sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Obras na Avenida Marquês do Paraná seguem a todo vapor!







As obras na Avenida Marquês do Paraná estão avançado e em breve os niteroienses terão mais mobilidade na região. Uma das portas de entrada da nossa cidade, a via terá um bonito trabalho paisagístico, além de uma ciclovia, ligando as já existentes da Av. Roberto Silveira e da Av. Ernani do Amaral Peixoto.

Será um passeio público agradável para os niteroienses. Além disso, teremos um acréscimo de uma pista no sentido Icaraí e a implantação de uma quarta faixa na direção da Ponte Rio-Niterói, melhorando a mobilidade.

O fluxo de saída da Rua Doutor Celestino também irá melhorar! Assim como o túnel Charitas-Cafubá, TransOceânica, o mergulhão da Marquês do Paraná e da Praça da Renascença, esta obra é uma grande conquista para a cidade!


Fonte: Prefeitura de Niterói










Exposição fotográfica no Parque da Cidade mostrará os paraísos cotidianos que Niterói oferece





19/08/2019 –Lugares paradisíacos de Niterói que podem ser visitados no dia a dia por moradores da cidade e turistas foram retratados por ângulos diferentes pelo artista visual e fotógrafo niteroiense Gilson Freitas e serão tema da exposição Paraísos do Cotidiano. As fotos estarão expostas a partir desta terça-feira (20) até dia 20 de setembro na sede do Parque Natural do Município de Niterói (Parnit), no Parque da Cidade. A entrada é gratuita.

Gilson Freitas traz para esta exposição imagens da fauna e flora da cidade, com o intuito de expor as belezas naturais e assim valorizar espaços frequentemente visitados, trazendo então à tona o cuidado e a preocupação com a preservação da biodiversidade local.

“Niterói é uma cidade extremamente rica em biomas, com vários tipos de terreno, diversas espécies de animais e vegetação extremamente abundante, de grande importância para o equilíbrio ecológico. É preciso que a população conheça mais as riquezas naturais da cidade e cuide de um patrimônio que é comum a todos e muito importante, tanto para as atuais como para as futuras gerações. Espero, com estas imagens, conseguir ao menos trazer o olhar mais carinhoso do cidadão que por aqui passar, de uma natureza exuberante e que se apresenta a nós, de maneira cotidiana, de forma totalmente bela e singular”, observa o artista.

O Parque da Cidade tem sido palco de exposições frequentes, e todas elas ligadas ao meio ambiente.

“Podem ser quadros, fotos ou trabalhos em artesanato. O importante é que estejam ligados ao ecossistema e falem a linguagem de meio ambiente, e que de alguma forma possa sensibilizar o público com relação à importância de preservação”, explica o coordenador do Parnit, Alex Figueiredo.

Serviço

Exposição Paraísos do Cotidiano – fotógrafo Gilson Freitas
Local: Sede do Parque da Cidade
Período: 20/08 a 20/09
Horário: 7h às 18h

Entrada gratuita

Fonte: Prefeitura de Niterói














Próxima liberação de mosquitos com Wolbachia será no Fonseca





O World Mosquito Program (WMP), conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anunciou ontem que no domingo irá realizar a soltura dos mosquitos com Wolbachia no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, das 10h às 13h, no Horto do bairro. O cronograma inclui ainda mais quatro bairros da cidade para a ação: Engenhoca, Cubango, Santana e São Lourenço; porém as datas não foram definidas.

O evento no Fonseca irá esclarecer dúvidas sobre proliferação do mosquito além de jogos, brincadeiras e a exposição dos mosquitos aliados; que são Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Eles são criados no insetário da Fiocruz e, por serem ‘infectados’ com essa bactéria, têm capacidade reduzida de transmitir dengue, zika e chikungunya. Segundo a Fiocruz, a iniciativa apresenta resultados preliminares positivos de redução de doenças na região e a previsão de liberação nesses bairros é no início de setembro. As solturas dos mosquitos serão feitas durantes 16 semanas por técnicos da Fiocruz, em carro identificado, e também por Agentes de Saúde da Prefeitura de Niterói em pontos mapeados e pré-determinados.

Depois da soltura, os técnicos da Fiocruz montam armadilhas em alguns pontos específicos para monitoramento da população dos mosquitos aliados. Para isso, a comunidade também ajuda o instituto nessa captura com armadilhas. “Não há risco de interferência deste trabalho em outras pesquisas e ações que visam o controle dos mosquitos e de doenças transmitidas por eles. Nosso objetivo é proteger as comunidades destes municípios dessas arboviroses”, contou Luciano Moreira, líder do WMP no Brasil.

Os mosquitos aliados se reproduzem com outros mosquitos e geram Aedes aegypti com as mesmas características, tornando o método autossustentável e sem modificação genética. De acordo com estudos estatísticos do WMP, três anos seria o prazo mais adequado para análises mais robustas do ponto de vista científico. As liberações de Aedes aegypti com Wolbachia na área em estudo de Niterói tiveram início em janeiro de 2017. São 33 bairros em Niterói atendidos pelo projeto e 373 mil pessoas beneficiadas na cidade.

NÚMEROS

Em Niterói, de janeiro a julho de 2019 foram notificados 272 casos suspeitos de dengue, 232 suspeitos de chikungunya e 38 de zika. Já nos mesmos meses de 2018 foram 1.542 casos suspeitos de dengue, 2.801 de chikungunya e 295 casos de zika. O Departamento de Vigilância Epidemiológica de São Gonçalo informou que em 2018, de janeiro a julho, foram notificados 3.029 casos de dengue, 7.601 de chikungunya e 1.746 de zika. Já em 2019, de janeiro até o momento, foram 877 casos de dengue, 1.719 de chikungunya e 194 de zika.

A Prefeitura de Itaboraí informou que em 2018 foram 2.706 casos notificados de dengue contra 748 em 2019. E no ano passado foram 5.962 casos notificados de chikungunya contra 1.008 casos em 2019. Já em relação a Zika a administração municipal ressaltou que os números foram irrelevantes nos dois anos. A Prefeitura de Maricá não se manifestou até o fechamento dessa edição.


Fonte: A Tribuna












EVENTO: Dia Nacional do Ciclista celebrado em Niterói





A Prefeitura de Niterói através do Programa Niterói de Bicicleta convida a todos e todas para o evento do Dia Nacional de Ciclistas 2019 com o tema "Ser ciclista em Niterói", a ser comemorado no sábado, dia 24 de agosto.

O evento acontecerá no Bicicletário Araribóia a partir das 14 horas, e irá contar com diferentes atividades e atrações, como estandes de cicles, estandes de organizações, feira ciclística, Food Bikes, oficinas de autoreparo em bicicletas, roda de conversa, e cinedebate.

Fonte: Niterói de Bicicleta









quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Pesquisadores descrevem trajetória do “rio de fumaça” que escureceu São Paulo



Partículas de queimadas vindas das regiões Centro-Oeste e Norte interagiram com nuvens trazidas por frente fria vinda do sul, causando escurecimento do céu e da água da chuva (imagem: CPTEC)


Karina Toledo | Agência FAPESP – Dois sistemas que permitem o monitoramento de poluentes atmosféricos – desenvolvidos nas últimas duas décadas com apoio da FAPESP – estão ajudando cientistas a entender fenômenos raros observados na cidade de São Paulo na última segunda-feira (19/08): o escurecimento repentino do céu no meio da tarde e a chuva acinzentada observada logo depois em algumas partes da Região Metropolitana.

Ainda no domingo (18/08), uma intensa pluma de material particulado com mais de 3 mil metros de altitude foi detectada por uma equipe do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) por meio do sistema Lidar, do Centro de Lasers e Aplicações (CLA). Posteriormente, com auxílio de imagens de satélites da Nasa – a agência espacial norte-americana – e de um modelo que prevê a trajetória percorrida por massas de ar, os pesquisadores concluíram se tratar de partículas provenientes de queimadas ocorridas nas regiões Centro-Oeste e Norte, entre Paraguai e Mato Grosso, abrangendo trechos da Bolívia, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Acrônimo para light detection and ranging (detecção de luz e medida de distância), o Lidar é um radar de laser que permite o sensoriamento remoto ativo da atmosfera para a detecção de poluentes. Vem sendo desenvolvido desde 1998 por Eduardo Landulfo, por meio de vários projetos financiados pela FAPESP.

“O sistema ilumina o céu e as partículas presentes na atmosfera refletem a luz, que captamos com um telescópio. Ao analisar esse sinal, conseguimos identificar o tipo de partícula e a distância da superfície em que ela se encontra”, explicou Landulfo.

Segundo o pesquisador, a pluma de poluição começou a pairar sobre a Região Metropolitana de São Paulo entre 4 e 5 horas da tarde de domingo – resultado de queimadas que ocorreram muito provavelmente de quatro a sete dias antes.

Como explicou Saulo Ribeiro de Freitas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a massa de ar poluído gerada pelas queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste geralmente é empurrada a 5 mil metros de altitude por ventos que sopram do Atlântico para o Pacífico (de leste para oeste), até esbarrar na Cordilheira dos Andes. A fumaça começa então a se acumular sobre o leste do Amazonas, Acre, Venezuela, Colômbia e Paraguai – até que o chamado sistema anticiclone, com ventos que circulam a 3 mil metros de altitude no sentido anti-horário, começa a transportar a massa poluída na direção sul, margeando os Andes.

“O que ocorreu no início desta semana foi a convergência dessa massa de ar poluído que vinha do norte com uma frente fria vinda do sul. Os ventos convergiram e fizeram o rio de fumaça se curvar em direção à região Sudeste. Além da fuligem, outros poluentes presentes na atmosfera – como monóxido de carbono, dióxido de carbono, ozônio, óxido nitroso e metano – interagiram com as nuvens trazidas pela frente fria e potencializaram a formação de smog [termo em inglês que representa a mistura entre fumaça e neblina]”, disse.

O transporte atmosférico de emissões de queimada sobre a América do Sul vem sendo monitorado no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe desde 2003, por meio do sistema CATT-BRAMS (Coupled Aerosol and Tracer Transport model to the Brazilian developments on the Regional Atmospheric Modelling System), desenvolvido por Freitas em colaboração com Karla Longo e Luiz Flávio Rodrigues (ambos do Inpe) e com apoio da FAPESP.

“Trata-se de um produto pioneiro que faz previsão para até três dias da qualidade do ar e que tem sido adotado em vários centros do mundo, entre eles o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos”, contou o pesquisador. As previsões da qualidade do ar feitas no CPTEC podem ser consultadas diariamente pelo endereço http://meioambiente.cptec.inpe.br.

Nas imagens obtidas pelo modelo BRAMS (foto) é possível ver que no dia 16 de agosto o “rio de fumaça” descia no sentido sul, atingindo Porto Alegre (RS) e parte da Argentina. Aos poucos, vai sendo desviado para o Sudeste e, no dia 20 de agosto, já cobre boa parte do Estado de São Paulo.

De acordo com o professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Artaxo, durante sua trajetória rumo à região Sudeste, a pluma das queimadas interagiu com o vapor d’água na atmosfera, alterando as propriedades das nuvens.

“As partículas funcionam como núcleo de condensação da água. Assim, gotículas de chuva menores são formadas, mas em grande quantidade e isso faz com que uma maior parte da radiação solar seja refletida de volta para o espaço, a ponto de escurecer o solo, como aconteceu no último domingo”, disse.

Segundo Freitas, a chuva de cor acinzentada também foi resultado dessa interação da fuligem com as nuvens. “A fumaça entranhou nas gotículas de chuva, sendo depois depositada na superfície da cidade de São Paulo”, disse.

Trata-se de um fenômeno esperado do ponto de vista da química atmosférica, afirmou Artaxo, e não deve causar alarde. “Essa chuva não faz mal para as pessoas. Apenas caiu de uma nuvem com alta influência de queimadas”, disse.

Análises feitas com uma amostra da água turva colhida na Zona Leste da capital pela bióloga Marta Marcondes, professora da Universidade Municipal de São Caetano (USCS), revelaram uma quantidade de sulfetos 10 vezes maior que a média normalmente observada em águas pluviais. “Essas substâncias normalmente estão relacionadas com a queima de biomassa e de combustíveis fósseis. Também chamou a atenção a grande quantidade de material particulado que ficou presa no filtro e a turbidez sete vezes maior que o normal”, disse.

Pesquisadores do Instituto de Química da USP identificaram na água da chuva a presença de reteno, substância proveniente da queima de biomassa e considerada um marcador de queimadas. O estudo foi coordenado pela professora Pérola de Castro Vasconcellos.

A boa notícia, segundo os especialistas, é que, como a pluma de poluição estava a mais de 3 mil metros da superfície, não chegou a comprometer a qualidade do ar na capital paulista. De fato, monitores da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) indicaram boas condições na última semana.

“As cidades mais próximas da região onde ocorrem as queimadas, como Cuiabá, Manaus e Porto Velho, são as que mais sofrem com a degradação da qualidade do ar”, disse Freitas.

Tanto o pesquisador do Inpe quanto Landulfo, do Ipen, afirmam que a chegada das emissões de queimadas na Região Sudeste é relativamente comum no período de seca, entre julho e setembro.

“Mas para ter causado todos esses efeitos observados nos últimos dias deve ter sido uma quantidade de fumaça muito grande. Ainda não sabemos distinguir se é um fogo provocado ou acidental, que também é comum no período da seca”, afirmou Landulfo.

Em nota técnica divulgada no dia 20 de agosto, porém, cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) afirmaram que “a Amazônia está queimando mais em 2019 e o período seco, por si só, não explica este aumento”.

Segundo o texto, o número de focos de incêndios para a maioria dos estados já é o maior dos últimos quatro anos – até 14 de agosto eram 32.728 focos registrados, número 60% superior à média dos três anos anteriores. A estiagem, por outro lado, está mais branda. Tal fato, afirma a nota, indica que “o desmatamento possa ser um fator de impulsionamento às chamas”. “Os 10 municípios amazônicos que mais registraram focos de incêndios foram também os que tiveram maiores taxas de desmatamento”, diz o texto. Os pesquisadores se basearam em dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, do sistema de detecção de focos de calor do satélite AQUA, da Nasa, e dados de precipitação do CHIRPS (Climate Hazards Group Infrared Precipitation and Station Data).

Dados do Sistema Deter, do Inpe, que emite alertas diários de áreas desmatadas para ajudar na fiscalização, indicam que o desmatamento na Amazônia cresceu 50% em 2019. Julho foi o pior mês da série histórica, com 2.254 quilômetros quadrados (km²) de alertas – alta de 278% em relação a julho do ano passado. De agosto de 2018 a julho de 2019, o Deter apontou 6.833 km² desmatados, contra 4.572 km² no ano passado (agosto de 2017 a julho de 2018). A taxa oficial da destruição será dada no fim do ano pelo sistema Prodes, também do Inpe.


Fonte: Agência FAPESP











Brasil pode liderar 'nova economia florestal' com reflorestamento de espécies nativas e madeira certificada



Floresta Nacional do Tapajós — Foto: Marcelo Brandt/G1


Representantes do setor que atua na exploração comercial de madeiras estudam modelos de mercado que conciliam exportações, lucro e preservação das florestas.

Por Filipe Domingues, G1

Com investimentos na restauração de áreas nativas e a ampliação das vendas de madeira certificada, o Brasil poderia se tornar um líder global do que alguns especialistas do setor de florestas chamam de "uma nova economia florestal".

Representantes de ONGs e empresas ligadas à exploração comercial e à certificação de madeiras atualmente estudam formas de promover concretamente um modelo de mercado que concilie o lucro com a preservação das florestas e as metas de reflorestamento.

Apostas de longo prazo no manejo de florestas seriam parte do processo. Isso envolve:

  • Reflorestar áreas de florestas nativas desmatadas;
  • Conciliar a produção de madeiras com outras culturas agrícolas;
  • Produzir mais madeira certificada, cuja origem não só obedece a lei, mas segue parâmetros de sustentabilidade ainda mais rígidos. (Entenda, abaixo, como saber se a madeira tem boa origem.)

Recuperar florestas nativas

Os principais produtos do setor florestal atualmente são madeira, papel e celulose. Boa parte da madeira brasileira é exportada. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que em 2018 o Brasil vendeu para o exterior o equivalente a R$ 3,2 bilhões em madeira e seus derivados (madeira serrada, compensada, laminada, em painéis, obras de marcenaria, etc).

Embora o setor venha expandindo as exportações nos últimos dez anos (veja o gráfico abaixo), o diretor do programa de florestas do "World Resources Institute" no Brasil (WRI Brasil), Miguel Calmon, avalia que ainda é possível aumentar em muito as vendas internacionais.

"Nos últimos 15 anos os Estados Unidos e China se mantiveram como principais destinos das exportações de madeira serrada tropical do Brasil", diz ele.

De acordo com o Forest Stewardship Council (FSC), conselho responsável pelas normas de certificação de madeiras, o setor florestal emprega diretamente cerca de 610 mil pessoas no Brasil.




O Brasil tem a segunda maior cobertura florestal do mundo – o que inclui florestas naturais e plantadas – ficando atrás apenas da Rússia. No total, são 516 milhões de hectares de florestas brasileiras. Estima-se que, sozinha, a Amazônia tenha mais de 300 milhões de hectares em florestas tropicais (uma área maior do que toda a Argentina).

Mas enquanto empresas dos Estados Unidos investem cerca de US$ 100 bilhões (R$ 386 bilhões) ao ano em projetos comerciais de reflorestamento, o Brasil se aproxima dos US$ 35 bilhões (R$ 135 bilhões).

Desse total, Calmon explica que o investimento em florestas nativas é quase zero. Além disso, uma parte expressiva da madeira comercializada no Brasil ainda vem do desmatamento ilegal.

O grande desafio, portanto, é como ampliar a produção de madeira sem aumentar o desmatamento. Calmon avalia que é preciso combinar a silvicultura (cultivo de florestas exóticas, principalmente de pinus e eucalipto) a práticas de reflorestamento com espécies nativas do Brasil.


"O Brasil é muito promissor. Temos uma ótima taxa de crescimento de florestas e uma ampla demanda por reflorestamento." – Miguel Calmon, do WRI Brasil.


Florestas plantadas de eucalipto e de pinus no Brasil somam mais de 6,7 milhões de hectares — Foto: Divulgação


Técnicos do setor, como os da Embrapa, vêm realizando estudos para chegar a propostas concretas de como recuperar áreas desmatadas plantando árvores típicas de cada bioma do país.

Uma vez restauradas, essas florestas também podem ser exploradas comercialmente, desde que haja um manejo adequado: é preciso que sempre se mantenha um nível mínimo de área de floresta e que não se faça o chamado "corte raso". Esse corte derruba a planta por inteiro, como é normal em florestas de eucalipto e pinus.

"É preciso promover investimento em reflorestamento de florestas nativas que deem retorno financeiro", afirma Calmon. "Mas é um negócio de longo prazo. O investimento inicial é pesado e não temos ainda um histórico. Nunca uma empresa de capital aberto reportou resultados de reflorestamento de florestas nativas [no Brasil]."

Conciliar a madeira com outras culturas

Entre as espécies nativas com valor econômico, o WRI Brasil lista 30 que vêm sendo estudadas e que apresentam bom potencial para a Mata Atlântica e a Amazônia. Entre elas estão a castanha, o paricá, a araucária, o jequitibá rosa, o pau-brasil, os ipês e o mogno, por exemplo.





A primeira questão que se levanta, no entanto, é se essas árvores podem crescer tão rapidamente quanto as espécies usadas em florestas plantadas. O eucalipto, por exemplo, é economicamente viável porque se adapta a diferentes regiões e já é possível derrubá-lo com apenas 5 a 7 anos de idade.

Mas o paricá da Amazônia, por exemplo, apresenta taxa de crescimento equivalente à do eucalipto e já vem sendo usado há mais de uma década no plantio experimental para produção de madeiras.

As pesquisas com espécies nativas têm com um dos desafios encontrar formas de estimular o crescimento das plantas para fins comerciais, mas respeitando seu ritmo natural, para que a qualidade da madeira não seja prejudicada. "Não adianta encher a floresta de adubo se a madeira não for de qualidade", diz Calmon.


Plantio experimental de paricá na fazenda cristalina em São Domingos do Araguaia/PA — Foto: Divulgação/Ronaldo Rosa/Embrapa

Num período de transição, seria possível integrar as florestas plantadas com plantações de florestas com espécies nativas. Além disso, pode-se plantar numa mesma área árvores para produção de madeiras e plantas de outras culturas agrícolas. O café e o cacau, por exemplo, podem se beneficiar da sombra de árvores maiores.

Como são espécies da flora brasileira, árvores nativas poderiam, segundo a lei atual, até mesmo compor áreas de preservação, como as Reservas Legais, num plano de "manejo florestal sustentável". Na Amazônia, atualmente esse manejo de florestas nativas permite retirar algo como 3 a 5 árvores a cada 30 anos, no mesmo hectare de terra.

Nas palavras da diretora executiva do FSC, Aline Tristão, "manejo florestal não é desmatamento".

"É uma atividade produtiva com baixo impacto florestal e social em áreas que se reconstituem e que, depois, podem ser novamente manejadas. Você vai poder usar aquela mesma área por mais tempo." - Aline Tristão, do FSC

O que é a madeira certificada

Outra parte essencial da "nova economia florestal" é o processo de certificação das madeiras. A madeira certificada é aquela que, além de sair de árvores retiradas dentro dos termos da lei, adota exigências ainda mais rígidas quanto à produção.

Para que a madeira seja certificada, é preciso que a empresa se submeta voluntariamente a um monitoramento constante de suas práticas, seguindo os padrões internacionais do FSC, que, por sua vez, é um Conselho composto por diferentes membros do setor (empresas, ambientalistas, sindicatos, ONGs, etc).

Além disso, não se certificam florestas de áreas desmatadas no Brasil depois de 1994. E as empresas certificadas têm área de conservação em suas propriedades maior do que a legislação exige.

Existem vários tipos de certificados. Mas, basicamente, é preciso que a empresa atenda ao menos estes critérios essenciais:

  • Obter o licenciamento ambiental e o inventário florestal, ou seja, cumprir as leis vigentes;
  • Ter o domínio de toda a área a ser manejada e um planejamento para a propriedade;
  • Comprometer-se com o engajamento das comunidades do entorno no processo de produção - o que envolve respeito aos povos indígenas, tradicionais e os direitos dos trabalhadores;
  • Utilizar de forma sustentável os diversos recursos da floresta, e não só a madeira;
  • Seguir normas técnicas definidas pelo FSC na implementação das atividades de manejo.

Quando o consumidor for comprar produtos de madeira, o selo FSC (abaixo) é a garantia de que esses critérios foram obedecidos. A empresa recebe o certificado por 5 anos, mas todo ano passa por auditoria para confirmar que continua seguindo os princípios.

Se tudo correr bem, a tora de madeira já vai para a indústria com o selo de certificação.


Selos do FSC para produtos de madeira certificada — Foto: Divulgação


"Não é só a questão ambiental que é importante. É preciso empregar pessoas locais e ajudar a desenvolver a região", diz Aline Tristão. "Você tem que, no mínimo, atender a legislação que existe: ambiental, social, trabalhista, mas também se envolver no engajamento das comunidades."

O FSC afirma que o Brasil tem 131 empresas do ramo florestal certificadas e ocupa atualmente o 6º lugar no ranking global de áreas certificadas: são cerca de 7 milhões de hectares certificados (área com tamanho equivalente ao da Irlanda). Desse total, 5 milhões são de plantações florestais e, o restante, de florestas nativas.


Fonte: Forest Stewardship Council (FSC)


Instituições que realizam a certificação seguindo as normas do FSC acompanham tanto a origem da madeira quanto as etapas pelas quais passou até se tornar o produto final (rastreabilidade).

Outro ponto importante da certificação das florestas é a mitigação de possíveis impactos causados pela atividade produtiva. Em alguns casos, o eucalipto de floresta plantada, por exemplo, tende a ressecar o solo. Portanto, para obter a certificação é preciso que a empresa compense de alguma forma esse risco, garantindo que as propriedades vizinhas também possam se manter produtivas.


Castanheiras em Itaúba/MT, em campo de pesquisa e transferência de tecnologia com a castanha-do-brasil — Foto: Divulgação/Gabriel Rezende Faria/Embrapa

Fonte: G1










quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Martine Grael e Kahena Kunze ganham a medalha de ouro no Pré-Olímpico de Tóquio



OURO!!!!!!!


As velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs olímpicas na Rio 2016, campeãs mundiais e pan-americanas, conquistam mais uma importante vitória. Venceram o Pré-Olímpico de Tóquio, no Japão, regata preparatória para os Jogos Olímpicos de 2020.




PARABÉNS MENINAS!!!!









terça-feira, 20 de agosto de 2019

Fumaça da Amazônia fez São Paulo anoitecer no meio da tarde



Escuridão às 16h10
O céu às 16h10 na Marginal do Pinheiros, proximo à ponte Eusebio Matoso; nas redes sociais, especulou-se que escuridão poderia ser resultado de queimadas, mas especialistas do Inp e descartam a hipótese Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO


COMENTÁRIO:

LITERALMENTE NAS TREVAS

Um fato estarrecedor na última segunda-feira, 19 de agosto, chamou a atenção para a dimensão do problema das queimadas na Amazônia, dando um exemplo mais perceptível - até para os céticos - que a destruição da floresta não traz consequência apenas local.

O efeito da entrada de uma frente fria e a fumaça das queimadas da Amazônia, empurradas para os céus de São Paulo por correntes atmosféricas, fez com que a tarde paulistana escurecesse a partir das 15:00 / 16:00 horas.

A perplexidade dos paulistas foi esclarecida por técnicos especialistas, que demonstraram que a cor e o cheiro da água da chuva estavam relacionados com a fumaça e as partículas em suspensão na atmosfera, provenientes das queimadas na Amazônia. O fato foi noticiado pela mídia e chegou à TV em rede nacional.

A origem e o trajeto da fumaça em direção a regiões mais ao sul do continente sul-americano foi comprovada por imagens da NASA.

Queimadas, destruição da Amazônia e o governo Bolsonaro

Não é de hoje que as queimadas e a destruição da Amazônia e outros biomas preocupam. O desmatamento a ferro e fogo é parte da história do Brasil, desde o início da colonização, e o problema nunca foi resolvido. Segue até hoje e se agrava a medida que a fronteira agrícola se expande e a floresta se encolhe.

A diferença é que, agora na gestão Bolsonaro, o desmatamento é uma política de governo. O discurso do presidente se opõe abertamente à agenda ambiental, da sustentabilidade e das mudanças climáticas. Bolsonaro propõe acabar com parques, quer garimpos em áreas indígenas, rejeita a ajuda internacional para a Amazônia e constrange antigos parceiros ambientais brasileiros.
Ao nomear um inimigo confesso do meio ambiente para o Ministério do Meio Ambiente, subordinar a agenda ambiental à agenda ruralista e o esforçar-se para o desmonte da legislação e dos órgãos ambientais, o governo passa uma mensagem clara aos desmatadores: "vai em frente que liberou geral".


A revista britânica The Economist publicou o gráfico acima mostrando o salto do desmatamento na Amazônia. Veja em Economist.


É o que estamos vendo agora: mesmo com o pouco tempo do atual governo, o desmatamento saiu do controle e a Floresta Amazônica está indo para o chão ou (literalmente) pelos ares. E a consequência está sendo assustadora, como podemos verificar com esse episódio da tarde paulistana.

Cientistas no Brasil e no exterior alertam que o rápido processo de destruição está nos levando ao "tipping point", ou seja um ponto de não retorno. A evapotranspiração da floresta será interrompida ou reduzida a tal ponto que os ciclos da água, na interação floresta-atmosfera, interferirão nos regimes de chuvas locais, regionais e continentais. Significa que a destruição chegará ao ponto de promover mudanças climáticas que forçarão os remanescentes da Floresta Amazônica a uma adaptação para uma condição de menos chuva. É o que chamam de "savanização", ou seja, a floresta vai se transformar em cerrado, com consequências para a biodiversidade.

Se isso acontecer, segundo estudos, uma das maiores prejudicadas será justamente a agricultura nas regiões onde é mais produtiva no país. É o "ruralismo" do atraso dando um tiro no próprio pé.

Que o susto de uma tarde escura em São Paulo promova a reflexão sobre a insensatez e a irresponsabilidade da política ambiental do atual governo.

Que se faça luz nas trevas!!!

Axel Grael
Engenheiro Florestal



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Análises confirmam presença de partículas de queimadas maior do que o normal em água de chuva preta de SP

Pesquisadores explicam efeitos da fuligem de queimadas na cor da chuva em São Paulo. Inmet afirma que maior parte da fumaça veio de outros países. Testes mostram quantidade elevada de substâncias provenientes de incêndios florestais.

Por G1 SP, GloboNews e TV Globo

Assista ao vídeo com a reportagem da Globo clicando aqui


Análises técnicas feitas por duas universidades mostraram que a água da chuva de cor escura, coletada por moradores de São Paulo nesta segunda-feira (19) após nebulosidade forte encobrir a cidade, contém partículas provenientes de queimadas. Nas redes sociais, moradores da Grande São Paulo postaram fotos da água da chuva escura.

O teste feito pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) identificou a presença de reteno, uma substância proveniente da queima de biomassa e considerada um marcador de queimadas, na água da chuva coletada na segunda-feira.

Já o exame realizado pela Universidade Municipal de São Caetano (USCS) mostrou que a concentração de material particulado, ou seja, de fuligem, foi sete vezes maior do que a registrada na água de uma chuva normal.

Queimadas aumentam 82% em relação ao mesmo período de 2018Amazônia concentra metade das queimadas em 2019

A fumaça das queimadas atingiu as nuvens de chuva que já estavam sobre a cidade na segunda-feira. A fuligem, que viaja a uma altura maior do que o material particulado proveniente da poluição comum, foi então absorvida pela nuvem - dando origem à chuva "preta", segundo Theotonio Pauliquevis, físico e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"As nuvens de chuva ficam de 1,5 km a 10 km do solo. Quando a poluição parte do nível de superfície e vem de carros ou fábricas, ela fica presa embaixo das nuvens, formando uma camada visível, mais escura, no horizonte", explica. "Aí, quando a água cai, ela bate nas partículas e a enxurrada leva essa poluição comum."

"Já a nuvem de fumaça viaja a cerca de 3 km ou 4 km do solo. Ela bate de frente com a nuvem de chuva, que absorve a fuligem e forma essa espécie de gosma que dá origem às nuvens escuras e avermelhadas e também à chuva 'preta', mais escura que o normal", diz o pesquisador, que estuda a composição química da chuva na Amazônia em períodos de queimadas.

Enquanto os pesquisadores da USP analisaram a identificação de reteno, que é um marcador de queimadas, a análise da USCS verificou quantidade de fuligem 7 vezes mais que o normal e a presença de sulfetos 10 vezes superior à média. A substância é proveniente da queima de combustíveis fósseis e queimadas.

"Se eu estou com 7 vezes mais do que deveria ter, eu tenho nessa água substâncias químicas que podem afetar a saúde. Agora a gente vai ter que investigar o que que é isso", diz Marta Marcondes, bióloga e professora da linha de pesquisa de saúde e meio ambiente da USCS.

Marcos Buckeridge, diretor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), diz que a fuligem proveniente das queimadas também pode conter substâncias tóxicas aos seres humanos. "Se nós tivéssemos recebido a fumaça sobre a cidade, sem a presença de uma frente fria que trouxe chuva, isso poderia ter um efeito muito pior nas pessoas", diz.

A meteorologista Beatriz Oyama, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), explica que as nuvens de chuva podem acumular o material particulado que se encontra na atmosfera.

"A chuva é um processo de limpeza da atmosfera. Como a gente está abaixo da nuvem, a gente não sabe exatamente qual é a concentração de partículas lá em cima, onde a nuvem se forma. No nível de superfície, o ar já está relativamente limpo por conta da chuva", explica Oyama.

O repórter cinematográfico Leandro Matozo, da GloboNews, coletou a água com fuligem em baldes no quintal da casa onde mora, em São Mateus, na Zona Leste da capital. As amostras recolhidas no local foram utilizadas nos exames das universidades. Agora, novos testes devem mostrar para a saúde das substâncias encontradas.


Água escura coletada em casa de São Mateus, na Zona Leste de SP — Foto: Leandro Matozo/GloboNews

Água preta coletada em São Mateus — Foto: Leandro Matozo/GloboNews

Água da chuva de cor escura foi coletada em diversos pontos de São Paulo nesta segunda (19). — Foto: Luciana Cantão/TV Globo

Dia virou noite

Na tarde desta segunda-feira (19) a cidade de São Paulo ficou com o céu encoberto por nuvens escuras e o "dia virou noite". O fenômeno está relacionado à chegada de uma frente fria e também de partículas oriundas da fumaça produzida em incêndios florestais.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), parte deste material particulado é de origem local e oriundo da Amazônia brasileira, mas "outra parte considerável, talvez a predominante, de queimadas de grandes proporções, originadas nos últimos dias perto da tríplice fronteira da Bolívia, Paraguai e Brasil, próximo da região de Corumbá, em Mato Grosso do Sul."

A Climatempo confirma a análise do Inmet de que a fumaça das queimadas atingiu o estado de São Paulo.

"A fumaça não veio de queimadas do estado de São Paulo, mas de queimadas muito densas e amplas que estão acontecendo há vários dias em Rondônia e na Bolívia. A frente fria mudou a direção dos ventos e transportou essa fumaça pra São Paulo", diz Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo. “Aqui na região da Grande São Paulo a gente teve a combinação desse excesso de umidade com a fumaça, então deu essa aparência no céu."

No final de semana, a direção do vento estava levando a fumaça para o Sul do Brasil. Com a chegada da frente fria no Sudeste, a fumaça começou a ser direcionada para o estado de São Paulo, segundo a Climatempo.

Os meteorologistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também monitora o clima no país, ainda não verificaram influência das queimadas no aumento na nebulosidade que tornou o céu da capital tão escuro.

"O vento até pode trazer essa fumaça de queimadas, mas teria que ser bem intenso o incêndio. Geralmente, isso ocorre mais com fumaça de vulcões", diz Caroline Vidal, meteorologista do Inpe.


Fonte: G1




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Com escuridão atípica, dia vira noite em São Paulo nesta segunda


Segundo meteorologista, cenário foi provocado por nuvem muito baixa e profunda; internautas tentam 'provar' que é de tarde

Felipe Cordeiro e Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Três da noite? O relógio ainda marcava 15 horas nesta segunda-feira, 19, em São Paulo quando o céu escureceu, o que causou a impressão de que a tarde tivesse virado noite na cidade.

Quatro da noite? Às 16 horas, o céu em São Paulo estava escuro Foto: Alex Silva/Estadão


De acordo com Helena Turon Balbino, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), trata-se de uma nuvem muito baixa e profunda, por isso ela é tão escura, que se formou a partir de ventos bastante úmidos vindos de sudeste e sul.

"É mais ou menos como quando estamos em um avião, descendo e entramos no meio de uma nuvem", diz.

Nas redes sociais, especulou-se que a escuridão poderia ser resultado das queimadas da Amazônia ou da Bolívia – que chegou a provocar uma nuvem de fumaça de 30 km –, mas tanto a especialista quanto o pesquisador Alberto Setzer, do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), disseram ser pouco provável essa hipótese.

Segundo Setzer, um pouco dessa fumaça de fato chega a São Paulo, mas não a ponto de ser a principal explicação para a escuridão desta segunda-feira. Imagens de satélite compiladas pelo pesquisador na semana passada mostraram um corredor de fumaça da Amazônia descendo para o centro-sul do País.


Dia vira noite em Sâo Paulo, com escuridão atípica

De acordo com os dados do Inpe, o número de focos de incêndio neste ano no País – dados contabilizados do dia 1 de janeiro até este domingo – já é 82% maior do que o mesmo período do ano passado. Foram registrados 71.497 focos no País neste ano, contra 39.194 em 2018. É o número mais alto dos últimos sete anos, batendo 2016, que até então tinha sido o líder, com 66.622 de 1º de janeiro a 18 de agosto.

No Twitter, internautas de São Paulo brincaram com a mudança repentina do céu. Um dos assuntos mais comentados da rede social era a expressão "São 16h", em que os usuários publicavam fotos para tentar "provar" que o dia virou noite.

Além do céu encoberto e da escuridão atípica para o horário, a capital paulista enfrenta frio e chuva fraca. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura, o tempo fechado e chuvoso vai continuar nas próximas horas.

"Por conta do tempo fechado, úmido e da entrada do ar de origem polar, a temperatura apresentou gradual declínio desde as primeiras horas da madrugada quando foi observada a máxima de 17,4°C", informou o órgão, em nota.


Além do céu encoberto e da escuridão atípica para o horário, São Paulo enfrenta frio e chuva fraca Foto: Alex Silva/Estadão

As estações meteorológicas automáticas do CGE registraram 16ºC em Perus, na zona norte, e 13ºC no extremo da zona sul. A umidade relativa do ar nessas regiões é, respectivamente, de 85% e 100%.

O CGE afirma que os ventos causam maior sensação de frio. Já as áreas de instabilidade que se deslocam do interior do Estado para a capital provocam chuvas de intensidade moderada.

Durante a noite, há potencial para chuvas fortes, trovoadas e rajadas de vento.

Fonte: Estadão


 






Prefeito de Niterói recebe líderes comunitários do Caramujo



Thiago Côrtes/Prefeitura de Niterói


Rodrigo Neves instalou gabinete no CIEP municipalizado do bairro para receber demandas de moradores e vistoriar obras

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, reuniu-se hoje (20) com líderes comunitários do Caramujo, na Escola Municipal Antineia Silveira Miranda (CIEP Caramujo). O encontro fez parte da programação do projeto Prefeitura Móvel, que está acontecendo no bairro desde segunda-feira e prossegue até o dia 23.

Acompanhado do secretariado, Rodrigo Neves falou sobre os projetos que estão sendo realizados no Caramujo e ouviu as demandas dos líderes comunitários.

“Esta integração entre o governo e a comunidade é muito importante. Buscamos sempre nos reunir com as associações de moradores, ter diálogo amplo, porque acreditamos que este é o caminho para o melhor desenvolvimento da cidade”, enfatizou Neves.

O prefeito citou a reabertura do Getulinho, as obras de contenção de encostas, de saneamento, a criação do parque esportivo do Caramujo, as entregas de habitações populares e de aproximadamente 15 creches como algumas das ações voltadas para a região Norte da cidade.

“Nosso governo tem uma visão holística e integrada, com ações em todas as regiões, e a Zona Norte também tem recebido importantes investimentos. Estamos transformando Niterói e vamos seguir em frente”, enfatizou Neves.

O presidente da Associação de Moradores do Caramujo, Michel Ramos Moreira, fez questão de agradecer a iniciativa da gestão municipal em estar presente ouvindo as demandas dos moradores.

“Esta tem sido uma gestão bastante parceria e participativa. As melhorias realizadas no bairro representam importantes conquistas para todos”, disse Moreira.

Durante toda a semana, o prefeito Rodrigo Neves vai despachar no gabinete montado especialmente para a ocasião no CIEP municipalizado do Caramujo, e vai se reunir com secretários e líderes comunitários, além de atender pessoalmente moradores. Ele também fará reuniões de trabalho e apresentará projetos para a região.

O projeto Prefeitura Móvel leva órgãos públicos municipais para mais perto dos moradores, que poderão fazer reivindicações e sugestões para a administração municipal. A iniciativa que já percorreu os bairros do Barreto, Fonseca, Ilha da Conceição, Engenhoca e Ponta da Areia. O atendimento aos moradores no Caramujo será feito das 9h às 17h, na Escola Municipal Antineia Silveira Miranda (CIEP Caramujo).

Agenda – Na manhã desta quarta-feira (20), o prefeito e seus secretários visitam a Escola Municipal José de Anchieta, no Caramujo. Em seguida, a equipe estará no Morro do Céu para visitar obras e a creche escola Eduardo Travassos. À tarde, o prefeito assina ordem de início das obras na Rua Otávio Melo e visita obras em Santa Bárbara.


Fonte: O Fluminense