domingo, 26 de dezembro de 2021

Niterói gera mais de 8 mil empregos em 2021 entre janeiro e novembro

 


O Globo Niterói de domingo apresentou uma entrevista comigo com um balanço do ano e as perspectivas para o ano de 2022, além de uma matéria sobre a boa performance de Niterói, em comparação com outras cidades, na geração de empregos.

De acordo com dados mais recentes divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), Niterói gerou mais de 8 mil empregos formais entre janeiro e novembro de 2021. Um saldo de 8.660 novos empregos (valores referentes a novembro: a matéria acima refere-se aos valores de outubro).

O setor de serviços foi o que mais ofertou vagas em novembro: 735. A seguir, veio o comércio com 693 vagas e indústria com 539. A construção civil criou 138 novas vagas.


O Globo Niterói, 26 de dezembro de 2021

Para acelerar ainda mais a geração de empregos em 2022, anunciamos em outubro o Pacto de Retomada Econômica de Niterói, que dentre outras medidas, investirá R$ 2 bilhões em obras de infraestrutura na cidade, gerando mais empregos e fortalecendo a cadeia produtiva da construção civil.

Relatório

A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, da Prefeitura de Niterói, acaba de concluir o relatório "Boletim de Políticas Públicas: resultado das políticas e programas de enfrentamento à pandemia de coronavírus Vol. 1". Embora tenha o foco nas atividades referentes ao exercício de 2021, o relatório faz um diagnóstico sobre os resultados das políticas públicas implementadas pela Prefeitura, desde o início do enfrentamento da pandemia, em março de 2020, ainda na gestão do prefeito Rodrigo Neves. Duas das áreas mais afetadas pela pandemia da Covid-19, os setores de comércio e serviços, tiveram crescimento consistente na ocupação dos postos de trabalho em 2021 em Niterói. 

Segundo o site da SEPLAG, o "crescimento no saldo de empregos a partir de maio coincide, por exemplo, com a prorrogação de programas como o Empresa Cidadã. Com a iniciativa, o município pagou o salário de funcionários de empresas da cidade, protegendo cerca de 15 mil empregos. O Boletim coloca o Empresa Cidadã no eixo de investimentos para Desenvolvimento Econômico, junto ao Niterói Supera e Supera Mais Ágil. O eixo ultrapassou R$ 240 milhões de investimentos em 2020 e 2021. O eixo de Proteção Social, que inclui iniciativas como o Renda Básica Temporária, chegou a quase R$ 540 milhões".

"Outro destaque, o setor industrial já apresenta saldo mensal semelhante ao período anterior à pandemia e o setor de construção apresenta índices superiores aos apresentados no início de 2020. Os números mostram que, depois da pandemia, Niterói criou as condições para crescer de forma consistente em 2022. Para isso, o boletim demonstra as ações implantadas pela Prefeitura nas áreas de segurança sanitária, proteção social, desenvolvimento econômico, apoio ao setor cultural, proteção às mulheres e educação, com investimentos que somaram R$ 1,2 bilhão ao longo de 2020 e 2021 e ganharam destaque e reconhecimento internacional durante esse período.

A publicação traz também um enfoque nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) sobre emprego formal em Niterói, como a evolução do saldo mensal geral e recortes por setor, sexo e escolaridade, demonstrando a baixa sofrida durante o período inicial da pandemia e evidenciando recuperação já a partir de junho de 2020 e destacado crescimento desde abril de 2021 – o que possibilitou ao município atingir em outubro a liderança na criação de postos de trabalho no Leste Fluminense do estado do Rio de Janeiro
".

Veja, a seguir, alguns dos dados interessantes do relatório:


Vemos aqui uma síntese de todos os investimentos de proteção social e de proteção à economia desenvolvidos pela Prefeitura.

O gráfico acima mostra a comparação entre os investimentos realizados por Niterói no enfrentamento à COVID e de outros entes subnacionais. Niterói só foi superado em valores totais pelo município de São Paulo, mas é de longe a cidade que mais investiu em proteção social no Brasil, em valores per capita. Niterói investiu R$ 797,56 por habitante, enquanto o segundo que mais investiu foram Manaus e Goiânia, ambas com R$ 43,25 por habitante. Vejam a diferença! E os dados foram publicados em março de 2021. Niterói segue investindo.


O programa Empresa Cidadã aportou recursos nas empresas para que pudessem honrar a sua folha de pagamento. A contrapartida foi manter o número de vagas de emprego. O programa alcançou 3.400 empresas e estima-se que tenha protegido mais de 15 mil empregos.



Os programas Niterói Supera e depois, posteriormente, o Supera Mais/Ágil, ofereceram R$ 56,6 milhões em empréstimos para ajudar as empresas a manter o seu capital de giro durante o momento mais difícil da pandemia. Os juros foram arcados pela Prefeitura.


Panorama geral dos investimentos realizados pela Prefeitura até outubro de 2021: mais de R$ 1,2 bilhão.


O relatório também analisa a performance da geração de empregos na cidade durante a pandemia, conforme dados do CADEG. Os resultados de Niterói, muito superiores a outras cidades, têm relação com as medidas de proteção social e econômica adotadas pela Prefeitura.

Geração de empregos em Niterói em 2021.


Alguns dados do Pacto de Retomada Econômica de Niterói, através do qual a Prefeitura investirá R$ 2 Bilhões até 2024.

Nenhuma cidade fez o que Niterói fez durante a pandemia, como pode ser visto nos números acima. Ao longo de quase dois anos, com um plano de ação iniciado na gestão do prefeito Rodrigo Neves, foram muitas ações voltadas para a proteção social e da economia, e agora a cidade apresenta uma estratégia ousada de retomada da economia. E continuamos investindo no social e na economia, com ações como a Moeda Social Arariboia e o Pacto de Retomada Econômica.

As providências tomadas por Niterói permitiram que mesmo com a crise econômica no país e as dificuldades do RJ e de outras cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Niterói manteve a sua classificação AAA+ (Triplo A) , a classificação máxima da agência Standard and Poor´s, indicando a cidade como prioridade para investimentos privados. Essa condição nos ajudará muito a atrair investimentos privados para a cidade, nos dando melhores perspectivas de desenvolvimento para os próximos anos. Lembramos que o setor da construção civil já anunciou investimentos em Niterói da ordem de R$ 4 bilhões para os próximos anos.

Por estes motivos, com orgulho, vimos a nossa cidade ser reconhecidas com prêmios no Brasil e no exterior.


Além dos prêmios acima citados, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Oliveira, foi agraciado com o Prêmio Espírito Público, premiação criada em 2018, por iniciativa de Fundação Lemann, Instituto Humanize e República.org. O concurso elegeu neste ano servidores nas categorias "Pessoas que Transformam", "Equipes que Transformam" e "Instituições que Transformam".

De acordo com a premiação, Rodrigo foi escolhido “por defender que Saúde seja um exercício de democracia e não só um direito concedido pelo Estado”, além de lembrar a atuação de destaque do município na resposta à pandemia da Covid-19. O médico sanitarista foi reconhecido na categoria "Pessoas que Transformam" e dedicou o prêmio à família, aos trabalhadores de Saúde de Niterói, à equipe da Secretaria Municipal de Saúde e à população de Niterói.

Parabéns ao secretário Rodrigo Oliveira e a todos os membros da equipe da Prefeitura que não pouparam esforços para garantir as mais efetivas ações públicas, no momento que a população mais precisou de  respostas eficientes do governo municipal.

Vamos em frente.

Axel Grael
Prefeito de Niterói



sábado, 25 de dezembro de 2021

Niterói usa câmeras de monitoramento para contabilizar bicicletas circulando na cidade



Ciclovia da Avenida Marquês do Paraná. Divulgação PMN - Foto: Douglas Macedo


As câmeras de monitoramento do Centro de Controle Operacional da Nittrans foram aliadas da Coordenadoria Niterói de Bicicleta na contagem de bikes circulando pelas principais ruas da cidade em 2021. Em horários de pico, mais de 590 bicicletas passam por hora pela Avenida Marquês do Paraná, no Centro, inaugurada no ano passado. Em comparação, a Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, registrava, um ano após sua inauguração, cerca de 250 bikes por hora; a orla de Copacabana, no Rio, em dias de semana, 325.

A aguardada ciclovia da Avenida Marquês do Paraná vem cumprindo a função que se esperava dela: ser uma via fundamental para os niteroienses que usam a bicicleta para circular entre a Zona Sul, Centro e Zona Norte. Seu papel estratégico ficou claro na contagem do Niterói de Bicicleta, que registrou na ciclovia bidirecional o maior número de bikes entre as ruas monitoradas.

Principal acesso dos ciclistas ao bicicletário da Praça Araribóia e às barcas, a ciclovia da Avenida Amaral Peixoto teve aumento de quase 250% no comparativo com a primeira contagem, em 2015. Na época, eram 73 bicicletas por hora. Em 2021, esse número teve um pico de 256.

Responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões lembra que a ampliação da malha cicloviária estimula a população a colocar suas bikes na rua. Com estrutura adequada, o ciclista tende a se sentir mais seguro para se locomover pela cidade. A Marquês do Paraná, por exemplo, não registrou nenhum acidente de trânsito grave envolvendo ciclistas neste ano.

“Produzir dados sobre o uso da bicicleta na cidade é fundamental para o processo de planejamento das ações de incentivo à mobilidade por bicicleta. O apoio do CCO mobilidade da Nittrans, que é um verdadeiro Hub tecnológico de monitoramento, vem sendo fundamental para ampliar a atuação nesse setor”, explicou Filipe.

Com as imagens das câmeras de monitoramento do Centro, Ingá, São Lourenço, Fonseca e Piratininga, a equipe da coordenadoria fez a contagem de cada uma das bicicletas que passaram por essas vias ao longo de seis meses. Essa contagem permite também traçar um perfil de quem são essas pessoas pedalando. Os homens ainda são maioria. Mas de 2020 para 2021, o percentual de mulheres na Marquês do Paraná e São Lourenço, por exemplo, foi de 17% para 20% dos ciclistas.

Investimentos – Nos últimos anos, a Prefeitura de Niterói triplicou a rede cicloviária da cidade. Já em andamento, o sistema cicloviário da Região Oceânica vai implantar 60 quilômetros. Até 2024, serão 120 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas ou ciclorrotas.

Fonte: Prefeitura de Niterói



Maestro João Carlos Martins encanta Niterói no encerramento do Natal da Esperança






Nas fotos acima, a apresentação do maestro João Carlos Martins e os músicos das orquestras da Grota e Orquestra Jovem de Niterói.

Apresentação no Teatro Municipal João Caetano, no dia 20 de dezembro de 2021.

Com os músicos das orquestras e com o presidente da Fundação de Artes de Niterói - FAN.

O maestro João Carlos Martins surpreendeu a plateia do Teatro Municipal quando apresentou o jovem e talentoso pianista Isaque Alves da Silva, 14 anos, morador de Belfort Roxo. Com desenvoltura incrível, Isaque interpretou a"Polonaise heroica", de Chopin. Ao final, o maestro anunciou que doará um piano para seu aluno, além da bolsa de estudos que também conseguiu na Fundação Bachiana Filarmônica, em São Paulo e declarou: “Se Arthur Moreira Lima, Nelson Freire é esse velho maestro tiverem um herdeiro, ele é o Isaque".

Acompanhei o concerto ao lado da primeira dama Christa e da esposa do maestro, Carmen.

No camarim, Christa homenageou o maestro João Carlos Martins.


“A ciência cura o corpo. A arte cura a alma”,
Maestro João Carlos Martins durante apresentações em Niterói (19 e 20 / 12/2021)


Duas memoráveis apresentações do maestro João Carlos Martins, de 81 anos, no Campo de São Bento e no Teatro Municipal, fecharam de forma brilhante a programação cultural de Niterói em 2021. Nas duas ocasiões, este grande nome da música, reconhecido internacionalmente, dividiu os palcos com a Orquestra da Grota e a Orquestra Jovem de Niterói, dois grandes orgulhos da nossa cidade. Foram luxuosas amostras do quanto a arte pode encantar, transformar, incluir e desenvolver uma sociedade.

2021 não foi um ano fácil. Pelo contrário, foram muitos os desafios colocados por uma pandemia que ainda muito nos preocupa. No entanto, foi com imenso orgulho que pude contar ao Maestro João Carlos o quanto nossa cidade valoriza as mais diferentes expressões artísticas. Para nós, além de importante alicerce da nossa identidade, a cultura é um valioso instrumento de inclusão social, de geração de emprego e renda.

A cultura foi um dos setores mais atingidos pela pandemia e, por este motivo, foi um dos mais atendidos pelos programas da Prefeitura de Niterói. Só este ano, o Município investiu mais de R$ 20 milhões no setor cultural, beneficiando 4.500 pessoas que trabalham na cadeia produtiva da cultura. Além do Empresa Cidadã, que no total garantiu 15 mil empregos na cidade, o setor cultural foi atendido pelo auxílio aos MEIs, a artesãos, além dos editais de retomada e do audiovisual.


Acesse a postagem do maestro João Carlos Martins e assista ao belo vídeo da apresentação no Campo de São Bento

Nas suas redes, o maestro escreveu:
"Neste ano o Concerto de Natal foi em Niterói, pelas mãos da minha amiga @_anaclaudiaguimaraes, com a Orquestra da Grota e a Juvenil de Niterói. Bach, Mozart, e outros, estiveram presentes, assim como aqueles que contornavam o lago do Campo de São Bento, onde estava o palco. Ao final fui ao piano sob a regência do maestro Catunga.
PS: A cidade é liderada por um dos irmãos Grael - Axel. @axelgrael .Esta família espetacular valoriza cultura, esporte e educação como poucos".
Obrigado, maestro João Carlos Martins. Sua presença abrilhantou o Natal da Esperança na cidade de Niterói.


SAIBA MAIS SOBRE O INVESTIMENTO DIRETO DA PREFEITURA DE NITERÓI NO SETOR CULTURAL EM 2021: TOTAL R$ 31.987.900,00

AUXÍLIOS EMERGENCIAIS 2021
R$19.087.900,00
cerca de 4.000 beneficiados

1. Microempreendedores
2.616 MEIs com atividades da cultura em seus CNAEs principais
R$ 500/mês até julho 2021
Total: R$9.156.000,00

2. Empresa Cidadã
1060 trabalhadores de empresas com CNAEs da cultura beneficiados
R$ 1045,00/mês por trabalhador - pago até julho 2021
Total: R$7.753.900,00

3. Busca Ativa - Artesãos
483 artesãos
R$ 500,00/mês - pago até dezembro 2021
Total: R$2.898.000,00

EDITAIS

TOTAL: R$ 12,9 milhões
cerca de 800 profissionais de cultura contemplados

1 - Audiovisual - 29 contemplados - R$ 4 milhões
2 - Retomada - 50 contemplados - R$ 1 milhão
3 - ISS/IPTU - R$ 3 milhões
4 - Ativos Culturais - 338 contemplados - R$ 500 mil
5 - Ideias Criativas - 200 contemplados - R$ 400 mil
6- Cultura e Território - 120 contemplados - R$ 600 mil
7 - Fomentão - R$ 2,5 milhões
8 - Cultura Viva - 12 contemplados - R$ 900 mil
9 - Academia de Dança - 17 contemplados


Lei de Incentivo Fiscal à Cultura

A Lei de Incentivo Fiscal ISS/IPTU 2021 foi outro importante avanço, pois permitirá que empresas niteroienses patrocinem projetos culturais. Cerca de R$ 3 milhões serão destinados a projetos e ações culturais na cidade, via renúncia fiscal.

Também temos estimulado iniciativas culturais de base comunitária pois acreditamos que ações culturais provocam transformações positivas nas comunidades e territórios em que são desenvolvidas. Estamos tratando de políticas afirmativas, que objetivam a promoção da diversidade e a redução da desigualdade étnica, racial e de gênero no acesso às políticas públicas de apoio e fomento ao setor artístico-cultural.

O resultado de tantos investimentos e de tanto trabalho se traduz em espetáculos como o da Orquestra Jovem. Que emoção ver tantos jovens niteroienses empunhando instrumentos musicais, superando adversidades e construindo uma cidade cada vez mais vibrante e diferenciada. Aqueles meninos são uma mostra do potencial de políticas públicas assertivas. Eles nos mostram que vale muito a pena a pena apostar nas nossas crianças, investir na educação e criar oportunidades.

Que venha 2022, com Niterói sempre à frente, com muita cultura e inclusão! Juntos, vamos superar este momento difícil e avançar no caminho do desenvolvimento com sustentabilidade e justiça social, na construção de uma cidade cada vez mais humana e solidária.




Niterói Jovem EcoSocial: um sonho realizado



Alunos diplomados


Cerimônia de diplomção


400 jovens de 11 comunidades recebem diplomas de qualificação profissional

Nos últimos dias, concluímos mais uma etapa do Niterói Jovem Ecosocial! Não consigo esconder o xodó especial que tenho por este programa, que tive a oportunidade de conceber, planejar e implantar, ainda como vice-prefeito e secretário municipal de Planejamento do Governo Rodrigo Neves.

Numa emocionante solenidade na Sala Nelson Pereira dos Santos, formamos o segundo grupo de alunos, com 279 alunos que concluíram este programa que une sustentabilidade, oportunidades de emprego e inclusão social. No total, o EcoSocial beneficiou 400 jovens de 11 comunidades de Niterói. Essa formatura não foi o final de um processo, mas sim o início. Mesmo antes de concluir o curso, 90 dos nossos alunos já estão empregados. Temos certeza de que esse número ainda vai crescer muito. A Prefeitura de Niterói vai ampliar o EcoSocial para levar o programa a outras comunidades e aumentar o número de alunos atendidos.




Representantes das turmas;


O programa, realizado em parceria com a Firjan desde 2019, promove a inclusão social de forma qualificada, desenvolve habilidades sociais e competências profissionais, por meio de capacitação técnica profissionalizante. Em contrapartida, os alunos atuam em ações de reflorestamento (já plantaram mais de 5 mil mudas), manutenção de recursos hídricos, prevenção de queimadas e atividades visando à manutenção e à sinalização de trilhas. Durante o projeto, eles recebem uma bolsa-auxílio de R$ 750.

No dia 17 de dezembro, receberam diploma os alunos dos cursos de Assistente Administrativo I, Assistente Administrativo II, Mecânico de Ciclo Otto, Confeccionador de Bolsas em Tecido, Costura Industrial, Eletricista de automóveis, Auxiliar de Cozinha, Auxiliar de Padaria e Pizzaiolo.

Quando a gente sonha com políticas públicas, consegue implantá-las e o trabalho se traduz em centenas de jovens com diplomas em mãos, temos a certeza de que estamos no caminho certo.


Equipe de profissionais do Ecosocial. Parabéns a todos.


Após mais de 20 anos à frente do Projeto Grael, ao lado da Christa Vogel Grael e dos meus irmãos, vi muitos jovens sendo inseridos no mercado de trabalho. A esta gratificante experiência, acrescentei meu amor pelas florestas para, junto à Valéria Braga idealizar esse projeto de inclusão social. Me lembro quando apresentei a ideia ao então prefeito Rodrigo Neves, que na mesma hora comprou a ideia, incluiu o EcoSocial no Pacto Niterói contra a Violência e se tornou um grande entusiasta do do programa.

O secretário Anderson Pipico, com sua sensibilidade e competência, também foi fundamental para colocar em prática esse sonho. Hoje, ao ouvir os depoimentos dos alunos, temos a certeza de que o programa deu certo. Não teria sido possível sem a dedicação de cada professor e aluno, e dos parceiros, Firjan e Moleque Mateiro.

A violência não se combate com mais violência. A violência se combate com oportunidades, dignidade e igualdade social. A inclusão social é um caminho sem volta em Niterói.

Parabéns a todos os envolvidos! Que venham as novas turmas do Ecosocial!

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

COP 26 - CONFERÊNCIA DO CLIMA EM GLASGOW: o mundo diante da escolha entre a sustentabilidade ou o caos climático



A sustentabilidade não é uma opção, mas o caminho para a garantia de sobrevivência das futuras gerações. As mudanças climáticas são o maior desafio e a maior urgência na transição para o novo paradigma.

De todos os desafios para a transição para a sustentabilidade, reverter as mudanças climáticas é a maior delas e talvez a mais dramática e urgente. A consciência de que já estamos sofrendo as consequências de graves desequilíbrios no planeta e das mudanças climáticas e que, conforme alertam os cientistas, podemos estar próximos a um limite de criticidade, faz crescer a pressão sobre as instâncias diplomáticas para que se parta para a implementação de medidas efetivas para prevenir o pior. O sinais da gravidade da situação estão por todas as partes e nós, no Brasil, estamos presenciando evidências claras. O Pantanal secou diante de uma seca sem precedentes, as queimadas assolam a Amazônia e outras regiões do país e até cenas assustadoras de tempestades de poeira invadindo cidades do interior causando inclusive mortes.

Avançar para a sustentabilidade requer uma nova pactuação mundial, um grande esforço tecnológico, a construção de uma nova economia e o reconhecimento que daqui para frente teremos uma eterna responsabilidade gerencial com o planeta, já que o estamos demandando nos limites da sua capacidade de suporte. É o chamado antropoceno, ou seja, o planeta hoje é quase integralmente impactado pela presença humana e, portanto, cabe a nós gerenciar a nossa presença para garantir a viabilidade da nossa própria permanência. 
  • Quais as consequências do fim da Amazônia para o clima do Brasil e do mundo? 
  • O que acontecerá com o fim das geleiras e a elevação do nível do mar? 
  • A acidificação dos oceanos causados por uma atmosfera mais saturada de carbono vem causando sérios danos aos corais do mundo: como isso nos afeta? 
  • A extinção em massa e rápida de espécies não é um problema para nós? 
  • Poderemos viver com um planeta só para nós? 
  • Isso não trará impacto para a nossa alimentação e para o equilíbrio das condições de vida para nós mesmos?
Essas perguntas não são novas e desde a década de 1950 e 1960, cientistas e ambientalistas intensificaram o alerta que o caminho do desenvolvimento era perdulário em recursos naturais e predatório com relação aos ecossistemas e nos levaria a uma grave crise ambiental. Foi com este alerta que, sob os auspícios da ONU, os países do mundo reuniram-se pela primeira vez para debater os rumos do desenvolvimento na Conferência de Estocolmo (acesso aqui os documentos históricos que precederam a Conferência de Estocolmo), realizada em 1972. 

Vinte anos depois e com o agravamento dos problemas ambientais, 185 chefes de estado se reuniram no Rio de Janeiro na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a chamada Rio-92. Do processo de preparação para a Rio-92 surgiu o termo "desenvolvimento sustentável" (leia também: Reflexão sobre o que é sustentabilidade) e da conferência saíram muitos desdobramentos importantes como a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (também chamada de "Conferência do Clima"), a Convenção para a Diversidade Biológica, a Declaração de Princípios Sobre Florestas, além do embrião da Convenção de Combate à Desertificação e a Carta da Terra, produzida pela sociedade civil. Também surgiu na ocasião a Agenda 21, um importante movimento de mobilização da sociedade mundial para promover estas transformações. Hoje, o instrumento mais adotado mundialmente é a Agenda 2030, que instituiu os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, as ODS´s.

O mais expressivo desdobramento foi a Conferência do Clima, que teve como próximo passo importante o Protocolo de Kyoto, aprovado na 3ª Conferência das Partes, realizado no Japão em 1997. As conferências das Partes passaram a acontecer para dar sequência às determinação da Conferência do Clima e promover a sua implementação.

Passos lentos

Estamos às vésperas do início da 26ª Conferência das Partes da Convenção Quadro da ONU (COP-26), a ser realizada em Glasgow, Escócia, em novembro de 2021. Portanto, é a 26ª vez que líderes mundiais se encontrarão para definir estratégias mundiais para o clima, desde que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (também chamada de "Conferência do Clima") foi aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a chamada Rio-92

No próximo ano, terão se passado 30 anos da Rio-92. Após tantos anos, a percepção geral é de frustração com os avanços da agenda climática, os problemas vão se agravando e os alertas são de que o tempo está se esgotando. A ênfase até agora foi na produção de conhecimento científico sobre as mudanças climáticas, representada principalmente pelos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) além da busca de entendimentos diplomáticos quanto às responsabilidade e formas de implementação. Foram propostos diversos mecanismos, como a criação de um mercado de carbono e outras formas para viabilizar a redução das emissões. No entanto, diante da força dos lobbies e da falta de compromisso da grande maioria dos países, avançou-se muito pouco na prática e estamos longe das metas indicadas pelos cientistas.

Recentemente, o processo sofreu ainda sérios retrocessos, quando o presidente americano Donald Trump retirou os EUA da Conferência do Clima praticamente paralisando as negociações. Outras lideranças populistas e negacionistas quanto ao clima, como o presidente brasileiro Bolsonaro, também passaram a jogar contra os avanços.

COP-26

Temos agora um outro cenário, bem mais favorável. Trump, com as suas ideias ecocidas, e seus aliados lobistas da velha indústria poluente foram derrotados nas urnas. Seu sucessor, Joe Biden, trouxe os EUA de volta ao debate climático, dando inclusive sinais de que quer assumir uma postura protagonista. Com o objetivo de acelerar os compromissos climáticos, a estratégia da COP-26 é trazer para a cena política as chamadas instâncias subnacionais, como governos regionais (estados, no caso brasileiro) e cidades, além de organizações da sociedade civil, novas lideranças empresariais e outros atores. A estratégia é correta e podemos estar às vésperas de um salto histórico rumo à sustentabilidade.

COVID e retomada econômica: Nova conjuntura

O mundo foi assolado de surpresa pela pandemia do novo coronavírus, a Covid-19. Com o sofrimento das perdas de muitas vidas, a economia do mundo parou. Andou para trás por quase dois anos. Com a vacinação da população está permitindo que se supere a pandemia e o foco já se desloca para o pós-Covid, o "novo normal", a retomada da economia e do cotidiano das pessoas. Após toda a dor causada pela crise sanitária, precisamos trabalhar para que o que virá pela frente seja muito melhor do que havia antes da pandemia, ou perderemos uma oportunidade histórica. E a sinalização que estamos tendo em várias partes do mundo são muito promissoras.


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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

CONCLUSÃO DO PRODUIS: projeto beneficiou 6 mil pessoas e modernizou a gestão de Niterói

 

Parque Esportivo e Social do Caramujo

Urbanização de comunidades

Macrodrenagem de São José

Drenagem

Em 2013, eu começava a minha trajetória como vice-prefeito de Niterói, ao lado do prefeito Rodrigo Neves. Numa das minhas primeiras iniciativas, sugeri ao prefeito a criação de um Escritório de Gestão de Projetos - EGP, com a atribuição de captar recursos para Niterói e promover a gestão mais eficiente de projetos, além de zelar pela prestação de contas. Estas eram três grandes deficiências da cidade.

Uma das minhas primeiras tarefas repassadas pelo prefeito foi resgatar uma negociação da cidade com o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, iniciada anos antes e abandonada pela administração municipal. Literalmente, ressuscitamos um projeto que havia sido arquivado pelo banco. Com uma especial ajuda do BID, reestruturamos o escopo do projeto, fizemos a tramitação interna no banco, no governo federal e internamente na Prefeitura, viabilizando, assim, o primeiro projeto com financiamento externo do ciclo de gestão iniciado por Rodrigo Neves. Assim nasceu o Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS.

Lembro como se fosse ontem quando fui pela primeira vez ao São José e à Igrejinha com objetivo de identificar as necessidades daquelas comunidades para a implementação de um amplo projeto de urbanização. Tinha a certeza de que era preciso trabalhar muito para melhorar a qualidade de vida dos moradores da região com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade. Foram muitos anos de trabalho: planejamento, enfrentamento das dificuldades burocráticas, elaboração e gestão dos projetos e vê-los tomar forma, sair do papel e se incorporarem à vida das pessoas, solucionando problemas e gerando os benefícios que sonhamos anos antes. 


Conclusão do PRODUIS



Esta semana, durante uma reunião que marcou o encerramento da parceria como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na região, pude olhar para trás e ver quantos desafios foram superados, quantas vitórias foram conquistadas por uma equipe aguerrida, que se dedicou muito para transformar aqueles bairros e dar mais dignidade àqueles cidadãos. As intervenções de urbanização, drenagem, pavimentação e contenção de encostas, além de regularização fundiária, contaram com investimentos na ordem de R$ 85 milhões, beneficiando mais de 6 mil pessoas. Além desses projetos, o PRODUIS proporcionou avanços decisivos em tecnologia, como o SIGEO e o CCO da Mobilidade.

Em São José, as intervenções para urbanização e infraestrutura da comunidade começaram em 2017. As obras beneficiam cerca de 1.500 famílias e são financiadas pela Prefeitura de Niterói em parceria com o BID, através do PRODUIS, com um investimento total de 44 milhões de dólares. O projeto incluiu contenção de encostas, drenagem e pavimentação de vias, melhoria em escadas de acesso à comunidade, além de praça com academia da terceira idade e brinquedos. Foi a maior obra já realizada na Zona Norte.

Plantio do capim-vetiver para proteger encostas da erosão.

 A comunidade São José foi a primeira área da cidade a receber uma nova técnica que vem sendo aplicada em obras de contenção de encostas realizadas pela Prefeitura de Niterói. O procedimento foi estudado por diversas instituições nacionais e internacionais, que o reconhecem como uma das melhores ferramentas naturais de controle de erosão. O Sistema Vetiver consiste em uma gramínea indiana que conserva solos e águas em áreas de poucos recursos.

Na Igrejinha do Caramujo, foram feitas intervenções de urbanização, com obras de contenção de encostas, drenagem, adequação de escadas de acesso à comunidade e implantação de praças, como a da Rua Nilo Peçanha. Somente em contenção de encostas, o investimento passa dos R$ 6,4 milhões.

O apoio do BID para o Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (PRODUIS) também viabilizou a implantação do Parque Esportivo do Caramujo, onde hoje cerca de 400 jovens crianças, jovens e adultos têm acesso a treinamento gratuito de várias modalidades olímpicas como atletismo, levantamento de peso olímpico (LPO), lutas, badminton, tiro com arco e skate.

A parceria também viabilizou o Centro de Controle Operacional (CCO) Mobilidade, com 190 câmeras semafóricas com laço virtual; 10 controladores de tráfego; cerca de 100 km fibra ótica; 14 painéis de mensagens variáveis (PMV’S) para orientar os motoristas; 20 câmeras de observação do trânsito compartilhadas com o CISP. Trata-se de uma importante ferramenta para a mobilidade de Niterói que, até então, não contava com qualquer recurso tecnológico para orientar as ações/intervenções da Nittrans.

Outra conquista importante da parceria com o BID foi o Sistema de Gestão da Geoinformação de Niterói - Sigeo, uma plataforma gratuita de dados georreferenciados que cruza informações sobre Niterói. O Sigeo facilita o acesso e o uso da base de dados para planejamento e estruturação de políticas públicas conduzidas pelos diversos órgãos da administração municipal. Além dos profissionais da Prefeitura, o Sigeo NITERÓI também é um importante recurso para viabilizar o avanço de Niterói rumo a uma Cidade Inteligente, subsidiar pesquisas acadêmicas, estudos comerciais e o desenvolvimento de aplicativos para o uso do cidadão.

O Sigeo é alicerce para várias iniciativas, como o projeto Arboribus, que reúne dados sobre a arborização pública, e a plataforma Niterói Novos Negócios, desenvolvida e lançada em maio para incentivar empreendedores a investir em Niterói.

Em 2017, o SIGEO NITERÓI recebeu o prêmio de melhor iniciativa municipal de gestão da geoinformação no país (Prêmio MundoGEO#Connect 2017, categoria "Gestão Municipal"), anunciado durante evento MundoGeo Connect, evento que reúne as principais empresas e profissionais em geotecnologias.

Vale lembrar que mesmo com o encerramento do contrato do BID com a Prefeitura, o PRODUIS continua executando as ações de Reassentamento e Regularização Fundiária na Região Norte, já que as reuniões com as famílias foram prejudicadas pela Pandemia.

Axel Grael




terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Moeda Arariboia impulsiona negócios, gera emprego e apoia famílias em vulnerabilidade





Programa vai injetar R$ 70 milhões por ano na economia da cidade

A última segunda-feira (13/12) foi um daqueles dias em que sentimos ainda mais orgulho de ser servidor público. Foi com muita expectativa que lançamos a Moeda Social Arariboia, um programa de transferência de renda permanente que vai injetar aproximadamente R$ 70 milhões por ano na economia da cidade. A iniciativa da Prefeitura de Niterói, que beneficiará diretamente 27 mil famílias em vulnerabilidade social, busca ampliar a geração de novos empregos e renda dos comerciantes, empreendedores e prestadores de serviços cadastrados. Os cartões serão entregues em janeiro, com previsão do primeiro pagamento para o mesmo mês.

Em 2020, com a pandemia, ainda no governo do prefeito Rodrigo Neves, criamos uma solução provisória e emergencial. O Renda Básica Temporária foi de extrema importância para garantir o sustento de milhares de famílias niteroienses em um momento de angústia e necessidade, em que o isolamento social era imprescindível. Agora, com a Retomada Econômica, mudamos a estratégia e entregamos a Niterói uma política pública com a importância e eficiência que uma moeda social pode ter. Este novo projeto vai beneficiar a rede local, trazendo um benefício mais consistente para toda comunidade. Trata-se de uma retomada inclusiva. Ninguém pode ficar para trás. Estamos trabalhando com o sonho de transformação, de justiça social, de sustentabilidade e de fazer, na nossa cidade, cada vez mais, um lugar de gente feliz.

A Moeda Social Arariboia faz parte do Programa Municipal de Economia Solidária, Combate à Pobreza e Desenvolvimento Econômico e Social de Niterói, instituído pela Lei Nº 3621, que tem como objetivos principais combater as desigualdades sociais, fomentar o desenvolvimento econômico e social das comunidades e estabelecer meios para atingir a erradicação da pobreza e a geração de emprego e renda para as camadas mais carentes do município, complementando a Política Municipal de Economia Popular Solidária. Até o momento, o programa integra 80 pessoas empregadas na viabilização e no credenciamento de comerciantes.



Foi com muita honra que, durante o lançamento da Moeda Social, recebemos na Sala Nelson Pereira dos Santos, o criador da Lei 10.835/04, que institui no país a Renda Básica de Cidadania. O economista, vereador de São Paulo e ex-senador Eduardo Suplicy destacou que a cidade de Niterói está caminhando na direção certa que coloca em prática o direito à renda para todas as pessoas.

“A cidade está dando exemplo para outras que precisam implantar e aplicar a lei. A maior vantagem de um programa como esse é dar dignidade e liberdade ao ser humano. O dia que as pessoas tiverem o direito a uma renda que satisfaça suas necessidades mínimas, elas não precisarão aceitar outras opções que lhes tirem a dignidade”, afirmou Suplicy.


Faço questão de parabenizar o secretário Elton Teixeira e toda a equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária por todo o trabalho a serviço da inclusão social, dignidade e cidadania dos niteroienses.

“Desde 2013, Niterói entrou em outro ciclo, olhando pelos que mais precisam e se tornando uma cidade mais inclusiva. Sabemos que a pobreza, no Brasil, triplicou em seis meses e esse programa vai ajudar e muito no desenvolvimento econômico e social do município. Serão 27 mil famílias beneficiadas, com alcance de mais de 63 mil pessoas que vivem na pobreza ou extrema pobreza. O programa, além de ser um auxílio às pessoas mais simples, também vai aquecer o comércio local, gerando emprego e renda. A moeda social é um programa permanente, que integra uma série de ações da prefeitura de combate à pobreza extrema”, explicou o secretário Elton Teixeira.

Com esse investimento feito pela Prefeitura de Niterói no programa, ganham as famílias que precisam de ajuda financeira e também os quase 2 mil comerciantes cadastrados em segmentos de alimentação, beleza, vestuário, mercearia, obras, transporte e outros. Uma das possibilidades na ampliação da renda dessas famílias que vão receber o benefício é, caso elas tenham algum serviço para oferecer, esse valor pago seja agregado à renda dela através do cartão que vai movimentar uma conta digital que dá direito à pessoa receber por seu trabalho na moeda também. Por exemplo, as vendas de bolos, doces, serviços de manicure e cabeleireiro poderão ser pagos e recebidos em Arariboia.


O prefeito de Maricá, Fabiano Horta, foi um dos convidados para o lançamento da Moeda Social Arariboia. Na cidade vizinha, o Mumbuca já é uma experiência que deu certo.

“Hoje vocês estão construindo um marco que coloca a transferência de renda como um farol. O programa traz a saciedade da fome e uma esperança de futuro. Não podemos ver milhões de brasileiros desempregados e isso ser um número. Niterói está sendo disruptiva, como tem sempre sido, sempre dando um passo que dialoga para a transformação. A transferência de renda que o cartão Arariboia dá hoje à cidade de Niterói significa alimento, remédio, emprego, renda, vida social, pertencimento com o olhar de humanidade”, analisou o prefeito de Maricá.

Na tarde de segunda-feira, cinco pessoas receberam o cartão de forma simbólica. Kenny Arruda de Paula é uma das beneficiárias. Ela é moradora do Fonseca e referenciada no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) do Cubango.

“Receber esse cartão é muito gratificante. É uma grande ajuda para quem não tem uma renda fixa como eu. Sou mãe, solteira e tenho dois filhos. Trabalho com cabelo, mas nem sempre tem serviço. Essa renda contribui com os gastos da casa porque eu sei que vai ser um dinheiro certo no final do mês para suprir as necessidades das crianças”.

A Moeda Social Arariboia também pretende gerar porta de saída para os beneficiários dos programas sociais. Com o avanço da vacinação e a reabertura dos setores produtivos da cidade, o programa de transferência de renda vai contemplar apenas os usuários do CadÚnico que estão na faixa de renda que caracteriza a vulnerabilidade social. O benefício vai oferecer um valor mensal médio de R$ 360,00 e pode chegar a R$ 540,00 para famílias compostas por seis integrantes.

Axel Grael
Prefeito de Niterói




sábado, 11 de dezembro de 2021

BiodiverCidades: Parque Orla Piratininga ganha destaque em evento internacional na Colômbia



Apresentação do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis no evento BiodiverCidades, em Barranquilla, na Colômbia.

Foi com muito orgulho que, na última semana, apresentei o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis durante o Fórum Latino-Americano de BiodiverCidades, realizado na cidade de Barranquilla, na Colômbia. Durante a viagem (a convite do Banco de Desenvolvimento da América Latina – CAF), tive a oportunidade de mostrar a gestores de diferentes países as soluções baseadas na natureza que estamos utilizando na Região Oceânica para salvar nossas lagoas.

Participei do painel “BiodiverCidades e Inclusão Social” com os prefeitos das cidades argentinas de Luján e Córdoba, Leonardo Botto e Martín Llaryora, respectivamente. Ressaltei que os municípios precisam ter, cada vez mais, protagonismo nas tomadas de decisão relacionadas às mudanças climáticas e que hoje nós temos a sustentabilidade e a melhoria da infraestrutura no eixo principal de desenvolvimento de Niterói.

Ao final do evento, com representantes de municípios da Colômbia, Argentina, Uruguai e Peru, assinei a Declaração de Barranquilla pelas Cidades Sustentáveis e a Biodiversidade: BiodiverCidades (vide texto abaixo). O acordo visa impulsionar um modelo de desenvolvimento urbano que respeite a biodiversidade. O objetivo do termo assinado é criar uma rede de cidades que protegem as suas áreas verdes e adotam Soluções Baseadas na Natureza. As cidades que assinaram a declaração, representadas por seus prefeitos, se comprometem a agir através de um conjunto de ações a serem promovidas de agora em diante de acordo com a agenda da BiodiverCidade.


WORLD LAW CONGRESS


Compartilhando uma mesa no World Law Congress com prefeitos de Barranquilla, Lima e Caracas e o ex-prefeito de Los Angeles.

Defesa da democracia – Ainda na visita à Colômbia, participei do congresso bianual da World Law Congress, uma organização com status consultivo especial junto à Organização das Nações Unidas (ONU). O evento reuniu mais de 200 palestrantes de todo o mundo para discutir temas como proteção dos Direitos Humanos, liberdade de expressão e desenvolvimento com justiça social.

Fiz parte de uma mesa redonda com Antonio Ramón Villaraigosa, ex-prefeito de Los Angeles (2005-2013), nos Estados Unidos, o prefeito de Lima (Peru), Jorge Muñoz Wells, a guatemalteca vencedora de um Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, e Antonio Ledezma, ex-prefeito de Caracas (Venezuela). Falamos sobre os desafios enfrentados pelas grandes cidades internacionais no que diz respeito à defesa da democracia. O moderador foi o prefeito de Barranquilla, Jaime Pumarejo Heins.

Esse debate com os prefeitos de cidades latino-americanas é um bom exemplo de como podemos construir uma sociedade cada vez mais aberta ao diálogo e unidas pela democracia. É importante fortalecer o processo de democracia, lutar contra a exclusão social e dar voz e oportunidade para os cidadãos. Niterói tem vocação para o avanço e sempre busca ações afirmativas através de políticas públicas que reforçam a luta por justiça social e o desenvolvimento sustentável. Não há outro caminho para a mudança que não passe pela democracia.


MALECÓN

O prefeito de Barranquilla, Jaime Pumarejo Heins, apresenta o Malecón aos prefeitos visitantes.


Nas duas fotos acima, conversando com Ricardo Vives Guerra, arquiteto líder do projeto do Malecón.

Malecón de Barranquilla – Aproveitei a estada em Barranquilla para conhecer a experiência da cidade na implantação, há dois anos, do Malecón, uma área de lazer de 5 km ao longo do Rio Madalena. O projeto, que teve investimento de 300 bilhões em pesos colombianos (cerca de R$ 432 milhões de reais) e foi premiado, visa controlar enchentes, oferecer áreas de lazer para a população e promover a reforma urbana das regiões limítrofes.


VISITA TÉCNICA 



Visitando o local onde será implantado o projeto da Ciénagas de Mallorquín, iniciativa que guarda muitas similaridades com o POP Alfredo Sirkis.

Ciénaga de Mallorquín - Na visita à Colômbia, tive a oportunidade de conhecer Ciénaga de Mallorquín, um ecossistema que se encontra no extremo norte de Barranquilla, sobre a margem esquerda de desembocadura do Rio Madalena (Bocas de Ceniza) no Mar do Caribe. No local, serão investidos 300 mil pesos colombianos (cerca de 76 milhões de dólares) em sete grandes intervenções que incluem a construção de mirantes, decks e píeres de contemplação sobre pilotis na área do manguezal. O projeto, que também privilegiará soluções baseadas na natureza, é muito parecido com o que nós estamos fazendo em Niterói, no Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis.




Ciénagas do litoral da Colômbia, vistos do avião, durante o voo entre Barranquilla e Bogotá.

O que é uma "ciénaga"? - Trata-se de um corpo hídrico bastante comum no litoral norte da Colômbia. Trata-se de um ambiente pantanoso ("cieno" em português é lodo), com águas salobras de variada concentração de salinidade, com a presença de manguezais nas suas margens. 


PARQUE ORLA DE PIRATININGA ALFREDO SIRKIS


Perspectivas de como ficará o POP Alfredo Sirkis

Jardins filtrantes em implantação.

Visitando as obras do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, em novembro de 2021.

Assista ao vídeo com explicações sobre o POP Alfredo Sirkis.

Sobre o POP Alfredo Sirkis - As obras do POP integram o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável) e preveem a utilização de uma técnica inovadora na linha de soluções baseadas na natureza, adotadas em países que vêm privilegiando a proteção do meio ambiente. Estão sendo implantados 35 mil metros quadrados de jardins filtrantes. Essas estruturas, além de comporem paisagisticamente o ambiente, tratam as águas dos rios e de escoamento superficial antes de aportarem à Lagoa de Piratininga.

O projeto da Prefeitura de Niterói contempla a recomposição vegetal da orla da Lagoa de Piratininga, abrangendo uma área de mais de 150 mil metros quadrados e a implantação de cerca de 10 quilômetros de sistema cicloviário ao longo de toda a orla. O POP Alfredo Sirkis também terá ecomuseu, trilhas, áreas de lazer, píeres de contemplação e para pesca, além de quadras esportivas e mirantes.

Axel Grael
Prefeito de Niterói



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DECLARACIÓN DE BARRANQUILLA POR LAS CIUDADES SOSTENIBLES Y LA BIODIVERSIDAD: 

BIODIVERCIUDADES



ANTECEDENTES

Los alcaldes y alcaldesas aquí firmantes, reunidos en la ciudad de Barranquilla el día 1 de diciembre de 2021 para divulgar experiencias, intercambiar ideas y proponer acciones en torno a la protección de la biodiversidad y el desarrollo urbano sostenible, suscriben la siguiente declaración que refleja un enfoque compartido sobre esta temática y el consenso sobre un conjunto de acciones a ser promovidas de aquí en adelante, y que se resumen en la idea de BiodiverCiudad. CAF, con el reconocimiento de los alcaldes y alcaldesas aquí firmantes, y en el marco de su misión de convertirse en el Banco Verde de América Latina y el Caribe, y respaldada por sus antecedentes en la promoción y financiamiento de una agenda de desarrollo sostenible para toda la región, así como de su impulso a la constitución de ciudades más inclusivas, productivas y sustentables en el marco de su iniciativa Ciudades con Futuro, adhiere a esta declaración en calidad de testigo de honor.

El concepto de BiodiverCiudad, promovido en el marco del Foro Económico Mundial, nace de la necesidad de promover la conservación y uso sostenible de la biodiversidad y los servicios ecosistémicos e incorporarlos en la planificación y el ordenamiento del territorio, impulsando la bioeconomía, la ciencia, la tecnología, la innovación y la economía circular con el fin de lograr un mayor bienestar de los ciudadanos y un enfoque de cumplimiento integrado y sinérgico de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS), los compromisos de la Nueva Agenda Urbana, las metas del Acuerdo de Paris y el Convenio Marco Mundial de la Biodiversidad Post - 2020. Una BiodiverCiudad es aquella ciudad que incorpora, de forma efectiva e integradora, la biodiversidad local y regional en la planificación, implementación y gestión de sus políticas urbanas, como eje e instrumento esencial de su desarrollo socioeconómico y del bienestar de la población. Aunque con denominaciones diversas, la propuesta de BiodiverCiudad que es promovida por el Gobierno Colombiano, es adoptada en los procesos de planificación de ciudades latinoamericanas que también se encuentran dando pasos significativos en favor de un desarrollo sostenible urbano.

Con alrededor del 80% de los latinoamericanos viviendo en ciudades, América Latina se ha convertido en la segunda región más urbanizada del mundo, por lo que la definición de políticas públicas y programas que promuevan un desarrollo urbano sostenible, productivo e inclusivo, resultan primordiales para el futuro de la región. En ese sentido, los alcaldes y alcaldesas de la región y líderes de diferentes ámbitos y organizaciones, comprometidos con este objetivo, manifiestan el interés de compartir experiencias, intercambiar ideas y diseñar y promover estrategias para impulsar y consolidar la conformación de ciudades respetuosas de la biodiversidad y su posterior articulación en red.


DECLARACIÓN DE BARRANQUILLA POR LAS CIUDADES SOSTENIBLES Y LA BIODIVERSIDAD: BIODIVERCIUDADES

Frente a la necesidad de impulsar un modelo de desarrollo urbano respetuoso de la biodiversidad, las ciudades firmantes, representadas por sus respectivos alcaldes, se comprometen a:

  1. Promover la acción coordinada para la valoración, conservación y uso sostenible de la biodiversidad en las ciudades de América Latina y el Caribe, en armonía con las políticas nacionales, sus respectivos marcos regulatorios y los procesos de planificación local.
  2. Establecer mecanismos de intercambio de información que permitan revertir la tendencia negativa del relacionamiento con la naturaleza, abordando desde las competencias urbanas y locales los factores directos e indirectos de pérdida de biodiversidad.
  3. Promover la creación de la Red de BiodiverCiudades de América Latina y el Caribe entre las ciudades de la región para coordinar y articular las acciones de conservación de la biodiversidad gestión del conocimiento y creación de espacios y áreas verdes urbanas protegidas.
  4. Promover e intercambiar experiencias en la estructuración e implementación de planes municipales de arborización e infraestructura verde, fomentando el desarrollo de políticas, instrumentos y acciones técnicas basadas en la conservación de la biodiversidad urbana y el fortalecimiento de capacidades técnicas, científicas e institucionales.
  5. Incrementar los esfuerzos asociados al monitoreo de la cobertura boscosa, biodiversidad y ecosistemas estratégicos presentes en las ciudades de la región con el fin de contar con bases de datos compartidas para intercambiar e implementar experiencias para su gestión efectiva y en beneficio de las poblaciones locales.
  6. Promover la creación de corredores biológicos urbanos, que permitan preservar la biodiversidad, prevenir la fragmentación de los hábitats, y favorecer la migración, dispersión, vinculación e interrelación de poblaciones de flora y fauna silvestres dentro de las áreas urbanas.
  7. Alentar los mecanismos que apoyen y promocionen la distribución equitativa de beneficios por el uso sostenible de la biodiversidad en ciudades y que promuevan las cadenas de valor y otros enfoques de producción sustentable basadas en biodiversidad.
  8. Promover los planes y programas de investigación, desarrollo tecnológico, transferencia de tecnología y gestión del conocimiento como instrumento de toma de decisiones para la conservación de la biodiversidad urbana.
  9. Impulsar un modelo institucional de gobernanza que, de forma transversal, favorezca la participación de los diferentes sectores en la planificación, diseño e implementación de políticas de conservación de la biodiversidad.
  10. Promover iniciativas de trabajo conjunto con CAF, reconociendo el liderazgo que dicha institución está asumiendo para convertirse en el Banco Verde de América Latina y el Caribe, en favor de ciudades más inclusivas, productivas y sustentables.


Firma de los alcaldes y alcaldesas

Testigo de honor: Sergio Díaz-Granados, Presidente Ejecutivo de CAF, banco de desarrollo de América Latina


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