sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Assinada a Ordem de Início do Projeto Executivo da Ciclovia Parque da Lagoa de Itaipu






Na última quinta-feira (27/1) assinei com o Consórcio Arkto-Aquacon-Ciclovia, vencedor do processo licitatório, a Ordem de Início para os serviços de arquitetura e engenharia para a elaboração dos projetos Básicos, Executivos e Planos de Gestão da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu. O evento aconteceu no acesso do Cafubá do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis (POP). O prazo para a realização dos estudos é de um ano e o investimento da Prefeitura na fase de projeto é de R$ 5,5 milhões. Os recursos para a fase atual e a sua implantação estão garantidos. 

A Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu é mais uma iniciativa do Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável e será a última etapa da Ciclovia Translagunar, que também inclui a ciclovia do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, no entorno da Lagoa de Piratininga. A Translagunar, que estará nos limites do Setor Lagunar do Parque Estadual da Serra da Tiririca (contorna a área úmida do entorno da Lagoa de Itaipu), terá uma função estruturante para toda a Malha Cicloviária da Região Oceânica, unindo seus trechos principais. Ao mesmo tempo em que a ciclovia terá a finalidade funcional, ou seja, vai servir para o deslocamento das pessoas, também funcionará como uma via turística com várias informações de educação ambiental. Quando pronta, através da Translagunar, os ciclistas poderão pedalar do túnel Charitas-Cafubá até as praias de Itaipu e Itacoatiara através do entorno das lagoas, passeando no lindo cenário da região. 

O PRO Sustentável é um projeto abrangente e transformador da Região Oceânica. A concepção do POP e da Ciclovia Translagunar, sempre teve o objetivo de integrar as comunidades e bairros no entorno ao projeto e, por isso, estamos implantando a reurbanização em áreas como a Fazendinha do Cafubá, a Rua Estrela, o Maralegre e outras localidades de Piratininga. Na semana passada, demos a Ordem de Início para as obras de saneamento e urbanização das comunidades da Ciclovia e Barreira. Também anunciamos a regularização fundiária das duas comunidades, que será desenvolvida pela Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária. O mesmo trabalho será desenvolvido nas demais comunidades de outros trechos do POP.

Sistema cicloviário

O sistema cicloviário da Região Oceânica começou com a implantação de ciclovias na Praia de Piratininga, pelas avenidas Almirante Tamandaré e Dr. Acúrcio Torres e avança pelo Parque Orla Piratininga e na Avenida Irene Lopes Sodré. A malha cicloviária da região se integra à das praias da Baía pelas ciclovias nas galerias do Túnel Charitas-Cafubá.

A meta da Prefeitura é chegar aos 120 quilômetros de infraestrutura cicloviária em Niterói até 2024. Atualmente, a cidade conta com mais de 60 quilômetros de malha cicloviária, que contemplam áreas nos seguintes bairros: Centro, São Lourenço, Barreto, Santana, Fonseca, São Domingos, Boa Viagem, Gragoatá, Ingá, Icaraí, São Francisco, Charitas, Cafubá, Badu, Piratininga, Engenho do Mato, Camboinhas, Itaipu e Itacoatiara.

O Plano Niterói 450 Anos, lançado este ano pela Prefeitura, prevê ações de ampliação e requalificação da infraestrutura cicloviária na cidade. O programa lançado pelo Município prevê, também, o aumento de 113% do número de vagas disponíveis no Bicicletário Arariboia. Além disso, a Prefeitura de Niterói prepara-se para a implantação de um sistema de compartilhamento de bicicletas com 40 estações e 400 bicicletas nos bairros do Centro, São Lourenço, Fonseca, Icaraí, Santa Rosa, Ingá, São Domingos e Gragoatá.

Mais informações sobre o projeto

Veja nas figuras, a seguir, a concepção da Malha Cicloviária da Região Oceânica, o traçado conceitual da Ciclovia-Parque e os limites da Faixa Marginal de Proteção da Lagoa de Itaipu:

Malha Cicloviária da Região Oceânica da Niterói, que encontra-se em fase de implantação.

Traçado conceitual previsto para a Ciclovia-Parque de Itaipu, conforme estágio atuar de planejamento.

Faixa Marginal de Proteção da Lagoa de Itaipu, em destaque verde. Fonte: Extraído de CLIP, 2020.


A Ciclovia-Parque Itaipu irá propiciar mobilidade urbana sustentável, promovendo o esporte e lazer em áreas públicas, o fortalecimento da beleza cênica e paisagística, a promoção do ecoturismo e a conscientização ambiental dos ecossistemas lagunares.

Os estudos para a Ciclovia-Parque de Itaipu incluem:
  • Sistema cicloviário bidirecional que terá, aproximadamente, 4,5 km de extensão. O trajeto irá circundar a FMP da Lagoa de Itaipu, iniciando no bairro de Camboinhas e finalizando próximo ao Córrego dos Colibris;
  • 1000 m2 de Espaço Público para descanso, contemplação da natureza e lazer;
  • Revitalização da Praça e Horta Comunitária AMARAVISTA. A área revitalizada possuirá 2000 m2.
Segundo o Anexo 1 - Termo de Referência do Edital de Licitação (recomendo a consulta), o escopo dos trabalhos elencados no item "Objeto Contratual" é assim definido:

Contratação de empresa especializada em serviços técnicos de arquitetura e engenharia para a elaboração de: Estudos Preliminares; Projetos Básicos; Projetos Executivos e Planos de Gestão, Monitoramento e Manutenção, de forma que seja possível a execução futura das obras para a implantação da ciclovia Parque da Lagoa de Itaipu, localizada no Município de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Os serviços técnicos englobam: o traçado da própria ciclovia, a revitalização da Praça e Horta Comunitária AMARAVISTA e a criação de 1000 m2 de Espaços para Uso Público, ao longo do sistema cicloviário Parque Itaipu. Além disso, preverão ser previstas pelo menos, 11 reuniões setoriais e 3 reuniões gerais com a população, sendo 14 reuniões ao todo.

Os Produtos de Projetos Básicos deverão conter o conjunto de elementos necessários e suficientes para a elaboração dos Produtos de Projetos Executivos, em fase posterior, pela PROPONENTE. Já os produtos de Projetos Executivos deverão conter os elementos necessários e suficientes para o perfeito entendimento de como serão executadas, futuramente, as obras de implantação da Ciclovia Parque da Lagoa de Itaipu. Além disso, os Produtos de Projetos Executivos devem proporcionar a aplicação de metodologias executivas de obras que estejam de acordo com as boas práticas em engenharia civil, além de considerar procedimentos técnicos para que as obras estabeleçam processos construtivos sem danos ao ecossistema local, mantendo a sustentabilidade das ações sobre toda a área do projeto.
O prazo total para a elaboração do objeto (Estudos, Projetos e Planos) é de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias, a contar da emissão da Ordem de Início.


Vale ressaltar que a ciclovia Translagunar teve seu traçado discutido com os moradores e com o Comitê das Lagoas de Itaipu e Piratininga (Clip), iniciativa fundamental para que o projeto estivesse mais próximo da expectativa da população. Sabemos que quanto mais participação, mais nos aproximamos do projeto ideal. Seguindo o compromisso de diálogo com a população, o Termo de Referência prevê que além de manter canais permanentes de integração, haverá vários momentos de exposição e consultas públicas, conforme expresso a seguir:

Deverão ser incluídas no Plano de Trabalho, reuniões para participação popular, de forma a agregar ao projeto as contribuições dos usuários diretos da ciclovia Parque Itaipu. Deverão ser realizadas Reuniões Setoriais e Gerais. As Reuniões Setoriais devem levar em consideração os Trechos de Interesse do Traçado da Ciclovia Parque Itaipu, ou seja, no mínimo devem ser planejadas 11 (onze) Reuniões Setoriais e 3 (três) Reuniões Gerais (que podem dividir-se em: apresentação, aprovação e conclusão). Os conteúdos e a dinâmica das reuniões deverão ser definidos de comum acordo entre a PROPONENTE e a equipe técnica da UGP-CAF. Fica a cargo da PROPONENTE a aquisição e transporte de todo o material necessário para a realização das Reuniões, ficando a cargo da UGP-CAF, a definição e disponibilidade do local de execução das atividades.

A UGP-CAF, responsável pela coordenação dos trabalhos do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável), anunciará as formas de consultas e audiências públicas, assim como as datas e locais de suas realizações.


Conexão entre a Malha Cicloviária da Região Oceânica e Praias da Baía

Ainda na década de 1980, quando começamos a defender ciclovias na cidade de Niterói, os críticos e céticos diziam que nossa cidade não era própria para o uso da bicicleta pois o clima era quente e o relevo era montanhoso. Em 2013, demos início na Prefeitura ao programa Niterói de Bicicleta e anunciamos no mesmo ano que Niterói teria o Túnel Charitas-Cafubá com ciclovias nas suas galerias, unindo a Região Oceânica e a Região das Praias da Baía. O túnel já é uma realidade desde 2017 e Niterói já possui mais de 65 km de ciclovias e o número de ciclistas já quadruplicou entre 2015 e 2022. Veja os números abaixo, conforme divulgado pelo Niterói de Bicicleta:


E seguimos avançando: em outubro, assinamos o contrato para o desenvolvimento do Projeto Executivo da urbanização da Praia de Charitas, dando prosseguimento ao projeto conceitual aprovado em concurso realizado pela Prefeitura em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB. Além de outros equipamentos, o projeto apresentará o detalhamento da ciclovia que integrará a ciclovia do túnel Charitas-Cafubá com os demais bairros.


Vamos em frente, fazer de Niterói uma cidade cada vez mais ciclável, sustentável e com qualidade de vida.

Axel Grael
Prefeito de Niterói



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CICLOVIA-PARQUE DE ITAIPU: Prefeitura amplia investimentos em ciclovias na Região Oceânica
NITERÓI DE BICICLETA: ciclovias avançam na cidade com planejamento e escuta à população (Contém o histórico do programa Niterói de Bicicleta)


Praia do Sossego receberá a Bandeira Azul pela segunda temporada






Niterói sediará em novembro a cerimônia nacional de entrega do prêmio para praias e marinas de todo o país

Pelo segundo ano consecutivo, a Praia do Sossego, paraíso ecológico localizado na Região Oceânica de Niterói, foi premiada com a certificação internacional de sustentabilidade Bandeira Azul para a temporada 2022/2023. A praia foi aprovada novamente pelos júris nacional e internacional do prêmio, ao lado de outros 40 locais, entre praias e marinas, de todo o Brasil. Pela primeira vez, desde que a premiação existe, a entrega das bandeiras será realizada numa cerimônia nacional presencial que irá reunir todos os vencedores em Niterói, no dia 11 de novembro.

Além da Cerimônia Nacional Bandeira Azul, o Instituto Ambiente em Rede (IAR), organizador da premiação no país, irá anunciar os vencedores do Prêmio Destaque Educação Ambiental. Niterói também está concorrendo nesta categoria com um vídeo produzido na Praia do Sossego em que são listadas as iniciativas que visam a preservação ambiental e a redução da emissão de gases do efeito estufa, evitando o agravamento das consequências no microclima local. Entre as ações citadas no vídeo estão o reflorestamento de vegetação nativa, utilização da técnica de bioconstrução na escadaria de acesso, entre outras.

A implantação de infraestrutura foi fundamental para a primeira premiação da Praia do Sossego, no ano passado. Este ano, as ações de educação ambiental desenvolvidas de forma periódica pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente contribuíram ainda mais para a nova certificação.

Entre as atividades desenvolvidas estão práticas educativas abordando temas como gestão de resíduos, consumo de plástico de uso único (descartáveis) e poluição do ambiente marinho junto a estudantes das escolas da rede municipal; capacitação dos funcionários da Prefeitura de Niterói para gestão ambiental local; instalação de placas educativas com informações sobre a fauna local, com o objetivo de torná-la conhecida e sensibilizar a comunidade para a importância de sua preservação.

A Secretaria de Meio Ambiente também promoveu a divulgação, nas mídias sociais, de informações sobre a Praia do Sossego, incluindo a fauna e flora locais, e o importante papel ecológico da praia como parte do Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT), com o objetivo de torná-la conhecida e assim promover o uso sustentável para recreação e turismo. Outra iniciativa de educação ambiental contou com a participação do Instituto Mero do Brasil, que atua na preservação dos oceanos e da espécie de peixe Mero; e a participação da Praia do Sossego no evento Clean Up Day.

“Receber novamente a Bandeira Azul, ao lado de praias de diversas regiões do Brasil, é o reconhecimento de que fizemos a gestão sustentável deste paraíso da nossa cidade no último ano. Vamos seguir investindo em melhorias de infraestrutura turística, acessibilidade, restauração ecológica e educação ambiental. Também estamos muito honrados em sediar a inédita cerimônia nacional de entrega das bandeiras. Com muita alegria recebermos em Niterói os representantes de todas as praias e marinas premiadas no Brasil”, disse Rafael Robertson, secretário de Meio Ambiente de Niterói.

No Rio de Janeiro, além da Praia do Sossego, a Praia do Peró, em Cabo Frio, também teve a certificação renovada. Já as de Itaúna, em Saquarema, e do Forno, em Búzios, receberão a Bandeira Azul pela primeira vez.

A premiação - A Bandeira Azul é a maior premiação internacional global já dedicada à certificação de gestão de praias, marinas e embarcações de turismo que possuam um elevado grau de gestão ambiental e preservação do ecossistema como um todo, incluindo marítimo e da Mata Atlântica que esteja no entorno.

A Praia do Sossego é a primeira da cidade com esse certificado internacional. Para ser premiada pelo segundo ano consecutivo, o município teve que comprovar o cumprimento de uma série de critérios relacionados à acessibilidade e sustentabilidade que prepara o lugar para o ecoturismo.

A praia passou por melhorias e obras de infraestrutura. No local, foram instalados ducha, banheiro e lava-pés, além de intervenções para a infraestrutura turística, acessibilidade e enriquecimento ambiental, como a escada de pedra (bioconstrução) de acesso à praia com guarda-corpo e áreas de descanso, mirantes de contemplação acessível a cadeirantes e sistema de infraestrutura verde com jardins de chuva como forma de manejo de águas pluviais.


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terça-feira, 11 de outubro de 2022

Prefeitura de Niterói dá a largada para a criação do Parque Tecnológico da cidade




Demos, na última semana, o primeiro passo para a criação do Parque Tecnológico de Niterói, que vai tornar a cidade protagonista e referência nacional em Ciência, Tecnologia e Inovação. Por meio de uma parceria com o Sebrae-RJ e com a Fundação Certi, de Santa Catarina, elaboramos o planejamento e o estudo de viabilidade do Parque Tecnológico e a ação inicial será fazer um mapeamento completo e detalhado do Ecossistema de Inovação da cidade.

O Sebrae já tem a experiência de fazer este tipo de trabalho em outras municípios e a Fundação Certi é uma organização independente de pesquisa, desenvolvimento e serviços tecnológicos especializados. Esta parceria será muito importante para que tenhamos êxito na tarefa de colocar Niterói no topo do ranking das cidades mais inteligentes do país.

O Parque Tecnológico de Niterói vai ajudar a viabilizar este propósito e ação inicial será fazer um mapeamento completo e detalhado do Ecossistema de Inovação da cidade, do qual fazem parte empresas, universidades, organizações de governo e da sociedade civil e entidades ligadas ao setor de Ciência, Tecnologia e Inovação.

As ideias estão muito bem estruturadas e daqui a um ano e meio, que é o prazo para que o Parque Tecnológico comece a funcionar plenamente, teremos uma boa estrutura para que a cidade se coloque entre as primeiras do país neste quesito. Precisamos agora que todos conversem, se integrem e trabalhem juntos, confirmando a vocação de Niterói para a Inovação. O Parque Tecnológico vai contribuir para atrair novas empresas para a cidade, gerando emprego e renda para a população.

Lembro que Niterói subiu mais uma posição no Ranking Connected Smart Cities 2022, divulgado recentemente em São Paulo, e se tornou a oitava cidade mais inteligente do país. Éramos o nono colocado. Hoje, estamos em oitavo lugar. Vamos seguir avançando para chegar entre as cinco ou entre as três cidades mais inteligentes do país até o final desta gestão.

Além disso, Niterói se destacou também nos indicadores de Governança, quando ficou em segundo lugar; de Urbanismo, em quinto lugar; e de Segurança, em sexto. Ou seja, o trabalho vem dando resultados e transformando a cidade, cada vez mais, num lugar melhor para se viver.

Axel Grael
Prefeito de Niterói




Biodiversidade da Enseada de Jurujuba terá mapeamento


Foto: Luciana Carneiro


Com objetivo de incentivar ainda mais o cuidado com o meio ambiente através da fauna, além de gerar dados que possam levar a outros projetos e ações posteriores para fortalecer o Programa Enseada Limpa, a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói está se preparando para iniciar, até o final do ano, o inventário faunístico da Enseada de Jurujuba. O trabalho consiste na realização de um levantamento de todas as espécies da fauna marinha e terrestre, além de campanhas de observação para produzir um registro das espécies de animais observadas na localidade.

Entre as ações do projeto, além da produção do inventário em si, está o lançamento de uma campanha de educação ambiental, para promover o conhecimento do assunto entre as escolas da região e a população local. A área do estudo é a mesma trabalhada pelo Enseada Limpa. Desde 2013, com a implantação do programa, a balneabilidade da água para banho na região teve um aumento de 27% para 55%.

O público-alvo do mapeamento é a população residente em seis bairros – os quais compõem parcial ou integralmente a área de atuação à qual se destina diretamente este projeto – somando 37.325 mil pessoas (Censo IBGE, 2010). Também serão impactados cerca de 600 alunos e profissionais de três escolas municipais da região.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Rafael Robertson, destaca que a iniciativa visa a recuperação, conservação e preservação do meio ambiente, além do fomento ao sentimento de cuidado da população com a biodiversidade local.

“Também serão atingidos de forma positiva os cidadãos que se relacionam com o mar, seja por meio da pesca, da cultura de mariscos, da prática de esportes aquáticos e do transporte marítimo dentro da enseada de Jurujuba, turistas, pesquisadores, entre outros”, afirma Robertson.

A coordenadora do Programa Enseada Limpa, Luize Ferraro, explica que o que se espera do projeto do inventário é ressaltar aspectos positivos existentes no local, por meio da identificação e devida valorização das espécies de sua fauna, possibilitando criar um pensamento crítico a respeito de que a Baía de Guanabara resiste à degradação e pode ser recuperada, com a corresponsabilização de todos os envolvidos com este sistema ambiental.

“Pretende-se ainda chamar atenção da população de que é possível contribuir com práticas cotidianas simples, como o descarte adequado do resíduo doméstico, que é um dos grandes poluidores do meio ambiente e podem impactar muitas dessas espécies animais que serão levantadas”, diz Luize.

O projeto foi desenvolvido pelo Escritório de Gestão de Projetos (EGP-Nit) da Prefeitura de Niterói. Para realizar estas ações voltadas para o trabalho na enseada, serão investidos R$ 1,8 milhão do Governo Federal, via Fundo de Direitos Difusos, gerido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e R$18 mil de contrapartida do Município.

Enseada Limpa – O inventário faunístico integra as ações do programa Enseada Limpa, desenvolvido pela prefeitura desde 2013. Indicadores apontam que as ações do programa têm contribuído positivamente para a melhora do índice de balneabilidade das praias da Enseada de Jurujuba, monitorado em parceria com o Inea.

Em 2013, o percentual de registros próprios para banho da localidade estava em 27%. Já em 2018, observou-se um aumento para a marca de 55%. Desde maio de 2018, a população conta com uma aplicação na web chamada Praia Hoje, onde é possível consultar o histórico de dados de qualidade da água de 2014 em diante, a situação mais recente de cada praia, localização de restaurantes, ciclovias, quiosques entre outras informações, como forma de apoiar uma melhor experiência aos banhistas que desejarem utilizá-la.

O Programa Enseada Limpa também implementou ações voltadas para a resolução de questões de saneamento. Comunidades como Salinas e Peixe Galo, em Jurujuba, receberam obras de drenagem e contenção de encostas, com o objetivo de prepará-las para a implementação de um modelo de saneamento. O foco é reduzir o descarte de esgoto irregular que poderia impactar as praias, além de trazer maior qualidade ambiental às comunidades.

Fonte: Prefeitura de Niterói 





domingo, 9 de outubro de 2022

Nova Praça na Rua Mem de Sá homenageará a ambientalista Dora Hees de Negreiros


Vistoriei essa semana as obras da nova praça na Rua Mem de Sá, uma intervenção que integra o Plano Niterói 450 e que vai transformar a entrada do bairro de Icaraí. A obra foi planejada para resolver mais um gargalo do trânsito na cidade, que causa congestionamentos no final da Avenida Roberto Silveira, principalmente na parte da manhã.

A solução viária resultará numa nova praça para a cidade, que será nomeada Praça Ambientalista Dora Hees de Negreiros, em homenagem a uma grande personalidade do meio ambiente de Niterói. 


Dora Hees de Negreiros

Dora Hees de Negreiros

Dora Hees de Negreiros (1933-2016) foi uma precursora do meio ambiente, tendo atuado como profissional da área ambiental, como formuladora de politicas públicas e ambientalista. Engenheira química de formação, começou a carreira no antigo estado do Rio de Janeiro, como servidora do Instituto de Engenharia Sanitária - IES, onde atuou com outros grandes nomes do meio ambiente, como Ricardo Silveira e José Bedran. 

Em 1975, com a Fusão do então estado do RJ com o estado da Guanabara, ajudou a fundar a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA, órgão ambiental pioneiro no Brasil, do qual tive a honra de presidir por duas vezes (1999-2000 e 2007-2008), após ter sido estagiário na década de 1970. 

Quando fui presidente do Instituto Estadual de Florestas - IEF-RJ (1990-1994), eu a convidei para a minha equipe e ela me ajudou muito trazendo a sua experiência para exercer a função de Assessora de Planejamento do órgão. Depois, ainda no segundo Governo Brizola, junto com Manuel Sanches, estruturou o Grupo Executivo de Despoluição da Baía de Guanabara - GEDEG, órgão colegiado que teve como atribuição implantar e gerenciar o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG.

Em 1993, Dora foi a principal incentivadora da criação do Instituto Baía de Guanabara - IBG, organização ambientalista e de atuação técnica (como ela fazia questão de destacar), que fez história e tem forte legado em defesa da Baía de Guanabara. Dora presidiu e foi diretora executiva do IBG por muitos anos, tarefa que eu também exerci (presidência) com o incentivo e participação dela. Dora foi uma das mais ativas e queridas personalidades do cenário ambiental do RJ. Deixou muita saudade, ensinamentos e inspiração! Saiba mais sobre Dora Hees de Negreiros aqui.


Histórias e sabedoria

Conforme já escrevi aqui no Blog, Dora era uma presença marcante que extrapolava apenas a dimensão profissional e da militante ambientalista. Tinha uma rara capacidade de combinar firmeza de posição e ternura. Mas, não era intransigente. Liderava com naturalidade e tinha um jeitinho próprio e eficiente de negociar.

Mas, uma das coisas que eu mais apreciava no convívio com a Dora era ouvir os seus relatos sobre a evolução das políticas ambientais e de saneamento, muitas das quais tinha sido protagonista ou testemunha pessoal, desde os tempos do antigo estado do Rio de Janeiro, com a sua capital em Niterói.

Era uma "eco-enciclopédia". Das memórias da Dora, surgiam explicações para a origem e razões de muitas das normas e rotinas ambientais: licenciamento ambiental, monitoramento da Baía de Guanabara, padrões ambientais. E da reflexão que fazíamos sobre estes aspectos, surgiam boas ideias de solução e estratégias de ação.

Algumas vezes, ela atendia aos nossos apelos para que escrevesse algumas memórias ou impressões pessoais e, assim, surgiram alguns textos (poucos para o potencial que tinha) que ela permitiu que eu publicasse aqui no meu blog:


Solução viária e mais uma área verde para Icaraí 

As ruas Miguel de Frias e Mem de Sá são um dos principais acessos a Icaraí para quem sai do Centro. O projeto prevê uma praça que irá ligar a rua Castilho França à Miguel de Frias. As obras vão garantir melhorias para o trânsito na região e beneficiar cerca de 20 mil pessoas por dia, que passam pelo local. O acesso a Icaraí vai ser facilitado com uma uma nova ligação da rua Roberto Silveira com a Fagundes Varela, mesmo durante o horário da faixa reversível. 

A praça terá jardins e contará com equipamentos de lazer e contemplação, como bancos, brinquedos, iluminação etc. Todo o seu entorno terá melhorias urbanas, com enterramento da fiação, arborização e novas calçadas. A praça dará amplitude ao local e permitirá a valorização da fachada de imóveis no entorno, melhorando a qualidade urbana. No bairro de maior densidade populacional da cidade, complementando a ambiência marcada pelo Rio Cricket Club, um marco histórico da cidade e destaque na paisagem de Icaraí, a praça terá presença destacada na vida da população. 



Avanço das obras

Com tratores no local, as obras estão avançando em um bom ritmo. Já foram retiradas as estruturas metálicas, os cabos de rede elétrica, pisos, portas e janelas dos imóveis que estão sendo demolidos para a construção da rotatória em forma de praça. O trânsito na conversão da Roberto Silveira em direção à Miguel de Frias vai ser desafogado e quem mora em Santa Rosa e no Jardim Icaraí, que tenha como destino a Fagundes Varela e a Praia de Icaraí, também terão a opção de passar por essa rua. A obra tem previsão para inaugurar em janeiro de 2023.

"Essas obras estão gerando 25 empregos diretos e 75 indiretos, levando mais infraestrutura e qualidade de vida para a região".

Durante a visita às obras, conversei com moradores que tiraram dúvidas e disseram que estão animados com as melhorias. O padrão do piso será o mesmo da Avenida Marquês do Paraná. A praça será arborizada e vai privilegiar um paisagismo com a utilização de peças nativas da Mata Atlântica, além de iluminação em LED e rampas de acessibilidade. E com o alargamento das calçadas, os ciclistas e pedestres terão mais conforto. O comércio, restaurantes e serviços no entorno também serão beneficiados.

Avançamos comprometidos, buscando melhorias para a cidade e a qualidade de vida da população!

Axel Grael
Prefeito de Niterói



quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Parque Esportivo e Social do Caramujo atende mais de mil pessoas

 




Mais de mil pessoas participam de atividades de esporte, lazer e social no Parque Esportivo e Social do Caramujo (Pesc). O equipamento da Prefeitura de Niterói atrai pessoas de todas as idades em mais de 20 modalidades disponíveis e é uma grande ferramenta de inclusão social para centenas de crianças da comunidade do Caramujo e adjacências.

O Parque Esportivo e Social do Caramujo é um divisor de águas naquela comunidade, oferecendo uma enorme estrutura dedicada ao esporte com campo de futebol, área para skate, pista de atletismo, ginásio poliesportivo, etc cuja importância é reconhecida por atletas profissionais, inclusive, como o campeão de skate Bob Burnquist, que se assume como padrinho do projeto. Além do esporte, o espaço mantém atividades culturais, de capacitação, ações profissionalizantes e ações sociais para a comunidade. O Parque hoje é de fundamental importância na inserção social dos moradores da Região Norte da cidade”, destaca o prefeito de Niterói, Axel Grael.

O secretário do Núcleo Executivo do Baldeador, Caramujo, Santa Bárbara e Maria Paula, Oto Bahia, contou como um complexo esportivo pode mudar a perspectiva e o olhar das crianças para o local onde vivem.

Estamos fazendo o enfrentamento social de forma a dar acesso e oportunidade para as crianças e isso vem fazendo a diferença no cotidiano delas. Com isso, vamos formar cidadãos com uma outra perspectiva de vida”, declarou Oto.

Um dos diferenciais do Parque do Caramujo é que o local oferece treinamento gratuito em modalidades olímpicas como atletismo, levantamento de peso olímpico (LPO), lutas, badminton, tiro com arco, badminton e skate.

O Pesc tem atividades para crianças de 3 anos a adultos com 100 anos. Nos finais de semana, tem o futebol dos veteranos que jogam pessoas dos 50 aos 80 anos, a partir das 6h nos sábados e domingos. Emprestamos o campo e material, vestiário. Temos também atividades com as crianças pequenas, parceria com as creches da comunidade onde oferecemos iniciação à recreação, pintura e educação ambiental”, informa o coordenador do Parque, Carlos Aveiro.

O Parque também oferece aulas de funcional fitness, circuito funcional, skate, luta greco romana, muay thay, educação ambiental e ritmos. O espaço também ganhou uma área de lazer para a criançada com diversos brinquedos. Além disso, para os que desejam, os professores fazem a avaliação antropométrica com pesagem, medição de circunferência abdominal, altura, Índice de Massa Corporal (IMC), percentual de gordura e índice de padrão de crescimento.

Thainá Gomes, de 13 anos, é moradora da Comunidade e já vem participando das atividades há cerca de um ano. Ela pratica arremesso de peso, dardo e Levantamento de Peso Olímpico (LPO).

Eu participo de algumas atividades dentro do Atletismo, mas a que mais gosto é o arremesso de peso. Já participei do Campeonato Brasileiro e estudantis. Já consegui ir para hotéis e estou me preparando para ir para mais competições. Eu espero ser uma boa atleta, representar nosso bairro e dar orgulho para nossa cidade. Antes do parque eu só ficava em casa e acabei vindo aqui por incentivo da minha mãe e acabei de destacando e hoje eu não quero ficar só em casa. Tenho orgulho de participar e ainda ganhar as competições”, conta Thainá.

Aos 17 anos, Kelvin Galvão Duarte, já passou por diversas atividades dentro do leque de modalidades que o Pesc oferece até se encontrar em uma.

Comecei fazendo atletismo, fui para o LPO, depois Badminton e me encontrei no Tiro com Arco. É o esporte que mais me chamou a atenção e me motiva a vir. Via na televisão, mas não tinha onde fazer. Só consigo praticar o tiro com arco porque o Parque oferece. Já competi no Campeonato Brasileiro, no individual e no misto, e é uma experiência muito boa. Estou tentando melhorar e quero viver do esporte. Se não conseguir seguir na carreira de atleta, quero ser professor de educação física”, disse Kelvin.

Dois anos de atividades – O Parque Esportivo e Social do Caramujo foi entregue à população em 16 de agosto de 2020. O espaço, de aproximadamente 10 mil metros quadrados, iniciou as atividades de forma gradativa. No início, apenas as modalidades individuais foram permitidas, mantendo distanciamento e os cuidados necessários, devido à pandemia. O espaço conta com quadra poliesportiva coberta, campo de futebol, pista de atletismo e skate park que será utilizado por moradores do bairro e adjacências.

Fonte: Prefeitura de Niterói





Clin lança projeto ” carbono zero” e busca ser modelo de empresa pública sustentável





Como parte do sistema de gestão ambiental da empresa, a Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin) deu início ao desenvolvimento do projeto “Carbono Zero”. Lançado em março deste ano, o projeto está na fase de contratação de uma empresa especializada em consultoria de meio ambiente que ficará responsável por elaborar um inventário em emissões de GEE (Gases de efeito estufa) e o plano de ação de mitigação e compensação da Companhia.

Com base neste inventário, a Clin estará apta a buscar a certificação internacional de “carbono zero”. Mas, mesmo antes deste relatório final, a Clin, já vem desenvolvendo, ao longo dos últimos anos, uma série de ações sustentáveis. O maior exemplo é que a empresa produz diariamente 400 mudas de plantas que têm capacidade de sequestrar 100 por cento de emissão de CO2 gerado pela frota da empresa. Esta ação já é considerada uma compensação ambiental.

A cada ano, a Companhia produz 100 mil mudas de espécies variadas de vegetação e o trabalho é todo coordenado e realizado pelos próprios funcionários da empresa, além do vasto programa de reflorestamento em Niterói. A companhia é a responsável pelo reflorestamento do Morro Boa Vista, no bairro São Lourenço. Ao todo são 22 hectares e a Clin, com seus trabalhadores, já reflorestou 10 hectares e pretende nos próximos anos concluir o projeto.

“Estamos muito orgulhosos de nossa equipe e do apoio da Prefeitura de Niterói para darmos início a esta nova conquista da Clin. A certificação de carbono zero levará a Companhia a um patamar de reconhecimento internacional como empresa, modelo e referência em sustentabilidade”, destacou o presidente da Clin, Luiz Fróes.

Outra iniciativa importante ocorreu em 2019, quando a empresa fez uma mudança radical, ao trocar toda sua frota de 52 veículos, entre caminhões, vans, micro-ônibus e o maquinário de roçadeira e retroescavadeira. A nova frota de veículos da empresa segue o rigoroso sistema de normas internacionais de baixa emissão de gases.

A companhia também passou a ter um processo de dimensionamento da emissão de gases, através de um novo sistema de gerenciamento do consumo de combustível (óleo e gasolina). A adoção do novo sistema permitiu mitigar a emissão e reduzir os efeitos dos gases. Em 2020, ainda foi inserido neste processo de aperfeiçoamento do sistema de gestão de abastecimento, o componente químico “Arla 32”.

O “Arla 32” é um composto de ureia que atua na combustão do óleo diminuindo muito os impactos poluentes no meio ambiente. O resultado é que, desde março, quando o processo começou a ser monitorado pelos técnicos da empresa, já foi registrada uma redução de 35 por cento no volume de emissão de GEE. Em março, foram emitidas 116 toneladas com 49.990 litros. Em julho, a quantidade foi reduzida para 69,18 toneladas e 29. 924 litros.

“A nossa meta é reduzir ao máximo a emissão de GEE. Tanto por meio de sequestro da emissão, como por ações de conscientização, compra de veículos elétricos e principalmente plantação de mudas e reflorestamento”. Ressaltou Fróes

Depois que a Clin estiver com o inventário concluído, o que está previsto para acontecer em até 120 dias, a empresa implantará uma série de medidas. Diferente de outras políticas ambientais que adotam a compra de créditos de carbono, a Clin optou por investir amplamente em atividades de reflorestamento no próprio município de Niterói e assim contribuir de forma decisiva para a melhoria da qualidade do ar da cidade e principalmente no bem-estar de seus moradores.

Fonte: Prefeitura de Niterói




Saúde abre processo seletivo para Médicos de Família de Niterói




A Fundação Estatal de Saúde de Niterói (FeSaúde), ligada à Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, abriu um processo seletivo simplificado para a contratação temporária de 23 médicos, além de cadastro de reserva. A contratação tem o objetivo de atender a necessidade temporária do Programa de Médico de Família (PMF).

As vagas serão destinadas às unidades do Atalaia, Badu, Baldeador, Bernardino, Boa Vista, Caramujo, Cavalão, Ititioca, Leopoldina, Maceió, Maruí, Morro do Céu, Nova Brasília, Sapê, Teixeira de Freitas, Vila Ipiranga e Viradouro. O processo seletivo simplificado tem por finalidade garantir a assistência à população niteroiense até a realização de novo concurso público, tendo em vista o que o último concurso, realizado em 2020, não preencheu tais vagas.

“A FeSaúde tem se empenhado muito para completar esse importante quadro de médicos que atuam nas nossas unidades do Programa Médico de Família. E é muito bom receber o retorno positivo da sociedade e dos profissionais que já têm percebido o resultado da nossa gestão. A gente espera que com esse novo edital seja possível completar o quadro de profissionais nas nossas unidades”, afirma Anamaria Schneider, diretora-geral da FeSaúde.

Os profissionais serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, com carga horária de 40 horas semanais, por prazo determinado, pelo período inicial de até 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período.

As inscrições ficarão abertas até a próxima sexta (7). A seleção será feita por análise de títulos e exames admissionais. O resultado será disponibilizado no próximo dia 17. O edital completo pode ser conferido aqui.

Fonte: Prefeitura de Niterói




Niterói em imagens: projeto recupera acervo fotográfico e audiovisual



Foto do acervo: Carlos Paulista, Fernando Perez e Luiz Edmundo. fotografias do audiovisual "UFF, uma universidade (bem) brasileira". Acervo LUPA-UFF, déc. 1980.


A preservação da história, memória e identidade de Niterói acaba de ganhar um novo acervo público, com registros fotográficos e audiovisuais que atravessam mais de um século, digitalizados em alta qualidade. O material será disponibilizado para acesso gratuito e online para a população. O projeto “Niterói em imagens: repositório digital de fotografias e filmes” é uma parceria da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, com a Universidade Federal Fluminense (UFF). O projeto é desenvolvido pelo Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da UFF (Lupa) e integra o Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados (PDPA).

O “Niterói em imagens” terá um portal na internet, no qual serão catalogados e difundidos registros fotográficos e audiovisuais da história de Niterói. Ao oferecer acesso público e gratuito aos documentos, promete se tornar um arquivo digital de referência para pesquisadores brasileiros e internacionais. O site promoverá a difusão qualificada de imagens fixas e em movimento, sobre as transformações urbanísticas, geográficas e culturais vividas pela cidade de Niterói no decorrer das últimas décadas.

Além disso, o portal onde ficará o acervo também incluirá uma parte dedicada à história da cultura audiovisual em Niterói, com informações e documentos relacionados à trajetória de produtoras, salas de exibição, cineclubes e escolas de cinema que existiram e ainda existem na cidade.

Para o secretário das Culturas, Alexandre Santini, “Niterói tem uma forte vocação para o audiovisual, por isso, a integração entre a Prefeitura e a Universidade, o poder público municipal e a UFF é fundamental, para fortalecer essas ações necessárias para a cultura brasileira”.

Segundo Santini, “o tratamento e disponibilização pública das fotos e filmes são mais um passo para a garantia do acesso à informação, do direito à cultura e da preservação da identidade e história da cidade. Além de resgatar as memórias afetivas dos territórios e das pessoas, o acervo possibilitará que todos conheçam mais sobre Niterói.”

Outro objetivo do projeto é digitalizar e catalogar, gratuitamente, registros particulares, de pessoas físicas, que possam compor o acervo. Quem explica é o Coordenador técnico do projeto e docente da UFF, Rafael de Luna:

“Para ampliar o projeto, a gente está começando uma campanha para pedir a quem tiver esses registros fotográficos ou audiovisuais em casa que entre em contato com o Lupa, que o laboratório irá digitalizar o conteúdo gratuitamente, retornando depois uma cópia digital em alta resolução para o seu dono. A única contrapartida é que as imagens possam ser disponibilizadas no site do Niterói em Imagens. Então, a gente pede que as pessoas busquem em casa registros feitos pelos pais, pelos avós, que muitas vezes eles nem sabem o que contêm, porque não conseguem assisti-los, que procurem o Lupa e encaminhem o material para receber o tratamento adequado.”

De acordo com o coordenador, hoje o acervo já conta com diversos registros, entre eles: filme dos anos 50, com imagens do Centro, Icaraí e São Francisco, em alta qualidade; filmes domésticos, que mostram o Fonseca, São Francisco e as praias da Região Oceânica no início dos anos 80; um conjunto de slides que foram digitalizados e mostram a construção do campus do Gragoatá da UFF e outros prédios, como o DCE e o prédio da Reitoria no final dos anos 80, assim como o Mirante da Boa Viagem, antes da construção do MAC, quando tinham ainda os quiosques e era um ponto de encontro dos moradores.

“O diferencial do ‘Niterói em Imagens’ é criar um repositório online, gratuito, onde as imagens fotográficas e os registros audiovisuais vão estar disponíveis com qualidade, de forma legal, autorizada, contextualizadas, sobretudo com a indicação de onde foram realizadas e os locais que representam”, afirma Rafael. “O espaço vai centralizar as imagens, com qualidade, contextualizadas, tanto para pessoas matarem a saudade de outras épocas e se reconhecerem, quanto para fins de pesquisa e de estudo sobre as mudanças que ocorreram na paisagem de Niterói ao longo das últimas décadas.”

Fonte: Prefeitura de Niterói