sexta-feira, 5 de agosto de 2022

PREFEITURA DE NITERÓI JÁ CONCLUIU 90% DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO DO VIRADOURO E UNIÃO

 








A urbanização das comunidades do Viradouro e União, na Zona Sul de Niterói, será concluída até o fim deste ano! Na manhã da última quarta-feira (03), fiz uma visita técnica às obras na região para verificar o andamento das intervenções, que já estão 90% prontas. A Prefeitura de Niterói está investindo R$ 40 milhões neste projeto, com construção de áreas de lazer e esporte, além da organização da rede de água, coleta de esgoto e drenagem e contenção de encostas. Também está sendo construída a Plataforma Urbana Digital do Viradouro, que vai oferecer cursos nas áreas de informática, robótica e fotografia. Já foram concluídas oito obras de contenção de encostas e 14 becos e travessas já foram contemplados com urbanização. As obras tiveram início durante a gestão do prefeito Rodrigo Neves e continuam a ser implantadas na nossa gestão.

Área de abrangência do projeto.

Vista geral da comunidade.

Veja, nas fotos abaixo, alguns tipos de intervenção que estão sendo executadas pela Prefeitura:

Diante da Plataforma Digital. No reflexo, a comunidade do Morro da União.

Contenção de encostas

Drenagem


Melhoria de acessos

Veja como ficarão os equipamentos esportivos que estão em fase implantação:

Obra de implantação dos equipamentos esportivos.



Durante a visita, conversei com muitos moradores e líderes comunitários. O presidente da Associação de Moradores do Viradouro, Ubiratan Rúbio, comentou que as obras trarão, além de urbanização, dignidade para todos os moradores da comunidade. Nosso compromisso é justamente esse. Não deixar ninguém para trás, levar esses investimentos para cada cantinho de Niterói e que todos juntos experimentemos esse salto na qualidade de vida da nossa cidade.


Fotos acima, Praça no Morro da União: antes e depois



Fotos acima, Alameda do Vale: antes e depois.


Fotos acima, Escadaria Almir Madeira: antes e depois


Fotos acima, Travessa Santa Maria: antes e depois.


Fotos acima, melhoria de acessos internos na comunidade.

Nos últimos anos, desde a gestão Rodrigo Neves, a Prefeitura de Niterói vem fazendo investimentos robustos em obras de infraestrutura e urbanização das comunidades. Na comunidade do São José, por exemplo, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), 1.500 famílias foram beneficiadas com contenção de encostas, drenagem e pavimentação de vias, melhoria em escadas de acesso à comunidade, além de praça com academia da terceira idade e brinquedos.

E não vamos parar por aqui. Anunciei, há algumas semanas, o eixo Comunidades do Niterói 450, com investimento, até 2024, de R$ 1,3 bilhão em obras de infraestrutura e em projetos sociais voltados para aqueles que mais precisam. Só no projeto Comunidade Melhor, que terá os mesmos moldes do que estamos fazendo no Viradouro e Vila União, serão R$ 350 milhões para intervenções em 13 comunidades. O projeto básico das intervenções já está pronto em oito comunidades: Grota, Igrejinha, Caranguejo, Barreira, Monan, Bonsucesso, Palácio e Maceió. No caso destas localidades, a previsão é de que os editais de licitação sejam lançados até o fim de agosto. Nas comunidades da Vila Ipiranga, Mineirinho, Sabão, Pátio Leopoldina e Buraco do Boi, os projetos de obras estão em fase de elaboração.



Fotos acima, equipes do Trabalho Técnico Social - TTS trabalhando com a comunidade. 

O eixo Comunidades inclui ainda outros sete projetos, descritos a seguir. O Prefeitura Presente vai promover obras pontuais de urbanização, pavimentação e drenagem em comunidades de todas as regiões da cidade com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores. Mais 150 comunidades vão receber obras de contenção de encostas. A Prefeitura vai concluir os empreendimentos de interesse social do Poço Largo, no Sapê, com 280 unidades, e Jardim das Paineiras, no Badu, com 540 unidades. Serão entregues 10 mil títulos de Regularização Fundiária em todas as regiões de Niterói. Essa semana assinei o contrato para a segunda fase do Niterói Jovem EcoSocial, que vai atender 500 jovens em 24 comunidades. Com o Programa de Neutralização de Carbono, moradores que fizerem reflorestamento, utilizarem energia solar e adotarem iniciativas sustentáveis como a destinação de resíduos (reciclagem) e reduzirem o consumo de energia, entre outras iniciativas, vão receber créditos em Arariboia. O Moeda Arariboia, por sua vez, já está beneficiando cerca de 31 mil famílias cadastradas no CadÚnico.

Além dos líderes comunitários, me acompanharam na visita o secretário de Participação Social, Anderson Pipico, a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o presidente da Emusa, Paulo César Carrera, o secretário de Defesa Civil e Geotecnia, Walace Medeiros, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Valéria Braga, e o presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit), Manuel Amâncio. Quero registrar meu agradecimento a cada uma dessas pessoas, que vem contribuindo para tirar do papel obras tão importantes para Niterói.

Estamos muito animados com esse novo ciclo de investimentos em nossa cidade. Vamos em frente! Viva Niterói!

Axel Grael
Prefeito de Niterói


quinta-feira, 4 de agosto de 2022

PROGRAMA NITERÓI CIDADÃ: Prefeitura abre inscrições para Curso de Gestão e Governança de Organizações da Sociedade Civil



Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Curso de Gestão e Governança para OSCs - Programa Niterói Cidadã

O Programa Niterói Cidadã foi idealizado pela minha esposa Christa Grael, que contribui como voluntária na estruturação e desenvolvimento do programa, que tem por objetivo capacitar profissionais que atuam no Terceiro Setor (ONGs), oferecendo serviços sociais, comunitários, ambientais, culturais etc., além de gerar oportunidades de emprego e renda.

Nesta edição, a novidade é a inclusão dos módulos: LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). A inclusão dos temas foi feita após pesquisa com as organizações que participaram da primeira edição do programa.

Além disso, serão ministradas duas oficinas pelo nosso @lab_nit: uma de Elaboração de Projetos, em que as organizações vão pôr a mão na massa para estruturar um projeto; e outra de Comunicação, em que as participantes vão experimentar técnicas de apresentação do seu modelo de negócio.

As aulas acontecerão de Segunda a Quinta de 10h às 12h, com previsão de início em Agosto.

As inscrições são feitas até o dia 10 de agosto no Portal de Serviços da Prefeitura: servicos.niteroi.rj.gov.br.

Aproveite a oportunidade e faça parte do nosso Programa Niterói Cidadã!

NÃO PERCA O PRAZO DE INSCRIÇÃO!!!



terça-feira, 2 de agosto de 2022

Niterói sedia 42° Congresso da Sociedade Brasileira de Computação




Niterói está sediando o 42° Congresso da Sociedade Brasileira de Computação, promovido pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com o apoio das secretarias de Educação, Ciência e Tecnologia, e das Culturas, num encontro que está reunindo cerca de 1.200 pessoas entre professores, alunos e especialistas em tecnologia de diversas partes do país. O prefeito Axel Grael participou da abertura, na noite de segunda-feira (01), na Sala Nelson Pereira dos Santos, quando os participantes iniciaram os debates sobre o uso dessa ferramenta em diversos níveis, nos setores público e privado, e também como forma de inclusão.

“Niterói tem muita vocação para ciência e inovação. A Prefeitura de Niterói tem sido uma parceira da UFF na construção de projetos que beneficiem a cidade. Temos buscado o caminho da inovação, seja como cidade inteligente, ou utilizando tecnologias como a do Centro Integrado de Segurança Pública, ajudando as forças de segurança no combate à criminalidade. Estamos ampliando nossa participação nesse processo digital e de modernização constante da máquina. É um evento que vem de encontro a tudo que estamos fazendo e é muito importante para a cidade. É a tecnologia a serviço de todos e de forma inclusiva” explicou o prefeito.

O reitor da Universidade Federal Fluminense, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, reiterou que a prefeitura de Niterói vem sendo parceira da UFF em cerca de 80 projetos e que a tecnologia e inovação estão no escopo da maioria deles.

“São projetos estratégicos em uma parceria que envolve a comunidade acadêmica, para cooperar com o crescimento da cidade”, ponderou o reitor da UFF.

Fonte: Prefeitura de Niterói



Empreendedorismo na palma de mão em Niterói

 



O segundo semestre será de novidades para microempreendedores e aqueles que pretendem abrir o seu pequeno negócio em Niterói. A Casa do Empreendedor, que durante o período crítico da pandemia da Covid-19 manteve todo o apoio ao segmento, passará a funcionar com instalações mais modernas e com novidades: além do novo espaço físico que funcionará no Bay Market, será possível abrir um novo negócio na palma da mão. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Niterói está testando um aplicativo, que terá funções variadas. O contribuinte também pode realizar operações e acessar o portal do empreendedor utilizando QR Code. Outra ação para melhor atender ao contribuinte a Secretaria lançou a Meire, nova assistente virtual que atende pelo WhatsApp (21) 97076-0186.

O aplicativo, que está em fase de testes, vai facilitar a vida dos empreendedores, fazendo a conexão direta com os sites do Redesim (Portal do Governo Federal), Prefeitura de Niterói, Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ), Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), Receita Federal, e outros, com informações, lembrete das obrigações, facilitando a vida dos microempreendedores de Niterói.

Todo o processo de modernização e apoio ao empresariado que vem de encontro às políticas públicas da Prefeitura de Niterói que está sendo implantada desde a inauguração da Casa do Empreendedor em 2017 e, agora, também com o objetivo de colaborar para a retomada econômica do município, gerando emprego e renda. O município de Niterói possui um total de 50.599 microempreendedores individuais. No período de outubro de 2021 a maio de 2022, foram 3.377 novas formalizações. A Casa do Empreendedor tem média de 433 atendimentos mensais, entre entrada de alvarás, atendimento via e-mail e presencial.

“Tivemos um crescimento grande pós pandemia por conta de muitos profissionais que acabaram perdendo seus empregos e buscaram formas de ganhar dinheiro para sustentar suas famílias. No período da pandemia, fizemos adaptações com atendimento via e-mail, whatsapp e telefone para apoiar os segmentos que precisavam se fortalecer neste cenário. Agora estamos modernizando a Casa, para atender com mais estrutura e abrindo outro leque de opções para facilitar a vida de quem quer ser empresário”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite.

A Casa do Empreendedor está desde outubro de 2021 atendendo de forma provisória na sede da SEDEN – Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Niterói, na Prefeitura, Rua Visconde de Sepetiba, 987 / 10º andar, com atendimento de forma agendada, entre 10h e 17h. A obra da nova Casa do Empreendedor está a todo vapor e o novo espaço deve ser aberto até o início de agosto em novo endereço no Shopping Baymarket – Av. Visconde do Rio Branco, 360 / 3º piso.

Tecnologia para facilitar a vida de empreendedores

De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Econômico Igor Baldez, que coordena a modernização do espaço e a ampliação de opções, a utilização da tecnologia hoje em dia é de fundamental importância para ajudar qualquer tipo de linha de empreendedorismo.

“Estamos apostando alto no aplicativo, que poderá oferecer funções diferenciadas incluindo abertura de negócios, consulta aos portais de empreendedorismo dentre outras coisas. São funções que junto com a modernização da casa e também utilização do QR Code vai dar agilidade ao empresariado e com isso ele terá mais tempo para pensar em seu negócio, buscar alternativas para melhorar e fazer a economia girar. É uma rede de apoio que estamos montando”, explicou Baldez.

QR Code – Lançado na segunda quinzena de dezembro de 2021 (foi lançado em dezembro e vamos divulgar agora como novidade, com o slogan “Não perca o seu tempo! #Façavocêmesmo” os QR possuem direcionamento para vários serviços como, formalização, emissão do boleto DAS, declaração anual, alteração de dados, baixa, entrada de alvará, emissão de notas fiscais, agendamento. De dezembro de 2021 a maio de 2022 os QR Codes foram escaneados 601 vezes, facilitando a vida dos contribuintes de Niterói que procuram os serviços prestados na Casa do Empreendedor, pois essas pessoas podem resolver por conta própria esses serviços, sem precisar agendar para retornar em outra data.

O serviço que está sendo estimulado pela Secretaria é a utilização do QR Code para formalização do MEI através do https//www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor. É só o interessado acessar o portal, clicar em quero ser MEI, e seguir as orientações.

Fonte: Prefeitura de Niterói





Parceria entre Prefeitura de Niterói e UFF para reforma de pista de atletismo é aprovado na Câmara

 


A Pista de Atletismo complementará o Parque Esportivo que está sendo construído pela Prefeitura na área da Concha Acústica.

O convênio entre a Prefeitura de Niterói e a Universidade Federal Fluminense (UFF) para a reforma, ampliação e complementação da pista de atletismo do Campus do Gragoatá, no Instituto de Educação Física, foi aprovado na quarta-feira (27) pela Câmara Municipal. O município vai investir R$14 milhões nas obras.

Para o prefeito Axel Grael, a cooperação nas áreas de esporte e lazer vai beneficiar toda população de Niterói e também a comunidade acadêmica da universidade, além de tornar a cidade referência em formação esportiva e gerar empregos.

A pista de atletismo será adequada aos padrões internacionais, contando com um novo piso e aumento do número de raias, além de instalações para salto em altura, salto com vara, salto triplo e salto em distância, além de placar eletrônico, campo de futebol com grama natural, vestiários, sala de administração e almoxarifado. Também terá a pista de caminhadas reformada. A Pista de Atletismo complementará o complexo esportivo que está em construção na Concha Acústica e que prevê ginásio com capacidade para duas mil pessoas, além de quadras externas para vôlei, futsal e tênis. Os equipamentos terão dimensões oficiais para garantir a realização de campeonatos internacionais.

Com as obras, Niterói passará a ter condições necessárias para sediar competições oficiais e poderá ter times da cidade participando de campeonatos das ligas de voleibol, basquete, handebol e outros esportes. Acredito na força do esporte como importante indutor do desenvolvimento sustentável, com inclusão social e geração de empregos. É nesse caminho que seguiremos avançando.

Axel Grael


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sábado, 30 de julho de 2022

BICICLETAS: Niterói é a terceira cidade do País com mais pessoas acima de 60 anos pedalando



Niterói já foi apontada como a cidade com a maior proporção de mulheres pedalando. Agora, uma nova pesquisa confirma o sucesso do uso da bicicleta por idosos.


A Pesquisa do Perfil do Ciclista 2021, divulgada recentemente e realizada pela ONG Transporte Ativo e pelo Laboratório de Mobilidade Sustentável (LABMOB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trouxe interessantes números sobre o comportamento dos niteroienses sobre duas rodas. Um dos dados que chamou a nossa atenção é o de que Niterói tem o terceiro maior percentual do País de pessoas acima de 60 anos pedalando. Enquanto a média nacional é de 5,4%, cerca de 8% dos ciclistas de nossa cidade têm mais de 60 anos! A pesquisa também mostra que a pandemia mudou os hábitos de parte da população: 53% dos entrevistados começaram a usar a bicicleta com mais frequência neste período. Cerca de 35% dos ciclistas de Niterói chega a usar a bicicleta todos os sete dias da semana. Veja alguns dos números da pesquisa abaixo:


Niterói tem orgulho de ter a maior proporção de mulheres pedalando no Brasil. Segundo a Pesquisa nacional do ciclista e um levantamento realizado pela ONG Ciclocidade, a média nacional é de cerca de 10% e, em Niterói esta proporção gira em torno de 30%. Pelos dados do Bicicletário Arariboia, também sabemos que as mulheres são cerca de 35% dos cadastros no sistema. Para comparação, em São Paulo, as mulheres são apenas 6% dos ciclistas. Ainda, merece destacar que na Holanda, as mulheres representam 55% do total de ciclistas, de acordo com dados da Universidade de Rutgers, dos Estados Unidos. Na Alemanha e na Dinamarca, esse percentual é de 45%

Nove anos do Niterói de Bicicleta

Os números expressivos de ciclistas em Niterói, não são obra do acaso e me trazem uma sensação de um antigo sonho sendo alcançado. Representam uma trajetória de lutas e de convicção que Niterói poderia ser um exemplo de cidade ciclável. Comecei a atuar como ambientalista e a reivindicar ciclovias em Niterói ainda no início da década de 1980, quando fundei o Movimento de Resistência Ecológica - MORE, organização ambientalista pioneira na cidade e no estado. Promovíamos "bicicleatas" (passeatas de bicicleta) cobrando ciclovias em Niterói. Na época, ouvíamos de alguns críticos (ainda existem, pasmem!) que isso não era coisa para Niterói, que o clima quente e o relevo da cidade impediriam o desenvolvimento de uma cultura para a bicicleta. A cada dia vemos o quanto estávamos corretos.

O sentimento de ceticismo com relação às ciclovias persistiu por muito tempo, até o início do programa Niterói de Bicicleta. Um exemplo disso é a matéria "Com menos de 1 km de ciclovia, Niterói debate Estatuto da Bicicleta", publicada no G1, em 15/12/2009, portanto, três anos antes do início do programa Niterói de Bicicleta. A matéria apontava de forma jocosa que a única ciclovia da cidade era um curto trecho existente na praia de Icaraí e comparava o atraso de Niterói em comparação à cidade do Rio de Janeiro, que se destacava no país pela implantação de ciclovias. Na matéria, o então presidente da NitTrans, Sérgio Marcolini, afirmava com certa resignação:

“Há possibilidades de implantar as ciclovias, mas há muitas dificuldades porque requer espaço nas vias públicas. De fato o espaço na cidade é limitado”

Não foram poucas as dificuldades mas, com convicção, implementamos várias iniciativas desde 2013, quando sob o comando do prefeito Rodrigo Neves, passamos a implantar políticas de sustentabilidade na Prefeitura de Niterói, dentre elas a aposta na bicicleta. 

No dia 20 de fevereiro de 2013, poucos dias após tomar posse, cumpríamos nosso compromisso de campanha e promovemos o I Workshop do Programa Niterói de Bicicleta, dando início "à pedalada" por uma cidade mais ciclável. Era o começo do programa Niterói de Bicicleta (veja o histórico aqui), que hoje conta com uma equipe específica para a sua condução - a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta, tendo a frente o arquiteto e urbanista Filipe Simões e uma competente e aguerrida equipe especializada. Ainda em 2013, convidei o arquiteto e urbanista Argus Caruso para coordenar o programa e em julho reunimos cerca de 50 interessados em ciclovias, ambientalistas e especialistas em mobilidade para um encontro realizado na sede do Projeto Grael para começar a debater a estratégia de ciclovias em Niterói. Vários encontros se seguiram, de forma regular e sistemática, expondo os projetos e ouvindo a população a cada passo de planejamento ou implantação de etapas. Em setembro, implantamos na cidade as chamadas "Ciclovias Temporárias" (saiba mais aqui também), que foram pintadas nas ruas para abrir o debate na sociedade e como uma primeira demonstração que o espaço para as bicicletas nas ruas era uma decisão a ser cumprida.

Em 2014, Niterói contratava o seu Plano Cicloviário, para orientar a política para as bicicletas no município e apresentar soluções para a implantação de uma malha cicloviária nas ruas de Niterói. 

Gradativamente, foram implantadas ciclovias como a da Avenida Amaral Peixoto (dezembro de 2013), da Rua Timbiras (setembro de 2014), da Avenida Roberto Silveira (novembro  de 2014), da Avenida Marquês do Paraná (2020). Esta última é de importância estratégica pois integrou a ciclovia da Roberto Silveira à da Amaral Peixoto, tornando mais seguro e atraente seguir de bicicleta até o Centro da cidade. Também implantamos em 2022, a ciclovia da Avenida Professor João Brazil, no Fonseca. Hoje, já ultrapassamos a marca de 60 km de ciclovias na cidade. 

Em 2017, inauguramos o Bicicletário Arariboia, com capacidade para mais de 400 bicicletas e de uso gratuito para o usuário: um passo decisivo para o estímulo ao uso da bicicleta. Já anunciamos a decisão de duplicar o bicicletário para dar vazão ao crescimento da demanda. A obra será feita junto com a reforma da Praça Arariboia.

Em 2021, para fortalecer o cicloturismo, uma atividade crescente e de grande potencialidade na cidade, o programa Niterói de Bicicleta publicou o Projeto Conceitual para o Plano de Cicloturismo Municipal

Sem deixar de olhar para a cidade como um todo, passamos a ter especial atenção para a Região Oceânica, integrando as bicicletas como um dos componentes do Programa Região Oceânica Sustentável- PRO Sustentável. O Sistema Cicloviário da Região Oceânica está em implantação e terá 60 km quando totalmente implantado. Atualmente, encontra-se em construção a ciclovia do entorno da Lagoa de Piratininga, que será parte do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis (POP) e que terá mais de 9 km. Já implantamos a bela ciclovia na Praia de Piratininga, da Almirante Tamandaré, da Acúrcio Torres e estamos implantando na Avenida Irene Lopes Sodré (Estrada do Engenho do Mato). O Lote 2 do Sistema Cicloviário da Região Oceânica acaba de ser licitado e estamos agora com a licitação em curso do projeto executivo da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu. Esta nova iniciativa fará parte da Ciclovia TransLagunar e terá características funcionais (opção de mobilidade), de turismo e lazer e permitirá a conexão entre o Túnel Charitas-Cafubá e as praias. Importante lembrar que, de forma inovadora, o Túnel Charitas-Cafubá possui ciclovias nas duas galerias, ligando as malhas cicloviárias da Região Oceânica e Praias da Baía.

Com o avanço da infraestrutura cicloviária, passamos a contar com a adesão de um número crescente de ciclistas e a cidade tornou-se uma referência no país. Atualmente, são 63 km de ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas. A meta até 2024 é ultrapassar os 120km, ou seja, cerca de 4.300 habitantes/km.

Em 2014, matéria da revista Isto É já apontava Niterói como a segunda cidade em número de km de ciclovia per capita no país, só perdendo para Brasília (Saiba mais aqui). Cabe ressaltar que a matéria ainda não contabilizava ciclovias já entregues anteriormente e, de lá para cá, a infraestrutura cicloviária da cidade mais do que triplicou. Hoje, já são cerca de 8.000 habitantes/km e seguimos avançando.

As nossas ciclovias estão dentre as mais movimentadas do Brasil. É o que mostram as contagens de bicicletas realizadas pelo programa Niterói de Bicicleta. Em dezembro de 2021, nos horários de pico, mais de 590 bicicletas passam por hora pela Avenida Marquês do Paraná, no Centro, inaugurada em 2020. Em comparação, a Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, um ano após sua inauguração registrava cerca de 250 bikes por hora; a orla de Copacabana, no Rio, em dias de semana, 325.

O crescente número de ciclistas na cidade não nos surpreende, porque sempre soubemos que quando a população tivesse infraestrutura cicloviária à disposição, naturalmente a bicicleta passaria a ser uma opção. De acordo com os dados do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável - PMUS, a bicicleta já representa 6% de todos os deslocamentos realizados em Niterói. A meta é que essa proporção chegue a 14% até 2030.

Está provada a vocação de Niterói para a bicicleta, mas nosso trabalho não para. Seguiremos em frente trabalhando para fazer de Niterói uma cidade cada vez mais atraente, ciclável, sustentável, transparente, justa e democrática.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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quinta-feira, 28 de julho de 2022

Campeões de artes marciais visitam o Parque Esportivo e Social do Caramujo




O prefeito de Niterói, Axel Grael, visitou, nesta quarta-feira (27), o Parque Esportivo e Social do Caramujo (PESC), na zona norte da cidade, e apresentou o espaço para o multicampeão de MMA, Rogério Minotouro, e para o bicampeão mundial de jiu-jitsu, Pedro Damasceno. O prefeito, os atletas e o administrador regional do Fonseca e adjacências, Oto Bahia e Silva, percorreram todas as instalações esportivas do Parque, que está realizando, até esta sexta-feira (29), uma Colônia de Férias com cerca de 150 crianças e jovens de 6 a 16 anos.

O prefeito Axel Grael afirmou que o Parque Esportivo e Social do Caramujo é uma ótima experiência de como o esporte pode transformar a vida das pessoas.

“O esporte pode transformar a vida de uma comunidade inteira. Cada vez mais atletas se interessam em conhecer o PESC. Estamos no caminho certo. Aqui a gente oferece muitas alternativas de esportes. A referência de sucesso não é ser campeão. O esporte é uma forma de socialização e de motivação para o estudo. Que saiam daqui muitos campeões. Mas, principalmente, que saiam daqui pessoas felizes. Que saiam cidadãos e que saiam pessoas que melhorem o padrão de vida de suas famílias. E esses atletas (Minotouro e Pedro Damasceno) são formadores de opinião. Eles vão levar a experiência que tiveram aqui para outros atletas. Isso fará com que mais gente venha visitar o Parque. Isso é muito bom como referência para essas crianças”, destacou Axel Grael.

O bicampeão mundial de jiu-jitsu, Pedro Damasceno, nasceu e foi criado no Fonseca e conhece bem a comunidade do Caramujo. O atleta mora há 13 anos em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde trabalha com o jiu-jitsu em escolas. Ele disse ter ficado impressionado com a qualidade das instalações esportivas do PESC.

“Tive a minha vida transformada pelo esporte e, aqui, tenho certeza que essas crianças terão um futuro melhor através do esporte”, disse Pedro Damasceno.

O campeão de MMA, Rogério Minotouro, destacou uma das características mais importantes do Parque Esportivo do Caramujo.

“Aqui as crianças praticam mais de um esporte e isso é muito positivo. As instalações são de primeiro mundo. É de fato uma iniciativa transformadora na vida dessas crianças”, afirmou Minotouro.

O Parque Esportivo e Social do Caramujo completa dois anos de existência em agosto e atende regularmente cerca de mil pessoas, a partir dos 6 anos de idade. Além das modalidades olímpicas, o Parque oferece aulas de funcional fitness, circuito funcional, skate, luta greco-romana, muay thay, educação ambiental e ritmos. Outras atividades ainda serão implementadas, principalmente as de contato que atualmente não podem ser desenvolvidas devido à pandemia para respeitar as regras de distanciamento social e os protocolos sanitários. Nesta lista estão jiu-jitsu, futebol, basquete, vôlei e capoeira.

terça-feira, 26 de julho de 2022

VISTORIA DAS OBRAS DE RESTAURAÇÃO DA ILHA DA BOA VIAGEM





Vistoria às obras com a equipe

Nesta segunda-feira, 25/07, visitei as obras de restauração do patrimônio histórico e cultural da Ilha da Boa Viagem, um dos mais belos recantos do litoral de Niterói. As obras estão sendo desenvolvidas pela Prefeitura, que assumiu a gestão da ilha no início do ano.

A já anunciada desapropriação do Morro do Morcego para a criação de um parque natural municipal, e a restauração da Ilha da Boa Viagem estão entre as principais iniciativas de valorização da orla e da paisagem da cidade na Baía de Guanabara. Com isso, elevam ainda mais o orgulho do niteroiense da sua cidade, além de fortalecer o turismo, lazer, recreação e cultura de Niterói. Estes investimentos, somados a outros em curso como a implantação dos seus parques, a exemplo do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP, colocam Niterói na liderança da proteção de florestas e paisagens naturais urbanas no Brasil.

A ilha é protegida por legislação federal e municipal mas, apesar disso, degradou-se ao longo de muitas décadas por falta de investimentos e indefinição quanto à sua gestão. Desde 2013, me dedico a desenvolver as soluções e o detalhamento do projeto de restauração, superar os entraves burocráticos e institucionais. Foi uma longa caminhada (nove anos!) mas, em fevereiro de 2022, finalmente demos o início da tão esperada obra de restauração.

A Ilha da Boa Viagem ficou décadas fechada à visitação pública, mantendo apenas a atividade escoteira e algumas celebrações religiosas. Com as obras de recuperação, niteroienses e turistas poderão aproveitar esse, que é um dos lugares mais bonitos de Niterói. Da ilha é possível admirar boa parte da Baía de Guanabara, a nossa cidade e o MAC, que localiza-se nas suas imediações, compondo um belo contraste entre distintos tempos da história da arquitetura. Com certeza, a Ilha será mais uma grande atração turística! 

A vistoria foi realizada para verificação dos avanços das obras e fui acompanhado pelo presidente da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), Paulo Cesar Carrera, o secretário de Obras de Niterói, Vicente Temperini, a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o secretário municipal das Culturas, Alexandre Santini, presidente da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), Paulo Novaes, e a secretária municipal de Ações Estratégicas e Economia Criativa, Mariana Zorzanelli.

História

A Ilha da Boa Viagem tem uma interessante história de lutas, júbilo e resiliência. Veja algumas efemérides relacionadas ao patrimônio arquitetônico e usos da ilha, de acordo com a obra "O Escotismo do Mar e a Ilha da Boa Viagem no Século XX", de Hélio Sodré, e com a :

1650: Construção da Ermida da Nossa Senhora da Boa Viagem.
1665/1674: Instalou-se, na ilha, uma bateria com 5 ou 6 peças de artilharia. Durante alguns anos, funcionou como ponto de observação privilegiado sobre a entrada da Baía de Guanabara
1711: A Ermida é destruída pela primeira vez. René Duguay-Troin, em investida contra o Rio de Janeiro, ataca com a sua artilharia a Ilha da Boa Viagem.
1718: a Capela é reconstruída.
1732: Primeiro grande incêndio na Capela.
1769: A bateria é convertida em Fortim, com o acréscimo de 3 peças de artilharia.
1818: Visita de Dom João VI à Ilha.
1822: Fortim rearmado por ordem de D. Pedro I.
1870: Segundo grande incêndio na Capela
1884: Capela restaurada
1893: Revolta da Armada: Capeta e Fortim bombardeados
1909: Reconstrução e luz elétrica chega à ilha
1938: Tombamento da ilha
1942: Castelo é construído sobre as ruínas da "Escola de Aprendizes".
1962: Chuvas torrenciais causaram desabamentos, com o registro do óbito do vigia da ilha.
1977: Novo incêndio na Capela
1978: Ressaca destrói a ponte de atracação
1990: Escoteiros fazem convênio com a UFF e mantiveram atividades por uma década.
2011: Obra emergencial na Capela
2013: Prefeitura de Niterói assume o compromisso de gerir e restaurar a Ilha da Boa Viagem e inicia entendimentos para fazer obras emergenciais.
2015: Prefeitura providenciou obra de recuperação da ponte de acesso à ilha
2015 e 2016: Prefeitura toma medidas para a abertura da ilha durante os Jogos Olímpicos de 2016 e ofereceu visitas guiadas a niteroienses e turistas.
2016: Assinado convênio com os escoteiros para a cooperação durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. Com o apoio financeiro da Prefeitura, os escoteiros participaram da orientação aos visitantes à Ilha.
2019 (maio): Prefeitura contrata por licitação a empresa SANER Engenharia e Consultoria EIRELI para realizar diagnóstico dos prédios e instalações da ilha e desenvolver projeto de restauro, que, uma vez aprovado pela Prefeitura, foi apresentado ao IPHAN.
2019: Prefeitura inicia obras emergenciais de contenção de encostas. Foi constatado risco de desabamento, que afetaria gravemente o Castelo. A área havia sido interditada pela Defesa Civil de Niterói.
2020: Prefeitura obtém autorização do SPU.
2021: Prefeitura obtém primeira aprovação do IPHAN para as obras de restauração.
2022: após longo período de entendimentos com o IPHAN para a aprovação do projeto de restauração, chegamos enfim ao momento tão esperado: o início das obras de recuperação do patrimônio arquitetônico.

De acordo com o projeto de restauro, segue resumo dos incidentes relacionados à Ilha da Boa Viagem:
  • Capela: 2 bombardeios
  • Capela: 3 incêndios
  • Capela: 7 reconstruções/reformas
  • Bateria/Fortim: 2 bombardeios

Obras

De acordo com o estudos e o projeto de restauro da SANER Engenharia e Consultoria EIRELI, o Fortim e o Castelo estavam "em ruínas" (vide abaixo). A situação mais grave era o Castelo, cujo telhado já havia colapsado, aumento a deterioração do restante do prédio. A Capela tinha graves problemas de infiltração e o sino já havia sido retirado. O acesso ao Fortim estava com o acesso dificultado e coberto por vegetação. Agora, já encontra-se também em recuperação. 


No texto acima, extraído do projeto de restauro, a indicação do conceito dos trabalhos e a condição naquele momento das edificações na ilha.

Com relação às condições naturais da ilha, cabe fazer algumas considerações referentes ao embasamento e à biota:

O relevo de penhascos, que caracteriza a paisagem local, e as características da ilha e seu entorno mostram uma geologia frágil. Como pode ser visto no Mapa Geológico da Região de Niterói (CPRM, 2001), acima, a Ilha da Boa Viagem e o seu entorno próximo se difere em termos geológicos ao restante de Niterói, de predominantemente de característica granítica, sendo a sua composição mais friável, susceptível à erosão marinha e pluvial. É o que se pode ver nas escarpas da ilha, com indícios de escorregamentos e erosão. Por isso, o histórico de deslizamentos de terra e os problemas que já demandaram obras recentes da Prefeitura de contenção de encostas. 

A vegetação da ilha encontra-se bastante alterada, com a presença de muitas espécies exóticas, mas ainda contanto com exemplares de espécimes representativas do que deve ter sido a cobertura vegetal anterior. Técnicos da Prefeitura preparam estudos para a caracterização do estado da flora e fauna.






Obras em andamento

O início das obras foi possível após a superação de muitos desafios técnicos e institucionais. Por determinação do então prefeito Rodrigo Neves e na condição de vice-prefeito, em 2013, iniciamos as tratativas com o IPHAN, com o SPU e com os Escoteiros para viabilizar a restauração. A medida, que avançávamos nas formalidades institucionais, fomos avançando também em ações emergenciais, como a recuperação da ponte, contenção de encostas, manutenção e melhorias nos acessos (vide cronologia acima). 

As obras de restauração foram iniciadas no dia 10 de fevereiro de 2022, constituindo-se um investimento de R$ 5,5 milhões. A execução da obra é de responsabilidade da empresa LCD Construções e Serviços Ltda, vencedora do processo licitatório. A fiscalização da obra é de responsabilidade da EMUSA, órgão da Prefeitura de Niterói.





Vistoriando a torre do sino, fachada e telhado da Capela.

Tombamento

A ilha é um dos mais belos marcos naturais da paisagem da cidade e de toda Baía de Guanabara. Por este motivo e pela sua relevância histórica e cultural, foi tombada em 1938 pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (hoje IPHAN), com despacho de Lúcio Costa, tendo sido um dos primeiros atos deste órgão histórico da cultura brasileira, que iniciou o funcionamento em 1937 (Lei 378/37). No mesmo ano, o Decreto-Lei nº. 25, de 30 de novembro de 1937 regulamentou o instrumento do tombamento de bens móveis e imóveis, designando o SPHAN como o órgão competente para gerir essa política. 

O conjunto arquitetônico e paisagístico da Ilha da Boa Viagem foi tombado em maio de 1938 (Inscr. nº 3, de 20/05/1938. Livro do Tombo Belas Artes: Inscr. nº 80, de 30/05/1938). Trata-se, portanto, do primeiro tombamento em Niterói e um dos primeiros no Brasil, uma vez que o tombamento foi oficializado no mesmo dia do tombamento do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, logo, sendo o segundo bem tombado na categoria do Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico

Intervenções atuais e o futuro

Os trabalhos de restauração, conforme autorização do IPHAN, incluem a Capela Nossa Senhora da Boa Viagem, o Fortim e o Castelo. Após as intervenções, a Ilha será reaberta para visitação. A recuperação e preservação da Ilha da Boa Viagem faz parte do Plano Niterói 450 anos, um conjunto de ações que prevê investimentos de R$ 2 bilhões em toda a cidade, entre 2022 e 2024. 

Visitas: A conclusão das obras de restauração está prevista para fevereiro de 2023. A Ilha será aberta à visitação pública seguindo os mesmos protocolos e cuidados utilizados durante a Rio 2016, ou seja, ocorrerão através de grupos com tamanho limitado, acompanhados de guias e horários pré-estabelecidos. 

Igreja: A Capela será devolvida à população totalmente recuperada. O telhado já foi restaurado, as infiltrações e áreas de umidade estão sendo tratadas, as fachadas estão sendo recuperadas. Serviços de reforma da parte elétrica e hidráulica estão em andamento. A igreja terá climatização. O piso da igreja e do pátio no seu entorno também está sendo refeito, utilizando o mesmo material original.

Castelo: O prédio estava em péssimas condições, com o telhado colapsado, infiltrações e rachaduras. Uma obra de contenção de encosta já concluída pela Prefeitura evitou o desabamento da construção. A estrutura do prédio está sendo reforçada e o telhado em recuperação no momento. O Castelo será um espaço para exibições culturais e educativa, tendo como tema principal "O Homem na Guanabara", abordando a ocupação humana da região, desde a época dos sambaquis, as culturas indígenas, a colonização europeia, o crescimento urbano e a despoluição da Baía de Guanabara. No local, haverá uma pequena cantina.

Fortim: As obras de recuperação estão em andamento, com a drenagem da área, recuperação do piso, reabertura de abrigos e paióis e outras medidas.

Acessos serão restaurados e a circulação será ordenada, recebendo pontos de descanso e de contemplação da paisagem. Uma das prioridades é a drenagem da ilha, prevenindo-se a erosão. Haverá sinalização educativa e informativa, além de iluminação. 

Biota: A Prefeitura realizará um inventário da fauna e flora, controlará a presença de espécies exóticas invasoras e áreas degradadas serão recuperadas.

CAT: encontra-se em fase final de construção, o Centro de Atendimento ao Turista - CAT, localizado no calçadão em frente à ponte de acesso à ilha.

Escoteiros do Mar: Conforme firmado em acordo com as lideranças escoteiras, contarão com uma sede e as atividades serão mantidas na Ilha.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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terça-feira, 19 de julho de 2022

CICLOVIA-PARQUE DE ITAIPU: Prefeitura amplia investimentos em ciclovias na Região Oceânica


Traçado da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu, parte integrante da Ciclovia Translagunar, que ligará o Túnel Charitas-Cafubá às praias de Itacoatiara e Itaipu, passando também pelo Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis..


Temos aqui duas notícias importantes para Niterói e para os ciclistas da cidade!

Nos últimos dias, a Prefeitura de Niterói deu mais dois importantes passos para a ampliação da Rede Cicloviária da Região Oceânica. São investimentos que integram o Programa Niterói de Bicicleta e o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável), fazendo parte do conjunto de investimentos históricos em infraestrutura e sustentabilidade que a Região Oceânica vem recebendo desde a gestão do prefeito Rodrigo Neves

As duas iniciativas são:

1- Licitação para a contratação de Projeto para a Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu.

Foi publicado no Diário Oficial de hoje (19/07/22) a Concorrência Pública N° 001/2022, na modalidade Técnica e Preço, que pode ser acessada no site da Secretaria Municipal de Administração. A finalidade é a contratação de uma empresa projetista especializada para detalhar o projeto da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu, conforme publicação no Diário Oficial, a seguir:


Extrato da publicação do Diário Oficial de 19/07/2022

Segundo o Edital, o valor global estimado da licitação é de R$ 5.869.907,33 (cinco milhões, oitocentos e sessenta e nove mil novecentos e sete reais e trinta e três centavos) e, de acordo com o Termo de Referência, a contratada deverá apresentar os seguintes produtos: 
  • Estudos Preliminares; 
  • Projetos Básicos; 
  • Projetos Executivos e 
  • Planos de Gestão, Monitoramento e Manutenção.

Os resultados acima orientarão a execução das obras para a implantação da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu e a sua futura operação.

De acordo com o planejamento para a Ciclovia-Parque, ela foi dividida em 11 trechos (vide mapa acima) e terá cerca de 4.800 metros de extensão. A ciclovia-parque integrará a Rota Cicloviária Translagunar, que está em implantação pelo Programa Niterói de Bicicleta, através do PRO Sustentável

A Translagunar se inicia no Túnel Charitas-Cafubá, percorrendo o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP, passa pelo trajeto indicado no mapa acima e chegando até as imediações das praias de Itaipu e Itacoatiara. Será a ciclovia estruturante, integrando as demais, tendo uso funcional (mobilidade), além de recreativo e turístico, considerando a beleza e os atrativos ao longo do percurso. Imagina, poder ir para as praias e se deslocar de bicicleta por ciclovias que terão como cenário as lagoas de Piratininga e Itaipu!

Os serviços técnicos englobam: o traçado da própria ciclovia, a revitalização da Praça e Horta Comunitária AMARAVISTA e a criação de 1000 m2 de Espaços para Uso Público, ao longo do sistema cicloviário. Além disso, preverão ser previstas pelo menos, 11 reuniões setoriais e 3 reuniões gerais com a população, sendo 14 reuniões ao todo.

2- Conclusão da licitação do Sistema Cicloviário da Região Oceânica – Lote 02
 
Sistema Cicloviário Previsto para a Região Oceânica. Em Destaque Azul: Sistema Cicloviário Parque Itaipu. Fonte: PMN, 2022

A boa novidade é que encontra-se em fase final de conclusão dos serviços de licitação para a  Concorrência Pública (SMO – UGP /CAF – Concorrência Pública 001/2022), para a contratação de empresa especializada para execução das obras de implantação do "Sistema Cicloviário da Região Oceânica – Lote 02, nos bairros de Camboinhas, Itaipu, Itacoatiara, Serra Grande, Santo Antônio e Piratininga", no âmbito do Programa Região Oceânica Sustentável – PRO Sustentável, com financiamento da Corporação Andina de Fomento – CAF, mediante contrato de empréstimo conforme Projeto Executivo aprovado e constante no Termo de Referência, que constitui o ANEXO I (Mais informações no site do PRO Sustentável). 

A Ordem de Início dos trabalhos da empresa vencedora da licitação será dada nos próximos dias.

Portanto, estamos próximos de abrir mais uma grande frente de implantação da Malha Cicloviária da Região Oceânica, que iniciou-se com a implantação das ciclovias da praia de Piratininga, pelas avenidas Almirante Tamandaré e Dr. Acúrcio Torres e vem avançando pelo Parque Orla de Piratininga e está em implantação na Avenida Irene Lopes Sodré. A Malha Cicloviária da Região Oceânica integra-se à das Praias da Baía através das ciclovias existentes no interior de cada galeria do túnel Charitas-Cafubá, uma grande inovação da cidade de Niterói. 

O valor global estimado das obras do Lote 2, conforme o ANEXO A do Termo de Referência do edital, era de R$ 5.067.375,65. A empresa vencedora da licitação ganhou com o preço de R$ 4.258.171,50, ou seja, os trabalhos serão contratados com quase 16% de desconto.


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Com os dois projetos acima citados, Niterói ultrapassará a marca de 120 km de ciclovias e se firmará como uma das cidades mais cicláveis do Brasil, avançando como uma referência nacional e internacional de sustentabilidade urbana.

Axel Grael
Prefeito de Niterói




PARTICIPE!!!

Aproveite para ajudar o programa Niterói de Bicicleta a tornar a nossa cidade ainda mais amiga da bicicleta. Através da sua opinião podemos fazer com que a nossa infraestrutura cicloviária melhore ainda mais e queremos trazer mais gente para utilizar as bikes.

Para isso, queremos saber quais motivações te fazem utilizar a bicicleta e o que pode ser feito para incentivarmos ainda mais pessoas a aderirem.




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