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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Niterói abre edital de R$ 15 mil por agricultor e prioriza cotas para mulheres

A Secretaria de Assistência Social utilizará todo o hortifrúti arrecadado para abastecer a rede de segurança alimentar da cidade - Imagem ilustrativa


A Prefeitura de Niterói abriu, nesta sexta-feira (31), a Chamada Pública nº 003/2026 para comprar alimentos frescos da agricultura familiar. Por meio da medida, o município repassará até R$ 15 mil por ano para cada produtor rural credenciado.

Com essa iniciativa, a gestão municipal estimula a economia do campo e garante comida saudável para moradores em vulnerabilidade social.

Além disso, a Secretaria de Assistência Social utilizará todo o hortifrúti arrecadado para abastecer a rede de segurança alimentar da cidade nos próximos meses.

O que muda na seleção dos produtores?

Para garantir equidade de renda no campo, a prefeitura estabeleceu regras afirmativas inéditas no novo edital do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Municipal).

  • Cota feminina obriga participação: O edital reserva pelo menos 50% de todas as vagas de fornecedores exclusivamente para mulheres agricultoras.
  • Foco na baixa renda: A gestão exige que no mínimo 60% dos produtores selecionados pertençam ao Cadastro Único (CadÚnico).
  • Pontuação prioritária: A comissão avaliadora priorizará trabalhadores negros, indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária, pescadores e jovens de 18 a 29 anos.

Regras oficiais e execução do programa

A contratação pública baseia-se nos critérios do artigo 4º da Lei Federal nº 14.628/2023 e do Termo de Adesão nº 02083/2024.

Paralelamente a isso, os agricultores entregarão os mantimentos no Banco Municipal de Alimentos Herbert de Souza, em São Domingos, onde os agentes públicos organizarão a distribuição das cestas.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER: PAA e CAF:

PAA (Programa de Aquisição de Alimentos): Política pública que compra alimentos diretamente de pequenos produtores para abastecer redes de assistência social.

CAF / DAP: O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar é o documento oficial que comprova que o trabalhador produz no campo de forma familiar.

Como se inscrever e garantir a vaga

Diante desse cenário, os interessados devem realizar a inscrição entre os dias 03 e 12 de agosto de 2026. Portanto, produtores individuais, cooperativas ou associações precisam apresentar cópias do CPF, documento com foto, extrato da CAF/DAP e a proposta de fornecimento.

Para isso, o trabalhador pode entregar a documentação presencialmente na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social (Rua Coronel Gomes Machado, nº 281, Centro), das 10h às 16h.

Alternativamente, a equipe aceitará os arquivos pelo e-mail subsan@smases.niteroi.rj.gov.br. Por fim, a prefeitura divulgará o resultado definitivo no dia 31 de agosto.

Agricultura familiar: alimento, renda e desenvolvimento

Produção que nasce no campo e chega à mesa: Famílias agricultoras cultivam alimentos, preservam conhecimentos e movimentam a economia local.

A agricultura familiar reúne pequenos produtores que utilizam principalmente o trabalho da própria família na plantação, criação de animais e comercialização dos alimentos. Além de abastecer feiras, mercados e programas públicos, esse modelo produtivo fortalece as comunidades rurais e contribui para uma alimentação mais diversificada.

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Alimentos frescos

Primeiramente, a produção familiar amplia a oferta de frutas, verduras, legumes, ovos, leite e outros alimentos que fazem parte da rotina da população.

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Geração de renda

Além disso, a venda direta em feiras e mercados garante renda aos produtores e mantém uma parcela maior dos recursos circulando dentro da própria comunidade.

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Fortalecimento local

Do mesmo modo, cooperativas e associações ajudam as famílias a compartilhar equipamentos, reduzir custos e alcançar novos compradores.

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Preservação ambiental

Paralelamente, práticas sustentáveis podem proteger o solo, conservar a água e valorizar sementes, técnicas e conhecimentos transmitidos entre gerações.

Valorizar quem produz

Portanto, comprar de pequenos produtores, visitar feiras locais e incentivar políticas de crédito, capacitação e assistência técnica são atitudes que fortalecem a agricultura familiar e aproximam o campo da cidade.





quarta-feira, 8 de julho de 2026

PREFEITURA DE NITERÓI RETIRA CERCA DE 20 T DE RESÍDUOS DO PARQUE ORLA DE PIRATININGA TODA SEMANA


Prefeitura reforça ações de monitoramento e preservação ambiental na Lagoa de Piratininga

A Prefeitura de Niterói realizou, nesta quarta-feira (8), mais uma operação de ordenamento e limpeza na Lagoa de Piratininga. Coordenada pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav), com o objetivo de garantir a ocupação adequada do espaço público e a preservação ambiental naquela área, a ação foi executada pela Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que retirou entulhos e resíduos descartados incorretamente. O serviço contou com apoio de um caminhão para a remoção de materiais como ferro, madeira, plástico e outros detritos.

O coordenador do Gecopav, major Antônio Luiz Pereira Lima, ressaltou a importância da atuação integrada dos órgãos municipais para garantir a proteção das áreas verdes da cidade.

“Nosso principal objetivo é impedir o avanço de construções irregulares sobre áreas de proteção ambiental. Para isso, atuamos com planejamento, uso de tecnologia e integração entre diversos órgãos municipais, garantindo uma fiscalização eficiente e contribuindo para a preservação do patrimônio ambiental de Niterói”, afirmou.

O trabalho desenvolvido na região tem como foco a preservação da restinga, a fiscalização de construções irregulares e descartes incorretos de resíduos, além do monitoramento de possíveis áreas afetadas por desmatamento. As equipes realizam vistorias frequentes, com acompanhamento por terra e apoio de aeronaves tripuladas, ampliando a capacidade de identificação de ocorrências e garantindo uma atuação mais eficiente na proteção ambiental. Sempre que são constatados problemas, como o descarte inadequado de lixo ou o acúmulo de entulho, são promovidas ações de limpeza e conservação, contribuindo para a preservação da Lagoa de Piratininga e para a manutenção de um ambiente mais saudável para a população.

Wellington Silva, funcionário da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) há 11 anos, destacou a importância do trabalho que tem feito semanalmente na Lagoa de Piratininga, ressaltando que a ação vai além da limpeza do espaço.

“Todas as quartas-feiras realizamos uma ação de limpeza na orla da Lagoa de Piratininga, em parceria com a Secretaria de Ordem Pública, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos. Durante essas operações, recolhemos, em média, cerca de 20 toneladas de resíduos descartados de forma irregular na região. Esse trabalho é fundamental não apenas para manter a cidade limpa, mas também para preservar o meio ambiente e a qualidade da lagoa”, destacou.

O Gecopav atua em três frentes principais: monitoramento das áreas de preservação para evitar invasões e desmatamentos; combate a construções irregulares com medidas judiciais e embargos; e implantação de marcos delimitadores em áreas protegidas.

A operação seguiu o que está previsto na Lei nº 2624/2008, que integra o Código de Posturas do município e estabelece diretrizes sobre convivência, ocupação do espaço público e preservação ambiental.

Fonte: Prefeitura de Niterói




domingo, 8 de fevereiro de 2026

HÁ SETE ANOS, CRIAMOS O PREMIADO PROGRAMA NITERÓI JOVEM ECOSOCIAL

Plantando mudas no Horto do Fonseca, com participantes do EcoSocial. Dezembro de 2019.

Atividade do EcoSocial no Lago Azul, do Horto do Fonseca. Dezembro de 2019. 

Em 2018, apresentei ao então prefeito Rodrigo Neves, o projeto de criação do programa Niterói Jovem EcoSocial, uma iniciativa inovadora e que, posteriormente, daria origem ao Pacto Niterói Contra a Violência, do qual faria parte. Na concepção e detalhamento do projeto, contei com a ajuda fundamental e decisiva da minha colega, engenheira florestal Valéria Braga, que avançou na concepção e detalhamento. 

A ideia era inspirada na experiência que tive com meus irmãos Torben e Lars, com a criação do Projeto Grael, em 1988. O Projeto Grael, que já formou mais de 25 mil alunos, utiliza os esportes náuticos como motivação e oportunidade para jovens estudantes da rede pública de educação para o desenvolvimento de habilidades profissionais e para atuação ambiental, além de, obviamente, terem a possibilidade de iniciação esportiva. 

No caso do Niterói Jovem EcoSocial, a ideia era oferecer uma oportunidade de educação complementar combinando atividades ambientais e formação profissionalizante. O programa era focado em beneficiar jovens em situação de vulnerabilidade social, ou potencial vulnerabilidade social. 

O programa iniciou-se em 2019, com a assinatura do contrato de parceria com a FIRJAN/SESI/SENAI, que assumiu o gerenciamento do programa e forneceu o programa profissionalizante através do SENAI. Os alunos recebem uma bolsa e auxílio-transporte para participar do programa. 

Abrimos 400 vagas na primeira turma. As inscrições dos primeiros participantes acontecerem a partir de setembro. A aula inaugural ocorreu em outubro de 2019. 

segunda turma, lançada em 2022, contou com 500 participantes e um investimento de R$ 25 milhões. Em dezembro de 2021, formávamos a primeira turma do Niterói Jovem EcoSocial.

A terceira turma foi iniciada no final de 2024 e tem 750 alunos.

Formatura da primeira turma do Niterói Jovem EcoSocial, em dezembro de 2021.

Formatura de mais 450 alunos do EcoSocial, em junho de 2024.

O EcoSocial é desenvolvido com a liderança do secretário Octávio Ribeiro, da Secretaria Municipal de Participação Social - SEMPAS e atualmente conta com a parceria com o SENAC e o Instituto Três Romãs. Em suas 3 edições, o Programa já atendeu mais de 1500 adolescentes e jovens entre 16 e 24 anos, em situação de vulnerabilidade social, residentes em mais de 30 comunidades da nossa cidade, oferecendo qualificação profissional com acompanhamento social e pedagógico.


Vídeos no YouTube do EcoSocial

Como contrapartida, os adolescentes e jovens participam de ações e atividades de educação ambiental em seus territórios, onde desenvolvem técnicas baseadas nos eixos temáticos do programa, dentre estes:

Áreas Verdes – implantação de áreas verdes em encostas, com ênfase em reflorestamento e recuperação de florestas, bem como a restauração ecológica; produção de mudas, formação de jardins e hortas, plantio em praças e outros espaços públicos;

Corpos hídricos/água –apoio à conservação de rios e córregos; às Lagunas da Cidade e ao Oceano; apoio à redução de perdas de água potável; apoio às ações de educação ambiental relacionadas ao saneamento dos territórios; conscientização do desperdício e preservação da água.

Resíduos Sólidos – participação na orientação quanto ao descarte de resíduos sólidos e execução de projetos relacionados a gestão de resíduos sólidos, bem como outros eventos relacionados com a educação ambiental.

Defesa Civil – palestras e rodas de conversa sobre como participar no apoio ao monitoramento e planejamento de ações relacionadas à minimização de riscos em áreas sujeitas a queimadas.

Parques – apoio à manutenção de unidades de conservação e áreas protegidas ambientalmente, com destaque para o incentivo do uso público por meio do manejo de trilhas e outras atividades previstas no Plano de Manejo ou orientação emitida por órgão ambiental responsável e orientação e conscientização do ecoturismo e do turismo de natureza na cidade.

MAPEAMENTO PARTICIPATIVO

Mapa geral de todos os pontos coletados no Projeto Niterói Jovem EcoSocial

O mapeamento participativo é um desdobramento inovador do EcoSocial, que foi idealizado já no inicio do programa e tem como objetivo principal, construir a história de cada território a partir do mapeamento de pontos ambientais e afetivos pela perspectiva dos alunos/moradores dos territórios. Oferecemos a oportunidade para que o aluno desenvolvesse um olhar crítico sobre o seu território, além do senso de pertencimento e identidade a partir da realidade dos territórios onde residem, transformando-o em agente de mudança e ação. 

A coleta de dados foi realizada através de formulários dentro do Survey123 for ArcGIS de maneira rápida e interativa, a partir do georreferenciamento dos pontos de interesse, contendo as informações do local, fotos e/ou comentários.

As atividades ocorreram na forma de treinamento em sala de aula e trabalho de campo. Foram criados dois formulários pelas equipes de campo/mapeamento participativo a serem preenchidos em campo.
 
O formulário "Ambiental" contou com 4 eixos: 
  • Águas, 
  • Defesa Civil, 
  • Parques e 
  • Reflorestamento/ Resíduos Sólidos
O formulário "Afetivo" trouxe o olhar dos jovens aos lugares que representam memórias e informações que possam contribuir para melhores perspectivas em políticas públicas nos territórios. Os eixos foram: 
  • Análise de Urbanização, 
  • Transporte, 
  • Abastecimento de Água, 
  • Iluminação Pública, 
  • Educação, 
  • Saúde, 
  • Políticas Públicas, 
  • Ações Culturais, 
  • Esporte/Lazer e 
  • Afetividade.
REPERCUSSÃO E DESDOBRAMENTOS

Em novembro de 2022,  retornando do Egito onde participamos da COP27, estivemos na sede da ONU em Genebra, Suíça, onde fomos convidados para apresentar a experiência de Niterói com o Niterói Jovem EcoSocial e a Moeda Social Arariboia, no evento “Mayors, Human Rights and the United Nations Universal Periodic Review”, organizado pela Coalizão para a Participação de Governos Locais e Regionais na Revisão Periódica Universal, promovido pelo Genebra City Hub. O evento foi realizado na véspera da sabatina do governo brasileiro perante o Plenário da ONU, como parte da Revisão Periódica Universal das Nações Unidas (RPU), ocasião em que os estados nacionais prestam contas da situação dos direitos humanos no país. 

Em 2024, a FIRJAN lançou um livro sobre o EcoSocial, registrando o período de contribuição da instituição com o programa, apresentando muitos casos de sucesso que nos orgulham muito.

Em 2025, o EcoSocial e a Estratégia de Governo Digital permitiram que Niterói alcançasse a Certificação "What Works Cities", oferecida pela Bloomberg Philanthropies. A certificação foi possível após a seleção de Niterói para participar do programa em 2023. Niterói foi certificada no Padrão 'Ouro". Das 21 cidades certificadas - no Canadá, EUA, Brasil, Argentina e Chile - apenas Niterói, Rio de Janeiro e Calgary (Canadá) chegaram ao nível Ouro. Todas as demais cidades ficaram com a certificação "Prata".

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)



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Participantes do Niterói Jovem EcoSocial mais perto do mercado de trabalho



Com foco na empregabilidade e na geração de renda para jovens, o Programa Niterói Jovem EcoSocial realiza, nesta sexta-feira (6), a Feira de Empregabilidade – Ecoando Oportunidades: Conectando o jovem ao primeiro passo. O evento aconteceu das 8h30 às 17h, exclusivamente para os alunos do Programa, no Centro de Formação Darcy Ribeiro, no Barreto, e tem como principal objetivo promover a conexão direta entre os alunos do programa e o mercado de trabalho.

Durante a feira, empresas convidadas estarão presentes para divulgar vagas, receber currículos e tirar dúvidas dos jovens participantes. Ao todo, 17 empresas confirmaram presença, entre elas Rede D’Or, Mundial Supermercados, Drogaria Venâncio, Grupo DPSP, Coco Bambu, ABRASEL Leste Fluminense, CIEDS, Padaria Atlântica, Onodera Estética, Supermercado Maravista, La France RH, In Búzios Turismo, Gi Group Consultoria e Global Service.

Para a Secretaria Municipal de Participação Social, a Feira representa um momento estratégico de encerramento do ciclo formativo do programa.

“Essa ação é a concretização de um compromisso da Prefeitura de Niterói com o Niterói Jovem EcoSocial, que, ao promover a qualificação profissional, proporciona aos jovens a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho”, pontua o secretário de Participação Social, Octávio Ribeiro.

A Feira de Empregabilidade é organizada pelo Senac RJ, por meio do Interliga, um serviço que aproxima os estudantes da realidade do mundo do trabalho, com o apoio de profissionais de empresas parceiras, apresentando o dia a dia de suas áreas de atuação aliado à qualificação profissional de qualidade. Como preparação para o evento, todos os alunos passaram previamente por oficinas de currículo, LinkedIn e técnicas de entrevista, garantindo mais segurança e competitividade nesse primeiro contato com o mercado de trabalho.

“Mais do que apresentar vagas, a Feira de Empregabilidade promove a inclusão social, oferece orientação e amplia a visão dos jovens sobre as possibilidades de carreira. O papel do Senac RJ é apoiar esses estudantes e contribuir para escolhas profissionais mais conscientes e alinhadas às demandas do mercado”, resume o diretor regional do Senac RJ, Sérgio Ribeiro.

O Niterói Jovem EcoSocial é um programa municipal, gerenciado pela Secretaria de Participação Social, que une qualificação profissional, por meio do Senac RJ, e educação ambiental, em parceria com o Instituto Três Romãs, tendo alcançado 1.500 jovens em suas três edições.

Fonte: Prefeitura de Niterói


sábado, 4 de outubro de 2025

Inside the Plastics Industry Playbook: Delay, Deny, and Distract


Plastic bottles at the Carola mineral water factory in Ribeauvillé, France. Sebastien Bozon / AFP via Getty Images

In an interview with e360, Saabira Chaudhuri, author of a new book on the history of the plastics industry, discusses how petrochemical companies worldwide have molded consumers to embrace convenience and disposability — no matter the environmental and public health costs.

Over the decades, scientific studies have highlighted the environmental and human toll of making, using, and discarding disposable plastics, and yet activist campaigns, international treaty negotiations, and government regulations have done very little to curb its use. The Organization for Economic Cooperation and Development expects plastic production and waste to triple by 2060.

In Saabira Chaudhuri’s recently published Consumed: How Big Brands Got Us Hooked on Plastic, the London-based journalist explains how consumer goods companies have for decades dodged regulation in their efforts to maintain the status quo. In an interview with Yale Environment 360, Chaudhuri talks about the plastics industry playbook, which she says stokes fears that a curb on disposables will raise consumer prices and presents false solutions that shift responsibility for plastic litter from producers onto municipalities. She explores the history of manufacturing demand for disposables and offers hope that a critical mass of concerned individuals can turn the plastics tide.

“I do think people are starting to worry about the health impacts from plastics, which could motivate a shift back towards more durable materials,” she says. “Nobody likes the idea of microplastics in our brains and in our lungs. People want to get [this] under control.”

Saabira Chaudhuri. Gokull Rao Kadam

Yale Environment 360: Last month, negotiations on an international agreement to reduce plastic pollution failed, once again, after oil-producing nations refused to cut their plastics production. Will the oil states ever come around?

Saabira Chaudhuri: In 2024, the IEA said 70 percent of the growth from oil had actually come from plastics. And if you look at the future, [those nations] seem to be betting everything on the fact that plastics will continue to grow. So I think any agreement that tried to get the whole world on board was always doomed to fail. But the consensus seems to be that a smaller group of countries can still come together and commit to making big changes, phasing out dangerous chemicals, mandating minimum recycled content, designing for recycling and reuse, things that will naturally cut back on demand for virgin plastic.

e360: Do individuals have a role to play?

Chaudhuri: We have an immense amount of power to influence what consumer goods companies do by either buying or not buying their products, by speaking to them, whether it’s their customer service people or calling them out on social media. If you start to change the culture of what’s acceptable, and it starts to show up in the profit lines of these companies, they will be motivated to make changes that [will] trickle back to this whole very murky world of chemical companies, oil companies, and resin producers.

e360: What is the industry’s playbook? How do companies manage to keep selling plastic, despite all that we know about its threats to our health?

Chaudhuri: The first tactic is to say [that abandoning plastic] will drive up prices for consumers. It’s going to make everything more expensive. You also see them funding lifecycle analyses and studies that generally seem to be drawing conclusions, cherry-picking assumptions, that confirm that disposability is the best option, that plastic is the best option. And if you did anything differently, it would be really terrible for both consumers and the environment.

“Companies spent a lot of money pushing the message that plastic was necessary for hygiene, that unwrapped products were prone to germs.”

And then the third thing is the long-running “plastics make it possible” campaign. And the whole idea is to showcase the many positives of plastics: how helmets protect children, and plastics make cars and planes lighter, and plastics are necessary for medical devices. Again, all things that are very true. But none of them are the areas that people are concerned about. People are most concerned about unnecessary single-use plastics — the straws, the bottles, the lids, the bags, all the food containers — that are rampantly overused.

And the fourth one is obviously putting forward solutions that sound very promising. Like, “We’re going to make our bottles from recycled plastic. We’re going to invest in collection infrastructure to raise recycling rates. We’re going to make containers from compostable plastic.” For a variety of reasons, all of these things have failed for decades and decades, but that hasn’t stopped companies from offering up exactly the same solutions with a slightly different wrapper on them a few years later.

e360: How did the idea of disposability take hold?

Chaudhuri: The plastics industry made this very concerted shift in the 1950s when Lloyd Stouffer, the editor of Modern Plastics, said it is much better to sell a product 1,000 times over than to sell it once. The idea is that with disposability you have a consistent large market.

A 1990s print ad from the American Plastics Council.

Disposability also allows you to expand your supply chains in a way that you couldn’t otherwise do if you had to return a container to be washed and reused. With disposables, companies don’t have to worry about the reverse logistics of how do I get something back. They cut out a hell of a lot of cost and complexity for themselves.

The flip side, of course, is they just offload this [cost] onto taxpayers, because it’s usually municipal governments, paid for by us, that have to deal with the waste. [For industry,] it’s immensely profitable.

e360: Disposable plastic is ubiquitous today, but the industry had to build demand for it and teach people how to throw things away.

Chaudhuri: When plastics first came about, they were actually extremely expensive. People stored cellophane in a safe because it was used just for upscale chocolate and perfume, and then later cigarettes. As prices came down, that is when you started seeing plastics appearing absolutely everywhere. And companies spent a lot of money pushing the message that plastic was necessary for hygiene, that unwrapped products were dirty and prone to germs. And I think that is not something that came naturally to people.

Companies pushed the idea that the way you are doing it is wrong, and here is a much better way of doing things. A lot of money was spent on ideas about convenience. A lot of money was spent on the idea that repairing things was unfashionable. Why repair something when you could just buy something new for cheap? Reuse was fusty, something your grandparents did, or your parents did. It wasn’t something that the modern post-war generation should have to do.

“Disposability existed before plastics, but plastics brought a level of affordability and functionality that other materials couldn’t.”

e360: And why did plastics eventually supplant other packaging materials, like glass or paper?


Chaudhuri: Its raw material, for the most part, was plentiful and pretty cheap. [Plastic feedstock] was a byproduct of [oil refining] that would otherwise just be thrown away. Disposability existed before plastics, but plastics brought about a level of portability, a level of affordability, a level of functionality that I think these other materials just couldn’t.

One of my favorite examples is the paper coffee cup. Paper coffee cups had existed since the turn of the century, and they had been developed to curb diseases at shared water fountains. But they were never really used for hot drinks because their wax liner would make the coffee taste of wax.

Then in the 1940s, a company called Lily-Tulip added a plastic liner to the paper coffee cup. And all of a sudden, you could put hot coffee in a disposable container. And that was a game-changer. Hot coffee became the largest-selling beverage in the U.S. in the 1950s, bigger than every other beverage combined. And that was all down to the addition of the plastic liner.

DuPont chemist Hale Charch shows off a new kind of cellophane that is impermeable to water vapor, circa 1927. Keystone / Getty Images

e360: Companies like to promise that plastic goods are recyclable, but a lot of them aren’t. Why is it so hard to recycle plastic?

Chaudhuri: Even though we use the word “plastic,” there is no such thing as just plastic. There are many different types and subtypes. There is also the inclusion of color, which can’t then be taken out.

It’s too expensive to separate your orange plastics from your pinks, from your greens, from your blues. So anything that is a colored plastic, by and large, just gets downcycled into this gray mass of resin that can then be turned into pipes or construction material.

One of the big reasons why plastics recycling rates are so low is this panoply of materials on the market, and the expense of sorting them all, cleaning them, reprocessing them. Why would you pay for this entire process and turn it into something new if you could get a higher quality version made from virgin plastic, which is cheap because of subsidies on oil? So without the demand, you don’t have the markets.

“I think as consumers, we need to have a complete rethink of why we are consuming.”

e360: Would the world be better off if plastic had never been invented?

Chaudhuri: If we took plastic away, what would our world look like today? It’s unimaginable. We probably wouldn’t have computers. We wouldn’t have phones. You and I wouldn’t be having this conversation. We wouldn’t have blood bags and IV tubes and all of these things.

If we all somehow switched from plastic to paper, there would be mass deforestation. Paper still uses chemicals. It’s still very water intensive. As for compostable plastics, the whole point is that somehow, they will break down at the end of their life and turn into compost that we can then use to make our soil better. But for the most part, there is no infrastructure for these compostable plastics to actually compost.

Plastics have brought us these immensely good things, undeniably good things. They’ve also brought us these undeniably bad things. I think it’s probably more useful to say, “Where do we go from here now that we are in this mess?”

People collect plastic waste from the Citarum River in Indonesia. Timur Matahari / AFP via Getty Images

e360: So where do we go from here?

Chaudhuri: Going back to that 1950s pivot that the industry made where it went from reusables to disposables, that triggered a complete rewiring of supply chains. Everything was built around disposability. I think the shift that we could conceivably make is to start to unwind some of that so that we are going back to that moment in time.

I think that recycling has a role. I think reuse has a role. I think alternative materials have a role. And I think as consumers, we need to have a complete rethink of why we are consuming. There’s a psychological dimension to this, which is this need to consume endlessly.

We’ll probably always need some sort of plastic. It’s just that the plastic we do use should ideally be highly recyclable and recycled many times over. It should be very standardized so that we’re not using 100 colors. We might be using only two or three types of plastic.

I do think people are starting to worry about the health impacts from plastics, which could motivate a shift back towards more durable materials. Nobody likes the idea of microplastics in our brains and in our lungs. So I feel like in some ways everybody’s on the same side. People worry about this, and they want to get it under control.


This interview was edited for length and clarity.

Fonte: Yale 360





sábado, 5 de julho de 2025

Maior programa municipal de aluguel universitário do país começa em Niterói


Foto Evelen Gouvêa.

A Prefeitura de Niterói abriu inscrições, nesta quinta-feira (3), para o maior programa municipal de aluguel para alunos de graduação e pós-graduação do país. Batizada de Aluguel Universitário, a iniciativa vai oferecer R$ 700 mensais para mil estudantes de instituições de ensino superior localizadas na cidade — públicas ou privadas.

Além de facilitar o acesso à moradia, a Prefeitura do município quer revitalizar o Centro da cidade, que passa por uma ampla reforma urbanística, e manter os universitários na cidade, que já é a terceira cidade do país com maior índice de escolaridade, segundo o IBGE (2022). São cerca de 70 mil universitários na cidade.

“Estamos muito orgulhosos de lançar o Programa Aluguel Universitário, o maior projeto de aluguel e moradia para estudantes do Brasil. Eu comecei minha trajetória política na União dos Estudantes de Niterói, ainda na década de 1990. Na época, a gente lutava por passe livre e meia entrada e, hoje, fico feliz de poder continuar apoiando políticas públicas pensadas para a juventude. Em agosto, já vamos selecionar mil estudantes e não vamos parar por aí. Através do incentivo ao estudo, vamos fortalecer também a economia local e a revitalização de toda a região central. Niterói continua avançando com políticas inteligentes que fazem toda a diferença na vida das pessoas”, reforçou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

As inscrições vão de hoje até o dia 08 de julho e acontecem através da plataforma digital Colab e do site do programa (https://niteroi.rj.gov.br/alugueluniversitario). Ao todo, mil estudantes serão selecionados neste primeiro edital. A iniciativa vai beneficiar estudantes maiores de 18 anos, com renda familiar de até três salários mínimos da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de instituições de ensino superior privadas, matriculados em curso presencial devidamente regularizado pelo Ministério da Educação (MEC).

O auxílio facilita o custeio de moradia garantindo mais acessibilidade ao ensino superior. Com duração inicial de um ano, o benefício poderá ser renovado até a conclusão da graduação ou da pós-graduação, desde que o estudante não ultrapasse dois anos além do prazo regular do curso.

A reprovação por faltas em qualquer disciplina resultará na perda do benefício. Além disso, o estudante não poderá acumular outro subsídio habitacional de mesma natureza.

“Estar neste evento é um prazer muito grande. Iniciativas como esse programa são transformadoras de vidas: geram autonomia e liberdade para os estudantes tomarem decisões com fôlego. Acho que, mais do que uma política de permanência estudantil, o Programa Aluguel Universitário é uma política para o sucesso dos alunos. Ter um olhar inteligente e pensar em decisões complexas, que integram vários setores da sociedade, é o caminho certo para gerir uma cidade e até uma universidade”, celebrou o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Claudio Lucas da Nóbrega.

A área de abrangência do programa inclui a região central da cidade, incluindo os bairros do Centro e parte de São Domingos e São Lourenço. Já neste primeiro momento, os universitários precisam apresentar o contrato de aluguel em pontos localizados nessas áreas. O mapa com os limites exatos está anexado à legislação que institui o benefício, será incluído no edital e amplamente divulgado nos canais oficiais da Prefeitura. Além disso, vale destacar que haverá visitas domiciliares para verificar o cumprimento das exigências e confirmar que os beneficiários residem, de fato, na localidade informada e que o programa não estabelece restrições quanto à quantidade de beneficiários por imóvel.

“Hoje é um dia histórico para a assistência estudantil do Brasil. Lançamos uma iniciativa inovadora, que já surge como a maior política de auxílio moradia para estudantes do país. A Prefeitura acredita nos jovens e aposta, inclusive financeiramente, em incentivar toda uma geração”, afirmou o coordenador de políticas públicas para a juventude, João Pedro Boechat.

A medida faz parte da estratégia da Prefeitura para fomentar o desenvolvimento econômico e social da cidade, tornando Niterói um polo cada vez mais atrativo para os jovens talentos. Além disso, busca reduzir o tempo de deslocamento dos estudantes, estimular a frequência às aulas e promover o uso residencial da região central da cidade.

Os interessados no programa precisam apresentar: documento de identidade; CPF; comprovante de residência; declaração de matrícula (atualizada há menos de 60 dias pela Instituição de Ensino Superior); comprovante de Inscrição no Cadastro Único (atualizado nos últimos 6 meses, a contar da data de publicação deste edital) – este item deve possuir os dados referentes à Faixa de Renda Familiar Total e Faixa de Renda Familiar Por Pessoa (per capita); documento que comprove a participação no Bolsa Família, BPC ou Moeda Araribóia, se for o caso.

Integrante do programa Jovem EcoSocial, a estudante Victória Antônio de Oliveira, 21 anos, disse que estava ansiosa para se inscrever no programa. Ela também é moradora do Centro e cursa o terceiro período de Direito da Universidade de Salgado de Oliveira (Universo).

“Esse projeto é maravilhoso e eu estou muito feliz por ele ter saído do papel. É um grande projeto para os jovens de Niterói, porque acredito que os jovens de outras cidades não estão tendo essa oportunidade incrível. É gratificante ver”, destacou.

O programa também vai ser um diferencial para jovens de outras cidades do Estado do Rio. A estudante Yana Santana, 26 anos, veio de Angra dos Reis para estudar Direito na UFF e atualmente reside no Morro do Estado. Ela vai se inscrever no programa para morar no Centro.

“O Aluguel Universitário já é o maior programa habitacional de moradia estudantil do Brasil, que nesse edital vai beneficiar mil estudantes. E a intenção é que nos próximos meses complete muito mais. É de fato um projeto de política pública que vai mudar a realidade já dos estudantes que moram aqui em Niterói e daqueles que vão vir morar aqui na cidade. É um projeto que está aí para mudar vidas e a construção do movimento estudantil”, disse a jovem que está à frente da diretoria executiva do Centro Acadêmico de Direito da UFF.

Fonte: Prefeitura de Niterói




sábado, 24 de maio de 2025

Proferi palestra no INSPER sobre o protagonismo das cidades na governança climática e a experiência de Niterói




Na quinta-feira, 22 de maio, foi dia de ir a São Paulo para conhecer in-loco o reconhecido Instituto de Ensino e Pesquisa - Insper, onde fui conversar com os alunos do curso de "Cidades Inteligentes: Tecnologia, Transformação Digital e Inovação Urbana". O Insper é uma organização acadêmica que oferece cursos de graduação e pós-graduação de excelência, num modelo inovador de educação. Fiquei muito bem impressionado com a estrutura, com a organização e os projetos desenvolvidos na instituição. Almocei com dirigentes e docentes do Insper e tive produtivas conversas com os seguintes professores: 

  • Tomas Alvim, coordenador-geral do Centro de Estudos das Cidades - Laboratório Arq.Futuro do Insper. Também esteve conosco a Heloisa Escudeiro, coordenadora-adjunta e pesquisadora.
  • Élcio Batista (ex-vice-prefeito de Fortaleza, Ceará) e Hannah Arcuschin Machado, respectivamente coordenador e coordenadora-adjunta do interessante programa Cidade+2°, em estruturação pelo Insper.

A convite da instituição, fiz uma apresentação sobre Mudanças Climáticas, o Papel das Cidades e a Experiência de Niterói. tema da minha pesquisa de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo - PPGAU/UFF.  Foi bem bacana compartilhar a experiência inovadora de Niterói nessa agenda, os desafios enfrentados e as estratégias de implementação das nossas ações. Também fizemos uma reflexão sobre o papel das cidades na governança climática, para enfrentar esta que é a maior crise global da atualidade e que ainda desafiará as próximas gerações. 

Foi mais uma oportunidade de defender uma convicção que acredito muito: de que uma cidade inteligente é aquela que utiliza a tecnologia e a inovação não como fins em si mesmos, mas como meios para melhorar a qualidade de vida das pessoas. 

Meu agradecimento ao amigo professor Maurício Bouskela pelo convite para essa participação no curso!

Axel Grael


sexta-feira, 9 de maio de 2025

VISITA AO PARQUE ORLA DE PIRATININGA ALFREDO SIRKIS

Um dos projetos que eu mais me orgulho de ter realizado é o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP: um sonho de muitos anos, desde o início da década de 1980, na época do Movimento de Resistência Ecológica - MORE, quando eu organizava manifestações pela despoluição do sistema lagunar de Piratininga e Itaipu e defendíamos a recuperação daquele grande patrimônio natural e paisagístico de Niterói. 

Em 2013, já como vice-prefeito de Niterói, fizemos um convênio com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente/INEA, responsável legal pelas lagoas e lagunas do estado, e propusemos a cogestão das lagoas no município, ou seja, a Prefeitura ajudaria na gestão das lagoas de Piratininga e Itaipu. Desde então, começamos - finalmente - uma história de cuidados com as lagoas. Já são mais de R$ 250 milhões investidos pela Prefeitura na proteção, recuperação e requalificação do entorno das lagoas.

Hoje, temos o POP implantado e as obras pioneiras de Renaturalização do Rio Jacaré concluídas (ambas entregues em 2024). Atualmente, estão em andamento as seguintes obras:

  • de recuperação do canal de Itaipu - iniciada em 2024.
  • de restauração do Túnel do Tibau, que teve a complexa solução, o projeto desenvolvidos na minha gestão, assim como o lançamento da licitação. 

Acompanho o dia-a-dia do POP, conversando com a secretária da SECONSER, Dayse Monassa e o biólogo Alexandre Moraes da Silva e, sempre que posso, dou uma passadinha lá. Hoje, de manhã cedo, foi dia de visita. Passei pelo POP e dei uma olhada nos serviços de conservação e os avanços de infraestrutura. Vi, mais uma vez, o trabalho de implantação do Pomar Urbano, a manutenção dos jardins filtrantes e o efluente dos vertedores, que levam a água já limpa para a Lagoa de Piratininga.

Parte do pomar do POP

Serviços de manutenção.

Imagem geral do POP, próximo à Fazendinha do Cafubá.

Aproveitei para conversar com moradores.

Encontrei com a professora Michelle Hama Yoga, que dá aulas de Yoga no Centro Ecocultural Sueli Pontes todas as sextas-feiras. O Centro Ecocultural Sueli Pontes é uma das grandes referências do POP e lá vc pode saber tudo sobre o funcionamento das Soluções Baseadas na Natureza do POP, o ecossistema da Lagoa de Piratininga e da Região Oceânica.

POP

O POP começou a ser planejado em 2017, quando demos início à idealização do Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável. Em 2018, contratamos o Projeto Executivo e a sua implantação. O resultado foi apresentado de 2019, quando anunciamos o lançamento do edital para as obras de implantação do POP. As obras começaram efetivamente no final de 2020 e tive o orgulho de inaugurá-lo como prefeito em 2024, fechando, portanto, um ciclo de 7 anos desde o início da sua concepção.

Com a inauguração do POP, entregamos também o Centro EcoCultural Sueli Pontes, também chamado de Eco-POP, que além de ser a sede do parque, oferece uma exposição permanente sobre o ecossistema da Região Oceânica e do Sistema Lagunar, além de uma programação cultural e de educação ambiental. O POP possui 680 mil metros quadrados, conta com 8 píeres e 17 praças, incluindo jardins filtrantes que tratam as águas pluviais sem o uso de produtos químicos. As praças criadas em função do POP ganharam nomes em homenagem a lideranças comunitárias e ambientalistas e, dentre elas, merece destaque à Ilha do Tibau, onde são oferecidos uma infraestrutura esportiva e social, com programas de iniciação esportiva conduzidos pelo projeto Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte - NASCE

O POP, não apenas protege o meio ambiente e trata as águas das drenagens urbanas e dos rios, mas também promove a recuperação de uma área degradada, oferecendo novos espaços para cultura e esporte. Além disso, promove a justiça ambiental, sendo um local acessível para pessoas de diferentes origens sociais e transformando uma região antes inóspita em um ambiente de convivência e inclusão.

Só com o contrato de manutenção do parque, são 102 empregos diretos. O POP cada vez mais, se inclui no cotidiano dos niteroienses e participa da economia, também com oportunidades de lazer, recreação e geração de renda. Areas antes abandonadas e excluídas do convívio do niteroienses, já estão à disposição da população. Bairros limítrofes, antes de costas para a Lagoa de Piratininga, hoje descobrem o tesouro que têm na sua vizinhança. 

Soluções Baseadas na Natureza - SbN

Diante das mudanças climáticas e o aumento da frequência de episódios causados pelas chuvas e secas, há uma crescente preocupação com a resiliência das cidades e com a necessidade de protege-las. Uma das recomendações é a adoção de técnicas conhecidas como Soluções Baseadas na Natureza - SbN e Niterói é uma referência. Temos o maior investimento no Brasil e na América Latina em SbN, principalmente nos Jardins Filtrantes do POP e no projeto de Renaturalização do Rio Jacaré, a primeira iniciativa do tipo realizada num rio urbano.

POP e a bicicleta

Também está disponível para a população uma ciclovia de 10 km no contorno do POP e que fará parte futuramente da Ciclovia TransLagunar, que ligará o Túnel Charitas-Cafubá às praias de Itaipu e Itacoatiara. A TransLagunar existirá a partir da futura implantação da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu.


A ciclovia do POP já tem mostrado um movimento significativo, mostrando o grande potencial da futura TransLagunar. Segundo dados indicados acima, do sistema ContaBike, do programa Niterói de Bicicleta, que tem um contador de bicicletas na ciclovia do POP, nos dando uma perspectiva do número médio de usuários: a média diária é de 402 ciclistas, 3.043/semana e 13.234/mês, mostrando que uma área da cidade que era esquecida e degradada, hoje está cada vez mais dentro do cotidiano da população.

Dimensão social do POP

Para se ter uma dimensão social do POP recomendamos a leitura de Regularização Fundiária da Comunidade da Ciclovia / Barreira e também Requalificação urbana e Ambiental da Comunidade da Ciclovia/BarreiraMobilização Social Educação Ambiental e Sanitária.

Também está disponível para a população uma ciclovia de 10 km no contorno do POP e que fará parte futuramente da Ciclovia TransLagunar, que ligará o Túnel Charitas-Cafubá às praias de Itaipu e Itacoatiara. A TransLagunar existirá a partir da futura implantação da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu.

Prêmios

Com investimentos de mais de R$ 100 milhões da Prefeitura de Niterói o parque já faturou diversos prêmios. Em setembro do ano passado, levou o Prêmio Firjan de Sustentabilidade 2023 na categoria Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. Em junho de 2023, foi escolhido pelo “Prêmio Cidades Sustentáveis: acelerando a implementação da Agenda 2030” como o melhor projeto ambiental do país. Em maio, foi vencedor na categoria “Desenvolvimento Urbano Sustentável e Mobilidade” do LATAM Smart City Awards 2023, entregue no México.

Prefeito de Niterói (2021-2024)




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Niterói Jovem Ecosocial e Estratégia de Governo Digital dão a Niterói certificação Ouro do 'WHAT WORKS CITIES'

Participantes do Niterói Jovem Ecosocial em ação.

Hoje celebramos mais um grande reconhecimento para a gestão e políticas públicas da Prefeitura de Niterói. 

A Bloomberg Philanthropies anunciou, nesta quarta-feira (26), que Niterói conquistou a Certificação 'What Works Cities'. O reconhecimento destaca a excelência da Prefeitura no uso de dados para embasar políticas públicas, alocar recursos, aprimorar serviços, avaliar programas e envolver a população, em especial no programa Niterói Jovem EcoSocial. A certificação estabelece um padrão que reflete as práticas, políticas e estruturas necessárias para que os municípios utilizem dados de forma eficaz na tomada de decisões. Com o anúncio desta quarta-feira, 104 cidades da América do Norte, Central e do Sul já conquistaram essa certificação, e 700 cidades participaram das avaliações desde 2017.

"Data-Driven Investment Benefits Youth and the City of Niterói"
Enunciado no site do "What Works" para o reconhecimento de Niterói.


A metodologia da certificação prevê a análise de 43 critérios. As cidades que alcançar 51 a 67% dos 43 critérios recebe o reconhecimento "Nível Prata". De 68 a 84% recebe a certificação "Ouro" e acima de 85% é o nível "Platina". 

Na atual edição da certificação no Brasil, foram contempladas as seguintes cidades: 

  • Niterói (Ouro)
  • Rio de Janeiro (Ouro), 
  • Belo Horizonte (Prata) e 
  • Caruaru (Prata).
Das 21 cidades certificadas - no Canadá, EUA, Brasil, Argentina e Chile - apenas Niterói, Rio de Janeiro e Calgary (Canadá) chegaram ao nível Ouro. Todas as demais cidades ficaram com a certificação "Prata".

Anteriormente, já haviam sido certificadas as seguintes cidades brasileiras: Fortaleza, Mogi das Cruzes e Recife, todas com o nível "Ouro". Porto Alegre é "Prata".

Aula Inaugural da Terceira Turma do Niterói Jovem Ecosocial, em setembro de 2024.

Niterói Jovem Ecosocial

A certificação dá destaque para a relação entre a política eficiente de gestão de dados e o benefício para programas sociais como o Niterói Jovem Ecosocial, Segundo foi enfatizado, Niterói combinou dados de engajamento cívico e segurança pública para oferecer treinamento profissional e experiências no setor de sustentabilidade a mais de 900 jovens em situação de vulnerabilidade por meio do programa Niterói Jovem EcoSocial. Atualmente, mais um grupo de 600 jovens estão participando da nova turma do programa. Os participantes são entre 16 e 24 anos e são selecionados através de edital e entrevistas. Jovens de 37 comunidades já foram beneficiados.

O Niterói Jovem Ecosocial foi idealizado por mim e pela também engenheira florestal Valéria Braga, com o objetivo de promover a inclusão social de jovens em vulnerabilidade social através da profissionalização e do desenvolvimento de ações ambientais, como a atuação em unidades de conservação da cidade e o reflorestamento de áreas degradadas. O programa iniciou-se em 2018 e os alunos egressos são acompanhados na sua entrada no mercado de trabalho..

Em 2023, apresentamos programas da Prefeitura como o Ecosocial, o Parque Esportivo e Social do Caramujo - PESC e o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis na Cúpula das Cidades das Américas, em Denver, Colorado.

Os cursos profissionalizantes foram contratados pela Prefeitura junto ao SENAC-RJ. As trilhas de formação atendem diversos setores do mercado de trabalho. São oferecidos cursos de formação em Beleza, Beleza 2, Departamento pessoal na prática, Gestão, Turismo, Programação php, Saúde pet, Cozinha, Informática, Programação full, Formação de infra em rede, Costura e modelista, Vendas e Supermercado. 

O Ecosocial é gerido pela Secretaria Municipal de Participação Social - SEMPAS, com uma participação dedicada dos secretários Anderson Pipico, Otávio Ribeiro. O Instituto Três Romãs foi contratado pela Prefeitura para operacionalizar o programa.

Estratégia de Governo Digital

A modernização da gestão e a adoção de novas tecnologias para a digitalização dos serviços e rotinas da administração municipal foi uma grande prioridade da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG. Em fevereiro de 2022, a Prefeitura de Niterói foi uma das primeiras cidades do país e estabelecer uma iniciativa como a Estratégia de Governo Digital (2023-2033). A parceria com a Bloomberg Philanthropies City Data Alliance, foi fundamental. O programa contemplou na ocasião apenas 42 cidades, de 7 países das Américas e Niterói recebeu educação executiva e assessoria técnica para participar dos esforços para atingir um novo padrão de excelência em governo com base em dados.

No final do ano, assinei o Decreto 14.640 de 13 de dezembro de 2022, que regulamenta a Lei Federal nº 14.129/2021 (Lei do Governo Digital). O instrumento visa orientar a transformação digital do município, buscando maior eficiência, simplicidade e facilidade no acesso a serviços e políticas públicas.

A estratégia de Niterói foi potencializar práticas de dados e lançar tecnologias inéditas na cidade, como: política de governança; trilha de capacitação, criação de um datalake municipal (repositório centralizado que permite armazenar grande quantidade de dados), aumentando a transparência; padrão de qualidade na coleta de dados em cadastros; e atendimento aos órgãos da cidade no uso de dados.

Também fizeram parte da Estratégia, a adoção de tecnologias assistivas nos canais mais acessados pela população, além de iniciativas de letramento digital focadas em grupos em situação de vulnerabilidade.

Em 2023, a Prefeitura já realizou mais de 10 mil atendimentos digitais e estima uma economia de R$ 85 milhões com a transformação digital de serviços.

Destacamos o grande empenho da ex-secretária Ellen Benedetti e, posteriormente, a secretária Isadora Modesto, pelo trabalho desenvolvido com toda a equipe da SEPLAG.

Com Michael Bloomberg, em Baltimore, MD, EUA.

City Data Alliance

Em 2023, Niterói foi selecionada para participar de uma agenda da City Data Alliance, em Baltimore, Maryland. Vinte prefeitos, representando 11 cidades dos EUA e nove da América Latina, reuniram-se com Michael R. Bloomberg e com líderes renomados de dados no meio acadêmico, em inovação, governança urbana, impacto social e equidade racial na Johns Hopkins University, durante uma imersão de três dias. 

A Bloomberg Philanthropies City Data Alliance fornece ferramentas, suporte e rede de apoio para auxiliar prefeitos a atingir metas usando dados de forma ainda mais eficaz. Niterói recebeu assistência técnica personalizada, incluindo sessões estruturadas e assessoria individualizada para aprimorar a gestão de resultados. O objetivo do programa é que as cidades participantes tenham um plano e um processo abrangentes para fazer perguntas difíceis, investir em práticas comprovadas, inovar suas abordagens, avaliar o progresso e estabelecer novas políticas e padrões para garantir que o foco em dados seja permanente.

“Pesquisa Municipal por Amostra de Domicílios – Niterói que Somos”

A busca por informações gerenciais para subsidiar as políticas públicas de Niterói foi uma prioridade na nossa gestão. 

Em 2023, lançamos a pioneira iniciativa Niterói que Somos, ou PNADNit, uma pesquisa por amostra de domicílios que será realizada a cada 4 anos com o objetivo de subsidiar o planejamento de políticas e programas a serem implementados e monitorar o desenvolvimento e os resultados alcançados. A Prefeitura estabeleceu uma parceria estratégica com a Sociedade para o Desenvolvimento da Pesquisa Científica (SCIENCE), uma entidade sem fins lucrativos criada em 1993 por membros do corpo docente da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), do IBGE. Reconhecida por sua expertise em pesquisas de larga escala, a SCIENCE foi selecionada para suprir as limitações técnicas e institucionais da Prefeitura e da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (SEPLAG), que não dispõem de estrutura e equipe suficientes para um levantamento dessa magnitude. O desenvolvimento do embasamento metodológico e o treinamento das equipes aconteceram em 2024 e os trabalhos de campo se iniciarão em 2025.

Saiba mais sobre a metodologia e os objetivos do Niterói que Somos aqui.

A pesquisa entrevistará cerca de 15 mil domicílios em Niterói, trazendo questões que o censo do IBGE não aborda. Utilizando da desagregação de dados, a pesquisa ajudará a responder perguntas fundamentais para pensar a gestão de políticas públicas em Niterói, tais como onde está concentrada geograficamente a pobreza na cidade, quais são as principais dificuldades que a população niteroiense enfrenta em seus territórios, e as especificidades dos sujeitos que constroem o município, resumido na incumbência de “conhecer as diferentes Niterói e os diferentes niteroienses, dentro de Niterói”.

Axel Grael
Ex-prefeito de Niterói (2021-2024)


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NITERÓI É REFERÊNCIA NAS AGENDAS DO GOVERNO DIGITAL E CIDADE INTELIGENTE





sábado, 28 de dezembro de 2024

PREFEITURA ESTABELECE FLUXO DE APOIO FINANCEIRO DO FIA ÀS ORGANIZAÇÕES ÀS ONGs DO SETOR

Às vezes as coisas parecem simples, mas não são! Antes de chegar à Prefeitura de Niterói como vice-prefeito, em 2013, eu presidia o Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael e via com frustração a dificuldade de conseguir que o Fundo Municipal da Infância e Adolescência - FIA funcionasse e que os recursos que haviam na conta do fundo chegassem às organizações que atuam no setor e tanto buscam apoio.

Como prefeito, desde 2021, estabeleci como meta prioritária da Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária - SMASES criar o fluxo o procedimento legal e administrativo para que os recursos chegassem na ponta e apoiasse o trabalho valioso das melhores organizações da sociedade civil que atuam no benefício das crianças e adolescentes na cidade. Sempre cobrei do secretário Elton Teixeira a solução do problema, mas também acompanhei as dificuldades dele e da sua equipe em superar as dificuldades internas na Prefeitura para que os recursos chegassem à ponta.

Após longo périplo, conseguimos! Com o respaldo da Procuradoria Geral do Município e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Niterói - CMDCA, lançamos o programa através do Edital de Chamamento Público para Termo de Fomento, disponibilizando R$ 3 milhões. 

O Edital contemplou cinco eixos: 

(1) “Fortalecimento de Vínculos Sociais e Comunitários", focado em ações voltadas ao fortalecimento de vínculos familiares, comunitários e socioeducacionais); 

(2) “Trabalho Social e Economia Solidária”, vai beneficiar ações voltadas à solidariedade universal, formas de economia doméstica, criativa e solidária. 

(3) “Medidas Socioeducativas para Privação de Liberdade” para apoiar ações voltadas à reintegração social e reeducação psicossocial de jovens em cumprimento de medidas legais. 

(4) “Combate à Violência e Exploração Infanto-Juvenil”, selecionando as ações voltadas à prevenção de violação de direitos de crianças e adolescentes e formas de exploração. 

(5) selecionando projetos que realizam ações voltadas ao estímulo a práticas educacionais, culturais, de esporte e lazer.

O Edital foi publicado no dia 22/05, e foram recebidas as propostas até 22/07. A comissão analisou inicialmente as propostas até 23/08, e posteriormente decidiu prorrogar o prazo por conta do período eleitoral, tendo sido o resultado preliminar divulgado no dia 13/11. A interposição de recursos foi possível até o dia 21/11, e o resultado definitivo publicado em 05/12.

Enfim, estabelecemos o primeiro fluxo de recursos que chegarão até as organizações do setor, contemplando neste primeiro edital as seguintes organizações: 

  • Espaço Múltiplo Orla, 
  • Salesiano, 
  • Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), 
  • Instituto Faça Sua Parte (FASPAR), 
  • Movimento de Mulheres, 
  • Quintal de Ana, 
  • Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), 
  • Santo Antônio e 
  • Grupo Espírita Paz, Amor e Renovação (GEPAR).

O caminho está finalmente traçado e, certamente, daqui para a frente, o atual fluxo será permanente e a cidade será ainda mais amiga da criança e adolescente, mais socialmente justa e solidária.

Axel Grael
Prefeito de Niterói

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Prefeitura autoriza execução de nove projetos com foco na infância e adolescência selecionados em edital


A Prefeitura de Niterói assinou nesta quinta-feira (26) a execução do financiamento de nove projetos voltados à proteção social com foco na infância e adolescência. As instituições foram aprovadas no edital feito com verba do Fundo Municipal para a Infância e Adolescência. O investimento será usado para ações socioeducativas, culturais, de educação, esporte, lazer e fomento à economia solidária, dentre outras iniciativas.

Serão contempladas as organizações Espaço Multiplo Orla, Salesiano, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Instituto Faça Sua Parte (FASPAR), Movimento de MUlheres, Quintal de Ana, Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), Santo Antônio e Grupo Espírita Paz, Amor e Renovação (GEPAR). As faixas de fomento do edital atendem iniciativas de pequeno, médio e grande porte, e correspondem aos valores de R$ 25 mil, R$ 50 mil e R$ 100 mil.

“O trabalho feito por essas organizações é um trabalho de quem está o tempo todo correndo atrás de recursos, buscando parcerias, gerindo da melhor forma possível o recurso que consegue. O trabalho da sociedade civil é muito importante, a força de trabalho que a gente tem, quanta energia a sociedade civil bota em torno de causas que a gente abraça. Os governos são fundamentais, mas os governos não têm como resolver tudo sozinho. Então, a gente precisa que a sociedade se organize e que a sociedade produza também assistência e benefícios para as pessoas que mais precisam. É papel da sociedade, do governo, fomentar isso”, defende o prefeito Axel Grael.

O edital contempla projetos em cinco eixos. O primeiro é “Fortalecimento de Vínculos Sociais e Comunitários”, focado em ações voltadas ao fortalecimento de vínculos familiares, comunitários e socioeducacionais. O segundo, “Trabalho Social e Economia Solidária”, beneficia ações voltadas à solidariedade universal, formas de economia doméstica, criativa e solidária. Já o eixo “Medidas Socioeducativas para Privação de Liberdade” apoia ações voltadas à reintegração social e reeducação psicossocial de jovens em cumprimento de medidas legais.

No eixo “Combate à Violência e Exploração Infanto-Juvenil”, serão selecionadas ações voltadas à prevenção de violação de direitos de crianças e adolescentes e formas de exploração. Também serão selecionados projetos que realizam ações voltadas ao estímulo a práticas educacionais, culturais, de esporte e lazer.

“As instituições selecionadas pelo edital tem ligação com a cidade e as comunidades das quais atuam e as ações que serão desenvolvidas terão a missão de estabelecer espaços protetivos e acolhedores que estimulem a convivência social, a participação cidadã e democrática, a autonomia, o protagonismo, o relacionamento interpessoal de forma saudável e o fortalecimento de vínculos, por meio do convívio familiar, social e comunitário, para crianças e adolescentes do município”, afirma o secretário de Assistência Social e Economia Solidária, Elton Teixeira.

Fonte: Prefeitura de Niterói



quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

ENSEADA DE JURUJUBA: Projeto leva educação ambiental às escolas da rede pública municipal de Niterói



A Prefeitura de Niterói deu início, em 2024, ao Projeto de Inventário da Biodiversidade Faunística da Bacia Hidrográfica Contribuinte à Enseada de Jurujuba que encerrou as atividades do ano com resultados positivos em campanhas de educação ambiental com três escolas da rede pública da região, em parceria com o Instituto Moleque Mateiro. O programa recebeu, ao todo, 434 crianças das escolas Helena Antipoff, Professora Lúcia Maria Silveira Rocha e Professora Maria Ângela Moreira Pinto. Dentre as atividades, aulas de ciências a bordo de um barco, observação da fauna e da flora, práticas com instrumentos de medição do vento e da qualidade da água, equipamentos de fotografia e de captação audiovisual, e dinâmicas de desenho e pintura.

Desirée Luzia Martins da Silva, pedagoga responsável pela Escola Municipal Helena Antipoff, considera o trabalho de extrema importância para o desenvolvimento das crianças.

“As atividades feitas com os alunos despertaram a curiosidade deles pela questão científica e ofereceram a eles uma visão mais ampla do que é o entorno da Baía de Guanabara, ampliando o aprendizado. E o tratamento que as crianças receberam por parte de toda a equipe foi fantástico, as crianças foram muito bem acolhidas por todos, todas trouxeram relatos incríveis dessa experiência. E eu pude observar a mudança no comportamento neles com uns lembrando aos outros para não jogarem lixo onde não deve e depositar nas lixeiras”, relata a profissional.

Os “pequenos cientistas” confirmam o impacto da participação nas atividades. Luan da Silva Costa Cordeiro, da turma 4A (EM Helena Antipoff), conta que foi a primeira vez que teve a oportunidade de passear de barco pela enseada e que adorou conhecer o lugar onde vive por outro ângulo e aprender sobre os cuidados com a natureza. “Se a gente joga lixo no mar, os animais podem engolir e morrer, então não podemos fazer isso”, compartilha ele sobre o que ouviu nas aulas.

A colega de turma Luiza Pimentel Silva também declara que passou a tomar mais cuidado com o descarte de objetos e que dividiu os ensinamentos adquiridos com sua família. “Eu cheguei em casa e já fui contando direto para minha mãe, ‘olha o que eu aprendi, não pode jogar lixo no meio ambiente’, e aí a minha mãe também nunca mais jogou lixo fora do lugar. Assim minha família está aprendendo junto comigo”.

Professora da turma GR3A, Lívia Moura Ramos considera que os benefícios das atividades têm, de fato, o potencial de serem perpetuados para além do ambiente escolar.

“Foi uma experiência muito enriquecedora para todos nós que estivemos lá. Os alunos estavam encantados, nunca tinham tido uma vivência desse tipo. E nós também tivemos a oportunidade de trazer os debates de volta para a escola, tivemos muitas conversas posteriores, tudo o que eles aprenderam lá, sobre questões ambientais. Eles até hoje falam que foi um dos melhores dias da vida deles, a gente percebia isso pelos olhos brilhando. E pelas reações, tenho certeza que eles levaram isso para as famílias, disseminaram esses conhecimentos para fora das escolas”.

A proposta do programa de educação ambiental do projeto é justamente atingir toda a comunidade através das atividades com os alunos. Além do conhecimento compartilhado com familiares e amigos, foram realizados 3 ciclos de exposições abertas ao público, nas quais pais e moradores locais puderam ter contato com o material de arte produzido pelos estudantes ao longo das aulas e vivenciar, através do olhar das crianças, o que foi aprendido durante as oficinas. Os eventos contaram, ao todo, com mais de mil espectadores presentes para apreciar a obra dos estudantes.

Nádia Maria da Rosa Santos, professora das turmas de aceleração A1 e A2 da Helena Antipoff, acredita ser um verdadeiro privilégio para os alunos poderem participar de um projeto deste porte. “É um projeto muito bacana, estava fazendo falta algo assim para nossas crianças. Elas podem ter essa complementação de conhecimento da questão ambiental para além da sala de aula. Sempre estimulamos eles a cuidarem do meio ambiente, mas quando eles vivenciam de forma assim, concreta, de dentro da Baía de Guanabara, é uma experiência fantástica”, comenta a docente. “É um projeto que deveria acontecer todos os anos, para mais e mais alunos terem uma oportunidade como essa”, completa ela.

A proposta do projeto é justamente levar o entendimento de pertencimento às crianças e suas comunidades, tornando palpável a relação e integração de todos com a natureza à sua volta. Dentre os relatos de professores e monitores participantes das atividades embarcadas, eles contam que um grupo de alunos avistou uma tartaruga marinha e deram a ela o nome de “Cascudo”. O contato direto com o animal dentro do mar despertou neles com clareza a importância de preservar tudo o que viam. Ao final da aula-passeio, todos se preocupavam com a ideia de resguardar a vida do Cascudo, não descartando lixo nas areias das praias e no mar. “O lixo fica preso no bicho e eles não conseguem mais nadar, ou engolem e morrem”, declara Ana Júlia Gonçalves da Silva, da turma 4A.

O programa de educação ambiental do projeto de Inventário da Biodiversidade Faunística da Bacia Hidrográfica Contribuinte à Enseada de Jurujuba é uma iniciativa da Prefeitura de Niterói com apoio da Secretaria Municipal de Educação de Niterói, com o objetivo de difundir conhecimentos científicos e abrir frentes para novos projetos voltados para a sustentabilidade na região.

Fonte: Prefeitura de Niterói