domingo, 29 de julho de 2018

Garis especialistas em rapel recolheram mais de 213 toneladas de lixo em morros de Niterói este ano



COMENTÁRIO:

Conheço de perto o trabalho dos garis da Clin que trabalham em áreas de mais de 100 encostas de Niterói, retirando mais de 213 toneladas de lixo só em 2018.

Já acompanhei algumas vezes, na comunidade do Peixe Galo, o trabalho quase heroico destes profissionais que se arriscam para prestar um serviço tão duro e especializado. Impressiona o empenho dos profissionais e que tamanho esforço seja necessário. Também o quanto a população é indiferente a tanto esforço, pois logo depois a encosta volta a estar cheia de lixo novamente.

O fato demonstra o quanto o trabalho de educação ambiental, mas também que lamentavelmente, o comportamento de algumas pessoas desrespeita o trabalho do próximo e expõem a sua família e de seus vizinhos a uma situação insalubre. É frustrante, pois nem sempre o problema pode ser atribuído à falta de educação, pois não é possível que a prática se repita logo após tão grande esforço dos profissionais da Clin. Quem faz, sabe que está fazendo errado!

Vale ressaltar que a cidade de Niterói foi reconhecida, em 2017, como a segunda melhor em serviços de coleta e destinação de lixo no país, de acordo com o Ranking da Limpeza Urbana (Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana - ISLU), publicado pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur). Niterói foi superada apenas pela cidade paranaense de Maringá.

Estas comunidades atendidas pelo serviço de limpeza em encostas são também atendidas pelo serviço regular de coleta de lixo da CLIN, portanto não há justificativa para o descarte indevido.

O Programa Enseada Limpa, que promove a despoluição da Enseada de Jurujuba (Saco de São Francisco), já promoveu em conjunto com a CLIN e com a Coordenadoria de Controle de Zoonoses (CCZ) campanhas de limpeza e de desratização. O trabalho contou com voluntários nas próprias comunidades e teve caráter educacional: o foco foi a presença e a necessidade de controle de roedores, que causam doenças - "Só há ratos porque há lixo disposto de forma inadequada".

As campanhas reduziram a população de ratos na comunidade em 90%.

Veja os registros das atividades em:

ENSEADA LIMPA: mutirão de limpeza na Grota do Surucucu é mais uma ação pela despoluição da enseada de Jurujuba
Participando de encontro com pastores de Niterói: na pauta defesa civil e desratização nas comunidades
Prefeito em exercício, Axel Grael, acompanha ação para combater infestação de ratos na região da Garganta, Niterói

Verifique os horários de coleta de lixo em cada bairro, de acordo com a informação do site da Clin.

Diária noturna a partir de 20:00
Centro, Charitas, Ponta D'areia, São Lourenço, Fátima, Morro do Estado, São Domingos, Ingá, Boa Viagem, Gragoatá, Icaraí, Santa Rosa, Pé Pequeno, Vital Brazil, Ilha da Conceição, Jurujuba, Alameda São Boaventura.

Segunda/Quarta/Sexta de 7:00 às 15:00
São Francisco, Cachoeiras, Maceió, Viradouro, Ititioca, Largo da Batalha, Badu, Cantagalo, Cafubá, Piratininga, Jacaré, Camboinhas, Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato.

Terça/Quinta/Sábado de 7:00 às 15:00
Barreto, Engenhoca, Santana, Tenente Jardim, Fonseca, Cubango, Viçoso Jardim, Caramujo, Baldeador, Santa Bárbara, Sapê, Matapaca, Vila Progresso, Rio D'ouro, Várzea das Moças.


Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



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Garis especialistas em rapel recolheram mais de 213 toneladas de lixo em morros de Niterói este ano


Do alto da encosta do Morro do Peixe Galo, em Jurujuba, um gari desce de rapel retirando o lixo jogado por moradores morro abaixo - Roberto Moreyra / Agência O Globo


Equipe da Clin atua em mais de 100 encostas da cidade

Por Leonardo Sodré

NITERÓI - Uma equipe da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) especializada em técnicas de rapel, integrada por 16 garis, intensificou o trabalho de combate ao despejo irregular de lixo em encostas. Divididos em duas turmas, eles já percorreram este ano 110 pontos da cidade, de onde foram retiradas 213 toneladas de entulho.

O rapel foi instituído na Clin há mais de dez anos como ação preventiva. Considerada de risco, a atividade feita por garis treinados anualmente pelo Corpo de Bombeiros vem ganhando reforço, à medida que os pontos de despejo irregular aumentam. Em 2017, a equipe atuou em cem encostas e recolheu mais de 495 toneladas de lixo.

Segundo Washington Ricardo Maia Gouveia, chefe da divisão de encostas da companhia, os profissionais também realizam serviços de capina e roçada.

— Estamos atuando diariamente com duas equipes, divididas em dois pontos diferentes, para dar conta. Nosso maior trabalho, em que pesem os riscos, é conscientizar as pessoas sobre os problemas que esse tipo de despejo pode causar — diz Gouveia.

Na última quarta-feira, O GLOBO-Niterói acompanhou o trabalho de uma das equipes que fez a limpeza de uma encosta da comunidade do Peixe Galo, em Jurujuba. Enquanto parte da equipe interrompia o trânsito de veículos na Avenida Carlos Ermelindo Marins, como medida de segurança, dois garis pendurados na encosta por uma corda jogavam sacos de lixo amarrados, pedaços de madeira e peças de eletrodomésticos para baixo. Ali outros profissionais recolhiam o que era arremessado.

— As comunidades do Peixe Galo; do Serrão, no Cubango; e o Buraco do Boi, no Barreto, são os locais com maior acúmulo de lixo e entulho. Temos que fazer o serviço toda semana — conta Gouveia.

Só na encosta do Peixe Galo a Clin já removeu, este ano, mais de 11 toneladas de lixo. Este mês foram retiradas de lá 1,4 toneladas de entulho.

Quem for flagrado despejando lixo irregularmente pode ser preso. O código penal prevê pena de seis meses a um ano para infratores de leis ambientais, e a legislação municipal impõe multa de R$ 1.502,34 por descarte de resíduo ou entulho em logradouros públicos.

No último dia 11, O GLOBO-Niterói flagrou outro ato de despejo irregular de lixo. Homens num caminhão que estava com a placa coberta lançavam móveis e objetos às margens da Lagoa de Piratininga, dentro da área do Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit). O veículo estava identificado com adesivos da empresa Russo’s Locações, que está sendo investigada. Segundo a prefeitura, a Secretaria municipal de Meio Ambiente “abriu um processo administrativo para identificar o infrator e tomar as providências cabíveis”.


Fonte: O Globo Niterói



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