segunda-feira, 17 de agosto de 2015

TRANSOCEÂNICA - Nova frente de trabalho no túnel vai acelerar a obra



Atualmente, o trabalho está concentrado na verticalização do paredão rochoso em relação ao solo, processo que antecede a perfuração
Douglas Macedo


Vinícius Rodrigues

As obras do túnel Luís Antônio Pimentel, que ligará a Zona Sul até a Região Oceânica, ganharão uma nova frente de trabalho a partir do próximo mês. Segundo a Prefeitura de Niterói, está prevista a perfuração da rocha a partir de Charitas em setembro. Atualmente, as intervenções, que fazem parte da TransOceânica, já atingiram 25% do cronograma.

As obras acontecem pelo lado do Cafubá na Região Oceânica. Até o momento foram retiradas 12 toneladas de pedra do Morro da Viração que vão ser aproveitadas nas ruas do entorno do projeto. A rocha já recebeu tratamento especial para as detonações, e no local vai ser montada uma Central de britagem, semelhante à que existia na Avenida do Contorno, triturando as pedras e transformando em pó.

As detonações estão acontecendo em intervalos de dois dias em horários específicos. Elas são controladas pela equipe responsável pela obra, para que seja possível diminuir os impactos aos moradores que ainda estão no local.

De acordo com informações da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), toda a perfuração será feita com explosivos. Lincoln Silveira, diretor da Emusa, explica que a previsão é que até o fim de setembro o túnel já esteja com pelo menos 50 metros de profundidade.

“Todas essas explosões vão acontecer diariamente com avanços de quatro metros semanais, com o uso de pelo menos 800 quilos de explosivos. Todo processo será por explosões. O tatuzão não será usado por motivo de custos”, disse Lincoln, ressaltando que não valeria a pena fazer gastos mais elevados para perfurar apenas 1,3 quilômetro de túnel.

Na última quarta-feira houve a maior explosão desde o início das obras, com mais de 1,3 mil toneladas de explosivos. O trabalho está sendo feito para que se consiga a verticalização do paredão rochoso em relação ao solo, processo que antecede a perfuração.

“A ideia é que até o mês que vem já comecem também os trabalhos do outro lado do túnel, em Charitas, que ainda depende da decisão de desapropriação de pelo menos dez casas. As detonações acontecem em ambientes controlados para que se diminuam os impactos dos moradores aqui do entorno. A Prefeitura está resolvendo a questão da saída deles”, disse Marcelo Castilho, engenheiro civil do Consórcio TransOceânico.

Fonte: O Fluminense






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