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| Lendo a Carta de Niterói. |
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| Saudando a presença da ministra Marina Silva, ao lado do também ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc. |
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| Com dois grandes nomes do ambientalismo brasileiro: Marina Silva e Carlos Minc. |
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| Reunimos mais de 600 pessoas, entre ambientalistas, lideranças políticas, lideranças de movimentos sociais, estudantes e |
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| Nas fotos acima, Marina Silva visita o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis. |
Como ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, na atual gestão do presidente Lula, Marina liderou a recuperação da situação de "terra arrasada" causada pela desastrosa gestão de Bolsonaro, que nomeou o pior ministro do Meio Ambiente da história, Ricardo Salles, que desmontou a estrutura ambiental do governo brasileiro. Aquele (des)ministro foi flagrado em reunião com o então presidente Bolsonaro, anunciando que utilizaria o momento das atenções da sociedade e da imprensa para a COVID-19 para "abrir a porteira e deixar passar a boiada". Ou seja, promover o desmonte da legislação ambiental.
Com a vitória de Lula em 2022, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima - MMA foi reestruturado, assim como o IBAMA, ICMBIO, assim como a FUNAI, que passou a integrar o recém criado Ministério dos Povos Indígenas, uma grande conquista institucional. Além do MMA, as áreas ambientais e climáticas passaram a ser prioridades em vários ministérios, como merece destaque a atuação do Ministério da Fazenda, Ministério das Cidades, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, dentre outros.
Agora, ao final da sua gestão, o Governo Lula ostenta entregas históricas ao povo brasileiro. Há poucos dias, soubemos aliviados que o Brasil atingiu o recorde de redução de desmatamento na Amazônia e no Cerrado. O desmatamento da Amazônia foi de 3.335 km2 entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma redução de 41,8% em relação ao período anterior. No Cerrado, a queda foi de 23,8%. O desmatamento diminuiu também no Pará. Em quatro anos, o governo Lula entregou a redução de 71% do desmatamento na Amazônia e de 48% no Cerrado. Os números representam a menor taxa de perda de florestas da série histórica, iniciada em 1988. O programa desenvolvido pelo Governo Lula é considerado o maior programa de redução de desmatamento já desenvolvido no mundo e os seus resultados já são considerados uma referência global.
Também na agenda climática, as conquistas são animadoras. Relatório recentemente publicado pelo Observatório do Clima, mostra que as emissões de gases de efeito estufa do Brasil caíram 6% em 2025 e chegaram ao menor nível em oito anos. O país lançou na atmosfera 2,06 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, medida que reúne os diferentes gases responsáveis pelo aquecimento global. Em 2024, esse volume havia sido de 2,19 bilhões de toneladas. Os números fazem parte da 14ª edição do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa) e mostram que a redução foi puxada principalmente pela queda do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.No governo Bolsonaro, as emissões chegaram a 2,716 bilhões de toneladas e o recorde de emissões mais baixas foi de 1,789 bilhões de toneladas e aconteceu em 2009, no Governo Lula, quando o ministro do Meio Ambiente era Carlos Minc.
Saiba mais sobre os resultados do Governo Lula em SÓ A ELEIÇÃO DE LULA PODERÁ EVITAR O INACEITÁVEL RETROCESSO. Flávio promete acabar com 'entraves ambientais'.
A presença de Marina em Niterói trouxe ainda mais ânimo para as mobilizações em favor da eleição de Lula no segundo turno, que tem reunido milhares de pessoas, com uma forte liderança dos estudantes da UFF, de outras universidades e de secundaristas.
No domingo, dia 25, o voto tem que ser em Lula (13), para afastar o retrocesso representado pela candidatura da extrema direita.
Axel Grael
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CARTA DE NITERÓINÃO PODEMOS ADMITIR RETROCESSOS DEMOCRÁTICOS, SOCIAIS, AMBIENTAIS E CLIMÁTICOS. O FUTURO DO BRASIL NÃO PODE SER ENTREGUE AO NEGACIONISMO E À DESTRUIÇÃO.
O Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa os limites de uma eleição. Está em jogo o país que queremos ser, o futuro que construiremos e as condições de vida que deixaremos para as próximas gerações.
Nós, ambientalistas, educadores, a juventude , representantes da sociedade civil e cidadãos comprometidos com a democracia e a sustentabilidade, manifestamos nossa profunda preocupação com os riscos de um novo ciclo de retrocessos democráticos, sociais, ambientais e climáticos no Brasil. Não podemos aceitar que o negacionismo volte a orientar as decisões do Estado brasileiro .
Não podemos permitir que a destruição dos nossos patrimônios naturais seja tratada como preço inevitável do desenvolvimento. Não podemos assistir, em silêncio, à ameaça de direitos conquistados com décadas de mobilização, pesquisa, resistência e luta democrática.
DEFENDER O MEIO AMBIENTE É DEFENDER A VIDA, A DEMOCRACIA, O DIREITO DE EXISTIR COM DIGNIDADE. O CLIMA NÃO ESPERA.
A crise climática está diante de nós: nas chuvas extremas que destroem casas e interrompem vidas; nas secas que comprometem o abastecimento de água, a produção de alimentos e o trabalho de milhares de famílias; nas queimadas que cobrem cidades de fumaça; no calor que adoece.
Não há desenvolvimento possível em um país que destrói as bases naturais da própria economia. Não há prosperidade duradoura quando a produção compromete a água, o solo, a biodiversidade e o clima dos quais depende.
NÃO PODEMOS VOLTAR À POLÍTICA DA DESTRUIÇÃO
A experiência recente do Brasil demonstrou que as escolhas políticas fazem diferença concreta na proteção ambiental. Durante o governo de Jair Bolsonaro, o país enfrentou um período de enfraquecimento da governança ambiental e de aumento do desmatamento na Amazônia. A expressão “passar a boiada”, que ganhou notoriedade em 2020, tornou-se um símbolo do risco de flexibilizar proteções ambientais em momentos de menor atenção pública.
Agora, as declarações de Flávio Bolsonaro sobre a eliminação de entraves ambientais e a possibilidade de fazer “o que quiser” em uma propriedade rural exigem atenção e debate público. A defesa da atividade produtiva não elimina a responsabilidade de respeitar a legislação, proteger os recursos naturais e garantir direitos coletivos.
PROTEGER AS CONQUISTAS E AVANÇAR
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE divulgados em outubro mostram que a Amazônia e o Cerrado registraram as menores taxas de desmatamento de suas séries históricas no governo Lula . Na Amazônia, foram 3.335 km² desmatados entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma queda de 41,8% em relação ao período anterior. No Cerrado, a redução foi de 23,8%.
Na Amazônia, o desmatamento acumulado nos quatro anos do governo Lula foi 46% menor do que nos quatro anos do governo Bolsonaro. São resultados também com impacto climático global. Segundo estimativa do físico Shigueo Watanabe Jr., pesquisador do ClimaInfo, a redução do desmatamento na Amazônia durante o atual governo evitou a emissão de aproximadamente 1,2 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa.
Esses avanços não autorizam acomodação. Ao contrário: precisam ser consolidados e ampliados, com prevenção e combate aos incêndios, responsabilização por crimes ambientais, recuperação de áreas degradadas, proteção dos territórios e incentivo e valorização de quem produz de maneira sustentável. O Brasil tem condições de conciliar produção, geração de empregos, inovação, inclusão social e conservação da natureza. Tem ciência, tecnologia, biodiversidade, recursos naturais e capacidade de liderar a transição para uma economia de baixo carbono.
Mas esse caminho exige políticas consistentes, instituições fortalecidas e compromissos que resistam às disputas eleitorais. Os compromissos climáticos assumidos pelo país no âmbito do Acordo de Paris precisam sair do papel e orientar as decisões de governo. A liderança internacional conquistada pelo Brasil deve se traduzir em resultados concretos para a população brasileira e para o planeta. O país que abriga a maior parte da floresta amazônica não pode abrir mão de sua responsabilidade histórica.
Não existe soberania sobre um território cuja natureza é destruída , onde milicianos avançam e cuja população é condenada à vulnerabilidade.
NOSSA RESPONSABILIDADE É COM AS GERAÇÕES PRESENTES E FUTURAS
Niterói conhece a importância de planejar o futuro, proteger seus ecossistemas e preparar as cidades para os desafios climáticos. Essa responsabilidade não termina nas fronteiras municipais: ela se conecta à defesa da Mata Atlântica, da Amazônia, do Cerrado, dos oceanos e de todos os territórios que sustentam a vida no Brasil.
É a partir desse compromisso que fazemos um chamado à sociedade brasileira. Não podemos tratar como normal a destruição ambiental. Não podemos aceitar o retrocesso como destino. Não podemos permitir que a intolerância, o autoritarismo e o negacionismo comprometam conquistas democráticas e políticas públicas essenciais à proteção da vida.
O que está em disputa é a possibilidade de construir um Brasil democrático, socialmente justo, ambientalmente responsável e preparado para enfrentar a crise climática.
Diante do segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro, defendemos a importância de seguirmos com as políticas de proteção ambiental, enfrentamento das mudanças climáticas e o fortalecimento da democracia. Nesse contexto, é FUNDAMENTAL a mobilização de toda sociedade brasileira, dos independentes, conservadores lúcidos e da direita democrática , em apoio a chapa Lula Presidente Geraldo Alckmin Vice Presidente para garantir a preservação dos avanços socioambientais e o enfrentamento dos riscos de retrocesso representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro.
Este é um chamado à ação, à consciência e à responsabilidade histórica. Pela democracia. Pela justiça social. Pelo clima. Pela floresta. Pelas cidades. Pelos povos e comunidades que protegem nossos territórios. Pelas crianças de hoje e pelas gerações que ainda virão.
O Brasil não pode retroceder e a vida não pode esperar. O futuro precisa ser defendido agora. No próximo dia 25 é 13!
Niterói, 21 de outubro de 2026.



















