quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Aniversário de Niterói terá agenda de shows, festivais de música e dança



Yamandu Costa chega ao palco do Teatro Municipal.

Dos dias 14 a 16 de novembro, o Teatro Municipal recebe o Niterói Blues & Jazz Festival. E dando início aos trabalhos, no dia 14, quem sobe ao palco e promete um grande espetáculo, é o Yamandu Costa. Considerado um dos grandes nomes do cenário musical nacional, ele foi do vencedor do Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Álbum Instrumental e Melhor Solista, com o álbum Quebranto, com o violonista Alessandro Penezzi. Ah, Yamandu Costa também já recebeu duas indicações ao Grammy Latino, de Melhor Álbum Instrumental e o Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Legal demais, né?! Não perca tempo, convide seus amigos e participe você também. O Teatro Municipal de Niterói fica na Rua XV de Novembro, 35, Centro e o espetáculo começa às 20h. Os ingressos custam R$60,00 (inteira) e podem ser adquiridos através do link: https://bit.ly/2rDtmvF


08/11/2019 - Niterói completa 446 anos no dia 22 de novembro e a Prefeitura preparou uma intensa agenda cultural para celebrar a data, com festivais de música, dança, literatura e shows com nomes consagrados como Jorge Ben Jor, Marcelo D2, Mart’nália, Xande de Pilares, Toquinho, Cia de Ballet de Niterói, além de um grande tributo ao baixista Arthur Maia. Todas as atrações serão gratuitas.

“Nossa cidade completa 446 anos olhando para o futuro. Estamos investindo em infraestrutura, segurança, saúde e educação. E apostamos na cultura como um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento do município. Adotamos uma política pautada no fomento às artes, na reabertura e criação de espaços públicos e na ampliação do acesso à cultura. A cultura é fundamental para a autoestima de Niterói, mas também para a redução das desigualdades e para a prevenção à violência. Uma programação cultural intensa de aniversário faz parte desse olhar diferenciado”, afirma o prefeito Rodrigo Neves.




Nos dias 15, 16 e 17 (sexta, a partir das 16h; e sábado e domingo, a partir das 13h), o Esperienza! Degus’Italia vai reunir música, gastronomia e a cultura italiana em geral, na área externa do Reserva Cultural. O evento contará com apresentações musicais das bandas Viva Napoli, Tribos, Bella Godiva, Bloody Mary, Nickiti All Star, Go Black, além do cantor Luciano Bruno, da turma do Samba do Imigrante, do Gruppo Folclorístico Tarantella, do DJ italiano Fabio Romano e do cantor e compositor Toquinho.

Nos dias 15 e 22 de novembro acontecerá, ainda, a mostra de dança MovimentAções, em Piratininga e São Francisco, respectivamente. O evento apresenta, por meio de diversas performances de dança, as mais variadas características que cada grupo e escola de dança da cidade oferece.

A mostra traz a Cia. de Ballet de Niterói, abrindo ambos os dias, com a versão reduzida do balé ‘Modo Sleep’ e também os grupos e escolas: Ekeep Movin, Paradoxo Cia de Dança, Soulflowers, Caetano Cia de Dança, Diversity, Wolfcrew, Arte de Dançar, Ballet Arte dos Pés, Centro de Dança de Niterói, Cia. de Dança Elizete Mascarenhas, Dupuy Studio de Dança e Expressão, Fernanda Vieira Studio de Dança, Gustavo Loivoz Dança de Salão, Myriam Camargo Escola de Dança, Maria Flor Studio de Dança e Nicia Menezes Dança & Cia.

Também no dia 16, a Praia de Piratininga vai receber os shows do grupo Oriente e do rapper Marcelo D2, além de performance do DJ Hey Joe. Ainda neste dia, um palco montado no Horto do Fonseca terá como atrações Jansen Carvalho e o sambista Xande de Pilares.


Lenine em dupla apresentação na Sala Nelson Pereira dos Santos!

O músico Lenine vai explorar todas as sonoridades e apresentar seus grandes sucessos, além de composições recentes do projeto “Lenine Em Trânsito”. Venha curtir as grandes canções desse artista completo, que canta suas próprias composições, ou – como faziam os trovadores do século 12 – transforma em versos as questões, os amores e as sagas de seu tempo. Ele se apresentará nos dias 16 (20h30) e 17 de novembro (19h30), na Sala Nelson Pereira dos Santos. Marque aqui seus amigos para ficarem por dentro desse programão! Saiba mais: https://www.facebook.com/events/559311808158609/?active_tab=about


Ainda na Praia de Piratininga, mas no domingo 17, a partir das 17h, estão programados três shows musicais. Abrindo a tarde-noite, os artistas niteroienses Dalto, Biafra e Marcos Sabino apresentam o show Três Amigos. Em seguida, sobe ao palco o MC Leozinho, e para fechar a programação, o cantor e guitarrista Claudio Zoli leva ao público uma apresentação com muito soul, funk, reggae, pop e smooth jazz.

De 21 a 24 de novembro, “I Salão do Leitor - Niterói Cult” vai ocupar o Solar do Jambeiro, com diversas atividades literárias, durante todo o dia. Neste evento, o protagonista da festa é o público leitor.




No dia 20, Mart’nália comanda a já tradicional festa Viva Zumbi na Praça da Cantareira. O show terá a participação especialíssima da Velha Guarda da Mangueira.

No dia 22, dia em que é comemorado oficialmente o aniversário de Niterói, a noite será de muita dança e terá como atração principal a Companhia de Ballet da Niterói, com o festival MovimentAções, na Praia de São Francisco.

Já no dia 23, a Praia de São Francisco vai receber grande show de Jorge Ben Jor, que promete colocar todo mundo para dançar com seu inconfundível suingue musical. No local, será montado também um telão para a transmissão da final da Copa Libertadores da América.

A programação artística vai até o dia 24 de novembro, quando será feita uma grande homenagem ao baixista Arthur Maia, um dos maiores instrumentistas brasileiros e que tocou com ícones da música nacional e foi secretário de cultura de Niterói. O tributo será realizado no palco montado na Praia de São Francisco. Vão participar do show nomes como Gilberto Gil.

Para o coordenador de Gestão de Eventos de Niterói, André Felipe Gagliano, a programação reflete a diversidade cultural do município.

“Niterói tem uma cena cultural e musical muito forte e abrangente. Ela vai desde o samba de raiz ao rock. Portanto, a programação que idealizamos está em pleno acordo com o público niteroiense. Temos certeza de que será um sucesso como ocorreu nos anos anteriores. Ainda mais com uma linda homenagem ao nosso querido Arthur Maia, que nos deixou tão precocemente”, diz.


Palestra e exposição gratuita em homenagem ao aniversário da cidade! Participe!

Em celebração aos 446 anos de Niterói, o Memorial Roberto Silveira te convida para conferir a exposição “Niterói Antigo: Nossa Memória e Nossa História”! A abertura do evento será ministrada professora e mestre em História, Maria da Conceição Vicente e conta com a emissão de certificado. A mostra conta com uma seleção de fotos da coleção Carlos Mônaco/ série Júlio Xavier Figueiredo, registradas no período de 1848 a 1940, como, a construção do cais da Praia do Gragoatá (1908), a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (1848), Praia das Flechas (1890 e 1925) e outras raridades, além de exemplares do Jornal “O Fluminense” de 1878 e 1920, livros antigos (alguns raros), dos nossos mais conceituados historiadores, que narram à história do nosso município. Incrível, né? O evento acontece no dia 19, às 14h, no Memorial Roberto Silveira, que fica na Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, no Caminho Niemeyer. Contamos com a sua presença!



Programação de aniversário de Niterói:

Serviço:

Esperienza! Degust’Italia

DJ Fabio Romano, Viva Napoli, Luciano Bruno, Samba do Imigrante e, fechando a noite, a grande atração, será Toquinho, no dia 17 de novembro, às 21h.

Data: de 15 a 17 de novembro, de sexta a domingo

Dia 15, sexta, das 15h às 21h: DJ Fábio Romano, Viva Napoli, Banda Tribos, Luciano Bruno

Dia 16, sábado, das 16h às 22h: DJ Fábio Romano, Samba dos Migrantes, Viva Napoli, Bella Godiva, Blood Mary

Dia 17 de novembro, domingo, das 16h às 21h: DJ Fábio Romano, Viva Napoli, Banda Go Black, Banda Nyckty All Star, Toquinho

Local: Reserva Cultural
Endereço: Rua Visconde do Rio Branco, 880 – Centro – Niterói


Companhia de Ballet da Cidade de Niterói – com o espetáculo Modo Sleep e mostra de dança MovimentAções

Data: 15 de novembro, sexta
Local: Praia de Piratininga

Data: 22 de novembro, sexta
Local: Praia de São Francisco

Horário: a partir das 19h, em ambos os dias

DJ e shows de Oriente e Marcelo D2
Data: 16 de novembro, sábado
Início do evento: a partir das 17h
Local: Praia de Piratininga – Praça Luiz Gomes da Silva (em frente ao antigo toboágua)

Jansen Carvalho
Data: 16 de novembro, sábado
Horário: 17h
Local: Horto do Fonseca
Endereço: Alameda São Boa Ventura, 770 – Fonseca - Niterói

Xande de Pilares
Data: 16 de novembro, sábado
Horário: 19h
Local: Horto do Fonseca
Endereço: Alameda São Boa Ventura, 770 – Fonseca - Niterói

Os três amigos (Dalto, Biafra e Marcos Sabino)
Data: 17 de novembro, domingo
Horário: 17h
Local: Praia de Piratininga ­- Praça Luiz Gomes da Silva (em frente ao antigo toboágua)

Mc Leozinho
Data: 17 de novembro, domingo
Horário: 18h30
Local: Praia de Piratininga - Praça Luiz Gomes da Silva (em frente ao antigo toboágua)

Claudio Zoli
Data: 17 de novembro, domingo
Horário: 20h
Local: Praia de Piratininga - Praça Luiz Gomes da Silva (em frente ao antigo toboágua)

Mart’nália, com participação da Velha Guarda da escola de samba Estação Primeira da Mangueira
Data: 20 de novembro, quarta-feira
Horário: a partir das 17h
Local: Praça da Cantareira – São Domingos

Jorge Ben Jor
Abertura às 19h
Data: 23 de novembro, sábado
Horário: 20h
Local: Praia de São Francisco

Tributo a Arthur Maia, com nomes como Gilberto Gil
Data: 24 de novembro, domingo
Horário: das 20h às 22h
Local: Praia de São Francisco

Entrada gratuita para todos os eventos!



Fonte: Prefeitura de Niterói











quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Documentário da BBC sobre a história da indústria da bicicleta





Documentário recém-lançado pela BBC conta a história da indústria da bicicleta no mundo.

Com entrevistas a ciclistas e fabricantes em cidades como Mumbai, Reino Unido e outras, o filme mostra este veículo tão simples tornou-se o centro de uma indústria global complexa e integrada.

Assista aqui: https://www.bbc.com/portuguese/media-49794324






PRODUIS: Linha 26 muda itinerário para atender moradores do São José



PRODUIS: INFRAESTRUTURA, CIDADANIA E AUTOESTIMA

O Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (PRODUIS), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é uma das grandes iniciativas de investimentos estratégicos desenvolvidos atualmente pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG.

Os dois programas foram iniciados quando eu ainda era vice-prefeito de Niterói e quando foi criado pelo prefeito Rodrigo Neves, em 2013, o Escritório de Gestão de Projetos - EGP, que está sob a minha coordenação deste então. O EGP tem por objetivo captar recursos para a cidade de Niterói e gerenciar projetos estratégicos. Além do PRODUIS, a SEPLAG também desenvolve o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO SUSTENTÁVEL), financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF.  


Obras sempre geram transtornos. A nossa determinação é dar toda a transparência e fazer com que as nossas intervenções gerem o mínimo de inconvenientes para a população. Além disso, que os impactos sociais durante a fase de obras sejam mitigados, como é o que estamos fazendo com relação ao transporte (veja matéria abaixo).

As obras do Caramujo estão em fase final e será entregue pelo prefeito Rodrigo Neves no dia 22 de novembro. As obras de São José serão entregues em 2020.

Niterói segue em frente cumprindo metas e superando desafios. Vamos em frente!

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói





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Linha 26 muda itinerário para atender moradores do São José

Aduelas que estão sendo implantadas para a macrodrenagem da região de São José, no Fonseca.

Urbanização, pavimentação e drenagem da região de São José.


12/11/2019 - Por conta da obra de macrodrenagem na comunidade São José, no Caramujo, a subsecretaria municipal de Transportes autorizou alteração temporária na linha 26, que fará dois itinerários diferentes para atender aos moradores da área interditada ao trânsito.

Os ônibus da linha 26 vão circular nas extremidades da interdição da Jerônimo Afonso. Uma parte da frota entrando pela Rua são José e retornando no trevo do Viçoso Jardim e outra parte seguindo pela Caixa D'água e acessando a Rua Nilo Peçanha, atendendo assim a parte de cima da Jerônimo Afonso.

Ao termino da obra, a linha 26 voltará a operar normalmente no seu itinerário tradicional.

O primeiro quarteirão da Rua São José, no trecho entre a Rua Soares Miranda e a Alameda São Boaventura, também estará interditado ao trânsito até o fim do ano. Apenas veículos de moradores e comerciantes da região e viaturas que atendem emergências têm acesso às vias interditadas.

Obras - As intervenções são Financiadas pela Prefeitura de Niterói em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (Produis), em um investimento de R$ 44 milhões. As obras de drenagem, pavimentação e contenção de encostas na comunidade São José vão beneficiar cerca de 1.500 famílias.

Para a execução dos trabalhos, a região foi dividida em 10 núcleos. Na Travessa do Marinheiro a drenagem já foi concluída, restando a conclusão das escadas hidráulicas. Outro serviço que continua avançando na comunidade é a implantação do novo asfalto, que está em andamento nas ruas Jardim Alvorada, Travessa São José e Jerônimo Afonso. A Travessa Dona Zina e a Subida do 340 já se encontram com esta etapa da obra finalizada.

A comunidade receberá, ainda, uma quadra poliesportiva, praça com academia da terceira idade e brinquedos para crianças, além de um anfiteatro.

Fonte: Prefeitura de Niterói









terça-feira, 12 de novembro de 2019

CLIMA: Estudo mostra que o Brasil é o país com o maior potencial para investimentos em restauração de florestas



É uma forte angústia e enorme frustração perceber o Brasil retrocedendo em política ambiental, enquanto o mundo todo olha para o país, reconhecendo o protagonismo mundial que nós poderíamos ter (e deveríamos ter, por obrigação e senso de oportunidade), diante dos esforços para reverter as mudanças climáticas.

Enquanto o atual governo federal se abraça a infundadas teses do negacionismo climático, deixamos escapar oportunidades de atrair investimentos para recuperar as nossas terras degradadas e improdutivas, plantando florestas para retirar carbono da atmosfera. Nenhum outro país tem tanta condição de fazê-lo.

O Brasil perdeu 71 milhões de hectares de vegetação nativa nos últimos 30 anos - área maior que a soma das terras públicas federais na Amazônia Legal, de 60 milhões de hectares - em decorrência de desmatamento e queimadas, entre outros fatores, apontam dados do MapBiomas.

Segundo o relatório “Restauração de Paisagens e Ecossistemas”, lançado pelo Museu do Meio Ambiente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, a restauração florestal pode diminuir parte desse prejuízo ao possibilitar a recuperação estratégica de 12 milhões de hectares de vegetação nativa em todo o país até 2030, conforme estabelecido no Plano Nacional de Restauração Ecológica, do próprio Ministério do Meio Ambiente. Dessa forma, seria possível sequestrar 1,39 megatonelada (Mt) de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, interligar fragmentos naturais na paisagem e ainda aumentar em 200% a conservação da biodiversidade.

Ou seja, enquanto outros países se veem obrigados a assumir desafios enormes, o Brasil tem condições privilegiadas de contribuir com a agenda climática mundial da forma contrária: atraindo investimentos internacionais, fortalecer a sua economia, restaurar o seu patrimônio natural, reverter processos erosivos e de degradação dos solos, estancar o assoreamento dos rios (e barragens das hidrelétricas, que são a principal fonte na nossa matriz energética), e ainda gerar empregos e fomentando a economia nacional e de regiões em declínio, prejudicadas pela degradação ambiental.

É lamentável ver o país desperdiçar oportunidades. É dívida que deixaremos para as próximas gerações.

Axel Grael




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Mapas identificam melhores regiões para restaurar florestas tropicais; Brasil lidera hotspots para recuperação

Estudo pode ajudar governos a escolher áreas com maior potencial de recuperação; Brasil é o país com maior área de hotspots para restauração de florestas tropicais, e a Mata Atlântica, o bioma com maior número de pontos para recuperação no globo

Por Marcelo Canquerino

Um estudo liderado pelo professor e pesquisador Pedro Brancalion, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, gerou mapas globais para identificar as oportunidades de recuperação de florestas tropicais. O foco do trabalho foi entender melhor como é possível ter mais inteligência espacial para identificar as potenciais áreas para restauração das florestas. O artigo foi publicado em julho na revista científica Science Advances.


Objetivo da pesquisa foi entender melhor como é possível ter mais inteligência espacial para identificar as potenciais áreas para restauração das florestas – Foto: Wikimedia Commons


Atualmente existem diversas metas globais que têm por objetivo recuperar florestas, principalmente as tropicais. O Desafio de Bonn, por exemplo, é um esforço internacional lançado em 2011 pelo governo da Alemanha e pela IUCN (sigla em inglês para União Internacional para Conservação da Natureza) que visa a restaurar 350 milhões de hectares de paisagens florestais até 2030.

Apesar dessas medidas, existe um grande desafio: a princípio, as florestas seriam recuperadas em áreas já desmatadas e que são usadas de alguma forma, como para agricultura e pecuária. Restaurá-las implicaria, em muitos casos, deixar de utilizar o local para investir em sua recuperação.

“A metodologia foi baseada em dois grandes grupos de variáveis. O primeiro sendo os benefícios que a restauração oferece ao homem e à natureza; e o segundo, a viabilidade de restauração em diferentes áreas”, explica Brancalion, que iniciou o trabalho em 2015. Foi a partir do cruzamento dessas informações que os mapas surgiram.


Mata Atlântica é o bioma que mais apresenta oportunidade para restauração no Brasil – Foto: Kel Bis via Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

Dentro do grupo de benefícios, foram selecionados quatro: a conservação da biodiversidade, a diminuição das mudanças climáticas, a adaptação a essas mudanças e a segurança hídrica, que diz respeito à melhoria do fornecimento de água com o intuito de evitar a escassez para populações humanas. “Desenvolvemos pesquisas que resultaram na geração de mapas globais de oportunidade para restauração visando a atender esses diferentes objetivos de benefícios”, esclarece o pesquisador.

Depois da geração desses primeiros mapas, três fatores de viabilidade foram elencados. O primeiro foi o custo de oportunidade de uso da terra, que diz respeito a quanto os agricultores ganham para usar uma área; foi considerado que quanto mais dinheiro ele ganha, menor é a chance ou viabilidade de se restaurar a floresta. O segundo está ligado à chance de recolonização do local pela biodiversidade, relacionado diretamente ao custo de recuperação, uma vez que “quanto mais pudermos contar com a natureza para recuperar minha área, menor é o gasto com a recuperação”, esclarece. E, por fim, a persistência da floresta ao longo do tempo.

Essa última variável tem extrema importância, pois está relacionada ao grupo de benefícios escolhidos na primeira etapa do trabalho. Para que as florestas em restauração possam gerar vantagens, elas precisam se desenvolver. Uma floresta de dois anos, por exemplo, não consegue cumprir os objetivos do estudo, pois é essencial seu amadurecimento. Então, as taxas recentes de desmatamento foram estudadas em determinado raio em torno da área. “Consideramos que, quanto maior for o desmatamento relativo nessa área nos últimos dez anos, menores as chances de uma nova floresta estabelecida ali persistir ao longo do tempo”, comenta Brancalion. A partir desses três novos fatores de viabilidade outro mapa foi gerado.


O mapa mostra as regiões com oportunidades de restauração de florestas tropicais no Brasil. A escala de pontuação vai de 0 a 1. Quanto mais próximo do 1, maior é a oportunidade – Mapa: cedido pelo pesquisador

A etapa seguinte da pesquisa consistiu, então, na integração do mapa combinado de benefícios com o de viabilidade, que resultou em um mapa global com as oportunidades de restauração.

Em um segundo momento, o pesquisador conta que o trabalho tentou entender como as áreas com maior oportunidade estavam distribuídas no planeta. Os melhores locais para restauração foram chamados de hotspots. De acordo com os resultados, o Brasil é o país com maior área de hotspots para restauração de florestas tropicais, sendo a Mata Atlântica o bioma com maior número de pontos para recuperação no globo. Além disso, foi constatado que, das dez ecorregiões com maiores áreas de hotspots, sete estão no Brasil. “O estudo demonstrou que o Brasil, de fato, oferece as melhores oportunidades mundiais para se recuperar florestas tropicais”, finaliza Brancalion.


As áreas vermelhas do mapa indicam os hotspots – Mapa: Cedido pelo pesquisador

Os mapas do estudo foram gerados a partir de duas abordagens: através da utilização de mapas já publicados, desenvolvidos por outros pesquisadores e disponíveis em revistas especializadas, mas que sofreram ajustes em termos de normalização de dados para integração de diferentes informações; e da criação de novos mapas com base em análises de dados geoespaciais e equações geradas em outros trabalhos. Os mapas de mitigação das mudanças climáticas e de chances de resistência da floresta, por exemplo, foram criados.

Já existem metas de recuperação no País estabelecidas pelo governo. O problema é que elas não estabelecem onde a recuperação vai ser realizada. O pesquisador explica que os mapas ajudam os governos, em diferentes níveis de movimentos de restauração, a escolher investir nas áreas com maior potencial de geração de benefícios e com maior viabilidade.

Os mapas foram normalizados para as condições e fatores brasileiros, mas Brancalion ressalta que os dados podem ser normalizados em função de diferentes contextos, o que pode ajudar o governo de outros países do mundo.

Mais informações: e-mail pedrobrancalion@gmail.com, com Pedro Brancalion







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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

TRANSPARÊNCIA: SEPLAG lança o Portal do Observatório dos Indicadores - ObservaNit





Um dos maiores compromissos da administração pública é com a transparência, de forma a respeitar a cidadania e a prestar contas devidamente dos seus atos. 

É um direito do cidadão saber como o dinheiro público está sendo investido, como os programas da prefeitura estão caminhando. 

Por isso considero que o Portal do Observatório dos Indicadores é tão importante. Além de ser uma ferramenta para a população, é um meio da prefeitura entender o desempenho das suas próprias políticas. 

É importante lembrar que a Prefeitura de Niterói é considerada um dos destaques nacionais da Escala Brasil Transparente, publicada pela Controladoria Geral da União. Também em outras fontes independentes de avaliação da qualidade da gestão e transparência pública, a cidade de Niterói tem sido considerada um destaque, confirmando a qualidade dos serviços prestados pela nossa Prefeitura.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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Políticas ao alcance de todos

Prefeitura de Niterói lança site para acompanhamento dos resultados das principais ações do município




A Prefeitura de Niterói lançou o Portal do Observatório de Indicadores (ObservaNit), uma plataforma que contém os indicadores de acompanhamento dos resultados das principais políticas públicas do município. Os indicadores selecionados para compor o Observatório integram o Plano Niterói Que Queremos - 2013-2033 e o Plano Plurianual 2018-2020, instrumentos de planejamento construídos junto à sociedade civil para ações estratégicas no município.

O site http://observa.niteroi.rj.gov.br reúne indicadores e suas respectivas metas anuais como insumos para promover a avaliação das políticas públicas de Niterói, auxiliando em seu aprimoramento e dando apoio à tomada de decisão. Também permite à sociedade acompanhar os resultados dos programas e projetos da Prefeitura.

O secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Axel Grael reforça que a plataforma é uma ação importante para o avanço nas políticas públicas.

"Demos um passo importante rumo à construção de diagnósticos mais precisos das desigualdades socioespaciais no município de Niterói a partir da implantação do Sistema de Geoinformação (Sigeo). Avançamos ainda ao disponibilizar um Portal de Dados Abertos com todos os bancos de dados georreferenciados de diferentes áreas, contemplando zoneamento, distribuição populacional, escolas, hospitais, árvores urbanas. A criação do Observatório de Indicadores é mais um passo importante da Prefeitura para construir políticas mais efetivas a partir da mensuração do desempenho das nossas políticas públicas", destaca Axel.

O ObservaNit foi desenvolvido pela Seplag com a participação do Conselho Municipal de Transparência e Controle Social e da Rede de Monitoramento e Avaliação, composta por servidores de órgãos e entidades municipais, que contribuíram para o detalhamento dos indicadores e construção das metas anuais de desempenho.

Outra parceria importante no processo de construção e categorização dos indicadores foi a ONU-Habitat que contribuiu para realizar a aderência dos indicadores municipais às metas globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

"A criação de um Observatório de Indicadores fortalece o compromisso da Prefeitura com os resultados das políticas que entrega à sociedade. Também reforça a nossa visão de construir políticas públicas baseadas em evidências, o que reflete decisões governamentais mais eficazes a partir de diagnósticos sobre as reais necessidades da população", destaca a subsecretária de Planejamento, Marília Ortiz.

Transparência - Com foco na transparência, a Prefeitura de Niterói também regulamentou a Lei de Acesso à Informação (LAI), que dá o direito de qualquer pessoa solicitar e receber dos órgãos e entidades públicos, de todos os entes e Poderes, informações públicas por eles produzidas ou custodiadas; criou o Portal da Transparência, que contém as informações sobre receitas e despesas do município, planejamento e orçamento, além de relatórios de prestação de contas; e implantou o Serviço de Informação ao Cidadão (SIC).

O software E-cidade também foi adotado pelo Município. O programa centraliza as informações sobre os processos municipais, garante a segurança dos dados, mais transparência e melhoria na gestão fiscal.

Entre outras ações, destaca-se a criação do Conselho Municipal de Transparência e Controle Social (2015), a instituição do Código de Ética de Servidores e Dirigentes Municipais (2017) e a criação de uma Controladoria Geral do Município (CGM) independente (2018).

Prêmios - Niterói conquistou duas vezes a nota 10 na Escala Brasil Transparente, um projeto da CGU e duas vezes a nota máxima no Ranking Nacional da Transparência do Ministério Público Federal. Niterói também foi a única cidade do estado a alcançar a excelência na gestão de suas contas públicas em 2018 e em 2016, de acordo com o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), além do primeiro lugar no Estado do Rio e 22º no País no índice de Governança Municipal do Conselho Federal de Administração (CFA).


Fonte: O Fluminense











sábado, 9 de novembro de 2019

Servidores da Prefeitura de Niterói iniciam MBA em gestão pública municipal na UFF



A Prefeitura de Niterói deu mais um passo importante para a modernização da gestão pública na cidade de Niterói, ao dar início ao curso MBA em Gestão Pública Municipal, promovido pela Escola de Governo e Gestão - EGG, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, em parceria com a Universidade Federal de Fluminense - UFF.

O curso tem origem no componente de Fortalecimento Institucional do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS, desenvolvido pela Prefeitura e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.

Com a verba destinada para a capacitação dos servidores públicos municipais, tivemos a oportunidade para criar a Escola de Governo e Gestão - EGG e passamos a oferecer uma agenda de cursos de treinamento, inicialmente oferecidos pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal - IBAM, que foi selecionado através de um processo licitatório.

Agora, como parte de uma ampla parceria que estamos construindo com a Universidade Federal Fluminense - UFF, firmamos uma parceria com o Departamento de Empreendedorismo e Inovação daquela universidade, para agregar valor e qualificar ainda mais a titulação do programa de treinamento oferecido aos servidos da administração direta e indireta da Prefeitura.

Desejamos que a oportunidade oferecida aos servidores seja proveitosa a todos e que resulte numa gestão pública ainda mais eficiente e comprometida com a melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores de Niterói.

Vamos em frente.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




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Servidores da Prefeitura de Niterói iniciam MBA em gestão pública municipal na UFF





08/11/2019 – Começou na noite desta quinta-feira (07) o primeiro MBA em gestão pública municipal voltado para servidores da Prefeitura de Niterói. O curso é uma iniciativa da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag), através e de sua Escola de Governo e Gestão (EGG), em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF).

A aula inaugural contou com a presença dos secretários municipais Axel Grael (Seplag) e Giovanna Victer (Fazenda).

O secretário Axel Grael lembrou o comprometimento dos servidores que foram selecionados para a primeira turma do curso com a administração pública.

"O MBA em Gestão Pública Municipal representa um marco na qualificação de nossos servidores, principalmente aqueles que ocupam posições estratégicas. Ao longo de um ano 50 servidores terão a oportunidade de debater temas estratégicos e relevantes para o desenvolvimento da administração municipal com professores altamente qualificados da UFF. A alta procura pelo curso reflete o comprometimento dos selecionados com a qualidade dos serviços entregues aos cidadãos", disse Axel Grael.

A secretária Giovanna Victer, ressaltou a proposta da Prefeitura de Niterói de inovar e implementar boas práticas de governo.

“É gratificante ver todos esses servidores motivados em se qualificar. A Escola de Governo e Gestão tem um propósito não apenas de capacitação, mas de ser um celeiro de pensamento inovador, de trazer ideias novas para o serviço público. Estamos atentos ao constante fortalecimento institucional da prefeitura e contamos com servidores comprometidos e competentes para isso”, destacou a secretária.

O curso tem como principal objetivo a formação e o desenvolvimento de funcionários em temas estratégicos para a gestão pública do Município de Niterói, tanto da Administração Direta, como da Indireta, fortalecendo o estabelecimento de redes de gestores municipais e potencializando a capacidade de entrega de serviços públicos de qualidade à sociedade niteroiense.

Foram 167 inscritos de 43 órgãos/entidades da Prefeitura de Niterói para as 50 vagas disponíveis. O curso é composto de 3 etapas: geral, com disciplinas transversais e toda a administração pública; específica, com gestão pública e políticas sociais/gestão pública e desenvolvimento urbano; e, apresentação do trabalho de conclusão de curso.

Cursos extras – Além do MBA, outros 25 cursos de curta duração voltados para os servidores da Prefeitura de Niterói acontecerão nos próximos dois anos. Serão 788 horas de aulas presenciais e a expectativa é que cerca de 2.500 servidores sejam capacitados ao longo do processo.


Fonte: Prefeitura de Niterói








Ciclovia da Marquês do Paraná, em Niterói, ficará pronta em dezembro



O Globo Niterói de hoje dá destaque para o avanço das obras de alargamento e reurbanização da Avenida Marquês do Paraná em desenvolvimento pela Prefeitura de Niterói.

A nova Marquês do Paraná incluirá uma ciclovia bidirecional que ligará as já existentes ciclovias das avenidas Roberto Silveira e Amaral Peixoto, o que deverá aumentar ainda muito mais o uso da bicicleta em Niterói.

É importante lembrar que os projetos de requalificação da orla da cidade (da Ponta D'Areia até a entrada da Estrada Fróes, em Icaraí) também incluem ciclovias e, como já foi anunciado, o bicicletário na Praça Arariboia será duplicado.

Em dezembro, a Prefeitura de Niterói anunciará o projeto do Sistema Cicloviário da Região Oceânica, que acrescentará mais 60 km de ciclovias e que será implantado como parte do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável).

Com tudo isso, Niterói avança com o programa Niterói de Bicicleta e se consolida como uma referência em mobilidade sustentável.

Axel Grael
Coordenador Geral do programa Niterói de Bicicleta

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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Ciclovia da Marquês do Paraná, em Niterói, ficará pronta em dezembro


Ciclista pedala no que será o novo traçado entre Centro e Icaraí Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo


Obra completa, com alargamento da pista, novo calçamento e paisagismo, será entregue em abril

Leonardo Sodré

NITERÓI — Esperada por ciclistas há pelo menos cinco anos — desde que as ciclovias das avenidas Amaral Peixoto e Roberto Silveira foram criadas —, a conexão, via bicicleta, entre Centro e Icaraí poderá ser feita a partir de dezembro com mais segurança, algo que já vinha sendo cobrado pelos ciclistas . A Secretaria municipal de Urbanismo e Mobilidade anunciou que a primeira etapa da obra da Avenida Marquês do Paraná, que inclui a ciclovia, será liberada já em dezembro, antes da conclusão do alargamento das pistas e do novo calçamento, previstos para abril. Em maio passado, a prefeitura anunciou lançamento do edital para a escolha da empresa que fará a obra de alargamento da Avenida Marquês do Paraná , no trecho próximo à esquina com a Rua Doutor Celestino.

De acordo com o secretário Renato Barandier, a delimitação da ciclovia já foi feita:

— Em dezembro, a ciclovia estará pronta, sinalizada e liberada.

A drenagem no trecho entre as ruas Doutor Celestino e Miguel de Frias já foi concluída. Agora, as intervenções estão sendo feitas na parte viária, com a retirada do canteiro central. Além do acréscimo de uma pista no sentido Icaraí, a via ganhará uma quarta faixa na direção da Ponte Rio-Niterói, com o reposicionamento das pistas e a transferência do ponto de ônibus que hoje funciona em frente ao Hospital Universitário Antonio Pedro. Ele vai para a área sobre o mergulhão, evitando que os coletivos com destino à Avenida Amaral Peixoto cruzem a Marquês do Paraná naquele trecho, como ocorre atualmente.


Fonte: O Globo Niterói







Jornal A Tribuna publica matéria sobre projetos que desenvolvo em Niterói





Fui convidado por Jourdan Amóra, um dos maiores nomes do jornalismo de Niterói, para uma animada conversa na sede dos jornais "A Tribuna" e "Jornal de Icaraí", na Rua Prof. Heitor Carrilho, no Centro de Niterói. Jourdan é uma verdadeira "enciclopédia" da política e da história da cidade e ouvir os seus relatos sobre episódios da cidade é um prazer e um grande aprendizado.

Com a presença dos seus filhos, Dandan e Gustavo Amóra, diretores da empresa, e jornalistas da sua equipe, conversamos longamente sobre ideias para a cidade, projetos em desenvolvimento pela Prefeitura, desafios, soluções para problemas e ainda sobre o Projeto Grael, esportes e a família Grael.

Jourdan ainda me surpreendeu com uma foto lá do "fundo do baú" dos arquivos de A Tribuna, em que eu apareço de barba. O registro deve ter sido feito na década de 1980, quando eu voltei de uma viagem do Rio de Janeiro à Grécia, na veleiro "Shaitan", um maravilhoso Swan 65 pés.


Axel Grael. Foto do arquivo de "A Tribuna", provavelmente da década de 1980.

Aliás, no acervo de Jourdan Amora, certamente estão um dos mais valiosos registros da história recente de Niterói (recente, mas que já reúne muitas décadas) que ele exibe com muito orgulho. Alguns dos volumes de edições de A Tribuna e Jornal de Icaraí podem ser vistos atrás de mim na foto lá em cima, que ilestra a matéria publicada hoje em A Tribuna.

O meu agradecimento à família Amóra pela amizade, pela acolhida e pela ótima matéria publicada hoje em A Tribuna.

Axel Grael



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Uma gestão eficiente e meio ambiente

Quando se ouve o nome Grael, as primeiras palavras que nos vêm à mente são mar e medalhas. Irmão dos medalhistas olímpicos Torben e Lars, e tio da também campeã Martine, Axel Grael decidiu navegar nas raias da gestão pública. Engenheiro ambiental e militante do meio ambiente, já foi presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e propôs a criação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Desde 2013 faz parte da gestão do prefeito Rodrigo Neves e atualmente é secretário municipal de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle. Em visita à redação de A TRIBUNA, Axel falou detalhadamente sobre a recuperação da Lagoa de Piratininga, que faz parte do Programa Região Oceânica Sustentável – idealizado por ele – e que tem a criação do Parque Orla de Piratininga (POP) como principal iniciativa, que será apresentado no próximo dia 21, dentro das comemorações do aniversário da cidade. Outro presente para a população, que também teve a participação direta de Axel, é o Parque Esportivo do Caramujo, que será entregue ainda este mês.

O projeto Parque Orla Piratininga (POP) será apresentado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, no próximo dia 21. Serão cerca de 10 quilômetros de sistema cicloviário ao longo de toda a orla da Lagoa, quatro píeres de contemplação e seis píeres de pesca, três mirantes e 17 áreas de lazer, sendo três delas com quadra de esporte, além de brinquedos e academia de ginástica. A iniciativa contempla, ainda, a recomposição vegetal da orla da Lagoa, abrangendo uma área de mais de 150 mil metros quadrados.

Um dos grandes diferenciais do POP será a implantação de um sistema de gestão de águas pluviais composto por bacias de sedimentação, jardins filtrantes, jardins de chuva e biovaletas para a captação e tratamento das águas provenientes dos rios e da rede de drenagem das principais bacias contribuintes à Lagoa de Piratininga, contribuindo diretamente para sua despoluição. Para isso, Axel explica que estão sendo sendo implementadas soluções baseadas na natureza. Além disso, a conscientização da população é fundamental.

“Um dos grandes problemas da Lagoa é a quantidade de nutrientes e sedimentos que chegam nela. Além disso, a falta de saneamento durante décadas também contribuiu para o problema. Num processo natural, esse material foi decantando no fundo da lagoa. O primeiro passo já foi dado, que é o Programa Ligado na Rede, onde estamos indo de lote em lote notificando os proprietários dos imóveis a fazer a conexão da casa ou da loja na rede de esgoto, pois muita gente acaba ligando na rede de águas pluviais. Isso vai evitar a chegada de muito esgoto na Lagoa. Mas mesmo que você consiga que todo mundo se conecte, você ainda continua tendo muitos poluentes que vai para a Lagoa. Esses equipamentos do POP reproduzem o ambiente natural como se eles fossem um brejo na beira da lagoa. A água dos rios e da drenagem das ruas, antes de chegar na Lagoa, passam por esta vegetação, que tem uma capacidade grande de retenção de sedimentos, e a água vai sendo filtrada e chega na lagoa bem mais limpa. Você estanca o processo de eutrofização (excesso de matéria orgânica), que causa todo o desequilíbrio que temos lá”, explicou.

Para a limpeza do fundo da Lagoa de Piratininga, Axel diz que a prefeitura está estudando soluções experimentais, baseadas no próprio ecossistema, para que se tenha o resultado esperado.

“A solução tradicional seria a dragagem, mas se isso for feito, onde será colocado esse material? A dragagem é altamente impactante, mesmo que você use as técnicas mais modernas, ela acaba revirando todo o fundo, e o lodo que está no fundo acaba indo para o espelho d´água. O lodo é matéria orgânica, que é alimento para as bactérias. As bactérias consomem muito oxigênio, e a medida em que você disponibiliza muitos nutrientes, elas se reproduzem mais rapidamente, consomem o oxigênio da água, que acaba faltando para os peixes. Então precisamos buscar uma solução que não crie essa reviravolta no fundo. Vamos usar técnica de micro-oxigenação, que vai aos poucos jogando oxigênio no fundo, criando ambiente para as próprias bactérias comerem esse lodo. É um processo lento, mas efetivo. Todas as soluções que estamos buscando são baseadas na Natureza. Estamos criando meios de fazer uma gestão mais eficiente no sistema lagunar da Região Oceânica. Acredito que entre cinco e seis anos com certeza já vamos começara perceber uma reação do ecossistema”, afirma Axel.

A sede do parque será no Iate Clube Piratininga, terá um centro de visitantes, restaurante, espaços para realização de atividades relacionadas à Lagoa. O acesso ao Parque será favorecido para pedestres e ciclistas, prevendo baixo fluxo de carros. Cerca de cinco minutos de caminhada vão separar os pontos da TransOceânica às principais entradas do POP. A cada, no máximo, 15 minutos de caminhada, os visitantes encontrarão pontos de informações, lazer e contemplação.

“A criação do Parque vai possibilitar restabelecer novo equilíbrio ecológico no entorno da Lagoa, manter e fomentar a atividade pesqueira na região, a abertura de espaços multifuncionais com equipamentos de lazer para a população; áreas de contemplação e de aproximação da população com a Lagoa de Piratininga, sua fauna e flora; além de intensificarmos questões voltadas para a educação ambiental, ecoturismo e gestão de resíduos sólidos”, reforça Grael.


Fonte: A Tribuna









quinta-feira, 7 de novembro de 2019

RETROCESSOS: Mundo avança para a sustentabilidade e o Brasil segue na contramão





É de indignar a irresponsabilidade com que o atual governo brasileiro está lidando com o nosso patrimônio natural, estimulando a destruição da Amazônia, Pantanal e outros biomas, praticando o desmonte da legislação e dos órgãos ambientais, para atender interesses de setores ruralistas retrógrados e que nos empurram para o descrédito mundial.

Duas matérias na imprensa hoje mostram o quanto o Brasil está perigosamente andando na contramão.

Vejam o contraste das notícias:

NA ITÁLIA - EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE: o noticiário matinal da Rede Globo, Bom Dia Brasil, apresentou reportagem sobre a decisão do governo italiano de incluir a sustentabilidade ambiental no centro do programa educacional das escolas italianas. Os alunos terão pelo menos uma hora por semana de conteúdos específicos de sustentabilidade e as demais disciplinas, como geografia etc, terão o tema como eixo condutor. O objetivo é estimular a formação de uma nova geração comprometida com a sustentabilidade.

Assista a matéria do Bom Dia Brasil

Enquanto isso...

NO BRASIL - BOLSONARO LIBERA PLANTIO DE CANA NA AMAZÔNIA E NO PANTANAL: Leia a matéria abaixo, publicada hoje no jornal O Globo e site G1, sobre a decisão do governo federal de liberar o cultivo da cana-de-açúcar na Amazônia e no Pantanal, antes proibidos por um decreto de 2009, revogado pelo presidente. A iniciativa atende os interesses da base ruralista do governo e aumenta a pressão para o desmatamento de novas áreas, a grilagem de terras e queimadas. É bom lembrar que o fogo ainda é parte do trato cultural praticado pela lavoura da cana na maior parte do país.

Axel Grael



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Governo revoga decreto que colocava limites para a expansão da produção de cana na Amazônia e no Pantanal

Segundo governo, decreto estava obsoleto e impedia investimentos na atividade. Para ambientalistas, decisão coloca em risco status de "produto verde" do etanol brasileiro, e, com isso, pode fechar portas no mercado internacional.

Por Mateus Ferreira e Rikardy Tooge, G1

O governo revogou nesta terça-feira (6) um decreto criado em 2009 que colocava limites para a expansão da produção de cana-de-açúcar em áreas, por exemplo, de floresta nativa, terras indígenas, a Bacia do Alto Paraguai e os biomas Pantanal e Amazônia. O fim da legislação foi assinado no evento de 300 dias de governo Jair Bolsonaro.

O decreto revogado impunha condições e locais de produção para que um agricultor ou uma usina pudesse conseguir financiamento agrícola.

Com o fim da legislação, em tese, não existem mais restrições para o plantio da cultura no país, podendo ser possível abrir áreas de produção em biomas que estão protegidos há uma década. Hoje, a atividade está concentrada no Sudeste e Centro-Oeste do país (veja mais abaixo).

Segundo empresas do setor e o Ministério da Agricultura, o texto revogado estava obsoleto e o Código Florestal de 2012 já coloca limites para o desmatamento.

Para ambientalistas, a decisão afrouxa o controle ambiental da produção agrícola, podendo colocar em risco o status de "produto verde" do etanol brasileiro, e, com isso, fechar portas no mercado internacional.

"Era o principal diferencial ambiental do biocombustível brasileiro. Foi esse decreto que impediu que as exportações de etanol do país sofressem restrições internacionais como as impostas ao biodiesel da Indonésia, ligado ao desmatamento", disse em nota o Observatório do Clima, uma rede que conta com 47 organizações não governamentais que tratam sobre o meio ambiente.

O governo anunciou a medida como uma modernização da atividade e afirmou que a decisão não vai incentivar o desmatamento.

"As legislações federal e estaduais mantêm restrições ambientais ao plantio de cana-de-açúcar no país. No âmbito federal, os empreendimentos relacionados à cultura têm de cumprir Código Florestal Brasileiro, que institui medidas protetivas mais atualizadas e condizentes com a realidade", disse o Ministério da Agricultura.

Ainda segundo o ministério, a legislação anterior criava “restrições que impactavam negativamente as usinas de açúcar e etanol, que enfrentavam dificuldades para financiar a produção". Números do setor mostram que a atividade apresenta crescimento constante mesmo com a restrição (veja mais abaixo).

Para a União das Indústrias da Cana-de-Açúcar (Unica), o setor continuará cobrando desmatamento zero dos produtores, citando a política nacional de biocombustíveis, o Renovabio, que a partir de 2020 vai dar incentivos e crédito para que a produção deste tipo de combustível seja ampliada no país.

"Para ingresso no programa, a grande aposta do setor, nem mesmo o desmatamento permitido em lei será aceito. Desmatou, está fora do Renovabio, pois o etanol, e todos os nossos produtos, devem ser sustentáveis do início ao fim", disse em nota o presidente da Unica, Evandro Gussi.

Restrição não impediu crescimento

Os números do setor mostram que a restrição não impediu o crescimento da produção de etanol e açúcar no país.

No caso do combustível, as usinas produziam 10,5 mil metros cúbicos no início dos anos 2000 para produzir 33,1 mil metros cúbicos na última safra.


Produção de etanol no Brasil — Foto: Arte G1


No caso do açúcar, o setor saiu de 16,2 milhões de toneladas na temporada 2000/2001 para 29 milhões de toneladas na última safra.


Produção de açúcar no Brasil — Foto: Arte G1


Produção está concentrada no Centro-Sul


A produção de cana-de-açúcar no país está concentrada nos estados do Sudeste (6 milhões de hectares) e Centro-Oeste (2,16 milhões de hectares) do país. Há incentivo do governo para que a atividade cresça no Nordeste (937 mil hectares).


A cana-de-açúcar teve produção menor na última safra e deve repetir a queda neste novo ciclo — Foto: Rodrigo Sanches/G1


O Brasil produziu 620 milhões de toneladas de cana na última safra em uma área de 8,58 milhões de hectares. No início dos anos 2000, a produção era de 256 milhões de toneladas.

O maior estado produtor de cana é São Paulo, com uma área próxima dos 5 milhões de hectares. Na última safra, foram colhidas 325 milhões de toneladas.

Nos 9 estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão) a produção de cana na última safra ocupa 313,8 mil hectares, sendo a maior parte em Mato Grosso (228,8 mil hectares).

Na região, foram colhidas 22,9 milhões de toneladas. Acre, Amapá e Roraima não tem produção, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No bioma Pantanal, que fica localizado entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a área de cana no território sul-matogrossense é de 647,4 mil hectares, com produção de 49,9 milhões de toneladas.


Fonte: G1




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Outras matérias também em O Globo:

Desmatamento na Amazônia aumentou 80% em setembro
Funcionários da Funai fazem alerta sobre risco de paralisação na proteção de índios isolados  
Novas regras sobre armas: mesmo desfigurado, projeto aprovado na Câmara amplia acesso (a caça é proibida no Brasil, mas a nova legislação sobre porte de armas autoriza caçadores a andar armados!)







segunda-feira, 4 de novembro de 2019

NITERÓI CONTRA QUEIMADAS: incêndios em vegetação preocuparam nos últimos dias




Voluntária Yasmin Kloosterman Gelli combatendo o incêndio ocorrido hoje no alto do Morro de Santo Inácio, Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT).


Incêndio na encostado Morro da Viração, provavelmente causado por queima de lixo.


As fotos e muitas das informações aqui apresentadas foram encaminhadas pelo geógrafo Alex Figueiredo, chefe do PARNIT

Nos últimos dias, enfrentamos incêndios em vegetação que preocuparam os gestores do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT. Dois incêndios foram combatidos pelo Corpo de Bombeiros e por efetivos da Prefeitura.

Um, no domingo, afetou a encosta norte do Morro da Viração e o outro, afetou a parte mais elevada do Morro Santo Inácio. Segundo as equipes que atuaram no combate aos incêndios, provavelmente, ambos os casos tiveram início na queima irregular de lixo. A Prefeitura de Niterói lançou o programa Niterói Contra Queimadas e, através das secretarias municipais de Defesa Civil e Meio Ambiente (SMARHS), tem atuado nas comunidades alertando sobre os riscos dos incêndios e a legislação aplicável e as suas penalidades.

O Niterói Contra as Queimadas já formou mais de 200 voluntários para atuar no programa e também promove a conscientização da população contra os danos do fogo através de atividades educativas e das Rondas Preventivas, quando técnicos da Prefeitura vão às comunidades onde há maior registro de focos de incêndios, dialogam com os moradores sobre os danos ambientais e à saúde humana, além das consequências legais da prática. Os moradores também são notificados preventivamente para que não façam fogo em vegetação, em lixo e outras práticas que se constituem crime perante a legislação ambiental.

Queremos aqui destacar, reconhecer e agradecer a dedicação e o esforço pessoal que extrapola as suas atribuições funcionais do geógrafo Alex Figueiredo, responsável pelo PARNIT e a voluntária Yasmin Kloosterman Gelli (Estudante da UFF, Curso: Ciência Ambiental, Período: 4º)

Axel Grael
Engenheiro florestal



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LEIA TAMBÉM:

Niterói Contra Queimadas

QUEIMADAS: Niterói teve aumento abaixo do estado e dos municípios vizinhos 
PARQUES E CLIMA NO PLANEJAMENTO URBANO DE NITERÓI
MAIS UMA VEZ: Fogo na mata da encosta de São Francisco
NITERÓI NO CLIMA: Niterói recebe selo do ICLEI de enfrentamento às mudanças climáticas 
RISCO DE INCÊNDIOS EM VEGETAÇÃO
A América do Sul pegando fogo 






GREEN BONDS: Aumenta o interesse de investidores em empresas que promovam responsabilidade socioambiental



O jornal O Globo publicou hoje uma matéria interessante mostrando como investidores no mercado de capitais tem sido atraídos para os chamados "papéis verdes" (green bonds), ou seja, ações de empresas que promovam responsabilidade socioambiental, igualdade de gênero e outras atitudes sociais.

A matéria de Gabriel Martins indica vários fundos, os critérios para investimentos e a respectiva rentabilidade.

Axel Grael




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Green Bonds Foto: Reprodução


Fundos apostam em ‘papéis verdes’ para atrair investidores

Cresce busca por aplicações em empresas que promovam responsabilidade socioambiental e igualdade de gênero

Gabriel Martins

RIO - Na semana passada, o Banco Central ( BC ) reduziu mais uma vez a taxa básica de juros, e a Selic renovou seu piso histórico: 5% ao ano . Ou seja, o rendimento da renda fixa ficará ainda menos atraente. Alguns investidores, no entanto, continuam a ter resistência à renda variável, não só pelo maior risco, como por não quererem investir em empresas que poluem o meio ambiente, por exemplo.

Esse movimento, mais forte nos países ricos, já foi percebido pelo mercado brasileiro, e atualmente já é possível investir sem abrir mão de suas convicções.

A mais nova integrante do grupo é a corretora Warren, que semana passada lançou seu primeiro “ fundo verde ”, que investe em empresas socialmente responsáveis. Batizado de Warren Green, o fundo acompanha três indicadores: o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), o Índice de Governança Corporativa (IGC) e Índice Carbono Eficiente (ICO2), todos da Bolsa brasileira, a B3. Além disso, a corretora conta com um índice próprio para avaliar as empresas e, caso necessário, retirá-las do fundo.

- Criamos o fundo a partir da demanda de clientes por alternativas de investimentos que têm propósito. Estão listadas tanto empresas brasileiras quanto estrangeiras - afirma Thomaz Fortes, gestor de fundos da Warren.

Atualmente, cerca de 20 empresas fazem parte do Warren Green, como as brasileiras Natura, TIM e Renner. Entre as estrangeiras, encontram-se a Microsoft, a Tesla (de carros elétricos) e a Beyond Meat (que produz “carne vegetal”), por exemplo. A aplicação mínima é de R$ 100, e a taxa de gestão do fundo é de 0,5% ao ano.

Lançado em setembro de 2018 pelo Banco do Brasil, o Fundo BB Equidade lista em sua carteira empresas que adotam ou incentivam práticas de equidade de gênero. Para selecionar essas companhias, o banco usa como referência os Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEP, na sigla em inglês), da ONU.

— Consideramos empresas nacionais ou estrangeiras que têm BDRs (recibos de ações de companhias estrangeiras negociadas no Brasil) para compor o fundo. Atualmente, há cerca de 21 empresas no BB Equidade — diz Jorge Ricca, gerente executivo de fundos multimercado e ações do Banco do Brasil. — Entre as ações do fundo estão Renner, Magazine Luiza, Pepsi e Microsoft.

A aplicação inicial no BB Equidade disponível para clientes do varejo é de R$ 200, com taxa de administração de 2% ao ano. Em setembro, o fundo contabilizou um patrimônio de R$ 45 milhões. O Banco do Brasil tem ainda o Fundo ISE, que se inspirou no nome e nos parâmetros do ISE, da B3. Criado em dezembro de 2005, a aplicação inicial é de R$ 15, com taxa de administração de 2,5% ao ano.

Apesar de os índices servirem de guia, é preciso atenção. A mineradora Vale, por exemplo, fazia parte do ISE até fevereiro deste ano. A empresa só foi excluída após o desastre em Brumadinho (MG).




Opções conservadoras

Para quem não abre mão de aplicações mais conservadoras, também há investimentos de renda fixa que se importam com a causa social. É o caso do Fundo AZ Quest Azimut Impacto Social, distribuído pela gestora AZ Quest. Criado em novembro de 2016, ele converte os recursos da taxa de administração, que é de 0,8% ao ano, para projetos de impacto social em regiões carentes de São Paulo. A aplicação mínima é de R$ 1 mil.

O fundo repassa os valores para a Artemisia, uma organização sem fins lucrativos que estimula negócios de impacto social. A Artemisia, por sua vez, investe os recursos na Aceleradora de Negócios de Impacto da Periferia (Anip), que atua na capital paulista.

— A busca pelo fundo ainda é menor do que gostaríamos. Atualmente, temos R$ 26,6 milhões sob gestão, mas a intenção é que o fundo cresça ainda mais — ressalta Walter Maciel, presidente-executivo da AZ Quest.

A busca por aplicações que visam à sustentabilidade ou ao impacto social ainda é pequena no Brasil, avalia Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama. Mas ela vê espaço para crescer.

— No exterior, a busca por investimentos com propósito social é grande. Aqui, esse mercado ainda dá os primeiros passos. Há espaço suficiente para que produtos “verdes” sejam lançados — diz. — Com uma busca maior por renda variável, corretoras e gestoras terão de criar produtos diferenciados para atrair os clientes. Dessa forma, as alternativas sustentáveis têm espaço para crescer.

Embora o mercado ainda seja pequeno, há outras opções para buscar algo mais que rentabilidade. Na Órama, por exemplo, além do fundo da AZ Quest, há o JBI. Criado em setembro de 2005 e hoje com patrimônio de R$ 24 milhões, o fundo tem em sua carteira apenas empresas comprometidas com boas práticas de ética e governança. A aplicação mínima é de R$ 1 mil, com taxa de administração de 2% ao ano.

Foco na educação

Já o Macro Capital One FIC FIM, criado em agosto deste ano, tem uma aplicação mínima mais salgada: R$ 20 mil. Com taxa de administração de 1,8% ao ano, o fundo destina 1% dos lucros a projetos de educação.

E será lançado em breve o Equitas Mãos Amigas, cuja taxa de administração também será repassada a projetos de educação. A aplicação mínima será de R$ 5 mil, com taxa de administração de 2% ao ano.


Fonte: O Globo









domingo, 3 de novembro de 2019

Parque Orla de Piratininga será apresentado dia 21




Biovaletas e jardins filtrantes serão parte da infraestrutura do Parque Orla de Piratininga destinados à recuperação dos ecossistemas da lagoa.


A implantação do Parque Orle de Piratininga (POP) é um dos componentes do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável), que venho conduzindo na Prefeitura de Niterói desde 2014. O POP será o maior investimento ambiental da Prefeitura e terá como objetivo proteger e recuperar ecossistemas, valorizar paisagens da Lagoa de Piratininga e oferecer uma infraestrutura de lazer, esportes e contemplação para a população de Niterói.

Além disso, serão implantados jardins filtrantes que reduzirão a chegada pela drenagem urbana e pelos rios de poluentes, nutrientes e sedimentos ao sistema lagunar, contribuindo para a recuperação da lagoa de Piratininga.

No dia 21 de novembro, o projeto executivo do Parque Orla será apresentado e serão lançados os editais para a contratação das obras.

Também serão apresentadas medidas complementares para a despoluição da lagoa de Piratininga.

Axel Grael




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Parque Orla será apresentado dia 21

Projeto traz 10 quilômetros de ciclovia, jardins filtrantes, píeres de contemplação e pesca, mirantes, áreas de lazer e esporte

Projeto traz 10 quilômetros de ciclovia, jardins filtrantes, píeres de contemplação e pesca, mirantes, áreas de lazer e esporte

O projeto Parque Orla Piratininga (POP) será apresentado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, no próximo dia 21. Serão cerca de 10 quilômetros de sistema cicloviário ao longo de toda a orla da Lagoa, quatro píeres de contemplação e seis píeres de pesca, três mirantes e 17 áreas de lazer, sendo três delas com quadra de esporte, além de brinquedos e academia de ginástica. A iniciativa contempla, ainda, a recomposição vegetal da orla da Lagoa, abrangendo uma área de mais de 150 mil metros quadrados.

O acesso ao Parque será favorecido para pedestres e ciclistas, prevendo baixo fluxo de carros. Cerca de cinco minutos de caminhada vão separar os pontos da TransOceânica às principais entradas do POP. A cada, no máximo, 15 minutos de caminhada, os visitantes encontrarão pontos de informações, lazer e contemplação.

Um dos grandes diferenciais do POP será a implantação de um sistema de gestão de águas pluviais composto por bacias de sedimentação, jardins filtrantes, jardins de chuva e biovaletas para a captação e tratamento das águas provenientes dos rios e da rede de drenagem das principais bacias contribuintes à Lagoa de Piratininga.

O secretário municipal de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle (Seplag), Axel Grael, enfatiza que esta iniciativa é uma das principais propostas a serem implantadas na Lagoa de Piratininga visando reverter o seu atual estado de degradação.

“Esta é uma das iniciativas desenvolvidas pela Prefeitura com o objetivo de recuperar o ecossistema em torno da Lagoa de Piratininga por meio das premissas do paisagismo ecológico. Através do POP, serão recuperados ecossistemas, instalados equipamentos de lazer e recreação para que as pessoas possam usufruir desse entorno; além da implantação dos jardins filtrantes, que são soluções sustentáveis para redução da quantidade de sedimentos e nutrientes carregados pelas drenagens urbanas e naturais, no caso os rios, que chegam até a lagoa”, explica Grael, ressaltando que o POP faz parte do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina – Cooperação Andina de Fomento (CAF).

Grael lembra, ainda, que em 2018, foi finalizado o projeto conceitual do POP pela equipe da Prefeitura de Niterói e foram licitados estudos e os projetos básicos e executivos do Parque, com contratação de empresa especializada.

Na Ilha do Tibau, por exemplo, será feita uma recomposição de ecossistema e implantação de infraestrutura de lazer, recreação, esportes. No meio de um grande bosque, será implantada uma quadra poliesportiva e um campo de futebol, parque infantil, área de ginástica, mirante com vista para a lagoa, pontos de contemplação e áreas para piquenique.

“A criação do Parque vai possibilitar restabelecer novo equilíbrio ecológico no entorno da Lagoa, manter e fomentar a atividade pesqueira na região, a abertura de espaços multifuncionais com equipamentos de lazer para a população; áreas de contemplação e de aproximação da população com a Lagoa de Piratininga, sua fauna e flora; além de intensificarmos questões voltadas para a educação ambiental, ecoturismo e gestão de resíduos sólidos”, reforça Grael.

Fonte: O Fluminense