quarta-feira, 26 de junho de 2019

Restauração em larga escala já ocorre na Mata Atlântica, mostra estudo inédito



Foto: Vinicius Depizzol/ Flickr Creative Commons


Estudo estima qual é o atual estágio da restauração de florestas nativas na Mata Atlântica. Foi identificada a recuperação de aproximadamente 740 mil hectares de florestas, ou cerca de 740 mil campos de futebol. A meta é reflorestar 1 milhão de hectares até 2020

De forma inédita, um estudo conseguiu estimar qual é o atual estágio da restauração de florestas nativas na Mata Atlântica. Segundo o artigo “There is hope for achieving ambitious Atlantic Forest restoration commitments”, publicado na revista científica Perspectives in Ecology and Conservation, cerca de 740 mil hectares de florestas estavam em recuperação entre 2011 e 2015 no bioma.

O estudo foi produzido pelo Pacto para a Restauração da Mata Atlântica, um movimento criado em 2009 por empresas, órgãos do governo, organizações da sociedade civil e centros de pesquisa, para estimular a restauração de 15 milhões de hectares de áreas degradadas no bioma até 2050. O trabalho envolveu mais de 20 autores, de dez instituições diferentes.




Em 2011, o Pacto se comprometeu com o Desafio de Bonn (Bonn Challenge) com a meta de restaurar 1 milhão de hectares na Mata Atlântica até 2020. Os resultados do estudo mostram que é possível bater essa meta.

“Os números trazem a esperança de que metas de restauração ambiciosas possam ser atingidas, trazendo benefícios para a população e ajudando o Brasil a cumprir seus compromissos internacionais”, diz Renato Crouzeilles, líder do estudo e pesquisador do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS).

O Brasil se comprometeu com a recuperação de 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030 no seu Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa e no Desafio de Bonn.

A restauração de paisagens e florestas é uma atividade crucial para recuperar áreas degradadas do País, protegendo a biodiversidade, nascentes, rios, solo e ampla promoção dos serviços ecossistêmicos. Além disso, a restauração pode mover uma economia da floresta nativa baseada em produtos não-madeireiros, plantação de árvores nativas para madeira, coleta de frutas, castanhas, sementes e extração de princípios ativos para fármacos e essências.

“O estudo vem demonstrar a importância de iniciativas multissetoriais para o ganho de escala e abertura de oportunidades socioeconômicas na cadeia produtiva da Restauração florestal”, diz Severino Ribeiro, que foi o coordenador do Pacto para a Restauração da Mata Atlântica durante o desenvolvimento do estudo.

Ludmila Pugliese, atual coordenadora do Pacto ressalta: “É vital o engajamento da sociedade na ampliação da escala da restauração, já que essa atividade deve ser vista como um meio de transformação da sociedade. Dessa forma é importante cada vez mais ressaltar seu aspecto inclusivo e agregador. Estamos comunicando a resposta positiva de toda sociedade frente a uma dos maiores desafios do século.”

Fatores da restauração

Usando o mapeamento de satélite do projeto MapBiomas, o trabalho estima que estavam em processo de recuperação entre 673 e 740 mil hectares de florestas nativas nos anos de 2011 e 2015 na Mata Atlântica. Se essa tendência se mantiver até 2020, o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica superará seu compromisso de restauração, atingindo a recuperação de cerca de 1,4 milhão hectares de florestas nativas na Mata Atlântica.

Olhando os números mais de perto, o estudo estima que cerca de 300 mil hectares de florestas foram recuperados por intervenções ativas de um dos mais de 350 membros do Pacto. O restante pode ter sido restaurado por outros atores ou ser resultado de regeneração natural, no entanto, não é possível distinguir a contribuição de cada técnica de restauração.

Segundo os autores, a Mata Atlântica registrou resultados positivos na recuperação florestal graças a três fatores: o desenvolvimento de uma estratégia de governança, comunicação e articulação em 14 dos 17 estados; o estabelecimento de um sistema de monitoramento da restauração; e a promoção de visão e estratégia para influenciar políticas públicas e ações de restauração em diferentes esferas.

Avanços sob risco

Apesar das boas notícias com os ganhos da restauração na Mata Atlântica relatadas pelo Pacto, os avanços estão em risco em função das mudanças na politicas ambientais, incluindo estruturas de governança coletiva sem amplo debate e as propostas de alterações para enfraquecer o Código Florestal.

A política socioambiental do Brasil a décadas é referência internacional conferindo um valor adicional para a produção agrícola brasileira e puxando grandes discussões à cerca da mudança climática, pagamento por serviços ambientais, combate ao desmatamento e consequentemente da restauração florestal. Harmonizar a força produtiva vinda do campo e a proteção de matas e vegetações naturais tem sido um diferencial para o Brasil que precisa ser conservado e aprofundado.

Acompanhe os números da restauração por estado (em hectares):




Fonte: Página 22









RS e SC preparam plano de ação territorial para espécies criticamente ameaçadas de extinção



Analistas ambientais da Sema e da Fepam participaram de oficina para elaboração do Plano de Ação Territorial para Espécies Ameaçadas

Analistas ambientais e pesquisadores do Departamento de Biodiversidade da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) participaram da primeira oficina para elaboração do Plano de Ação Territorial para Espécies Ameaçadas de Extinção do Planalto Sul do Projeto Pró-Espécies. O evento aconteceu entre os dias 11 e 14/6 no campus de Lages da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

A oficina contribuiu para o planejamento de ações para a conservação de espécies ameaçadas de extinção nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que ficará sob a coordenação da Sema e do Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC) e terá duração de cinco anos.

A metodologia implementada para a elaboração do plano de ação Planalto Sul é uma inovação do Projeto Pró-Espécies, com foco na fauna e flora, considerando o habitat das espécies em uma abordagem territorial, sem limitar os esforços dos estados. O projeto Pró-Espécies estabeleceu 12 territórios de proteção de espécies consideradas Criticamente em Perigo que não contam com uma estratégia de conservação.

A maioria das espécies pertencem à flora (17), tendo como exemplos a Codonorchis canisioi, Eryngium ramboanum e Petunia reitzii e a fauna que está representada por cinco espécies ameaçadas: Aegla brevipalma, Cycloramphus valae, Phyllocaulis renschi, Pulsatrix perspicillata pulsatrix e Trichomyclerus tropeiro.

Ao todo são 22 espécies ameaçadas de extinção. A maioria está registrada no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (2018), do ICMBio e no Livro Vermelho da Flora do Brasil (2013) do JBRJ. Sete espécies estão categorizadas como espécies criticamente ameaçadas apenas nas Listas Estaduais de Espécies Ameaçadas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Conforme Leonardo Urruth, coordenador executivo do PAN Planalto Sul e analista ambiental da Sema “as espécies do PAN Planalto Sul possuem características em comum o fato de estarem criticamente ameaçadas de extinção, de existir pouca informação científica sobre a maioria delas e de ocorrerem em ambientes muito específicos ou com distribuição muito restrita no território. Portanto, são espécies que dependem fortemente da proteção dos ecossistemas onde ocorrem para sua conservação”.

Elaboração do PAN Planalto Sul

Durante a oficina, os participantes elaboraram o objetivo geral do plano para os próximos cinco anos: “Conservação da Biodiversidade do Território Planalto Sul, considerando aspectos biológicos, sociais, culturais e econômicos, com ênfase nas espécies focais”. Definiram ainda os seis objetivos específicos relacionados às principais ameaças identificadas.

Para cada objetivo foi construído um conjunto de ações que devem ser implementadas nos próximos cinco anos, cada uma com seu respectivo articulador, colaboradores, prazos, produtos, assim como outras informações importantes para o planejamento e acompanhamento do plano.

Ao final da oficina foi constituído o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do plano de ação, que conta com representantes dos diferentes setores participantes da oficina que acompanharão o plano durante o seu ciclo de implementação.

“A aproximação entre pesquisadores, gestores de áreas protegidas, instituições públicas, representações de produtores e ONGs, promovida pelo PAN Planalto Sul como um ato de grande importância para aumentarmos a eficácia e a efetividade na conservação e uso sustentável da biodiversidade” constatou Eridiane Lopes da Silva, analista ambiental do ICMBio e responsável pela Pesquisa e Monitoramento nos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral no Rio Grande do Sul.

Após a elaboração do Plano de Ação Territorial do Planalto Sul será criado o sumário executivo como meio de divulgação e por último a publicação do plano oficial pelos estados responsáveis pela coordenação e implementação no território. Dentro das potencialidades do plano procura-se reduzir o risco de extinção das espécies que não se encontram em planos de ação ou em Unidades de Conservação (UCs) através das ações estabelecidas na oficina.

Também participaram da oficina, representantes de órgãos ambientais municipais, pesquisadores acadêmicos, ONG´s, polícia militar ambiental, representantes do setor produtivo, sociedade civil organizada, Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e WWF-Brasil.


Fonte: SEMA RS











Cel DICKSON GRAEL homenageado pela COMISSÃO DESPOSTIVA MILITAR DO BRASIL










VOCÊ SABIA QUE... 

O Coronel do Exército Dickson Melges Grael, ex-presidente da Comissão de Desportos das Forças Armadas, que redigiu o Decreto que regulamentou o Desporto Militar Brasileiro, também é patriarca de uma das famílias mais vitoriosas do esporte brasileiro? 

O Iatismo no Brasil, esporte popularmente conhecido como vela, teve enorme incentivo da família Grael. A esposa do Coronel Dickson, Ingrid Grael, também era velejadora, e seus irmãos Axel e Erik Schmidt foram os primeiros brasileiros campeões mundiais de vela, em 1961. 

Hoje, ao se falar neste esporte, imediatamente se remete aos irmãos e medalhistas olímpicos, Torben e Lars Grael, filhos do Cel Dickson e à Martine Grael, filha de Torben, que foi integrante do Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa e conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Até hoje, a vela deu ao Brasil 18 medalhas olímpicas, sendo 8 delas conquistadas pela família Grael.

Nascido na cidade de Dois Córregos-SP, em 1922, o Cel Dickson sempre foi um grande incentivador do esporte. Pioneiro do paraquedismo militar no Brasil, formou-se na Airborne School nos Estados Unidos, em 1946 e foi instrutor de vários cursos de paraquedismo militar e civil, trazendo este esporte para dentro dos quartéis brasileiros. Também, vale destacar que o Coronel Dickson, junto com o Coronel Paulo Altemburg Brasil, compôs “Irmãos do Condor”, uma das canções mais conhecidas do paraquedismo militar no Brasil, com o tradicional brado: “Quatro pronto, três pronto, dois pronto, um pronto, à porta... já!”.

Realizou o curso de instrutor na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), em 1949, e foi atleta das Forças Armadas nas modalidades de corrida de fundo, vôlei, basquete e tênis.
Nos anos de 1975 e 1976, Dickson Grael foi presidente da Comissão de Desportos das Forças Armadas, ocasião em que realizou uma reestruturação do órgão, que passou a se chamar Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB). Redigiu, ainda, o Decreto que regulamentou o Desporto Militar Brasileiro e, nos anos de 1976 e 1977, foi vice-presidente do Conselho Internacional de Esporte Militar (CISM), com sede em Bruxelas, na Bélgica.

Em 2017, o Ministério da Defesa prestou uma justa e merecida homenagem ao Cel Dickson Grael, concedendo-lhe, Post-Mortem, a Medalha do Mérito Desportivo Militar, como reconhecimento a este ícone da história do esporte brasileiro que deixou um legado de conquistas extremamente relevante para o País.

Fonte: Comissão Desportiva Militar do Brasil



-----------------------------------------------


LEIA TAMBÉM:

"AVENTURA, CORRUPÇÃO E TERRORISMO: À SOMBRA DA IMPUNIDADE": o legado democrático e patriótico de Dickson Grael  
Lars Grael visita o Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa
Família Grael

INGRID SCHMIDT GRAEL: concursos de Miss e os Jogos da Primavera, na década de 1950  

terça-feira, 25 de junho de 2019

SporTV mostra série “Gerações da Vela”, com histórias de um dos esportes mais vitoriosos do Brasil



Erik Schmidt, o decano da família, durante as gravações. Foto Divulgação


Série de documentários é dividida em quatro capítulos e conta com participação de diversas gerações da vitoriosa família Grael, que fez história na modalidade

Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

No próximo dia 28 de junho, às 22h30, o SporTV3 começa a exibir a série de documentários "Gerações da Vela". Serão quatro episódios de 25 minutos relatando quatro histórias vitoriosas da vela brasileira: A Primeira Geração, Torben Grael, Lars Grael e A Nova Geração.

As reportagens, dirigidas por Marcos Guttmann e produzidas por Silvia Fraiha serão exibidas sempre às sextas-feiras, às 22h30. A primeira traz a história de Axel e Erick Schmidt, irmãos gêmeos que foram pioneiros na vela brasileira.


"Gerações da Vela" conta com quatro episódios passando por várias épocas da vela brasileira — Foto: Divulgação


Torben Grael, o mais completo velejador brasileiro de todos os tempos, com mais de 30 títulos brasileiros em diversas classes, seis títulos mundiais, cinco medalhas olímpicas (sendo duas de ouro), estrela o segundo episódio, previsto para o dia 5 de julho, às 22h30, no SporTV3.

O terceiro traz o drama de Lars Grael, que se acidentou em uma regata em 1998 e acabou perdendo uma perna. Apesar disso, voltou a velejar com a ajuda do irmão e conquistou mais oito títulos em sua vitoriosa carreira. O episódio vai ao ar no dia 12 de julho, às 21h30.


Lars Grael é a estrela do terceiro episódio da série — Foto: Divulgação


Por fim, no dia 19 de julho, às 22h30, "A Nova Geração" traz como protagonistas os mais jovens membros da família a escrever páginas nas Olimpíadas, com destaque para Martine Grael, campeã em 2016 ao lado de Kahena Kunze e eleita melhor velejadora do mundo em 2014.

Foram entrevistados ao todo, para o "Gerações da Vela", 28 personagens durante um ano de gravação. Entre as competições que serviram de cenários para algumas das mais belas imagens, estão o Campeonato Leste Brasileiro, em Cabo Frio-RJ, o Mundial de Vela, em Aarhus (Dinamarca), o Europeu da Classe Star, realizado na Alemanha, o Sul-Americano da Classe 49er, em Florianópolis, além do Sul-Americano de Star (ICRJ/Rio de Janeiro) e a Regata Preben Schmidt (Rio Yatch Club/RJ), todos realizados em 2018.

Fonte: SporTV










Supermercados trocam sacolas descartáveis por reutilizáveis nesta quarta-feira; entenda a novidade



Até dezembro, os estabelecimentos irão distribuir gratuitamente aos clientes duas sacolinhas recicláveis a cada compra Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo


Medida visa reduzir o impacto ambiental das sacolinhas

Saulo Pereira Guimarães

RIO - Os supermercados do estado do Rio serão obrigados a substituir as sacolas descartáveis por versões reutilizáveis a partir da próxima quarta-feira. Fruto da lei 8006/2018, do deputado Carlos Minc (PSB), a medida visa a reduzir o impacto no meio ambientedesse tipo item, que polui mares e aumenta as emissões de carbono, entre outros problemas.

- De acordo com dados dos próprios supermercados, cerca de 4 bilhões de sacolas plásticas são distribuídas por ano no estado do Rio. O meio ambiente não suporta esse volume e isso resulta em inundações, alagamentos, danos a fauna marinha e outras situações - afirmou o parlamentar.

De acordo com dados dos próprios supermercados, cerca de 4 bilhões de sacolas plásticas são distribuídas por ano no estado do Rio.

Até dezembro, os estabelecimentos irão distribuir gratuitamente aos clientes duas sacolinhas recicláveis a cada compra. Quem quiser mais terá de pagar R$ 0,08 por cada unidade. A partir de janeiro do ano que vem, todas as sacolas serão cobradas. A ideia ecologicamente correta foi bem-recebida pelos cariocas, que aguardam com expectativa a novidade:

- Vai ser uma boa oportunidade para mudar. Não me incomodo de pagar por algo que vou poder usar depois - afirmou Maria Salete Nascimento, de 62 anos, dona de casa e moradora do Humaitá.

Conheça os detalhes da nova regra:

O que diz a nova lei?

A lei 8006/2018, de autoria do deputado estadual Carlos Minc (PSB), proíbe a distribuição de sacolas descartáveis feitas de polietilenos, propilenos e outros materiais plásticos no estado do Rio e determina a adoção de sacolas recicláveis, que tenham na composição 51% de materiais de fontes renováveis.

Já o projeto de lei 69/2019, do mesmo parlamentar, deve ser sancionado pelo governador Wilson Witzel nos próximos 15 dias e define multas para quem descumprir a nova regra e metas para a redução do uso de sacolinhas.

Quem terá de cumprir?

Todos os tipos de estabelecimentos comerciais estão submetidos à regra, que tinha prazo de 1 ano a partir da entrada em vigor para começar a valer de fato. A partir da próxima quarta-feira, os supermercados não poderão mais distribuir sacolas descartáveis. Em dezembro, será a vez de farmácias, padarias e outros estabelecimentos de menor porte, com até 10 funcionários.

Como serão as sacolas?

De acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), serão oferecidas sacolas com capacidade para 4, 7 e 10 quilos nas cores verde e cinza. A ideia é que os consumidores usem as verdes para o descarte de lixo reciclável, que poderá ser feito nos próprios supermercados, e as cinzas para restos de comida e outros materiais não-recicláveis.

Como novidade funcionará?

De junho até dezembro de 2019, os supermercados se comprometeram a fornecer gratuitamente 2 sacolas reutilizáveis aos consumidores a cada compra realizada. Quem quiser mais embalagens além dessas terá desembolsar R$ 0,08 por cada uma. Depois desse período, todas as sacolas reutilizáveis serão cobradas.

Qual é a expectativa?

Números levantados pela Asserj e confirmados por outras entidades apontam que o estado do Rio consome cerca de 4 bilhões de sacolas por ano. A expectativa é que essa quantidade caia consideravelmente. Durante as discussões sobre o projeto, os supermercados firmaram o compromisso de reduzir em 40% o número de sacolas consumidas no estado já no primeiro ano de transição do modelo descartável para o reutilizável.

E quem não cumprir?

O Instituto Estadual do Ambiente ficará responsável por punir os estabelecimentos que descumprirem as regras estabelecidas pelo projeto. Os valores das multas irão variar de R$ 342 a R$ 34200, de acordo com reincidência e outros fatores. O Procon estadual irá monitorar se as lojas cobrarão pelas sacolas apenas o preço de custo, como determina o texto.

Como é em outros locais?

A inspiração da nova regra fluminense é uma lei aprovada na cidade de São Paulo há quatro anos. Lá, as sacolinhas plásticas estão proibidas desde abril de 2015 e cada consumidor desembolsa entre R$ 0,08 e R$ 0,13 por versões reutilizáveis feitas de bioplástico e com capacidade para suportar 10 quilos. Um ano após a entrada em vigor da regra, a Associação Paulista de Supermercados verificou uma queda de 70% no número de sacolas utilizadas pelos consumidores.

Fonte: O Globo










segunda-feira, 24 de junho de 2019

Ritmo de liberação de agrotóxicos em 2019 é o maior já registrado



Brasil já liberou 169 agrotóxicos em 2019 — Foto: Divulgação


Aprovações vêm crescendo desde 2016, mas frequência aumentou neste ano, com 169 produtos liberados até meados de maio. Ativistas manifestam preocupação e governo diz que maioria dos produtos aprovados já são usados no país.

Por Luísa Melo, G1*

Nunca foi tão rápido registar um agrotóxico no Brasil: o ritmo de liberação atual é o maior já documentado pelo Ministério da Agricultura, que divulga números desde 2005. A quantidade de pesticidas registrados vem aumentando significativamente nos últimos 4 anos. Mas, em 2019, o salto é ainda mais significativo – até 14 maio, foram aprovados 169 produtos, número que supera o total de 2015, marco da recente disparada.

Ativistas do meio ambiente e da saúde manifestam preocupação, dizendo que mais veneno está sendo "empurrado" à revelia para a população.

Por outro lado, governo e indústria argumentam que o número de registros aumentou porque o sistema ficou mais eficiente, sem perder o rigor de avaliação, que a quantidade de substâncias novas aprovadas é mínima e que os químicos são seguros se forem usados corretamente.

"São produtos 'genéricos', cujas moléculas principais já estão à venda, que vão trazer diminuição de preço, para que os produtores possam ter viabilidade nos seus plantios", disse ao G1 a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no fim de abril.

"Não se tem nenhuma insegurança na liberação desses produtos, que estavam lá numa fila enorme e que eram represados por problemas ideológicos", completou a ministra, na abertura de uma feira em Uberaba, Minas Gerais.

Brasil usa 500 mil toneladas de agrotóxicos por ano, mas quantidade pode ser reduzida, dizem especialistas

No último dia 21, foi anunciada a liberação de mais 31 agrotóxicos, totalizando 169. Na conta não entram 28 registros publicados no "Diário Oficial da União" em janeiro, mas que tinham sido concedidos no fim de 2018.

Mesmo assim, a quantidade aprovada neste ano, até 14 de maio, é 14% superior à do mesmo período no ano passado. E é maior do que a registrada em todo o ano de 2015, quando o crescimento começou a disparar. Ativistas estão preocupados.

"A população já deixou bem claro que não quer agrotóxicos e isso está sendo empurrado goela abaixo. Neste governo, o agrotóxico tem espaço garantido. É uma escolha política que gera mudanças nas instituições", diz Marina Lacôrte, especialista em agricultura e alimentação do Greenpeace.


Quantidade de agrotóxicos liberados no Brasil desde 2005 — Foto: Diana Yukari/Arte G1


Pouca novidade, alta toxicidade

Dos 169 agrotóxicos registrados neste ano, nenhum é inédito. Mais da metade (52%) são cópias de princípios ativos aprovados anteriormente.

Outros 15% são produtos finais e 28% são seus "genéricos". A minoria (5%) são produtos biológicos, à base de organismos vivos, como fungos e bactérias – alguns deles podem ser usados até em orgânicos.

Desse total, no entanto, 48% são classificados como alta ou extremamente tóxicos, conforme levantamento do Greenpeace.

Ainda segundo o Greenpeace, 25% dos produtos aprovados pelo governo neste ano não são permitidos na União Europeia. "O que a gente está vendo é que o Brasil acabou virando um depósito de agrotóxicos que são proibidos lá fora", diz Marina Lacôrte.

Renato Alencar Porto, diretor da Anvisa, rebate a afirmação. "É verdade que tem produtos que estão proibidos em outros lugares do mundo e que não estão aqui? É verdade. Mas existem critérios que não têm nada a ver com risco toxicológico. Qual é a dificuldade de você proibir um agrotóxico em um país onde você não usa ele, por exemplo? Nenhuma."

De todos os aprovados no ano, 8 são moléculas ou misturas de glifosato, herbicida associado a um tipo de câncer em processos milionários nos Estados Unidos e alvo de polêmica também no Brasil.

Entenda o que é o glifosato, o agrotóxico mais vendido do mundo


A última molécula inédita registrada no país foi o sulfoxaflor, em 2018. Mas ainda não foram permitidos produtos formulados à base dessa substância – o G1 apurou que já há pedidos em andamento, mas eles aguardam sinal verde do Ibama. O sulfoxaflor é relacionado à redução de enxames de abelhas em estudos no exterior.

Por que o registro está mais rápido?

A maior velocidade na liberação de pesticidas nos últimos 3 anos, segundo o Ministério da Agricultura, se deve a "medidas desburocratizantes" adotadas nos órgãos que avaliam os produtos, em especial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerada o principal gargalo.

Como é feito:

É preciso o aval de 3 órgãos:

  • Anvisa, que avalia os riscos à saúde;
  • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que analisa os perigos ambientais;
  • Ministério da Agricultura, que vê se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos.

Tipos de registros de agrotóxicos:

  • Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos.
  • Produto técnico equivalente: "cópias" de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo;
  • Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor;
  • Produto formulado equivalente: produto final "genérico".

Para acelerar as avaliações, a Anvisa deslocou servidores de outras áreas para o setor de agrotóxicos e passou a setorizar os pedidos, o que, segundo a própria agência, trouxe mais eficiência. O diretor Renato Porto, no entanto, afirma que os critérios de avaliação continuam os mesmos desde 1999 e que a segurança sanitária está "absolutamente garantida".

Recentemente, o Ministério da Agricultura passou usar uma ferramenta de trabalho remoto pela qual os funcionários são dispensados de bater ponto, mas têm que cumprir metas 20% maiores.

Mas a principal mudança ocorreu nos últimos anos: o reforço de 4 químicos originalmente lotados na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), justamente para fazer a análise de equivalência das cópias de substâncias.

Mais do mesmo?

O predomínio desses agrotóxicos "genéricos" entre os que foram registrados nos últimos anos não aumenta o risco toxicológico, dizem governo e indústria.

"Estamos falando de produtos que nós já avaliamos a molécula e estamos colocando mais dele no mercado. Numa comparação com medicamentos, seriam os genéricos e similares", diz Porto, da Anvisa."Claro que não é tão igual assim, porque pode haver algumas misturas (...) Muda a fórmula final, não muda o ingrediente ativo."

Mas profissionais da saúde e ativistas do meio ambiente entendem que mesmo as misturas de substâncias já usadas, na prática, podem ser consideradas novos produtos porque reagem de forma diferente.

Para Leticia Lotufo, professora de farmacologia da Universidade de São Paulo (USP), é preciso avaliar caso a caso. "A toxicidade da mistura não necessariamente pode ser prevista pela dos componentes individuais", afirma.

Além disso, segundo ela, a formulação muda o comportamento do princípio ativo no ambiente. "O composto pode se tornar mais recalcitrante [permanece por mais tempo no meio ambiente], por exemplo", explica Leticia. A Anvisa afirma que as análises respeitam um teto de toxicidade.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que junto com o Greenpeace e outras instituições forma o coletivo Chega de Agrotóxicos, faz um outro alerta. Segundo a médica da entidade, Ada Aguiar, as pesquisas no país só avaliam os efeitos de cada veneno isolado na saúde humana, mas o que acontece na vida real é o contato simultâneo com vários produtos.

"Desconheço no Brasil estudos que avaliam a exposição múltipla, e estamos consumindo produtos que vêm banhados em uma calda tóxica", afirma.

De acordo com Ada, um estudo feito pela Universidade do Ceará entre 2007 e 2011 com mais de 500 trabalhadores rurais comprovou que 97% deles estavam expostos a de 4 a 30 agrotóxicos. "Isso é muito preocupante porque estamos tendo um 'boom' de doenças crônicas", pondera.

Ambientalistas x Embrapa e indústria

Entidades em defesa do meio ambiente temem ainda que a liberação de produtos, mesmo que de substâncias previamente autorizadas, resulte em um uso mais intenso pelos agricultores, já que os preços tendem a cair, como citou a ministra Tereza Cristina.

O Brasil consumiu em 2017 (dados mais recentes) 539,9 mil toneladas de agrotóxicos, à base de 329 princípios ativos, de acordo com o Ibama.

Isso representou US$ 8,8 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões no câmbio atual), segundo a associação das fabricantes, a Andef.

"O produtor não vai usar mais porque está mais barato. Os insumos, entre eles os agrotóxicos, estão entre os maiores custos para o produtor, todo mundo quer é reduzir o uso", afirma Marcelo Morandi, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente.

"O que vai acontecer, eventualmente, é a substituição de produtos. A competição é salutar, tem que existir, mas agrega valor até um determinado ponto. Em produtos que já têm grande disposição no mercado, 4 novas marcas não vão alterar muito a competição de preços", diz Mario Von Zuben, diretor executivo da Andef.

'Pacote do veneno'

Apesar de comemorar a celeridade nas liberações, a indústria reclama que as reproduções de produtos já permitidos estão sendo priorizadas em detrimento de novos, que podem ser menos tóxicos que os antigos.

A lista de agrotóxicos aguardando liberação no Brasil tem hoje cerca de 1.000 pedidos. Entre eles, 33 são moléculas inéditas.

"Isso [o aumento da velocidade] é louvável, existia um represamento de registros que ficaram parados por muito tempo e foi dada vazão pelas administrações atuais. Mas o ponto que nos incomoda com essas aprovações de genéricos é o fato de que as novas moléculas estão ficando para trás", diz Von Zuben, da Andef.

Segundo a Anvisa, 97% das petições para produtos formulados equivalentes (genéricos de misturas já aprovadas) são atendidas sem nenhuma exigência técnica. "A indústria não erra para pedir esse produto, porque ele é simplesmente uma cópia", diz Renato Porto, diretor da agência.

Desenvolver um princípio ativo inédito para agrotóxico leva de 10 a 11 anos e custa em torno de US$ 286 milhões, segundo a Andef.

Liberar o uso dessas substâncias novas demora de 6 a 8 anos no Brasil, tempo que a indústria e representantes do agronegócio querem reduzir para 2, com garantia legal. Essa é uma das demandas do projeto de lei 6.299/02, que ficou conhecido como "pacote do veneno".

A ministra Tereza Cristina, então deputada pelo DEM-MS, foi a presidente da comissão especial que aprovou o projeto na Câmara dos Deputados, antes de ele seguir para a votação no plenário da casa, que ainda não tem data definida.

Para o Greenpeace, a aceleração do ritmo de aprovações é, de certa forma, uma maneira colocar o PL em prática sem mudar a lei.

"O que a gente vê é exatamente o pacote do veneno que saiu da pauta legislativa e está sendo colocado em prática pelo novo governo. A estratégia é a mesma: colocar mais veneno no dia a dia das pessoas. A diferença é que antes havia uma discussão, agora está sendo empurrado à revelia mesmo", diz Marina Lacôrte.

De 2002 a 2019, a Anvisa barrou o registro de 15% dos princípios ativos novos enviados para análise e de 11% dos produtos finais inéditos.

Periodicamente, o órgão revisa a segurança de substâncias que já estão no mercado. Desde 2006, 16 foram reavaliadas, das quais 12 foram proibidas e 4 mantidas, sendo 3 com restrições.

Apesar de a ministra Tereza Cristina ter citado problemas ideológicos que atrasaram a liberação de agrotóxicos no passado, Renato Porto, da Anvisa, nega pressão por parte do governo para acelerar os trabalhos.

"Nunca tive nenhuma pressão para tratar de nenhum agrotóxico. O que eu vi é: a Anvisa precisa ser mais eficiente, e é verdade", afirma. "Parece que ninguém nunca cobrou essa eficiência do agrotóxico e agora está sendo cobrado também. Existe uma percepção pública hoje de que o agrotóxico precisa estar à disposição do agricultor, só que ele precisa ser controlado."

"A gente não está surpresa. Nem Bolsonaro nem Tereza Cristina estão lá à toa, eles tiveram forte apoio da bancada ruralista", diz Marina Lacôrte, do Greenpeace.

* Colaborou G1 Triângulo Mineiro.

Fonte: G1









Aplicativo da prefeitura de Niterói facilitará abertura de novos negócios



SIGEO NITERÓI: matéria dá destaque ao portal da geoinformação e à política de cidade inteligente de Niterói

A Prefeitura de Niterói desenvolveu o geoportal SIGEO NITERÓI - Sistema de Gestão da Geoinformação, que oferece uma grande quantidade de dados georreferenciados gratuitos para o uso da população.

Em 2017, o SIGEO NITERÓI foi escolhido o melhor sistema de geoinformação do país em evento especializado realizado em São Paulo.

Para saber mais sobre o SIGEO NITERÓI, acesse as postagens abaixo:

Vídeo apresenta o SIGEO NITERÓI como um CASO DE SUCESSO na gestão da geoinformação
VOCÊ JÁ SABE O QUE É O SIGEO NITERÓI?
SIGEO NITERÓI: Prefeitura lançou plataforma de informações georreferenciadas

A matéria de O Globo Niterói também se refere a viagem que fizemos recentemente a Seul, na Coreia, e a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na qual tivemos a agenda da tecnologia e das cidades inteligentes (Smart Cities) como foco principal.

Para saber mais sobre as viagens, acesse:

SMART DUBAI: Visita ao emirado para agenda sobre políticas para Cidades Inteligentes
COREIA DO SUL 2: Registro fotográfico da visita realizada em maio de 2019
COREIA DO SUL: Reflexões sobre uma história bem-sucedida de desenvolvimento econômico

Aplicativo "Novos Negócios"

O aplicativo será lançado nos próximos dias e terá como finalidade facilitar a tomada de decisão dos investidores interessados em abrir novos empreendimentos na cidade. O "Novos Negócios" cruza informações de vários bancos de dados, indicando, por exemplo, onde já se localizam determinadas atividades comerciais, qual o perfil dos consumidores no entorno, facilidade de acesso e a legislação ambiental e urbana aplicável a um determinado local.

O sistema está em fase de finalização e o seu lançamento será anunciado nos próximos dias.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




---------------------------------------------------



Aplicativo da prefeitura de Niterói facilitará abertura de novos negócios


Ideias: Axel Grael discursa em Seul, na Coreia do Sul, em evento sobre smart cities que reuniu representantes de mais de 300 cidades da América Latina Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói


Plataforma prevista para ser lançada em julho vai orientar empreendedor com dados sobre mercado e perfil do consumidor

Giovanni Mourão

NITERÓI — A prefeitura vai lançar um aplicativo que promete facilitar a vida de empreendedores . Trata-se do Novos Negócios, uma plataforma on-line que fornecerá informações estratégicas para a realização de negócios e abertura de empresas na cidade. O lançamento do app, adianta o secretário municipal de Planejamento, Axel Grael , está previsto para o mês que vem.

Com o Novos Negócios , o empreendedor terá acesso a dados que contribuirão para a escolha da região em que pretende investir e que facilitarão na tomada de decisões, de acordo com o perfil da população e comercial e a atividade econômica.

— Quem quiser abrir um comércio em determinado bairro saberá, por exemplo, quantas empresas já existem naquele local, a renda média daquela população e a densidade demográfica — diz Axel.

Além de poder ser acessada pelas plataformas iOS e Android, a ferramenta estará disponível no portal do Sistema de Gestão de Geoinformação ( Sigeo ) pelo link bit.ly/2WKUsuI. No ar desde maio de 2018, o Sigeo é uma ferramenta baseada num mapa interativo contendo diversos dados geográficos do município. No sistema, que ainda está em fase de aperfeiçoamento, são cruzados dados de diferentes secretarias, o que ajuda na elaboração e na integração de políticas públicas por meio de informações georreferenciadas.


Matéria do O Globo Niterói, sábado, 22/06/2019, sobre o SIGEO NITERÓI e o novo aplicativo "Novos Negócios".


Hoje, no Sigeo, estão disponíveis os dados do Censo 2010, assim como as condições de balneabilidade das praias, a infraestrutura cicloviária, a localização de órgãos da prefeitura e outros.

Mas, segundo Axel — que passou a segunda quinzena de maio em Seul (Coreia do Sul) e Dubai (Emirados Árabes), capitais consideradas smart cities e que utilizam a mesma tecnologia do Sigeo, a Solução de Informações Geográficas (ArcGIS) —, o sistema daqui ainda será aprimorado, inclusive a partir de recursos tecnológicos “lá encontrados e que podem impactar a nossa realidade”.

— Em Seul , há um sistema que reúne todas as plataformas tecnológicas daquela cidade. É como se fosse a junção do Sigeo, Cisp (Centro Integrado de Segurança Pública), CCO (Centro de Controle Operacional), Defesa Civil e muito mais. Lá, constam desde dados simples, como o vagão mais vazio a se embarcar no trem, até outros mais complexos, como o impacto que um eventual desastre climático terá na arrecadação. Já em Dubai, existe um sistema chamado Smart Dubai, que tem como prioridade atrair empresas oferecendo facilidades e inovações muito mais atrativas do que as de outros países. Aos poucos, podemos construir nossas plataformas a partir desses exemplos — conclui o secretário.

Em 2018, competindo com mais de 500 municípios brasileiros, Niterói foi considerada a décima cidade mais inteligente do país pela plataforma Connected Smart Cities. Foram avaliados indicadores em áreas como urbanismo, meio ambiente, tecnologia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, economia e governança. Em 2017, antes da implantação do Sigeo, a cidade estava em 18º lugar.
Maratona de tecnologia

Para Pedro Coura, gerente da empresa que fornece o Sigeo para Niterói, a cidade tem capacidade, a médio prazo, de oferecer serviços tecnológicos similares aos encontrados em grandes smart cities do mundo:

— Ao longo dos anos, a prefeitura e suas secretarias podem incorporar projetos e ideias à plataforma, fornecendo, com celeridade, mais eficiência à gestão e mais transparência ao cidadão.

Para estimular a criação de soluções tecnológicas inovadoras que otimizem serviços prestados pela gestão pública, a prefeitura promoverá a HackNit 2019. A maratona de tecnologia, cujo tema é Cidade Inteligente, reunirá programadores, empreendedores e demais interessados no assunto em duas etapas: 17 e 18 de agosto e 28 de setembro. Quem apresentar as melhores ideias ganhará prêmios entre R$ 5 mil e R$ 25 mil. As inscrições, gratuitas, ficam abertas até 15 de julho. Outras informações em hacknit.com.br.


Fonte: O Globo Niterói



-----------------------------------------------


Outras postagens:

SIGEO NITERÓI: matéria dá destaque ao portal da geoinformação e à política de cidade inteligente de Niterói    
SIGEO NITERÓI: Prefeitura lançou plataforma de informações georreferenciadas   
SIGEO NITERÓI: Está no ar o Sistema de Gestão da Geoinformação da Prefeitura de Niterói
SiGEO é escolhido o melhor projeto de gestão de geoinformação do Brasil
Empresa líder mundial em tecnologia de geoinformação divulga a experiência de Niterói como exemplo
TECNOLOGIA - NITERÓI CIDADE INTELIGENTE: Plataforma digital promete deixar Niterói mais inteligente
LANÇAMENTO DO SIGEO NITERÓI - Plataforma de Geoinformação da Prefeitura de Niterói
SIGEO NITERÓI: Experiência de gestão da geoinformação de Niterói repercute em evento técnico internacional nos EUA
Empresa líder mundial em tecnologia de geoinformação divulga a experiência de Niterói como exemplo
SEGURANÇA: acordo integra dados das forças que atuam em Niterói
TECNOLOGIA - NITERÓI CIDADE INTELIGENTE: Plataforma digital promete deixar Niterói mais inteligente





domingo, 23 de junho de 2019

SIGEO NITERÓI: matéria dá destaque ao portal da geoinformação e à política de cidade inteligente de Niterói



Matéria do O Globo Niterói, sábado, 22/06/2019, sobre o SIGEO NITERÓI e o novo aplicativo "Novos Negócios".

A Prefeitura de Niterói desenvolveu o geoportal SIGEO NITERÓI - Sistema de Gestão da Geoinformação, que oferece uma grande quantidade de dados georreferenciados gratuitos para o uso da população.

Em 2017, o SIGEO NITERÓI foi escolhido o melhor sistema de geoinformação do país em evento especializado realizado em São Paulo.

Para saber mais sobre o SIGEO NITERÓI, acesse as postagens abaixo:

Vídeo apresenta o SIGEO NITERÓI como um CASO DE SUCESSO na gestão da geoinformação
VOCÊ JÁ SABE O QUE É O SIGEO NITERÓI?
SIGEO NITERÓI: Prefeitura lançou plataforma de informações georreferenciadas

A matéria de O Globo Niterói também se refere a viagem que fizemos recentemente a Seul, na Coreia, e a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na qual tivemos a agenda da tecnologia e das cidades inteligentes (Smart Cities) como foco principal.

Para saber mais sobre as viagens, acesse:

SMART DUBAI: Visita ao emirado para agenda sobre políticas para Cidades Inteligentes
COREIA DO SUL 2: Registro fotográfico da visita realizada em maio de 2019
COREIA DO SUL: Reflexões sobre uma história bem-sucedida de desenvolvimento econômico

Aplicativo "Novos Negócios"

O aplicativo será lançado nos próximos dias e terá como finalidade facilitar a tomada de decisão dos investidores interessados em abrir novos empreendimentos na cidade. O "Novos Negócios" cruza informações de vários bancos de dados, indicando, por exemplo, onde já se localizam determinadas atividades comerciais, qual o perfil dos consumidores no entorno, facilidade de acesso e a legislação ambiental e urbana aplicável a um determinado local.

O sistema está em fase de finalização e o seu lançamento será anunciado nos próximos dias.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



--------------------------------------


LEIA A ÍNTEGRA DA MATÉRIA EM:

Aplicativo da prefeitura de Niterói facilitará abertura de novos negócios








PRO-SUSTENTÁVEL: O Globo Niterói dá destaque ao projeto de Renaturalização do Rio Jacaré



Matéria publicada em O Globo Niterói, página 04, 23 de junho de 2019.


O suplemento O Globo Niterói deste domingo, 23 de junho, publicou matéria sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Prefeitura de Niterói para a renaturalização do Rio Jacaré, na Região Oceânica da cidade.

Trata-se de uma iniciativa pioneira no país de restauração de um rio urbano. O Rio Jacaré é a principal bacia hidrográfica que contribui com a Lagoa de Piratininga, também objeto de estudos da Prefeitura para fins de despoluição.

O projeto integra o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF. O PRO-Sustentável é coordenado pela Unidade de Gestão de Projetos (UGP/PRO-Sustentável), vinculado à SEPLAG. O PRO-Sustentável começou a ser negociado em 2014 pelo Escritório de Gestão de Projetos - EGP-NIT (então vinculado à Vice Prefeitura e hoje também vinculado à SEPLAG), quando eu ainda exercia o cargo. A execução dos projetos tiveram início efetivo a partir de 2017.

A matéria de O Globo Niterói noticia o lançamento do edital para a contratação de empresa especializada para a elaboração do Projeto Executivo da Renaturalização do Rio Jacaré, que acontecerá na próxima semana.

O projeto executivo indicará as intervenções de recuperação do ecossistema do rio, da sua Área de Preservação Permanente (APP), as melhorias de saneamento das comunidades do entorno e a implantação de soluções de drenagem sustentável para a Estrada Frei Orlando, com a implantação de jardins filtrantes.

A concepção do projeto para o Rio Jacaré vem sendo acompanhado por um grupo de pesquisadores da UFF que elaborou o diagnóstico da bacia, indicando os principais desafios a serem superados para a renaturalização do rio. Também foi realizado um workshop internacional, com a participação de especialistas dos EUA (Margareth Palmer e Solange Filoso, da Universidade de Maryland), Pedro Teiga, de Portugal, e Fernando Magdaleno, membro do Centro Ibérico de Restauração Fluvial, além da equipe da UFF.

O início das obras para a restauração do Rio Jacaré estão previstas para o início de 2020.

Vamos em frente!

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Coordenador Geral do PRO-Sustentável
Prefeitura de Niterói.



--------------------------------------------------


LEIA TAMBÉM:

PRO-SUSTENTÁVEL: Prefeitura de Niterói lança edital para planejar a renaturalização do Rio Jacaré

Mais sobre a renaturalização do Rio Jacaré

PRO-SUSTENTÁVEL - RIO JACARÉ: Seminário define diretrizes básicas para a renaturalização do Rio Jacaré
PRO-SUSTENTÁVEL - RIO JACARÉ: Consultores internacionais conhecem os estudos de professores da UFF sobre a renaturalização do Rio Jacaré
PRO-SUSTENTÁVEL - RIO JACARÉ: Seminário em Niterói apresenta experiências de restauração de rios dos Estados Unidos e Portugal
PRO-SUSTENTÁVEL - RIO JACARÉ - Seminário internacional discute em Niterói o projeto de renaturalização da Bacia do Rio Jacaré
PRO-SUSTENTÁVEL - RENATURALIZAÇÃO DO RIO JACARÉ: Prefeitura de Niterói e UFF promovem seminário técnico sobre a iniciativa pioneira no país

Mais sobre o PRO-SUSTENTÁVEL

PRO-SUSTENTÁVEL: Prefeitura reúne lideranças comunitárias para debater Parque Orla de Piratininga
PARQUES EM NITERÓI: Parque Orla de Piratininga vai ter licitação lançada até fim do ano
NITERÓI MAIS VERDE - PARNIT ganhou reconhecimento e destaque em revista especializada dos EUA
PRO-SUSTENTÁVEL: Região Oceânica terá investimentos em infraestrutura e sustentabilidade
SISTEMA LAGUNAR PIRATININGA-ITAIPU: Revitalização das lagoas de Niterói será liderada pelo município
PRO-SUSTENTÁVEL: medidas para salvar a Lagoa de Piratininga

Recuperação de Rios

Visitando projetos de restauração de rios em Maryland, EUA
A restauração de ecossistemas nos EUA gera um impacto econômico de 25 bilhões de dólares/ano
Restauração Ecológica pode gerar retornos econômicos de US$ 23 bilhões nos próximos 50 anos na América Latina
PARQUES EM MARYLAND: Infraestrutura para áreas brejosas e instrumentos de conservação
Visitando projetos de restauração de rios em Maryland, EUA
"Barômetro da Baía" e o monitoramento da Baía de Chesapeake: inspiração para a despoluição da Baía de Guanabara
Trump quer retirar verbas de despoluição da Baía de Chesapeake, modelo do programa da Baía de Guanabara
DESPOLUIÇÃO DAS BAÍAS DE GUANABARA E CHESAPEAKE: uma comparação das experiências, reflexões e algumas lições
The economic benefits of cleaning up the Chesapeake
The history of Chesapeake Bay Cleanup efforts"Barômetro da Baía" e o monitoramento da Baía de Chesapeake: inspiração para a despoluição da Baía de Guanabara
RESTAURAÇÃO FLORESTAL: Dados do BIOTA embasam norma para restauração ambiental em São Paulo





Projeto vai mapear cachoeiras e parques com grande potencial turístico em dez cidades da Baixada



Cachoeira dos Monjolos em Santo Aleixo Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo


A segurança é um dos temas centrais nos debates entre os idealizadores, que acreditam que o turismo pode promover transformações nesses espaços

Rafael Galdo

RIO — A trilha, no meio da Mata Atlântica, é caminho para poços de água cristalina e pequenas cachoeiras. Exibe espécies de árvores como camboatás e sapucaias, além de ser o lar de micos-leões-dourados, tucanos e saíras. Tamanha biodiversidade fica em Duque de Caxias, no Parque Municipal Taquara. E é uma das atrações mapeadas pelo projeto Baixada Verde, que pretende quebrar estigmas, como a violência, associados à região, revelando belezas ainda pouco exploradas para o turismo.

Nos dez municípios envolvidos no projeto, já foram identificadas mais de 150 áreas de grande potencial, que têm natureza preservada, apesar da imensa malha urbana, às vezes desordenada, do entorno. A ideia de dar à Baixada Fluminense o título de paraíso verde surgiu em 2017, numa reunião do Fórum Estadual de Secretários de Turismo (Fest-RJ). Desde então, a iniciativa ganhou a adesão do estado, de empresários e também de universidades.

— Temos lugares incríveis, muitos com mata nativa, mas que sempre foram deixados meio de lado. Os próprios moradores não conhecem ou não cuidam. Nosso intuito é resgatar esse pertencimento, gerar alternativas de renda e transformar a imagem negativa da Baixada — diz Mirian Rodrigues, vice-presidente do Fest-RJ, destacando que é um trabalho de médio a longo prazo.

Apoio nas redes sociais

No começo deste mês, o governador Wilson Witzel publicou no Instagram uma foto do Parque Taquara, e deu visibilidade ao projeto. Só nesse recanto, perto de Santa Cruz da Serra, são 43 hectares de floresta. A Secretaria municipal de Meio Ambiente de Duque de Caxias, diz Celso do Alba, titular da pasta, enfrenta desafios, como conscientizar os visitantes a não deixarem lixo onde se divertem. Mas aposta no atrativo como opção de lazer e contemplação.

Na semana passada, a estudante Evelin Vitória, moradora do bairro Parque Paulista, levou o primo e amigos de São Paulo para conhecerem o Poço da Baleia, o de mais fácil acesso na área de conservação. Um dos jovens, Jaconias Santos, nunca tinha se banhado numa cachoeira:

— Não imaginava que houvesse um lugar tão bonito pertinho da cidade.

Paraíso do qual Valdeque Cândido Rocha é o guardião há dez anos. Nascido na Bahia e filho de mateiro, ele foi trabalhar no parque após se aposentar, aos 65 anos, e diz ter se reencontrado ali. Entrou para a faculdade de biologia, formou-se e, atualmente, aos 72 anos, alia os conhecimentos que herdou do pai aos ensinamentos da academia.

— Esse lugar é como se fosse minha casa. Num dos pontos mais altos, fica o Poço da Serpente. A queda d’água forma um escorrega. Desço nela até hoje. É show demais. Volto a ser criança — conta Valdeque, que conhece e explora cada palmo do parque, apesar de alguns trechos de trilha serem de dificuldade moderada.

O inventário dessas atrações está sendo realizado numa parceria do projeto com o curso de turismo do campus Nova Iguaçu da Universidade Federal Rural Fluminense (UFRRJ). A lista inclui áreas para esportes de aventura, como o Pico da Coragem, em Japeri. Há lugares de interesse geológico, como a Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu. E mirantes, a exemplo do Morro do Pau Branco, em São João de Meriti.

Em Magé, as cachoeiras são estrelas da companhia, já disputadas, sobretudo, no verão. A Véu de Noiva, com seus 110 metros de queda, é presença certa na lista das mais bonitas do estado. Mas a de Monjolos, no distrito de Santo Aleixo, rivaliza em beleza.

Tinguá, objeto de desejo

A partir da área urbana, são cerca de dois quilômetros de estrada dentro da mata e mais 15 minutos de trilha. Ao se abrir uma clareira no verde, surge uma queda d’água de 45 metros, um poço de água transparente e pedras para se sentar, relaxar e apreciar a natureza.

Nova Iguaçu guarda outro tesouro da Baixada: a Reserva Biológica Federal do Tinguá, com seus 26 mil hectares. Ela é fechada para turismo ao público em geral. Sítios ao redor é que abrem suas portas à visitação. Mas há quem defenda que a reserva vire um parque nacional, com menos restrições do que as atuais.

— Só 5% do parque seriam voltados ao turismo, o restante ficaria para a pesquisa e conservação. Com o parque fechado, temos jovens da região que nunca sequer entraram na floresta — diz o ambientalista Hélio Vanderlei, da ONG Onda Verde, que desenvolve projetos socioambientais em Tinguá e acredita no potencial do Baixada Verde. — Mas não pode ser apenas um título. Tem que ser uma alternativa de desenvolvimento da região.

A segurança é um dos temas centrais nos debates entre os idealizadores do projeto, que acreditam que o turismo pode promover transformações nesses espaços. Em 2012, seis jovens foram mortos por traficantes a caminho de uma cachoeira no Parque do Gericinó, em Mesquita.

Na etapa atual do projeto, além de a Secretaria estadual de Turismo ter desenvolvido uma plano estratégico do Baixada Verde, os municípios se organizam para aplicar recursos do Ministério do Turismo.


Fonte: O Globo









sábado, 22 de junho de 2019

Bicicleta é coisa de mulher: entenda como a emancipação feminina foi construída sobre duas rodas



A bicicleta deu liberdade as mulheres para se movimentarem pelo espaço público longe do controle dos homens. Para as sufragistas, ela possibilitou a atuação política em novos espaços Foto: Reprodução


Em fins do século XIX, veículo deu liberdade de movimento às mulheres, ajudando-as a conquistar o espaço público e ampliar o alcance do movimento sufragista

Bia Rohen*

A sufragista americana Susan B. Anthony costumava dizer que “andar de bicicleta fez mais pela emancipação da mulher do que qualquer outra coisa no mundo”. Não há registro de que ela tenha pedalado e, quando a bicicleta se tornou popular nos Estados Unidos, Susan já tinha mais de 60 anos, o que na época era impedimento para muita coisa, mas não para constatar que a movimentação social e cultural causada pelo veículo teve impacto na liberdade das mulheres. Inventada em 1817, a bicicleta se tornou um meio de transporte para as mulheres no fim do século XIX, contribuindo apra a expansão do movimento sufragista.

A publicitária Beatriz Beraldo, doutoranda em Comunicação pela PUC-RJ e professora do IBMR Centro Universitário, estuda a bicicleta como motor da emancipação feminina. Ela acredita que a publicidade em torno do veículo impactou a dinâmica familiar e fez barulho na sociedade:

— As marcas perceberam que as mulheres eram um público interessante e começaram a fazer anúncios com elas na bicicleta. Talvez as mulheres tenham pedalado primeiro nas ilustrações. A dinâmica de estar na publicidade e depois no mundo real é interessante para perceber como o consumo, de alguma forma, deu fôlego ao movimento por mais mulheres no espaço público sem supervisão masculina. Até então, se uma mulher era colocada em um trem, sabia-se onde ela iria chegar, o mesmo numa carruagem com um cocheiro. Esse controle é perdido com a bicicleta — esclarece a pesquisadora.

As primeiras bicicletas não eram feitas para as mulheres, o que não foi impedimento para que elas pedalassem. No entanto, foram necessárias adaptações no vestuário. A barra reta, que até hoje é colocada em alguns modelos de bicicleta, dificultava o uso de vestido. Surge, então, o modelo de calças chamado bloomers, que remete a uma peça do vestuário oriental, comum no Império Otomano.

As bicicletas específicas para mulheres surgiram algum tempo depois. Chamadas de ladies' safety, eram projetadas com a barra mais baixa, própria para pedalar com vestido e bloomers por baixo. A simplicidade de sua estrutura não oferecia vantagem, já que o modelo era produzido com material mais pesado para ajudar no equilíbrio. Para Beatriz, o modelo feminino tinha a intenção de frear a liberdade das mulheres. Em vão: elas continuaram a andar de bicicleta.

— Ao contrário do que defendia a engenharia do produto, alguns autores sugerem que "o material pesado para facilitar o equilíbrio" era uma tentativa de restringir o uso do veículo pelas mulheres. Como se a mulher pudesse pedalar, mas não para muito longe ou não o dia inteiro. O peso da bicicleta a deixaria cansada e ela não poderia se dedicar ao lar. Há artigos defendendo que o guidão da bicicleta feminina era mais alto do que o dos homens para que a mulher não ficasse muito empinada — destaca a professora.


Fonte: O Globo








REVISTA BICICLETA: Na Bélgica, dá pra andar de bicicleta pelas árvores





A província de Limburg tem um atrativo para ciclistas bem diferente e interessante: uma ciclovia em Hechtel-Eksel, Bélgica, que passa por copas de árvores e chega a ter uma altura de 10 metros. A ciclovia serpenteia as árvores da reserva natural de Pijven, Bosland.

“É fantástico percorrer a ligeira subida até às copas das árvores”, diz Jan Van Praet, da Tourism Flanders. “Andar de bicicleta pelas árvores, andar de bicicleta pela água… isso vai colocar Limburg e Flanders ainda mais no mapa internacional quando se trata de ciclismo”, conclui.

Há três anos, a província também abriu uma ciclovia pela água em Bokrijk, um complexo de parques e museus belga. Cerca de 600.000 pessoas já pedalaram ou caminharam até lá. Jan Dalemans, prefeito de Hechtel-Eksel, espera que o ciclismo através das árvores tenha o mesmo efeito em Bosland. “Eu pessoalmente acho este caminho ainda mais bonito do que ciclismo pela água, então eu acho que atrairá ainda mais turistas. E isso também é bom para Bosland.”

E os planos para ciclovias assim não param por aí. Há ideias para uma ciclovia subterrânea, através das pedreiras de Marl, na cidade de Riemst. E em Maasmechelen, a construção de uma grande ponte de bicicleta começará em breve.

Assista ao vídeo de 360 ​​° da ciclovia pelas árvores AQUI


Fonte: Revista Bicicleta









REVISTA BICICLETA: Estudo explica paixão de homens de meia idade pelo ciclismo





Uma pesquisa da Universidade East London, com estudo publicado no Journal Qualitative Research in Sport, Exercise and Health, examinou mais a fundo o que leva homens de meia idade a pedalar, e mostrou que a causa tem mais a ver com saúde física e mental do que com crise de meia idade. Ao entrevistar um grupo de ciclistas homens entre 35 e 50 anos que pedalavam rotineiramente por estradas afastadas do centro, os pesquisadores concluíram que atividades físicas realizadas em ambientes naturais causam efeitos psicológicos muito mais positivos do que seus equivalentes realizados em ambientes internos. 

Para o estudo, os pesquisadores fizeram análises psicológicas profundas em 11 indivíduos classificados como ciclistas recreacionais sérios, que pedalam há pelo menos 2 anos com mais de uma hora semanal de pedal “na natureza”.


© Getty Images

Segundo os pesquisadores, os ciclistas puderam ser divididos em três grupos principais: domínio e prazeres descomplicados (desafios com subidas duras e percursos longos), meu lugar de fuga e rejuvenescimento (os que pedalam para recarregar as energias observando as belas paisagens) e, por último, sozinho mas conectado (os que pedalam em grupo onde não existe pressão para conversar, mas com possibilidades de contato social frequentes).

Para os pesquisadores, a pesquisa refuta a ideia que muitos têm de ciclistas de meia idade, geralmente associados a homens que tentam de todas as formas negar a passagem do tempo.









Municípios do RJ apostam na criação de áreas de proteção e campanhas de reflorestamento




Em Niterói, programa de reflorestamento vai contemplar as ilhas e praias da Região Oceânica - Divulgação


Objetivo, é claro, é a conservação de matas e florestas, e também da fauna fluminense.

Por O Dia

Rio - Em tempos de discussões para a flexibilização das leis ambientais, cidades do Estado do Rio apostam no desenvolvimento de ações concretas para a preservação de seus ecossistemas. Entre as iniciativas, a criação de novas áreas de proteção e campanhas de reflorestamento. O objetivo, é claro, é a conservação de matas e florestas, e também da fauna fluminense.

Volta Redonda, por exemplo, acaba de criar o Refúgio da Vida Silvestre Vale dos Puris. A unidade, que fica numa área de 4 mil hectares, abrange os bairros Santa Cruz e Parque do Ingá, estendendo-se até a divisa com o distrito de Amparo, em Barra Mansa. A iniciativa visa à preservação do bioma de Mata Atlântica. Outra novidade recém-anunciada é o plantio de 50 mil mudas de árvores nas vias da cidade até o fim de 2020.

Macaé, por sua vez, também recentemente apresentou os primeiros dados e diagnósticos que darão base ao Plano Municipal de Mata Atlântica (PMMA), que visa a auxiliar na definição de estratégias para a preservação permanente de áreas verdes, além de estabelecer regras para a expansão imobiliária do município.

O próximo passo do PMMA será o levantamento da fauna e flora, além da identificação de áreas de ocupação de solo. "Vamos mapear as áreas remanescentes de vegetação e programar ações de preservação para enfrentar as mudanças climáticas que ocorrem em nossa região", destaca o secretário de Ambiente e de Desenvolvimento Econômico, Gerson Martins.

Com 22,5 milhões de metros quadrados de áreas protegidas, Niterói promete aumentar ainda mais o perímetro verde da cidade. Nos próximos seis meses, manguezais e áreas de restinga e de florestas vão ter vegetação nativa da Mata Atlântica recomposta. Trata-se de um ambicioso projeto de reflorestamento que vai refazer 203,1 hectares com sementes de árvores nativas.

Já Petrópolis tem investido na criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que garante benefícios fiscais para os proprietários, como a isenção de imposto sobre a terra. Não à toa, recentemente foram criadas as RPPNs Caminho Real e São Miguel. Elas ficam no entorno da Reserva Biológica de Araras e vão garantir mais 24,2 hectares preservados no município. A única reserva municipal particular ficava no Moinho Preto e foi criada há mais de dez anos.

Em Angra dos Reis, uma das iniciativas foi a criação do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica, em 2017. Popularmente conhecida como Parque da Cidade, a área tem mais de 1.110 hectares e atualmente aguarda a elaboração de um plano de manejo, que está em desenvolvimento. O objetivo é que o espaço verde seja sustentável e possa receber atividades de ecoturismo. Além dele, a cidade também possui unidades de conservação em diversos bairros.

"As criações das unidades de conservação têm o viés do desenvolvimento sustentável, com atividades de baixo impacto para a prática de ecoturismo. Assim, é possível melhorar a qualidade ambiental e ainda gera emprego e renda para o município", destaca Mário Reis, presidente do Instituto Municipal do Ambiente de Angra dos Reis (Imaar).


Fonte: O Dia










“QUE DIFERENÇA FAZEM AS ÁRVORES NA CIDADE?! TODA!”





Descobrir como melhorar o “uso das árvores nas cidades” para fazer face ao triplo desafio “energia, clima e biodiversidade”, utilizando o conhecimento das universidades, é a proposta da nova aliança europeia Cities for Trees. A iniciativa foi anunciada na passada quarta-feira, em Oeiras, e é um apelo à acção local conjunta de municípios, academia e sociedade civil, mas cujo impacto se espera que seja global.

O início oficial da European Alliance Cities for Trees (na expressão original) está agendado para Setembro, mas o evento de apresentação serviu como uma “antecipação” daquilo que são as intenções deste projecto, que recebe o apoio do programa europeu LIFE. “[O projecto] Vai consistir em como fazer a melhor utilização possível das árvores nas cidades e trabalhar pelo clima, biodiversidade e qualidade do espaço público, trazendo a ciência para a solução deste desafio”, explica Marcos Nogueira, responsável em Bruxelas pelo gabinete europeu da IrRADIARE - Science for Evolution, entidade portuguesa que dinamiza a iniciativa. “É uma forma de ter uma rede activa, com objectivos autónomos, actividade e financiamento próprio, que apoie e suporte a universalização dos resultados (...) Temos esta crise tripla – biodiversidade, energia, clima –, esse é um desafio global, mas as soluções são locais. É uma questão universal que diz respeito a todos. Nessa óptica, queremos que as árvores nas cidades sejam o nexo entre esse desafio global e a acção local”, acrescenta.

O conhecimento científico vai ser, para já, assegurado pelo parceiro académico nacional do projecto: o Instituto Superior de Gestão (ISG). “É a forma de as universidades mostrarem como podem intervir mais no espaço público e na concretização de objectivos ambiciosos, e intervir em concreto. Isto dá também uma missão às universidades para além da de formar estudantes. Abre-lhes a resposta aos desafios locais e à necessidade de trazer para dentro da universidade problemas que nascem do concreto, do dia-a-dia, no terreno, nas cidades”, disse.

Contando com o apoio do município de Oeiras, que recebeu a sessão de apresentação da aliança, Marcos Nogueira garante que há já várias cidades interessadas em fazer parte. Ainda sem adesão formal de Viena, na Áustria, a iniciativa conta, pelo menos, com o apoio da responsável pelo projecto Smart City Wien, Ina Homeier, que esteve presente no evento, dando a conhecer o exemplo desta cidade. “[Esta aliança] Faz muito sentido, especialmente agora que estamos a olhar muito para as árvores e a temos de saber como trazê-las para a cidade. Em Viena, estamos a fazer simulações sobre como e onde as árvores devem ser plantadas”, referiu.

Mas o objectivo desta aliança não é o de se ficar apenas por parceiros institucionais, sejam cidades, sejam universidades. “Num tema que é tão próximo das pessoas”, os cidadãos são também bem-vindos, afirma Marcos Nogueira. “Qualquer cidadão pode fazer parte e esse é que é o encanto. Grupos de cidadãos, grupos informais, grupos de estudantes podem aqui ter um espaço de intervenção, com a informalidade que está tão presente numa gestão mais inteligente do espaço urbano”.

Segundo a irRADIARE – Science for Evolution, sendo este um projecto debaixo da chancela do programa LIFE, a European Alliance Cities for Trees vai dispor de um orçamento “de cerca de três milhões de euros”, dividido pelos diversos parceiros. “É um orçamento exigente, já que não é muito vasto. Dá para fazer pilotos, mas vai ter de dar, essencialmente, para induzir, inspirar, mobilizar outros financiamentos e outros parceiros, entidades e mais gente. É uma alavanca e para isso é totalmente suficiente”, explica o responsável.

E “que diferença fazem as árvores nas cidades?! Toda”, exclama Marcos Nogueira. Contribuir para uma melhor qualidade do ar, reduzir o ruído e a temperatura, atenuando os efeitos de ilha de calor e disponibilizando sombreamento, preservar a biodiversidade e tornar o espaço público mais agradável são alguns dos benefícios que as árvores podem trazer ao ambiente urbano. Sendo um importante elemento na mitigação das alterações climáticas, muitas cidades estão, neste momento, a reforçar os espaços verdes existentes. É o caso de Paris, que anunciou recentemente a criação de quatro “florestas urbanas” em zonas centrais da capital francesa.


Fonte: Smart Cities