domingo, 20 de dezembro de 2015

NITERÓI NA RIO 2016 - Atletas estrangeiros da vela viram habitués da Baia de Guanabara


Dois lados. Windsurfista Chan Hei Man crítica a Baía, mas elogia ‘atmosfera positiva’ - PedroMartinez/SailingEnergy/Divulgação

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Para evitar surpresas com correntes, ventos e sujeira estrangeiros treinam no local

Depois de sediar a final da Copa do Mundo no ano passado, o Rio perceberá que os Jogos Olímpicos são bem diferentes. A maior diferença talvez seja o fato do torneio de futebol, com “apenas” 736 jogadores e 12 sedes, ser uma competição em que os atletas são pouco vistos pela população. Já as Olimpíadas e seus 10 mil atletas — poucos com os vencimentos astronômicos dos milionários — fazem dos protagonistas da competições figuras mais presentes na cidade.


Mapa da localização das bases das delegações estrangeiras de vela.


Na vela, este ambiente já é vivido há algum tempo. Em 2014, velejadores do mundo inteiro intensificaram suas vindas para conhecer as raias da Baía de Guanabara, desafiadoras pelas mudanças de correntes e ventos que podem fazê-la indecifrável para quem não a conhece. Na Copa Brasil de Vela, da praia de São Francisco, em Niterói, mais de 400 atletas de 42 países colocam este aprendizado à prova na competição que tem suas últimas regatas hoje — que decidirão a vaga final da equipe brasileira, na classe Nacra 17.


"Na Copa Brasil de Vela, da praia de São Francisco, em Niterói, mais de 400 atletas de 42 países colocam este aprendizado à prova na competição que tem suas últimas regatas hoje..."


Com vaga praticamente carimbada para os Jogos, o alemão Oliver Szymanski, da classe 470, é um desses velejadores. Na cidade pela quarta vez nos últimos dois anos, ele costuma ficar de três a quatro semanas para treinar e se hospeda em Niterói, já que a Alemanha usa o Clube Naval, em Charitas, como base.

— É muito importante este período porque as condições de correntes e ventos aqui sofrem muitas oscilações — explica Szymanski, que, por aqui, aprendeu que é preciso estar sempre atento ao que acontece ao redor. — Todos dizem para tomar cuidado na questão de segurança. Evito sair sozinho à noite, mas não tive nenhum problema.

Com um estilo bem relaxado, que lembra a turma do surfe, os velejadores aproveitam o período no Rio para se divertir. Alguns, como o israelense Eyal Levin surfam. Já a dinamarquesa Maiken Schütt, da 49er FX, prefere outros esportes.

— Nós jogamos vôlei de praia e tênis, fazemos ioga e até escalamos o Pão de Açúcar — conta Schütt. — O único problema que tive foi com os mosquitos aqui em Niterói. Dessa vez, fui atacada no primeiro dia e fiquei com uma 50 picadas.

Em tempos de combate ao Aedes aegypti, a reclamação preocupa, mas não é essa a mais citada entre os velejadores. Se eles sentem que os frequentes treinos ajudam a aumentar imunidade nas águas contaminadas da Baía de Guanabara, a maior reclamação é a sujeira.

Interação com população local

Na Copa Brasil, realizado dias após chuvas fortes, até pedaços de madeira foram avistados. Isso sem falar dos sacos plásticos, que se prendem em quilhas das pranchas de windsurfe (classe RS:X) e provocam perda de tempo e quedas. Em alguns momentos, os velejadores relatam momentos de indecisão entre ficar com um saco plástico atrapalhando a navegação ou perder tempo para retirá-lo.

— A água realmente é um lixo. Eu caí também. Chega a ser perigoso — lamenta Chan Hei Man, velejadora de Hong Kong, da RS:X, que vem com frequência ao país e costuma ficar na Glória. — O Rio é muito legal, a atmosfera das pessoas é muito positiva.

Secretário municipal de Esportes de Niterói, Bruno Souza vê com bons olhos a interação com os niteroienses.

— É um grande barato que as crianças possam ver atletas olímpicos uniformizados por São Francisco, geralmente se locomovendo para os clubes de vela de bicicleta. É um pouquinho do clima que vai ser de loucura no Rio no ano que vem — diz o secretário, atleta da seleção brasileira de handebol em dois Jogos.

Uma das preocupações dos atletas, a segurança está no radar de Niterói.

— Estamos tentando que o projeto de segurança pública que vai ser ativado nas Olimpíadas se estenda em Niterói um pouco antes dos Jogos — afirma.

Haddad e Bethlem nos Jogos

Neste sábado, Henrique Haddad e Bruno Bethlem garantiram a classificação aos Jogos por ficarem uma posição à frente de Geison Mendes e Gustavo Thiesen na classe 470 masculina. Na Nacra 17, em que os resultados do Sul-Americano também valem, João Bulhões e Gabriela Nicolino precisam de uma combinação de resultados para ultrapassar Samuel Albrecht e Isabel Swan, favoritos à vaga.

Fonte: O Globo

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