segunda-feira, 24 de junho de 2019

Aplicativo da prefeitura de Niterói facilitará abertura de novos negócios



SIGEO NITERÓI: matéria dá destaque ao portal da geoinformação e à política de cidade inteligente de Niterói

A Prefeitura de Niterói desenvolveu o geoportal SIGEO NITERÓI - Sistema de Gestão da Geoinformação, que oferece uma grande quantidade de dados georreferenciados gratuitos para o uso da população.

Em 2017, o SIGEO NITERÓI foi escolhido o melhor sistema de geoinformação do país em evento especializado realizado em São Paulo.

Para saber mais sobre o SIGEO NITERÓI, acesse as postagens abaixo:

Vídeo apresenta o SIGEO NITERÓI como um CASO DE SUCESSO na gestão da geoinformação
VOCÊ JÁ SABE O QUE É O SIGEO NITERÓI?
SIGEO NITERÓI: Prefeitura lançou plataforma de informações georreferenciadas

A matéria de O Globo Niterói também se refere a viagem que fizemos recentemente a Seul, na Coreia, e a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na qual tivemos a agenda da tecnologia e das cidades inteligentes (Smart Cities) como foco principal.

Para saber mais sobre as viagens, acesse:

SMART DUBAI: Visita ao emirado para agenda sobre políticas para Cidades Inteligentes
COREIA DO SUL 2: Registro fotográfico da visita realizada em maio de 2019
COREIA DO SUL: Reflexões sobre uma história bem-sucedida de desenvolvimento econômico

Aplicativo "Novos Negócios"

O aplicativo será lançado nos próximos dias e terá como finalidade facilitar a tomada de decisão dos investidores interessados em abrir novos empreendimentos na cidade. O "Novos Negócios" cruza informações de vários bancos de dados, indicando, por exemplo, onde já se localizam determinadas atividades comerciais, qual o perfil dos consumidores no entorno, facilidade de acesso e a legislação ambiental e urbana aplicável a um determinado local.

O sistema está em fase de finalização e o seu lançamento será anunciado nos próximos dias.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




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Aplicativo da prefeitura de Niterói facilitará abertura de novos negócios


Ideias: Axel Grael discursa em Seul, na Coreia do Sul, em evento sobre smart cities que reuniu representantes de mais de 300 cidades da América Latina Foto: Divulgação / Prefeitura de Niterói


Plataforma prevista para ser lançada em julho vai orientar empreendedor com dados sobre mercado e perfil do consumidor

Giovanni Mourão

NITERÓI — A prefeitura vai lançar um aplicativo que promete facilitar a vida de empreendedores . Trata-se do Novos Negócios, uma plataforma on-line que fornecerá informações estratégicas para a realização de negócios e abertura de empresas na cidade. O lançamento do app, adianta o secretário municipal de Planejamento, Axel Grael , está previsto para o mês que vem.

Com o Novos Negócios , o empreendedor terá acesso a dados que contribuirão para a escolha da região em que pretende investir e que facilitarão na tomada de decisões, de acordo com o perfil da população e comercial e a atividade econômica.

— Quem quiser abrir um comércio em determinado bairro saberá, por exemplo, quantas empresas já existem naquele local, a renda média daquela população e a densidade demográfica — diz Axel.

Além de poder ser acessada pelas plataformas iOS e Android, a ferramenta estará disponível no portal do Sistema de Gestão de Geoinformação ( Sigeo ) pelo link bit.ly/2WKUsuI. No ar desde maio de 2018, o Sigeo é uma ferramenta baseada num mapa interativo contendo diversos dados geográficos do município. No sistema, que ainda está em fase de aperfeiçoamento, são cruzados dados de diferentes secretarias, o que ajuda na elaboração e na integração de políticas públicas por meio de informações georreferenciadas.


Matéria do O Globo Niterói, sábado, 22/06/2019, sobre o SIGEO NITERÓI e o novo aplicativo "Novos Negócios".


Hoje, no Sigeo, estão disponíveis os dados do Censo 2010, assim como as condições de balneabilidade das praias, a infraestrutura cicloviária, a localização de órgãos da prefeitura e outros.

Mas, segundo Axel — que passou a segunda quinzena de maio em Seul (Coreia do Sul) e Dubai (Emirados Árabes), capitais consideradas smart cities e que utilizam a mesma tecnologia do Sigeo, a Solução de Informações Geográficas (ArcGIS) —, o sistema daqui ainda será aprimorado, inclusive a partir de recursos tecnológicos “lá encontrados e que podem impactar a nossa realidade”.

— Em Seul , há um sistema que reúne todas as plataformas tecnológicas daquela cidade. É como se fosse a junção do Sigeo, Cisp (Centro Integrado de Segurança Pública), CCO (Centro de Controle Operacional), Defesa Civil e muito mais. Lá, constam desde dados simples, como o vagão mais vazio a se embarcar no trem, até outros mais complexos, como o impacto que um eventual desastre climático terá na arrecadação. Já em Dubai, existe um sistema chamado Smart Dubai, que tem como prioridade atrair empresas oferecendo facilidades e inovações muito mais atrativas do que as de outros países. Aos poucos, podemos construir nossas plataformas a partir desses exemplos — conclui o secretário.

Em 2018, competindo com mais de 500 municípios brasileiros, Niterói foi considerada a décima cidade mais inteligente do país pela plataforma Connected Smart Cities. Foram avaliados indicadores em áreas como urbanismo, meio ambiente, tecnologia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, economia e governança. Em 2017, antes da implantação do Sigeo, a cidade estava em 18º lugar.
Maratona de tecnologia

Para Pedro Coura, gerente da empresa que fornece o Sigeo para Niterói, a cidade tem capacidade, a médio prazo, de oferecer serviços tecnológicos similares aos encontrados em grandes smart cities do mundo:

— Ao longo dos anos, a prefeitura e suas secretarias podem incorporar projetos e ideias à plataforma, fornecendo, com celeridade, mais eficiência à gestão e mais transparência ao cidadão.

Para estimular a criação de soluções tecnológicas inovadoras que otimizem serviços prestados pela gestão pública, a prefeitura promoverá a HackNit 2019. A maratona de tecnologia, cujo tema é Cidade Inteligente, reunirá programadores, empreendedores e demais interessados no assunto em duas etapas: 17 e 18 de agosto e 28 de setembro. Quem apresentar as melhores ideias ganhará prêmios entre R$ 5 mil e R$ 25 mil. As inscrições, gratuitas, ficam abertas até 15 de julho. Outras informações em hacknit.com.br.


Fonte: O Globo Niterói



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domingo, 23 de junho de 2019

SIGEO NITERÓI: matéria dá destaque ao portal da geoinformação e à política de cidade inteligente de Niterói



Matéria do O Globo Niterói, sábado, 22/06/2019, sobre o SIGEO NITERÓI e o novo aplicativo "Novos Negócios".

A Prefeitura de Niterói desenvolveu o geoportal SIGEO NITERÓI - Sistema de Gestão da Geoinformação, que oferece uma grande quantidade de dados georreferenciados gratuitos para o uso da população.

Em 2017, o SIGEO NITERÓI foi escolhido o melhor sistema de geoinformação do país em evento especializado realizado em São Paulo.

Para saber mais sobre o SIGEO NITERÓI, acesse as postagens abaixo:

Vídeo apresenta o SIGEO NITERÓI como um CASO DE SUCESSO na gestão da geoinformação
VOCÊ JÁ SABE O QUE É O SIGEO NITERÓI?
SIGEO NITERÓI: Prefeitura lançou plataforma de informações georreferenciadas

A matéria de O Globo Niterói também se refere a viagem que fizemos recentemente a Seul, na Coreia, e a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na qual tivemos a agenda da tecnologia e das cidades inteligentes (Smart Cities) como foco principal.

Para saber mais sobre as viagens, acesse:

SMART DUBAI: Visita ao emirado para agenda sobre políticas para Cidades Inteligentes
COREIA DO SUL 2: Registro fotográfico da visita realizada em maio de 2019
COREIA DO SUL: Reflexões sobre uma história bem-sucedida de desenvolvimento econômico

Aplicativo "Novos Negócios"

O aplicativo será lançado nos próximos dias e terá como finalidade facilitar a tomada de decisão dos investidores interessados em abrir novos empreendimentos na cidade. O "Novos Negócios" cruza informações de vários bancos de dados, indicando, por exemplo, onde já se localizam determinadas atividades comerciais, qual o perfil dos consumidores no entorno, facilidade de acesso e a legislação ambiental e urbana aplicável a um determinado local.

O sistema está em fase de finalização e o seu lançamento será anunciado nos próximos dias.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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LEIA A ÍNTEGRA DA MATÉRIA EM:

Aplicativo da prefeitura de Niterói facilitará abertura de novos negócios








PRO-SUSTENTÁVEL: O Globo Niterói dá destaque ao projeto de Renaturalização do Rio Jacaré



Matéria publicada em O Globo Niterói, página 04, 23 de junho de 2019.


O suplemento O Globo Niterói deste domingo, 23 de junho, publicou matéria sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Prefeitura de Niterói para a renaturalização do Rio Jacaré, na Região Oceânica da cidade.

Trata-se de uma iniciativa pioneira no país de restauração de um rio urbano. O Rio Jacaré é a principal bacia hidrográfica que contribui com a Lagoa de Piratininga, também objeto de estudos da Prefeitura para fins de despoluição.

O projeto integra o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF. O PRO-Sustentável é coordenado pela Unidade de Gestão de Projetos (UGP/PRO-Sustentável), vinculado à SEPLAG. O PRO-Sustentável começou a ser negociado em 2014 pelo Escritório de Gestão de Projetos - EGP-NIT (então vinculado à Vice Prefeitura e hoje também vinculado à SEPLAG), quando eu ainda exercia o cargo. A execução dos projetos tiveram início efetivo a partir de 2017.

A matéria de O Globo Niterói noticia o lançamento do edital para a contratação de empresa especializada para a elaboração do Projeto Executivo da Renaturalização do Rio Jacaré, que acontecerá na próxima semana.

O projeto executivo indicará as intervenções de recuperação do ecossistema do rio, da sua Área de Preservação Permanente (APP), as melhorias de saneamento das comunidades do entorno e a implantação de soluções de drenagem sustentável para a Estrada Frei Orlando, com a implantação de jardins filtrantes.

A concepção do projeto para o Rio Jacaré vem sendo acompanhado por um grupo de pesquisadores da UFF que elaborou o diagnóstico da bacia, indicando os principais desafios a serem superados para a renaturalização do rio. Também foi realizado um workshop internacional, com a participação de especialistas dos EUA (Margareth Palmer e Solange Filoso, da Universidade de Maryland), Pedro Teiga, de Portugal, e Fernando Magdaleno, membro do Centro Ibérico de Restauração Fluvial, além da equipe da UFF.

O início das obras para a restauração do Rio Jacaré estão previstas para o início de 2020.

Vamos em frente!

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Coordenador Geral do PRO-Sustentável
Prefeitura de Niterói.



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Projeto vai mapear cachoeiras e parques com grande potencial turístico em dez cidades da Baixada



Cachoeira dos Monjolos em Santo Aleixo Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo


A segurança é um dos temas centrais nos debates entre os idealizadores, que acreditam que o turismo pode promover transformações nesses espaços

Rafael Galdo

RIO — A trilha, no meio da Mata Atlântica, é caminho para poços de água cristalina e pequenas cachoeiras. Exibe espécies de árvores como camboatás e sapucaias, além de ser o lar de micos-leões-dourados, tucanos e saíras. Tamanha biodiversidade fica em Duque de Caxias, no Parque Municipal Taquara. E é uma das atrações mapeadas pelo projeto Baixada Verde, que pretende quebrar estigmas, como a violência, associados à região, revelando belezas ainda pouco exploradas para o turismo.

Nos dez municípios envolvidos no projeto, já foram identificadas mais de 150 áreas de grande potencial, que têm natureza preservada, apesar da imensa malha urbana, às vezes desordenada, do entorno. A ideia de dar à Baixada Fluminense o título de paraíso verde surgiu em 2017, numa reunião do Fórum Estadual de Secretários de Turismo (Fest-RJ). Desde então, a iniciativa ganhou a adesão do estado, de empresários e também de universidades.

— Temos lugares incríveis, muitos com mata nativa, mas que sempre foram deixados meio de lado. Os próprios moradores não conhecem ou não cuidam. Nosso intuito é resgatar esse pertencimento, gerar alternativas de renda e transformar a imagem negativa da Baixada — diz Mirian Rodrigues, vice-presidente do Fest-RJ, destacando que é um trabalho de médio a longo prazo.

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No começo deste mês, o governador Wilson Witzel publicou no Instagram uma foto do Parque Taquara, e deu visibilidade ao projeto. Só nesse recanto, perto de Santa Cruz da Serra, são 43 hectares de floresta. A Secretaria municipal de Meio Ambiente de Duque de Caxias, diz Celso do Alba, titular da pasta, enfrenta desafios, como conscientizar os visitantes a não deixarem lixo onde se divertem. Mas aposta no atrativo como opção de lazer e contemplação.

Na semana passada, a estudante Evelin Vitória, moradora do bairro Parque Paulista, levou o primo e amigos de São Paulo para conhecerem o Poço da Baleia, o de mais fácil acesso na área de conservação. Um dos jovens, Jaconias Santos, nunca tinha se banhado numa cachoeira:

— Não imaginava que houvesse um lugar tão bonito pertinho da cidade.

Paraíso do qual Valdeque Cândido Rocha é o guardião há dez anos. Nascido na Bahia e filho de mateiro, ele foi trabalhar no parque após se aposentar, aos 65 anos, e diz ter se reencontrado ali. Entrou para a faculdade de biologia, formou-se e, atualmente, aos 72 anos, alia os conhecimentos que herdou do pai aos ensinamentos da academia.

— Esse lugar é como se fosse minha casa. Num dos pontos mais altos, fica o Poço da Serpente. A queda d’água forma um escorrega. Desço nela até hoje. É show demais. Volto a ser criança — conta Valdeque, que conhece e explora cada palmo do parque, apesar de alguns trechos de trilha serem de dificuldade moderada.

O inventário dessas atrações está sendo realizado numa parceria do projeto com o curso de turismo do campus Nova Iguaçu da Universidade Federal Rural Fluminense (UFRRJ). A lista inclui áreas para esportes de aventura, como o Pico da Coragem, em Japeri. Há lugares de interesse geológico, como a Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu. E mirantes, a exemplo do Morro do Pau Branco, em São João de Meriti.

Em Magé, as cachoeiras são estrelas da companhia, já disputadas, sobretudo, no verão. A Véu de Noiva, com seus 110 metros de queda, é presença certa na lista das mais bonitas do estado. Mas a de Monjolos, no distrito de Santo Aleixo, rivaliza em beleza.

Tinguá, objeto de desejo

A partir da área urbana, são cerca de dois quilômetros de estrada dentro da mata e mais 15 minutos de trilha. Ao se abrir uma clareira no verde, surge uma queda d’água de 45 metros, um poço de água transparente e pedras para se sentar, relaxar e apreciar a natureza.

Nova Iguaçu guarda outro tesouro da Baixada: a Reserva Biológica Federal do Tinguá, com seus 26 mil hectares. Ela é fechada para turismo ao público em geral. Sítios ao redor é que abrem suas portas à visitação. Mas há quem defenda que a reserva vire um parque nacional, com menos restrições do que as atuais.

— Só 5% do parque seriam voltados ao turismo, o restante ficaria para a pesquisa e conservação. Com o parque fechado, temos jovens da região que nunca sequer entraram na floresta — diz o ambientalista Hélio Vanderlei, da ONG Onda Verde, que desenvolve projetos socioambientais em Tinguá e acredita no potencial do Baixada Verde. — Mas não pode ser apenas um título. Tem que ser uma alternativa de desenvolvimento da região.

A segurança é um dos temas centrais nos debates entre os idealizadores do projeto, que acreditam que o turismo pode promover transformações nesses espaços. Em 2012, seis jovens foram mortos por traficantes a caminho de uma cachoeira no Parque do Gericinó, em Mesquita.

Na etapa atual do projeto, além de a Secretaria estadual de Turismo ter desenvolvido uma plano estratégico do Baixada Verde, os municípios se organizam para aplicar recursos do Ministério do Turismo.


Fonte: O Globo









sábado, 22 de junho de 2019

Bicicleta é coisa de mulher: entenda como a emancipação feminina foi construída sobre duas rodas



A bicicleta deu liberdade as mulheres para se movimentarem pelo espaço público longe do controle dos homens. Para as sufragistas, ela possibilitou a atuação política em novos espaços Foto: Reprodução


Em fins do século XIX, veículo deu liberdade de movimento às mulheres, ajudando-as a conquistar o espaço público e ampliar o alcance do movimento sufragista

Bia Rohen*

A sufragista americana Susan B. Anthony costumava dizer que “andar de bicicleta fez mais pela emancipação da mulher do que qualquer outra coisa no mundo”. Não há registro de que ela tenha pedalado e, quando a bicicleta se tornou popular nos Estados Unidos, Susan já tinha mais de 60 anos, o que na época era impedimento para muita coisa, mas não para constatar que a movimentação social e cultural causada pelo veículo teve impacto na liberdade das mulheres. Inventada em 1817, a bicicleta se tornou um meio de transporte para as mulheres no fim do século XIX, contribuindo apra a expansão do movimento sufragista.

A publicitária Beatriz Beraldo, doutoranda em Comunicação pela PUC-RJ e professora do IBMR Centro Universitário, estuda a bicicleta como motor da emancipação feminina. Ela acredita que a publicidade em torno do veículo impactou a dinâmica familiar e fez barulho na sociedade:

— As marcas perceberam que as mulheres eram um público interessante e começaram a fazer anúncios com elas na bicicleta. Talvez as mulheres tenham pedalado primeiro nas ilustrações. A dinâmica de estar na publicidade e depois no mundo real é interessante para perceber como o consumo, de alguma forma, deu fôlego ao movimento por mais mulheres no espaço público sem supervisão masculina. Até então, se uma mulher era colocada em um trem, sabia-se onde ela iria chegar, o mesmo numa carruagem com um cocheiro. Esse controle é perdido com a bicicleta — esclarece a pesquisadora.

As primeiras bicicletas não eram feitas para as mulheres, o que não foi impedimento para que elas pedalassem. No entanto, foram necessárias adaptações no vestuário. A barra reta, que até hoje é colocada em alguns modelos de bicicleta, dificultava o uso de vestido. Surge, então, o modelo de calças chamado bloomers, que remete a uma peça do vestuário oriental, comum no Império Otomano.

As bicicletas específicas para mulheres surgiram algum tempo depois. Chamadas de ladies' safety, eram projetadas com a barra mais baixa, própria para pedalar com vestido e bloomers por baixo. A simplicidade de sua estrutura não oferecia vantagem, já que o modelo era produzido com material mais pesado para ajudar no equilíbrio. Para Beatriz, o modelo feminino tinha a intenção de frear a liberdade das mulheres. Em vão: elas continuaram a andar de bicicleta.

— Ao contrário do que defendia a engenharia do produto, alguns autores sugerem que "o material pesado para facilitar o equilíbrio" era uma tentativa de restringir o uso do veículo pelas mulheres. Como se a mulher pudesse pedalar, mas não para muito longe ou não o dia inteiro. O peso da bicicleta a deixaria cansada e ela não poderia se dedicar ao lar. Há artigos defendendo que o guidão da bicicleta feminina era mais alto do que o dos homens para que a mulher não ficasse muito empinada — destaca a professora.


Fonte: O Globo








REVISTA BICICLETA: Na Bélgica, dá pra andar de bicicleta pelas árvores





A província de Limburg tem um atrativo para ciclistas bem diferente e interessante: uma ciclovia em Hechtel-Eksel, Bélgica, que passa por copas de árvores e chega a ter uma altura de 10 metros. A ciclovia serpenteia as árvores da reserva natural de Pijven, Bosland.

“É fantástico percorrer a ligeira subida até às copas das árvores”, diz Jan Van Praet, da Tourism Flanders. “Andar de bicicleta pelas árvores, andar de bicicleta pela água… isso vai colocar Limburg e Flanders ainda mais no mapa internacional quando se trata de ciclismo”, conclui.

Há três anos, a província também abriu uma ciclovia pela água em Bokrijk, um complexo de parques e museus belga. Cerca de 600.000 pessoas já pedalaram ou caminharam até lá. Jan Dalemans, prefeito de Hechtel-Eksel, espera que o ciclismo através das árvores tenha o mesmo efeito em Bosland. “Eu pessoalmente acho este caminho ainda mais bonito do que ciclismo pela água, então eu acho que atrairá ainda mais turistas. E isso também é bom para Bosland.”

E os planos para ciclovias assim não param por aí. Há ideias para uma ciclovia subterrânea, através das pedreiras de Marl, na cidade de Riemst. E em Maasmechelen, a construção de uma grande ponte de bicicleta começará em breve.

Assista ao vídeo de 360 ​​° da ciclovia pelas árvores AQUI


Fonte: Revista Bicicleta









REVISTA BICICLETA: Estudo explica paixão de homens de meia idade pelo ciclismo





Uma pesquisa da Universidade East London, com estudo publicado no Journal Qualitative Research in Sport, Exercise and Health, examinou mais a fundo o que leva homens de meia idade a pedalar, e mostrou que a causa tem mais a ver com saúde física e mental do que com crise de meia idade. Ao entrevistar um grupo de ciclistas homens entre 35 e 50 anos que pedalavam rotineiramente por estradas afastadas do centro, os pesquisadores concluíram que atividades físicas realizadas em ambientes naturais causam efeitos psicológicos muito mais positivos do que seus equivalentes realizados em ambientes internos. 

Para o estudo, os pesquisadores fizeram análises psicológicas profundas em 11 indivíduos classificados como ciclistas recreacionais sérios, que pedalam há pelo menos 2 anos com mais de uma hora semanal de pedal “na natureza”.


© Getty Images

Segundo os pesquisadores, os ciclistas puderam ser divididos em três grupos principais: domínio e prazeres descomplicados (desafios com subidas duras e percursos longos), meu lugar de fuga e rejuvenescimento (os que pedalam para recarregar as energias observando as belas paisagens) e, por último, sozinho mas conectado (os que pedalam em grupo onde não existe pressão para conversar, mas com possibilidades de contato social frequentes).

Para os pesquisadores, a pesquisa refuta a ideia que muitos têm de ciclistas de meia idade, geralmente associados a homens que tentam de todas as formas negar a passagem do tempo.









Municípios do RJ apostam na criação de áreas de proteção e campanhas de reflorestamento




Em Niterói, programa de reflorestamento vai contemplar as ilhas e praias da Região Oceânica - Divulgação


Objetivo, é claro, é a conservação de matas e florestas, e também da fauna fluminense.

Por O Dia

Rio - Em tempos de discussões para a flexibilização das leis ambientais, cidades do Estado do Rio apostam no desenvolvimento de ações concretas para a preservação de seus ecossistemas. Entre as iniciativas, a criação de novas áreas de proteção e campanhas de reflorestamento. O objetivo, é claro, é a conservação de matas e florestas, e também da fauna fluminense.

Volta Redonda, por exemplo, acaba de criar o Refúgio da Vida Silvestre Vale dos Puris. A unidade, que fica numa área de 4 mil hectares, abrange os bairros Santa Cruz e Parque do Ingá, estendendo-se até a divisa com o distrito de Amparo, em Barra Mansa. A iniciativa visa à preservação do bioma de Mata Atlântica. Outra novidade recém-anunciada é o plantio de 50 mil mudas de árvores nas vias da cidade até o fim de 2020.

Macaé, por sua vez, também recentemente apresentou os primeiros dados e diagnósticos que darão base ao Plano Municipal de Mata Atlântica (PMMA), que visa a auxiliar na definição de estratégias para a preservação permanente de áreas verdes, além de estabelecer regras para a expansão imobiliária do município.

O próximo passo do PMMA será o levantamento da fauna e flora, além da identificação de áreas de ocupação de solo. "Vamos mapear as áreas remanescentes de vegetação e programar ações de preservação para enfrentar as mudanças climáticas que ocorrem em nossa região", destaca o secretário de Ambiente e de Desenvolvimento Econômico, Gerson Martins.

Com 22,5 milhões de metros quadrados de áreas protegidas, Niterói promete aumentar ainda mais o perímetro verde da cidade. Nos próximos seis meses, manguezais e áreas de restinga e de florestas vão ter vegetação nativa da Mata Atlântica recomposta. Trata-se de um ambicioso projeto de reflorestamento que vai refazer 203,1 hectares com sementes de árvores nativas.

Já Petrópolis tem investido na criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que garante benefícios fiscais para os proprietários, como a isenção de imposto sobre a terra. Não à toa, recentemente foram criadas as RPPNs Caminho Real e São Miguel. Elas ficam no entorno da Reserva Biológica de Araras e vão garantir mais 24,2 hectares preservados no município. A única reserva municipal particular ficava no Moinho Preto e foi criada há mais de dez anos.

Em Angra dos Reis, uma das iniciativas foi a criação do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica, em 2017. Popularmente conhecida como Parque da Cidade, a área tem mais de 1.110 hectares e atualmente aguarda a elaboração de um plano de manejo, que está em desenvolvimento. O objetivo é que o espaço verde seja sustentável e possa receber atividades de ecoturismo. Além dele, a cidade também possui unidades de conservação em diversos bairros.

"As criações das unidades de conservação têm o viés do desenvolvimento sustentável, com atividades de baixo impacto para a prática de ecoturismo. Assim, é possível melhorar a qualidade ambiental e ainda gera emprego e renda para o município", destaca Mário Reis, presidente do Instituto Municipal do Ambiente de Angra dos Reis (Imaar).


Fonte: O Dia










“QUE DIFERENÇA FAZEM AS ÁRVORES NA CIDADE?! TODA!”





Descobrir como melhorar o “uso das árvores nas cidades” para fazer face ao triplo desafio “energia, clima e biodiversidade”, utilizando o conhecimento das universidades, é a proposta da nova aliança europeia Cities for Trees. A iniciativa foi anunciada na passada quarta-feira, em Oeiras, e é um apelo à acção local conjunta de municípios, academia e sociedade civil, mas cujo impacto se espera que seja global.

O início oficial da European Alliance Cities for Trees (na expressão original) está agendado para Setembro, mas o evento de apresentação serviu como uma “antecipação” daquilo que são as intenções deste projecto, que recebe o apoio do programa europeu LIFE. “[O projecto] Vai consistir em como fazer a melhor utilização possível das árvores nas cidades e trabalhar pelo clima, biodiversidade e qualidade do espaço público, trazendo a ciência para a solução deste desafio”, explica Marcos Nogueira, responsável em Bruxelas pelo gabinete europeu da IrRADIARE - Science for Evolution, entidade portuguesa que dinamiza a iniciativa. “É uma forma de ter uma rede activa, com objectivos autónomos, actividade e financiamento próprio, que apoie e suporte a universalização dos resultados (...) Temos esta crise tripla – biodiversidade, energia, clima –, esse é um desafio global, mas as soluções são locais. É uma questão universal que diz respeito a todos. Nessa óptica, queremos que as árvores nas cidades sejam o nexo entre esse desafio global e a acção local”, acrescenta.

O conhecimento científico vai ser, para já, assegurado pelo parceiro académico nacional do projecto: o Instituto Superior de Gestão (ISG). “É a forma de as universidades mostrarem como podem intervir mais no espaço público e na concretização de objectivos ambiciosos, e intervir em concreto. Isto dá também uma missão às universidades para além da de formar estudantes. Abre-lhes a resposta aos desafios locais e à necessidade de trazer para dentro da universidade problemas que nascem do concreto, do dia-a-dia, no terreno, nas cidades”, disse.

Contando com o apoio do município de Oeiras, que recebeu a sessão de apresentação da aliança, Marcos Nogueira garante que há já várias cidades interessadas em fazer parte. Ainda sem adesão formal de Viena, na Áustria, a iniciativa conta, pelo menos, com o apoio da responsável pelo projecto Smart City Wien, Ina Homeier, que esteve presente no evento, dando a conhecer o exemplo desta cidade. “[Esta aliança] Faz muito sentido, especialmente agora que estamos a olhar muito para as árvores e a temos de saber como trazê-las para a cidade. Em Viena, estamos a fazer simulações sobre como e onde as árvores devem ser plantadas”, referiu.

Mas o objectivo desta aliança não é o de se ficar apenas por parceiros institucionais, sejam cidades, sejam universidades. “Num tema que é tão próximo das pessoas”, os cidadãos são também bem-vindos, afirma Marcos Nogueira. “Qualquer cidadão pode fazer parte e esse é que é o encanto. Grupos de cidadãos, grupos informais, grupos de estudantes podem aqui ter um espaço de intervenção, com a informalidade que está tão presente numa gestão mais inteligente do espaço urbano”.

Segundo a irRADIARE – Science for Evolution, sendo este um projecto debaixo da chancela do programa LIFE, a European Alliance Cities for Trees vai dispor de um orçamento “de cerca de três milhões de euros”, dividido pelos diversos parceiros. “É um orçamento exigente, já que não é muito vasto. Dá para fazer pilotos, mas vai ter de dar, essencialmente, para induzir, inspirar, mobilizar outros financiamentos e outros parceiros, entidades e mais gente. É uma alavanca e para isso é totalmente suficiente”, explica o responsável.

E “que diferença fazem as árvores nas cidades?! Toda”, exclama Marcos Nogueira. Contribuir para uma melhor qualidade do ar, reduzir o ruído e a temperatura, atenuando os efeitos de ilha de calor e disponibilizando sombreamento, preservar a biodiversidade e tornar o espaço público mais agradável são alguns dos benefícios que as árvores podem trazer ao ambiente urbano. Sendo um importante elemento na mitigação das alterações climáticas, muitas cidades estão, neste momento, a reforçar os espaços verdes existentes. É o caso de Paris, que anunciou recentemente a criação de quatro “florestas urbanas” em zonas centrais da capital francesa.


Fonte: Smart Cities












Projeto enfrenta síndrome da floresta vazia e devolve espécies às matas



Jabutis que serão soltos no Parque Nacional da Tijuca passam por aclimatação em Seropédica Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Jabuti-tinga será a terceira espécie a ser reintroduzida na floresta pelo projeto Refauna Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O bugio, também conhecido popularmente por macaco-uivador ou barbado, foi o segundo animal levados de volta ao Parque Nacional da Tijuca pelo projeto Refauna Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Araras-canindés estão no escopo de espécies alvo do projeto Refauna Foto: Márcia Foletto

Pássaros trinca-ferros que foram apreendidos e que irão voltar ao Parque Nacional da Tijuca Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo


Pesquisadores reintroduzem no Parque Nacional da Tijuca animais nativos que foram extintos em decorrência de caça e desmatamento

Audrey Furlaneto

RIO - No mês passado, 49 jabutis partiram de Cuiabá em oito voos diferentes, em 16 caixas de madeira feitas sob medida. Os cascos dos bichos, que têm manchas amarelas, característica da espécie jabuti-tinga, foram marcados com números, colados com massa de moldar, e, em breve, receberão radiotransmissores.

Em julho, começa a segunda parte da viagem dos quelônios do Mato Grosso rumo ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio: eles deixarão o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, em Seropédica, onde desembarcaram no mês passado, rumo a um cercado de aclimatação no meio da mata. Passarão alguns meses ali até, enfim, serem reintroduzidos, livres, na floresta.

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Os jabutis serão a terceira espécie no foco do projeto Refauna, criado dez anos atrás por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), e que hoje tem parcerias com diversas instituições, como o Parque Nacional da Tijuca, o RioZoo, a Fundação Oswaldo Cruz, a PUC-Rio e o Ibama.

Sob o signo da ‘refaunação’

Desde a criação do projeto, cutias e bugios voltaram à Floresta da Tijuca, para ajudar a tratar um mal de que padece aquela vegetação, a síndrome da floresta vazia. O problema, resultado de desmatamento, caça e outras ações predatórias do homem, é recorrente em florestas tropicais — abundantes em vegetação e pobres em fauna.

Para combatê-lo, os biólogos do projeto se firmaram na ideia de “refaunação”, termo cunhado em 2010 por Fernando Fernandez e Luiz Gustavo Oliveira Santos e diferente da definição original de “rewilding”. Dos anos 1990, o conceito americano criado pelos biólogos Michael Soulé e Reed Noss propõe como estratégia conservacionista reintroduzir na natureza animais de topo de cadeia, muitos extintos localmente há milhares de anos, com o propósito de reativar ecossistemas extintos.

Para o biólogo Fernando Fernandez, que dirige o Laboratório de Ecologia e Conservação de Populações da UFRJ, no entanto, o conceito original de “rewilding” seria problemático por uma série de motivos. Deslocar exemplares de uma espécie, muitas vezes ameaçada como os leões, de um local ao outro do planeta, por exemplo, pode aumentar os riscos para a população-fonte. Fernandez, por outro lado, propõe a “refaunação”, que inspira o nome e o trabalho do projeto de reintrodução de espécies na Floresta da Tijuca.

— A ideia do Refauna começa com a floresta vazia. Você hoje anda pela Mata Atlântica e não vê mais onça, anta, muriqui, queixada, cateto. E pode-se até achar que a Mata Atlântica é isso mesmo, mas não é o normal. Se não vemos bichos na floresta, é porque as espécies foram exterminadas por nós — diz Fernandez. — No Rio, a Floresta da Tijuca é uma floresta vazia de 4 mil hectares, sem onça, sem anta, sem jaguatirica, sem mico-leão, para falar só de alguns mamíferos, e sem a esmagadora maioria das espécies de aves.

De cutias a araras

Para “refaunar” a floresta, os pesquisadores fazem, antes, um “trabalho investigativo”, como define o coordenador técnico do projeto, Marcelo Rheingantz, biólogo que também integra o Laboratório de Ecologia e Conservação de Populações da UFRJ. Ele conta que, primeiro, busca-se registro, sobretudo entre os naturalistas que passaram pelo país no século 19, de animais que tenham vivido na região. Em seguida, avalia-se se o ambiente é adequado e quais interações ecológicas poderiam promover na floresta.

As cutias, primeira espécie reintroduzida pelo Refauna, nos idos de 2010, são ótimas dispersoras de sementes e, portanto, ajudam no replantio de árvores na floresta. Abundantes no Campo de Santana, estavam extintas da Tijuca desde os anos 1970. Migraram do centro da cidade para o parque. Depois de reintroduzidos, estes roedores que vivem em média quatro anos já deixaram novas gerações pelos setores do parque nacional no Rio. Habilidosas com as mãos e donas de mandíbulas fortes, as cutias quebram frutos grandes e, muitas vezes, enterram no solo sementes, numa manobra para estocar alimentos para momentos de diminuição de recursos.

Depois das cutias , vieram os bugios. Da espécie Alouatta guariba, seis deles foram reintroduzidos no parque. Um casal se formou. Kala e Juvenal tiveram três filhotes, dos quais dois, Ariel e Tupi, vingaram. O processo de reintrodução dos primatas parou em meio aos casos de febre amarela no Rio. Atualmente, quatro candidatos estão em processo de imunização e aguardam autorização para serem liberados no parque.

Os pesquisadores têm ao menos 20 espécies na mira para solturas futuras. Entre os primatas, estão o mico-leão dourado e o muriqui. De felinos, são possibilidades a jaguatirica e o gato-do-mato. Da seara das aves, a arara-canindé também é forte candidata.


Fonte: O Globo