domingo, 1 de novembro de 2015

PRO-SUSTENTÁVEL - Piratininga terá ações contra poluição


Atualmente lagoa vem sofrendo com mortandade de peixes e proliferação de algas
Foto: Marcelo Feitosa


Vice prefeito Axel Grael anuncia uma série de medidas para salvar a lagoa e a instalação de um parque em sua orla

A proliferação excessiva de algas na Lagoa de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, tem assustado moradores, pescadores e comerciantes da região na última semana. Segundo ambientalistas, o problema é provocado por despejo de esgoto, confirmando as reclamações quanto à sujeira e poluição existentes nas águas. O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, esteve no local para constatar a grande quantidade de algas e anunciou um projeto que prevê a recuperação e melhoria da lagoa e do bairro em 2016.

De acordo com Axel, o fenômeno ocorreu devido ao excesso de substâncias despejadas na água (OBS: eu me referia ao problema de esgoto que ainda chega à Lagoa devido à falta de conexão dos imóveis à rede de esgoto). Ainda segundo ele, isto é algo característico das lagoas, e que o excesso de micro-organismos no ambiente pode fazer com que uma espécie de alga sobressaia, como ocorreu em Piratininga. (OBS: eu me referia à dinâmica natural de ambientes lagunares. Não é exatamente o caso da alga mostrada na foto).

“Enquanto uma espécie vai substituindo a outra, há um equilíbrio correto na natureza, mas pode acontecer de um tipo de planta se adaptar às condições químicas da água, e ocorre uma explosão da espécie, como ocorreu na lagoa. Além disso, uma grande oferta de esgoto pode contribuir para explodir também a população que se adapta às substâncias recebidas”, explicou Grael, destacando que o vento frequente dos últimos dias também ajudou para que as espécies ficassem acumuladas e concentradas às margens.

Para Paulo Bidegain, biólogo e membro do Subcomitê do Sistema Lagunar Itaipu/Piratininga (Clip), essa situação faz parte do ciclo normal devido às condições da lagoa.

“É um ciclo natural, a alga vai e volta com o tempo. Ela apareceu devido à condição do estado da lagoa com o despejo de esgoto. A alga é uma planta e as substâncias despejadas funcionaram como um adubo para ela crescer e se proliferar”, relatou.

Segundo Paulo, o Clip, em conjunto com a Prefeitura de Niterói, está montando uma estratégia para melhorias da Lagoa de Piratininga. Entre as soluções que estão sendo estudadas está a ampliação da rede de coleta e tratamento de esgotos da região, a implantação de cinturão de tempo seco e o aumento de oxigênio dissolvido no sedimento e coluna.

Além da alga da cor verde, que se espalhou na águas, os moradores reclamaram da sujeira e poluição da lagoa. Para o carpinteiro Alex Moreno, a paisagem é muito bonita mas requer mais responsabilidade da população.

“Há muito lixo em volta dela, alguns moradores ajudam e nos juntamos para limpar, cortar a grama, e outros serviços para conservação. Mas é preciso mais atenção para a limpeza das águas e do seu entorno”, disse.

O comerciante da região Amilar Tibau relatou que o local perdeu muitas espécies de peixe, com isso pescadores não podem exercer o seu trabalho. Ele pontuou ainda que quando a maré está baixa, o local acaba exalando mau cheiro e em consequência disso os clientes se afastam.

“A sujeira está espalhada pela lagoa toda, pois ela não está sendo tratada. Atualmente existem poucos pescadores, antigamente havia diversas espécies para pescar, eu mesmo comprei muitos camarões, mas a poluição acabou com a vida existente ali, hoje em dia são poucos que sobrevivem”, relatou.


Vice-prefeito de Niterói, Axel Grael constatou grande quantidade de algas e anunciou um projeto de melhoria da lagoa em 2016
Foto: Marcelo Feitosa


Pró-sustentável – O vice-refeito Axel Grael explicou o projeto a ser implantado no local, o “Pró-Sustentável”. Segundo ele, a intervenção está em fase final de negociação com o Governo Federal e o Banco de Desenvolvimento da América Latina - Cooperação Andina de Fomento (CAF) para liberação de recursos para projetos da Região Oceânica, entre eles está a recuperação da Lagoa de Piratininga. O projeto será totalmente concluído em novembro.

“Vamos avançar no saneamento, nas ações de drenagem e pavimentação, que são fundamentais para a Lagoa. O assoreamento dela acontece por carreamento de sedimentos que vêm das ruas. Isto faz com que ela fique muito rasa, o que traz uma vulnerabilidade muito grande ao aumento da temperatura e a diminuição de oxigênio, e com isso há a mortandade de peixes”, declarou Axel.

Segundo o vice-prefeito, o “Se liga”, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também faz parte do conjunto de ações. O projeto tem como objetivo conectar corretamente as ligações de esgoto das casas na Região Oceânica, e com isso diminuir a quantidade de substâncias despejadas nas águas pluviais, auxiliando então na melhoria da Lagoa.

Além desta medida, será implantado o Parque-Orla de Piratininga, que ficará ao redor da lagoa, entre a ciclovia e o espelho d'água, onde haverá infraestrutura para recreação, além de trilhas, espaço para que frequentadores possam fazer piquenique e rampas públicas que permitirão acesso à lagoa para realizar a prática do stand up paddle.

“Além de todas estas intervenções, também é parte do projeto definir como se administrar a lagoa. Foi feito um convênio da Prefeitura com o Inea e ainda temos que construir um método de governança que, mesmo que funcione aos poucos, nos dê uma solução para seguir”, relatou Axel.

Para o vice-prefeito, o principal problema é a falta de oxigênio na água. De acordo com Grael, há uma grande quantidade de material orgânico sedimentado no fundo da lagoa.

“O vento forte consome o oxigênio, o que pode acarretar também na mortandade de peixes. (OBS: o que consome o oxigênio não é o vento, mas o lodo depositado no fundo, que é levantado pela ação do vento). Estamos estudando soluções de oxigenação forçada, que funcionaria como uma malha de mangueiras furadas, bombeando oxigênio. Aos poucos essa medida consumiria essa matéria orgânica e com isso, melhorando a condição da lagoa”, relatou.

Com relação ao lixo espalhado ao redor da Lagoa, a Prefeitura de Niterói, através da Companhia de Limpeza de Niterói, declarou que os serviços de coleta domiciliar, roçadeira, capina e catação estão sendo realizados no entorno do local regularmente, obedecendo a um cronograma operacional.

Em nota, o Inea informou que na primeira fase de obras, foi realizado o desassoreamento de aproximadamente 37 mil metros cúbicos de sedimentos da Lagoa de Piratininga para facilitar o escoamento das águas. O órgão ainda informou que uma segunda etapa de obras está em fase de estudo e conclusão, após aprovado o instituto buscará recursos para a execução.

Fonte: O Fluminense



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