedorismo e inserir mais empresas em cadeias de valor de maior intensidade tecnológica e criativa. 
4. APROVEITAMENTO PLENO DAS VOCAÇÕES E POTENCIALIDADES DA CIDADE: A consolidação de eixos estratégicos como a Economia Azul, a Economia Urbana, a Economia Criativa, o Turismo e a Economia Digital e de Inovação pode reposicionar Niterói no cenário nacional e internacional, promovendo prosperidade com sustentabilidade e identidade própria".

ÁREAS DE RESULTADO
"Toda estratégia envolve escolhas. No Niterói que Queremos 2050, essas escolhas se traduzem nas Áreas de Resultado, que reúnem objetivos estratégicos e estratégias voltadas a concretizar o futuro desejado para a cidade. Elas organizam prioridades e concentram esforços naquilo que é mais estruturante e tem maior impacto sobre o desenvolvimento da cidade. Ajudam a dar foco a ideias mais aspiracionais, orientando a ação para o futuro desejado".
 As Áreas de Resultado do NQQ 2050 são:


PLANEJAR PARA AVANÇAR

A meu ver, um dos graves problemas do Brasil é não contar com um projeto de nação, que reúna consensos e permita a união de esforços em torno das suas prioridades. O mesmo acontece com estados no país. Niterói é uma das poucas cidades no Brasil a contar com um planejamento de longo prazo e, menos ainda,  são as cidades que guiam o seu desenvolvimento por planos construidos de forma participativa. O NQQ não é uma peça de planejamento de um governo, mas da cidade, já que expressa o sonho de muitas pessoas da sociedade que expressaram as suas expectativas para o futuro.

Planejar é fundamental, mas não é tudo! É preciso tirar os planos do papel e isso só se alcança com muita disciplina na gestão e fazendo o imprescindível para que um plano sobreviva: cumpri-lo! Os avanços listados acima não teriam acontecido sem a escolha das prioridades políticas e as metas adequadas.

Conheça o Portal do Planejamento https://www.portalplanejamento.niteroi.rj.gov.br/

Em Niterói, implementamos uma cultura de gestão balizada em planejamento. Todos os gestores são cobrados sistematicamente de acordo com os planos de metas da cidade. A administração municipal promove trimestralmente Encontros de Gestores, liderados diretamente pelo prefeito e os gerentes de cada meta apresentam o cumprimento de seus respectivos cronogramas. As metas são referenciadas em cada entrega e prazos previstos no NQQ e seus resultados são divulgados ao público, como no exemplo do Plano de Metas Anual 2024, divulgado na minha gestão como prefeito.

O NQQ 2050 é a nova "carta de navegação" que nos levará para um futuro cada vez mais próspero, inclusivo, seguro, resiliente e sustentável.

Parabéns Niterói! Sigamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Vice-Prefeito de Niterói (2013-2016)
Secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, de Niterói (2019-2020)


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Foto: Evelen Gouvea

Niterói lança plano estratégico até 2050 com foco em inovação, inclusão social e qualidade de vida

A Prefeitura de Niterói lançou, nesta quinta-feira (07), o novo planejamento estratégico da cidade para os próximos 25 anos. Batizado de Niterói Que Queremos 2025-2050, o documento estabelece diretrizes e metas para o desenvolvimento econômico, social e urbano do município, com foco em inovação, redução das desigualdades e melhoria da qualidade de vida da população.

Durante a solenidade, realizada na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural, o prefeito Rodrigo Neves destacou que Niterói possui o único planejamento estratégico de longo prazo entre as cidades brasileiras de médio porte.

“Estamos construindo uma agenda de futuro para preparar Niterói para os próximos 25 anos, com prioridades muito claras: reduzir desigualdades, avançar na mobilidade sustentável, revitalizar o Centro, ampliar a qualidade de vida nas comunidades e fortalecer uma economia baseada no conhecimento, na tecnologia e na sustentabilidade. O nosso compromisso é transformar planejamento em ações concretas que melhorem a vida das pessoas”, afirmou o prefeito.

Segundo Rodrigo Neves, o novo plano mantém a tradição da cidade em gestão pública eficiente e visão estratégica.

“Esse plano olha para os próximos 25 anos e foi construído com metas muito objetivas de curto, médio e longo prazo. As ações previstas até 2028 já estão definidas e envolvem projetos estruturantes em áreas como mobilidade, inovação, sustentabilidade, urbanização das comunidades e qualidade de vida. Niterói mudou muito nos últimos dez anos, inclusive por causa do planejamento estratégico anterior e de tudo o que conseguimos realizar nesse período. Agora, estamos preparando a cidade para os desafios das próximas décadas, transformando esse planejamento em ações concretas que melhorem a vida das pessoas”, ressaltou.

Construído com ampla participação popular, o plano contou com a colaboração de cerca de 15 mil pessoas e sucede a estratégia iniciada em 2013, reconhecida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como uma das melhores experiências de gestão pública e planejamento da América Latina. O Niterói Que Queremos 2013-2033 já está com 90% das metas concluídas. Entre as principais entregas estão o túnel Charitas-Cafubá, a TransOceânica, o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) e o Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis.

“É isso que a gente quer ver: uma cidade que ofereça o melhor serviço para toda a população. Um governo que escuta, olha para as pessoas e responde às prioridades, construindo um plano a partir dessa consulta popular. É por meio desse trabalho de longo prazo, com visão e compromisso, que a gente chega lá. Queremos mitigar os efeitos das mudanças climáticas, ser referência como cidade inteligente, com soluções baseadas na natureza, e usar a tecnologia e a inteligência artificial com balizadores brasileiros e base na nossa cultura, avançando com firmeza e compromisso”, afirmou a vice-prefeita e secretária do Clima e Sustentabilidade, Isabel Swan.

A secretária de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Elissa Rasma, lembrou que a elaboração do plano envolveu mais de 20 secretarias municipais, consultas a especialistas e dezenas de encontros de escuta e participação social.

“Foram 10 meses de trabalho intenso, liderado pelo prefeito Rodrigo Neves e desenvolvido a muitas mãos. Buscamos referências internacionais e as melhores práticas de gestão pública no Brasil e no mundo. Esse plano foi, sobretudo, construído com a cidade e para a cidade. Ouvimos mais de 60 especialistas e realizamos mais de 100 horas de diálogo para transformar isso em metas, planos e projetos estratégicos, olhando sempre para o futuro das próximas gerações”, explicou a secretária.

Caminhos para 2050 – Um dos principais desafios previstos no plano é a transição econômica do município. Embora Niterói tenha dobrado o Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos, a meta agora é consolidar uma economia baseada no conhecimento, na inovação e na tecnologia. A estratégia prevê o fortalecimento do Distrito de Inovação da Cantareira, o incentivo à economia digital, o apoio a startups e a expansão da chamada economia do mar — setor ligado às atividades náuticas, à pesca, aos serviços e à tecnologia marítima.

A transição demográfica também aparece entre as prioridades do planejamento. Niterói já apresenta uma população com idade média mais elevada do que a brasileira, o que exigirá novos investimentos em saúde, acessibilidade e serviços voltados à terceira idade. O objetivo é preparar a cidade para uma realidade em que a longevidade terá peso crescente nas políticas públicas, fortalecendo ações de cuidado, prevenção, acessibilidade e acolhimento em todas as fases da vida.

As ações previstas incluem iniciativas voltadas para a saúde pública e a qualidade de vida das famílias. Entre os objetivos estão a ampliação do acesso ao saneamento básico e o avanço na universalização dos serviços de água e esgoto tratado no município.

A redução da desigualdade territorial aparece entre as prioridades do Niterói Que Queremos 2050, com a implantação do programa Vida Nova no Morro. A iniciativa prevê atuação nas 83 comunidades da cidade, beneficiando mais de 150 mil pessoas com obras de infraestrutura, contenção de encostas, saneamento, melhorias habitacionais — como reboco e pintura nas residências — e políticas integradas nas áreas de cultura, educação, saúde e segurança pública.

Para viabilizar o programa, a Prefeitura sancionou a Lei nº 4.048/2025, que autoriza o acordo de cooperação e financiamento com o BID. O investimento total será de cerca de R$ 800 milhões, sendo R$ 620 milhões financiados pelo banco e o restante como contrapartida municipal. Além da parceria com o BID, a Prefeitura busca novas alianças estratégicas, como com a ONU-Habitat.

Reviver Centro – Na região central, a Prefeitura aposta em um amplo processo de revitalização urbana. O Centro de Niterói deverá receber novos investimentos imobiliários, retrofit de prédios antigos, estímulo à moradia estudantil e fortalecimento de equipamentos culturais e públicos. A expectativa é transformar a área em um novo polo de desenvolvimento econômico e residencial. As obras já estão em andamento, e o novo calçamento já pode ser visto em ruas no entorno da Avenida Amaral Peixoto.

“A revitalização do Centro começou com entregas importantes, como o Mercado Municipal, a Casa Norival de Freitas, a nova Arena Niterói, a Concha Acústica e a nova Praça Arariboia. Agora vamos avançar ainda mais com a requalificação da Amaral Peixoto, da Rua da Conceição e de todo o entorno, resgatando o coração da cidade e valorizando nosso patrimônio histórico”, afirmou Rodrigo Neves.

A mobilidade urbana sustentável é um dos eixos estratégicos do plano. Entre os projetos previstos estão a implantação do VLT de Niterói, começando pelo trecho entre Barreto e Centro; a expansão da malha cicloviária, conectando a Avenida Amaral Peixoto à Alameda São Boaventura; e novos terminais integrados, como o Terminal do Caramujo, que ajudará a reduzir a circulação de ônibus de outros municípios no Centro. A meta é diminuir em até 50% o número de ônibus que entram diariamente na cidade, reduzindo congestionamentos e impactos ambientais.

Fonte: Prefeitura de Niterói


segunda-feira, 4 de maio de 2026

Soft Power: Niterói é a cidade que mais atrai e influencia no estado, diz Firjan

O Museu de Arte Contemporânea, o MAC, em Niterói — Foto: Divulgação/Leo Zulluh

Levantamento da federação destaca cidade por ativos tangíveis e intangíveis, com economia criativa, qualidade de vida e patrimônio cultural como motores

Por Rafael Timileyi Lopes — Rio de Janeiro

Niterói é o município com maior soft power do Estado do Rio de Janeiro. A conclusão é de um estudo inédito da Firjan, o Mapa Rio Soft Power, divulgado em novembro de 2025, que analisou 20 municípios fluminenses representativos das nove regiões do estado. A cidade ficou à frente do próprio Rio de Janeiro, classificado em segundo lugar entre os municípios do eixo urbano analisados.

O conceito de soft power, desenvolvido nos anos 1990, designa a capacidade de um lugar de influenciar, atrair e criar desejo não pela imposição, mas pela força de seus ativos culturais, históricos, ambientais e institucionais. Aplicado ao contexto municipal, o estudo da Firjan traduz essa lógica como “a influência de um lugar que atrai e cria desejo através de suas ideias, suas culturas, seus valores, seus patrimônios e seu estilo de vida, transformando o intangível em tangível, gerando diferencial e valor para seus produtos e serviços”.

— Niterói está muito bem classificado tanto por ativos quantitativos e tangíveis, como PIB per capita e número de empresas por habitante, quanto pelos ativos intangíveis, pelo número de empresas da indústria criativa — avaliou Julia Gama Zardo, especialista em Ambientes de Inovação da Firjan, durante o evento Caminhos de Niterói, realizado no auditório da Editora Globo na semana passada.

Para chegar ao ranking, a Firjan avaliou os 20 municípios a partir de dez indicadores, combinando dados quantitativos — como PIB per capita, IDH, densidade empresarial e presença de trabalhadores da indústria criativa — com análises qualitativas sobre ativos tangíveis e intangíveis, histórico de incorporação do soft power em produtos e serviços e articulação entre atores locais.

Entre os ativos destacados no estudo estão a UFF, o Caminho Niemeyer e o MAC como ícones culturais, as lagunas de Piratininga e Itaipu como infraestrutura verde-azul e o polo offshore como vetor econômico estratégico.

Fonte: O Globo Niterói




quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

LANÇAREI A MINHA PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO FEDERAL NA SEGUNDA FEIRA, 02 DE FEVEREIRO


Prezados amigos, companheiros trabalhistas, ambientalistas, colegas de trajetória, eleitores do RJ e leitores do Blog do Axel Grael.

Na segunda-feira, dia 02/02, às 18:30, faremos o anúncio oficial da minha pré-candidatura a deputado federal em atividade na sede do PDT de Niterói, com as presenças do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e do prefeito Rodrigo Neves, além de outras lideranças importantes.

Minha candidatura busca apresentar uma opção de representação política alinhada aos princípios inafastáveis da: 

  • Democracia, 
  • Justiça social, 
  • Soberania e interesses nacionais
  • Paz e cultura da paz
  • Responsabilidade planetária, do avanço no caminho para a sustentabilidade e resiliência climática
Para a instrumentalização destes grandes princípios, defendemos a primeira versão de uma lista preliminar de ações para o mandato de deputado federal: 

RIO DE JANEIRO

Atuar para viabilizar as seguintes necessidades do RJ:
  • LINHA TRÊS DO METRO: obter recursos federais para a Linha 3 do Metro, ligando a Estação da Carioca (Rio), Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
  • HIDROVIÁRIO: apoiar o planejamento da implantação de novas linhas de transporte hidroviário.
  • SEGURANÇA: modernizar tecnologicamente as polícias do RJ, apoiar a estruturação das Guardas Municipais, estabelecer protocolos de planejamento e execução de operações policiais, reduzindo a letalidade da ação da polícia
  • RMRJ: fortalecer a Gestão Metropolitana no Rio de Janeiro, dando mais eficácia e transparência ao Instituto Rio Metrópole, despartidarizando a sua atuação
  • CLIMA: avançar na política climática estadual, muito defasada com relação a outros estados.
  • TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: preparar a economia do Rio de Janeiro para o futuro de baixo carbono que se aproxima.
  • MERCADO DE TRABALHO: numa economia em transição, o Rio de Janeiro precisa preparar a força de trabalho para os novos cenários que se aproximam
  • REGULAÇÃO: repensar a regulação dos serviços públicos concedidos e promover um modelo eficiente e viável para os municípios.
  • ÁGUA: proteger mananciais, avaliar e garantir a segurança hídrica do RJ
BRASIL

- Meio Ambiente e Clima

As maiores prioridades são enfrentar as forças que promovem os retrocessos na legislação ambiental, recompor a política ambiental do país e garantir a continuidade dos avanços recentes na políticas climática, após anos de ação negacionista. De forma mais específica, faremos: 
  • BIOMAS: a defesa da Amazônia, da Mata Atlântica e dos demais biomas brasileiros.
    • avançar na implementação dos Sistemas de Pagamento por Serviços Ambientais
  • RESTAURAÇÃO: cumprir as metas do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa - PLANAVEG., do Ministério do Meio Ambiente - MMA
  • REVERTER RETROCESSOS: a reconstrução da legislação ambiental brasileira
  • EMERGÊNCIA CLIMÁTICA: avançar na consolidação da política climática, dando meios ao cumprimento da Contribuição Nacionalmente Determinada - NDC brasileira, do Plano Clima. Também priorizaremos a criação e regulamentação da legislação ambiental para estabelecer referências para as políticas de adaptação e mitigação climática, além de fortalecimento do federalismo climático.
    • Promover o desenvolvimento de Planos de Ação Climática em todas as cidades do país com população acima de 100 mil habitantes até 2030
    • Fortalecer os planos nacionais de contingência climática
    • Regulamentar a adaptação das cidades costeiras à elevação do nível do mar.
  • DEFESA CIVIL: Fortalecimento das defesas civis em todos os níveis, estimulando a cooperação entre estados e municípios em situação de emergência climática
  • CONTROLE DA POLUIÇÃO: avanços para padrões de emissões atmosféricas e efluentes baseados em padrões de carga poluente e não apenas em diluição: a métrica da maioria dos nossos padrões são em mg/l, ou semelhantes, portanto critério de diluição. 
    • Avançar no princípio poluidor pagador.
  • AGROTÓXICOS: avançar na legislação de agrotóxicos
  • RESÍDUOS SÓLIDOS (LIXO): avançar na Política Nacional de Resíduos Sólidos, com ênfase para a reciclagem, e atenção para o lixo marinho. Controlar a política de produção de embalagens e outros produtos plásticos
  • RESÍDUOS PERIGOSOS: buscar uma referência legal mais rígida e eficaz para a destinação de resíduos perigosos e contaminação de solos
  • ÁGUA: avançar na legislação sobre escassez hídrica
- Cidades Sustentáveis
  • FINANCIAMENTO: fortalecer as medidas do Novo PAC e outros canais de financiamento da transição das cidades brasileiras para a sustentabilidade.
  • TRANSPORTE SUSTENTÁVEL: o transporte é a principal fonte de emissões de poluentes atmosféricos e a transição. 
    • Fortalecer o transporte coletivo em detrimento do individual, 
    • Promover a descarbonização da frota de veículos, principalmente no transporte público
    • Apoiar a implantação de transporte público de alta eficiência, como metro, BRT, VLT e outros modais.
  • BICICLETA: apoiar e promover as opções de transporte ativo, como a bicicleta e a caminhabilidade das cidades
  • VERDE URBANO: promover a proteção efetiva pela criação de unidades de conservação das áreas de florestas e outros ecossistemas naturais nas áreas urbanas e seus entornos, promovendo a integração destas áreas de forma sustentável ao cotidiano da população.
  • SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA: adoção de SBN a exemplo do que foi adotado pela cidade de Niterói no Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP.
  • REFORMA URBANA SUSTENTÁVEL: promover o planejamento da adaptação urbana às emergências climáticas, seguindo o exemplos como: 
    • Paris: das ações de enfrentamento das ondas de calor e redução do trânsito de veículos nas regiões centrais
    • Copenhague: implantação de sistemas de drenagem sustentável para o controle de inundações
    • Londres: soluções para o fortalecimento do transporte coletivo, controle do trânsito em áreas críticas de engarrafamento
- Transição energética
  • METAS: estabelecer metas legais de transição para uma economia de baixo carbono e garantias de cumprimento
  • ENERGIAS LIMPAS: fortalecer o parque energético eólico, solar, de bioenergia e outras fontes 

- Cidadania
  • PARTICIPAÇÃO: a regulamentação dos instrumentos de cidadania e participação popular: audiências públicas e acesso à informação
  • MOEDA SOCIAL: regulamentar a criação e operação de moedas sociais locais de forma a estimular a adoção dessa política de transferência de renda, utilizando a experiência da Niterói, com a Moeda Social Arariboia
  • ONGs: Fortalecimento das iniciativas da sociedade civil
    • Criação de um sistema de incentivo fiscal para iniciativas ambientais
  • POUPANÇA ESCOLA: promover a experiência de Niterói em outras cidades
- LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

Estamos atentos aos vários projetos de lei de interesse da agenda trabalhista que estão em tramitação no Congresso e, desde já, podemos afirmar que:
  • Somos a favor do fim da escala 6x1

Estas sempre foram as minhas causas ao longo de uma longa trajetória de atuação cidadã, de militância ambientalista, social, política e na política partidária. Estas causas também foram o foco principal da minha dedicação profissional, como engenheiro florestal, como servidor público de carreira e empreendedor social. Me sinto privilegiado de poder conciliar convicção, ideologia, militância e profissão.

Trajetória

Ao longo desta trajetória há uma longa caminhada: comecei a estudar engenharia florestal em 1977 (pouca gente conhecia essa profissão), fui militante ambientalista (fundei o Movimento de Resistência Ecológica - MORE, em 1980 - pouca gente falava de meio ambiente na época), fui consultor ambiental (trabalhei em todos os biomas do país, inclusive na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera), fui empresário (dono da Grael Ambiental) e fui empreendedor social (presidente do Instituto Rumo Náutico - Projeto Grael - organização fundada com meus irmãos Torben e Lars Grael).  

Na carreira pública, levo um privilégio que carrego com orgulho no meu currículo: ter trabalhado com Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, no Segundo Governo Brizola, como presidente do Instituto Estadual de Florestas - IEF-RJ (1991-1994). Na ocasião, criamos o Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET (entre Niterói e Maricá), a Reserva Ecológica da Juatinga (Parati), a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Com Darcy Ribeiro, desenvolvi o Projeto Floresta da Pedra Branca, com a implantação de infraestrutura e recuperação ambiental do Parque Estadual da Pedra Branca. Também naquele período, ao lado de Brizola, participei da Rio-92 (momento histórico da luta pela sustentabilidade) e demos início ao Programa de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG.

Depois, fui presidente da FEEMA (1999-2000 e 2007-2008), antigo órgão ambiental do estado, hoje substituído pelo INEA, e fui subsecretário de Meio Ambiente do RJ (2000-2001). Como engenheiro florestal concursado da Prefeitura do Rio, dentre outras responsabilidades destacadas, fui o coordenador geral do Programa de Recuperação Ambiental da Macrobacia de Jacarepaguá. 

Em 2013, fui eleito vice-prefeito de Niterói com Rodrigo Neves como prefeito. Em 2021, fui eleito prefeito, no primeiro turno, com 62% dos votos dos niteroienses. Nesse ciclo de gestão na cidade (2013 até o presente), reduzimos os índices de violência de Niterói a índices históricos, tornamos Niterói uma referência nacional e internacional de sustentabilidade e resiliência urbana. Como exemplo, temos o programa Niterói de Bicicleta, que implantou mais de 80 km de ciclovias e produziu as três ciclovias mais movimentadas do país. 

Como prefeito (2021-2024), criei a primeira secretaria municipal do clima do Brasil e Niterói tornou-se uma referência nacional. Inaugurei o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis (POP), criei o Parque do Morro do Morcego, Parque Águas Escondidas, Parque do Baldeador (primeiro da Zona Norte) e o novo Parque Natural Municipal de Pendotiba. Na retomada da economia no período pós-COVID, criei a Moeda Social Arariboia (maior programa do país), criamos o maior programa de regularização fundiária, com a meta de 10.000 lotes regularizados a serem entregues. Fizemos o maior investimento em infraestrutura da história de Niterói, que incluiu o maior investimento em contenção de encostas e drenagem, em infraestrutura nas comunidades e na proteção do patrimônio histórico e cultural, com a entrega da restauração do Mercado Municipal, da reforma de toda a infraestrutura, a abertura à visitação da Ilha da Boa Viagem, a entrega do Solar Nôtre Reve (Casa de Norival de Freitas) e o inicio das obras do Cinema Icaraí, da Estação Cantareira e do Centro Cultural Cauby Peixoto. Também iniciamos a reforma urbana do Centro de Niterói, que inclui a Arena Poliesportiva, que deixamos com as obras avançadas. 

Para atender as necessidades da juventude, desenvolvemos iniciativas emblemáticas, como o Projeto Aprendiz, que elevamos de 2.000 participantes a mais de 10 mil, dando ao programa uma infraestrutura e projeção que não existia antes. Na área esportiva, que atende principalmente a juventude, criamos o programa Niterói Esporte nas Comunidades - NEC, que junto com o Parque Esportivo e Social do Caramujo - PESC, o Parque Esportivo do Viradouro, o parque esportivo da Concha Acústica e o Complexo de Atletismo Aida dos Santos - que reformamos em parceria com a UFF, oferecemos mais de 10 mil vagas para programas esportivos na cidade. O programa Niterói Joga em Rede, leva a prática esportiva à rede escolar da cidade.

Com o Niterói Jovem Ecosocial, programa inovador que já beneficiou mais de 2 mil jovens, combinamos atividades práticas de sustentabilidade, com formação profissionalizante e inclusão no mercado de trabalho.

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O parlamento brasileiro, já teve nomes de grande destaque do ambientalismo brasileiro, como Alfredo Sirkis, Fernando Gabeira, Marina Silva, Fábio Feldman e no passado mais longínquo, nomes como José Bonifácio de Andrada e Silva, Augusto de Lima e tantos outros. Mas, embora expressivos em qualidade, sempre foram poucos, mas ajudaram a construir uma legislação ambiental sólida e avançada. Em alguns aspectos, dentre as melhores do mundo. 

Nas últimas legislaturas, vimos o crescimento assustador de uma visão retrograda e irresponsável que desmontou a legislação ambiental brasileira. É preciso fazer esse debate no Congresso e recompor os danos causados à sustentabilidade do país. 

Vemos o Brasil também precisando avançar na legislação e políticas públicas de transição energética, resiliência climática, justiça climática, controle de agrotóxico, proteção aos biomas, à biodiversidade e ao nosso patrimônio genético, fortalecimento das nossas áreas protegidas e a máxima prioridade à politica de respeito à nossa diversidade cultural, com ênfase aos povos indígenas, quilombolas, caiçaras e outros igualmente importantes.

Como deputado federal, queremos defender a educação pública em todos os níveis - inclusive a universidade pública,  gratuita, com financiamento adequado e socialmente inclusiva, a organização da sociedade civil, a participação social nas politicas públicas e o esporte, assim como a cultura, como meio de motivação e inclusão social.

Também defenderemos no Congresso o princípio do federalismo, fortalecendo cada vez mais o protagonismo das cidades nas politicas publicas nacionais, com ênfase para as políticas sociais, ambientais e climáticas. 

Diferente da conotação equivocada que havia há alguns anos, hoje, compreende-se que o tema da sustentabilidade não é apartada do cotidiano do cidadão, muito menos é antagonista ao desenvolvimento social e econômico. Falar em sustentabilidade é falar em segurança alimentar, em disponibilidade hídrica, em qualidade de vida, em geração de empregos, em conforto térmico e, portanto, em enfrentamento às mudanças climáticas, que afeta a todos, mas principalmente aos mais desfavorecidos de infraestrutura e de atenção governamental.

É para defender estas causas que nos colocamos como pré-candidato a deputado federal, visando fortalecer o PDT e oferecendo a nossa experiência e energia para a defesa do povo do estado do Rio de Janeiro e do Brasil no Congresso Nacional a partir de janeiro de 2027.

Axel Grael


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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Firjan apresenta Niterói como maior referência em cultura, inovação e desenvolvimento do estado do Rio

O Mapa da Firjan avaliou o PIB, a história, patrimônio e cultura, entre outros fatores de desenvolvimento. Foto: Arquivo

Estudo mede o ‘soft power’ das cidades do estado, a sua influência simbólica e econômica; cidade supera o Rio de Janeiro

Por Redação | aseguirniteroi@gmail.com

Niterói está bem na foto. A cidade aparece no estudo da Firjan que mede o soft power das cidades do estado do Rio como a de melhor reputação e capacidade de influência, em função de fatores às vezes intangíveis, como cultura, história e criatividade, entre outros.

O Mapa Rio Soft Power, lançado nesta quarta-feira (26), propõe um novo olhar sobre desenvolvimento: aquele que transforma cultura, história, inovação e imagem territorial em valor econômico. E coloca Niterói à frente do Rio de Janeiro, com pontuação máxima, 100 pontos. estudo foi

Niterói, “influenciadora”

O conceito de soft power mede o poder de influência e reputação das cidades a partir de dez indicadores que vão além dos dados econômicos e sociais e consideram as interações culturais e valores simbólicos.

A pesquisa analisou 20 cidades de Norte a Sul do estado do Rio. Além de identificar as potencialidades de cada uma nos eixos propostos — história e patrimônio; meio ambiente; conhecimento e urbano.

— É um mapa do Rio, que mostra onde estão forças tangíveis e intangíveis do estado. Entender o soft power é entender como reputação e identidade também geram desenvolvimento socioeconômico — diz Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.

As cidades analisadas no mapa foram divididas em níveis a partir das pontuações atingidas em cada indicador analisado, que vão do PIB per capita, ao IDH. No grupo chamado de “Soft Power influente” estão Niterói (100 pontos), Rio de Janeiro (92), Nova Friburgo (88), Petrópolis (84), Teresópolis (84), Angra dos Reis (80) e Campos dos Goytacazes (80).

Para a Firjan, o estudo pode ser visto como um guia estratégico capaz de nortear políticas públicas, negócios e projetos de acordo com as potencialidades de influência identificadas em cada cidade.

— Mais que medir PIB, estamos medindo potencial de futuro. Talvez seja isso que o Rio sempre soube fazer melhor: transformar o imaterial em valor, e o valor em influência — avalia Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Firjan e coordenadora da pesquisa.

Os indicadores usados na elaboração do Mapa Rio Soft Power foram: Produto Interno Bruto (PIB); PIB per capita; Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); densidade empresarial; densidade acadêmica; presença de indústrias criativas; histórico do município com a incorporação do Soft Power em seus produtos e serviços; ativos tangíveis; ativos intangíveis; atores e articulações locais. Esses dados foram cruzados com aspectos culturais, históricos e identitários observados em cada cidade.

Niterói do futuro

O estudo da Firjan aponta também caminhos para o desenvolvimento dos municípios analisados. No caso de Niterói, as recomendações de melhorias passam pela solução de problemas como o trânsito e a mobilidade. Veja os pontos apontados pela Firjan:

1. Consolidar o eixo mobilidade sustentável (corredores de ônibus eficientes, rede ciclável contínua e calçadas acessíveis), priorizando conexões entre Centro, Cantareira e Região Oceânica.

2. Acelerar a requalificação das lagunas com soluções baseadas na natureza (parques lineares, wetlands, sombreamento), articulando esporte, lazer e educação ambiental.

3. Instituir o Distrito Criativo da Cantareira com governança multissetorial (empresas, governos e universidades) e metas de atração de cursos, estúdios e startups.

4. Ativar o Caminho Niemeyer como “corredor cultural” com programação contínua, feiras criativas e economia do mar, integrando equipamentos e fruição pública da orla.

5. Escalar a gestão por indicadores (mobilidade, clima, cultura, turismo e segurança viária), com painel público que dê transparência e valorize resultados.

Fonte: A Seguir: Niterói




sexta-feira, 18 de julho de 2025

A Geração Z não se interessa por automóveis: prenúncio de um futuro sem carros?

O artigo abaixo, da The Week, aborda um interessante tema: diferentes das gerações anteriores (os "millenials" compraram mais carros do que as demais faixas etárias nos EUA), a Geração Z perdeu o fetiche do automóvel. 

Essa tendência da Geração Z começa a aparecer também nas cidades brasileiras. Mas a mudança é ainda mais surpreendente nos EUA, país que possui quase 5.000 km de estradas (3.000 milhas), que sempre foi a sociedade mais rodoviarista, teve as suas cidades planejadas para o automóvel e, em geral, são muito deficientes em transporte público. 

Desde a década de 1990, o percentual de adolescentes (a idade para dirigir é 16 anos) dirigindo cai a cada ano. Segundo a autora, o motivo é que os jovens consideram os carros perigosos, caros e não sustentáveis. Carros são responsáveis pela emissão de 1,5 bilhão de toneladas de Gases do Efeito Estufa - GEE, o que corresponde a 20% de todas as emissões dos EUA. A Geração Z é muito mais consciente ambientalmente do que as gerações anteriores e a preocupação com a poluição afasta o apelo do automóvel.

Já imaginou como será a cidade sem carros ou com pouco carros? Os jovens estão cobrando cidades mais caminháveis (90% dos Gerações Z afirmaram que pagariam mais caro para morar em cidades mais caminháveis) e a atitude da nova geração está forçando também os planejadores urbanos nos EUA a providenciar melhor transporte público. 

É o que o texto abaixo discute.

Axel Grael


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They think cars are dangerous, expensive and bad for the planet
(Image credit: Illustration by Julia Wytrazek / Getty Images)


Gen Z doesn't want cars

Olivia Rodrigo may have been excited to get her driver's license, but many young people are less enthused by car culture

By Anya Jaremko-Greenwold, The Week US
published July 16, 2024

Driving has been an essential part of American culture since cars were invented. It makes sense: Our country is 3,000 miles wide, and a car is needed to traverse it. Longing for freedom, teens squirreled away their pennies to afford their first vehicle; spirit-questing twenty-somethings road-tripped across the country; retired couples saw the sights in weathered RVs. Olivia Rodrigo launched her music career with 2021's "Driver's License," a record-breaking single about the quintessential experience of driving past your crush's house.

But young Americans may be falling out of love with cars. "Polls, studies and surveys show younger generations are less likely to drive, less likely to have a driver's license, have less access to vehicles, and when they do get behind the wheel, are driving fewer miles," said Business Insider last year. The percentage of U.S. teen drivers has consistently dropped since the 1990s. In our car-dependent country, with just a handful of cities boasting reliable public transportation, this driving rejection may come as a surprise. But should it?

Why young people don't want to drive

To begin with, driving is dangerous. Fatal crashes are increasing and have become the leading cause of death in the United States for people ages 1 to 54. "From 2018 to 2022, the number of deadly accidents in the United States increased by more than 16%," said USA Today. The risk is particularly pronounced for anyone who is not an average-sized male: "Car safety features like seat belts, airbags and dashboards were created to best fit the size of an average man in the 1970s," said The Nation, citing reporting from The New York Times.

Cars are also very expensive when you add up the necessary costs to buy, maintain and fuel them. Auto insurance rates have gone up and gas prices are often high. "For a generation already burdened with debt, the bus or ride-sharing might seem like a better option," said Kafui Attoh, a professor at the City University of New York School of Labor and Urban Studies, to The Nation.

Gen Z is more environmentally conscious than generations past, and many don't want to exacerbate the climate crisis by driving. "Highway vehicles release about 1.5 billion tons of greenhouse gases into the atmosphere each year," said the U.S. Department of Energy. "Cars and trucks contribute to nearly 20 percent of all greenhouse gas emissions in the United States," added The Nation. "For many young people, the desire for a healthy planet and future can outweigh the appeal of an automobile."

Walkable cities and public transit

Young people seem to crave more good-for-the-planet transportation methods. Electric vehicles, or EVs, may be a common alternative; in a 2023 McKinsey survey, half of European Gen Z consumers said their next vehicle purchase would be an EV. However, this solution might not be enough. "Electric vehicles do not seem to be the catch-all climate solution they are often touted as, with the lithium required for their operation creating a demand for increased mining in already vulnerable environments," said The Nation.

Many Gen Zers have also lamented America's lack of walkable cities. According to a 2023 survey by the National Association of Realtors, younger U.S. homebuyers "prioritize walkability the most, with 90% of Gen Z and millennial respondents indicating they'd pay more for a home in a walkable community," said an article in Realtor Magazine with details of the survey.

Young people tend to make use of public transit when it's available, but policy shifts are needed to expand these options. "Reducing the need for car travel is better for health, the environment and public safety," said an opinion piece in Scientific American. Cities could "invest in better public transit, including subways and buses with dependable, on-time service" as well as "change zoning laws to allow denser housing … so people can live closer to where they work, attend school or socialize."

Most Americans are still buying cars for now. They are just waiting until later than previous generations to do it. "In 2020, millennials bought more cars than any other demographic in the U.S.," said Business Insider. A potential explanation: Driven out of cities by high rent prices, millennials are moving to sprawling suburbs, where cars are imperative. Daniel Knowles, the author of "Carmageddon: How Cars Make Life Worse and What To Do About It," put it simply: "The turn away from cars is a little like the turn away from marriage and having children. People are waiting much longer to do it, but they are ultimately still doing it."

Fonte: The Week


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sábado, 31 de maio de 2025

Minha geração cometeu um erro ingênuo

O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, discursa durante um comício de campanha em 6 de abril de 2024, em Montevidéu, Uruguai. (Ernesto Ryan / Getty Images)

Por José Mujica
Tradução: Cauê S. Ameni

O falecido militante histórico uruguaio José “Pepe” Mujica argumenta que o capitalismo não se resume apenas as relações de propriedade, mas um conjunto de valores culturais que a esquerda deve confrontar com uma cultura de solidariedade.

Minha geração cometeu um erro ingênuo. Acreditávamos que a mudança social era apenas uma questão: desafiar os modos de produção e distribuição na sociedade. Não entendíamos o imenso papel da cultura. O capitalismo é uma cultura e devemos responder e resistir a ele com uma cultura diferente. Em outras palavras: estamos em uma luta entre uma cultura de solidariedade e uma cultura de egoísmo.

Não estou falando sobre a cultura que é vendida, como música ou dança profissional. Tudo isso é importante, claro, mas quando falo de cultura, estou me referindo às relações humanas, ao conjunto de ideias que regem nossos relacionamentos sem que percebamos. É um conjunto de valores tácitos que determinam a maneira como milhões de pessoas anônimas ao redor do mundo se relacionam.

O consumismo faz parte dessa cultura. É uma ética necessária ao capitalismo em sua luta pela acumulação infinita. O pior problema para o capitalismo seria pararmos de comprar ou comprarmos muito pouco ou apenas o necessário. Isso gerou a cultura consumista que nos envolve. Um sistema social capitalista não se resume apenas a relações de propriedade; é também um conjunto de valores comuns à sociedade. Esses valores são mais fortes do que qualquer exército e são a principal força que mantém o capitalismo vivo hoje.

Minha geração acreditava que mudaria o mundo tentando estatizar a mídia e a distribuição, mas não compreendemos que no centro dessa batalha deve estar a construção de uma cultura diferente. Não se pode construir um prédio socialista com pedreiros capitalistas. Por quê? Porque eles vão roubar a armadura, vão roubar o cimento, porque só querem resolver seus próprios problemas, porque é assim que somos formados. Minha geração, racionalista com uma visão programática da história, não compreendeu que os humanos muitas vezes decidem com a intuição e então sua consciência constrói argumentos para justificar as suas decisões. Escolhemos com o coração, e aqui a cultura se torna uma questão vital porque tempera nossa irracionalidade.

“Significa viver como se pensa. Caso contrário, acabamos pensando como vivemos. A luta é por uma sociedade autogerida, para aprendermos a ser nossos próprios chefes e a liderar nossos projetos comuns.”

Por exemplo, o que aconteceu com nossos líderes de esquerda? Líderes de esquerda estão doentes e imersos nessa mesma cultura e é por isso que, muitas vezes, seu modo de vida não é uma mensagem coerente com sua luta. Veja, eles disseram que eu era pobre quando era presidente, mas não entenderam nada! Eu não sou pobre. Pobre é aquele que precisa de muito. Meu objetivo é ser estoico. E o fato é que se o mundo não aprender a viver com uma certa sobriedade, a não esbanjar e não desperdiçar, se não aprender isso logo, nosso próprio mundo não sobreviverá.

A ânsia por dinheiro nos incita a continuar comprando coisas novas, mas sustentar a vida do planeta significa que precisamos aprender a viver com o necessário e não desperdiçar nossos recursos. Agora, como você pode ver, essa luta é uma epopeia cultural. Nós, da esquerda, precisamos construir uma linha de pensamento diferente da que temos.

Isso significa abandonar nossa conexão com o capitalismo. Acabamos ficando sem criatividade em termos de ideias. Queríamos fazer o mesmo que o capitalismo, mas com mais igualdade. E, no fim das contas, tudo isso tem a ver com o que consideramos ser uma vida boa, os valores que podemos valorizar na vida, as coisas às quais podemos aspirar. Significa ter noção de limites. Nada demais, como diziam os gregos.

A esquerda deve ser fiel a outro conjunto de valores e é por isso que insisto no problema da cultura, no problema do comprometimento e no problema de valorizar certas áreas da vida que o capitalismo não valoriza. Há muita tristeza em nossas sociedades, mesmo que sejam ricas em riqueza. Somos um povo superalimentado, mas sufocados pela quantidade de lixo que criamos. Infestamos tudo, compramos coisas que não precisamos e depois vivemos em desespero pagando contas. Precisamos propor outra forma de vida! Para mim, a esquerda precisa ser mais revolucionária do que nunca.

“A esquerda terá que ser diferente porque o tempo muda. A única coisa permanente é a mudança.”

Significa viver como se pensa. Caso contrário, acabamos pensando como vivemos. A luta é por uma sociedade autogerida, para aprendermos a ser nossos próprios chefes e a liderar nossos projetos comuns. Essas coisas terão que ser discutidas por uma nova esquerda. Acredito na existência permanente da esquerda, mas ela não será a esquerda que era. O que era se foi, passou! A esquerda terá que ser diferente porque o tempo muda. A única coisa permanente é a mudança.

Não vou sugerir obstáculos à criação de novos programas revolucionários. Pelo contrário! Mas também não tenho uma fórmula mágica. Parece-me que a criatividade deve ser incentivada, porque vivemos num mundo com uma esquerda velha que vive só de nostalgia, uma esquerda que tem dificuldade em perceber por que falhou e tem grande dificuldade em imaginar novos caminhos a seguir. Acredito que este é um momento de muito ensaio, muita experimentação e criatividade. E para isso existem alguns parâmetros que podemos seguir, porque, como eu disse, a minha geração não deu importância suficiente à cultura. Refiro-me à cultura inerente às relações comuns e ordinárias que as pessoas têm, que, sob o capitalismo, os usa na vida cotidiana apenas para garantir maior acumulação.

A cultura na qual estamos inseridos – e praticamente cercados – serve apenas para a multiplicação do lucro individual. E essa cultura é muito mais forte do que exércitos, poder militar e tudo o mais, porque essa cultura determina os relacionamentos permanentes de milhões de pessoas comuns no mundo todo.

E isso é muito mais forte que a bomba atômica! Portanto, mudar um sistema sem enfrentar o problema da mudança cultural é inútil. Precisamos construir um novo sistema e, paralelamente, uma nova cultura, uma nova ética, porque, caso contrário, o que vimos com a União Soviética acontecerá novamente, onde um movimento revolucionário deu uma volta de 360 ​​graus para estar no mesmo lugar — só que hoje isso seria muito pior! Temos que aprender com essa derrota, certo?


Adaptado do livro Sobrevivendo ao século XXI, de Noam Chomsky e José Mujica, lançado pela editora Civilização Brasileira em 2024.

José Mujica foi um revolucionário e estadista uruguaio que serviu como presidente de 2010 a 2015.

Fonte: Revista Jacobin



segunda-feira, 26 de maio de 2025

Mais um domingo de agradável pedalada no Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP


Início do pedal no Recanto Boechat, o principal acesso ao POP localizado na Fazendinha do Cafubá.

Grupo reunido no Recanto Boechat.

Com Filipe Simões (Coordenador do Niterói de Bicicleta), Helena Porto (Polo Cicloviário Arariboia).

Roda de Conversa com os participantes do evento.

Vista de drone da Ilha do Tibau, ponto final da pedalada.

Ontem, domingo, 25/05/2025, foi um dia lindo e com temperatura amena. Dia perfeito para uma boa pedalada na ciclovia do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis. Foi o dia de mais uma programação do Projeto Saúde na Lagoa: Turismo de Base Comunitária e Promoção da Saúde Integral em Piratininga, promovido pela Associação dos Pescadores e Amigos da Lagoa de Piratininga - APALAP, em parceria com a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta, Polo Cicloviário Arariboia e o Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte - NASCE.

Seguimos pela ciclovia que contorna o POP e usufruímos de uma das mais belas paisagens de Niterói. Conforme registrado pelo ContaBike, sistema de contagens de ciclistas na cidade, neste domingo, dia do passeio, 1.002 bicicletas passaram pela ciclovia! O recorde de bicicletas (1 558 passagens) foi registrado no dia 3 de novembro de 2024. Mesmo nos dias de semana, o fluxo de bicicletas é elevado, registrando uma média diária de 405 passagens.


O passeio foi guiado pelos pescadores da APALAP que mostraram contaram histórias da Lagoa de Piratininga, detalhes da atividade da pesca e apresentaram o território na perspectiva do conhecimento que trazem a gerações. Falaram também das suas preocupações e da necessidade de seguir avançando na implantação do POP, na integração dos moradores do entorno e na expectativa de ver a lagoa - beneficiada elo POP - cada vez mais produtiva.

Um dos objetivos atualmente é fortalecer o potencial do turismo de base comunitária na Lagoa de Piratininga, com um foco muito especial na atividade dos pescadores. Iniciativas piloto já tem acontecido.

Trajeto do passeio "Saúde na Lagoa", com a indicação dos pontos de destaque na perspectiva dos pescadores de Piratininga.

Ao chegar no Centro Ecocultural (que está lindo), curtimos a feira de artesãos que funciona no local e, na Ilha do Tibau, ponto final do passeio, vimos as atividades esportivas e de recreação no local, também vimos a feira de artesãos local e nos sentamos para uma roda de conversa.

Você já conhece o POP? Não deixe de curtir um dos lugares mais belos e agradáveis da cidade.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)


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