quinta-feira, 4 de abril de 2019

TRANSOCEÂNICA - FALTA POUCO PARA ENTRAR EM OPERAÇÃO



Com o secretário de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, e o presidente da CLIN, Luiz Fróes. Atrás, secretário da Região Oceânica, Carlos Boechat, procurador geral Carlos Raposo e Lincoln Silveira. Foto Cinthia Martins.

Axel Grael com a secretária de Fazenda da Prefeitura, Giovanna Victer,subsecretária de Urbanismo, Ivanice Schütz, e a motorista Paula. Foto Cinthia Martins.

Com a motorista Paula. Foto Cinthia Martins.

Cada estação da TransOceânica terá uma área de paraciclos, para estacionamento de bicicletas. Foto Cinthia Martins.

Os ônibus novos são lindos, confortáveis e equipados com tecnologias que beneficiarão os passageiros. Foto Cinthia Martins.


Estações da TransOceânica precisam apenas dos últimos ajustes e conclusão das instalações elétricas. Fotos Renato Barandier.

Estação Avenida Central. Foto de Leonardo Simplício.

Foto aérea da Estação Avenida Central da TransOceânica. Foto Leonardo Simplício.


Hoje, fizemos testes com um dos ônibus que circulará na TransOceânica, projeto de mobilidade urbana desenvolvido pela Prefeitura e que atenderá a Região Oceânica de Niterói.

Estamos nas últimas providências e nos últimos acabamentos das estações, nos equipamentos eletrônicos e treinamento dos operadores.

FALTA POUCO!

Axel Grael







Restaurante Cidadão já serviu mais de um milhão de refeições em pouco mais de dois anos







O Restaurante Cidadão Jorge Amado, no Centro de Niterói, chegou a marca de milhão de refeições servidas em pouco mais de dois anos. Municipalizado pela Prefeitura de Niterói e reaberto em janeiro de 2017, o local é o único restaurante popular que funciona fora da capital. O prefeito Rodrigo Neves almoçou, nesta quarta-feira (03), no local, acompanhado do secretário Executivo, Axel Grael, da secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Flávia Mariano, e da vereadora Verônica Lima, aproveitou para conferir as obras recentes na unidade, que vai ganhar um espaço voltado para a cultura e prestação de serviços.

“Nós temos muito carinho por esse equipamento, que ficou fechado em 2016. A gente reabriu em 2017 e hoje estamos celebrando mais de um milhão de refeições servidas. Os maiores beneficiários são pessoas desempregadas, aposentados e estudantes que nesse contexto social que estamos vivendo precisam dessa assistência, desse apoio”, disse o prefeito.

Rodrigo Neves pagou R$ 2,00 pela refeição, entrou na fila do bandejão e comeu um prato de feijão, arroz, farofa de ovo, coração com batata e salada, com refresco para acompanhar e banana de sobremesa. A outra opção do dia era frango à primavera para substituir o coração com batatas.

Depois do almoço, Rodrigo Neves anunciou que em 20 dias deve inaugurar na unidade o espaço Zélia Gatai, que incluirá uma biblioteca e área para eventos culturais e literários e prestação de serviços. O restaurante também recebeu uma reforma nos últimos meses, que incluiu novos equipamentos e mobiliário e a construção de banheiros novos.

Municipalização – O Restaurante Cidadão Jorge Amado é o único restaurante popular que funciona fora da capital. Ele chegou a ser fechado quando o governo do. Para que as refeições voltassem a serem servidas, a Prefeitura municipalizou o espaço em janeiro de 2017. Desde então, foram servidos no local mais de 892 mil almoços e 150.800 cafés da manhã, totalizando mais de um milhão de refeições.

A Prefeitura investe cerca de R$ 3 milhões por ano para manter aberto o restaurante popular. O preço da refeição, R$ 2, é o mesmo desde a reabertura. Em média, são servidos 1.900 almoços e 300 cafés da manhã todos os dias no local. O almoço é servido de segunda a sexta, das 10h às 15h, com cardápio variado. O café da manhã, das 6h às 9h, que custa R$ 0,50, é composto por pão com manteiga e café com leite, café puro ou refresco. O espaço é administrado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

Fonte: Prefeitura de Niterói











NITERÓI CIDADE INTELIGENTE: apresentação da experiência de Niterói em evento em Friburgo



Palestra sobre Niterói Cidade Inteligente, em Nova Friburgo.


A convite da Prefeitura de Friburgo, fui palestrante no dia 28 de março no seminário "Governo Eletrônico e Cidades Inteligentes: transparência e Cidadania", promovido pelo governo municipal e realizado no Auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL daquela cidade serrana.

Segundo o site da Prefeitura, o evento reuniu especialistas, gestores públicos e empresas de tecnologia de informação para troca de experiências sobre práticas inovadoras de gestão pública, apoiadas por sistemas de governo eletrônico e cidades inteligentes, visando maior eficiência, eficácia e efetividade das ações governamentais e maior aproximação entre poder público e cidadãos.

Outro objetivo do evento foi estimular professores e estudantes universitários de cursos nas áreas de engenharia, computação e sistemas com vistas à integração da formação acadêmica e desenvolvimento de pesquisas direcionadas à busca de soluções nesses campos do conhecimento, incluindo a elaboração de trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. A ideia é transformar Nova Friburgo em laboratório a céu aberto de soluções nestas áreas do conhecimento.

Coube a mim proferir a primeira palestra, diante da presença do prefeito de Friburgo, Renato Bravo, a quem agradeço a oportunidade de compartilhar a experiência de Niterói. 




Niterói entre as 10 cidades mais inteligentes do país

A cidade de Niterói tem alcançado destaque nacional em diversos rankings em variados temas da administração pública, em avaliações executados por diversas instituições. É o caso do tema das "smart cities" (cidades inteligentes).

No evento em Friburgo, apresentei a experiência do programa Niterói Cidade Inteligente, coordenado pela Secretaria Executiva da Prefeitura de Niterói, com a participação de diversas outras secretarias do governo municipal de Niterói. 

A partir dos resultados do programa, iniciado em 2014, Niterói já é reconhecida como uma das cidades mais avançadas no país no tema, tendo sido classificada em 10° lugar no Ranking de cidades inteligentes e conectadas, conhecido como Connected Smart Cities, 2018. 


Ranking do Connected Smart Cities, 2018. Niterói é a 10ª melhor cidade do país.


Para elaborar o ranking, foram avaliados os resultados de 700 cidades brasileiras, sob uma sofisticada metodologia que considera mais de 70 indicadores nas áreas de: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, economia e governança.

O ranking tem espelhado os esforços e investimentos de Niterói e registra um rápido avanço em relação aos demais municípios: em 2017, foi apresentada como a 18ª da lista, saltando para o 10º lugar em 2018.

Niterói Cidade Inteligente

Ao apresentar o Programa Niterói Cidade Inteligente, abordei iniciativas como:


O uso da tecnologia e da inovação na administração pública devem estar a serviço da população e da melhoria do cotidiano da população. Não basta ser tecnologia para ser "inteligente". É preciso que a tecnologia esteja a serviço da população, promovendo a qualidade de vida e a sustentabilidade.

Mais uma vez, a cidade de Niterói tem dado exemplos para o país.

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



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Assista aos vídeos abaixo sobre o Niterói Cidade Cidade Inteligente:

















BBC: Pela 1ª vez, mundo tem 'mais avós do que netos'



População global está envelhecendo rapidamente

Fernando Duarte 
BBC World Service

Pela primeira vez na história, há mais idosos no mundo do que crianças pequenas, informou a ONU.

São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos contra 680 milhões entre zero e quatro anos.

As estimativas apontam para um crescente desequilíbrio entre os mais velhos e os mais jovens até 2050 - haverá duas pessoas com mais de 65 anos para cada uma entre zero e quatro anos.

Essa desproporção simboliza uma tendência que os demógrafos vêm acompanhando há décadas: na maioria dos países, estamos vivendo mais e tendo cada vez menos filhos.

Taxa de fecundidade global caiu para 2,4 em 2018

Mas como isso pode nos afetar? E como já está nos afetando?

Redução da natalidade

Christopher Murray, diretor do Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, diz à BBC: "Caminhos para uma sociedade com poucas crianças e muitos idosos e isso representa um desafio".

Murray também é autor de um artigo de 2018 no qual sugeriu que quase metade de todos os países do mundo está enfrentando uma "redução da natalidade" - o que significa que há crianças insuficientes para manter o ritmo de crescimento populacional.

"Pense em todas as profundas consequências sociais e econômicas de uma sociedade com mais avós do que netos", acrescenta.

Em 1960, a taxa mundial de fecundidade era de quase cinco filhos por mulher, segundo o Banco Mundial.

Quase 60 anos depois, caiu para apenas 2,4.

Ao mesmo tempo, os avanços socioeconômicos beneficiaram quem nasceu nesse período. Em 1960, as pessoas viviam em média pouco mais de 52 anos; a expectativa de vida atual atingiu 72 anos em 2017.

Isso significa que estamos todos vivendo mais e demandando cada vez mais recursos à medida que envelhecemos, aumentando a pressão sobre os sistemas de saúde e previdenciário, por exemplo.

População Idosa

O envelhecimento da população é mais acentuado nos países desenvolvidos. Esses países tendem a ter menores taxas de natalidade por uma série de razões ligadas principalmente à afluência econômica - as taxas de mortalidade infantil são menores, o controle da natalidade é mais fácil e a educação dos filhos pode ser relativamente cara.

Nessas nações, as mulheres deixam para ter filhos mais tarde e, portanto, têm menos filhos.

Um padrão de vida melhor significa que as pessoas vivem mais nesses países. Um bom exemplo é o Japão, onde a expectativa de vida ao nascer é de quase 84 anos (a mais alta do mundo). Ali, os idosos somaram 27% da população no ano passado - também a maior taxa do mundo. E a população com menos de 5 anos? Segundo a ONU, 3,85%.

Esse duplo desafio preocupa as autoridades japonesas há décadas e, no ano passado, o governo anunciou um aumento compulsório da idade mínima para aposentadoria de 65 para 70 anos.

Quando essa nova idade mínima para a aposentadoria for implementada - e se isso realmente ocorrer, os trabalhadores do Japão deverão se aposentar mais tarde do que em qualquer outro lugar do mundo.

Mas o desequilíbrio entre a população de crianças e idosos também está ameaçando os países em desenvolvimento. A China possui uma população acima de 65 anos muito menor (10,6% da população) do que a do Japão, mas graças aos rígidos programas de planejamento familiar implantados desde a década de 1970, a segunda maior economia do mundo também tem uma taxa de fecundidade comparativamente baixa - 1,6 filhos por mulher.

Os menores de 5 anos na China continental são agora menos de 6% da população total.


Países africanos têm as maiores taxas de fecundidade do mundo, mas também as maiores taxas de mortalidade infantil

Quantidade de crianças x qualidade de vida

Os países africanos são o melhor exemplo do dilema quantidade versus qualidade em termos de taxas de natalidade: eles dominam o ranking de fecundidade.

O Níger, por exemplo, é o "país mais fértil" do mundo, com 7,2 filhos por mulher em 2017.

No entanto, os mesmos países têm mortalidade infantil alta - o Níger, por exemplo, tem uma taxa de mortalidade infantil (medida pela probabilidade de óbito até um ano de idade) de 85 a cada mil nascidos vivos, uma das mais altas do mundo.


Muitos países, como o Brasil, já estão abaixo do nível de reposição


Nível de reposição

Quando falamos de demografia, 2,1 é o número mágico. Esse é o chamado 'nível de reposição', ou seja, a quantidade de filhos necessária para garantir a substituição das gerações.

No entanto, os dados mais recentes da ONU mostram que pouco mais da metade dos países do mundo procria nesse ritmo. O Brasil, por exemplo, com 1,7 filhos por mulher, já não está mais nesse grupo.

Os pesquisadores também apontam que os países com maior mortalidade infantil e menor expectativa de vida precisam de uma taxa de fertilidade de 2,3, um limiar atualmente alcançado por apenas 99 nações.

Devido à queda no número dos nascimentos, muitos países provavelmente vão ver suas populações encolherem significativamente, apesar do aumento geral da população global - espera-se que cheguemos à marca de 8 bilhões até 2024.

Um dos casos mais extremos é a Rússia: espera-se que a taxa de fecundidade de 1,75 filho por mulher contribua para uma queda acentuada no número de russos nas próximas décadas.

A Divisão de População da ONU calculou que a população russa cairá dos atuais 143 milhões de pessoas para 132 milhões até 2050.


Taxa de fecundidade vem caindo na Rússia

Impacto econômico

O declínio e o envelhecimento das populações resultam em menos pessoas na força de trabalho, o que, por sua vez, pode levar a uma diminuição da produtividade econômica. Isso acaba prejudicando ainda mais o crescimento.

Em novembro passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a economia do Japão poderia encolher mais de 25% nos próximos 40 anos devido ao envelhecimento da população.

"A demografia afeta todos os aspectos de nossas vidas - basta olhar pela janela para as pessoas nas ruas, para as casas, para o trânsito, para o consumo. Tudo isso é impulsionado pela demografia", diz à BBC Brasil George Leeson, diretor do Instituto de Envelhecimento Populacional da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A tecnologia ajudará a mitigar os efeitos econômicos de uma população envelhecida?


Será que a tecnologia é capaz de minimizar os efeitos na economia de uma população em declínio?


Políticas públicas

Há consenso, no entanto, de que os governos precisam agir para desarmar essa "bomba-relógio". E eles têm tentado.

Em 2015, a China revisou sua "política do filho único". Em 2018, sinalizou que poria fim a todas as restrições de nascimento a partir do ano que vem. De acordo com um editorial do jornal estatal The People's Daily, dar à luz é "uma questão familiar e nacional também".

Mas flexibilizar essas restrições está longe de ser a única solução para o problema: a China registrou 15,2 milhões de nascimentos em 2018, o menor número em mais de 60 anos.

Pesquisadores chineses atribuíram a queda a um declínio na população de mulheres em idade reprodutiva e a famílias que adiam planos de ter filhos por razões financeiras, especialmente em famílias com mulheres mais instruídas e relutantes em desempenhar o papel tradicional de donas de casa.


Pessoas se aposentam cada vez mais tarde

Mais velhos e mais fortes

Os demógrafos alertam que as políticas que promovem a saúde dos idosos precisam desempenhar um papel crucial na mitigação dos efeitos do envelhecimento da população.

O argumento é que indivíduos mais saudáveis são mais capazes de continuar trabalhando por mais tempo e com mais energia, o que poderia resultar em menores custos com a saúde.


Aumento da participação feminina no mercado de trabalho ainda é um desafio

Uma área que tem sido negligenciada é a participação feminina na força de trabalho: dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho global era de 48,5% em 2018, mais de 25% abaixo da dos homens.

"Economias com maiores taxas de participação das mulheres na força de trabalho experimentaram menor desaceleração no crescimento populacional. Mais mulheres trabalhando não só tornam as economias mais resistentes a choques econômicos adversos, mas uma força de trabalho com mais mulheres também representa uma poderosa ferramenta anti-pobreza", diz o economista Ekkehard Ernst, da OIT.


Fonte: BBC









quarta-feira, 3 de abril de 2019

Boa Vista recebe nova iluminação com 167 lâmpadas de LED






O bairro Boa Vista, na Região Oceânica, que está recebendo obras de drenagem e pavimentação, também está ganhando nova iluminação. Equipes da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) estão instalando 167 lâmpadas de LED, com potência de 120 watts. A previsão é de que o serviço esteja concluído na próxima semana.

“O Boa Vista é o nosso bairro modelo e, além das obras de infraestrutura, também está recebendo nova iluminação. As lâmpadas de LED têm maior durabilidade e menor consumo, o que vai proporcionar uma iluminação eficiente e sustentável”, explica a secretária municipal de Conservação, Dayse Monassa.

As obras de urbanização do Boa Vista realizadas pela Prefeitura de Niterói serão concluídas em abril. O bairro recebeu a instalação de mais de seis quilômetros de galerias de águas pluviais para drenagem, terraplanagem, pavimentação e calçadas. A praça do bairro também está sendo reformada e terá quadra poliesportiva, arquibancada, brinquedos e academia para a terceira idade.

Atualmente, o Boa Vista tem cerca de 400 casas. As intervenções eram uma antiga reivindicação dos moradores, uma vez que a região é cercada por dois rios e, quando chovia forte, os moradores sofriam com alagamentos. O investimento do Município neste projeto foi de mais de R$ 15 milhões.

Investimentos – No ano passado, a Prefeitura de Niterói anunciou um pacote de obras de drenagem e pavimentação que contemplará mais de 200 ruas da Região Oceânica. As intervenções serão realizadas no Serra Grande, Maravista, Santo Antônio, Maralegre e Engenho do Mato. Serão cerca de R$ 210 milhões para os projetos que serão executados com recursos do Município e da Cooperação Andina de Fomento (CAF).

Após décadas sem receber investimentos, a Região Oceânica vive uma nova realidade, com a realização de obras importantes. Desde 2013, foi realizado o maior investimento que a região já recebeu em obras de drenagem e pavimentação. São mais de R$ 100 milhões. Foram drenados e pavimentados o Cafubá, a Fazendinha e o Bairro Peixoto, e parte de Piratininga, Camboinhas, Maravista e Maralegre. São mais de 150 ruas com obras executadas.

Em 2018, por exemplo, foram concluídas as obras da Avenida Professora Romanda Gonçalves, no Engenho do Mato. A via tem três quilômetros de extensão e recebeu investimento de R$ 19 milhões. Em 2017, foi entregue a maior obra de macrodrenagem de Itaipu e Piratininga, entre a Estrada Francisco da Cruz Nunes e a Avenida Almirante Tamandaré.


Fonte: Prefeitura de Niterói












A história de uma bela árvore exótica que se tornou um pesadelo nos EUA




COMENTÁRIO:

Da década de 1960 a 1990, uma árvore se tornou mania na arborização urbana nos EUA: a "pereira de Bradford" ("Bradford pear"). A variedade de pereira tornou-se a árvore mais utilizada no rápido processo de expansão urbana do pós-guerra americano.

A árvore tem um porte belo e apropriado para as calçadas e tem uma floração branca, muito vistosa e atraente, que florescia entre março e meados de abril, ou seja no início da Primavera do Hemisfério Norte. Por isso se tornou tão desejada. Milhões de árvores foram plantadas da Califórnia a Massachusetts.

Passadas várias décadas, hoje há a preocupação com o alastramento descontrolado da espécie, ocupando áreas livre e agriculturáveis. É considerada hoje uma "espécie exótica invasora" e especialistas dedicam-se a erradica-la das ruas, praças e jardins. 

A espécie espalha´se rapidamente, compete com as espécies locais que acabam sendo derrotadas e ão aos poucos sendo expulsas da paisagem.

O problema tornou-se tão sério que o autor do artigo, Adrian Higgins, afirma que "gerações que nem nasceram ainda terão que aprender a odiar essa árvore".





O que deu errado?

O texto abaixo, publicado pelo jornal The Washington Post, conta a história da chegada do vegetal aos EUA, motivado pela necessidade de proteção dos cultivos da pera contra doenças que estavam dizimando a produção.

Em 1908, um especialista chamado Frank Meyer foi enviado à China para uma expedição em busca de variedades geneticamente resistentes às doenças dos pomares americanos, atacados principalmente por males nas raízes.

Meyer conheceu uma espécie que o impressionou pela rusticidade e versatilidade, uma vez que adaptava-se tanto em ambientes úmidos como em ambientes rupestres mais hostis.

Apesar de seus frutos não serem comestíveis, começou a ser utilizada como "cavalo" para enxertia com as variedades produtivas locais.

O problema das árvores é que seis meses após a belíssima floração, chegam os frutos em grande intensidade, que nós não consideramos apetitosos, mas as aves adoram e dispersam a espécie para todo o seu entorno.

A percepção da real ameaça da árvore ficou mais evidente no final dos anos 1990 e meados da década de 2000, quando era considerada uma praga em Washington (DC) e 19 estados. Hoje, já está espalhada por 29 estados americanos.

Espécies invasoras no Brasil

No Brasil, temos vários exemplos de problemas causados por espécies invasoras, que causam desequilíbrios ecológicos e prejuízos à biodiversidade nativa. Vide os links ao final da presente postagem.

Em Niterói, o exemplo mais marcante é a proliferação da Leucena, uma espécie exótica invasora que tem sido combatida pela Prefeitura.

Axel Grael



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Carole Bergmann, a field botanist in the Montgomery County Parks Department in suburban Maryland, spends much of her time fighting the incursion of Bradford pear trees in the park system. In this meadow in Great Seneca Stream Valley Park near Germantown, she surveys thousands of pear seedlings that cover the field and are kept in check by an annual mowing. The aim is to weaken the plants and prevent them from flowering and seeding. (Jennifer Heffner/For The Washington Post)


Scientists thought they had created the perfect tree. But it became a nightmare.

By Adrian Higgins
September 17, 2018


Carole Bergmann pulls her small parks department SUV into an aging 1980s subdivision in Germantown, Md., and takes me to the edge of an expansive meadow. A dense screen of charcoal-gray trees stands between the open ground and the backyards of several houses. The trees are callery pears, the escaped offspring of landscape specimens and street trees from the neighborhood. With no gardener to guide them, the spindly wildlings form an impenetrable thicket of dark twigs with three-inch thorns.

Bergmann, a field botanist for the Montgomery County Parks Department, extricates herself from the thicket and in the meadow shows me that what I take to be blades of grass are actually shoots of trees, mowed to a few inches high. There are countless thousands, hiding in plain sight in Great Seneca Stream Valley Park. If it were not cut back once a year, the meadow would become like the adjacent screen, wall upon wall, acre upon acre of black-limbed, armored trees worthy of Sleeping Beauty’s castle.

“You can’t mow this once and walk away,” said Bergmann, who began her 25-year career in the department as a forest ecologist but has been consumed by an ever-pressing need to address the escape of the Bradford pear and other variants of callery pear, a species that originated in China, along with other invasive exotics.

The U.S. Agriculture Department scientists who gave us the Bradford pear thought they were improving our world. Instead, they left an environmental time bomb that has now exploded.

From the 1960s to the 1990s, the callery pear was the urban planner’s gift from above. A seedling selection named Bradford was cloned by the gazillion to become the ubiquitous street tree of America’s postwar suburban expansion.

The Bradford pear seemed to leap from an architect’s idealized rendering. But in this case, reality outshone the artist’s vision. It was upright and symmetric in silhouette. It exploded with white flowers when we most needed it, in early spring. Its glossy green leaves shimmered coolly in the summer heat, and in the fall, its foliage turned crimson, maroon and orange — a perfect New England study in autumnal color almost everywhere it grew. And it grew everywhere. It flourished in poor soil, wet or dry, acidic or alkaline. It shrugged off pests and diseases, it didn’t drop messy fruit like mulberries or crab apples. Millions of Bradford pears would be planted from California to Massachusetts and would come to signal the dream and aspirations of postwar suburbia. Like the cookie-cutter suburbs themselves, the Bradford pear would embody that quintessentially American idea of the goodness of mass-produced uniformity.


The community of University Park became the test bed for the Bradford pear, with 180 saplings planted in 1954, seven years before this picture was taken. The pear’s showy white flowers in early spring made it a wildly popular tree soon after its introduction in the early 1960s. The careful formative pruning of these specimens would mask the tree’s structural flaws. (USDA National Agricultural Library)

But like a comic book supervillain who had started off good, the Bradford pear crossed over to something darker. It turned from thornless to spiky, limber to brittle, chaste to promiscuous, tame to feral. Most of all, it became invasive. It is now an ecological marauder destined to continue its spread for decades, long after those suburban tract houses have faded away. Generations yet to be born will come to know this tree and learn to hate it.

It is at its most conspicuous in early spring, when it bursts into flower. Suddenly whole rural landscapes — meadows, old pastures, woodland edges, ditches, the sides of highways and railroads — are lit up by its blossoms. From early March to mid-April, you can now track the arrival and progression of spring in the United States not as amber waves of grain but as a frothing tide of Bradford pear.

You might even enjoy its beauty, until you realize that it is squeezing out native flora and reducing biodiversity. As eye-catching as the flowers are, they are simply the start of the seasonal march of this invader. Six months after the blooms appear, clusters of seedy berries invite birds to fatten up for winter. In the bird’s droppings, the seeds will germinate and advance, becoming ever more genetically diverse in the process and making the pear ever more adapted to its own spread.

Its invasive tendencies became widely noticed by the late 1990s, and by the mid-2000s, it had become a weed in the District and 19 states, from Texas to New York. “While callery pear was introduced with the best of intentions, it now seems that a plague is truly upon us,” botanist Michael Vincent wrote at the time. It has now spread to 29 states.

The roots of the Bradford pear fiasco go back more than a century, and had nothing to do with decorating suburbia. By the turn of the 20th century, Northern California and southern Oregon had become the centers of pear production in the United States. The common or European pear was a high-value fruit; in one Oregon county alone, Jackson, the pear industry in 1916 was worth a mind-boggling $10 million.

But the orchards were threatened by a new disease called fire blight. George Roeding, a nurseryman in Fresno, Calif., wrote in 1916 that “in the San Joaquin Valley, which sixteen years ago was one of the great pear producing sections of California, the pear has been absolutely wiped out of existence.”


The Bradford pear’s small fruit was meant to be sterile, but when pollinated by other callery pears, it became fertile. Less than an inch in diameter, it is the perfect size for birds to eat and disperse into natural areas. (Jennifer Heffner/For The Washington Post)


In Talent, Ore., a plant scientist named Frank Reimer was using a test orchard to work on fire-blight control and found that the callery pear, first brought to the States in 1908, was highly resistant to fire blight and might be used as a rootstock onto which varieties of the European pear could be grafted. The much smaller callery fruit is used to make tea in China but is considered inedible.

But to take his research further, Reimer needed lots of genetically rich wild seed from China. He turned to David Fairchild, a dynamic young botanist in Washington. Fairchild is best remembered as the guy who helped bring the Japanese cherry blossoms to the capital, by first growing 125 imported trees on his estate in Chevy Chase, Md.

Fairchild headed the Agriculture Department’s Office of Foreign Seed and Plant Introduction. He traveled far during his career in search of new plants, but he relied on another explorer, Frank Meyer, in the quest for a super-pear. Meyer, an emigre from the Netherlands, had already explored extensively in northern and central China when Fairchild tapped him, in 1916, to go to southern China. (Meyer is best known for giving Americans the lemon variety named after him.)


Frank Meyer, a Dutch-born plant explorer for the U.S. Agriculture Department, on a plant collecting trip to China in 1908, a decade before his death during another Chinese expedition. (USDA/Science Photo Library)


In an age before passenger jets and digital communication, the quest for the callery pear would be no quick or easy excursion. A century ago, plant explorers needed an extraordinary set of skills to complete their missions and survive a range of perils.

A haunting image of Meyer in China is captured in a 1908 photo. With a big black beard, sheepskin leggings and a staff, he is seen gazing into the distance from a mountainous, arid landscape. All about him, burlapped cuttings rest like tablets brought down from Mount Sinai. He is in his early 30s but seems older.

Meyer left Washington in mid-August of 1916, traveling west to see Reimer’s pear trials in Oregon and finally departing Seattle bound for Japan on the last day of summer. Within a couple of months, he had sent six large shipments of seed from Beijing containing pine nuts, walnuts and chestnuts, but no callery pear. Fairchild, exasperated that Meyer was hanging around Beijing, urged him to make his way up the Yangtze River to look for the callery. “You must not leave any stone unturned to secure it,” he wrote. The correspondence between Meyer and Fairchild form part of an archive of the Chinese expedition in the National Agricultural Library in Beltsville, Md.

Meyer eventually made his way to Yichang, a four-day boat ride from Hankou (now Wuhan) up the Yangtze, and he soon found wild-growing callery pears, if not in the extravagant amounts Reimer was seeking. “Altho’ not rare in the hills around here, the trees are very widely scattered, they are often quite small and as such produce individually but little fruit,” he wrote.

Many of the trees were stunted in dry, poor sites, but one remarkable aspect of this species soon became apparent. It could grow virtually anywhere. Meyer recorded pear trees on sterile mountain slopes, on the edge of a pond in wet soil, on screes, in bamboo stands and even in running water.

Having made arrangements for locals to collect and process the seed the following fall, he set out to southern China in search of other plants but got only as far as Hankou, where he took to his bed with “nervous prostration.”

After several weeks of rest and therapy he was back on his feet, and by late summer, he had made his way to the area around Jingmen, today a large city in Hubei province.

He sent his first shipment of callery pear seed to Fairchild in September, and the following month he teamed up with Reimer and gathered another 25 pounds of seed — enough to grow a small forest of callery pears. Reimer also collected on his own, before the two men went to Yichang in early November.


A 1917 photo by Meyer shows the incredible adaptability of the callery pear to both arid and wet environments. Here, trees, though stunted, are growing out of the thin, rocky soil of a mountain in Hupeh, China. The hat provides scale to the image. (F.N. Meyer/USDA National Agricultural Library)


Another calamity was about to overtake Meyer, however, as China had become gripped by spreading internal strife. Factional warlords fought for dominance. This kept him confined to Yichang while seeds and notes were isolated in Jingmen. “As I am writing,” he wrote in February 1918, “we hear the rickety noise of rifle fire.”

That spring, he made his way to Jingmen to retrieve his pear seeds and baggage, and then took a steamer down the Yangtze back to Hankou.

On the evening of May 31, 1918, Meyer boarded another ship sailing downriver to Shanghai, where he planned to stay a month to escape the heat of Hankou and to ship his pear seeds to Fairchild.

Meyer had been suffering from a stomach ailment but appeared to be getting better the next day, a Saturday. His mental state may have been getting worse. Meyer told his servant Yao Feng T’ing that his father and some old friends had come to him in a dream, and that he considered this an omen.

That Saturday night, when the boat was about 30 miles upriver from the city of Wuhu, Meyer was seen by a cabin boy making for the deck. The lad thought Meyer was going to the toilet, but he was never seen alive again. His body was fished out of the Yangtze four days later near a settlement named Ti Keng.

Samuel Sokobin, the American vice consul in Shanghai, conducted an investigation and reported that although it seemed Meyer had not been killed, it was “impossible to state” whether Meyer’s death was an accident or suicide. Signs point to the latter. After talking to the explorer’s servant and fellow passengers, Sokobin wrote: “It appears certain that Mr. Meyer had been depressed for some time.” He was 42. Sokobin had Meyer’s body moved to the Protestant Cemetery in Shanghai and his seed collections sent to Washington.

Reimer, in his time with Meyer in Jingmen, had come to see just how low he was. “He told me of his life’s struggles,” he later wrote. “Few people ever realized the tremendous battle that was raging in his soul.”

The seed that Meyer and others would collect ended up in Reimer’s test orchard in Oregon and the U.S. Plant Introduction Station in Glenn Dale, then a rural enclave in Prince George’s County.

In the early 1950s, a horticulturist at Glenn Dale named John L. Creech began to see the callery pears there not as a rootstock for the common pear but as an extraordinarily handsome and tough street tree in its own right. He latched on to a single specimen that had been grown from seed that was not part of Meyer’s shipment but acquired soon afterward in Nanjing as part of Fairchild’s same feverish search for callery pear seed.


John L. Creech (1920-2009) headed the National Arboretum in the 1970s during a golden period of plant breeding and exploration, but he is remembered, too, as the scientist who introduced the Bradford pear to the world. It would turn into an ecological marauder. (U.S. National Arboretum)


The tree was 30 years old when Creech first evaluated it, and judging from his later writings, he was besotted by this specimen. He was struck by its vigor, its handsome, mature spread and its evident ornamental qualities. But a plant’s value lies too in what it is not. This one tree did not have the thorns of other callery pears; it was free of diseases and pests and held together in storms. In selecting this individual to mass-produce, Creech named it Bradford after the station’s former head, F.C. Bradford. This specimen’s resilience in storms belied what would become a major problem with its mass-produced Bradford clones: Tight branch-to-trunk angles and congested branching invited the limbs to break apart.

Before releasing the Bradford ornamental pear to the nursery trade, Creech decided to trial it in the nearby Washington suburb of University Park, which was then treeless and had difficult soil — perfect for putting this wondertree to the test. He planted 180 saplings in 1954. He pruned them to keep lower branches out of the way of pedestrians and cars, but also to give each tree a handsome profile. This undoubtedly produced more attractive and useful trees but further hid the Bradford’s weak-wooded Achilles’ heel.

Happy with its performance in University Park — some of the original Bradfords are still there, as lanky, open shade trees — he officially released the Bradford pear to the nursery trade in January 1960 and invited growers to obtain shoots for grafting onto callery pear seedlings. Each Bradford scion would be genetically identical, but the rootstocks each had their own DNA. This would come back to bite us.

For a few innocent years, the only thing working against the Bradford pear was its ubiquity. It was so golden that every nursery grower wanted to propagate it and every home builder and highway department wanted to plant it.

In 1966, Creech and his colleague William Ackerman wrote that the University Park plantings had displayed very little fruit, in contrast to the situation back at Glenn Dale, where the whole zoo of callery pears — 2,500 seedlings — had produced “abundant fruit development” on similarly aged Bradfords. Their point was that if you kept Bradfords away from other pears, messy fruiting wouldn’t be a problem. But they clearly missed the ecological repercussions. And in the University Park planting, they noticed something else that should have raised alarms. On a few grafted trees where the scion had failed, the rootstock had produced suckers that then bloomed. These flowers, with the help of bees, caused the “sterile” street trees to set viable fruit. Creech and Ackerman minimized the problem, saying it was highly localized.


New shoots of the Bradford pear tree sprout in Great Seneca Stream Valley Park in Germantown, Md. Without an annual mowing, the pears would soon turn meadows into thickets of spiny trees. (Jennifer Heffner/For The Washington Post)


Clues to the callery pear’s invasiveness are buried in a journal paper written by Ackerman in 1977, when he announced the introduction of another variety named Whitehouse, chosen because it was more upright than Bradford and better suited to small gardens. But this selection was a fugitive from Glenn Dale, growing as a seed deposited by a bird on a neighboring property; Bradford was one of its parents. The callery pear had escaped the reservation.

Four years later, the National Arboretum introduced an even more columnar variety named Capital. Meanwhile, commercial plant breeders were bringing to market other varieties of the callery pear, and by the mid-1980s, a dozen or so were available for planting. Many of these were introduced to get around the Bradford’s poor branch structure and propensity to break. Sterile by themselves, any two of these varieties together would produce a heavy fruit set for winter bird dispersal. The stage was set for the callery pear’s quiet occupation of the countryside.

Since 2012, Bergmann has led efforts to contain the callery pear on 232 acres, though it has been mapped on 425 acres within the Montgomery park system and may occupy countless more areas, she said. Crews have employed a number of tactics, including felling trees with chain saws, girdling their trunks with a blade and spraying the wound with a systemic herbicide. But the trees are mostly beaten back with an annual cutting by a Bush Hog mower or in woodier areas a beefier machine called a forestry mulcher.

“It’s not a fix like building a bridge or putting down a road,” she said. “Once you cut down a field of Bradford pears, they’re going to try to come back.”

It seems that the callery pear has been a curse to those who tried to master it. Wild trees of Pyrus calleryana in China are not invasive or particularly common. It’s what we did to the pear that has turned it against us: We brought it to an alien environment, selected one for unnatural propagation and then fused genetically different individuals together. We planted it intensively across the entire continental United States, seeding its eventual spread. Today it is a roving, free-range freak.

In Mary Shelley’s epic tale, Victor Frankenstein laments the monster he created. “I must pursue and destroy the being to whom I gave existence,” he tells Captain Walton.

If Creech had regrets about introducing the Bradford pear, he kept them to himself. In economic terms for nursery growers, the tree was manna from heaven. By the 1990s, he knew of its structural ailments and the problem with self-seeding. But when these were raised, his response was always the same. “He would say, ‘Yes, the tree has had its problems, but it put a lot of kids through college,’ ” said Lynn Batdorf, the arboretum’s retired boxwood expert, who was a young horticulturist under Creech in the 1970s.

A decorated World War II Army veteran who ended the war in a German POW camp, Creech was beloved by the horticulturists who worked for him. He organized scientifically important plant-collecting trips to Japan and presided over a golden period of ornamental tree and shrub development at Glenn Dale and later at the National Arboretum, where he was director from 1973 to 1980. He leveraged his contacts in Japan to establish the world-famous bonsai collection at the arboretum.

I sat down with the current arboretum director, Richard T. Olsen, and asked him to explain how Creech could have gotten the Bradford pear so wrong. Olsen says you can’t judge what happened without understanding the historical context. The mission of scientists like Creech and Fairchild was to find and manipulate plants in a way that solved a problem, met an unmet need or simply offered an attractive new plant for the American nursery industry and consumers.

Olsen recites Thomas Jefferson’s line: “The greatest service which can be rendered any country is to add a useful plant to its culture.”

For Creech and his peers working in the 1950s, the potential environmental effects were not part of the decision-making. “These people were pretty smart,” Olsen said. “Our values have changed.”

In addition, he said, invasive plants have been enabled in their spread by centuries of environmental disturbance. “If we think in our forests we are dealing with a pristine habitat, we are deluding ourselves,” he said. Peter Del Tredici, a retired senior research scientist at Harvard’s Arnold Arboretum, said the concept of exotic invasive species didn’t emerge until 30 years ago, even though European settlers recorded escaped plants as early as 1672.


Bradford pear trees line Watkins Meadow Drive in Germantown, Md. The tree was planted by the millions across the United States between the 1970s and 1990s, providing a base population for its successive invasion of natural areas. The pear, originally from China, has escaped in at least 29 states and the District. (Jennifer Heffner/For The Washington Post)


Only a fraction of nonnative ornamental plants become invasive, but those that do have the capacity to completely transform natural areas. Bergmann has established an army of weed-control volunteers to work in county parks, but the idea of eradicating almost 40 species of key invasives is unrealistic.

“Without thinking much about it, we have globalized our environment in much the same way we have globalized our economy,” Del Tredici has written. He lives in the Boston suburb of Watertown, where he is seeing the first wave of callery pear invasion, young plants “in highly disturbed habitats where no maintenance has occurred,” he told me.

In the South, the march of the callery is much more evident. “It’s definitely starting to really become a prominent invasive in Alabama,” said Nancy Loewenstein, an extension specialist at Auburn University. She sees it in disturbed industrialized areas, in the understory of pine plantations and along the banks of the Alabama River and other riparian areas. “There are some areas that are just white in the spring,” she said.


The invasion of the pear can be seen clearly each spring, when its flowering reveals its presence, here near Auburn, Ala. Callery pears are well adapted to spreading in the wild. They grow in a range of soil and light conditions, and begin to flower and seed at a young age. These volunteers were spread by birds and, if left unchecked, will cover the field in a few short years. (Nancy Loewenstein/Auburn University)


Bergmann, who is 67 and looking at the end of her career, says she owes it to future generations to try to contain the Bradford pear and other invasives in the hope that one day scientists can find a way to eradicate them.

It is a problem that Fairchild could not have envisioned a century ago, but the Bradford pear persists as a case study in how even the brightest scientific minds can be blind to what they might be creating long after they have gone. In November 1917, Fairchild wrote to Meyer thanking him for the first batch of callery pear seed. “I believe,” he predicted, “these will hardly fail to have in them something of extreme value for this country.”


Fonte: Washington Post




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terça-feira, 2 de abril de 2019

Fui palestrante na Mesa Redonda: "Planejamento e Gestão Territoriais na Região Metropolitana do RJ"



Mauro Osório, Axel Grael e Luiz Firmino.

Auditório.

Palestra.


Participei hoje do Ciclo de Mesas Redondas sobre o Leste Metropolitano do Rio de Janeiro, promovidos pelos professores Paulo Gusmão e Frederic Monie, na UFRJ. Na mesma Mesa Redonda estiveram o arquiteto urbanista Luiz Firmino Martins Pereira, do Instituto Rio Metrópole, e o economista Mauro Osório, presidente do Instituto Pereira Passos, da Prefeitura do Rio de Janeiro.

No evento, abordei a inserção do município de Niterói no contexto da região abrangida pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense - ConLeste.




Fiquei feliz em estar de volta no ambiente do Instituto de Geociências da UFRJ, onde cursei as disciplinas do Doutorado em Geografia.

Meu agradecimento aos professores Paulo Gusmão e Frederic Monie.

Axel Grael











Em três décadas, Brasil perde 71 milhões de hectares de florestas



Imagem mostra o uso da terra no Brasil em 1985 e 2017 Foto: MapBiomas


Plataforma MapBiomas detalha o uso da terra no país entre 1985 e 2017

Sérgio Matsuura

RIO — O Brasil perdeu 71 milhões de hectares, o equivalente a área dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo somados, entre 1985 e 2017, período que viu a área destinada à agricultura triplicar e a de pecuária crescer 43%. Essas são algumas das informações disponibilizadas ao público pelo projeto MapBiomas , apresentado nesta sexta-feira em Brasília. A ferramenta, inédita no mundo, permite a investigação da ocupação territorial de qualquer parte do Brasil, ano a ano, com resolução de 30 metros.

— É o mapa mais detalhados sobre a ocupação da terra já feito para um país — comemorou o coordenador-geral do projeto, Tasso Azevedo, da ONG Observatório do Clima. — Não é só um mapa, são 33, um para cada ano entre 1985 e 2017. Essa plataforma permite pegar qualquer parte do país, selecionar estados ou municípios, e acompanhar o histórico até os dias atuais.

Com o MapBiomas é possível saber, por exemplo, que a cidade com menor cobertura vegetal do país é São Caetano do Sul, em São Paulo, e a com mais florestas é Altamira, no Pará. Nos últimos 33 anos, a Amazônia foi o bioma que mais perdeu áreas de florestas, mas, proporcionalmente, o Cerrado foi o mais devastado, com 18% de perdas líquidas. O Pampa perdeu 15%, a Caatinga, 8% e o Pantanal, 7%. Na contramão, a Mata Atlântica perdeu 5 milhões de hectares, mas, nos últimos dez anos, a regeneração superou o desmate.

Azevedo explica que o MapBiomas foi construído a partir de imagens tornadas públicas recentemente do programa americano de satélites Landsat. Nesses arquivos estavam preciosidades com imagens em alta resolução de todo o território brasileiro a partir de 1985. E a análise só foi possível com a aplicação de tecnologias modernas de análise de imagens, aprendizado de máquina e processamento em nuvem.

As imagens usadas pelo projeto são séries históricas produzidas pelos satélites Landsat, dos EUA. Para cada área de 30m por 30m do Brasil, o projeto atribui uma classificação de uso da terra (floresta, campo, pastagem, plantação, água, cidade etc.). Para cobrir o país inteiro, é preciso analisar mais de 9 bilhões de pixels, montados a partir de milhares de imagens de satélite para a série histórica.

— Cada área de 30 metros por 30 metros representa um pixel. Cada mapa completo do Brasil tem 9 bilhões de pixels — contou Azevedo. — Nós montamos um consórcio com 34 organizações e fechamos uma parceria com o Google Earth Engines, que roda o Google Maps, o Google Earth e o Waze. Nós criamos um algoritmo que aprendeu a classificar cada um dos pixels (em floresta, campo, pastagem, plantação, água, cidade, etc.) e processamos os dados na nuvem.

O resultado é impressionante, com possibilidades de uso incalculáveis. Seja por curiosidade, para fins científicos ou de planejamento estratégico, o MapBiomas é uma excelente fonte primária de informações. Além de mensurar as perdas florestais, a ferramenta informa as transições: no que as áreas de matas se transformaram. Entre 1985 e 2017, por exemplo, 74,5 milhões de hectares de florestas foram transformados em pastos ou campos para a produção agropecuária.

A Fiocruz, por exemplo, está usando as informações para cruzar dados de mortalidade de primatas com as mudanças no uso da terra, para tentar identificar locais prováveis para o aparecimento de surtos de febre amarela. No Pantanal, um projeto que investiga a contaminação de onças por mercúrio descobriu que as regiões onde os animais vivem tiveram garimpos instalados. A análise da cobertura florestal das bacias hidrográficas sugere que o desmatamento seja uma das explicações para a crise hídrica em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.

O projeto prevê a atualização do MapBiomas, mas a tecnologia deve ser ampliada para um sistema de monitoramento, atualizada mensalmente, para identificar de forma ágil as alterações no ambiente, com resolução de 3 metros.


Fonte: O Globo