domingo, 10 de julho de 2016

RIO 2016: Herdeiros de lendas mostram ter talento para brilhar nos Jogos do Rio



Marco e Martine se inspiram no exemplo do pai, Torben Grael Foto: Divulgação


Gene vitorioso é uma das armas do Brasil na Olimpíada

Marcia Vieira

Rio - É impossível não notar a semelhança no jeito de olhar, sorrir ou andar. Mesmo que pratiquem esportes diferentes, Marco e Martine Grael, João Victor Marcari Oliva e Bruno Schmidt não conseguem esconder o DNA vitorioso da família.

Inspiração é o que não falta aos filhos do bicampeão olímpico Torben Grael, ao herdeiro da Rainha Hortência ou ao sobrinho do Rei do Basquete, Oscar Schmidt. Com carreiras vitoriosas na vela, hipismo ou no vôlei de praia, o quarteto tem talento suficiente para brilhar na Olimpíada do Rio.

“Eu acho que tenho tudo da minha mãe (Hortência). Sou parecido no jeito de ser, de andar. Meu pai é mais estressado, ela é mais tranquila, não tem tempo ruim”, revela o herdeiro da Rainha do Basquete Victor Oliva Marcari, que, com apenas 20 anos, é uma das maiores revelações do hipismo brasileiro. Mas curiosamente foi seu pai, Victor Oliva, quem o influenciou na carreira.

“Eu brincava de basquete com minha mãe, mas achava sem graça. Não deu liga. Não tenho esse amor todo pelo basquete. Foi o meu pai quem me ensinou a montar e amar os cavalos”, confessa o cavaleiro de adestramento, que vai disputar sua primeira Olimpíada.

“A medalha não depende só de mim. Vai ser bem difícil pelo nível dos outros atletas que são mais experientes. Serei o caçulinha da competição”, brinca Victor.


João Victor não herdou da mãe Hortência a paixão pelo basquete. Foto: Divulgação


GARRA COMO HERANÇA

Se o jovem cavaleiro não tem grandes ambições nos Jogos do Rio, o sobrinho de uma lenda do esporte mundial é esperança real de medalha. Bruno Oscar Schmidt (que faz dupla com Alison no no vôlei de praia), não puxou do tio a paixão pelo basquete, muito menos a altura, mas a garra...

“É de família, somos muito aguerridos. Tenho em comum com meu tio (Oscar Schmidt) a dedicação. Ele é um exemplo para o Brasil e está sendo novamente em sua batalha contra o câncer. Não chegou onde chegou à toa. Sempre baseei minha carreira na dedicação. Gosto de matar um leão por dia a cada treino”, explica.

Orgulhoso do sobrinho, Oscar é só elogios. “Ele treina pra caramba. Todo mérito é dele, não tem nada a ver comigo nem com o Tadeu (apresentador o Fantástico, da ‘TV Globo’). Ainda por cima é baixinho, mas joga muito. É um fenômeno. Vai ser difícil alguém roubar a medalha de ouro dele”, aposta Oscar.

Filhos do velejador Torben Grael, que conquistou ao longo da carreira cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, Marco e Martine se inspiram no pai para chegar ao pódio na Rio-2016.

“Ele sempre foi um exemplo, não só na água. É um exemplo pelas atitudes, por tudo o que faz, pelos ensinamentos. Nós nos espelhamos muito nele”, ressalta Marco Grael, parceiro de Gabriel Borges, na classe 49er.

Martine também se derrete ao reconhecer no irmão muitos qualidades paternas. “Acho que o Marco puxou muitas características do papai. E, graças a Deus, ele puxou a organização e o capricho, porque eu não tenho essa organização toda”, brinca.

Apesar de ser considerada uma das duplas favoritas na classe 49erFX, em parceria com Kahena Kunze, Martine prefere não pensar em medalha. “Não depende cem por cento de nossas qualidades, às vezes, depende da natureza. Sou completamente despreocupada, pois isso não me traria nada de bom”, argumenta Martine Grael.
 
Fonte: O Dia
 
 
 





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