domingo, 22 de março de 2026

NITERÓI LIDERA NA AMÉRICA LATINA O RANKING DAS CIDADES MAIS AMIGAS DA BICICLETA

Desde a década de 1980, como parte da minha militância ambientalista, defendi a implantação de ciclovias em Niterói. Só consegui êxito décadas depois. Em 2012, na campanha eleitoral para a Prefeitura de Niterói, quando fui candidato a vice-prefeito, na chapa que tinha Rodrigo Neves como candidato a prefeito, defendi mais uma vez que a cidade deveria ter ciclovias, como uma das suas principais iniciativas pela sustentabilidade e para o enfrentamento dos seus problemas no trânsito.

Em janeiro de 2013, nos primeiros dias de gestão, já anunciávamos a criação do programa Niterói de Bicicleta, que passei a liderar desde então. Passados 13 anos do início da iniciativa, Niterói agora possui 100 km de ciclovias, conta com as três ciclovias mais movimentadas do Brasil (nas avenidas Marquês do Paraná, Roberto Silveira e Amaral Peixoto), além de ter a maior proporção de mulheres e de idosos pedalando. Niterói é hoje uma referência nacional para a política cicloviária. Na minha gestão como prefeito de Niterói, mais do que dobramos a malha cicloviária da cidade, fizemos com que chegasse à Zona Norte da cidade e à Região Oceânica, onde implantamos mais de 60 km de ciclovias. Também criei a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta - que deu ao programa independência administrativa, e implantamos as Roxinhas (NitBike) - o sistema de bicicletas compartilhadas de Niterói. 

Agora, esse esforço é reconhecido também pelo Índice Copenhagenize, que mostra Niterói como uma das melhores cidades do mundo na implementação de políticas para o transporte ativo por bicicleta.  



RANKING MUNDIAL DAS CIDADES AMIGAS DA BICICLETA

A Prefeitura de Niterói divulgou o resultado do Ranking das Cidades Amigas da Bicicleta, divulgado pelo empresa Copenhagenize Design Company, com o apoio do Instituto de Tecnologia e Inovação (EIT), da União Europeia. 

De acordo com o Índice Copenhagenize 2025, Niterói ficou "bem na fita", liderando todas as cidades da América Latina. Veja, a seguir, as cidades que lideram em cada região do mundo:


Conforme os dados da avaliação, Niterói (43° do ranking, logo após Barcelona, que ocupa o 42° lugar) posiciona-se à frente de cidades como: Minneapolis, EUA (44° lugar), Tampere, Finlândia (45°), Glasgow, Escócia (46°), Wellington, Nova Zelândia (47°), Fukuoka, Japão (48°), Bogotá, Colômbia (51°), São Francisco, California, EUA (54°), Seul, Coreia do Sul (58°), Fortaleza, Brasil (69°), Tóquio, Japão (72°), Guadalajara, México (73°), Buenos Aires (74°), Dubai, EAU (85°), Curitiba, Brasil (92°) e Rio de Janeiro (93°).


Axel Grael
Prefeito de Niterói 2021-2024
Vice-prefeito de Niterói 2013-2016
Criador do programa Niterói de Bicicleta
 

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Niterói lidera ranking internacional e é apontada como a cidade mais amiga da bicicleta da América Latina

Niterói conquistou o primeiro lugar na América Latina no ranking das cidades mais amigas da bicicleta do mundo, elaborado pela consultoria internacional Copenhagenize Design Company, em conjunto com o Instituto de Tecnologia e Inovação da União Europeia (EIT). O órgão é considerado o mais prestigiado levantamento mundial sobre políticas públicas de ciclomobilidade.

O prefeito Rodrigo Neves comemorou o reconhecimento nesta quarta-feira (18), acompanhado do coordenador do Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, e do consultor ambiental e climático da Prefeitura de Niterói, Axel Grael. Desde 2013, a cidade saiu de 20 quilômetros de infraestrutura cicloviária para cerca de 100 quilômetros distribuídos por diferentes regiões da cidade — um aumento de 4,55 vezes em relação à malha cicloviária original. O levantamento avalia cidades de todo o mundo com base em critérios como infraestrutura cicloviária, segurança viária, políticas públicas e integração com o transporte público.

“A conquista internacional é resultado de um processo que iniciamos já em 2013, com a criação do programa Niterói de Bicicleta, que estruturou políticas públicas voltadas para a mobilidade ativa e para a transformação urbana. Hoje temos uma Niterói cada vez mais saudável e sustentável, amiga da bicicleta”, afirmou Rodrigo Neves.

Um dos marcos dessa política foi justamente a implantação do bicicletário na Praça Arariboia, ao lado da estação das barcas, onde antes funcionava um estacionamento para cerca de 25 carros. No local, a Prefeitura construiu o Bicicletário Arariboia, o primeiro equipamento desse tipo na Região Metropolitana do Rio, que hoje atende mais de 20 mil usuários cadastrados e se tornou referência nacional na integração entre transporte público e bicicleta.

O coordenador do Niterói de Bicicleta, Felipe Simões, ressaltou que o reconhecimento internacional demonstra que políticas públicas bem planejadas podem transformar as cidades.

“Esses investimentos dos últimos anos foram fundamentais para posicionar Niterói nesse que é o principal ranking de cidades amigas da bicicleta do mundo. Essa conquista mostra que é possível, com boa gestão, planejamento e diálogo com a população, transformar a cidade em um lugar mais saudável, sustentável e melhor para se viver”, destacou.

Além da expansão da malha cicloviária, a cidade investe continuamente na manutenção da infraestrutura, na educação para o trânsito e na ampliação do sistema de bicicletas compartilhadas. O serviço de bikes públicas já ultrapassa 150 mil usuários cadastrados e está presente em diferentes regiões do município.

“Há alguns anos, muita gente não acreditava no potencial da bicicleta como meio de transporte na cidade, mas hoje vemos cada vez mais pessoas ocupando as ciclovias e utilizando espaços como esse bicicletário, sempre cheio. É por isso que a gente recebe prêmios como esse e segue incentivando cada vez mais gente a escolher a bicicleta em Niterói”, analisou o consultor ambiental e climático da Prefeitura de Niterói, Axel Grael.

Outro diferencial apontado por especialistas é a governança da política cicloviária em Niterói, que conta com equipe técnica dedicada exclusivamente ao tema e planejamento integrado entre mobilidade, urbanismo e sustentabilidade. O modelo tem atraído gestores de diversas cidades brasileiras interessados em conhecer a experiência da cidade.



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