sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

QUEDA NO NÚMERO DE ACIDENTES EM NITERÓI




Vinicius Rodrigues

Corpo de Bombeiros aponta redução de 30% no número de acidentes na cidade. Dados são de 2015 em relação ao ano anterior

Os motoristas que trafegam em Niterói estão mais prudentes. Pelo menos é o que aponta um especialista de trânsito ao analisar os dados do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), que apresentou uma queda de 30% nos acidentes que aconteceram no ano de 2015, em relação a 2014. Somando os atropelamentos, capotagem e colisão de veículos, foram 2.177 acidentes contra 1.484. Os bombeiros não informaram o número de mortes.

Entre os índices de maior queda está o de atropelamento, que registrou 612 casos em 2014 e 393 em 2015 (-35%).

Já em relação a colisão, foram 1398 acidentes contra 1005 casos (-28%) e capotagem com 107 em 2014 e 86 em 2015 (-19%).

“Chama a atenção a queda de atropelamentos com os maiores índices. Isso mostra que não está havendo apenas maior prudência e busca por direção defensiva, mas também uma conscientização dos pedestres”, apontou o especialista Rogério Straich, Engenheiro de Trânsito da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Os acidentes foram registrados pelos quartéis do Centro, Charitas e Itaipu.

De acordo com a Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), alguns fatores podem ter contribuído para a queda dos acidentes. Entre os fatores está o programa “Educação no trânsito”, que a autarquia vem implementando através de visitas às escolas, a sindicatos, empresas e até a instituições como a Marinha de Guerra.

Na opinião de Rogério, não se pode negar o aumento no valor das multas e uma fiscalização ostensiva dos agentes de trânsito nas ruas da cidade.

“Infringir as leis dói no bolso do motorista. Hoje temos muito mais percepção da importância de respeitar os limites de velocidade e até mesmo mudar a rotina, como sair mais cedo”, ressaltou o especialista, que também observou o aumento de veículos nas ruas como possível indicador de queda.

“A cada ano que passa são mais carros na rua. Isso é relevante. Podemos trazer diversos fatores que interferem na diminuição ou aumento de acidentes. De qualquer forma, a direção defensiva vai sempre contribuir para a queda”, disse.

Fonte: O Fluminense









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