quinta-feira, 6 de junho de 2019

Recuperação de ecossistemas é prioridade no Plano de Metas de Niterói!






O trabalho de recuperação de ecossistemas e de gestão de florestas urbanas da cidade de Niterói tem sido reconhecida no Brasil e no exterior como uma das mais destacadas experiências de construção de uma cidade verde, mesmo estando num difícil e desafiador contexto metropolitano: a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, uma das maiores do mundo.

O esforço de Niterói foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura - FAO, através da publicação "Forests and Sustainable Cities: inspiring stories from around the world", na qual Niterói e Lima (Peru) foram as únicas cidades latino-americanas citadas como exemplo e inspiração para as demais.

Veja algumas das ações em curso:

  • Estamos na Semana do Meio Ambiente e uma das ações apresentadas no Plano de Metas 2019-2020 é a recuperação de ecossistemas de nossa cidade. 
  • Vamos concluir os estudos do sistema lagunar de Itaipu e Piratininga, além de desenvolver o projeto do Parque Orla de Piratininga - POP.
  • Também iremos concluir os estudos prévios para a estabilização e início das obras do calçadão de Piratininga e licitar as obras de renaturalização do Rio Jacaré. 
  • A criação do Parque Natural Municipal da Água Escondida, em uma região que inclui áreas de importância histórica para a cidade, como o Morro do Boa Vista, também é uma meta. 

Quem quiser acessar o estudo técnico sobre o assunto basta enviar um e-mail para areasverdes.pmn@gmail.com ou consultar o site www.smarhs.niteroi.rj.gov.br/.

Desde 2014, mais da metade do território de nossa cidade está protegido por alguma legislação ambiental. Além disso, temos quatro viveiros de mudas que possuem uma produção anual de dezenas de milhares de mudas de árvores nativas da mata atlântica. As áreas verdes de Niterói estão crescendo e sendo monitoradas.

Veja o que já fizemos: http://www.niteroi.rj.gov.br/downloads/antes-depois.pdf

Confira o Plano de Metas 2019-2020: http://www.niteroi.rj.gov.br/downloads/plano_metas.pdf

Fonte: Axel Grael, com base em Prefeitura de Niterói












quarta-feira, 5 de junho de 2019

Prefeitura de Niterói assume cinema Icaraí, desativado há 13 anos





04/06/2019 - O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Cláudio Lucas da Nóbrega, assinaram, nesta terça-feira (4), no teatro da UFF, o termo de cessão de uso do Cinema Icaraí. Outra contrapartida firmada na assinatura do termo será a obra de conclusão do novo prédio do Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs), no Campus do Gragoatá. O Município lançará edital para início das obras no segundo semestre.

Em 2001, o prédio do Cinema Icaraí foi desapropriado e incorporado ao patrimônio da universidade e, em 2006, encerrou suas atividades quando era administrado pelo Grupo Severiano Ribeiro, se mantendo fechado desde então. Tombado pelo Serviço de Patrimônio Histórico do município, o imóvel passará a ser gerido pela Prefeitura, que utilizará o prédio para fins culturais. O tempo de cessão será de 40 anos.

A reforma do Cinema Icaraí prevê a recuperação total do telhado (laje, madeiramento, telhas e calhas), revitalização das fachadas, com recomposição do modelo original, bem como dos pisos, paredes e tetos, e também das esquadrias, instalações elétricas, hidráulicas e de transmissão de dados.

O prefeito Rodrigo Neves enfatizou que o convênio com a UFF prevê um aporte na ordem de R$ 45 milhões, e garantiu que apesar do momento difícil com o anúncio do governo federal para o contingenciamento de recursos da universidade, o Município não abandonará a instituição.

“Me formei na UFF, minha irmã, minha esposa também. Nós, niteroienses, temos orgulho de sediar esta universidade que hoje atende a quase 50 mil alunos. A cidade tem uma relação afetiva com o Cinema Icaraí. Vamos recuperar e devolver este espaço para a população, assim como a obra do prédio do Iacs. Estamos aqui hoje construindo uma história de defesa da universidade e da cidade de Niterói”, afirmou Rodrigo Neves. O prefeito ressaltou que os processos licitatórios irão começar o mais brevemente possível, e a expectativa é que as obras tenham início este ano.

O reitor Antonio Cláudio Lucas da Nóbrega enfatizou que este é um momento histórico para a instituição e que a parceria vai beneficiar não só a comunidade da UFF como toda a população de Niterói.

“Esta parceria entre a UFF e a Prefeitura é apenas o primeiro passo para muitos acordos que a instituição e o Município terão pela frente. Quero agradecer ao prefeito, que está dando um exemplo de gestão pública. Desde o início das nossas conversas, foi possível perceber uma sintonia no que diz respeito à transparência, a uma gestão moderna e que ousa para alcançar novos desafios. Queremos uma UFF cada vez melhor, com capacidade de realizações. Tenho certeza de que a UFF sairá ainda mais forte depois dessas dificuldades”, disse Nóbrega.

Neste acordo, outra contrapartida ajustada entre a universidade e o Poder Público municipal será a destinação de um espaço exclusivo para as atividades da Orquestra Sinfônica Nacional (OSN), que além de um palco adequado para o ensaio dos músicos, terá um local para a guarda de seus instrumentos e partituras.

“É muito importante termos a recuperação de um patrimônio como o Cinema Icaraí, com um resedenho, uma nova identidade, com um espaço destinado para a OSN, que também é um patrimônio, a principal orquestra do País”, enfatizou o diretor do Centro de Artes UFF, Leonardo Guelman.

A realização da obra de conclusão do novo prédio do Iacs, seguindo o projeto básico já definido pela UFF, trará inúmeros benefícios para a universidade, principalmente em relação à melhoria das instalações dos cursos oferecidos no local.

“A visão da gestão pública comprometida permite compartilhar informações. É preciso, neste momento, podermos contar com gestores que levam em conta as demandas. O Iacs tem cinco departamentos e aproximadamente 3.500 alunos. O prédio é uma referência na produção de conhecimento, de pesquisa e de ensino de qualidade e, principalmente, na formação de cidadãos capazes de promover transformações sociais”, reforçou o diretor do Iacs, Kleber Santos Mendonça.


Fonte: Prefeitura de Niterói











Estudo mostra que Floresta da Tijuca absorve metais pesados e torna mais limpo o ar do Rio



Vista parcial do panorama da Pedra da Proa, no alto do Morro do Pai Ricardo, na Floresta da Tijuca: área é das mais bem preservadas da cidade Foto: Custodio Coimbra


Ana Lucia Azevedo

Pesquisa investigou papel da mata na absorção de chumbo, zinco, cromo e cádmio, despejados no ambiente sobretudo pelo trânsito na metrópole

RIO - Da Pedra da Proa, um recanto desconhecido pela maioria dos cariocas, pode se ver reunidos numa só moldura os principais cartões-postais do Rio de Janeiro. Estão lá o Cristo Redentor , o Pão de Açúcar , a Baía da Guanabara , a Lagoa , as praias do Leme ao Pontal . Mas é a Floresta da Tijuca , que cerca a Proa, que chama a atenção de especialistas.

LEIA TAMBÉM: Análise: Na discussão do Código Florestal, muda-se a lei para perdoar quem a violou

Nela, a expressão " pulmão do Rio " cabe sem exagero. Um estudo da PUC-Rio mostra que a floresta absorve os metais pesados despejados pelo trânsito e torna o ar mais limpo. Um serviço ambiental tão pouco conhecido quanto a Proa e que dá ao Rio, mais do que a qualquer outra cidade do mundo, motivos para celebrar e refletir no Dia Mundial do Meio Ambiente .

Com suas montanhas, florestas, manguezais e praias, o Rio é a metrópole com maior capital natural e tem a maior cobertura verde entre as grandes cidades do planeta, diz Fabio Scarano, professor da UFRJ e coordenador geral da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.

São 28% do território só de florestas (Tijuca, Pedra Branca e Mendanha), sem contar jardins e parques públicos. Nenhuma outra grande cidade tem tanto verde e o valoriza tão pouco, destaca ele.

Filtro natural carioca

O grupo de Adriana Gioda, do Departamento de Química da PUC , investigou o papel da floresta na absorção de metais pesados, como chumbo, zinco, cromo e cádmio. No Rio, as emissões de veículos são as principais fontes dessa forma de poluição , nociva para pulmões e coração. O grupo usou espécies de plantas da floresta para monitorar a poluição e viu que os níveis de poluição são menores na mata. O estudo ainda está em andamento e promete revelar ainda mais sobre o pulmão do Rio.

— A floresta a torna o Rio mais respirável — diz Adriana Gioda, que tem o projeto de pesquisa apoiado pela Faperj.

O professor do Departamento de Geografia da PUC Rogério Ribeiro de Oliveira, especialista na Floresta da Tijuca, acrescenta que além de contribuir para regular o clima local, as matas cariocas protegem a cidade da chuva ácida e ajudam a eleminar a poluição do ar. Não apenas, a Tijuca, mas também as florestas da Pedra Banca e do Mendanha são essenciais para a cidade, destaca.

SAIBA MAIS: Paisagem extinta da Mata Atlântica está de volta ao Rio

Coorganizador do livro "Rio de Janeiro capital natural do Brasil", Rodrigo Medeiros, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, salienta que a falta de planejamento e governança histórica, agravada recentemente, torna a cidade vulnerável a desmoronamentos, inundações e proliferação de doenças transmitidas por mosquitos, todos problemas que poderiam ser amenizados ou evitados com boa gestão ambiental.

— O Rio não é uma cidade com uma floresta dentro. É uma floresta com uma cidade no meio. E precisa se reconhecer como tal. Temos um imenso patrimônio natural e não o usamos a nosso favor. A má gestão e a destruição das matas agravam em vez de evitar nossos problemas crônicos de deslizamentos e inundações. Toda vez que invadem e destroem um pedaço de mata roubam do carioca uma parte de seu patrimônio, sem o qual o Rio não seria habitável — afirma Medeiros.

Copa da floresta 'segura' chuva

Já se sabia que a floresta é importante para evitar desmoronamentos e amenizar o calor. Estudos do grupo de Ana Luiza Coelho Netto, do Departamento de Geografia da UFRJ, estimaram que a copa da floresta intercepta cerca de 20% da água das chuvas. Sem ela, as enchentes e desmoronamentos seriam mais destrutivos. Especialistas dizem que há soluções na própria natureza para combater mazelas urbanas. Os problemas são velhos, mas nunca foram tão graves quanto agora.

— A crise climática que trouxe chuvas intensas frequentes e a má gestão da cidade são agravantes. E a solução não é a velha e ineficaz receita de sempre. Obras de engenharia não vão resolver sozinhas desmoronamentos e enchentes. A solução está em planejar levando em conta o capital natural . Há conhecimento. Falta vontade política — diz Medeiros.

Frequentador assíduo das matas cariocas, Horácio Ragucci, presidente do Clube Excursionista Brasileiro (CEB) e coordenador-geral da Trilha Transcarioca, lembra que as matas prestam ainda mais serviços, ao oferecer lazer e bem-estar. Ele costuma apreciar a paisagem da Proa para relaxar:

— É um patrimônio que só o Rio tem e quase não usufrui e conhece. Há cem anos o CEB já protestava contra invasões e o mau uso da floresta. Está mais do que na hora de abraçar esse patrimônio.


Fonte: O Globo










terça-feira, 4 de junho de 2019

SEMANA DE MEIO AMBIENTE DO PROJETO GRAEL: Ameaça ambiental é detectada na fauna da Baía de Guanabara



Na abertura da Semana de Meio Ambiente no Projeto Grael, nesta terça-feira (04), pesquisadores da UFF, UFRJ e UERJ apresentaram os resultados das suas pesquisas na Baía de Guanabara, trabalhos educacionais e resultados da cooperação de seus laboratórios de pesquisa com o Projeto Grael.

A Semana de Meio Ambiente do Projeto Grael tem como tema "O futuro em águas limpas" e tem foco no problema do lixo plástico no mar e a grande preocupação com os microplásticos. Estes também são os temas do trabalho ambiental realizado pelo Projeto Grael com os seus alunos.

Estiveram presentes e foram palestrantes na programação de hoje os seguintes participantes:

  • Comandante Marco Antônio Montes, presidente do Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael
  • Christa Grael, gerente executiva do Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael
  • Axel Grael, um dos fundadores do Projeto Grael
  • Thiago Marques, coordenador de Meio Ambiente do Projeto Grael
  • Halphy Rodrigues e Thiago Santana, da Concessionária Águas de Niterói
  • Adauri Souza e Alexandre Campos, do Instituto Baía de Guanabara - IBG
E os seguintes pesquisadores:
  • Prof. Eduardo Almeida - UFRJ, zoólogo e biólogo marinho, desenvolve pesquisas sobre a presença de microplásticos no organismo de crustácios e outros elementos da fauna na Enseada de Jurujuba e na Baía de Guanabara
  • Prof. Wilson Thadeu Valle Machado - UFF, doutor em geoquímica ambiental, apresentou estudos de contaminação por poluentes em organismos da Baía de Guanabara
  • Eng. Jossana Gomes - UFF, pesquisadora sobre a presença do lixo flutuante na Baía de Guanabara
  • Prof. Melanie Lopes da Silva, UFF, pesquisadora sobre a presença de lixo nas praias de Niterói e desenvolve trabalho com educação ambiental.
  • Prof. Fabio Hochleitner, do LAMCE/COPPE/UFRJ, meteorologista, pesquisador com Tese de Doutorado na área de Sensoriamento Remoto aplicado no monitoramento de microplásticos em suspensão na superfície do Oceano, em particular da Baía de Guanabara.
  • Márcio Cataldi, UFF, meteorologista e doutor em engenharia civil, é um dos mais próximos colaboradores do Projeto Grael, desenvolvendo conosco o programa Barco-Escola.

Na fase de perguntas, alunos, colaboradores do Projeto Grael e outros participantes da programação da Semana de Meio Ambiente debateram com os palestrantes sobre os temas apresentados.

O NOSSO AGRADECIMENTO AOS PALESTRANTES NO EVENTO E, ACIMA DE TUDO, A COLABORAÇÃO QUE TÊM DISPENSADO AO PROJETO GRAEL

Axel Grael
Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael



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Ameaça é detectada na Baía de Guanabara

Semana de Meio Ambiente realizada pelo Projeto Grael tem como tema “O Futuro em Águas Limpas” e conta com debates, oficinas, gincanas e outras atividades. Divulgação/Projeto Grael


Isabelle Villas Boas

Pesquisa revela a presença de microplásticos em siris analisados

Uma análise na Baía de Guanabara revelou que todos os siris analisados têm microplástico em seus organismos. O estudo, de pesquisadores da UFF e da UFRJ, foi apresentado na abertura da Semana do Meio Ambiente do Projeto Grael, que ocorreu na tarde desta terça-feira (4) na sede da instituição. Nesta semana, marcada pelo Dia Mundial do Meio Ambiente instituído pela ONU, comemorado nesta quarta-feira (5), a ideia do Projeto Grael é alertar e conscientizar a população.

“Está sendo realizada uma análise em quatro espécies de siris na Baía de Guanabara, tanto nos trechos que contemplam Jurujuba quanto Boa Viagem. Estamos observando as vias de entrada e analisando estômago e brânquias, que são os lugares onde o microplástico pode acumular. E nas análises preliminares, referentes somente aos trechos de Jurujuba, vimos que todos os siris analisados tinham microplásticos no organismo, com uma grande quantidade no estômago, especificamente. Esse microplástico é predominantemente formado por filamentos que acreditamos ser de linhas de pescas e tecidos de uso cotidiano”, declarou o pesquisador Eduardo Almeida.

De acordo com o pesquisador, o resultado preliminar do estudo – que está sendo desenvolvido há um ano e meio e deve ser finalizado até o final deste ano – é preocupante. Ele teme que outras espécies também já estejam contaminadas.

“Escolhemos os siris como um grupo inicial a ser estudado, mas a perspectiva é que outros animais também sejam analisados. É provável que sejam analisados mexilhões e outros organismos, que, além de serem importantes para o ambiente, também são consumidos pela população”, explicou.

Os microplásticos são pequenas partículas fragmentadas de plásticos, considerados por biólogos como um dos principais poluentes dos oceanos. Quando ingeridos por animais marinhos, podem, consequentemente, chegar até a cadeia alimentar dos humanos. Pesquisas apontam a presença de substâncias tóxicas e cancerígenas nos microplásticos, que são usados em produtos de beleza e higiene pessoal como esfoliantes e pastas de dente, por exemplo.

Dados da ONU revelam que aproximadamente 8 milhões de toneladas de plásticos chegam aos oceanos e representam uma média de 90% do lixo flutuante nos mares. A estimativa é que, até 2050, se o ritmo de poluição marinha não for desacelerado, será encontrado mais plástico do que peixes no oceano.

A Semana do Meio Ambiente tem como tema “O Futuro em Águas Limpas” e conta com debates, oficinas, gincana ecológica, caravana da ciência e ações educativas para o público em geral até o dia 7, de 8h às 17h. O Projeto Grael fica na Av. Carlos Ermelindo Marins, 494, em Jurububa.


Fonte: O Fluminense










domingo, 2 de junho de 2019

ESPAÇO NOVA GERAÇÃO: Prefeitura entrega obra de revitalização de Ciep



Com o prefeito Rodrigo Neves e com Reinaldo Pereira, presidente da EMUSA. Foto de Bruno Eduardo Alves / Prefeitura de Niterói


O resgate do ideal e do conceito do Programa CIEP

No sábado, dia 01 de junho, o prefeito Rodrigo Neves entregou à população as obras de recuperação do CIEP Professor Anísio Teixeira, no Fonseca. A escola, que estava desativada há 10 anos, foi municipalizada e preparada para receber o Espaço Nova Geração, um programa municipal para atender jovens em programas profissionalizantes, culturais e educacionais, no sistema de contraturno com a escola.

Para mim, o evento de entrega das obras teve uma importância especial, pois atuei no segundo Governo Brizola no estado do Rio de Janeiro, quando fui presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF-RJ), órgão hoje incorporado ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA).

Na ocasião, estive imerso no sonho de Brizola e Darcy Ribeiro tinham para o estado do Rio de Janeiro e para o país, baseado num forte investimento em educação e inclusão social, representado pelo programa dos Centros Integrados de Educação Pública - CIEP. Sou testemunha de todo o esforço de planejamento e, principalmente, do esforço administrativo e gerencial do governo do estado para dar sustentação ao programa do CIEP, que drenou um volume enorme do erário, muitas vezes em detrimento de outras áreas da administração.

Mas, Brizola e Darcy estavam corretos. O programa educacional em tempo integral, com um currículo mais adequado e com o foco na inclusão social poderia ter transformado o Rio de Janeiro e o país. Se o programa não tivesse sido abandonado, muito da injustiça social e da criminalidade atual poderia ter sido evitado.

A força da educação

Há 20 anos, a família Grael mantém o Projeto Grael, uma iniciativa educacional em torno dos esportes náuticos. Ao longo desse tempo, cerca de 18 mil estudantes da rede pública de educação passaram pelos cursos oferecidos pelo Projeto Grael, com resultados reconhecidos e premiados no Brasil e no exterior. Com esse esforço, expressamos a nossa convicção que a educação é o caminho para se alcançar o desenvolvimento com justiça social.

Recentemente, fui exposto a uma outra experiência que certamente me marcou muito. Voltei há poucos dias de uma visita à Coreia do Sul, um país que há 60 anos, na época em que eu nasci, era um dos países mais pobres do mundo, com uma economia menor que a do Haiti na época. Passadas seis décadas, tornaram-se uma das mais fortes economias do mundo. Isso, num país que em no início e meados do século passado passou pela dominação colonial japonesa e por uma guerra civil que dividiu o país em dois: República Democrática Popular da Coreia (Coreia do Norte) e a República da Coreia (Coreia do Sul).

A guerra civil (Guerra da Coreia, 1950-1953) terminou com a Coreia do Sul com 80% dos prédios destruídos, assolada pela fome, sem as suas principais fontes de energia e indústrias que ficaram na Coreia do Norte. Nos anos seguintes, o país passou por governos militares e um o domínio de uma burocracia altamente corrupta, que empurrou a economia para a estagnação, apesar do enorme aporte de recursos dos EUA que, em 1956, chegaram a representar 80% das receitas governamentais e uma grande parte do PIB nacional.

A virada do país veio da educação. Entre 1945 e 1960, as matrículas nas escolas primárias triplicaram, nas escolas secundárias multiplicou-se por oito e na educação superior ficou dez vezes maior. Em 1960, 96% das crianças em idade escolar para a escola primária estavam estudando. Nesse ano, um movimento de estudantes derrubou o regime autoritário do presidente Syngman Rhee. No final da década de 1980, a Coreia atingiu a quase universalização do ensino secundário. O acesso à universidade atingiu o nível dos países desenvolvidos.

A partir de 1958, após a criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico, composto por jovens tecnocratas formados no exterior, formularam o modelo dos Planos de Desenvolvimento, que até hoje regem as políticas públicas do país, sendo seguidos disciplinadamente, independente da orientação política-ideológica dos governos que se sucederam. E o mais importante: produziram um projeto de pais!

Hoje, a Coreia conta com um dos mais elevados níveis de capacitação e, assim, vem conduzindo a transição para a nova indústria, cujas empresas locais já estão dentre as principais protagonistas mundiais e atrai as mais importantes empresas de tecnologia do mundo, que chegam atraídas pelo moderno ecossistema de inovação e elevada oferta de cérebros treinados para a indústria criativa.

É o que nos falta! O Brasil não possui um projeto que nos una, que gere um consenso mínimo, a convergência solidária das forças políticas, uma pauta supraideológica e suprapartidária. Estamos longe disso. Nunca estivemos tão divididos e tão sem rumo como agora.

Para que o Brasil encontre o seu rumo, é preciso que se supere o atual estado de pessimismo e derrotismo que ainda acomete uma parte da população, que acredita que o Brasil está condenado ao fracasso. Para avançar, precisamos recuperar o diálogo, e a capacidade de debate e reflexão.

Para inspirar o processo, é necessário oferecer boas experiências de gestão e políticas públicas. É com orgulho que participo da gestão do prefeito Rodrigo Neves, que acredito que vem mostrando um acervo de iniciativas inovadoras e replicáveis.

O Espaço Nova Geração, no CIEP Anísio Teixeira, é uma dessas boas iniciativas.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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Reproduzo, a seguir, a postagem do combativo militante e jornalista Osvaldo Maneschy que relata o evento de entrega das obras do CIEP Anísio Teixeira. Obrigado, Maneschy!


CIEP Anísio Teixeira, abandonado, antes das obras realizadas pela Prefeitura de Niterói.

CIEP Anísio Teixeira após as obras. Pronto para iniciar as atividades.

CIEP ANÍSIO TEIXEIRA – Abandonado pelo governo estadual há 10 anos e municipalizado em fevereiro do ano passado, o CIEP Anísio Teixeira foi reinaugurado ontem no bairro do Fonseca, em Niterói, para funcionar não mais como escola formal e em horário integral, mas dentro do projeto “Espaços Nova Geração”, da prefeitura. O prédio do antigo CIEP será um clube-escola no contraturno escolar oferecendo a prática de esportes, cursos de capacitação profissional, de idiomas e projetos culturais.
Serão oferecidas no Anísio Teixeira atividades de basquete, futebol, lutas, dança, literatura, cinema, teatro e artes visuais; além de cursos de idiomas, pré-vestibular, reforço escolar, educação financeira, empreendedorismo, informática e, ainda, oficinas de culinária, de horta comunitária e de jardinagem.
A ideia é também ouvir a comunidade para a inserção com outras atividades. “Queremos a participação de todos para aprimorarmos o Nova Geração”, explicou o professor José Antônio Fortuna Nogueira, um dos organizadores do projeto que inclui o CIEP Ester Botelho, no Cantagalo, também municipalizado e reformado.
Axel Grael, secretário de planejamento da prefeitura, explicou que o Nova Geração “é um programa importante porque oferece as crianças e jovens oportunidades que abrem novas perspectivas para o futuro delas”.
A reforma dos Cieps abandonados incluiu a substituição das instalações de gás, de incêndio, de esgoto sanitário e águas pluviais, além da hidráulica, elétrica, do sistema de ar condicionado; revestimentos de argamassa, tijolos danificados, sanitários, cobertura de telhas, forros e impermeabilização de todo o prédio.
O prédio do Anísio Teixeira, nos fundos do Horto do Fonseca, deverá abrigar também uma creche com 80 vagas para crianças com idade entre três e cinco anos. A reforma do Anísio Teixeira, que estava muito estragado pelo tempo, começou em agosto do ano passado.
Ao inaugurar a obra ontem, o prefeito Rodrigo Neves afirmou: “Hoje a Zona Norte (de Niterói) pode comemorar mais uma conquista”.
Axel Grael, declarou por sua vez: “Teremos aqui uma fábrica de oportunidades no momento em que os governos federal e estadual querem tirar recursos da educação. Nós, aqui em Niterói, seguimos em sentido contrário - apostando na Educação como caminho para o desenvolvimento”, destacou, citando ainda como referência para o Brasil o Programa Especial de Educação do governo Brizola, responsável no passado pela construção não só do CIEP Anísio Teixeira, como de centenas de outros.
Esforço comparável ao que viu em recente viagem à Coréia do Sul que no espaço de uma geração, saiu das ruínas da guerra civil para se tornar – pela via Educação – uma das principais economias do mundo.

Fonte: Osvaldo Maneschy



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Prefeitura entrega obra de revitalização de Ciep

Unidade será usada como Espaço Nova Geração, onde crianças e jovens da região terão acesso gratuito a diversas atividades

Na manhã deste sábado (1), o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, entregou as obras de revitalização do Ciep Professor Anísio Teixeira, no Fonseca. A unidade, que estava abandonada há mais de 10 anos, foi municipalizada pela Prefeitura de Niterói. O Ciep será usado como Espaço Nova Geração, uma nova concepção na Educação em Niterói, além de abrigar turmas da Educação Infantil.

“Hoje, a Zona Norte pode comemorar mais uma conquista. Com uma gestão responsável e planejamento, estamos realizando importantes investimentos na cidade. Na zona Norte, por exemplo, reabrimos o Getulinho, revitalizamos o Horto do Fonseca, fizemos obras de contenção de encostas que são fundamentais para salvar vidas, e agora, com muito orgulho entregamos este Ciep. A educação é um caminho para a prevenção da violência”, disse Neves.

O prefeito ressaltou ainda que o Município já revitalizou o Ciep do Buraco do Boi e do Caramujo, e que o próximo a ser entregue totalmente reformado será o do Cantagalo.

“Desde 2013, criamos 23 novas escolas. Assumimos a cidade com muitos desafios e estamos realizando avanços e investindo em educação. Assim vamos construir uma cidade mais equilibrada. Niterói vai terminar 2020 como a melhor cidade para se viver e ser feliz, tenho certeza disso”, frisou Neves.

O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag), Axel Grael, enfatizou que a unidade estava completamente degradada quando foi municipalizada e que a partir de agora um novo caminho será traçado com a participação dos jovens que estarão no projeto Nova Geração.

“Aqui será uma fábrica de oportunidades. Este espaço é mais que um prédio apenas, representa uma política pública comprometida com o futuro dos jovens. Enquanto os governos federal e estadual querem tirar recursos da educação, Niterói segue no sentido contrário, apostando na educação como caminho para o desenvolvimento de uma cidade, de um país”, ressaltou Grael.

Para a recuperação do Ciep Professor Anísio Teixeira, o município investiu cerca de R$ 6,5 milhões. O prédio recebeu uma reforma geral, mas suas características originais foram mantidas. O projeto incluiu a substituição das instalações de gás, de incêndio, de esgoto sanitário e águas pluviais, hidráulica, elétrica e do sistema de ar condicionado. Os revestimentos em argamassa de cimento e azulejos, tijolos danificados, divisórias dos sanitários, cobertura das telhas, forros, impermeabilizações de toda a edificação foram trocados.

“A Prefeitura está assumindo um compromisso do governo do Estado com a municipalização deste Ciep. Com uma gestão responsável, o Município mostra sua preocupação com o amanhã e, por isso, está apostando em uma política construtiva, de compromisso com a população. Esta não é apenas uma obra deste governo, esta é uma obra para o futuro dessa cidade”, afirmou o secretário Executivo, Paulo Bagueira. “Esta é mais uma demonstração do esforço desta gestão, de construir e fortalecer uma educação cada vez melhor, com um trabalho integrado entre todas as secretarias do governo. Por mais de 10 anos, este prédio ficou abandonado, funcionando como um depósito de papel, e hoje a realidade é completamente diferente”, reforçou o secretário municipal de Governo, Comte Bittencourt.

O Ciep Anísio Teixeira será um dos primeiros Espaços Nova Geração de Niterói, onde crianças e jovens da região terão acesso gratuito a atividades e projetos de formação técnica, cultura, educação, esporte e lazer. O local será uma espécie de clube-escola no contraturno escolar com prática de esportes, cursos de capacitação profissional, de idiomas e projetos culturais.

A secretária municipal de Fazendo, Giovanna Victer, afirmou que o Ciep será um espaço para o desenvolvimento de capacidades em todas essas áreas.

“Precisamos dar o direito a esses jovens de sonharem e realizarem um futuro melhor. A atual gestão vem promovendo a revitalização de diversos prédios públicos não só na área da educação. E a entrega deste equipamento é mais um importante passo para que sonhos se tornem realidade”, disse Giovanna Victer.

Para o administrador regional do Fonseca, Andrigo Carvalho, a revitalização do Ciep é um marco para o bairro.

“Durante muitos anos, este espaço era como o quintal da minha casa, vinha aqui jogar bola, brincar, e hoje ver que o Ciep vai voltar a abrigar projetos importantes, dando novamente aos jovens uma oportunidade, é motivo de muito orgulho e de gratidão ao prefeito Rodrigo Neves. Esta obra vai beneficiar a toda a população do Fonseca. É a Zona Norte sendo reconhecida”, afirmou Andrigo.

Moradora do Fonseca há 40 anos, a consultora e professora, Luciana Machado, não escondia a felicidade em encontrar o prédio totalmente reformado.

“Com a revitalização do Horto do Fonseca, passei a fazer caminhadas no parque todos os dias pela manhã. Agora, temos um novo espaço revitalizado no bairro que é este Ciep. Estamos tendo importantes conquistas e melhorias. Isso é fundamental para os moradores”, contou Luciana.

Fonte: O Fluminense




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Mudança climática pode alterar relações simbióticas entre microrganismos e árvores





Elton Alisson | Agência FAPESP – No solo das florestas, algumas espécies de fungos e de bactérias se associam a raízes de árvores para crescerem juntas, de modo a obterem benefícios mútuos. Os microrganismos auxiliam as plantas a absorver água e nutrientes do solo, a sequestrar carbono e a resistir aos efeitos das mudanças climáticas. Em troca, recebem carboidratos essenciais para seu desenvolvimento, produzidos pelas plantas durante a fotossíntese.

Uma colaboração de mais de 200 cientistas de diversos países, incluindo 14 de diferentes regiões do Brasil, mapeou a distribuição global dessas associações entre organismos de espécies diferentes (simbioses), fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas florestais. Com base nesse mapeamento foi possível identificar fatores que determinam onde diferentes tipos de simbioses podem surgir e estimar os impactos das mudanças climáticas nessas relações simbióticas e, consequentemente, no crescimento das árvores nas florestas.

Se as emissões de dióxido de carbono (CO2) continuarem inalteradas até 2070, pode ocorrer uma redução de 10% nas espécies de árvores que se associam a um tipo de fungo encontrado principalmente em regiões mais frias do planeta, estimaram os pesquisadores.

O trabalho, destacado na capa da revista Nature, contou com a participação de Carlos Joly e de Simone Aparecida Vieira, ambos professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membros da coordenação do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP). Também participou a brasileira Luciana Ferreira Alves, que hoje atua na Universidade da Califórnia em Los Angeles, Estados Unidos.

“Já se sabia que a associação entre microrganismos e raízes é fundamental para alguns grupos de árvores conseguirem se estabelecer em regiões em que o solo é muito pobre e os nutrientes são liberados lentamente pela decomposição de matéria orgânica. O mapeamento permite entender como essas relações estão distribuídas no planeta e os fatores que as definem”, disse Vieira à Agência FAPESP.

Os pesquisadores se concentraram em mapear três dos tipos mais comuns de simbioses: fungos micorrízicos arbusculares, fungos ectomicorrízicos e bactérias fixadoras de nitrogênios. Cada uma dessas interações engloba milhares de espécies de fungos ou bactérias, que formam parcerias únicas com diferentes espécies de árvores.

Há 30 anos, o botânico inglês David Read, professor da University of Sheffield, da Inglaterra, e pioneiro nas pesquisas sobre simbioses, desenhou mapas de lugares no mundo onde achava que poderiam ser encontrados diferentes fungos simbióticos, com base nos nutrientes que exploram para permitir o crescimento das plantas.

Os fungos ectomicorrízicos, por exemplo, obtêm nitrogênio para as árvores diretamente de matéria orgânica, como folhas em decomposição. Por isso, Read propôs que esses microrganismos seriam mais bem-sucedidos em florestas com climas sazonais, mais frios e secos, onde a decomposição em razão da temperatura e umidade é mais lenta e a serrapilheira – camada de restos de plantas – é abundante.

Os fungos micorrízicos arbusculares, por sua vez, seriam dominantes nas florestas tropicais, nas quais o crescimento das árvores é limitado pelo fósforo do solo e nos quais os climas sazonais quentes e úmidos aumentam a decomposição.

Mais recentemente, um estudo feito por outro grupo de pesquisadores estimou que as bactérias fixadoras de nitrogênio seriam mais abundantes em biomas áridos, com solos alcalinos e altas temperaturas máximas.

Essas hipóteses puderam ser testadas, agora, com a coleta de dados de um grande número de árvores, em diversas partes do planeta, reunidos pela Global Forest Biodiversity Initiative (GFBI) – um consórcio internacional de cientistas florestais.

O consórcio é integrado, além de Joly e Vieira, por Pedro Henrique Santin Brancalion e Ricardo Gomes César, ambos da Universidade de São Paulo (USP), Gabriel Dalla Colletta, da Unicamp, Daniel Piotto, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), André Luis de Gasper, da Universidade Regional de Blumenau (FURB), Jorcely Barroso e Marcos Silveira, da Universidade Federal do Acre (UFAC), Iêda Amaral e Maria Teresa Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Beatriz Schwantes Marimon, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e Alexandre Fadigas de Souza, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Nos últimos anos, os pesquisadores ligados ao GFBI fizeram inventários de mais de 1,1 milhão de parcelas permanentes de florestas, que abrangem 28 mil espécies de árvores, de mais de 70 países, situadas em todos os continentes, à exceção da Antártida.

Os inventários reúnem informações, como a composição do solo, a topografia, a temperatura e a evolução do carbono fixado nessas parcelas permanentes de florestas ao longo de grandes períodos de tempo.

“As parcelas inventariadas por pesquisadores ligados ao BIOTA-FAPESP estão situadas na Mata Atlântica e incluem regiões do litoral norte do Estado de São Paulo, como Caraguatatuba, Picinguaba, Cunha e Santa Virgínia, e Carlos Botelho e Ilha do Cardoso, no litoral sul”, disse Joly. “Também inventariamos um conjunto expressivo de parcelas na Amazônia por meio de projetos em colaboração com outros grupos."

A partir desse conjunto de inventários, os pesquisadores conseguiram estimar a localização de 31 milhões de árvores espalhadas pelo mundo, assim como os fungos ou as bactérias simbióticos associadas a elas. Por meio de um programa de computador (algoritmo), foi possível determinar como diferentes variáveis relacionadas ao clima, química do solo, vegetação e topografia influenciam a prevalência de cada simbiose.

Os resultados das análises sugeriram que variáveis climáticas associadas à decomposição da matéria orgânica, como a temperatura e a umidade, são os principais fatores que influenciam as simbioses de fungos micorrízicos arbusculares e ectomicorrízicos. Já as simbioses de bactérias fixadoras de nitrogênio são provavelmente limitadas pela temperatura e acidez do solo.

“Qualquer mudança que possa ocorrer no clima no hemisfério norte pode deslocar os fungos ectomicorrízicos para outras regiões e ocorrer a perda ou uma diminuição muito grande da densidade dessas relações simbióticas”, disse Vieira.

“Isso pode afetar a ciclagem de nutrientes e, principalmente, a fixação de carbono, que depende dessa associação simbiótica para que a vegetação das florestas possa absorver nutrientes pouco disponíveis ou que não estão na forma de que necessitam”, afirmou.

Efeito das mudanças climáticas

A fim de estimar a vulnerabilidade dos padrões globais de simbiose às mudanças climáticas, os pesquisadores usaram o mapeamento para prever como poderiam mudar até 2070, se as emissões de dióxido de carbono continuarem inalteradas.

As projeções indicaram uma redução de 10% dos fungos ectomicorrízicos e, consequentemente, da abundância de árvores associadas a esses fungos – que correspondem a 60% das árvores.

Os pesquisadores alertam que essa perda poderia levar a mais CO2 na atmosfera, porque esses fungos tendem a aumentar a quantidade de carbono armazenado no solo.

“O CO2 limita a fotossíntese e, em princípio, seu aumento na atmosfera pode ter efeito fertilizante. As espécies de plantas que crescem mais rápido talvez consigam aproveitar melhor esse aumento da disponibilidade de CO2 na atmosfera do que aquelas que crescem mais lentamente. Dessa forma, poderíamos ter uma seleção de espécies. Mas ainda não há resposta para essa pergunta”, disse Joly.

Outra pergunta que os pesquisadores têm buscado responder é qual seria o impacto da interação do aumento da disponibilidade de CO2 na atmosfera com a elevação da temperatura do planeta no desenvolvimento das plantas. Com o aumento da temperatura as plantas terão que gastar mais recursos com a respiração, que aumentará mais do que a taxa de fotossíntese. O saldo desse balanço no crescimento da vegetação ainda não está claro, afirmam os pesquisadores.

“Essas questões, que dizem respeito às florestas tropicais, ainda estão em aberto. O monitoramento contínuo de parcelas permanentes de florestas vai nos ajudar a respondê-las”, disse Joly.

O artigo Climatic controls of decomposition drive the global biogeography of forest-tree symbioses (DOI: 10.1038/s41586-019-1128-0), de B. S. Steidinger, T. W. Crowther, J. Liang, M. E. Van Nuland, G. D. A. Werner, P. B. Reich, G. Nabuurs, S. de-Miguel, M. Zhou, N. Picard, B. Herault, X. Zhao, C. Zhang, D. Routh, GFBI consortium e K. G. Peay, pode ser lido na revista Nature em www.nature.com/articles/s41586-019-1128-0.


Fonte: Agência FAPESP











sábado, 1 de junho de 2019

Faixas exclusivas para ônibus reduzem tempo de viagem para o centro de Niterói



Passageiros esperam por ônibus na Avenida Quintino Bocaiuva, em São Francisco, que ganhou uma faixa só para coletivos essa semana. Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo


Corredor criado em São Francisco e fiscalização de carros na pista seletiva da Avenida Roberto Silveira ajudam a escoar o trânsito vindo da Região Oceânica, pelo BHLS ou via Largo da Batalha

Leonardo Sodré

NITERÓI — Desde que o sistema BHLS da Transoceânicacomeçou a funcionar, há pouco mais de um mês , uma série de ações no trânsito em Niteróiestão sendo executadas para melhorar melhorar o fluxo na chegada a Charitas. A Niterói Transporte e Trânsito começou a fiscalizar os carros que invadem a pista exclusiva de ônibus da Avenida Roberto Silveira e, esta semana, a prefeitura implantou uma faixa só para coletivos na Avenida Quintino Bocaiuva, em São Francisco, acabando com o estacionamento no local pela manhã. As mudanças já estão surtindo efeito na redução do tempo de viagem.

Para medir o impacto no tempo de viagem, a equipe do GLOBO-Niterói repetiu o teste feito há um mês , durante a primeira semana de funcionamento do sistema BHLS: o percurso entre Piratininga e o Centro foi meia hora mais rápido. No entanto, o caminho pela Transoceânica foi dez minutos mais demorado.

A exemplo da primeira vez, o teste foi feito na linha Oceânica 1 (OC1). Às 9h da última terça-feira, um repórter embarcou num ônibus OC1 e outro na linha 39, ambos na Prainha de Piratininga. O que passou pela antiga rota, via Largo Batalha, chegou às 9h58m no Terminal João Goulart, no Centro. O que seguiu pela Transoceânica, às 10h08m. Há um mês, as viagens feitas simultaneamente nos dois percursos, no mesmo horário, duraram uma hora e meia.

O prefeito Rodrigo Neves diz que as novas faixas para ônibus em Icaraí e São Francisco foram fundamentais para redução no tempo de viagem e afirma que a prefeitura avalia dia a dia a dinâmica do trânsito para fazer adaptações.

— Você não muda um paradigma de 40 anos de uma hora para outra sem promover os ajustes. Estamos aberto às opiniões dos usuários e fazendo observações empíricas na dinâmica da cidade. Gradualmente, vamos melhorar o sistema para que pessoas optem pelo BHLS — diz Neves, que aposta na obra de alargamento da Avenida Marquês do Paraná, no Centro, para escoar melhor o trânsito. — A criação de mais uma faixa no sentido Ponte e a implantação de uma área de embarque e desembarque em frente ao Hospital Antonio Pedro, mais a integração das ciclovias, vão impactar no trânsito de toda a cidade.

O fim do estacionamento na Avenida Quintino Bocaiúva para a implantação da faixa seletiva repercutiu mal entre os comerciantes de São Francisco, mas o prefeito garantiu que até ontem a via estaria sinalizada, autorizando as paradas no local após as 20h.


Fonte: O Globo Niterói










Revitalização da Praça Araribóia, no Centro de Niterói, está prestes a sair do papel



A projeção mostra a revitalização do calçadão em frente às barcas, incluindo área onde funcionou o aerobarco. Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói


Trecho do Projeto Orla, que vai até o Gragoatá, será executado primeiro

Leonardo Sodré

NITERÓI — A revitalização da Praça Araribóia , no Centro de Niterói , que teve o projeto executivo iniciado no ano passado, está próxima de ser implementada. Semana que vem, garante a prefeitura, será lançado o edital da obra de cerca de R$ 15 milhões que prevê a integração do Terminal João Goulart com a Praça Juscelino Kubitschek. O escritório Burle Marx elaborou o novo calçamento , com paisagismo e vista mais ampla para o mar. O estacionamento das barcas será desativado; e o imóvel da antiga estação de aerobarcos, desapropriado. A estátua de Araribóia vai ser deslocada 20 metros para ficar entre dois grupos de tamareiras. As obras começarão no segundo semestre, com previsão de término para o ano que vem.

Dentre as mudanças previstas está a ampliação do Bicicletário Araribóia . O equipamento terá o número de vagas duplicadas para atender à demanda de usuários após a conclusão da ciclovia da Avenida Marquês do Paraná, que fará a ligação de Icaraí com o Centro.

A ciclofaixa no entorno da Praça Araribóia será segregada das pistas de carros por canteiros. A praça ganhará iluminação de LED, e as calçadas terão acessibilidade.

Segundo o prefeito Rodrigo Neves, a revitalização da praça se integrará ao Projeto Orla , que prevê, até 2021, a transformação completa do trecho entre o Mercado de Peixes São Pedro e o Forte do Gragoatá.

Também será revitalizado o entorno do Bay Market. O calçamento ganhará um mosaico de pedras portuguesas de três cores e canteiros em que serão plantadas espécies de árvores, como pau-brasil, pau-ferro, aroeiras e ipês-amarelos e roxos.


Fonte: O Globo Niterói










Niterói ganha direito alfandegário sobre entradas e saídas da Baía






Anúncio foi feito em reunião do CAP. Área estava sob influência do Porto do Rio

A Prefeitura detalhou nesta sexta-feira ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Niterói investimentos na dragagem do Canal de São Lourenço. O projeto prevê o aumento da profundidade de 7 metros para 12 metros, o que vai permitir o acesso de embarcações de maior porte que operam no pré-sal. Durante a reunião, o presidente do CAP, Ricardo Evangelista, anunciou que a cidade ganhou o direito alfandegário sobre a área de entrada e saída de navios, sondas e plataformas na Baía de Guanabara. O Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Niterói, recém-publicado, foi elaborado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro, responsável pela gestão do Porto.

O texto, que teve o acompanhamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, foi considerado pelo Município mais um passo fundamental para a revitalização da indústria naval. Até então, a área estava sob influência do Porto do Rio.

A secretária de Fazenda de Niterói, Giovanna Victer, lembrou, durante a apresentação no CAP, que a dragagem do Canal de São Lourenço está inserida no Planejamento Estratégico do município desde a criação do plano Niterói Que Queremos, em 2013.

“A Prefeitura de Niterói assumiu a responsabilidade com a Indústria Naval porque não podemos ficar esperando discussões sobre conteúdo nacional ou investimentos federais. Precisamos ajudar a fornecer as vantagens competitivas para que esse setor se desenvolva e aproveite a janela de oportunidades com o pré-sal. Precisamos reativar a cadeia produtiva com instalação de empresas de offshore, peças navais, estaleiros, pesca e armadores. Nosso foco é gerar riqueza e empregos. O investimento da Prefeitura é para isso: fortalecer a atividade econômica para abrir postos de trabalho. Esse é o nosso retorno dos recursos dos contribuintes. Distribuir riqueza e bem-estar para a população”, disse Giovanna aos conselheiros da Autoridade Portuária, aos representantes da concessionária do Porto de Niterói, de estaleiros e da Marinha.

De acordo com a Carteira de Projetos 2017-2020 da Prefeitura de Niterói, no pilar ‘Niterói Próspera e Dinâmica’, duas ações se destacam: reutilizar os polos pesqueiros e atividades dos estaleiros; e realizar a dragagem do Canal de São Lourenço.

“Temos um problema social grave de desemprego”, disse Luiz Paulino Moreira Leite, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico “Estamos falando da recuperação da economia. Niterói é imbatível no reparo naval. Não há outro lugar igual”, destacou.

Fonte: O Fluminense










Fim da lama: Prefeitura de Niterói anuncia pavimentação de 42 ruas em Pendotiba e Rio do Ouro



Vista aérea do bairro de Matapaca, que terá 22 ruas pavimentadas até o ano que vem. Foto: Divulgação / Leonardo Simplício


Edital para contratar empresa que fará obras será lançado nos próximos dias, com previsão de início ainda este ano. Veja a lista completa das vias

Leonardo Sodré

NITERÓI — Moradores de 42 ruas na região de Pendotiba e Rio do Ouro , em Niterói , e que sempre conviveram com lama na porta de casa quando chove e poeira quando faz sol têm agora a promessa de ver o asfalto chegar. A prefeitura anunciou para os próximos dias o lançamento doedital para a contratação da empresa que fará obras de terraplanagem, macrodrenagem , drenagem e pavimentação em 22 vias de Matapaca, dez do Rio do Ouro e dez da Vila Progresso. A previsão é que as intervenções comecem em julho e sejam concluídas no primeiro semestre de 2020.

Na estimativa do município, serão 14,3 quilômetros de ruas pavimentadas: 9,4 quilômetros na região de Pendotiba e 4,9 quilômetros do Rio do Ouro. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, o investimento total será de R$ 60 milhões.

— Recursos do próprio município serão aplicados na infraestrutura dessa região, o que vai melhorar a qualidade de vida dos moradores, através do saneamento, e valorizar os imóveis — conclui Rodrigo.

Essa é a segunda ação de infraestrutura anunciada para Pendotiba após a sanção do Plano Urbanístico (PUR) da região, em 2016. O documento aumentou o gabarito de construções no Largo da Batalha de sete para nove pavimentos e criou 34 Zonas Especiais de Interesse Social e quatro Zonas Especiais de Proteção da Paisagem e do Ambiente Cultural em bairros como Ititioca, Badu, Sapê, Cantagalo, Maceió, Matapaca, Vila Progresso e Maria Paula. As ações mudaram as regras para construções às margens da Estrada Caetano Monteiro.

Já para a próxima quarta-feira está prevista a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Sapê, em Pendotiba. A unidade, que está sendo finalizada pela concessionária Águas de Niterói, com investimento de R$ 36 milhões, terá capacidade para tratar aproximadamente quatro mil litros de esgoto por minuto, atendendo aos bairros de Sapê, Ititioca, Santa Bárbara e Caramujo.

A prefeitura estima que com o pleno funcionamento da ETE, a cidade terá 97% de cobertura em tratamento de esgoto. A meta do município é atingir 100% do esgoto coletado e tratado em 2020 e se manter como o município que tem o maior índice do estado.

Há pouco mais de uma semana, a prefeitura também anunciou a contratação de obras de drenagem e pavimentação de 117 ruas do Engenho do Mato que, juntas, somam 47 quilômetros. O investimento naquela região será de R$ 150 milhões. De acordo com o município, os trabalhos já começaram com o estudo topográfico das vias, e a ordem de início da obra foi assinada pelo prefeito no último dia 7. A previsão é que as obras comecem em janeiro.

VEJA AS RUAS QUE RECEBERÃO OBRAS

Rio do Ouro

Estrada João Saramago
Rua Argemiro Azevedo
Estrada Jean Vallenteau Moliac
Estrada Holanda
Estrada Noruega, em dois trechos
Estrada Luxemburgo
Estrada Bélgica
Estrada França
Estrada Portugal
Estrada Suiça

Matapaca

Estrada Muriqui Pequeno
Rua Projetada 01
Rua Walter Neves
Rua José Fontenele
Rua K
Rua L
Rua M
Rua H
Rua Professor José Peçanha Faria
Rua Eduardo Barbosa de Carvalho
Rua Doutor Luiz Sobral
Rua Barão do Flamengo
Rua Barão Palmares
Rua Coronel João Thomas
Rua Benta Pereira
Rua Cardoso de Mello
Rua José de Castro Pacheco Faria
Travessa Bela Vista
Rua Praça da Saudade
Rua Helena Brandão
Travessa G
Rua João Laegurt

Vila Progresso

Rua Henri Matisse
Rua Van Gogh
Rua Pablo Picasso
Rua Leonardo Da Vinci
Rua Cândido Portinari
Rua Toulouse Lautrec
Rua Le Corbusier
Rua Paul Gauguin
Rua Uruguai
Rua México

Fonte: O Globo Niterói