terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Alerta por SMS pode prevenir catástrofes / Defesa Civil de Niterói e a do Estado lançam serviço de aviso de tempestades.






A Defesa Civil de Niterói e a do estado lançaram um serviço por mensagens (SMS) que informa à população sobre os riscos de grandes tempestades e até de queimadas. O sistema, que antes era usado para alertar líderes comunitários de áreas de risco sobre acidentes climáticos, agora está disponível para todos os moradores da cidade e de municípios vizinhos. O programa traz uma alternativa para São Gonçalo que está, há um ano, sem os serviços de alerta de sirenes — instaladas pelo governo do estado — em 25 áreas de risco da região. Ontem, uma equipe da Defesa Civil realizou um ação, no Centro de Niterói (ao lado do Terminal Rodoviário João Goulart) para cadastrar os telefones dos moradores da região. Outro evento será organizado, na próxima quarta. Mas os interessados também podem fazer o cadastro através da página: www.defesacivil.niteroi.rj.gov.br. Na cidade, todas as 30 sirenes funcionam, sob comando da prefeitura.

Segundo o major Walace Ribeiro, subsecretário da Defesa Civil de Niterói, a cidade tem 40 áreas com risco de deslizamento e as mensagens ajudam a alertar a população:

"O SMS também funciona para desmentir boatos que se espalham pelas redes sociais. Antes, só os líderes comunitários recebiam essas informações e repassavam para os moradores das comunidades". O zelador Leandro Rocha, de 37 anos, morador do Morro do Estado, é voluntário da Defesa Civil e já recebia as mensagens com os alertas: "Em 2010, durante a catástrofe que ocorreu na cidade, perdi quatro amigos da minha comunidade que foram soterrados. Então acredito que essas mensagens vão ajudar a salvar vidas".

O silêncio que precede a tragédia. Em São Gonçalo, as 25 sirenes de emergência instaladas pelo Governo do Estado em 18 bairros que são áreas de risco não funcionam há mais de um ano por falta de pagamento. Vítima de um temporal, em 2012, que levou abaixo dezenas de casas, o motorista Aleixo Vaz dos Santos, de 46, morador do Zumbi, lembra o desespero de perder o lar: "Minha mulher estava em casa. E uma parte da parede desabou e por sorte não a machucou. É uma irresponsabilidade o governo deixar essas sirenes inativas".

A opinião é compartilhada pela dona de casa Elza dos Santos, de 57, que mora no Engenho Pequeno: "Em 2010, parte da nossa rua desmoronou. Nada aconteceu com a minha casa, mas a gente fica com muito medo".

A Defesa Civil explicou que o Ministério da Integração já repassou R$9,3 milhões ao Governo do Estado. A verba será usada na contratação de nova empresa para manutenção das sirenes “e o sistema voltará a funcionar ao fim do processo licitatório”. Mas não deu prazo.

Fonte original: Jornal Extra
Fonte: Defesa Civil de Niterói








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