segunda-feira, 23 de novembro de 2015

NAVEGANDO PARA SALVAR OCEANOS: velejadores do "Race for Water Odissey", que pesquisam os impactos do lixo nos oceanos, visitaram o Projeto Grael



Niterói foi escolhida como um dos últimos pontos de desembarque antes de retornar ao local de partida, em Bordeaux, na França.
Foto: Divulgação


Beatriz Cruz

Pesquisadores suíços que cruzam os sete mares para estudar a poluição desembarcam em Niterói para conscientizar população

Uma corrida contra o tempo para salvar os oceanos. É o que está fazendo uma equipe de pesquisadores suíços que, desde março, está numa expedição em alto mar, batizada como “Race for Water Odyssey”, uma iniciativa da Fundação “Race for Water”, uma organização dedicada à preservação da água. O grupo vem coletando dados para o primeiro levantamento global de lixo marinho e escolheram Niterói como o último ponto de desembarque antes de retornar ao local de partida, em Bordeaux, na França.

A chegada deles no Rio de Janeiro, no último dia 23 marcou o início da campanha “Mar sem Lixo. Mar da Gente”, que segue até o dia 27 deste mês, quando termina a mostra de fotografias sobre a expedição Race for Water, exposta no Espaço Cultural CCR Barcas, na Estação da Praça XV.

Aqui, os integrantes da “Race for Water” conheceram o Projeto Grael e apresentaram um pouco do estudo que vem sendo realizado a fim de mapear o lixo que acomete os oceanos no mundo. A ideia deles é, através de ações científicas e educativas, divulgar dados que revelam a dimensão do problema, conscientizando as pessoas sobre a importância da preservação deste valioso ecossistema.

A diretora executiva da Swissnex Brazil, rede que conecta Brasil e Suíça através da ciência e uma das patrocinadoras da Odisseia, Malin Borg, explica a importância da campanha para a produção e o compartilhamento de conhecimento entre países:

“A campanha se encaixa na missão da Swissnex Brazil, que é conectar os dois países através de ciência, educação, inovação e artes. Na cidade do Rio, integrantes da Race promoveram um workshop sobre design no Instituto Europeo di Design, na Urca, abordando o conceito Cradle to Cradle, um modelo que amplia a maneira de integrar as novas questões ambientais atuais aos produtos, edifícios e áreas urbanas.

Já em Niterói, o Projeto Grael foi escolhido para uma apresentação, pois trabalha a noção do esporte vinculada à educação ambiental, democratizando a vela e o conhecimento entre crianças e jovens de baixa renda. Para nós, esta linha de atuação é muito importante porque os pequenos é que desfrutarão o futuro do planeta”.

Os navegantes da Odisseia já percorreram 32 mil milhas náuticas, que equivale a pouco mais que uma volta em torno da Terra. Até agora, a viagem teve 11 paradas científicas e nove pedagógicas, para apresentar o projeto nos continentes, ajudando a conscientizar pessoas de diferentes idades e nacionalidades.

Na visita ao Projeto Grael, a equipe do Race for Water velejou na Baía de Guanabara com alunos do Projeto Grael e conheceu de perto os desafios para solucionar o problema do lixo flutuante nas águas da baía olímpica.


De acordo com a diretora da Fundação Race for Water, Anne-Cécile Turner, a expedição passou por quatro das cinco grandes ilhas de lixo dos oceanos, também conhecidas como vórtices (giros) oceânicos ou zonas de convergência, que é onde os detritos se acumulam devido às correntes marítimas. Ela informou que a quinta ainda será explorada.

Segundo a diretora, as ilhas de lixo estão distribuídas nos oceanos Atlântico (Sul e Norte), Pacífico (Sul e Norte) e Índico, numa área que totaliza 15,9 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a quase duas vezes o território do Brasil. A mancha mais próxima ao território brasileiro, no Atlântico Sul, tem 1,3 milhão de quilômetros quadrados, área equivalente a quase 30 vezes o Estado do Rio, apontaram as pesquisas.

“Entre redes de pesca e cordas, o plástico representou 84% do material colhido nos Açores, 70% em Bermuda e 91% na Ilha de Páscoa. Outros materiais, como espuma, cápsulas, filmes e filtros de cigarro, também foram encontrados nesses locais.

Os pesquisadores identificaram que a maior parte do volume do microlixo (uma categoria que corresponde a descartes menores que 5 milímetros) encontrado nos mares é formada por plástico. Segundo os pesquisadores, esta dimensão de resíduo é considerada a mais prejudicial ao meio ambiente, por intoxicar a fauna marinha e não ser facilmente coletável.

Fonte: O Fluminense



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