terça-feira, 17 de março de 2020

Sistema computacional facilitará gestão e compartilhamento de dados climáticos



Diversos contêineres com equipamento para coleta de dados atmosféricos da região amazônica foram instalados no município de Manacapuru (AM) durante a campanha científica GoAmazon, apoiada pela FAPESP (Agência FAPESP)


Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – Pesquisadores coletam diariamente, na Amazônia e em outras regiões brasileiras, milhares de dados sobre as condições da atmosfera, entre eles a concentração de material particulado e de gases, as propriedades de nuvens e os parâmetros meteorológicos como temperatura, umidade e velocidade dos ventos. Essas informações ajudam a entender, por exemplo, o impacto da poluição no clima e no ciclo hidrológico. Também permitem estimar como determinadas localidades serão afetadas pelas mudanças climáticas.

Boa parte dos dados gerados não é publicada e permanece inacessível à grande maioria dos cientistas. Com o objetivo de mudar esse panorama e de contribuir para a melhoria do sistema de ciência e tecnologia do país, a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) firmaram um acordo com o Oak Ridge National Laboratory, do Departamento de Energia dos Estados Unidos. A instituição tem 27 anos de experiência na gestão de dados ambientais e atmosféricos.

A cooperação envolve a troca de conhecimento (compartilhamento de dados e softwares de código aberto) e o intercâmbio de pesquisadores para o aprendizado de técnicas e mecanismos de gerenciamento de dados, integração, compartilhamento, modelagem e visualização de dados. O tema foi debatido no 5º Workshop on Data Science – Challenges in Brazilian Context to Promote Atmospheric Data Management , realizado em fevereiro, na Escola Politécnica (Poli) da USP.

O acordo visa apoiar o desenvolvimento de um sistema e de serviços computacionais para que a gestão e a curadoria dos dados atmosféricos possam ser feitas nas instituições brasileiras, a começar pelas informações coletadas em projetos apoiados pela FAPESP, como a campanha científica GoAmazon (Green Ocean Amazon) e o projeto “O ciclo de vida de aerossóis e nuvens na Amazônia”, vinculado ao Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

Estima-se que mais de 80% dos dados atmosféricos coletados não são publicados. E, em geral, eles são obtidos com recursos públicos. São, portanto, dados públicos. Avançar na gestão desse conhecimento, disseminando-o e tornando-o acessível aos demais cientistas, é otimizar o uso dos recursos. Contribui ainda para o avanço da ciência, pois mais pesquisadores e a sociedade como um todo poderão ter acesso a essas valiosas informações”, disse Paulo Artaxo, pesquisador do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e membro da coordenação do PFPMCG.

A iniciativa tende a solucionar um gargalo importante na pesquisa como um todo. No mundo, há maior coleta do que análise de dados. Isso porque, enquanto o investimento em infraestrutura e o avanço tecnológico permitiram avançar nas formas de coleta, ainda é necessário muito tempo e capital humano para análises baseadas em big data. Esse é o foco do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Big Data da Poli-USP, organizador do evento.

“A soberania do país está relacionada com a capacidade de gerir esses dados, fazer descobertas a partir deles e desenvolver uma infraestrutura brasileira. É importante criar essa competência. Nossa ciência atmosférica é muito avançada e é preciso também capacitação e infraestrutura para trabalhar com grandes volumes de dados atmosféricos, que permitam a gestão e a curadoria integrada, envolvendo desde a aquisição, o processamento, a publicação e até a análise das informações”, disse Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli- USP e coordenador do acordo.

Segundo Corrêa, a formalização do convênio com o laboratório do Departamento de Energia dos Estados Unidos vai permitir que cientistas brasileiros possam aplicar o conhecimento de outras iniciativas de gestão de dados atmosféricos, além de se capacitar para desenvolver uma infraestrutura adequada ao cenário nacional. “O objetivo é trazer essa competência para o Brasil, gerando uma infraestrutura computacional adequada ao nosso ambiente de pesquisa e, ao mesmo tempo, formar pesquisadores capazes de gerir essa infraestrutura”, disse Corrêa.

De acordo com Artaxo, em todas as áreas da ciência é extremamente importante fazer o gerenciamento e a otimização do uso de dados e o acordo é um passo importante para facilitar o compartilhamento do conhecimento. “A quantidade de dados ambientais coletada atualmente é enorme e ferramentas de visualização e disponibilização de big data são absolutamente necessárias. São dados importantes, às vezes históricos, mas, por causa do grande volume, impossíveis de serem analisados e publicados por um único grupo de pesquisa ou pesquisador. Acabam sendo colocados na gaveta ou deixados no hard disk de um computador qualquer. Apesar de serem únicos, provavelmente estarão perdidos daqui a 10 ou 20 anos, com informações valiosas financiadas pelo Estado”, disse Artaxo, que também é membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU).

A ideia é que, com a colaboração, os dados fiquem abertos para a população em geral acessar, assim como já acontece em plataformas como o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) do Inpe, que traça o histórico dos últimos 30 anos de focos de desmatamento na Amazônia.

“O objetivo é integrar. Com a colaboração será possível agregar dados de diferentes naturezas: de emissão atmosférica, de mudanças climáticas, variáveis meteorológicas e de desmatamento. Assim, será possível, por exemplo, verificar em uma única plataforma se em um ano de muita poluição havia muito foco de queimada”, disse Luciana Varanda Rizzo, professora da Unifesp e integrante do GoAmazon.

Outra vantagem do projeto está em incentivar a interdisciplinaridade. “É muito dado para pouca gente trabalhar. Ao compartilhá-los, é possível que pesquisadores de outras áreas façam correlações, por exemplo, ajudando a identificar o impacto da poluição na população de uma determinada espécie”, disse Rizzo.

No acordo, o Atmospheric Radiation Measurement (ARM) – programa responsável pelo desenvolvimento de ferramentas computacionais do Oak Ridge National Laboratory – vai fornecer recursos para gestão, compartilhamento e visualização de dados atmosféricos para que pesquisadores da USP, Unifesp e Inpe possam operacionalizar um Centro de Gestão de Dados Atmosféricos, com grandes bancos de dados, sistemas de compartilhamento e de inteligência artificial para o melhor aproveitamento das informações coletadas.

Desde 2015, a maior parte dos dados do projeto GoAmazon é depositada no ARM. A outra parte está no repositório do Instituto Max Plank, na Alemanha. “Estamos trabalhando com a USP nos últimos cinco anos para o compartilhamento de dados, padrões de dados abertos e gerenciamento de dados. Nos próximos três anos, trabalharemos inicialmente no sentido de compartilhar conhecimento e desenvolver algumas ferramentas. O acordo que estamos desenvolvendo vai permitir também a mobilidade de alunos para a capacitação", disse Giri Prakash, diretor do Data Center do ARM.

Atualmente, o gerenciamento de dados dos projetos de pesquisa é feito exclusivamente pelo pesquisador. “Como hoje temos uma quantidade brutal de dados sendo coletada, nem todos os pesquisadores têm o conhecimento, a infraestrutura e o tempo necessário para disponibilizar esse material. Por isso, serão construídas ferramentas para facilitar o trabalho desses pesquisadores”, disse Artaxo.

Desde 2017, a FAPESP exige um Plano de Gestão de Dados entre os anexos obrigatórios de propostas submetidas, especificando quais dados serão produzidos e como serão gerenciados, compartilhados e preservados.





Fonte: Agência FAPESP








Ninho de tartaruga marinha na Praia de Itacoatiara ganha proteção com telas



Parte da areia onde estão enterrados os ovos está cercada. Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo


Após animal ser visto depositando ovos na areia, local foi cercado e é monitorado por biólogos do projeto Aruanã, da UFF

Leonardo Sodré

NITERÓI - Um ninho de tartaruga marinha recebeu proteção com telas nas areias da Praia de Itacoatiara. O local onde o animal da espécie Chelonia mydas (tartaruga-verde) depositou 119 ovos está sendo monitorado diariamente por biólogos do projeto Aruanã. A previsão é que os filhotes nasçam em abril.

O ninho foi localizado há duas semanas por uma equipe da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) que atuava na praia e viu a tartaruga pondo os ovos. Este é o primeiro registro da desova de animal desta espécie em Itacoatiara. Os funcionários da Clin acionaram o projeto Aruanã, da UFF, que faz o monitoramento de espécies marinhas na região e passou a cuidar do local para que os filhotes não corram riscos. A mãe, uma tartaruga de 1,15 metro, foi avaliada pelos biólogos e retornou ao mar.


Uma tartaruga gigante, essa madrugada, foi encontrada na Praia de Itacoatiara, em Niterói, colocando ovos. Acesse o vídeo aqui


Biólogos da prefeitura e do projeto que acompanharam as primeiras horas do animal na restinga de Itacoatiara confirmaram que as tartarugas desta espécie não costumam desovar na região. Os locais mais comuns para tanto são ilhas oceânicas, como as de Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Trindade.

— Não temos qualquer registro de desova dessa espécie na região. Normalmente, as tartarugas-verdes ficam por aqui até atingirem a maturidade sexual, quando vão para as ilhas oceânicas. Esse é um acontecimento inédito, e estamos fazendo um apelo para a população ajudar no monitoramento desse ninho. As tartarugas levam cerca de 45 a 60 dias para nascer. Nós, do projeto Aruanã, vamos fazer o monitoramento com o apoio da prefeitura. Mas é muito importante que a população nos ajude e preserve o local — pede a bióloga marinha Larissa Araújo, coordenadora do Aruanã.

APOIO DA GUARDA MUNICIPAL

Na semana passada, a prefeitura fez o cercamento do local com telas e instalou placas para informar aos frequentadores da praia sobre o ninho. Alexandre Moraes, biólogo da Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), também salienta a importância da contribuição da população para a sobrevivência dos filhotes.

— A prefeitura tem um olhar muito atento para essas questões ambientais. Em situações especiais como essa, vários órgãos se unem, cada um na sua área, para dar apoio. Os primeiros momentos foram muito importantes para a identificação e a preservação do ninho. Agora, cercamos o local e vamos aguardar para que, em abril, as tartarugas possam ir para o mar e seguir o seu destino — diz.

Agentes da Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal de Niterói ajudam os técnicos do projeto Aruanã a fazerem o monitoramento do ninho em Itacoatiara.

Fonte: O Globo Niterói





domingo, 15 de março de 2020

Parque da Cidade de Niterói terá obras de revitalização em 30 dias



Projeto arquitetônico do parque evidencia opção por mais áreas arborizadas e espaços de convivência Foto: Divulgação


Projeto prevê espaço mais arborizado e melhor infraestrutura para visitantes. Estacionamento poderá ser proibido no local, que teria acesso por vans particulares

Carolina Ribeiro

RIO — Lotado nos fins de semana e ponto de encontro para observação do pôr do sol e para a prática de voo livre, o Parque da Cidade, em São Francisco, será revitalizado. Parte da intervenção vai aprimorar a área de circulação entre o Centro de Visitantes e as rampas de voo, com acesso por deques e caminhos arborizados. As obras, no valor de R$ 252 mil, devem começar dentro de 30 dias e durar cinco meses. O pacote de melhorias inclui a manutenção das rampas, já realizada no ano passado; uma nova sede e mudança no sistema de estacionamento.

Serão criados mais pontos de recreação e contemplação da natureza. A ideia é melhorar a experiência dos visitantes e estimular maior tempo de permanência no parque. Para isso, serão instalados deques de contemplação e criados novos caminhos de acesso às pistas de voo livre, com tratamento paisagístico.

— O Parque da Cidade e o Museu de Arte Contemporânea são os pontos da cidade mais visitados por turistas. O parque também é procurado por muitos niteroienses. Um lugar com uma vista espetacular e que requer mais cuidados — avalia Axel Grael, secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão.





A obra de infraestrutura foi dividida em quatro fases: a primeira, de manutenção das rampas, já está concluída; e a segunda, que começa em breve, é a intervenção paisagística no espaço de convivência. A terceira contempla a reforma do Centro de Visitantes e a construção da nova sede administrativa, em área anexa; e a última será de melhoria da acessibilidade e requalificação do estacionamento.

— O projeto ainda está em fase de estudo e elaboração, mas a ideia para resolver as poucas vagas é criar um sistema de vans para levar os visitantes ao parque, evitando que as pessoas subam de carro. Não temos como aumentar o estacionamento — ressalta Axel, que adianta que o serviço será cobrado. — Faremos uma cotação das empresas que oferecem o serviço. Haverá cobrança, mas o valor não será alto, até porque o trecho é curto. Quem vai de carro também tem um custo.

O Parque da Cidade, área do Parque Natural Municipal de Niterói, recebe aproximadamente dois mil visitantes por dia aos sábados, domingos e feriados. As obras serão realizadas com verbas do Ministério do Turismo e envolvem Secretaria de Meio Ambiente, Neltur e Emusa.


Fonte: O Globo Niterói




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sábado, 14 de março de 2020

PARNIT: Trilha do Cafubá tem melhoria de percurso e nova sinalização



Trilha do Cafubá que liga o bairro ao Parque da Cidade Foto: Reprodução


Trecho de dois mil metros passará por obra. Licitação será no dia 31

Carolina Ribeiro

RIO — A trilha que sai do Cafubá, próximo ao Túnel Charitas-Cafubá, na Região Oceânica, em direção ao Parque da Cidade, passará por intervenções de segurança e melhoria de infraestrutura. A licitação para o projeto básico, na modalidade de tomada de preço, será realizada no dia 31, às 15h, no Centro de Niterói. O edital tem o valor máximo de R$ 812 mil.

O percurso tem aproximadamente dois mil metros de extensão e duração de aproximada de duas horas. Toda a trilha receberá intervenções de drenagem para evitar erosão do solo, além de sinalização ecológica e itens de acessibilidade como corrimão e até trechos de escadas de madeira, caso haja necessidade. De acordo com estudo preliminar, o caminho apresenta declives acentuados e passagens obstruídas por vegetação e encostas precisando de proteção e contenção, assim como depressões no solo formadas por chuvas.

— Niterói é uma das cidades, num contexto metropolitano, que mais têm áreas protegidas. Esta trilha será toda revitalizada para dar mais segurança ao usuário e evidenciar o meio ambiente da região — comenta Axel Grael, secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão.


Fonte: O Globo



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Trecho do Parque Orla de Piratininga (POP), com os inovadores Jardins Filtrantes, que ajudarão a despoluir a Lagoa de Piratininga. A licitação para as obras está em fase final. 

Ecomuseu. Será implantado como parte integrante e sede do Parque Orla de Piratininga.

Parque das Águas, no Centro de Niterói. Obras concluídas e entregues à população. 


No começo da minha carreira como engenheiro florestal, como ambientalista e gestor público, foquei a minha atividade em dois temas: parques e recuperação de áreas degradadas. Fui uma das lideranças da mobilização ambientalista que resultou na criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET, campanha vitoriosa que, em 1991, me levou à presidência da Fundação Instituto Estadual de Florestas - IEF/RJ (hoje incorporado ao INEA). Como atribuição do cargo, coube a mim as providências para a implantação do parque, localizado entre os municípios de Niterói e Maricá. Depois disso, participei da criação da Reserva Ecológica da Juatinga (Paraty) e liderei a criação da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (UNESCO), no estado do Rio de Janeiro.

Como presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA (1999-2000) e depois subsecretário estadual de Meio Ambiente (2000-2001), implantei o sistema de compensações ambientais no RJ, viabilizando recursos para o sistema estadual de unidades de conservação.

Mas, foi como vice-prefeito de Niterói (2013-2016), secretário da Secretaria Executivo - SEXEC (2017-2019) e da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento de Modernização da Gestão - SEPLAG (2019-2020), na Prefeitura de Niterói, que tive as melhores oportunidades de implementar ações mais efetivas para a criação e implantação de áreas protegidas.

Parques e Áreas Verdes em Niterói

Niterói possui um índice de áreas verdes muito acima da média mundial. Esta realidade se consolidou em 2014, quando o prefeito Rodrigo Neves assinou o Decreto 11.744, criando o programa Niterói Mais Verde,que incluiu o Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT, ampliando a presença de áreas protegidas para mais de 50% do território municipal, uma das maiores proporções em cidades em contexto metropolitano, como é o caso de Niterói.

O conceito que norteou a criação do PARNIT foi identificar todas as áreas da cidade que já eram protegidas por algum instrumento legal, seja da legislação ambiental ou urbanística, e recategoriza-las, sempre que necessário, para que pudessem ser enquadradas em categorias do Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC (Lei 9.985/2000). Acreditamos que todo território tem que ter gestão e toda gestão tem que ter gestor e objetivos. Foi o que passamos a fazer...

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Posteriormente, a Prefeitura estruturou o Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável, com recursos (100 milhões de dólares) captados junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF, com o objetivo de investir em infraestrutura e projetos de sustentabilidade para a Região Oceânica de Niterói. Na agenda da sustentabilidade, a prioridade do PRO Sustentável passou a ser consolidar e implantar as unidades de conservação, planejar e implantar a renaturalização do Rio Jacaré, recuperação do Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu, dentre outras ações.

Niterói é considerada uma referência de políticas públicas para florestas urbanas, como foi reconhecido em publicação da FAO (órgão da ONU) sobre experiências mundiais de gestão de florestas urbanas (na América Latina, só Niterói e Lima foram citadas) e também mais  recentemente pelo jornal Folha de S. Paulo. Dentre as iniciativas de implantação de parques em curso pela Prefeitura, damos destaque às seguintes iniciativas:

Parque Orla de Piratininga, em fase final de licitação para obras: Iniciativa do PRO Sustentável, financiado pela CAF.

- Setor Morro da Viração do PARNIT (Parque da Cidade): implantação da infraestrutura, incluindo:

  • Reforma da sede e construção de prédio anexo (Pro Sustentável)
  • Implantação da Pista de DownHill (concluída): implantada com recursos orçamentários da Prefeitura
  • Implantação da Trilha do Cafubá: recursos do PRO Sustentável
  • Reforma das rampas de Parapente: concluída com recursos orçamentários da Prefeitura
  • Paisagismo e melhorias do Parque da Cidade: recursos do PRO Sustentável
  • Infraestrutura de atendimento ao turista: recursos do Ministério do Turismo/NELTUR

- Praia do Sossego: infraestrutura em fase final de obras. Os recursos são do Fundo Municipal de Meio Ambiente (gerenciado pela SMARHS) e do sistema de Compensações Ambientais.

- Ilha da Boa Viagem: obras emergenciais de contenção de encostas (em andamento) e restauração das instalações históricas. Os recursos são do orçamento municipal.

- Parque das Águas: já implantado e aberto à população. Recursos do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS, financiado pelo BID.

- Parque Natural Municipal Águas Escondidas: mensagem será encaminhada ao Legislativo Municipal para a sua formalização através de lei municipal. Os estudos para a criação já foram realizados e as audiências públicas para a sua aprovação foram realizadas.

- Parque Natural Municipal do Morro do Castro: em fase final de estudos.


As áreas protegidas na cidade já permitem a existência de 57 trilhas, que estão sendo reunidas em um Guia de Trilhas a ser lançada em breve.

Além dessas ações, Niterói mantém um ambicioso programa de reflorestamento de encostas, que inclui o Niterói Jovem EcoSocial, que envolve jovens de comunidades da cidade em iniciativas de reflorestamento, implantação e gestão de trilhas e outras iniciativas na área do saneamento e da Defesa Civil. Também está em andamento o Projeto de Restauração Florestal, um programa de reflorestamento e de enriquecimento da vegetação em 2 milhões de m², uma iniciativa da SMARHS e com recursos do BNDES.

Para proteger as áreas verdes da cidade, foi instituído em 2014, o programa Niterói Contra Queimadas, uma iniciativa pioneira voltada a prevenir e controlar incêndios em vegetação, para proteger o patrimônio natural da cidade.

Também cabe destaque o esforço de revitalizar e melhorar a infraestrutura de importantes áreas verdes da cidade, com grande fluxo de visitantes, como o Campo de São Bento, o Horto do Fonseca (Jardim Botânico de Niterói), Horto do Barreto (Parque Palmir Silva) e o Parque das Águas (Parque das Águas Eduardo Travassos). A Prefeitura também reformou praças e implantou cerca de 200 novos espaços públicos comunitários em diversos bairros.

Todas estas ações estão sendo consolidadas no Plano Municipal da Mata Atlântica, que está sendo elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade - SMARHS.

Importância dos Parques

Enquanto o Governo Federal mostra retrocessos recentes com relação à implantação e gestão dos parques nacionais e outras áreas protegidas e os estados vivem dificuldades econômicas que paralisam os investimentos nas suas áreas protegidas, os municípios ganham protagonismo no assunto.

Segundo estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, o Brasil conta com cerca de 1031 unidades de conservação municipais somente no bioma da Mata Atlântica. Somadas elas respondem pela proteção de 4,1 milhões de hectares de floresta atlântica, 24% da área total protegida. Estas áreas protegidas estão em 466 municípios e se aproximam do número de unidades de conservação estaduais (1.052) e abrangem uma área equivalente ao protegido pelas unidades federais no bioma (4,2 milhões de hectares).

Neste contexto, Niterói vem ganhando destaque. A prioridade das áreas verdes, parques e florestas de Niterói foi garantida como uma prioridade no planejamento urbano pela atual administração municipal ao dar destaque especial no Plano Diretor da cidade, reconhecendo a importância ambiental, ecológica e climática destas áreas.

Nem sempre a importância das Unidades de Conservação é bem compreendida. Não se trata de "engessar a cidade" conflitando com o desenvolvimento urbano, como dizem alguns. Numa cidade com o relevo de Niterói, sujeita a deslizamentos de encostas e inundações, a proteção de áreas de riscos é fundamental e elas estão principalmente nas encostas. Na gestão do prefeito Rodrigo Neves, a execução de obras de contenção de encostas chegarão até o final de 2020 a um investimento vultuoso de mais de R$ 500 milhões, provavelmente o maior esforço de uma cidade em resiliência urbana atualmente em curso no país.

A proteção e a recuperação das florestas nas áreas montanhosas da cidade é uma forma de evitar os riscos geotécnicos que obrigam todo este investimento em caras obras de engenharia. A melhor forma de proteção destas áreas é com a criação de parques e o trabalho de fiscalização contra a construção irregular, o que é a tarefa executada pelo Grupo Executivo pelo Crescimento Ordenado e Proteção às Áreas Verdes - GECOPAV.

Além disso, parques têm uma grande importância econômica, por gerar empregos e atividades comerciais geradas por serviços de turismo, esporte e lazer.

No Brasil, parques ainda são vistos como "sorvedores de dinheiro" e não como uma oportunidade de desenvolvimento, embora estudos realizados no Brasil já apontem para este potencial, como pode ser visto na postagem: Para cada real gasto nos parques outros R$ 7 movimentam as cidades vizinhas, que apresenta os resultados de um estudo realizado pelo Ministério do Turismo, que indica que "a procura de visitantes por UCs gerou um total de R$ 905 milhões em impostos (nos níveis municipal, estadual e federal) e aproximadamente R$ 2,2 bilhões em renda às comunidades de acesso às UCs".

Um estudo publicado em 2017 (Rodrigues da Silva, André Luis. 2017: A VALORAÇÃO DO SERVIÇO AMBIENTAL DE USO PÚBLICO NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO MUNICÍPIO DE NITERÓI-RJ, Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental. IFRJ - Campus Rio de Janeiro.), considerando dados de visitação referentes ao número de visitantes em 2015 ao Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET e ao Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT (Parque da Cidade), chegou à estimativa de que somente o PARNIT, com 240.000 visitantes naquele ano, considerando um gasto de R$ 70,17 por visitante, tenha gerado um retorno econômico para a cidade de R$23.577.120,00.

O quadro abaixo, do mesmo autor, indica a estimativa incluindo o PESET:


Rodrigues da Siva, 2017

Portanto, conforme a estimativa, considerando apenas o impacto econômico da visitação, as duas áreas protegidas geram um retorno de R$ 39.110.414,32.

Além disso, segundo dados do professor Gustavo Simas, do IFRJ - Campus Niterói, em 2017, somente as Unidades de Conservação em Niterói foram responsáveis por R$ 2,6 milhões (42,87%) dos R$ 4,7 milhões que a cidade recebeu de retorno do ICMS Ecológico. De acordo com as regras da legislação do ICMS Ecológico para aquele ano, o PESET representou um retorno de R$ 1.208.531,90 e o PARNIT (Setor Montanha da Viração), representou R$ 192.621,45, perfazendo um total de R$ 1.401.153,35.

As estimativas aqui citadas não levam em consideração outros benefícios dos parques, como as contribuições para a resiliência urbana (prevenção de deslizamento das encostas e enchentes), prevenção da erosão e assoreamento de rios, canais e drenagens urbanas, para o clima, para a regulação do lençol freático e estabilização de mananciais, para a qualidade de vida do morador de Niterói, a valorização dos imóveis, à biodiversidade.

Simas vai um pouco mais além e estima que as áreas protegidas de Niterói geram um retorno de R$ 5,5 milhões/ano (ICMS Ecológico + Uso Público) e estima ainda o valor econômico do estoque de carbono das áreas protegidas entre R$ 9,7 milhões a R$ 14 milhões.

Com os investimentos que estão sendo feitos no PARNIT, o retorno no ICMS Ecológico será ainda maior. Saiba mais nas postagens, a seguir:

Parque da Cidade de Niterói terá obras de revitalização em 30 dias
PARNIT: Trilha do Cafubá tem melhoria de percurso e nova sinalização

O potencial econômico dos parques pode ser bem medido ao se analisar o exemplo da relevância das áreas protegidas nos EUA, que segundo estudos aqui citados, representam mais de 1,1% do PIB daquele país, que tem a maior economia do mundo.

Benefícios econômicos dos parques: o exemplo dos EUA

Vejam a força que os parques locais representam nos EUA, fazendo com que 92% dos americanos considerem que parques são serviços governamentais essenciais, assim como polícia, bombeiros, transporte, hospitais.

Em 2018, a National Recreation and Park Association - NRPA, uma das mais importantes organizações dedicadas à gestão de parques e atividades recreativas nos EUA, que conta com cerca de 60.000 associados e tem a sua sede em Ashburn, Virginia, publicou o estudo "ECONOMIC IMPACT OF LOCAL PARKS: AN EXAMINATION OF THE ECONOMIC IMPACTS OF OPERATIONS AND CAPITAL SPENDING BY LOCAL PARK AND RECREATION AGENCIES ON THE UNITED STATES ECONOMY".

Segundo o estudo, em 2015, as agências locais gestoras de parques e recreação produziram um impacto de mais de US$ 154 bilhões para a economia americana e geraram 1,1 milhões de empregos nas suas atividades operacionais e investimentos de capital. Estes resultados, combinados com estudos similares realizados para avaliar os impactos econômicos dos sistemas de parques estaduais e parques nacionais, revelam que os parques públicos representam mais de 200 bilhões de dólares anuais para a economia norte-americana, ou seja, mais de 1,1% do PIB dos EUA.

Na década de 1990, tive a oportunidade de visitar os EUA na condição de Visitante Internacional (International Visitor), a convite da Embaixada dos EUA em Brasília, para conhecer a experiência daquele pais em políticas para a sustentabilidade e gestão de unidades de conservação, com ênfase nos temas de gestão da capacidade de suporte e conservação da paisagem e a biodiversidade.

Posteriormente, estive outras vezes visitando o país para fins de treinamento ou intercâmbio técnico, principalmente no estado de Maryland, onde a presença dos parques e de iniciativas de restauração de rios e outros ecossistemas foi determinante para a minha formação profissional e influencia em muito as políticas públicas que estamos desenvolvendo em Niterói.

Vejam mais informações a seguir.

Axel Grael



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Reproduzimos aqui o resumo do texto (Summary) publicado pelo NRPA. Sugerimos acessar o site e obter outros dados importantes como o impacto econômico calculado para cada estado dos EUA.


The Economic Impact of Public Parks



Números atribuídos ao impacto econômico apenas dos parques locais nos EUA.


Millions of people benefit directly from their local park and recreation agencies in many ways—as gathering places to meet with friends and family, open spaces to exercise and reconnect with nature or as community resources where they can get a nutritious meal. We have always known that local and regional public parks add significant value and benefits to their communities in terms of Conservation, Health & Wellness and Social Equity. Beyond that, local and regional park agencies are also engines of economic activity in their communities.

How Much Does Parks and Recreation Contribute to the U.S. Economy?

America’s local park and recreation agencies generated $154 billion in economic activity in 2015, nearly $81 billion in value added and more than 1.1 million jobs that boosted labor income by $55 billion.

More specifically, operations spending by local park and recreation agencies generated nearly $91 billion in total economic activity during 2015. That activity boosted real gross domestic product (GDP) by $49 billion and supported more than 732,000 jobs that accounted for nearly $34 billion in salaries, wages and benefits across the nation.

Further, local park and recreation agencies also invested an estimated $23 billion on capital programs in 2015. The capital spending led to an additional $64 billion in economic activity, a contribution of $32 billion to GDP, $21 billion in labor-related income and nearly 378,000 jobs.

These are the key findings from research conducted by NRPA and the Center for Regional Analysis at George Mason University for the Economic Impact of Local Parks Report.

Policymakers and elected officials at all levels of government should take notice. Investments made to local and regional parks not only raise the standard of living in our neighborhoods, towns and cities, but they also spark activity that can ripple throughout the economy.


Fonte: NRPA


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Parques em Maryland

Cabe destaque aqui os valores atribuídos à importância dos parques no estado de Maryland, onde tive a oportunidade de acompanhar a evolução dos investimentos e, principalmente, as políticas públicas e as experiências de restauração de rios e outros ecossistemas.

Veja os números do relatório para o estado de Maryland:






No ranking dos estados que alcançam o mais elevado impacto econômico dos parques locais, seguem os 10 maiores:

  • California — $15.9 billion dollars 
  • Illinois — $10.6 billion dollars 
  • Texas — $7.7 billion dollars 
  • Florida — $7.2 billion dollars 
  • New York — $5.2 billion dollars 
  • Colorado — $4.0 billion dollars 
  • Ohio — $3.4 billion dollars 
  • Virginia — $3.2 billion dollars 
  • North Carolina — $2.7 billion dollars 
  • Washington — $2.6 billion dollars

Apesar da vanguarda no tema da sustentabilidade, Maryland apresenta uma posição mediana no ranking, posicionando-se em 17° lugar, dentre os 51 estados.

O resultado econômico per capita do estado de Maryland é de US$ 298,57. Esta métrica posiciona o estado em 22° lugar no ranking proporcional à população.



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NRPA

The Economic Impact of Local Parks
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Jornal A Tribuna publica matéria sobre projetos que desenvolvo em NiteróiDEPOIMENTO: "MILITÂNCIA PELA SUSTENTABILIDADE DE NITERÓI"

sexta-feira, 13 de março de 2020

Prefeitura de Niterói institui Gabinete de Crise para integrar ações de combate ao Novo Coronavírus






13/03/2020 - Em atenção à pandemia do novo Coronavírus decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a Prefeitura de Niterói torna públicas orientações e ações voltadas para os servidores públicos, usuários dos equipamentos da rede municipal de Niterói e a população em geral, com o objetivo de evitar a disseminação da COVID-19 pela nossa cidade.

As decisões, que podem sofrer alterações diárias de acordo com a evolução do vírus, estão em linha com os atuais protocolos de saúde e proteção à população.

1- O prefeito Rodrigo Neves instituiu nesta sexta-feira (13), por meio de decreto que será publicado neste sábado (14), o Gabinete de Crise para centralizar a tomada de decisões, integrar e alinhar as iniciativas do Município na prevenção e assistência à população. Compõem a Força-tarefa as secretarias de Saúde, Educação, Planejamento, Comunicação, Idoso, Ordem Pública, Administração, Fazenda, Procuradoria-Geral, Urbanismo, Transportes e Mobilidade. Todo governo municipal, por meio de seus dirigentes, alinhará as ações de combate à disseminação do novo coronavírus na cidade, seguindo os protocolos nacionais e internacionais e a diretriz do Gabinete de Crise.

2- O Grupo de Resposta Rápida ao Novo Coronavírus, criado por portaria em janeiro, quando os primeiros casos de COVID-19 foram relatados na China, passa a integrar o Gabinete de Crise, comandado pelo prefeito de Niterói. Caberá ao Gabinete de Crise passar as orientações para todas as repartições municipais, redes de ensino e de saúde e espaços públicos, sempre de acordo com a análise técnica dos profissionais de saúde. As ações do Gabinete de Crise serão divulgadas diariamente nos canais oficiais da Prefeitura de Niterói.

3- Diariamente, em horário a ser divulgado, especialista da Prefeitura de Niterói ocupará as redes sociais oficiais do Município para tirar dúvidas enviadas pela população e atualizar as últimas ações da cidade no combate à COVID-19.

4- As ações terão, no momento, caráter de prevenção. A cidade tem hoje apenas um caso confirmado, um homem de 27 anos que viajou para a Europa e encontra-se em isolamento domiciliar, sob acompanhamento das equipes de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Niterói. Os casos em investigação na cidade estão sendo monitorados em tempo real e quaisquer informações adicionais serão divulgadas ao público através dos canais oficiais da Prefeitura de Niterói.

5- A Prefeitura de Niterói já disponibilizou cartilha com as principais informações sobre a transmissão do Novo Coronavírus e formas mais eficazes de prevenção pela população. O material será distribuído nas repartições públicas e pode ser acessado em http://www.niteroi.rj.gov.br/downloads/PDF_SITE_CORONAVIRUS.pdf

Em caso de sintomas associados à COVID-19 como febre, dor de garganta e tosse, o servidor deverá procurar orientação do setor a que pertence, ligar para 136 ou procurar unidade de saúde mais próxima.

6- Niterói segue a determinação do plano de contingência da Secretaria de Estado de Saúde. A rede municipal de Saúde conta com seis hospitais, dois serviços de pronto atendimento e o Serviço Móvel de Urgência (Samu). Na atenção básica são 56 unidades de saúde. O plano de contingência estadual prevê que o Município tenha 6 leitos de isolamento para o Novo Coronavírus nas unidades municipais, além dos leitos determinados nas unidades estaduais e federais. A Fundação Municipal de Saúde prevê, ainda, a abertura de novos leitos, além dos determinados no plano de contingência do Estado.

7- Entre outras medidas já adotadas pela Prefeitura de Niterói, estão o treinamento de pessoal especializado em lidar com o Novo Coronavírus, compra de insumos e equipamentos para os espaços públicos, em especial as unidades da rede municipal de Saúde e Educação, além dos espaços vinculados à Cultura e repartições públicas municipais em geral. A capacitação será estendida também às equipes voluntárias dos Nudecs, núcleos de Defesa Civil nas comunidades da cidade preparados para atuarem em situações de risco.

8- A Prefeitura de Niterói reitera que a situação exige ações firmes e em linha com o determinado pelos protocolos técnicos. É também importante a não divulgação de fake news. Neste momento, é fundamental a integração das ações e o reforço à retaguarda para assistência à população, o que está já sendo feito.

9- A população poderá acompanhar pelos canais oficiais novas medidas que serão adotadas pela Prefeitura de Niterói, integrando as iniciativas do setor público e privado para que a a cidade seja, mais uma vez, um exemplo de cuidado com a população em situações de crise.

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sábado, 7 de março de 2020

ONU recebe sugestões para planejamento da Década de Restauração de Ecossistemas



Em março de 2019, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução declarando o período de 2021-2030 como a Década de Restauração de Ecossistemas da ONU. A coordenação da Década é co-liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Para cumprir essa missão e os dois objetivos que a acompanham será necessária ajuda de toda a comunidade global. O documento com a estratégia está aberto para revisão, comentários e sugestões até 30 de abril de 2020 e qualquer pessoa interessada em contribuir com o planejamento da Década e das atividades a ela relacionadas pode participar.


Em março de 2019, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução declarando o período de 2021-2030 como a Década de Restauração de Ecossistemas da ONU. Foto: PNUMA


A Década de Restauração de Ecossistemas 2021–2030 da ONU está prevista para ser um apelo global à ação, reunindo apoio político, pesquisa científica e força financeira para ampliar massivamente a restauração de ecossistemas degradados. Todos os setores da sociedade estão convidados a ajudar a planejar a iniciativa.

Em março de 2019, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução declarando o período de 2021-2030 como a Década de Restauração de Ecossistemas da ONU. A coordenação da Década é co-liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A estratégia geral para a Década — que inclui visão, objetivos, papéis e responsabilidades das organizações envolvidas, monitoramento dos ambientes restaurados e meios de financiamento de ações em larga escala — foi desenvolvida com o auxílio de várias partes interessadas entre março de 2019 e janeiro de 2020, por meio de mais de 25 workshops e várias reuniões, teleconferências e compromissos.

Entre os participantes, havia governantes, agências das Nações Unidas, organizações não governamentais internacionais e locais, entidades do setor privado, membros da academia, grupos de jovens, organizações religiosas e secretarias das Convenções do Rio — que juntos totalizaram mais de 150 pessoas e 50 organizações.

Todos e todas concordaram que a Década pode ser uma oportunidade única para a restauração e conservação dos ecossistemas, contribuindo significativamente para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — como acabar com a pobreza, conservar a biodiversidade, combater as mudanças climáticas e melhorar os meios de subsistência para todos e todas, independentemente de onde moram.

Também houve consenso sobre a necessidade de mudança na mentalidade da sociedade para mobilizar recursos e restaurar os milhões de hectares de ecossistemas terrestres e marinhos degradados.

Tais mudanças envolvem a adoção de um novo imperativo ético para restaurar e conservar ecossistemas saudáveis, bem como os inúmeros benefícios que derivam deles, para as gerações futuras.

Se esse imperativo se tornasse uma regra social global, as pessoas responsáveis pelas tomadas de decisão nos governos e no setor privado não teriam escolha a não ser investir substancialmente na preservação dos ecossistemas.

A perspectiva para a Década é um mundo onde — para a saúde e o bem-estar de toda a vida na Terra, agora e no futuro — a relação entre seres humanos e natureza é restaurada, a área de ecossistemas saudáveis é ​​aumentada e sua perda e degradação são interrompidos.

Por trás dessa visão temos dois objetivos principais: reforçar compromissos globais, regionais, nacionais e locais e ações para prevenir, interromper e reverter a degradação dos ecossistemas
aprimorar e aplicar nosso entendimento sobre restauração ecossistêmica bem-sucedida nos sistemas educacionais e em todos os processos de tomadas de decisão dos setores público e privado.

É hora de agir

Para cumprirmos essa missão e os dois objetivos que a acompanham precisaremos da ajuda de toda a comunidade global. Os líderes de governos precisarão se comprometer com o financiamento de projetos nacionais para aumentar os esforços de restauração ecossistêmica em seus países.

As organizações não governamentais precisarão investir na capacitação das comunidades locais e do corpo governamental técnico para iniciarem novos projetos de restauração.

As agências das Nações Unidas deverão coordenar todas as partes interessadas envolvidas. Ainda, deverão garantir que sejam feitas incursões sobre temas como a incorporação de conteúdos sobre restauração ecossistêmica nos currículos escolares.

A academia será estimulada a realizar pesquisas para aprimorar os protocolos de restauração ecossistêmica e monitorar o sucesso dos ecossistemas já restaurados, desde a captura de dados no terreno até o sensoriamento remoto.

E os grupos de povos indígenas, mulheres, jovens e a sociedade civil em geral serão consultados e incluídos na implantação de operações em ecossistemas específicos para aprimorar os esforços de restauração nesses locais.

Embora governos, agências das Nações Unidas e organizações não governamentais internacionais apoiem ​​e guiem a Década e liderem muitas de suas atividades, pequenas organizações não governamentais e indivíduos — sejam crianças em idade escolar ou idosos — serão chamados a desenvolver e assumir as ideias, iniciativas e imperativos catalisados ​​na Década.

Os indivíduos podem ajudar, por exemplo, escrevendo, pintando, desenhando, falando, filosofando, financiando, analisando, plantando, cultivando, regando, ensinando, votando, fazendo campanha, mobilizando, conscientizando e colaborando.

Essa participação pode resultar em restauração de ecossistemas locais; implementação de agricultura agroecológica; estabelecimento de pontos de restauração ecossistêmica em parques, escolas e universidades locais; publicação de podcasts; pintura de murais; realização de palestras para a comunidade local; condução de ciência cidadã em ecossistemas restaurados; criação de organizações não governamentais locais que se concentrem na restauração de ecossistemas e formação de grupos de caminhada para explorar ambientes que precisam ser restaurados. O céu é o limite!

O documento com a estratégia está aberto para revisão, comentários e sugestões até 30 de abril de 2020 e qualquer pessoa interessada em contribuir com o planejamento da Década e das atividades a ela relacionadas pode participar.


Fonte: ONU BR



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Anunciada a DÉCADA DA ONU PARA A RESTAURAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS 2021-2030  
PLANTAR UM TRILHÃO DE ÁRVORES PARA SALVAR O PLANETA


PARNIT: Trabalho voluntário em parques de Niterói ganha exposição de fotografias



Com dirigentes, equipe e voluntários do PARNIT.

Com a subsecretária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMARHS), Amanda Jevaux, e Alex Figueiredo, administrador do PARNIT. 

Falando sobre a política de proteção às áreas verdes e a experiência de Niterói com a motivação e a gestão do trabalho voluntário.  

Abertura da Exposição

Foram sorteados entre os presentes publicações sobre parques e trilhas de Niterói.

Gravando na sede do PARNIT a marca da "pegada" que indica a trilha de longo curso - um programa nacional, que inclui o PARNIT.  


Participei ontem da abertura da exposição "O Trabalho Invisível", sobre a participação de voluntários na gestão e conservação do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT, criado pelo Decreto 11.744/2014, assinado pelo prefeito Rodrigo Neves, que ampliou a proteção do Morro da Viração para praticamente todo o maciço do Morro da Viração e protegeu várias outras áreas verdes da cidade, elevando o percentual de áreas protegidas a mais da metade do território municipal.

O PARNIT conta com um grupo de voluntários cadastrados em um grupo de zapp com cerca de 180 participantes. Segundo o administrador do PARNIT, o geógrafo Alex Figueiredo, são desenvolvidas cerca de 4 a 6 ações por semana, contando cada uma delas com cerca de seis voluntários.

Para os interessados em participar como voluntários, podem se inscrever através do Facebook e Instagram, pelo e-mail: voluntariosparnit@gmail.com ou preenchendo uma ficha com seus dados no próprio local da exposição, ou seja no Centro de Visitantes, que é a sede do PARNIT, no "Parque da Cidade".


Convite para a exposição "O Trabalho Invisível".

Grupo de voluntários atuando no PARNIT.

Voluntária atuando em área afetada por queimada no PARNIT.

GUIA DE TRILHAS NITERÓI - MARICÁ

Na ocasião, recebi um valioso presente: um exemplar do "Guia de Trilhas de Niterói e Marica", autografado pelo autor Leandro do Carmo, do Clube Niteroiense de Montanhismo - CNM.


Outra boa experiência de Niterói no trabalho voluntário, está na Defesa Civil municipal, que já reúne mais de 2.100 agentes voluntários, em 102 Núcleos de Defesa Civil, em 69 comunidades. Recentemente, demos início a um novo modelo de atuação, incluindo os chamados NUDEC Condomínios, que capacita voluntários em prédios e condomínios horizontais.

Assim como ocorre em outros países, a participação do colaboradores voluntários e com motivação cidadã, é decisivo para a qualidade da gestão e a integração das áreas protegidas com as comunidades do entorno destes parques.

Niterói segue em frente mostrando um caminho inovador para o avanço rumo à sustentabilidade urbana.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói







Defesa Civil de Niterói e Cruz Vermelha discutem ações integradas em casos de fortes chuvas



As políticas públicas de resiliência e a Defesa Civil de Niterói estão entre as mais destacadas no país e a cidade tem se beneficiado destes avanços, como ficou evidente nas últimas chuvas, quando o Rio de Janeiro e outros municípios da Região Metropolitana foram duramente afetados e Niterói superou bem.

Desde 2013, mais de 500 milhões de reais foram investidos em obras de contenção de encostas, mais de 200 milhões em obras de macrodrenagem, além da estruturação da Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia.

O investimento da Prefeitura de Niterói também inclui o monitoramento meteorológico 24h, que permite a avaliação e adoção de estratégias da Defesa Civil, principalmente, no que tange aos eventos extremos de chuvas e ventos. Atualmente a cidade conta com 51 pluviômetros, que permitem o monitoramento em tempo real do volume de chuva que incide em cada região, possibilitando a tomada de ações de avaliação de risco e de eventuais evacuações de área com o uso do Sistema de Alerta e Alarme por Sirenes. Estão instaladas na cidade 30 plataformas do Sistema de Alerta e Alarme por Sirenes, em 25 comunidades.

Com a nova Defesa Civil de Niterói vieram planos e protocolos de atuação em casos de contingência, a implantação de ferramentas tecnológicas, a implantação de uma rede de 102 Núcleos Voluntários de Defesa Civil - NUDEC, incluindo comunidades e, mais recentemente, também os chamados NUDEC Condomínios, reunindo mais de 2.000 voluntários treinados para atuação em situação de emergência e ações preventivas.

Também merece destaque o trabalho que vem sendo realizado no controle de construções em áreas de risco, que é coordenado pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Preservação das Áreas Verdes (Gecopav) realiza a fiscalização de áreas verdes e atua na prevenção de crescimento desordenado. Mais de 140 edificações irregulares foram demolidas e mais de 700 notificações foram emitidas nos últimos três anos.

A Defesa Civil de Niterói também desenvolve um trabalho pioneiro e inovador na área de prevenção e controle de incêndios em vegetação (queimadas), que inclui a formação de um corpo de voluntários com formação específica, que passam a integrar o chamado NUDEC Queimadas.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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Defesa Civil de Niterói e Cruz Vermelha discutem ações integradas em casos de fortes chuvas




Ações de prevenção e resposta serão alinhadas entre os dois órgãos

Na tarde desta terça-feira (3), representantes da Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia e da Cruz Vermelha de Niterói estiveram reunidos para discutirem o reforço das estratégias relacionadas às ações no caso de chuvas fortes como as ocorridas nos últimos dias na Região Metropolitana do estado, incluindo Niterói. Entre as propostas apresentadas estão o alinhamento das ações, a integração nas medidas de prevenção e resposta e as diretrizes de trabalho.

A comitiva da Cruz Vermelha conheceu o Centro de Monitoramento e Operações da Defesa Civil de Niterói, bem como o funcionamento do protocolo de alerta e alarme do município. A Cruz Vermelha faz parte desse protocolo por ser um órgão de respeitabilidade reconhecida, dispondo de uma equipe de voluntariado sempre pronta para o apoio nas ações da Defesa Civil.

Durante o encontro, o subsecretário Defesa Civil e Geotecnia, Eric Oliveira, falou sobre as respostas positivas em relação às ocorrências das últimas chuvas que caíram na cidade. Além do subsecretário, participaram da reunião Renata Teixeira, da Defesa Civil de Niterói, o presidente e vice-presidente da Cruz Vermelha Niterói, Anderson Dopazo e Renata Cardoso, que estavam acompanhados pelo instrutor Carlos Augusto.


Fonte: Prefeitura de Niterói




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