quarta-feira, 18 de maio de 2022

Reportagem destaca a experiência de Niterói de criação da Moeda Social Arariboia


Inauguração da Agência Itaipu do Banco Araiboia. Março de 2022.

Segundo Axel Grael, a Moeda Arariboia não é apenas uma forma de transferir renda, é uma forma de fomentar a economia - Foto: Luciana Carneiro/Divulgação

Axel Grael e João Joaquim de Mello Neto durante o evento de lançamento da Moeda Arariboia.

Reportagem do Valor Investe aborda a iniciativa de municípios do Brasil de desenvolver formas de fomentar a economia local para, assim, gerar emprego e garantir renda aos moradores. Uma delas é a utilização da moeda social. Niterói implementou, em janeiro deste ano, a moeda social Araribóia. O projeto, que faz parte do programa de transferência de renda permanente da prefeitura, vai receber um investimento equivalente a R$ 135 milhões por ano a partir de recursos dos royalties. 

Na matéria, comento que Niterói já tinha um programa de renda básica temporária (RBT), instituído durante a pandemia, para atender a população mais necessitada, que precisava do apoio financeiro para superar o momento de dificuldade. Na ocasião, a prefeitura fez o cadastramento de trabalhadores informais e pessoas em situação de vulnerabilidade social contempladas pelo Cadastro Único. Tal programa foi mantido até o final do ano passado, quando o município lançou a moeda Araribóia, um programa de transferência de renda permanente, que substituiu o outro que era circunstancial e temporário.

Com apenas quatro meses em operação, a moeda Araribóia já beneficia cerca de 31 mil famílias e é aceita em 6,5 mil comércios do município.



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Sai o real, entra a moeda social: economia solidária é aposta para enfrentar desigualdade

Municípios do Brasil recorrem à criação de suas próprias moedas sociais, que, apesar de ser um projeto antigo no país, só ganhou força recentemente, para democratizar o acesso aos serviços financeiros, promover a inclusão social e combater a pobreza

Por Yasmim Tavares, Valor Investe — Rio

Em um país amargurado pela desigualdade social escancarada nas grandes e pequenas cidades brasileiras, cabe à gestão pública assegurar os direitos da população, sobretudo da parcela em situação de vulnerabilidade. No entanto, como os programas implementados pelo governo federal não são suficientes na prática, os municípios buscam formas de fomentar a economia local para, assim, gerar emprego e garantir renda aos moradores. Uma delas é a utilização da moeda social, que existe há mais de 20 anos no Brasil, mas só começou a ganhar força recentemente.

Poucas pessoas sabem, mas hoje são 150 moedas sociais que circulam simultaneamente com o real em diversos municípios do país. Vale ressaltar aqui que o fundamento básico para a utilização da moeda social diz respeito ao fato de que ela só é válida nos territórios que a implementam com o objetivo de estimular a produção e o consumo local. Além disso, apesar de serem lastreadas em reais, as moedas sociais não são emitidas pela Casa da Moeda, mas pelos Bancos Comunitários de Desenvolvimento (BCD). Outra curiosidade é que os bancos comunitários também oferecem empréstimos em moeda social para os moradores das comunidades que não têm acesso aos serviços prestados pelos bancos tradicionais.

Ainda que a primeira moeda social tenha sido criada lá atrás, em 1998, o fenômeno só começou a ganhar escala no Brasil a partir de 2015, após aprovação da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, e regulamentação nº 4.282, no qual o Banco Central (BC) estabelece as diretrizes que devem ser observadas na supervisão das instituições de pagamento e dos arranjos de pagamento integrantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Foi em 2015 que a Rede Brasileira de Bancos Comunitários, que já atuava como um guarda-chuva de todos os bancos comunitários do Brasil desde 2007, criou a plataforma digital E-dinheiro, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que funciona como uma fintech. Desde então, as moedas sociais, além de existirem em formato de cartão físico, também passaram a ser digitais.

Assim, com o processo de modernização para o mundo virtual, os bancos comunitários passaram a funcionar como um arranjo de pagamento pré-pago de propósito limitado aos olhos do Banco Central. Na prática, vale a mesma regra que regula o cartão das Casas Bahia e da Riachuelo, por exemplo. Portanto, esses bancos não podem oferecer serviços como poupança e aplicações financeiras, apenas conta corrente, pagamentos e, em alguns casos, empréstimos.

Vantagens

Além de proporcionar a inclusão financeira e bancária, bem como a democratização do acesso ao crédito, os bancos comunitários também são responsáveis por gerar e distribuir riqueza aos municípios. Isso porque as moedas sociais, uma vez que circulam apenas em um determinado território, impulsionam a produção e fomentam o comércio da região.

Para tornar o processo autossustentável, é cobrada uma taxa em cima do comerciante toda vez que uma pessoa compra algum produto com o cartão ou o aplicativo do banco comunitário. Assim, o dinheiro que volta para o banco é utilizado para fazer crédito, por meio da moeda social, com o objetivo de estimular a economia local.

No Brasil existem, basicamente, dois tipos de banco comunitário: o que nasce pequeno, a partir da união de forças da própria comunidade, e aquele criado com base em uma lei municipal. No fim das contas, ambos seguem a mesma metodologia e estratégia, mas a maneira como se desenvolvem acaba sendo diferente em razão do investimento alcançado para fazer o sistema funcionar.

Versão raiz

O banco comunitário pioneiro em terras brasileiras é o Banco Palmas, criado em 1998 em uma favela, o Conjunto Palmeiras, localizado em Fortaleza, no Ceará. De origem “raiz”, foi desenvolvido a partir de um mutirão comunitário, no qual os próprios moradores do bairro se uniram para tratar das necessidades básicas da comunidade, como a carência de saneamento básico, postos de saúde e escolas.

Na época, a idealização do movimento partiu de João Joaquim de Melo Neto, responsável por colocar de pé o projeto do banco na região. Ele conta que, no início, recebeu doações de uma ONG cearense e, com o dinheiro arrecadado, construiu, ao lado de voluntários, um canal de drenagem que possibilitou a instalação de energia e água no local.


Fachada do Banco Palmas no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza (CE) — Foto: Banco Palmas


“Quando terminamos a obra a região ficou um pouco melhor, mas as pessoas começaram a vender os barracos para morar em outros lugares, já que a terra foi criando valor. À medida que os habitantes iam embora porque não tinha trabalho para se sustentar, nós resolvemos criar um projeto que pudesse fazer as pessoas sobreviverem no próprio bairro, que na época tinha 20 mil habitantes”, lembra o criador do Banco Palmas.

Foi neste contexto que a primeira moeda social do país foi criada, a Palmas, explica Neto, fabricada em mimeógrafo. Depois de conseguir um empréstimo de R$ 2 mil com uma ONG, o banco comunitário do Conjunto Palmeiras lançou uma linha de crédito para incentivar a produção e, assim, gerar trabalho e renda aos moradores da comunidade. “Como a moeda só é aceita no próprio bairro, ficou definido que os comerciantes podiam trocar a moeda social por reais no Banco Palmas para conseguir repor o estoque”, acrescenta o idealizador.

Conforme o projeto foi ganhando escala, o banco comunitário passou a receber muitas doações, sobretudo de instituições internacionais, o que possibilitou a criação de empresas locais, como a Palma Fashion, de roupas, a Palma Limpe, de produtos de limpeza, e até a Palma Tour, voltada para o serviço de hotelaria.

“Nós começamos a produzir quase tudo no bairro e o segredo para tornar isso possível foi o empréstimo financeiro para as pessoas usarem a moeda social nas próprias lojas e, dessa forma, fazer a economia circular localmente”, diz.


Agência do Banco Palmas no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza (CE) — Foto: Banco Palmas


Atualmente, o Conjunto Palmeiras tem 40 mil habitantes, dos quais 25 mil são clientes do Banco Palmas, que disponibiliza, em média, R$ 3 milhões em empréstimos e possui 3,5 mil carteiras ativas. As linhas de crédito oferecidas pelo banco, voltadas para produção e moradia, vão de R$ 50 a R$ 15 mil. Há também uma modalidade específica para o consumo que vai até R$ 2 mil em empréstimo.

No que diz respeito aos comércios, ao todo são 350 estabelecimentos que aceitam a moeda social como forma de pagamento. Ainda, para manter o funcionamento do banco, cada transação realizada nas lojas é taxada em 2% e, caso o cliente queira trocar a moeda Palma por reais, ele paga o equivalente a 1% do valor diretamente ao Banco Palmas.

Além de oferecer esses produtos, hoje o Banco Palmas também é operador do programa de crédito do governo do Estado do Ceará, o Ceará Credi, sendo responsável pelo pagamento de cerca de R$ 100 mil em crédito para microempreendedores individuais (MEIs), empreendedores informais, trabalhadores autônomos, desempregados e agricultores familiares.

Lei municipal

Outro exemplo que deu certo no âmbito da implementação da moeda social é o caso do Banco Mumbuca, em Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Diferentemente da história do Banco Palmas, porém, ele surgiu a partir de uma política pública, por meio da Lei nº 2.448, de junho de 2013, que instituiu o Programa Municipal de Economia Solidária, Combate à Pobreza e Desenvolvimento.


Sede do Banco Mumbuca, em Maricá (RJ) — Foto: Leo Pinheiro/Valor


Manuela Mello, diretora presidente do banco comunitário, explica que a ideia do Mumbuca partiu de uma iniciativa da prefeitura de implementar um programa de benefício voltado para os moradores da região, mas com a condição de que o dinheiro circulasse apenas na cidade. "Para isso foi criada a moeda social Mumbuca, restrita ao território de Maricá", explica.

Com a criação da lei em 2013, o Banco Mumbuca iniciou a política de pagamento com a transferência de renda no valor de 70 Mumbucas, o equivalente a R$ 70, para cerca de 4 mil famílias. Até então, o orçamento era pautado em cima da arrecadação do município. Aos poucos, porém, conta Manuela, as políticas foram evoluindo e, em 2015, Maricá começou a receber royalties, o que possibilitou a ampliação do programa, além da extensão dos beneficiários para 24 mil famílias.

A diretora presidente do Banco Mumbuca explica que, para se inscrever no programa e ter acesso ao benefício em moeda social, a pessoa precisa estar cadastrada no CadÚnico, bem como ter, comprovadamente, pelo menos três anos de moradia no município. Ao atender a esses critérios, a secretaria da Economia Solidária da prefeitura de Maricá fica responsável por fazer o acompanhamento dos beneficiários e o Mumbuca entra como pagador do programa de renda básica.

“Nós [Banco Mumbuca] somos para o renda básica o que a Caixa Econômica foi para o Bolsa Família e, hoje, é para o Auxílio Brasil”, compara. “A diferença é que estamos concentrados em um território, então a região se desenvolve muito mais rápido do que outros municípios que não têm um banco comunitário e nem uma moeda social”, complementa Manuela.


Manuela Mello, diretora presidente do Banco Mumbuca — Foto: Leo Pinheiro/Valor


Além do programa de transferência de renda, o Banco Mumbuca oferece modalidades de crédito desde 2018. Por meio do Mumbucred, como é chamada a carteira de crédito do banco comunitário, os clientes podem solicitar até R$ 10 mil em financiamento, com juros de 1% ao mês, a depender da linha de crédito solicitada. Para empréstimos de até R$ 2 mil, porém, o valor vai a juros zero.

Manuela conta, ainda, que a maioria das linhas de crédito funciona por um aval solidário, isto é, quando um grupo de pessoas se reúne e toma crédito em conjunto, seja para reformar a casa, ou investir em algum empreendimento, e até mesmo para instalar uma placa solar.

Para possibilitar o giro completo da economia solidária no município, o Banco Mumbuca tem dois modelos de taxas que são cobradas apenas dos comerciantes. A primeira diz respeito a uma taxa de transação de 2% em cima de cada venda e a segunda, de 1%, é cobrada quando o lojista quer passar o valor que tem em Mumbuca para o real a partir do dia 6 de todo mês.

Caso o movimento de transferência para o real seja feito antes dessa data, o valor do resgate fica isento de taxa. Os beneficiários da renda básica, porém, não têm a alternativa de trocar a moeda social porque a ideia é que as pessoas gastem o valor apenas dentro do município para, assim, fazer com que a cidade inteira respire a moeda Mumbuca.

Hoje, o programa de renda básica do município, que tem 160 mil habitantes, atende 42 mil famílias com o pagamento de 170 mumbucas por mês. Ao todo, o Banco Mumbuca tem 65 mil clientes, considerando também aqueles que abrem conta corrente ou pegam crédito emprestado. Em relação aos estabelecimentos, cerca de 11 mil comércios aceitam a moeda social na cidade. “Nós temos mais lojistas aceitando a Mumbuca do que as bandeiras de cartão de crédito tradicionais”, diz a diretora presidente do banco.

Movimento que inspira

Seguindo a mesma metodologia do Mumbuca, o município de Niterói, também no Rio de Janeiro, implementou, em janeiro deste ano, a moeda social Araribóia. O projeto, que faz parte do programa de transferência de renda permanente da prefeitura, vai receber um investimento equivalente a R$ 135 milhões por ano a partir de recursos dos royalties.

Axel Grael, prefeito da cidade, comenta que a região já tinha um programa de renda básica temporária, instituído durante a pandemia, para atender a população que precisava do apoio financeiro para superar o momento de dificuldade.

Na ocasião, a prefeitura fez o cadastramento de trabalhadores informais e pessoas em situação de vulnerabilidade social contempladas pelo Cadastro Único, do governo federal. Tal programa foi mantido até o final do ano passado, quando, como uma forma de dar continuidade a essas políticas sociais de maneira mais duradoura, o município lançou a moeda Araribóia.


Cartão Araribóia — Foto: Prefeitura de Niterói


Agora, a prefeitura passa os recursos para o Banco Araribóia, que realiza a distribuição do cartão aos beneficiários. Assim como as moedas Palmas e Mumbuca, além do modelo físico, também é possível fazer todas as operações por meio do aplicativo E-Dinheiro.

“A moeda social em si é uma política mais consistente porque gera resultado não só para a pessoa que recebe o cartão, mas também para o comércio local das comunidades”, afirma Grael.

Com apenas quatro meses em operação, a moeda Araribóia já beneficia cerca de 31 mil famílias e é aceita em 6,5 mil comércios do município. Em janeiro, quando a moeda social foi lançada, o valor mensal mínimo pago aos beneficiários era fixado em R$ 90. No entanto, o prefeito sancionou, logo no mês seguinte, uma ampliação do programa que aumentou o benefício para R$ 250 para uma pessoa solteira e implementou um acréscimo de R$ 90 para até seis participantes da família.

O prefeito de Niterói diz que o resultado positivo de janeiro foi o que levou à decisão de elevar o valor em tão pouco tempo. Agora, o governo municipal está trabalhando para oferecer linhas de crédito à população contemplada pela moeda social.

Em relação à cobrança de taxa, o modelo de Niterói segue o mesmo do implementado pelo Banco Mumbuca. A taxa de operação para os comerciantes é de 2%, enquanto que, para trocar a moeda Araribóia para o real, a taxa é de 1%. No entanto, durante os primeiros seis dias do mês, a conversão fica isenta. Após a data, é cobrada essa taxa de 1%, ou o lojista pode esperar o próximo mês para converter sem tarifa.

Além de Maricá e Niterói, outros municípios do Rio de Janeiro seguiram o mesmo exemplo e lançaram suas próprias moedas sociais com a missão de promover a inclusão social e combater a pobreza. É o caso de Porciúncula, que criou a moeda Elefantina, bem como Cabo Frio, com a Itajuru, além de Itaboraí, com a Pedra Bonita, e Saquarema, com a implementação da moeda Saquá.


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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Niterói é o primeiro município do Brasil a lançar site sobre a Década do Oceano

 

Praia do Sossego, litoral de Niterói.

A ideia é envolver, além do poder público, acadêmicos, pescadores, atletas e toda a sociedade nos estudos e reflexões sobre os oceanos

09/05/2022 - Niterói é o primeiro município do Brasil a lançar um site sobre a Década do Oceano. A plataforma “Oceano Que Queremos” entrou no ar nesta segunda-feira (9) e reúne iniciativas desenvolvidas na cidade e ligadas aos mares e oceanos. Desenvolvida pelo Escritório de Gestão de Projetos (EGP) da Prefeitura de Niterói, a plataforma inclui um Painel de Mapeamento das Iniciativas ligadas ao tema, já com 12 projetos cadastrados, e histórias de "Heróis do Oceano", com pessoas que contribuem para a manutenção da qualidade ambiental das praias e do oceano em Niterói. A ideia é envolver, além do poder público, acadêmicos, pescadores, atletas e toda a sociedade nos estudos e reflexões sobre os oceanos.

O hub https://oceanoquequeremos.niteroi.rj.gov.br/ faz parte da Agenda da Década da Ciência Oceânica de Niterói e conta com informações sobre a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável e tudo que abrange o tema. Serão postadas notícias do município, eventos na cidade e referências sobre o tema, que podem ser acessadas via download.

Por meio do site é possível navegar pelo mapa e ter acesso às principais informações das iniciativas cadastradas. Qualquer pessoa pode inscrever a sua iniciativa e fazer parte da Agenda Municipal de Niterói. Para isso é só preencher o formulário e se cadastrar.

O prefeito de Niterói, Axel Grael, ressalta a importância de os governos locais assumirem protagonismo em agendas como a proteção dos oceanos e destaca a relação da cidade com o mar.

"Nos últimos anos, Niterói alcançou 96% de tratamento de esgoto e investimos em programas como o Enseada Limpa, que aumentou a balneabilidade da enseada de Jurujuba de 19,23%, em 2013, para 58% em 2021. É urgente que, cada vez mais, os municípios assumam seu protagonismo nas ações em defesa do Meio Ambiente e na mitigação das mudanças climáticas. A sustentabilidade pautará o futuro ou não haverá futuro", diz.

Axel Grael lembra, também, que a cidade tem tradição vinculada às atividades marítimas, aos esportes náuticos e à economia do mar.

"O oceano está dentro do nosso cotidiano, ele emoldura nossa cidade e se traduz em muitas oportunidades para o desenvolvimento sustentável de Niterói. Nossa tradição em esportes marítimos, na pesca e na indústria naval mostra a importância da preservação do oceano, imprescindível também para alavancar uma série de atividades ligadas ao turismo. Somos sede da Esquadra Brasileira, uma parte da população convive com o mar diariamente atravessando a Baía de Guanabara, a orla é usada para o lazer. Ao proteger os oceanos e todo seu ecossistema, além de preservar as espécies, estamos investindo em inclusão social, saúde e geração de empregos", enfatiza o prefeito.

Verdadeiros "pulmões" do mundo, os mares e oceanos ocupam 70% do planeta, fornecem oxigênio e regulam o clima global. Ainda assim, pouco se sabe sobre eles. Por isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, em 2017, um esforço coordenado em todo o mundo para gerar conhecimento neste tema, promovendo bem-estar social e desenvolvimento sustentável.

A secretária do Escritório de Gestão de Projetos, Valéria Braga, explica que o estabelecimento da Década das Ciências Oceânicas pela ONU inspirou Niterói a contribuir para o tema, com uma Agenda Municipal que envolve projetos, eventos, exposições, oficinas e trabalhos acadêmicos.

"A Agenda começou com um Fórum Municipal que promoveu debates com profissionais que estudam ou trabalham com os Oceanos, e possibilitou parcerias, conhecimento e trouxe muita inspiração. A partir do Fórum foi criado um hub para a Agenda Municipal da Década do Oceano, onde todos poderão divulgar suas iniciativas ligadas aos Oceanos, em Niterói, ou que impactem o município", detalha.

Fórum - Comprometida com o tema e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em 2021 a Prefeitura de Niterói lançou a sua Agenda da Década da Ciência Oceânica, tendo o Fórum da Década da Ciência Oceânica como seu marco inicial. O evento, realizado em setembro de 2021 de forma virtual, teve como objetivo trazer inspiração à cidade, de novos projetos e ações ou ainda, ampliação dos já existentes. Foi formado por soluções inovadoras de cientistas, acadêmicos, empresas, ONGs e sociedade civil que contemplem a conexão entre a ciência oceânica e o desenvolvimento da cidade

Fonte: Prefeitura de Niterói



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segunda-feira, 25 de abril de 2022

Carnaval de Niterói no Caminho Niemeyer foi um sucesso
















Depois de mais de dois anos de espera, devido à tragédia da covid-19, a atual situação da pandemia, controlada graças à vacinação, nos permitiu voltar a celebrar a maior festa popular do mundo. Aqui em Niterói, o Carnaval foi marcado pela emoção dos 15 mil componentes das 31 escolas que atravessaram o Caminho Niemeyer durante três dias, contagiando as mais de 45 mil pessoas que lotaram as arquibancadas. A nova Passarela do Samba foi o ponto alto dessa folia e veio para ficar, tornando a nossa festa ainda mais bonita e cada vez maior.

Foi emocionante ver de perto a felicidade estampada no rosto de cada niteroiense com esse retorno da folia, num clima de esperança e recomeço após atravessarmos esse que foi o maior desafio da nossa geração. Estive lá no Caminho Niemeyer com a minha esposa, Christa, o amigo e ex-prefeito Rodrigo Neves e o vice-prefeito Paulo Bagueira, e ficamos muito felizes em ver o quanto o Carnaval de Niterói, que já foi eleito o segundo maior do país, vem crescendo e ganhando mais notoriedade. Isso é resultado de todo trabalho que fizemos desde a gestão do Rodrigo para valorizar essa festa popular, o que contribuiu para avançarmos com a qualidade e visibilidade desta celebração, que é tão significativa para a cultura e a cadeia produtiva de Niterói.

É muito simbólico que essa volta do Carnaval aconteça no Caminho Niemeyer, um espaço que foi reaberto na gestão do Rodrigo e ganhou um novo significado, se consagrando como uma das principais áreas de lazer das famílias niteroienses e de valorização da cultura local. Também foi um momento de reencontro com a essência da festa momesca na nossa cidade. Na década de 80, o Carnaval foi sediado onde hoje está a obra de Niemeyer e esse retorno, após 40 anos, marca um novo tempo dessa festa em Niterói.

Além de ser a primeira grande celebração após o período desafiador da pandemia, o Carnaval Niterói 2022 ficará marcado na história da nossa cidade pela inovação. A Prefeitura preparou uma mega estrutura para receber os foliões, numa arena com capacidade para 5 mil pessoas, praça de alimentação e toda segurança e conforto.

A vibração do público foi um show à parte. Durante os três dias, as arquibancadas do Caminho Niemeyer ficaram lotadas, com famílias festejando esse reencontro e mostrando a força do Carnaval de Niterói. Crianças brincando e idosos se divertindo reforçaram o quanto a festa da nossa cidade é democrática. Niterói recebeu com todo carinho visitantes de outras cidades e países, como França e Peru, o que mostra a grandiosidade do nosso evento e o forte potencial turístico.

Através da transmissão ao vivo nas redes sociais da Prefeitura de Niterói, a magia dessa festa chegou na casa do público. Foram mais de 24 horas de cobertura em tempo real, com 15 câmeras e um drone sobrevoando a Passarela do Samba de Niterói.

A cobertura contou com o trabalho de quatro apresentadoras, que transmitiram todos os detalhes da festa dentro de um estúdio de vidro, batizado de Esquina do Samba Mário Dias, em homenagem ao saudoso jornalista e produtor cultural. Na Avenida, duas repórteres acompanharam os bastidores das escolas e a empolgação do público nas arquibancadas.

Niterói tem um dos carnavais mais tradicionais do país e a magia disso está no amor que os componentes têm por suas escolas. Todas as 31 agremiações fizeram um trabalho lindo, através da garra da comunidade, que vive o carnaval e sonhou dois anos inteiros para colocar o desfile na rua. Não faltou garra, energia e samba no pé desses componentes, que lavaram a alma nos desfiles do Grupo A, B e C.

O que também marcou a inovação do Carnaval Niterói 2022 foi a consulta pública aberta na plataforma Colab. Pela primeira vez, além da apuração, o público vai poder escolher qual foi a melhor escola de samba do ano, além de opinar sobre a estrutura da festa, como a mudança de local. A votação popular segue até esta terça-feira, às 17h. O resultado será anunciado às 18h.

A apuração oficial dos jurados acontece nesta terça-feira, mas todas as escolas saem vitoriosas por fazer esse Carnaval 2022 ser inesquecível para Niterói. Viva a cultura popular, viva o Carnaval e viva Niterói!

Axel Grael  




Produção de bicicletas supera 183 mil unidades no primeiro trimestre

 


A indústria de bicicletas instalada no Polo Industrial de Manaus – PIM produziu 183.019 unidades no primeiro trimestre, alta de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano passado (170.902 bicicletas).

Segundo levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, a produção retorna ao patamar de 2019, período pré-pandemia, quando foram fabricadas 183.742 unidades.

Ainda de acordo com dados da associação, em março, 57.870 bicicletas saíram das linhas de montagem, queda de 9,2% em relação a fevereiro (63.712 unidades). O volume foi muito próximo ao registrado no mesmo mês do ano passado (57.843 bicicletas).

Ao analisar o desempenho do setor, o vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, afirma que os números estão dentro da expectativa das associadas de produzir 880 mil unidades em 2022. “O ritmo de produção vem em uma curva ascendente. O pequeno recuo que tivemos em março está dentro da normalidade e foi provocado por um desequilíbrio que ainda existe na cadeia de suprimentos”, explica. “É um problema mundial que ainda vai persistir por mais alguns meses, mas acreditamos que em uma intensidade menor”, complementa.

Para minimizar esse problema, o executivo explica que as associadas elaboraram um plano de ação que envolve toda a cadeia logística para garantir o suprimento das linhas de produção. “Graças a isso, gradativamente estamos atendendo a demanda do mercado”, diz Gazola.

Na avaliação do vice-presidente, a procura por bicicletas deve continuar alta. “A bicicleta é um meio de transporte econômico e com menor custo de manutenção. Há, ainda, o ganho ambiental: é um meio de transporte sustentável, que não polui e só traz vantagens para as pessoas, para a mobilidade e para o planeta”, destaca.

Gazola afirma que o aumento dos combustíveis também pode contribuir para o aumento da demanda, uma vez que as pessoas têm buscado novas formas de mobilidade. O executivo destaca ainda que, desde o início da pandemia do coronavírus, quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou o uso do modal por garantir o distanciamento social e ainda proporcionar o mínimo de atividade física necessária, o mundo todo passa por um “boom” de vendas de bicicletas.

Produção por categoria

Com 112.629 unidades e 61,5% do volume total produzido, a Mountain Bike (MTB), foi a categoria mais produzida no primeiro trimestre. Em segundo lugar, ficou a Urbana/Lazer (52.014 bicicletas e 28,4% da produção), seguida pela infanto juvenil (12.582 unidades e 6,9%).

Em termos porcentuais, a categoria que registrou maior crescimento foi a Estrada. Foram fabricadas 3.161 unidades, alta de 31,4% na comparação com os três primeiros meses do ano passado (2.405 bicicletas). Na sequência aparece a elétrica, com 2.633 unidades produzidas, volume 18,3% maior ao registrado no mesmo período do ano passado (2.225 bicicletas).

Gazola ressalta que a procura pela bicicleta elétrica cresce ano a ano. “A bicicleta elétrica permite que você vá a qualquer lugar com agilidade e conforto. Os brasileiros também seguem uma tendência mundial de optar por produtos em sintonia com o meio ambiente e adotar um estilo de vida mais saudável”, explica.

Para este ano, a expectativa da Abraciclo é que sejam fabricadas 15 mil unidades de bicicletas elétricas, o que representa um aumento de 45,7% na comparação com 2021 (10.294 mil unidades).

No ranking de produção mensal, as posições do primeiro trimestre foram mantidas: MTB (35.343 unidades e 61,1% do volume total produzido), Urbana/Lazer (13.923 unidades e 24,1%) e infanto juvenil (7.574 e 13,1%).

Fonte: A Tribuna




sexta-feira, 22 de abril de 2022

Ilha da Menina, em Itaipu, terá vegetação nativa recuperada




A notícia abaixo, do trabalhos iniciais dos profissionais que estão apoiando a Prefeitura de Niterói para o trabalho de recuperação da vegetação da Ilha da Menina, localizada em frente à Praia de Itaipu e que faz parte do arquipélago formado também pelas Ilhas da Mãe e do Pai.

Assim como verifica-se nas demais ilhas do arquipélago, além das Ilhas Cagarras, Ilha Redonda, Tijucas, Cotunduba, Ilha Rasa e outras ilhas nas proximidades da Baía de Guanabara, a vegetação original da Ilha da Menina era rica em palmeiras e abrigava uma variada avifauna marinha, que a utilizavam para abrigo e reprodução. A destruição da vegetação da Ilha da Menina impediu essa importante função ecológica, que precisa ser restaurada.

O projeto der recuperação da vegetação da ilha faz parte do "PROJETO DE RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA DO MUNICÍPIO DE NITERÓI", desenvolvido com recursos obtidos em a partir de um edital do BNDES cujo contrato foi assinado em 2019, para investir cerca de R$ 3 milhões em reflorestamento de 203 hectares na cidade de Niterói, inclusive ilhas do nosso litoral.

Proteção e recuperação de florestas urbanas em Niterói

Niterói é reconhecida pelo seu destacado esforço de proteção e recuperação dos seus ecossistemas naturais e conta hoje com uma das maiores ações de reflorestamento em curso no país. No último dia 6 de abril, Niterói recebeu a certificação do Programa Tree Cities Of The World, administrado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Arbor Day Foundation nos EUA. Trata-se de um selo concedido a cidades que são destaque a nível mundial no plantio e cuidado de suas árvores. Em 2018, a FAO já havia incluído Niterói como um dos dois destaques na América Latina (Lima, no Peru, foi a outra) na proteção de florestas urbanas, publicando a experiência de nossa cidade no livro "Forests and Sustainable Cities: inspiring stories from around the world".

Em 2013, no início da gestão do prefeito Rodrigo Neves, a Prefeitura produziu o planejamento estratégico intitulado "Niterói que Queremos", com metas para a cidade até 2033. O documento prevê que até 2033, Niterói terá recuperado 507,22 hectares de áreas degradadas. Estamos trabalhando para superar a meta estabelecida.

Desde 2014, quando o então prefeito Rodrigo Neves assinou o Decreto 11.744 criando o Programa Niterói Mais Verde, a cidade passou a contar com mais da metade do seu território protegido por unidades de conservação. Após a criação de novas unidades, Niterói já tem 56% do seu território protegido, o que é uma oportunidade quase única para uma cidade inserida num contexto metropolitano. Através de várias iniciativas, da qual damos destaque para às obras de implantação do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, a Ilha da Boa Viagem e outros investimentos que somam mais de R$ 100 milhões. Com a implantação dessas unidades de conservação, a população de Niterói poderá usufruir de suas áreas verdes e se beneficiar das oportunidades trazidas pelo ecoturismo

Vamos em frente para fazer de Niterói uma referência de sustentabilidade urbana.

Axel Grael


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Ilha da Menina, em Itaipu, terá vegetação nativa recuperada


Técnicos fazem vistoria na Ilha da Menina Foto: Luciana Carneiro/Divulgação

Vista aérea da Ilha da Menina. A vegetação original foi inteiramente perdida para o fogo e agora há a predominância do capim-colonião, grande desafio a se superar para a recuperação.

Pesquisadores estudam usar técnica semelhante à que vem sendo empregada nas Ilhas Cagarras; local está tomado de capim-colonião

NITERÓI — A Ilha da Menina, também conhecida com Ilha da Filha ou Pitanga, em Itaipu, na Região Oceânica, terá seu ecossistema totalmente recuperado. A ilha é a menor e mais próxima da costa, no pequeno arquipélago de três ilhas junto à Enseada de Itaipu.

Para a restaurar a vegetação original da ilha, serão introduzidas espécies nativas resistentes à seca e adaptadas àquele ecossistema. Hoje, o local está tomado por capim-colonião, uma espécie invasora.



Na sexta-feira passada, dia 8, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS), acompanhados de um pesquisador do Departamento de Biologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), especialista em revegetação e restauração ecológica, fizeram uma vistoria técnica na Ilha da Menina. Eles foram lá investigar as formações vegetais, o tipo de solo, a fauna, a possível presença de água doce e a profundidade em relação à topografia, entre outros aspectos.

Depois da visita, os técnicos e o pesquisador vão apresentar um diagnóstico da ilha. O objetivo é estudar a melhor forma de reconstituir aquele ecossistema, as técnicas que serão empregadas e as espécies da flora que mais se adequarão ao solo para devolver a biodiversidade ao local.

O pesquisador da PUC Richieri Antonio Sartori explica que o primeiro passo deve ser a retirada do capim-colonião, que pode ter sido levado para a ilha pelo vento ou por pássaros.

— Fizemos esse reconhecimento para avaliar a profundidade do solo e se ele é saudável ou não. O local está tomado pelo capim-colonião, que é uma espécie invasora. Para eliminá-lo, vamos fazer um experimento plantando mudas que façam sombra. É um projeto que vai durar alguns anos. Tentaremos utilizar inicialmente espécies nativas para aumentar a biodiversidade. Antes de ser degradada, acredito que a área tinha,provavelmente, 60 espécies arbóreas — estima o especialista.

De acordo com a secretaria, os especialistas avaliam a possibilidade de utilizar a mesma técnica que está sendo empregada nas Ilhas Cagarras, na Zona Sul do Rio, onde vem sendo feito o plantio manual das espécies após a retirada do capim invasor. Em março de 2021, o Monumento Natural das Ilhas Cagarras foi classificado como um Hope Spot (Ponto de Esperança). A certificação é dada pela Mission Blue, aliança internacional para conservação marinha liderada pela pesquisadora americana Sylvia Earle.

Depois de vistoriar a Ilha da Menina, os técnicos farão visitas às ilhas do Pai e da Mãe, que compõem o arquipélago. A recuperação deste ecossistema faz parte do Projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social da prefeitura, que começou em 2019 e recebeu R$ 2,9 milhões em investimentos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o prefeito Axel Grael, a restauração do meio ambiente terá impacto direto na vida dos moradores da cidade.

— Passamos a ter parques e outras áreas protegidas em 56% do nosso território como. A arborização e as áreas verdes têm uma função fundamental na qualidade de vida do niteroiense — afirma o prefeito.

Fonte: O Globo  


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Niterói fecha parceria com a ONU para apoiar os cerca de 2 mil refugiados instalados na cidade






Niterói tem hoje cerca de 2 mil refugiados aqui instalados, segundo dados da Polícia Federal. O expressivo número de pessoas nesta situação em nossa cidade surpreende muitos niteroienses e alerta para a necessidade de iniciativas voltadas a este grupo. Para tratar deste assunto, junto com o secretário municipal de Direitos Humanos, Rafael Adonis, recebi esta semana o representante no Brasil do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), José Egas. Assinamos um memorando que oficializa a parceria de Niterói com a entidade para ampliar o mapeamento, estruturar serviços e capacitar servidores municipais para o atendimento a migrantes e refugiados que, somados, chegam a 9 mil em Niterói.

A iniciativa reforça a posição de vanguarda de nossa cidade, também, no que diz respeito a políticas públicas de inclusão. Em março, a Prefeitura de Niterói já havia inaugurado o Núcleo de Migrantes e Refugiados Moïse Kabagambe, administrada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que passou a funcionar na Casa dos Direitos Humanos, no Centro.

Em pouco tempo de funcionamento, centenas de pessoas já procuraram por orientações no Núcleo, que presta atendimento jurídico, assistencial e psicológico. A unidade também viabiliza a emissão de documento de identificação civil, em parceria com o Detran, e promove a mediação de conflitos junto a equipes da Rede Mediar, do Pacto Niterói Contra a Violência.

Entre as nacionalidades que já buscaram a equipe para atendimento estão senegaleses em sua grande maioria. Depois seguem angolanos, haitianos e congoleses.

Casa dos Direitos Humanos
Endereço: Rua XV de Novembro, 188 – Centro, Niterói/RJ.
Funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 17h.
Agendamento: Zap da Cidadania (21) 96992-9577.


Niterói e os imigrantes

Niterói tem uma longa tradição de recepcionar imigrantes e refugiados. Ainda estão muito presentes os legados das colônias de migrantes que estão representados, por exemplo, no Rio Cricket Club (em Icaraí), na Igreja Anglicana (Icaraí), no Rio Yacht Club (originalmente se chamava Rio Sailing Club), no Iate Clube Brasileiro (fundado com forte presença alemã), na Igreja Luterana, que ainda recebe famílias alemãs, o Clube Português (a comunidade portuguesa ainda muito presente no comércio e na gastronomia), o Clube Italiano, Espanhol etc.

Bairros como Icaraí, São Francisco, Boa Viagem e outros, ainda abrigam muitas famílias de origem estrangeira.

Família

Iniciativas de apoio a migrantes e refugiados têm um sentido especial para mim. Sou neto de um dinamarquês (Preben Schmidt), que chegou ao Brasil em 1924, e uma alemã (Helene Schmidt), nascida na cidade de Lyck, hoje situada na Polônia, com o nome de Elk. Os dois migraram para o Brasil e aqui chegaram sem conhecer ninguém. O casal se apaixonou por Niterói e aqui se conheceu. Se estabeleceram e formaram a família na Estrada Leopoldo Fróes, então um lugar afastado da cidade. Cresci ouvindo histórias sobre a importância do acolhimento e da solidariedade, características marcantes de Niterói. 

Minha avó Helene, contava como foi recebida na época, na Ilha das Flores, onde havia um centro para recepcionar imigrantes. Durante quase um século (1877 a 1966), a Ilha das Flores, na Baía de Guanabara (hoje com acesso pela Rodovia Niterói-Manilha e abrigando uma instalação militar da Marinha), recebia imigrantes estrangeiros que chegavam ao Brasil. Lá, os recém-chegados imigrantes, das mais variadas origens, eram hospedados, recebiam exames médicos, eram eventualmente curados de enfermidades e recebiam propostas de empregos de todo o Brasil. Enquanto existiu, a unidade da Ilha das Flores recebeu 300 mil estrangeiros que chegaram ao Brasil pelo Porto do Rio.

Axel Grael





quinta-feira, 14 de abril de 2022

ASSEMBLEIA DE DEUS ERGUERÁ CATEDRAL NO CAMINHO NIEMEYER

 






Prefeitura de Niterói cede terreno para construção do templo no conjunto arquitetônico onde já está sendo erguida a Catedral Católica.

Ao projetar o Caminho Niemeyer, Oscar Niemeyer, este mestre da arquitetura contemporânea (que não seguia qualquer religião) pensou em erguer ali dois templos religiosos, um católico e outro evangélico. Esta semana, a Prefeitura de Niterói deu um importante passo para a realização deste sonho, que se tornou também o sonho de milhares de niteroienses. Na última quarta-feira, dia 13, assinei a cessão do terreno para a construção da Catedral da Assembleia de Deus.

Que o senhor continue sempre a inspirar criativas ousadias!!!
Escrevi aqui no Blog por ocasião do falecimento do Dr. Oscar Niemeyer
 
O belíssimo templo, que conta com os arrojados traços de Oscar Niemeyer, será erguido em 7.336,07 metros quadrados, às margens da Baía de Guanabara, de frente para o Cristo Redentor e a poucos metros de onde já está sendo construída a Catedral Católica. Além de joias arquitetônicas, estes espaços de fé e orações serão importantes símbolos da liberdade religiosa, direito constitucional que precisa ser preservado e respeitado em todo o País.
 
Ao se instalarem no mesmo complexo arquitetônico, a poucos metros de distância, a Igreja Católica e a Assembleia de Deus dão importante exemplo de respeito à pluralidade, às diferentes formas de exercer a religiosidade. É Niterói, mais uma vez, mostrando que é uma cidade de vanguarda, onde não há espaço para retrocessos.

As catedrais também cumprirão importante papel ao complementar o Caminho Niemeyer, este conjunto arquitetônico que já atrai a atenção de milhares de visitantes e turistas de todo o mundo. As novas construções vêm de encontro às obras que anunciei recentemente no Centro 450, que faz parte do Plano Niterói 450 Anos. Nos próximos três anos, a região central da cidade passará por uma série de investimentos, que incluem intervenções urbanísticas no entorno do Caminho Niemeyer.

A cerimônia de cessão do terreno contou com a presença do presidente da Convenção da Assembleia de Deus no Brasil (CADB), pastor Samuel Câmara; do vice-presidente nacional e presidente estadual da CADB, pastor Celso Brasil; do desembargador William Douglas; do amigo e ex-prefeito Rodrigo Neves, representantes do Escritório Oscar Niemeyer, familiares do arquiteto, lideranças religiosas e autoridades municipais.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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Prefeitura de Niterói entrega cinco prédios do Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF









Projeto teve aporte de R$ 28 milhões do governo municipal e vai beneficiar mais de 3.500 alunos de diversos cursos

A Prefeitura de Niterói entregou esta semana à Universidade Federal Fluminense (UFF) cinco dos 11 blocos do novo prédio do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS), no Campus do Gragoatá. A obra, com aporte de R$ 28 milhões da Prefeitura de Niterói, inclui também a sala de exposições, conhecida como Maracanã. Cerca de 80% da obra já está concluída e a expectativa é de que seja finalizada em julho.

O IACS foi fundado em 1968, tem cinco departamentos e aproximadamente 3.500 alunos. Serão 110 salas de aula divididas em blocos, além de anfiteatro, pátio e sala de exposição. Os 11 edifícios serão interligados com bibliotecas, laboratórios e espaço de convivência. Os seis blocos que ainda serão entregues estão em fase de revestimento, colocação dos pisos e instalação de luminárias, ajustes de parte elétrica e hidráulica.

Na última quarta-feira (13), visitei o IACS acompanhado pelo reitor Antônio Claudio da Nóbrega, servidores, professores e alunos da UFF. Fiquei muito feliz em perceber a alegria e emoção de todos com o avanço das obras. Tivemos oportunidade de conversar e falar sobre o potencial da parceria da Prefeitura de Niterói com a universidade, onde ciência, cultura, educação, diálogo e reflexão.

A UFF, com seus cerca de 50 mil alunos, é um tesouro da nossa cidade e traz contribuição efetiva e inovadora para o desenvolvimento socioeconômico sustentável, com inclusão social, das diversas regiões do município. A Prefeitura de Niterói reconhece esse patrimônio e, por isso, mantém frentes de cooperação com a UFF em diferentes setores. Sabemos que esta parceria não é uma soma, mas uma multiplicação.

Com o Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados – PDPA, por exemplo, a Prefeitura de Niterói investe R$ 25 milhões no desenvolvimento de projetos e pesquisas relacionadas a soluções para demandas da cidade em diferentes setores. Os projetos foram selecionados mediante edital, contando com 323 propostas inscritas e foram selecionados 78 projetos, que tiveram início em 2021.

Saiba mais sobre a visita ao IACS:

O reitor da Universidade Federal Fluminense, Antônio Cláudio da Nóbrega, contou da alegria de ver a obra sendo finalizada e ressalta a importância da parceria com o governo municipal.

"É muito gostoso experimentar a concretude de um projeto audacioso, cooperado e de longo prazo, pois sempre dizem que o poder público e as instituições públicas não são capazes de fazer e estamos vivendo essa entrega. Essa parceria entre a prefeitura e a UFF é muito orgânica e que tende a permanecer como política pública de Niterói e institucional da universidade. É inevitável fazer o registro de como encontramos a UFF, com um orçamento decrescente e com um momento político muito duro e muito difícil e a força dos estudantes foi fundamental. Nesse momento crítico, Niterói foi muito parceira e isso foi extremamente importante”, disse o reitor.

Flavia Clemente, diretora do IACS, ressaltou que a parceria entre UFF e prefeitura é um ganho para todos. “Estou muito feliz de podermos estar presentes nesse momento depois de tanto tempo. Eu tenho uma história com o Instituto bem antiga, fui aluna de jornalismo em 1990. Foi a UFF que me fez conhecer Niterói e eu entendi que a universidade e a cidade estão sempre juntas e que dialogam muito entre si e realizam tantas trocas. E com isso todo mundo sai ganhando. Ganha a universidade com educação, infraestrutura para nossos cursos e projetos com qualidade de ensino e criar ainda mais oportunidades e ganha a cidade com tudo que a UFF pode oferecer no campo da cultura, do cinema e do audiovisual que a gente dialoga com Niterói o tempo todo”.

Neste novo espaço serão ministrados os cursos de graduação em Arquivologia, Artes, Biblioteconomia e Documentação, Cinema e Audiovisual, Comunicação Social, Estudos de Mídia, Produção Cultural, e de Pós-Graduação em Ciências da Informação, Cinema e Audiovisual, Comunicação, Cultura e Territorialidades, Mídia e Cotidiano e Estudos Contemporâneos das Artes.



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Prefeitura de Niterói inicia mais uma etapa de expansão da malha cicloviária da Zona Norte

 





Mais uma etapa da expansão da malha cicloviária na Região Norte de Niterói foi iniciada. A Coordenadoria Niterói de Bicicleta, em parceria com a NitTrans e a Secretaria Regional da Engenhoca, está realizando a demarcação e pintura da ciclovia da Avenida Professor João Brasil, no Fonseca. Neste projeto, a Prefeitura de Niterói irá implantar 2,5km de malha cicloviária segregada ao longo de toda a via, conectando o bairro da Engenhoca ao Fonseca e à Venda da Cruz.

Responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, destaca que após a finalização da pintura, serão incluídos elementos de segregação para melhor segurança de ciclistas, motoristas e pedestres, além da requalificação do projeto de sinalização vertical. De acordo com ele, atendendo às demandas da população está sendo dado mais um importante passo na expansão da malha cicloviária, com o objetivo de estimular ainda mais este transporte sustentável na cidade, prático e de baixo custo.

“Em outubro do ano passado, foi implantada a ciclofaixa no Barreto, conectando a Rua Benjamin Constant à praça Flávio Palmier. Para a Avenida Professor João Brasil, a Coordenadoria Niterói de Bicicleta desenvolveu um projeto de ciclovia com apoio da Administração Regional da Engenhoca e da NitTrans, com foco na segurança viária. Esta obra é parte da implantação de uma malha cicloviária mais segura para a Zona Norte e integra o programa Niterói 450 anos”, enfatiza.

O projeto da ciclovia da Avenida Professor João Brasil, de acordo com ele, possibilitará a integração com a futura ciclovia da Alameda São Boaventura, permitindo o deslocamento mais seguro dos bairros até a região central da cidade.

“Trabalho em equipe é a chave para o sucesso de qualquer projeto. NitTrans e Niterói de Bicicleta vem dialogando sobre as melhores alternativas para integrar a mobilidade ativa com segurança no dia a dia da população”, reforça a diretora de planejamento da NitTrans”, Amanda Machado.

Mais ciclovias – O Plano Niterói 450 anos, lançado este ano pela Prefeitura de Niterói, prevê ações de ampliação e requalificação da infraestrutura cicloviária na cidade. Na Região Oceânica, a meta é alcançar a marca de 60km de ciclovias e ciclorrotas, além de concluir a implantação dos bicicletários e paraciclos. Na Região Norte, a previsão é de implantar ou requalificar 21,5km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. O objetivo é chegar aos 120 km de infraestrutura cicloviária em Niterói até 2024.

O programa prevê, ainda, o aumento de 113% do número de vagas disponíveis no Bicicletário Arariboia de forma integrada ao projeto da nova Praça Arariboia até o fim de 2024. Além disso, a Prefeitura de Niterói estuda a implantação de um sistema de compartilhamento de bicicletas com 40 estações e 400 bicicletas nos bairros do Centro, São Lourenço, Fonseca, Icaraí, Santa Rosa, Ingá, São Domingos e Gragoatá.

Fonte: Prefeitura de Niterói