sábado, 11 de agosto de 2018

NITERÓI CONTRA QUEIMADAS: treinamento de voluntários tem aula noturna no Morro das Andorinhas




A Defesa Civil de Niterói formou mais uma turma de voluntários do módulo II. Niterói já conta com mais de 200 voluntários preparados para auxiliar a cidade, indicando focos de fogo em vegetação e combatendo à soltura de balões.




A atividade final da mais recente turma do Módulo II foi noturna, realizada no Morro das Andorinhas, e encerrou o curso gratuito que começou com as aulas teóricas realizadas nos sábados anteriores. O curso é oferecido para diversas comunidades de Niterói e faz parte do Programa Niterói Contra Queimadas. 

O objetivo do curso é que os voluntários formados estejam capacitados para atuar em apoio a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, denunciando focos de incêndio e soltura de balões – uma questão muito nociva para o município em meses festivos, que também são caracterizados pelo clima seco e ausência de chuvas.




Quase todos os incêndios em vegetação têm origem humana, seja por ação criminosa ou acidental. Provocar incêndio em vegetação, assim como soltar balão, é crime, e os responsáveis estão sujeitos à multa.












sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Mudanças climáticas poderão extinguir 10% das espécies de anfíbios da Mata Atlântica






Peter Moon | Agência FAPESP – O aquecimento global poderá levar à extinção de até 10% das espécies de sapos, rãs e pererecas endêmicas da Mata Atlântica em cerca de 50 anos. Isso porque regimes de temperatura e chuva previstas para ocorrer entre 2050 e 2070 serão fatais para espécies com menor adaptação à variação climática, que habitam pontos específicos da Mata Atlântica.

Essa é uma das conclusões de um estudo que analisa a distribuição presente e futura de anfíbios (anuros, ou seja, sapos, rãs e pererecas) na Mata Atlântica e no Cerrado, à luz das mudanças climáticas em decorrência do contínuo aquecimento global.

O estudo foi publicado na revista Ecology and Evolution. O trabalho teve como autor principal o herpetólogo Tiago da Silveira Vasconcelos, da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Bauru, e foi feito com apoio da FAPESP no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

Colaboraram Bruno Tayar Marinho do Nascimento, também da Unesp, e Vitor Hugo Mendonça do Prado, da Universidade Estadual de Goiás.

"O objetivo maior da pesquisa foi fazer um levantamento de todas as espécies de anfíbios do Cerrado e da Mata Atlântica e caracterizar suas preferências climáticas nas diferentes áreas que habitam. Com os dados em mãos, buscamos fazer modelagens para poder projetar cenários de aumento ou de redução das áreas climáticas favoráveis às diferentes espécies, em função dos regimes climáticos estimados para 2050 e 2070”, disse Vasconcelos.

Conhecem-se atualmente 550 espécies de anfíbios na Mata Atlântica (80% delas, endêmicas) e 209 espécies no Cerrado. Vasconcelos trabalhou com os dados de distribuição espacial de 350 espécies da Mata Atlântica e 155 do Cerrado, aquelas encontradas em ao menos cinco ocorrências espaciais diferentes.

"Desse modo, foi possível identificar as áreas com maior riqueza de espécies de anfíbios, ou com composição de espécies únicas, tanto no Cerrado como na Mata Atlântica. Uma vez identificadas tais áreas, avaliamos a comunidade de anfíbios no cenário de clima atual e futuro, de modo a determinar quais são as áreas de clima favorável para cada uma das 505 espécies analisadas, e se haverá expansão ou redução dessas áreas em 2050 e 2070, em função do aquecimento global”, disse Vasconcelos.

Os dados de distribuição espacial das 350 espécies da Mata Atlântica e 155 do Cerrado foram aplicados em duas métricas de ecologia de comunidade. A primeira, denominada diversidade alfa, é a diversidade local, correspondente ao número de espécies em uma pequena área de hábitat homogêneo. A diversidade beta é a variação na composição de espécies entre diferentes hábitats e que revela a heterogeneidade da estrutura de toda a comunidade.

Vasconcelos conta que o passo seguinte foi usar os dados de clima para fazer a modelagem de nicho climático. Foram usados quatro algoritmos diferentes baseados nas características de clima favorável a cada espécie. Trata-se de algoritmos de modelo linear generalizado, de árvore de regressão, de floresta aleatória e de máquina de vetores de suporte.

Os algoritmos serviram para determinar, na Mata Atlântica e no Cerrado, quais são as áreas de climas semelhantes, gerando um mapa da distribuição das áreas atuais onde cada espécie pode sobreviver.

A seguir foi a vez de calibrar os mesmos algoritmos com os cenários de clima futuro, a partir das estimativas feitas disponíveis no portal WorldClim.

"Para cada cenário futuro, em 2050 e 2070, utilizamos dois cenários de emissão de gás carbônico na atmosfera, um cenário mais otimista, com menor aquecimento global, e outro pessimista e mais quente. Também usamos três modelos de circulação global atmosférica e oceânica", disse Vasconcelos. Os dados são do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

"Para cada uma das 505 espécies analisadas geramos 24 mapas de distribuição [quatro algoritmos x dois cenários de emissões de CO2 x 3 modelos de circulação global]. Ao todo, foram mais de 12 mil mapas”, disse.

A partir dos resultados dos 24 mapas de distribuição para cada espécie, foi gerado um mapa consensual e, então, uma matriz de presença e ausência de espécies, determinando a ocorrência prevista de cada espécie em 2050 e 2070.

"O primeiro impacto esperado da mudança climática nos anfíbios da Mata Atlântica e Cerrado é a extinção de 42 espécies por meio da perda completa de suas áreas climaticamente favoráveis entre 2050 e 2070", disse Vasconcelos.

Os dados apontam para a extinção de 37 espécies na Mata Atlântica (ou 10,6% do total) e cinco no Cerrado. Das 42 espécies, apenas cinco são atualmente consideradas como em risco de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente.

Homogeneização de anfíbios no Cerrado

A maior riqueza de anfíbios da Mata Atlântica ocorre atualmente na porção sudeste, nos estados do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Já as regiões interioranas da Mata Atlântica são as áreas com menor riqueza de anfíbios.

Embora os resultados do estudo apontem para a perda de espécies em toda a Mata Atlântica, mesmo as taxas mais altas de perdas no sudeste do bioma não deverão alterar o fato de que esta região específica permanecerá como a mais rica em anfíbios.

Por outro lado, no Cerrado haverá perda generalizada, mas também ganho de biodiversidade em determinadas regiões.

"Os resultados da pesquisa indicam uma expansão das áreas climaticamente favoráveis aos anfíbios, dado que em função do aumento das temperaturas se espera uma expansão das áreas de Cerrado nas direções norte e nordeste, ocupando espaços que hoje são de floresta amazônica. A savanização de porções da floresta amazônica abrirá novas áreas para ocupação dos anfíbios do Cerrado”, disse.

Especificamente, a mudança climática não deverá alterar a área de maior riqueza de anfíbios do Cerrado, que fica na margem sul deste bioma, mas uma considerável perda de espécies é esperada no oeste e sudoeste, que faz contato com as terras baixas do Pantanal Mato-Grossense. Por outro lado, poderá haver ganho de espécies em Tocantins, no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia.

"Os cenários futuros de mudança climática sugerem que poderá haver uma homogeneização da fauna de anfíbios ao longo da extensão do Cerrado. Ou seja, aquelas espécies mais generalistas, adaptadas a diferentes hábitats e que suportam uma variação maior de temperatura e umidade, têm a previsão de expandir suas áreas de ocupação", disse Vasconcelos.

O artigo Expected impacts of climate change threaten the anuran diversity in the Brazilian hotspots, de Tiago S. Vasconcelos, Bruno T. M. do Nascimento e Vitor H. M. Prado (doi: 10.1002/ece3.4357), está publicado em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ece3.4357?campaign=wolear

Fonte: Agência FAPESP









Parque Orla e monitoramento das lagoas de Itaipu e Piratininga sairão do papel






Moradores reivindicam projetos que preservem características do entorno

NITERÓI - Assinada há duas semanas pelo prefeito Rodrigo Neves, a ordem de início (documento de autorização) para a elaboração dos projetos executivos do Parque Orla de Piratininga e para os estudos de monitoramento do sistema lagunar de Piratininga e Itaipu, que têm previsão de entrega em seis e 16 meses, respectivamente, levantou dúvidas. Moradores temem mudanças de características locais.

À frente do movimento SOS Lagoa de Piratininga, Alexandre Soares denuncia a recente eliminação da taboa, vegetação típica das margens e que atua como depuradora das águas poluídas e refúgio para fauna e microfauna.

— A supressão da taboa ocorreu recentemente em quatro trechos, e não sabemos se quem a fez foi morador ou a prefeitura. Esperamos que as autoridades não deixem que isso ocorra no projeto, pois nosso principal pedido em audiências públicas foi que não alterassem as características locais — diz.

O biólogo Paulo Bidegain conta que gostou muito do que viu nos pré-projetos:

— Vão transformar uma área degradada em parque público para a população e definir quais tecnologias serão usadas para recuperar as lagoas. Sobre as taboas, vi fotos, mas não sei o que houve. São de vital importância para a lagoa, pois transformam o esgoto em plantas.

A prefeitura afirma que não fez o corte e adverte que a retirada das taboas é ilegal. Está sendo intensificada a fiscalização na região para impedir este tipo de crime. De acordo com a administração municipal, o Projeto Orla está sendo desenhado pela ótica do paisagismo ecológico, preservando a lagoa e seus ecossistemas associados e sem aterrar o espelho d’água.

Já o monitoramento do sistema lagunar analisará aspectos de qualidade das águas, de sedimentos, da flora e da fauna, além das questões físicas em relação à circulação, regendo as prioridades de intervenção para a despoluição e a recuperação ambiental das duas lagoas.

— O Parque Orla e o monitoramento vêm para evitar improvisos. Queremos encontrar uma solução para a gestão do sistema lagunar no curto e longo prazo — declara o secretário executivo Axel Grael.


Fonte: O Globo










PARQUES EM NITERÓI: Niterói lança atlas de áreas protegidas




Ao meu lado, o professor Alceu Magnanini, um pioneiro do ambientalismo no Brasil e uma referência de uma vida dedicada à conservação do meio ambiente. Luciana Carneiro / Prefeitura de Niterói


O livro foi lançado na tarde desta quinta no Parque da Cidade

Com quase 500 mil habitantes e dona de um litoral e relevos de tirar o fôlego, a cidade de Niterói foi retratada de um ângulo diferente: um atlas de 100 páginas, elaborado pela Prefeitura, que mostra os 56% do seu território composto por Unidades de Conservação e áreas ambientalmente protegidas.

O livro foi lançado na tarde de ontem, no Parque da Cidade, que integra o Parnit, uma área de preservação que vai da Zona Sul até Região Oceânica, com 16,3 milhões de metros quadrados.

O Atlas das Unidades de Conservação do Município de Niterói está disponível em PDF e pode ser baixado no site www.smarhs.niteroi.rj.gov.br. Para o secretário executivo do município, Axel Grael, o lançamento do livro foi um momento de celebração, com presença de ativistas e pessoas que dedicaram suas vidas à proteção ambiental.

“Niterói tem várias frentes de trabalho fazendo da cidade um exemplo de conservação da natureza, em um esforço conjunto com os parceiros da Prefeitura, como aconteceu para elaboração desse atlas.

Não acreditamos em território sem gestão, por isso não apenas criamos, mas também cuidamos das nossas áreas protegidas. Queremos estar sempre de mãos dadas com a sociedade e servindo de inspiração para outros municípios”, defendeu.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS), Eurico Toledo, pontuou que Niterói se destaca, entre os municípios do Estado do Rio, pela preservação do seu manancial hídrico e do seu ecossistema como um todo, por possuir sete unidades de preservação administradas pelo próprio município e duas estaduais, e na implantação de ações e políticas ambientais pela conservação da fauna e flora.

“Esse é um projeto executado por várias mãos, com participação da sociedade, reforçando o nosso compromisso de nos juntarmos para construir uma cidade mais verde. O atlas produz conhecimento, é uma riqueza imaterial e retrata os nossos esforços realizados em consonância ao livro”, disse.

O atlas é um material didático que será distribuído nas 49 escolas de ensino fundamental da cidade, além, de bibliotecas e instituições de meio ambiente em todo o estado.


Fonte: O Fluminense
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Mesmo poluída, boca da Baía de Guanabara é o endereço de baleias e arraias no Rio




Espetáculo da natureza: arraia pula no mar, perto do Forte da Urca - Marcio Alves / Agência O Globo



Com grande tráfego marítimo, local é uma das principais áreas de ocorrência de animais que passam pelo Rio durante migração

Rafael Galdo

RIO — A neblina do começo da manhã ainda cobria o mar quando uma arraia, de pelo menos um metro e meio de envergadura, deu as boas-vindas à tripulação. Saltou três vezes para fora d’água, diante de pesquisadores que navegavam a costa fluminense ontem. Um espetáculo da natureza em plena boca da Baía de Guanabara, que, a despeito da poluição e do tráfego pesado de embarcações, ainda se mostra essencial à fauna marinha, como constata a equipe multidisciplinar do Projeto Ilhas do Rio, que desde 2011 — após a criação do Monumento Natural das Ilhas Cagarras — estuda e monitora a unidade de conservação e seu entorno, desde as Ilhas Maricás, em Itaipuaçu, às Ilhas Tijucas, na Barra.

— Para nossa surpresa, observamos que a boca da Baía é uma das principais áreas de ocorrência de animais, tanto os que vivem no nosso litoral, como arraias e golfinhos, quanto os que estão migrando para outras regiões, como as baleias jubarte — afirma a bióloga Liliane Lodi, coordenadora das pesquisas sobre cetáceos no projeto.

Nesta quinta, ela embarcou com sua equipe, na Urca, rumo a ilhas das cidades do Rio e de Niterói, na tentativa de avistar as jubartes. Nesta época do ano, desde junho, essas gigantes — que podem medir mais de 15 metros e pesar 40 toneladas — passam pelo Rio, vindas das águas geladas do Atlântico Sul, para se reproduzirem nas temperaturas mornas do Nordeste brasileiro, sobretudo em Abrolhos, na Bahia. Um dos objetivos de sua pesquisa é justamente identificar que áreas as baleias frequentam no Rio, com o intuito de traçar prioridades de conservação.


Diversas aves também frequentam o espaço - Marcio Alves / Agência O Globo


Na rota de ontem, a pesquisadora deu azar. Nenhuma baleia foi avistada. Mas Liliane conta que este ano, assim como já tinha ocorrido em 2016, as baleias estão se aproximando mais do Rio, por motivos que ainda são estudados. Nesta temporada, num único dia foram vistos mais de 40 borrifos no mar, que são os sinais que os pesquisadores buscam para saber que elas estão por perto. No último dia 19 de julho, duas jubartes faziam acrobacias perto do Pão de Açúcar, próximo de onde as arraias se exibiam na manhã de ontem.

— Toda essa vida na entrada da Baía faz com que precisemos estabelecer medidas para proteger esta área. Uma das mais imediatas seria a redução da velocidade das embarcações que trafegam pela região. Além disso, cada um tem que fazer sua parte, porque a quantidade de lixo, principalmente o plástico, é enorme. Duas vezes, chegamos a ver golfinhos filhotes com sacos agarrados na cabeça. Foi uma imagem muito triste — diz Liliane.

A AMEAÇA DO PLÁSTICO

Para ela, a recente proibição dos canudos no Rio foi um avanço. Mas a bióloga lembra que muitos outros materiais plásticos que poderiam ser evitados pela população continuam chegando ao mar. Mesmo quando transformados em micropartículas, esses resquícios continuam prejudicando a saúde de peixes e mamíferos aquáticos, como as baleias.

— Se as jubartes, por exemplo, se sentirem ameaçadas por essa poluição, elas podem mudar a rota, e vamos perder esse espetáculo da passagem delas perto do Rio — alerta.

Principal vilão, o plástico também é um risco para as aves, que são abundantes na região. A Ilha Redonda, por exemplo, é o segundo maior ninhal de fragatas no Brasil, com cerca de 5.500 indivíduos. E a Ilha Cagarra é o lar dos atobás marrons.


Fonte: O Globo












quarta-feira, 8 de agosto de 2018

BBC HEROES: Em vídeo da BBC, Lars Grael fala sobre o Projeto Grael






#BBCHeroes Lars Grael era promessa de ouro para Sydney 2000 quando sofreu um acidente e perdeu a perna direita em 1998, após uma lancha pilotada por um homem embriagado invadir a área de uma regata e bater no seu barco.

Mas a superação veio rápido. O iatista não se deixou levar pela decepção do fim da carreira e deu início ao projeto Grael/Instituto Rumo Náutico com o irmão Torben. O projeto oferece a jovens de baixa renda aulas de iatismo, cursos profissionalizantes, educação ambiental e outras práticas esportivas.

Fonte: BBC



Vento pode ser segunda principal fonte de energia elétrica do país em 2019



Vento deve ser segunda principal fonte de energia do Brasil em 2019. Assista ao vídeo aqui. 


Há dez anos, energia eólica abastecia apenas dois milhões de pessoas. Em 2018, número chega a 77 milhões. Investimentos vêm até de empresas de petróleo.

O vento deve se tornar a segunda principal fonte de energia elétrica do Brasil em 2019. Os investimentos em energia eólica estão partindo até de empresas de petróleo.

Em poucos países do mundo a energia do vento cresceu tão rapidamente quanto no Brasil. Há dez anos, os cataventos gigantes abasteciam apenas dois milhões de pessoas. Hoje, esse número chega a 67 milhões. Em 2022, a energia eólica deverá alcançar cem milhões de brasileiros.

“Nós estamos desenvolvendo torres mais altas e mais potentes. Essas torres captam melhor os ventos e produzem mais energia e, inclusive, nós descobrimos potenciais eólicos não só no Nordeste, como no Sul do país, mas em outras regiões. Até onde se sabe, os fabricantes dizem que o Brasil tem o melhor vento do planeta para a produção de energia eólica”, afirmou Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica.

Ventos fortes e regulares, quase sempre na mesma direção, tornaram o Brasil um dos principais destinos dos investimentos em energia eólica no mundo inteiro. Em plena crise econômica, apenas em 2017, o setor movimentou mais de R$ 11 bilhões. A expectativa é de que já em 2019 o vento seja a segunda maior fonte de energia do país.

Hoje, 60% da energia elétrica produzida no Brasil vêm das hidrelétricas; 9%, das usinas de biomassa, principalmente da queima de bagaço de cana; e a energia eólica representa 8,5% da geração, seguida pelo gás natural, 8%.

“Nós temos cada vez mais tecnologia e custos operacionais de acesso, de fornecedores, inclusive fornecedores brasileiros, competitivos. O Brasil é um dos poucos ambientes do mundo em que se tem muito potencial para crescer em terra e no mar, ao mesmo tempo”, disse Jean-Paul Prates, diretor do Centro de Estratégias em Recursos Naturais.

Até quem fez do petróleo seu principal negócio, resolveu investir em vento. A Petrobras anunciou o primeiro projeto de energia eólica em alto mar, no Brasil.

O aerogerador será instalado a 20 quilômetros da Costa de Guamaré, no Rio Grande do Norte, a um quilômetro da plataforma de petróleo.

Cabos submarinos de energia vão conectar o gerador à plataforma e a plataforma ao continente.

A capacidade de geração será de aproximadamente que seis megawatts, o suficiente para abastecer 16.500 casas.

É um projeto piloto, que poderá abrir caminhos para novos investimentos.

“O Brasil tem naquela região do Ceará e Rio Grande do Norte uma capacidade, que nós mesmos medimos, de 140 gigawatts de potência. Isso é igual à capacidade total do país hoje. Portanto, a gente vê isso como uma área de negócios absolutamente possível, sim, sempre que economicamente viável”, explica o diretor de Estratégia da Petrobras, Nelson Silva.

Fonte: G1








Complexo Esportivo do Barreto será revitalizado





Melhorias irão atingir a administração, quadra poliesportiva e campo de futebol

O Complexo Esportivo do Barreto, na Zona Norte de Niterói, será revitalizado, com reformas na administração, quadra poliesportiva e campo de futebol, que também ganhará grama sintética. Nesta quarta-feira (8), foi assinado o termo de cooperação e a ordem de início para a requalificação do Complexo Esportivo do Barreto. A Organização de Sociedade Civil (OSC) Espaço Cidadania e Oportunidades Sociais (Ecos) foi a vencedora do chamamento público e também assumirá a gestão administrativa do espaço, garantindo serviços e atividades esportivas e de lazer para a população da região.

O termo de cooperação prevê a requalificação do Complexo Esportivo com aproveitamento, reparo, aquisição, montagem e instalação de equipamentos. O secretário executivo Axel Grael lembrou que o esporte contribui muito para a inclusão social e que a reforma deste espaço trará muitos benefícios para os jovens do bairro.

“Este é um espaço público que, além do esporte, também é dedicado à convivência. Estamos atentos às demandas da sociedade e buscando iniciativas que atendam suas necessidades e tornem as pessoas mais motivadas para o desenvolvimento de uma sociedade cada vez melhor”, aponta.

O contrato terá vigência de 24 meses e a organização assume o espaço logo após a assinatura do termo. O presidente da Ecos, Fábio Néspoli Magalhães, explicou que os três primeiros meses serão destinados à requalificação do complexo com construção e instalação de novos equipamentos. Já as atividades esportivas e de lazer serão iniciadas gradativamente, à medida que os equipamentos forem liberados.

“Nossa previsão é de que até dezembro os equipamentos estejam prontos. Teremos também um novo espaço para artes marciais. Faremos a inscrição dos jovens e continuaremos atendendo aos idosos também. Vamos ouvir a população do entorno e realizar pesquisas constantemente”, disse Néspoli.

O administrador regional do Barreto, Bernardo Barros, ressaltou as melhorias que vêm sendo realizadas no bairro nos últimos anos e afirmou que a revitalização do complexo esportivo terá grande importância, principalmente, para os jovens. “Sou nascido e criado no Barreto e sei da importância de recuperação deste espaço para a população”, afirmou.

O presidente da Associação de Moradores do Maruí Grande, Ricardo de Almeida Gonçalves Cruz, o Bigu, comemorou a assinatura da ordem de início para a revitalização do complexo e não escondia sua ansiedade: “Não vejo a hora de estar tudo pronto. Estamos vivendo um novo momento no Barreto. Ter uma quadra poliesportiva coberta aqui será uma enorme conquista”, finalizou.


Fonte: O Fluminense








terça-feira, 7 de agosto de 2018

Lobo-marinho aparece em Itaipuaçu



Saudável, o mamífero chegou à costa de Maricá para descansar. Foto via WhatsApp O Flu


Animal está sendo monitorado pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Uerj (Maqua)

Maria Costa

Um lobo-marinho da espécie subantártica apareceu na Praia de Itaipuaçu, em Maricá, na manhã desta terça-feira ( O animal foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 8h, que acionou o Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Uerj (Maqua), para verificar se o mamífero se encontrava debilitado e necessitando de algum atendimento.

Os biólogos realizaram os primeiros procedimentos, isolando a área em que estava o mamífero para que as pessoas não se aproximassem, sendo realizada uma avaliação pelos agentes e constatado que o animal aquático exibia um comportamento normal. A equipe permaneceu durante todo o dia na praia observando se o lobo-marinho retornaria ao mar.

Segundo o biólogo do laboratório de mamíferos aquáticos Rafael Carvalho, nessa época do ano é possível encontrar os lobos-marinhos na costa, embora isso não aconteça com frequência.

“Geralmente essas espécies de animais costumam sair da água e vir para a areia com o propósito de descansar, é um rotina normal do animal”, afirmou.

O biólogo ainda disse que nesses casos os banhistas costumam querer passar a mão no animal, mas alerta que é necessário notificar as instituições responsáveis para que sejam tomados os devidos cuidados com a espécie.

A equipe de biólogos saiu do local por volta das 16h30, mas o animal ainda não tinha retornado para água, a área permaneceu isolada para que curiosos não se aproximassem.

Uma equipe deve retornar ao local hoje para verificar se o animal segue no local.

Fonte: O Fluminense






PARQUES EM NITERÓI: Prefeitura de Niterói lança Atlas das Unidades de Conservação do Município







A Prefeitura de Niterói lança o Atlas das Unidades de Conservação do Município de Niterói, na próxima quinta-feira, dia 9, às 15:00h, na sede do Parnit (Parque da Cidade).

Desde que o prefeito Rodrigo Neves instituiu o Programa Niterói Mais Verde através da assinatura do Decreto 11.744/2014, a cidade passou a contar com mais da metade do seu território protegido por unidades de conservação. Provavelmente trata-se da maior proporção de território protegida para municípios localizados em grandes regiões metropolitanas no Brasil.

São no total cerca de 22 milhões de m² de áreas protegidas municipais, que somando-se às áreas protegidas estaduais (Parque Estadual da Serra da Tiririca), perfaz cerca de 56% do territória municipal e um índice de 137,9 m² de área verde por habitante, considerado muito elevado, principalmente para uma cidade num contexto metropolitano.

Vale comparar o índice de Niterói com a realidade de outras cidades: Curitiba (64,5 m²), Goiânia (94 m²), São Paulo (14,02 m²), Vitória (91 m²), Recife (0,7 m²), Nova York (23,10 m²), Edmonton (100 m²).

Atribui-se frequentemente à Organização Mundial da Saúde (OMS), ou à ONU, a recomendação de 12 m² de áreas verdes/habitantes, ou outros índices. Os dois órgãos nunca confirmam tal recomendação. No entanto, a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana - SBAU, recomenda 15 m²/habitante (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ARBORIZAÇÃO URBANA – SBAU. “Carta a Londrina e Ibiporã”. Boletim Informativo, v.3 , n.5, p.3, 1996). Portanto, o índice de Niterói já é quase 10 vezes maior do que o recomendado.

"... a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana - SBAU, recomenda 15 m² (de área verde)/habitante (...) Portanto, o índice de Niterói já é quase 10 vezes maior do que o recomendado".

As principais contribuições do Programa Niterói Mais Verde (Decreto 11.744/2014) foi a criação do Parque Natural Municipal de Niterói, com 16,3 milhões de m², abrangendo praticamente todo o Morro da Viração (onde localiza-se o Parque da Cidade, que protegia apenas uma pequena parte daquela área verde), o Parque Orla de Piratininga - POP, a Praia do Sossego e outras áreas menores. A outra grande contribuição foi a criação do Mosaico Norte de Áreas Protegidas (também conhecido pelos técnicos como SIMAPA), que estabeleceu prioridades de proteção e recuperação ambiental para a Região Norte de Niterói.

Ambas iniciativas (PARNIT e Mosaico Norte) tiveram seus Planos de Manejo desenvolvidos e estão recebendo investimentos da Prefeitura de Niterói para a sua implantação, principalmente através do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável) e outras iniciativas de restauração florestal (reflorestamento) e infraestrutura, como no caso do Setor Morro da Viração, Parque Orla de Piratininga e, em futuro próximo, na Praia do Sossego.


Matéria publicada no Jornal do Brasil.



O esforço de Niterói para proteger e recuperar as suas áreas verdes tem alcançado reconhecimento no país e no exterior. Em março de 2018, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), lançou a publicação "Forests and Sustainable Cities: inspiring stories from around the world", sobre cidades que se destacam no mundo no que se refere a florestas e sustentabilidade urbana acaba de ser publicado. Niterói aparece como um dos destaques mundiais, num texto que escrevi, a convite dos organizadores.

A escolha de Niterói como uma das cidades a serem destacadas no mundo ocorreu após a repercussão que tivemos em evento Foro Latino-americano e do Caribe sobre Silvicultura Urbana, Arboricultura e Paisagismo para Bosques Urbanos e Espaços Verdes, realizado em junho de 2017, em Lima, Peru, promovido pela FAO e CAF, quando apresentamos a experiência e as políticas públicas niteroiense para a proteção de áreas verdes.

PRO-Sustentável: através do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), a Prefeitura de Niterói está iniciando iniciativas inovadoras, como a Renaturalização do Rio Jacaré e a implantação do Parque Orla de Piratininga (POP).

O Projeto de Renaturalização do Rio Jacaré é uma experiência pioneira e inovadora no país de restauração de um rio urbano. Por sua vez, o POP utiliza conceitos inovadores para a recuperação da Lagoa de Piratininga, seus ecossistemas marginais e implantará técnicas sustentáveis para redução de nutrientes e sedimentos que chegam pelas drenagens urbanas em direção à lagoa.

Restauração de florestas: além de proteger florestas e outros ecossistemas através de parques e outras unidades de conservação, a Prefeitura de Niterói está desenvolvendo promove um vigoroso programa de recuperação da sua cobertura florestal. Através de plantios próprios - de iniciativa da Companhia de Limpeza de Niterói - CLIN, ou através de Compensações Ambientais, uma extensa área do Morro da Boa Vista está sendo reflorestada. Outra área de plantio, desta vez para compensação ambiental da TransOceânica, está sendo iniciada em Jurujuba (Peixe Galo) e Preventório (sobre o túnel).

Além desta iniciativa, a Prefeitura está iniciando um projeto financiado pelo BNDES, que reflorestará 2,5 milhões de m², abrangendo as ilhas e outras áreas da Região Oceânica.

A mais nova iniciativa acaba de ser anunciada. Faz parte do Pacto Niterói Contra a Violência, fazendo parte das iniciativas de motivação de jovens e prevenção à criminalidade. Trata-se do Projeto Niterói Jovem EcoSocial, que selecionará 500 jovens nas comunidades, que desenvolverão ações de reflorestamento de encostas, saneamento em favelas, apoio à Defesa Civil (NUDEC´s) e manutenção e gestão de trilhas.

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O Atlas das Unidades de Conservação do Município de Niterói tem objetivo educativo e promocional da cidade, sendo um importante registro do patrimônio natural de Niterói e um convite para que a população usufrua dos seus parques e que os turistas tenham mais um motivo para visitar Niterói.

Proteja e valorize os parques, a biodiversidade e paisagens de Niterói.

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói

Parques em Niterói

PRO-Sustentável
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