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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Cel DICKSON GRAEL homenageado pela COMISSÃO DESPOSTIVA MILITAR DO BRASIL










VOCÊ SABIA QUE...

O Coronel do Exército Dickson Melges Grael, ex-presidente da Comissão de Desportos das Forças Armadas, que redigiu o Decreto que regulamentou o Desporto Militar Brasileiro, também é patriarca de uma das famílias mais vitoriosas do esporte brasileiro? 

O Iatismo no Brasil, esporte popularmente conhecido como vela, teve enorme incentivo da família Grael. A esposa do Coronel Dickson, Ingrid Grael, também era velejadora, e seus irmãos Axel e Erik Schmidt foram os primeiros brasileiros campeões mundiais de vela, em 1961. 

Hoje, ao se falar neste esporte, imediatamente se remete aos irmãos e medalhistas olímpicos, Torben e Lars Grael, filhos do Cel Dickson e à Martine Grael, filha de Torben, que foi integrante do Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa e conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Até hoje, a vela deu ao Brasil 18 medalhas olímpicas, sendo 8 delas conquistadas pela família Grael.

Nascido na cidade de Dois Córregos-SP, em 1922, o Cel Dickson sempre foi um grande incentivador do esporte. Pioneiro do paraquedismo militar no Brasil, formou-se na Airborne School nos Estados Unidos, em 1946 e foi instrutor de vários cursos de paraquedismo militar e civil, trazendo este esporte para dentro dos quartéis brasileiros. Também, vale destacar que o Coronel Dickson, junto com o Coronel Paulo Altemburg Brasil, compôs “Irmãos do Condor”, uma das canções mais conhecidas do paraquedismo militar no Brasil, com o tradicional brado: “Quatro pronto, três pronto, dois pronto, um pronto, à porta... já!”.

Realizou o curso de instrutor na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), em 1949, e foi atleta das Forças Armadas nas modalidades de corrida de fundo, vôlei, basquete e tênis.
Nos anos de 1975 e 1976, Dickson Grael foi presidente da Comissão de Desportos das Forças Armadas, ocasião em que realizou uma reestruturação do órgão, que passou a se chamar Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB). Redigiu, ainda, o Decreto que regulamentou o Desporto Militar Brasileiro e, nos anos de 1976 e 1977, foi vice-presidente do Conselho Internacional de Esporte Militar (CISM), com sede em Bruxelas, na Bélgica.

Em 2017, o Ministério da Defesa prestou uma justa e merecida homenagem ao Cel Dickson Grael, concedendo-lhe, Post-Mortem, a Medalha do Mérito Desportivo Militar, como reconhecimento a este ícone da história do esporte brasileiro que deixou um legado de conquistas extremamente relevante para o País.

Fonte: Comissão Desportiva Militar do Brasil



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LEIA TAMBÉM:

"AVENTURA, CORRUPÇÃO E TERRORISMO: À SOMBRA DA IMPUNIDADE": o legado democrático e patriótico de Dickson Grael  
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Família Grael

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segunda-feira, 20 de março de 2017

Ministério da Defesa concede a Medalha do Mérito Desportivo Militar ao Coronel Dickson Grael






Na última sexta-feira, 17, com muito orgulho e uma saudade enorme, representei a família Grael em cerimônia no III Comando Aéreo Regional (COMAR), quando recebi das mãos do ministro de estado da Defesa, Raul Jungmann, a Medalha do Mérito Desportivo Militar concedida Post-Mortem ao Coronel Dickson Melges Grael, pai de Axel, Torben e Lars Grael.

PORTARIA Nº 584/GM/MD, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2017. O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso de suas atribuições legais e conforme o disposto no Decreto nº 5.958, de 7 de novembro de 2006, e no art. 8º da Portaria Normativa nº 1.418/MD, de 16 de outubro de 2008, resolve: CONCEDER a Medalha Mérito Desportivo Militar aos militares (Post-Mortem) a seguir relacionados: (...) Coronel R/1 DICKSON MELGES GRAEL.

Dickson Grael nasceu em Dois Córregos - SP, em 21 de novembro de 1922, filho do farmacêutico Romão Grael e Luiza Melges Grael. Romão Grael foi prefeito da cidade de Dois Córregos, no interior paulista.

Esporte

Além de militar, Dickson Grael era formado em Educação Física e grande incentivador das vitoriosas carreiras esportivas da família Grael. Teve uma atuação como atleta nas Forças Armadas (era corredor de fundos), jogou basquete, vôlei e tênis. Foi um pioneiro do paraquedismo militar no Brasil, formando-se no "Airbourne School", Fort Bening, Georgia, EUA, em 1946. Incentivou também o paraquedismo esportivo, tendo ajudado a formar clubes em várias partes do país, como em Uruguaiana (RS), onde planejou e implantou o Centro de Educação Física e Desporto da cidade, construído em terreno do quartel que comandava (1972). O centro está ativo até os dias de hoje.

Na década de 1970, passou a liderar iniciativas para estruturação do esporte militar no país. Em 1973, chefiou a Delegação Brasileira ao Campeonato Mundial de Pentatlo Militar, Wiener Neudstad, Áustria.

Presidiu a Comissão de Desportos das Forças Armadas em 1975 e 1976. Procedeu uma restruturação do órgão que passou a se chamar Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB). Redigiu o Decreto que regulamentou o Desporto Militar Brasileiro (1976).

Nos anos de 1976 e 1977, assumiu a vice-presidência do CISM - Conselho Internacional de Esporte Militar, com sede em Bruxelas.

Legado

Como destacou o ministro Raul Jungmann em seu discurso na cerimônia, destacou a importância da participação dos atletas militares nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro:


"com 145 atletas militares no Time Brasil, nosso desporto militar conquistou 13 das 19 medalhas olímpicas para o Brasil. Em termos percentuais, isso significa que nossos atletas militares, que compunham menos de 30% de nossa delegação, conquistaram quase 70% de nossas medalhas”.


Uma dessas histórias de sucesso foi a minha sobrinha, filha do Torben Grael, Martine Grael, que ao lado de Kahena Kunze, ambas atletas da Marinha do Brasil, conquistaram a medalha de ouro na vela, Classe 49erFX, na Rio 2016.

O ministro destacou ainda o crescimento e a importância que o Brasil alcançou no Desporto Militar mundial:


"O Programa Atleta Militar de Alto Rendimento (PAAR), iniciado em 2008, “colheu seus primeiros frutos nos V Jogos Mundiais Militares, no Rio, em 2011, quando o Brasil alcançou o primeiro lugar no quadro de medalhas”.  O ministro lembrou que nos anos seguintes, o País conquistou cinco medalhas nos Jogos Olímpicos realizados em Londres, em 2012, e ficou em segundo lugar no quadro de medalhas dos VI Jogos Mundiais Militares ocorrido na República da Coreia".

Política e democratização do país

Dickson Grael teve participação em diversos episódios importantes do processo de redemocratização do país.

Escreveu o livro "Aventura, Corrupção e Terrorismo: à sombra da impunidade", no qual publicou documentos inéditos, os resultados de seus estudos e denunciou o envolvimento de civis e militares em três casos marcantes que marcaram o período da ditadura militar no Brasil.

Suas denúncias no Caso do Riocentro ajudaram a desvendar a farsa que se tentou fazer na apuração do crime e comprovar que houve ali um "terrorismo de estado". Dickson, corajosamente, apontou a participação dos reais responsáveis pelo atentado.

Conheça o Curriculum mais detalhado do Cel. Dickson Melges Grael: Dia dos Pais: uma homenagem ao Cel Dickson Grael, pai de Axel, Torben e Lars Grael

Agradecimento

Agradecemos muito as atuais lideranças militares, em particular aquelas envolvidas com o esporte militar, por ainda lembrarem e renderem o justo tributo à contribuição decisiva do Cel. Dickson Grael à estruturação do esporte militar no Brasil.

O sonho do nosso pai em ver as Forças Armadas brasileiras comprometidas com a promoção do esporte, seja na sua dimensão do alto rendimento ( ou do esporte social e educativo (Programa Forças do Esporte).

O seu sonho inspirou os filhos, que fundaram o Projeto Grael, em Niterói, para dar oportunidades de acesso aos esportes náuticas para estudantes públicas.

Acima de tudo, reafirmamos o nosso agradecimento ao Cel. Dickson Grael pela mais importante herança que nos deixou: o seu exemplo pessoal de honradez e de engajamento na perseguição do seu sonho de construir um Brasil cada vez melhor e mais justo. Na sua trajetória pessoal, nos mostrou que a luta não é fácil, mas que não há outro caminho que lutar. E o reconhecimento, mesmo tanto tempo depois, mostra que a sua luta valeu a pena e deixou frutos reconhecidos pelas atuais gerações.

Axel Grael




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Itamar e Paulo Renato: Lars Grael lamenta as perdas
Projeto Grael promove evento no Plaza Shopping (Niterói) 
Lars Grael recebe homenagem em Uruguaiana

Outros links:

Ministério da Defesa: Ministro Jungmann entrega Medalha do Mérito Desportivo Militar
Projeto Grael: www.projetograel.org.br










sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Poluição da Baía de Guanabara: entrevista da equipe do Projeto Grael repercute na mídia internacional

O mundo está de olho no cumprimento da promessa olímpica do Rio de despoluir a Baía de Guanabara

Uma entrevista de participantes do projeto Águas Limpas para a Associated Press sobre o problema do lixo flutuante e a poluição da Baía de Guanabara e a Rio 2016 teve ampla repercussão na mídia internacional.

Nosso objetivo não é atentar contra a imagem da cidade, mas cobrar que a promessa da vitoriosa campanha de candidatura olímpica do Rio de Janeiro de reduzir em 80% a carga de poluentes da Baía de Guanabara seja cumprida. Para isso, as ações precisam começar imediatamente.

Como cidade olímpica, o Rio de Janeiro repercutirá na mídia e na opinião pública do mundial cada vez mais. Para o bem e para o mal. Está nas nossas mãos decidir que imagem passaremos. Poderemos contar para o mundo uma bela e exemplar história de recuperação de um ecossistema - a Baía de Guanabara - ou poderemos ser vistos com grande frustração e descrédito como incapazes de cumprir o que prometemos.

Estamos certos que este o Rio de Janeiro saberá estar à altura do momento histórico que conquistou. A cidade vai cumprir o que prometeu e alcançará este sonhado legado e nós estaremos vigilantes, cumprindo o nosso papel de cidadania, acompanhando de forma proativa este processo.

Queremos ver a cidade ganhar esta medalha verde e bater palmas no final!!!

Veja abaixo o release da Associated Press abaixo:


Oceanógrafo Vinícius Palermo mostra o lixo flutuante na Baía de Guanabara. Foto AP.

Pollution in Rio's bay poses Olympic challenge


By JULIANA BARBASSA
RIO DE JANEIRO


Oceanographer Vinicius Palermo reaches into Guanabara Bay with a hand-held net, scooping another soggy load of candy wrappers, soda bottles and shredded plastic bags.

His specially outfitted boat filters as much as 180 pounds of garbage daily from this enormous bay, including rusting refrigerators and dead sea turtles tangled in fishing line. All this in the waters that will host the Olympic sailing competition in 2016.

Decades of neglect and unplanned growth have long caused foul beaches and health hazards for local residents, but now officials are struggling to clean it up before the global spotlight hits Brazil with the world's two biggest sporting events, the 2014 World Cup and the 2016 Olympics.

Only 33 percent of Rio's wastewater is treated, and many of the 19 rivers that empty into the bay run rank with sewage. Recent efforts have improved conditions, but politicians acknowledge it will take many years and millions of dollars to restore the bay, which is on the other side of Sugarloaf mountain from renowned beaches such as Copacabana.

"If the games were today, we'd be offering the worst Olympic lanes in history," said Axel Grael, the former head of the state environmental agency and current president of an environmental cleanup and education program called Projeto Grael. The program includes the "Clean Waters" effort headed by Palermo.

"No other (Olympic) place has been as dirty as this is now," Grael said. "If one of these boats, during the competition, were to get tangled in plastic, it would be a real embarrassment for the bay and for the city."

Pollution also fouls lakes and beaches that will stage other events during the 2016 Games.

Rodrigo de Freitas lake, which will host the Olympic rowing and canoeing competitions, has suffered massive fish kills in recent years when the water quality dropped. Copacabana Beach, where marathon swimmers and triathletes will compete, is occasionally unfit for swimming. Heavy rains regularly cause sewage overflows that leave long, black streaks on Rio's white-sand beaches.

Governments are increasing efforts to treat the sewage that fouls Rio's lakes and beaches, and there are at least fish now in Rodrigo de Freitas lake, even if their levels of heavy metals make them inedible.

And the stench that once wafted from Guanabara Bay in a rude welcome to visitors arriving at Rio's international airport is much improved.

Cleaning up Guanabara, which covers 148 square miles (383 square kilometers), remains the biggest challenge.

Athletes who hope to compete in the sailing event have been disappointed after inspecting conditions in the bay, said Grael. His siblings, Lars and Torben, are Olympic medalist sailors who refined their skills in Guanabara.

When the World Military Games were held there in July, Palermo and his crew did a week of emergency cleanup, hauling out half a ton of floating trash so it wouldn't ensnare a boat and cost an athlete a medal.

But Palermo's nets are no match for the trash produced by the 10 million people who cluster along Guanabara's shores. Spotty garbage collection means trash gets flushed out to the bay with every storm.

Waste from shipyards, two oil refineries, two commercial ports and one of the world's largest dumps also escapes into the bay that opens beyond the iconic granite facade of Rio's Sugarloaf mountain.

Cariocas, as Rio residents are known, have grudgingly learned to live with the filth. Before hitting the beach, they regularly check the newspapers for daily updates on the sanitary conditions even at Copacabana, which face the Atlantic Ocean. A survey last year by the city's Department of the Environment showed E. coli bacteria counts made stretches of sand on Ipanema Beach unsafe for recreation.

The water lapping at beaches along the bay has been considered unsafe for years. Those who live in cities farther along Guanabara face far more serious health hazards due to sewage that runs in open ditches.

"Our goal is the go from treating 30 percent of sewage to treating 65 percent by 2014, but sewage is only one aspect of the problem," said state environmental secretary Carlos Minc. "We have several initiatives to guarantee a clean bay for the World Cup and the Olympics."

Recent efforts have improved conditions. A program funded by international banks and supplemented with state funds built waste treatment plants along Guanabara. Much of the rotting food and other organic matter that had flowed unimpeded into the water was blocked by improvements to the Gramacho Municipal Landfill. One of the world's largest dumps, it is built on unstable, ecologically sensitive marshland bordering the bay. Agreements with refineries and shipyards operating in the area have significantly reduced the heavy metals and other industrial pollutants entering the system.

Minc's office is now launching a program to establish regular trash pickup and sewage connections in long-neglected shantytowns that now pollute the bay.

Palermo says he wonders if the political good will can last beyond the Olympics to better the lives of residents.

"Yes, there are clear improvements, but you also have 50 years of unplanned growth that wasn't accompanied by any infrastructure," he said. "You have years, decades, of impact, and now they're saying they're going to solve this in four years? I just don't think that's realistic."

Even the recent gains have been marred by poor planning and a lack of coordination among agencies.

Officials built several waste treatment plants along the bay starting in 1992, but failed until recently to build the sewage systems meant to serve four of them, said Gelson Serva, coordinator of a government environmental sanitation program known by its acronym PSAM.

Even now, the biggest plant, Alegria, or "Happiness" in Portuguese, is operating at one-third of its intended capacity. Three others are treating about one-fifteenth of what they can handle.

Serva is heading a $650 million program to plug those gaps with new or refurbished sewage lines and treatment plants, and he says he is guardedly optimistic.

"The challenge is huge, and the effort will be great," he said. "The improvement will be gradual. By the Olympics, we'll be feeling the improvement, but the real effect will come in 10 years or so."

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Vejam a repercussão em alguns dos muitos veículos de comunicação que publicaram sobre o tema:
Business Week
Houston Chronicle
ABC News/ESPN
3News, Nova Zelândia
Canadian Business
Kansas City
Team USA - Comitê Olímpico dos EUA
San Luis Obispo, California
Hawaiian News
Washington Post
India Times

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Axel Grael faz apelo por despoluição urgente da Baía de Guanabara

Palestra continua a repercutir...


Axel Grael no fórum Rio Cidade Sede (Foto: agência O Globo)


'Se os Jogos fossem hoje, estaríamos oferecendo o local de competição de vela mais sujo e poluído da história olímpica', alerta o velejador brasileiro

Por Danielle Rocha
Rio de Janeiro

As condições da Baía de Guanabara durante as disputas das provas de vela nos Jogos Mundiais Militares, no mês passado, preocuparam. O velejador Axel Grael, irmão dos medalhistas olímpicos Torben e Lars e presidente do projeto que leva o nome da família, teve de entrar em cena. Emprestou uma embarcação especial que costuma utilizar para recolher lixo flutuante na tentativa de melhorar o cenário. A cinco anos da realização dos Jogos Olímpicos Rio-2016, ele mostra preocupação quanto ao cumprimento dos objetivos que foram estabelecidos na área ambiental para a realização do evento.

- Se os Jogos fossem hoje, estaríamos oferecendo o local de competição de vela mais sujo e poluído da história olímpica. O esforço que temos pela frente será muito grande e temos que confiar nisso. Nos Jogos Militares foi muito ruim. Tivemos que fazer um programa de emergência como no Pan. Temos recebido uma quantidade crescente de atletas que querem conhecer a raia olímpica e os comentários são de grande decepção. Eles levam essas informações para os seus países e aí começam a surgir as deias de tirar a competição do local. Eu sou um otimista, vimos que há projetos sendo feitos, mas temos que correr muito para alcançar a meta - disse Axel.

Durante o painel "Um Rio Olímpico e Sustentável?" no fórum Rio Cidade Sede promovido pelo jornal "O Globo", ele lembrou que entre as promessas de campanha da cidade está reduzir 80% da poluição na Baía de Guanabara.

- Prometemos também plantar 24 milhões de árvores e recuperar o sistema lagunar. Vimos que os projetos estão em andamento, mas 2016 é uma parede que se aproxima rapidamente. Não basta só ter vontade política e recursos. A capacidade do poder público para executar obras é complicada porque esbarra em licitações, exigências legais e administrativas para que o projeto avance. Cabe a atletas e população ficarem atentos e cobrar.

Carlos Minc, secretário estadual do Ambiente, não nega que a despoluição da Baía será o maior desafio de todos. Já foram investidos R$ 200 milhões e há R$ 600 milhões garantidos do BID.

- O tamanho do problema é muito grande. Todo mundo joga coisas nos rios de onde já tiramos 38 mil pneus. O esforço na educação ambiental é enorme. Estamos reduzindo a quantidade de sacos plásticos e também coletando óleo. O fim do lixão de Gramacho também vai ajudar muito. Queremos limpar de vez a Lagoa Rodrigo de Freitas, sanear as lagoas da Barra e Jacarepaguá e melhorar consideravelmente a Baía de Guanabara. Queremos Jogos muito verdes. Tenho certeza que serão mais verdes e sustentáveis do que os de Londres - afirmou.

Daqui a 10 dias será assinado, segundo o secretário um acordo entre o município e o governo do estado para saneamento nas favelas. A Cedae irá voltar a operar nas áreas de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e também nas que receberão. Minc também destacou o trabalho que está sendo feito para a despoluição das lagoas da Zona Oeste. Atualmente, 85% do esgoto da Barra é tratado, assim como 60% do Recreio e 15% de Jacarepaguá.

O painel contou também com a participação de Sérgio Besserman, presidente da Câmara de Desenvolvimento Sustentável do Rio, e de Carlos Alberto Muniz, vice-prefeiro e secretário de Meio Ambiente. A apresentação do prefeito Eduardo Paes falando obre a construção da cidade olímpica abriu o evento. Devido à neblina que tomou conta do Rio na manhã desta segunda-feira, dois convidados não conseguiram chegar a tempo. Presidente do Conselho Público Olímpico, Henrique Meirelles, e Dan Epstein, diretor de sustentabilidade dos Jogos de Londres-2012, ficaram presos em aeroportos de São Paulo.

Fonte: GloboEsporte.com





quarta-feira, 27 de julho de 2011

Retirada do lixo flutuante da Baía de Guanabara durante os Jogos Mundiais Militares




Assista matéria da TV Brasil sobre os esforços de limpeza da Baía de Guanabara durante os Jogos Mundiais Militares. O trabalho contou com a participação de equipe do Projeto Grael, que operou a sua embarcação especial para a retirada do lixo flutuante da Baía.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Wagner Victer afirma que a Baía de Guanabara estará limpa em 2016



Obras de despoluição da baía de Guanabara serão concluídas antes da Olimpíada, diz coordenador
No Rio de Janeiro e em São Gonçalo, projetos ficarão prontos já para a Copa do Mundo
Do R7, com Agência Brasil

As obras que faltavam para a despoluição da baía de Guanabara serão concluídas antes das Olimpíadas de 2016, quando já começarão a ser sentidos os seus efeitos. A previsão é do coordenador executivo do Psam (Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara), da Secretaria Estadual do Ambiente, Gelson Serva.

O Psam substituiu o antigo PDBG (Programa de Despoluição da Baía de Guanabara) criado em 1992 e que se estendeu até 2006. Durante esse período, foram investidos no programa cerca de US$ 760,4 milhões, englobando US$ 349,3 milhões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), US$ 162,8 milhões do Jbic (Banco de Cooperação Internacional do Japão) e US$ 248,3 milhões de contrapartida do governo fluminense.

A partir de 2006, têm sido aplicados no Psam, com recursos do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano), R$ 100 milhões, em média, por ano, na despoluição da baía de Guanabara, segundo Serva.

- Vamos fazer as obras de direcionamento do esgoto, que hoje vai in natura para a baía, para as estações de tratamento de esgotos que foram construídas pelo PDBG e algumas precisam ser ampliadas. Faltaram alguns troncos [coletores] para fazer as ligações também com as redes dos municípios. Isso nós vamos concluir antes das Olimpíadas. O efeito já vai começar, mas não é completo ainda.

Segundo Serva, o programa atual conta com US$ 640 milhões, sendo US$ 450 milhões do BID e US$ 190 milhões de contrapartida do governo do Estado.

Os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para os projetos na capital fluminense, avaliados em R$ 450 milhões, deverão ser obtidos por meio de financiamento da CEF (Caixa Econômica Federal).

De acordo com o coordenador executivo do Psam, o grande problema na baía de Guanabara é o esgotamento, principalmente o domiciliar, uma vez que as indústrias atualmente apresentam um bom nível de nível de controle em relação aos efluentes.

- Tem é que investir para que a gente não esmoreça.

No caso do esgoto domiciliar, Serva salientou que três projetos estão no pacote de obras a serem realizadas pelo governo do Estado com recursos do PAC: a ampliação da ETE Alegria (Estação de Tratamento Alegria) e a construção de dois troncos coletores (Manguinhos e Faria-Timbó).

Dentro do pacote de financiamento do BID está o projeto de construção do tronco de esgotamento Cidade Nova, que fará ligação também com a ETE Alegria, além da troca de boa parte da rede coletora de esgoto da zona norte carioca.

Na Baixada Fluminense, serão feitas algumas ligações na Estação Sarapuí e complementadas as obras de implantação do Sistema Pavuna. Os dois projetos envolverão recursos no total de R$ 219 milhões.

- Na baixada, nós vamos investir o maior recurso do Psam.

Projetos acelerados em São Gonçalo e Rio de Janeiro

Gelson Serva afirmou que em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, está sendo desenhado um projeto para obtenção de recursos do PAC 2, visando à ampliação da estação de tratamento local.

A previsão é a de que os projetos do centro do Rio de Janeiro e de São Gonçalo sejam concluídos até o final de 2014 e os da Baixada Fluminense, até o início de 2016.

Para o presidente da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), Wagner Victer, os efeitos do programa de despoluição da baía de Guanabara já estão sendo sentidos pela população e tendem a melhorar com a proximidade dos Jogos Olímpicos de 2016.

- Eu não tenho a mínima dúvida em relação a isso. Hoje, já estamos próximos a 5.000 litros [de esgoto por segundo, sendo tratado]. Praticamente, mais do que duplicou em quatro anos.

Na ocasião, quando começou a gestão do programa, 2.000 litros por segundo de esgoto passavam por tratamento secundário na baía de Guanabara.

Isso fez com que algumas praias, como a da Bica, na Ilha do Governador, apresentassem melhorias significativas nas suas condições de "balneabilidade", de acordo com o Inea (Instituto Estadual do Ambiente).

Victer destacou que são “as melhores condições dos últimos 20 a 30 anos”. Ele aposta que com o conjunto de obras programadas, “bem antes dos Jogos de 2016 nós vamos ter uma posição excepcional na baía de Guanabara para a realização das provas [náuticas]”.

A melhoria da poluição no local foi mostrada, segundo Victer, durante os Jogos Mundiais Militares, encerrados no último domingo (24). O presidente da Cedae observou, entretanto, que devido à topografia do Rio de Janeiro, a baía não recebe só esgoto.

"A melhoria da poluição no local foi mostrada durante os Jogos Mundiais Militares, encerrados no último domingo (24)". Wagner Victer

- Ela recebe a drenagem de chuvas. Então, muitas vezes, por mais que você tire o esgoto, a sujeira e a falta de educação ambiental, com as pessoas jogando lixo nas ruas, acabam indo para a baía de Guanabara.

Ele acrescentou que a falta de descarte correto do lixo é o grande problema a ser vencido no país.

Fonte: R7

Agência Brasil repercute o problema da poluição da Baía de Guanabara

Embarcação "Águas Limpas", especialmente desenhada para retirar o lixo flutuante, volta ao Parojeto Grael lotada de lixo retirada da Baía de Guanabara.

Ambientalista defende ações integradas para concluir despoluição da Baía de Guanabara
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O ambientalista David Zee, professor das universidades do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Veiga de Almeida, avalia que a despoluição da Baía de Guanabara ainda demandará muitas ações para poder se tornar uma realidade, sobretudo antes das Olimpíadas de 2016. “Vejo muita intenção, muita vontade, mas ação efetiva, específica, vejo pouca”, analisou em entrevista à Agência Brasil.

O professor ressaltou que o crescimento dos municípios no entorno da baía é muito maior do que a capacidade de fazer as medidas de proteção contra a poluição nessa área. Zee defendeu uma ação conjunta dos governos municipais e estadual, com apoio do governo federal. “Os municípios sozinhos não têm condições de atender tudo, não dispõem de corpo técnico adequado nem de recursos.”

Do mesmo modo como foi criada a Autoridade Pública Olímpica, órgão que vai coordenar a organização dos Jogos de 2016, o ambientalista e oceanógrafo sugeriu que seja instituída uma estrutura para a recuperação da Baía de Guanabara, “para que haja, efetivamente, recursos canalizados e uma ação integrada de todos os municípios”.

Ele considera que as obras programadas pelo governo fluminense na área de esgotamento sanitário não são suficientes e acredita que é difícil chegar a 2016 com a baía limpa. “Só vejo acontecer alguma coisa quando há alguma denúncia ou reclamação.” Para o ambientalista, o saneamento ambiental deveria ser a primeira opção na lista de prioridades, por ser a que traz “mais legado para a qualidade de vida da população”.

O presidente do Instituto Rumo Náutico, Axel Grael, ex-titular da antiga Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), mostrou-se cético em relação à despoluição da Baía de Guanabara. “Se os Jogos Olímpicos tivessem sido na semana passada, eu acho que teria sido uma péssima repercussão para a cidade do Rio de Janeiro, porque a baía estava muito suja. Tinha muito lixo.”

O Projeto Grael, que ele dirige, cedeu na semana passada uma embarcação específica para tirar o lixo flutuante da baía durante os Jogos Mundiais Militares. Segundo Grael, os velejadores reclamaram da quantidade de lixo.

Os jovens que integram o projeto, a bordo da embarcação Águas Limpas, recolhem entre 50 quilos (kg) e 80kg de lixo diariamente na Baía de Guanabara. No dia 3 de junho, durante uma gincana ecológica, foram recolhidos 300kg de lixo. Garrafas PET e pneus são a maioria do lixo encontrado.

Grael reconheceu que, na parte de saneamento, houve avanços na área de redução da poluição industrial, assim como melhorias recentes no que se refere à dragagem. “Mas ainda é muito cedo para afirmar que a gente já está tendo resultados visíveis”, avaliou. “Há um longo caminho pela frente.”

A candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas apresentou a proposta de solução dos passivos ambientais: despoluir a Baía da Guanabara e a Lagoa de Jacarepaguá e melhorar a qualidade do ar. “Cumprir o que prometemos é um desafio enorme, só que temos que fazer”, disse. Segundo ele, o problema é que a velocidade com que se avança nas obras é menor do que a necessário para atingir as metas.

Axel Grael destacou que solucionar o problema do lixo é essencial para a realização das provas olímpicas no mar. “Um velejador ter um saco plástico ou galho preso na quilha ou no leme de um barco, isso simplesmente condena o azarado a perder várias posições. Seria um objeto de protesto alguém perder uma medalha porque ficou com um plástico preso na embarcação, seria uma repercussão horrorosa para a gente.”

Também diretor do Instituto Baía de Guanabara (IBG), ele acredita que, para resolver o problema do lixo, será fundamental avançar na legislação e nas campanhas nacionais e estaduais que procuram desestimular o uso de sacolas plásticas. Esse material não só polui os rios e mares, como provoca a morte de animais, entre os quais tartarugas e peixes.

O IBG foi fundado em 30 de julho de 1993 e tem como objetivos o estudo, a pesquisa e a solução dos problemas ambientais, sociais e urbanos.

Edição: Juliana Andrade
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Fonte: Agência Brasil

domingo, 24 de julho de 2011

Tripulações brasileiras comandadas por Martine e Haddad brilharam nos Jogos Militares

Tripulação brasileira da classe HPE, comandada por Martine Grael e com Isabel Swan, Fernanda e Renata Decnop e Juliana Mota, conquistou a medalha de ouro na categora feminina...

... e prata na categoria Open, na qual disputaram inclusive contra tripulações masculinas. Foram superadas apenas pela equipe da Ucrânia, comandada por Braslavets, que já foi medalhista olímpico na classe 470.

A tripulação masculina, comandada por Henrique Haddad foram campeões invictos na categoria Match Race.

Equipe brasileira de vela militar - feminina e masculina - posa vitoriosa com o técnico Riquinha Lebreiro, com o cmte Montes e com o almirante Gamboa.
Os representantes brasileiros na vela nos V Jogos Mundiais Militares arrebentaram. Na disputa na modalidade Match Race, os velejadores comandados por Henrique Haddad mostraram uma superioridade incontestável e venceram invictos.

Já as meninas venceram a disputa feminina também com facilidade, garantindo a medalha de ouro por antecipação, dois dias antes do fim da competição. Na continuidade, a tripulação comandada por Martine Grael buscou o título na categoria Open, que inclui todos os velejadores na classe, não apenas as tripulações femininas. No último dia de regatas - sexta feira, 22 de julho - as meninas não conseguiram superar o barco da Ucrânia, mas conquistaram a medalha de prata.

Um grande resultado, que foi comemorado como um presente muito especial por Torben Grael - pai de Martine - e pelo tio-coruja Axel Grael. Ambos celebravam também o aniversário na data.

Parabéns a toda a equipe.

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Todas as fotos são de Fred Hoffmann.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Tripulação de Martine Grael fatura medalha de ouro na Fleet feminina

Barco da filha de Torben ainda disputa o ouro na categoria Open Fleet

Capitaneada por Martine Grael, a equipe feminina da Marinha do Brasil conquistou, nesta quarta-feira, a medalha de ouro na categoria Fleet feminina dos Jogos Mundiais Militares. A embarcação, que também tem Isabel Swan, Juliana Motta, Renata Decnop e Fernanda Decnop garantiu o título com três regatas de antecipação.

Tripulação brasileira nos V Jogos Mundiais Militares, comandada por Martine Grael (filha de Torben Grael), garantiu a medalha de ouro com dois dias de antecipação e agora luta pelo título na categoria Open Fleet, que inclui as tripulações masculinas.

- Estamos muito felizes com o resultado. A consagração da medalha de ouro é a coroação de muito trabalho, não só da gente, mas também de toda a Marinha. Estamos em casa, então a sensação não poderia ser melhor. Essa medalha é para todo mundo que acompanhou a gente e também para quem está trabalhando nos Jogos. Essa vitória nos dá ainda mais força para lutar pela medalha no geral - disse Isabel Swan.

Velejadoras do Rio Yacht Club, Isabel Swan (medalha de bronze em Pequim) e Martine Grael (campeã mundial da juventude) fazem parte da tripulação brasileira nos V Jogos Mundiais Militares.

Martine - filha do campeão olímpico Torben Grael - e sua tripulação ainda estão na briga pelo ouro na categoria Open Fleet, em que participam barcos masculinos e mistos. O Brasil está na vice-liderança, com 29 pontos perdidos. A Ucrânia, líder, tem 25.

Fonte: Globo Esporte

terça-feira, 28 de junho de 2011

Projeto Grael participará dos Jogos Mundiais Militares cooperando com a limpeza da Baía de Guanabara



Os Jogos Mundiais Militares e a Família Grael

Os V Jogos Mundias Militares, que serão realizados no Rio de Janeiro de 16 a 24 de julho, é o primeiro dos grandes eventos esportivos que a cidade abrigará até os Jogos Olímpicos de 2016.

E a família Grael tem motivos especiais para comemorar e ver o evento com muito orgulho. O primeiro motivo é que Martine Grael, filha de Torben e Andrea Grael, será uma das velejadoras da equipe brasileira de vela militar. O outro motivo é que nosso pai, Dickson Grael, foi atleta e um dos grandes incentivadores do esporte militar, tendo presidido a Comissão Desportiva Militar do Brasil-CDMB, e ocupado o cargo de Secretário Geral do CISM-Conselho Internacional do Esporte Militar, organização com sede em Bruxelas, na Bélgica e que congrega 133 países membros.

Lars Grael, por sua vez, é o “padrinho” das competições de Vela indicado pela CDMB e possuidor da Medalha do Mérito do CISM no Grau de Grão Cavaleiro e Medalha do Mérito do Desporto Militar conferida pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Outro motivo de orgulho é poder também cooperar com os V Jogos Mundiais Militares atendendo ao convite dos organizadores para que a embarcação "Águas Limpas", operada pelo Projeto Grael e tripulada por ex-alunos da nossa organização, participe das atividades relacionadas às provas de Vela, atuando na limpeza da Baía de Guanabara.

O ideal é que o trabalho de retirada do lixo flutuante na Baía de Guanabara não fosse necessário e que a poluição que mancha o seu belo cenário não tivesse os elevados índices que apresenta. Mas, diante da realidade, os trabalhos a serem desenvolvidos pelas tripulações do Projeto Grael (''Aguas Limpas) e da Brissoneau (''Acqua) serão indispensáveis para garantir a qualidade das provas e a reputação do Rio de Janeiro que precisa atrair outros eventos náuticos até os Jogos de 2016.

É bom lembrar que a despoluição da Baía de Guanabara foi uma das promessas da vitoriosa candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016.

A esperança de ver a Baía limpa continua viva.

Axel Grael



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Embarcação "Águas Limpas", operada por ex-alunos do Projeto Grael, colaborará com os Jogos Mundias Militares evitando que o lixo flutuante na Baía de Guanabara atrapalhe as provas de vela.

Embarcação "Acqua", recém lançada ao mar e fabricada pela Brissoneau no Estaleiro Cassinu, será uma importante aliada na limpeza da Baía de Guanabara.

Baía de Guanabara passará por processo de limpeza para os JMM

Escrito por Marcia Magalhães
Seg, 27 de Junho de 2011 11:21

A partir do dia 1º de julho a Baía de Guanabara passará por um processo de limpeza e manutenção do espelho d’ água na região da raia onde serão disputadas as provas de Vela. A limpeza será feita pela barca da Empresa BRISSONEAU – Projeto ACQUA e pela barca do Projeto Grael (Instituto Rumo Náutico) – ÁGUAS LIMPAS.

Saiba mais sobre a modalidade Vela que será disputada na Baía de Guanabara

Criadas especialmente para esse fim serão utilizadas até o final do mês de julho, visando deixar a Baía em condições adequadas para as praticas esportivas durante os Jogos Mundiais Militares. A iniciativa foi possível graças ao investimento da concessionária Águas de Niterói, em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro e o Projeto Grael.

O Projeto Acqua utiliza uma embarcação inovadora desenvolvida a partir de novos conceitos de sustentabilidade, aplicados ao recolhimento de resíduos sólidos flutuantes, macrófitas e no emprego emergencial em eventuais acidentes com derramamento de hidrocarboneto. A embarcação “Águas Limpas” tem a função operacional de recolher o lixo flutuante – sólido e líquido – da Baía de Guanabara.

Importada da França, é feita de alumínio e possui uma caçamba basculante que realiza um peneiramento das camadas superficiais da baía. Os resíduos sólidos são armazenados em um contêiner com capacidade para 500 kg. Já o óleo flutuante é depositado em uma caixa separadora, com capacidade para mil litros. Além das barcas, a limpeza terá a parceria da COMLURB que irá recolher os resíduos e encaminhar para a reciclagem – completando o processo de sustentabilidade do Ambiente.

Essa iniciativa é única na Baía de Guanabara e será utilizada nos 5º Jogos Mundiais Militares sem ônus para a Escola Naval e para o CPO - Comitê de Planejamento Operacional.

Fonte: site dos V Jogos Mundiais Militares
Assista ao vídeo com o treino da equipe brasileira de vela militar, classe HPE.