sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Metodologia permite quantificar mais precisamente o CO2 em florestas



Sistemas de florestas acumulam grande quantidade de CO2, formando importantes reservatórios de carbono – Foto: Michel Anderson Almeida Colmanetti


Estudo traz equações que quantificam a biomassa, além de estratégias para quantificar carbono de florestas tropicais

O potencial efeito do CO2 nas mudanças climáticas tem despertado o interesse da comunidade científica para quantificação do gás nos ecossistemas. Nesse contexto, as florestas desempenham um importante papel, pois assimilam grandes quantidades de carbono pelo processo da fotossíntese, que passa a ser estocado na sua biomassa. Dessa forma, a biomassa das florestas tropicais ganha importância como reservatório de carbono. Contudo, a quantificação dos estoques de CO2 numa floresta tropical ainda é um desafio e objeto de estudos científicos.

Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, uma pesquisa desenvolvida pelo biólogo Michel Anderson Almeida Colmanetti, no Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada, traz uma nova equação capaz de fornecer estimativas mais precisas contribuindo para a quantificação de carbono de uma floresta. A partir de metodologias existentes, o biólogo desenvolveu uma proposta que é adequada a florestas tropicais que possuem espécies diversas. “Esta situação está mais próxima de nossa realidade”, afirma Colmanetti.

Técnicas imprecisas

Foi a partir de duas técnicas conhecidas que o biólogo desenvolveu uma equação mais precisa na quantificação do carbono. Uma delas é a chamada Técnica Não Destrutiva. De acordo com o biólogo, nesta modalidade as florestas são tratadas como se fossem “homogêneas”. “Há estimativas grosseiras e não há precisão na tabulação dos dados”, conta o pesquisador. Nesse tipo de técnica é determinada uma área (parcela) de cerca de 100 metros quadrados (m2), por exemplo, em que o diâmetro é medido à altura do peito, a chamada DAP. “Após esta medida, o especialista afere o diâmetro do tronco da árvore e vai coletando as informações de diversas parcelas”, descreve Colmanetti. Em seguida, os dados são compilados em softwares específicos e é usada uma equação preestabelecida para se calcular a biomassa de cada árvore, obtendo-se a estimativa de carbono por hectare. “A imprecisão está em desconsiderar as diferenças entre as espécies”, diz o biólogo.

O outro método avaliado por Colmanetti foi o Método Destrutivo. Semelhante ao sistema anterior, a diferença deste método, segundo o biólogo, é que não se utiliza uma equação preestabelecida. “Usa-se uma equação a partir das espécies locais. As medidas são feitas da mesma forma e há o corte das árvores dentro das parcelas de 100 m2”, conta Colmanetti, lembrando que “se estabelece ainda a relação do diâmetro do tronco da árvore com sua biomassa.”


Mata Atlântica na Serra do Mar, Paraná – Foto: Deyvid Setti via Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0


Ainda houve uma proposta de calibrar as equações à própria equação desenvolvida de acordo com as diferentes espécies que ocorrem em diferentes locais. “Um hectare de Mata Atlântica pode reunir mais de 400 espécies diferentes de espécies, e isso não era considerado”, lembra o biólogo. Utilizando em parte as técnicas do Método Destrutivo, Colmanetti realiza o corte das árvores. “Optamos por cortar as espécies mais abundantes “, afirma o pesquisador. Após o corte das espécies, ele estabeleceu uma nova equação que foi ajustada de acordo com as variações das espécies. O autor ainda afirma que “ao se utilizar a calibração, será necessário cortar um reduzido número de arvores”, isso facilita o uso e aplicação de sua equação por outros pesquisadores, em locais diferentes.

O trabalho de campo de Colmanetti foi realizado entre os anos de 2013 e 2014, numa região de Mata Atlântica do trecho norte do Rodoanel de São Paulo, onde já estava previsto o desmatamento. Após o desenvolvimento das equações, o pesquisador calculou o carbono do Parque Estadual da Cantareira e verificou algo em torno de 1,5 milhão de toneladas de carbono, usando os métodos tradicionais. “Usando nossa equação, estimamos que chegou, no máximo, a 1 milhão de toneladas de gás carbônico”, afirma, lembrando que mesmo sendo uma “estimativa”, ficou mais próximo da realidade.

Colmanetti desenvolveu seu estudo de doutorado sob orientação do professor Hilton Tadeu Zarate do Couto, do Departamento de Ciências Florestais (LCF). Também realizou um doutorado sanduíche na Universidade de Maine (EUA) sob orientação do professor Aaron Weiskittel. Acredita-se que as equações propostas nesse estudo, associadas às estratégias de quantificação de biomassa, são uma alternativa razoável para a quantificação de carbono da Mata Atlântica, assim como para outras florestas altamente diversas.

Com informações de Alicia Nascimento Aguiar, da Assessoria de Imprensa da Esalq
Mais informações: michelcolmanetti@gmail.com


Fonte: Jornal da USP












Projeto Grael e Lojas Americanas unem-se em programa para empregabilidade de jovens



Axel Grael fala na abertura da programação. Foto acervo Projeto Grael.

Alunos do Projeto Grael, participantes do programa, fazem depoimento sobre as suas expectativas do curso. Foto acervo Projeto Grael.

Organizadores, representantes das Lojas Americanas, do SENAC, membros da equipe do Projeto Grael e professores do curso. Foto acervo do Projeto Grael.


O Projeto Grael firmou parceria com as Lojas Americanas, com recursos do BNDES e a participação do SENAC, com o objetivo de capacitar uma turma de 30 jovens com o foco no mercado varejista.

A programação teve início na segunda-feira, 30 de julho, em evento que contou com a participação do presidente do Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael, Comandante Montes, dirigentes das Lojas Americanas, representantes do SENAC, o empresário Maurício Salkini, membros do Conselho Diretor do Instituto, Christa Grael, Gerente Executiva do Instituto, professores que participarão dos cursos e Axel Grael, um dos fundadores do Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael.

“Em tempos de crise e elevada taxa de desemprego, principalmente entre jovens, investir na capacitação para o ambiente do trabalho, na elevação da autoestima e na motivação dos alunos do Projeto Grael é potencializar a empregabilidade, a estabilidade no emprego e a capacidade de ascensão profissional destes jovens. Esta é uma das prioridades do projeto Grael: motivar através do esporte. A parceria com as Lojas Americanas torna esta empregabilidade ainda mais real, através do oferecimento de um modelo empresarial de excelência no mercado varejista, para inspirar e motivar os participantes do curso”, concluiu Axel Grael sobre a parceria com a LASA, BNDES e Senac para a realização do curso de capacitação na área de Varejo.

Que os participantes divirtam-se, tenham bom proveito nas atividades e que alcancem o devido sucesso na futura vida profissional.

Axel Grael










"Tragédia carioca", coluna de Flávia Oliveira, O Globo



"TRAGÉDIA CARIOCA"
"A mão de obra do varejo de drogas é, predominantemente, masculina, negra, muito jovem. Nasceu em lares de baixíssima renda. Integra famílias numerosas chefiadas por mulheres, carece de referência paterna — os homens foram embora, estão mortos, presos ou são desconhecidos. Estudou pouco e abandonou a escola ainda no ciclo fundamental, com idade entre 11 e 14. Já trabalhou fora do tráfico (na construção civil, no comércio, em lava a jato, como ambulante). No crime, ganha até três salários mínimos, ajuda financeiramente em casa".



"Tragédia carioca", Flávia Oliveira, O Globo, Opinião, pág. 3, 03 de agosto de 2018.


Dois diagnósticos separados por 12 anos escancaram desinteresse do poder público em livrar crianças do tráfico no Rio

O Observatório de Favelas tornou público um dos mais profundos — e pesarosos — diagnósticos sobre adolescentes e jovens envolvidos com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. “Novas configurações das redes criminosas após a implantação das UPPs” é o segundo estudo realizado, num intervalo de 12 anos, pela organização da sociedade civil encravada na Maré, conjunto de 16 favelas na Zona Norte carioca. O hiato temporal, do tamanho de uma geração, dá a medida do que tantos meninos de comunidades populares poderiam ser, não fossem estigmatizados, negligenciados, desprezados por um poder público mais empenhado na brutalidade que no acolhimento.

Os pesquisadores entrevistaram, de maio de 2017 a abril deste ano, 261 jovens a serviço do tráfico — 150 em favelas, 111 em instituições socioeducativas. Entre 2004 e 2006, o Observatório acompanhara a trajetória de 230 crianças e adolescentes; no par de anos, 45 morreram. A tragédia carioca é constatar que, de uma pesquisa a outra, não houve esforços oficiais para interromper o ciclo de vulnerabilidade que aproxima crianças do crime cada vez mais cedo. Na década passada, seis em cada dez meninos ingressaram na rede do tráfico entre os 12 e os 15 anos; 7,8% antes dos 12. No levantamento recém-concluído, 54,4% se incorporaram aos grupos criminosos dos 13 aos 15; 14,5%, o dobro de antes, com menos de 12 anos. Eles não tinham nascido quando o primeiro diagnóstico ficou pronto, mas repetiram — e intensificaram — a trajetória da geração anterior, enquanto a quadrilha chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral saqueava os cofres do Estado do Rio.

"Entre 2004 e 2006, o Observatório acompanhara a trajetória de 230 crianças e adolescentes; no par de anos, 45 morreram".

"Na década passada, seis em cada dez meninos ingressaram na rede do tráfico entre os 12 e os 15 anos; 7,8% antes dos 12. No levantamento recém-concluído, 54,4% se incorporaram aos grupos criminosos dos 13 aos 15; 14,5%, o dobro de antes, com menos de 12 anos." 

A mão de obra do varejo de drogas é, predominantemente, masculina, negra, muito jovem. Nasceu em lares de baixíssima renda. Integra famílias numerosas chefiadas por mulheres, carece de referência paterna — os homens foram embora, estão mortos, presos ou são desconhecidos. Estudou pouco e abandonou a escola ainda no ciclo fundamental, com idade entre 11 e 14. Já trabalhou fora do tráfico (na construção civil, no comércio, em lava a jato, como ambulante). No crime, ganha até três salários mínimos, ajuda financeiramente em casa.

O perfil dos traficantes meninos é o retrato da falência — ou da ausência — de políticas de inclusão social. Todos estiveram, desde muito cedo, vinculados ao setor público, via escola. Tivemos os meninos nas mãos e, por incompetência ou desinteresse, deixamos que escapassem. “Há uma correlação muito forte entre evasão escolar e permanência no tráfico. As duas pesquisas mostram a mesma coisa. Então, uma escola interessante, que se ocupe do aluno e dê a ele perspectiva de futuro, é fundamental”, diz Jailson Souza e Silva, fundador do Observatório de Favelas e um dos coordenadores das duas pesquisas.

"... seis em cada dez adolescentes dizem que entraram no tráfico para ajudar a família; 47,5% queriam ganhar dinheiro; 15,7% tinham dificuldade para conseguir emprego".

No levantamento de 2018, seis em cada dez adolescentes dizem que entraram no tráfico para ajudar a família; 47,5% queriam ganhar dinheiro; 15,7% tinham dificuldade para conseguir emprego. Quase metade já tem filhos, e 70% estão em relacionamentos estáveis, vivendo ou não com o cônjuge. A entrada no crime tem mais a ver com sustento e desejo de consumo do que com adrenalina, sensação de poder, fascínio por armas, apreço pelo risco. É outro mito que cai por terra.

Dois em cada três jovens trabalham mais de dez horas por dia, 48% nunca folgam. Dos 261 entrevistados, 141 dizem que deixariam o crime se arrumassem um emprego formal, 40,2% já se afastaram do tráfico voluntariamente; 38,7% têm pouca ou nenhuma satisfação com a vida que levam. Na maior parte das vezes, o tráfico incorpora crianças e adolescentes reféns de um ciclo de pobreza, pouca formação e falta de oportunidades. A eles oferece dinheiro, pertencimento e vida social, quando outros vínculos já foram rompidos.

"Dois em cada três jovens trabalham mais de dez horas por dia, 48% nunca folgam. Dos 261 entrevistados, 141 dizem que deixariam o crime se arrumassem um emprego formal, 40,2% já se afastaram do tráfico voluntariamente; 38,7% têm pouca ou nenhuma satisfação com a vida que levam".

Os pesquisadores pretendem entregar ao futuro governador eleito do Rio um conjunto de propostas. Querem, de um lado, alterar a política de segurança ancorada em confrontos que só produzem cadáveres, inclusive de policiais; de outro, acenar com permanência na escola, qualificação profissional, acesso ao mercado de trabalho. E, quem sabe, contar outra história nos próximos anos.

Fonte: O Globo




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Novas Configurações das Redes Criminosas após a Implantação das UPPs

Desenvolvida pelo eixo de Segurança Pública e Direito à Vida do Observatório de Favelas, a pesquisa sobre as novas configurações das redes criminosas após a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), no Rio de Janeiro, pretende oferecer subsídios para a construção de políticas e ações públicas que visem a superação da lógica da “guerra às drogas”. O estudo busca aprofundar a compreensão sobre o perfil e as práticas de jovens inseridos na rede do tráfico de drogas no varejo e as dinâmicas que afetam o campo da saúde pública.



Para alcançar os objetivos propostos foram entrevistados 150 jovens inseridos na rede do tráfico de drogas no varejo em favelas do Rio de Janeiro e 111 adolescentes no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE). Além disso, também foram ouvidos profissionais que atuam em serviços de saúde e policiais. As entrevistas foram realizadas entre maio de 2017 e abril de 2018.

Além do perfil dos jovens inseridos no tráfico de drogas, o estudo aborda aspectos como configuração familiar, trajetória escolar, experiências de trabalho, relação com as drogas e padrões de consumo, relação com os serviços de saúde, experiências de violência, motivações para o ingresso, permanência e saída da rede ilícita.

Realização: Observatório de Favelas
Apoio: Open Society Foundations

Acesse a pesquisa na íntegra aqui


Fonte: Observatório de Favelas











Estudo apresenta contribuição das áreas protegidas brasileiras para a economia nacional




Falta de investimento em gestão ambiental impede injeção anual de bilhões de reais na economia brasileira a partir das áreas verdes protegidas

Benefício aos recursos hídricos influenciados pela existência de UCs é de R$ 59,8 bilhões anuais

As Unidades de Conservação (UCs) brasileiras são muito conhecidas por seu potencial turístico – 11 milhões de pessoas visitaram parques nacionais em 2017. Não só parques nacionais, mas todos os tipos de UCs podem oferecer importantes contribuições à economia nacional, em atividades como o extrativismo sustentável de madeira, pesca, geração de energia e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Se houvesse mais investimento em gestão ambiental, principalmente nas Unidades de Conservação (UCs) brasileiras, haveria mais geração de emprego e renda no país. Os dados são do livro “Quanto Vale o Verde: A Importância Econômica das Unidades de Conservação Brasileiras“, lançado no IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), em Florianópolis. Acesse a publicação completa neste link.

Coordenado pela Conservação Internacional (CI-Brasil) em parceria com as Universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o livro foi financiado pelas organizações ambientais CI-Brasil, FUNBIO, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Semeia e WWF-Brasil. A publicação também é apoiada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).

A publicação traz informações sobre a contribuição que a proteção das áreas verdes pode trazer para a economia nacional a partir dos benefícios dos bens e serviços oferecidos efetiva ou potencialmente pelas UCs brasileiras, considerando todas as regiões e biomas, no período entre 2006 e 2016. Entre eles estão os produtos florestais, o turismo em áreas protegidas, o estoque de carbono, a produção de água, proteção dos solos e a geração de receita tributária para municípios.

Segundo dados analisados pelos pesquisadores, a falta de investimento em gestão ambiental faz o Brasil perder oportunidades de negócios sustentáveis a partir de suas Unidades de Conservação (UCs). Entre os anos de 2001 e 2014, percebe-se uma leve tendência de crescimento do gasto ambiental pelo Governo Federal mas, a partir de 2015, ocorre uma redução drástica de recursos.

Os cortes orçamentários atingiram a gestão ambiental com mais intensidade do que a média dos demais setores da gestão pública federal. O Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, teve orçamento praticamente estacionado no patamar dos R$ 1,2 bilhão entre 2005 e 2013, enquanto que as despesas de outros órgãos federais cresceram significativamente. Os cortes em autarquias relacionadas à gestão ambiental (ICMBio e Ibama), por exemplo, já começam a ameaçar a continuidade de serviços fundamentais prestados por esses órgãos, como a fiscalização do desmatamento na Amazônia Legal.

“A grande expansão da atividade econômica entre 2003 e 2016 representou aumento das pressões ambientais, mas não houve crescimento significativo nas despesas em gestão ambiental no mesmo período“, destaca Carlos Eduardo Young, professor da UFRJ e coordenador do estudo.

Para Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, organização que apoia a gestão de 12 Unidades de Conservação em fundos de apoio que já captaram R$ 20 milhões para aplicação nos próximos anos, a valorização dos parques e reservas do Brasil é uma questão estratégica.

“Estamos em um ano eleitoral e os próximos governantes e alguns setores da sociedade precisam entender o benefício das áreas protegidas para o desenvolvimento do Brasil. Estamos falando de uma contribuição significativa que pode colocar o país em uma posição de extrema competitividade. Somos um dos países mais ricos do mundo, se soubermos aproveitar nosso potencial ambiental“, destaca ela.

Segundo o estudo, a madeira em tora é o principal produto do extrativismo no Brasil, gerando em 2016 mais de R$ 1,8 bilhão em receitas – o que corresponde a 11,4 milhões de metros cúbicos de madeira produzidas. Entretanto, a produção tem apresentado queda ao longo da última década, situação que pode estar atrelada à falta de incentivos e investimentos no setor. O contínuo desmatamento também reduz as possibilidades de aproveitamento desse recurso, e a extração de madeira teve diminuição de 36% entre 2006 e 2016.

A atividade extrativista é um item importante da econômica brasileira desde a sua fundação, com a exploração do pau-brasil, até os dias atuais com a extração de vários produtos, em especial na região Norte. E grande parte dessa atividade é realizada dentro de UCs. No estudo, foram observados os produtos madeireiros, não-madeireiros (açaí, castanha e borracha) e pescado (peixe, camarão e caranguejo).

As oportunidades de extração sustentável parecem ser melhor exploradas com produtos não-madeireiros, ainda que com receitas menores. Destaque para o açaí, com aumento da produção de 112% entre 2006 e 2016, enquanto a produção de castanha-do-pará aumentou 20,4% no mesmo período. Na contramão, o extrativismo de borracha natural reduziu drasticamente, ficando limitado a um restrito conjunto de municípios na Amazônia. Essas atividades têm um importante impacto como complemento da renda familiar dos extrativistas, demonstrando a importância da atividade à inclusão social.

Já a atividade pesqueira tem potencial nas UCs – passíveis de extração – de R$ 562,6 milhões para o peixe, R$ 40,5 milhões para a camarão e de R$ 18,4 milhões para o caranguejo, totalizando em R$ 621,5 milhões de pescado. Essa produção real pode ser incrementada, tanto em volume quanto em receita, caso políticas adequadas sejam implementadas.

A visitação em áreas protegidas continua tendo grande destaque como elemento de dinamização econômica. Cerca de 17 milhões de visitantes foram registrados em UCs no ano de 2016, com impacto sobre a economia estimado entre R$ 2,5 e R$ 6,1 bilhões anuais, correspondendo a uma geração entre 77 e 133 mil postos de trabalho. Um incremento de 20% na visitação – mais 3,4 milhões de visitantes anuais – resultaria em um impacto econômico entre R$ 500 milhões e R$ 1,2 bilhões de reais, com aumento associado entre 15 mil e 42 mil vagas de emprego.

O estudo ainda calculou a contribuição das UCs para evitar emissões de carbono. Estimou-se que a criação das UCs brasileiras impediu a emissão de um estoque total de 10,5 GtCO2e (gigatoneladas de CO2 equivalente), o que é 4,6 vezes a emissão bruta brasileira do ano de 2016. O valor monetário do estoque de carbono conservado foi estimado em R$ 130,3 bilhões, correspondendo a fluxos anuais de benefício por conservação entre R$ 3,9 a R$ 7,8 bilhões. Estes dados demonstram a importância do estabelecimento de esquemas de pagamento por emissões evitadas por desmatamento e degradação florestal (REDD+) que beneficie investimentos em Unidades de Conservação.

A publicação dedica quatro capítulos à contribuição do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), a maior iniciativa de conservação de florestas tropicais do mundo. O ARPA já apoia mais de 60 milhões de hectares, quase duas vezes a área da Alemanha. O trabalho aponta que o valor estimado do estoque de carbono conservado pelas UCs com apoio do programa chega a R$ 56 bilhões.

Outro ponto fundamental da contribuição das UCs está no repasse de ICMS-Ecológico para municípios com UCs em seu território. A análise efetuada calculou a parcela de 13 estados brasileiros. Esse valor foi estimado em R$ 776 milhões para o ano de 2015, correspondendo a 44% do fluxo total de ICMS-E transferido nesses estados. O critério contraditório da destinação de cada estado e a falta de divulgação da política aos municípios dificulta a efetividade deste instrumento.

Água e floresta

Em termos de proteção dos rios, as UCs da Amazônia são as que mais contribuem para a geração hidrelétrica. Contudo, as UCs da Mata Atlântica também se destacam nesse aspecto em função da grande concentração de Usinas Hidrelétricas (UHEs) nesse bioma. Estimou-se que a potência instalada beneficiada pela presença de UCs – unidades geradoras cujas bacias têm pelo menos 10% de superfície coberta por UCs – é de 47,0 GW.

Para o abastecimento humano, as UCs da Mata Atlântica têm grande destaque na captação de água (73 m3/s), visto que 72% da população brasileira se concentra nesse bioma. Mas a captação de água para abastecimento humano oriunda de rios que passam por UCs é também relevante na Amazônia (35 m3/s), Cerrado (10 m3/s) e Caatinga (10 m3/s).

Em termos monetários, o valor total do benefício gerado por recursos hídricos influenciados pela presença de Unidades de Conservação foi estimado em R$ 59,8 bilhões anuais, distribuídos em termos de proteção de rios para geração hidrelétrica (R$ 23,6 bilhões anuais), usos consuntivos ou que retiram água do manancial para sua destinação, como a irrigação, a utilização na indústria e o abastecimento humano (R$ 28,4 bilhões anuais) e erosão evitada (R$ 7,8 Bilhões anuais).

Os dados deste estudo oferecem um importante subsídio para os diversos acordos internacionais assinados pelo Brasil. Alguns deles, como o 8º artigo da Convenção sobe Diversidade Biológica (CDB), a Convenção Quadro sobre Mudanças Climáticas e, mais recentemente, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), dão importante atenção às Unidades de Conservação (UCs). Os ODS 14 e 15, por exemplo, dedicam um conjunto ambicioso de metas à conservação e proteção dos ecossistemas costeiros, marinhos e terrestres e como estes ambientes oferecem condição para a melhoria das condições de vida no nosso planeta.

Segundo Erika Guimarães, gerente de Áreas Protegidas da Fundação SOS Mata Atlântica, em razão de tudo isso o Brasil precisa manter o rito de criação das Unidades de Conservação nos próximos anos. “O governo também precisa vetar qualquer tipo de proposta para bloquear a criação e a implantação de áreas protegidas ou que reduzam seus limites. Com isso, será possível garantir o uso da sociedade nessas áreas e promover a concessão de serviços, o turismo e outros negócios sustentáveis“, finaliza.

As UCs recobrem significativa parcela do território nacional, protegendo ecossistemas, espécies e meios de vida de populações tradicionais e garantem serviços ecossistêmicos essenciais para o bem-estar da humanidade. Somente na esfera federal são 333 Unidades de Conservação, que correspondem a 9% do território continental e 24% do território marinho. Ao todo, o Brasil possui hoje 2.146 UCs (1.462 de Uso Sustentável; e 684 de Proteção Integral).

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG ambiental brasileira. Atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica por meio do monitoramento do bioma, produção de estudos, projetos demonstrativos, diálogo com setores públicos e privados, aprimoramento da legislação ambiental, comunicação e engajamento da sociedade em prol da recuperação da floresta, da valorização dos parques e reservas, de água limpa e da proteção do mar. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br.


Fonte: SOS Mata Atlântica











quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Projeto Grael recebe matriculas e oferece novos cursos



PROJETO GRAEL COM MATRÍCULAS ABERTAS

Cursos são voltados para jovens com idade entre 9 e 29 anos

Estão abertas as matrículas para os cursos que acontecem durante o segundo semestre – 2018.2, no Projeto Grael. Os cursos do Projeto Grael são voltados para jovens com idade entre 9 e 29 anos.

Além das aulas de vela, natação e informática, alunos com idade entre 16 e 29 anos são preparados para atuar no setor náutico, carente de mão de obra especializada. As oficinas náuticas oferecidas pelo Projeto Grael são: Fibra de Vidro, Mecânica de Motores Diesel, Mecânica de Motores de Popa, Capotaria Náutica, Marcenaria Náutica e Instalações Eletroeletrônicas para Barcos

Para efetuar a matrícula, é necessário comparecer à instituição com os documentos abaixo. É válido lembrar que os responsáveis pelos menores de 18 anos devem estar presentes no ato da matrícula. O candidato deve levar os seguintes documentos: Declaração escolar ou certificado de conclusão de ensino na rede pública; Atestado médico para a prática de atividades esportivas; Xerox de identidade e CPF ou certidão de nascimento do aluno; Xerox da Identidade e CPF do responsável (para menores de 18 anos) e Comprovante de Residência.

O Projeto Grael fica localizado na Av. Carlos Ermelindo Marins, 494 – Jurujuba, na Zona Sul de Niterói – RJ. Próximo ao Clube Naval de Charitas, e o horário de funcionamento da Secretaria do Projeto é de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h e 13h às 17h. Maiores informações em 2711-9875.


PROJETO GRAEL ABRE PROGRAMA DE CANOAGEM COM PARCERIA COM A CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CANOAGEM




Estamos com matrículas abertas para as atividades do segundo semestre - 2018.02, entre elas, a canoagem. Aliás, você conhece os benefícios da canoagem?

De acordo com a instrutora Lilia Godoi, a prática da canoagem melhora o condicionamento físico, alivia o estresse, estimula a saúde mental, fortalece a musculatura das costas e abdômen (CORE), que é considerado o centro do equilíbrio do corpo, além de favorecer o desenvolvimento da criança e ainda melhorar a postura prevenindo o risco de lesões na fase adulta.


APRENDA ENERGIA SOLAR NO PROJETO GRAEL



Estão abertas as inscrições para o Projeto Vento Solar que acontece no segundo semestre de 2018. O curso é realizado pelo Projeto Grael em parceria com a UFF por meio de um programa de extensão. As aulas começam no próximo dia 16 de agosto e as inscrições podem ser realizadas através do link:https://bit.ly/2n0zqsA


O QUE PRECISA PARA MATRICULAR NO PROJETO GRAEL?





Fonte: Projeto Grael









TRANSOCEÂNICA: Estações começarão a ser implantadas



Das 13 estações previstas no projeto, apenas duas já foram entregues. Foto: Evelen Gouvêa


Sistema BHS que deve ser implantado até novembro na Região Oceânica ganhará 11 estações em breve

Carolina Ribeiro


Já foram escolhidas as empresas responsáveis pela construção das 11 estações restantes de embarque e desembarque de passageiros para o sistema Bus High Service (BHS), que deve ser implantado até novembro na Região Oceânica. A obra faz parte da TransOceânica, corredor viário de 9,3 quilômetros de extensão, que já possui duas estações prontas, no Engenho do Mato e em Charitas. O investimento é de R$ 10 milhões. Após a assinatura da ordem de início para as obras, consta no edital que as empresas terão até três meses para finalizar o serviço. Todas as estações terão bicicletário, câmeras de segurança, sistema de sonorização, que permitirá a comunicação do centro de controle com os passageiros.

Foi homologado nesta quinta-feira (2), o resultado da licitação que escolheu as empresas responsáveis pela construção das estações e do fornecimento de material para a obra. Orçada em R$ 36.711.620,07, a concorrência pública internacional reduziu o valor de investimento para o total de R$ 10.420.556,10, sendo R$ 1.427.406,10 para a Construtora Pimentel & Ventura realizar a construção e R$ 8.993.150,00 para a Metalco do Brasil fornecer os mobiliários.

A promessa é que o serviço, que passará por 12 bairros da região, atenda 125 mil pessoas.

De acordo com o edital divulgado pela Prefeitura de Niterói, o prazo máximo para a execução das obras é de três meses a partir da Ordem de Início, expedida pela Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento (Emusa), em até um mês.

A TransOceânica contará com mais 100 ônibus, sendo 40 veículos elétricos, no conceito BHS, com piso baixo e porta dos dois lados. Serão cinco linhas de ônibus que sairão de diversos bairros da Região Oceânica. Duas novas linhas passarão pelo túnel Charitas-Cafubá seguindo até o Centro de Niterói. Uma sairá de Piratininga e a outra de Itaipu. Três linhas seguirão pelo Largo da Batalha até o Centro. A primeira linha começa a circular em novembro.

Segundo a prefeitura, a TransOceânica está na reta final. Estão sendo concluídas adequações em calçadas, postes e na ciclovia.

As estações estarão localizadas nos seguintes pontos: Engenho do Mato (já está pronta); próximo ao Rio João Mendes; rótula da Avenida Central; em frente ao Mercado Maravista; próximo Rua São Marcio; próximo à subestação da Enel; próximo à Avenida Santo Antônio; próximo ao Multicenter; perto do Hospital da Amil; na altura do DPO do Cafubá; na rótula Cafubá (Fazendinha); próximo à AABB; Charitas (já está pronta).

Fonte: O Fluminense











Coordenador na vela, Torben Grael vê boas chances para o Brasil em Mundial



Torben Grael mostra otimismo para a competição na Dinamarca Foto: Fabio Motta/Estadão


Dirigente aposta em sucesso da equipe para a disputa da competição, que será em Aarhus, na Dinamarca

A equipe brasileira de vela inicia nesta quinta-feira a disputa do Mundial de Classes Olímpicas. As primeiras regatas estão previstas para 7 horas (de Brasília), na baía de Aarhus, na Dinamarca. Na abertura, o Brasil terá Jorge Zarif, campeão da Copa do Mundo de 2018 na classe Finn; a medalhista olímpica Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (470 feminina); Geison Mendes e Gustavo Thiesen (470 masculina); e Henrique Haddad e Felipe Brito (470 masculina). Além do título, estarão em jogo as primeiras vagas para os países nos Jogos de Tóquio-2020, no Japão.

"Neste primeiro momento de busca pela classificação olímpica, temos classes um pouco mais bem posicionadas como 49er FX, Finn, 470 feminina, RS:X feminina e Nacra 17. Temos boas possibilidades em todas elas. Ainda temos correndo por fora classes como a 470 masculina e a 49er, com chance boa de ficar na flotilha ouro e estar na briga", avaliou Torben Grael, coordenador-técnico da equipe brasileira. 

Embora o Mundial valha classificação para os Jogos Olímpicos, a raia de Aarhus tem características distintas em relação a Enoshima, local da disputa em Tóquio. "A Dinamarca é completamente diferente. É uma área relativamente protegida em termos de onda. Tem onda picada, mas não tem onda oceânica. Em Enoshima, tem ondas grandes quando dá vento forte na direção do mar", disse Torben Grael.

Com duas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta-1996 e Atenas-2004) e uma prata (Sydney-2000) na classe Laser, mais uma prata e um bronze na Star (Pequim-2008 e Londres-2012, respectivamente), além de 14 títulos mundiais, Robert Scheidt também estará fora das águas em Aarhus. Ele será o treinador de Jorge Zarif.

"Espero ser um facilitador desse processo, uma pessoa com experiência para ajudar o Jorginho. Estou muito animado com essa primeira experiência como técnico em uma competição oficial e ainda por cima desse nível. Espero contribuir", explicou Robert Scheidt. "No período de treinos em Garda (Itália) tentamos identificar alguns pontos da velejada dele os quais considerei haver algum espaço para ganho, possibilidades para evoluir e melhorar. Trabalhei detalhes na parte técnica".

As regatas serão disputadas até o próximo dia 12. A competição reúne as 10 classes do programa dos Jogos Olímpicos: RS:X masculina, RS:X feminina, Laser, Laser Radial, Finn, 470 masculina, 470 feminina, 49er, 49er FX e Nacra 17. Além disso, haverá disputa também no kiteboard (feminino e masculino), como demonstração.

As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze, da classe 49er FX, entram na água a partir deste sábado. As regatas de medalha (medals race) estão previstas para acontecer a partir do dia 9. Os outros velejadores brasileiros em Aarhus serão: Carlos Robles e Marco Grael (49er), Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino (Nacra 17), João Bulhões e Bruna Martinelli (Nacra 17), Patrícia Freitas (RS:X feminina), Brenno Francioli (RS:X masculina), Bruno Fontes (Laser) e Gabriella Kidd (Laser Radial).


Fonte: O Estado de SP










Niterói melhora índices de balneabilidade da Enseada de Jurujuba



Balneabilidade Niterói - Divulgação

Balneabilidade tem melhorado ano a ano desde 2013, quando a Prefeitura de Niterói começou o Programa Enseada Limpa.


Criado há seis anos, programa Enseada Livre prevê fazer da área a primeira da Baía de Guanabara a ser totalmente despoluída

Por LUIZ ALMEIDA

Rio - Niterói pode comemorar. Graças ao programa Enseada Limpa, os índices de balneabilidade da Enseada de Jurujuba têm apresentado resultados positivos. Levantamento realizado pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente) nos seis primeiros meses de 2018 demonstra que as águas das praias de São Francisco, Charitas, Jurujuba, Adão e Eva estiveram próprias para banho durante 57,03% do período. É o melhor resultado desde 2013, quando o projeto foi criado e o índice ficou em 19,23%.

Criado pela Prefeitura de Niterói, o programa Enseada Limpa pretende atingir objetivo para lá de ambicioso. Fazer da Enseada de Jurujuba a primeira área da Baía de Guanabara a ser totalmente despoluída. Para tanto, o projeto atua em diferente frentes. Entre elas, a ampliação da rede coletora de esgoto e das ligações domiciliares à própria rede e o controle de roedores, além de promover ações de educação ambiental, coleta seletiva de lixo e a gestão de resíduos sólidos.

De acordo com o secretário-executivo de Niterói, Axel Grael, além dos ganhos ambientais alcançados pela despoluição, a retomada da balneabilidade garante outras alternativas de lazer. Afinal, os moradores da cidade não precisam se deslocar para a Região Oceânica em busca de águas mais limpas.

"Os resultados têm uma dimensão ainda maior: o efeito multiplicador ao mostrar um caminho para a despoluição da Baía de Guanabara, baseado em ações locais. Quando começamos o Enseada Limpa, havia muito ceticismo, pois alguns consideravam que não havia como melhorar a Enseada de Jurujuba sem que a Baía de Guanabara se despoluísse. Os resultados mostram o contrário", destaca Axel Grael. 

"Quando começamos o Enseada Limpa, havia muito ceticismo, pois alguns consideravam que não havia como melhorar a Enseada de Jurujuba sem que a Baía de Guanabara se despoluísse. Os resultados mostram o contrário".


ATLAS DA CONSERVAÇÃO

Uma radiografia das diversas belezas naturais. É a tônica do Atlas das Unidades de Conservação do Município de Niterói, que a prefeitura vai lançar, dia 9 de agosto, no Parque da Cidade. A obra será distribuída nas escolas de ensino fundamental de Niterói, em bibliotecas e em instituições de meio ambiente. Executado por especialistas e técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS), o Atlas teve ainda a participação de moradores de Niterói, que fotografaram locais pouco conhecidos da cidade.


Fonte: O Dia










quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Niterói recebe grau máximo de investimento de agência internacional





Agência Standard & Poor’s atribuiu nota mais alta em rating de crédito para a cidade, com perspectiva estável

01/08/2018 – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s Global Ratings concedeu a Niterói a nota de crédito mais alta em sua escala nacional: brAAA, com perspectiva estável. A nota, divulgada nesta quarta-feira (1°), reflete a avaliação da agência internacional de que a cidade continuará registrando resultados fiscais equilibrados, somados a altos níveis de investimento e manutenção de um baixo nível de dívida. O resultado aumenta a visibilidade da cidade no mercado internacional e a confiança de novos investidores. Essa é a primeira vez que o município é avaliado pela entidade.

“O grau de investimento atesta a capacidade de Niterói em honrar suas obrigações financeiras e reafirma sua credibilidade perante o mercado. É mais um ótimo resultado dos esforços feitos pela Prefeitura desde o início da nossa gestão, em 2013: políticas financeiras prudentes, planejamento estratégico de médio e longo prazos, monitoramento dos gastos, transparência nos processos orçamentários e capacidade de projetar receitas e controlar despesas”, explica o prefeito Rodrigo Neves.

Ele destaca ainda que o desempenho da cidade se torna mais relevante no cenário de grave crise econômica do Estado do Rio, que em situação de calamidade financeira desde 2016, acumula bilhões em dívidas e teve que aderir ao Regime de Recuperação Fiscal.

A Standard & Poor's classifica todos os países do mundo, governos e as empresas mais relevantes em um sistema de notas que vai de D a AAA. A graduação mais baixa é a D, que está situada na categoria de risco alto de inadimplência, juntamente, em ordem crescente, com as notas C, CC, CCC. Em seguida são atribuídas as notas da categoria de especulação, em ordem crescente, B-, B, B+, BB-, BB e BB+, que formam o grupo especulativo.

As notas do grupo de investimento começam com a nota BBB-, considerada juntamente com BBB, BBB+ a qualidade média de investimento. Seguem-se, em ordem crescente, as notas de maior grau de investimento A-, A, A+, AA-, AA, AA+ e AAA.

Ratings – Os ratings de crédito expressam a análise da agência sobre a capacidade e a vontade de uma instituição – seja uma empresa ou um governo estadual ou municipal – de honrar suas obrigações financeiras, integralmente e no prazo determinado. Diversos investidores usam esse índice como parâmetro para avaliar os riscos de investir em determinada cidade, por exemplo.

Com vinte e seis escritórios em todo o mundo e uma história de mais de cento e cinquenta anos, a Standard & Poor's é uma agência internacional que publica análises e pesquisas sobre o mercado de ações e o mercado de títulos públicos e privados.


Fonte: Prefeitura de Niterói



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LEIA O COMUNICADO À IMPRENSA DA STAND & POOR´s







PMUS - Participe da consulta pública do Plano de Mobilidade de Niterói






O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) apontará as diretrizes para o desenvolvimento do setor nos próximos dez anos na cidade de Niterói. 

O projeto dará prioridade ao transporte coletivo e os modos ativos - a pé e bicicleta-, dando mais qualidade e rapidez às viagens, contribuindo com uma mobilidade mais sustentável, buscando reduzir a necessidade do uso dos automóveis, e minimizando os efeitos de engarrafamento e poluição sonora e atmosférica. 

Vamos priorizar as pessoas, pois sabemos que seu tempo de deslocamento é precioso e, quanto menor for o tempo gasto, mais qualidade de vida a população terá. 

Até 31 de agosto você pode participar da consulta e colaborar com a construção de uma cidade cada vez melhor e mais sustentável. 

Ajude a decidir esse futuro em um clique: https://goo.gl/bcFj8h
Quer saber mais sobre o PMUS? Acesse:http://pmusniteroi.com.br/

Fonte: Prefeitura de Niterói