terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Dragagem do Canal de São Lourenço permitira a recuperação da indústria naval em Niterói



Dragagem do Canal de São Lourenço está em processo de licitação



Aline Balbino

Foi iniciado em 1º de janeiro deste ano o processo de licitação para a obra de dragagem do canal de São Lourenço, no Barreto, em Niterói. Orçada em aproximadamente R$ 600 mil, o projeto de extrema importância para alavancar o setor naval, que tanto tem sofrido nos últimos dois anos. Com mais de 13 mil desempregados desde 2014, a ideia é que pessoas sejam empregadas a partir do momento que a obra for concluída. Atualmente há apenas dois mil metalúrgicos empregados em Niterói.

A prefeitura de Niterói tem até março para concluir o processo licitatório. A obra tem como objetivo aumentar a profundidade do canal para facilitar a chegada de grandes embarcações na região. O projeto aumentará a capacidade dos estaleiros da região de alavancarem projetos maiores.

Segundo Edson Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos a dragagem é esperada há muito tempo pelo setor naval da cidade. Segundo Edson, se essa dragagem já tivesse ocorrido, o terminal pesqueiro já poderia estar instalado na Ilha da Conceição.

“A dragagem do Canal de São Lourenço é uma obra que estamos lutando para conseguir há 10 anos. Quando se aumenta o calado nos cais dos estaleiros sempre se cria a expectativa de geração de emprego no setor, justamente por aumentar a capacidade de atracação de embarcações maiores. Isso possibilita as empresas de construção e reparo de participarem de concorrências que certamente não poderiam antes com o canal assoreado. Esperávamos que essa dragagem saísse há mais tempo, no auge das encomendas da Petrobras e Transpetro”.

Luiz Paulino Moreira Leite, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Indústria Naval, corrobora com a ideia de Edson.

“A obra é importante para incentivar a indústria naval, tradicional setor da economia fluminense, responsável pela geração de milhares de empregos para toda a região”.

Estado de abandono – Uma senhora que mora próximo ao terminal pesqueiro informou que o local está bastante abandonado. As rachaduras e o mato alto evidenciam que não local não há qualquer atividade. Há apenas alguns seguranças patrimoniais no espaço.

Fonte: A Tribuna











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