segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Edital para reurbanização Alameda São Boaventura será lançado em novembro





Obra começará no ano que vem; prefeitura avalia possibilidade de implantar fiação subterrânea

Leonardo Sodré

NITERÓI — Com edital previsto para novembro, o projeto de revitalização da Alameda São Boaventura começará a ser executado no primeiro semestre do ano que vem, afirma a prefeitura, que divulgou imagens das intervenções que serão feitas na mais importante via do Fonseca.

Elas incluem a modernização do corredor, com a implantação de um sistema que permitirá ao passageiro acionar a parada do ônibus, ciclovias segregadas nos dois sentidos, iluminação de led, novas calçadas, paisagismo e um espaço de convivência e esportes sob o viaduto de acesso à Ponte Rio-Niterói. A promessa é de que tudo fique pronto até o fim de 2020.

O investimento nas obras, que virá de recursos próprios do município, ainda está sendo calculado e será divulgado após a finalização do projeto. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, serão apresentados dois orçamentos: um que contempla todas as intervenções anunciadas e outro que inclui a implantação da rede de fiação subterrânea.

Fonte: O Globo Niterói



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Nobel de Economia vai para dois americanos que defendem o desenvolvimento sustentável e combate às mdanças climáticas




Os americanos William D. Nordhaus (à esquerda) e Paul Romer venceram o Prêmio Nobem de Economia 2018 Foto: Reuters


Os modelos criados por William Nordhaus e Paul Romer ajudaram no desenvolvimento da economia, integrada ao combate às mudanças climáticas

O Globo e Agências internacionais

ESTOCOLMO — Os vencedores do Nobel de Economia de 2018 são William Nordhaus e Paul Romer. A dupla de norte-americanos levou o prêmio por seus trabalhos que integram inovação tecnológica e mudança climática com crescimento econômico sustentável, anunciou a Academia Real de Ciências da Suécia nesta segunda-feira.

William Nordhaus e Paul Romer projetaram métodos que abordam questões fundamentais, como criar crescimento econômico sustentado e sustentável em longo prazo, segundo o comitê do Prêmio Nobel. Os modelos que Nordhaus e Romer criaram ajudaram no desenvolvimento do crescimento econômico e no combate às mudanças climáticas.

"Na sua essência, a economia lida com a gestão de recursos escassos. A natureza dita as principais restrições ao crescimento econômico e nosso conhecimento determina quão bem lidamos com essas restrições. Os laureados deste ano, William Nordhaus e Paul Romer, ampliaram significativamente o escopo da análise econômica ao construir modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o conhecimento", diz a nota da Academia.

Nordhaus é professor do Departamento de Economia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O economista fez estudos que mostram que o meio mais eficiente para resolver os problemas causados pelas emissões de gases é aplicar um imposto global a todos os países.

Paul M. Romer examinou a forma como os economistas podem alcançar uma taxa saudável de crescimento econômico. Criador da Teoria do Crescimento Endógeno, se destaca por levar em conta inovações tecnológicas em suas análises. A Academia Sueca destaca que sua pesquisa "mostra que é o acúmulo de ideias que sustenta o crescimento econômico de longo prazo".

Romer defende que as mudanças que têm mais impacto para o progresso são as que acontecem nas cidades - e não as decorrentes das grandes decisões nacionais. Seu modelo preferido é o das vizinhas Hong Kong e Shenzhen, metrópoles chinesas onde foram aplicadas políticas que aceleraram seu desenvolvimento e acabaram por transformar o país.

ACADEMIA PREMIOU O PIONEIRISMO, DIZ ESPECIALISTA

O economista José Eli da Veiga, professor da USP e autor de diversos livros sobre desenvolvimento sustentável, estuda o tema há mais de três décadas. Acredita que pesou sobre a decisão de conceder o prêmio a estes dois economistas o fato de serem pioneiros nos temas que estudam. Foi também uma forma de sinalizar que não só é importante buscar o crescimento sustentável, mas perseguir o desenvolvimento econômico, mesmo por aqueles países que praticamente anularam suas taxas de pobreza e não sofrem com o desemprego.

- Só conceder o prêmio ao Nordhaus poderia parecer algo muito ambientalista. Ao premiar o Romer, eles quiseram enfatizar que o crescimento ainda é necessário. Há uma corrente de economias que defende que países nórdicos e outros da Europa, que praticamente não têm pobreza e nem grande problema de desemprego, poderiam ganhar mais se não tivessem esse compromisso de ter um PIB em crescimento. Mas a Academia sinalizou que devem continuar buscando o crescimento sim - avalia José Eli.

Fonte: O Globo 









domingo, 7 de outubro de 2018

NOVA ALAMEDA: Alameda São Boaventura será reurbanizada, ganhará ciclovias e paisagismo



Calçadas acessíveis e um novo paisagismo também estão dentro do projeto que prevê investimentos na ordem de R$ 90 milhões. Edital será divulgado em novembro. Foto: Divulgação

Lucas Schuenck

Com início previsto para 2019, obra promete alterar dinâmica urbana de uma das mais importantes vias de Niterói

Trazer a Alameda São Boaventura para o século 21. Este é o objetivo do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, com o projeto de revitalização total da movimentada via da cidade que, segundo ele, precisa de cuidados há anos. O projeto, que está em fase final de elaboração, tem previsão de início para o primeiro quadrimestre de 2019 e conclusão no segundo semestre de 2020. Entre as melhorias que serão implementadas, estão um novo corredor de transporte, implementação de ciclovia nos dois sentidos, calçadas acessíveis, novo paisagismo e macrodrenagem da bacia do canal que corta a via.

Segundo Neves, os cidadãos do bairro do Fonseca, que é cortado pela Alameda São Boaventura, poderão contar, a partir das intervenções, com mais segurança e conforto. “Implementaremos iluminação de LED em toda a extensão da via, modernizaremos as estações, deixando-as mais confortáveis, construiremos bicicletários, além de instalar câmeras e um sistema eletrônico inovador que vai permitir que o cidadão solicite a parada do ônibus ao chegar na estação, evitando que todas as conduções entrem necessariamente nelas, o que ajudará no trânsito. Além disso, iremos promover obras de acessibilidade nas calçadas. É uma total reformulação da Alameda”, declarou.


O projeto contempla uma quadra poliesportiva que será construída embaixo do viaduto do Ponto Cem Réis. Foto: Divulgação


A secretária Maria Martins, moradora do Fonseca de 43 anos, acredita que a prioridade na região é solucionar o problema das enchentes. “Toda a Alameda enche durante uma chuva, em especial próximo à Av. João Brasil, que já passou por obras e não melhorou”, reclamou.

Ao tomar ciência das reivindicações feitas por Martins, Neves disse em entrevista que mitigará os problemas, mas que a questão é agravada por fatores ambientais. “Nós teremos um novo sistema de drenagem com a revitalização, que vai melhorar e reduzir o problema, mas temos que entender que esta é uma realidade do século 21, com fenômenos ambientais que aumentam os níveis dos rios e são propícios para as enchentes. Nosso compromisso é reduzir, com a implementação dos melhores sistemas possíveis, os impactos deste tipo”, explicou.

O prefeito também se compromete a incluir opções sustentáveis para a mobilidade urbana, ao construir ciclovias dos dois lados da movimentada via. Hoje, a Alameda São Boaventura recebe, por dia, 25 mil veículos. Em horários de pico, cerca de três mil e 300 veículos cruzam a via por hora. “Iremos fazer uma ciclovia unidirecional de cada lado da Alameda. Com isto, iremos reduzir a emissão de poluentes e integrar o bairro do Fonseca na malha cicloviária da cidade”, ressaltou Rodrigo Neves.


Implementação de ciclovias unidirecional nos dois sentidos para melhorar e integrar a malha cicloviária da cidade. Foto: Divulgação

Neves destacou que as obras serão feitas utilizando, em parte, recursos provenientes dos royalties do petróleo, que se somarão a receitas de impostos municipais. O prefeito, que também revelou que a possibilidade de enterrar a fiação elétrica ao longo da via está sendo estudada, afirmou que a iniciativa faz parte de uma nova onda de investimentos da cidade.

“Nós temos trabalhado, nos últimos quatro anos, pela recuperação dos espaços públicos para que os cidadãos se apropriem deles. Fizemos isto no teatro popular, reserva cultural e nos skateparks do Horto do Fonseca e de São Francisco, por exemplo. Queremos melhorar a mobilidade, propiciar uma melhor performance dos transportes e melhorar a qualidade urbana da cidade”, afirmou.

O projeto também prevê a construção de uma quadra poliesportiva que será construída na área localizada embaixo do viaduto do Ponto Cem Réis. Segundo Vicente Temperini, secretário municipal de Obras, a “Nova Alameda” contará com melhorias que transcenderão a estética. Queremos melhorar não só o visual, como mais áreas verdes e a acústica da via”, disse.

A partir da revitalização da Alameda São Boaventura, Rodrigo Neves também acredita que o segmento de negócios será aprimorado na região. Segundo ele, o bairro tem um posicionamento chave na cidade: tem fácil acesso ao Rio, está perto de São Gonçalo, Região Oceânica e Icaraí. O prefeito também alerta que, para a melhoria efetiva na mobilidade urbana, o próximo governador precisa desenvolver um projeto de BRT ligando os municípios de Itaboraí e São Gonçalo ao terminal João Goulart, o que diminuirá o número de ônibus que transitam na Alameda.

Até o momento estão previstos investimentos da ordem de R$ 90 milhões para obras. O valor pode aumentar, entretanto, caso medidas como o enterramento da rede elétrica sejam adotadas. O edital para a seleção da empreiteira será divulgado em novembro. 

Fonte: O Fluminense

 










sábado, 6 de outubro de 2018

SAÚDE EM NITERÓI: Médico de Família chega ao Boa Vista





O novo módulo vai oferecer assistência a 1.446 pessoas

A Prefeitura de Niterói entregou, neste sexta-feira pela manhã, a unidade do Médico de Família Ítalo Gomes, no Morro do Boa Vista, em São Lourenço. No ano em que o programa completa 26 anos de sua implantação, o município atinge cobertura de atendimento de 80,5% da população mais vulnerável.

O novo módulo vai oferecer assistência a 1.446 pessoas, que serão atendidas por uma equipe composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde.

A unidade conta com dois consultórios, salas de pré-consulta, vacina, nebulização, curativo, coleta de sangue, dispensação de medicamento e arquivo.

Durante visita ao novo módulo, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que a ampliação da cobertura do programa aproxima o município da meta de, até 2020, consolidar o Médico de Família de Niterói como um dos melhores do país.

“Desde 2013, estamos ampliando os investimentos em Saúde na cidade. Reabrimos e inauguramos uma nova emergência no Getulinho, construímos o novo Mário Monteiro, entregamos uma nova Policlínica no Largo da Batalha, pegamos o Médico de Família em crise e o recuperamos. Esse é um programa muito importante para prevenção às doenças e promoção da saúde, fundamental para a melhoria dos indicadores de Saúde na região do Boa Vista e de São Lourenço”, pontuou.

A secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos, explicou que a equipe do novo módulo começa a fazer o cadastro e setorização da população.

“O Médico de Família é um serviço de atenção integral, para cuidar da saúde das famílias. Desde 2013, quando assumimos um município com 62% de cobertura, investimos na expansão da cobertura do programa. Atualmente são mais de 200 mil pessoas cadastradas. É gratificante oferecer, depois de 17 anos, esse serviço tão necessário para a população do Boa Vista”, detalhou.

A unidade faz homenagem a Ítalo Gomes, um dos mais importantes nomes do movimento comunitário niteroiense. Presidente da Associação de Moradores do Boa Vista, Sérgio Guedes comemorou a chegada do módulo à comunidade.

Fonte: O Fluminense










Exercício para todos os gostos: Niterói tem opções de atividades gratuitas ao ar livre



Grupo Patinar alegra a alma se reúne no Caminho Niemeyer para a prática Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo


Grupos se reúnem em espaços públicos, como MAC e Caminho Niemeyer, e criam comunidades que se encontram semanalmente

Daniela Kalicheski
NITERÓI - Patinação, ioga, aula de ginástica, de dança e tai chi chuan. Quem sempre teve vontade de praticar uma dessas atividades, mas dava como desculpa a falta de companhia ou de dinheiro, pode começar a se movimentar. Escolha qual dessas turmas têm mais a ver com seu estilo de vida e aproveite o clima favorável da primavera que acabou de chegar para fazê-las ao ar livre, em lugares e equipamentos públicos. E o que é melhor: sem ter que pagar nada pelas aulas.

Ginástica para a terceira idade é ministrada na Praia de Icaraí Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Há um ano, aos domingos, o compromisso de Carla Môça é com os patins e com o grupo Patinar Alegra a Alma, que ela ajudou a criar. Ela viu no hobby um escape para um problema de saúde, e a atividade que começou sem muitas pretensões hoje reúne cerca de 50 pessoas, de todas as idades, no Caminho Niemeyer.

— Minha filha começou a patinar com o grupo por conta de uma amiga da escola. Eu e minha mulher fomos incentivados por ela e passamos a ir juntos. Eu era sedentário e até parei de fumar — diz Leonardo Cidreira, um dos mais novos membros do Patinar. 


Aulas de street dance são dadas na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno Foto: Divulgação

Os iniciantes acima de 4 anos podem ter aulas com o instrutor Marcello Jin, no Projeto Patins Street São Francisco. Para participar, basta ter os patins. As aulas são gratuitas, mas contribuições voluntárias são aceitas para manutenção do equipamento de segurança oferecido por Jin.

Costão da Praia de Itacoatiara recebe aula de ioga Foto: Divulgação

Mas se você está numa vibe menos radical, o Projeto Gugu oferece aulas de ginástica para a terceira idade (mas todos podem participar) em locais públicos. A Praia de Icaraí é um dos pontos mais badalados, mas os encontros são realizados em outros 36 endereços.

Na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento, tem aulas street dance, ministradas pelo grupo Wolf Crew. E se o foco é numa atividade em que mente e corpo estejam em harmonia, toda sexta, a Praia de Itacoatiara, junto ao Costão, reúne praticantes de ioga, orientados por Bia Cecchetti. Já no pátio do MAC e no Horto de Itaipu, o ToTAO ministra aulas de tai chi chuan.


Tai chi chuan é oferecido no pátio do MAC. Foto: Divulgação

— É uma arte marcial que desenvolve a saúde e o bem-estar. Boa para coordenação, equilíbrio e consciência corporal — lista Chain Whan, responsável pelas aulas no MAC.

Confira a agenda:

Ginástica para a terceira idade do Projeto Gugu. De segunda a sexta-feira, às 7h; e aos sábados e domingos, às 8h30m, na Praia de Icaraí e em mais 36 pontos da cidade. A programação completa pode ser conferida no facebook.com/projetogugu. Livre.

Grupo Patinar alegra a alma. Aos domingos (excepcionalmente neste, não haverá encontro devido às eleições) no Caminho Niemeyer, no Centro. O horário deve ser confirmado na página do Instagram @patinaralegraaalma. Livre.

Patins Street São Francisco. Sábados (excepcionalmente amanhã não haverá encontro), às 9h, no Skate Park Carlos Alberto Parizzi, em São Francisco. Informações: 96932-2840. A partir dos 4 anos.

Street dance com grupo Wolf Crew. Terças-feiras, às 10h e às 14h, na varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento. Outras informações: 2610-5748. A partir dos 11 anos.

Tai chi chuan com o grupo ToTAO. Sábados, às 8h, no Horto de Itaipu; e aos domingos, às 8h30m, no MAC, na Boa Viagem. Outras informações: 98686-2311. Livre.

Yoga Suksma. Sextas-feiras, às 7h30m, na Praia de Itacoatiara, na areia, junto ao Costão. Informações na página do Instagram @bia.yoga. Livre.

Fonte: O Globo









Niterói só fica atrás do Rio na geração de empregos



Soldador trabalha na manutenção de uma peça: indústria naval alavanca geração de empregos na cidade Foto: Márcio Alves / Agência O Globo


Giovanni Mourão

Setor industrial alavanca crescimento, gerando 159 vagas em agosto, o que corresponde a 48% dos contratos firmados

NITERÓI - Com saldo de 331 vagas de emprego em agosto deste ano, Niterói é a cidade que mais abriu postos de trabalho entre todas as 21 da Região Metropolitana, fora a capital: foram 4.231 contratações contra 3.900 desligamentos. Este é o melhor índice da cidade em mais de três anos. Em março de 2015, Niterói fechou o mês com um total de 519 vagas abertas.

A cidade também foi a única a apresentar desempenho positivo entre contratações e demissões em todos os sete setores da economia avaliados. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Indústria naval

O setor determinante para essa escalada foi a indústria, responsável por 159 desses novos empregos em agosto, o correspondente a 48% do total. Esse é o maior número mensal de contratações do setor desde abril de 2017, quando a indústria abriu 230 postos.

Para chegar a esse número, a indústria registrou 352 admissões contra 193 demissões. Julia Rangel, analista de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), destaca que, de todos os ramos industriais, o naval foi o que mais contratou, sendo responsável por 187 das mais de 350 vagas de todo o setor.

A economista detalha ainda que a indústria naval admitiu trabalhadores de manutenção, reparos e instalação de máquinas, equipamentos e embarcações, e também para a fabricação de produtos de metal.

— Pode ser que esse seja o primeiro sinal de recuperação do setor, que é extremamente importante para a região e para todo o Estado do Rio. Sem dúvidas, a retomada do setor de óleo e gás, com a realização de leilões desde o ano passado, é uma notícia positiva. Entretanto, só é possível afirmar que esse resultado reflete um início de recuperação da indústria naval se os dados dos próximos meses continuarem positivos — analisa Rangel. 

Apesar dos bons índices de agosto, a indústria permaneceu no negativo em Niterói nos dois primeiros quadrimestres deste ano, com 72 vagas encerradas. No acumulado de 12 meses (entre setembro de 2017 e agosto de 2018), o total é de 333 postos fechados.

Além da evolução no índice de empregabilidade, a arrecadação de impostos provenientes do setor começa a dar sinais indicativos de recuperação: ela cresceu 47% entre 2016 e 2017, saltando de R$ 3,4 milhões em tributos aos cofres municipais para R$ 5 milhões. Ainda acompanhando esse crescimento, nos primeiros seis meses deste ano, a receita proveniente da indústria naval chegou aos R$ 2,6 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado, foi de R$ 2,2 milhões, 15,3% a menos.

Apenas 12 dos 21 municípios da Região Metropolitana tiveram saldo positivo nos índices de empregabilidade. Empatadas em segundo lugar, as vizinhas Itaboraí e Maricá abriram 101 vagas cada uma. Itaboraí registrou, contudo, 27 postos fechados na indústria, enquanto Maricá abriu apenas nove.

Considerando somente o setor industrial, Niterói também lidera o ranking da região com 159 vagas mantidas; em segundo lugar vem o município de Rio Bonito, com saldo de 26 novos empregos gerados em agosto. 










Parque da Serra da Tiririca terá nova sede no Caminho do Darwin



Caminho do Darwin será endereço da nova sede do Parque Estadual da Serra da Tiririca Foto: Divulgação


Sete trilhas também passarão por mudanças, recebendo sinalização, mesas para piquenique, bicicletário e passarelas

Daniela Kalicheski

NITERÓI — O Parque Estadual da Serra da Tiririca, área administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que abrange trechos dos municípios de Niterói e Maricá, vai ganhar uma nova sede. Ela será construída no Caminho de Darwin, na Estada da Barrinha, no Engenho do Mato, e as obras devem começar no segundo semestre do próximo ano. O custo inicial é estimado em R$ 400 mil e a verba virá da Câmara de Compensação Ambiental (CCA) do Estado do Rio de Janeiro.

A nova infraestrutura inclui construção de pórticos, centro de visitantes, sede administrativa e sede da Unidade de Polícia Ambiental (Upam), além da criação de um projeto de urbanização e paisagismo.

As mudanças poderão ser vistas também no manejo de sete trilhas: Alto Mourão, Morro das Andorinhas, Córrego dos Colibris (que terá acesso para portadores de mobilidade reduzida), Bananal, Costão, Monte da Oração e Posto Avançado Lagoa de Itaipu. Nelas, a partir de dezembro, serão providenciadas sinalização, mesas e bancos para piquenique, passarelas suspensas e bicicletários. O custo é de R$ 2 milhões com recursos da CCA.

Fonte: O Globo Niterói









sexta-feira, 5 de outubro de 2018

TransOceânica: ciclovia tem 80% da obra concluída



As intervenções acontecem entre o Trevo de Piratininga, até a altura da rótula da Avenida Central, em Itaipu. Leonardo Simplício / Prefeitura de Niterói


Na sequência, será realizada a instalação das 11 estações do BHS. O trabalho será concluído em dezembro

Equipes trabalham na conclusão das adequações das calçadas da Estrada Francisco da Cruz Nunes e na implantação da ciclovia da TransOceânica. Em seguida, será realizada a instalação das 11 estações do BHS. O trabalho será concluído em dezembro.

“Após mais de 40 anos de promessas, tiramos o túnel Charitas-Cafubá do papel em um prazo recorde, menos de dois anos. E, em menos de três anos, estamos entregando uma nova Francisco da Cruz Nunes, com um corredor de transporte, mobilidade e uma rede de ciclovias, sobretudo com uma avenida que antes era uma estrada precária, sem iluminação, sem infraestrutura, sem drenagem, sem pavimentação, que terá o primeiro BHLS do Brasil e o primeiro elétrico da América do Sul”, afirma o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

Com aproximadamente 3,2 quilômetros de extensão, a ciclovia já tem 80% da obra concluída. As intervenções acontecem entre o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), no Trevo de Piratininga, até a altura da rótula da Avenida Central, em Itaipu, passando pelas ruas Manoel Pacheco de Carvalho, Delfina de Jesus e Professora Alice Picanço. Uma casa no fim da Rua Manoel Pacheco de Carvalho será desapropriada para a construção da via.


Implantação da arborização pública.

Já no trecho entre a Avenida Santo Antônio e a Rua Eduardo Lúcio Picanço, a ciclovia seguirá pela Estrada Francisco da Cruz Nunes. E na Rua Professora Alice Picanço será construída uma ponte, com a ciclovia suspensa, na altura do cruzamento com Rua Augusto Vieira Jacques.

“Todas essas ruas estão recebendo nova pavimentação, sistema de drenagem para facilitar o escoamento da água, além do projeto de reurbanização das calçadas. Grande parte da via já está recebendo sinalização. Em seguida, iniciaremos a obra da ponte, no trecho em que a ciclovia será suspensa”, explica o secretário municipal de Obras, Vicente Temperini, ressaltando que só na Região Oceânica serão feitos 61,3 quilômetros de ciclovia.




A construção das estações será a última etapa do corredor viário, que tem 9,3 quilômetros de extensão, passando por 12 bairros da Região Oceânica e beneficiando 125 mil moradores. Rodrigo Neves enfatiza que a construção da TransOceânica traz uma mudança no paradigma da mobilidade urbana e na qualidade de vida, além do conceito de sustentabilidade de toda a obra.

“Para além de obras viárias, estratégicas e importantes como o túnel Charitas-Cafubá, é importante melhorar a infraestrutura da cidade, tornando o espaço público mais amigável ao cidadão. É importante melhorar a qualidade do transporte público e ter a opção de uma mobilidade saudável pelas bicicletas. Somente desta forma iremos reduzir o tempo perdido no trânsito e teremos uma Niterói mais sustentável”.

Estações – Todas as estações do BHS terão câmeras de segurança, sistema de sonorização, que permitirá a comunicação do Centro de Controle com os passageiros, além de painéis que irão informar o tempo de chegada de cada ônibus na estação, e uma grande tela na qual os usuários poderão acompanhar a localização dos coletivos em um mapa. A estrutura foi idealizada de forma a impactar o menos possível na paisagem. Cada uma terá bicicletário com 10 vagas, e dependendo da demanda, este número poderá se ampliado.

O plano operacional da TransOceânica terá uma nova frota de 100 ônibus, sendo 40 veículos elétricos, que serão adquiridos pela Prefeitura de Niterói e cedidos por tempo determinado ao consórcio que atua na Região Oceânica. Todos os veículos seguem o conceito BHLS, com piso baixo e porta dos dois lados.

Serão cinco linhas de ônibus que sairão de diversos bairros da Região Oceânica. Duas novas linhas passarão pelo túnel Charitas-Cafubá seguindo até o Centro de Niterói. Uma sairá de Piratininga e a outra de Itaipu. Três linhas seguirão pelo Largo da Batalha até o Centro.

Iluminação – Ao longo da TransOceânica foram instalados 1.206 pontos de luz nas calçadas e no canteiro central. A modernização do parque de iluminação com as lâmpadas de LED é um avanço importante. 


Fonte: O Fluminense











Niterói promove estudo em escolas para prevenção do uso de drogas



A coordenadora de Políticas Públicas de Prevenção às Drogas da prefeitura, Vânia Miranda, adianta que o projeto será levado a outras escolas ainda em 2019 Foto: Marcio Alves / Agência O Globo


Pesquisa inédita começará a ser feita a partir de novembro com 800 alunos do 7º e 8º ano da rede municipal

Leonardo Sodré

NITERÓI — A Coordenadoria de Políticas Públicas de Prevenção às Drogas (Copod) de Niterói realizará a partir do mês que vem uma pesquisa inédita com 800 alunos do 7º e 8º ano das escolas municipais Altivo César, no Barreto; e Paulo Freire, no Fonseca, para identificar estudantes mais vulneráveis ao uso de entorpecentes. O levantamento será levado em 2019 a todas as escolas da rede municipal e também para as particulares que aderirem ao programa.

O objetivo da consulta é desenvolver um cronograma de atividades extraclasse que potencializem habilidades socioemocionais dos jovens — que é a capacidade de persistir em tarefas e superar obstáculos ou frustrações, inovar e trabalhar em grupo — e evitem o primeiro contato deles com as drogas. O desenvolvimento dessas habilidades, dizem especialistas, influi na autoestima e torna os jovens menos vulneráveis ao contato com estimulantes.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar Pense (2015), 77,5% dos alunos de 13 anos do Rio de Janeiro já consumiram bebida alcoólica. O índice põe o estado na quarta posição do ranking entre os estados brasileiros. Quanto à ocorrência de embriaguez, 21,45% dos estudantes informaram que já passaram por essa experiência. A pesquisa mostra também que 9,0% dos escolares do 9º ano do ensino fundamental já utilizaram drogas ilícitas, como maconha, crack, solventes, ecstasy e oxy. Não há um levantamento específico que aponte a relação dos jovens em Niterói com essas substâncias, mas são os dados nacionais que direcionaram o projeto aos jovens de 12 a 14 anos.

— A droga é apenas um dos fins aos quais um jovem com dificuldades sociais não compreendidas pode ter acesso, mas não é o único problema, até porque, a cada cem jovens que têm contato com as drogas, apenas 10% se tornam dependentes — avalia Vania Miranda, coordenadora da Copod. — As condições que os levam ao uso de drogas são as mesmas que os deixam vulneráveis à depressão e a outros distúrbios psicológicos que serão combatidos na raiz.

Ajuda dos universitários

Através de um convênio que será assinado ainda este mês com universidades da cidade, serão selecionados 24 estagiários de psicologia e assistência social que atuarão, dois em cada sala de aula, na coleta de informações a respeito da constituição familiar de cada estudante, suas aflições e possíveis dificuldades de socialização. Depois, explica Vania, será desenvolvido um programa de formação que incluirá os alunos em aulas de teatro, batalhas de rap, festivais de poesia e fotografia, de acordo com cada diagnóstico e habilidade específica identificada:

— Será a primeira ação, em âmbito municipal, de prevenção ao uso de drogas com foco em quem ainda não teve contato com elas.

Vania diz que a escolha das escolas Altivo César e Paulo Freire para servirem de piloto se deu pela quantidade de alunos nas turmas do 7º ao 8º ano: cerca de 800, de 12 a 14 anos, a quantidade ideal para trabalhar no início do projeto.

O gerente comercial Carlos André Bastos, de 52 anos, que luta contra o alcoolismo, lembra que seu primeiro contato com o álcool foi aos 14 anos:

— Durante muitos anos, minha relação com a bebida se deu de forma recreativa, mas depois comecei a ter problemas de saúde, no trabalho, com a família... Até que sofri um AVC há seis anos e procurei ajuda. Se eu tivesse sido mais preparado na juventude, não teria chegado a esse ponto. Há uma falta de informação em relação ao álcool, até porque é aceito pela sociedade, uma droga lícita, e as pessoas não falam tanto das suas consequências.


Fonte: O Globo Niterói














ETE SAPÊ: nova rede coletora de esgoto em março



A Concessionária Águas de Niterói, em parceria com a Prefeitura, concluirá, até o fim de novembro, a obra da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Sapê, que tem previsão para operar a partir de março de 2019
Foto: Divulgação/Leonardo Simplício


Obra será entregue em novembro beneficiando até 30 mil pessoas nos bairros Sapê, Ititioca, Santa Bárbara e Caramujo

Águas de Niterói, em parceria com a Prefeitura, concluirá, até o fim de novembro, a obra da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Sapê, que tem previsão para operar a partir de março de 2019. Os próximos passos serão a conclusão da rede coletora de esgoto da bacia do Sapê e da rede coletora das bacias do Caramujo e de Santa Bárbara.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, enfatiza que, a antecipação da construção da ETE Sapê, que estava prevista para 2023, foi solicitada pelo município junto à concessionária. Com isso, Niterói vai ser uma das pouquíssimas cidades do Brasil, com mais de 500 mil habitantes, a ter a universalização do esgotamento sanitário.

“Estou muito orgulhoso pelas conquistas de Niterói na área do saneamento. Isso foi possível porque nós ampliamos e fortalecemos a parceria público privada na concessão dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e distribuição de água tratada. Nós estamos hoje com índice de 100% das regiões com água tratada distribuída. Isso é importante para a saúde, para o meio ambiente, para a recuperação de nossas enseadas e nossas lagoas e, também, para o lazer e qualidade de vida dos cidadãos”, afirma Neves.

A ETE Sapê será a nona da cidade e terá capacidade para tratar 63 litros por segundo, podendo atender até 30 mil pessoas nos bairros Sapê, Ititioca, Santa Bárbara e Caramujo. Para a implantação das redes coletoras de esgoto da região serão investidos aproximadamente R$ 34 milhões, que fazem parte do projeto de universalização do esgotamento sanitário em Niterói.

“Serão implantados cerca de 40 mil metros de rede coletora de esgoto e construídos mais de cinco mil metros de linhas de recalque (tubulações) e 35 elevatórias, equipamento que bombeia o efluente até a estação”, ressalta o superintendente da Águas de Niterói, Alexandre Boaretto.

Investimentos - Águas de Niterói está realizando investimentos em torno de R$ 150 milhões na construção de novas estações de tratamento de esgoto, redes coletoras e elevatórias, com o objetivo de universalizar o tratamento e coleta do resíduo. Atualmente, a cidade está em 10º lugar nacional no ranking da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), na 6ª posição do País e 1ª do Estado no levantamento do Instituto Trata Brasil, com 100% das residências com acesso a água potável e 93% com rede coletora.

Fonte: O Fluminense