quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

90% das medidas de adaptação climática na Europa são de iniciativa local ou regional

Membros do Comitê Global do ICLEI.

Faço parte do Comitê Executivo Global (GexCom) da organização ICLEI - Local Govenments for Sustainability, com sede em Bonn, na Alemanha, e que reúne mais de 2.500 cidades e regiões. Trata-se de uma das maiores, mais importantes e influentes redes de cidades e governos locais no mundo, atuando ativamente em diversos foruns internacionais, levando a contribuição, os interesses e os pontos de vista das cidades aos debates climáticos e outros temas prioritários. 

Na GexCom do ICLEI, sou responsável pelo Portfolio de Suporte à Ação Climática. Também participo da governança da América do Sul (RexCom) da organização. 

Assista ao vídeo no YouTube.

Liderança europeia e protagonismo das cidades

O ICLEI acaba de divulgar o artigo abaixo, que comprova que a Europa ainda lidera a agenda climática e que o protagonismo está com as cidades e regiões. Segundo o artigo, 62 regiões europeias, abrangendo 55 milhões de habitantes - mais de 12% da população da União Europeia, estão desenvolvendo os seus planos de adaptação climática. Também aponta que 90% das iniciativas de adaptação são locais e regionais e que a Europa precisará de investimentos de cerca de €70 bilhões/ano até 2050 para adaptação climática, para proteger vidas, infraestrutura, patrimônio e meios de subsistência contra danos climáticos. As três prioridades das regiões e cidades são: inundação costeira e de rios (43%), estresse térmico - ondas de calor e ilhas de calor (36%) e secas (21%).

É muito significativo o esforço dos governos locais e regionais na liderança pela adaptação, demonstrando que precisamos de uma nova correlação de forças, focando a política de enfrentamento às mudanças climáticas não apenas (ou quase totalmente) nos estados nacionais. É que se fez nas últimas 30 COPs (ou seja, nos ultimos 30 anos!) e o resultado é frustrante, como vimos recentemente na COP30. 

O futuro climático depende do fortalecimento da ação multinível e "multi-stakeholders" (planetário, nacional, regional e local/cidades), além de dar mais espaço para a sociedade civil, para a academia e para organizações técnicas. Não estamos falando do enfraquecimento da ONU e dos estados nacionais, mas do reconhecimento do papel dos demais níveis de ação climática, hoje muito mais protagonistas do que os estados nacionais. É o que temos defendido.

Axel Grael
Membro do Comitê Global do ICLEI
Responsável pelo Portfolio de Mudanças Climáticas.


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European Union, 2025

62 regions in Europe, including 5 ICLEI Members, to develop climate adaptation plans for 55 million residents

A new study has found that Europe needs to invest about €70 billion per year until 2050 in climate adaptation to fully protect lives and livelihoods and improve resilience against climate hazards.

At the same time, ninety percent of climate change adaptation measures in Europe are led at the local and regional level, according to the European Committee of the Regions.

How can we connect future investments to ensure that these cities and regions have the capacity to adapt at the scale needed?

Climate adaptation planning is the first step in the journey towards local resilience. ICLEI Europe is a proud partner in the multi-year Pathways2Resilience program that is empowering European regions to build capacity and improve planning to respond to climate hazards.

Sixty-two among the most vulnerable European regions have been selected to increase their climate adaptation plans under Pathways2Resilience, a flagship project of the EU Mission on Adaptation to Climate Change.

Five of the newly selected entities are ICLEI Members, including the municipalities of Aalborg (Denmark), Belfast (United Kingdom), Braga (Portugal), Pescara (Italy), and Tirana (Albania). A total of 100 regions and communities have been engaged over two cohorts, including eight ICLEI Members in total, with Bremen (Germany), Budapest (Hungary), and Arnhem–Nijmegen (Netherlands) participating in the first cohort.

Lessons learned from this multi-year journey were a key part of the Pathways2Resilience Summit, hosted by the City of Budapest, an ICLEI Member, from 10 to 12 February 2026. The Summit convened European regional and local governments, EU leaders, and climate adaptation experts to reflect on what worked, what proved challenging, and what support is still needed to scale climate adaptation across the region.

Orsolya Barsi, Head of the Department of Climate and Environmental Affairs at the City of Budapest, opened the event with some inspirational words: “We meet at a time when cities and regions stand at the forefront of climate action, and our urban areas, like Budapest, are not only highly exposed to climate risks such as heatwaves, flooding, and water scarcity, but they also serve as laboratories for innovation.”

Looking ahead, Barsi emphasized the shift from planning to action across Europe: “Climate resilience strategies are moving from planning to implementation, and the Pathways2Resilience project provides a valuable framework for translating adaptation challenges into step-by-step actions.”

On another panel focusing on the region’s achievements in Pathways2Resilience, Harriet Tiemens, Director, spoke on behalf of the Green Metropolitan Region Arnhem Nijmegen, as an ICLEI Member and ICLEI European Regional Executive Committee (RexCom) representative. Tiemens discussed the value of Pathways2Resilience in prioritizing areas for improved urban development versus flood protection in line with the Dutch Make Room for the River approach. Her words of advice for the second cohort were: “Focus, focus, focus; otherwise it’s too complicated,” especially coming from a region with complex governance arrangements, many stakeholders, and a dense population.

Launched in 2023, Pathways2Resilience now engages a total of 100 local and regional authorities – representing over 100 million residents, or 22% of the EU – in a range of training sessions designed to enhance their preparedness for climate change impacts through proven resilience-planning approaches.

The newly selected regions – home to around 55 million people, more than 12% of the population of the European Union – identified their top climate hazards affecting infrastructure, public safety, and the cultural sector, including coastal and river flooding (43%), heat stress (36%), and droughts (21%).

“I warmly congratulate all regions selected in the second Pathways2Resilience cohort,” said Elina Bardram, Mission Adaptation Manager at the European Commission. “As a flagship initiative, Pathways2Resilience helps the EU Mission on Adaptation deliver on its objectives and advance regional climate resilience together, through tailored support and peer learning.”

Vasileios Latinos, Head of Resilience and Climate Adaptation at ICLEI Europe, said, “Adaptation planning isn’t just about alignment, it’s about acceleration: Breaking silos, scaling what works, and giving cities and regions the shared language and leverage to turn ambition into action. Finding opportunities, through initiatives like Pathways2Resilience, to support local governments is essential to putting theory into practice.”

The newly selected regions join the 38 regions that have started the program in October 2024, gaining valuable peer support and experience. Each region will receive €210,000 in grant funding alongside access to tailored tools and guidance, interactive peer learning, mentoring, and expert guidance.

The cohort will have 18 months to develop a robust climate resilience strategy, as well as an action and investment plan. This second round represents the final allocation of the EU-funded project’s €21 million funding.

Learn more about ICLEI Europe’s work on resilience and climate adaptation across the continent: https://iclei-europe.org/topics/resilience-and-climate-adaptation/.

Fonte: ICLEI





Uma ocorrência por minuto: Operações de busca e salvamento batem recorde impulsionadas por eventos climáticos extremos

 

Resgate em Copacabana, Zona Sul da capital fluminense: estado do Rio responde por mais de um quarto dos registros de buscas e salvamentos no país — Foto: Daniel Ramalho/ AFP/31-12-2025

Número de ocorrências no ano passado é quase o dobro do total de casos reportados em 2015, quando começou a série histórica

Por Luis Felipe Azevedo

Com uma média de uma ocorrência por minuto, o Brasil bateu recorde anual de operações de busca e salvamento em 2025, segundo painel disponibilizado pelo Ministério da Justiça com dados fornecidos pelos estados e o Distrito Federal. Especialistas ouvidos pelo GLOBO apontam o agravamento das mudanças climáticas, que resultam em uma maior incidência de desastres naturais, ao longo dos últimos dez anos como principal causa da escalada no período.

O número de ocorrências no ano passado (510.349) é quase o dobro do total de casos reportados em 2015 (287.690), quando começou a série histórica. Houve um crescimento ano a ano de buscas e salvamentos no país ao longo deste intervalo, com exceção de 2024, quando houve queda de 14,8%. As ações de busca e salvamento englobam diferentes frentes, como afogamentos, a tentativa de localização de pessoas perdidas, a retirada de pessoas de ferragens após acidentes de trânsito e a retirada de animais de posições de risco.

Professor titular do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), Tercio Ambrizzi avalia que os dados refletem as consequências dos recordes de temperatura nos últimos dez anos. O cientista explica que a atmosfera tem reagido ao aquecimento com o aumento de eventos extremos de chuvas, como a ocorrida no Rio Grande do Sul há quase dois anos.

— A queda nas ocorrências em 2024, mesmo com os temporais no Sul, se explica por um bloqueio atmosférico em diversas regiões do Brasil, que estavam com temperaturas elevadas e sem registro de chuvas naquele ano. Os dados de 2025 confirmam a tendência de alta dos últimos dez anos. Desta vez, não houve bloqueios atmosféricos e o país teve eventos extremos em todas as regiões, principalmente no Sudeste — afirma.

Fonte: Ministério da Justiça

Estão no Sudeste os estados com mais registros no ano passado: Rio (130.361), São Paulo (72.379) e Minas Gerais (61.557). O pódio é o mesmo do compilado com os dez anos da série histórica. A região concentrou aproximadamente 50% dos alertas emitidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais (Cemaden) em 2025.

As razões que explicam a liderança fluminense no ranking nacional são diversas, aponta o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio. Ele elenca desde a alta concentração de diferentes tipos de acidentes geográficos até o número elevado do efetivo da corporação, o que permite atender a mais chamados. Contreiras destaca também o potencial turístico de aventura no estado, que responde por mais de um quarto dos registros de buscas e salvamentos no país.

— As características naturais do Rio resultam em um leque grande de salvamentos, seja por afogamentos, pessoas presas em ferragens após acidentes de carros ou, até mesmo, para resgatar animais. O estado também tem alta densidade demográfica, o que costuma causar desordem — afirma o militar.

Desaparecimento. Roberto Farias Thomaz no Pico Paraná: cinco dias de buscas — Foto: Divulgação

Afogamentos no litoral

Do total de salvamentos no Rio em 2025, cerca de 20 mil estão relacionados a ações por afogamento. Somente nos cinco primeiros dias do ano passado 971 pessoas foram resgatadas na praia de Copacabana, um dos principais pontos turísticos da cidade.

A tendência segue em 2026. Como mostrou O GLOBO ontem, os resgates nas praias do estado dobraram nos primeiros três dias do carnaval deste ano, na comparação com o registrado em 2025 — de 224 para 453.

Em outra frente de salvamento, há os resgates como o de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, que desapareceu durante o réveillon no Pico Paraná e mobilizou as autoridades locais. Ele foi encontrado cinco dias após se perder de outras pessoas durante uma trilha pelo ponto mais alto do Sul do Brasil, o que reacendeu o debate sobre a necessidade de preparo na realização do turismo de aventura.

Fonte: Ministério da Justiça

Efeitos fatais

A população de Norte a Sul do Brasil sente os efeitos dos fenômenos extremos. Há dois anos, mais de 180 pessoas morreram na pior tragédia climática do Rio Grande do Sul. As tempestades afetaram mais de 2,3 milhões de gaúchos ao atingirem 95% das cidades do estado (471 municípios).

Já em São Paulo, as chuvas ocorridas entre dezembro de 2024 e janeiro do ano passado deixaram ao menos 17 mortos. A capital do estado que aparece no ranking como o segundo com mais salvamentos teve um salto anual de 47% no total de enchentes e alagamentos em 2025.

Em um caso que exemplifica os riscos desta condição, que costuma se repetir a cada início de ano em São Paulo, Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, e Marcos da Mata Ribeiro, de 68 anos, estavam parados na Avenida Carlos Caldeira Filho, no Campo Limpo, Zona Sul, quando o carro do casal foi arrastado pela força da água de um córrego, que transbordou com o temporal que caiu na cidade em janeiro de 2026. Os dois foram encontrados mortos dias depois.

Ontem, em mais um indicativo da persistência do quadro, uma mulher de 60 anos morreu arrastada pela enxurrada na capital paulista. Segundo a Defesa Civil, em dois meses 17 pessoas morreram em decorrência dos fortes temporais no estado.

Alagamento em São Paulo: chuvas extremas ampliam salvamentos — Foto: RS/Fotos Públicas/24-1-2025

O biólogo Lucas Ferrante, professor da USP e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), diz que a tendência de alta de registros de salvamento indica que não se trata apenas de um efeito demográfico, mas de um aumento real na frequência e na intensidade de eventos extremos:

— A crise climática tem intensificado as anomalias de El Niño e La Niña e promovido o aquecimento das águas do Hemisfério Sul. Em artigo publicado na Conservation Biology, averiguamos que este cenário, aliado ao avanço do desmatamento, causa a ampliação da ocorrência de secas severas, ondas de calor, chuvas extremas e grandes incêndios.

Ferrante afirma que a emergência climática “já se traduz em mais incêndios, mais desastres e uma pressão crescente sobre os serviços de emergência, com impactos sobre a segurança da população”.

— Há a necessidade urgente de políticas de desmatamento zero e de uma transição energética rápida, com o abandono do uso de combustíveis fósseis — conclui.

Fonte: O Globo




terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CENTRO DE NITERÓI CONTINUA AVANÇANDO PARA A SUA REVITALIZAÇÃO, AGORA COM UM FUNDO IMOBILIÁRIO INOVADOR

Impactos positivos da Revitalização do Centro de Niterói. No caso da obra da nova Avenida Amaral Peixoto, a atual via - uma das mais importantes da cidade, receberá canteiros, segregação mais eficiente da ciclovia e arborização urbana, revertendo a atual aridez da avenida. Os incentivos ao retrofit permitirão que prédios com aspectos de degradação sejam restaurados.

Em evento realizado em 11/02, com a presença do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lançou o Fundo de Desenvolvimento Imobiliário do Centro de Niterói (FDICN), criado por Lei Municipal (Lei 4.009, de 14 de maio de 2025). O novo fundo, por sua vez, utilizará recursos do Fundo de Equalização de Receitas - FER, também conhecido como "Poupança dos Royalties do Petróleo". O objetivo é impulsionar o desenvolvimento econômico e urbano de uma ampla área que compreende o Centro Histórico e partes dos bairros de São Domingos e São Lourenço. O FDICN oferecerá taxas de juros subsidiadas para financiar projetos imobiliários residenciais e hoteleiros – novos ou de requalificação –, além de viabilizar desapropriações estratégicas. 

O FDICN será operado pela Caixa e movimentará recursos iniciais de R$ 400 milhões do Município para fomentar moradia, hotelaria e requalificação urbana

Considerado o primeiro fundo municipal do Brasil com foco na redução de juros para financiamento de empreendimentos, o FDICN tem um significativo poder de alavancagem de novos recursos, uma vez que serão complementados por investimentos de instituições financeiras credenciadas como Agentes Financeiros. Estas instituições serão selecionadas em chamamento público a ser aberto em breve, podendo multiplicar o valor disponível para operações em até R$ 800 milhões.

O prefeito Rodrigo Neves destacou que "o Centro de Niterói, que hoje tem 20 mil moradores, poderá chegar a 50 mil em 10 ou 15 anos. Após 50 anos de decadência desde a perda da capital em 1975, o Centro será o novo vetor de desenvolvimento da cidade". 

O programa também tem um forte componente de geração de emprego e renda, com a previsão de cerca de 8 mil novos postos de trabalho diretos e indiretos, majoritariamente no setor da construção civil.

INICIATIVAS DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO

Faremos aqui uma retrospectiva de ações desenvolvidas para a revitalização do Centro de Niterói, com ênfase no legado que deixamos na gestão como prefeito de Niterói (2021 a 2024). 

Desde 2013, quando tomei posse como vice-prefeito de Niterói (2013-2016), me dediquei a buscar soluções para a revitalização do Centro de Niterói. Na época, lideramos junto com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade - SMU, a iniciativa de criação da Operação Urbana Consorciada - OUC do Centro. A OUC acabou dando lugar a outros instrumentos de requalificação do Centro, mas já trazia toda uma concepção do que seria o novo Centro.

Posteriormente, quando fui prefeito, uma das minhas primeiras iniciativas foi encaminhar uma Mensagem Executiva ao legislativo municipal que resultou na chamada Lei do Retrofit (Lei Nº 3.608, de 09 de julho de 2021), para o estímulo à produção habitacional por meio da requalificação de imóveis (retrofit) na Área Central de Niterói. A lei serviu de base para a criação do FDICN e é agora operacionalizada e potencializada pelo lançamento do fundo.

Em 2022, lançamos o Plano Niterói 450 Anos, que contava com o Eixo Centro 450 Anos, com a previsão de investimentos de R$ 400 milhões somente na região central da cidade. E as obras avançaram, com mais de 20 intervenções estruturantes para o Centro. Vejam as principais obras iniciadas na nossa gestão, já entregues, ou em andamento atualmente:

Nova Praça Arariboia, inaugurada em 2024.

Novo Terminal Sul. Mais conforto, funcionalidade e ordenamento. Ampliação da arborização e paisagismo.
  • NOVA ORLA DO CENTRO: fizemos a requalificação da Avenida Visconde do Branco, projetada dentro dos princípios das "Ruas Completas", o que rendeu à Prefeitura de Niterói o Prêmio IAB 2025. A requalificação incluiu a nova Praça Arariboia, a expansão do Bicicletário Arariboia, o novo Terminal Sul e a reurbanização da regiãode São Domingos e Gragoatá. As obras foram entregues em 2024. 
Amaral Peixoto Mais Verde e sustentável.
  • NOVA AVENIDA AMARAL PEIXOTO, RUA DA CONCEIÇÃO E DR CELESTINO: as obras foram concebidas na nossa gestão e o edital das obras chegou a ser publicado. O início das obras foi anunciado pelo prefeito Rodrigo Neves em 2025. A avenida mais importante do Centro será requalificada, deixando o seu aspecto atual de aridez para uma nova via, arborizada, com ciclovia segregada, paisagismo e, em função do retrofit, com prédios com fachadas e usos renovados. A concepção e o projeto foram desenvolvidos na nossa gestão. Lançamos a licitação que foi concluída na atual gestão. No mesmo edital de licitação da Amaral Peixoto, foi prevista a obra de requalificação da Rua da Conceição e Rua Dr. Celestino, cujas obras já estão em andamento. A reforma completa da Rua da Conceição e Dr. Celestino incluirão a ampliação dos passeios com acessibilidade e implantação de infraestrutura subterrânea da rede de telecomunicações para desobstruir a poluição visual que prejudica o patrimônio de edificações preservadas da rua.
Parque Esportivo da Concha Acústica, entregue em 2024.
  • PARQUE ESPORTIVO DA CONCHA ACÚSTICA: obra desenvolvida num espaço até então ocioso do Centro de Niterói. A infraestrutura esportiva foi entregue em 2024 e hoje oferece atividades esportivas oferecidas pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer - SMEL, para cerca de 2.000 pessoas inscritas.

Complexo de Atletismo Aída dos Santos. O equipamento esportivo é da UFF, foi restaurado pela Prefeitura e foi entregue em 2024. 
  • COMPLEXO DE ATLETISMO AÍDA DOS SANTOS: o equipamento esportivo pertence à UFF e foi integralmente reformado e é considerado pela Confederação Brasileira de Atletismo um dos melhores espaços para o atletismo no país. Em 2024, sediamos pela primeira vez o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, em edição que valia como classificatória olímpica para os Jogos de Paris 2024. Saiba mais aqui.
Arena Niterói, projetada e obra iniciada na nossa gestão, será concluída e entregue à população em breve.
  • ARENA NITERÓI: a obra foi projetada, licitada e iniciada na nossa gestão e está em desenvolvimento, devendo ser concluída e entregue à população em 2026. Terá capacidade para 5.000 pessoas e será o mais importante equipamento para eventos esportivos e culturais da cidade. Com a Arena, o Centro de Niterói passa a contar com uma excelente infraestrutura esportiva, com o Parque Esportivo da Concha Acústica, o Complexo de Atletismo Aída dos Santos, da UFF e, finalmente, a Arena Niterói.
Prédio da Cantareira, imóvel histórico de Niterói, foi desapropriado em 2022. As obras foram iniciadas em 2024 e estão em andamento
  • ESTAÇÃO DA CANTAREIRA: há anos que o imóvel era reivindicado pelo setor cultural da cidade para uso público, em longa disputa judicial que terminou de forma desfavorável para a sociedade. O prédio foi desapropriado por mim em dezembro de 2022. O projeto de restauração foi desenvolvido e as obras começaram em 2024 para transformar o local em centro de inovação e formação tecnológica. 
Castelinho do Gragoatá foi restaurado e abriga a sede da Coordenadoria do Niterói de Bicicleta.
  • CASTELINHO DO GRAGOATÁ: o imóvel é tombado e estava há anos abandonado e muito deteriorado, com consequências para toda a sua ambiência urbana. O prédio foi desapropriado pela Prefeitura e foi totalmente restaurado. Hoje, sedia a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta. A praça também foi revitalizada e hoje é conhecida como a Praça da Bicicleta.
Solar Notre Rêve (Casa Norival de Freitas: o imóvel tombado foi todo restaurado, entregue em 2024, e hoje abriga a sede do Projeto Aprendiz Musical.
  • SOLAR NOTRE RÊVE: conhecido também como Casa Norival de Freitas, o imóvel é tombado e reconhecido como um remanescente do que já foi o Centro de Niterói. O imóvel foi totalmente restaurado, recuperando as suas características históricas. O novo centro cultural foi entregue em 2024 e, agora, abriga a sede do Projeto Aprendiz Musical. Também demos início à restauração do Conservatório de Música de Niterói, localizado logo em frente ao Solar Notre Rêve.
Mercado Municipal de Niterói.
  • MERCADO MUNICIPAL: a concessão à iniciativa privada do Mercado Municipal foi realizada na gestão anterior do prefeito Rodrigo Neves e as obras aconteceram majoritariamente na nossa gestão, até que foi reinaugurado em julho de 2023. Inaugurado por Getúlio Vargas em 1938, o prédio, de arquitetura eclética com traços de art déco e neoclássica, faz parte de um conjunto arquitetônico da região portuária da cidade. O mercado foi desativado em 1977, ficando fechado por 46 anos. O Mercado tem 9.700 metros quadrados e mais de 170 lojas divididas entre: gastronomia, decoração, cervejaria, charcutaria, peixaria, artesanato, queijaria e hortifruti.
Edifício N. S. da Conceição (Prédio da Caixa, na Avenida Amaral Peixoto, foi desapropriado e será reformado e oferecido como alternativa habitacional.
  • EDIFÍCIO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO: o chamado "Prédio da Caixa" era um grave problema social em plena Avenida Amaral Peixoto. O prédio foi desapropriado pela Prefeitura, em acordo com o Ministério Público e os seus moradores começaram a ser indenizados na nossa gestão. O objetivo é a recuperação do prédio (retrofit) em parceria com a iniciativa privada, fazendo a reconversão das unidades para uso misto a serem destinadas para habitação de interesse social e lojas com atendimento de serviços públicos. 
A área será transformada no Novo Centro de Niterói.
  • INTEGRAÇÃO DO CAMINHO NIEMEYER: entre a Avenida Visconde do Rio Branco e o Caminho Niemeyer, havia um vazio urbano, ocupado com estacionamentos irregulares que atraiam cerca de 2.000 automóveis diariamente para o Centro. A área foi totalmente urbanizada e recebe agora investimentos imobiliários que se constituirá na nova feição urbana do Centro de Niterói.
Bicicletário Arariboia.
  • DUPLICAÇÃO DO BICICLETÁRIO ARARIBOIA: com a remoção total do estacionamento que existia na Praça Arariboia, obteve-se espaço para uma nova praça aprazível com vistas para a Baia de Guanabara e a duplicação do bicicletário, que passou de 446 para 1.000 vagas. A obra foi idealizada e projetada na nossa gestão.
Estação da NitBike na nova Praça Arariboia, com o bicicletário ao fundo.
  • IMPLANTAÇÃO DAS BICICLETAS COMPARTILHADAS - NITBIKE: as chamadas 'Roxinhas" começaram a ser implantadas pelo Centro de Niterói em 2024 e hoje se expandem pela cidade. Já são mais de 50 estações (a maioria no Centro), com mais de 600 bicicletas circulando pela cidade. Desde que inauguramos o sistema em 2024, já foram realizadas mais de 2 milhões de viagens, evitando a emissão de mais de 805 toneladas de carbono. 
Em colaboração com a UFF, a Prefeitura concluiu a obra do novo IACS, nas margens da Baía de Guanabara.
  • IACS: em mais uma parceria com a UFF, o novo Instituto de Artes e Comunicação Social - IACS teve a sua obra concluída em 2024. O novo espaço acadêmico da UFF conta com um espaço cultural que, assim como a nova instalação do IACS, atenderá também a cidade. 
Traçado provisório do VLT de Niterói.
  • VLT: desde quando fui vice-prefeito de Niterói (2013-2016) coordenei o planejamento para a implantação do VLT de Niterói, que unirá a Estação Multimodal localizada no Terminal do Catamarã em Charitas, até o Terminal João Goulart no Centro, e de lá irá até o Barreto. Esta solução modal revolucionará a mobilidade da cidade e trará também muitos benefícios para o Centro de Niterói, melhorando de forma definitiva o trânsito na cidade. O Projeto Básico e o Estudo de Viabilidade Econômica foram concluído e deixamos para o governo seguinte o financiamento aprovado no Novo PAC, do Governo Federal, para a implantação da primeira etapa do projeto, ligando o Terminal João Goulart ao Barreto.
Ruínas do antigo reservatório de água de Niterói no Parque Águas Escondidas.
  • PARQUE NATURAL MUNICIPAL ÁGUAS ESCONDIDAS: O Parque Natural Municipal Águas Escondidas, foi criado em 2020 (Lei Municipal 3.560, 2020) através da recategorização da Área de Proteção Ambiental - APA com o mesmo nome, abrangendo o Morro da Boa Vista, onde desenvolve-se o maior projeto de reflorestamento desenvolvido pela Prefeitura de Niterói. O parque tem grande valor ambiental e histórico-cultural, pela sua proximidade com a Igreja de São Lourenço dos Índios, local de origem da cidade de Niterói. Também abriga as antigas ruínas da Chácara do Vintém, que foi o manancial que abasteceu a cidade de Niterói em seus primórdios.
Projeto Encosta Verde: projeto inovador e premiado, o parque solar teve a sua implantação iniciada em 2024 e está em fase de implantação. 
  • PROJETO ENCOSTA VERDE: o Encosta Verde é um projeto inovador, que inclui a implantação de um parque solar em área de encosta do Morro da Boa Vista, voltado para a produção de energia fotovoltaica. O projeto foi idealizado quando fui secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, com a participação do Escritório de Gestão de Projetos - EGP e a Secretaria Municipal de Defesa Civil. O projeto recebeu o Prêmio Lidera Rio, promovido pelo SEBRAE em 2018. O projeto foi licitado e as obras foram iniciadas em 2024.
Urbanização da comunidade do Sabão.
  • COMUNIDADES: fizemos investimentos de melhorias da infraestrutura na Comunidade do Sabão, além de obras de contenção de encostas em várias comunidades, como o Morro do Estado, Morro da Boa Vista e Morro da Penha.
UMEI Leni dos Santos Oliveira, no Morro da Penha.
  • ESCOLA NO MORRO DA PENHA: Construção e entrega da UMEI Leni dos Santos Oliveira – Dona Helena, no Morro da Penha, bairro da Ponta d’Areia. A unidade é a 29ª inaugurada em Niterói nos últimos 12 anos e oferece 120 vagas, em tempo integral, para crianças de 1 e 2 anos. A Umei conta com seis salas de aula, sala de multimeios, sala dos professores, pátio, refeitório (equipado com cozinha e despensa), área verde, além de estar nos padrões de acessibilidade e sustentabilidade.
Novo deck de madeira no tradicional Portugal Pequeno, na Ponta D'Areia
  • DECK DOS PESCADORES NO PORTUGAL PEQUENO: obra de restauração da ambiência urbana da Ponta D'Areia e melhorias da infraestrutura. Obra entregue à cidade em 2024.
As referidas obras fazem parte do maior ciclo de investimentos em infraestrutura na história da cidade. No período de 2021 a 2024, foram investidos mais de R$ 3 bilhões na cidade, trazendo melhorias para a vida do cidadão niteroiense. Também cabe destacar a Lei do Retrofit, que encaminhamos ao Legislativo através de Mensagem Executiva e que foi aprovada como a Lei 3.608/2021. A lei estimula a iniciativa privada a investir na reforma e reaproveitamento dos imóveis no Centro de Niterói.

OUTRAS AÇÕES TRANSFORMADORAS DO CENTRO

Além das obras citadas, o Centro recebeu outros investimentos importantes como a requalificação da Avenida Marques do Paraná (entregue em 2020) e a implantação do Eixo Cicloviário das Avenidas Roberto Silveira - Marquês do Paraná e Amaral Peixoto, que inclui o Bicicletário Arariboia). Estas são as ciclovias mais movimentadas do país. Os seus números podem ser verificados no Sistema ContaBike.

O Caminho Niemeyer também faz parte da transformação em curso no Centro da cidade, com a construção da nova Catedral Católica e da Catedral Evangélica. Ambas as obras contam com projetos do arquiteto Oscar Niemeyer e complementarão o projeto idealizado pelo renomado brasileiro, mestre da arquitetura mundial. No caso da catedral evangélica, as cessão dos direitos à Igreja Assembleia de Deus ocorreu mediante Chamamento Público realizado na minha gestão. Ambas as obras são de responsabilidade e financiamento das respectivas igrejas.

Também cabe destacar outra ação determinante para o novo Centro de Niterói adotada pela atual administração municipal: Programa Aluguel Universitário, iniciativa que valoriza os imóveis, dinamiza o mercado imobiliário do Centro e oferece soluções de moradia para o grande contingente de estudantes universitários da cidade.

Para mais informações sobre a Requalificação do Centro de Niterói, acesse o Portal do Centro ou o Story Map do Niterói 450 Anos, ambos preparados pelo SIGEO. 

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)




domingo, 15 de fevereiro de 2026

Cinco cidades do RJ tiveram a emergência climática reconhecida em 2026. No Brasil, são cerca de 200 cidades

Defesa Civil Nacional libera R$ 324 mil para assistência às vítimas das chuvas em Itaperuna (Foto: Reprodução). Fonte: MIDR.

Passados 45 dias do início do ano de 2026, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil - SEDEC, vinculada ao Ministério da Integração Regional e do Desenvolvimento Regional - MIDR e a Defesa Civil do RJ, divulgaram uma situação muito preocupante com relação à segurança climática das cidades brasileiras e do estado do Rio de Janeiro, no ano em curso.

Segundo a defesa civil estadual, conforme dados atualizados na sexta-feira, 35 cidades fluminenses foram afetadas pelas chuvas desde o dia 1º de fevereiro, resultando em quatro mortes, 1.668 pessoas desalojadas e 118 desabrigadas.

O MIDR divulgou uma lista inicial de municípios em situação de emergência climática no Brasil, em 2026. Dentre estes municípios, três são do estado do Rio de Janeiro: 

  • Piraí e Rio Claro foram reconhecidas pelos resultados de chuvas intensas, 
  • Itaperuna foi incluída em função dos danos dos alagamentos. 

Outros atos do ministério, publicados entre os dias 10 e 12 de fevereiro, estenderam as medidas para outras cerca de 20 cidades no país. Em 13/02, conforme também divulgado pelo MIDR, foi reconhecida a situação de emergência das cidades fluminenses de Cantagalo e São Sebastião do Alto, decisão esta que será publicada no Diário Oficial da União, na quarta-feira, dia 18 de fevereiro. 

Segundo o MIDR, nesta quinta (12/02), a Defesa Civil Nacional aprovou o primeiro plano de trabalho para assistência humanitária para Itaperuna, no valor de R$ 324,7 mil. 

No início de janeiro (07/01), o governo federal já havia aprovado a liberação de R$ 250 milhões em créditos extraordinários, recursos autorizados pelo presidente Lula após edição da Medida Provisória (MP) 1.333 de 7 de janeiro de 2026. O valor de R$ 220 milhões teve destinação para ações de proteção e defesa civil, enquanto o restante foi previsto para o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), para a implementação infraestruturas de segurança hídrica. 

A MP incluiu as seguintes medidas:
  • Atendimento às populações afetadas por desastres naturais, como tornados e secas, em várias regiões do País;
  • Melhoria na segurança hídrica, especialmente no semiárido e em Minas Gerais, por meio de obras de barragens e adutoras;
  • Contribuição para a saúde pública e segurança alimentar, garantindo acesso à água em áreas impactadas por escassez hídrica;
  • Redução de desigualdades e promoção do desenvolvimento sustentável em regiões vulneráveis.
A SEDEC orienta as prefeituras em dificuldades a fazer a solicitação de ajuda federal por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O recurso liberado poderá ser usado na compra de cestas básicas, água mineral, refeições, kits de limpeza residencial e higiene pessoal, entre outros itens.

SEGURANÇA HÍDRICA

MIDR e ANA seguem monitorando o Sistema Cantareira (Foto: Sabesp)

Apesar das chuvas, nos últimos meses houve também uma grande preocupação com a segurança hídrica, uma vez que observou-se níveis muito reduzidos de estocagem de água nos principais mananciais que abastecem São Paulo (Cantareira) e Rio de Janeiro (Rio Paraíba do Sul).

CANTAREIRA:  Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico - ANA, o Sistema Cantareira encerrou o mês de janeiro de 2026 com aproximadamente 23% do seu volume útil total, permanecendo, à época, na “Faixa 4 – Restrição”, conforme a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017. Entretanto, em fevereiro de 2026, o sistema apresentou recuperação nos níveis de armazenamento, impulsionada pelas chuvas registradas no período. Na atualização mais recente, o Cantareira alcançou 32,01% do volume útil, percentual que retira o sistema da Faixa 4 e o reposiciona em uma condição operacional menos crítica, conforme os critérios estabelecidos pela norma vigente.

PARAÍBA DO SUL: No Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul, que integra os reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, os dados técnicos divulgados pela ANA indicam que o sistema encerrou o mês de janeiro de 2026 com níveis de armazenamento abaixo da média histórica, refletindo um quadro de atenção para a gestão dos recursos hídricos da bacia.

No entanto, assim como observado no Cantareira, o Paraíba do Sul também apresentou elevação dos volumes armazenados ao longo de fevereiro. De acordo com a atualização mais recente da ANA, o reservatório equivalente da bacia passou a operar com aproximadamente 40% do volume útil, evidenciando melhora nas condições hidrológicas e redução do risco imediato para o atendimento aos usos múltiplos da água, incluindo o abastecimento da população fluminense.

Axel Grael
Engenheiro Florestal
Doutorando em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU/UFF)

(com informações do MIDR, SEDEC e ANA)


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MAIS INFORMAÇÕES

Baseando-se em dados  da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil - SEDEC, atualizados com as informações acima, a coluna de Lauro Jardim, no O Globo, deste domingo, divulgou dados sobre a situação de desastres e emergências climáticas nas primeiras semanas de 2026:

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Governo federal já reconheceu situação de emergência por desastres em 171 cidades só em 2026; veja lista

Por Gustavo Maia — Brasília

Tornado deixa rastro de destruição em São José dos Pinhais (PR) — Foto: Reprodução

Fenômenos climáticos já causaram bastante estrago no país em 2026. Nas primeiras semanas do ano, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil já reconheceu situação de emergência em 171 cidades brasileiras, em decorrência de 12 tipos de desastres.

Chuvas intensas foram as causas do maior número de ocorrências (64), seguidas de estiagem (60), seca (18), inundações (9), enxurradas (5) e vendavais (5).

Completam a lista: granizo (3), alagamentos (3), deslizamento (1), erosão da margem fluvial (1), incêndio florestal (1) e... tornado — o que atingiu em São José dos Pinhais (PR) em janeiro.

Os municípios que tiveram a emergência reconhecida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional neste ano ficam em 20 estados das cinco regiões do Brasil. Minas Gerais lidera o ranking, com 36 cidades afetadas por seis tipos de desastres.

Rio Grande do Sul (19), Bahia (18), Paraíba (18), Ceará (16), Pernambuco (11), Rio Grande do Norte (11), Santa Catarina (11), Acre (8), Pará (5), Alagoas (5), Rio de Janeiro (3), São Paulo (2), Goiás (2), Mato Grosso (1), Maranhão (1), Paraná (1), Piauí (1), Sergipe (1) e Tocantins (1) foram os outros estados atingidos.

Veja a lista de municípios a seguir:

Chuvas intensas (64):

Açucena (MG); Almenara (MG); Angelina (SC); Bom Jesus (PI); Campina das Missões (RS); Campos Borges (RS); Caparaó (MG); Capinópolis (MG); Carvalhópolis (MG); Cândido Godói (RS); Cerro Grande (RS); Cerro Grande do Sul (RS); Chapada (RS); Cotriguaçu (MT); Cumaru do Norte (PA); Dom Feliciano (RS); Dona Francisca (RS); Dores do Turvo (MG); Durandé (MG); Elói Mendes (MG); Encruzilhada (BA); Faxinal do Soturno (RS); Formiga (MG); Gaspar (SC); Ibicaré (SC); Ibirataia (BA); Irecê (BA); Itabira (MG); Jaborá (SC); Jacareacanga (PA); José Gonçalves de Minas (MG); Massaranduba (SC); Matipó (MG); Mongaguá (SP); Nova Palma (RS); Nova Trento (SC); Novo Barreiro (RS); Óbidos (PA); Ouro Verde de Minas (MG); Passos (MG); Pelotas (RS); Pescador (MG); Piraí (RJ); Porto Lucena (RS); Prata (MG); Presidente Prudente (SP); Resplendor (MG); Riachinho (MG); Rio Claro (RJ); Rio Novo (MG); Santa Maria (RS); Santo Cristo (RS); São João Batista (SC); São João da Urtiga (RS); São João do Itaperiú (SC); São Lourenço do Sul (RS); Sobrália (MG); Teófilo Otoni (MG); Três Marias (MG); Uirapuru (GO); Unaí (MG); Varjão de Minas (MG); Várzea da Palma (MG); Viçosa (MG)

Estiagem (60)

Afogados da Ingazeira (PE); Afrânio (PE); Agrestina (PE); Águas Belas (PE); Alagoinha (PE); Algodão de Jandaíra (PB); Altinho (PE); Arara (PB); Araripe (CE); Araripina (PE); Arcoverde (PE); Belém do São Francisco (PE); Bernardino Batista (PB); Boa Nova (BA); Boa Vista do Tupim (BA); Belém do Brejo do Cruz (PB); Camalaú (PB); Canapi (AL); Canhotinho (PE); Canudos (BA); Caraúbas (PB); Caririaçu (CE); Catolé do Rocha (PB); Deputado Irapuan Pinheiro (CE); Girau do Ponciano (AL); Guimarães (MA); Ichu (BA); Irajuba (BA); Itapajé (CE); Itatira (CE); Jaguaribara (CE); Lagoa Real (BA); Lastro (PB); Livramento de Nossa Senhora (BA); Malhada de Pedras (BA); Mansidão (BA); Marcionílio Souza (BA); Mãe D'Àgua (PB); Monsenhor Tabosa (CE); Monte Santo (BA); Olho D`Água do Casado (AL); Ouro Branco (AL); Paramoti (CE); Pereiro (CE); Piripá (BA); Pombal (PB); Potengi (CE); Quixabá (PB); Salitre (CE); Santa Cecília (PB); São Francisco (PB); São João do Cariri (PB); São José do Egito (PE); São José do Sabugi (PB); São Mamede (PB); Senador José Porfírio (PA); Senador Rui Palmeira (AL); Solânea (PB); Tanhaçu (BA); Várzea (PB)

Seca (18)

Acopiara (CE); Barro Alto (BA); Caiçara do Norte (RN); Caicó (RN); Campo Grande (RN); Carira (SE); Jaçanã (RN); Jaguaribe (CE); Jardim do Seridó (RN); Parelhas (RN); Pau dos Ferros (RN); Quixeramobim (CE); Riacho de Santana (RN); São Fernando (RN); Senador Pompeu (CE); Serra Negra do Norte (RN); Solonópole (CE); Várzea (RN)

Inundações (9)

Cruzeiro do Sul (AC); Feijó (AC); Plácido de Castro (AC); Porto Acre (AC); Rio Branco (AC); Santa Rosa do Purus (AC); São Sebastião da Bela Vista (MG); Sena Madureira (AC); Tarauacá (AC)

Enxurradas (5)

Albertina (MG); Chuvisca (RS); Cristina (MG); Itaberaba (BA); Virgínia (MG)

Vendavais (5)

Farroupilha (RS); Laguna (SC); Palmas (TO); Pintópolis (MG); São Gonçalo do Abaeté (MG)

Granizo (3)

Dom Bosco (MG); Lontras (SC); Rio das Antas (SC)

Alagamentos (3)

Itaperuna (RJ); Mário Campos (MG); Santo Antônio do Descoberto (GO)

Deslizamento (1)

Joanésia (MG)

Erosão de margem fluvial (1)

Novo Santo Antônio (MG)

Incêndio florestal (1)

Garrafão do Norte (PA)

Tornado (1)

São José dos Pinhais (PR)

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Calor nas cidades pode ser até o dobro do previsto com o aquecimento global, aponta estudo

 

Vale qualquer sombra: em Madureira, pessoas esperam o ônibus na sombra do poste — Foto: Marcos Serra

Análise de 104 cidades mostra que 8 em cada 10 devem aquecer mais rápido que áreas rurais ao redor, mesmo se o aquecimento global for limitado a 2 °C. Trabalho inclui cidades brasileiras e indica que o efeito varia conforme vegetação, urbanização e clima local.

Por Roberto Peixoto, g1

Um novo estudo científico recém-publicado indica que o aquecimento global pode ter um efeito ainda mais intenso dentro das cidades do que o previsto por modelos climáticos tradicionais.

A pesquisa, publicada na prestigiada revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)", analisou 104 cidades de porte médio em regiões tropicais e subtropicais e concluiu que, em cerca de 81% delas, a temperatura urbana tende a subir mais rapidamente do que nas áreas rurais ao redor.

O trabalho utilizou projeções climáticas combinadas com modelos estatísticos e técnicas de aprendizado de máquina para estimar como fatores como a chuva, a umidade e a vegetação influenciam o aquecimento urbano.


COP30 - Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?

Em parte das cidades avaliadas, o aumento de temperatura pode chegar a ser até o dobro do registrado no entorno rural.

Entre as cidades analisadas estão municípios de vários países da América Latina, incluindo o Brasil.

O estudo cita, por exemplo, Campo Grande, além de outras cidades brasileiras avaliadas nas projeções.

Nos resultados, os pesquisadores observaram que o comportamento das cidades brasileiras tende a ser diferente do registrado em regiões mais áridas ou densamente urbanizadas da Ásia e do Oriente Médio.

Em partes do Brasil, porém, a diferença entre o aquecimento urbano e o regional pode ser menor, em parte por causa da presença de vegetação e da maior disponibilidade de umidade, fatores que ajudam a reduzir a intensidade da chamada ilha de calor urbana.

Ainda assim, o estudo mostra que essas cidades continuam aquecendo junto com o clima regional, o que pode aumentar a frequência de dias muito quentes e de noites abafadas.

Os resultados mostram, contudo, que o comportamento de cidades pelo mundo não é uniforme: em alguns casos, a diferença entre o aquecimento urbano e o regional é pequena, enquanto em outros há um aumento mais expressivo.

Ainda assim, os pesquisadores destacam que mesmo variações aparentemente pequenas podem ter impacto relevante na vida cotidiana.

➡️ Em cidades já quentes, um aumento adicional de alguns décimos de grau pode elevar a frequência de dias muito quentes e noites abafadas, com efeitos sobre saúde, consumo de energia e qualidade de vida.

O fenômeno por trás desse resultado é conhecido como ilha de calor urbana. Cidades tendem a reter mais calor do que áreas rurais por causa da presença de concreto, asfalto e edifícios, além da menor quantidade de vegetação.

Esses materiais absorvem energia durante o dia e liberam calor lentamente à noite, mantendo as temperaturas elevadas.

São Paulo registrou 39 °C em 25 de dezembro, em pleno dia de Natal, durante uma onda de calor. — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Segundo os autores, os modelos climáticos globais são essenciais para prever o aquecimento do planeta, mas não conseguem representar com precisão o microclima das cidades, especialmente as de porte médio.

Isso acontece porque esses modelos trabalham com áreas muito grandes, nas quais diferenças locais acabam diluídas.

Para contornar essa limitação, o estudo combinou dados climáticos com informações de satélite e modelos capazes de estimar com mais detalhe a temperatura da superfície nas áreas urbanas.

Os resultados indicam que, ao considerar esses fatores locais, o aquecimento nas cidades pode ser maior do que o estimado apenas com base nas médias regionais.

Em algumas regiões do mundo, como norte da Índia e partes da China, as projeções apontam aumentos urbanos significativamente superiores aos das áreas vizinhas.

Já em cidades brasileiras analisadas, a diferença tende a ser menor em média, embora o aumento geral de temperatura ainda seja significativo.

Os pesquisadores também ressaltam que o estudo não considerou a expansão futura das cidades.

E caso áreas urbanizadas continuem crescendo nas próximas décadas, o aquecimento local pode ser ainda maior do que o estimado.

Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel

Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?

A meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais surgiu como um consenso científico e diplomático em 2015, com o Acordo de Paris.

Ela foi definida após uma série de estudos mostrarem que esse valor representava um “limite seguro” para evitar os efeitos mais devastadores das mudanças climáticas – como secas intensas, colapso de ecossistemas, aumento extremo do nível do mar e impactos graves à saúde humana.

A lógica por trás desse número era clara: quanto menor o aquecimento, menores os riscos. Relatórios do IPCC (painel da ONU sobre clima) mostraram que, mesmo com 1,5°C, o planeta já enfrentaria perdas consideráveis, mas que esses impactos seriam muito piores com 2°C ou mais.

Estabelecer esse teto era uma forma de preservar o futuro de bilhões de pessoas, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

No entanto, os dados mais recentes apontam que esse limite já está sendo superado. Em 2024, o planeta atingiu a marca de 1,6°C de aquecimento: a questão que os cientistas avaliam é se isso foi um novo padrão ou apenas o registro pontual em um ano.

E, pior: estudos publicados nas revistas "Nature Climate Change e Nature Communications" indicam que manter o aquecimento em 1,5°C talvez não seja mais suficiente para impedir o colapso de geleiras na Groenlândia e na Antártida – regiões que armazenam gelo capaz de elevar o nível do mar em até 65 metros nos próximos séculos.

Além disso, um relatório da ONU afirma que, mesmo no cenário mais otimista, a chance de limitar o aquecimento global a 1,5°C é de apenas 14%.

Fonte: G1



Mudanças climáticas intensificam ciclones e tempestades no Brasil

 

Créditos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em menos de uma semana, dois ciclones extratropicais se formaram na costa brasileira, na altura dos litorais do Sul e do Sudeste. Esses sistemas intensificaram as chuvas em estados dessas regiões, como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina

Coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), José Marengo explica, nesta entrevista exclusiva ao ClimaInfo, que a formação desses fenômenos meteorológicos são comuns nesta época do ano. Entretanto, as mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima de petróleo, gás fóssil e carvão, estão aumentando tanto a frequência como a intensidade de ciclones e também das tradicionais chuvas de verão.

Como a ciência tem interpretado o aumento das chuvas extremas no Brasil durante o verão, especialmente no Sul e Sudeste?

Já existe uma tendência observada há décadas de aumento das chuvas na região Sul. Na verdade, em toda a Bacia do Prata, que engloba o Sul e o Sudeste do Brasil, o norte da Argentina e o Uruguai, vemos um aumento no volume total de chuvas, e, dentro desse total, um crescimento claro dos eventos extremos.

Como a estação chuvosa no Sudeste ocorre no verão, esse aumento aparece com mais força nesse período. No Sul, porém, a intensificação das chuvas já é percebida também nas estações intermediárias.

Esse padrão está associado ao aumento da temperatura global. O aquecimento altera o ciclo hidrológico e, com isso, modifica a distribuição e a intensidade das chuvas.

Em algumas áreas onde já chovia, agora chove mais e com maior intensidade. Em outras, onde chovia regularmente, a chuva deixou de ocorrer. Há ainda regiões em que as precipitações se concentram em poucos dias. Estamos observando áreas em que chove uma hora o equivalente ao esperado para todo o mês, como aconteceu em Goiás em dezembro de 2025.

Esses extremos mais frequentes aumentam diretamente a ocorrência de desastres climáticos, como enxurradas, deslizamentos e inundações.

Eventos como estes ciclones extratropicais ou tempestades severas associadas a frentes frias têm relação com a mudança do clima?

Ciclones são centros de baixa pressão e sempre ocorreram no [Oceano] Atlântico. Quando um centro de baixa pressão se intensifica, pode dar origem a um furacão ou a ciclones tropicais, como os que ocorrem na Índia e na Austrália. Na nossa região, algumas tempestades severas estão, de fato, associadas a ciclones; em outros casos, a frentes frias ou ao aporte de umidade da Amazônia pelos chamados “rios voadores”. As chuvas de maio de 2024, por exemplo, resultaram da combinação entre frentes frias e forte transporte de umidade amazônica.

Outros episódios de chuva intensa e rajadas de vento também têm relação com ciclones. São fenômenos naturais que sempre ocorreram, assim como as frentes frias e tempestades.

Mas o que se observa agora é um aumento na frequência de chuvas extremas, o que pode indicar maior frequência de sistemas frontais, especialmente frentes frias vindas do Sul que avançam no verão. E os ciclones muito intensos, como os chamados “ciclones-bomba”, parecem estar ficando mais fortes.

A existência de ciclones subtropicais ou tempestades não é, por si só, sinal das mudanças climáticas: eles sempre ocorreram. O que pode ser associado à crise climática é a intensificação desses sistemas e a possível maior frequência de tempestades severas.

O que a comunidade científica considera hoje como consenso sobre o papel das mudanças climáticas na alteração dos padrões de chuva, tempestades e extremos meteorológicos no Brasil?

Já existe um consenso sólido na comunidade científica de que as mudanças climáticas estão tornando os eventos extremos mais intensos e mais frequentes, tanto no regime de chuvas quanto nas tempestades. Isso inclui tempestades associadas a frentes frias, ciclones, tempestades tropicais e furacões.

Quando falamos de extremos meteorológicos, estamos nos referindo a chuvas intensas capazes de causar desastres. A chuva em si não é o desastre: ela aciona processos que resultam em mortes e danos, como inundações, enxurradas e deslizamentos.

Outro extremo climático de grande relevância são as ondas de calor, que estão aumentando gradualmente no Sul e em todo o Brasil. Ondas de calor associadas à seca podem ampliar o risco de incêndios na Amazônia, no Centro-Oeste e no Sudeste, além de agravar crises hídricas e impactar diretamente a saúde da população.

Há vasta literatura científica sobre esses temas, com destaque para os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Estudos recentes também analisaram episódios específicos, como as chuvas de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, que já renderam diversas publicações nacionais e internacionais sobre extremos e desastres associados.

Um ponto adicional importante é o aumento da frequência das ondas de calor no Brasil e no mundo. Elas são consideradas um “assassino silencioso”: enquanto um deslizamento pode matar dezenas ou centenas de pessoas de uma só vez, uma onda de calor pode causar milhares de mortes de forma difusa, por agravar problemas de saúde existentes.

Por sua vez, as ondas de frio têm se tornado menos frequentes, mas quando ocorrem podem ser muito intensas e também causar mortes [como ocorreu há alguns dias nos Estados Unidos]. Contudo, globalmente, as ondas de calor são responsáveis pelo maior número de vítimas entre todos os extremos climáticos.

Fonte: ClimaInfo





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Subsídio a empresas que destroem biodiversidade é 32 vezes maior que para aquelas que a protegem

Foto: James Martins / Creative Commons

Relatório do IPBES mostra fluxo global de financiamento público e privado com impacto negativo direto sobre natureza foram da ordem de US$ 7,3 trilhões em 2023

Cristiane Prizibisczki

Relatório divulgado esta semana pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) mostra a profunda dependência e impacto das empresas na diversidade de espécies da Terra e a necessidade urgente de mudar o status quo para deter e reverter a perda desta riqueza natural.

De acordo com o relatório, em 2023, os fluxos globais de financiamento público e privado com impactos negativos diretos sobre a natureza foram estimados em US$ 7,3 trilhões, sendo US$ 4,9 trilhões da iniciativa privada e US$ 2,4 trilhões referentes a gastos públicos em subsídios prejudiciais ao meio ambiente.

Em contrapartida, apenas US$ 220 bilhões em fluxos de financiamento público e privado foram direcionados em 2023 para atividades que contribuem para a conservação e restauração. A cifra é 32 vezes menor do que os subsídios feitos a atividades destrutivas à biodiversidade.

O documento em questão é intitulado Relatório de Avaliação Metodológica do IPBES sobre o Impacto e a Dependência das Empresas na Biodiversidade e nas Contribuições da Natureza para as Pessoas – ou Relatório Empresas e Biodiversidade.

Ele foi aprovado na última segunda-feira (9) por representantes dos mais de 150 governos membros do IPBES, durante a 12ª Sessão plenária do órgão. O IPBES é o órgão científico da ONU para a biodiversidade.

Sua conclusão principal é que as empresas são fundamentais para deter e reverter a perda de biodiversidade, mas que muitas vezes carecem de informações para abordar seus impactos e dependências, bem como os riscos e oportunidades relacionados à biodiversidade e às contribuições da natureza para as pessoas.

As condições atuais perpetuam o status quo e não apoiam a mudança transformadora necessária para deter e reverter a perda de biodiversidade, revela o documento.

“O Relatório mostra que a manutenção do status quo não é inevitável – com as políticas certas, bem como mudanças financeiras e culturais, o que é bom para a natureza também é o melhor para a lucratividade. Para chegar lá, o Relatório oferece ferramentas para a escolha de métricas e análises mais eficazes. A perda de biodiversidade está entre as ameaças mais sérias para os negócios”, diz o Prof. Stephen Polasky (EUA), copresidente da Avaliação. O resumo para formuladores de políticas pode ser conferido aqui.

Fonte: ((O)) Eco