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segunda-feira, 20 de junho de 2016

RIO 2016: "ESQUENTA" PARA OS JOGOS PARALÍMPICOS




Paratletas classificados para as competições de Vela Adaptada participam de regata na raia paralímpica da Baía

O Dia

Na próxima terça-feira a Baía de Guanabara vai sediar a final do maior campeonato de Vela Adaptada do país antes das Paralimpíadas, o “Welcome to Rio Regata”. A largada será no Clube Naval, em Charitas, de onde sairão cerca de 70 atletas de 11 países, incluindo o Brasil.

Coordenador técnico da Confederação Brasileira de Vela Adaptada, Walcles Osório diz que o Centro de Treinamento (CT) da modalidade do Clube Naval, que foi oficialmente inaugurado na última quarta-feira, é um grande legado olímpico para os atletas da cidade.

O novo espaço atende às demandas que o esporte exige como médicos à disposição, guincho para os barcos, área para guardá-los, além de dormitórios. Ao total, a confederação disponibiliza 15 embarcações para os paratletas.


Bruno já foi substituto de Rogério Ceni, no São Paulo. Clube ainda apoia a carreira do esportista Foto: Paola Lucas



Participam da regata Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Israel, Noruega e Nova Zelândia.

Já classificados para os Jogos de setembro, os paratletas Bruno Landgraf e Marinalva Almeida vão competir na categoria mista Skud-18. Eles acreditam que a competição será um grande treino para as Paralimpíadas.

Os dois têm histórias parecidas, ele teve paralisia nas pernas após uma batida de carro e ela perdeu a perna esquerda em um acidente de moto. Os dois se conheceram em 2013 e começaram a treinar em São Paulo, mas há um ano vieram morar em Niterói para ficar mais perto do CT do Naval.

“Aqui as condições de mar e vento são mais favoráveis aos treinos”, conta Marinalva, que também já foi corredora e arremessadora. Ela é recordista em salto à distância e dardo e foi a primeira mulher a completar uma São Silvestre de muletas.

Bruno diz que participar do ‘Welcome to Rio Regata’ é uma prévia de como serão as competições em setembro. “Estive no Mundial da Holanda em maio e pude ver o desempenho de outros atletas, mas o mar é muito diferente do nosso. Aqui a disputa vai ser mais próxima de como será nos Jogos”, diz.

Fonte: O Dia Niterói








sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Dupla de velejadores paralímpicos se muda para Niterói de olho em 2016


Marinalva Almeida e Bruno Lendgraf, a proeira e o timoneiro que se mudaram para Niterói a fim de melhorar os treinos rumo à paralimpíada - Agência O Globo / Pedro Teixeira

Bruno Lendgraf e Marinalva Almeida sofreram acidentes de trânsito

por

NITERÓI — Enquanto ela “caça” o vento com as velas, ele controla o leme. Os movimentos têm que ser coordenados, em perfeita sintonia, para que o barco corte as águas na maior velocidade possível. Os dois atletas, que vivem hoje do que seus físicos podem lhes proporcionar, tiveram suas histórias marcadas pelas mudanças de seus próprios corpos. E foi essa transformação que os fez sair de São Paulo para Niterói. Bruno Lendgraf é o timoneiro e Marinalva Almeida, a proeira. Juntos num barco à vela, eles vão brigar por uma medalha para o Brasil nos Jogos Paralímpicos de 2016.

Os dois moram em Niterói desde maio. A mudança para a cidade foi para facilitar os treinos. Antes, eles velejavam na represa de Guarapiranga, em São Paulo, onde se conheceram, mas lá não havia barco próprio da classe Skud 18, a que eles competem. Aqui, eles encontraram o equipamento e o apoio ideal no Clube Naval Charitas, que tem um centro de vela adaptada.

VIDAS MARCADAS POR ACIDENTES
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Antes de se encontrarem sobre as águas, Bruno e Marinalva tiveram as vidas marcadas por dois acidentes. Ele de carro; ela de moto. Ele aos 20 anos; ela aos 15. Antes do trauma que os aproximou, os dois tinham vidas muito diferentes. Bruno era um jovem e muito promissor goleiro do São Paulo. Nas categorias de base, ele era apontado como o possível sucessor do ídolo da torcida Rogério Ceni. Mas em 2006, quando ia da capital paulista para uma festa em sua cidade natal, São Lourenço da Serra, com mais quatro amigos, o carro saiu da estrada e capotou barranco abaixo. Bruno estava ao volante.

— Não me lembro de nada do acidente. Já estávamos quase chegando, faltavam quatro quilômetros. Fiquei oito meses no hospital. Os médicos diziam que a lesão só me deixaria mexer os olhos — conta Bruno. — Mas o que mais me dói é ter perdido dois amigos que estavam comigo.

Dupla veleja na Baía de Guanabara - Divulgação / José Olímpio

A previsão dos médicos estava errada. Com muita fisioterapia e natação, Bruno recuperou parcialmente os movimentos dos braços. É deles que dispõe para mover o leme do barco. Os treinos diários são para ele uma forma de continuar a fisioterapia. Cada dia que passa, ele acredita que ganha mais força muscular nos braços, o que o ajuda não só a competir, mas a realizar as tarefas do dia a dia.
 
SÃO SILVESTRE DE MULETAS

Diferentemente de Bruno, Marinalva era uma adolescente que não tinha qualquer ligação com o esporte antes do acidente que a fez perder uma das pernas. Mas depois, ele passou a fazer parte de tudo. Marinalva aprendeu a nadar depois do acidente. E não parou por aí: ela foi a primeira mulher a completar a corrida São Silvestre de muletas, em 2012. E ainda é a detentora do recorde brasileiro de salto em distância.

— Caí de moto aos 15 anos, minha perna ficou presa embaixo da moto. Cheguei a passar por cirurgia, mas não adiantou, os médicos tiveram que amputar. Logo de cara eu aceitei o que tinha acontecido — afirma.

De lá para cá, Marinalva se casou, teve três filhos e se separou. Desde maio, deixou o filho mais velho, de 19 anos, em São Paulo; o caçula, de 6, no Pará, com o pai, e se mudou para Niterói com o outro filho, de 14, para perseguir com Bruno o sonho de conquistar uma medalha paralímpica para o Brasil.

Fonte: O Globo Niterói 






domingo, 20 de julho de 2014

Projeto Cão Guia Brasil oferece treinamento gratuito em Niterói



Jonas Santiago e sua amiga inseparável Zuca, hoje leva uma vida normal. Foto: Lucas Benevides

Vanessa Lima

Além do serviço de treinamento para animais capazes de auxiliar deficientes visuais o projeto oferece a doação de cães treinados

Considerados os melhores amigos do homem, os cães possuem entre muitas características, princípios de fidelidade e inteligência avançada. Esses atributos foram capazes de torná-los os melhores animais para ajudar deficientes visuais no convívio junto à sociedade. O Projeto Cão Guia Brasil desenvolve em Niterói um serviço gratuito de treinamento e doação de animais domesticados para cidadãos portadores de necessidades.

Fundado em 2009 pelo adestrador e psicólogo George Thomaz Harison, morador do Ingá, a iniciativa promove a reintegração da pessoa com deficiência visual fornecendo uma locomoção segura por meio do cão-guia. O projeto foi idealizado após o Conselho Brasileiro de Oftalmologia revelar a existência de aproximadamente 5 milhões de pessoas com baixa visão no Brasil. Dentro desse grupo, cerca de 20 mil estão na fila de espera para obter um animal e apenas 70 cachorros são doados por ano.

O trabalho consiste inicialmente na seleção de cães filhotes das raças Labrador e Golden Retriever que apresentem bom estado de saúde. O adestrador observa aqueles que possuem maior habilidade para atender comandos de obediência e socializa o animal. Após essa etapa, ele passa por avaliação de desenvolvimento que define seu poder de inteligência e em seguida são levados diretamente para a rua, onde recebem treinamento específico. O cão aprende a identificar o movimento de trânsito, atravessar uma via, desviar de buracos, bueiros abertos, localizar escadas rolantes, elevadores, banheiros e outras ações necessárias no dia a dia. Ao todo o adestramento leva dois anos para ser concluído.

“O processo de aprendizado requer paciência e determinação. O trabalho é realizado na base da troca e do carinho”, explica o diretor do projeto.

Após o treinamento, o cachorro é levado para um canil em Itaipu, onde recebe os cuidados necessários e permanece sendo avaliado. Para encerrar o processo de socialização é preciso que um voluntário adote um filhote. Ao se cadastrar no site, o interessado é direcionado para uma fila de espera até que um cão com seu perfil esteja disponível. Em cinco anos o projeto já beneficiou 28 pessoas e atualmente encontra-se com uma longa fila.

Antes de ser contemplado pelo programa, o ex-bancário Carlos Eduardo Alvim, de 50 anos, morador de Icaraí, estudou a possibilidade de comprar um cão-auxiliar nos Estados Unidos. O território americano é o país que mais exporta cães-guias no mundo, por isso muitos deficientes consideram a alternativa de adquirir um cão do exterior, já que o número de cachorros doados no Brasil não atende ao volume de deficientes interessados. Entretanto, os gastos para aquisição de um animal exportado são exorbitantes e desanimadores. Na época o niteroiense pagaria cerca de R$ 20 mil por um Labrador americano, mas por intermédio de uma amiga, conheceu o instituto e depois de dois anos na fila ganhou a cadela Brida, da raça Golden Retriever.

“Eu nunca me adaptei a bengala e senti que para ter uma vida normal seria preciso adquirir um cão-guia. Tentei de todas as formas comprar um animal e não consegui, porque no Brasil esse tipo de ação não é prioridade para o governo. Porém, tive a sorte de conhecer o trabalho do George Harison e recebi uma doação há três anos atrás. Hoje meu relacionamento com a Brida é quase de marido e mulher, porque ela me oferece a oportunidade de ter autonomia, liberdade e segurança para ir a qualquer lugar sozinho,” relata.

Segundo Jonas Santiago, 29 anos, o primeiro voluntário a receber uma doação do projeto, através do seu cão-guia as pessoas puderam perceber que apesar das limitações, ele tinha capacidade de levar uma vida comum em segurança. “Infelizmente ainda existe aquela ideia de que o deficiente visual é uma pessoa triste, introspectiva e dependente das outras, mas eu nunca fui assim. Estou com a Zuca há seis anos e levo uma vida normal, praticando hobbies como vela, trilhas e já fui até para as montanhas de Machu Picchu no Peru. Inclusive desde que estou com ela, nunca mais fui assaltado. A proteção que o animal me propõe vai além das simples barreiras da mobilidade”, conta.

Para manter os custos de manutenção de cada animal, que chegam a R$ 20 mil, desde sua compra até o período de treinamento e doação, a iniciativa recebe apoio financeiro de empresas privadas e trabalha em parceria com o projeto Íris.

Fonte: O Fluminense


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Comitê Paraolímpico seleciona projetos de esporte para crianças com deficiência

Vela para cegos.

 Estão abertas as inscrições para o Clube Escolar Paralímpico 2012 rumo a Rio 2016, iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que tem como objetivo a promoção da prática esportiva em instituições de ensino para crianças e jovens com deficiência. As instituições interessadas poderão apresentar, até 15 de janeiro, projetos em 20 modalidades do paradesporto.

Está prevista a seleção de 20 propostas que receberão financiamento, com recursos viabilizados pela Lei Agnelo/Piva, para a execução do projeto no período de março a dezembro do próximo ano. A iniciativa também visa à identificação e ao treinamento de novos talentos do paradesporto que poderão representar o país nos Jogos do Rio 2016.

Os projetos deverão atender a uma das seguintes modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, esgrima, futebol de cinco, futebol de sete, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rúgbi, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo, vela paralímpica e vôlei paralímpico.

O nome das instituições selecionadas será divulgado até o dia 31 de janeiro no portal do CPB (http://www.cpb.org.br/).

Clube Escolar

Lançado em 2009, o Clube Escolar Paralímpico é um programa do Comitê Paralímpico Brasileiro que incentiva a prática esportiva nas categorias de base do desporto paralímpico nacional.

O CPB disponibiliza uma verba anual de R$ 60 mil para cada instituição contemplada pelo programa. O valor é utilizado na aquisição de material, contratação de profissionais e demais gastos necessários para a execução do projeto.

Em 2010, primeiro ano de realização do Clube Escolar Paralímpico, 19 instituições foram contempladas com o programa. Mais de 680 alunos foram atendidos em oito estado brasileiros. No ano de 2011, o número de projetos cresceu para 21, sendo realizado em nove diferentes estados brasileiros.

Fonte: Ministério do Esporte

sábado, 24 de setembro de 2011

Embora antigo, vídeo faz um ótimo registro sobre a história de Lars Grael




Para registro: Uma antiga mas ótima e comovente entrevista com Lars Grael que encontrei no YouTube. O vídeo é do Programa Momento de Decisão, da Rede Minas de Televisão, apresentando por Liliane Carneiro Costa. A matéria foi preparada quando Lars Grael ainda era Secretário da Juventude, Esporte e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, cargo que ocupou até março de 2006.

O programa aborda a carreira de Lars Grael, seus resultados esportivos, o seu acidente, a volta por cima, a sua contribuição na área pública e os resultados obtidos são comentados por atletas como Robert Scheidt e profissionais que trabalharam com ele.

Como irmão-coruja assumido, recomendo o vídeo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

TV Brasil: Lars Grael e alunos do Projeto Grael no Programa Especial

O velejador Lars Grael.

Experiência de vida e velejada com cadeirante são os destaques

Irá ao ar, nesta sexta (09), às 19h30, pela TV Brasil, o Programa Especial, gravado no Projeto Grael. A matéria traz imagens e depoimentos de jovens que participam dos cursos profissionalizantes. Os alunos contam um pouco de sua trajetória e também sobre o que o Projeto Grael representa em suas vidas. Ainda no programa, será possível conferir uma velejada do cadeirante (e apresentador) Zé Luiz com Lars Grael no leme de um dos barcos-escola do Projeto. O programa será reprisado na TV Brasil no sábado (10), às 15h.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Atletas da vela adaptada de MG já estão na Inglaterra para tentar a vaga nas Paraolimpíadas de Londres

Tui de Oliveira, timoneiro da equipe de vela adaptada.

Tui de Oliveira, com seus alunos do Projeto Grael de Três Marias (MG).

Uma tripulação de velejadores com deficiências físicas de MG, comandada por Tui de Oliveira - instrutor de vela da unidade do Projeto Grael em Três Marias-MG (unidade patrocinada pela CEMIG), já está na Inglaterra para tentar conquistar uma vaga para o Brasil na Classe Sonar, nos Jogos Paraolímpicos de Londres, no ano que vem.

Lars Grael tem dado apoio técnico à tripulação, discutindo o aprimoramento das regulagens do barco brasileiro e estimulando-os na busca do resultado almejado. A pedido de Lars, o velejador Robert Scheidt, que havia acabado de vencer uma competição na mesma raia britânica, deu importantes dicas sobre ventos e correntes para os brasileiros.

Assista aqui a reportagem do Globo Esporte sobre os velejadores e a preparação da tripulação brasileira.

Saiba mais sobre o velejador Tui Oliveira aqui.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Velejador do Projeto Grael tenta vaga nas Paraolimpíadas de Londres

Velejador Tui Oliveira, instrutor de vela do Projeto Grael de Três Marias. Foto do Facebook do velejador.

Tui Oliveira posa com um barco ca classe 2.4, uma das categorias paraolímpicas. Foto do Facebook do velejador.

Tui com os seus alunos no Projeto Grael de Três Marias, MG. Foto do Facebook do velejador Tui Oliveira.

O velejador Tui Oliveira, instrutor de vela do Projeto Grael em Três Maias, Minas Gerais, viaja dia 23 de junho para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Vela Paraolimpica na Inglaterra.

O atleta tenta conquistar conquistar uma vaga para o Brasil nas paraolimpiadas do ano que vem.

Estamos na torcida, Tui.

Boa Sorte e Bons Ventos!!!!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Classe Star repercute a possibilidade de Lars Grael ser o comandante do Argo Challenge na America's Cup


Lars Grael treina com a tripulação do Argo Challenge. Divulgação.

O Argo Challenge é um projeto mantido por uma organização sem fins lucrativos e que se prepara para disputar a Copa America (America's Cup), a mais tradicional e sofisticada regata da vela mundial. O projeto é ambicioso e pretende preparar uma tripulação mista, composta por velejadores deficientes e não deficientes. O objetivo é chamar a atenção da causa dos deficientes físicos.

"We can you can"
"Nós podemos, você pode", é o slogan do projeto Argo Challenge.
A iniciativa, que é capitaneada pelo empresário italiano Antonio Spinelli, dono de vários negócios na área de alimentação e um dos fundadores do Iate Clube de Turim, está ganhando o apoio de um grande número de velejadores renomados, de lideranças dos deficientes físicos e de empresários nos EUA.

Aos poucos, o sonho vai tomando corpo.

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Lars Grael no pódio. Foto do site da Argo Challenge.

Lars Grael to Skipper Argo Challenge for the America's Cup

By Fried Elliott

Mar 14, 2011, 22:38

As the Star Class enters it's Centennial Year, it is difficult to count all of the America's Cup skippers, crews, coaches, designers and boat builders who have contributed to the America's Cup. Bill Ficker, Dennis Conner, Paul Cayard, Tom Blackaller, Iain Murray, Buddy Melges are just a few of the Star skippers who have made America's Cup history.

It should come as no surprise then, that another Star sailor, Lars Grael will be joining their ranks as skipper of the Argo Challenge for the America's Cup. In addition, many of the top Star sailors in the world, including Christian Giannini, have expressed interest in joining the Argo Challenge as sailors on the America's Cup team. We even have Class member, Iain Murray, managing the field of play involving America's Cup Operations.

While we will be rooting for all of the Star sailors on all of the America's Cup teams, the effort by Lars and Argo Challenge deserves special notice.

From Bill Allen, President of the International Star Class Yacht Racing Association:
"Lars Grael has demonstrated time and again all of the qualities of a legendary and exemplary athlete, ambassador and family member. Despite his physical disability, Lars has had the best overall record of any skipper in the 2009 and 2010 Star World Championships. His thoughtfulness has contributed to guiding the Class in many matters. There are few men with his tenacity. Lars is admired by all and commands respect where ever he goes."
The International Star Class has over 3,000 active members in 38 countries. Fried Elliott, ISCYRA Director of Marketing & Media, encourages all Star sailors and fans to go to the Argo Challenge Facebook page and leave a comment in support of Lars and the Argo Challenge. "Expanding the use of social media is a priority for the Star Class, and both the America's Cup and ISAF share that objective. Lets bring a greater awareness to these organizations and the rest of the world of the contribution Star sailors make to sailing at all levels."

So go right now to The Argo Challenge Facebook Wall and leave a comment!

http://www.facebook.com/ARGOChallenge

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Background on Argo Challenge & How You Can Get Involved

The Argo Challenge for the America's Cup is a team of sailors and athletes with disabilities as well as able-bodied sailors competing for the oldest trophy in international sport. The America's Cup is ranked third behind the Olympics and the FIFA World Cup in terms of recognizable international sporting events and the economic impact that it generates to the host cities. There will be several lead-up regattas starting in June of this year. The events will be held at various US and international venues giving the team and its sponsors global outreach opportunities.

Our volunteer team continues to grow as some of the most exceptional people in the world discover us and offer to contribute their expertise. Each of us could contribute to this humanitarian and sporting effort by placing the Argo banner on the websites of their companies, signing up for Argo's newsletters, joining Argo on Facebook, and donating to Argo Challenge. Argo is a non-profit corporation with an educational and social mission. Argo will accept cash, securities, boats, real estate and expertise. As the team travels to World Series and America's Cup events over the next couple of years, Argo will provide us with networking and hospitality opportunities while we champion Argo's cause and our friends"

Argo's goal is to raise $6-10 million by March 31st so that we can register for the America's Cup, pay the bond, purchase equipment and take care of countless team, training and logistics issues. We realize that it will take time to apply for foundation grants and sponsorship from public companies. That will follow. The important thing is getting to the starting line. The worldwide disabled community will benefit tremendously if we do.

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Mais informações: Site do Argo Challenge

Fonte: Site da ISCYRA, a associação internacional da Classe Star.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sete tripulações de cinco países disputarão campeonato internacional de vela para cegos

Davey Hodges, velejador deficiente visual da Grã Bretanha.

Five Nations To Contest Blind Match Racing Championship

Seven teams from five nations will compete at the IFDS Disabled Sailing International Championship, 2011, Homerus Blind Match Racing.

Royal Perth Yacht Club (RPYC) will host the event with racing on the Swan River from 19-26 March in Perth, Western Australia.

Italy's Luigi Bertanza, winning helmsman in the 2010 IFDS Blind Match Racing World Championships on Lake Garda, has teamed with Alessandro Malapiero and Elisabetta Bardella for the Perth event. Malapiero and Bardella were second placed in the B2 division of the 2010 championship. The Italian Homerus organisation has developed the Autonomous Blind Match Racing discipline and has enabled this team to build their training and competition experience over several years.

The UK have two teams competing. Winners of the B2 division of the 2010 championship on Lake Garda, Lucy Hodges and Toby Davey, have been joined by Sharon Grennan on the helm. This is another experienced crew, with Hodges on the podium at the 2009 IFDS Blind Sailing World Championships in the fleet racing discipline. Vicki Sheen, Nicholas Dunnini and Dennis Mannering are the second UK team - another group of seasoned competitors.

As a helmsperson, New Zealand's Paulien Eitjes has won Homerus International Match Racing Championships in 2007 and 2008, and claimed the B2 division of the 2009 IFDS Blind Sailing World Championships in Rotorua, New Zealand. She is moving to the mainsheet for the 2011 Match Racing Worlds with Russell Lowry on the helm and Tom Donaghy on headsail.

The local Perth team, helmed by Kylie Forth, with Ryan Honschooten on main and Erin McGlew on headsail will be sailing with less than maximum points - with two B1 and one B2 classified sailor aboard. The twenty- five year old Forth, who is also an above-knee amputee, has been steadily moving up the rankings since taking the helm for the first time in 2007. Their familiarity with the Sonar and the local conditions should be an advantage. Paul Borg, winner of the Homerus International Match Racing Championships in 2005 and 2006, has assembled a second Australian team with Craig Gordon on helm and Joan Andrews on main.

Manuel Gimeno Ugarte and Federic Albir from Spain defeated Forth and McGlew in the petit finals at the IFDS Blind Match Racing World Championships on Lake Garda last year. Ugarte has also been improving his ranking over recent years and will be in Perth to keep the momentum going.

The IFDS Blind Match Racing Championship will be sailed in Sonar keelboats using the Homerus Autonomous Sailing system. Three acoustic buoys, each with a unique signal, define the course and boats have their own sound signal that changes when on port or starboard tack.

A crew of three sailors classified as B1, B2 or B3 under the IBSA Classification System will make-up teams with a collective maximum of 5 IBSA points. The helmsperson must be classification B1 and the gender is mixed, with a minimum of one female and one male team member. A sighted observer appointed by the race committee is also aboard.

Appendix CBS (Appendix C for Blind Sailing) has been developed for the ISAF Racing Rules of Sailing to accommodate the specific needs of this sailor group. The event will be ISAF Graded and many of the blind sailors are already included within the ISAF sailor match race rankings.

The Championship will be the first sailed in the new three person format, and that may provide some surprises. It will certainly offer some world class racing at a magnificent venue.

For more information about the event, visit www.rpyc.com.au/index.php?id=121

IFDS Press Release
 
FONTE: ISAF

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Na Califórnia, a Argo Challenge recomenda o Projeto Grael como modelo

Com Lars Grael no comando, tripulação do Argo Challenge treina para a Copa América de 2013. 

Lars Grael (segundo à esquerda dentre os sentados) com a equipe da Argo Challenge.

Velejador americano Paul Cayard (direita) com Herb Meyer e Lynn Fitzpatrick, os dois últimos da organização BAADS - Bay Area Association of Sailors with Disabilities, que apóia o Argo Challenge.

UM PROJETO QUE UNE RENDIMENTO ESPORTIVO E CAUSAS SOCIAIS LEVARÁ LARS GRAEL PARA A AMERICA'S CUP.

O artigo abaixo, publicado no site Sail World, refere-se ao projeto italiano Argo Challenge, que disputará a próxima America's Cup, em 2013, na Califórnia, com uma proposta alternativa. 

Sob o lema "We can you can", além de apoiar várias causas sociais, o Argo Challenge terá uma equipe mista, contando com velejadores com e sem deficiências físicas. O comandante do barco será LARS GRAEL.

Na matéria, o PROJETO GRAEL é recomendado como um modelo de iniciativa educativa construída em torno da náutica.

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Argo Challenge has Legs

The Argo Challenge has been working 24/7 in Europe and from the West Coast of the United States to transform Idea Argo into a reality. We have one vision, one value and one dream. We want to compete in the 34th edition of the America's Cup on under the same terms as the other challengers.

Argo's many activities since the December 31st announcement that the America's Cup will be held in San Francisco in 2013 include:

Introducing the Argo Challenge to the City and County of San Francisco through the Mayor's Office of Economic and Workforce Development. The office showed its willingness to embrace our effort with the hope that the America's Cup has a diversity of challengers and and as many challengers as possible. The Argo Challenge, in particular, is a compelling effort that resonates with San Francisco's values.

The distribution of Argo Challenge materials was facilitated to the City's department heads directly involved with the America's Cup and further introductions were made to departments such as the Mayor's Office on Disabilities whose mission is ensure that every program, service, benefit, activity and facility operated or funded by the City of San Francisco is fully accessible to, and useable by, people with disabilities.

The Argo Challenge met with representatives the Bay Area Association of Sailors with Disabilities (BAADS) and other outstanding organizations that work with people with disabilities, including a ballet company whose troupe includes disabled dancers and dancers who perform ballet in wheelchairs. We also met with organizations involved in travel and other athletic activities. All of these organizations embraced the Argo Challenge and agreed to work with the challenge to develop a San Francisco Bay Area collaborative effort to reach out to other organizations, funding sources, partners and benefactors locally, regionally, statewide, nationally and internationally to garner more support for the Argo Challenge and participants individual needs. Collectively, we identified a Bay Area athlete to be considered for the team and to assist in our meetings and be a spokesman in the Bay Area and elsewhere.

Argo toured the waterfront and identified prospective base locations and other training resources and alliance partners.

The proximity of the UCSF campus to the Argo Challenge base with its hub of bio-tech and stem research initiatives and the nucleus of private ventures in the immediate area, Argo is confident that synergistic arrangements can be made with our future San Francisco neighbors.

We met with the San Francisco academics who have voiced their support the creation and construction of a Marine Science Career Academy as an integral, comprehensive component of the event and as a permanent model educational resource. For starters, we recommended that they look to The Greal Project, started by Lars, Torben and Axel Grael and Marcello Ferreira, which has touched thousands of underprivileged Brazilians, has been recommended as a model. We acknowledged that our team is civic minded and our members speak, teach and volunteer regularly.

Argo will be as cooperative as it can with the Bay Area organizations and the educational system to be a showcase for education, science, technology, healing, recovery and overcoming setbacks. The Argo Challenge welcomes a dialogue with ACEA about housing an interactive learning facility on its base.

Argo Challenge met with other organizations and service providers who were interested in working with Argo over other challengers and the ACEA because they want to be affiliated with an organization that sends a universal message and will have sustained visibility throughout the 2.5-year build up to the finals of the America's Cup.

Argo Challenge provided content to international sailing periodicals and has placed articles, which will be published eminently.

Argo Challenge had discussions with a major news network and provided information on the team to editors. Argo will work with the media to generate interest in the Argo Challenge team during US Sailing's Rolex Miami Olympic Classes Regatta, the only ISAF World Cup event to take place in North America.

Many of our team members will be competing at the event, including Lars Grael, who will be sailing the Men's Olympic Class keelboat, the Star. Lars has the best record of any skipper in the combined 2009 and 2010 Star World Championships. He was third in 2009 and fourth in 2010. Only the Olympic gold medalists, the ISAF 1 ranked team and the ISAF World Sailor of the Year and two-time Olympic gold medalist and older brother to Lars, beat our distinguished skipper.

Argo Challenge has had preliminary meetings with significant sponsors who have direct ties to the disabled community and whose decision makers are avid sailors.

Argo Challenge has had preliminary discussions with a Hollywood publicist about a reality TV series on the team.

Argo Challenge has a copyright number on a screenplay about the team.

Argo Challenge has the endorsement of the foremost inclusive sailing program in the United States, if not the world, Shake a Leg Miami ('SALM'). It has agreed to work with us in any way we ask to facilitate our efforts, including introducing us to prospective sponsors and programs at various centers of excellence in neuro-spinal injury and rehabilitation, particularly in the Miami, FL area.

Team Paradise, a world-renowned program based at Shake a Leg Miami and run by Olympic Gold Medalist and World Sailor of the Year, Magnus Liljedahl, has agreed to work with us. Team Paradise provides coaching and equipment to Paralympic sailing teams from all over the world.

Shake a Leg Miami, Team Paradise, the Wounded Warrior program and Argo Challenge will be having a party on Sunday, January 23rd and the Argo Challenge will be presented to all attending. We will have an announcement and expect media attention. We plan on having collaborative meetings and meetings with prospective sponsors while in Miami.

Argo Challenge will be visible at the MOCR because Lars Grael's Star will have the Argo graphics on it as will a TRIAK that Lynn Fitzpatrick will be demonstrating throughout the regatta and using to access the water.

The MOCR represents an opportunity for the Argo Challenge to complete its athlete profile packages, take photos and video and scout for team members and coaches. It will also give us the opportunity to inform all of the sailing federations attending the event of our seriousness in fielding an America's Cup team.

Many more meetings, introductions and inquiries have been made since January 5th. Suffice it to say, Argo Challenge has been embraced by virtually everyone in the San Francisco Bay Area and an America's Cup campaign that represents one of the pillars of this America's Cup that is being staged in San Francisco Bay's amphitheater in the area of the United States that has set precedent in addressing the needs of those with disabilities. Including the Argo Challenge in the America's Cup represents wise political sensibility and business acumen.

Argo contacted Lt. Governor and Ambassador to the America's Cup, Gavin Newsom's office and forwarded preliminary information about the Argo Challenge. The Lt. Governor's office replied that the he has a scheduling conflict with the Miami events, but would like to be included in future events.

The Argo Challenge has the talent and ambition to become not only the greatest asset of the 34th America's Cup, but a leader in demonstrating cooperation, technology, accomplishment and all of the good that can be achieved when a team strives to test its limits.

The Argo Challenge wants to win the America's Cup and it wants to spread its message that we can compete on par with the best sailors in the world on the fastest boats in the world.

Fonte: Sail-World
Mais informações: Argo Challenge

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Entrevista de Lars Grael para o site do VIRADÃO ESPORTIVO


Viradão Esportivo entrevista Lars Schmidt Grael, velejador brasileiro, veleja na classe Star com o proeiro Marcelo Jordão, classificando-se em terceiro lugar no campeonato brasileiro de 2006. Comandou também o barco Agripina/Asa Aluminio, campeão do Campeonato Brasileiro da Classe Oceano 2006 e continua ativo na vela .

- Como surgiu o interesse por esse esporte?


Desde que meu avô materno, que era dinamarquês, chegou ao Brasil e se encantou com a Baía de Guanabara, a vela virou uma tradição de família. Eu velejo desde que me entendo por gente e é no mar onde realmente me sinto em casa. Nossos tios Axel e Erik Schmidt foram campeões na Vela e serviram como grande inspiração para mim e meus irmãos.

- Título mais importante conquistado?

Sem dúvida, as duas medalhas olímpicas que conquistei na classe Tornado. Mas há outras conquistas que também me orgulham, como o bi-campeonato sul americano e o bronze no Mundial de 2009 da classe Star, a mais técnica e mais difícil da vela olímpica. Para mim, poder voltar a competir em alto nível depois do acidente contra os ditos "normais" é sempre uma vitória.

- Seu maior recorde?

Não sou muito ligado em recordes, mas tive o recorde do tempo corrigido da regata Santos-Rio no meu antigo barco H3+ . Dezessete títulos nacionais em classes olímpicas e panamericanas pode não ser um recorde, mas é motivo de orgulho!

- Quem é seu maior rival na modalidade?

Não tenho um rival. Somos todos amigos. Mas há sempre aqueles velejadores que, vencer, é mais difícil e, por isso mesmo, mais gratificante. Entre estes eu colocaria meu irmão Torben e o Robert Scheidt.

- Um dos momentos mais difícies da sua vida foi o acidente de 1998. Como você conseguiu superar este obstáculo?

Com muita vontade de viver, de voltar a velejar e de voltar ao convívio dos meus amigos. Superei também com o apoio e o amor da minha mulher Renata e de toda a minha família.

- Após o acidente, já pensava em voltar para o mundo dos esportes? Sentiu algum tipo de preconceito?

Na verdade, tudo que eu mais queria era voltar a navegar. Depois, naturalmente, voltei a competir. A partir daí fui progredindo e retomando a vida esportiva. Eu, talvez por ser uma pessoa pública, não sinto muito o preconceito, mas sei que ele existe contra todos os deficientes. Aliás, sempre digo que temos que mostrar que nós podemos tirar esse 'd' da palavra deficiente e mostrar para nós mesmos e mostrar para a sociedade o quanto podemos ser eficientes. Em qualquer atividade.

- Como foi ocupar cargos tão importantes no governo tais como: Secretário Nacional de Esportes no Ministério do Esporte e Turismo ? E sobre a experiência de assumir a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer?

Para mim, foi um desafio inteiramente diferente. Embora eu sempre tivesse um envolvimento e uma posição política, que aprendi com meu pai, nunca imaginei ocupar nenhum cargo público. Quando o presidente Fernando Henrique me convidou para fazer parte do Indesp, órgão do antigo Ministério do Esporte Turismo, já extinto, eu tinha o preconceito, como a maioria das pessoas tem, de que o serviço público era algo muito ruim. Imaginava que as pessoas que ali estavam ficavam sempre entre o descaso e a má intenção. Mas fui surpreendido por uma turma muita boa, gente muito desprendida e competente que, apesar de tudo, procura fazer o melhor. Pude ver que há um outro lado e junto com estes verdadeiros abnegados conseguimos realizar coisas boas e importantes para o esporte que estão aí até hoje.

Claro que o governo tem uma gestão muito diferente da iniciativa privada. Por vezes, é muito desgastante e frustrante ver que boas ideias se perdem no meio do caminho por questões políticas. Mas, de forma geral, foi uma experiência muito boa que pude repetir no Estado de São Paulo com o governador Geraldo Alckmin. Mas, sinceramente, não tenho a ambição hoje de voltar a nenhum governo. A política no Brasil está de um jeito que qualquer cidadão de bem fica enojado e com verdadeiro repúdio. É uma pena, pois, como falei, existem sim pessoas com espírito público e ideais elevados. Torço para que o Brasil reencontre o caminho da democracia verdadeira, com liberdade e respeito a todos os cidadãos, e que o governo possa servir mais ao coletivo e não a interesses corporativos e alheios.

- Sua filha caçula Sofia mencionou querer se tornar uma grande velejadora aos 7anos de idade, assim como alguns da família incluindo você, ela optou por esse esporte por acompanhar suas competições? Como você vê o interesse dela por essa modalidade?

Na nossa família, acredito que o interesse acaba sendo natural. Lógico que ninguém força ninguém a nada. Como nossa vida é no mar, nos clubes, nas regatas, todo nosso círculo familiar e de amizades giram em torno da Vela. Portanto, acho normal que qualquer criança que circule neste meio acabe se interessando pelo esporte. Além do mais, velejar é algo muito prazeroso, lúdico. Um esporte praticado na natureza e que não faz distinção de idade, tamanho, força ou qualquer outro pré-requisito. Basta saber nadar.

- Em sua juventude você queria ser parceiro de seu irmão a ponto de seu pai ameaçar um corte de mesada caso ele não quisesse. Seu irmão era referência pra você?

O primeiro campeonato mundial que conquistamos foi em dupla, em 1983. O Torben é mais velho que eu e sempre foi um bom exemplo para mim. Hoje ele é um dos velejadores mais completos do mundo, com medalhas olímpicas, participações em America's Cups e conquistou o último título da regata de volta ao mundo. Para mim, ele sempre será uma referência, claro.

- Você já teve diversos parceiros no esporte, já velejou com irmão, cunhado e outros. Pensa em velejar e até competir com seu filho Nicholas que já está no mundo dos esportes?

Como disse, a Vela é um esporte muito democrático. Em suas diversas categorias e modalidades há espaço para todos. Eu não só já velejei com o Nicholas, como já ganhamos algumas regatas juntos. Se um dia ele competir contra mim, e vencer, será motivo de muito orgulho, pois eu sei o quanto sou competitivo e dou trabalho aos adversários.

- Quais são seus projetos para o futuro?

Por enquanto, penso em continuar me dedicando a Vela, que é minha vida, e às palestras que sempre ajudam a levar uma mensagem legal para os diversos públicos que ouvem minha história e, de uma forma ou de outra, acabam usando algo desta minha experiência para suas vidas. Expandir as ações do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) e atuar em outras ações do gênero: Instituto LiveWright e Atletas pela Cidadania, também mantém minha chama do espírito público acesa!

- Um atleta que seja referência?

Bem, como já falei, meu irmão Torben Grael. Tem também um atleta de tiro ao alvo que eu sempre relembro, o húngaro Károly Takács. Ele era sargento do exército do seu país e, mesmo sendo o melhor atirador de lá, em 1936 não pode competir na Alemanha porque naquela época só oficiais graduados podiam representar a Hungria em jogos olímpicos. Muito frustrado, ele estava treinando para os jogos de 1940, que acabaram não acontecendo por causa da 2ª Guerra Mundial, quando uma granada decepou seu braço direito. Mesmo assim, ele perseverou e aprendeu a atirar com a mão esquerda. Resultado: aos 38 anos de idade foi medalha de ouro e bateu o recorde mundial da Pistola Rápida de 25m em Londres 1948 e se tornou o primeiro deficiente a ser campeão olímpico. Em Helsinki, em 1952, ganhou outro ouro para se tornar um dos raros bicampeões olímpicos da história do tiro ao alvo. Quando o perguntaram como ele havia conseguido na mão esquerda a mesma precisão que tinha na mão direita, ele simplesmente respondeu: "eu sempre atirei com a mente e não com as mãos". Sou ainda um grande admirador de outros atletas como Zico, Adhemar Ferreira da Silva e a trina de campeões da F-1 (Fittipaldi, Piquet e Senna).

- Deixe um recado para a galera do viradão.

Que jamais esqueçam que o esporte é uma ferramenta de inclusão e de educação importantíssima. E que só o esporte consegue unir diversão garantida com competição saudável, ensinar o respeito às regras e ao adversário e a superação não do outro, mas de si mesmo.

Por: Rogerio Garcia e Daiany Dutra

Fonte: Viradão Esportivo

domingo, 26 de setembro de 2010

Dirigente da ONU visita o Projeto Grael e oferece cooperação

Wilfried Lemke, Subsecretário Geral do Escritório das Nações Unidas de Esporte para o Desenvolvimento e a Paz.


Na última sexta feira, 24 de setembro, o Sr. Wilfried Lemke, Subsecretário Geral do Escritório das Nações Unidas de Esporte para o Desenvolvimento e a Paz (UNOSDP), visitou a sede do Projeto Grael, em Niterói, onde foi recebido para direção da organização e por um de seus fundadores, o medalhista olímpico Torben Grael.

O dirigente da ONU, estava acompanhado do Cônsul-Geral Adjunto da Alemanha no Rio de Janeiro, Sr. Marcus Haas, por autoridades do Ministério das Relações Exteriores relacionados à área de esportes, do Sr. Antoine Tardy, da UNOSDP, de Genebra, Suíça, e de Victor Barau, da organização Atletas pela Cidadania.

Após conhecer as atividades e instalações do Projeto Grael, o Sr. Lemke elogiou muito a abrangência dos programas educativos que Além do esporte, incluem a formação profissional e meio ambiente, o que considerou uma iniciava inovadora e exemplar:
"Estamos diante de um exemplo da melhor prática (´best practice´) do que se pode fazer com o esporte em benefício da sociedade", disse o Sr. Wilfried Lemke.
Na oportunidade, foram discutidas várias possibilidades de cooperação entre o UNOSDP e o Projeto Grael, principalmente na implantação do Projeto Todos a Bordo, iniciativa do Projeto Grael para promover a vela para deficientes físicos e a divulgação do Projeto Grael no cenário internacional, visando a atração de voluntários e indicando a organização para empresas interessadas em investir no esporte.

domingo, 15 de agosto de 2010

Lars Grael Profile

Em reportagem para TV, Lars Grael fala de seu projeto de formar uma tripulação de velejadores deficientes físicos para disputar uma America´s Cup.

sábado, 26 de junho de 2010

Campeonato Mundial de Vela para Cegos


O Lago de Garda, na Itália, é o belo cenário para o Campeonato Mundial de Vela para Cegos, organizado pela Federação Internacional de Vela para Deficientes (IFDS). O evento, realizado em sistema de Match Race (disputado entre dois barcos de cada vez), conta com 13 tripulações representantes de sete países: Itália, Espanha, Grã Bretanha, Malta, São Marino, EUA e Finlândia.
Os velejadores que são classificados quanto ao nível de deficiência visual em B1 e B2 são divididos por este critério em duas chaves, formando sete tripulações na Divisão B1 e seis na B2.
Superando as suas deficiências e os ventos fracos, as tripulações têm demonstrado arrojo e competitividade, não faltando nem mesmo as tradicionais disputas pré-largada, típicas das regatas de Match Race. As regatas terminam amanhã.
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Da coluna "Rumo Náutico", de Axel Grael. Jornal O Fluminense, 26 de junho de 2010.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Lars Grael é bronze no Mundial de Star, na Suécia

Com uma vitória na última regata, Lars Grael e seu proeiro Rony Seifert conquistaram a medalha de bronze no Campeonato Mundial da Classe Star, em Varberg, na Suécia. Um dia antes, Lars reconhecia o tamanho do desafio, mas animava-se com as possibilidades matemáticas de conquistar uma medalha. Para isso, precisava vencer a regata e dependia das posições dos adversários. Lars e Rony fizeram a sua parte: venceram a última competição com um verdadeiro show nas águas de Varberg: lideraram desde a largada e terminaram com grande vantagem à frente do segundo colocado. E a sorte deu conta do resto, já que os principais adversários foram mal. Lars e Seifert, que integram a Equipe Olímpica Permanente Brasileira, mostraram que são, hoje, uma das mais competitivas tripulações da Classe Star. Outros brasileiros na disputa eram Robert Scheidt e Bruno Prada, que terminaram em 11o lugar; Horácio Carabelli e Bira Mattos (24o); além de André Mirsky e Marcelo Jordão (37o). A competição contou com 86 barcos.