Mostrando postagens com marcador Regata Cidade do Cabo/Rio 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Regata Cidade do Cabo/Rio 2010. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Samuel Gonçalves: o niteroiense fala sobre a experiência de vencer a regata Cidade do Cabo-Rio

Samuel Gonçalves, velejador do Projeto Grael, no leme do barco City of Cape Town, vencedor da regata transoceânica Cidade do Cabo - Rio.

SAMUEL GONÇALVES


A histórica regata oceânica entre a África do Sul e o Brasil, Cape to Rio, completou 40 anos e nós temos motivos de sobra para comemorar. Pela primeira vez, uma equipe composta por maioria brasileira, vence a competição. Os niteroienses: Samuel Gonçalves, 23 anos, Allan Tavares, 18 anos, Hallan Batista, 22 anos e Alex Sandro Mattos, 21 anos, frutos do Projeto Grael, competiram em um veleiro de 41 pés da Marinha Africana juntamente com três sul-africanos e cruzaram o Oceano Atlântico durante 17 dias em alto mar.

Em uma entrevista exclusiva para a Revista Trela, Samuel Gonçalves, que além de velejador, estuda Desenho Industrial na UFF, falou sobre a experiência vivida ao lado dos companheiros, a beleza da África e a emoção da vitória.

Em primeiro lugar, parabéns!

Estamos muito felizes com essa conquista inédita para o Brasil. A ficha está caindo aos poucos. Estamos sentindo a grandiosidade desse feito quando as pessoas nos parabenizam e perguntam sobre a travessia.

Como surgiu o convite para participar da competição?

Em 2010, John Martin, um dos organizadores do evento, veio conhecer o Projeto Grael e propôs ao Axel Grael que montassem uma tripulação com alunos e ex-alunos do projeto. Como o tempo era curto, e a logistica a ser feita muito grande, escolheram quatro ex-alunos para integrar uma tripulação sul-africana e eu fui um dos escolhidos.

Sete profissionais fizeram parte da equipe. Qual era a função de cada um?

Creio que ainda não somos profissionais já que nossa renda não vem do esporte da vela. Estamos trabalhando para isso ocorrer um dia. Os sul-africanos foram três: Gerry Hegie, comandante e navegador; Michael Robb, trimmer da vela de proa e Duncan Matthews, trimmer da vela mestre. Dos quatro brasileiros, Alex Sandro era responsável pela proa, Hallan pelo mastro, Allan pela secretaria e eu era watch capitan.

O barco partiu da África para o Brasil. Quantos dias antes da partida vocês ficaram no país e como foi esta experiência?

Nós saímos do Brasil no dia 1º de janeiro, chegamos no dia 2 e a largada da competição foi no dia 15. Durante estes 14 dias na África, conhecemos os sul-africanos e terminamos de ajustar e preparar o barco. A Cidade de Cape Town é muito bonita. Fomos ao Cabo da Boa Esperança onde há o encontro do Oceano Atlântico e o Índico. Fomos também a Table Mountain, cartão postal e símbolo da cidade.

Como se comunicaram durante o percurso?

Os tripulantes sul-africanos só falavam inglês e eu era o único que falava os dois idiomas. O interessante é que quando se sabe velejar, a língua facilita, mas não é fundamental. Sabíamos o que tinham que ser feito na hora certa e então tudo fluía bem. Com o passar do tempo os sul-africanos aprenderam palavras de comando em português, assim como os brasileiros aprenderam as ordens em inglês. No final deu tudo certo.

Você é um atleta apoiado pela academia R1 Fitness. Como você se preparou fisicamente para o campeonato e qual a importância deste treinamento?

Tenho muito a agradecer a R1 Fitness. Para todo atleta a preparação física é fundamental, já que nosso corpo é a ferramenta de trabalho. Na R1 Fitness encontrei profissionais capacitados para me dar o suporte necessário para cruzar o Oceano Atlântico sem lesões ou dores musculares. Quando entrei no barco na África do Sul com destino ao Brasil, eu sabia que estava físicamente preparado para essa empreitada que durou 17 dias e algumas horas.

Você voltou com uma barba que não tinha. Em alto mar que dificuldades enfrentaram com relação a cuidados pessoais?

Tomávamos banho com água do mar, aplicávamos um shampoo e em seguida, a toalha para tirar o sal. Para escovar os dentes usávamos água potável.


Acompanhados por su-africanos, a tripulação do Projeto Grael visitou o Parque Nacional de Table Mountain, nas proximidades da Cidade do Cabo. Foto: Arquivo pessoal de Samuel Gonçalves.

Você perdeu 8 Kg durante o trajeto. Como era a rotina de alimentação e trabalho?

A alimentação era basicamente comida desidratada, macarrão e arroz. Durante a travessia dividimos a tripulação em duas equipes, os sul-africanos e os brasileiros, em função do idioma. Os turnos eram de três em três horas. Três horas velejando duro, regulando as velas e fazendo trocas quando necessário, e nas três horas de descanso, usávamos para preparar a nossa comida, ir ao banheiro, trocar de roupa, descansar um pouco e fazer uma manobra ou troca de vela. Todos os tripulantes eram convocados para atuarem juntos, então, mesmo no nosso tempo de descanso trabalhávamos em manobras.

Qual foi o momento mais preocupante da regata?

Não digo preocupante, mas tenso em duas situações. Uma em que o vento estava inconstante, e no período de 1h às 5h da manhã fizemos 15 manobras entre trocas de velas e jibes. Em outro momento, quando estávamos perto da chegada, o vento acabou e ficamos praticamente parados cerca de duas horas, a poucas milhas da linha de chegada.

Em que momento a sensação de vitória começou a ser real para você?

Como os barcos dessa competição não são iguais, eles passam por uma medição e recebem um certificado. O nosso dizia que tínhamos que chegar dois dias na frente de um determinado barco, que poderia tirar o nosso primeiro lugar. Esse barco só chegou três dias depois do nosso, então quando os dois dias se passaram é que eu pude relaxar um pouco mais e a ficha começou a cair.

Durante a viagem você fez anotações importantes sobre cada dia. Pretende lançar um livro sobre esta experiência?

Um livro é algo que eu gostaria de fazer em minha vida, mas acho que tenho muito ainda pela frente. Na hora certa, coloco essa idéia em prática.

E agora quais são os próximos projetos em relação ao esporte? Você ainda está sem patrocinador?

Entre os dias 21 e 27 de fevereiro, vou à Florianópolis participar da Semana Brasileira de Vela Olímpica, onde será definida a equipe que representará o Brasil no ano de 2011 com o apoio da Confederação Brasileira de Vela. Ainda estou engatinhando para as Olimpíadas, mas é um sonho que estou correndo atrás. Ainda não tenho patrocinador, mas, se conseguir outros parceiros como a R1 Fitness, estarei bem mais preparado para uma Campanha Olímpica.

Que lembrança principal você vai guardar de tudo isso?

O trabalho de equipe, o foco e a determinação de sete jovens, brasileiros e sul-africanos, que se conheceram poucos dias antes de uma competição que mudou suas vidas.

Fonte: REVISTA TRELA

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Meio ambiente, meio esporte

O velejador sul-africano Gerry Heggie, comandante do barco City of Cape Town, com a tripulação brasileira composta por velejadores do Projeto Grael. Da esquerda para a direita, Hallan Batista, Samuel Gonçalves, Gerry Heggie, Allan Tavares e Alex Sandro Mattos. Foto de Fred Hoffmann.

O texto abaixo é de Pedro da Cunha e Menezes, Consul Geral Adjunto do Brasil na Cidade do Cabo..
Publicado no site O Eco
08 Fev 2011, 18:40
---

Meio ambiente, meio esporte

Está confirmado! Mesmo computados todos os “handicaps”, o barco vencedor da Regata Cidade do Cabo-Rio é o City of Cape Town. Apesar do nome, o veleiro capitaneado pelo sul-africano Garry Heggie era o único entre os 17 competidores que contava com tripulantes brasileiros. Os Fluminenses Alex Mattos, Samuel Gonçalves, Hallan Batista e Allan Tavares ralaram para conquistar o caneco desta que é a maior regata transatlântica.

Os brasileiros são pupilos de Axel Schmidt Grael. Foram treinados no projeto que Axel mantém em Niterói com seus irmãos Lars e Torben. Para quem não liga o nome à pessoa, Axel é ex-presidente do Instituto Estadual de Florestas do Rio de Janeiro, ex-presidente ds FEEMA e ex-subsecretário de Meio ambiente do Estado do Rio. Ao que consta, todos os minutos de sua vida que passou desembarcado foram dedicados à preservação ambiental.

Como não podia deixar de ser, a conquista de seus alunos é também uma vitória para a Baía de Guanabara. Como profissional e ongueiro Axel sempre militou pela limpeza das suas águas. É ali que velejam os integrantes do Projeto Grael. Sua conservação está embutida nos ensinamentos do dia a dia. Alçar garotos com esse grau de conscientização a uma posição de fama e destaque ajuda a difundir mais amplamente a luta por uma baía limpa.

Parabéns Axel! Parabéns Projeto Grael!

----
Leia mais sobre o Projeto Grael em O Eco: Aprender, ensinar e sonhar (com a natureza) sempre faz bem, por Suzana Pádua.
----

PS: Obrigado, Pedro. Sem a sua ajuda, do embaixador Joaquim A. Whitaker Salles e dos organizadores da regata - em particular o Sr. John Martin, comodoro do Royal Cape Yacht Club - não teríamos como oferecer esta oportunidade tão bem aproveitada por nossos velejadores.

Muito obrigado.
Axel Grael

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Gerry Hegie, comandante do "City of Cape Town", elogia a atuação dos brasileiros na tripulação.

Barco "City of Cape Town", campeão da regata Cape Town Rio. Fonte: Africa Geographic

Heineken Cape to Rio : Long haul to the podium for Gerry Hegie


Sunday, 06 February 2011

Winning the South Atlantic Race has long been a dream for Gerry Hegie, the skipper of City of Cape Town. Gerry has sailed in the race three times, twice as skipper. In the 2009 race he skippered a crack 30-footer, but broken rudders foiled that attempt. This time his preparation was intense.

When ocean racer "JJ" Provoyeur offered the use of his 41-foot boat, Gerry and his sailing mates spent a month of 12-hour days sanding the hull and keel and rudder to a satin finish, taking weight out of the boat, and overhauling all the systems, steering, electrical, rigging, the works.

Hegie, who works with his father as a diver scrubbing weed off yacht hulls, is not afraid of hard work. "I think this race is about 90% preparation of the boat."

"We took the boat apart, we didn't want any gear failures, and we needed to be able to push the boat hard." Even when past the half-way mark at one point City of Cape Town was just 27-miles behind Prodigy, a hi-tech yacht nearly 13-foot longer.

Provoyeur himself reckons the boat has never been in better shape. "The guys did all the things that I had never had the time and energy to do. Gerry is sailing an amazing race, he has a very mature approach." How did he manage to read the weather so well? "I spent over a month looking at the weather files, looking at the best routes, seeing how actual weather had matched forecasts."

An added responsibility was to take on four crew members from Project Grael, an initiative similar to Izivunguvungu which helps youngsters from impoverished backgrounds through sailing. Only one of them, team leader Samuel Goncalves, spoke English.

Sensibly Gerry divided the crew into South African and Brazilian watches, and set them to competing which of the two could do the best mileage. "Sam and I shared the helm in the tougher stuff, and the other guys in the lighter airs."

"But they are all very good sailors, Alex (Alex Sandro Mattos) as bowman was superb. He was out on the end of the pole every time we did a sail change, unclipping the old kite, and clipping in the new."

"We were always peeling (changing) sails to keep on the pace. It was hard work, but we never had a bad word, no conflict at all, " says Hegie, then grins. "Except when I stamped my foot when the changes were too slow."

But even the best-laid plans can go astray, especially at sea. About 1000-miles from Rio th solenoid on the starter motor failed. That meant no engine to charge the batteries, and no power for the water-maker.

"But we had some water in hand, and emergency supplies in the bilges. I briefed the guys, and we limited ourselves to 250 ml in the morning and again at night. They were all very disciplined."

Gerry Hegie lost 15 kg in body-weight, and the others all looked leaner. After sitting in calms for three hours, when City of Cape Town crossed the line near under Sugarloaf, their was a chorus of vuvuzelas, and cheers and shouts from the families and supporters of the Brazilian crew, and the jostle of media and TV crew. It was an emotional moment.

"Yes, it was worth it just for that. It was a great moment, I had a great team." says Hegie.

Alex Petersen

Fonte: BYM Sailing and Sports News

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mais fotos da vitória dos velejadores do Projeto Grael na regata Cape Town Rio

Velejadores do Projeto Grael, campeões da Regata Cape Town-Rio: da esquerda para a direita, Alan Leitão Tavares, Alex Sandro Mattos, Hallan Batista e Samuel Gonçalves. Valeu galera!!!

Comemoração logo após a chegada.

Recebendo os campeões. Da direita para a esquerda, Lars Grael, Alex Sandro, Alan Tavares, Samuel Gonçalves, Torben Grael, Hallan Batista, Christa Grael (Gerente Executiva do Projeto Grael) e Axel Grael.

Familiares, equipe do Projeto Grael na traineira do Cmte Ermel, fora da Barra da Baía de Guanabara para recepcionar o City of Cape Town.

Créditos: Todas as fotos são de Fred Hoffman

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Velejadores do Projetos Grael vencem a Cape Town-Rio

FESTA NAS ÁGUAS DE COPACABANA


O barco City of Cape Town, comandado por Gerrie Hegie e com uma tripulação mista com velejadores brasileiros e sulafricanos vence a Regata Cape Town - Rio. A regata, que comemora 40 anos, cruza o Oceano Atlântico e pela primeira vez foi vencida por brasileiros.

Veja as fotos da chegada do barco e as comemorações pela vitória, na manhã desta terça feira, 01 de fevereiro.

 
City of Cape Town, barco vitorioso da regata Cape Town - Rio 2011

Barco City of Cape Town, com as cores da marca da cidade que patrocinou a participação da tripulação de brasileiros e sulafricanos.

No contra-vento, a caminho da Baía de Guanabara.

Torcida comemorou bastante

Tripulação chega ao Iate Clube do Rio de Janeiro.

Velejadores do Projeto Grael que fizeram parte da tripulação do City of Cape Town.

Velejadores campeões com seus familiares, com a equipe do Projeto Grael, com o comodoro do Royal Cape Yacht Club John Martin (centro, camisa branca), dirigente da Escola de Vela Izivunguvungu almirante Leow (à direita).

Fotos de Axel Grael, exceto a última, por Joanna Dutra.

Integrantes do Projeto Grael estão perto de conquistar a vitória na regata Cape Town-Rio

Tripulantes brasileiros (do Projeto Grael) e sulafricanos a bordo do City of Cape Town.

Barco deve chegar nesta terça. Edição comemora os 40 anos da tradicional prova oceânica

Por Mariane Thamsten
Da Velassessoria

O barco City of Cape Town, do comandante Gerry Hedie, está previsto para cruzar a linha de chegada da regata Heineken Cape Tow-Rio ao meio dia desta terça-feira (1) e garantir a vitória desta edição no tempo corrigido. Além de três sul-africanos, o veleiro é tripulado por quatro integrantes do Projeto Grael – instituição social criada pelos velejadores Torben, Lars e Axel Grael e Marcelo Ferreira – e únicos representantes do Brasil na competição. Os quatro jovens estreiam no oceano com a possibilidade de subir no lugar mais alto do pódio.

A histórica regata entre a África do Sul e o Brasil está comemorando 40 anos e nas duas últimas edições teve como destino Salvador, capital da Bahia. No ano passado, o Iate Clube do Rio de Janeiro, com o apoio da Prefeitura, resgatou a prova para a cidade e no dia 15 de janeiro, exatos 40 anos depois da primeira largada em 1971, mais de 20 embarcações largaram com destino à costa carioca.

Os velejadores Torben Grael, Lars Grael e Marcelo Ferreira vão recepcionar os alunos do Projeto Grael.

A festa de premiação ocorrerá no dia 13 de fevereiro, às 19h30, no Iate Clube do Rio de Janeiro, e contará com a presença do prefeito, Eduardo Paes.

Saiba mais sobre o Projeto Grael

O Projeto Grael foi criado há doze anos em Niterói por uma iniciativa dos irmãos Torben e Lars Grael e do velejador Marcelo Ferreira. Atualmente, o irmão mais velho, Axel Grael, ex-presidente da Feema e também velejador, é o presidente da instituição.

Desde a sua fundação, o Projeto Grael, também conhecido como Instituto Rumo Náutico, vem desenvolvendo uma metodologia própria de esporte e educação, que serviu como base para outros programas semelhantes, como o Navega São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, e o Projeto Navegar/Segundo Tempo, iniciativa federal desenvolvida em diversas cidades brasileiras.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Um pouco da repercussão internacional da participação do Projeto Grael na Cape Town - Rio.

Velejadores do Projeto Grael visitam o Table Mountain e votam pelo reconhecimento do marco da Cidade do Cabo como uma das Maravilhas do Mundo. Fonte: tablemountain.net.

- Sail World: "The Brazilians are really nice guys".
- Site da Cidade de Cape Town. Cidade anuncia o apoio à tripulação e a participação do Projeto Grael:  Aqui
- Royal Cape Yacht Club: Aqui
- Times Live: Aqui
- SailCam TV: Aqui
- West Cape News: Aqui
- PRLog: "Flourishing relations - Cape Town-Rio de Janeiro": Aqui
- "Across the Ocean and Up in the Sky": velejadores do Projeto Grael visitam Parque Nacional Table Mountain. Aqui
- "Township youth to battle in Race to Rio": Aqui

Regata Cape Town-Rio: Velejadores do Projeto Grael se aproximam do Rio

Tripulações do Spirit of Izivunguvungu e do City of Cape Town treinam na Cidade do Cabo, antes do início da regata Cape Town-Rio. Foto: divulgação.

BARCO CITY OF CAPE TOWN CONTINUA NA LIDERANÇA E ESTÁ A APENAS 388 MILHAS DA CHEGADA.

Quatro velejadores formados pelo Projeto Grael, Samuel Gonçalves, Hallan Batista, Alex Sandro Mattos e Allan Leitão Tavares (saiba mais sobre eles), são os únicos representantes brasileiros na tradicional regata Cape Town - Rio, de travessia do Oceano Atlântico. Os velejadores fazem parte da tripulação do barco City of Cape Town, onde estão também três velejadores sul-africanos.

A equipe, que é patrocinada pela prefeitura da Cidade do Cabo (Cape Town), está na liderança desde os primeiros dias da regata.

À frente do barco dos brasileiros, segue o Prodigy, barco que deve conquistar a Fita Azul (primeiro barco a cruzar a linha de chegada). Mas, isso não significa que o barco será o campeão. Bem maior e de construção mais sofisticada que os demais, o Prodigy é penalizado no sistema de handicap, regra existente nas competições de oceano para equiparar as embarcações e garantir a competitividade em igualdade de condições dos participantes, independente do tamanho dos seus barcos.

Protestos

Como não há como ter juízes vigiando toda a competição, como em outros esportes, na vela, as dúvidas e conflitos surgidos durante a competição são julgadas depois da prova por uma Comissão de Protestos. No caso da atual Cape Town-Rio duas decisões terão que ser tomadas pela Comissão de Protestos.

Os dois casos referem-se a um mesmo incidente. O barco Spirit of Izivunguvungu, teve uma pane no equipamento desalinizador - que transforma a água do mar em água potável - o que os deixou perigosamente sem estoque de água para os tripulantes. Os tripulantes da embarcação Xtra Link, foram solidários e dentro do espírito esportivo e de marinharia responsável, prestaram socorro ao barco em apuros.

Agora, a tripulação do Xtra Link reivindica, justamente, que as seis horas que teriam dedicados ao socorro sejam justamente descontadas do tempo total a ser contabilizado pelo barco na regata. O pedido deverá ser acatado sem problemas.

A outra decisão é quanto ao Spirit of Izivunguvungu, que pode ser penalizado até com a desclassificação pela Comissão de Regatas, por ter recebido ajuda externa, o que contraria as regaras da competição. O Projeto Grael lamenta muito pela equipe do Izivunguvungu, organização social parceira do Projeto Grael e que desenvolve um trabalho semelhante na África do Sul. Torcemos que a decisão da Comissão de Protestos não privilegie, mas também não invalide todo o esforço destes bravos jovens que junto com os velejadores do Projeto Grael tornam a atual edição da regata um marco da vela internacional, pela presença de duas tripulações compostas por velejadores oriundos de projetos sociais.

Armadilhas na chegada ao Rio de Janeiro

Nesta manhã de domingo, ao ser publicado o boletim diário com a posição dos competidores, o Prodigy estava a 127 milhas de distância da Linha de Chegada. A previsão inicial era que a embarcação chegasse na tarde de sábado, mas os velejadores estão sofrendo as consequências de uma má decisão estratégica: segundo o site da regata, o comandante e o navegador do Prodigy decidiram chegar ao Rio de Janeiro em uma posição mais para o sul do que o restante da flotilha. Isso os fez cair em uma Zona de Alta Pressão, o que lhes tirou o vento. Para sair da "armadilha", o Prodigy teve que contornar esta zona e seguir o seu caminho para o Rio.

Com isto, prdeu-se parte da vantagem que o Prodigy conseguiu abrir com relação aos demais competidores nos últimos dias, que o levou da oitava para a quinta posição no tempo corrigido (pela regra do handicap). Bom para o líder City of Cape Town que consolida a sua posição, mas que terá que evitar os erros cometidos pelo Prodigy. A distância dos brasileiros para o Prodigy diminuiu nas últimas horas e para os demais competidores que estão para tras, a distância é cada vez maior e mais confortável. Mas, todo cuidado é pouco e, de certo, a regata só termina quando os barcos cruzarem a linha de chegada.

Ansiedade e emoção

A medida que os barcos se aproximam, aumenta a ansiedade dos familiares, velejadores, amigos e de toda equipe do Projeto Grael, que estão acompanhando e torcendo pelos brasileiros. A expectativa é que o City of Cape Town cruze a linha de chegada na terça-feira de manhã.

Que todos continuem emanando as melhores vibrações para que tudo continue correndo bem e os velejadores do Projeto Grael nos encham de emoção com a vitória. Seja como for, já temos muito o que comemorar com tudo o que já fizeram até agora.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Só faltam 1000 milhas para os velejadores do Projeto Grael na regata Cape to Rio

City of Cape Town, com a tripulação de brasileiros e sual-africanos.

Quatro velejadores do Projeto Grael (Samuel Gonçalves, Hallan Batista, Allan Tavares e Alex Sandro Mattos. Saiba mais sobre eles aqui) estão disputando a Regata Cape Town-Rio a bordo do barco City of Cape Town. Com eles, seguem outros três velejadores sul-africanos, dentre eles, o comandante do barco Gerry Hegie (comandante do barco), Michael Robb, Duncan Matthews and Kenwyn Daniels.

O City of Cape Town lidera a regata no tempo corrigido, tendo a sua frente apenas o Prodigy, um barco bem maior e que para vencê-lo precisará de uma grande vantagem de tempo, o que não tem no momento. Apesar de estar na frente dos demais 16 barcos na regata, o Prodigy está apenas em oitava lugar no tempo corrigido. Para entender o que é o tempo corrigido acesse aqui.

Brasileiros devem chegar na segunda feira

Segundo a última posição oficialmente registrada no site da regata, os barcos estão a cerca de 1000 milhas do Rio de Janeiro e a previsão de chegada do Prodigy é no próximo domingo dia 30 de janeiro, por volta das 19 horas. O City of Cape Town dos velejadores do Projeto Grael tem previsão de chegar cerca de 12 horas depois, portanto, na manhã de segunda feira.

Ainda poderá acontecer muita alteração, já que os barcos devem diminuir bastante a velocidade ao se aproximar do Rio de Janeiro devido aos ventos mais fracos, o que é previsto devido às condições meteorológicas.

Spirit of Izivunguvungu.

Spirit of Izivunguvungu, sem água potável, pode ser desclassificado

O barco Spirit of Izivunguvungu, tripulado por velejadores da organização Izivunguvungu, que desenvolve um trabalho semelhante ao Projeto Grael, passou por grandes dificuldades quando o desalinizador, aparelho que retira o sal da água do mar e a transforma em água potável, deixou de funcionar, causando o desabastecimento da tripulação. Quando estavam na quinta posição (tempo corrigido), o comandante do barco emitiu o alerta à Comissão de Regatas (juízes) que estavam praticamente no fim do estoque de água e pediram ajuda. O barco Extra Link desviou-se do seu rumo, aproximou-se do Spirit of Izivunguvungu e disponibilizou água e 20 latas de isotônicos. A operação durou cerca de 25 minutos e foi bem sucedida.

A Comissão de Regatas agora terá que decidir sobre a desclassificação do barco sul-africano. Segundo as regras, as embarcações participantes não podem ter ajuda externa. Caso necessitem, devem deixar a regata.

Outros barcos já tiveram problemas. O Myrtle of Bonnievalle também teve problemas com o desalinizador e quase desistiu da regata. Mas, após 5 dias de esforços, conseguiram recuperar o equipamento. O Ciao Bella já reportou problemas dias atrás, mas conseguiu resolvê-lo também.

Estaremos na torcida para que os velejadores do Spirit of Izivunguvungu e os demais participantes tenham uma chegada tranquila e segura ao Rio de Janeiro. Estaremos os aguardando para retribuir toda a atenção que dispensaram aos nossos velejadores enquanto estiveram na África do Sul, antes da largada da regata.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Velejadores do Projeto Grael lideram a regata Cape Town - Rio


Com mais da metade do percurso de travessia do Atlântico já percorrido, o barco City of Cape Town, patrocinado pela prefeitura da Cidade do Cabo e que conta com quatro velejadores do Projeto Grael na tripulação (únicos brasileiros na regata), continua liderando a regata no tempo corrigido.

O tempo corrigido é uma forma de estabelecer um comparativo entre barcos de diferentes tamanhos, tipos de desenho e construção, e outros critérios. Ou seja, um barco maior e mais sofisticado precisa chegar com uma determinada vantagem com releção a outro menor e menos sofisticado.
O barco City of Cape Town (de 41 pés) só tem um barco à sua frente, o Prodigy, de 51 pés, e descrito no site da competição (http://www.capetorio.heineken.com/) como "uma máquina de regata". Com o critério do tempo corrigido, o City of Cape Town lidera com boa vantagem sobre os adversários.

Desde o início, o barco com os brasileiros optou por uma rota mais ao Norte que os demais e o resultado tem sido muito bom até agora. Nos últimos dias, a performance tem sido sempre superior à dos adversários, sendo que o barco registrou uma singradura de 213 milhas nas últimas 24 horas. A única excessão é para o Prodigy, que tem sido mais rápido (221 milhas nas últimas 24 horas), mas não o suficiente para compensar as suas vantagens comparativas e, por isso, o barco não está em boa posição geral na regata (tempo corrigido). No tempo corrigido, o Prodigy está em oitavo lugar. Os barcos que seguem depois dos dois barcos mais a frente tem tido um resultado bem inferior: Ciao Bella, o segundo colocado no tempo corrigido, avançou 174 milhas; Xtra-link, 179 milhas e Cape Storm, 150 milhas. Os demais barcos estão ainda mais lentos.

Prodigy tem encontrado muitas dificuldades. A regata, como esperado, tem sido com vento em popa praticamente desde o seu início, na Cidade do Cabo. Mesmo com ventos moderados, o Prodigy já rasgou dois spinnakers (vela balão), velas apropriadas para melhorar a performance com ventos de popa e través. Estas velas devem estar fazendo muita falta. Outro problema é que devido às características do barco, o Prodigy não tem bom resultado quando veleja de vento em popa ("popa raso") e, portanto, os seus tripulantes são forçados a veleja-lo um pouco mais orçado, o que obriga que o barco prossiga fazendo um "zigue-zague", levando-o a singrar uma distância muito maior que os demais. O comandante do barco estima que para avançar as 221 milhas registradas, o barco teve que percorrer na verdade 270 milhas.

O que terão pela frente?

Como indica o mapa acima, que representa as curvas de pressão atmosférica no Oceano Atlântico Sul (hoje, terça feira, 25/01/2011), mostra que os barcos deverão encontrar ventos mais fracos e instáveis ao se aproximar do litoral brasileiro. Isso deverá diminuir o excelente ritmo que a regata teve até agora e atrasar um pouco a chegada dos primeiros colocados ao Rio de Janeiro.

Tudo leva a crer que ainda teremos muita emoção pela frente e continuaremos na torcida para que o City of Cape Town faça uma ótima chegada ao Rio de Janeiro. Qualquer que seja o resultado, teremos muito o que comemorar.

---
Quer saber quem são os quatro velejadores do Projeto Grael na Regata Cape Town-Rio? Acesse aqui

A TRIPULAÇÃO DO PROJETO GRAEL NA REGATA CAPE TOWN RIO TEM O APOIO DAS EMPRESAS:

WELLSTREAM
G-COMEX

sábado, 15 de janeiro de 2011

APRENDENDO COM A CIDADE DO CABO: VELA COMO INDUTOR DO DESENVOLVIMENTO


PREFEITURA DE CAPE TOWN AJUDA A PATROCINAR A REGATA CAPE TOWN-RIO E VIABILIZA A PARTICIPAÇÃO DO PROJETO GRAEL
Os barcos que os velejadores do Projeto Grael e da Izivunguvungu disputarão a regata Cape Town-Rio são patrocinados pelo governo municipal da Cidade do Cabo, que arrendou os barcos e custeou as despesas de preparação para a regata: reforma das embarcações, equipamento, suprimentos, despesas diretas com os velejadores sulafricanos, etc.

O Projeto Grael, com o apoio da G-Comex e da Wellstream, cobriu as despesas de transporte dos velejadores brasileiros até a África do Sul.

Segundo o site oficial da cidade, a administração municipal de Cape Town decidiu apoiar a regata com um patrocínio de 500 mil rands (cerca de R$ 122 mil), sendo que 350 mil rands é proveniente do Departamento de Esportes e Recreação e 150 mil do Departamento de Turismo. Os recursos tiveram vários destinos, dentre eles, patrocinar os dois barcos.

Ao comentar o apoio que a cidade deu diretamente às duas tripulações formadas por velejadores de organizações sociais (Projeto Grael e Izivunguvungu), o conselheiro Brett Herron, membro do Comitê de Serviços Comunitários da Prefeitura, declarou que:

"Estamos confiantes que esta oportunidade contribui para o desenvolvimento social dos tripulantes e para o desenvolvimento do esporte e estamos orgulhosos de ter estes times velejando sob a bandeira da cidade".

EVENTOS NÁUTICOS E DESENVOLVIMENTO

O que gostaríamos de destacar e sugerir uma reflexão é a invejável postura da Cidade do Cabo com relação às atividades náuticas. A cidade considera que o apoio à vela uma estratégia de desenvolvimento, que pretende posicionar-se como um hub turístico internacional. Para isto, consideram o investimento na regata Cape Town - Rio a plataforma ideal para fazer da cidade um destino para eventos náuticos, dando visibilidade para a capacidade de organização e a infraestrutura oferecida.

Assim como a Cidade do Cabo, o Rio de Janeiro tem uma posição geográfica privilegiada para o turismo náutico. Historicamente, a Cidade do Cabo é praticamente uma parada obrigatória para que quem veleja pelo Atlântico e dirige-se ao Oceano Índico. Os portugueses foram os primeiros a descobrir e a divulgar isso para o mundo. Da mesma forma, o Rio de Janeiro tem sido historicamente um ponto atraente de escala para navegadores que se dirigem para o sul da America do Sul e para o Pacífico.

Mas, diferentemente da Cidade do Cabo, o Rio de Janeiro ainda não acordou para este potencial para alavancar a sua economia. A capital carioca acabou de perder a parada da Volvo Ocean Race e a própria regata Cape Town-Rio foi despresada pela cidade, tendo sido transferida para Salvador, em um passado próximo. Só retornou à cidade com a visão e a colaboração que veio da própria África do Sul, e que foi abraçada pelo ICRJ.

Assim como a regata Cape Town-Rio volta agora ao Rio de Janeiro, o ICRJ - Iate Clube do Rio de Janeiro está resgatando para a cidade outra regata histórica para a vela brasileira, a Buenos Aires-Rio, que ocorre simultaneamente à Cape to Rio e cujos barcos deverão chegar ao Rio ao mesmo tempo.

Que estas regatas motivem definitivamente o Rio de Janeiro a valorizar a sua tradição e assumir uma de suas maiores vocações: os eventos náuticos. Que o Rio de Janeiro aprenda com a Cidade do Cabo (Cape Town) e tantas outras cidades no mundo que disputam os eventos náuticos, sabedoras que são das divisas que estas representam, por movimentar o turismo, serviços e a indústria local.

Vamos afastar de vez a visão que a náutica é uma coisa elitista e vamos enxergar os resultados que o Projeto Grael está mostrando ao Brasil. Hoje, os projetos públicos e privados de vela educativa e social - quase todos inspirados ou criados com algum apoio do Projeto Grael - já formam mais velejadores do que todos os iate clubes juntos, como exaltou recentemente a Confederação Brasileira de Vela e Motor.

Portanto, a vela é elitista? Ainda é sim, mas não precisa ser. Uma vela elitista e excludente, frustra e constrange. Barcos podem ser muito mais do que são hoje no Brasil.

Em breve, a vela deixará de ter a sua imagem tão vinculada a elite e os barcos terão o seu valor econômico, educativo e social tão valorizados quanto a contribuição que já deram ao esporte do país. 

COMEÇOU A REGATA CAPE TOWN-RIO: barcos a caminho do Rio de Janeiro

Os dois barcos patrocinados pela governo municipal da Cidade do Cabo. O velejadores do Projeto Grael disputam a Cape Town-Rio no barco City of Cape Town, a barlavento (em segundo plano), e os velejadores da Izivunguvungu, estão a bordo da embarcação mais próxima na foto (a sotavento).

A Regata Cape Town Rio (Heineken Cape to Rio Race) largou!!! São 17 tripulações que estarão no mar nas próximas 3 semanas, cruzando o Oceano Atlântico, até chegar ao Rio de Janeiro, a 3.400 milhas de distância (em linha reta). A Cape to Rio é considerada a mais longa regata oceânica do Hemisfério Sul.

A atual edição da regata comemora os 40 anos da competição, disputada pela primeira vez em 1971 e a comunidade náutica do Rio de Janeiro comemora o retorno da chegada da regata para a Baía de Guanabara, já que o Rio de Janeiro havia Royal Cape Yacht Club, organizador do evento.

O Brazil não tem nenhum barco na regata, mas possui quatro velejadores, todos formados pelo Projeto Grael, que disputam em uma tripulação que também conta com velejadores sulafricanos. O barco chama-se City of Cape Town, que é patrocinado pela prefeitura da cidade, qua apóia também outra embarcação, com uma tripulação formada or velejadores formados em uma iniciativa similar ao Projeto Grael, chamado IZIVUNGUVUNGU.

VELEJADORES DO PROJETO GRAEL NA CAPE TO RIO

Os velejadores do PROJETO GRAEL na regata Cape Town - Rio são:

Samuel Gonçalves, 23 anos, morador do Fonseca, em Niterói/RJ, estuda Desenho Industrial na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e tem o certificado da Federação Brasileira de Vela como gerente de regatas. Samuel ganhou muitos títulos na vela nacional, como o tricampeonato brasileiro da classe Ranger 22, e conta com 4.025 milhas náuticas navegadas. Mais experiente da equipe e com boa fluência em inglês, Samuel é o líder da equipe do Projeto Grael.

Hallan Batista, 22, também morador do Preventório, já participou de várias competições como o Campeonato Estadual de Ranger, em 2009 e 2010, Regata Santos-Rio, em 2009 e 2010, e do Circuito Rio de 2008 a 2010. Hallan entrou para o Projeto Grael em 2006, onde cursou capotaria, refrigeração e eletrônica. No projeto foi também monitor de vela. Ele sonha em ser oceanógrafo.

Allan Tavares, 18 anos, morador de São Gonçalo/RJ, é o caçula da equipe. Filho de uma costureira, ele ingressou no Projeto Grael há três anos. De lá para cá, fez curso de vela, eletroeletrônica e refrigeração. Em 2009, entrou para a equipe do Peixe Galo, barco do Projeto Grael movido a energia solar. Naquele mesmo ano, ele conquistou o segundo lugar na competição Desafio Solar, em Paraty/RJ, na categoria multicasco. Atualmente, ele cursa o ensino médio e auxilia um professor no curso de windsurf do Clube Naval Charitas, também em Niterói. Allan tem, também, experiência em levar barcos para outros estados do Brasil.

Alex Sandro Mattos, 21 anos, morador da comunidade do Preventório, em Charitas/Niterói, entrou para o Projeto Grael em 2002, onde se formou em mecânica diesel, marcenaria, eletrônica, fibra de vidro e vela avançada. Atualmente, se prepara para o concurso da FAETEC no curso de Construções Navais.

Os atletas do Projeto Grael serão acompanhados por velejadores sulafricanos, sendo eles: Gerry Hegie (comandante do barco), Michael Robb, Duncan Matthews and Kenwyn Daniels, este último instrutor de vela da Izivunguvungu.

VELEJADORES DA IZIVUNGUVUNGU

Velejadores da Fundação Izivunguvungu para a Juventude, uma organização sulafricana semelhante e parceira do Projeto Grael, treinam para a Cape to Rio.

O barco Enigma Spirit of Izivunguvungu, um Fast 42, traz a bordo a tripulação de um projeto social que atua de forma bem semelhante ao Projeto Grael, que é a Escola de Vela Izivunguvungu. A tripulação é liderada por Kader Williams, um ex-aluno e atual instrutor da Izivunguvungu e terá como tripulantes Eric Ntetana (34 de Gugulethu), Antony Edwards (27 de Ocean View), Joweal Klaase (21 de Ocean View), Ryan Pentolfe (25 de Grassy Park), Thabiso Jim (20 de Red Hill) e Wandisele Xayimpi (também de Red Hill).

IZIVUNGUVUNGU

A palavra no idioma isizulu significa "vento forte repentino". A organização tem um forte vínculo, apoio e patrocínio da Marinha da África do Sul, o que poderia ser uma boa inspiração para uma futura parceria entre o Projeto Grael e a Marinha do Brasil.  

A organização promove a formação de velejadores e oferece cursos de construção e manutenção de embarcações.

O contato entre o Projeto Grael e a Izivunguvungu iniciou-se quando Torben Grael aportou na Cidade do Cabo, como comandante do Ericsson 4, barco no qual foi campeão da regata volta ao mundo, a Volvo Ocean Race. Izivunguvungu foi uma das anfitriãs da equipe do Projeto Grael na África do Sul, sendo que seus integrantes receberam os nossos velejadores, organizaram e acompanharam nossos atletas em uma programação cultural na Cidade do Cabo.

Na chegada ao Rio de Janeiro, os velejadores do Projeto Grael retribuirão toda a hospitalidade dos amigos sulafricanos.

COMO ACOMPANHAR A REGATA?

O site oficial da regata é: http://capetorio.heineken.com/
No site, encontra-se um mecanismo de acompanhamento do deslocamento dos barcos atraves do Google, que é atualizado periodicamente. Não estou certo, mas acho que será atualizado apenas uma vez por dia, já que os barcos são obrigados a informar a sua posição diariamente, apenas no horário 12:00 UTC (Greenwich). Isto corresponde a 10:00 no Rio de Janeiro.

ROTA

Será interesante observar que a trajetória a ser seguida pelos comptidores deverá afasta-los muito do alinhamento que o mapa do Google oferecido para o nosso acompanhamento mostra como sendo o caminho reto entre a Cidade do Cabo e o Rio de Janeiro. Como quase sempre na vela, o caminho mais rápido entre as duas cidades não é a reta, mas um arco fletido para o Norte.


A linha reta entre Cape Town e o Rio de Janeiro é o caminho mais curto, mas não o mais rápido e mais fácil, pelos motivos expostos abaixo.

O mapa mostra o ciclo de ventos e correntes oceânicas no planeta. À direita, pode-se verificar o regime de correntes e ventos do Atlântico Sul. Por isso, para se beneficiar de ventos e correntes, os velejadores precisarão se deslocar bem para o Norte, e não seguir pelo caminho mais curto.

De forma a se beneficiar dos ventos e correntes, os velejadores devem se deslocar bem para o Norte, passando próximo à Ilha de Santa Helena. Lá, deverão começar a mudar o rumo mais para o Sul, até que cheguem ao Rio de Janeiro.

ONDE E QUANDO SERÁ A CHEGADA NO RIO DE JANEIRO?


Conforme indicado na carta náutica acima, a linha de chegada será em frente a Copacabana, no alinhamento entre o Corcovado e o mastro da bandeira do Forte Copacabana, limitado com uma bóia que será posicionada conforme indicado. Portanto, quem quiser assistir à chegada poderá fazê-lo por terra ou por mar.

Ainda não é possível precisar quado os barcos chegarão. Estima-se que a regata demore cerca de 20 dias.

APOIOS:

A participação dos velejadores do Projeto Grael na regata Cape Town - Rio deve-se ao convite feito pelo RCYC - Royal Cape Yacht Club, pelo ICRJ - Iate Clube do Rio de Janeiro e pela indispensável ajuda do Consulado Geral do Brasil na Cidade do Cabo.

Além disso, o Projeto Grael contou com o apoio das empresas Wellstream e G-Comex:



MUITA SORTE A TODOS OS PARTICIPANTES. E A NOSSA ORGULHOSA TORCIDA PARA OS 4 VELEJADORES DO PROJETO GRAEL, QUE REPRESENTAM O BRASIL NA REGATA.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mensagem da África do Sul. Regata Cape to Rio larga dia 15/01


DIA 13....

Hoje dia 14 de Janeiro de 2001, eu e mais três companheiros brasileiros alunos do Projeto Grael, estamos na cidade de Cape Town localizada na África do Sul, e temos a difícil e prazerosa missão de representar o nosso amado Pais e nosso precioso Projeto Grael em Niterói em uma das mais importantes e históricas competição entre barcos a vela, a Regata transoceânica CAPE TO RIO 2011.

Hoje o dia começou cedo... por volta das 7:30 quando eu toquei a ALVORADA no quarto (rsrs). Mas só foi nesse horário para que os rapazes pudessem ir acordando aos poucos e levantar de verdade as 8:30.

8:30 fomos ao barco e começamos a organizar as coisa la dentro... para tomarmos o café da manha as 9:30.

Depois do café, voltamos para o barco, onde terminamos as grandes fainas e focamos nas pequenas, mas importante coisas.... mas fomos interrompidos pois tivemos que ir velejar para tirar fotos com outro barco de bandeira indiana.

Na parte da tarde, enquanto estávamos no barco, o Gerry Hegie comprou a parte da comida que estava faltando... a organização e fundamental, ficamos por volta de 2:40hs arrumando a comida dentro do barco...

Por volta das 22:30 conseguimos quase finalizar as pequenas fainas.. amanha pretendemos terminar tudo pela parte da manha e ir dar uma volta na cidade pela parte da tarde, para pensarmos em outras coisas e relaxar, quer dizer... pelo menos para tentarmos... (kkk)

O barco esta preparado e equipado com todos os equipamentos de segurança... a tripulação e muito boa e esta unida com o mesmo objetivo... estamos felizes pela oportunidades que tivemos e gostaríamos de agradecer imensamente ao Projeto Grael por nos ter escolhido entre tantas centenas de alunos que passaram por ele nesses mais de 12 anos de historias, ao Iate do Clube do Rio de Janeiro, por ter aceitado realizar novamente esse competição, ao Royal Cape Yacht Club. por ter feito o convite ao Projeto Grael, aos nossos amigos e familiares que sempre estão no nosso lado dando um apoio fundamental e a Deus por tudo ter e esta acontecendo tranquilamente.

Então... faltam apenas um dia para começarmos uma das maiores historias que iremos ter em nossas vidas... o vento e forte o mar e grande, mas estamos preparado... como o nosso comandante me ensinou: "- Uma mão para o barco e outra para sua vida..." Gerry Hegie.

Grande abraço e se eu não conseguir me comunicar mais, consegui colocar alguns vídeos no you tube com o nome de "cape to rio projeto grael" e colocamos fotos nos nossos face books, que são:

SAMUEL GONCALVES http://www.facebook.com/home.php#!/
HALLAN CARVALHO BATISTA http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100001945056246
ALEX SANDRO http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100000116935878

Grande abraço, bons ventos a todos e se vocês puderem repassar essa mensagem para outras pessoas ficaremos agradecidos..

Samuel Gonçalves
Alex Sandro
Hallan Carvalho
Allan Tavarez

sábado, 8 de janeiro de 2011

Equipe do Projeto Grael passeia na África do Sul antes da Regata Cape Town-Rio



Samuel Gonçalves, Alex Sandro Matos, Hallan Batista e Allan Leitão Tavares, velejadores do Projeto Grael que se preparam para participar da Regata Cape Town-Rio, na qual atravessarão o Oceano Atlântico, curtem um passeio pelos arredores da cidade, acompanhados por velejadores da organização local Izivunguvungu, com atuação semelhanto a do Projeto Grael.

Velejadores do Projeto Grael treinam na África do Sul para a regata Cape Town-Rio



Tripulação com a participação de velejadores do Projeto Grael treina para a Regata Cape Town-Rio, que largará no dia 15 de janeiro. Alex Sandro Matos, do Projeto Grael, aproveita uma pausa no treino para falar um pouco da experiência que está vivendo.

Conhecendo o cardápio a bordo: comida desidratada!!!



Vídeo com imagem dos tripulantes do barco em que os velejadores do Projeto Grael vão cruzar o Oceano Atlântico na disputa da Regata Cape Town - Rio.

O vídeo mostra cena em que os velejadores verificam o cardápio que terão que desfrutar durante a travessia. Comida desidratada. Hummm...boooomm! Bom nada! Todo mundo reclama, mas é parte da experiência.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Notícias da equipe do Projeto Grael na África do Sul


Largada de uma das regatas Cape Town - Rio no passado. 

Temos divulgado aqui no Bog as notícias que nos são encaminhadas plos velejadores do Projeto Grael que estão em Cape Town (Cidade do Cabo, África do Sul), preparando-se para disputar a regata Cape Town - Rio. Na mensagem abaixo, Samuel Gonçalves, que lidera a equipe de velejadores, faz um relato da rotina de preparação para a regata, que terá a sua largada no dia 15 de janeiro:

DIA 3

Ontem o dia começou as 8:30 onde fomos a praia correr, fazer flexões e abdominais... e pela primeira vez depois dos exercícios mergulhamos, mas só foi um mergulho mesmo, pois a agua estava a 9 graus (rsrsrs), estava calor então o frio foi só dentro da agua.

Voltamos ao Clube tomamos o café da manhã, testamos os nossos blazers junto com a esposa do comodoro... nunca estive e nem vi os rapazes tão elegantes (rsrsrs).

Depois fomos para o barco chegamos o mastro fizemos muitas pequenas coisas que são importantes, com fixar melhor os balaustres, a linha da vida, trocamos as buchas da retranca, etc..

Quando os outros tripulantes chegaram do trabalho, separamos as comidas desidratadas que o Gerry já tinha a bordo, fizemos o calculo de quanto mais precisaríamos e comemos duas de sabores diferentes para testar. Uma de salada que era muito muito ruim (kkkkk) e outra de arroz com uma outra coisa que esqueci, que era boa (comestível) com tempero semelhante ao do miojo com SAZON.

Saímos para velejar as 17:00 com o objetivo de dar a volta em uma ilha que fica a 30 milhas do Clube, testar os peelings de balão e a regulagem do barco.

No caminho por volta das 19:30 algumas focas apareceram para falar um oi!! (rsrs) muito legal..

O vento estava na media de 15Knots, chegou a 25Knots e depois a 0knots por volta das 21:00. Ligamos o motor e andamos alguns minutos na direcao que tinha ventos e subimos um balão assimétrico A4, continuamos em direcao a ilha...

Não chegamos a contornar a ilha pois o vento estava em torno de 10Knots e tínhamos compromisso as 9:00 da manha de hoje. Então começamos a voltar de contra vento...

Por volta de 1:00 da manha alguns golfinhos começaram a seguir o barco e se alimentar no nosso lado de alguns cardumes que brilhavam como luzes de natal.

Ficamos maravilhados pois o céu esta muito estrelado e os golfinhos simplesmente estavam iluminados, como se tivessem energia própria e sua calda parecia um relâmpago na agua... muito lindo.

A água era tão clara que podíamos ver a linha da esteira da quilha e do leme. Até o pessoal daqui ficou impressionado.

Retornamos ao Clube às 3:30 da manhã, quando tomamos banho e fomos dormir


DIA 4

Depois de algumas horas de sono, acordamos, mas não fomos fazer exercícios pois o comodoro organizou um passei com os garotos da escolinha de vela, semelhante ao Projeto Grael, que chama-se Izivungovungo (vide comentário abaixo).

Tomamos o café da manha e por volta das 9:30 saímos com uma van da Marinha Sulafricana e um carro com um Oficial. Ele nos levou para ver o encontro dos Oceanos Indico e Atlântico, no extremo Sul da África do Sul... foi simplesmente maravilhoso, muito bonito ver o encontro das águas... tiramos muitas fotos que vamos tentar mandar mais tarde e o pessoal da Marinha também fez alguns vídeos...

Na volta paramos no Projeto deles para vermos os barcos que eles usam e a estrutura, e bem legal. Eles usam Optmist, Laser, 420, um barco semelhante ao Pingum e outro ao escaler e um barco de 25 pés que eles correm regatas o L25.

Depois da visita fomos almoçar perto dali e voltamos por outro caminho, onde passamos por prais e outros lugares interessantes.

Eles estão organizando um outro passeio para esse sábado, para conhecermos outras partes de Cape Town...

O dia ainda não acabou.... mas fico por aqui...

Grande abraço,

Samuel FM Goncalves
Alex, Hallan e Allan

---
Sobre a Fundação MSC Izivunguvungu para a Juventude

Trata-se de uma organização muito semelhante ao Projeto Grael, embora mais recente. Também foi criado por iniciativa do renomado velejador, Ian Ainslie, juntamente com Matthew Mentz, um experiente velejador de Oceano.

A Izivunguvungu, cujo nome em isizulu significa "uma rajada repentina", tem o apoio institucional da Marinha da África do Sul e é patrocinada pela MSC - Mediterranean Shipping Company.

Em 2007, a África do Sul inscreveu uma equipe na America's Cup, o TEAM Shosholoza. A Izivunguvungu foi uma ativa colaboradora na preparação da tripulação sualfricana.

Quando Torben Grael esteve em Cape Town, por ocasião da última Volvo Ocean Race (regata de volta ao mundo), fez contato com os dirigentes da Izivunguvungu. O desdobramento é a parceria atual, que juntamente com o Royal Cape Yacht Club, o Consulado Geral do Brasil em Cape Town e o apoio das empresas Wellstream e G-Comex está ermitindo que o PROJETO GRAEL possa ter a sua equipe participando da Regata Cape Town - Rio. A Izivunguvungu também terá uma tripulação na regata.

No momento, como Samuel relata, a Izivunguvungu está fazendo as honras da casa para a nossa equipe na África do Sul. Quando os barcos chegarem ao Rio de Janeiro (início de fevereiro), será a vez do Projeto Grael ser o anfitrião dos velejadores da Izivunguvungu.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mais uma mensagem da equipe do Projeto Grael na África do Sul


O nosso dia começou as 8:00 quando fomos a correr com a tripulação, como nem todos tínhamos tênis adequados fomos a uma praia muito bonita aqui perto. E isso foi muito bom pois agora iremos correr cada dia em uma praia diferente para conhecermos a cidade.


Voltamos ao clube onde tomamos um bom café da manhã e vimos um visitante inusitado... um leão marinho subiu em um dos piers para tomar sol... foi muito legal tiramos foto e filmamos ele la fazendo posse... rsrsrs

Depois ficamos no barco onde organizamos algumas coisas, fazendo algumas costuras em cabos e falcaças em outros... O mecânico terminou de instalar o nosso desalinisador que e segundo ele um modelo mais moderno do os utilizados na última Volvo.

Esperamos um membro da nossa equipe que estava trabalhando e fomos velejar!!!!!!!!!!

O barco se mostrou muito forte e rápido... a intenção de hoje foi só ver se estava tudo funcionando, fizemos três contraventos e dois popas...

Hoje a distribuição básica das funções foram: Alex na proa, Hallan no mastro, Duncan Mattews que é muito experiente ficou de segundo proeiro auxiliando para conhecerem o barco, Michael Robb nas escotas e secretaria comigo, Kenny que trabalha como instrutor no projeto daqui ficou na vela grande e Gerry no leme.

Durante o dia fomos mudando as posições... além do Gerry, eu, o Michael e o Kenny timoniamos o barco e regulamos as velas...

Hoje o vento estava social... em media 30 Knots e depois abaixou para 20 Knots... O barco e a tripulação funcionaram bem... usamos a buja 3 e 4 no contravento e chegamos a andar a 8,5 knots no top (muito bom) e no popa chegamos a 17 knots com o nosso balão menor e antigo, quando eu estava no leme e pegamos uma onda.

Terminamos a velejada só depois do pôr do sol, por volta das 21:30hs.

Jantamos no clube e os rapazes já foram dormir e eu estou indo também pois foi um longo dia aqui já são 00:17 e a corrida de amanhã foi adiantada para as 07:00, pois o Gerry vai ter uma reunião no Clube...

Resumindo estamos Bem, Felizes, com bons e experientes velejadores a bordo, tem bastante vento, o barco é muito bom, estamos mandando um grande abraço para todos ai no Brasil que tornaram isso possível e que estão torcendo para tudo dar certo conosco.

Grande abraço e bons ventos a todos,

Samuel FM Goncalves
Alex Sandro Mattos
Hallan Carvalho
Allan Leitão Tavares

Repercussão na imprensa local da chegada dos velejadores do Projeto Grael na África do Sul




domingo, 2 de janeiro de 2011

Velejadores do Projeto Grael já estão na Cidade do Cabo para a Heineken Cape to Rio Race

Fotos enviadas pelos velejadores do Projeto Grael do barco After You no qual atravessarão o Atlântico disputando a regata Heineken Cape to Rio Race.

After You no contravento

"After you" com balão assimétrico

Treinando em frente a Cape Town

Surpresa para os brasileiros preparada pelos componentes sul-africanos na tripulação: desenho comemorativo da tripulação mista, com velejadores da Africa do Sul e Brasil que participará da regata Heineken Cape to Rio.

Os velejadores do Projeto Grael, Samuel Gonçalves, Allan Tavares, Hallan Batista e Alex Sandro Mattos, que participarão da regata Heineken Cape to Rio, com largada na Cidade do Cabo (África do Sul) no dia 15 de janeiro e chegada no Rio de Janeiro, chegaram hoje à África do Sul.

A equipe viajou no dia primeiro, logo após o Reveillon, e ao chegar à Cidade do Cabo foram recebidos pelo Cônsul Geral do Brasil na Cidade do Cabo, Joaquim A. Whitaker Salles e pelo Cônsul Geral Adjunto, Pedro de Castro da Cunha e Menezes. De lá seguiram para o Royal Cape Yacht Club, onde foram recebidos pelo comodoro John Martin, pelos velejadores sul-africanos que farão parte da tripulação do "After You" juntamente com os brasileiros e deram entrevistas para o jornal e para a TV sul-africana.

Reproduzimos alguns trechos da mensagem de Samuel Gonçalves, que lidera a equipe do Projeto Grael:

"...estamos aqui com o nosso comandante Mr. Gerry Hegie. Ele tem um belo curriculum que segue aqui resumido: Cape to Bahia, 2006 watch capitan helmsman e 2009 skipper open 30 e + - 50 000 nm inshore and offshore racing and deliveries, alem de ser uma pessoa super atenciosa conosco e que gosta de trabalhar.
Ele e o restante da tripulação estão trabalhando no barco há quatro meses. Eles subiram o barco lixaram até a fibra e refizeram tudo novamente, cuidadosamente. Trocaram as ferragens do mastro, compraram um pau de spinnaker de carbono novo, vela grande e balões novos.

Já treinaram algumas vezes junto com o outro barco que terá alunos da escolinha daqui, e amanhã será o nosso primeiro treino. Marcamos uma corrida depois do café da manha, uma reunião para fazermos uma lista com o que falta, e a previsão de treino é de aproximadamente 10 horas na água, com o foco em troca de velas, ajuste da tripulação e suas posicoes".
Nossa equipe estará hospedada no próprio Royal Cape Yacht Club, onde ficarão até o dia 15, quando será a largada da regata.

Além da agenda de preparação do barco e treinamentos, nossos atletas terão uma programação cultural, que inclui uma integração com os velejadores de uma organização local similar ao Projeto Grael denominada de Izivunguvungu. O nome da organização é uma palavra em Isizulu, que significa "vento forte repentino".

Os quatro velejadores do Projeto Grael serão os únicos representantes do Projeto Grael na competição.

---
A equipe do Projeto Grael conta com o apoio de:

Wellstream e G-Comex.