sábado, 22 de maio de 2021

Parceria entre Prefeitura e UFF investe R$ 25 milhões em 78 projetos que beneficiarão Niterói


Apresentação do PDPA em novembro de 2019


Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados (PDPA) - Parceria com UFF e Prefeitura de Niterói promove sustentabilidade, inovação e desenvolvimento socioeconômico

Em novembro de 2019, quando ainda era secretario da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, na presença do prefeito Rodrigo Neves, do reitor Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega. apresentei em evento realizado na Sala Nelson Pereira dos Santos, a parceria entre a Prefeitura e a Universidade Federal Fluminense para a seleção e o financiamento de projetos aplicados. Começava ali o Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados - PDPA, um investimento da Prefeitura de Niterói no valor de R$ 25 milhões, para o desenvolvimento de projetos e pesquisas da UFF para a soluções de prioridades da cidade de Niterói. Os projetos foram selecionados mediante edital, contando com 323 propostas inscritas e foram selecionados 78 projetos, que tiveram início agora em 2021.

Uma cidade verdadeiramente inteligente é aquela que usa a tecnologia e sua infraestrutura a serviço da população. É com este propósito que foi lançado o Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados (PDPA). Parceria entre a Prefeitura Municipal de Niterói (PMN), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Fundação Euclides da Cunha (FEC) com o objetivo principal de incentivar o desenvolvimento de projetos aplicados para promover soluções relacionadas aos desafios prioritários do município associados às diferentes áreas do Plano Estratégico Niterói que Queremos (NQQ) 2033 e às metas de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).  

Com investimento da ordem de R$ 25 milhões, o PDPA vai investir em projetos em áreas como educação, turismo, empreendedorismo, sustentabilidade e inclusão social. 


Valores investidos em projetos de acordo com as Áreas de Resultados do Plano Estratégico Niterói Que Queremos


Dentre as soluções a serviço dos cidadãos, existe a implantação de um ambiente de coworking para startups e capacitação na área de bebidas fermentadas. A ideia é criar um centro de desenvolvimento, pesquisa, estudos e fomento de startups em bebidas fermentadas que proporcione um ambiente para desenvolvimento de novos negócios, desenvolvimento tecnológico, fomento à pesquisa, formação de recursos humanos qualificados e um celeiro para o surgimento e crescimento de novas startups na área.

No setor cultural, a “Niterói em imagens” propõe um repositório digital de fotografias e filmes. Consiste no desenvolvimento e criação de um portal na internet para a difusão de registros fotográficos e audiovisuais, de caráter histórico, da cidade de Niterói. O portal irá mapear a cultura audiovisual de Niterói, localizando e contextualizando filmes e materiais audiovisuais que registraram Niterói, além de locais onde funcionaram e ainda funcionam salas de cinema, cineclubes e escolas de cinema e fotografia, registrando a memória desses espaços de produção, ensino, exibição e reflexão.

Esses são apenas alguns exemplos desse grande leque de projetos que serão implementados por meio do PDPA. A pandemia nos trouxe inúmeros desafios e esse novo ciclo de investimentos em Niterói integra diversas ações para alavancar a economia da nossa cidade. 

O PDPA estimula a sinergia entre a Universidade Federal Fluminense e a Prefeitura Municipal de Niterói e fortalece as ações de cooperação de maneira efetiva e inovadora para o desenvolvimento socioeconômico sustentável das diversas regiões do município. 

A UFF, com seus cerca de 50 mil alunos, é um tesouro da nossa cidade e traz contribuição efetiva e inovadora para o desenvolvimento socioeconômico sustentável, com inclusão social, das diversas regiões do município. Precisamos reter nossos talentos na cidade e gerar emprego incentivando o desenvolvimento econômico. Vamos superar esse grande desafio com planejamento e responsabilidade.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


--------------------------------------------------------------


LEIA TAMBÉM:

PDPA: Divulgados os resultados da seleção de projetos da UFF apoiados pela Prefeitura de NiteróiA NITERÓI QUE QUEREMOS: Prefeitura lança plano estratégico para os próximos 20 anos  



quarta-feira, 12 de maio de 2021

Novos Negócios: plataforma digital auxilia empreendedores em Niterói


Empreender em Niterói ficou ainda mais fácil e menos arriscado. A plataforma Novos Negócios, lançada nesta quarta-feira (12-05) disponibiliza uma série de dados relativos a abertura e viabilidade de futuros negócios, contribuindo para a tomada de decisões com mais segurança.

Os interessados em iniciar um negócio na cidade podem consultar as informações sem precisar se deslocar até a Prefeitura. Os dados disponíveis contemplam zoneamentos, legislações, localização de empresas e equipamentos públicos e privados. A ferramenta possibilita ao empreendedor potencial o apoio necessário ao seu estudo de viabilidade para abertura de uma empresa na área escolhida através de uma consulta avançada à legislação municipal vigente e aos seus dados geográficos.

A plataforma Novos Negócios é um instrumento importante do Plano de Retomada Econômica na cidade, já que facilita a pesquisa do mercado local, através de informações georeferenciadas. 

Além disso, através do SIGeo, é possível ter acesso a mais de cem camadas de informações quanto à infraestrutura de Niterói. A ferramenta tem como finalidade a consulta e cruzamento de dados espaciais georreferenciados do banco de dados do SIGeo, e conta com informações atualizadas das Secretarias de Urbanismo, Fazenda, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, entre outras.

“Novos Negócios” traz também um site contendo o story map da cidade, que tem a apresentação de informações mais dinâmicas para usuários que não conhecem Niterói, fazendo com que tenham acesso a estatísticas da cidade, principalmente nos setores motores de desenvolvimento. Para facilitar o uso da ferramenta, estão disponíveis também tutoriais sobre o manuseio das buscas, aplicação de filtros e extração das análises.

Niterói, cada vez mais, se mostra pioneira em processos inovadores de gestão. Juntos, vamos seguir em frente, construindo uma Niterói cada vez mais próspera, sustentável e solidária.

A plataforma pode ser acessada pelo https://arcg.is/iH8Wj


✓ A plataforma não substitui a extração de um documento oficial de viabilidade na implementação dos processos para a abertura de um empreendimento.


Foto: Berg Silva



domingo, 9 de maio de 2021

A esperança que o Brasil retome o caminho da sustentabilidade




Reflexões e lembranças após a leitura do bom editorial de hoje de O Globo 

Comecei a minha militância ambientalista no final da década de 1970, quando pouca gente falava de meio ambiente. O termo "sustentabilidade" nem exista, só tendo surgido cerca de uma década depois. Eram tempos difíceis para o exercício da cidadania. Vivíamos tempos de ditadura militar, de repressão e de limitações de liberdade de expressão. Eram também tempos de forte crença no desenvolvimentismo (o crescimento a qualquer custo), do nacionalismo e de um "patriotismo" exacerbado e distorcido, muito bem expressos pela propaganda governamental da época, que pregava desde o ufanismo do "Esse é um país que vai para frente...", ao slogan da intolerância que continha a ameaça: "Brasil. Ame-o ou deixe-o". Muitos opositores foram exilados!

A minha primeira luta foi contra a poluição da Baía de Guanabara causada pelas "fábricas de sardinha" localizadas em Jurujuba. Também nos mobilizavam a defesa das florestas e patrimônio paisagístico da cidade, a criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca (conquista alcançada em 1991), a solução para o precário saneamento, a recuperação das lagoas de Piratininga e Itaipu e depois passamos ainda a reivindicar ciclovias em Niterói.

No ambiente de polarização política daqueles tempos e pela total falta de compreensão da pauta ambiental, éramos vistos por alguns como "subversivos". Éramos verdes e queríamos sim subverter, mas subverter o modelo de desenvolvimento vigente. Procurávamos oferecer um novo olhar para a economia e para o social, incorporando o meio ambiente como um valor e uma oportunidade, em contraste como a velha concepção, que remonta aos tempos coloniais: a natureza como obstáculo, como algo a ser domado, conquistado e, se possível, eliminado. Apresentávamos, portanto, uma nova ideologia e uma nova proposta para o Brasil.

Ao longo de quatro décadas de militância, vi os passos iniciais do movimento ambientalista no Brasil e no RJ. Arregacei as mangas e iniciei a minha militância ambientalista em Niterói, com a fundação em 1980, do Movimento de Resistência Ecológica - MORE. Depois vieram outras organizações, como o Movimento Cidadania Ecológica - MCE, Instituto Baía de Guanabara - IBG e, posteriormente, em 1998, o Projeto Grael. Este último, incorporou um conteúdo social, educacional e esportivo às minhas lutas ambientais.

Em 1983, me formei em engenharia florestal, trabalhei Brasil afora, na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e outras regiões do país. Tornei-me dirigente de órgãos públicos. Presidi o Instituto Estadual de Florestas - IEF, a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA.

Ao longo desta longa trajetória participei ativamente do processo histórico da construção da política ambiental no país. Mesmo aos "trancos e barrancos", entre vitórias e derrotas, apesar do ritmo bem mais lento do que outros países, o Brasil foi avançando.

Vi surgirem nas décadas de 1970 e 1980, os primeiros órgãos ambientais no governo federal e nos estados. Depois, na década de 2000, os municípios também assumiram um maior protagonismo ambiental. 

Vi o país criar um acervo de legislação ambiental, construído passo a passo, tese a tese, luta a luta. Algumas leis e suas regulamentações eram imperfeitas, pois eram o produto da negociação democrática e do enfrentamento dos lobbies contrários que sempre foram muito fortes, mas as conquistas ao longo dos anos foram inegáveis. A legislação foi aos poucos instrumentalizando a gestão ambiental pública e privada no país. 

Vi o Brasil passar por um período de forte industrialização e, depois, regredir nos últimos anos, num dos maiores processos de desindustrialização no mundo. Na FEEMA, enfrentei as indústrias mais poluidoras, como a CSN que contaminava o Rio Paraíba do Sul e a REDUC que poluía a Baía de Guanabara. Tanto o crescimento da indústria, como o seu desmantelamento deixaram profundos impactos sociais, ambientais e urbanos no país.

Vi setores mais responsáveis do empresariado abraçar a questão ambiental por convicção, por imposição da legislação ambiental ou por mecanismos de mercado, ou seja, por exigência dos consumidores e dos importadores dos países desenvolvidos. O fato é que há um movimento empresarial importante pela sustentabilidade no mundo e que vem crescendo também no Brasil, a ponto de pressionar o governo federal contra a sua agenda antiambiental, que vem isolando o país e nos alijando de importantes mercados.

Vi o Brasil receber todos os principais chefes de estado do mundo na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - Rio 92, momento histórico que aprovou a Agenda 21, com uma agenda ambiental de consenso para o mundo, convenções e acordos com as bases para as discussões sobre as mudanças climáticas, biodiversidade etc. O Brasil e o Rio de Janeiro poderiam ter saído daquele evento como grandes protagonistas mundiais da sustentabilidade. Deixamos escapar a chance: o escritório da ONU responsável por monitorar a implementação das medidas da Rio 92, por omissão do governo brasileiro, acabou sendo instalado na Costa Rica.

Vi também, frustrado e angustiado, o Brasil se tornar o campeão mundial do desmatamento e o vilão das mudanças climáticas, fato que se agravou após 2019. As mudanças do uso do solo (desmatamento e queimadas) representam 44% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, principalmente na Amazônia. A agropecuária, principalmente a pecuária bovina, é responsável por 28% das emissões (fonte). Este fato é um absurdo escandaloso, pois ao mesmo tempo estamos desperdiçando a biodiversidade, a fertilidade dos solos e ameaçando a segurança climática do próprio Brasil e do mundo.

Vi crescer o protagonismo das crianças, que passaram a levar para os seus pais aquele conteúdo ambiental que aprenderam nas escolas.

Vi a questão ambiental se tornar "mainstream" nos espaços diplomáticos mundiais, com o crescimento da preocupação climática. A sustentabilidade e a economia limpa não são mais temas periféricos ou apenas retóricos, mas estão no centro das políticas anunciadas nos principais países para a retomada para um novo normal no período Pós-COVID. É o que estão fazendo a Alemanha, Grã-Bretanha, França e agora, também os EUA. Saiba mais aqui.

Mas, a história não segue uma linha reta, mas caminhos tortuosos. Vimos surgir, como se saíssem dos porões do passado, nuvens negras de retrocesso. Um presidente dos EUA forjado no submundo do marketing político e da manipulação das redes sociais, tentou reverter os avanços em direção à sustentabilidade. Vimos a chegada ao poder no Brasil de extemporâneas forças reacionárias. O Brasil elegeu um candidato a presidente que sempre defendeu a tortura, a ditadura, atacou a sociedade civil e mostrou-se negacionista diante da crise sanitária. Conforme prometeu como candidato, promoveu o desmatamento da Amazônia, reprime populações indígenas, causou o imobilismo dos órgãos ambientais e envergonhou o país nos debates climáticos mundiais. Nomeou um "antiministro do meio ambiente", que prometeu aproveitar para "passar a boiada" e promover o desmonte da legislação e dos órgãos ambientais. Tudo isso de forma sorrateira, enquanto as atenções da sociedade estavam para as mortes causadas pela pandemia, negligenciada por este governo. Em recente discurso num fórum de chefes de estado, o presidente Bolsonaro achou que conseguiria enganar líderes mundiais com promessas ambientais tão mentirosas que foram descartadas pelo seu próprio governo dias depois. 

O avanço sinuoso da história imita outras ciências e também se move com: ação e reação e os pesos e contrapesos. Nos EUA, o governo negacionista e autoritário, foi sucedido por uma força renovadora de um líder de 78 anos que rejuvenesce a política do seu país, promovendo saltos adiante para a sustentabilidade. Fez uma campanha enfrentando as teses estapafúrdias do seu antecessor, vencendo-o com uma plataforma baseada na responsabilidade climática e na sustentabilidade.

Os novos ares planetários nos trazem esperanças de poder retomar o curso do bom senso que, mesmo com muita dificuldade, vínhamos avançando antes de 2018. Numa atmosfera esfumaçada pelas queimadas, vemos surgir consensos em torno dos rumos, bem diversos dos atuais, que o Brasil precisa seguir para acompanhar o mundo na direção da sustentabilidade. Mesmo a grande mídia, que no passado exaltou o desenvolvimentismo e até o autoritarismo do regime, hoje se posiciona de forma inovadora e cobra a sustentabilidade e a economia limpa como caminho para o Brasil.

É o que vemos no editorial do jornal O Globo de hoje. Um texto que clama pelo retorno de um protagonismo do Brasil nas agendas ambientais, um alinhamento com as principais tendências do novo modelo de desenvolvimento mundial e que o país retome políticas já iniciadas e abandonadas no governo federal, como a legislação de 2009 que criou a política nacional de mudanças climáticas, que "estipulou um mercado de carbono, regulado pela Comissão de Valores Mobiliários". Já existem 28 iniciativas como esta funcionando no mundo e, mais uma vez, o Brasil fica para trás numa agenda que poderia liderar. O editorial cobra uma economia de baixo carbono, o fim do desmatamento e das queimadas, energias limpas e a eletrificação da frota de veículos do país, 

Enfim, o tempo de pregar no deserto como fazíamos há quatro décadas passou e hoje crescem ouvidos e vozes para defender a sustentabilidade como um caminho para o Brasil. Que se faça luz nas trevas e que o Brasil volte a seguir no caminho da responsabilidade socioambiental e, até mesmo, no compromisso intergeracional que temos o dever de ter. As gerações futuras conviverão com os erros e acertos das decisões e mudanças que formos capazes de produzir agora.

Em tempos de retrocessos bolsonaristas fantasiados de verde e amarelo, quero pegar emprestado o bordão da Fundação SOS Mata Atlântica: vamos salvar o verde da nossa bandeira!

Axel Grael


----------------------------------------------



Brasil precisa andar mais rápido rumo à economia limpa

Editorial O Globo

O Brasil se comprometeu a reduzir a zero as emissões líquidas de gases causadores de efeito estufa até 2050. Em 2025, nossa meta é emitir 37% a menos que em 2005. Com o aumento da devastação da Amazônia no governo Bolsonaro, aquilo que era plenamente factível em 2015, quando foi firmado o Acordo de Paris, transformou-se num objetivo que vai se tornando a cada dia menos viável. Precisamos mudar isso — e o tempo é curto.

Quase metade das emissões brasileiras — equivalentes a 2 bilhões de toneladas de gás carbônico — resulta da devastação de florestas. Um quarto deriva de atividades agrícolas, em especial da pecuária (reses emitem metano, gás com potencial de aquecimento 30 vezes superior ao carbônico). Pouco mais de 20%, dos transportes e da energia, setor em que metade da matriz já é limpa.

Nosso maior problema para cumprir a meta é conhecido: desde 2017, o desmatamento interrompeu a trajetória de queda e voltou a quebrar recordes no governo Bolsonaro. Mas, além de cumprir a promessa de acabar com a devastação da Amazônia, a transição para a economia de baixo carbono também exigirá ação determinada nos demais setores. Sobretudo transportes, saneamento, siderurgia, metalurgia, petróleo e agropecuária. A boa notícia é que, na maior parte deles, será possível realizar a transição por meio de investimentos lucrativos em novas tecnologias.

É o caso da troca de frotas de caminhões e transporte urbano por veículos elétricos, da instalação de parques energéticos solares e eólicos, de geradores a partir do gás dos esgotos ou ainda da mudança no modelo de criação de gado, para revezar o pasto com áreas de plantio e compensar as emissões. Instituições financeiras não terão dificuldade em destinar crédito a projetos que demonstrarem capacidade consistente de gerar maior produtividade. Em geral, eles envolvem grande investimento inicial de capital para colher o resultado num prazo dilatado.

Há setores, contudo, em que zerar as emissões não será lucrativo. Em alguns, será impossível trazê-las a zero. Os mais problemáticos são siderurgia, indústria de cimento e aqueles que usam combustíveis fósseis. Para acelerar a adesão às tecnologias mais limpas, será preciso criar algum mecanismo por meio do qual alguns setores compensem as emissões dos outros. Enquanto aqueles terão incentivos para plantar árvores ou instalar dispositivos de captação dos gases, estes pagarão para continuar a produzir poluindo. Fazer isso de modo justo exige que se estabeleça um preço para o carbono emitido.

Há basicamente duas formas de implementá-lo: ou simplesmente criando novos impostos, ou então desenvolvendo um mecanismo mais sofisticado, conhecido como “mercado de carbono”. Já existem 28 iniciativas do tipo funcionando no mundo, de acordo com o Banco Mundial. As principais, na Califórnia e na União Europeia. O Brasil está atrasado. O que existe aqui é um mercado voluntário, dependente de empresas pioneiras ou projetos de natureza ambiental. É pouco para promover a transição para a economia limpa na velocidade exigida pelas nossas metas.

A lei de 2009 que criou a política nacional de mudança climática estipulou que fosse criado um mercado de carbono, regulado pela Comissão de Valores Mobiliários. A iniciativa não vingou. Desde então, o Ministério da Economia passou a estudar a implementação e produziu uma série de documentos para orientá-la.

No começo ano, a Câmara começou a analisar um projeto de lei, do deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que transfere a responsabilidade pelo mercado de carbono da CVM a uma nova agência reguladora, batizada Instituto Nacional de Registro e Dados Climáticos (INRDC), fiscalizada e regulada pelo Ministério da Economia. O projeto reconhece o que já é negociado no mercado voluntário, dá alguma segurança jurídica aos contratos e, mais importante, estabelece um prazo de cinco anos para que tudo funcione como determina a lei de 2009. Vários pontos ainda precisam ser ajustados, mesmo assim trata-se de uma iniciativa essencial para as próximas décadas.

A criação de um mercado local de carbono obrigaria as empresas que ainda dão de ombros para a questão climática a prestar atenção aos riscos para seus negócios e também às oportunidades. Quem poluir terá de pagar; quem ajudar a despoluir terá a receber. Isso contribuirá para criar no país a cultura necessária à transição rumo à economia limpa.

Acelerar a iniciativa ajudaria a preparar o Brasil para a COP-26, a conferência ambiental da ONU marcada para novembro em Glasgow. A discussão central se dará em torno dos mecanismos de troca internacionais para os direitos de emissão, estabelecidos nos artigos 6.2 e 6.4 do Acordo de Paris. É um desafio gigantesco para o planeta criar um mercado de carbono global, ou ao menos uma governança capaz de monitorar com credibilidade a transição em todos os países signatários. Nossa diplomacia deveria ter uma estratégia para negociar propostas favoráveis no que diz respeito à preservação de florestas ou ao uso de biocombustíveis.

Talvez seja pedir demais do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que já deram inúmeras provas de não estar à altura da tarefa. Mas a transição precisa ser feita a despeito e à revelia deles. Acabando com a devastação da Amazônia, criando um mercado nacional de carbono e permitindo que recursos sejam destinados aos projetos e às oportunidades sem limites que a economia limpa oferece ao nosso país.



--------------------------------------------


LEIA TAMBÉM:

Sustentabilidade: um caminho sem volta  COVID-19 E AS CIDADES: mudanças de comportamento, novas centralidades urbanas e mobilidade NOVO NORMAL: Como será e como influenciar para que esse novo futuro seja melhor?   NITERÓI NA VANGUARDA CLIMÁTICA: cidade ganha uma Secretaria Municipal do Clima  

sábado, 8 de maio de 2021

Niterói tem 23 mil árvores cadastradas em 29 bairros



Cadastro da arborização urbana no bairro de São Francisco para inclusão no layer do Arboribus no SIGEO


Niterói conta, hoje, com mais de 23 mil árvores cadastradas em 29 bairros, o que representa mais de 50% de toda área urbana da cidade. A conquista foi possível com o Arboribus, um projeto censitário da flora urbana da cidade em vias públicas e praças. Atualmente, o levantamento para cadastro das árvores acontece em Camboinhas. Badu, Sapê, Vila Progresso, Matapaca e Maria Paula serão as próximas áreas.

O Arboribus iniciou em 2014 e é coordenado pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser). Com a iniciativa, está sendo possível identificar, avaliar, registrar o nome popular, nome científico e a origem de cada uma das árvores. A secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, explica que cada árvore é rigorosamente avaliada, sendo observadas suas características e interações com o meio urbano.

“Os dados levantados são processados e convertidos ao formato do banco de dados específico da Prefeitura de Niterói, no Sistema de Gestão da Geoinformação (SIGeo). Também entram no cadastro, informações como as dimensões, copa e altura das árvores. Com estes dados, temos a classificação geral. As informações levantadas permitem enxergar um parâmetro geral de arborização, tanto em nível de diversidade quanto para interação da população com a vida arbórea da cidade”, conta.

Dayse Monassa ressalta que as árvores novas e jovens também são citadas. Assim, não só é possível saber onde estão, mas como estão se desenvolvendo. A secretária enfatiza, ainda, que dentro do conjunto de características que a árvore apresenta, cada uma vai sendo classificada ainda quanto ao risco de acidentes. A base das informações se dá através de vistorias no local feitas pelas equipes. Cada árvore classificada como urgência, por exemplo, é abrangida pelo programa de protocolo de segurança, que age de forma rápida e precisa evitando acidentes e perdas para a cidade.

“Pensando no meio ambiente, na sustentabilidade e nas nossas árvores, a gestão de Rodrigo Neves, com o apoio do Axel Grael, desde 2015 incentivou este projeto, que realiza a integração entre o social e o ambiental. Com isso, preservamos e ampliamos a arborização urbana e, consequentemente, melhoramos a qualidade do ar e a qualidade de vida do niteroiense”, diz.

Este levantamento, de acordo com a secretária, se tornou o banco de dados das atividades realizadas pela Seconser. Desta forma, todos serviços executados pelo setor são registrados diariamente. Com essa informação, cada árvore já catalogada no SIGeo é atualizada referente ao manejo recebido.

“O projeto trouxe um resultado muito positivo e pode ser comprovado pelos números expressivos. A iniciativa já contemplou regiões como Barreto, Boa Viagem, Centro, Charitas, Santa Rosa, Icaraí, Santana, São Domingos, entre outros. Em junho de 2019, eram 10.312 árvores cadastradas em nove bairros. Em 2020, alcançamos a marca de 18.474 cadastrados em 18 bairros. Agora, em 2021, são 23.771 árvores em nossos bancos de dados em 29 bairros. A ideia é mapear todas as árvores da cidade. Estamos trabalhando para que isso aconteça”, pontua a secretária.

Para se ter acesso ao Geoportal com as árvores catalogadas, basta acessar o site http://sigeo.niteroi.rj.gov.br/. Na página inicial, é preciso selecionar a aba “Acesse o Civitas Geoportal” e após clicar no link, na página de identificação selecione “Acesso Público”. Aguarde alguns segundos para que as camadas sejam carregadas. Após aparecer o mapa com o limite municipal de Niterói, clique em “Lista de Camadas”, no canto superior direito. A lista de camadas será apresentada e para pesquisar a camada “Cadastro de Árvores (Arboribus)” dê um Ctrl+F (comando de busca) e digite o nome da camada. Em seguida, as árvores serão carregadas no mapa. Clique com o botão direito em cima de alguma simbologia de árvore e aparecerá sua descrição e informações pertinentes de plantio, nome científico, logradouro, entre outros dados.

Fonte: Prefeitura de Niterói



--------------------------------------------------


LEIA TAMBÉM:

ARBORIZAÇÃO URBANA NO SIGEO NITERÓI: Já conferiu o Arboribus no Portal?






PARQUE DE NITERÓI É SELECIONADO PARA APOIO DE PROGRAMA INTERNACIONAL


Trilha no Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT

O esforço de Niterói para a proteção de seu patrimônio natural e de implantação das suas áreas protegidas ganhou mais um grande reforço: o Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT), foi uma das seis iniciativas municipais selecionadas no Brasil para participar do Programa de Aceleração de Unidades de Conservação Municipais, realizado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), tendo como contrapartes políticas o Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA), o Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia (MinAmbiente), o Ministério do Ambiente do Equador (MAE) e o Ministério do Ambiente do Peru (MINAM).

As áreas protegidas selecionadas para participar do programa são:

  • Parque Natural Municipal de Niterói (Niterói, RJ)
  • Parque Natural Municipal Augusto Ruschi (São José dos Campos, SP)
  • Parque Natural Municipal Templo dos Pilares (Alcinópolis, MS)
  • Parque Natural Municipal dos Morros (Santa Maria, RS)
  • Parque Natural Municipal Professor João Vasconcelos Sobrinho (Caruaru, PE)
  • Parque Natural Municipal do Tabuleiro (Conceição do Mato Dentro, MG)

Segundo o ICLEI, o Programa de Aceleração tem como objetivo promover o olhar empreendedor e inovador na administração de áreas protegidas municipais, a partir de um intenso aprendizado sobre instrumentos de gestão e sustentabilidade financeira e visa fortalecer a administração de áreas protegidas municipais e a ampliação de suas capacidades de conservação da biodiversidade. Ao considerar que boa parte destas áreas está inserida em contextos urbanos, busca-se promovê-las como ativos para o desenvolvimento sustentável local.

No dia 04 de maio, participei de uma vídeoconferência de lançamento do programa que contou com a presença dos prefeitos das cidades que tiveram parques municipais selecionados e que contou com uma aula magna do professor Claudio Maretti, Vice-Presidente Regional América do Sul da Comissão Mundial de Áreas Protegidas (CMAP) da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), com o tema “Unidades de Conservação, áreas verdes e sistemas municipais: quais os benefícios?”.

Importância econômica dos parques

Em junho de 1937, foi criado o Parque Nacional de Itatiaia, o primeiro do Brasil. Passados 84 anos, o parque pioneiro ainda sofre com problemas de infraestrutura e sequer teve os seus problemas fundiários equacionados. É a realidade de quase a totalidade das áreas protegidas no Brasil, mostrando que nosso país ainda não conseguiu acordar para a importância dos parques e outras áreas protegidas, não só para a conservação da natureza, mas para o desenvolvimento e para a dinamização da economia. 

No Brasil, infelizmente, parques ainda são vistos como "sorvedores de dinheiro" e não como uma oportunidade de desenvolvimento. Estudos realizados no Brasil já apontam para o potencial econômico dos parques, como pode ser visto na postagem: Para cada real gasto nos parques outros R$ 7 movimentam as cidades vizinhas, que apresenta os resultados de um estudo realizado pelo Ministério do Turismo, que indica que "a procura de visitantes por UCs gerou um total de R$ 905 milhões em impostos (nos níveis municipal, estadual e federal) e aproximadamente R$ 2,2 bilhões em renda às comunidades de acesso às UCs".

No entanto, os números brasileiros, ainda são muito tímidos em comparação a outros países. Para se ter uma ideia, parques rendem 200 bilhões de dólares anuais para a economia dos EUA, ou seja, cerca de 1,1% do PIB daquele país. O valor corresponde também a quase o valor do PIB (2016) de Portugal e é maior do que o do Peru. Somente os parques locais e regionais nos EUA geram uma atividade econômica de US$ 140 bilhões anuais e oferecem 1 milhão de empregos. 

Segundo estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, o Brasil conta com cerca de 1031 unidades de conservação municipais somente no bioma da Mata Atlântica. Somadas elas respondem pela proteção de 4,1 milhões de hectares de floresta atlântica, 24% da área total protegida. Estas áreas protegidas estão em 466 municípios e se aproximam do número de unidades de conservação estaduais (1.052) e abrangem uma área equivalente ao protegido pelas unidades federais no bioma (4,2 milhões de hectares).

Parques em Niterói

Em 2014, o prefeito Rodrigo Neves assinou o decreto 11.744 que instituiu o programa Niterói Mais Verde e criou o Parque Natural Municipal de Niterói, elevando as áreas protegidas do município para mais de 50% do seu território. Isso é quase inédito para uma cidade em contexto metropolitano.

Um estudo publicado em 2017 (Rodrigues da Silva, André Luis. 2017: A VALORAÇÃO DO SERVIÇO AMBIENTAL DE USO PÚBLICO NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO MUNICÍPIO DE NITERÓI-RJ, Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental. IFRJ - Campus Rio de Janeiro), considerando dados de visitação referentes ao número de visitantes em 2015 ao Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET e ao Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT (Parque da Cidade), chegou à estimativa de que somente o PARNIT, com 240.000 visitantes naquele ano, considerando um gasto de R$ 70,17 por visitante, tenha gerado um retorno econômico para a cidade de R$23.577.120,00.

O quadro abaixo, do mesmo autor, indica a estimativa incluindo o PESET:

Rodrigues da Siva, 2017


Portanto, conforme a estimativa, considerando apenas o impacto econômico da visitação, as duas áreas protegidas geram um retorno de R$ 39.110.414,32.

Além disso, segundo dados do professor Gustavo Simas, do IFRJ - Campus Niterói, em 2017, somente as Unidades de Conservação em Niterói foram responsáveis por R$ 2,6 milhões (42,87%) dos R$ 4,7 milhões que a cidade recebeu de retorno do ICMS Ecológico. De acordo com as regras da legislação do ICMS Ecológico para aquele ano, o PESET representou um retorno de R$ 1.208.531,90 e o PARNIT (Setor Montanha da Viração), representou R$ 192.621,45, perfazendo um total de R$ 1.401.153,35.

As estimativas aqui citadas não levam em consideração outros benefícios dos parques, como as contribuições para a resiliência urbana (prevenção de deslizamento das encostas e enchentes), prevenção da erosão e assoreamento de rios, canais e drenagens urbanas, para o clima, para a regulação do lençol freático e estabilização de mananciais, para a qualidade de vida do morador de Niterói, a valorização dos imóveis, à biodiversidade.

Simas vai um pouco mais além e estima que as áreas protegidas de Niterói geram um retorno de R$ 5,5 milhões/ano (ICMS Ecológico + Uso Público) e estima ainda o valor econômico do estoque de carbono das áreas protegidas entre R$ 9,7 milhões a R$ 14 milhões.

Parques no POS-COVID de Niterói

A prioridade no momento é superar a COVID-19, estruturar a retaguarda hospitalar para salvar vidas, vacinar e apoiar as famílias e as empresas com programas de auxílio. Enquanto isso, estamos preparando o Plano de Recuperação Econômica para o Pós-COVID, que será anunciado em breve, com o objetivo de atrair investimentos e gerar empregos.

Como temos visto na estruturação das iniciativas de construção do Novo Normal, ou do período Pós-Covid, a sustentabilidade é a principal aposta



Obras em andamento do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis.


Em Niterói, temos a mesma prioridade e o parques terão um papel fundamental nesta estratégia e, para isso, estamos com muitas iniciativas de implantação de infraestrutura nas áreas protegidas, como no Parque da Cidade (implantação de trilhas, pista de downhill e outras obras serão intensificados em breve) e o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, cujas obras estão em andamento. A restauração da Ilha da Boa Viagem também terá início nos próximos dias.

Com a infraestrutura de suas áreas verdes, Niterói terá o ecoturismo, o lazer e a recreação em praias, trilhas e ciclovias cênicas, assim como o turismo cultural e gastronômico como alavancas importantes dos novos tempos, atraindo novos investimentos, atividades empreendedoras e gerando empregos.

Vamos em frente.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


------------------------------------------------

LEIA TAMBÉM:

RETOMADA VERDE: Sustentabilidade como caminho no período pós-Covid Parque da Cidade de Niterói terá obras de revitalização em 30 dias

PRO-SUSTENTÁVEL
SEGUNDA ETAPA DAS OBRAS DO PARQUE ORLA DE PIRATININGA COMEÇA NA SEGUNDA-FEIRA 
SAIBA MAIS SOBRE O PRO-SUSTENTÁVEL E OS AVANÇOS DE NITERÓI RUMO À SUSTENTABILIDADE
PARQUE ORLA DE PIRATININGA: início das obras será nos próximos dias. Saiba mais sobre o projeto

NRPA

The Economic Impact of Local Parks
Economic Impact of Local Parks Report
Economic Impact Report Talking Points

PARQUES E A ECONOMIA

Parques em infraestrutura urbana: uma tendência nos EUA
CAPACIDADE DE SUPORTE: Multidão de visitantes nos parques americanos desafia gestores
CAPACIDADE DE SUPORTE: lidando com os efeitos do sucesso das unidades de conservação
How Do You Create A Successful Urban Park?
HIGH LINE: parque em Nova York criado sobre viaduto de linha férrea desativada, torna-se atração e atrai investimentos
Solução para uma cidade mais verde: o "High Line" de Nova York.
Visitando projetos de restauração de rios em Maryland, EUA
CAPACIDADE DE SUPORTE: Parques Nacionais americanos batem mais um recorde de visitação em 2016
Pesquisa: Percepção da população americana sobre os seus parques e sobre o que é natureza
IMPACTO ECONÔMICO DOS PARQUES: Parques estaduais da Virgínia (EUA) geraram entre US$ 220 e 259 milhões em 2016
CAPACIDADE DE SUPORTE: lidando com os efeitos do sucesso das unidades de conservação

PARNIT

PARNIT: Trilha do Cafubá tem melhoria de percurso e nova sinalização
PARNIT: Trabalho voluntário em parques de Niterói ganha exposição de fotografias

sábado, 1 de maio de 2021

Sustentabilidade: um caminho sem volta



Christa e Axel Grael no Parque da Cidade, uma das atrações do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT.


Com muito orgulho, participei nos últimos anos de uma verdadeira transformação na forma como Niterói enxerga suas riquezas naturais. A cidade, que já carrega grande tradição ambientalista, avançou em seu pioneirismo.

Sustentabilidade deixou de ser uma política periférica e se tornou uma prioridade de governo em nossa cidade. Alcançamos a universalização do abastecimento de água e o tratamento de esgoto chega a 94,5%, os melhores índices do Estado do Rio. Os números elevam a cidade a uma das melhores performances do país em saneamento

Esta foi apenas uma das muitas vitórias do município que passou a ter 50% de seu território como área de proteção ambiental, através do programa Niterói Mais Verde (Decreto 11.744/2014), que criou o Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT). O sonho antigo, que trago comigo há muitas décadas, de uma Niterói ciclável, começou a se tornar realidade. Triplicamos a rede cicloviária da cidade, que atualmente conta com uma malha de 45 km e vai ultrapassar os 100 km com a implantação do sistema cicloviário da Região Oceânica.

O desenvolvimento econômico sustentável é um caminho sem volta e lideranças mundiais estão procurando potencializar esta tendência. Ganhou ênfase, sobretudo nos países europeus, o debate acerca da Economia Verde e da mitigação do impacto das mudanças climáticas.

É com este foco também que Niterói seguirá em frente, com investimento em áreas verdes e na drenagem sustentável, como a que estamos realizando no Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis.

O momento atual, diante das ameaças do coronavírus, que já mudou as dinâmicas de sociedade, nos estimula a sonhar com um mundo sob bases mais justas, democráticas e sustentáveis. Não há espaço para o retrocesso. Niterói tem histórico, tradição e vocação para o avanço.

Axel Grael
Prefeito de Niterói




NITERÓI AVANÇA NA SUA POLÍTICA CLIMÁTICA

 




Nossa cidade segue avançando em políticas públicas sustentáveis! A Prefeitura de Niterói recebeu esta semana a validação de seu inventário de gases de efeito estufa (GEE’s). Niterói contou com o apoio do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade para garantir que o material esteja de acordo com os requisitos do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia. A análise das emissões de 2016 a 2018 apontou que, em três anos, o município teve queda de 18% na quantidade de emissões, calculadas em toneladas.

Essa validação reforça o trabalho de Niterói na ação climática a nível local. As questões climáticas impactam todo o planejamento urbano de uma cidade. Compreender os dados do inventário de gases de efeito estufa (GEE’s) que nossa cidade produz é essencial para nos mantermos no patamar responsável por um ambiente mais equilibrado. A Secretaria Municipal do Clima é um passo fundamental para que Niterói se destaque no novo cenário, se proteja e influencie os novos tempos. O futuro será sustentável ou não teremos futuro! E não há desafio mais crucial para que se alcance a sustentabilidade do que reverter as mudanças climáticas. Niterói dará a sua contribuição.

Axel Grael
Prefeito de Niterói





1º de maio - Dia do Trabalhador

 


O Dia do Trabalhador é uma data que marca as conquistas de um povo que sabe o valor do trabalho para a nossa sociedade. Este ano, deixo meu abraço especial aos servidores da Prefeitura de Niterói que, com muita dedicação, trabalham e fazem nossa cidade funcionar. São funcionários da limpeza urbana, da educação, da saúde, da segurança, da assistência social, da conservação pública, da administração, entre tantos outros.

No dia 1º de maio de 2020, não esperávamos que um ano depois ainda estaríamos atravessando o maior desafio desta geração. Continuamos na luta contra a pandemia da Covid-19, que alterou drasticamente a dinâmica da nossa sociedade. Infelizmente, no último trimestre o Brasil chegou a 14,4 milhões de desempregados. Seis milhões já desistiram de procurar emprego. Em Niterói, para atravessar o desafio da pandemia, a Prefeitura implementou diversas ações para a manutenção da atividade econômica e preservação dos postos de trabalho na cidade, com programas que já receberam investimentos na ordem de R$ 600 milhões. Recentemente ampliado, o Empresa Cidadã vai dobrar o número de empregos protegidos pela administração municipal, chegando a 24 mil.

Apesar dos tempos difíceis que vivemos, todos os dias acordo com a certeza de que dias melhores virão. Lembro com emoção de um ex-aluno do Projeto Grael que certa vez nos mostrou sua carteira de trabalho assinada e disse: "Meu pai nunca teve isso". O Projeto Grael, iniciativa social que fundei em 1998 com meus irmãos Torben e Lars, oferece não só iniciação esportiva na vela, mas também capacitação profissional a milhares de jovens. Décadas depois, continuo acreditando nos nossos jovens e nas oportunidades como o caminho principal para um futuro melhor. Tenho também muito orgulho de integrar o PDT, um partido que tem sua história marcada pelo trabalhismo e pela defesa dos trabalhadores do nosso País. 

Venho dizendo que a retomada econômica em Niterói será com geração de emprego e renda. Será uma retomada com olhar especial para políticas de trabalho, com cooperação da nossa Universidade Federal Fluminense, de capital humano de valor inestimável, e com oportunidades. Niterói é uma cidade com povo forte, trabalhador, e que se preparou para o futuro com racionalização de gastos, gestão eficiente e transparência. Dias melhores virão, e nós sairemos na frente.

Axel Grael
Prefeito de Niterói

sábado, 24 de abril de 2021

PORTAL DE SERVIÇOS AO CIDADÃO: Tecnologia e informação a serviço dos niteroienses




Um dos resultados do Plano de Metas dos Primeiros 100 dias de Governo, o Portal de Serviços ao Cidadão, reúne todos os serviços oferecidos ao cidadão pela Prefeitura de Niterói. Cada órgão municipal teve que preparar a sua Carta de Serviços e, agora, apresentamos este resultado à população na forma de um Portal de Serviços.

Uma cidade verdadeiramente inteligente é aquela que usa a tecnologia a serviço dos cidadãos. Com esta convicção, a Prefeitura de Niterói está dando início a um processo de transformação digital em que o foco principal estará em fazer da administração municipal, cada vez mais, uma agente facilitadora para os niteroienses. Trata-se de uma orientação para todos os setores do governo, que estão engajados na implementação de soluções inovadoras voltadas para a qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.

O Portal de Serviços, lançado nesta sexta-feira (23), reúne informações sobre 274 serviços prestados ao cidadão pela administração municipal. Além de ter acesso à Carta de Serviços, a população poderá emitir a segunda via do IPTU e ter informações sobre os programas assistenciais na pandemia, castração de animais, troca de lâmpada, coleta de lixo, solicitação de poda de árvore, entre outros. A plataforma está disponível em formato de aplicativo gratuito na App Store e Google Play, e no site http://servicos.niteroi.rj.gov.br/


De acordo com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, que coordenou a elaboração da Carta de Serviços e do Portal de Serviços, foram levantados números como: 313 serviços ofertados ao cidadão, realizados 261 mil atendimentos/ano, mais de 1.000 funcionários envolvidos no atendimento ao cidadão.


Melhorando procedimentos para melhor atender o cidadão.


Com a integração de informações sobre os serviços, será possível diminuir filas em balcões de atendimento e a necessidade de deslocamentos para solicitar informações, além de reduzir a burocracia e as impressões em papel. E em breve, boa parte dos serviços poderão ser solicitados online pelo Portal. O site e aplicativo vão concentrar as informações e direcionar o cidadão para os canais de atendimento presenciais, telefônicos ou digitais das Secretarias, inclusive redes sociais como Colab, Facebook, Instagram.


Acesse o novo site da Prefeitura www.niteroi.rj.gov.br 


O site da Prefeitura de Niterói também está de cara nova e com mais funcionalidades para os cidadãos. Com layout leve e também voltado para os serviços, o portal destaca notícias e a comunicação com o cidadão, além da transparência da administração e o incentivo à participação social.

Estes são novos passos do processo de modernização da gestão, iniciado em 2013. A agenda da tecnologia na administração pública e na gestão da cidade ganhou um grande impulso em Niterói após 2014, quando a Prefeitura começou a implementar o Sistema de Gestão da Geoinformação - SIGEO, que que deu o alicerce para várias outras iniciativas. Em 2017, a plataforma de dados georreferenciados gratuitos para o uso da população foi escolhido o melhor sistema de geoinformação do país. Não à toa, Niterói é a cidade mais inteligente e conectada do Estado e a 11ª do País, segundo o Connected Smart Cities 2020.

Agora, neste período de pandemia, o isolamento sanitário deixou ainda mais evidente a importância das ferramentas tecnológicas. Novos padrões de compras, trabalho, ensino e até de atendimento médico apontam para a necessidade de investimento público. É preciso que esta nova realidade seja acessível para toda a população. Não podemos deixar que a pandemia acentue as desigualdades sociais.

Estamos atentos e trabalhando com garra e confiança. Vamos em frente fazendo com que Niterói, cada vez mais, se consolide como uma cidade de vanguarda, sustentável e próspera, referência para todo o País.

Axel Grael
Prefeito de Niterói



----------------------------------------------------


Outras sugestões de informações sobre a cidade de Niterói e a Prefeitura:

http://observa.niteroi.rj.gov.br




sexta-feira, 16 de abril de 2021

Artigo: 'O esforço valeu a pena!'

 

"Apesar da melhora nos índices, a guerra não acabou. " Imagem Arquivo


'A Prefeitura de Niterói vem trabalhando incansavelmente para dar resposta à Pandemia Mundial de COVID-19 e garantir a vida de todo niteroiense. Já foram mais de R$260 milhões aplicados na área da Saúde para enfrentamento direto à pandemia, incluindo ações como a abertura do Hospital Oceânico, a compra de respiradores, testes e máscaras e, agora, assinou a compra de 800 mil doses (processo está em tramitação na Anvisa) para vacinação de toda a população.

As medidas restritivas implementadas nas últimas semanas demandaram esforço dos niteroienses, mas foram fundamentais para evitar o colapso dos hospitais públicos e privados. O indicador síntese, que chegou a 12.8 em março, caiu para 10.5, com uma diminuição da pressão na rede hospitalar. Isso mostra que toda a dedicação e comprometimento do niteroiense valeu a pena. Em nossa cidade não há pessoas morrendo na fila para internação como em outras regiões.

No entanto, a guerra não acabou! Continuaremos atentos e não vamos poupar esforços para salvar vidas e, ao mesmo tempo, minimizar o impacto da pandemia sobre os setores econômicos. Não restam dúvidas de que as famílias que mais precisam e as empresas precisam de apoio de todos os níveis de governo para superar este que é o maior desafio da nossa geração. A Prefeitura de Niterói está fazendo a sua parte. Já injetou só no ano passado R$600 milhões para garantir sustento, negócios e empregos.

Desde abril do ano passado, o Renda Básica Temporária está apoiando 50 mil famílias com R$500 por mês. O programa, prorrogado até julho, atende aproximadamente a metade da população niteroiense. Com o Empresa Cidadã, a Prefeitura de Niterói auxilia no pagamento de salários de 2.800 empresas e está garantindo 12 mil empregos. Esta semana, a Câmara de Vereadores aprovou mensagem do Executivo ampliando a iniciativa, que passará a garantir 24 mil postos de trabalho na cidade.

Para ajudar as empresas, a prefeitura também desenvolve os programas Niterói Supera e Supera Mais. No primeiro, realizado em parceria com o Banco do Brasil, os empresários podem obter crédito com juro zero, carência de seis meses e prazo para pagamento de até 36 vezes. O Supera Mais funciona de forma similar e atende micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 1 milhão. Os juros dos empréstimos são assumidos pela prefeitura, e as empresas têm carência de até dez meses para iniciar os pagamentos e possibilidade de quitar tudo em até 36 vezes. Os dois programas já atenderam 639 empresas da cidade, com R$ 61 milhões concedidos em crédito.

Todas as pessoas que pegam o empréstimo pelo Programa Supera Mais precisam fazer um curso no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) antes da assinatura do contrato. O curso aborda a questão da gestão financeira das empresas para que elas possam aplicar esses empréstimos da maneira mais eficiente possível para depois devolver os recursos aos cofres da Prefeitura.

No final de março, a Prefeitura de Niterói anunciou, ainda, o adiamento por dois meses das datas de pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS). Com a decisão, durante os meses de abril e maio não haverá cobrança do ISS em Niterói. Os contribuintes poderão acertar os impostos municipais posteriormente sem qualquer acréscimo. A partir de junho a cobrança retorna à normalidade, e os meses com débitos em aberto poderão ser quitados até o primeiro trimestre de 2022, sem juros, correção ou multa.

A Prefeitura também não se descuidou de seus artistas. Já foram mais de R$3 milhões aplicados diretamente em auxílios ao setor artístico, além da promoção e realização de apresentações virtuais e ações de fomento que somam mais de R$9 milhões para 2021.

Para além do valor já investido, há a projeção de aplicar ainda cerca de R$ 316 milhões no exercício de 2021, no âmbito do apoio às famílias, à economia e ao atendimento à saúde. Somado todo o valor despendido para mitigação dos impactos da COVID-19 devemos chegar ao montante de R$ 1 bilhão.
Neste dia 19, sob todos os protocolos, iniciamos a reabertura de setores como comércio, restaurantes, salões de beleza, academias, entre outras atividades extremamente importantes para o desenvolvimento econômico e social da nossa cidade. Juntos, com responsabilidade, diálogo e respeito à vida, vamos seguir em frente, construindo uma Niterói cada vez mais forte.'

***Axel Grael é prefeito de Niterói

Fonte: O Dia