terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

URBAN 95 EM NITERÓI: um olhar voltado para nossas crianças



Desenho de Pamella da Fonseca produzido durante a participação dos alunos das escolas de Niterói no planejamento estratégico da cidade "Niterói Que Queremos". Foto: Reprodução. Fonte: O Globo


Viver em Niterói é motivo de orgulho para cada um de nós, que amamos esta cidade. Nossas crianças crescem em um município que se destaca por seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e mantém características acolhedoras, mesmo inserido em um complexo contexto metropolitano.

No entanto, os primeiros anos de vida dos niteroienses precisam ser, cada vez mais, foco de um criterioso acompanhamento e de ações assertivas em defesa de um desenvolvimento pleno e igualitário. Com objetivo de avançar neste campo, a Prefeitura de Niterói aderiu ao Urban95, uma parceria entre a Fundação Bernard van Leer e o Instituto Cidades Sustentáveis.

A inciativa reúne cidades de todo o País com objetivo de desenvolver e otimizar políticas públicas voltadas para a primeira infância. Estudos mostram que os primeiros mil dias de vida são quando o cérebro mais se desenvolve, daí a importância acerca da oferta de ambientes seguros, saudáveis e estimulantes para o desenvolvimento emocional e cognitivo.

Especialistas da Urban95 e da Prefeitura de Niterói já arregaçaram as mangas e deram início a um trabalho intersetorial coordenado pelo Escritório de Gestão de Projetos (EGP). Um detalhado diagnóstico orientará um plano estratégico com ações em áreas como Saúde, Educação, Urbanismo e Mobilidade, além da orientação de pais e cuidadores.

O conjunto de novas iniciativas e os programas já em execução na cidade vão compor o Plano Municipal pela Primeira Infância, que traçará metas a serem alcançadas a curto, médio e longo prazos. Entre os resultados previstos estão o aumento da cobertura vacinal, avanços nos indicadores nutricionais das crianças de até 4 anos e melhor aproveitamento de espaços públicos (inclusive para atividades pedagógicas).

Vale ressaltar que o olhar sobre a primeira infância não exclui a importância das ações voltadas para as demais faixas etárias. Pelo contrário, a ideia é otimizar os resultados de programas como o Poupança Escola, que combate a evasão escolar a partir do ensino fundamental, e o Jovem EcoSocial, que oferece bolsa-auxílio e qualificação profissional para jovens de 11 comunidades.

É fundamental que este trabalho em prol da primeira infância tenha o apoio de todos os setores da sociedade civil, sobretudo das famílias destas crianças. Não restam dúvidas de que os resultados serão expressivos em várias áreas. Juntos, seguiremos fortes rumo a Niterói que queremos para todos os cidadãos.

Veja, a seguir, algumas das iniciativas em curso em Niterói:

1. Mudança de Comportamento

Objetivo: Desenvolver um kit de ferramentas de mudança de comportamento com mensagens que mobilizem cuidadores, trabalhadores da linha de frente e líderes comunitários para melhorar o desenvolvimento da primeira infância em 11 cidades brasileiras que participam do projeto Urban95.

2. Indicadores

Objetivo: Produção e inserção de indicadores sobre a Primeira Infância no ObservaNit.

3. CaminhaNit

Objetivo: Estimular a caminhabilidade, o bem estar, a saúde e o aprendizado significativo dos alunos, aproximando as pessoas e criando vínculos afetivos com o entorno.

4. Criança e Natureza - Planejamento de Reabertura da Escolas

Objetivo: Planejar a reabertura das escolas, aliado aos espaços naturais e ao ar livre, considerando a natureza a favor do desenvolvimento saudável e integral das crianças e os benefícios na educação escolar.

5. Criança e Natureza – Microparques e Parques Naturalizados

Objetivo: Implantação de micro parques e parques naturalizados.

6. Monitoramento da Qualidade do Ar

Objetivo: Monitorar a qualidade do ar na rota caminhável, utilizando o equipamento Airbeam para complementar o desenvolvimento do Projeto.

7. Criança e Natureza – Rota Caminhável no Barreto

Objetivo: Construção de uma rota caminhável na região do Barreto, integrando os Projetos CaminhaNit, Monitoramento da Qualidade do Ar e Microparques e Parques Naturalizados.

8. Aumento da Cobertura Vacinal em Niterói

Objetivo: Aumentar a adesão das crianças nas campanhas de vacinação, através de um projeto de análise comportamental aplicada.

9. Plano Municipal pela Primeira Infância

Objetivo: Qualificar a governança municipal da Primeira Infância através do desenvolvimento do Plano Municipal Primeira Infância - PMPI.


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* Além de Niterói, fazem parte da rede Urban95 os municípios de São Paulo (SP), Recife (PE), Boa Vista (RR), Aracaju (SE), Brasiléia (AC), Campinas (SP), Caruaru (PE), Crato (CE), Fortaleza (CE), Ilhéus (BA), Jundiaí (SP), Pelotas (RS) e Ubiratã (PR). Saiba mais sobre o trabalho desenvolvido pela Urban95 no link:

https://bernardvanleer.org/pt-br/ 





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Prefeitura de Niterói abre consulta pública sobre cidades inteligentes






A Prefeitura de Niterói iniciou, nesta quinta-feira (11), duas consultas públicas sobre Cidades Inteligentes abertas à população em geral e aos servidores públicos. Niterói está elaborando um plano de cidade inteligente para se transformar em um município de alta tecnologia e a administração municipal quer ouvir a opinião dos moradores para nortear esse planejamento urbano. As perguntas ficarão disponíveis até o dia 21 de fevereiro na plataforma Colab e podem ser acessadas em consultas.colab.re/niteroicidadeinteligente (para público em geral) e consultas.colab.re/cidadeinteligenteservidor (para funcionário público).

Cidades inteligentes são aquelas que utilizam de forma eficaz a tecnologia para otimizar a utilização dos recursos para servir melhor os cidadãos. A Secretária do Escritório de Gestão de Projetos, Valéria Braga, ressalta que as respostas são confidenciais e usadas apenas para a realização do Plano Estratégico para Cidade Inteligente.

“Essa pesquisa faz parte do convênio entre a Prefeitura e o programa Knowledge Sharing Program (KSP), que é uma plataforma voltada à cooperação e compartilhamento de conhecimento, criada pelo Ministério da Economia e Finanças da Coréia. As respostas são necessárias para nortear o planejamento que está sendo feito para uma Niterói mais inteligente. Queremos identificar onde e de que forma as tecnologias de Cidades Inteligentes podem melhorar os serviços no município”, detalhou.

Smart Cities - Niterói é a primeira cidade do estado do Rio de Janeiro e a 11ª do país no Ranking Connected Smart Cities 2020, que qualifica as cidades mais inteligentes e conectadas do país. Feito com o objetivo de mapear as cidades com maior potencial de desenvolvimento no Brasil através de indicadores que retratam inteligência, conexão e sustentabilidade, o ranking traz indicadores desenvolvidos pela consultoria Urban Systems. Na primeira edição, em 2015, Niterói estava em 17º lugar no país. Em 2019, a cidade estava na 12ª posição.

Fonte: Prefeitura de Niterói 




PARQUE ORLA DE PIRATININGA: saiba mais e acompanhe uma obra inovadora para a sustentabilidade de Niterói

 

Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, em fase de implantação. Foto Axel Grael (15/02/2021)



Como ficará o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis.



Você já ouviu falar no projeto do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP Alfredo Sirkis? 

Trata-se de um projeto inovador em implantação no entorno da Lagoa de Piratininga, com o objetivo de proteger os ecossistemas da lagoa, bem como tratar as águas de drenagem urbana e, assim, contribuir para a recuperação do Sistema Lagunar. As obras estão em andamento e você pode acompanha-las. Basta chegar próximo à Lagoa de Piratininga, no Cafubá, e ver os trabalhos em andamento.

Além disso, o POP Alfredo Sirkis terá um Ecomuseu, trilhas, áreas de lazer, píeres de contemplação e para pescadores, quadras esportivas, mirantes e uma ciclovia de 10 km no entorno da lagoa, que fará parte do Sistema Cicloviário da Região Oceânica e da Translagunar. Esta última será uma ciclovia turística e funcional que ligará o Túnel Charitas-Cafubá às praias de Itacoatiara e Itaipu, contornado as lagoas de Piratininga e Itaipu, que reduzirá a distância para o ciclista e potencializará o conforto e a qualidade da experiência de pedalar pela Região Oceânica.

Localização do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis.

O POP Alfredo Sirkis foi criado pelo Decreto 11.744/2014, que instituiu o programa Niterói Mais Verde e criou o Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT, sendo o POP um dos seus componentes. A sua implantação faz parte de um programa de investimentos e intervenções em infraestrutura e sustentabilidade na Região Oceânica, chamado PRO-Sustentável. O programa começou a ser estruturado quando fui vice-prefeito de Niterói e tive a responsabilidade atribuída pelo prefeito Rodrigo Neves de captar recursos para projetos de infraestrutura na cidade. O PRO-Sustentável é financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF, com um investimento de 100 milhões de dólares e é desenvolvido pela Unidade de Gestão de Projetos (UGP PRO Sustentável).

A sua implantação está sendo feita a partir de duas licitações que já foram concluídas: uma delas para a chamada infraestrutura verde (equipamentos de drenagem sustentável e outros) e a outra para as edificações, cuja Ordem de Início será dada nos próximos dias.

Assista o vídeo abaixo e saiba mais sobre o POP Alfredo Sirkis e suas inovações:


Assista ao vídeo com explicações sobre o POP Alfredo Sirkis.


A iniciativa de Niterói é pioneira e histórica em termos de engenharia ambiental e mesmo antes de iniciadas as obras, as soluções inovadoras do Parque Orla de Piratininga já alcançaram o reconhecimento técnico através de publicações e prêmios conquistados na França e no Brasil. As principais inovações estão por conta das soluções de drenagem sustentável: as chamadas Soluções Baseadas na Natureza. Como a engenheira Andressa Ferreira Lima, coordenadora do POP e a fiscal do projeto, engenheira Mariah Bessa, explicam no vídeo acima, o POP Alfredo Sirkis contará com as seguintes soluções inovadoras: 
  • Bacias de Sedimentação
  • Jardins de Chuva
  • Jardins Filtrantes (mais de 35.000 m²)
  • Biovaletas
  • Alagados Construídos



Distribuição dos principais equipamentos de drenagem sustentável.

Eficiência de redução da poluição prevista em projeto para os equipamentos, de acordo com a Bacia Hidrográfica.


Estes equipamentos terão como objetivo reter sedimentos e nutrientes (carga orgânica), evitando que cheguem à Lagoa de Piratininga, ajudando a despoluí-la. Importante destacar os equipamentos do POP não são as únicas medidas previstas para a despoluição das Lagoas de Piratininga e Itaipu. As ações de fiscalização do Programa "Ligado na Rede" continuarão para promover a conexão dos imóveis na rede de esgoto que, por sua vez, também está sendo aprimorada pela Concessionária Águas de Niterói.

Além do POP, o PRO Sustentável também inclui iniciativas como a Renaturalização do Rio Jacaré, o saneamento e a regularização fundiária de comunidades, além de estudos para a Despoluição do Sistema Lagunar. Também estão sendo desenvolvidos projetos para a estabilização do Canal de Itaipu e outras medidas que resultarão na melhoria da qualidade ambiental das lagoas.

Parques e o desenvolvimento de Niterói

Sempre tivemos a convicção que investir em proteção da natureza e recuperação ambiental era também uma oportunidade de desenvolvimento e geração de emprego e renda e um caminho promissor para a retomada da economia no momento Pos-Covid. E esta é também uma grande vocação de Niterói, que após a criação do programa Niterói Mais Verde, através do Decreto 11.744/2014, promulgado pelo prefeito Rodrigo Neves, passou a contar com mais da metade do território municipal protegido por Unidades de Conservação e tem uma das maiores taxas de áreas verdes por habitante.

Com o POP Alfredo Sirkis, Niterói ganhará espaços de lazer e recreação, a população voltará a apreciar as lagoas como um patrimônio público valioso e a cidade avançará ainda mais no caminho da sustentabilidade urbana.

Vamos seguindo em frente por uma Niterói Próspera, Sustentável e Socialmente Justa.

Axel Grael
Prefeito
Prefeitura de Niterói


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NRPA

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Restauração Florestal em Niterói

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Túneis da Zona Sul de Niterói serão monitorados






O CCO - Centro de Controle Operacional do Trânsito de Niterói é considerado pioneiro na América do Sul pela tecnologia que dispõe e foi considerado pelo jornal Le Monde, da França, um dos melhores do mundo. O sistema controla a sinalização semafórica da cidade, que é organizado através de 10 CTA - Centros de Tráfego de Área, permitindo que haja uma maior fluidez no trânsito, ao mesmo tempo que controla o limite de velocidade na cidade, garantindo maior eficiência e segurança no trânsito. 

O sistema é interligado através de uma rede de fibra ótica que permite que a sinalização semafórica seja controlada por uma central localizada na mesma sede do CISP, na Região Oceânica. Nos últimos dias, várias providências foram tomadas para melhorar a eficiência operacional do CCO e continuaremos envidando esforços para que o sistema seja cada vez mais efetivo para melhorar o trânsito na cidade.

O investimento em tecnologia não é a única aposta da Prefeitura para melhorar o trânsito e a mobilidade da cidade. Obras importantes já foram realizadas como a TransOceânica e obras que ajudaram a resolver grandes gargalos do trânsito na cidade, como a Avenida Marquês do Paraná, o Mergulhão Ângela Fernandes, o Mergulhão da Praça Renascença e, agora, a obra da Rua Paulo Alves. Além destas obras, também avançamos para nos tornar uma cidade multimodal, com a implantação do programa Niterói de Bicicleta, que vem ampliando a oferta de vias cicláveis na cidade. Niterói também desenvolveu o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável - PMUS para garantir que novos investimentos melhorem cada vez mais a mobilidade e a infraestrutura vária da cidade. 

O CCO do Trânsito foi implantado, em 2016, como parte do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. Este investimento da Prefeitura que fez com que a cidade de Niterói já seja considerada uma das líderes na agenda da Cidade Inteligente no país.

Vamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói



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Túneis da Zona Sul de Niterói serão monitorados




Os túneis Roberto Silveira e Raul Veiga, que ligam Icaraí a São Francisco e vice-versa, contarão a partir de março com o mesmo moderno sistema de monitoramento que atende ao túnel Charitas-Cafubá, e passarão a fazer parte da malha viária sob assistência do Centro de Controle Operacional – CCO Mobilidade.

O sistema de monitoramento dos túneis da Zona Sul está em fase de instalação e contará inicialmente com duas câmeras controladoras de tráfego, que monitoram o fluxo e o volume de tráfego. Deste modo, ajustes poderão ser realizados em tempo real na sinalização das vias contíguas aos túneis, de modo a garantir a fluidez do tráfego em suas galerias, e ainda garantir o rápido acionamento de órgãos de socorro e segurança pública em caso de necessidade.

Segundo o presidente da NitTrans, Gilson Souza, o monitoramento dos túneis da Zona Sul é mais um passo na ampliação da modernização do sistema viário da cidade.

“A tecnologia de ponta de que dispõe o CCO Mobilidade será cada vez mais e melhor utilizada na gestão do trânsito. Vamos expandir ainda mais o monitoramento e elevar o nível de avaliação de fluxo e volume de tráfego a partir dos dados coletados. Com isso poderemos aproximar ao máximo o tripé da gestão, formado por Planejamento de Engenharia de Trânsito, Operação Tecnológica do CCO e Operação Viária, in loco, realizada pelos agentes e operadores de trânsito nas ruas da cidade”, diz Gilson.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) informa que será realizada a limpeza das luminárias do túnel Raul Veiga e o conserto dos circuitos do Roberto Silveira, em conjunto a interdição da NitTrans.

O diretor-administrativo da NitTrans, Braz Colombo, explica que o início do monitoramento dos túneis Raul Veiga e Roberto Silveira faz parte do trabalho contínuo de melhorias implementadas na cidade na última década.

“Os túneis que interligam os dois lados da Zona Sul de Niterói foram construídos nos anos 50 e 70 e não contavam até então com equipamentos de monitoramento. Por cumprirem importante papel no sistema viário da cidade, sendo imprescindíveis no trajeto cotidiano dos niteroienses, estarão sob o olhar atento do CCO Mobilidade. Nosso trabalho segue focado na missão de garantir fluidez e segurança viária para todos”, aponta Braz Colombo.

O monitoramento realizado pelo CCO Mobilidade no túnel Charitas-Cafubá, que será expandido aos túneis da Zona Sul, conta com equipamentos que informam, em tempo real, tudo que acontece em suas galerias. Atualmente há 49 câmeras, seis painéis de Mensagens Variáveis, 80 interfones de emergência e 200 sinalizadores de evacuação de área.

O túnel Charitas-Cafubá conta ainda com monitoramento de poluentes e acionamento automático de turbinas de ventilação e gerador de energia elétrica para casos de interrupção do fornecimento regular. Pela pouca extensão, estes equipamentos não serão necessários aos túneis Raul Veiga e Roberto Silveira.

Como funciona o CCO – O Centro de Controle Operacional – CCO Mobilidade conta com equipamentos de telemonitoramento interligados por fibra ótica espalhados pela cidade inteira, utilizados para monitorar tudo o que acontece no trânsito em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana. O CCO Mobilidade é interligado por 78 quilômetros de fibra ótica que percorrem dez pontos de controle de área nas regiões da cidade com mais fluxo e volume de trânsito, cobrindo todas as áreas urbanas do município de Niterói.

O sistema é pioneiro na América do Sul e permite, por exemplo, que operadores do centro operacional ajustem o tempo de abertura e fechamento dos semáforos em corredores viários específicos da cidade, de acordo com o fluxo do momento, contribuindo para reduzir os congestionamentos na cidade.

Os olhos do sistema são 190 câmeras controladoras de tráfego instaladas nos semáforos e 22 câmeras domo, com visão 360 graus, que monitoram o volume do trânsito para identificar retenções, recalcular o intervalo da temporização semafórica e produzir dados utilizados no gerenciamento das equipes de agentes e operadores de trânsito que atuam nas ruas da cidade.

Tudo o que é coletado em imagens nas ruas chega em tempo real ao CCO Mobilidade, que funciona do prédio do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói, localizado em Itaipu, na Região Oceânica da cidade. O centro operacional conta com uma parede de monitores e equipamentos de gestão de tráfego utilizados pelos operadores do sistema. Com visibilidade total e dados volumétricos, é possível ajustar a operação viária para garantir a melhor fluidez possível, de acordo com a quantidade de veículos que transita pelos corredores viários da cidade.

O sistema conta ainda com 16 painéis de Mensagens Variáveis que apresentam informações sobre o trânsito em regiões de fluxo intenso na cidade, também operados remotamente, diretamente do CCO Mobilidade, a partir da observação em tempo real dos operadores.

Fonte: A Tribuna




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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

NITERÓI MAIS VERDE: Decreto regulamenta a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPN.






Niterói deu mais um passo importante para se consolidar como uma referência de sustentabilidade urbana. Assinei e fiz publicar no da 02 de fevereiro de 2021, o Decreto 13.884, que "Regulamenta a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPN e dá outras providências". A figura da RPPN vem da legislação federal, tendo sido prevista incialmente pelo Decreto 98.914/1990 e consolidada pela Lei 9985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC. Posteriormente, a Lei foi regulamentada pelo Decreto Federal no 5.746/2006.

O Brasil já conta com centenas de RPPN´s no país, sejam elas instituídas pelo governo federal, por estados e municípios. De acordo com o SIMRPPN, o Sistema Informatizado de Monitoria de RPPNs, o país conta, hoje, com 640 unidades desta categoria. Os estados com maior número de reservas são a Bahia, com 102 reservas que cobrem 46.817 hectares, e Minas Gerais, com 88 reservas sobre 33.140 hectares. Embora tenha apenas 15 reservas, Mato Grosso tem a maior área protegida por reservas privadas: 172.980 hectares.(Fonte: O Eco).

Esta categoria é criada por iniciativa do proprietário, sem que haja previsão de desapropriação do imóvel e deverá ser reconhecida pelo órgão ambiental competente. Dessa forma, vamos avançar com a manutenção da conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, com a qualidade ambiental e o fomento às unidades de conservação já existentes em Niterói.

O embasamento legal para a criação das RPPN´s na legislação municipal encontra-se no Código Tributário Municipal (Lei 2.597/2008), que prevê no Art. 6° a isenção de IPTU para imóveis de interesse ecológico, paisagístico ou ambiental. Antes disso, a Lei 1.112/1992, que "Dispõe sobre a criação no Município de Niterói de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, por destinação do proprietário", de autoria da vereadora Satie Mizubuti, autorizou o Executivo a implantar o sistema de RPPN´s em Niterói, estabelecendo que: 

Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado, a reconhecer e registrar, como reserva particular do Patrimônio Natural, por destinação do seu proprietário, em caráter perpétuo, imóvel de domínio privado em que: no todo ou em parte, sejam identificadas condições naturais primitivas, semiprimitivas, recuperadas, ou cujas características justifiquem ações de recuperação, pelo seu aspecto paisagístico ou para a preservação do ciclo biológico da espécie da fauna ou da flora nativas da região.

A regulamentação que ora oferecemos, chega quase 30 anos após a Lei acima, mas chega em um momento em que a cidade de Niterói trouxe o tema da sustentabilidade para o centro do seu planejamento e das políticas de desenvolvimento.

Desde 2013, quando do início da gestão do prefeito Rodrigo Neves, Niterói passou a contar com importantes avanços na agenda da sustentabilidade. Através do Decreto 11.744/2014, foi instituído o Programa Niterói Mais Verde, que incluiu a criação do Parque Natural Municipal de Niterói, elevando o percentual de áreas protegidas em Niterói para mais de 50% do seu território.

A RPPN poderá abranger a totalidade da propriedade ou parte dela e a sua criação pressupõe que seja gravado em perpetuidade e, de acordo com a legislação, as propriedades reconhecidas como RPPN terão isenção do IPTU proporcional à área protegida.

A criação de RPPNs representa ainda, um incremento na pontuação do Índice de Áreas Protegidas Municipais, que compõe o Índice Final de Conservação Ambiental utilizado para calcular a posição do município no ranking do ICMS Ecológico. Ao longo de três anos, nossa cidade ocupa o 4°lugar no ranking do ICMS Ecológico.

Vamos em frente.

Axel Grael
Prefeito
Prefeitura Municipal de Niterói


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Niterói cria marco legal para Reservas Particulares



Com 56% de suas áreas preservadas e sete unidades de conservação administradas pelo município, além de duas sob gestão estadual, Niterói deu mais um passo no caminho da sustentabilidade e da preservação do seu ecossistema. O prefeito Axel Grael assinou o decreto nº 13.884/2021, que regulamenta a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no âmbito do município.

A medida potencializa o surgimento de novas áreas voltadas para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, manutenção da qualidade ambiental e na formação de corredores e mosaicos atrelados às unidades de conservação já existentes em Niterói.

“Esse é mais um avanço na agenda ambiental de Niterói. Foi publicada a regulamentação para criação de Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN) em nossa cidade, as quais representam uma das categorias de unidades de conservação estabelecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação”, comemora Axel Grael.

“Tal categoria de espaço territorialmente protegido é criada por iniciativa do proprietário da área, com o reconhecimento do órgão ambiental municipal, e sem que haja previsão de desapropriação ou governança pública do imóvel. Dessa forma, avançamos com o incentivo à manutenção da conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, com a qualidade ambiental e fomento às áreas protegidas em Niterói”, completou.

O chefe do Executivo destacou, ainda, que a criação de RPPNs no município representará um importante incremento na pontuação do Índice de Áreas Protegidas Municipais, que compõe o Índice Final de Conservação Ambiental utilizado para calcular a posição do município no ranking do ICMS Ecológico e o percentual de recursos por ele recebido. Ele lembrou que ao longo de três anos, a cidade já ocupa o 4° lugar no ranking do ICMS Ecológico, com uma evolução sem precedentes neste período.

“Niterói já expandiu suas áreas protegidas para mais de 50% do território municipal, e essa é mais uma ação para evoluirmos como uma cidade referência em sustentabilidade urbana,” lembra o prefeito.

Entre as vantagens para as propriedades alcançadas pela criação de RPPNs estão a perpetuação dos requisitos ecológicos e da biodiversidade existentes no local, na medida em que a Reserva deve ser averbada junto à matrícula do registro geral de imóveis da propriedade; benefícios fiscais com a isenção do IPTU do perímetro da reserva averbada, considerando o fato de a RPPN ser considerada imóvel de interesse ecológico e de preservação paisagística / ambiental, de acordo com o Código Tributário Municipal; além de possibilidades relacionadas à cooperação pública – privada para a proteção, gestão e manejo da unidade criada, acesso a editais de órgãos financiadores de ações voltadas ao meio ambiente e submissão de projetos ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.

“No momento em que se decide criar uma RPPN, o proprietário assume compromisso com a conservação da sua natureza já que a área proposta, ao ser averbada em cartório, possui garantia de perpetuidade. Com isso, Niterói poderá ampliar ainda mais suas áreas de proteção, e seus proprietários, produtores e, em especial, os agroecologistas, terão a garantia de que suas áreas estarão sempre resguardadas”, explica Leandro Portugal, secretário municipal de Meio Ambiente.

Regras – Dentre outras atribuições, os interessados deverão entrar com requerimento se habilitando e comprovando as razões pelas quais qualificam as propriedades a se tornarem uma Reserva. A área geográfica, o solo, a fauna, passarão por avaliação, assim como os eventuais recursos hídricos locais.

Atividades e obras realizadas na RPPN devem se limitar àquelas destinadas a garantir sua proteção e a pesquisa científica. Não é permitida qualquer exploração econômica que não seja prevista nos seus regulamentos, sobretudo no seu no plano de manejo.

A pesquisa científica em RPPN deverá ser estimulada e dependerá de autorização prévia do proprietário. A reintrodução de espécies silvestres somente será permitida mediante estudos técnicos e projetos específicos aprovados pelo órgão ambiental municipal.

Fonte: A Tribuna 






domingo, 31 de janeiro de 2021

NITERÓI CADA VEZ MAIS CICLÁVEL: sistema cicloviário da Região Oceânica começará a ser implantado


Ontem, sábado, aproveitei para dar mais uma pedalada até a Avenida Marquês do Paraná, para visitar a Fika Bike & Café, um empreendimento lançado recentemente às margens da bela Ciclovia da Avenida Marquês do Paraná. Fui acompanhado pelo vereador Binho Guimarães (PDT), pelo arquiteto e urbanista Filipe Simões (coordenador do programa Niterói de Bicicleta), por Helena Seyfarth de Souza Porto e João Pedro Boechat Gomes de Oliveira, ambos da equipe do Niterói de Bicicleta, além da minha esposa Christa Grael, Paula Cardoso Moreira e Thiago Salvany. Fomos recebidos pelo casal Cláudio e Conceição, proprietários do Fika Bike & Café.

A nossa pedalada coincidiu com a publicação no Diário Oficial da Prefeitura do resultado do processo de licitação que selecionou a empresa que fará a implantação da primeira etapa do Sistema Cicloviário da Região Oceânica. O presente lote de obras terá 21 km e, uma vez concluídas todas as etapas, somará 60 km, levando a infraestrutura cicloviária de Niterói a ultrapassar 100 km de vias cicláveis.

Quando lançamos o programa Niterói de Bicicleta, em 2013, tínhamos certeza que a cidade responderia bem aos investimentos que seriam adotados. Vimos o número de ciclistas da cidade quintuplicarem entre 2015 e 2020, e as ciclovias serem tomadas por usuários que adotaram a bicicleta como uma alternativa de mobilidade para Niterói. A ciclovia da Avenida Roberto Silveira já está entre as mais utilizadas na Região Metropolitana, só perdendo para as da orla da Zona Sul do Rio de Janeiro, sendo que a nossa tem características mais funcionais, enquanto que as do Rio são mais turísticas e de lazer, embora também tenham uso funcional.

É com muita satisfação que verificamos que, além do Niterói de Bicicleta ter impactado positivamente a mobilidade da cidade, também tem produzido efeitos muito benéficos na economia e na geração de empregos e renda na cidade. O número de negócios criados em função das bicicletas tem aumentado muito, como é o caso das lojas especializadas que surgiram na Avenida Roberto Silveira, que vendem bicicletas e seus acessórios, além de prestar serviços de manutenção. Também cresce na cidade o número de representações de bicicletas elétricas (e-bikes) e lojas especializadas em bicicletas esportivas. Segundo fomos informados, as revendedoras estão com dificuldades de entregas bicicletas aos seus clientes, devido ao grande crescimento da demanda.

Cabe destaque também, o uso profissional das bicicletas para serviços de entregas, que também são vistos em grande número nas ciclovias.

Durante a visita ao Bike Café, avaliamos a solicitação dos praticantes da modalidade esportiva de Down Hill, que reivindicaram a abertura da Pista Waimea, que vai do Parque da Cidade, no Parque Natural Municipal de Niterói - Parnit, até o Cafubá. Anunciamos através de vídeo gravado no local, que a Pista Waimea poderá ser utilizada nos finais de semana das 7:00 às 12:00. De terça-feira a sexta-feira a pista já estava liberada.

Tudo isso mostra que a bicicleta chegou para ficar e será cada vez mais presente no cenário urbano de Niterói. Estamos conectados com uma tendência mundial que encontra na bicicleta uma forma mais conveniente, saudável e sustentável de deslocamento. Como afirmamos em postagem recente aqui no Blog, esta tendência está expressa na atitude das novas gerações, que demonstram ter pouco interesse em obter as suas carteiras de habilitação para o automóvel e indicam uma preferência por serviços públicos de transportes em detrimento do automóvel.

O mundo está em transformação, processo este acelerado pelo advento da COVID-19, mas também por uma nova consciência que chega com esta transição geracional.

Vamos em frente!!!

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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Niterói terá primeiro lote do sistema cicloviário da Região Oceânica

A homologação do resultado da licitação para a implantação do primeiro lote do sistema cicloviário da Região Oceânica saiu neste sábado (30) no Diário Oficial do Município de Niterói.

O sistema consiste na implantação de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, bicicletários fechados e paraciclos ao longo de toda a região. Neste primeiro lote, serão licitados 21 quilômetros de infraestrutura cicloviária, que inclui áreas como a Praia de Piratininga e as avenidas Almirante Tamandaré, em Piratininga, e Irene Lopes Sodré, no Engenho do Mato. A previsão da ordem de início das obras é fevereiro, com término em outubro.

“Depois, serão feitas as outras licitações e nós vamos chegar ao total de 60 quilômetros de ciclovias na Região Oceânica. Atualmente, nós já temos mais de 40 quilômetros implantados na cidade e, com esses investimentos, vamos ultrapassar a marca de 100 quilômetros de ciclovias”, comemorou o prefeito de Niterói, Axel Grael, após uma volta de bicicleta pela cidade, na manhã deste sábado, acompanhado do coordenador do programa Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, da esposa, Christa Grael, e do vereador Binho Guimarães.




Filipe disse ainda que serão licitadas as subsequentes, incluindo mais uma etapa de infraestrutura cicloviária, a requalificação urbana da Avenida Almirante Tamandaré, no trecho entre o Trevo de Camboinhas e o shopping Itaipu Multicenter, e também a instalação de paraciclos e bicicletários fechados nos mesmos moldes do bicicletário Arariboia ao longo da Região Oceânica e do trajeto dos ônibus da TransOceânica.

“Nesta primeira etapa serão ciclovias segregadas por canteiros, com alteração na geometria das vias. A ideia é que a via fique mais segura tanto para os pedestres, quanto para os ciclistas e também motoristas”, disse.

O prefeito anunciou, também, que a pista Waimea, no Parque da Cidade, para prática de downhill, será reaberta também nos fins de semana e feriados, das 7 horas ao meio-dia.




“Queremos nos dirigir aos praticantes de downhill, que atuam no Parque da Cidade, na pista Waimea, eles nos fizeram um pleito para que pudessem usar a trilha também nos fins de semana, e atendendo à solicitação deles, nós vamos autorizar a utilização aos sábados, domingos e feriados, na parte da manhã”, afirmou.

Axel Grael também destacou os investimentos da iniciativa privada realizados nos últimos anos, no segmento voltado para o uso da bicicleta na cidade.

“Os investimentos feitos pela Prefeitura de Niterói com a implantação de ciclovias, como a da Avenida Marquês do Paraná, mostram que, ao desenvolver o programa Niterói de Bicicleta, também criamos oportunidades de investimento na cidade, de geração de emprego e de oportunidades para a população de Niterói”, frisou.

Fonte: A Tribuna



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Grael afirma que Niterói pode negociar vacinas fora do PNI

Vítor d’Avila

Niterói pode voltar a negociar aquisição de vacinas fora do Plano Nacional de Imunização (PNI), segundo o prefeito Axel Grael (PDT). A informação foi concedida durante entrevista ao jornal A TRIBUNA, onde o chefe do Poder Executivo Municipal falou sobre este e outros temas.

Ainda no governo do ex-prefeito Rodrigo Neves (PDT), Niterói assinou um memorando, junto ao Instituto Butantan, com a intenção de adquirir 1,1 milhão de doses da CoronaVac. Todavia, a compra não pôde acontecer após o Ministério da Saúde lançar o PNI, garantindo exclusividade para a compra das vacinas. Entretanto Grael afirma que, caso haja descontinuidade por parte da pasta, no fornecimento do imunizante, Niterói pode tentar adquirir por conta própria, assim como já negociam outros estados e municípios.

“É claro que a gente gostaria de um volume maior, mas a vacinação está acontecendo e reconhecemos a importância do PNI. Niterói tomou essa iniciativa em um momento em que o Governo Federal não tinha nenhum plano para viabilizar uma vacinação nacional. O momento agora é diferente. A gente gostaria de vacinar nossa população toda, mas não adianta a gente imunizar nossa população e as cidades em volta não. Nossa preocupação é que há uma incerteza muito grande em relação a oferta das doses. Se por acaso houver alguma descontinuidade ou deficiência grave de suprimento das vacinas, Niterói, assim como as demais cidades, vão ter que pensar no que fazer”, explicou o prefeito.






Axel Grael afirmou ainda que a Prefeitura estuda a renovação do arrendamento do Hospital Oceânico ou até mesmo a compra da unidade de saúde. O hospital foi inaugurado, em abril de 2020, para atender exclusivamente pacientes de covid-19 e, segundo o prefeito, tem 70% de chances de ser mantido em definitivo.

“Nós estamos estudando o arrendamento ou até mesmo a aquisição do Hospital Oceânico. Mas hoje eu diria que há 70% de chances de a gente manter o Hospital Oceânico dentro da estrutura de saúde da Prefeitura de Niterói”, garantiu.

Benefícios Sociais

Uma das bandeiras de campanha de Grael era manter os auxílios financeiros dados pela Prefeitura às populações mais frágeis economicamente até que houvesse a vacinação. Mesmo com o início, ainda que tímido, da imunização, o prefeito garantiu a manutenção dos benefícios pelo menos até março e afirmou que se for avaliada a necessidade de continuidade, os programas sociais serão mantidos.

“Nós temos autorização legislativa para manter os programas até março, ao longo dos três primeiros meses do ano. Até lá a gente vai avaliar. O importante é que, à medida em que a vacinação vai avançando e a gente vai tendo uma segurança sanitária maior da população, a gente possa ir reduzindo essa ajuda. Mas enquanto ela for necessária, será mantida”, garantiu.

Economia

Por ter uma situação econômica estável, os efeitos da pandemia em Niterói foram menos devastadores, de forma com que fosse elaborado o plano de se construir um polo econômico na região do Canal de São Lourenço, englobando indústria naval, pesqueira e o Mercado Municipal renovado. A expectativa de que se gere em torno de 23 mil empregos está mantida, o que pode ajudar a recolocar pessoas que ficaram desempregadas por conta do novo coronavírus, ao longo do ano passado.

“A dragagem do canal é fundamental para a retomada da atividade naval, que a vocação é muito mais para reparos que construção de navios e logística offshore. Os estudos estão em fase final, alguns para complementação são necessários para que a gente possa ter a licença de operação e fazer a dragagem, que viabiliza o terminal pesqueiro. Há um potencial de sucesso muito grande e isso já está acontecendo. Nesta semana mesmo, tive contatos com empresas, inclusive do rio, querendo se estabelecer em Niterói. Criamos agora uma coordenadoria de trabalho e renda, cuja finalidade é fazer um diagnóstico dessa situação do mercado de trabalho em Niterói. Vamos lançar um plano de retomada da economia no novo normal, que prevê uma série de ações de capacitação dessa mão de obra”, disse Grael.

Retorno das Aulas

Niterói se prepara para o retorno das aulas presenciais, cujo plano de retomada foi lançado na sexta-feira (29). Grael garantiu a segurança para o reinício das atividades presenciais na escola e pontuou que dados científicos comprovam que o potencial de transmissão do coronavírus pelas crianças é baixo, em relação aos adultos. Além disso, haverá uma atenção especial ao combate da evasão escolar.

“Esse planejamento está sendo feito com muito cuidado pelas secretarias de Saúde e Educação, com muita conversa. As representações das escolas particulares e públicas, dialogando com os profissionais da educação. existe um levantamento da Unesco que mostra que o Brasil é um dos poucos países que manteve o fechamento das escolas por um período muito longo. Os demais fecharam as escolas por períodos pequenos. Os estudos mostraram ao longo do ano passado que, na verdade, a transmissão através das crianças é muito mais baixa do que se pensava. A gente tem dialogado com a Sociedade Brasileira de Pediatria e outras organizações da área médica que têm se colocado a favor da abertura das escolas. Os impactos na saúde mental, no próprio processo e aprendizado das crianças é muito grande. As escolas terão que se adequar aos protocolos, que temos para diferentes tipos de escolas. Nossa preocupação, principalmente na rede pública, é a evasão. vamos começar as aulas na rede pública um pouco antes para fazer um grande programa de busca ativa para esses jovens que saíram da escola e a gente precisa trazê-los de volta, reincorporar ao dia a dia escolar”, destacou.




Cultura

Em um momento de retomada também para a classe artística, Grael garantiu todo apoio à cultura da cidade e falou sobre a utilização dos equipamentos culturais municipais.

“Em Niterói a gente fez um apoio para a classe artística que ajudou muito as pessoas a superar esse momento. A gente tem toda uma tradição, o fato da gente ser ex-capital nos deixou com um legado de equipamentos culturais muito grande. Hoje, Niterói é muito bem provida. No auge da crise da Covid-19 essas atividades todas foram desativadas e agora nós estamos estudando a forma de retomar a atividade cultural também, de uma forma segura e controlada para proteger a população. Já estamos lançando novos editais de apoio à produção artística da cidade”, contou o prefeito.

Política e Conleste

Axel Grael também falou sobre a relação com São Gonçalo. Na época da eleição, comentava-se que haveria uma grande sinergia entre a cidade com Niterói e Maricá, caso Dimas Gadelha (PT) fosse eleito. Todavia, a vitória ficou para Capitão Nelson (Avante), com quem o prefeito de Niterói se mostrou disposto a ter uma relação institucional. Além disso, Grael também falou sobre o papel de Niterói no Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Leste Fluminense (Conleste).

“Nossa relação é institucional, a cidade de Niterói precisa de um diálogo com São Gonçalo, pois são cidades conurbadas. É claro que se a gente tivesse uma vitória de um prefeito com mais identificação ideológica, isso poderia ter facilitado muito. Mas isso não impede que a gente tenha uma relação administrativa de parceria entre as cidades. Já o Conleste está se reorganizando agora. É uma iniciativa muito importante para Niterói e todos os municípios do Leste Metropolitano, porque a região vai passar por transformações importantes e o Conleste nos fortalece nessa relação. As estratégias de mobilidade precisam ser integradas, na área de saúde recebemos em Niterói um contingente grande de pessoas de outras cidades que vêm ter atendimento aqui. Em todas as áreas temos uma relação entre esses municípios. Essa conjugação de interesses nos leva a uma aproximação natural”, disse.

O prefeito também alertou para a importância de todos os municípios que fazem parte do Leste Metropolitano crescerem em conjunto.

“Niterói precisa crescer junto com os municípios vizinhos. Nossa perspectiva de crescimento, sem que haja um avanço nas cidades vizinhas, é muito limitado. Na área de segurança, por exemplo, não adianta investirmos tanto dinheiro aqui se os municípios vizinhos não investirem também. A gente tem uma agenda que foi estruturada agora num planejamento que foi feito muito parecido com o programa Niterói que Queremos. Os mesmos parceiros que viabilizaram esse planejamento de Niterói, fizeram um estudo do Leste Metropolitano e foi estabelecido uma série de diretrizes e prioridades, com metas definidas, então esse estudo gerou um norte”, alertou Grael.

Secretariado

A primeira baixa na equipe de secretários da atual gestão aconteceu antes mesmo da posse de Grael, quando Giovanna Victer, ex-secretária de Fazenda, declinou do convite para assumir a pasta do Desenvolvimento após ser convidada para assumir a Secretaria de Fazenda de Salvador. O prefeito teceu elogios ao secretariado niteroiense e afirmou que é normal bons profissionais receberem sondagens. Ele também elogiou o escolhido para a pasta, Américo Diniz.

“Niterói tem um secretariado de excelência, então é natural que haja uma cobiça sobre os quadros gerenciais. São quadros excelentes, de competência comprovada nessas gestões anteriores, o que acaba credenciando essas pessoas a poder levar a experiência de Niterói para outros lugares. A Giovanna é uma excelente profissional, que contribuiu muito para os resultados que tivemos na gestão do Rodrigo Neves. Ela recebeu uma proposta e foi profissionalmente para ela muito importante. A gente perdeu a Giovanna, mas temos o Américo Diniz, um profissional experiente com uma grande história no fomento à atividade empreendedora e empresarial aqui na região e vai ser também muito importante para dar continuidade às políticas públicas nessa área”, ressaltou.

Governos Estadual e Federal

Sobre a relação com outros poderes, como o Executivo Estadual e Federal, além do Legislativo Municipal, Estadual e Federal, Grael citou a necessidade de possuir um bom diálogo com todos. O prefeito relatou já ter conversado com o governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, mas ainda não teve a oportunidade de falar com o presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Nós temos demandas gerenciais com todas as esferas de governo. Niterói tem uma aproximação cada vez maior com o governador Cláudio Castro. Temos uma agenda importante na área ambiental. Na área da segurança talvez seja a agenda que, de imediato, que mais precisamos estabelecer parcerias com o governo estadual e na área da mobilidade a gente precisa retomar a linha de catamarã para Charitas. Com relação ao Governo Federal, Niterói tem uma agenda de investimentos de infraestrutura muito forte e a gente precisa acessar financiamentos em parceria com o Governo Federal. Eu não estive ainda com o presidente mas tenho falado com interlocutores que têm aberto caminhos. A gente está mantendo a boa relação que a gestão anterior tinha com a Câmara Municipal, temos as mensagens que estamos mandando e estão sendo bem recebidas, tanto o Legislativo quando o Executivo com o compromisso de construir uma cidade cada vez melhor. O olhar crítico de deputados que nos apoiam é no sentido de melhorar, buscar algumas soluções e de trazer algumas oportunidades para Niterói. É natural que a gente tenha uma relação mais próxima e produtiva com os deputados que nos apoiam, os de oposição também têm a sua função democrática que se pautam mais na crítica, o que é importante, pensando no bem da cidade, e a gente também dialoga com eles”, completou.

Fonte: A Tribuna






domingo, 24 de janeiro de 2021

COVID-19 E AS CIDADES: mudanças de comportamento, novas centralidades urbanas e mobilidade


Há poucos dias, a montadora Ford, de presença histórica no Brasil, anunciou o encerramento das suas atividades no país. Isso é motivo de grande preocupação, pois é mais um episódio dramático do processo de desindustrialização do Brasil, mais um golpe contra a nossa combalida economia, mais uma demonstração que o nosso país vem perdendo competitividade e significa que mais alguns milhares de pessoas serão empurrados de uma hora para a outra para o desemprego. 

Mas, a desistência de uma das maiores montadoras de veículos, alojada num dos maiores mercados, pode ser também a evidência de outros processos econômicos e sociais: o mundo está se afastando do automóvel e do rodoviarismo, que dominou o cenário urbano e o ideário consumista de gerações. 

Na minha geração, ao chegar aos 18 anos, os jovens rapazes de classe média tinham três grandes preocupações: era a época de vestibular, do alistamento para o serviço militar e, acima de tudo, hora de tirar a carteira de motorista o mais rápido possível. Éramos bombardeados pelo apelo publicitário que ter um carro era uma afirmação social, um símbolo de status. As propagandas, veiculadas massivamente na TV e outras mídias, associavam o automóvel até mesmo à sexualidade. 

Na atual juventude, apesar das propagandas continuarem de forma insistente (talvez menos apelativas), noto que o automóvel perdeu o encanto que tinha antes. A garotada precisa ser empurrada pelos seus pais para tirar a carteira de motorista e, muitos, nem assim se motivam. Preferem o transporte coletivo, utilizam os serviços de taxi, aplicativos e o uso das bicicletas vem crescendo rapidamente como uma preferência. Os jovens de hoje consideram o carro uma opção cara, pouco atraente e até inconveniente. E eles têm razão. É de fato uma opção muito onerosa, há cada vez menos opções de estacionamento e as outras alternativas são cada vez mais competitivas em termos de conforto, conveniência e eficiência.

Os automóveis não desaparecerão, mas seremos cada vez menos dependentes deles e, gradativamente, essa indústria perderá a relevância que ainda tem hoje. Com menos carros, as cidades serão muito diferentes, e certamente o mundo será mais limpo e sustentável. 

Mudanças

O cotidiano das cidades está de fato mudando rapidamente e em muitas partes do mundo. Esta tendência já era evidente nos últimos anos devido à influência cada vez maior da mobilidade no planejamento urbano e o crescente movimento pelo engajamento das cidades na busca pela sustentabilidade e pela justiça social. Mas este processo de transformação ganhou ainda mais força e velocidade com a chegada da COVID-19. A pandemia está transformando rapidamente o mercado de trabalho, com a difusão das práticas do teletrabalho (home office), que tem se mostrado cada vez mais atraente, tanto para as empresas como para muitos dos seus colaboradores, embora mereça reflexões sobre os impactos nas relações de trabalho. 

Se, graças à internet e à tecnologia dos aplicativos que permitem reuniões remotas, muitas categorias profissionais não precisarão mais se deslocar grandes distâncias entre a sua residência e o seu local de trabalho, podendo exercer as suas tarefas diretamente da sua casa, de escritórios próprios ou compartilhados, localizados mais próximo de casa. A nova solução reduz muito as despesas das empresas, que ficam livres de ter que oferecer os dispendiosos locais de trabalho e, para o prestador de serviços, poderá ser uma opção mais confortável e também mais econômica em tempo e despesas. 

Segundo eu soube recentemente por profissionais do setor imobiliário (corretores de imóveis), em Niterói, por exemplo, já observa-se uma valorização dos imóveis maiores, que ofereçam mais conforto e espaço para abrigar o trabalho profissional em casa, para o indivíduo, para o casal e, eventualmente, até mesmo para os filhos. Ou seja, de forma oposta do que aconteceu nos anos anteriores, desde o ano passado, há uma demanda para permuta dos apartamentos por casas na Região Oceânica, São Francisco, Pendotiba etc.

Este comportamento, com as pessoas ficando mais tempo em casa, poderá levar também a uma descentralização de serviços para os bairros, fortalecendo o comércio local. As pessoas farão mais deslocamentos de curtas distâncias. As bicicletas e até o deslocamento pedonal serão muito mais frequentes. Mais uma vez, trazendo o exemplo de Niterói, lembramos que a opção cicloviária já se mostrava como uma tendência. Com os investimentos na infraestrutura cicloviária realizados pela Prefeitura, o número de bicicletas quintuplicou de 2015 até 2020. 

Conectada com esta tendência mundial e este novo cenário urbano emergente, Niterói vem implantando o programa Niterói de Bicicleta desde 2013. A mudança é indiscutível e a presença das magrelas nas ruas da cidades já é uma forte realidade. Agora, estamos concluindo a licitação para implantar mais 60 km de ciclovias na Região Oceânica e vamos ultrapassar a marca de 100 km de infraestrutura cicloviária ainda na atual gestão. 

O texto abaixo, aponta para uma rápida transformação na mobilidade das cidades europeias e indica que o mercado de bikes elétricas aumentou muito, como mostra o exemplo de uma startup holandesa que viu as suas vendas mais do que dobrarem de janeiro a outubro do ano passado.

Segundo as estimativas do setor, as vendas das e-bikes devem superar as dos automóveis até o final da presente década e as cidades terão que se adaptar para se tornar cada vez mais cicláveis. 

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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As e-bikes se tornaram uma alternativa de transporte limpo nas cidades europeias.


Bicicletas elétricas venderão mais que carros em breve na Europa

Há anos em ascensão, as bicicletas elétricas lideram o maior crescimento no mercado de bicicletas em geral. Estatísticas recentes indicam que elas podem ir além e superar o número de vendas de carros na Europa.

Durante a pandemia de covid-19, diversas pessoas buscaram por alternativas econômicas e eficientes de transporte urbano. Assim como, as bikes elétricas se tornaram uma forma segura de se exercitar ao ar livre.

Conforme o portal Electrek, a Alemanha é um exemplo do crescimento do mercado de e-bikes. Quase 1 milhão de unidades foram vendidas no país apenas no primeiro semestre de 2019. Número próximo ao total de vendas durante o ano inteiro de 2018.

Após o início da pandemia em 2020, parte das companhias europeias que fabricam bikes elétricas tiveram um forte crescimento. Por exemplo, a startup holandesa VanMoof viu o número de vendas mais do que duplicar entre janeiro e outubro do último ano.

Assim, especialistas fazem projeções otimistas sobre o crescimento do mercado europeu nos próximos anos. A Confederação da Indústria Europeia de Bicicletas (CONEBI) espera que as vendas cresçam para 7 milhões de unidades por ano até 2025.


Analistas estão otimistas com o crescimento do mercado de bikes elétricas.


Superando a venda de carros

Outros especialistas preveem números ainda mais elevados para o setor de bicicletas elétricas. Dados do Bike Europe apontam que cerca de 10 milhões de modelos devem ser vendidos por ano até 2025.

Para uma breve comparação, a Europa emplacou cerca de 15,5 milhões de novos automóveis em 2019 e pouco mais do que 15,1 veículos foram registrados em 2018. Um reflexo do ritmo muito lento de vendas no continente.

Enquanto o setor automotivo cresceu apenas um dígito por ano nos últimos anos, o de bikes elétricas teve um crescimento anual de 30% a 40% na Europa. Se manter esse ritmo, as e-bikes vão superar facilmente as vendas de automóveis até o fim da década.

Fonte: Tecmundo 


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E-Bikes no Brasil
O mercado de bicicletas elétricas no Brasil cresceu 34% ao ano entre 2016 e 2019. Os números são de um estudo da associação Aliança Bike em parceria com o Laboratório de Mobilidade Sustentável da UFRJ(Labmob/UFRJ). E a tendência de crescimento se manteve em 2020, apesar da pandemia de Covid-19. O relatório aponta que, de janeiro a junho deste ano, a média mensal de importações ficou 28% acima dos números de 2019. (...)

Mas não são só os motociclistas os potenciais “convertidos” às e-bikes. Segundo o estudo, 56% dos entrevistados que usam as bicicletas elétricas para trabalhar ou estudar antes faziam o trajeto de carro.



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