terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DEFESA CIVIL - Sobre as chuvas e ventos do fim de semana em Niterói


Equipe da SECONSER retira remanescentes das árvores que tombaram na Rua Nóbrega. Foto Seconser.


Texto: Raquel Morais

Apesar do estrago que chuva e vento fizeram em Niterói na madrugada de ontem, meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Climatempo descartaram a passagem de um tornado na cidade. A destruição pôde ser vista em diversos bairros na manhã de ontem. Equipes de limpeza e energia tiveram muito trabalho para arrumar todo o rescaldo da chuva. Icaraí, Centro e São Francisco foram alguns bairros que colecionaram destruições. Só nesta madrugada choveu o equivalente a 26% do que é esperado para todo o mês. Os ventos chegaram a 90 quilômetros por hora.

Segundo a Defesa Civil municipal foram registrados 20 chamados para queda de árvore, com 13 confirmados, sendo o caso mais grave o da Rua Adelino Martins, no Boa Vista, que caiu sobre uma casa e telhas atingiram uma criança de três anos. Ela foi socorrida pelos próprios pais e conduzida para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, com escoriações leves. Além dessa moradia, outra casa também foi interditada e há um total de sete pessoas desalojadas, que buscaram abrigo em casas de parentes. A Defesa Civil e a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) continuam em alerta.

Árvores foram arrancadas pela raiz com a força dos ventos, como na Rua Presidente Castelo Branco, no Centro, atrás do 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói; na Rua Nóbrega, onde o tronco de uma delas caiu sobre um veículo e na Rua Ministro Otávio Kelly, ambas em Icaraí, onde as ruas ficaram interditadas. Nessa última, fios de alta tensão foram rompidos e um quarteirão ficou sem luz por 20 horas.

“Escutei um barulho muito grande e ficamos sem energia. Não dava nem para abrir a janela para ver o que aconteceu, pois a chuva era muito forte”, comentou a dona de casa Maria Célia Vasconcellos, de 34 anos. Em nota a Ampla esclareceu que os fortes ventos, a chuva intensa e os raios causaram a interrupção do serviço de parte dos clientes de algumas localidades. Houve queda de árvores sobre a rede elétrica, deixando muitos cabos partidos e equipamentos danificados.

Toldos, telhados e marquises também foram destruídos com a ação do vento como na Rua Gavião Peixoto, onde o telhado de uma clínica de estética desabou na calçada. Toldos de restaurantes no Jardim Icaraí também ficaram rasgados e até uma grande estrutura metálica com lona da Copa Brasil de Vela, em São Francisco, montada nas areias, ficou totalmente retorcida. Por toda a orla de São Francisco, Charitas até Jurujuba o rastro de destruição mudou a paisagem do local, uma das mais bonitas da cidade. Areias sujas, tapumes de alumínio retorcidos do canteiro de obras da garagem subterrânea, muitas árvores e galhos das amendoeiras que ornamentam a orla e até o deslizamento de uma pedra em São Francisco foram registrados na manhã de ontem. Em Jurujuba um pescador passou horas com um balde retirando água do seu barco e os danos podem ser irreparáveis.

No Centro, na Rua Jornalista Moacir Padilha, parte de um barranco desmoronou e atingiu a calçada da rua, assim como pedras que rolaram para a Rua Doutor Borman junto com muito lixo. A Prefeitura de Niterói informou que no Morro do Estado foi registrada a maior pancada de chuva, de 18,2 mm em 10 minutos. Ainda no Centro, atrás do Terminal Rodoviário João Goulart, na altura do Teatro Popular, muitos galhos sujaram a via e os ventos derrubaram parte da grade de proteção de um antigo supermercado. Já na Rua Senador Nabuco outra árvore centenária foi arrancada da calçada, que ficou parcialmente destruída. O túnel subterrâneo, popularmente Mergulhão, também ficou interditado na manhã de ontem, para que toda a água empoçada fosse retirada.

Em algumas ruas do Centro e do Barreto sinais de trânsito ficaram inoperantes e agentes da Niterói Transportes e Trânsito (NitTrans) tiveram que auxiliar os motoristas. Mais em algumas ruas desses locais motoristas tiveram que usar o bom senso para conseguirem trafegar.

TORNADO É DESCARTADO

A meteorologista Marlene Leal, do Inmet, explicou que pela imagem do satélite pode observar uma frente fria no litoral do Rio de Janeiro, associada a uma região de baixa pressão atmosférica, desde o Noroeste de Minas Gerais, passando pelo interior de Minas, parte Sul e Serrana do Rio, como Niterói.

“Essa situação de ventos e chuvas fortes foi muito localizada. O maior vento registrado foi em Arraial do Cabo com 66 km/h e a maior chuva em Resende com 72,2 mm de volume”, comentou.

Já a Aline Tochio, meteorologista do Climatempo, acrescentou que nuvens muito carregadas avançaram para o Grande Rio durante a noite e provocaram temporais. Pelas imagens analisadas “só mostram árvores caídas e um poste torto, que poderiam ser consequência de ventos fortes apenas, não tem nada retorcido nem um ‘caminho’ de destruição que indique a passagem do tornado. Por isso, os meteorologistas descartam a ocorrência de tornado”, finalizou.

Fonte: A Tribuna



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