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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

TURISMO DE OBSERVAÇÃO DE BALEIAS: programa iniciado na minha gestão como prefeito de Niterói segue avançando

Jubarte em frente a Niterói. Foto de Luciana Carneiro.

Em 2022, como prefeito de Niterói, assinei uma parceria com o projeto Amigos da Jubarte e o Instituto O Canal, e demos início a um programa pioneiro e devidamente estruturado para o desenvolvimento do Turismo de Observação de Baleias no litoral de Niterói. 

A iniciativa teve por objetivo planejar atividades que possam mapear, capacitar, desenvolver e monitorar atores e iniciativas locais que atuam nas áreas de Meio Ambiente, Turismo e Educação, bem como promover o ecoturismo e a educação ambiental. Foi desenvolvido um estudo para comprovar a viabilidade da implementação do Turismo de Observação Natural da Vida Marinha em Niterói e previu, inicialmente, a realização de quatro expedições em janelas diferenciadas com elaboração de diagnóstico da costa e fluxo de evolução migratória das jubartes.

Em Niterói, a atividade é promovida pela NELTUR Empresa de Turismo e Lazer, da Prefeitura de Niterói, presidida com competência pelo turismólogo André Bento.

Com dirigentes do Amigos da Jubarte, especialistas no estudo dos cetáceos, celebrando a parceria firmada em 2022.

O programa foi aberto ao público em 2024 e passou a contar com uma grande procura. Com o sucesso da iniciativa, aumentou muito a procura pela atividade e a necessidade de capacitar profissionais e certificar operadores. Por isso, a NELTUR uniu-se à Prefeitura do Rio de Janeiro e à Capitania dos Portos do Rio de Janeiro para promover o ordenamento e a garantia da segurança das atividades para o público e para as jubartes.

É animador ver nossa cidade integrada nas ações de fortalecimento do ecoturismo ordenado para a observação natural da vida marinha, que inclui baleias, golfinhos, tartarugas e aves pelágicas. Passadas as primeiras temporadas da atividade, vimos o interesse pelas jubartes crescer muito na imprensa e na opinião pública, com uma disponibilidade cada vez maior de fotos sensacionais da presença dos animais em adição à sensacional paisagem da Baía de Guanabara e do seu entorno. 

Niterói tem uma forte relação com o mar. Além do potencial nos esportes náuticos e da tradição na pesca, a cidade tem forte vocação na indústria naval e sedia a esquadra brasileira. Nossa biodiversidade é rica e através da pesquisa científica, fomento ao turismo e trabalhos de educação ambiental, Niterói pode contribuir de forma substancial para o desenvolvimento econômico sustentável do Estado do Rio de Janeiro, sobretudo neste período de retomada da economia. 

Em 2024, trouxemos para Niterói a primeira edição do Tomorrow Blue Economy, um grande evento anual para promover o potencial de Niterói para a economia do mar.

A ONU declarou que o período de 2021 a 2030 é a Década do Oceano. Mais do que nunca, é fundamental refletirmos sobre a nossa relação com o mar e nos comprometermos com uma mudança de comportamento que gere benefícios para o ambiente marinho.

Para mais informações e saber como participar, acesse: www.queroverbaleia.com

Axel Grael

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Exemplar da espécie observada na Baía de Guanabara — Foto: Ricardo Gomes/Instituto Urbano

Observação de baleias no Rio e em Niterói terá selo em embarcações para disciplinar atividade

Parceria entre a Secretaria municipal de Turismo do Rio e a Neltur tem objetivo de garantir ao mesmo tempo a proteção do animal e a segurança de tripulantes e passageiros

Por Madson Gama — Rio de Janeiro

Vindas da gélida Antártica, as baleias jubarte são uma presença marcante nas águas quentes do Brasil entre junho e novembro, período de reprodução, nascimento e amamentação dos filhotes. Com o turismo de observação da espécie cada vez mais em alta, as prefeituras do Rio e de Niterói criaram um selo para certificar as embarcações que realizam expedições desse tipo nas duas cidades. O objetivo é garantir ao mesmo tempo a proteção do animal e a segurança de tripulantes e passageiros.

Fruto de uma parceria entre a Secretaria municipal de Turismo do Rio (SMTUR) e a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), o projeto inclui a capacitação de mestres de embarcação e de seus proprietários, além de outros personagens da cadeia produtiva do turismo, como guias, agências e hotéis, num esforço para garantir o ordenamento e a sustentabilidade da observação da vida marinha. O treinamento é oferecido pela ONG Amigos da Jubarte. Ao final, os profissionais também são certificados.

— Há uma capacitação teórica, com foco na biologia e ecologia desses animais, conscientizando sobre a sua importância para o ecossistema marinho, para o planeta como um todo e para nós enquanto sociedade. Falamos do histórico da caça e como as baleias são impactadas negativamente pelas atividades humanas. Todo esse conteúdo é repassado durante um dia inteiro de treinamento. Posteriormente, fazemos a parte prática, com a aula de ecologia a bordo de uma embarcação — detalha o ambientalista Thiago Ferrari, diretor da ONG.

Projeto Baleia Jubarte acompanha a passagem pelo Rio — Foto: Custodio Coimbra

Cartilha informativa

Uma das capacitações em campo vai acontecer amanhã, pela manhã. O roteiro abrange as ilhas Pai e Mãe, em Niterói; e Rasa, Redonda e Cagarras, no Rio, onde há grande ocorrência dessa espécie. O projeto de conservação da jubarte elaborou uma cartilha informativa destacando as boas práticas de navegação na observação do mamífero.

— É preciso manter a distância de cem metros da baleia, ou de duzentos metros, se ela estiver com seu filhote. Não se pode observar por mais de 30 minutos o mesmo grupo, para não estressar o animal. Recomendados que no máximo duas embarcações observem um mesmo grupo ao mesmo tempo. Se você estiver numa terceira embarcação, aguarde os 30 minutos, para que uma delas se afaste e você se aproxime. Jamais pratique natação ou mergulhe em área de baleia. Apesar de ser um animal muito dócil, é muito grande, pesado e pode machucar. As baleias são curiosas, então, às vezes vêm investigar o barco. A orientação é manter o motor em neutro ligado, porque ela se orienta pelo ruído, e vai se aproximar sabendo que há um objeto ali, evitando colisão. Depois que ela se afasta cinquenta metros, você segue pelo lado oposto — orienta Thiago.

Treze embarcações de Rio e Niterói já receberam o selo, que tem validade de um ano, e um adesivo com a inscrição “Certificado turismo de observação de cetáceos”. Algumas expedições feitas por esses barcos já certificados contam com um pesquisador da Amigos da Jubarte, que transmite aos turistas conceitos de educação ambiental.

Para conquistar a chancela, a embarcação deve estar homologada para transporte de passageiro pela Capitania dos Portos e dispor de itens de segurança, como botes salva-vidas, sinalizadores e radiocomunicadores. A tripulação deve estar com a documentação em dia.

— O turismo de observação de baleia é uma importante e potente ferramenta de conservação da espécie, se feito de forma sustentável e ordenada. É o momento em que conseguimos aproximar a sociedade desse verdadeiro tesouro natural que está na nossa costa. E as pessoas só preservam aquilo que elas conhecem — observa o Thiago Ferrari.

Além de Amigos da Jubarte, SMTUR e Neltur, o grupo de trabalho para a criação do selo, que fez um mapeamento da incidência da espécie, incluiu Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Capitania dos Portos.

— A Capitania, ao ver esse selo, entende que aquela embarcação foi certificada para boas práticas de navegação — explica André Bento, presidente da Neltur. — Há um esforço muito grande para um ordenamento e conscientização das pessoas, a fim de que possamos desenvolver um turismo sustentável, perene, que gere emprego e renda e, mais do que isso, preservação para esses animais.

Canoa havaiana

Além das embarcações motorizadas, recentemente a observação passou a ser promovida por clubes de canoa havaiana. Um próximo passo do projeto é elaborar um protocolo de segurança adaptando as boas práticas para essa modalidade. Dona do clube Dihva'a, na Praia de Botafogo, Diana Tavares, de 40 anos, passou por treinamento recente com a Amigos da Jubarte. Ela liderava um grupo a bordo de uma canoa que avistou um espécime na Baía de Guanabara, na semana passada.

— Junto com a gente havia mais umas 30 canoas. Ela nos rodeava e passava por debaixo. Como nós não temos motor, precisamos fazer barulho com o remo para ela notar nossa presença e não se chocar com a gente. Isso eu aprendi depois da capacitação. Não tinha noção do perigo. A única sensação foi de encantamento. Vamos trabalhar para uma interação mais consciente, evitando estressar o animal e nos colocar em risco — conta Diana.

Fonte: O Globo




sábado, 23 de maio de 2026

Prioridade para o turismo: Niterói recebeu 1,5 milhão de visitantes em 2025

Niterói tem vocação para o turismo, atividade que tem potencial para ser uma das alavancas da economia da cidade, mas nunca havia sido dada a devida prioridade.

No que se refere ao turismo, ao contrário do que alguns pensam, ter a cidade do Rio de Janeiro como vizinho é uma grande oportunidade para Niterói e não um problema. O Rio de Janeiro continua a ser líder em turismo no país e bateu o recorde de visitantes em 2025. A cidade recebeu 12,5 milhões de turistas, sendo 10,5 milhões (83,1%), de visitantes nacionais e 2,1 milhões (16,9%) de estrangeiros. Apesar de representarem a menor parcela, os turistas internacionais cresceram 44,8% no ano passado. O impacto do turismo na economia da cidade do Rio foi de R$ 27,2 bilhões (saiba mais aqui), gerando R$ 10,6 bilhões em gastos diretos, 198 mil empregos e R$ 6 bilhões em remuneração.

Como podemos ver na matéria abaixo, o turismo em Niterói está crescendo, mas ainda representa 12%) do contingente de visitantes que chega à cidade vizinha. Não é pouco - é proporcional à diferença de porte entre as cidades - mas pode ser muito mais. Isso mostra o grande potencial de crescimento da atividade em Niterói, caso a cidade adote as políticas corretas.

Na minha gestão como prefeito de Niterói (2021-2024), orientei a Niterói Empresa de Lazer e Turismo - Neltur a continuar fazendo o seu bom trabalho na promoção de grandes eventos (Carnaval, Reveillon etc.), mas priorizar a vocação de Niterói e colocar a cidade como um destino turístico rentável e promotor do desenvolvimento local.

Para permitir isso, investimos na infraestrutura e em estratégias para promover o turismo, com as seguintes iniciativas:

Infraestrutura verde:
  • Desapropriação dos imóveis e criação do Parque Natural Municipal do Morro do Morcego Dora Negreiros, com o objetivo de proteger os recursos naturais e paisagísticos do locais, além de permitir a maior qualificação do produto turístico de visitação dos fortes de Jurujuba.
  • Criação, em 2014, do Programa Niterói Mais Verde, com a criação do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT, que elevou a área protegida da cidade a 57% do território da cidade. Com o PARNIT foi criado também a APA dos Morros da Guanabara, com mais de 500 hectares de áreas verdes protegidas na Região Norte da cidade.
  • Implantação de trilhas e apoio ao turismo ecológico. 
  • Implantação do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP, que conta com o sistema de jardins filtrantes, o maior investimento na America Latina em Soluções Baseadas na Natureza. O POP conta também com o Centro Ecocultural Sueli Pontes. 
  • Reforma da infraestrutura do Parque da Cidade, o segundo lugar mais visitado na cidade após o MAC.
  • Criação dos parques de Pendotiba, da Floresta do Baldeador, Águas Escondidas, alem do Morro do Morcego já citado
  • Ampliação e requalificação da arborização urbana
  • Reflorestamento de encostas
  • Duplicação das areas ajardinadas da cidade.
Infraestrutura urbana:
  • Requalificação do Centro de Niterói, com a reurbanização da Avenida Visconde do Rio Branco, da Praça Arariboia e da Avenida Amaral Peixoto.
  • Melhoria na infraestrutura viária da Região Oceânica
  • Obras de melhoria dos acessos à Fortaleza de Santa Cruz e revitalização do Canto de Itaipu, ambos investimentos de grande importância para o turismo
  • Quase 100 km de ciclovias, bicicletários e bicicletas compartilhadas gratuitas (Nit Bike)
  • Requalificação urbana da região de São Domingos e Gragoatá
  • Solução dos principais problemas de drenagem da cidade.
  • A cidade se aproxima da universalização do saneamento e é considerada uma das cidades mais limpas do país (2° lugar no índice ISLU).
Infraestrutura para eventos:
  • Construção da Arena Niterói, no Centro de Niterói 
  • Reforma do Complexo de Atletismo Aída dos Santos (UFF) e a implantação da infraestrutura esportiva na Concha Acústica. 
  • Niterói trabalha para viabilizar o seu Centro de Convenções 
  • Implantação da pista de Downhill no Parque da Cidade
  • Apoio a eventos nacionais e internacionais para esportes de praia, vela, canoagem Va'a, surf etc.
Patrimônio histórico e cultural:
  • Restauração e abertura da Ilha da Boa Viagem, 
  • Restauração do Cinema Icaraí que será entregue à população como centro cultural Cine Concerto Sérgio Mendes.
  • Restauração da Casa Norival de Freitas.
  • Desapropriação e reforma do prédio da Cantareira, que seráum Distrito de Inovação, 
  • Reabertura do Mercado Municipal após décadas fechado.
  • Reforma de casarão histórico na Alameda São Boaventura e abertura do Centro Cultural Cauby Peixoto, primeiro da Zona Norte. 
Além da infraestrutura, a NELTUR tem feito um grande esforço de divulgação da cidade em eventos nacionais e internacionais do trade turístico e tem estruturado programas de turismo de avistagem de cetáceos, cicloturismo, turismo náutico e outros.

Há uma crescente atração de grandes eventos culturais e esportivos na cidade, além de congressos cientificos e acadêmicos. Em 2024, firmamos acordo com a Fira Barcelona, para trazer para Niterói a Tomorrow Blue Economy, a maior feira da economia azul no mundo. O evento já irá para a sua terceira edição.

Juntamente com o turismo de negócios - ligado à indústria naval, ao setor de saúde, comércio etc. - essas atividades têm feito crescer muito a demanda por mais hotelaria. Como prefeito, abrimos diálogos importantes com o setor, no Brasil e exterior, para atrair investimentos para a cidade.

Que Niterói siga avançando, potencializando as suas vocações para o desenvolvimento econômico e social, criando oportunidades para mais empregos qualificados e melhoria da qualidade de vida.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)


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Turismo em alta: Niterói recebeu 1,5 milhão de visitantes em 2025; veja locais mais procurados

Demildes Freitas veio do Piauí e ficou hospedada na casa da irmã, em São Gonçalo — Foto: Divulgação/Luciana Carneiro

Viagens de lazer representam maior parte do crescimento de 20%, e um em cada quatro turistas é estrangeiro, diz prefeitura

Por Felipe Gelani

Niterói recebeu cerca de 1,5 milhão de turistas em 2025, segundo dados do Observatório de Turismo da prefeitura. O crescimento de 20% em relação ao ano anterior foi puxado principalmente pelo turismo de lazer, responsável por 79,13% dos atendimentos realizados nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs), e pela presença cada vez maior de estrangeiros, que já representam 28,20% do público atendido na cidade.

O perfil dos visitantes mostra predominância de moradores do próprio estado, principalmente da capital, de São Gonçalo, de Maricá e de Itaboraí. Entre os nacionais, São Paulo lidera o ranking (34,59%), seguido por Minas (11,66%) e Rio Grande do Sul (7,56%). Bahia e Paraná vêm atrás. Já no turismo internacional, Argentina (25,63%), França (11,67%) e Estados Unidos (8%) lideram.

A percepção positiva da cidade aparece também nos relatos de quem inclui Niterói no roteiro, mesmo estando hospedado no Rio. A advogada colombiana Natalia Bueno afirmou ter se surpreendido.

— Vim conhecer Niterói hoje, antes de seguir para Paraty. Achei uma cidade amigável e agradável. Antes da viagem, eu não tinha muitas informações sobre ela. Falta um pouco mais de divulgação, porque Niterói é linda. Quero voltar da próxima vez — comentou.

Mais tranquilidade

Os estudantes belgas Lalo Istat e Henri Mouligneaux conheceram Niterói depois de encontrar um roteiro de passeio no TikTok enquanto viajavam pelo Rio de Janeiro. Durante uma visita ao MAC, Istat destacou a tranquilidade no município.

— Chegamos ao Rio há três dias. Aqui tenho uma sensação maior de segurança — acrescentou.

Já a aposentada Demildes Freitas, piauiense de Teresina que se hospedou na casa da irmã, Edenilze, em São Gonçalo, achou a paisagem de Niterói “deslumbrante”.

A colombiana Natalia Bueno visitou Niterói pela primeira vez — Foto: Felipe Gelani

—Como diz a música, “no Rio tudo é lindo por natureza” — brincou.

Segundo a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), o bom momento do turismo na cidade está ligado a uma combinação de investimentos públicos, calendário de eventos e valorização de espaços urbanos e culturais. O eixo formado por Caminho Niemeyer, Mercado Municipal e MAC concentra mais de 70% dos atendimentos turísticos, com destaque para o primeiro, responsável sozinho por 36,67% do total.

Nos últimos anos, a cidade também passou a apostar em eventos esportivos e culturais para ampliar o fluxo de visitantes ao longo do ano. Entre os destaques estão competições internacionais, como Itacoatiara Big Wave e campeonatos de canoa havaiana, e eventos como Mercocidades, que reuniu delegações de vários países latino-americanos.

O presidente da Neltur, André Bento, afirma que Niterói deixou de ser apenas um passeio complementar para quem visita o Rio de Janeiro.

— A cidade passou a ser uma escolha no roteiro. Existe uma política estruturada para impulsionar o turismo como vetor econômico, com promoção do destino, calendário de eventos e qualificação dos espaços — diz.

O prefeito Rodrigo Neves destaca que o município vem investindo na revitalização de áreas turísticas, na preservação ambiental e na criação de novos equipamentos:

— Niterói vem se consolidando como destino turístico a partir de investimentos e planejamento. Avançamos na revitalização do Centro e na valorização do patrimônio histórico e seguimos ampliando a infraestrutura cultural e de eventos da cidade.

Mercado de casamentos

Especialista no mercado de casamentos e convicta de que o segmento tem potencial para movimentar uma ampla cadeia produtiva na cidade, a advogada Dilma Resende foi uma das organizadoras do congresso Destination Wedding Niterói 2026, realizado em abril. Segundo ela, noivos de fora impulsionam setores como hotelaria, gastronomia, fotografia, moda e turismo, e Niterói reúne cenários capazes de atraí-los, como a Igrejinha da Boa Viagem, o entorno do MAC e espaços históricos:

— O Rio é fortíssimo em se apresentar como destino de casamento. Quando percebi esse cenário, olhei para Niterói e pensei: “Estamos em um lugar mágico. Falta divulgação”. Mas isso está mudando.

Os oito locais mais visitados

Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Parque da Cidade
Caminho Niemeyer
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Ilha da Boa Viagem
Parque Histórico Monte Bastione
Museu Popular Janete Costa
Solar do Jambeiro


Fonte: Globo Niterói




domingo, 10 de maio de 2026

PARQUES BRASILEIROS TEM RECORDE DE VISITAÇÃO, MOVIMENTAM A ECONOMIA E GERAM EMPREGOS

Os dados monumentais de 2025 revelam uma realidade surpreendente: florestas, praias, rios e montanhas são, na verdade, ativos de alta performance na economia brasileira. Na imagem, o Parque Nacional da Tijuca (RJ), o mais visitado no ano - Foto: Vitor Marigo

Visitação recorde em unidades de conservação injeta R$ 20 bilhões no PIB e gera mais de 332 mil empregos

Estudo mostra que cada R$ 1 investido gera R$ 16 para o PIB e R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias. Visitas em unidades de conservação movimentaram mais de R$ 40 bilhões em vendas totais em 2025, ano em que os parques nacionais bateram recorde de visitação

O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais atingiu, em 2025, um novo patamar de impacto econômico no Brasil. É o que aponta o estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que destaca o papel estratégico dessas áreas protegidas para o desenvolvimento econômico do país e confirma a visitação em UCs como política pública de Estado (Lei nº 15.180, de 25 de julho de 2025 e Portaria nº 3.689, de 11 de setembro de 2025).

O estudo mostra que as UCs geraram R$ 40,7 bilhões em vendas, R$ 20,3 bilhões de contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias. O levantamento do ICMBio mostra ainda que 175 Unidades de Conservação federais somaram 28,5 milhões de visitas — recorde histórico desde que os dados começaram a ser monitorados, no ano 2000.

Os parques nacionais concentram a maior parte do fluxo de visitantes e lideram o turismo nas UCs. Em 2025, essas unidades somaram 13,6 milhões de visitas — recorde histórico, acima dos 12,5 milhões registrados no ano anterior. O resultado reflete melhorias no monitoramento da visitação, nos investimentos em infraestrutura e serviços, na inclusão de novas áreas no sistema e na valorização dos ambientes naturais no período pós-pandemia.

O ranking mantém no topo o Parque Nacional da Tijuca (RJ), com mais de 4,9 milhões de visitas, seguido pelo Parque Nacional do Iguaçu (PR), com 2,2 milhões, e pelo Parque Nacional de Jericoacoara (CE), com 1,3 milhão de visitantes.

O crescimento da visitação tem efeitos diretos na economia, com geração de emprego e renda nas regiões do entorno, fortalecimento do turismo sustentável e aumento da arrecadação local.

João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), destaca que o Governo do Brasil tem se dedicado a esse tema, por meio de políticas públicas e investimentos em infraestrutura, serviços e pessoal, além de incentivos à visitação, a exemplo do programa Natureza com as Pessoas, lançado pelo ICMBio no ano passado.

“Esse estudo comprova que as Unidades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e do controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis. O cuidado com essas áreas protegidas, portanto, é essencial", coloca Capobianco.

“Desde 2023, o presidente Lula criou e ampliou 20 Unidades de Conservação, que totalizam mais de 1,7 milhão de hectares – cerca de três vezes a área do Distrito Federal. Também ampliamos significativamente o orçamento e o quadro de servidores do ICMBio”, também frisou.

O levantamento também evidencia a eficiência do investimento público no setor. Para cada R$ 1 investido no Instituto Chico Mendes, são gerados R$ 16 em valor agregado ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 2,30 em arrecadação tributária. Além disso, o turismo nas UCs federais sustenta mais de 332,5 mil postos de trabalho em todo o país.

Outro destaque é o impacto fiscal: a atividade gerou quase R$ 3 bilhões em arrecadação tributária, valor que supera o dobro do orçamento total do órgão gestor, considerando apenas os impostos sobre consumo e remuneração.

“Os resultados mostram que as unidades de conservação, como parques nacionais, por exemplo, são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação, o que só reforça que investir em conservação da natureza e na vivência das pessoas nas áreas naturais gera benefícios econômicos, saúde e qualidade de vida", explica o presidente do ICMBio, Mauro Pires.

"Cada real aplicado retorna de forma concreta para o desenvolvimento de nosso país, fortalecendo o turismo sustentável, valorizando os territórios e ampliando a conexão das pessoas com a natureza”, esclarece.

O estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira” utiliza o Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), uma adaptação do modelo americano MGM2 para a realidade de países em desenvolvimento. O modelo é reconhecido internacionalmente pela Unesco e pelo Banco Mundial como referência científica.

Entre as categorias de manejo, os parques nacionais são os principais motores econômicos, gerando R$ 21,6 bilhões em vendas e 219,6 mil empregos. Já as reservas extrativistas se destacam pelo turismo de base comunitária, apresentando a maior arrecadação tributária por visita, de R$ 116,60, causando impacto direto nas arrecadações municipais.

Fonte: ICMBio




sexta-feira, 10 de outubro de 2025

ASSUNÇÃO DO PARAGUAI CONQUISTA O DIREITO DE SEDIAR OS JOGOS PAN-AMERICANOS DE 2031



Fotos: Panam Sports.

Realizou-se, na manhã de hoje (10/10), em Santiago do Chile, a Assembleia Geral Extraordinária da Panam Sports, para a eleição da cidade que sediará a 21ª edição dos Jogos Pan-Americanos, em 2031. Eram duas candidaturas: Rio de Janeiro e Niterói (apresentaram uma proposta conjunta) x Assunção, capital paraguaia. 

Assunção venceu por uma diferença de quatro votos (28 a 24) e conquistou o direto de ser a sede do maior evento esportivo do continente americano.

Como disse Marco Antônio La Porta, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro - COB, pesou a favor de Assunção o fato de ser a primeira vez do Paraguai: "Nós usamos o mesmo argumento para conquistar o Pan 2007 e a Rio 2016". Ou seja, eles tiveram méritos e utilizaram os seus argumentos com eficiência. 

Mas, quase deu certo! Nossa candidatura era forte, mas largamos atrasados! Assunção já estava em campanha há mais de quatro anos, quando se candidatou para sediar o Pan 2027. Perderam para Lima, Peru. A cidade não esmoreceu e manteve a mobilização, buscando votos para conquistar o sonho Pan-Americano. 

Rio de Janeiro e Niterói lançaram a candidatura no início de 2025, com a iniciativa da vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan, que tem assento na governança da Panam Sports, onde representa os atletas do continente na organização. Ela viu a oportunidade, acionou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que construiu a ideia de uma forte candidatura integrando as duas cidades. A proposição foi fortemente abraçada também pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. 

Como seria

Pela concepção, Niterói sediaria 20 modalidades esportivas, dentre elas, o vôlei de praia, que seria nas areias de Icaraí, numa arena temporária para 8 mil pessoas. A icônica Praia de Itacoatiara receberia o surfe. A vela ficaria na Enseada de São Francisco, palco histórico da modalidade no país. O Rio de Janeiro receberia 39 modalidades, aproveitando as instalações olímpicas e outros espaços da cidade.

Rio e Niterói apresentaram como legado dos Jogos para as duas cidades, grandes obras estruturantes como a Linha 3 do Metrô, ligando as duas cidades e, posteriormente, se estendendo até Itaboraí. O Rio também ofereceu a conversão dos BRTs (ônibus em corredores exclusivos) na Zona Oeste do Rio em VLT (bondes modernos). Niterói apresentou a obra do VLT, ligando o Terminal João Goulart até o Barreto, cujos recursos já haviam sido garantidos em 2024. 

A proposta também reacendeu uma frustrante promessa de 2007 e 2016: a despoluição da Baia de Guanabara. Dessa vez, é uma meta mais factível, considerando os investimentos em saneamento em execução atualmente, proporcionados pelos contratos de concessão dos serviços. 

Todos esses investimentos seriam legados importantes, mas cá entre nós: são metas alcançáveis mesmo sem o Pan. São indispensáveis e já estão na agenda das cidades há muitos anos. 

Bora fazer!

Nova infraestrutura esportiva viabiliza a ambição de Niterói de atrair mais eventos internacionais

Fiquei feliz que investimentos em obras de infraestrutura esportiva iniciadas nos últimos anos, principalmente na minha gestão como prefeito (2021 e 2024), permitiram que Niterói sonhasse com o Pan 2031

Veja aqui alguns exemplos: 

Implantação da Arena Niterói (capacidade de 2.600 pessoas), que fará parte do Parque Poliesportivo da Concha Acústica.

  • Parque Poliesportivo da Concha Acústica, que inclui a Arena Niterói que está em fase avançada de construção e permitirá receber eventos nacionais e internacionais; 
  • Complexo de Atletismo Aída dos Santos (da UFF) foi modernizado e reformado com projeto e investimento da Prefeitura. Segundo a Confederação Brasileira de Atletismo - CBAt, o equipamento de Niterói é hoje uma das melhores instalações para o esporte do país, 
  • Centro Esportivo da Zona Norte, no Barreto, que foi integrado através da municipalização das instalações do antigo ginásio do Tio Sam.

Além disso, Niterói avançou em instalações esportivas entregues nas comunidades durante a gestão, como os mais de 30 campos e quadras públicas, só na Zona Norte da cidade, construídas para oferecer iniciação esportiva, lazer e socialização nas comunidades. Com este objetivo, cabe destacar também:

  • Parques Esportivos e Sociais do Caramujo, cuja implantação foi coordenada por mim, como vice-prefeito (2013-2016)  
  • Parque Esportivo do Viradouro, entregue em 2024. 
  • Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte - NASCE, que atua na infraestrutura implantada na Ilha do Tibau, como parte do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP.
Hoje, estas atividades beneficiam cerca de 10.000 atletas e outros participantes na cidade, cabendo registrar aqui a importância do projeto Niterói Esporte nas Comunidades - NEC, que atua em muitos destes equipamentos esportivos na cidade.

Pan comprova o potencial da parceria Niterói + Rio de Janeiro

Apesar de não lograr sucesso, a candidatura Rio-Niterói serviu para mostrar, mais uma vez, o potencial da aliança das duas cidades, que guardam grande complementariedade econômica, de infraestrutura e serviços, estabelecendo-se como parceiras naturais em ações estratégicas. Vejam aqui a grande sinergia entre as duas cidades, nos exemplos a seguir: 

  • CAPITALIDADE: O Rio de Janeiro é a atual capital do estado e Niterói foi, por muitas décadas, a capital do antigo estado Rio de Janeiro, antes da Fusão;
  • DEFESA: Importância histórica das duas cidades na defesa militar da Baía de Guanabara, que sediam até hoje as mais importantes bases da Marinha do Brasil. Niterói é a sede da Esquadra da Marinha do Brasil;
  • DESPOLUIÇÃO: Liderança na despoluição da Baía de Guanabara, sendo que a Enseada de São Francisco é a mais avançada no esforço de despoluição;
  • PORTOS: As duas cidades compartilham as atividades portuárias na baía
  • OFF-SHORE: Niterói é a cidade mais importante do país na indústria naval e da logística off-shore, atividades compartilhadas com o Rio de Janeiro.
Pelos motivos aqui citados e pela localização geográfica das duas cidades - firmemente posicionadas na entrada da Baía de Guanabara, com um olhar para o horizonte, assim como para o seu cenário interno, considero a cooperação das duas cidades a parceria das "Sentinelas da Baía de Guanabara". 

Parcerias que já deram certo

Cito aqui, apenas três exemplos de parcerias de sucesso entre Rio e Niterói: 

Novos projetos comuns hão de vir pela frente se continuarmos a pensar e trabalhar em cooperação.

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Eventos promovem a cidade, geram empregos e movimentam a economia. Temos outros eventos programados e outros bons em perspectiva.

Enfim, ganhamos mais que perdemos. Niterói confirmou e deu visibilidade à sua capacidade empreendedora e se lança como protagonista para futuros eventos.

Como latino-americanos, sul-americanos e amantes do esporte, torcemos agora para que Assunção faça um excelente Pan 2031! E, por aqui, vamos aproveitar as muitas perspectivas de colaboração que Rio-Niterói têm pela frente. Quem ganha com a união de esforços é a população. 

Que venham mais parcerias!

Axel Grael


terça-feira, 7 de outubro de 2025

Ciclofaixa na orla da Boa Viagem, em Niterói, é inaugurada

 

Ciclofaixa inaugurada na Boa Viagem, em Niterói — Foto: Divulgação/Luciana Carneiro

Conexão de 750 metros liga infraestrutura cicloviária existente ao lado do Forte Gragoatá à que fica na Ilha da Boa Viagem

Por Sophia Lirio

Inaugurada semana passada, a ciclofaixa na orla de Boa Viagem já está a todo vapor. As obras, que duraram pouco mais de um mês, fazem uma conexão de 750 metros entre a infraestrutura cicloviária existente ao lado do Forte Gragoatá (contornando a Universidade Federal Fluminense) e a que fica na altura da Ilha da Boa Viagem, próxima à orla.

Segundo a gestão municipal, para viabilizar a faixa, o estacionamento foi transferido para o lado oposto da via. O número de vagas continuou o mesmo, e a vista ainda ficou livre para o mar e para o MAC. Rampas de acessibilidade e paraciclos, para estacionamento de bicicletas, também foram instalados. A inauguração faz parte de uma série de investimentos do município em prol do ciclismo e marca os 90 quilômetros de malha cicloviária da cidade, ainda segundo a prefeitura.

Débora Craveiro, moradora de Boa Viagem, relata que a vida ficou mais fácil com a ciclovia. Como vai à faculdade e à academia de bicicleta, conta que o novo trecho é um facilitador:

— A ciclofaixa facilitou muito a minha locomoção diária com praticidade e segurança, especialmente nesses trajetos. Além de delimitar com clareza o espaço destinado aos ciclistas, ela também acaba sendo um chamariz. Agora temos até a possibilidade de locação de bicicletas pela cidade, o que amplia ainda mais o acesso e o incentivo ao uso.

Para ela, esse meio de locomoção representa múltiplas vantagens: economia, praticidade, conexão com o entorno e uma sensação de liberdade.

—Gostaria de ver toda a cidade conectada — diz.

Fonte: O Globo Niterói


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Presidente Lula sanciona lei de incentivo à visitação de parques

 

A política, na prática, potencializará a conscientização ambiental - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

MMA e ICMBio participaram da elaboração do projeto de lei que originou a norma; legislação impulsionará a conscientização ambiental

O Brasil possui uma Política Nacional de Incentivo à Visitação a Unidades de Conservação (UCs). A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última segunda-feira (28/7). Originada no Projeto de Lei 4870/2024, a elaboração do texto contou com a participação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que, ao impulsionar o acesso às unidades, a norma, na prática, potencializará a conscientização ambiental na sociedade.

“As unidades de conservação são estratégicas para a proteção da nossa biodiversidade e o enfrentamento da mudança do clima”, afirmou a ministra. “Ampliar o contato das pessoas com a rica beleza de nossas paisagens naturais é fundamental para fortalecer a recreação, o turismo e, sobretudo, a nossa educação ambiental, condição essencial para avançarmos na implementação do desenvolvimento sustentável em nosso país”, completou.

O engajamento da população e a promoção da educação ambiental e do turismo ecológico nas UCs estão entre os objetivos definidos pela política. A universalização do acesso, a promoção do desenvolvimento sustentável, a partir dos recursos naturais, e a participação ativa dos povos e comunidades tradicionais na gestão e operação do turismo comunitário, nos locais em que há sobreposição com territórios, também estão entre as prioridades.

Já as diretrizes incluem, entre outros parâmetros, as comunidades locais nas atividades relacionadas à visitação das UCs, a acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, o emprego de materiais e técnicas construtivas sustentáveis e a segurança do visitante. A política inclui ainda a integração regional entre UCs de conservação por meio da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso e de outros instrumentos de conexão.

De autoria do deputado federal Túlio Gadêlha, o projeto foi apresentado em dezembro passado e contou com a articulação do então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Já a relatoria foi feita pelo deputado Hugo Motta, atual presidente da Casa. No Senado, a matéria foi relatada pelo senador Weverton, com aprovação no dia 25 de junho.

A sanção ocorre no mês em que o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) celebra 25 anos de existência. O instrumento apresenta um conjunto de diretrizes e ferramentas integradas entre o poder público – nas esferas federal, estadual e municipal – e a iniciativa privada para criação e gestão de UCs, com garantia da conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade. Saiba mais aqui.

Atualmente, o país possui mais de 3.185 UCs. Desse total, 1.907, é pública, sendo 340 federais, 796 estaduais e 771 municipais. As demais unidades são classificadas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), categoria gerida por proprietários de terras privadas que assumem espontaneamente o compromisso de preservar áreas naturais.

Os dados sobre as UCs estão disponíveis no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC). Acesse a página aqui www.cnuc.mma.gov.br.

Recorde de visitantes

Somente em 2024, os parques federais receberam a visitação de 12,5 milhões de pessoas, segundo dados do ICMBio. O número representou um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior.

Quando considerada todas as categorias de UCs monitoradas pelo órgão, a quantidade de visitantes superou a marca de 25,5 milhões, um incremento de 4,9%, em comparação a 2023. Saiba mais aqui.

Fundo privado

A lei sancionada permite ainda que o ICMBio e os órgãos estaduais e municipais que integram o SNUC contratem instituição financeira para criar e gerir um fundo privado de apoio a plano, projetos e ações de estruturação, aprimoramento e incremento de visitação às UCs.

O fundo será composto por doações realizadas por entidades nacionais e internacionais, públicas e privadas. Recursos provenientes de convênios também poderão ser incorporados.

Fonte: MMA



domingo, 8 de junho de 2025

CELEBRAÇÃO DOS TRÊS ANOS DA ASSOCIAÇÃO DOS PESCADORES E AMIGOS DA LAGOA DE PIRATININGA - APALAP

Cerimônia de entrega do certificado de Utilidade Pública da APALAP, proposto pelo vereador Binho Guimarães, líder do Governo na Câmara Municipal.


Com o prefeito Rodrigo Neves, a primeira-dama Fernanda Sixel, vereador Binho Guimarães, a administrador regional da Região Oceânica, Rodrigo Tininho e dirigentes da APALAP.

Com o vereador Binho Guimarães e o presidente da APALAP Luiz Mendonça, aniversariante do dia.

Vista da sede da APALAP.

Sede da APALAP, vista de drone sobre a Lagoa de Piratininga.

Pescadores deixam a sede da APALAP para uma atividade de congraçamento dos pescadores na Lagoa de Piratininga.  

Pescadores se encontram na Lagoa de Piratininga.
 
Pescadores da APALAP se unem em um círculo na Lagoa de Piratininga.

Feliz de ser agraciado com a miniatura de um barco de pescador feito por um pescador-artesão.

Encerrando a Semana Mundial do Meio Ambiente, hoje foi mais um dia de curtir o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP e celebrar os primeiros três anos da Associação dos Pescadores e Amigos da Lagoa de Piratininga - APALAP. E a celebração foi em dose dupla, pois também foi o aniversário do presidente da APALAP, o pescador Luiz Mendonça.

Idealizamos o POP em 2014, quando desenvolvemos o projeto do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT (Decreto 11.744/2014),  que elevou as áreas protegidas a mais de 56% do território do município. O POP faz parte do PARNIT. Posteriormente, desenvolvemos o Programa Região Oceânica Sustentável- PRO Sustentável, por determinação e estímulo do então prefeito Rodrigo Neves. Captamos recursos junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF. O PRO Sustentável foi conduzido pela equipe da UGP/CAF, vinculado ao meu gabinete e teve a eficiente coordenação da geógrafa Dionê Marinho Castro. O parque começou a ser implantado em 2021, após uma contratação e Ordem de Início das obras ocorridas no final de 2020.

A APALAP surgiu na época que o POP estava em implantação, mas os pescadores já acompanhavam nas etapas anteriores. Portanto, os pescadores de Piratininga são parceiros e acompanharam o POP desde a época do seu planejamento e elaboração de projetos e emprestaram a sua experiência e vivência na lagoa para ajudar a desenvolve-lo. Enquanto muita gente tentava desacreditar a iniciativa, os pescadores sempre estiveram conosco, mesmo quando trouxeram as suas críticas e sugestões, sempre muito bem-vindas.

Atendendo às reivindicações dos pescadores, construímos a sede da organização, os seus "ranchos" locais, píeres de atracação e desembarque da produção e outros equipamento de apoio à atividade. O próximo passo será a implementação de um espaço para conservação, beneficiamento e comercialização da produção, cujo planejamento iniciamos em 2024.

O presidente Luiz Mendonça sempre me manda notícias da Lagoa, mostra o resultado da sua pesca e relata o aumento da produtividade pesqueira daquele ecossistema. Segundo fomos informados, a produção dos pescadores já está por volta de 60 toneladas/ano. Tal fato também é um indicador do resultado das medidas de recuperação da lagoa implementadas pela Prefeitura, como os jardins filtrantes do POP, a ampliação do saneamento e a realização do programa Ligado na Rede, a obra de restauração e melhorias do Túnel do Tibau e outras medidas.

Em março de 2025, Luiz Mendonça nos convidou para um passeio no seu barco na Lagoa de Piratininga. O passeio era parte de uma programação de Turismo de Base Comunitária que a APALAP desenvolveu com o apoio da Fiocruz, uma bela iniciativa que precisa ser continuada. É bom para os pescadores, para o parque, para a lagoa e, portanto, é bom para a cidade!

Na visita de hoje, estivemos com o atual prefeito Rodrigo Neves, a primeira-dama Fernanda Sixel e o vereador Binho Guimarães (PDT), líder do governo na Câmara de Vereadores, que entregou o certificado de Utilidade Pública da APALAP, concedido pelo Legislativo Municipal, através da iniciativa do vereador.

Vemos com orgulho e admiração o avanço da organização dos pescadores, que já contam com cerca de 80 associados.

Sucesso para a APALAP e parabéns para o Luiz Pescador.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)

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quarta-feira, 4 de junho de 2025

VEJA ALGUNS REGISTROS DOS TRABALHOS DE MANUTENÇÃO E MELHORIAS CONTINUADAS DO PARQUE ORLA PIRATININGA - POP

Você já conhece o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP, a premiada iniciativa da Prefeitura de Niterói que fica cada dia mais belo e atrai mais visitantes?

A nova geração e o futuro

No Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho, celebramos uma das maiores conquistas de Niterói na busca pela sustentabilidade urbana: o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP, uma das mais importantes entregas do Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável. Apresentamos aqui uma atualização dos avanços na sua conservação, a expansão dos seus jardins e a iniciativa Fruta no Pé - a implantação de um grande pomar espalhado pela área do POP, oferecendo mais uma atração para o visitante e frequentador.

A infraestrutura do parque foi inaugurada em setembro de 2024 e conta com jardins filtrantes e outras técnicas de drenagem sustentável idealizadas para ajudar a despoluir e recuperar o Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu. O POP possui 680 mil metros quadrados, conta com 8 píeres e 17 praças, e uma ciclovia cênica de 11 km no entorno da Lagoa. O Centro EcoCultural Sueli Pontes - sede do parque, é também o primeiro equipamento cultural público da Região Oceânica, oferece uma exposição sobre os ecossistemas da Lagoa de Piratininga e da Região Oceânica de Niterói e oferece uma programação de educação ambiental. Na Ilha do Tibau, acontece o Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte - NASCE, que oferece uma programação permanente de atividades esportivas, culturais e ambientais para a comunidade.

O caráter inovador do POP, com os seus jardins filtrantes e outras técnicas de drenagem sustentável, é considerado o maior investimento na América Latina em Soluções Baseadas na Natureza - SBN e em fitorremediação. . 

Ciclovia.

A trabalho de manutenção do POP é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos - SECONSER e é desenvolvido com o apoio da empresa especializada Viveiro Campo Lindo, vencedora da licitação realizada em setembro de 2024. A Ordem de Início do contrato foi dado ainda na minha gestão como prefeito de Niterói, no dia 15 de novembro, e desde então, estamos realizando um trabalho de conservação e ampliação da área verde do parque. 

Hoje, a empresa realiza o trabalho de plantio de árvores e jardins, mantém a rotina de limpeza e manutenção, conserva e gerencia os jardins filtrantes e atende a demandas do cotidiano. Para isso, gera emprego para 102 profissionais de jardinagem, limpeza e manutenção, além das equipes técnicas e gerenciais. 

Veja o trabalho que está sendo realizado no POP:

JARDINAGEM:

Canteiros

Jardinagem ao lado da ciclovia

Jardinagem

Implantação de canteiros.

Jardinagem.

PLANTIO DE POMAR E ARBORIZAÇÃO:

Preparação para o plantio

Projeto Fruta no Pé: pomar urbano

Pitanga já frutificando.

Pitanga-amarela.

Arborização

MANUTENÇÃO DOS JARDINS FILTRANTES:

Manutenção dos jardins filtrantes

Manutenção dos jardins filtrantes

Vertedor do sistema com a saída do efluente dos jardins filtrantes: água limpa para a Lagoa de Piratininga.

Tanque de sedimentação

FAUNA:

Berçário de jacaré.

Garça

Biguá

Avifauna já usufrui das mudas plantadas.

Parabéns a todos que viabilizaram esse grande legado de Niterói. Parabéns à geógrafa Dionê Castro e toda a equipe do PRO Sustentável, parabéns à secretária Dayse Monassa, ao biólogo Alexandre Moraes e ao saudoso Carlos Boechat, que sem dúvidas também tem a digital dele nesse projeto.

O POP é um orgulho e uma garantia que Niterói seguirá avançando para a sustentabilidade urbana e para uma qualidade de vida melhor para a sua população.

Axel Grael
Engenheiro florestal
Prefeito de Niterói (2021-2024)