quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Prática do mountain bike pode ganhar regras
Marcelo Macedo Soares –
Os praticantes mountain bike – ou ciclismo de montanha, numa tradução literal – podem ganhar regras específicas para o esporte. É o que prevê o Programa Estadual de Incentivo ao Ciclismo de Montanha, apresentado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pelo deputado Carlos Minc (PSB). Ele abrange os parques estaduais e as trilhas localizadas em áreas públicas. A proposta também determina que o uso de bicicletas será permitido apenas em áreas específicas previstas por estudos, em locais devidamente sinalizados, observando uma série de exigências, sobretudo com relação à segurança. Porém, a ideia divide opiniões e gera questionamentos entre os ciclistas.
Em sua justificativa, Carlos Minc diz que a procura por locais apropriados para a prática das diferentes modalidades de ciclismo é crescente. Segundo o parlamentar, a regulamentação da prática do ciclismo em trilhas nos parques estaduais é um anseio antigo das associações de ciclismo, já que o esporte é praticado há muitos anos em diversas trilhas no Rio de Janeiro.
“A proposta visa o crescimento da prática da atividade de forma organizada, segura e estruturada, além de aumentar o número de visitantes dos parques e a divulgação destes para propiciar um maior interesse da população na visitação destes”, diz um trecho do projeto.
Outro argumento é o de que algumas trilhas existem há dezenas de anos e necessitam de cuidados para evitar o surgimento de erosões que as destruam. Uma das soluções seria uma parceria entre as entidades esportivas já existentes e a direção dos parques, podendo assim estabelecer regras e condições de manejo.
“Com o crescimento do esporte empresas do ramo podem vir a se interessar a ‘adotar’ algumas trilhas, empregando jovens esportistas para a referida manutenção. Trilhas são caminhos e cada uma delas possuem características próprias. A sinalização das mesmas orienta o praticante sobre o grau de dificuldade, nome, topografia, e tamanho, criando uma atmosfera de segurança e informação. Parcerias podem ser bem vindas para o custeio, instalação e manutenção das mesmas”, argumenta.
Mas os praticantes veem o projeto com desconfiança. O fotógrafo André Redlich, praticante de mountain bike, diz que é preciso saber como será realizada a fiscalização caso a proposta seja aprovada.
“É preciso conhecer o projeto em detalhes, saber que tipo de melhorias ele pode trazer para o esporte e, principalmente, como será feita a fiscalização”, questiona.
De acordo com o Projeto de Lei 4086/2018, “as associações representativas do ciclismo de montanha definirão em conjunto com o Poder Público o regulamento e os estudos necessários para a demarcação geográfica, sinalização, implantação e manutenção dos circuitos internos de trilhas para o ciclismo nos Parques Estaduais e encostas das montanhas do Estado do Rio de janeiro”. O campeão estadual de downhill, Jailton Mesquita, explica que para se fazer qualquer intervenção nas trilhas em parques estaduais é necessário cumprir uma série de exigências burocráticas. Tanto que sua equipe, a GPR, precisou se registrar em cartório para obter as licenças para cuidar da manutenção das trilhas.
“Pela lei, é crime qualquer intervenção em áreas de parques estaduais, mesmo que seja uma simples sinalização das trilhas”, explicou.
Waimea – Considerado um dos melhores locais para a prática do mountain bike no Estado, o Parque da Cidade reúne uma série de trilhas. Uma delas, a Waimea, está em processo de revitalização e Prefeitura de Niterói investiu mais de R$ 330 mil para realizar diversas intervenções no local. O administrador do parque, Alex Figueiredo, vê com bons olhos a criação do Programa.
“O Parque da Cidade possui diversas trilhas e oferece as melhores condições para a prática do mountain bike. Porém, por ser um lugar que abriga outras modalidades esportivas, muitas vezes em locais muito próximos, eventuais acidentes podem acabar acontecendo. Acho que a iniciativa vai trazer melhorias para todos”, declarou, lembrando que há seis meses não foi registrado nenhum acidente no parque envolvendo ciclistas.
Segundo a placa da Prefeitura de Niterói colocada no Parque da Cidade, as obras da Trilha Waimea deveriam terminar no próximo dia 25, mas a julgar pela situação do local, onde ontem não havia ninguém trabalhando, é pouco provável que os ciclistas possam contar com o novo espaço já na semana que vem.
A Prefeitura informou que a trilha está perto de ser reaberta, com previsão de conclusão dos trabalhos em outubro. A Waimea vai voltar a funcionar com cinco novas rampas, muro de contenção e passarelas, desobstrução de espaços, entre outras adaptações.
De acordo com a Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento (Emusa), estão em execução as intervenções nas rampas para as manobras e a passagem para os atletas, assim como o muro de contenção e a passarela. Com orçamento de cerca de R$ 343 mil, a revitalização pode consolidar a pista como uma das principais para prática do esporte no País.
A Waimea tem percurso de um 1,2 km em uma área de cerca de 270 metros de altura no Parque da Cidade, entre os bairros de São Francisco e Piratininga.
Fonte: A Tribuna
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NITERÓI DE BICICLETA: Passeio Ciclístico celebra campanha "Um Dia Sem Carro"
No último domingo, 23 de setembro, ciclistas de Niterói se reuniram para um agradável Passeio Ciclístico pela orla da cidade. A atividade fez parte da programação da Semana Nacional do Trânsito (15-25 de setembro), em Niterói, que contou com eventos educativos e de mobilização cidadã.
O Passeio Ciclístico, que teve a coordenação do cicloativista Cláudio Santos, um dos pioneiros e maiores incentivadores da bicicleta na cidade e que já presidiu a Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro.
A pedalada reuniu centenas de ciclistas, que tomaram a orla de Niterói, como pode ser visto nas fotos abaixo:
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| Concentração diante da Concha Acústica, no Centro de Niterói. |
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| Aguardando o início da pedalada. |
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| Diante do Museu de Arte Contemporânea (MAC), um dos pontos turísticos de Niterói. |
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| Ciclistas chegam à Icaraí. |
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| A Praia de Icaraí foi ocupada por ciclistas de ponta a ponta. |
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| No final da Estrada Fróes, chegando a São Francisco. |
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| Final da Praia de São Francisco. |
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| Dentro do Túnel Charitas-Cafubá. |
Assista ao vídeo do Passeio Ciclístico que celebrou o Dia Mundial Sem Carro.
Além do Passeio Ciclístico, a Semana Nacional do Trânsito, em Niterói, sob o lema "NÓS SOMOS O TRÂNSITO", contou com várias atividades, dentre as quais destacaram-se os seguintes eventos:
- 'ELO PERDIDO: O BRASIL QUE PEDALA'', documentário de Renata Falzoni, que foi exibido no Pátio do MAC com uma roda de conversa com a mesma.
- "URBANISMO CAMINHÁVEL: PRÁTICA DE CONSTRUÇÃO DE CIDADES CAMINHÁVEIS" - Palestra do urbanista Lincoln Paiva, especialista em planejamento e gestão de cidades (PECE/POLI - USP), presidente da Green Mobility e do Instituto Mobilidade Verde, membro da SLOCAT (Sustainable Low Carbon Transport).
- ARTE NA FAIXA: pintura em 3D na faixa de pedestres da Avenida Amaral Peixoto x Marechal Deodoro.
Veja algumas fotos das atividades abaixo:
Parabéns e obrigado às equipes da NitTrans, do programa Niterói de Bicicleta, da Bicicletas Amazonas e a todos que contribuíram como palestrantes ou como participantes dos diversos eventos.
É com participação que faremos de Niterói uma cidade cada vez mais ciclável, amiga do ciclista e um modelo de sustentabilidade.
Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói
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quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Pergunta de menina de 5 anos inspirou cartilha sobre lixo na Baía de Guanabara
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| A Praia das Pedrinhas, na Baía de Guanabara, possui uma colônia de pescadores - Thiago Freitas / 10-04-2017 / O Globo |
Por Élcio Braga
Mariana queria ver limpa praia em Sao Gonçalo. Publicação foi apresentada durante passeio em rebocador da Marinha
RIO - A Praia das Pedrinhas, em São Gonçalo, estava suja e com mau cheiro, nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Inconformada, a menina Mariana, então com 5 anos, quis saber por que todos não se uniam para limpar a Baía de Guanabara. A pergunta sensibilizou ambientalistas à época, durante um evento na Orla Conde. Um mutirão recolheu quase uma tonelada de lixo da areia da praia. Três anos depois, o lugar voltou a ficar cheio de lixo, mas a pergunta não ficou sem resposta: Mariana é a personagem principal de cartilha em quadrinhos apresentada pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e com apoio da Marinha.
— A história em quadrinhos que a gente lança traz um pouco desse brilho, dessa energia, que a juventude pode trazer para a gente modificar este cenário todo. O mar vem sendo atacado por uma série de impactos. O mais evidente que a gente tem visto, e tem repercutido na mídia, é o lixo nos mares — observa o biólogo Alexander Turra, que coordenou a elaboração da cartilha.
A cartilha "Mariana e a batalha contra os supermacabros: a ameaça do lixo nos mares" é um alerta sobre os graves problemas causados pela poluição dos oceanos. A divulgação ocorreu durante passeio pela Baía de Guanabara, dia 15, organizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e a Marinha. A finalidade do encontro foi desenvolver ações que contribuam para a despoluição e a preservação da Baía de Guanabara. Os participantes do encontro navegaram pela baía a bordo do Rebocador Laurindo Pitta, embarcação da Marinha que participou da Primeira Guerra Mundial.
— A gente teve a possibilidade de lançar um material de educação ambiental, de divulgação científica, criada em função de uma situação muito incrível, que a gente vivenciou no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas. Uma criança chamada Mariana foi visitar nossa atividade e perguntou ao pai dela se eles podiam limpar a praia. E daí foram Mariana, o pai e todo mundo limpar a praia, a Praia das Pedrinhas, em São Gonçalo — lembrou o biólogo.
Mariana, hoje com 7 anos, ficou empolgada ao receber um exemplar. Nos quadrinhos, ela descobre uma praia muito suja e como o lixo prejudica a vida marinha. Em sua aventura, ela ajuda a recuperar o meio ambiente. Na cartilha, há ainda palavras cruzadas, caça-palavras e outros jogos.
— Um dia, quando a gente passou pela BR-101 (Niterói-Manilha), havia um mau cheiro insuportável. Mariana me perguntou que cheiro era aquele. Falei que era da Baía de Guanabara e, devido àquele cheiro, àquele lixo que jogam no mar, os peixes morriam. Aí, ela falou assim: ‘Pai, por que a gente não faz um projeto para limpeza das praias? Porque só assim os peixes deixam de morrer e não fica esse cheiro insuportável'— conta o engenheiro elétrico Sandro Brito da Costa, o pai da Mariana.
Assista ao vídeo: http://oglobo.globo.com/videos/v/cartilha-em-quadrinhos-alerta-sobre-poluicao-na-baia-de-guanabara/7032627
Assim nasceu o projeto 'Mariana praia limpa'.
— Em duas horas, recolhemos quase uma tonelada de lixo. A minha ideia é até voltar lá para conscientizar as pessoas de novo — observa Sandro.
Alexander Turra ressalta que a cartilha será um instrumento a mais para alertar, sobretudo os mais jovens, sobre a importância de se preservar os oceanos.
— Temos muitos problemas nos mares que não são visíveis. E as pessoas desconhecem totalmente. Mesmo os efeitos das mudanças climáticas são despercebidos pela maioria da população — conta ele.
A discussão sobre a preservação dos oceanos vai ganhar mais espaço na agenda das Nações Unidas nos próximos anos. A ONU definiu que, entre 2021 a 2030, ocorrerá a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável. Segundo Alexander, os cientistas têm que exercer um papel de protagonistas.
— A gente vai ter dois anos de preparação para esta "Década". Vai ser discutido como esta década vai ser colocada em prática, quais as costuras, as articulações... Mas uma coisa está muito clara: a necessidade de se promover a integração, a interdisciplinaridade, as ciências a serviço das demandas dos tomadores de decisão — observa.
Fonte: O Globo
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Avançam as obras no Ciep Anísio Teixeira, no Fonseca
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| O Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou ontem as obras e lembrou que o espaço ficou mais de 10 anos fechado, antes de ser municipalizado. Bruno Eduardo Alves / Prefeitura de Niterói |
25/09/2018 – O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou no final da manhã desta terça-feira (25) as obras de recuperação do CIEP Anísio Teixeira, no Fonseca. A unidade estava abandonada há mais de 10 anos e foi municipalizada em fevereiro. No dia 21 de julho as obras de recuperação foram iniciadas. Estão sendo investidos R$ 6,8 milhões na recuperação do local, que será usado como Espaço Nova Geração, uma nova concepção na Educação em Niterói. As obras devem ser concluídas nos primeiros meses do ano que vem.
“Esse espaço ficou mais de dez anos fechado, foi se degradando durante esse período e agora estamos fazendo uma revitalização completa. No início do ano que vem ele será reaberto com foco nos adolescentes, na juventude, na educação. Vamos ter aqui cursos profissionalizantes, informática, esportes, teatro, cinema. As atividades serão no contraturno do ensino médio para que o jovem não fique ocioso e tenha opções de profissionalização e lazer”, disse o prefeito.
O prédio do CIEP está recebendo uma reforma geral, mas suas características originais serão mantidas. O projeto da reforma inclui a substituição das instalações de gás, de incêndio, de esgoto sanitário e águas pluviais, hidráulica, elétrica e do sistema de ar condicionado. Os revestimentos em argamassa de cimento e azulejos, tijolos danificados, divisórias dos sanitários, cobertura das telhas, forros, impermeabilizações de toda a edificação serão trocados. Também serão substituídos os sanitários, portas e janelas, e os aparelhos de iluminação.
O CIEP, que fica na Travessa Luiz de Mattos, no Fonseca, mas próximo das comunidades do Cubango, receberá um novo tratamento paisagístico nas áreas públicas.
Espaço Nova Geração – Quando for reaberto, o CIEP será um dos primeiros Espaços Nova Geração de Niterói, onde 800 crianças e jovens da região terão acesso gratuito a atividades e projetos de formação técnica, cultura, educação, esporte e lazer. O local será uma espécie de clubes-escola no contraturno escolar com pratica de esportes, cursos de capacitação profissional, de idiomas e projetos culturais. O objetivo é promover o desenvolvimento de crianças e jovens oferecendo oportunidades que abram horizontes e novas perspectivas para o futuro.
Fonte: Prefeitura de Niterói
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Prefeitura inicia instalação do sistema de cercamento eletrônico
A Prefeitura de Niterói deu nesta segunda-feira (24) mais um passo para melhorar a segurança na cidade, em apoio às forças de segurança. O prefeito Rodrigo Neves assinou a ordem de início de instalação do sistema de cercamento eletrônico, que utilizará 70 novas câmeras de monitoramento inteligentes que identificam carros roubados, furtados ou clonados em frações de segundo e emitem um alerta para que o veículo seja interceptado pela polícia. As câmeras serão instaladas nas principais vias da cidade.
“Niterói será a primeira cidade do estado a ter um cercamento eletrônico total. Já temos oito portais de segurança nas principais entradas da cidade e hoje, com esse projeto, nós ampliamos para toda a cidade o monitoramento com um sistema que, além de identificar a placa, analisa as características dos veículos que estão sendo usados para praticar roubos na cidade. Tenho certeza que esse sistema vai ajudar muito na redução dos assaltos em Niterói”, disse o prefeito Rodrigo Neves.
O prefeito lembrou ainda que o sistema faz parte do conjunto de medidas do Pacto Niterói contra a Violência, lançado por ele no dia 6 de agosto, que prevê investimento de R$ 304 milhões nos próximos dois anos em 19 projetos nos eixos de prevenção, policiamento e Justiça, convivência e engajamento dos cidadãos e ação territorial integrada.
Para agilizar a compra do equipamento, a Prefeitura de Niterói optou por uma adesão à Ata de Registro de Preço (ARP) feita pela Prefeitura de Vitória, no Espírito Santo, que concluiu em março a instalação de um sistema de cercamento semelhante. Isso deu mais agilidade ao processo, sem a necessidade de uma licitação.
O projeto terá um custo de R$ 6,6 milhões, que serão pagos em quatro anos pela prefeitura, com gastos de cerca de R$ 1,6 milhão por ano. A final dos quatro anos todo o equipamento pertencerá à prefeitura. A empresa 7Lan Tecnologia será a responsável pela instalação e manutenção do equipamento durante o período e o sistema de Cercamento eletrônico começa a funcionamento até o final do ano.
Além das 70 novas câmeras inteligentes o sistema de cercamento contará com as 27 câmeras instaladas nos oito portais de segurança instalados nas principais vias de entrada e saída da cidade.
Cada vez que um veículo em situação irregular é identificado, um alerta soará no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), de onde as câmeras serão monitoradas, para que a polícia possa ser acionada para a interceptação. Após a identificação, o veículo também passa a ser rastreado pelas outras câmeras do Cisp para facilitar a abordagem.
Além de identificar veículos em situação irregular, através de cruzando de dados com os arquivos da polícia, o sistema disponibilizará o registro da ocorrência com informações sobre data, local, características do veículo e circunstâncias do delito.
“Essas informações são muito importantes porque, além de facilitar a localização, fornecem aos policiais que farão a abordagem informações como, por exemplo, se o veículo foi usado em assaltos por homens armados. Assim os policiais saberão os cuidados que deverão tomar para garantir a própria segurança e a segurança das outras pessoas no local da abordagem”, disse o secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal de Niterói, coronel Paulo Henrique de Moraes.
Também participaram da reunião para a assinatura da ordem de início o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, coronel Márcio Guimarães, e os secretários Axel Grael (Executivo), Giovanna Victer (Planejamento, Modernização da Gestão e Controle), Bira Marques (Governo) e Gilson Chagas (Ordem Pública).
Fonte: Prefeitura de Niterói
Sobre a ocorrência de algas na Lagoa de Piratininga
OPINIÃO DE AXEL GRAEL:
Nos últimos dias, verificamos a ocorrência de uma grande quantidade de algas do gênero Ulva, também conhecida popularmente como "alface do mar", na Lagoa de Piratininga, próximo à localidade do Tibau, onde existe um túnel construído pelo governo estadual há alguns anos, com o objetivo de promover uma maior troca de águas entre a lagoa e o mar.
A bióloga Camile Alves Duque, que faz parte da equipe do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-SUSTENTÁVEL), coordenado pela Secretaria Executiva, esteve no local, analisou as algas e fez alguns testes visando verificar a possibilidade de retirada das algas.
Segundo a informação da bióloga, a Ulva é uma alga muito comum nos costões rochosos da orla marinha e é adaptada ao ambiente salino do oceano.
Nossa equipe ainda está analisando as causas para a ocorrência atípica da Ulva. A minha opinião é que a alga pode ter sido transportada do mar para a lagoa através do túnel, provavelmente devido à ocorrência de mares agitados por ressaca, conforme aconteceu recentemente.
Com a maior entrada de água do mar na lagoa, a salinidade aumentou e, com isso, a alga manteve-se viva, fato que não deve ocorrer por muito tempo. Este é o problema. A presença de algas pode ajudar a aumentar a disponibilidade de oxigênio dissolvido na água, o que é favorável ao ecossistema. O problema acontece quando os vegetais morrem e a biomassa é decomposta na água, consumindo o oxigênio disponível, que pode causar a mortandade de peixes.
Por isso, o esforço da Prefeitura de retirar a biomassa das algas.
Como temos repetido aqui no Blog, os principais problemas do sistema lagunar de Piratininga e Itaipu são:
- Eutrofização das lagoas causada pelo grande aporte de nutrientes trazidos por rios e drenagens urbanas ao longo das muitas décadas de crescimento urbano na bacia hidrográfica (Região Oceânica). A Prefeitura de Niterói vem fazendo investimentos vultuosos em saneamento, com a ampliação dos serviços de coleta/tratamento de esgoto, através da Concessionária Águas de Niterói, e drenagem através de ações diretas da Prefeitura. O grande esforço atual tem sido na condução do programa "Se Liga", para promover a iniciativa de conexão dos imóveis à rede de esgoto por parte de seus proprietários. A eutrofização causa o assoreamento pela deposição de matéria orgânica no fundo, causando a camada de lodo.
- Assoreamento causado também pelo carreamento de sedimentos originados principalmente da grande quantidade de ruas sem pavimentação. Para corrigir o problema e atender às expectativas da população, a Prefeitura tem promovido o mais amplo programa de pavimentação de ruas já realizado na região. Saiba mais sobre o tema do assoreamento das lagoas aqui.
- Circulação de águas prejudicada pela baixa profundidade média da lagoa, que também tem outras consequências ecológicas, como o aumento da oscilação da temperatura da água, problemas de oferta de oxigênio e outros problemas.
Para planejar a recuperação ambiental do sistema lagunar, a Prefeitura contratou um serviço de monitoramento do sistema lagunar (conheça o escopo dos estudos aqui) com o objetivo de subsidiar a definição das medidas de despoluição e recuperação ambiental das lagoas.
Além disso, estão em fase de projetos a implantação do Parque Orla de Piratininga (POP) e o projeto de Renaturalização do Rio Jacaré, principal afluente da Lagoa de Piratininga.
Enfim, não se faz a recuperação de danos ambientais causados ao longo de muitas décadas de descaso de uma hora para outra, sequer se faz sem estudos e planejamento. O importante é que, enfim, a Prefeitura assumiu a gestão do sistema lagunar, captou recursos para promover ações de recuperação e está em fase de preparação destas ações, que terão início no próximo ano.
Axel Grael
Secretário ExecutivoPrefeitura de Niterói
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Ação tenta remover algas que tomaram a Lagoa de Piratininga
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O morador de Piratininga Paulo Oberlander ajuda uma agente da Prefeitura de Niterói na retirada das algas de dentro da Lagoa de Piratininga. Evelen Gouvêa
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Carolina Ribeiro
Segundo especialista, vegetação deve ter se soltado de um costão da praia, chegando à lagoa por uma comporta
Há cerca de duas semanas, algas tipicamente salinas do tipo ulva (alfaces do mar) começaram a aparecer na Lagoa de Piratininga, na Região Oceânica, assustando moradores e protetores do ecossistema. Após análises, a Prefeitura de Niterói trabalha na remoção da vegetação, que pode prejudicar o sistema lagunar da cidade. Nesta segunda-feira (24), equipes visitaram o lugar, mas não havia o material necessário para a remoção. Uma nova data será marcada.
Um mutirão, entre moradores e gestores da Prefeitura de Niterói, havia sido marcado na tentativa de remover as algas na manhã desta segunda. Apenas um morador compareceu, porém, não havia materiais suficientes para a remoção, apesar da Clin ter emprestado uma rede e o morador ter cedido um barco de pesca. A expectativa é que, em outra oportunidade, haja mais ajuda, uma rede apropriada e mais barcos.
De acordo com a especialista em meio ambiente e gerenciadora do programa Pró Sustentável, Camille Alves, a hipótese levantada para a aparição das algas é de que elas teriam se soltado de um costão rochoso do mar de Piratininga e chegado à lagoa através da comporta que liga os dois ambientes, já que a vegetação é tipicamente salina. Além disso, a área da lagoa em que a vegetação se concentra - próximo à ponte do Tibau -, é salobra, justamente por conta da abertura.
“Precisamos remover esta vegetação. Tentamos hoje (Segunda-feira), mas não foi possível, vamos nos organizar internamente para que ocorra o mais rápido. As algas não são da lagoa, além de prejudicar visualmente, elas ficam ‘fotossintetizando’ e, quando morrerem, vão dar mau cheiro e diminuir o oxigênio dissolvido da água, prejudicando o ecossistema”, explicou.
Morador de Piratininga desde que nasceu, o autônomo Paulo Oberlander, de 45 anos, percebeu a aparição das algas e mobilizou a gestão lagunar. Ele relembra que de início eram poucas unidades, mas a vegetação foi se aglomerando e formando grandes placas verdes no espelho d’água.
“Antigamente a lagoa possuía algas, limo, mas, desde que abriu a comporta, não havia mais, por isso é preocupante. Acredito que o trabalho de tirar a alga é enxugar gelo, precisa de um estudo da água. Quando vi, fiz vídeo e foto para ver se mobilizava as autoridades, pois tem vida aqui e sozinho não consigo fazer nada. São poucas as pessoas que têm essa preocupação”, acredita.
Monitoramento - Em julho, a Prefeitura de Niterói anunciou o início dos Estudos de Monitoramento do Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu com previsão de entrega para 16 meses. O trabalho analisa aspectos de qualidade das águas, sedimentos, flora e fauna e questões físicas em relação à circulação dentro dos sistemas lagunares, com objetivo de traçar procedimentos e reger as prioridades de intervenção para a despoluição e recuperação ambiental das duas lagoas.
Ainda de acordo com a técnica do programa Pró Sustentável, Camille Alves, o estudo está sendo realizado, com monitoramento quinzenal da qualidade da água e outros parâmetros. Procurado, o Executivo Municipal informou que a retirada das algas será realizada nos próximos dias, em conjunto com os pescadores locais, usando redes de pesca, e que a aparição das algas, provavelmente ocorrida durante recentes períodos de ressaca marítima, está sendo acompanhada pela equipe de monitoramento.
Fonte: O Fluminense
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Processo seletivo para trainees em Gestão Pública está com inscrições abertas!
O Programa de Trainees em Gestão Pública é uma grande oportunidade pra quem tem interesse em atuar no poder executivo municipal. Nele, o trainee vai participar de atividades práticas a teóricas, ajudando no desenvolvimento de novas políticas públicas e se preparando para novos desafios! Ficou interessado?
As inscrições ficam abertas até o dia 27 deste mês. Serão 16 vagas disponíveis e uma bolsa-auxílio de R$ 4 mil reais.
Para se inscrever, acesse: http://inscricoes.vetorbrasil.org/
O edital e mais informações sobre o processo seletivo você encontra em: http://seplag.niteroi.rj.gov.br/site/pagina_detalhe.jsf?id=21
O edital e mais informações sobre o processo seletivo você encontra em: http://seplag.niteroi.rj.gov.br/site/pagina_detalhe.jsf?id=21
Fonte: Prefeitura de Niterói
BALNEABILIDADE EM NITERÓI: SIGEO oferece informação sobre qualidade das praias
Tá dando praia? Use a tecnologia para planejar a praiana!
Antes de ir à praia, algumas informações são importantes.
A previsão do tempo, as condições de balneabilidade (se está própria ou não para o banho) e o trânsito no caminho, são alguns exemplos.
Você sabia que essas e outras informações podem ser consultadas no Praia Hoje, pelo site da Sigeo?
Acesse o link e avise aos amigos aonde vai ser a praiana do final de semana: https://goo.gl/vMuFcg
Conheça os recursos que a Prefeitura de Niterói disponibiliza sem custos para você através do SIGEO.
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Através do site do SIGEO é possível acessar o Praia Hoje e conferir todas as informações importantes antes de sair de casa. Tem os pontos de balneabilidade (praias próprias para banho), restaurantes, estacionamentos, quiosques, ciclovias e paraciclos e o trânsito em tempo real em todas as praias de Niterói.
Confira o link e corre pra praia. Praia Hoje!
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NOVA ORLA DE NITERÓI: Orla do Gragoatá a Icaraí será revitalizada a partir de março
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| A prefeitura de Niterói apresentou dois modelos de quiosque para que a população escolha um para a Praia de IcaraíFoto: Divulgação/Prefeitura de Niterói |
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| A votação para a escolha do novo quiosque da Praia de Icaraí é on-line, até o dia 8 de outubro, no aplicativo Colab.reFoto: Divulgação/Prefeitura de Niterói |
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| O projeto que simula um deque sobre as pedras da Boa Viagem - Divulgação / Prefeitura de Niterói |
Terça-feira começa uma consulta pública para definir o modelo de quiosque a ser instalado
NITERÓI — Está previsto para março de 2019 o início das obras que vão transformar o trecho da orla que vai do Gragoatá a Icaraí. Mas já nesta terça-feira a prefeitura começa, através do aplicativo Colab.re, uma consulta pública para escolher o modelo dos quiosque que serão instalados no calçadão. A revitalização da orla contará ainda com nova iluminação, guarda-corpos e paisagismo. Também será criado um mirante com deque próximo à ponte da Ilha da Boa Viagem e outro no início da Estrada Fróes, que terá um monumento em formato de vela em homenagem à família Grael.
NITERÓI — Está previsto para março de 2019 o início das obras que vão transformar o trecho da orla que vai do Gragoatá a Icaraí. Mas já nesta terça-feira a prefeitura começa, através do aplicativo Colab.re, uma consulta pública para escolher o modelo dos quiosque que serão instalados no calçadão. A revitalização da orla contará ainda com nova iluminação, guarda-corpos e paisagismo. Também será criado um mirante com deque próximo à ponte da Ilha da Boa Viagem e outro no início da Estrada Fróes, que terá um monumento em formato de vela em homenagem à família Grael.
Fonte: O Globo Niterói
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TECNOLOGIA CONTRA O CRIME: Niterói investe em monitoramento
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| Município, que hoje conta com 27 câmeras inteligentes, receberá mais 70 equipamentos. Foto: Evelen Gouvêa |
Lucas Schuenck
A cidade de Niterói, primeira do Estado a ter monitoramento em todos os acessos, irá aumentar a quantidade de câmeras inteligentes do município em 360%, até dezembro deste ano. A Cidade Sorriso, que conta hoje com 27 câmeras que são capazes de identificar rapidamente rostos, placas de veículos e estão ligadas diretamente à Cidade da Polícia, no Rio, por redes de fibra ótica, receberá 70 novos aparelhos do mesmo tipo. Com isto, Niterói será a primeira cidade no Brasil a contar com cercamento eletrônico em toda sua extensão.
O prefeito Rodrigo Neves destacou a boa experiência que o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) vem tendo com o monitoramento do município. Segundo ele, cerca de 30 mil chamados foram feitos ao Cisp.
“Além das câmeras inteligentes, que vigiam todas as principais entradas da cidade, Niterói tem também 500 outras câmeras convencionais. Por meio destes equipamentos e da atuação do Cisp foi possível elucidar casos de maneira mais eficiente. A população não toma ciência disso porque, por questões estratégicas da polícia, não divulgamos a forma de atuação das câmeras”, explicou.
Neves acredita que, com o aprimoramento da vigilância e os investimentos feitos em segurança pública, por meio do Pacto Niterói Contra a Violência, a cidade perceberá resultados concretos.
“Quase 50% dos crimes cometidos na cidade são de autoria de moradores de outros municípios. Tenho certeza que, promovendo o cercamento eletrônico de Niterói, estes praticantes pensarão duas vezes antes de virem para cá, porque com o serviço de tecnologia em inteligência, daremos apoio para os policiais que impedirão a fuga dos bandidos para suas cidades de origem”, afirmou.
Prova de fogo - O prefeito analisa o novo investimento nas câmeras inteligentes como necessário, uma vez que elas já foram testadas e se demonstraram eficazes. Em agosto deste ano, por exemplo, bandidos oriundos do Complexo da Maré realizaram assaltos, ao longo de um final de semana, e pretendiam voltar ao Rio na segunda-feira. Por meio das câmeras inteligentes, a polícia identificou os carros e promoveu um cerco no acesso da Ponte Rio-Niterói, na Alameda São Boaventura, Zona Norte da cidade. Ao serem abordados, houve troca de tiros e seis bandidos foram mortos. Na ação, a polícia apreendeu quatro fuzis, quatro pistolas e duas granadas, além de vários radiocomunicadores.
As novas câmeras serão instaladas por meio de licitação, com vigência de quatro anos. O município pagará cerca de R$ 1,65 milhão por ano, o que totaliza R$ 6,6 milhões. Após o contrato, a infraestrutura será de propriedade da prefeitura e uma nova licitação, para manutenção e operação dos equipamentos será realizada.
Pacto - A iniciativa do cerco eletrônico na cidade está integrada ao Pacto Niterói Contra a Violência. Lançado em agosto deste ano, o plano prevê um investimento de R$ 304 milhões nos próximos dois anos em eixos de prevenção, policiamento e Justiça, convivência e engajamento dos cidadãos.
Fonte: O Fluminense
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