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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO SEGUE AVANÇANDO




Inspeção no serviço de dragagem do Canal de São Lourenço. Fotos Bruno Eduardo Alves/PMN.

Desordem permitiu o abandono de cascos soçobrados, que impedem a navegação e dificulta o trabalho da dragagem. Foto Leonardo Simplicio/EMUSA.

Por intervenção da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro cascos soçobrados foram removidos hoje, liberando o acesso ao Porto Pesqueiro de Niterói. Foto Divulgação.

Visitei na última segunda-feira (16) a obra de dragagem do Canal de São Lourenço. As dragas estão atuando em três frentes de trabalho: uma do tipo "Clamshell", próximo ao Porto e outras duas ("dragline" e sucção e recalque) na proximidade do acesso aos estaleiros e ao terminal pesqueiro. A obra é um investimento de R$ 137 milhões feito pela prefeitura para viabilizar a navegação de grandes embarcações no canal, com a ampliação de sua profundidade no canal principal de 7 metros para 11 metros, aumentando a competitividade das empresas locais e permitindo a geração de mais empregos.

De acordo com o licenciamento ambiental do INEA, o material dragado é lançado no local chamado de "Ponto F", fora da Baía de Guanabara. Nas áreas onde foram identificadas a existência de sedimentos contaminados a dragagem é feita por sucção e recalque e o material é destinado provisoriamente armazenado em estruturas conhecidas como "Geobags", estrutura com têxtil especial capaz de reter sedimentos, uma tecnologia desenvolvida justamente para esse tipo de trabalho.

Pátio de armazenamento em Geobags. Foto Leonardo Simplicio/EMUSA.

A tecnologia de Geobags permite que o sedimento contaminado fique retido e seja desidratado para posteriormente ser encaminhado para o destino final adequado.


Linha de recalque chegando ao local de armazenamento em Geobags. Fotos Leonardo Simplicio/EMUSA. 

Os Geobags tem capacidade para receber entre 900 a 1.500 metros cúbicos de resíduos cada. Elas estão localizadas em dois pontos às margens do Canal, e recebem o material dragado. Após os Geobags chegarem à capacidade ideal e com o grau de umidade adequado, o material é coletado e recebe a devida destinação de acordo com sua classificação. A previsão é a de que sejam dragados, ao todo, cerca de 1,6 milhão de metros cúbicos de sedimentos. Desse total, a expectativa é a de que 15% sejam compostos por material que não é adequado ao despejo em bota-fora oceânico.

Benefícios

Nosso objetivo com essa obra é de que todas as atividades aqui no Porto de Niterói possam ter uma capacidade operacional maior. E nós também, com essa dragagem, vamos dar acesso ao terminal pesqueiro de Niterói, que a prefeitura desapropriou e já lançou edital para manifestação de interesse para uma Parceria Público-Privada - PPP para viabilizar o seu funcionamento. 

Já concluímos o primeiro trecho de acesso com a dragagem de um volume de 240 mil metros cúbicos. Em um outro trecho, mais perto do Porto de Niterói, está bastante avançado, com cerca de 70% do serviço já concluído.

A previsão é a de que a obra continue por mais aproximadamente oito meses.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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PRESIDENTE LULA ESTEVE EM NITERÓI PARA DAR INÍCIO À DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO
MOMENTO HISTÓRICO: ASSINAMOS O CONTRATO DAS OBRAS DE DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO

domingo, 3 de novembro de 2024

NITERÓI CELEBRA RECORDE DE INVESTIMENTOS NA ZONA NORTE DA CIDADE

Vistoriando a instalação das aduelas da rede de macrodrenagem do Barreto.

Como abordamos em postagens anteriores, Niterói vive a Década de Ouro dos Investimentos Municipais (2014-2024). Foram mais de 4,3 BILHÕES DE REAIS de recursos empenhados para obras de infraestrutura em toda a cidade, resolvendo demandas que persistiam há muitos anos. 

No Governo Axel Grael (2021/2024), estruturamos o Plano Niterói 450 Anos para a retomada da economia da cidade e avançamos mais ainda. Ao longo da gestão, os investimentos atingiram o maior patamar histórico, com expressivos 2,6 BILHÕES DE REAIS (valores até setembro de 2024). E o investimento continua crescendo: o valor em 2024 é o triplo daquele praticado em 2021, sendo que deve chegar a 1 BILHÃO DE REAIS até o fim do ano, um destacado recorde para a cidade.

A Região Norte de Niterói não poderia ficar para trás. Sempre tivemos a premissa que a cidade toda deveria se beneficiar do momento virtuoso da capacidade de investimentos conquistados pela cidade.

É importante lembrar que cada obra, mesmo as menores, demanda estratégia, planejamento, previsão orçamentária, elaboração de projeto (feito pela EMUSA, outro órgão da Prefeitura ou por contratação de empresa projetista especializada), licitação da execução dos serviços, a obtenção de todos os licenciamentos requeridos para cada tipo de intervenção. Também são realizadas escutas à população em audiência públicas e outras formas de consulta. No caso das obras maiores, é preciso contratar serviços especializados para o apoio ao gerenciamento, Trabalho Técnico Social - TTS etc. Por sua vez, há que se fiscalizar e certificar a qualidade dos serviços executados por terceiros. Portanto, por trás de cada obra em execução, há muito trabalho e empenho das equipes da Prefeitura para viabiliza-las.

O total dos investimentos realizados pela Prefeitura na Zona Norte superam a marca de R$ 1 bilhão.

No total, os investimentos realizados pela Prefeitura na Zona Norte na atual gestão ultrapassa a marca de R$ 1.070.866.000,00, permitindo que os bairros da região acompanhem o momento virtuoso de investimentos e se produza em Niterói uma política de equidade de investimentos para que todos avancem. 

Veja, a seguir, alguns dos principais investimentos já entregues, desde 2021, ou que ainda estão em andamento na Região Norte da cidade:
  • Obras de contenção de encostas: R$ 300.977.205,00
Niterói é a cidade que mais investiu em resiliência, para proteger-se dos efeitos das mudanças climáticas. As prioridades foram a contenção de encostas, drenagem, a estruturação da Defesa Civil da cidade e a criação da Secretaria Municipal do Clima, a primeira do Brasil. Os investimentos em contenção são elevados, mas controlam riscos geotécnicos, evitam a movimentação de massas (deslizamento de encostas) e protegem a vida da população em situação de maior vulnerabilidade. 

Niterói enfrentou recentemente chuvas com intensidades maiores do que as do episódio do Morro do Bumba, em 2010, e não sofreu maiores problemas graças à prioridade do governo para os investimentos em resiliência. 


Vistoriando obra de contenção de encosta na Cova da Onça, no Baldeador.

Desde 2021, foram realizadas 60 obras de contenção de encostas na Região Norte, que se somam aos investimentos em contenção de encostas em todas as regiões do município que superaram a marca de 500 MILHÕES DE REAIS só no atual governo.

Estas intervenções fazem parte de um ciclo de obras de contenção que se desenvolvem desde 2013 e que já chegaram neste período a um investimento de mais de 1 BILHÃO DE REAIS, protegendo a cidade e tornando-a mais resiliente às mudanças climáticas. 

Veja algumas das 60 frentes de obras de contenção de encostas já entregues ou em execução: Travessa 22 de outubro e Rua Miguel Escobar; Rua Bonfim; Rua Jerônimo Afonso; Morro dos Marítimos; Rua Professor José Teles Borba, 17; Rua Arthur Pereira da Mota, 981; Rua Jonatas Botelho, Travessa Santo Cristo, 6; Rua Hélio, Santo Cristo; Rua Quintino Bocaiuva, 51; Rua 3, A; Rua Anita, Travessa Manuel Encarnação de Sá, 120; Rodovia Prefeito João Sampaio; Travessa Zalmir Garcia, 51; Rua Fonseca Portela, 141; Rua Teixeira de Freitas; Rua Jerônimo Afondo, 120; Travessa Argos; Rua Dr. Gustavo Moreira, Lt. 10; Travessa Bernardes, Palmeira; Rua Baronesa de Goitacazes - Morro dos Marítimos; Morro do Bumba (parte alta); Rua Mackenzie, Rua Conrado Barbosa, 8. Bairro Chic; Santo Cristo 180, Ladeira do Quebra; Rua Ormezinda Barbosa - Morro do Céu; Rua Boaventura, próx. ao 211 - Baldeador; Travessa Esteves; Comunidade São José, Travessa Pascoal - Engenhoca; Travessa Antunes (Caminho 222) - Vila Ipiranga; Estrada Viçoso Jardim, 146; Rua Bonfim, 825 (duas obras); Travessa Proto Guerra, Travessa Félix, Santo Cristo; Hospital Orêncio de Freitas, Av. João Brasil, 189; Rua Dr. Gustavo Moreira, Caramujo (obra 2); Rua Zuleica Brasil, 35 (Bairro Chic); Morro Boa Vista e Caixa D'Água; Rua Indígena; Travessa Nossa Senhora de Lourdes, Cubango; Jerônimo Afonso; Morro dos Marítimos; Rua José Teles Borba, 17; Rua Paulo Alberto, Alameda Custódio Esteves Neto; Rua Jandira Pereira; Rua Machado; Rua Jerônimo Afonso, 120; Rua Nossa Senhora Aparecida; Rua Carlos Horman; Eucalipto.
  • Obras de Urbanização Estruturante de Comunidades: R$ 103.450.148,00
Vistoriando áreas de comunidades em fase de obras de urbanização. 

No Plano Niterói 450 Anos - Eixo Comunidades, anunciamos, em 2022, um conjunto de investimentos na melhoria da infraestrutura geral de comunidades de Niterói. Serão os maiores investimentos já realizados em infraestrutura nas comunidades de Niterói, que recebem projetos estruturantes e de melhoria da qualidade de vida dos seus moradores. São obras de acessos e vias internas, saneamento, drenagem, contenção de encostas, iluminação, arborização, implantação de equipamentos comunitários e outros avanços. Cada localidade recebeu um projeto próprio, que foi apresentado aos moradores antes da execução. 

Estão em andamento na Região Norte as obras de urbanização nas seguintes comunidades: Holofote, Mineirinho, Buraco do Boi, Souza Soares, e Papagaio. Incluindo as obras em outras regiões da cidade, são no total 12 comunidades.
  • Outras obras de melhorias de infraestrutura em comunidades: R$ 144.750.992,00
Melhorias de vias e acessos internos em comunidade próximo ao Morro do Céu. 

Obras de implantação de escadaria para a melhoria do acesso próximo ao Morro do Bumba.

Trata-se de diversas obras de caráter mais pontual solicitadas pelas comunidades para promover a melhoria de acessos, implantar praças, quadras esportivas e outras ações que beneficiam a qualidade de vida dos moradores. 
  • Saneamento: R$ 35 milhões 
Ao longo da atual gestão, os investimentos realizados pela Prefeitura, através da Concessionária Águas de Niterói foi de R$ 188 milhões, o que significou um aporte em saneamento (água e esgoto) de R$ 408 milhões, na última década. 

A Zona Norte teve investimentos importantes durante a atual gestão, como a implantação de rede de esgoto separador absoluto na Engenhoca (aprox. R$ 20 milhões), a transposição da ETE Barreto para Toque Toque (aprox. R$ 15 milhões) e retrofit do Reservatório do Caramujo (aprox. R$ 1,5 milhão). A maior parte do investimento foi feito entre 2023 e 2024.
  • Implantação do Restaurante Popular da Zona Norte: R$ 16.821.452,00

O Restaurante Popular Carolina Maria de Jesus foi inaugurado no aniversário de 450 anos de Niterói, na Alameda São Boaventura, no bairro do Fonseca. Além do restaurante, o local contará no segundo andar com um espaço onde funcionará uma escola de formação em gastronomia, a primeira de caráter público em todo o estado do Rio. A escola terá uma cozinha pedagógica para qualificar os alunos para o mercado de trabalho. A intenção é formar jovens e adultos nos cursos de Gastronomia, Padaria e Serviço para Bares e Restaurantes.
  • Quadras esportivas públicas: R$ 27.496.226,00
Campo da Leopoldina, foi entregue à população no dia 5 de maio de 2024.

Os investimentos em infraestrutura e programas de esporte educativo e social foram uma grande prioridade na atual gestão. Espaços esportivos precários foram consolidados como espacos públicos, melhorados e, sempre que possível, inseridos em programas de formação esportiva. 

Na Zona Norte, foram realizados ou estão em obras 33 campos, quadras e outros equipamentos esportivos públicos, num total de R$ 27.496.226,00. Cabe destaque aqui as obras de reforma do Complexo Esportivo do Barreto, o Ginásio do antigo clube Tio Sam (citado dentre os investimentos da Secretaria de Educação), o Campo da Leopoldina e muitos outros implantados em comunidades. 

Como exemplo, as obras realizadas pela Prefeitura na Leopoldina envolveram uma área de 2.897 metros quadrados e incluíram drenagem, iluminação, instalação de grama sintética e alambrado, além da reforma de vestiários e revitalização de acessos, com a implementação de piso intertravado no entorno do espaço. Também foram implementados um playground e uma academia da terceira idade. O investimento foi de R$ 2 milhões.

No local são desenvolvidas atividades educativas, com profissionais de educação física e foco nas escolinhas de futebol. São mais de 100 vagas para jovens moradores da região da Leopoldina, no Barreto, através do projeto Niterói Esporte e Cidadania (NEC).

Iniciação esportiva no Parque Esportivo e Social do Caramujo.

Cabe lembrar que a Prefeitura inaugurou, em 2020, o Parque Esportivo e Social do Caramujo, que já atende a mais de 1.000 participantes de atividades de iniciação em várias modalidades esportivas. É uma experiência exitosa que já está revelando talentos que competem em eventos nacionais em várias modalidades do esporte, levando o nome de Niterói.
  • Drenagem e pavimentação nas ruas José Vicente Sobrinho e General Castrioto: R$ 85.735.242,00.


A mancha azul no mapa representa a área de maior risco de alagamento e as linhas representam as alternativas em estudo para a solução do problema de drenagem.

Uma das maiores obras de macrodrenagem já realizadas na cidade está sendo implantada para resolver um dos mais graves problemas de alagamento, que ocorriam de forma recorrente no Barreto e Engenhoca, abrangendo as ruas José Vicente Sobrinho e General Castrioto e outras ruas adjacentes (vide mapa acima). A Ordem de Início foi oficializada em janeiro de 2024 e o prazo da obra é de 24 meses. A obra está orçada em R$ 76.085.767,00

Além desta intervenção principal, outras obras de drenagem foram realizadas perfazendo o total de R$ 85.735.242,00.
  • Dragagem do Canal de São Lourenço: R$ 140 milhões
Dragagem com equipamento "Clamshell"

Draga de sucção em operação.

Solução para a disposição dos resíduos potencialmente contaminados na poligonal de dragagem. Os resíduos são dispostos em geobags.  

A Dragagem do Canal de São Lourenço é uma obra aguardada há mais de 3 décadas e finalmente foi viabilizada na atual gestão. A obra contribui para a competitividade dos estaleiros de Niterói e abre o caminho para a criação de cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos na cidade. 

A responsabilidade pela dragagem seria do governo federal, mas considerando os prejuízos para o setor naval e a longa espera, a Prefeitura de Niterói decidiu assumir com recursos próprios os investimentos orçados em R$ 138 milhões para reverter o declínio dessas atividades, que sempre alavancaram a economia e a geração de empregos na cidade. 

Assumimos todos os investimentos, desde a elaboração do projeto de dragagem, contratando o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias - INPH, vinculado ao Governo Federal, que já contava com este projeto de dragagem há muitos anos. O projeto foi atualizado e os estudos de impacto ambiental - EIA/RIMA (com um investimento de R$ 772 mil), para a obtenção do devido licenciamento ambiental pelo INEA. A obra está sendo desenvolvida pelo Consórcio Fluminense, vencedor da licitação e já está bem avançada.

Os trechos principais do canal de São Lourenço e o entorno da Ilha da Conceição e região portuária estão sendo dragadas para passar de sete para onze metros de profundidade, de forma a permitir a atracação de embarcações maiores e aumentar a competitividade das empresas do setor em Niterói. As obras têm um prazo de 15 meses, com a previsão de dragagem de 1.600.000 m³ de sedimentos. Destes, 183.808 m³ já foram executados e já temos hoje resultados significativos, beneficiando e atraindo novos investimentos privados para Niterói. 
  • Terminal Pesqueiro de Niterói: R$ 24 milhões

Terminal Pesqueiro de Niterói foi adquirido pela Prefeitura para enfim ser viabilizado.

Niterói firmou um acordo com o Governo Federal para municipalização do Terminal Pesqueiro, que foi inaugurado pela primeira vez há cerca de 15 anos, sem ter tido condições de funcionamento devido à falta de calado para a atracação das embarcações pesqueiras, devido à falta da dragagem. 

Por solicitação da Prefeitura, a estrutura e os equipamentos foram doados pelo Ministério da Pesca para a Prefeitura, que assumiu a sua gestão após adquirir o imóvel da PortosRio (Docas).

Através de uma Parceria Público-Privada - PPP, a Prefeitura vai aproveitar ao máximo o espaço e a infraestrutura existentes. Com uma área de 6.548 metros quadrados, à beira do Canal de São Lourenço, na Baía de Guanabara, o terminal vai abrigar um prédio principal para comercialização, fábrica de gelo, área para expedição, boxe para recepção de pescados junto ao cais, expedição rodoviária, área das docas, além de espaços para lojas, restaurantes e entretenimento. 

A aquisição do Terminal Pesqueiro foi um investimento da Prefeitura de R$ 24 milhões e estima-se que gerará cerca de 1.000 empregos diretos e 500 indiretos. E outubro de 2024, a Prefeitura publicou o edital para a Parceria Público-Privada que atrairá investimentos privados para viabilizar a operação do Porto Pesqueiro.
  • Mobilidade e trânsito: R$ 33.211.857,00
Projeto do Terminal Rodoviário do Caramujo.

Um dos mais expressivos investimentos é o Terminal de Ônibus do Caramujo (obra em execução), que terá efeito decisivo no trânsito da Alameda São Boaventura e de toda a Zona Norte. O objetivo é desafogar o Terminal João Goulart, no Centro, que hoje recebe 1000 ônibus por dia e atende a 300 mil passageiros, uma demanda muito acima da sua capacidade prevista originalmente. A obra está em andamento e o prazo de conclusão é de maio de 2026.

Ciclovia da Avenida João Brasil.

Dentre as obras, estão a implantação de soluções viárias para o trânsito, ciclovias, estações da Nitbike. Dentre as ciclovias implantadas, estão: Avenida João Brasil (2,54 km), Ciclovia do Barreto (1,5 km), Benjamim Constant (0,6 km), Ciclovia na São Lourenço (0,84 km), totalizando: 6,28 km.
  • Investimentos em Educação: R$ 32.306.694,00
Ginásio esportivo tradicional de Niterói foi reformado para abrigar o programa "Niterói Joga em Rede", para a iniciação esportiva dos alunos da Rede Municipal de Educação.

O grande destaque dos investimentos da Secretaria Municipal de Educação na Região Norte foi a municipalização da estrutura do antigo clube Tio Sam, localizada no Barreto, a entrega da UMEI Therezinha Kalil Petrus e a reforma e modernização do tradicional ginásio que já sediou tantos eventos esportivos no passado. Agora o espaço é dedicado a atividades esportivas para mais de 30 mil estudantes da Rede Municipal de Educação. 

Também cabe mencionar a reforma da UMEI Noronha Santos e a entrega da UMEI Professor Edison Rodrigues Barreto, na Rua São Januário, no Fonseca, com capacidade para 140 vagas em tempo integral. 

Adquirimos imóveis para transformar em escolas e procedemos obras de manutenção e reformas de unidades escolares. Foram disponibilizados bens permanentes e um grande esforço de climatização de todas as escolas do município, que também beneficiou os alunos da Zona Norte. 
  • Plataforma Digital de Santa Bárbara: R$ 21.466.000
A Prefeitura, através da EMUSA, está construindo a Plataforma Digital de Santa Bárbara, que operará à semelhança do que já ocorre na Engenhoca e no Viradouro. Trata-se de um equipamento educacional, voltado para a inclusão digital, oferecendo oportunidades de cursos e treinamento em tecnologias digitais, formando profissionais para o mercado de trabalho. A obra tem entrega prevista para 2025.
  • Reforma e novos equipamentos de Saúde: R$ 14.425.612,00
Entrega das obras da Unidade do Médico de Família Deputado José Sally, no Baldeador 

Implantação de novas unidades de Saúde, reforma em equipamentos existentes e aquisição de equipamentos para hospitais. Dentre as obras para equipamentos de Saúde, destacamos a reforma do Hospital Pediátrico Getúlio Vargas Filho, a reforma do PMF do Baldeador e a inauguração da nova UTI do Hospital Orêncio de Freitas. Com uma média mensal de 190 a 200 cirurgias, 800 atendimentos ambulatoriais e 10 mil exames realizados, o HOF é um dos principais centros de atendimento médico da cidade. A Prefeitura está procedendo uma licitação para a contratação do Projeto de Reforma do Hospital Orêncio de Freitas.

Entrega do Médico de Família da Vila Ipiranga.

Após um programa de ampliação e reformas das estruturas de Saúde em toda a cidade, fizemos muitas entregas importantes, também na Zona Norte. Em junho, entregamos à população o novo PMF do Morro do Holofote, que foi batizada em homenagem à professora Satie Mizubuti, quetantas contribuições fez a Niterói. Em julho de 2024, entregamos para a população a reforma do Módulo do Programa Médico de Família da Ilha da Conceição – Célia Sánchez, que atende a 5.964 pessoas e 2.134 famílias, distribuídas em três equipes de saúde. Em agosto, foi a vez da entrega das obras do Médico de Família da Vila Ipiranga (Módulo Médico de Família Vilma Espin), Esta foi a décima entrega de unidades de saúde reformadas e reequipadas pelo atual governo.
  • Equipamentos Culturais: R$ 22.334.054,00
Inauguração da Casa Aprendiz.

Em julho de 2024, Niterói ganhou um valioso equipamento cultural: a Casa Aprendiz Musical Professor Aníbal Bragança. A sede do Aprendiz fica num casarão localizado no Bairro Chic, no Fonseca, e foi desapropriado e reformado pela prefeitura num investimento total de R$ 5.534.054,00. O local atende 380 alunos do Aprendiz, um dos maiores programas de iniciação musical nas escolas do Brasil, contando com biblioteca e computadores, estúdio para gravação, auditório e oito salas individuais para o aprimoramento de instrumentos. O espaço conta ainda com cozinha e refeitório. 

Obra de restauração do Centro Cultural Cauby Peixoto.

Desapropriamos e demos início à restauração do belo imóvel da Alameda São Boaventura, que será o primeiro Centro Cultural da Zona Norte que, como já anunciamos, será denominado Centro Cultural Cauby Peixoto. O projeto inclui a construção de uma biblioteca, uma sala de leitura, uma brinquedoteca, espaços para coworking, salas multiuso e um anexo com um auditório para um público estimado de 200 pessoas, com acessibilidade e plataformas elevatórias. O investimento é de R$ 16,8 milhões, e a previsão de conclusão das obras é para julho de 2025.
  • Praças e Parques: R$ 15.002.971,00

São 26 praças com entregas já realizadas ou obras ainda em curso, para o convívio para o benefício da população. A Prefeitura também está implantando o Parque Natural Municipal Floresta do Baldeador, criado na atual gestão e que é a primeira de unidade de conservação da Região Norte da cidade. O parque teve o seu Plano de Manejo aprovado e agora a Prefeitura prepara-se para iniciar nos próximos dias a obra de reforma da sede do parque.
  • Tecnologia e educação tecnológica: R$ 18.930.141,00
Também foram feitos investimentos em tecnologia e educação tecnológica, com a implantação do cercamento eletrônico do CISP na região, a reforma da Plataforma Urbana Digital (PUD) da Engenhoca, o início da construção da PUD de Santa Bárbara, a reforma dos telecentros, medidas para a melhoria da conectividade e serviços digitais.

Outras medidas importantes para a Região Norte também merecem ser aqui citadas: a transição da iluminação pública para LED nas principais ruas e comunidades, o recapeamento asfáltico e a sanção da lei que instituiu o Polo Gastronômico e Cultural no Bairro Chic. 


A cidade não fica pronta nunca e os desafios se renovam a cada dia, a cada nova entrega e a cada novo sonho do niteroiense. E, assim, vamos construindo a melhor cidade para se viver e ser feliz.

Axel Grael
Prefeito de Niterói



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500 FRENTES DE OBRAS EM ANDAMENTO: Prefeitura investe pesado em infraestrutura, contenção de encostas, escolas e unidades de saúde





segunda-feira, 15 de abril de 2024

PRESIDENTE LULA ESTEVE EM NITERÓI PARA DAR INÍCIO À DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO





Niterói recebeu, no dia 02/04, a visita do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da cerimônia realizada no Porto de Niterói para anunciar o início dos trabalhos de dragagem do Canal de São Lourenço. O governador Cláudio Castro também esteve presente, assim como o ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho e outras autoridades. 

A dragagem foi concebida para dar maior calado para o acesso aos estaleiros, ao Porto de Niterói e para viabilizar o Terminal Pesqueiro de Niterói, inaugurado há 15 anos e que nunca funcionou, por falta de acesso das embarcações da pesca. A dragagem de áreas portuárias públicas do país é uma responsabilidade federal, assim como o terminal pesqueiro também era de responsabilidade do Ministério da Pesca. Mas, em cooperação com o governo federal, a Prefeitura está assumindo a maior parte dos dois investimentos, seja para a dragagem, como para a viabilização do terminal pesqueiro. Veja um resumo das parcerias, a seguir:

  • TERMINAL PESQUEIRO: O Ministério da Pesca doou as edificações e os equipamentos existentes no local desde a inauguração e a Prefeitura adquiriu o imóvel da PortosRio (Docas), num investimento de cerca de R$ 26 milhões. Através de Parceria Público Privada (PPP), a Prefeitura quer trazer para a cidade o que há de mais moderno na indústria da pesca, com base em portos pesqueiros semelhantes aos existentes em grandes cidades europeias e asiáticas, beneficiando pescadores e armadores. Seguindo modelos internacionais, o local também servirá para a realização de leilões. A área será de 6.548 metros quadrados.
  • DRAGAGEM: Com relação à dragagem, o investimento da Prefeitura será de R$ 138 milhões e durante o evento, o ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, anunciou uma contrapartida federal de R$ 60 milhões, para a reabertura do Canal de São Lourenço.

Portanto, o somatório do investimento que será realizado pela Prefeitura será de um total de R$ 164 milhões. Também contaremos com a já citada contrapartida federal de R$ 60 milhões. 

Os investimentos permitirão a geração de cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos, sendo 20 mil empregos previstos no setor naval e até 10 mil para o setor da pesca.

DRAGAGEM

Foi um longo caminho... Há décadas aguardava-se a solução para o assoreamento dos acessos ao porto e aos estaleiros de Niterói. Primeiro, contratamos o projeto conceitual da dragagem e realizamos o devido licenciamento ambiental, que requereu a realização de um EIA/RIMA (investimento de R$ 772 mil), que foi analisado pelo INEA. Uma vez concedida a licença, foi desenvolvido o projeto básico, que subsidiou a licitação. Estas etapas foram realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias - INPH, órgão vinculado ao governo federal, mediante contrato e às expensas da Prefeitura. 

A dragagem foi finalmente licitada pela Prefeitura em 2023 e o vencedor foi o Consórcio Fluminense, que reúne as empresas DTA Engenharia Ltda e a SK Infraestrutura Ltda, ambas empresas nacionais, sendo a primeira responsável pela ação de dragagem propriamente dita e a segunda pela gestão dos sedimentos contaminados. A presença de sedimentos contaminados foi identificado na fase de sondagens e coleta de amostras. As áreas foram mapeadas e estes sedimentos serão depositados de forma controlada, em terra, através do uso de técnicas de acondicionamento em geobags (estruturas de geotexteis). Cumprindo a legislação ambiental, somente sedimentos sem contaminação serão dispostos em pontos de lançamento definidos pelo INEA e Capitania dos Portos.

A dragagem aumentará o calado nos principais canais de acesso de -7,00 metros para -11,00 metros. Outras cotas estão previstas para pontos diferentes da poligonal da dragagem, conforme indicação abaixo:
A dragagem será iniciada nos primeiros dias de maio e o prazo de conclusão é de 15 meses. Os benefícios esperados da obra serão o aumento da competitividade do porto e da indústria naval e a viabilização do terminal pesqueiro. A cidade tem 35 berços de atracação (públicos e privados) homologados pelo Governo Federal, somando mais de 3.300 metros lineares de cais acostáveis, com profundidades atuais variando entre 4 e 9 metros.

NOVAS PARCERIAS

No evento, solicitei ao presidente Lula o apoio do governo federal para: 
  • A qualificação profissional para a indústria naval e a implantação de uma Escola de Pesca, 
  • A abertura de uma linha de crédito do BNDES para o financiamento da modernização do setor naval de Niterói e
  • Apoio da Capitania dos Portos para a retirada dos cascos soçobrados na área da dragagem
O presidente ouviu atentamente, respondeu publicamente que atenderá o nosso pedido e solicitou que formalizássemos o pedido, o que está sendo providenciado. 

Niterói segue em frente se organizando, melhorando a sua infraestrutura, atraindo novos empreendimentos, gerando empregos e estruturando a sua economia.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO, GERAÇÃO DE EMPREGOS E FORTALECIMENTO DA ECONOMIA DE NITERÓI



sábado, 30 de março de 2024

DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO, GERAÇÃO DE EMPREGOS E FORTALECIMENTO DA ECONOMIA DE NITERÓI

Canal de São Lourenço. Foto Leonardo Simplicio.

Área do Canal de São Lourenço próximo ao Terminal Pesqueiro (telhado branco à direita). Foto Leonardo Simplício.

Na próxima semana, receberemos em Niterói a visita do presidente Lula, que anunciará conosco o início dos trabalhos de dragagem do Canal de São Lourenço, que fortalecerá a economia de Niterói com a dinamização da indústria naval, da atividade portuária e offshore, da pesca e de toda a cadeia produtiva destes setores, tanto de Niterói e como das cidades vizinhas.

Niterói tem vocação e uma longa tradição com a cultura e a economia do mar! Poucas cidades se relacionam tanto com o mar, na sua história e no seu cotidiano, considerando a sua condição litorânea, a utilização do transporte aquaviário que liga Niterói com a capital (cerca de 23 mil passageiros/dia), suas comunidades pesqueiras e uma intensa atividade esportiva: vela, remo, canoagem, surfe etc. A economia da cidade também é intimamente relacionada com o mar. Os dois primeiros estaleiros do Brasil foram implantados em Niterói pelos mais importantes empresários do país na época do império: Irineu Evangelista de Souza, o barão de Mauá (atual estaleiro Mauá, fundado em 1846) e, quase um século depois, por Henrique Lage (atual Renave)

A tradição se manteve. Somos o principal cluster naval brasileiro, com 13 estaleiros ativos, temos um porto que é dos mais importantes para a logística offshore e temos muitas empresas que atuam em apoio a estas atividades. A cidade conta com 35 berços de atracação (públicos e privados) homologados pelo Governo Federal, somando mais de 3.300 metros lineares de cais acostáveis, com profundidades variando entre -4:00m e -9:00m. Além disso, somos a sede da Esquadra Brasileira (Marinha do Brasil, na Ilha do Mocanguê), também aqui está a sede da Diretoria de Hidrografia e Navegação - DHN, responsável pela produção e divulgação de informações de segurança da navegação e do ambiente marinho em todo o litoral brasileiro, águas territoriais e águas interiores, como a Amazônia e outras bacias hidrográficas. Portanto, somos também a cidade mais importante da Marinha do Brasil. 

O mesmo ocorre na pesca, onde temos potencial para liderar a atividade no Brasil, considerando o porte da atividade pesqueira industrial e artesanal, que está dentre as maiores do país. 

Niterói está entre as cidades com maior arrecadação em royalties do petróleo no país devido ao seu posicionamento geográfico com a confrontação com áreas de produção e à sua grande vocação para a o atendimento das demandas de logística offshore.

DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO

A dragagem é aguardada há 30 anos e a sua ausência é considerada um dos maiores entraves para a retomada das atividades naval, da pesca e portuária de Niterói. 

Diante deste cenário, com o apoio do Governo Federal, a Prefeitura de Niterói decidiu assumir com recursos próprios os investimentos orçados em R$ 138 milhões para reverter o declínio dessas atividades que sempre alavancaram a economia e a geração de empregos na cidade. Assumimos todos os investimentos, desde a elaboração do projeto de dragagem, contratando o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias - INPH, vinculado ao Governo Federal, que já contava com este projeto de dragagem há muitos anos. O projeto foi atualizado e os estudos de impacto ambiental - EIA/RIMA (com um investimento de R$ 772 mil) foram desenvolvidos para o devido licenciamento ambiental pelo INEA. Licitamos a dragagem e demos a ordem de início para os trabalhos, que terão início nos próximos dias, uma vez que o projeto executivo foi desenvolvido pelo consórcio vencedor da licitação. A obra será desenvolvida pelo Consórcio Fluminense, vencedor da licitação.

O canal de São Lourenço e as águas da Baía de Guanabara no entorno da Ilha da Conceição e região portuária serão dragadas para passar de sete para onze metros de profundidade, de forma a permitir a atracação de embarcações maiores e aumentar a competitividade das empresas do setor em Niterói. As obras serão concluídas em 15 meses, sendo que já teremos resultados significativos em 2024.

PORTO DE NITERÓI

Niterói já é o principal ponto de apoio offshore para as plataformas marinhas produtoras de petróleo e gás com os seus portos públicos e privados (TUPS), abastecendo com equipamentos, alimentos e outras demandas de suprimento e logística, como também serviços de manutenção. Com a dragagem, embarcações maiores poderão entrar e atracar, o que no momento, com as limitações de calado, é impossível.

TERMINAL PESQUEIRO DE NITERÓI 

Niterói firmou um acordo com o Governo Federal para municipalização do Terminal Pesqueiro, que foi inaugurado há cerca de 15 anos sem ter tido condições de funcionamento devido à falta de calado para a atracação de embarcações pesqueiras pela falta da dragagem. A estrutura e equipamentos foram doados pelo Ministério da Pesca para a Prefeitura, que assumiu a sua gestão após adquirir o imóvel da PortosRio (Docas).

Através de uma Parceria Público-Privada - PPP, a Prefeitura vai aproveitar ao máximo o espaço e a infraestrutura existentes. Com uma área de 6.548 metros quadrados, à beira da Baía de Guanabara, o terminal vai abrigar um prédio principal para comercialização, fábrica de gelo, área para expedição, boxe para recepção de pescados junto ao cais, expedição rodoviária, área das docas, além de espaços para lojas, restaurantes e entretenimento.

O terminal fica em região que será beneficiada logo no início da dragagem do Canal de São Lourenço. Após a conclusão da dragagem, o Terminal Pesqueiro de Niterói se tornará um entreposto de pesca, gerando uma cadeia produtiva em torno da atividade (captura, comercialização, beneficiamento, industrialização, distribuição e serviços para todas estas atividades), também beneficiando o setor marítimo, com a geração de muitas oportunidades de emprego e renda.

A atividade pesqueira é a segunda maior geradora de renda do agronegócio no estado do Rio, atrás apenas da bovinocultura de corte e de leite. Dados do Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de janeiro (Saperj) dão conta de que das cerca de 583.500 da pesca extrativa marinha do país, Niterói já foi a primeira cidade do país em captura de pescados e hoje é a segunda por falta de um porto estruturado. Nossas embarcações maiores estão descarregando em outras regiões como Santos e Itajaí.

Hoje no Rio de Janeiro, são cerca de 104 barcos de pesca industrial filiados ao Saperj com mil pescadores embarcados e a Região de mar aberto próximo a Niterói é considerada uma das melhores do país, já que produz pescados nobres como robalo.

Desde a desativação em 1992 do Terminal Pesqueiro da Praça XV, o local de desembarque pesqueiro existente em Niterói é provisório e não comporta a demanda. Hoje, o principal cais de desembarque da Baía de Guanabara funciona de maneira precária, na Ilha da Conceição, fazendo com que grande parte da frota fluminense desembarque em outros estados ou municípios como Cabo Frio, Angra dos Reis e até em Itajaí, em Santa Catarina.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

Na década de 1970, a construção naval e de marinha mercante chegou a empregar mais de 40 mil trabalhadores no Estado. Em 2014, a Frente Marítima com base em offshore e o setor pesqueiro também chegou a empregar cerca de 40 mil pessoas. Só em Niterói, eram mais de 20 mil trabalhadores. Os tempos são outros. Hoje, o setor emprega pouco mais de seis mil na região.

Mas, confiamos que podemos reverter a situação. O incentivo previsto pela Prefeitura de Niterói aos segmentos pode chegar a um nível de 30 mil empregos diretos de alta remuneração e qualificação na região. O Porto de Niterói prevê mais de 30% de aumento nas atracações e nos serviços portuários após a dragagem do Canal de São Lourenço.

Com a implementação do Terminal Pesqueiro, estimamos gerar de 2.000 a 3.000 empregos diretos e indiretos.



Niterói segue avançando para ser um lugar de oportunidades e a melhor cidade para se viver e ser feliz.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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sexta-feira, 15 de março de 2024

Prefeitura de Niterói assume definitivamente o terminal pesqueiro do Barreto


Assinei ontem o documento de aquisição do imóvel do Terminal Pesqueiro de Niterói, localizado no Barreto. O imóvel, que pertencia à PortosRio, tem uma área de 6.548 metros quadrados e permitirá o fortalecimento do setor pesqueiro, que será uma das atividades econômicas mais importantes na economia da cidade. O terminal foi inaugurado há 15 anos pelo Governo Federal, mas embora tenha sido entregue na ocasião equipado e pronto para uso, nunca foi posto em operação pois não havia condições de navegação para que as embarcações pesqueiras pudessem acessá-lo, devido ao assoreamento.

Em acordo com o governo federal, a Prefeitura assumiu o investimento na dragagem do Canal de São Lourenço, que inclui o Porto de Niterói e a região dos estaleiros. A obra, orçada em 140 milhões, já foi licitada e foi concedida a ordem de início. A dragagem finalmente permitirá que o Terminal Pesqueiro possa operar e, portanto, a reforma do equipamento e a dragagem serão feitas de forma simultânea. Para viabilizar o Terminal, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico - SEDEN está estruturando uma parceria público-privada que será lançada em breve, podendo contar inclusive com investidores estrangeiros.

Com mais este investimento, Niterói reforça a sua vocação para a economia do mar e se prepara para gerar mais empregos.

Axel Grael
Prefeito de Niterói

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Termo de aquisição do imóvel do Terminal Pesqueiro.


Prefeitura assume definitivamente o terminal pesqueiro do Barreto

O Terminal Pesqueiro do Barreto, que foi inaugurado há cerca de 15 anos pelo Governo Federal e nunca chegou a funcionar, passou definitivamente para a administração da Prefeitura de Niterói, nesta quinta-feira (14). O Município adquiriu o terreno, que pertencia a PortosRio, empresa pública federal que atua como Autoridade Portuária responsável pela gestão dos portos públicos do estado do Rio. A infraestrutura do terminal já tinha sido cedida ao Município pelo Ministério da Pesca e Agricultura.

O imóvel será revitalizado através de uma Parceria Público Privada (PPP), entre o Município e a iniciativa privada, e será transformado em um entreposto que segue modelos internacionais, para atuar como local de carga e descarga, além de comércio atacadista e realização de serviços da frota pesqueira. O novo terminal vai atender a Indústria da Pesca de todo o estado e colocar a cidade entre as principais cidades do País em captura, exportação e distribuição em grande escala de pescado industrial.

“Esse espaço dedicado à infraestrutura da Pesca foi construído, inaugurado e, por uma questão logística de falta de acesso marítimo, nunca conseguiu funcionar. Agora a Prefeitura vai realizar a obra de dragagem do Canal de São Lourenço e vai desenvolver, em paralelo, um projeto de revitalização e ativação do Terminal Pesqueiro. Será um marco para a revitalização da indústria Naval e da Pesca no Estado do Rio de Janeiro”, ressalta o prefeito de Niterói, Axel Grael.

Grael destaca o trabalho integrado com as várias esferas do governo para permitir

“Muitos não acreditavam que tiraríamos do papel o Túnel Charitas-Cafubá e o Mercado Municipal, mas conseguimos. A pesca é uma das principais vocações da cidade. Esse terminal vai viabilizar que a atividade pesqueira possa ser umas das principais atividades da cidade, gerando empregos, renda e impulsionando a economia”, pontua o prefeito.

Através de Parceria Público Privada (PPP), a Prefeitura quer trazer para a cidade o que há de mais moderno na Indústria da Pesca, com base em portos pesqueiros semelhantes existente em grandes cidades europeias e asiáticas, beneficiando pescadores e armadores. Seguindo os modelos internacionais de sucesso, o local também servirá para a realização de leilões. A área será de 6.548 metros quadrados.

“Essa parceria tem uma importância muito grande. A Prefeitura vai poder colocar em prática o que deveria ter sido feito há muitos anos: implementar um terminal de pesca para abrigar e receber toda a colônia de pescadores e desenvolver essa atividade que é tão importante para o município. A Prefeitura também vai realizar a dragagem do Canal de São Lourenço, que inclui o Porto de Niterói. O aumento do calado vai abrir possibilidades para o Porto. É uma nova perspectiva para a economia da cidade e de todo o estado”, disse Francisco Leite Martins Neto, diretor-presidente da PortosRio.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Indústria Naval (Seden) está trabalhando para captar novos parceiros que queiram investir no empreendimento. Toda a área ao redor também poderá ser revitalizada.

“Esse será um dos maiores empreendimentos já feitos por uma administração municipal no Brasil, já que envolve não só a revitalização da indústria de Pesca, mas chegará junto com a dragagem do Canal de São Lourenço, que é o grande marco para tornar Niterói destaque na indústria naval. A expectativa dos setores é muito grande e estamos ouvindo tanto o Sindicato de Pesca como o dos Armadores, para construirmos uma modelagem que seja adequada a todos”, explica Luiz Paulino Moreira Leite, secretário de Desenvolvimento Econômico de Niterói.

A atividade pesqueira é a segunda maior geradora de renda do agronegócio no estado do Rio, atrás apenas da bovinocultura de corte e de leite. Dados do Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Saperj) sobre a pesca extrativa marinha do Brasil mostram que Niterói está em segundo lugar na atividade no país, atrás apenas de Itajaí, em Santa Catarina. A cidade já é líder no estado com produção média anual de 31.400 toneladas, seguida por Angra dos Reis com 31 toneladas e Cabo Frio com 17.250. No entanto, boa parte do produto acaba sendo comercializada em outros estados por conta da falta de um espaço que tenha todas as condições para o desenvolvimento da atividade desde sua pesagem à distribuição.

Atualmente, no Rio de Janeiro, são cerca de 140 barcos de pesca industrial filiados ao Saperj com mil pescadores embarcados. A região de mar aberto próxima a Niterói é considerada uma das melhores do país, já que produz pescados nobres como robalo.

“Hoje, o estado do Rio de Janeiro é o maior consumidor de peixe fresco do Brasil. Temos essa demanda grande e não temos nenhum entreposto de pesca. Niterói tem essa oportunidade de ter um terminal pesqueiro que vai trazer empregos para a redondeza. O terminal pesqueiro vai permitir a estruturação de toda uma cadeia produtiva, com grande potencial econômico”, frisa o presidente do Sindicato dos Pescadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Siperjes), Maxuel José Monteiro da Costa.

Atualmente, os locais de desembarque pesqueiro de Niterói e São Gonçalo são provisórios e não comportam a demanda, desde a desativação, em 1992, do Terminal Pesqueiro da Praça XV. O principal cais de desembarque da Baía de Guanabara funciona de maneira insuficiente na Ilha da Conceição, fazendo com que grande parte da frota fluminense desembarque em outros estados ou municípios como Cabo Frio, Angra dos Reis e Itajaí, em Santa Catarina.

Canal de São Lourenço – A Prefeitura de Niterói também é responsável pela obra de dragagem do Canal de São Lourenço, que tem previsão para iniciar ainda neste semestre. O vencedor da licitação foi o consórcio formado pelas empresas DTA Engenharia Ltda e SK Infraestrutura Ltda, e terá investimento de cerca de R$ 138 milhões, por parte da Prefeitura de Niterói e previsão de término em até 15 meses.

O objetivo é recuperar a profundidade do Canal de São Lourenço, que deve chegar até 11 metros. Desta forma, será possível a aproximação de embarcações de maior porte, o que vai proporcionar a revitalização do setor naval em Niterói.

Para garantir a execução das obras, a Prefeitura de Niterói custeou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) com um investimento de R$ 772 mil. O estudo foi entregue ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e, após a análise para liberação das licenças, os resultados foram apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) aos órgãos do Governo Federal.

Fonte: Prefeitura de Niterói



terça-feira, 19 de setembro de 2023

MOMENTO HISTÓRICO: ASSINAMOS O CONTRATO DAS OBRAS DE DRAGAGEM DO CANAL DE SÃO LOURENÇO

 





Um dia histórico para Niterói! Na última segunda-feira (18), assinei o contrato para a aguardada obra de dragagem do Canal de São Lourenço. Ao lado do ex-prefeito e secretário Executivo, Rodrigo Neves, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite, além de representantes do setor de petróleo e gás, da pesca e de atividades portuárias da cidade, sacramentei a execução da intervenção, que começará em dezembro. Com investimento de R$ 138 milhões da Prefeitura de Niterói, a obra será um divisor de águas para a cidade, alavancando setores estratégicos do município, gerando emprego e renda.

As intervenções da dragagem do Canal de São Lourenço começam após a finalização do projeto básico de engenharia e serão executadas pelo Consórcio Fluminense, vencedor da licitação e formado pelas empresas DTA Engenharia Ltda e SK Infraestrutura Ltda. Esperada por 30 anos, a obra vai ampliar o acesso da infraestrutura aquaviária ao Complexo Industrial e Portuário de Niterói, revitalizando todo o segmento. É mais uma iniciativa que integra o projeto Niterói 450 anos, voltado para Economia do Mar, alavancando toda a produção dos setores e gerando cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos.

O início da dragagem do Canal de São Lourenço acontece após seis anos de trabalho árduo, muito planejamento e mobilização da Prefeitura de Niterói. Resgato aqui um breve histórico:

2017: Prefeitura de Niterói publica o edital e posteriormente o resultado do procedimento licitatório para Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para a dragagem do canal de São Lourenço.

2018: Começa a fase de estudos, com investimento de R$ 772.598,53 por parte da Prefeitura de Niterói.

2019: A Prefeitura de Niterói entrega o EIA/Rima para análise do Instituto Estadual do Ambiente. A aprovação prévia do estudo saiu no mesmo ano. Prefeitura e o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) realizam audiência pública para apresentar o estudo.

2020: A Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) do Inea, aprova, por unanimidade, o relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

2021: A dragagem do Canal de São Lourenço é incluída no pacote de obras do Plano Niterói 450 Anos, de R$ 2 bilhões, para impulsionar a retomada econômica da cidade pós-pandemia.

2022: Inea aprova dragagem do Canal de São Lourenço e entrega todas as licenças para realização da obra. Prefeitura prepara o edital de licitação para execução das intervenções.

2023: Em fevereiro, a Prefeitura lança edital para dragagem do Canal de São Lourenço. Em setembro, é assinado o contrato para execução das obras.

A obra de dragagem do Canal de São Lourenço

O desassoreamento do trecho da Baía de Guanabara acontecerá entre a Ilha da Conceição e a Ponte Rio-Niterói e aumentará de 7m para 11m a sua profundidade (calado), o que permitirá o aumento da função operacional dos estaleiros, o estímulo a novas construções de embarcações e a movimentação do setor de reparos e offshore.

Antes de iniciar a dragagem, que será acompanhada pelo INPH, é necessária a retirada de um material acumulado que não pode ser aproveitado. Para isso, serão instaladas geobags, em uma técnica que armazena e desidrata a retenção de sólidos ou lodo da água, sem devolvê-la ao mar. Em outra etapa, a obra se concentrará na parte de trás dos estaleiros, onde já foi feita, há alguns anos, uma intervenção, mas não deste porte. Também será feito estudo geométrico e de sinalização náutica.

Desde 2013, buscamos caminhos para retomar em Niterói a atividade naval, que já foi uma das maiores arrecadações do município. O maior desses esforços é a dragagem do Canal de São Lourenço, mais uma obra por muito anos aguardada que este governo tira do papel porque acreditamos no potencial de impacto da indústria naval e da pesca na economia da cidade. Como se sabe, é uma intervenção que seria de responsabilidade do Governo Federal, mas não poderíamos ficar de braços cruzados diante da grande crise que afeta os dois setores.

Niterói segue mostrando sua vocação para o avanço e para o pioneirismo. Nenhuma outra Prefeitura no Brasil realiza, neste momento, uma intervenção desta proporção. Seguimos em nossa missão de ampliar a infraestrutura, oportunidades, sustentabilidade, mais empregos e mais qualidade de vida para os niteroienses. Vamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói