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sexta-feira, 3 de abril de 2026

MARTINE GRAEL COMANDARÁ O BRASIL NO SAILGP NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA. Niterói será a base logística





Martine Grael é a comandante do Mubadala Brazil SailGP Team. É a primeira e única mulher a liderar uma equipe na mais competitiva e sofisticada modalidade da vela mundial.

Você já ouviu falar na Sail Grand Prix (ou SailGP)? É uma das mais radicais e sofisticadas modalidades da vela mundial e o próximo evento acontecerá na Baía de Guanabara no próximo final de semana (11 e 12 de abril de 2026). Será o Enel Rio Sail Grand Prix. As regatas acontecerão próximo ao Aterro do Flamengo e você pode adquirir ingressos para assistir bem de pertinho.

O Brasil possui uma equipe na competição: o Mubadala Brazil SailGP Team, comandado pela bi-campeã olímpica Martine Grael, minha querida sobrinha, velejadora do Rio Yacht Club, de Niterói.  Seu irmão, Marco Grael (na posição de grinder), também faz parte da tripulação, que conta com mais 5 velejadores. A equipe estreou no ano passado e está na sua segunda temporada. A primeira vitória da equipe brasileira aconteceu na etapa de Nova York, em junho de 2025.


Tecnologia e performance

Chamados de Fórmula 1 dos mares, os barcos da SailGP são os F50, cujo projeto foi desenvolvido ao longo de 10 anos com o uso da mais moderna tecnologia de design e material, para garantir alta performance, competitividade e muita adrenalina. São catamarãs que navegam sobre "foils", estruturas que permitem que os barcos "voem sobre as águas", mantendo o mínimo de contato com o mar e, assim, transformam o máximo da energia em velocidade. Além da tecnologia dos cascos e dos foils, os barcos são equipados com velas em forma de asas, que também são decisivas na performance. Movidos exclusivamente pelo vento, os barcos chegam a mais de 100 km/hora e garantem um espetáculo de tecnologia e exigem muita capacidade técnica das equipes. 

Quando eu ainda estava como prefeito de Niterói (2021-2024) ajudei a trazer o SailGP para a Baía de Guanabara e ter a nossa cidade co-sediando o evento. O "Box" de cada uma das 13 equipes do Sail GP (Brasil, Suécia, Austrália, Nova Zelândia, França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Canadá, Itália, Dinamarca, Suiça e Estados Unidos) estarão no Caminho Niemeyer, em Niterói.

Falta pouco para torcermos muito pela Martine, Marco e toda a equipe do Mubadala Brazil SailGP Team. 

Axel Grael


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Leia matéria na VEJA Rio












domingo, 7 de dezembro de 2025

Aprovada regulamentação da profissão de marinheiro de esporte e lazer

 

Projeto relatado por Leila Barros reconhece a profissão de marinheiros de embarcações com fins privados. Carlos Moura/Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (25) o projeto que regulamenta a profissão de marinheiro de esporte e recreio para fins particulares e não comerciais (PLC 25/2018). Do ex-deputado Fernando Jordão (RJ) e relatado pela senadora Leila Barros (PDT-DF), o projeto segue agora para a sanção da Presidência da República.

Entidades de classe desses profissionais reivindicam normas mais claras sobre o uso de embarcações privadas e não comerciais como instrumentos de trabalho. Hoje, os marinheiros de esporte e lazer que trabalham em lanchas particulares, por exemplo, são registrados como empregados domésticos. Para exercer a profissão, o marinheiro deverá trabalhar em embarcações nas águas abrangidas pela habilitação para a qual foi certificado.

A identificação correta dos profissionais deve dar segurança para a expansão do mercado náutico (marinas, iates clubes, garagens náuticas). A proposta também garante seguro obrigatório aos profissionais — a ser custeado pelo empregador — para a cobertura de riscos inerentes à atividade.

Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), o projeto é importante para a economia do mar e faz justiça com os marinheiros profissionais.

— Esse projeto vai permitir regularizar dezenas de milhares de marinheiros profissionais — registrou o senador.

Segurança

Além de estar amparada pela Constituição, a regulamentação da profissão de marinheiro de esporte e recreio é medida importante para a preservação da integridade física do trabalhador, do dono da embarcação e das pessoas que se encontram nas proximidades desse meio de transporte, observou a relatora.

“A condução de embarcações de esporte e recreio por trabalhadores sem a devida qualificação profissional coloca em risco não só o proprietário da embarcação, mas também todos aqueles, especialmente os banhistas, que se encontram nas cercanias do referido meio de locomoção”, reforça Leila no parecer.

Ainda segundo a relatora, a exigência, por parte da Norma da Autoridade Marítima (Norman, editada pela Marinha do Brasil), de curso de treinamento de arrais-amador e motonauta para esses profissionais respaldaria a necessidade de regulamentação da atividade.

Fonte: Agência Senado





segunda-feira, 26 de maio de 2025

Mais um domingo de agradável pedalada no Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP


Início do pedal no Recanto Boechat, o principal acesso ao POP localizado na Fazendinha do Cafubá.

Grupo reunido no Recanto Boechat.

Com Filipe Simões (Coordenador do Niterói de Bicicleta), Helena Porto (Polo Cicloviário Arariboia).

Roda de Conversa com os participantes do evento.

Vista de drone da Ilha do Tibau, ponto final da pedalada.

Ontem, domingo, 25/05/2025, foi um dia lindo e com temperatura amena. Dia perfeito para uma boa pedalada na ciclovia do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis. Foi o dia de mais uma programação do Projeto Saúde na Lagoa: Turismo de Base Comunitária e Promoção da Saúde Integral em Piratininga, promovido pela Associação dos Pescadores e Amigos da Lagoa de Piratininga - APALAP, em parceria com a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta, Polo Cicloviário Arariboia e o Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte - NASCE.

Seguimos pela ciclovia que contorna o POP e usufruímos de uma das mais belas paisagens de Niterói. Conforme registrado pelo ContaBike, sistema de contagens de ciclistas na cidade, neste domingo, dia do passeio, 1.002 bicicletas passaram pela ciclovia! O recorde de bicicletas (1 558 passagens) foi registrado no dia 3 de novembro de 2024. Mesmo nos dias de semana, o fluxo de bicicletas é elevado, registrando uma média diária de 405 passagens.


O passeio foi guiado pelos pescadores da APALAP que mostraram contaram histórias da Lagoa de Piratininga, detalhes da atividade da pesca e apresentaram o território na perspectiva do conhecimento que trazem a gerações. Falaram também das suas preocupações e da necessidade de seguir avançando na implantação do POP, na integração dos moradores do entorno e na expectativa de ver a lagoa - beneficiada elo POP - cada vez mais produtiva.

Um dos objetivos atualmente é fortalecer o potencial do turismo de base comunitária na Lagoa de Piratininga, com um foco muito especial na atividade dos pescadores. Iniciativas piloto já tem acontecido.

Trajeto do passeio "Saúde na Lagoa", com a indicação dos pontos de destaque na perspectiva dos pescadores de Piratininga.

Ao chegar no Centro Ecocultural (que está lindo), curtimos a feira de artesãos que funciona no local e, na Ilha do Tibau, ponto final do passeio, vimos as atividades esportivas e de recreação no local, também vimos a feira de artesãos local e nos sentamos para uma roda de conversa.

Você já conhece o POP? Não deixe de curtir um dos lugares mais belos e agradáveis da cidade.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)


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sábado, 19 de abril de 2025

Países fecham acordo histórico para descarbonizar navegação

Luis Alfredo Romero.

Armadores deverão reduzir anualmente a intensidade das emissões de suas embarcações a partir de 2028 e pagarão taxas caso não cumpram metas.

Donald Trump tentou “melar” as negociações sobre a descarbonização do transporte marítimo global, mas não conseguiu. Mesmo com a saída dos Estados Unidos dos debates e ameaças de retaliações, os Estados-membro da Organização Marítima Internacional (IMO) aprovaram na 6ª feira (11/4) um histórico plano para reduzir as emissões do setor de navegação, informa Valor. A navegação mercante internacional é responsável por 3% de todos os gases-estufa emitidos no planeta.

O acordo foi anunciado após uma semana de negociações em Londres e deve ser formalmente adotado em outubro, começando a valer em 2028, explica a Folha. As medidas, juridicamente vinculantes, serão obrigatórias para grandes navios com volume bruto superior a 5 mil toneladas. Segundo a IMO, estes navios são responsáveis por 85% do total de emissões do transporte marítimo internacional.

Pelo texto aprovado, os armadores deverão reduzir anualmente a intensidade das emissões de suas embarcações, chegando a 30% até 2035 e 65% até 2040 em relação aos níveis de 2008. Para isso, um novo padrão de combustível deve ser usado, com todos os navios adotando, a partir de 2028, uma mistura de combustíveis com menor pegada de carbono, relata o Capital Reset.

Foram estabelecidas duas metas de redução de emissões, com penalidades diferentes. A primeira, mais branda, exige que os navios diminuam a emissão de CO2 equivalente em 4% até 2028 em comparação a 2008, meta que sobe para 8% até 2030. Quem descumpri-la, deverá pagar US$ 380 por tonelada de CO2eq acima do permitido à IMO. A segunda meta de corte, mais rigorosa, é de redução de 17% até 2008 e 21% até 2030, com valor de US$ 100 por tonelada acima do permitido.

Nos dois casos, a IMO usará os recursos obtidos por meio de um novo “Fundo Net Zero” na descarbonização do setor marítimo, em ajuda aos trabalhadores na transição verde e na compensação de impactos negativos dessa transição nas economias em desenvolvimento, como eventuais aumentos no preço dos alimentos devido aos custos mais altos de transporte, detalha o Climate Home News.

A decisão de usar os recursos apenas no setor marítimo gerou controvérsias. Ativistas climáticos e governos de alguns países esperavam que o dinheiro do fundo da IMO pudesse financiar ações de transição energética e mitigação e adaptação climáticas, o que não ocorreu.

Obter o acordo não foi fácil. Na sessão de encerramento da reunião da IMO, produtores de combustíveis fósseis como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos opuseram-se à proposta. Na votação, 63 países se manifestaram a favor – incluindo o Brasil – e 16 foram contrários. Houve ainda 24 abstenções.

Uma outra proposta, para uma taxa de carbono mais forte sobre todas as emissões de navios, apoiada pelos países do Pacífico vulneráveis ​​ao clima (que se abstiveram na votação), além da União Europeia e da Grã-Bretanha, foi abandonada após a oposição de vários países, informa a Reuters.

“Este é um momento histórico para a indústria marítima, que deve marcar uma virada na maré das emissões provenientes da navegação global. Este é o primeiro acordo internacional que coloca todo um setor em uma trajetória obrigatória de redução rumo às emissões líquidas zero”, comemorou Mark Lutes, assessor sênior de Políticas Climáticas Globais do WWF.

O acordo para descarbonização do setor marítimo também foi repercutido por France24, DW, E&E News, Guardian, BBC, Bloomberg e Financial Times, entre outros.

Fonte: Clima Info


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

FUNDAÇÃO ALEIXO BELOV VISITA O PROJETO GRAEL COMO REFERÊNCIA PARA A CRIAÇÃO DA ESCOLA DO MAR ALEIXO BELOV

 


Na última segunda-feira, 17 de fevereiro, a diretora da Fundação Aleixo Belov, Larissa Nabuco, foi recebida pelo medalhista olímpico Lars Grael, para conhecer o Projeto Grael, no Rio de Janeiro. O objetivo foi conhecer de perto as iniciativas da instituição e utilizá-las como referência para a Escola do Mar Aleixo Belov, que será construída em Salvador. A visita foi viabilizada pela articulação de Marcelo Sacramento, presidente de honra do Bahia Belov Vela e Náutica.

Com mais de 20 anos de atuação, o Projeto Grael é referência no uso da vela como ferramenta de educação e inclusão social, formando jovens velejadores e capacitando profissionais para o setor náutico. Durante o encontro, Larissa Nabuco esteve acompanhada pela diretora executiva do Projeto Grael, Joanna Dutra, e pelo presidente da instituição, Carlos Coelho, aprofundando os detalhes sobre as metodologias aplicadas no projeto.

A Escola do Mar Aleixo Belov seguirá a metodologia do projeto como inspiração, oferecendo um espaço voltado para a formação de novos velejadores e a capacitação profissional, ampliando o acesso ao mar e às oportunidades que ele proporciona.

“A experiência do Projeto Grael é um grande exemplo do impacto positivo que o esporte e a qualificação profissional podem gerar. Essa visita foi essencial para entendermos como podemos aplicar esse conhecimento na Escola do Mar Aleixo Belov e fortalecer o ensino náutico na Bahia”, destacou Larissa Nabuco.

A parceria entre as instituições demonstra o compromisso com o desenvolvimento da vela e da educação náutica no Brasil, criando novas oportunidades para jovens e futuros profissionais do setor.

Sobre a Fundação Aleixo Belov

A Fundação Aleixo Belov tem como missão promover educação, cultura e conhecimento sobre o mar, incentivando a navegação e a formação de novas gerações de velejadores e profissionais do setor marítimo, sendo ainda a instituição mantenedora do Museu do Mar.

Sobre o Projeto Grael

Criado pelos irmãos velejadores Lars e Torben Grael, o Projeto Grael atua desde 1998 promovendo educação socioambiental e capacitação profissional para jovens em situação de vulnerabilidade, utilizando a vela como ferramenta de transformação social.

Fonte: Bahia Econômica



quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

ENSEADA DE JURUJUBA: Projeto leva educação ambiental às escolas da rede pública municipal de Niterói



A Prefeitura de Niterói deu início, em 2024, ao Projeto de Inventário da Biodiversidade Faunística da Bacia Hidrográfica Contribuinte à Enseada de Jurujuba que encerrou as atividades do ano com resultados positivos em campanhas de educação ambiental com três escolas da rede pública da região, em parceria com o Instituto Moleque Mateiro. O programa recebeu, ao todo, 434 crianças das escolas Helena Antipoff, Professora Lúcia Maria Silveira Rocha e Professora Maria Ângela Moreira Pinto. Dentre as atividades, aulas de ciências a bordo de um barco, observação da fauna e da flora, práticas com instrumentos de medição do vento e da qualidade da água, equipamentos de fotografia e de captação audiovisual, e dinâmicas de desenho e pintura.

Desirée Luzia Martins da Silva, pedagoga responsável pela Escola Municipal Helena Antipoff, considera o trabalho de extrema importância para o desenvolvimento das crianças.

“As atividades feitas com os alunos despertaram a curiosidade deles pela questão científica e ofereceram a eles uma visão mais ampla do que é o entorno da Baía de Guanabara, ampliando o aprendizado. E o tratamento que as crianças receberam por parte de toda a equipe foi fantástico, as crianças foram muito bem acolhidas por todos, todas trouxeram relatos incríveis dessa experiência. E eu pude observar a mudança no comportamento neles com uns lembrando aos outros para não jogarem lixo onde não deve e depositar nas lixeiras”, relata a profissional.

Os “pequenos cientistas” confirmam o impacto da participação nas atividades. Luan da Silva Costa Cordeiro, da turma 4A (EM Helena Antipoff), conta que foi a primeira vez que teve a oportunidade de passear de barco pela enseada e que adorou conhecer o lugar onde vive por outro ângulo e aprender sobre os cuidados com a natureza. “Se a gente joga lixo no mar, os animais podem engolir e morrer, então não podemos fazer isso”, compartilha ele sobre o que ouviu nas aulas.

A colega de turma Luiza Pimentel Silva também declara que passou a tomar mais cuidado com o descarte de objetos e que dividiu os ensinamentos adquiridos com sua família. “Eu cheguei em casa e já fui contando direto para minha mãe, ‘olha o que eu aprendi, não pode jogar lixo no meio ambiente’, e aí a minha mãe também nunca mais jogou lixo fora do lugar. Assim minha família está aprendendo junto comigo”.

Professora da turma GR3A, Lívia Moura Ramos considera que os benefícios das atividades têm, de fato, o potencial de serem perpetuados para além do ambiente escolar.

“Foi uma experiência muito enriquecedora para todos nós que estivemos lá. Os alunos estavam encantados, nunca tinham tido uma vivência desse tipo. E nós também tivemos a oportunidade de trazer os debates de volta para a escola, tivemos muitas conversas posteriores, tudo o que eles aprenderam lá, sobre questões ambientais. Eles até hoje falam que foi um dos melhores dias da vida deles, a gente percebia isso pelos olhos brilhando. E pelas reações, tenho certeza que eles levaram isso para as famílias, disseminaram esses conhecimentos para fora das escolas”.

A proposta do programa de educação ambiental do projeto é justamente atingir toda a comunidade através das atividades com os alunos. Além do conhecimento compartilhado com familiares e amigos, foram realizados 3 ciclos de exposições abertas ao público, nas quais pais e moradores locais puderam ter contato com o material de arte produzido pelos estudantes ao longo das aulas e vivenciar, através do olhar das crianças, o que foi aprendido durante as oficinas. Os eventos contaram, ao todo, com mais de mil espectadores presentes para apreciar a obra dos estudantes.

Nádia Maria da Rosa Santos, professora das turmas de aceleração A1 e A2 da Helena Antipoff, acredita ser um verdadeiro privilégio para os alunos poderem participar de um projeto deste porte. “É um projeto muito bacana, estava fazendo falta algo assim para nossas crianças. Elas podem ter essa complementação de conhecimento da questão ambiental para além da sala de aula. Sempre estimulamos eles a cuidarem do meio ambiente, mas quando eles vivenciam de forma assim, concreta, de dentro da Baía de Guanabara, é uma experiência fantástica”, comenta a docente. “É um projeto que deveria acontecer todos os anos, para mais e mais alunos terem uma oportunidade como essa”, completa ela.

A proposta do projeto é justamente levar o entendimento de pertencimento às crianças e suas comunidades, tornando palpável a relação e integração de todos com a natureza à sua volta. Dentre os relatos de professores e monitores participantes das atividades embarcadas, eles contam que um grupo de alunos avistou uma tartaruga marinha e deram a ela o nome de “Cascudo”. O contato direto com o animal dentro do mar despertou neles com clareza a importância de preservar tudo o que viam. Ao final da aula-passeio, todos se preocupavam com a ideia de resguardar a vida do Cascudo, não descartando lixo nas areias das praias e no mar. “O lixo fica preso no bicho e eles não conseguem mais nadar, ou engolem e morrem”, declara Ana Júlia Gonçalves da Silva, da turma 4A.

O programa de educação ambiental do projeto de Inventário da Biodiversidade Faunística da Bacia Hidrográfica Contribuinte à Enseada de Jurujuba é uma iniciativa da Prefeitura de Niterói com apoio da Secretaria Municipal de Educação de Niterói, com o objetivo de difundir conhecimentos científicos e abrir frentes para novos projetos voltados para a sustentabilidade na região.

Fonte: Prefeitura de Niterói



domingo, 1 de dezembro de 2024

Niterói sedia feira Tomorrow Blue Economy nos dias 4 e 5 de dezembro


Niterói receberá, nos dias 04 e 05 de dezembro, o maior evento de Economia Azul do mundo, o Tomorrow Blue Economy. Em parceria com a Prefeitura de Niterói, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), o evento é promovido pela iCities, empresa pioneira em cidades inteligentes, e chancelado pela Fira Barcelona. O encontro trará debates e experiências que reforçam a importância da economia das águas para a sociedade.

“A realização do Tomorrow Blue Economy em Niterói reforça o compromisso da nossa cidade com a sustentabilidade e a inovação no setor marítimo. É uma oportunidade única para conectarmos conhecimento, tecnologia e conscientização ambiental, consolidando Niterói como referência na Economia Azul. Convido todos a participarem desse momento histórico, onde juntos podemos construir soluções que transformem nossa relação com o mar e promovam o desenvolvimento sustentável para as próximas gerações”, afirma o prefeito Axel Grael.

O congresso é gratuito e contará com palestras de grandes nomes, como a velejadora brasileira Tamara Klink, o empreendedor belga Gunter Pauli, considerado pai da economia azul, e Rodrigo Thomé, líder do Movimento Eucena, entre outros especialistas. A programação abordará temas como resiliência costeira às mudanças climáticas, manejo de recursos hídricos, soluções tecnológicas e inovação. Além do conteúdo apresentado e da área destinada a negócios, o público poderá conferir inovações que já estão transformando a qualidade das águas no Brasil, como a Caravela da Infinito Mare.

A Caravela, desenvolvida pela Infinito Mare, é uma Solução Baseada na Natureza (SBN) para monitorar e despoluir baías, rios, lagos e outros corpos hídricos. Será a primeira vez que a Caravela será exposta em tamanho real. Seu sistema é composto por uma estrutura modular flutuante semelhante a uma embarcação que utiliza algas nativas para identificar a poluição em ambientes aquáticos, ao mesmo tempo que estimula a captação de CO2 e oxigena a água.

Conectada à Internet das Coisas, uma frota de Caravelas em diferentes regiões de um porto ou baía pode detectar vazamentos e adotar medidas complementares de remediação e controle, permitindo identificar a origem da poluição.

“Trazer nossa tecnologia de volta para Niterói durante um evento global focado na Economia Azul tem um significado especial, pois foi nesta cidade que testamos alguns protótipos em 2022”, explica Bruno Libardoni, oceanógrafo com Ph.D. em geociências pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e CEO da Infinito Mare.

Além da Caravela, o público poderá ver como funciona a bicicleta despoluidora Biclean, uma bicicleta aquática com assistência elétrica e painéis solares, projetada para a coleta de resíduos sólidos e microplásticos em corpos d’água.

“Além de ser uma solução inovadora, a Biclean é uma ferramenta educativa que conecta as pessoas ao meio ambiente de maneira prática e sustentável. Com tecnologia de ponta, como sistema de geolocalização e filtros especializados, estamos combatendo a poluição e promovendo um futuro mais limpo e saudável”, afirma Marcius Costa, CEO da BDM, Venture Building que desenvolve projetos e tecnologias sustentáveis nos setores de Bluetech (economia do mar), Energy, Agrotech e Healthtech.

“Sem dúvidas, o evento será uma grande oportunidade de conhecimento e experiência para o público de Niterói. Sabemos da importância que a economia azul tem para a região, por isso reforçamos o convite para que todos marquem presença, conheçam as inovações e participem ativamente desse momento marcante para a cidade”, diz Beto Marcelo, sócio-diretor da iCities.

Para complementar a experiência dos visitantes e conectar ainda mais a cidade com a economia do mar, o Tomorrow Blue Economy Niterói contará com um lounge composto por redes feitas a partir de redes de pesca recicladas. Os produtos são criados pela empresa Marlu, um negócio de impacto social que promove a reciclagem das redes de pesca e empodera as comunidades caiçaras.

O Projeto Grael, referência em inclusão social, também estará presente com um board game interativo sobre sustentabilidade e economia do mar. O público poderá conhecer mais sobre a iniciativa que atende jovens de 9 a 29 anos na Baía de Guanabara, unindo esporte, qualificação profissional e cidadania de forma integrada.

Os visitantes também poderão vivenciar experiências únicas, incluindo degustações promovidas por marcas parceiras da causa. Dentre elas, destaca-se a Bally, uma indústria brasileira de energéticos, que disponibilizará amostras gratuitas ao público.

Prefeitura de Niterói e a economia do mar

Nos últimos 10 anos, a Prefeitura de Niterói tem trabalhado para alavancar a economia dos setores ligados ao mar. Entre as iniciativas está a dragagem do Canal de São Lourenço, a maior obra desse porte no Brasil, com previsão de conclusão em 15 meses. A Prefeitura investe R$ 137,5 milhões na obra, com o objetivo de revitalizar o porto naval, o acesso ao Porto e a indústria pesqueira. A meta é impulsionar esses setores e gerar cerca de 20 mil empregos. Além disso, a cidade tem incentivado campeonatos nacionais e internacionais de modalidades do mar, como surfe, bodyboard e canoa havaiana, entre outros. Em maio de 2025, quando o Rio de Janeiro sediar o Campeonato Internacional de Corrida à Vela, o Sail GP, na Baía de Guanabara, Niterói terá participação fundamental no evento. O Caminho Niemeyer será a base logística das embarcações que disputarão a competição.

“Não foi um trabalho fácil. Nos últimos anos, fizemos vários estudos de viabilidade técnica para o Canal de São Lourenço. Ouvimos as necessidades de diversos segmentos, como pesca, saúde, estaleiros e Porto de Niterói, para planejar ações de curto, médio e longo prazo. Fomos a Nazaré para entender como funciona o setor e também conversamos com empresários e representantes do potencial da cidade para investimentos na economia do mar em países como Portugal e Espanha. Esta feira é um marco para consolidar o futuro da economia do mar e o seu real potencial”, afirma Luiz Paulino Moreira Leite, secretário de Desenvolvimento Econômico de Niterói.

Valorização do Turismo Local

No dia 03, véspera do evento, a Neltur promoverá visitas monitoradas ao Caminho Niemeyer, Mercado Municipal, Ilha da Boa Viagem e um Bike Tour pelas áreas turísticas de Niterói. As atividades são gratuitas, e as inscrições podem ser feitas pelo site: https://www.even3.com.br/atividades-turisticas-tomorrow-blue-economy-516562/.

Para André Bento, presidente da Neltur, a proposta do evento, além de fomentar o turismo, abordará temas como turismo, negócios, políticas públicas, indústria naval e pesqueira, esportes e a sustentabilidade das cidades costeiras.

“Niterói é vocacionada para todos esses aspectos. Sua localização estratégica, sua sustentabilidade, o enorme potencial turístico e seu grande polo de inovação para a economia do mar fazem da cidade um exemplo a ser seguido”, afirma Bento.

Além dessas características, André Bento frisa que a cidade se destaca por sua resiliência às mudanças climáticas e proteção ambiental, com mais de 56% de seu território em áreas verdes de conservação.

“A cidade é uma das poucas do mundo a contar com tantos medalhistas olímpicos em esportes náuticos, graças ao seu extenso litoral. Atualmente, Niterói é considerada a Capital dos Esportes Náuticos. O Tomorrow Blue Economy vai movimentar a cidade e fazer com que o mundo discuta a economia azul, ao mesmo tempo em que todos poderão conhecer ainda mais o quão incrível é Niterói”, conclui Bento.

Compromisso com a Sustentabilidade (Carbono Neutro, Lixo Zero e Inclusão)

O Tomorrow Blue Economy Niterói reafirma seu compromisso com a sustentabilidade por meio de iniciativas como o Carbono Neutro, abrangendo os escopos 1, 2 e 3, e considerando as emissões decorrentes do deslocamento de todos os visitantes. A operação do evento foi planejada para alcançar a certificação Lixo Zero, com estratégias voltadas para a redução de resíduos e a meta de alcançar pelo menos 90% de reciclabilidade dos materiais, conforme os critérios do Zero Waste Institute.

Já a iniciativa Plástico Zero visa eliminar o uso de plásticos descartáveis de uso único. Além disso, serão distribuídos adubos orgânicos gratuitamente, destacando a importância da compostagem como uma das melhores soluções para a reciclagem de resíduos orgânicos alimentares, reduzindo em até 99% a emissão de Gases de Efeito Estufa em comparação com a destinação para aterros sanitários.

A acessibilidade também será ampliada com a tradução simultânea para Libras nos palcos e estandes, por meio de uma central remota de vídeo chamada em tempo real.

O evento contará com a liderança técnica e experiência em ESG da Impactability, uma plataforma de inovação aberta para ESG, responsável pelo Programa ESG do Tomorrow Blue Economy Niterói 2024.

Para participar do Tomorrow Blue Economy, basta realizar a inscrição gratuita no site do evento: tomorrowblueconomy.com.br.

Fonte: Prefeitura de Niterói



quinta-feira, 20 de junho de 2024

Aberta a temporada de observação de baleias em Niterói




NITERÓI INAUGURA TURISMO DE OBSERVAÇÃO DE BALEIAS - Fotos de baleias-jubarte registradas ao largo do litoral de Niterói pela talentosa fotógrafa Luciana Carneiro.

Fotógrafa Luciana Carneiro, da Prefeitura de Niterói: parabéns, Lu!

Um grupo de passageiros que participou, na manhã desta quinta-feira (20), do passeio de observação de baleias na costa de Niterói viveu momentos emocionantes: os animais protagonizaram um verdadeiro balé no mar, acompanhados por um grupo de golfinhos. Essa foi a primeira saída do programa de Turismo de Observação Natural da Vida Marinha, uma parceria da Prefeitura de Niterói com o projeto Amigos da Jubarte. Também foi a primeira excursão realizada em mar aberto na Região Metropolitana do Rio.

O passeio foi orientado pelos biólogos e oceanógrafos do projeto e pela equipe da Niterói Empresa de Turismo e Lazer (Neltur), que deram instruções de como deveriam proceder durante a viagem. Duas horas após passar pelas ilhas Pai e Mãe em Itaipu foi avistado o primeiro grupo com três baleias, a cerca de 100 metros da embarcação. Elas fizeram acrobacias e impressionaram. Após esse avistamento, a embarcação turística navegou mais 40 minutos até encontrar mais um grupo com duas baleias e vários golfinhos. Durante o trajeto também foram avistadas tartarugas, atobás e outros animais marinhos.

Os tours acontecem até 18 de agosto, desde que haja condições favoráveis para a navegação. Cada saída dura cerca de 6 horas. O passeio é pago e realizado por operadoras de turismo, assegurando o cumprimento das normas de avistagem regulamentadas pelo Ibama, que tem como objetivo garantir o bem-estar das baleias e dos turistas. Para comprar os ingressos, os interessados devem se inscrever no site www.queroverbaleia.com.

“É uma experiência muito gratificante saber que logo no primeiro passeio já avistamos cinco baleias e um grupo de golfinhos. Foi sensacional”, comemora o presidente da Neltur, André Bento. “Niterói é a primeira cidade da Região Metropolitana do Rio a iniciar esse tipo de passeio. A Prefeitura investiu no estudo da viabilidade técnica e comercial do projeto e fez a interlocução com as entidades envolvidas. Esse tipo de turismo gera mais de R$ 2 bilhões em quase 100 países. Niterói tem 56% de sua área protegida e políticas ambientais de longo prazo. Essa é mais uma das ações de fomento ao turismo da cidade aliado a propostas de políticas públicas que promovam a conservação da fauna e do ambiente marinho”.

A Neltur utilizou como base para o desenvolvimento da parceria dados de pesquisas que envolvem todo o processo e ciclo de vida da jubarte, estudos científicos, observações, estatísticas e cases de projetos semelhantes implantados com sucesso em locais na costa do Espírito Santo, além de turismo como África do Sul e Canadá, entre outros países.

A empresa também realizou capacitações, em parceria com o Instituto O Canal, a Capitania dos Portos e o SEBRAE-RJ, para todos os profissionais e proprietários de embarcações interessados em oferecer os passeios, com o objetivo de trocar experiências e, sobretudo, promover orientações e ensinamentos técnicos.

Bento destaca que Niterói avança na sua política do ecoturismo, com agências de turismo interessadas em oferecer esta nova opção de lazer em Niterói. Ele acrescenta que vê potenciais empreendedores para compartilhar experiências, desenvolvendo mais essa forma de turismo, que é sustentável.

O biólogo Thiago Ferrari, do projeto Amigos da Jubarte, orientou o passeio e explicou que a aproximação seria de 100 metros das baleias, com permanência de 30 minutos com cada grupo e, caso houvesse um filhote, esse tempo seria reduzido para 13 minutos.

“É um turismo de fauna marinha, estamos vendo os animais em seu habitat natural. O objetivo é observar o comportamento natural desses animais. Esse programa tem foco na educação ambiental, para que todos possam conhecer mais as baleias, retornar para casa e mudar os hábitos do dia a dia, porque afinal o mar começa no bueiro da nossa casa. Então a gente tem que cuidar desses animais”, explica o biólogo.

A meteorologista Jéssica de Souza Panice Lemos faz aniversário no domingo e ganhou o passeio de presente do marido, o músico Bruce Porto Lemos.

“Eu sempre falava que queria fazer esse passeio e ele parecia não dar a menor atenção. De repente ele chegou e falou que comprou os ingressos. Não acreditei! Estamos aqui hoje e não trocaria essa emoção por nada”, revelou Jessica.

O niteroiense Caio Graco Serode Pontes, morador do Ingá, também comemorou seus 60 anos a bordo.

“Morei 30 anos em Miami, voltei agora com saudades de casa e tenho absoluta certeza que igual a Niterói não existe. Está sendo um dos meus melhores aniversários. É muito impressionante!”, declarou.

A médica Romina Fonseca Fabião, 49 anos, saiu de São Cristovão, no Rio, para participar do primeiro passeio.

“É incrível essa interação com o mar, termos conseguido avistar as baleias. Parece que elas querem se comunicar com a gente. Essa proposta de um turismo sustentável, que também alerta quanto a necessidade de preservação, é muito legal. São momentos mágicos”, disse.

Jubarte – A baleia jubarte é uma espécie que se reproduz em águas brasileiras, entre junho e novembro. Nesse período, cerca de 20 mil baleias passam pelo nosso litoral. É a espécie de baleia mais estudada e utilizada no turismo de observação no mundo. Suas acrobacias e suas nadadeiras peitorais – que alcançam 1/3 do comprimento total do corpo – tornam a Jubarte inconfundível. Elas seguem rotas ao longo da costa do Brasil após saírem de locais frios para se reproduzirem ou acasalarem em águas mais quentes.



quinta-feira, 18 de abril de 2024

NITERÓI CONSOLIDA A SUA VOCAÇÃO PARA A ECONOMIA DO MAR E TERÁ GRANDE EVENTO INTERNACIONAL ANUAL

 



CHEGUEI HÁ POUCOS DIAS DE UMA PROVEITOSA VIAGEM A BARCELONA, CATALUNHA, NA ESPANHA. NA AGENDA: CIDADES, OCEANOS, TURISMO, EVENTOS E MAIS OPORTUNIDADES PARA NITERÓI.

Niterói tem uma relação histórica com o mar e a sua cultura e economia são muito vinculadas às atividades marítimas. Além de ser uma grande força no presente, o oceano grandes perspectivas para o futuro e, portanto, é preciso avançar ainda mais nesse tema de importância global. Por este motivo, a administração municipal tem atuado em várias frentes para potencializar essa grande vocação de Niterói, que tem tudo para liderar o tema no país. Com esta visão, temos organizado as nossas iniciativas já em andamento e buscado parcerias. 

O momento é muito oportuno, pois a ONU instituiu a Década da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), com a seguinte visão: "a ciência que precisamos para o oceano que queremos" ("the science we need for the ocean we want"). Niterói aderiu ao chamado e rapidamente estruturou a sua agenda de participação.

A recente viagem teve este objetivo. Veja a seguir, como trabalhamos o engajamento do tema em Barcelona:

Com o CEO da Fira Barcelona, Ricard Zapatero

NITERÓI TERÁ EVENTO ANUAL SOBRE A ECONOMIA DO MAR DE IMPORTÂNCIA INTERNACIONAL 

A partir do primeiro evento ainda em dezembro de 2024, Niterói será a sede anual da TOMORROW BLUE ECONOMY WORLD CONGRESS. Esta foi a decisão da nossa reunião com o CEO da empresa, Ricard Zapatero, e a diretora de Eventos Internacionais, Andrea Urdapilleta, da Fira Barcelona, uma das maiores empresas organizadoras de feiras e congressos no mundo, responsável pela produção de 250 eventos anuais, reunindo 2,5 milhões de pessoas e movimentando 4,7 bilhões de euros e gerando 35 mil empregos.

A articulação com a Fira Barcelona foi iniciada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico - SEDEN (parabéns secretário Luiz Paulino Moreira Leite e subsecretário Igor Baldez) e concluída na nossa visita à empresa.

O evento envolverá exposições sobre tecnologia, serviços e atividades comerciais de óleo & gás, navegação, atividades portuárias, indústria naval, pesca, turismo, gestão costeira, esportes náuticos e políticas públicas, além de palestras e debates sobre ciência do mar, proteção aos ecossistemas marinhos, poluição oceânica, efeitos das mudanças climáticas, redes institucionais e iniciativas cidadãs pelos oceanos, carreiras e profissões correlatas etc.

Participando de evento da UNESCO em Barcelona.

UNESCO: "CIDADES COM O OCEANO"

Participamos em Barcelona, como representante da cidade de Niterói e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos - FNP, do evento de lançamento da plataforma "Cities with the Ocean Platform" (Plataforma Cidades com o Oceano), promovido pela UNESCO. A plataforma é um hub para cidades costeiras, portos, redes e instituições para o acesso à ciência dos oceanos, compartilhar experiências e co-criar soluções. Será um passo a frente para uma economia do mar sustentável e inclusiva, além de áreas urbanas resilientes e um oceano mais limpo e seguro para todos. Nossa participação aconteceu a convite da UNESCO e da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, que tem a secretaria executiva compartilhada pelo professor Ronaldo Christofoletti e por Camila Keiko Takahashi (UNIFESP).

Na nossa participação, em mesa com a participação de representante do Ministério das Cidades e de outras cidades brasileiras, apresentamos as ações de Niterói para fortalecer a sua atuação relação com o mar e garantimos o nosso apoio à Plataforma Cidades com o Oceano.

OUTRAS AGENDAS IMPORTANTES EM BARCELONA

Visita ao Distrito 22@.

Cabe especial registro duas outras visitas importantes. Estivemos no Distrito 22@ de Barcelona, um projeto ambicioso e vitorioso para converter uma área degradada da cidade numa área de atração de empresas de tecnologia. Uma solução inspiradora para as políticas públicas de Niterói para cidade inteligente, de fomento e incubação de startups e retenção de talentos.

Visita à organização Metropolis.

Outra boa experiência foi visitar a organização Metropolis, associação que congrega 150 das maiores cidades no mundo, somando 608 milhões de pessoas e 1.300 lideranças políticas. Discutimos os problemas, soluções e potencialidades das metrópoles mundiais, tema importante para Niterói que é parte da mais complexa metrópole brasileira: o Rio de Janeiro. 

VOCAÇÃO DE NITERÓI PARA O OCEANO

Além da presença indissociável do mar na paisagem de Niterói, a cidade tem longa história de relação com o mar. Veja a seguir alguns motivos:

  • Indústria naval: os primeiros estaleiros do Brasil surgiram em Niterói. Apesar da crise do setor no país, Niterói tem hoje o maior parque da indústria naval do país.
  • Marinha do Brasil: a Esquadra Brasileira está sediada na Ilha de Mocanguê, em Niterói.
  • Cartografia: a Diretoria de Hidrografia e Navegação - DHN, da Marinha, está sediada em Niterói. O órgão é responsável pela produção das cartas náuticas que orientam a navegação no litoral, nas águas territoriais, rios e águas interiores de todo o Brasil.
  • Petróleo offshore: Niterói é a segunda cidade do país em produção de petróleo, o que lhe garante a segunda maior arrecadação de royalties e participações especiais, de acordo com a legislação vigente.
  • Porto: as instalações portuárias de Niterói são importantes para a logística de produção petroleira offshore.
  • Pesca: Niterói é a segunda cidade no país em captura de recursos pesqueiros. A cidade conta ainda com comunidades tradicionais de pescadores, como em Itaipu, Jurujuba, Ponta D'Areia e Lagoa de Piratininga.
  • Transporte: o transporte aquaviário faz parte do cotidiano do niteroiense. O sistema de barcas que liga Niterói (Praça Arariboia e Charitas) à Praça XV de Novembro, no Centro do Rio de Janeiro transporta 38 mil passageiros/dia, o que corresponde a 8% da população de Niterói. 
  • Praias: a atividade recreativa nas praias é uma das grandes prioridades dos niteroienses, principalmente nas praias da Região Oceânica, para onde se dirigem grandes contingentes de pessoas, tanto de Niterói como visitantes de outras cidades.
  • Oceano sustentável: está localizado em Niterói a Reserva Extrativista Estadual de Itaipu (RESEX Itaipu), unidade idealizada por Darcy Ribeiro. Também são unidades de conservação com importância para a proteção marinha e do litoral: a Praia do Sossego (certificada Bandeira Azul), Ilha da Boa Viagem (fazem parte do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT), o Parque Natural Municipal do Morro do Morcego Dora Hees de Negreiros, além do Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET,  que conta com um Setor Marinho e inclui as ilhas do Pai, Mãe e Menina. Protegendo ecossistemas litorâneos temos ainda o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP Sirkis. O POP Sirkis e a Programa de Renaturalizacão do Rio Jacaré fazem parte dos esforços para a recuperação ambiental da Lagoa de Piratininga. 
  • Mar no planejamento da cidade: alguns instrumentos legais permutem que os limites territoriais sejam vistos de forma expandida sobre o mar. É o caso do reconhecimento da Poligonal Portuária (delimita áreas da Baía de Guanabara associadas ao Porto de Niterói) e da RESEX Itaipu (aprovada por lei), o Plano Diretor de Niterói, aprovado em 2019, deu relevância territorial para estas áreas e as incluiu no escopo do planejamento urbano da cidade. 
  • Esportes: a imagem de Niterói no pais e no exterior está fortemente ligada aos esportes náuticos. A cidade possui 6 clubes náuticos (um dos maiores parques náuticos do país), além do Projeto Grael, uma iniciativa pioneira e premiada internacionalmente para promover a educação, profissionalização e inclusão social através dos esportes náuticos. A vela já trouxe para a cidade 10 medalhas olímpicas e inúmeros títulos mundiais, continentais e nacionais. Além da vela, cabe destaque a atividade do surfe, que viu surgir em Niterói alguns dos melhores atletas do mundo. Também deve-se destacar a importância da canoa polinésia: Niterói tem o maior número de praticantes do país. Além destas atividades, outras modalidades esportivas ligadas ao mar têm tradição histórica em Niterói, como o remo, o esqui aquático, o triatlo e a natação no mar.
  • Ciência: Niterói conta com seis instituições universitárias, dentre elas a Universidade Federal Fluminense - UFF, localizada às margens da Baia de Guanabara, é a maior universidade pública do país em número de alunos. Uma boa parte da produção científica da universidade está voltada para a ciência do mar. Inclusive a instituição conta com um navio de pesquisas oceanográficas.
PRINCIPAIS AÇÕES DA PREFEITURA
  • Década dos Oceanos: Niterói aderiu formalmente, em 2021, à iniciativa da ONU.
  • Dragagem: a Prefeitura deu início a uma obra de dragagem do Canal de São Lourenço com um investimento municipal de R$ 140 milhões. A obra beneficiará os estaleiros, o porto e viabilizará o terminal pesqueiro. Em função da obra, são previstos a criação de 20 mil empregos diretos e indiretos nas três atividades.
  • Terminal pesqueiro: a Prefeitura municipalizou o Terminal Pesqueiro de Niterói, localizado no Barreto, inaugurado há 15 anos, mas que nunca operou. A operação do terminal fará com que a pesca seja um dos principais setores da economia da cidade.
  • Saneamento: a falta de saneamento, a ineficiência das políticas para resíduos sólidos e plásticos, a poluição industrial e a baixa qualidade da gestão litorânea e das bacias hidrográficas, além das mudanças climáticas, estão dentre os fatores que mais degradam o oceano e seus ecossistemas. O Brasil de um modo geral tem performado mal nesses temas e contribui muito para a deterioração do oceano. Niterói tem feito a sua parte e avança nas suas políticas de saneamento. Temos 96% de esgoto coletado e tratado, o que nos coloca dentre as melhores cidades do país em saneamento (4° lugar no ranking do Instituto Trata Brasil) e lideramos o ranking da limpeza urbana (ISLU). Estamos avançando muito também na drenagem sustentável, com destaque para o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, que conta com o maior investimento no país em Soluções Baseadas na Natureza - SBN.
  • Inovação: a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação - SMCTI constituiu um ecossistema de inovação na cidade, integrando diversos segmentos da sociedade que já desenvolviam ações no setor e de forma participativa foi desenvolvido um plano de ação. Foram estabelecidos 5 eixos de atuação prioritários, dentre eles a Economia do Mar. Recentemente, mostrando a forca do movimento, os integrantes do ecossistema de inovação decidiram se organizar através de uma instituição formal, autogerida, denominada AldeiaTech, da qual a Prefeitura faz parte.
  • Enseada Limpa: em 2013, a Prefeitura e a Concessionária Águas de Niterói iniciaram o Programa Enseada Limpa para a despoluição da Enseda de Jurujuba (Saco de São Francisco). A iniciativa resultou na melhoria de balneabilidade de apenas cerca de 15% para mais de 60% de dias com praias próprias na enseada, que já é vista como a primeira parte da Baía de Guanabara que poderá ser considerada despoluída. 
  • Biodiversidade: a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade - SMARHS está desenvolvendo o inventário da fauna marinha e costeira, iniciando pela Enseada de Jurujuba (Saco de São Francisco). Os resultados são importantes para estabelecer indicações de restauração dos ecossistemas marinhos de Niterói. 
  • Restauração de ecossistemas litorâneos: Várias frentes de recuperação de ecossistemas estão em andamento através do Projeto de Restauração Ecológica do Município de Niterói, mantido com recursos de um edital do BNDES Uma iniciativa emblemática é a restauração da vegetação da Ilha da Menina, em desenvolvimento pela SMARHS.
  • Resiliência climática: a condição litorânea traz a Niterói uma situação de maior vulnerabilidade climática. Por isso, priorizamos o assunto e hoje Niterói é uma das cidades mais avançadas no país no que se refere a política de resiliência e climática, tendo criado a primeira secretária do clima no país. 
  • Observação de baleias: a Empresa Niteroiense de Turismo, Esporte e Lazer - Neltur dará início em junho próximo ao programa de turismo de avistamento de baleias no litoral de Niterói.

PRIORIDADES INTERNACIONAIS DE NITERÓI

Sem detrimento do aproveitamento de outras oportunidades, a atual gestão da Prefeitura de Niterói criou uma assessoria internacional e estabeleceu como prioridade estratégica para a sua atuação nos seguintes focos:

  • Economia do mar (Blue economy)
  • Mudanças climáticas 
  • Florestas e sustentabilidade urbana
  • Cidades inteligentes
Seguimos em frente cuidando do presente e do futuro da cidade, tendo como foco uma cidade humana, sustentável, inclusiva, próspera, indutora de oportunidades e cada vez mais feliz.

Axel Grael 
Prefeito de Niterói 


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sábado, 30 de março de 2024

DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO, GERAÇÃO DE EMPREGOS E FORTALECIMENTO DA ECONOMIA DE NITERÓI

Canal de São Lourenço. Foto Leonardo Simplicio.

Área do Canal de São Lourenço próximo ao Terminal Pesqueiro (telhado branco à direita). Foto Leonardo Simplício.

Na próxima semana, receberemos em Niterói a visita do presidente Lula, que anunciará conosco o início dos trabalhos de dragagem do Canal de São Lourenço, que fortalecerá a economia de Niterói com a dinamização da indústria naval, da atividade portuária e offshore, da pesca e de toda a cadeia produtiva destes setores, tanto de Niterói e como das cidades vizinhas.

Niterói tem vocação e uma longa tradição com a cultura e a economia do mar! Poucas cidades se relacionam tanto com o mar, na sua história e no seu cotidiano, considerando a sua condição litorânea, a utilização do transporte aquaviário que liga Niterói com a capital (cerca de 23 mil passageiros/dia), suas comunidades pesqueiras e uma intensa atividade esportiva: vela, remo, canoagem, surfe etc. A economia da cidade também é intimamente relacionada com o mar. Os dois primeiros estaleiros do Brasil foram implantados em Niterói pelos mais importantes empresários do país na época do império: Irineu Evangelista de Souza, o barão de Mauá (atual estaleiro Mauá, fundado em 1846) e, quase um século depois, por Henrique Lage (atual Renave)

A tradição se manteve. Somos o principal cluster naval brasileiro, com 13 estaleiros ativos, temos um porto que é dos mais importantes para a logística offshore e temos muitas empresas que atuam em apoio a estas atividades. A cidade conta com 35 berços de atracação (públicos e privados) homologados pelo Governo Federal, somando mais de 3.300 metros lineares de cais acostáveis, com profundidades variando entre -4:00m e -9:00m. Além disso, somos a sede da Esquadra Brasileira (Marinha do Brasil, na Ilha do Mocanguê), também aqui está a sede da Diretoria de Hidrografia e Navegação - DHN, responsável pela produção e divulgação de informações de segurança da navegação e do ambiente marinho em todo o litoral brasileiro, águas territoriais e águas interiores, como a Amazônia e outras bacias hidrográficas. Portanto, somos também a cidade mais importante da Marinha do Brasil. 

O mesmo ocorre na pesca, onde temos potencial para liderar a atividade no Brasil, considerando o porte da atividade pesqueira industrial e artesanal, que está dentre as maiores do país. 

Niterói está entre as cidades com maior arrecadação em royalties do petróleo no país devido ao seu posicionamento geográfico com a confrontação com áreas de produção e à sua grande vocação para a o atendimento das demandas de logística offshore.

DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO

A dragagem é aguardada há 30 anos e a sua ausência é considerada um dos maiores entraves para a retomada das atividades naval, da pesca e portuária de Niterói. 

Diante deste cenário, com o apoio do Governo Federal, a Prefeitura de Niterói decidiu assumir com recursos próprios os investimentos orçados em R$ 138 milhões para reverter o declínio dessas atividades que sempre alavancaram a economia e a geração de empregos na cidade. Assumimos todos os investimentos, desde a elaboração do projeto de dragagem, contratando o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias - INPH, vinculado ao Governo Federal, que já contava com este projeto de dragagem há muitos anos. O projeto foi atualizado e os estudos de impacto ambiental - EIA/RIMA (com um investimento de R$ 772 mil) foram desenvolvidos para o devido licenciamento ambiental pelo INEA. Licitamos a dragagem e demos a ordem de início para os trabalhos, que terão início nos próximos dias, uma vez que o projeto executivo foi desenvolvido pelo consórcio vencedor da licitação. A obra será desenvolvida pelo Consórcio Fluminense, vencedor da licitação.

O canal de São Lourenço e as águas da Baía de Guanabara no entorno da Ilha da Conceição e região portuária serão dragadas para passar de sete para onze metros de profundidade, de forma a permitir a atracação de embarcações maiores e aumentar a competitividade das empresas do setor em Niterói. As obras serão concluídas em 15 meses, sendo que já teremos resultados significativos em 2024.

PORTO DE NITERÓI

Niterói já é o principal ponto de apoio offshore para as plataformas marinhas produtoras de petróleo e gás com os seus portos públicos e privados (TUPS), abastecendo com equipamentos, alimentos e outras demandas de suprimento e logística, como também serviços de manutenção. Com a dragagem, embarcações maiores poderão entrar e atracar, o que no momento, com as limitações de calado, é impossível.

TERMINAL PESQUEIRO DE NITERÓI 

Niterói firmou um acordo com o Governo Federal para municipalização do Terminal Pesqueiro, que foi inaugurado há cerca de 15 anos sem ter tido condições de funcionamento devido à falta de calado para a atracação de embarcações pesqueiras pela falta da dragagem. A estrutura e equipamentos foram doados pelo Ministério da Pesca para a Prefeitura, que assumiu a sua gestão após adquirir o imóvel da PortosRio (Docas).

Através de uma Parceria Público-Privada - PPP, a Prefeitura vai aproveitar ao máximo o espaço e a infraestrutura existentes. Com uma área de 6.548 metros quadrados, à beira da Baía de Guanabara, o terminal vai abrigar um prédio principal para comercialização, fábrica de gelo, área para expedição, boxe para recepção de pescados junto ao cais, expedição rodoviária, área das docas, além de espaços para lojas, restaurantes e entretenimento.

O terminal fica em região que será beneficiada logo no início da dragagem do Canal de São Lourenço. Após a conclusão da dragagem, o Terminal Pesqueiro de Niterói se tornará um entreposto de pesca, gerando uma cadeia produtiva em torno da atividade (captura, comercialização, beneficiamento, industrialização, distribuição e serviços para todas estas atividades), também beneficiando o setor marítimo, com a geração de muitas oportunidades de emprego e renda.

A atividade pesqueira é a segunda maior geradora de renda do agronegócio no estado do Rio, atrás apenas da bovinocultura de corte e de leite. Dados do Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de janeiro (Saperj) dão conta de que das cerca de 583.500 da pesca extrativa marinha do país, Niterói já foi a primeira cidade do país em captura de pescados e hoje é a segunda por falta de um porto estruturado. Nossas embarcações maiores estão descarregando em outras regiões como Santos e Itajaí.

Hoje no Rio de Janeiro, são cerca de 104 barcos de pesca industrial filiados ao Saperj com mil pescadores embarcados e a Região de mar aberto próximo a Niterói é considerada uma das melhores do país, já que produz pescados nobres como robalo.

Desde a desativação em 1992 do Terminal Pesqueiro da Praça XV, o local de desembarque pesqueiro existente em Niterói é provisório e não comporta a demanda. Hoje, o principal cais de desembarque da Baía de Guanabara funciona de maneira precária, na Ilha da Conceição, fazendo com que grande parte da frota fluminense desembarque em outros estados ou municípios como Cabo Frio, Angra dos Reis e até em Itajaí, em Santa Catarina.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

Na década de 1970, a construção naval e de marinha mercante chegou a empregar mais de 40 mil trabalhadores no Estado. Em 2014, a Frente Marítima com base em offshore e o setor pesqueiro também chegou a empregar cerca de 40 mil pessoas. Só em Niterói, eram mais de 20 mil trabalhadores. Os tempos são outros. Hoje, o setor emprega pouco mais de seis mil na região.

Mas, confiamos que podemos reverter a situação. O incentivo previsto pela Prefeitura de Niterói aos segmentos pode chegar a um nível de 30 mil empregos diretos de alta remuneração e qualificação na região. O Porto de Niterói prevê mais de 30% de aumento nas atracações e nos serviços portuários após a dragagem do Canal de São Lourenço.

Com a implementação do Terminal Pesqueiro, estimamos gerar de 2.000 a 3.000 empregos diretos e indiretos.



Niterói segue avançando para ser um lugar de oportunidades e a melhor cidade para se viver e ser feliz.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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