domingo, 22 de setembro de 2019

ENCONTRO DE GESTORES: SEPLAG apresentou resultados da gestão do prefeito Rodrigo Neves









Na sexta-feira, 20 de setembro, a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG organizou o 13° Encontro de Gestores da Prefeitura de Niterói. O evento foi liderado pelo prefeito Rodrigo Neves e reuniu os secretários, subsecretários e dirigentes da administração indireta do município.

Na pauta, avaliar o cumprimento das metas estabelecidas pelo prefeito para cada órgão da Prefeitura e garantir a devida articulação entre as diversas pastas no desenvolvimento dos projetos e no atendimento das demandas da população. Estamos no mês de setembro e, conforme apuramos, já temos mais de 65% do cumprimento das metas para 2019.

Na abertura do encontro, a pedido do prefeito, apresentei avaliações da execução orçamentária e o planejamento para o Orçamento para 2020.

No momento em que vemos o país passando por uma dura realidade de crise econômica e elevado índice de desemprego, os dados que apresentamos mostram uma Prefeitura de Niterói aumentando a cada ano a sua capacidade de investimento e já é uma das cidades brasileiras que mais investe em infraestrutura. Outra prioridade de Niterói é a gestão, o aprimoramento dos serviços e o atendimento das necessidades da população.

Veja, a seguir, alguns dados que apresentei na reunião e que mostram esta realidade:

GESTÃO

Orçamento crescente, mesmo em situação de crise, com outras cidades, estado do RJ e o país em crise financeira.

Nos primeiros anos da gestão do prefeito Rodrigo Neves, com o país e o Estado do Rio de Janeiro em crise política e econômica, conseguimos manter o orçamento municipal em crescimento, enquanto outras cidades, o estado e o país encolhiam os seus recursos. Isso ocorreu graças às medidas de gestão e austeridade com os gastos públicos e a bem-sucedida estratégia de captação de recursos para investimento, como as captações que permitiram a construção da TransOceânica (PAC da Mobilidade), o Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS (financiado pelo BID) e o Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável (financiado pela CAF).
A partir de 2017, contamos com um maior aporte de recursos provenientes dos Royalties do Petróleo. Mesmo antes dos recursos do petróleo, Niterói já despontava como uma das cidades com a maior carteira de investimentos no país e já vínhamos colecionando ótimos resultados na gestão, como demonstram as diversas boas avaliações em rankings nacionais e prêmios conquistados pela Prefeitura.


EDUCAÇÃO:


A gestão do prefeito Rodrigo Neves foi a que mais construiu escolas e foi reconhecida como a que mais investe em educação no país. Desde 2013, mais 23 escolas já foram entregues e o planejamento do governo inclui a entrega de novas escolas e a climatização de todas as unidades até o final da gestão, em 2020.


SAÚDE:



Além dos investimentos em obras como a entrega do novo Hospital Getulinho e a reforma do Mário Monteiro e outras unidades de saúde, cabe destaque a expansão do atendimento básico, levando o Médico de Família a todo o público-alvo do programa.

Até o fim da gestão, serão entregues mais obras e serviços serão aprimorados, como, por exemplo, a implantação do Programa Remédio em Casa, que deverá ser implantado ainda em 2019.

Os investimentos em Saúde têm sido reconhecidos. Nos últimos dias, a instituição Urban Systems divulgou o novo ranking "Connected Smart Cities", com cerca de 70 indicadores que avaliam serviços e uso de tecnologias inteligentes nas cidades. Niterói aparece em primeiro lugar no estado e 12° lugar no Brasil como Cidade Inteligente. Mas, um dos critérios é analisar a performance da cidade na área de Saúde, e nesse quesito, Niterói aparece em 6° lugar no país.

SEGURANÇA:




Apesar de Segurança Pública ser uma ação prioritariamente das esferas estaduais e federal, o prefeito Rodrigo Neves teve a atitude corajosa de trazer para o município o protagonismo necessário para controlar o grave problema da violência e da criminalidade que assola a Região Metropolitana do Rio e o país.

O gráfico acima mostra o quanto a cidade está dando atenção ao tema, com um crescimento de recursos orçamentários destinados à segurança com um aumento médio anual das despesas de 2014 a 2020 de 41,1%. O incremento da verba para 2020 será de 50,7%.

Esses recursos são aplicados na Guarda Municipal, no programa Niterói Presente, no pagamento do PROEIS e RAS, no Centro Integrado de Segurança Pública - CISP, nos projetos do Pacto Niterói Contra a Violência e na implantação de recursos tecnológicos como o Cercamento Eletrônico e outros.

Os resultados estão surgindo. Os índices de criminalidade em Niterói estão caindo sucessivamente e já estão dentre os melhores da Região Metropolitana e muito melhores do que cidades vizinhas, inclusive o Rio de Janeiro. Como exemplo, podemos citar a expansão do programa Niterói Presente para os bairros de São Francisco, Charitas e Jurujuba, que zerou alguns índices de criminalidade, como roubos de rua e de carros.


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O Encontro de Gestores reafirmou a confiança de todos com as perspectivas que temos pela frente, com uma carteira de projetos até 2020 que garantirão que a atual administração municipal conclua o seu trabalho como a mais exitosa gestão que a cidade já teve.

Vamos em frente!!!!

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG












sábado, 21 de setembro de 2019

Praia do Sossego é liberada para os banhistas



Foi construída uma escadaria de pedra para facilitar o acesso dos banhistas. Leonardo Simplício/ Prefeitura de Niterói


Acesso ao local ganhou uma escada em pedra, além de outras melhorias

A Praia do Sossego, na Região Oceânica de Niterói, será liberada para os banhistas neste sábado (21). O local passava por obras de infraestrutura há cerca de três meses, com a construção de uma escada de pedra com corrimão, para facilitar o acesso dos visitantes à praia.

A revitalização do acesso era uma demanda antiga dos frequentadores da Praia do Sossego. De acordo com a Prefeitura de Niterói, o projeto foi desenvolvido pensando no paisagismo rústico do local. Ações de reflorestamento também foram implantadas, resultando no plantio de 400 mudas de espécies nativas para a recomposição florística da paisagem. O acesso ao local ficou interditado para garantir a segurança dos frequentadores.

A área também vai ganhar um mirante, uma guarita para a Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal e um espaço com banheiro e chuveirão. O projeto também inclui canteiros rebaixados que captam, limpam e infiltram a água, como uma forma de drenagem.

Para a realização da obra, a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói teve que assinar um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) com o Ministério Público. A medida foi necessária porque a praia é uma área de conservação ambiental, que faz parte Parque Municipal de Niterói (Parnit) desde 2014.

As intervenções na Praia do Sossego são custeadas pelo Fundo Municipal de Meio Ambiente e as melhorias estão em conformidade com os demais investimentos que estão sendo realizados pelo Programa Região Oceânica Sustentável - Pro-sustentável, que está implantando a infraestrutura de visitação, gestão e proteção dos ecossistemas no Parnit.


Fonte: O Fluminense







Niterói é destaque na redução dos índices de criminalidade mais uma vez!







Índices divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que Niterói está no caminho certo na política de segurança pública. Nossa cidade obteve, por mais um mês seguido, os melhores resultados na redução de índices de criminalidade.

No roubo de rua, a redução foi de - 37,56%. A área do 77º Departamento de Polícia (Icaraí) conquistou maior redução: - 55,38%! Os índices de letalidade violenta também diminuíram de forma significativa: - 33,3%. 

Outro ponto que alcançamos o melhor resultado da Região Metropolitana foi na redução de roubo de veículos -36,31%. A área do 76º DP (Centro) obteve a maior redução - 55,32%. 

A Prefeitura vai continuar investindo na segurança pública, mesmo que essa área seja de responsabilidade do Governo do Estado. 

Continuaremos com o Niterói Presente, com o fortalecimento da Guarda Municipal e com o fortalecimento do Pacto Niterói Contra a Violência!

Fonte: Prefeitura de Niterói









sexta-feira, 20 de setembro de 2019

ARBORIZAÇÃO URBANA: especialistas se reúnem em Niterói







O Secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Axel Grael, participou hoje (19/09) do III Encontro Fluminense de Arborização Urbana, organizado pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), com apoio da Prefeitura de Niterói (Através da Secretaria de Meio Ambiente). 

Em conjunto à Secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o Secretário realizou uma apresentação sobre experiências de Niterói e as ações da Prefeitura para conservação de áreas verdes. 

Em seguida aconteceu um debate que foi acompanhado por Isabela Lobato (Fundação Parques e Jardins) e moderado por Flavio Talles (SBAU).

Fonte: SEPLAG





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LEIA TAMBÉM:

NITERÓI SEDIA ENCONTRO TÉCNICO SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA







Niterói vai criar programa de apoio à agroecologia






Objetivo é criar mecanismos de indução e fomento da produção rural gerando emprego e renda

A prefeitura de Niterói vai criar políticas públicas de apoio a agroecologia para incentivar e fomentar a produção rural urbana na cidade. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodrigo Neves durante reunião com representantes deste segmento nesta quinta-feira (15). O chefe do Executivo propôs a criação de um grupo de trabalho para que, no mês de setembro, o projeto seja lançado. Entre os benefícios estarão a criação de oportunidades para o escoamento interno da produção, abertura de linha de crédito para os agricultores, incentivo para comercialização e criação de um selo de qualidade e certificação.

Niterói tem hoje cerca de 68 produtores rurais diretos e 102 indiretos, trabalhando em sítios ou chácaras em corredores produtivos em localidades como: Muriqui, Pendotiba, Sapê, Rio do Ouro, Chibante, Vila Romana, Alto do Muriqui, Jacaré, Várzea das Moças e Engenho do Mato. Nesses locais, entre outras coisas, são produzidos queijo e leite de cabra, frutas e hortaliças, e cogumelos shiitake.

“Estamos criando o grupo de trabalho para o programa de apoio ao produtor urbano”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves. “Vamos regulamentar a agroecologia em Niterói de forma que o segmento fique garantido e tenha perenidade. A certificação é muito importante, mas até que se tenha o selo podemos criar outras iniciativas que possam dar suporte aos produtores”, reforçou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite, destacou que vai se reunir com os representantes dos produtores e das secretarias de Meio Ambiente, Educação e Assistência Social para traçar o planejamento para apoio aos produtores e regulamentação do selo.

“Niterói tem um bom mercado consumidor. Assim como fizemos com o selo cervejeiro, também vamos dar apoio aos produtores rurais da cidade. Vamos estudar a forma de legalização, certificação e também podemos intermediar financiamento com agências de fomento. É mais uma forma de movimentar a economia da cidade e promover emprego e renda”, disse o secretário.


Fonte: Folha de Niterói









Niterói Presente zera número de ocorrências em três bairros





Paulo Roberto Araújo

Em 15 dias de atuação, o programa Niterói Presente zerou o número de ocorrências, entre as quais roubos de rua e de carros, em São Francisco, Charitas e Jurujuba. O balanço da primeira quinzena do programa foi apresentado aos moradores, na noite de quarta-feira (18), pelo coordenador do programa, major David Costa e pelo secretário de Gestão Integrada de Niterói, coronel Gilson Chagas. Nos três bairros, trabalham cem homens, em regime de turnos (exceto na madrugada), com o emprego de 17 veículos, em sua maioria motocicletas. O diferencial é a abordagem de suspeitos

Segundo o coronel Chagas, o sucesso dos primeiros dias deve-se muito também ao empenho dos moradores dos bairros em colaborar com o novo modelo de policiamento comunitário, com a utilização do telefone 153 do CISP (Centro Integrado de Segurança Pública), onde ficam em plantão permanente agentes da PM, do Niterói Presente, Guarda Municipal e outros órgãos de segurança para pronto emprego em casos de emergência.

- Niterói possui agora um sistema de cerceamento eletrônico inteligente que monitora todas as vidas da cidade. Com a troca de informações entre as forças de segurança, dificilmente bandidos conseguirão fugir da cidade com carros roubados, por exemplo. Para isso, é fundamental que a população use o telefone 153 para informar sobre elementos suspeitos e delitos criminais. Os números de ocorrências estão despencando. Niterói está voltando a ser a Cidade Sorriso – afirmou o coronel, que já comandou o 12º BPM.

O major David Costa explicou na reunião, realizada na Associação Atlética Banco do Brasil, que o Niterói Presente faz um serviço complementar ao da PM. O efetivo é formado por policiais militares e civis que recentemente se afastaram do serviço ativo. Hoje, segundo ele, dois terços do efetivo policial que está nas ruas de Niterói são pagos pela Prefeitura Municipal.

- Os números de queda dos índices de criminalidade são impressionantes nas áreas do Niterói Presente, que chegou dia 29 de agosto em São Francisco, Charitas e Jurujuba. O nosso diferencial é a estratégia de abordagem de suspeitos. As ações são filmadas para segurança do abordado e do policial. O policiamento não é estático e a participação da comunidade, com informações, é fundamental, além dos investimentos em tecnologia que foram feitos pela prefeitura. Os moradores conhecem os bairros muito mais do que nós. É possível observar que diminuiu nos três bairros a circulação de motos sem equipamentos de segurança, placas e com a descarga aberta. A presença efetiva do policiamento e as abordagens afastam os elementos fora da lei – disse o oficial.

Vice-presidente do Conselho Comunitário de São Francisco, Marinice Machado lembrou a luta antiga da comunidade por mais segurança. Ela também elogiou o trabalho que o capitão Gaspar, do 12º BPM, vem fazendo na região, o que ajudou também a diminuir os índices de criminalidade:

- Chegamos a ter seis roubos por dia no bairro, que é formado basicamente por casas. Nós lutamos muito para preservar nossa qualidade de vida. Fomos às ruas, fizemos reuniões e colhemos duas mil assinaturas pedindo o Niterói Presente. Felizmente conseguimos e os resultados são muito bons – elogiou.

Presentes na reunião, representantes da Associação dos Síndicos de Charitas (USC) também elogiaram as ações e disseram que acabou o problema de assaltos nos pontos de ônibus e na orla do bairro. No entanto, pediram ao coronel Gilson Chagas mais atuação da fiscalização de posturas na praia para evitar a desordem promovida pelo comércio clandestino.

- Só temos a comemorar. Os moradores estão voltando a se sentirem tranquilos – comentou o capitão Gaspar.

O presidente da Associação de Moradores de Icaraí, Darly Bodstein, também participou da reunião. Ele foi dar seu testemunho sobre a atuação do Niterói Presente em Icaraí, que tem 140 mil moradores e onde as ocorrências policiais diminuíram:

- O governo do estado, infelizmente, não está conseguindo, sozinho, dar conta de atender a segurança pública. Niterói tomou para si esta responsabilidade com uma vantagem: os gestores dos programas de segurança moram na cidade e são clientes dos seus próprios serviços.

Antigamente, as autoridades não se falavam e sequer se conheciam. É importante que as ações sejam propagadas e que os policiais se sintam acolhidos pelos moradores. Um bom dia, um sorriso, um boa tarde fazem muito bem para os agentes do policiamento comunitário – sugeriu Bodstein, cuja associação doou bicicletas para o Icaraí Presente patrulhar a orla.

Fonte: GBNews









quinta-feira, 19 de setembro de 2019

SOLUÇÕES URBANAS PARA UMA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL NA ALEMANHA



Estive recentemente na Alemanha participando do Connective Cities Dialogue Event: Climate Proofing Urban Development, evento promovido pela organização Connective Cities e pelo governo alemão, através do Federal Ministry for Economic Cooperation and Development - BMZ. O evento teve o apoio do GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), também do governo alemão, além da Associação Alemã de Municípios (Deutscher Städtetag) e da instituição Engagement Global / Service Agency Communities in One World.

Representantes de 15 cidades, além de universidades e das organizações promotoras do evento, se reuniram em Dortmund para compartilhar boas práticas de políticas públicas para o clima e discutir formas de cooperação.

Apresento, a seguir, registros fotográficos obtidos durante a viagem, com comentários sobre soluções urbanas para o estímulo à bicicleta e para reduzir a velocidade e a presença do automóvel nas regiões mais centrais e residenciais.

CICLOVIAS


CICLOVIAS SEGREGADAS SÃO MAIS COMUNS AO LONGO DAS ESTRADAS, FORA DAS CIDADES : Nas imagens acima, uma ciclovia ao longo de uma estrada às margens do Rio Reno. Próximo a Koblenz. 

CICLOVIA COMPARTILHADA EM CALÇADA: situação muito comum nas áreas urbanas. Próximo à Estação Central de Trens (Hauptbahnhof) de Dortmund.

RUAS FECHADAS AO AUTOMÓVEL E COM PRIORIDADE PARA A BICICLETA. Exemplo da localidade de Könnigswinter. 


QUANTIDADE DE BICICLETAS NAS RUAS: Münster é considerada a cidade da bicicleta na Alemanha, com quase duas bicicletas por habitante. 

MÜNSTER: solução para facilitar a passagem de bicicletas por escadaria. 

MÜNSTER: Ciclovia e trilha de caminhada ao longo de rio no centro da cidade.

ZONA 30: GARANTIA DE BAIXA VELOCIDADE EM ÁREAS RESIDENCIAIS


SINALIZAÇÃO DE ZONA 30: em quase todas as ruas internas em áreas residenciais tem limite de velocidade de 30 km/h. Foto em Ahrtal.

TRAFFIC CALMING: canteiros arborizados, dispostos em lados alternados na via, obrigam o motorista a diminuir a velocidade, ao mesmo tempo que oferece um efeito paisagístico mais aprazível. Foto em Ahrtal.

TRAFFIC CALMING: o mesmo efeito de redução da velocidade pode ser obtido alternando o lado das vagas de estacionamentos. Foto em Ahrtal.

CENTROS URBANOS SEM CARROS


NEM SEMPRE OS CARROS SÃO PROIBIDOS: às vezes, o acesso é permitido para moradores, prestadores de serviços etc. Mas o tipo de pavimentação (rugosidade) e a paginação do piso, dá a clara percepção ao motorista que ele é o intruso. A via pertence ao pedestre. Foto em Koblenz.

RUAS PARA PEDESTRE E BICICLETA: paginação ordena o uso do espaço da rua. Centro de Bonn.

OBSERVAR O SISTEMA DE ÁGUAS PLUVIAIS: em primeiro plano, no piso, um hidrante, que são enterrados. Centro de Bonn.

RUA DE PEDESTRE. Centro de Bonn.

PAGINAÇÃO DA VIA DE PEDESTRE DESESTIMULA A VELOCIDADE, inclusive da bicicleta. Rua comercial em Ahrtal. 

PRAÇA EM AHRTAL. 

EM BONN, CIDADE NATAL DE BEETHOVEN


O COMPOSITOR PRESENTE.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói





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LEIA TAMBÉM:

MÜNSTER: Conhecendo a CIDADE DA BICICLETA NA ALEMANHA
ANOTAÇÕES DA VISITA A DORTMUND, ALEMANHA

Como as bicicletas tomaram as ruas das cidades holandesas





Testando uma bicicleta de carga elétrica na "Fair Friends" (feira de comércio justo), em Dortmund.


Estive recentemente na Alemanha participando do Connective Cities Dialogue Event: Climate Proofing Urban Development, evento promovido pela organização Connective Cities e pelo governo alemão, através do Federal Ministry for Economic Cooperation and Development - BMZ. O evento teve o apoio do GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), também do governo alemão, além da Associação Alemã de Municípios (Deutscher Städtetag) e da instituição Engagement Global / Service Agency Communities in One World.

Representantes de 15 cidades, além de universidades e das organizações promotoras do evento, se reuniram em Dortmund para compartilhar boas práticas de políticas públicas para o clima e discutir formas de cooperação.

Durante a viagem, visitei a cidade de Münster, considerada a capital da bicicleta na Alemanha e observei a experiência das cidades por onde passei na implantação de infraestrutura para o estímulo ao uso da bicicleta e para a amenização do tráfego nas ruas.

Mesmo na Alemanha, onde também já conheci exemplos notáveis como de cidades como Berlin, há sempre uma grande referência ao exemplo dos holandeses.


Como cidades holandesas se tornaram referência mundial do uso da Bicicleta?

Durante a viagem, aproveitei para ler o livro "Building the Cycling City: the Dutch blueprint for urban vitality", de Melissa Bruntlett e Chris Bruntlett, que me foi presenteado pela arquiteta e urbanista carioca, Isabela Ledo, que coordenou o programa Niterói de Bicicleta e que recentemente voltou a residir em Amsterdam.

O livro conta a trajetória de algumas cidades para se tornarem mais cicláveis e fazer da bicicleta uma opção viável, segura e atraente para o deslocamento regular da população.

Foi uma leitura interessante, principalmente por fazê-la experimentando in-loco, nas cidades que visitei, como a cultura da bicicleta se fortalece como um dos alicerces do modelo da cidade sustentável europeia.

Seguem alguns comentários e apontamentos da leitura do trabalho dos Bruntlett, acrescido de observações pessoais e de informações de outras fontes.

A cidade de Amsterdam, na Holanda, é reconhecida mundialmente como a cidade com a maior presença da bicicleta na mobilidade urbana. Para se ter uma ideia, atualmente 70% dos deslocamentos no Centro da Cidade (incluindo pedonal) são feitos por bike.

E Amsterdam não é o único bom exemplo. Os Bruntlett também citam outras cidades dos Países Baixos, especialmente Utrecht, Rotterdam, Eindhoven e Groningen.

E a reputação das cidades holandesas isso não aconteceu de uma hora para outra, mas é o resultado do debate em torno do modelo de cidade que se pretendia adotar para Amsterdam durante a sua reconstrução, após a cidade ser destruída durante a II Guerra Mundial.

As cidades antes da II Guerra Mundial

A bicicleta padrão atual foi inventada pelo inglês John Kemp Starley, em Coventry, Inglaterra, em 1888. O invento foi copiado pelos holandeses e a produção de unidades cresceu rapidamente, a ponto do modelo passar a ser chamado de "bicicletas holandesas".



A bicicleta e transporte coletivo (trilhos) já presentes no cotidiano das cidades antes da Guerra. Carros eram raros. Imagens da Internet.

Antes da Guerra, as cidades eram menores e as ruas eram espaços de encontro, uma vez que as habitações eram muito pequenas e as pessoas buscavam os espaços abertos e as ruas eram o principal local de convívio.

O cotidiano das pessoas não requeria grandes deslocamentos, que era feito a pé, de bicicleta e utilizando transportes coletivos. Amsterdam, por exemplo, tinha 10 carros/1000 habitantes.

As cidades, muitas delas com história de muitos séculos, tinham ruas estreitas, com a presença próxima de residências, comércios e serviços a disposição do público.


Ironicamente, tropas alemãs invadiram cidades holandesas utilizando bicicletas. Foto Internet


O país, que não se envolvia em conflitos de tal violência desde a invasão das tropas napoleônica em 1795, conviveu com cinco anos de ocupação alemã e o bombardeio que arrasou cidades, principalmente as áreas mais industrializadas, ou de importância estratégica, como as regiões portuárias e outras áreas importantes da infraestrutura do país. As principais cidades foram duramente destruídas.

A reconstrução da Europa no Pós-Guerra


A cidade de Rotterdam, destruída pela guerra. Na imagem, bairro já com os escombros retirados e preparando-se para a reconstrução. Imagem da Internet


Com o fim da guerra, o presidente dos EUA, Harry Truman, ofereceu o Programa de Recuperação Europeia, que ficou conhecido como Plano Marshall, e que disponibilizou US$ 15 bilhões para 16 países que aderiram ao programa. Importante considerar que a ajuda representava 5% do PIB americano.

O Plano foi assinado em abril de 1948 e teve um critério básico de alocação de recursos de acordo com a população de cada país. Mas, houve principalmente um critério geopolítico, de contexto de início da Guerra Fria, com os países mais industrializados recebendo um valor per capita maior (Grã Bretanha: recebeu cerca de 25% de todo o valor; França: recebeu cerca de 20% e a Alemanha Ocidental) e países como a Itália, que havia aderido ao Eixo, junto com os alemães, e a Suíça, que manteve-se neutra, receberam menos. A Holanda recebeu cerca de 1 bilhão de dólares, parte em empréstimo, mas a maior parte em doações.

Obviamente, a oferta substancial de dinheiro para a reconstrução dos países garantiu uma enorme influência americana no pós-guerra europeu e abriu um enorme mercado para as empresas americanas que prestaram serviços para a reconstrução da infraestrutura e das cidades.

O rodoviarismo avança sobre a Europa

Nos EUA, verificava-se há alguns anos uma tendência de redesenho das cidades, com o fortalecimento do conceito dos subúrbios residenciais e o distanciamento das residências dos locais de trabalho. Os centros metropolitanos foram se tornando mais locais de trabalho, de comércio e de outros serviços e cada vez menos residenciais.

Surgia o problema do espraiamento urbano ("urban sprawl") e para viabilizar o modelo, surgia a necessidade de se garantir a mobilidade da população. Diferente da Europa que já apostava no transporte coletivo, nos EUA a aposta foi no transporte individual, por automóvel. Para abrigar o crescimento exponencial do número de automóveis, estradas e vias urbanas tiveram que ser abertas ou redimensionadas.

Ganhou notoriedade na época o nome de Robert Moses, que liderou a reforma urbana de Nova York, abrindo 35 highways, 12 pontes e várias obras de infraestrutura. Curiosamente, um dos ícones do rodoviarismo da época também foi responsável pela implantação de um grande número de parques e consolidou o conceito dos parkways.

A Europa destruída e a forte a influência americana fizeram chegar as ideias dos urbanistas modernistas dos EUA, que venderam a ideia de uma cidade com mais luz, ar e espaço. As funções da cidade foram separadas e as áreas centrais das cidades passaram a ser dedicado à economia. Prédios monofuncionais foram construídos para bancos e outras atividades comerciais. Avenidas rasgaram o tecido urbano e estacionamentos foram construídos para sustentar o crescente número de carros.

Carros tomaram conta e a função publica das ruas foi deslocada para praças, parques ou outros lugares.

Assim como aconteceu nos EUA, o número de carros cresceu rapidamente. Na cidade antiga, do período antes da Guerra, as ruas eram estreitas e o conflito entre bicicletas carros, engarrafamentos a demanda por estacionamento ficou evidente.


Imagem de Amsterdam, com a sua rede de canais.

Passaram a surgir uma miríade de propostas para resolver o problema das ruas entupidas de carros. Em 1954, o comissário de polícia de Amsterdam, Hendrick Kaasjager, sugeriu aterrar vários canais para construir avenidas circulares e estacionamentos. O empresário Pieter Van Dijk chegou a secundar a proposta de Kaasjager, publicando em Het Vrije Volk ("O povo livre"): "Aterrem nove décimos dos canais o mais rápido possível". "Nossas crianças e netos não sentirão falta dos canais. É pode nos sempre deixar alguns" 

A população de Amsterdam rejeitou e ridicularizou a ideia, mas em Utrecht a proposta começou a ser colocada em prática, mas logo foi abandonada.

David Jokinens, um jovem engenheiro de tráfego americano, a convite da Stichting Weg (Road Foundation), propôs um plano denominado Geef de Stad een Kans ("Give the City a Chance"), inspirado no modelo americano de Moses. O que pretendia na verdade era "Dê uma chance para o carro na cidade".

Entre as décadas de 1960 e 1970, o número de carros quadruplicou.


Amsterdam: a cidadania une-se em torno da bicicleta

"O terror do asfalto da burguesia motorizada foi longe demais", dizia as primeiras linhas de um manifesto mimeografado distribuído em Amsterdam em 25 de maio de 1965. O manifesto era de autoria de uma organização comunitária chamada PROVOS.

Os militantes da Provos propuseram o fechamento do Centro da cidade aos carros e que a área fosse atendida por uma frota de 20.000 bicicletas brancas oferecidas de forma gratuita à população.

Em 1966, conseguiram eleger apenas um parlamentar e tiveram pouca ou quase nenhuma influência nas políticas públicas. Organizaram frequentes manifestações (chamadas de "happenings") que paravam o trânsito e alimentaram de forma pioneira o debate contra o automóvel.

A mobilização demorou a surtir efeito. Em 1972, o Verkeensplan (Plano de Tráfego) seguiu os planos de Jokinen, focando apenas em carros e trens, sem citar bicicletas uma só vez.

O Plano previa demolir trechos do antigo e histórico Jodenbreestraat (bairro judeu), abandonado por aquelas famílias após o trauma da Guerra e que foi ocupado por artistas, poetas e sem-tetos. Muitos eram militantes ou simpatizantes do PROVOS, que ganhou mais força.

Outras organizações também surgiram e reforçaram a luta contra o automóvel a causa da bicicleta. O livro dos Bruntlett citou o surgimento de vários outras iniciativas de ativismo pela bicicleta e pela segurança no trânsito.

Tornou-se emblemático o surgimento do movimento ativista Stop de Kimdermoord (Stop Child Murder), inspirado num edital de página inteira no jornal De Tijd ("The Times"), escrito pelo jornalista Vic Langenhoff, que teve a sua filha de 6 anos morta por atropelamento quando ia de bicicleta para a escola. O motorista causador do atropelamento recebeu uma multa de 150 guilder (US$ 50).

O caso chocou os holandeses e inspirou ações de cidadania, como o caso da ativista Maartie van Putten, de 23 anos, que acabava de ser mãe e criou um movimento de impacto nacional.. Na época, acidentes no trânsito matavam 3000 pessoas/ano, sendo 450 crianças.

Em 1972, ocorreram muitas manifestações promovidas por organizações comunitárias e diante da crescente mobilização, o parlamento decidiu derrubar o Plano de Tráfego vigente, por apenas um voto de diferença (23 a 22 votos). A "Reforma Urbana" foi derrotada e o bairro Jodenbreestraat foi salvo.

Mantendo a mobilização, os cicloativistas mantiveram uma intensa agenda de manifestações:

  • Em 1975, 3000 ciclistas foram para a ruas, 
  • Em 1976 foram 4.000, 
  • Em 1977 foram 9.000. 
  • Em 1978, foram 15.000. 
A pressão popular deu resultado. No mesmo ano (1978), uma nova legislatura no parlamento aprovou por ampla margem, por 38 votos a 7, o Verjeerscirculatieplan ("Traffic Circulation Plan"), agregando as ideias colhidas das ruas.

A consolidação da presença da bicicleta nas ruas

É importante dar atenção a um fato importante. Segundo os Bruntlett, de 1978 até hoje, o crescimento de ciclovias na cidade não foi um sucesso natural como se poderia supor. O que fez a diferença para as bicicletas foi as estratégias de traffic calming, diminuição de vagas de estacionamento, redução ou estreitamento de pistas.

A implantação de ciclovias aconteceu de forma mais incremental, construídas gradualmente ao longo das décadas, em complementação às medidas de moderação do tráfego.

Números que impressionam

USO DA BICICLETA: Hoje, a Holanda tem 22,5 milhões de bicicletas e 18 milhões de habitantes, holandeses fazem 4,5 bilhões de deslocamentos por bicicletas/ano, com cada holandês pedalando uma média de 1000 km/ano e cada adolescente 2000 km/ano.

MAIS BIKE DO QUE CARRO: Em dezembro de 2016, a Dinamarca declarou que o número de bicicletas superou carros no país. No mesmo ano, 202 cidades da Holanda já tinham mais deslocamentos de bicicletas do que de carro para viagens de menos de 7,5 km.

CULTURA: Holandeses não pedalam tanto por que são conscientes, por que o Clima é bom e o país é plano. Pedalam por que é conveniente e seguro e por que contam com 35 mil km de ciclovias. 75% das ruas urbanas têm velocidade de automóveis controlada para 30 km/h ou menos.

Holandeses pedalam por que o governo investe 30 euros/habitante/ano. Corresponde a 15 vezes o que a Inglaterra investe. O número de acidentes fatais no país é de 3,4/100.000 habitantes/ano. Nos EUA é de 10,6. A mesma taxa holandesa nos EUA salvaria 20.000 vidas/ano.

BIKE E SAÚDE: Em 2015, a OMS previu que a Holanda seria o único país a cumprir as metas de redução de obesidade, chegando a 2013 com apenas 8,5. A Irlanda terá 50%.

Segundo relatório da Universidade de Utrecht, o uso da bicicleta nos níveis atuais evitam 6.500 mortes prematuras/ano, economizando 19 bilhões de euros, equivalente a 3% do PIB.

BIKE E CLIMA: No que se refere às questões climáticas, o transporte representa 20% das emissões dos GEE/ano do país. Nos EUA é a principal fonte de emissão, com 33% das emissões.

HOLANDESES E CARRO: Para os mais adeptos do uso do automóvel, um dado interessante: o Índice de Satisfação do Motorista do aplicativo Waze, que analisa a experiência de 65 milhões de usuários em 38 países e 235 cidades no mundo, indicou a Holanda como o país campeão de satisfação para dirigir o carro, devido à boa qualidade do trânsito e a "sólida qualidade das estradas e ruas". Ou seja, mais bicicletas também é bom para o motorista de carro.

Curiosamente, holandeses possuem uma taxa de posse de automóveis similar à do Reino Unido! Por sua vez, na Holanda, o número de usuários de bicicleta para lazer e esporte diante do uso para mobilidade é irrelevante. As bicicletas são, de fato, um modo de mobilidade de ampla utilização.

BICICLETAS ELÉTRICAS: em 2014, a Alemanha ofereceu 1,4 bilhões em subsídios para incentivar o carro elétrico e resultou na venda de apenas 24.000 unidades vendidas. Enquanto isso, sem qualquer subsídio, 2,1 milhoes de bicicletas elétricas estão hoje nas ruas da Alemanha.


Niterói de Bicicleta

Em 1980, fui o idealizador e o fundador do Movimento de Resistência Ecológica - MORE, grupo ambientalista pioneiro na cidade de Niterói, que teve como bandeira inicial a despoluição da Baía de Guanabara a e a luta contra as Fábricas de Sardinha que lançavam rejeitos na Enseada de Jurujuba e na Zona Norte de Niterói. A organização marcou época na história ambientalista de Niterói, tendo reunido mais de 2.000 filiados e um número grande de seguidores e simpatizantes.

Ainda na década de 1980, passamos a reivindicar também ciclovias em Niterói e organizamos manifestações de bicicletas, que chamávamos de "Bicicleatas", ou seja, passeatas de bicicleta. Reunimos centenas de participantes, mas ainda era "pregar no deserto".

Diziam, na época, que o uso da bicicleta como opção de mobilidade em Niterói era inviável, pois o clima da cidade era muito quente, o relevo montanhoso era um obstáculo e que ninguém se interessaria em pedalar pelas nossas ruas. Tínhamos a certeza do contrário: bicicletas eram uma opção para Niterói, sim!

Em 2013, quando fui eleito vice-prefeito de Niterói, compondo a chapa com o prefeito Rodrigo Neves, lançamos o programa Niterói de Bicicleta. Ainda na primeira gestão (2013-2016), alcançamos 40 km de ciclorotas na cidade e estamos agora nos preparando para lançar a licitação para construir mais 60 km de vias cicláveis na Região Oceânica de Niterói (projeto está em fase final de elaboração), como parte do Programa Região Oceânica Sustentável - PRO-Sustentável. Também estão em execução a implantação da ciclovia na Avenida Marquês do Paraná, que conectará as ciclovias das avenidas Roberto Silveira, Amaral Peixoto e Jansen de Melo. A licitação do Sistema de Bicicletas Compartilhadas de Niterói está em andamento e será concluída nas próximas semanas.

Gradativamente, à medida que o programa Niterói de Bicicleta avança, estamos afastando o pessimismo dos céticos, a resistência dos mais conservadores e que ainda estão apegados ao automóvel e a má-vontade daqueles que, por motivação política, torcem para que tudo dê errado. E está dando certo!

Saímos do quase zero para um cenário em que a bicicleta já é uma realidade nas ruas de Niterói e o número de ciclistas já é destaque nacional. Em momentos de pico, nossas contagens já identificaram mais de 500 bicicletas/hora, mais de 2.000/dia. Basta ver as ciclovias das avenidas Roberto Silveira e da Amaral Peixoto intensamente ocupadas o dia todo. Basta ver o nível de ocupação do Bicicletário Arariboia, no Centro de Niterói, para ter certeza que a bicicleta em Niterói chegou para ficar.

É Niterói avançando no rumo da sustentabilidade e de se tornar uma referência de cidades cicláveis no Brasil.

Axel Grael
Coordenador Geral do programa Niterói de Bicicleta

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




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Niterói entre as cidades mais inteligentes do País



Centro de Controle Operacional (CCO) da Mobilidade de Niterói.


No ranking Connected Smart Cities, o município está em 12º lugar no cenário nacional e em 1º no Estado

Niterói foi classificada como a 12ª cidade mais inteligente do País e a melhor do Estado. O resultado foi publicado na 5ª edição do Connected Smart Cities, lançada nesta terça-feira, em São Paulo. A primeira colocada foi Campinas, seguida de São Paulo e Curitiba. O levantamento, realizado pela Urban Systems, em parceria com a Sator, mapeia todas as cidades com mais de 50 mil habitantes (666 municípios) com o objetivo de definir as cidades com maior potencial de desenvolvimento do Brasil.

O ranking é composto por indicadores de 11 principais eixos: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, governança e energia.

"A Plataforma Connected Smart Cities é uma iniciativa que envolve empresas, entidades e governos e tem por missão encontrar o DNA de inovação para cidades mais inteligentes e conectadas, sejam elas pequenas ou megacidades", comenta a idealizadora da plataforma e diretora executiva da Sator, Paula Faria.

Niterói também garantiu um bom desempenho no quesito Meio Ambiente (3º lugar), que avalia a infraestrutura de saneamento, acesso a água e coleta e recuperação de resíduos sólidos. O município foi considerado o melhor colocado entre as cidades com mais de 500 mil habitantes.

Em Saúde (6º) e Segurança (15º), Niterói também conquistou uma boa classificação. No ranking de Tecnologia e Informação, a cidade ficou em 16º lugar.

Já a cidade do Rio de Janeiro foi destaque no indicador Empreendedorismo, conquistando a 1ª posição.

A Região Sudeste concentra as cidades mais inteligentes e conectadas, sendo seis municípios entre os 10 mais bem colocados (em 2019 foram sete). Três municípios são da Região Sul e um do Centro-Oeste, sendo que as regiões Norte e Nordeste não têm representante entre os 10 melhores. Palmas (TO) está na 19ª colocação no Ranking Geral e Recife (PE) na 23ª. Com o 2º lugar no Ranking Geral, São Paulo conquistou o 1º lugar em Mobilidade e Acessibilidade.

Na classificação por Região, destacam-se: no Centro-Oeste, Brasília (DF) com a 1ª colocação no Ranking Connected Smart Cities; no Nordeste, Recife (PE); no Norte, Palmas (TO); no Sudeste: Campinas (SP); e no Sul: Curitiba (PR). Jaguariúna (SP) é o destaque das cidades entre 50 e 100 mil habitantes; de 100 a 500 mil: São Caetano do Sul (SP); e acima de 500 mil habitantes: Campinas (SP).

Para o Presidente da Urban Systems e sócio da Plataforma Connected Smart Cities, Thomaz Assumpção, o Ranking Connected Smart Cities se adapta ano a ano para atender às expectativas do mercado, do setor público e da população das cidades analisadas, buscando estar mais próximo dos conceitos de cidades inteligentes, sem perder a perspectiva brasileira do conceito.

"Com a incorporação de indicadores inspirados na ISO 37122 para cidades inteligentes, publicada neste ano, o Ranking Connected Smart Cities novamente se antecipa às discussões mais recentes de cidades inteligentes proporcionando, assim, a todos os envolvidos pensar as cidades de forma inteligente, com uma visão mais atual e moderna do conceito. Ser adaptável e se melhorar a cada ano é também um modelo inteligente de avaliar as cidades e é isso que torna o Ranking Connected Smart Cities tão relevante para gestores e população", disse Assumpção.


Fonte: O Fluminense











RIO INFO: NITERÓI É DESTAQUE EM EVENTO SOBRE CIDADES INTELIGENTES







Nesta segunda-feira (16/09), representei a Prefeitura de Niterói no evento Rio Info 2019, apresentando a palestra no “Seminário Governo 4.0: Desafios e Soluções” sobre os avanços da cidade na agenda das Smart Cities.

Mostrei Niterói como cidade tecnológica através de ações da Prefeitura, abordando como tema principal o “Georreferenciamento em Projetos de Cidades Inteligentes: SIGEO”. Também apresentei outros avanços como o Centro Integrado de Segurança Pública - CISP, como o Cercamento Eletrônico, o Centro de Controle Operacional (CCO) do Trânsito e outros investimentos importantes.

A palestra aconteceu na mesma semana em que Niterói foi apresentada como líder do estado do Rio de Janeiro e em 12° lugar no ranking nacional das Cidades Inteligentes do Connected Start Cities.
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Esta é a décima edição do Rio Info, um dos principais eventos do país sobre Tecnologia da Informação (TI), reunindo especialistas e empresários, nacionais e internacionais, com palestras e seminários na área de inovação.

Axel Grael
Coordenador Geral
Programa Niterói Cidade Inteligente

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói








segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Niterói terá o maior terminal pesqueiro do Brasil, diz secretário






Com área total de 23.000 m², entre o espaço total das instalações e pátio de caminhões, o Terminal Pesqueiro Público de Niterói finalmente será erguido na Avenida do Contorno, no Barreto, próximo à Ponte Rio-Niterói e conta com recursos provenientes do Governo Federal e da Prefeitura de Niterói.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Petróleo e Gás de Niterói, Luiz Paulino Moreira Leite, o Porto Pesqueiro, como ele chama, será um espetáculo e a obra vai trazer uma revitalização até do mar, que só tem lodo.




“Vamos trazer de volta uma circulação hídrica e vamos melhorar a qualidade da vida marinha e das praias, que vão se beneficiar. Por outro lado, vamos trazer a empregabilidade, impostos e riquezas que estão indo para outro lugar”, destacou o secretário.




No local, constantemente embarcações e seus pescadores que navegam em busca de sustento e contemplação, não conseguiam nada e agora, garante o secretário será diferente.
“Nós vamos fazer ele tão bacana que ele realmente vai ter um movimento de porto, porque atenderá a cerca de 104 grandes barcos. Vamos trazer a movimentação de cerca de R$ 500 milhões por ano, isso por baixo, para Niterói”, realçou Luiz Paulino.

Para Luiz Paulino, hoje os resultados da pesca não aparecem na cidade.

“O pescador descarrega em Jurujuba e leva lá para o Ceasa no Rio. Na Ponta D’Areia é a mesma coisa. A produção não fica em Niterói, que perde até o atum que vai para São Paulo. Então, todos me conhecem e sabem da minha obstinação para botar o terminal para funcionar, vamos buscar uma Parceria Público Privada (PPP), pois já temos tudo pronto, pegar o terreno ao lado que era usado como fábrica pela Emusa e fazer o maior terminal do Brasil”, prometeu o secretário.

Segundo ele, o local terá posto de abastecimento, fábrica de gelo, câmara frigorífica, banco, lojas de artigos de pesca, restaurantes e mercados atacadistas. “Tudo perto para facilitar a vida do pescador e do turista que ganhará um novo point”, afirmou.





DRAGAGEM

Conforme A Tribuna adiantou, depois que o Inea autorizou o estudo de impacto ambiental, agora só falta a data de uma audiência pública na Câmara dos Vereadores para a liberação das obras. Paulino disse que Niterói tem um polo naval importantíssimo.

“Tudo que se precisa para construir ou reformar um navio se tem aqui. Temos empresa do porte da Rolls Royce, da General Eletric (GE), então essas empresas estão precisando deste apoio, pois sem a dragagem o navio não encosta e o importante é fazer o serviço atracado”, afirmou.

Segundo ele, não tendo o calado (profundidade adequada) não tem a obra, seja de manutenção, de reparo ou construção e tiramos.

“Vamos baixar esse leito, com uma limpeza na área, isto é uma manutenção nos canais do acesso, na beirada do cais é do dono. A princípio vamos sair dos atuais seis metros de profundidade para 11 metros de profundidade”

Fonte: A Tribuna










Participação da sociedade nas políticas públicas é discutida em pré-conferência






14/09/2019 - A participação da sociedade nas políticas públicas de Niterói foi discutida na manhã deste sábado (14) na pré-conferência de Transparência e Controle Social, na Faculdade de Economia da UFF. Organizada pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag), pela Secretaria Municipal de Participação Social e pelo Conselho Municipal de Transparência e Controle Social, o evento contou com a participação da secretária municipal de Fazenda, Giovanna Victer, e do secretário municipal de Participação Social, Miguel Vitoriano, entre outras autoridades. O representante da Onu-Habitat, Claudio Accioly, acompanhou as discussões via videoconferência.

“Os mecanismos de participação são o instrumento de promoção de valores de coletividade, redução de desigualdades e garantia e expansão dos direitos. A participação deve promover, não somente os direitos sociais relacionados às políticas de saúde, educação, moradia, mas também os diretos individuais", disse Giovanna Victer.

O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Axel Grael, responsável pela organização da pré-conferência, ressalta que a Prefeitura de Niterói considera de extrema importância a transparência e a participação social na gestão.

“Nós temos construído nossas políticas de maneira clara e dialogada, desde a criação do Plano Estratégico Niterói que Queremos, com consultas públicas, conferências abertas e participativas. Nós somos uma gestão que valoriza e aposta na transparência e na participação como método de governo".

O secretário está na Alemanha, onde representou a cidade de Niterói no evento de meio ambiente Connective Cities Dialogue Event: Climate Proofing Urban Development.

Grupos de trabalho discutiram, na pré-conferência, a participação social e seus resultados e a tecnologia da informação e o governo digital na promoção da transparência. Os participantes apresentaram propostas. As aprovadas pela Plenária Final da Conferência integrarão um documento a ser encaminhado ao Conselho de Transparência e Controle Social de Niterói para serem debatidas na Conferência da Transparência, no dia 12 de outubro. A conferência integra o Circuito Urbano 2019, da Onu-Habitat, que reúne eventos no mês de outubro relacionados à inovação e inclusão da sociedade.