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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Prefeito Axel Grael vistoria obras do novo Ginásio Poliesportivo da Concha Acústica


O prefeito de Niterói, Axel Grael, vistoriou nesta terça-feira (26) as obras do novo Ginásio Poliesportivo da Concha Acústica, na região central da cidade. O equipamento terá capacidade para 2.600 pessoas e poderá receber jogos oficiais de vôlei, basquete, handebol e futsal. A previsão é de que seja aberto no fim do ano que vem.

“Essa será uma arena de padrão internacional, para que a gente possa sediar eventos em Niterói com equipes, por exemplo, da Liga Brasileira de vôlei e basquete. Hoje, nós temos dificuldade de trazer eventos do tipo para a cidade por conta da falta de um espaço como esse. Isso será resolvido com a obra desta nova arena”, afirma Axel Grael.

A Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) segue executando a segunda fase das obras do Parque Poliesportivo da Concha Acústica, que contempla no novo ginásio. No momento, as equipes trabalham nas estruturas. O projeto foi elaborado com ênfase na sustentabilidade, incorporando um sistema de captação de água da chuva para reutilização na irrigação do próprio parque. Os trabalhos encontram-se 30% concluídos, com previsão de término em novembro de 2025.

O secretário Executivo da Prefeitura de Niterói, André Diniz, destaca o caráter inclusivo do complexo esportivo que está sendo construído no Centro da cidade e ressalta a relação do novo equipamento com outras obras feitas na região.

“Este complexo esportivo está em uma área central da cidade e faz parte de uma série de esforços da prefeitura para a revitalização desta região, não só com atividades esportivas, mas também culturais. Isso inclui a restauração do Castelinho do Gragoatá, a reforma da Cantareira e a nova Praça Arariboia. São obras importantes para a economia criativa da cidade, preservação da memória e para a criação de oportunidades para os nossos jovens”, aponta André Diniz.

Outro equipamento em construção no mesmo espaço do complexo esportivo é a pista de caminhada que está 95% concluída, e será finalizada a partir da finalização do primeiro nível do ginásio. Já as obras de reforma do palco que compunha a antiga Concha Acústica foram totalmente concluídas, incluindo suas salas administrativas. A reforma garante que o espaço continue sendo apropriado para a realização de shows e eventos. O vestiário localizado atrás do campo de futebol com grama sintética também foi finalizado.

“É um equipamento esportivo que nos dá a chance de conseguir conciliar grandes eventos e trazer para a cidade de Niterói. Nós estamos recebendo nesta terça-feira (26) a abertura do Pan-Americanos de Handebol Feminino no ginásio do Barreto. A gente entende que no próximo ano temos a possibilidade de trazer mais eventos com esse ginásio grandioso que está sendo feito na Concha Acústica”, considera o secretário municipal de Esporte e Lazer de Niterói, Rubens Goulart.

Com investimento de R$ 97,6 milhões, as obras do Parque Poliesportivo também contemplam intervenções de paisagismo e a criação de bosques distribuídos por toda a área. Na primeira fase do projeto, concluída em 2023, foram entregues o campo de futebol com grama sintética e as quadras de vôlei de praia, tênis e poliesportiva, além de arquibancadas, vestiários, academia para a terceira idade e parte da pista de caminhada. Os equipamentos têm padrão internacional, com princípios de sustentabilidade e serão 100% acessíveis.



domingo, 14 de junho de 2020

PARQUE ORLA DE PIRATININGA: início das obras será nos próximos dias. Saiba mais sobre o projeto





O vídeo acima explica como será e a importância do Parque Orla de Piratininga - POP, iniciativa que faz parte do Programa Região Oceânica Sustentável - PRO SUSTENTÁVEL, conduzido pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, da Prefeitura de Niterói.

Começamos a idealizar o PRO Sustentável em 2014, fizemos as negociações pata a captação dos recursos junto à CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) e o contrato de empréstimo foi finalmente assinado no final de 2016. Juntamente com os investimentos em saneamento, em mobilidade sustentável (TransOceânica e o Niterói de Bicicleta), o PRO Sustentável é uma das principais alavancas do salto de Niterói para a sustentabilidade urbana.

O Parque Orla de Piratininga - POP é um dos mais importantes componentes do PRO Sustentável e, mesmo antes do início das obras para a sua implantação, o projeto já foi reconhecido e premiado no país e no exterior. Implantação de parques em Niterói, é uma das prioridades de Niterói, conforme foi 

A primeira etapa do Parque Orla de Piratininga - POP, que abrange a infraestrutura verde, está em fase final de licitação, e a segunda etapa, que inclui obras de edificações e infraestrutura física, já está também sendo licitada. Saiba mais sobre a licitação da segunda etapa e o seu escopo de investimentos:

OBJETO: Contratação de empresa especializada para execução das obras de Urbanização e de Edificações do Parque Orla Piratininga, localizado na Região Oceânica de Niterói, no âmbito do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável), conforme Projetos Executivos aprovados, constantes das especificações técnicas do Termo de Referência, que constitui o Anexo I.

EDITAL PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA CICLOVIÁRIO DA REGIÃO É DESTAQUE NO O GLOBO 

Parabéns a toda equipe do PRO Sustentável e das demais inciativas que permitem que Niterói faça história, mostrando o caminho para a sustentabilidade urbana.

Axel Grael 






terça-feira, 1 de outubro de 2019

PROJETOS NO JACARÉ AVANÇAM: hoje foi assinada a Ordem de Início para o Médico de Família e homologada a licitação do projeto para a Renaturalização



Acompanhando o prefeito Rodrigo Neves à visita à área onde será construído o Médico de Família e CERSU.

Assinatura da Ordem de Início das obras do Médico de Família do Jacaré.

Hoje, celebramos duas notícias boas para o Bairro do Jacaré e de toda Região Oceânica de Niterói: a formalização da Ordem de Início para as obras de construção da Unidade do Médico de Família do Jacaré e a homologação do resultado da licitação da empresa que fará o Projeto Executivo da Renaturalização do Rio Jacaré.




CERSU E MÉDICO DE FAMÍLIA

O prédio do Médico de Família do Jacaré será integrado ao Centro de Referência de Sustentabilidade Urbana - CERSU. Ambas as obras são financiadas pelo Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável, com recursos obtidos pela Prefeitura junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF. O CERSU tem por objetivo abrigar uma iniciativa de difusão de tecnologias sustentáveis na escala da residência ou imóvel comercial, promovendo a utilização de energia solar, reutilização de água, telhados verdes etc.

Originalmente, estava previsto no CERSU uma edificação com a utilização destas tecnologias sustentáveis, para fins de demonstração. Considerando a demanda da comunidade local por uma unidade de atendimento básico à saúde, resolvemos reunir os dois objetivos em um só: a construção de um prédio sustentável para o Médico de Família do Jacaré.

O CERSU também abrigará um centro de pesquisas para a sustentabilidade, a ser desenvolvido em parceria com a Universidade Federal Fluminense - UFF. As obras para este componente do CERSU serão lançadas nos próximos dias.

O vencedor do processo licitatório é a empresa Monobloco.

PROJETO EXECUTIVO PARA A RENATURALIZAÇÃO DO RIO JACARÉ

Foi homologado o resultado do processo licitatório para a Contratação de Empresa Especializada para a elaboração do Projeto de Renaturalização da Bacia do Rio Jacaré inserido no Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável) e Proposição das Ações necessárias à melhoria da sua dinâmica ambiental e hídrica, conforme as especificações constantes do ANEXO I – Termo de Referência.

O processo licitatório foi vencido pelo Consórcio Engeplus e Gardem Engenharia.

Com isso, as obras para a renaturalização do Rio Jacaré terão início no primeiro semestre de 2020.

Axel Grael
Coordenador Geral do PRO Sustentável

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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Concorrência Pública nº 003/2019

Órgão: Secretaria Municipal de Administração

Objeto: Contratação de Empresa Especializada para a elaboração do Projeto de Renaturalização da Bacia do Rio Jacaré inserido no Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável) e Proposição das Ações necessárias à melhoria da sua dinâmica ambiental e hídrica, conforme as especificações constantes do ANEXO I – Termo de Referência.
Data: 23/08/2019
Edital
ANEXO A = REL. SEM.PRÁTICAS DE RENATURALIZAÇÃO JACARÉ – VOL. I
ANEXO B = REL. SEM.PRÁTICAS DE RENATURALIZAÇÃO JACARÉ – VOL. II
ANEXO C = REL. PARCIAL PLANO ESTRAT. RENATURALIZAÇÃO JACARÉ – VOL. I
ANEXO D = REL. PARCIAL PLANO ESTRAT. RENATURALIZAÇÃO JACARÉ – VOL. II
ANEXO DE = TOPO JACARÉ PROJ. RENAT. URBANISMO – ARQUIVO DWG
ANEXO DE = TOPO JACARÉ PROJ. RENAT. URBANISMO – PDF
ANEXO XIV = PLANILHA ORÇAMENTÁRIA












terça-feira, 20 de agosto de 2019

Ameaça 'invisível' mata mais de 1 bilhão de aves pelo mundo




Bico-de-lacre colidiu em um painel de vidro da varanda de uma casa em Maricá (RJ): obstáculo muitas vezes fatal — Foto: Sávio Freire Bruno/Arquivo Pessoal


Colisões em vidraças de prédios e residências são armadilhas para diversas espécies.

Por Fábio Gallacci, Terra da Gente

Um perigo quase invisível ameaça a vida das aves que circulam pelos centros urbanos. Comuns nos prédios comerciais e condomínios residenciais, as vidraças são obstáculos inesperados para os animais e têm provocado um impacto ecológico considerável. O choque contra elas mata, anualmente, cerca de 1 bilhão de pássaros apenas nos Estados Unidos e Canadá. Na Europa são 250 mil registros de mortes por dia. Isso torna as proteções de vidro a segunda maior ameaça à sobrevivência das espécies, uma armadilha fatal que desafia a conservação ambiental.

"Ainda que os dados aqui apresentados sejam preliminares e insipientes para avaliar a amplitude do impacto ambiental, eles determinam a existência de uma severa problemática que a não ser equacionada implicará em danos irreversíveis para o ecossistema amazônico".
— Odette de Araújo, veterinária

Como não poderia deixar de ser, o problema também existe no Brasil, apesar de não haver ainda um estudo mais amplo em relação a isso. Foi exatamente para contribuir com o debate que a veterinária e pesquisadora Odette Gonçalves de Araújo, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), apresentou recentemente uma pesquisa sobre o tema.


Tucano ferido em prédio no Rio de Janeiro: bico danificado, desorientação e, por fim, morte — Foto: Eduarda Melo/Arquivo Pessoal


No levantamento - feito em seis regiões da capital amazonense, Manaus - foram selecionados onze prédios de alturas que variavam entre 1 e 17 andares. Nos locais foram obtidas autorizações para as visitas e coletas quinzenais in loco de possíveis vestígios de aves próximas às vidraças. O monitoramento ocorreu entre os meses de outubro de 2015 e abril de 2016. Nesse período foi registrado um total de 13 colisões, sendo que as aves coletadas foram identificadas e acondicionadas para análise posterior.

É um problema negligenciado (as mortes nas vidraças), que está muito longe do conhecimento da população. É preciso ter consciência da importância das aves.”— Odette de Araújo, veterinária

Das aves que colidiram, alguns foram identificadas como espécies endêmicas da Amazônia. Três pariris (Geotrygon montana), um pombo doméstico (Columba livia), seis rolinhas-roxas (Columbina talpacoti), uma limpa-folha-do-buriti (Berlepscia rikeri), um araçari-de bico-branco (Pteroglossus aracari) e uma espécie não identificável.


Após choque em prédio, o tucano não resistiu: situação que precisa ser discutida com mais profundidade no Brasil — Foto: Eduarda Melo/Arquivo Pessoal


A vulnerabilidade destas aves na área urbana da cidade de Manaus também foi evidenciada na constatação da presença de bandos de Pteroglossus aracari – araçari-do-bico-brando, de Thraupis palmarum – sanhaçu-do-coqueiro, de Brotogeris versicolorus – periquito-de-asa-branca, Geotyrigon montana – pariri, sempre voando muito próximos as edificações alvos do trabalho da professora Odette. Outro fato relevante observado durante a coleta de vestígios de aves foi a presença de sementes encontradas nas fezes dos animais e aderidas aos vidros dessas construções, o que constata a aproximação periódica dos animais dessas estruturas.

No Brasil, apesar da colisão em vidraças ser frequente, os estudos sobre o assunto são escassos. As aves acidentadas apresentam fratura na coluna vertebral, traumatismo craniano e das asas, além de ficarem vulneráveis ao ataque de predadores."
— Sávio Freire Bruno, veterinário e professor da UFF

Visão

O sistema de visão das aves, o mais importante de seus sentidos por ser essencial para o voo, difere da humana pelo fato desses animais possuírem a percepção dos raios UV’s. As aves podem perceber o piscar da luz muito mais rapidamente que o olho humano. O movimento do Sol através do céu, que é imperceptível ao homem, é naturalmente percebido pelas aves e lhes permite uma orientação correta no espaço. Assim, as imagens naturais refletidas nas vidraças são percebidas como uma extensão do ambiente fazendo com que as aves comportem-se como se não houvesse uma barreira física, aponta o estudo de Odette. Daí a vasta possibilidade de impactos contra essas estruturas que, na maioria das vezes, causam lesões como o traumatismo cranioencefálico fatais a esses indivíduos.

Adesivo em vidraças da raia olímpica da Universidade de São Paulo: alternativa mais comum para evitar acidentes — Foto: Marcos Santos/USP Imagens


As consequências desses impactos variam desde nenhum dano visível até uma fratura de ossos com sangramento superficial ou interno. Além de ficarem desorientadas pela batida, as aves podem morrer com hemorragia intracranial. Os indivíduos sobreviventes também mostraram hemorragias e paralisias que progrediram com o passar do tempo. Mesmo quando não sofrem danos maiores, muitas aves permanecem imóveis por longos períodos após o choque até restituírem condições para voar novamente.


"Entre a vida e o vidro": mensagem em adesivo colocado em condomínio de Campinas (SP): precaução — Foto: Fábio Gallacci/TG

"Esse problema é mais um dos conflitos entre o desenvolvimento e a convivência com os animais silvestres. A utilização do vidro transparente está cada vez mais comum nas construções, em janelas e muros, por exemplo. Uma solução seria o de adesivar esses vidros com imagens, a fim de tornar o material mais visível, dando chance de vida a essas espécies", comenta a bióloga Giselda Person.


USP ainda analisa o impacto da instalação dos vidros sobre a rotina das aves locais: obstáculo invisível — Foto: Marcus Santos/USP Imagens


O que fazer?

Sávio Freire Bruno, médico veterinário e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) lembra que há formas acessíveis para tentar minimizar os registros de acidentes. Uma dessas alternativas é fixar figuras que contenham a silhueta de falcões ou gaviões nas janelas de vidro. Essas figuras tem a finalidade de inibir a aproximação dos outros pássaros.

Por outro lado, o professor Augusto Piratelli, do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Carlos, campus Sorocaba, considera que esses adesivos não são a melhor alternativa. Para ele, o uso desse método acontece mais por um costumo do que necessariamente eficiência.


Adesivos de pequenos círculos se espalham pelas janelas da UFSCar: nenhum registro de colisões de aves até o momento — Foto: Augusto Piratelli/Acervo Pessoal


"Não é que não funciona, eles até diminuem um pouco a incidência (dos pássaros), mas não é eficiente. As aves não percebem essas silhuetas como uma ameaça. O objetivo é mostrar para elas que ali existe um anteparo e, para, isso existem coisas mais eficientes", afirma o professor.

Uma alternativa foi descoberta por um jovem canadense, que ao pesquisar a visão dos pássaros, observou que eles enxergam a luz ultravioleta. A partir dessa descoberta, ele fez um experimento confeccionando um adesivo à base de tinta ultravioleta contendo a figura de um falcão, que demonstrou eficácia na prevenção de acidentes. Existem outros produtos disponíveis no mercado visando o mesmo fim como, por exemplo, um equipamento que emite ondas de ultrassom em pequenos intervalos e que afasta as aves do local, lembra o professor Freire Bruno.


Fonte: G1











quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Maternidade Municipal Alzira Reis será reformada e terá sua capacidade de atendimento ampliada em 30%



Clique na imagem para assistir ao vídeo.



15/08/2019 – A maternidade municipal Alzira Reis, em Charitas, terá sua capacidade de atendimento ampliada em 30%. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinou hoje (15) a ordem de contratação da empresa que realizará a obra de reforma e ampliação da unidade. O investimento do Município neste projeto será de cerca de R$ 15 milhões.

Rodrigo Neves explicou que o prédio não podia passar por reformas por questões judiciais. Na última quarta-feira (14), a Prefeitura e o Governo do Estado assinaram o termo de cooperação para a cessão da área, que possibilitará a obra.

“A maternidade Alzira Reis, com seus profissionais, presta um excelente atendimento, mesmo em uma estrutura antiga. Mais de 23 mil nascimentos já foram registrados na unidade. Com esta reforma poderemos atender com ainda mais qualidade as mães e bebês. Será mais um marco para a Saúde de Niterói”, enfatizou o prefeito.

Com a obra, que vai abranger uma área de 3.715 metros quadrados e tem previsão de início neste semestre, a maternidade municipal passará a contar com uma das estruturas mais modernas do Estado do Rio de Janeiro. A obra. Os atendimentos não serão interrompidos no período da reforma.

Assista ao vídeo com a apresentação da Nova Maternidade Alzira Reis


Especializada em parto normal humanizado, a unidade contará com leitos de recuperação pós-anestésica e toda estrutura de apoio a estes procedimentos. Na ala de internação, quatro unidades serão planejadas para a realização das atividades de pré-parto, parto e pós-parto no mesmo ambiente e um quarto especial para pacientes que apresentem quadro de intercorrências que indiquem atenção especial.

“Também será implantada uma Unidade de Cuidados Intermediários para recém-nascidos, com seis berços em ambiente equipado e planejado. O projeto contempla atenção aos ambientes de acolhimento, com salas específicas para os exames de ultrassonografia, ecocardiograma e análises clínicas, leitos de observação para avaliação da indicação de internação, além de ambientes planejados para as atividades de apoio ao aleitamento”, pontuou a secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos.

Toda a infraestrutura predial, com redimensionamento de instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias também será substituída. O prédio receberá ainda sistemas de ar condicionado, atendimento por grupo-gerador para fornecimento de energia, sistema de controle por câmeras de segurança e implantação de rede de lógica integrando todos os serviços através de sistema de informação.

domingo, 21 de julho de 2019

CERSU: Niterói terá um prédio sustentável para o Médico de Família e um centro de tecnologias para a sustentabilidade urbana



Prédio da unidade do Médico de Família do Jacaré terá também caráter demonstrativo de técnicas de construção sustentáveis.


O Globo Niterói deste domingo publica matéria sobre o Centro de Referência de Sustentabilidade Urbana - CERSU, que será implantado como parte de um conjunto de investimentos realizados pela Prefeitura de Niterói no Jacaré, Região Oceânica, que inclui também a Renaturalização do Rio Jacaré e a pavimentação e drenagem da Estrada Frei Orlando.




O projeto integra o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), desenvolvido pela Unidade de Gestão de Projetos (UGP/PRO-Sustentável), subordinado à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG. O PRO-Sustentável é financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF. 

SAIBA MAIS SOBRE O PRO-SUSTENTÁVEL

O Centro de Referência de Sustentabilidade Urbana - CERSU tem por objetivo ser um centro de irradiação de tecnologias e conceitos de sustentabilidade urbana, oferecendo alternativas de tecnologias de sustentabilidade urbana na escala do cidadão, ou seja, para uso em residências, prédios comerciais, etc.

O CERSU constitui-se de dois investimentos principais, a saber:

PRÉDIO SUSTENTÁVEL DO NOVO MÉDICO DE FAMÍLIA





O prédio atenderá aos serviços de Médico de Família para o atendimento à população da comunidade do Jacaré, mas será também uma unidade demonstrativa das técnicas de construção sustentáveis, contando com soluções como terraço verde, aproveitamento de água da chuva, iluminação e ventilação natural.

CENTRO DE PESQUISA E EXTENSÃO




Será desenvolvido em parceria com a Universidade Federal Fluminense - UFF e oferecerá cursos e treinamentos sobre as tecnologias de construção sustentável e outras técnicas como hortas, compostagem etc.


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A Prefeitura está em fase de licitação das obras que são previstas para ser entregues ainda em 2019.

É mais um avanço para fazer de Niterói uma referência de sustentabilidade urbana.

Axel Grael
Coordenador Geral do PRO-Sustentável

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói










quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

OPORTUNIDADE: PROJETO GRAEL oferece curso gratuito de ENERGIA SOLAR





Estão abertas as inscrições para o curso de Energia Solar, que acontece no primeiro semestre de 2019, no Projeto Grael. 

O curso é uma realização da instituição com a Universidade Federal Fluminense- UFF e em parceria com a Ersol. 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de fevereiro através do link: https://bit.ly/2E5gemH.

Fonte: Projeto Grael



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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Aneel inicia debate sobre regra que subsidia a energia solar



Anne Warth, O Estado de S.Paulo

Hoje, consumidor que instala painéis solares tem redução de 80% a 90% nas contas de luz

BRASÍLIA - Uma regra que concede um subsídio para consumidores que instalam painéis solares (fotovoltaicos) em suas casas, começa a ser revista nesta terça-feira, 22, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Criada em 2012 para incentivar a geração distribuída, ela confere redução de 80% a 90% nas contas de luz desses usuários.

Para isso, basta ter espaço e dinheiro - um sistema residencial custa de R$ 15 mil a R$ 25 mil. Parte dessa economia é repassada para as tarifas de energia dos demais usuários que não fazem esse investimento. Para especialistas, o benefício pode ser considerado perverso.


A maior parte do subsídio é dada na taxa de uso da rede. Esses consumidores, também chamados de "prosumidores", têm acesso a um sistema de compensação: a energia que geram cria créditos, que são descontados do consumo efetivo. Nos sistemas remotos, é possível gerar energia em uma fazenda e usar os créditos no local e em um apartamento a quilômetros de distância, por exemplo.


Placas fotovoltaicas instaladas em residência em Alphaville, Barueri, região da Grande São Paulo. Foto: Daniel Teixerira/Estadão


Por mais que gerem toda a energia que consomem, os prosumidores dependem das distribuidoras, cujas redes funcionam, na prática, como armazenadoras do volume gerado e não consumido. Para injetar a energia gerada pelos painéis de dia, é preciso utilizar a rede de postes e a fiação das empresas, assim como para receber eletricidade à noite.

O valor pago por esses consumidores às distribuidoras corresponde ao consumo líquido - ou seja, a diferença entre o que foi gerado e o que foi consumido. Quem gera mais do que consome paga às empresas apenas uma taxa de disponibilidade da rede, de cerca de R$ 50 mensais, valor menor do que a remuneração que deveria ser paga pelo uso das redes.

Esses usuários, caso gerem no mínimo o que consomem, também não pagam os subsídios do setor elétrico, conta de R$ 20 bilhões embutida nas tarifas de usuários de todo o País. Em ambos os casos, os demais clientes pagam a parte dos que aderiram à energia solar.


Escola Estadual Oswaldo Aranha, que instalou telhado solar em parceria com o Greenpeace. Foto: Gabriela Biló/Estadão


A redução do custo dos painéis solares, aliada à política de financiamento de geração distribuída de bancos públicos e aos reajustes da conta de luz acima da inflação, provocou uma corrida de clientes à nova tecnologia. Empresas que fazem a instalação dessas placas em residências afirmam que o retorno do investimento se dá em um prazo médio de cinco anos - cerca de 20% ao ano, mais que o dobro do rendimento dos títulos do Tesouro Direto. O BNDES, por exemplo, financia até 100% do investimento, com prazo de pagamento de 120 meses, carência de dois anos e juros a TLP ou Selic.

Atualmente, o País conta com 53 mil sistemas conectados, com potência instalada de 661,3 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade como Curitiba (PR), com cerca de dois milhões de habitantes. Há apenas um mês, eram 48 mil conexões e 592 MW, um crescimento de mais de 10%. Quanto maior o número de usuários com painéis solares, maior a conta dos demais consumidores.

Assunto é polêmico

O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Edvaldo Alves de Santana, classifica o subsídio aos painéis solares como perverso. "Todo subsídio é perverso, só que uns são mais que outros. É o caso do subsídio para instalação de placas fotovoltaicas. O pobre, que não pode tê-las, paga para o rico", disse. "É um contrassenso a Aneel manter um subsídio desse tipo enquanto o governo defende a redução desses custos", disse, em referência ao decreto publicado no fim do ano passado, que cortou os benefícios de irrigantes, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, defende o modelo atual. Na avaliação dele, o sistema tem custos, mas gera mais benefícios para a sociedade e contribui para manter a matriz energética limpa. "As distribuidoras são contra porque elas estão perdendo receitas privadas."

A Absolar afirma que os usuários de geração distribuída investiram R$ 2,5 bilhões em sistemas desde 2012. Cerca de sete mil empresas atuam na área, com cerca de 20 mil empregos gerados. "Isso é só o começo. Seria prematuro e negativo rever esse modelo agora. Isso vai contra o interesse da sociedade", disse Sauaia.

Energia Solar

Número de usuários que utilizam painéis fotovoltaicos e que recebem subsídios na conta de luz cresce exponencialmente



Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)



O diretor da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marco Delgado, calcula que o subsídio aos painéis solares custe R$ 270 milhões por ano aos demais consumidores. Se as regras atuais forem mantidas, o valor pode chegar a R$ 1 bilhão já em 2020, diz o executivo.

"O subsídio é injustificado. Pelo ganho de escala, tecnologia e competição, a geração distribuída já pode pagar adequadamente pelos serviços prestados pelas redes elétricas", afirmou Delgado. "Não é questão de pagar mais, e sim pagar o que é o adequado." Na avaliação dele, a revisão do modelo vai continuar a dar retorno aos usuários, com taxas de retorno superiores à da poupança, por exemplo.
Há divergência até mesmo na Aneel

O tema gerou polêmica até mesmo dentro da agência reguladora. Uma nota técnica preparada sobre o assunto sugere a manutenção da política atual e estende o subsídio para consolidação da tecnologia, até que as placas solares atinjam um determinado marco, de pouco mais de 3 mil MW para sistemas locais e de 1,25 mil MW para sistemas remotos. 


Painéis solares na cobertura do prédio do Ministério de Minas e Energia. Foto: José Cruz/Agência Brasil


Outra nota técnica da Aneel avalia que a questão deve ser tratada de imediato por causa dos impactos dos subsídios aos demais consumidores. "Num primeiro momento a redução de consumo só compromete o faturamento das distribuidoras, e num segundo momento são os demais consumidores que arcam com os custos não recuperados", diz o documento.

Relator do processo na Aneel, o diretor Rodrigo Limp disse que a agência vai apresentar uma proposta de revisão da norma. "Sabemos que o modelo atual não é sustentável no longo prazo. A questão é encontrar um equilíbrio para não retirar a competitividade da geração distribuída", disse. Ele avalia, no entanto, que a geração distribuída ainda tem potencial para se desenvolver mais no País.

Para o presidente da consultoria de energia PSR, Luiz Barroso, este é o momento para rever a norma e implantar a tarifa binômia - modelo que separa o custo da energia do gasto com o transporte. "O ideal é resolver o problema enquanto o montante de painéis solares ainda é pequeno. Botar a pasta de dente de volta ao tubo depois que apertou é sempre mais difícil", comparou.


Fonte: Estadão










domingo, 6 de janeiro de 2019

Portal reúne dados sobre eficiência energética



Pesquisadores disponibilizam na internet informações sobre meios eficazes e projetos em eficiência energética. Site permitirá que consumidores fiscalizem o setor (foto: Antonio Scarpinetti / Jornal da Unicamp)


Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em conjunto com outras universidades, ONGs e empresas, está envolvido na construção de um Portal Brasileiro de Indicadores de Eficiência Energética (PBIEE).

Segundo o Jornal da Unicamp, o endereço tornará disponível para toda a sociedade – consumidor, concessionárias de energia, indústria e governo – informações sobre os meios eficazes e projetos mais aderentes que estão sendo implantados, finalizados ou em andamento no Brasil sobre eficiência energética.

A ideia do portal é reunir informações sobre programas e projetos de eficiência energética, como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), os programas mandatórios das distribuidoras regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), etiquetagem e outros, para acompanhar os progressos na área de eficiência energética no país.

Segundo os organizadores, o objetivo é produzir indicadores e análises de eficiência energética a partir de uma base de dados, de forma que o portal se torne uma referência nacional no tema, uma vez que ainda não existe nada similar que permita monitorar os instrumentos de política pública existentes.

De acordo com Gilberto de Martino Jannuzzi, coordenador do projeto e professor da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp, esse tipo de informação é de grande importância para o consumidor porque, além de fiscalizar o setor, permite avaliar o seu gasto com determinados equipamentos, mensurar a eficiência desses aparelhos e qual o seu impacto na economia do país, além de conhecer quais os melhores programas e projetos que estão sendo desenvolvidos no Brasil em eficiência energética.

“O consumidor poderá também comparar o número de empregos gerados com eficiência energética e outros tipos de energia, saber se os programas da concessionária da sua região estão trazendo resultados positivos e quais são as barreiras existentes na implementação de determinado projeto. É uma forma simples e mais objetiva de prestar contas ao consumidor sobre como o seu dinheiro está sendo investido e o quanto a eficiência energética impacta no seu bolso”, disse Jannuzzi, que também é membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

Além dos diversos formatos de arquivos, como planilhas, tabelas, gráficos e infográficos, o usuário do portal terá acesso a análises realizadas pela equipe do projeto como, por exemplo, quais os melhores programas de iluminação que estão sendo realizados no país, além de contar com a opção de cruzar dados e informações para obtenção das suas próprias análises. Os dados são públicos e poderão ser baixados pelos usuários.

De acordo com Jannuzzi, o portal terá papel fundamental como instrumento de apoio para a coalizão em eficiência energética entre várias organizações com interesses afins, como o Instituto Nacional de Eficiência Energética (Inee), o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e Transparência Brasil, entre outras.

Por isso, o espaço será muito bem delineado e dividido, sendo um voltado exclusivamente para o consumidor, que poderá verificar o investimento em função da energia economizada por tipo de uso final, permitindo observar o desempenho de cada distribuidora, e outro para os pesquisadores e especialistas da área de energia que poderão, no caso de empresas, conhecer melhor o mercado e os diferentes hábitos dos consumidores.

Para as instâncias de governo, as informações poderão auxiliá-las nos mecanismos de políticas públicas e no seu exercício de planejamento energético para o país; no caso das concessionárias, permitirá que elas invistam em projetos mais focados, específicos.

“Nessa primeira fase, estamos levantando os dados dos projetos finalizados e aprovados pela Aneel dos programas de eficiência energética das distribuidoras realizados entre 2008 e 2013. Serão ao menos 384 projetos”, disse Rodolfo Dourado Maia Gomes, da International Energy Initiative (IEI Brasil), idealizadora e executora do portal.

A próxima fase do projeto compreende, além da arquitetura do portal, o trabalho com esses dados e a obtenção de algumas análises, entre as quais o impacto social e econômico na comunidade onde determinado projeto foi desenvolvido e implantado, quais os resultados desses programas em uma região geográfica específica, qual o seu desempenho em determinada região, se deram resultados positivos, o que deu errado, e como foi a fiscalização.

Leia a notícia completa em: www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/12/04/portal-torna-publicos-dados-sobre-eficiencia-energetica.

Portal Brasileiro de Indicadores de Eficiência Energética (PBIEE): www.iei-brasil.org.

Fonte: Agência FAPESP











domingo, 21 de outubro de 2018

Conheça a concepção do novo Complexo Esportivo da Concha Acústica



Veja as imagens do projeto que transformará Concha Acústica de Niterói em complexo esportivo

Prefeitura diz que área ganhará ginásio, piscinas, novas quadras, campo de futebol de grama sintética e pista de corrida

Leonardo Sodré

NITERÓI — Anunciada desde 2015, a revitalização da Concha Acústica, em São Domingos, começará em abril do ano que vem, segundo o prefeito Rodrigo Neves. Ele anunciou que assinará a licitação para elaboração do projeto executivo no dia do aniversário de Niterói, em 22 de novembro, o primeiro passo para transformar o local num complexo esportivo.

Está prevista a construção de ginásio poliesportivo com capacidade para duas mil pessoas, duas piscinas cobertas, uma quadra de vôlei de areia, uma de tênis, campo de futebol de grama sintética, parcão, pista de corrida e parede de escalada, entre outros equipamentos.

A revitalização da Concha Acústica, em São Domingos, começará em abril do ano que vem. A licitação para elaboração do projeto executivo está prevista para o aniversário de Niterói, em 22 de novembro. Está prevista a construção de ginásio poliesportivo com capacidade para duas mil pessoas, duas piscinas cobertas, uma quadra de vôlei de areia, uma de tênis, campo de futebol de grama sintética, parcão, pista de corrida e parede de escalada, entre outros equipamentos Divulgação/Prefeitura de Niterói

O novo ginásio poliesportivo com capacidade para até 2 mil pessoas terá teto com captação de água da chuva Divulgação/Prefeitura de Niterói

A pista de corrida de 500 metros será de borracha reciclada Divulgação/Prefeitura de Niterói

Todas as novas edificações terão teto verde, com plantio de árvores e plantas nas coberturas Divulgação/Prefeitura de Niterói

Serão construídas duas quadras externas: uma de tênis e uma de vôlei de areia Divulgação/Prefeitura de Niterói

O tradicional palco da Concha Acústica será repaginado, preservando as formas originais Divulgação/Prefeitura de Niterói

As informações constam do projeto básico, em fase de elaboração. Os custos da obra ainda não foram divulgados, mas o prefeito garante que tudo será feito com recursos próprios do município:

— A obra será concluída no segundo semestre de 2020.

O projeto, afirma a prefeitura, será executado com base na sustentabilidade. No teto do ginásio haverá estrutura para captação de água da chuva, que será usada para irrigar os seis bosques que serão criados no local; as demais estruturas terão teto verde, com plantio de árvores e plantas nas coberturas; e a pista de corrida de 500 metros será de borracha reciclada.

Dentro do ginásio, um acesso para o segundo andar permitirá que os visitantes tenham vista para a Baía de Guanabara. Uma das piscinas será semiolímpica; a outra ficará exclusiva para aulas de hidroginástica. Ambas serão aquecidas com energia solar captada por placas colocadas nas luminárias do ginásio. Serão duas quadras externas: uma de vôlei de areia e uma de tênis. O campo de futebol, de grama sintética, também será usado para receber shows. O tradicional palco da Concha Acústica será repaginado, preservando as formas originais.

Segundo o prefeito Rodrigo Neves, o local terá ainda um estacionamento subterrâneo com capacidade para até 1.200 carros.











quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Projeteee – Projetando Edificações Energeticamente Eficientes






A promoção da eficiência energética de edificações é uma estratégia de relevância cada vez maior para a mitigação da mudança global do clima, considerando o crescimento das emissões no setor energético e o fato de que o setor de edificações responde atualmente por mais de 40% do total da eletricidade consumida no Brasil.

Com a iniciativa de fomentar melhorias nas práticas de uso dos recursos energéticos junto à sociedade, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), executa o projeto “Transformação do Mercado de Eficiência Energética no Brasil”, apelidado de Projeto 3E (Eficiência Energética em Edificações). O objetivo principal do projeto é influenciar e desenvolver o mercado de eficiência energética em edificações comerciais e públicas.

No âmbito do Projeto 3E, contratou-se o Projeteee – Projetando Edificações Energeticamente Eficientes, primeira plataforma nacional que agrupa soluções para um projeto de edifício eficiente, com intuito de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo PROCEL/Eletrobrás e a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. O Projeteee é uma ferramenta pública com uma interface de fácil uso e possui mensalmente cerca de 20 mil acessos. Além de servir como suporte didático a alunos dos cursos de Arquitetura, a plataforma possibilita que os profissionais da construção civilintegrem a seus projetos a variável da eficiência energética especialmente através de elementos bioclimáticos,garantindo, além da redução da demanda energética, o conforto dos usuários no interior das edificações.

Para isso, o Projeteee apresenta dados de caracterização climática de mais de 400 cidades brasileiras, com indicação das estratégias de projeto mais apropriadas a cada região e detalhamentos da aplicação prática destas estratégias – que englobam aquecimento solar passivo; inércia térmica (para aquecimento e resfriamento); resfriamento evaporativo; sombreamento e ventilação natural. Através da plataforma, o usuário pode ter acesso ao programa Sol-Ar, desenvolvido pelo Laboratório de Eficiência Energética em Edificações- LabEEE/UFSC, que permite a manipulação da carta solar e da rosa dos ventos com dados de cidades selecionadas.

Além disso, o Projeteee contém dados das propriedades térmicas de uma variedade de componentes construtivos e disponibiliza uma ferramenta para o cálculo de transmitância térmica de componentes sugeridos pelo usuário. A pesquisa dos materiais mais utilizados na indústria da construção brasileira e suas propriedades, visa sensibilizar os profissionais projetistas acerca da importância da definição dos elementos da envoltória em edifícios.

Considerando ainda a importância dos equipamentos de condicionamento de ar, iluminação e de geração distribuída para a eficiência energética de edificações, a plataforma disponibiliza conteúdo didático sobre o funcionamento e aplicabilidade desses equipamentos.

Espera-se que a plataforma contribua de forma expressiva para a difusão do paradigma da eficiência energética. Boa navegação e muitas inspirações para projetos de arquitetura e engenharia mais eficientes e sustentáveis!

Para saber mais clique aqui.
Fonte: SMARHS












quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Madeireiras da Amazônia fraudam licenças para extrair mais do que o permitido



Toras de madeira encontradas na Amazônia - Divulgação/USP 


Ana Lucia Azevedo

Pesquisa da USP estima que 44% da madeira retirada do Pará em 2015 e 2016 foi ilegal

RIO - A extração ilegal de madeira produziu na Amazônia uma floresta imaginária paralela, criada para fraudar a fiscalização, revela uma pesquisa publicada nesta quarta-feira numa das revistas científicas de maior repercussão no mundo, a “Science Advances”. O estudo investiga os artifícios usados por madeireiras para conseguir autorização para extrair árvores de madeira nobre em quantidade muito maior do que a permitida por lei e ocultar derrubadas em áreas protegidas, terras indígenas e invasões de áreas particulares, isto é, madeira roubada. O trabalho propõe, ainda, formas simples de reduzir as fraudes e alerta para o risco de a prática levar algumas espécies valiosas à extinção.

O golpe principal, segundo o estudo, é o das florestas imaginárias. Consiste em declarar no pedido de licenciamento da derrubada a existência de uma quantidade de árvores nobres muito maior do que a real em determinada área. Com isso, o madeireiro fica com uma espécie de “crédito” para extrair não só mais árvores do que seria o legal para uma determinada área quanto ainda “legalizar” madeira derrubada de outras áreas, nas quais o corte é proibido.

Foi detectada também a fraude dos gigantes invisíveis. Como a autorização é dada por volume de madeira, o fraudador declara a existência de árvores maiores do que fato existem. Como as existentes são menores, ele pode derrubar um número muito maior de árvores não só na área licenciada quanto em outras. Outra fraude é declarar gato por lebre. Pelo menos 13 espécies de menor valor comercial são declaradas como ipê, principal alvo dos madeireiros, o que cria a ilusão de que mais árvores dessa espécie podem ser derrubadas.

— Existe um padrão generalizado para obter licenças de forma fraudulenta na Amazônia. Por enquanto, é impossível estimar quantas licenças foram baseadas em fraude, mas o estudo sugere que a prática é disseminada — afirma um dos autores do estudo, Pedro Brancalion, da Universidade de São Paulo (USP).


Toco de árvore cortado em uma área de Floresta no Pará - Divulgação/USP


Os pesquisadores desvendaram o sistema de fraudes por meio da investigação da densidade de espécies de madeira nobre na Amazônia, com dados do projeto Radam, e da análise de 427 licenças para derrubada seletiva concedidas de 2012 a 2017 no Pará, o maior produtor de madeira da Amazônia. Estima-se que 44% de toda a madeira extraída de 2015 a 2016 no Pará era ilegal. O estado, destaca o estudo, tem apenas 55 fiscais para um território do tamanho do Peru. Por isso, a fraude se enraíza facilmente na fiscalização insuficiente e no sistema não padronizado de licenciamento, diz Brancalion.

Um madeireiro ilegal declara, por exemplo, que existem 100 ipês numa área, enquanto na realidade podem não haver nem dez. Por lei, ele teria que deixar 10% das árvores da espécie selecionada de pé. Ao obter uma licença para uma floresta fraudulenta, ele pode arrasar a área, ainda explorar outras e conseguir que a madeira esteja dentro da lei. Esse tipo de fraude ameaça acabar com árvores de madeiras nobres, destrói patrimônio público e traz prejuízos para os madeireiros que trabalham dentro da lei, destacam os autores do trabalho.

— As madeiras nobres valem ouro, devem realmente custar caro. Mas são vendidas abaixo do valor real por fraudadores, que as extraem em grande volume. É um prejuízo enorme para o país e para os empresários honestos, que sofrem concorrência desleal — frisa Brancalion.


Área de floresta desmatada do norte do Pará - Andre Penner / AP/15-09-2009

Para conseguir uma licença, concedida por autoridades estaduais, é preciso que uma empresa ou madeireiro respeite cotas (por volume de madeira e espécie) e restrições legais, como as de áreas de preservação e reservas legais.

— A madeira da Amazônia pode ser explorada, mas isso deve ser feito de forma sustentável. Há empresas sérias, mas elas são prejudicadas pela competição desleal de fraudadores — acrescenta Brancalion.

Hoje, só cerca de 3% da madeira da Amazônia é certificada, prática que exige que ela seja auditada por organização independente e reduz significativamente o risco de fraude. Esse processo, porém, torna a madeira mais cara e ela vai quase toda para a exportação. Segundo Saulo Souza, coautor do estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), que acompanhou a vistoria do Ibama e de outras autoridades em seis áreas do Pará, as fraudes são fáceis de identificar.

— Vimos áreas em que foram declaradas supostos paraísos de ipês gigantes e não tinha árvore alguma da espécie. Os fraudadores apostam na impunidade — diz ele.

Os cientistas propõem no estudo um sistema automático de licenciamento em que o madeireiro teria que preencher um formulário online e padronizado. Todas as informações fornecidas por ele seriam automaticamente comparadas pelo sistema com as características da área e qualquer discrepância levaria de imediato o pedido para auditoria ou seria imediatamente negado.

— É bem fácil operacionalizar um sistema assim. Resta saber se há vontade política. Ele não eliminaria as fraudes, mas as tornaria muito mais difíceis e acabaria com a prática generalizada porque hoje é muito fácil fraudar e ficar impune — salienta Brancalion.

O coordenador de fiscalização do Ibama, Renê Luiz de Oliveira, cuja equipe foi acompanhada pelos pesquisadores em algumas operações de combate à exploração de madeira ilegal, espera que o estudo dê visibilidade à importância de se comprar madeira certificada. Ela diz que o recém-implantado Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) dará mais rigor e rapidez ao licenciamento e à gestão dos planos de manejo sustentável, já que é automático e padronizado.

— Mas a vistoria em campo continua a ser essencial. Sem ela, não temos garantia de que não haverá infrações.

IPÊ É O MAIOR AFETADO

O principal alvo dos fraudadores é o colossal ipê da Amazônia. Na Mata Atlântica, quase toda devastada, os ipês chamam a atenção pela beleza das flores, mas raramente se encontram exemplares de grande porte, porque a maioria das árvores é relativamente jovem. O ipê pode viver por séculos, mas se desenvolve com lentidão. Por isso, em partes intocadas da Amazônia, há árvores com mais de 500 anos e que alcançam 40 metros de altura.


Ipê rosa é um dos principais alvos de madeireiras para fazer pisos e decks - Analice Paron / Agência O Globo/05-07-2016


Veneráveis gigantes, elas vão literalmente para o chão, pois os ipês, por sua resistência, são procurados principalmente para fazer pisos e decks.

— É uma madeira valiosa, nobre, mas as árvores de grande porte podem desaparecer dentro de poucos anos devido a fraudes. O ipê amazônico está muito ameaçado — observa Edson Vidal, também da Esalq e coautor do estudo.

O ipê, segundo os pesquisadores, corre o risco de se tornar o novo mogno, espécie conhecida por ter sido quase exterminada. Foi vítima da cobiça por sua madeira nobre. Como o ipê, o mogno vive séculos e cresce muito lentamente. O mogno já foi o senhor da Amazônia, mas o abate sem controle quase o levou à extinção e hoje o corte é proibido. Ainda assim, são raros os gigantes, explica Vidal.

O ipê cresce ainda mais lentamente do que o mogno e os cientistas dizem que pode já ter chegado a hora de decretar uma moratória para a espécie. Segundo Vidal, após o corte se leva 30 anos para recuperar 4% da população da espécie e 120 anos para se chegar a 20%.

Fonte: O Globo