sexta-feira, 26 de agosto de 2016

PROGRAMA ENSEADA LIMPA: melhoria da balneabilidade nas praias da Enseada de Jurujuba - Esclarecimentos




COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

No último fim de semana (19/08/2016), o suplemento O Globo Niterói publicou matéria sobre a melhoria das condições de balneabilidade da Praia de Charitas, localizada na Enseada de Jurujuba, Niterói. A matéria enfatizou a melhoria na qualidade das águas e incluiu o depoimento de moradores e frequentadores das praias que confirmam a boa impressão deixada pelas águas há várias semanas.

No entanto, cabem alguns esclarecimentos. Como já aconteceu em outras ocasiões em que o jornal abordou o tema, algumas informações foram apresentadas de forma imprecisa suscitando dúvidas. Portanto, vamos a alguns fatos:

- O Programa Enseada Limpa foi iniciado pela atual gestão da Prefeitura de Niterói, em 2013, com a finalidade de recuperar a balneabilidade das praias da Enseada de Jurujuba, um dos mais belos recantos da cidade de Niterói e de toda a Baía de Guanabara, além de ser o berço dos esportes náuticos no país.

- O grande desafio do Programa Enseada Limpa é reverter as más condições de balneabilidade das praias que, lamentavelmente, era observado há décadas, como pode ser confirmado no quadro abaixo, publicado pelo INEA, que indica a qualificação anual das praias de São Francisco, Charitas e Jurujuba como péssimas no intervalo entre os anos de 2000 e 2013:




- Ao contrário do que afirma a matéria, inclusive no seu título, as condições de balneabilidade começaram a melhorar justamente a partir de 2013/2014, após os primeiros resultados do Programa Enseada Limpa surtirem efeito. Veja os resultados da melhora da qualidade da água desde o início do Enseada Limpa:

  • 2013: primeiro ano do programa. No segundo semestre, após a solução das línguas de esgoto na Praia de Charitas e Preventório, verificou-se a ocorrência de cinco semanas seguidas com balneabilidade em Charitas. Tal fato já não ocorria há muitos anos.
  • 2014: 40,00% foi a média de semanas com balneabilidade nas praias da Enseada de Jurujuba
  • 2015: 45,68% foi a média de semanas com balneabilidade nas praias da Enseada de Jurujuba
  • 2016: 38,28% foi a média de semanas com balneabilidade nas praias da Enseada de Jurujuba. Os dados aqui apresentados para 2016, só consideram as medições de balneabilidade até julho de 2016, excluindo portanto o período de estiagem, quando a qualidade tende a melhorar.

- A qualidade da água da Enseada deverá melhorar ainda mais com a conclusão das obras realizadas no Canal de São Francisco (Avenida Franklin Roosevelt), com a implantação de uma "caixa de retenção de sedimentos". As ações tomadas pelo Programa Enseada Limpa para alcançar a melhoria das condiçoes de balneabilidade podem ser verificadas aqui.

Portanto, diferente do que a matéria afirma, a melhoria nas condições ambientais na Enseada de Jurujuba são o resultado das ações do Programa Enseada Limpa e os bons resultados começaram a surgir a partir do início do programa, em 2013, após muitos anos de declínio da qualidade das águas das praias.

Axel Grael




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Praia de Charitas está segura para o banho após ficar três anos imprópria


Banhistas aproveitam dia de sol para um banho de mar; limpeza da água pode ser vista com a mudança no aspecto da coloração do mar que está mais verde - Bia Guedes / Agência O Globo



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Balneabilidade foi constatada nas últimas cinco medições, critério para que seja validada

Depois de ficar mais de três anos com as águas impróprias para o banho, a Praia de Charitas voltou a registrar bons índices de balneabilidade. Nos três pontos da praia em que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) faz medições regulares de poluentes — na altura do número 355 da Avenida Quintino Bocaiúva, em frente à Travessa Santa Cândida e no lado direito do Clube Naval —, as taxas estão dentro do tolerável há cinco semanas, critério necessário para que a balneabilidade seja validada. É a primeira vez que isso acontece, nesta mesma época do ano, desde 2013. Os dados mais recentes foram divulgados segunda-feira pelo órgão.

Apesar da temperatura mais amena, o sol tem aparecido com frequência e motivado muita gente a mergulhar. O comerciante Ivanildo Costa diz que frequenta a praia há mais de 20 anos e nos últimos dias tem percebido a diferença no aspecto da água.

— Não sou muito bem informado desses testes oficiais. É possível que eles deem que está poluído e, mesmo assim, eu mergulhe, porque faço a minha avaliação no olho. Se achar que está limpo, fico tranquilo. Mas hoje a água está limpa como eu não vejo há muito tempo. Está transparente e não tem lixo boiando — disse ele, enquanto entrava no mar, no último domingo, com os dois filhos.

Moradora de São Francisco, a professora Mariana Silva diz que frequentou a praia durante a infância nos anos 1990 e depois parou de ir devido à poluição. Mas no domingo ela resolveu arriscar:

— Apesar de longe de onde moro, costumo ir a Icaraí porque é mais limpa. Meu vizinho, que é biólogo, me avisou que aqui estava até melhor do que lá e vim conferir. E parece mesmo bem limpa.

Para o Inea, a melhora da água na praia tem relação direta com a ligação dos 22 quiosques da orla à rede de esgoto municipal, promovida nos últimos dois anos pelo projeto “Se liga!”, feito em parceria com a prefeitura e a Águas de Niterói. O vice-prefeito Axel Grael também credita a recuperação ao início de funcionamento de uma caixa de areia, instalada há duas semanas, no canal da Avenida Presidente Roosevelt, em São Francisco. Ele explica:

— É um equipamento que torna mais eficiente o dispositivo de captação de tempo seco que existe ali. O rio traz muito sedimento. Tínhamos uma pequena barragem para reter a água, mas ela rapidamente era assoreada e transbordava. Agora, a caixa vai reter os sedimentos antes que eles cheguem na captação.

Além da diminuição do lixo flutuante — que está sendo recolhido pelos 12 ecobarcos que o governo do estado pôs em operação para conter o volume de dejetos boiando próximos às raias olímpicas das competições de vela na Baía de Guanabara —, a redução de micro-organismos poluentes, como coliformes termotolerantes e enterococos, foi registrada nas praias de Adão, Eva, Jurujuba e São Francisco. Do skatepark até a Fortaleza de Santa Cruz, apenas os trechos em frente à colônia de pescadores de Jurujuba e próximo ao canal de São Francisco não estão recomendados para o banho. De acordo com os boletins divulgados pelo Inea na segunda-feira, os mais recentes, a única praia da cidade que está imprópria em toda a sua extensão é a do Gragoatá. Em Icaraí, Piratininga, Sossego, Camboinhas, Itaipu e Itacoatiara o banho está liberado em todos os trechos.

PROMESSA DE MANUTENÇÃO DE ECOBARCOS

As medições do Inea em Niterói são feitas semanalmente. Nesta época do ano, de pouca chuva, a qualidade da água do mar costuma ser melhor. Para manter o bom nível, o município vem desenvolvendo ações dentro do programa Enseada Limpa, coordenado por Axel Grael. A meta da prefeitura é chegar a 50% de balneabilidade entre todos os registros do ano. Axel diz que os pontos ainda impróprios em Jurujuba e São Francisco tendem a melhorar nas próximas semanas:

— Melhoramos a captação de esgoto na Grota (do Surucucu) e o tratamento de esgoto na estação de Jurujuba, que agora conta com um equipamento israelense que filtra a água efluente. A caixa de areia do canal de São Francisco começou a funcionar plenamente há duas semanas. Os resultados ainda vão aparecer.

Durante encontro com operadores dos ecobarcos que estão trabalhando na Baía de Guanabara há dois meses, o secretário estadual de Meio Ambiente, André Corrêa, disse que o trabalho de recolhimento do lixo flutuante continuará mesmo após o fim dos Jogos. No encontro, ele afirmou que um dos desafios da secretaria é deixar como legado um sistema de combate ao lixo flutuante.

Fonte: O Globo Niterói




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