terça-feira, 20 de agosto de 2019

Com o mar mais limpo, Niterói vive a onda dos esportes aquáticos



Praticantes da canoa havaiana em Charitas: menos poluição Foto: Marcelo Theobald / Agência O GLOBO


Canoa havaiana é uma das opções mais procuradas nas praias da cidade

Letícia Lopes*

RIO — A ampliação do tratamento de esgoto de Niterói acabou estimulando a prática de esportes náuticos nas praias da cidade. A orla de São Francisco e de Icaraí, por exemplo, chega a ter águas consideradas próprias para o banho em 60% dos dias. Há 20 anos, este percentual variava de 10% a 15%, segundo o secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização de Niterói, Axel Grael. Por outro lado, os problemas persistem em outras praias banhadas pela Baía de Guanabara. Jurujuba, por exemplo, só esteve própria para o banho em seis semanas de 2018, de acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Há ainda praias que conseguiram manter um bom padrão ao longo do tempo. Desde 2007, por exemplo, Camboinhas — que é oceânica — apresentou condições de balneabilidade, sem restrições, durante quase todo o período, segundo a série histórica do Inea.


— Mas claro que os problemas ainda existem. Quando chove, o esgoto da Baía de Guanabara se mistura às águas pluviais, e parte das praias pode ficar imprópria — reconheceu Axel Grael.

Uma das modalidades que ganharam força diante de águas mais limpas foi a canoa havaiana. Geralmente, o esporte é praticado com embarcações para até seis pessoas. Hoje, a cidade conta com 14 clubes dedicados ao esporte, sendo que, dos três mil atletas registrados pela Federação do Rio de Janeiro, a metade mora em Niterói.

— O legal da canoa é que é um esporte fácil de praticar, mesmo por idosos. Tenho atletas até com mais de 70 anos. E não remamos apenas na orla de Niterói. Com frequência, os alunos fazem a travessia entre Charitas e Ipanema — contou Hélio Teixeira, treinador do Niterói Hoe.

Apesar do sol e da temperatura em elevação, o niteroiense não pode se empolgar muito esta semana. O último boletim do Inea mostra que as águas de Icaraí estão impróprias. Já as praias oceânicas da cidade estão liberadas.


Fonte: O Globo










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